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COMPETÊNCIA 
 
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Competência 
Competência para fiscalização ambiental – LC 140/11 
Tratando-se de meio ambiente, pode-se afirmar que a competência para fiscalização ambiental é 
comum, em consonância com o teor do artigo 23 da Constituição da República, o qual atribui a 
todos os entes federativos o dever de proteção do meio ambiente, bem como a preservação da 
fauna e da flora. 
Nessa linha, verifica-se que a intenção do legislador foi a de garantir a proteção ao meio 
ambiente por todos os entes da federação, em forma de cooperação mútua. Sendo assim, 
vejamos os ensinamentos do jurista Paulo Afonso Leme Machado, o qual analisa que “a 
constituição não quer que o meio ambiente seja administrado de forma separada pela União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios. É razoável entender-se que, na competência comum, os 
entes devam agir conjuntamente”. 
Portanto, uma vez que a competência é comum, a atuação dos entes é conjunta, sem que o 
exercício de um venha excluir a do outro. 
Já na visão do professor José Afonso da Silva, este ensina que “competência comum significa 
que a prestação do serviço por uma entidade não exclui igual competência de outra – até porque 
aqui se está no campo da competência-dever, porque se trata de cumprir a função pública de 
prestação de serviços à população”. 
Assim, é possível afirmar que todos os entes da federação – União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios – podem atuar em um mesmo nível, sem que haja supremacia de um em detrimento 
de outro. 
Trata-se, portanto, de cooperação administrativa, posto que o equilíbrio do desenvolvimento e do 
bem-estar ambiental entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, no que tange ao 
exercício de funções concomitantes e contínuas que incidem sobre as matérias constantes dos 
incisos I a XII do art. 23 da Carta Política de 1988, possui auxílio recíproco disciplinado por 
normas veiculadas por Lei Complementar federal. 
Ademais, em matéria ambiental segue-se a regra de que compete à União a edição de normas 
gerais e aos demais entes federativos compete a edição de normas específicas ou especiais, em 
consonância com o interesse da localidade. Todavia, e de acordo com o artigo 22 da 
Constituição brasileira, a União deverá legislar de forma privativa em alguns assuntos que são 
considerados de interesse nacional. 
Noutro giro, o artigo 24 da Constituição de 1988 estabelece que a competência recai para a 
União, Estados e Distrito Federal nos casos afetos a florestas, pesca, fauna, conservação da 
natureza, caça, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da 
poluição (inciso VI); proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico 
(inciso VII) e responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de 
valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico (inciso VIII). 
Assim, quando inexistir lei federal que verse sobre normas gerais, os Estados exercerão a 
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades e a superveniência de lei 
federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. 
Quando a proteção ambiental estiver voltada a interesse local a competência será dos 
Municípios. Essa competência legislativa em matéria ambiental decorre de previsão estampada 
no artigo 30 da Constituição Federal brasileira. 
Ademais, foi sancionada a Lei Complementar nº 140, a qual fixa normas nos termos dos incisos 
III, VI e VII do caput e do parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal, para a cooperação 
entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, nas ações administrativas 
decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais 
notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à 
preservação das florestas, da fauna e da flora. 
COMPETÊNCIA 
 
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Tal lei tratou de definir a atuação estatal supletiva, como sendo a ação do ente da Federação 
que se substitui ao ente federativo originariamente detentor das atribuições, nas hipóteses 
definidas na Lei Complementar, bem como a atuação subsidiária, como ação do ente da 
Federação que visa auxiliar no desempenho das atribuições decorrentes das competências 
comuns, quando solicitado pelo ente federativo originariamente detentor das atribuições 
definidas nesta Lei Complementar. 
Desta forma, houve uma confusão ao longo do tempo, no que tange à identificação de qual ente 
será competente para licenciar uma atividade que venha a ser considerada potencialmente 
lesiva ao meio ambiente, por falta de previsão legislativa. 
Nesse azo, de acordo com a Lei Complementar nº 140/2011, a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios deverão desenvolver ações de cooperação de modo a atingir os 
objetivos previstos no art. 3º[1] da citada lei, bem como garantir o desenvolvimento sustentável, 
harmonizando e integrando todas as políticas governamentais. 
Da mesma forma, restou à União o dever de fiscalizar matérias relacionadas à supressão de 
vegetação, de florestas e formações sucessoras em: a) florestas públicas federais, terras 
devolutas federais ou unidades de conservação instituídas pela União, exceto em APAs; e b) 
atividades ou empreendimentos licenciados ou autorizados, ambientalmente, pela União; aprovar 
a liberação de exemplares de espécie exótica da fauna e da flora em ecossistemas naturais 
frágeis ou protegidos; controlar a exportação de componentes da biodiversidade brasileira na 
forma de espécimes silvestres da flora, dentre outras. 
Quanto aos Estados compete, nos termos da Lei Complementar 140/11, executar e fazer 
cumprir, em âmbito estadual, a Política Nacional do Meio Ambiente e demais políticas nacionais 
relacionadas à proteção ambiental; exercer a gestão dos recursos ambientais no âmbito de suas 
atribuições; formular, executar e fazer cumprir, em âmbito estadual, a Política Estadual de Meio 
Ambiente; promover, no âmbito estadual, a integração de programas e ações de órgãos e 
entidades da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
relacionados à proteção e à gestão ambiental; dentre outros. 
Desta feita, representam competências de interesse local (municipal): executar e fazer cumprir, 
em âmbito municipal, as Políticas Nacional e Estadual de Meio Ambiente e demais políticas 
nacionais e estaduais relacionadas à proteção do meio ambiente; exercer a gestão dos recursos 
ambientais no âmbito de suas atribuições; manter o Sistema Municipal de Informações sobre 
Meio Ambiente, dentre outras. 
Desde que observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas na Lei 
Complementar 140/11, compete aos Municípios promover o licenciamento ambiental das 
atividades ou empreendimentos: a) que causem ou possam causar impacto ambiental de 
âmbito local, conforme tipologia definida pelos respectivos Conselhos Estaduais de Meio 
Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade; ou b) 
localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de 
Proteção Ambiental (APAs); dentre outras. 
Já o art. 225 da CF/88 consagra o direito ao ambiente ecologicamente equilibrado como direito 
fundamental da pessoa humana, estabelecendo regras e princípios em matéria ambiental. A 
Carta Magna assegura o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo 
tanto ao Estado quanto à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e 
futuras gerações. 
E nessa linha, encontra-se disciplinada, como já visto alhures, a competência comum da União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios na fiscalização ambiental. Edis Milaré também se 
manifesta no mesmo sentido, senão vejamos: 
“A competência para fiscalizar está igualmente prevista no art. 23 da Constituição de 1988 e se 
insere, portanto, dentro da competênciacomum de todos os entes federados. A interpretação do 
referido artigo, no tocante à fiscalização ambiental, deve ser feita de forma ampliativa, no sentido 
de que a atividade seja exercida cumulativamente por todos os entes federativos.” 
Pode-se ainda citar jurisprudência no mesmo sentido, in verbis: 
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CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 
AMBIENTAL. EMPREENDIMENTOS HOTELEIROS. 
OPERAÇÃO DE SUAS ATIVIDADES SEM O DEVIDO LICENCIAMENTO AMBIENTAL. 
INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO AMBIENTAL. MULTA APLICADA. COMPETÊNCIA COMUM DO 
IBAMA PARA FISCALIZAR. ART. 23 DA CONSTITUIÇÃO. 
OMISSÃO DOS ÓRGÃOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. ADVERTÊNCIA. DESNECESSIDADE 
DE APLICAÇÃO. PROPORCIONALIDADE DA MULTA. 
1. Cuida-se de remessa obrigatória e de apelação cível interposta por BRASTURINVEST 
INVESTIMENTOS TURÍSTICOS SA contra a sentença que concedeu apenas, em parte, a 
segurança impetrada para declarar a suspensão da exigibilidade da multa cominada pelo IBAMA 
no auto de infração nº 598.702, por operar empreendimento potencialmente poluidores sem 
licença do órgão ambiental competente, em virtude do depósito do valor integral do respectivo 
montante, até o trânsito em julgado. 
2. As atribuições dos órgãos ambientais se dividem, basicamente, em duas: a primeira delas, 
que tem caráter preventivo e se refere à expedição de licenças ambientais, nos moldes da 
legislação correlata, para fins de legitimar o exercício de atividades que podem vir a poluir o meio 
ambiente; e a segunda delas referente à competência punitiva/repressiva dos órgãos ambientais, 
isto é, ao poder de fiscalizar e impor sanções administrativas àqueles que descumprirem as 
normas legais atinentes ao meio ambiente. 
3. O objeto da presente demanda cinge-se à atividade fiscalizadora do IBAMA que compreende 
a sua competência de autuar repressivamente, no caso de infrações à legislação ambiental. Não 
se discute, portanto, a sua competência para apreciar pedido de licença ambiental, não obstante 
a empresa impetrante tentar fazer crer, a todo momento, no decorrer do processo, ser esse o 
ponto fulcral da discussão. 
4. O art. 23, incisos VI e VII, da Constituição estatuem que a proteção do meio ambiente é 
uma tarefa que compete a todos os entes da Federação, sendo de natureza comum. Essa 
competência administrativa é distribuída a todos aqueles entes, para que possam exercê-
la sem qualquer relação de hierarquia entre eles, mantendo uma relação de cooperação 
entre si. 
5. O art. 70, parágrafo 1º, da Lei nº 9605/98 não passou ao largo da ordem constitucional vigente 
ao determinar que todos os órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio 
Ambiente – SISNAMA são competentes, por intermédio de seus funcionários, para lavrar auto de 
infração ambiental e instaurar processo administrativo. E a Lei nº 6938/81, em seu art. 11, 
parágrafo 1º, determinou que essa competência do IBAMA para fiscalizar, mesmo que de 
natureza comum, seria supletiva, em relação aos órgãos estadual e municipal. Isso quer dizer 
que o IBAMA é legitimado para exercer todos os atos inerentes à fiscalização de atos 
atentatórios ao meio ambiente, mesmo quando de âmbito estadual ou municipal, desde que os 
órgãos dessas esferas de poder sejam omissos nessa tarefa. 
6. Na medida em que a competência fiscalizatória do IBAMA é comum, mas de caráter 
supletivo, não se pode questionar a legalidade dos autos de infração ora sob apreciação, eis 
que os demais órgãos ambientais das esferas estadual e municipal quedaram-se inertes diante 
da irregularidade do funcionamento do hotel requerente, que vinha exercendo atividades 
potencialmente poluidoras, com riscos para o solo e mananciais, sem o licenciamento ambiental 
exigido por lei. 
7. Consoante entendimento firmado pelo e. Superior Tribunal de Justiça, extraído de voto 
proferido pelo ilustre Desembargador Federal Francisco Cavalcanti – AC 476894/CE -, 
“não há que se confundir a competência do IBAMA de licenciar (caput do art. 10 da Lei n. 
6.938/1981) com sua competência para fiscalizar (parágrafo 3º do mesmo artigo). Assim, 
diante da omissão do órgão estadual de fiscalização, mesmo que outorgante da licença 
ambiental, o IBAMA pode exercer seu poder de polícia administrativa, quanto mais se a 
atividade desenvolvida pode causar dano ambiental em bem da União”. 
COMPETÊNCIA 
 
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(…) Apelação e remessa obrigatória parcialmente providas. 
(AC 00004344720114058400, Desembargador Federal José Maria Lucena, TRF5 – Primeira 
Turma, DJE – Data::07/11/2013 – Página::211.) 
DIREITO AMBIENTAL. AUTO DE INFRAÇÃO. TERMO DE EMBARGO/INTERDIÇÃO. IBAMA. 
AUSÊNCIA DE NULIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA PRESERVADOS. LEI Nº 
9.605/98. DECRETO Nº 6.514/2008. COMPETÊNCIA COMUM. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 
ART. 23. APELAÇÃO DO IBAMA PROVIDA. RECURSO ADESIVO DO AUTOR IMPROVIDO. 
 
1. Recursos interpostos contra sentença que declarou a nulidade de auto de infração, mantendo 
a validade do embargo/interdição da obra autuada. 
2. O processo administrativo para a apuração de infrações penais e administrativas derivadas de 
condutas lesivas ao meio ambiente é disciplinado pela Lei nº 9.605/98 e pelo Decreto nº 
6.514/2008. Não há provas das alegações de que o IBAMA tenha desrespeitado o procedimento 
legal. 
3. Os documentos juntados aos autos comprovam que foram preservados os postulados do 
contraditório e da ampla defesa no processo administrativo levado a efeito pela autarquia. O 
autuado ofereceu, sucessivamente, “recurso administrativo” e “defesa contra auto de infração”. 
4. A Constituição estabelece que é da competência comum da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios proteger o meio ambiente e combater a poluição em 
qualquer de suas formas, assim como preservar as florestas, a fauna e a flora (CF, art. 23, 
VI e VII). 
5. O Superior Tribunal de Justiça já se pronunciou sobre o tema: “O pacto federativo 
atribuiu competência aos quatro entes da federação para proteger o meio ambiente 
através da fiscalização. A competência constitucional para fiscalizar é comum aos órgãos 
do meio ambiente das diversas esferas da federação, inclusive o art. 76 da Lei Federal n. 
9.605/98 prevê a possibilidade de atuação concomitante dos integrantes do 
SISNAMA.” (AgRg no REsp 711405/PR, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, 
julgado em 28/04/2009, DJe 15/05/2009). 
6. Apelação do IBAMA provida, prejudicada a remessa oficial, tida por interposta. 
7. Apelação adesiva do autor a que se nega provimento. (AC 200834000408306, 
DESEMBARGADORA FEDERAL SELENE MARIA DE ALMEIDA, TRF1 – QUINTA TURMA, e-
DJF1 DATA:10/08/2012 PAGINA:813.) 
Isso acaba por gerar uma grande confusão ao empresariado brasileiro, que muitas vezes 
não sabe a qual órgão deverá buscar para obter o licenciamento ambiental do 
empreendimento ou atividade que possui. 
Ocorre que, indiscutivelmente, um dos principais aspectos da Lei Complementar nº 140/2011 foi 
o de estabelecer a um único órgão ambiental a responsabilidade pelo licenciamento ambiental e 
outras atividades ambientais. 
Nota-se que, a competência estadual deteve uma maior abrangência em relação à importância 
nos pedidos de licenciamentos ambientais, haja vista que o mesmo atribui esta ação na maioria 
das atividades, excluindo-se, portanto, apenas aquelas que fazem parte da competência da 
União e dos Municípios. 
Por fim, a lei assegura que se houver fiscalizações e autuações administrativas simultâneas, no 
exercício do poder de polícia, por suposto descumprimento das normas ambientais, prevalecerá 
o auto de infração ambiental lavrado pelo órgão que detenha a competência para o 
licenciamento. 
 
O Que É Fiscalização Ambiental 
 
O Que É 
COMPETÊNCIA 
 
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A fiscalização ambiental é o exercício o poder de polícia previsto na legislação ambiental. 
Consiste no dever que o Poder Público tem de fiscalizar as condutas daqueles que se 
apresentem como potenciais ou efetivospoluidores e utilizadores dos recursos naturais, de 
forma a garantir a preservação do meio ambiente para a coletividade. As atribuições de polícia 
ambiental foram concedidas ao Ibama pela Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989. 
O poder de polícia é a faculdade que dispõe o Estado, ou a Administração Pública, para 
condicionar e limitar o exercício de direitos individuais em prol do bem comum, sendo assim, 
caracterizado por três atributos: discricionariedade, autoexecutoriedade e coercibilidade. 
Como Funciona 
A fiscalização ambiental busca induzir a mudança do comportamento das pessoas por meio da 
coerção e do uso de sanções, pecuniárias e não-pecuniárias, para induzirem o comportamento 
social de conformidade com a legislação e de dissuasão na prática de danos ambientais. 
A discricionariedade significa que a administração pública dispõe de certa liberdade de atuação, 
podendo valorar a oportunidade e conveniência da prática do ato e da graduação das sanções 
aplicáveis; a autoexecutoriedade é a faculdade de impor diretamente as medidas ou sanções de 
polícia administrativa necessárias à repressão de atividades lesivas ao interesse geral; e a 
coercibilidade caracteriza-se pela imposição das medidas adotadas pela administração. 
Para balizar a conduta dos agentes de fiscalização, o Regulamento Interno de Fiscalização 
Ambiental (RIF) estabelece os pressupostos, as diretrizes, os deveres e os valores éticos que 
devem guiar o Agente Ambiental Federal em seu trabalho. 
Finalidade 
A fiscalização ambiental é necessária para reprimir e prevenir a ocorrência de condutas lesivas 
ao meio ambiente. Ao punir aqueles que causam danos ambientais, a fiscalização ambiental 
promove a dissuasão. A aplicação de multas, apreensões, embargos, interdições, entre outras 
medidas, tem o objetivo de impedir o dano ambiental, punir infratores e evitar futuras infrações 
ambientais. 
Quem Fiscaliza 
O Ibama é competente para lavrar auto de infração ambiental e instaurar o processo 
administrativo de apuração da infração na esfera federal, conforme a Lei de Crimes Ambientais, 
Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. No entanto, para garantir a ampla defesa do meio 
ambiente, a competência de fiscalização ambiental é compartilhada com os demais entes da 
federação: estados, municípios e distrito federal, integrantes do Sistema Nacional de Meio 
Ambiente (Sisnama). 
Para delimitar o exercício da competência comum de fiscalização e garantir maior proteção 
ambiental, a Lei Complementar no 140, de 8 de dezembro de 2011, definiu que ações 
administrativas competem a cada ente. 
Processo Administrativo Sancionador 
O processo administrativo sancionador é o rito da administração pública de responsabilização 
administrativa (ambiental) decorrente de condutas e atividades que transgridam as normas, com 
a aplicação de sanções. No caso do Ibama, o procedimento para apuração das infrações 
ambientais pode ser organizado em quatro etapas: detecção, ação fiscalizatória, julgamento e 
execução das sanções. 
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Áreas De Fiscalização Ambiental Federal 
Fiscalização Ambiental De Atividades Poluentes E Contaminantes 
A fiscalização de atividades poluentes e contaminantes prevê ações relacionadas à poluição do 
ar, da água e do solo, resíduos sólidos e agrotóxicos, entre outras. Esses temas alcançam, 
continuamente, maior destaque e prioridade no país. 
São desenvolvidas operações de fiscalização de produtos e atividades potencialmente 
poluidoras e do uso adequado dos recursos naturais, como: 
• Exploração mineral ilegal, especialmente em Terras Indígenas e Unidades de Conservação 
Federais, de forma articulada com outros órgãos federais; 
• Entrada e comércio ilegal de mercúrio no país; 
• Produção, importação, exportação, disposição e uso de substâncias químicas perigosas 
reguladas pela Convenção de Roterdã e de poluentes orgânicos persistentes (POPS) regulados 
pela Convenção de Estocolmo, com ênfase nos agrotóxicos ilegais, em conjunto com órgãos 
parceiros; 
• Produção, importação, exportação, consumo de substâncias destruidoras da camada de 
ozônio, proibidas ou controladas pelo Protocolo de Montreal; 
• Importação ilegal e a destinação inadequada de pneumáticos, fiscalizando o cumprimento das 
cotas de destinação de importadoras e fabricantes; 
• Importação e exportação de resíduos contaminantes, fiscalizando o cumprimento da 
Convenção de Basileia; 
• Comércio e uso de dispositivos ilegais instalados em veículos automotores para burlar os 
programas de controle das emissões veiculares; 
http://www.ibama.gov.br/images/fiscalizacao/Fiscalizacao-processo-adm-sancionador.png
http://www.ibama.gov.br/images/fiscalizacao/Fiscalizacao-processo-adm-sancionador.png
http://www.ibama.gov.br/images/fiscalizacao/Fiscalizacao-processo-adm-sancionador.png
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 • Registro de empreendimentos e atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de 
recursos naturais no Cadastro Técnico Federal, com ênfase nas atividades de alto potencial 
poluidor e econômico; 
• Logística Reversa de Óleos Lubrificantes Usados e Contaminados (Oluc), verificando o 
cumprimento das metas de destinação de importadores e fabricantes. 
Fiscalização Ambiental De Empreendimentos E Atividades Licenciadas 
Os Núcleos de Fiscalização de Empreendimentos e Atividades Licenciadas (Nulic) atuam em 
ação conjunta e complementar à da Diretoria de Licenciamento Ambiental (Dilic) na apuração de 
infrações administrativas contra o meio ambiente relacionadas a empreendimentos e atividades 
licenciadas pelo Ibama, buscando garantir o correto processo de gestão do uso dos recursos 
naturais. 
Sua atuação se baseia, prioritariamente, na apuração de denúncias apresentadas pela Dilic, 
atendendo também a solicitações de diversos órgãos de controle e fiscalização, além da agenda 
própria de fiscalização dos empreendimentos. Dentre os ilícitos apurados, as principais infrações 
avaliadas pelo Nulic se relacionam ao descumprimento de condicionantes de licenças ambientais 
pelos empreendedores, descartes irregulares e vazamentos relacionados aos processos de 
exploração de petróleo e gás natural. 
Fiscalização Ambiental Da Fauna 
A fiscalização de ilícitos contra a fauna tem como objetivo a proteção das espécies nativas e 
exóticas, desde insetos e aves até grandes mamíferos, além das espécies consideradas 
domésticas. O Ibama fiscaliza empreendimentos e atividades que envolvem criação, venda e 
exposição de espécies da fauna, e também atua no combate à caça, à captura de espécimes na 
natureza e aos maus tratos de animais. O tráfico de fauna é combatido muitas vezes em 
cooperação com organismos internacionais, assim como a prevenção da introdução de espécies 
exóticas no ambiente natural. 
A captura ilegal de espécimes na natureza, sua venda e guarda como animais de criação 
constituem ilícitos contra a fauna silvestre do país que, em conjunto com a caça de espécies 
nativas, contribuem para a diminuição de populações e a extinção de espécies. 
Fiscalização Ambiental Da Flora 
A fiscalização de assuntos relacionados à flora tem o objetivo de proteger e monitorar espécies 
da flora nativa brasileira, de forma a dissuadir infrações ambientais, especialmente o 
desmatamento da Amazônia, a destruição e exploração ilegal de florestas e demais formas de 
vegetação nativa. O Ibama também fiscaliza a cadeia comercial de produtos e subprodutos 
florestais nativos, tais como lenha, carvão, madeira serrada e tora, produtos não madeireiros 
ameaçados de extinção,dentre outros. 
A fiscalização do tema trabalha em consonância com planos e diretrizes governamentais, tais 
como o PPCDAM, PPCerrado e PPCaatinga, agindo em defesa do cumprimento dos 
regulamentos de proteção e uso sustentável da flora brasileira, como a Lei nº 12.651/2012, IN 
Ibama nº 21/2013, Lei da Mata Atlântica e outras importantes legislações pertinentes ao tema. 
Projetos apoiados com recursos do Fundo Amazônia 
Fiscalização Ambiental De Organismos Geneticamente Modificados (OGM) 
O Ibama é o órgão de fiscalização vinculado ao Ministério do Meio Ambiente a que se refere a 
Política Nacional de Biossegurança, estabelecida pela Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005. 
Destacam-se entre as suas competências a fiscalização sobre a construção, o cultivo, a 
produção, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o 
armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o 
descarte de organismos geneticamente modificados (OGM), além da aplicação das penalidades 
previstas na Lei de Biossegurança. 
COMPETÊNCIA 
 
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Assim, visando preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País, o Ibama 
fiscaliza, ainda, a pesquisa e o cultivo de OGM em Terras Indígenas e áreas de Unidades de 
Conservação, vedados pela Lei nº 11.460, de 21 de março de 2007, além das liberações 
planejadas no meio ambiente autorizadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança 
(CTNBio). 
Fiscalização Ambiental De Patrimônio Genético 
O Ibama, juntamente com o MAPA e o Comando da Marinha, é um dos órgãos federais 
responsáveis pela fiscalização do uso das informações de origem genética da biodiversidade 
brasileira, assim como do conhecimento tradicional a ela associado, com finalidades de pesquisa 
científica ou desenvolvimento tecnológico, conforme estabelecido pela Lei nº 13.123, de 20 de 
maio de 2015, e do Decreto nº 8.772, de 11 de maio de 2016. 
Assim, compete ao Ibama a verificação das regras previstas na norma quanto ao acesso do 
patrimônio genético brasileiro e ao conhecimento a ele associado, à repartição de benefícios, a 
remessa e o envio ao exterior de material biológico contendo amostra de patrimônio genético, 
bem como a exploração econômica de produtos intermediários e produtos acabados 
desenvolvidos com base em componentes da biodiversidade brasileira. 
Fiscalização Ambiental Da Pesca 
A fiscalização da Pesca visa coibir as infrações ambientais relacionadas à atividade pesqueira 
em todos os níveis da cadeia de exploração. Assim, o Ibama realiza ações de fiscalização 
direcionadas à explotação e exploração, cultivo, conservação, processamento, transporte e 
comercialização de animais e vegetais hidróbios. 
O rastreamento de embarcações pesqueiras por satélite (PREPS) é importante instrumento para 
a fiscalização remota de pesca em local ou período proibido. Também são realizadas 
abordagens às embarcações no mar e no porto verificando documentação, petrechos, 
características do pescado, bem como local e período em que ocorre a pesca. Maior atenção é 
dada a períodos especiais de proteção (defeso e piracema). 
A fiscalização é uma das etapas da gestão da pesca, que tem como principal objetivo a 
sustentabilidade da atividade pesqueira por meio da preservação do meio ambiente aquático. 
Competência Para Fiscalização Ambiental X Competência Para O Licenciamento 
Ambiental 
A dica que eu trago hoje para vocês é sobre um tema muuito importante de Direito Ambiental: 
licenciamento ambiental. Portanto, prestem atenção! 
Inicialmente, é preciso lembrar que a competência para fazer o licenciamento ambiental não se 
confunde com a competência para a fiscalização ambiental. 
Isso por que na primeira (licenciamento) o ente competente, após prévio procedimento, 
libera/autoriza o empreendimento potencialmente poluidor, ao passo que na segunda 
(fiscalização) há o exercício do poder de polícia ambiental, fiscalização propriamente dita, 
inclusive com possibilidade de cominação de multas administrativas. 
Pois bem. Para o exercício do poder de polícia a competência é COMUM (art. 23, incs. VI e 
VII, da Constituição Federal) o que significa que qualquer ente federativo não somente poderá, 
mas sim deverá exercer o poder de fiscalização ambiental, ainda que não seja o ente 
competente para realizar o licenciamento. Exemplo: empreendimento cujo impacto ambiental é 
apenas de âmbito local, a competência para licenciar é do Município, porém tanto Estados 
quanto a União podem fiscalizar. 
Diferentemente, quando se fala em competência para licenciar uma atividade, é preciso saber 
que – a fim de evitar sobreposição de instâncias e insegurança jurídica – há definição de 
competências para cada um dos entes federativos, o que foi detalhadamente previsto na Lei 
Complementar nº 140/2011, a qual traz dois critérios para aferição da competência: 1) domínio 
do bem público afetável; e 2) extensão do impacto ambiental. LEIAM A LC Nº 140/11!!! 
COMPETÊNCIA 
 
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Mas alguém atencioso pode perguntar: João, eu já li que a LC nº 140/2011 previu que a 
competência para fiscalizar e lavrar multa também é do ente responsável pelo 
licenciamento... Aqui que está o detalhe! 
Meus amigos, a fim de melhor sistematizar as competências, o art. 17, da LC nº 140/11, previu 
uma espécie de preferência no exercício da fiscalização (poder de polícia ambiental) ao prever 
que o ente responsável pelo licenciamento é responsável também por fiscalizar. Todavia, esta 
preferência NÃO AFASTA a competência comum, tanto que o art. 17, § 3º, da LC nº 140/11, 
expressamente prevê o exercício da fiscalização por outros entes. 
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