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RESUMO APOSTILA 2 POLÍTICAS DE PROVISÃO DE RECURSOS HUMANOS O processo de provisão de pessoas visa determinar quem irá trabalhar na organização Para compreender como funcionam os processos de provisão, vamos entender como funciona o ambiente em que a organização está inserida e de que modo ela busca as pessoas para inseri-las no seu sistema de trabalho. Os processos de provisão estão relacionados com o suprimento de pessoas para a organização. Trata-se de abastecer a organização dos talentos humanos necessários a seu funcionamento. Rotatividade de pessoal As organizações preocupam-se em avaliar as principais causas que levam os funcionários a saírem, assim como quais os fatores que levam a instituição a demiti-los, visto que, além de ser um processo oneroso para a organização, o elevado índice de turnover indica que algo não está indo bem e precisa ser observado e melhorado. A rotatividade de pessoal ou turnover é expressa por meio de uma relação percentual entre as admissões e os desligamentos com relação ao número médio de participantes da organização, no decorrer de certo período de tempo. O cálculo do índice de rotatividade é baseado no volume de entrada e saída do pessoal em relação aos recursos humanos disponíveis na organização. As informações a respeito desses fenômenos internos e externos são obtidas por meio das entrevistas de desligamentos feitas com as pessoas que se retiram para diagnosticar as falhas e corrigir as causas que estão provocando o êxodo do pessoal. Custos da rotatividade Muitas vezes, na manutenção de uma política salarial restritiva, o fluxo incessante de recurso humanos, por meio de uma rotatividade de pessoal elevada, pode sair muito mais caro. Gastos com anúncios em jornais, folhetos de recrutamento, honorários de empresas de recrutamento, material de recrutamento, formulários etc. Custo adicional de serviços de manutenção, utilidades, planejamento e controle de produção, expediente etc. . Perda nos negócios O certo é que a médio e longo prazos a rotatividade provoca enormes prejuízos à organização, ao mercado e à economia como um todo, e, principalmente, ao empregado tomado individual ou socialmente, em relação à sua família. Absenteísmo Em um sentido mais amplo, é a soma dos períodos em que os empregados da organização se encontram ausentes do trabalho, seja por falta, seja por atraso, devido a algum motivo interveniente. Administração do absenteísmo e da rotatividade Quando a rotatividade assim como o absenteísmo são causados pela insatisfação dos funcionários com relação à organização, a sugestão é que os gestores de RH façam uma análise sobre os programas motivacionais, sobre o clima organizacional e sobre as expectativa dos seus funcionários com relação ao seu papel e à execução de suas funções na organização. Essas são atitudes e procedimentos que a organização pode adotar para evitar a rotatividade e o absenteísmo organizacional. Compreendendo que esses recursos tão importantes não são apenas o pessoal que a organização trabalha, mas, principalmente, a própria organização. Para tanto, é necessário um cuidado especial na escolha de quem serão as pessoas que integrarão as equipes de trabalho e, o primeiro passo a ser dado é o recrutamento. A sugestão é que o primeiro passo na procura de pessoal seja sempre por meio do recrutamento dentro da empresa, que não deve ser confundido com o recrutamento por meio dos funcionários. A maior vantagem do recrutamento interno está na política de valorização do profissional, haja vista a elevação do moral interno. Outro fator de vantagem do recrutamento interno é que, mesmo que se contrate o melhor candidato externo, não se terá garantia de que o seu desempenho será bom, visto que uma série de variáveis ligadas a sua adaptação no novo ambiente organizacional poderá influenciar no desempenho do candidato. Quando uma organização opta por uma política de recrutamento externo, pode-se entender que ela possui um turnover excessivo, ou não acredita no potencial do seu pessoal. Isso ocorre, principalmente, porque a organização não tem um sistema de capacitação, treinamento e desenvolvimento de pessoal, ou, ainda, devido a uma grande expansão em seus negócios. Porém, nem sempre o recrutamento externo é menos favorável do que o recrutamento interno. Recrutamento misto Segundo Chiavenato, uma empresa nunca faz um recrutamento interno sem fazer um recrutamento externo. Um sempre deve complementar o outro, pois quando um funcionário muda de posição, automaticamente um cargo ficará vago. Seleção A seleção tem como objetivo escolher, entre os candidatos atraídos pelo recrutamento, aqueles que correspondem ao perfil do cargo desejado pela empresa. Características do candidato – variável obtida por meio da aplicação de técnicas de seleção, para saber quais as condições pessoais para ocupar o cargo. Após a comparação entre as características exigidas pelo cargo e as oferecidas pelos candidatos, o processo de seleção apenas deve verificar quem é aceito ou não para o cargo ao qual estão sendo comparados. É frequente, no processo de seleção, vários candidatos apresentarem condições aproximadamente equivalentes para serem indicados para ocupar o cargo. A seleção nem sempre significa escolher os que revelam aptidões ou capacidades nos índices mais elevados. As técnicas de seleção permitem uma avaliação das características pessoais dos candidatos por meio de amostras de seu comportamento. Para isso, Milkovich afirma que é fundamental compreender a ligação entre os objetivos da organização e a estratégia de seleção. Ele verifica também a importância de ela partir diretamente da análise das metas organizacionais que indicarão os papéis e contribuições necessárias para o trabalho que determinarão as características a serem buscadas nos candidatos e que, finalmente, guiarão as escolhas dos métodos de seleção e da avaliação da sua eficácia. Depois de reunidas as informações sobre o cargo a ser preenchido, o passo seguinte é a escolha das técnicas de seleção para conhecer e escolher os candidatos adequados. Segundo Robbins , dois requisitos são fundamentais para os métodos de seleção a serem utilizados, um dos quais é a validade, pois deve haver uma relação comprovada entre o dispositivo de seleção e algum critério relevante. Além de ser válido, um dispositivo de seleção deve demonstrar confiabilidade, ou seja, indicar se o dispositivo mede constantemente a mesma coisa. Seleção por competências Normalmente, as empresas escolhem, no máximo, dez competências para serem avaliadas e as aplicam em um ou dois candidatos finalistas. Seleção como um processo de comparação Nessa técnica se avaliam os requisitos em x e "y", sendo "x" requisitos do cargo a ser preenchido e "y" perfil das características do candidato. Análise curricular Depois de uma pré-seleção, faz-se uma análise cuidadosa do currículo de cada candidato para que as próximas fases sejam direcionadas a seus conhecimentos, habilidades e atitudes específicas. É muito importante estar preparado para fazer uma entrevista. Primeiramente, leia atentamente, e com antecedência, o currículo do candidato. Se o candidato foi bem treinado, ele vai contar sobre grandes projetos como se ele tivesse sido o grande responsável por tudo. Ao candidato que você ligará para a empresa onde o candidato trabalhava para pedir referências, mas faça realmente isso. Marras diz que o processo da entrevista deve ser sempre conduzido com extremo profissionalismo. Por outro lado, o selecionador deve passar a imagem de alguém disposto a ouvir com atenção e interesse todo o depoimento, questionar com inteligência, colocar sutilmente o candidato em situações de avaliação e, finalmente, não permitir expectativas antecipadas com relação ao resultado da entrevista. Provas de conhecimento ou capacidade Avaliam o nível de conhecimentos gerais e específicos doscandidatos exigido pelo cargo a ser preenchido. Procuram medir o grau de conhecimentos profissionais e técnicos, ou ainda, constituem amostras de trabalho que são utilizadas como testes para verificar seu desempenho. São utilizados como medida de desempenho e se baseiam em amostras estatísticas de comparação, sendo aplicados sob condições padronizadas. Servem para determinar o quanto elas estão presentes em cada pessoa com a finalidade de prever o seu comportamento em determinadas formas de trabalho. As técnicas de simulação são essencialmente técnicas de dinâmica de grupo. Contudo, as técnicas de seleção devem ser necessariamente conduzidas por psicólogos, e não por leigos. É impressionante a correlação existente entre organizações bem-sucedidas e o fato de elas delegarem totalmente o processo seletivo para seus gerentes e suas respectivas equipes de trabalho, em uma postura de administração participativa. A socialização organizacional é o modo como a organização integra seus funcionários à sua cultura, ao seu contexto e ao seu sistema para que esses se comportem de maneira adequada às expectativas da organização. A socialização representa uma importante fase da iniciação do funcionário para moldar um futuro bom relacionamento entre o indivíduo e a organização. Chiavenato diz que a socialização funciona como elemento de fixação e manutenção da cultura organizacional. Chiavenato diz, ainda, que socializar é uma forma de estabelecer, junto ao funcionário, bases e premissas com as quais a organização pretende funcionar e como o funcionário poderá colaborar nesse aspecto. No caso da contratação, os gerentes procuram induzir a adaptação do indivíduo às necessidades e objetivos da organização, enquanto o novo participante da mesma busca influenciá-la para criar uma situação de trabalho que lhe gere satisfação e possibilidade para alcançar os seus objetivos pessoais. Esse processo de personalização resulta, muitas vezes, em um conflito com as tentativas de socialização feitas pela organização, pois trata de uma situação em que cada uma das partes tenta influenciar e adaptar a outra de acordo com suas conveniências e propósitos, sendo, dessa forma, bidirecional e recíproco. Informal coloca o funcionário imediatamente em seu cargo com pouca ou nenhuma atenção. O treinamento de integração se refere a um conjunto de práticas, como reuniões, projeções de filmes ou slides, visitas às instalações da empresa etc. mais ou menos regulares e semelhantes entre empresas. O programa de treinamento integracional objetiva a ambientação do novo funcionário à empresa, atuando no sentido de "familiarizá-lo" e "ajustá-lo" à empresa, bem como ao seu processo de funcionamento, por meio da facilitação do primeiro contato, fazendo com que ele "vista a camisa", informando-o e sensibilizando-o. Objetiva, ainda, preparar o funcionário para compreender a missão da organização, assim como os objetivos organizacionais. Manual do funcionário As informações, o sistema de comunicação dentro da organização é uma das principais condições para uma boa motivação no trabalho e para atender a essas condições, uma das ações necessárias é a produção de um manual de integração. Descrever um cargo é proceder de maneira a enumerar as tarefas ou atribuições que compõem um cargo e que o tornam distinto de todos os outros existentes na organização. Em todas essas práticas, novamente o cargo passa para segundo plano e em primeiro vem a estratégia da empresa e o potencial do indivíduo. Portanto, descrever um cargo significa relacionar as tarefas, os deveres e as responsabilidades, enquanto as especificações se preocupam com os requisitos necessários ao funcionário. Os desenhos de cargos começaram a surgir na década de 60, orientados por cientistas comportamentais preocupados com os objetivos organizacionais. Modelo de desenho clássico No início do século XX, os engenheiros, pioneiros no movimento da administração científica, baseavam-se no princípio de que somente por meio de métodos científicos se poderia projetar cargos e treinar pessoas para atingir máxima eficiência possível. Nesse tipo de organização, frequentemente o trabalho é mecânico e repetitivo. As empresas são planejadas à imagem das máquinas, sendo esperado que os seus funcionários se comportem essencialmente como se fossem partes de uma engrenagem. Segundo Morgan, o princípio de separar o planejamento e a organização do trabalho da sua execução é frequentemente visto como o mais pernicioso e elemento de enfoque de Taylor na administração. " Há outras pessoas por perto pagas para pensar." Os homens nada mais eram do que mãos ou força de trabalho, energia ou força requerida para tocar a máquina organizacional. O modelo contingencial, diferentemente do clássico, foi projetado para ser dinâmico e com uma contínua ampliação do cargo por meio do enriquecimento de tarefas. Para Chiavenato, o enriquecimento de tarefas consiste em uma constante substituição de tarefas mais simples e elementares por mais complexas, a fim de acompanhar o crescimento individual de cada empregado, oferecendo-lhe condições de desafio e de satisfação profissional no cargo. Dar aos empregados as informações necessárias para a realização de um bom trabalho. Cumprimentar pessoalmente o funcionário por um trabalho bem-feito. Uma mensagem escrita ao empregado, elogiando seu desempenho. Reconhecer publicamente um trabalho bem-feito. Se o empregado dispõe das ferramentas para realizar o melhor trabalho. Usar o desempenho como base para promoção. Remunerar as pessoas de forma competitiva, em função do que elas fazem. Modelo contingencial, portanto, depende da adequação entre as diferenças individuais das pessoas e as tarefas envolvidas. Por ser dinâmico, encontramos a necessidade de enriquecer o cargo. Esse método gera menor absenteísmo em virtude do comprometimento e sentimento de responsabilidade no cargo. Significa o fortalecimento das pessoas que trabalham em equipe, com responsabilidade total por metas e resultados e completa liberdade para tomar decisões. Downsizing O downsizing é a redução dos níveis da gestão e da dimensão da organização por meio da anulação de áreas produtivas não essenciais, permitindo uma maior flexibilização da estrutura. Segundo Chiavenato, a avaliação de cargos se dá por meio da aplicação de critérios comuns para analisar e comparar seu conteúdo, para colocá-los numa ordem de classes e utilizar um sistema de remuneração. Método de escalonamento O método de escalonamento, de acordo com Carneiro, é o mais antigo de que se tem registro na história da avaliação de cargos. Ele resume-se a uma comparação simples entre os cargos. O escalonamento constitui a própria classificação. A segunda alternativa seria, após definir os critérios de comparação entre os cargos, definir alguns de referência e dispor os mesmos em um rol de forma crescente. Assim, o rol dos cargos constitui a própria classificação. Método das categorias predeterminadas Método da comparação de fatores Escolher os fatores de avaliação. Zimpeck sugere cinco que seriam comuns a todos os cargos da empresa Fazer a montagem da matriz de escalonamento e de avaliação dos fatores que irá mostrar as diferenças relativas entre os cargos. É a escala comparativa de cargos que servirá de base para avaliação de todos os cargos da organização. Esta é uma técnica analítica, no sentido de que os cargos são comparados por meio de fatores de avaliação. Condições de trabalho. Os cargos de referência são escolhidos para facilitar o manuseio dos fatores de avaliação. Deve haver conformidade entre as diferenças relativas indicadas pelo escalonamento e as diferenças absolutas encontradas nas alocações salariais arbitrárias e subjetivas. O método de avaliação de pontos, segundo Zimpeck, é o que tem merecido uma excepcional preferência na generalidade das empresas. Método de avaliação por pontosAplicar fatores capazes de estabelecer diferenças de requisitos entre o grupo de cargos a avaliar, adotando-se uma amostra de cargos em vigor, chamados "cargos-chave". Esse procedimento se torna necessário devido à quantidade de cargos existentes em organizações de grande porte. subdividir os fatores em graus, conforme o número de exigências a medir. A soma dos pontos obtidos por um cargo em todos os fatores será a sua avaliação. Geralmente o grau mais baixo de cada fator corresponde ao valor da percentagem de ponderação. Tomando-se um fator de cada vez, se comparam com ele todos os cargos. Delineamento da curva salarial Lembre-se de que é necessário adotar adequadamente um método de avaliação de cargo. Lefton conceitua a avaliação de desempenho como sendo uma discussão formal entre superior e subordinado, visando descobrir como e por que o subordinado desempenha seus trabalhos presentemente e como pode efetuá-los no futuro, de modo a beneficiar a organização. A assessoria do órgão de RH é essencial, pois ele estabelece os meios e os critérios para a avaliação. O gerente é o elemento de guia e orientação, enquanto o funcionário avalia o seu desempenho em função da retroação fornecida pelo gerente. Ao implantar a avaliação de desempenho humano os gestores devem dar a devida atenção à percepção dos funcionários com relação ao seu objetivo organizacional. É comum a expressão de medo ou insegurança em funcionários que não foram orientados sobre o real objetivo da avaliação, causando, assim, a percepção errada de que a avaliação tem objetivos punitivos e fiscalizadores. É importante demonstrar que a retroação da avaliação de desempenho é muito importante, porque toda pessoa precisa saber como está indo seu desempenho. Toda pessoa precisa receber retroação a respeito do seu desempenho para saber como está indo no seu trabalho. O ato de retornar ou comunicar ao funcionário como está ou foi seu desempenho em determinada tarefa é uma importante ferramenta motivacional. O bom senso nos permite avaliar que o funcionário não se destaca em suas atividades somente pelo desempenho, mas o reconhecimento pelo trabalho bem feito é uma fonte inesgotável de estímulos positivos à continuidade das atividades bem executadas. Segundo Davis, "o feedback pelo desempenho tende a encorajar uma melhor performance e gera uma realimentação que representa um instrumento motivacional especialmente poderoso". Bergamini apresenta dois grupos de instrumentos para avaliação de desempenho “Avaliação relativa ou por comparação, em que o indivíduo é posicionado num grupo de trabalho e verificado seu "nível de eficiência" O avaliador deve agrupar os avaliados em conjuntos semelhantes e a partir de uma escala compará-los. Para Chiavenato, a avaliação de desempenho, muitas vezes, pode servir de base às políticas de promoção das organizações. Tradicionalmente compete aos superiores avaliarem os seus subordinados, estando a avaliação sujeita a correções posteriores para que os resultados finais sejam compatíveis com a política de promoções. Métodos da escala gráfica O método de escala gráfica é o método de avaliação de desempenho mais utilizado, divulgado e simples. Trata-se de um método que avalia o desempenho das pessoas por meio de fatores de avaliação previamente definidos e graduados. Método de pesquisa de campo O método de pesquisa de campo é feito pelo chefe, com assessoria de um especialista em avaliação de desempenho. Embora a avaliação seja responsabilidade de cada chefe, há uma ênfase na função de staff em assessorar da maneira mais completa. A avaliação 360º é um instrumento que tem por objetivo apoiar o desenvolvimento e a melhoria do desempenho do funcionário. Essa metodologia solicita a participação de todas as pessoas que interagem com o funcionário avaliado, de maneira que o indivíduo é avaliado por seu superior, pelos pares, por si próprio e, em algumas organizações, até por clientes. O sistema de 360º Alinhamento de Competências e Feedback é um método eficiente e eficaz, que permite ao profissional avaliar-se e ser avaliado, recebendo feedback de uma rede formada de pessoas de seu relacionamento profissional. "O principal objetivo do sistema de alinhamento de competências e feedback 360 é proporcionar o desenvolvimento profissional alinhado com as necessidades da organização" Para maior consistência nos resultados, deverão ser indicados sempre 2 superiores e no mínimo 2 pares e 3 subordinados. O importante é conhecer o comportamento do talento humano no cenário de negócios, nas soluções de problemas e tomada de decisões e na contribuição para os resultados. Obviamente o sucesso da competitividade das organizações é o alinhamento das competências de seus colaboradores à sua estratégia de negócios por meio do alinhamento da cadeia de valor organizacional de parceiros, clientes, fornecedores, colaboradores e dirigentes. A avaliação 360° deve ser respondida dentro de critérios de muita honestidade e respeito. Após a análise pelo profissional responsável por meio da compilação dos dados, realiza-se a sessão de feedback, quando o funcionário avaliado tomará conhecimento da sua avaliação e um relatório individual relacionando sua auto-percepção e a percepção externa. Avaliação por competência Inicia-se pelo mapeamento que irá permitir colher dados relativos às competências necessárias para o bom desempenho das atividades e ao perfil do funcionário. Avaliação por objetivos A avaliação por objetivos ocorre numa negociação entre o gestor e o colaborador sobre os objetivos a serem alcançados durante um período de tempo. Periodicamente o gestor e o colaborador devem se reunir e discutir o nível de desempenho, objetivando a renegociação dos objetivos. Método de avaliação por resultados O método de avaliação por resultados liga-se aos programas de administração por objetivos. É considerado um método prático, embora seu funcionamento dependa sobremaneira das atitudes e dos pontos de vista do supervisor a respeito da avaliação do desempenho. A lógica defendida por Deming para criticar o processo está de acordo com a equipe Coopers Como observa Lucena em relação às limitações gerenciais, "falta de visão estratégica", "despreparo para o relacionamento interpessoal", "centralização", "processo decisório lento" dificultam o processo de avaliação de desempenho. Quando a avaliação é inócua, isto é, quando está baseada em fatores de avaliação que não conduzem a nada e não agregam valores. Segundo Marras, há muita controvérsia sobre a validade do emprego de um programa de avaliação de desempenho. Principalmente quando esse julgamento diz respeito a outro ser humano. Daí a vulnerabilidade bastante significativa creditada inexoravelmente ao programa de avaliação de desempenho, diz Marras. Vícios de julgamento As disfunções perceptivas, segundo Bergamini, são disfunções que acontecem num processo de avaliação de desempenho. Segundo Tiffin, "é difícil para qualquer avaliador, especialmente um avaliador inexperiente, isolar e avaliar separadamente os vários traços que um funcionário pode possuir". Quando esses resultados forem comparados entre si não estarão espelhando o real desempenho. Para evitar que esses vícios de avaliação aconteçam, é fundamental que o avaliador esteja verdadeiramente preparado, a fim considerar cada funcionário individualmente, procurando não incorrer nos vícios. É importante estar alerta para o fato de que a avaliação de desempenho não constitui um meio para identificar os funcionários a receberem ou não punição. Verifique, com o funcionário, a necessidade de mais treinamento para um determinado colaborador. O acompanhamento diário do funcionário facilita a avaliação de desempenho no final do período de seis meses. Nunca misture emoções com as questões que serão abordadas sobre as necessidades da organização. Só faz avaliação quem conhece bem os funcionáriose as necessidades da organização. Análise das afirmativas O programa de treinamento deve oferecer oportunidades para o contínuo desenvolvimento dos funcionários, principalmente daqueles envolvidos em atividades fins da empresa, como o atendimento de clientes, a comercialização e o desenvolvimento de projetos e produtos. Porém, para que se defina a aplicabilidade dos indicadores de desempenho apurados, é necessário saber o que está sendo medido e qual o intuito dessa medição.