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Medicina veterinária 

Bacteriologia e micologia 

Cryptococcus e Histoplasma 


Gatos no Rio de Janeiro com lesões nodulares 
nasais, o que será? 
 
- buscar evidencias para concluir a hipótese das 
lesões 
 
o que espera encontrar? 
-> estrutura de leveduras 
 
o que fazer para comprovar? 
- fazer o imprint e olhar citologia 
Cryptococcus 
✓ Agente eAológico da Criptococose 
✓ Fungo leveduriforme e encapsulado 
✓ Recebe o nome de Cryptococcus pelo seu 
formato de bola. 
✓ Sua reprodução é assexuada por brotamento; 
 
Principais especieis envolvidas 
 
- Cryptococcus neoformans 
Mais associado ao pombo, o contato com o pombo 
pode causar sarna, mas não vai transmiAr o 
cryptococcus. (Muito oportunista) 
 
- Cryptococcus ga2l 
Mais agressivo - mais virulento 
Presente em vegetais em decomposição, arvores 
em urbanização e algumas arvores específicas. 
Capaz de detectar criptococose primária. 
 
Principal fator de virulencia - Cápsula 
 
Função da cápsula 
 
✓ Escape do sistema imune (principal responsável, 
pela infecção); 
✓ Bloquear fisicamente o efeito apsonizante 
(complemento e anAcorpos); 
✓ Alteração negaAva que ela confere produz uma 
repulsa eletrostáAca; 
 
Ao redor da cápsula se encontra uma área mais 
clara, pois não se impregna com corante. 
O fungo vai produzir quando necessário, a capsula 
vem discreta e só vai produzir quando esAver em 
um processo infeccioso. 
 
Os fatores de virulência do C. neoformans incluem 
a cápsula, o que requer opsonização para uma 
fagocitose eficiente, e a produção de melanina, 
que se demonstrou ocorrer in vivo e permite que o 
organismo resista à morte intracelular. 
 
Estes dois fatores podem ajudar a explicar a 
virulência do agente uma vez que tenha aAngido o 
sistema nervoso central 
 
Os níveis de anAcorpos e de complemento são 
baixos no cérebro, e, assim, a fagocitose do 
organismo é mínima. O tecido cerebral fornece 
altas concentrações de substratos, tais como as 
catecolaminas, uAlizadas na produção de melanina 
pela aAvidade enzimáAca da fenoloxidase do 
C. neoformans, contribuindo, assim, para a 
sobrevivência do organismo. 
 
 
 
 
 
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Medicina veterinária 

Bacteriologia e micologia 

Cryptococcus e Histoplasma 
 
Ecologia - Habitat 
 
✓ Não resiste à compeAção com microrganismos 
no ambiente – tem que ter condições que o 
favoreça; 
✓ Presente em poeira, diferentes Apos de restos 
orgânicos e em excrementos de pombos. 
 
O que os pombos tem com isso? 
 
✓ Alta temperatura corporal (44 graus) nao 
desenvolve a doença; 
✓ Coloniza o papo, resiste à passagem pelo TGI e 
são eliminados nas fezes. 


Excretamentos 
 
✓ Alta concentração de creaAna e outros 
compostos nitrogenados; 
✓ Umedecer as fezes secas antes de fazer a 
limpeza; 
✓ Serve como nutriente para o cryptococcus; 
✓ Mantem as leveduras no ambiente; 
 
Patogenia 
 
O microrganismo é inalado do meio ambiente, 
causando inicialmente uma infecção pulmonar. 
Nesse momento, a principal defesa do hospedeiro 
é a fagocitose e a citotoxicidade dependente do 
complemento por macrófagos e neutrófilos. 
 
Evolução da infecção depende: 
 
✓ Estado imune do hospedeiro; 
✓ Agressividade da esArpe infectante; 
✓ Carga infecciosa 
 
Resposta do Apo celular - recrutamento de 
macrafagos e células de defesa. 
Resposta ideal - recrutamento de vias de resposta 
celular - formação de uma estrutura chamada de 
granuloma. 
 
 
 
 
Transmissão 
 
Se dá por via inalatória. 
 
O fungo é inalado e aAnge o trato respiratório 
superior, porem pode ocorrer a inoculação cutânea 
direta. 
Após a entrada do fungo, ele se dissemina por via 
hematógena e acomete todo o organismo. 
 
Sinais clínicos 
 
✓ Dispneia 
✓ Espirros 
✓ Secreção nasal bilateral 
✓ Deformidade nasal com aumento de volume no 
plano nasal 
✓ Úlceras no focinho 
Apresentações clinicas - gatos 
 
✓ Doença crônica ou aguda com acomeAmento 
nasal; 
✓ CompromeAmento do SNC 
(conAguidade e/ou disseminada); 
✓ Lesões de pele - próximo aos 
planos nasais 
✓ Alterações pulmonares pouco 
frequentes 
✓ Doença fúngica sistema mais 
comum em gatos; 
Apresentações clinicas - cães 
 
✓ Frequentemente apresentam a forma 
disseminada; 
✓ Os principais sistemas 
orgânicos acomeAdos: SNC, 
olhos, sistema urinário e 
cavidade nasal; 
✓ Lesões cutâneas são pouco 
frequentes e resultado de 
infecção disseminada; 
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Medicina veterinária 

Bacteriologia e micologia 

Cryptococcus e Histoplasma 
Diagnótico 
 
✓ Punção as piraAva por agulha fina (PAAF) 
 
✓ CulAvo micologico 
 
Macroscopia de 
Cryptococcus spp. 
em meio Agar 
Infusão de 
Cérebro e Coração 
(BHI) acrescido 
de cloranfenicol, 
incubado em 
estufa a 37°C 
durante 48 horas. 
Colônias mucosas 
e brilhantes de 
coloração creme 
 
 
Microscopia 
ópAca de 
Cryptococcus spp. 
(400x) preparada 
com Anta 
nanquim onde é 
possível 
observar diversas 
leveduras 
arredondadas ou 
ovaladas, isoladas 
ou com 
brotamento único 
Corante: Tinta 
nanquim 


Citologia 
 
✓ Leveduras globosas com cápsulas 
✓ No culAvo do fungo, é visto uma meleca que é a 
caracterísAca da capsula. 
(Quando está bem pronunciada, se visualiza uma 
cultura bem melequenta.) 
✓ Se a citologia esAver dando dúvidas, encaminhar 
para o culAvo. 
✓ O imprint em gatos sempre dará certo. 
 
Histoplasma 
 
✓ Agente eAológico - Histoplasma capsulatum; 
(mais relevante, acomete vários Apos de animais) 
✓ Fungo domórfico; 
✓ A histoplasmose é questão de saúde pública; 
✓ É encontrado nas excretas de morcegos e 
galinhas; 
 
Forma filamentosa no ambiente - hifas, 
macroconídeos e microconídeos - 30 graus; 
Forma leveduriforme em ambiente corporal. 37 
graus; 
Sua forma de chegar ao alvéolo pulmonares - 
microconídeos. 
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Medicina veterinária 

Bacteriologia e micologia 

Cryptococcus e Histoplasma 
Patogenia 
 
1. Inalação de microconídios 
2. Alveolos pulmonares (conversão à levedura) 
3. Fagocitose por macrófagos alveolares (reação 
inflamatória) - imunocompromeAdos (aumenta o 
número de conídios) -> disseminação sanguínea 
ou linfáIca 
4. Linfonodos (grânulos semelhantes à tuberculose 
5. Contenção da infecção 
Formas encontradas 
 
✓ Pneumonia intersAcial ou para uma forma 
progressiva 
✓ Formas subcutâneas 
✓ Muco cutâneas 
✓ Pulmonar crônica 
✓ Forma arAcular 
✓ Forma disseminada 
Ecologia - Habitat 
 
Excrementos de aves e morcegos enriquecem o 
ambiente para o crescimento do fungo. 
 
Ácido úrico: controle de microbiota _ fonte de 
nitrogênio 
 
Chamado de doença das cavernas - ambiente rico 
em composto nitrogenado. 
 
Os morcegos são mais associados a casos clínicos e 
principalmente em humanos pois acabam 
eliminando maior quanAdade de fungo nas suas 
excretas. 
 
Transmissão 
 
Inalação de 
microconídios 
 
Associação a poeira 
desprendida e não ao 
contato com o animal 
 
Aspectos clínicos - cães 
 
✓ Sinais inespecíficos: inapetência, perda de peso, 
febre persistente... 
✓ Apresentação pulmonar: dispnéia, tosse sons de 
ausculta alterados; 
✓ Maioria dos casos leva à disseminação 
gastrointesAnal 
 
Aspectos clínicos - gatos 
 
✓ Segunda micose sistêmica mais comum em 
gatos; 
✓ Doença generalizada: sinais inespecíficos; 
✓ Lesões ulceradas de pele podem ser observadas; 
 

Diagnostico 


O diagnosAco definiAvo é o culAvo 
 
Citologia 
 
✓ Pode ser considerado definiAvo já que nos 
tecidos afetados temos grande número de 
leveduras; 
✓ Cuidado para não confundir com Cryptococcus. 


Histopatologia



✓ Necessário quando citologia for negaAva; 
✓ Observação da reação granulomatosa ou 
piogranulomatosa; 
✓ Coloração específica para fungos – Leveduras 
são ditceis de disAnguir nas colorações 
tradicionais 
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