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85 ⮚ Ele acordou. Em seguida, escovou os dentes e tomou banho. Na sequência, foi para a escola e, por fim, voltou para casa. LINGUAGEM, TEXTO E DISCURSO O processo de comunicação envolve a linguagem, a língua e a fala, três conceitos indissociáveis, porém individualmente diferenciáveis entre si. A linguagem é um sistema de signos ou símbolos usados na transmissão de uma mensagem. É a capacidade de comunicação de ideias, pensamentos, opiniões, sentimentos, experiências, desejos, informações, que elencamos num texto. Existem dois tipos de linguagem: linguagem verbal, recorrendo a palavras como forma de comunicação, e linguagem não verbal, utilizando outros meios comunicativos, como gestos, sons, imagens. DISCURSO O discurso é toda situação que envolve a comunicação dentro de um determinado contexto e diz respeito a quem fala, para quem fala e sobre o que se fala. DISCURSO DIRETO O discurso direto é o registro das palavras proferidas por uma personagem. O narrador deve expor a fala da personagem através do recurso gráfico: travessão ou aspas. Alguns verbos, chamados de elocução (aqueles que introduzem ou anunciam a fala) são utilizados no começo, no meio ou após os discursos, são eles: dizer, perguntar, responder, exclamar, ordenar, falar, protestar, contestar, alegrar, alegar, concordar, etc.. Exemplo: - Por que você não vai à reunião? perguntou Cláudia. Marcos, surpreso, respondeu: - Vou, sim, acompanhar você, ou achou que a deixaria ir sozinha? DISCURSO INDIRETO O discurso indireto é definido como o registro da fala da personagem sob influência por parte do narrador. Nesse tipo de discurso, os tempos verbais são modificados para que haja entendimento quanto à pessoa que fala. Além disso, costuma-se citar o nome de quem proferiu a fala ou fazer algum tipo de referência. Observe: Discurso direto: - Eu vou à reunião, se você me acompanhar. disse Cláudia. Passando para o Discurso Indireto: Cláudia disse que iria à reunião se Marcos a acompanhasse. DISCURSO INDIRETO LIVRE O discurso indireto livre ocorre quando a narrativa é interrompida para dar lugar a uma fala da personagem, no entanto, sem utilizar o recurso gráfico (aspas, travessão) do discurso direto. As falas ou pensamentos das personagens surgem, durante a narração e, por este motivo, o leitor deve estar atento ao que lê. Exemplo: Renata falava muito baixo, quase cochichando, independentemente de onde estava. Não achava ético conversar, mesmo que com o som da voz moderado, normal para a maioria. Conversar para os outros ouvirem? Para que? E todo mundo tem que saber o que faço ou o que penso? Alguns pensavam que era timidez, mas ela não se importava. FALA A fala é a forma pessoal de expressão de cada indivíduo, que possui uma organização própria de pensamentos, ideias, opiniões. A fala segue as regras gramaticais da língua, mas deixa margem para a criatividade e diferenciação na comunicação em função de quem fala, uma vez que é influenciada pelo contexto, vivências, personalidade e conhecimentos linguísticos do falante, apresentando diversos níveis, desde o mais informal ou coloquial, até o mais formal ou culto. NÍVEIS DA FALA: ⮚ Nível formal ou culto; ⮚ Nível informal, coloquial ou popular; ⮚ Nível regional; ⮚ Nível vulgar; ⮚ Nível técnico ou profissional; ⮚ Nível literário ou artístico. QUESTÕES PROPOSTAS Questão 1. De vez em quando, nas redes sociais, a gente se pega compartilhando notícias falsas, fotos modificadas, boatos de todo tipo. O problema é quando a matéria é falsa. E, pior ainda, se é uma matéria falsa que não foi criada por motivos humorísticos ou literários (sim, considero o jornalismo ficcional uma interessante forma de literatura), mas para prejudicar a imagem de algum partido ou de algum político, não importa de que posição ou tendência. Inventa-se uma arbitrariedade ou falcatrua, joga-se nas redes sociais e aguarda-se o resultado. Nesse caso, a multiplicação da notícia falsa (que está sempre sujeita a ser denunciada juridicamente como injúria, calúnia ou difamação) se dá em várias direções. Antes de curtir, comentar ou compartilhar, procuro checar as fontes, ir aos links originais. TAVARES, B. Disponível em: www.cartafundamental.com.br. Acesso em: 20 jan. 2015 (adaptado). O texto expõe a preocupação de uma leitora de notícias on-line de que o compartilhamento de conteúdos falsos pode ter como consequência a A) displicência natural das pessoas que navegam pela internet. B) desconstrução das relações entre jornalismo e literatura.