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NR 05 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA GRUPO BMPCSUMÁRIO O QUE É SEGURANÇA DO TRABALHO? 03 HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO 03 O QUE É CIPA? 08 NORMA REGULAMENTADORA 5 08 DIMENSIONAMENTO 10 ATRIBUIÇÕES DA CIPA 12 FUNCIONAMENTO DA CIPA 15 PROCESSO ELEITORAL 16 TREINAMENTO DA CIPA 18 CONTRATADAS PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO 20 RISCOS OCUPACIONAIS 22 AVALIAÇÃO DOS RISCOS OCUPACIONAIS 37 MEDIDAS DE CONTROLE 38 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI 41 QUANDO PRECISO RECOMENDAR A IMPLEMENTAÇÃO DO EPI? 42 43 ANÁLISE DE RISCO 73 ACIDENTE DE TRABALHO 74 NOÇÕES E LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA 79 INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E REABILITADOS NOS PROCESSOS DE TRABALHO 83 PREVENÇÃO E COMBATE AO ASSÉDIO SEXUAL E A OUTRAS FORMAS DE VIOLÊNCIA NO TRABALHO 89 RECURSOS PARA AS VÍTIMAS 91o QUE É SEGURANÇA DO TRABALHO? É o conjunto de ciências e tecnologias destinadas ao combate e prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Enciclopédia BARSA- Definição de Segurança e Saúde do Trabalho HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO A história da segurança do trabalho no Brasil está intrinsecamente ligada ao processo de industrialização do país, que teve início no final do século XIX. A seguir, apresento algumas das principais datas históricas que marcaram a evolução da segurança do trabalho no Brasil: Criação da OIT (1919) A Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi criada em 1919, após o 1 fim da Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de promover a justiça social e o trabalho decente em todo o mundo. A OIT elabora convenções e recomendações internacionais sobre trabalho e segurança, que são adotadas pelos países membros, incluindo o Brasil. Criação do Departamento Nacional do Trabalho (1931) o Departamento Nacional do Trabalho (DNT) foi criado em 1919 pelo presidente Epitácio Pessoa. DNT foi o primeiro órgão a se preocupar 2 com a segurança do trabalho no Brasil, e tinha como objetivo fiscalizar as condições de trabalho nas indústrias brasileiras. Entre as suas principais atribuições, estavam a elaboração de normas de segurança do trabalho e a realização de inspeções nos locais de trabalho para verificar o cumprimento dessas normas. Instituição da Consolidação das Leis do Trabalho (1943) A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi instituída em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas. A CLT unificou a legislação trabalhista 3 existente até então, estabelecendo direitos e deveres tanto para os empregados quanto para os empregadores. Entre as principais inovações trazidas pela CLT para a segurança do trabalho, estavam a obrigatoriedade do registro de acidentes de trabalho e a criação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). 03Criação do Ministério do Trabalho e Emprego (1966) Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) foi criado em 1966, durante o governo do presidente Castelo Branco. o MTE passou a ser o principal 4 órgão responsável pela fiscalização das condições de trabalho no país, tendo como atribuições a elaboração de normas de segurança do trabalho, a realização de inspeções nos locais de trabalho e a aplicação de multas em caso de descumprimento das normas. Criação da Fundacentro (1977) A Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) foi criada em 1977. A Fundacentro é um órgão 5 do MTE, responsável por promover estudos e pesquisas na área de segurança e saúde do trabalho. A Fundacentro tem como objetivo principal o desenvolvimento de tecnologias, metodologias e conhecimentos que contribuam para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Criação das Normas Regulamentadoras (1978) Em 1978, foram criadas as Normas Regulamentadoras (NR), que são 6 conjuntos de requisitos e procedimentos de segurança e saúde no trabalho, estabelecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As NRs abrangem diversos temas, como proteção contra incêndios, ergonomia, riscos elétricos, trabalho em altura, entre outros. Criação da Norma Regulamentadora (NR) 5 (1983) A Norma Regulamentadora (NR) 5 foi criada em 1983 e estabeleceu a obrigatoriedade da criação da Comissão Interna de Prevenção de 7 Acidentes (CIPA) em empresas com mais de 20 funcionários. A CIPA é composta por representantes dos empregados e dos empregadores, e tem como objetivo principal a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. 04Criação da Norma Regulamentadora (NR) 7 (1991) A Norma Regulamentadora (NR) 7 foi criada em 1991 e estabeleceu a obrigatoriedade dos exames médicos admissional, periódico e demissional. Essa norma tem como objetivo principal a prevenção de doenças 8 ocupacionais, e estabelece os critérios e procedimentos para a realização desses exames. Além disso, a NR 7 também estabelece a obrigatoriedade da elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que é um conjunto de ações destinadas a preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores, prevenindo doenças ocupacionais. Tragédia da plataforma P-36 (2001) A tragédia da plataforma P-36, em 2001, foi o maior acidente da história da indústria petrolífera brasileira. A plataforma, que estava localizada na Bacia 9 de Campos, no Rio de Janeiro, afundou após uma explosão, causando 11 mortes e um enorme derramamento de petróleo no mar. o acidente levou a uma revisão das normas de segurança na indústria do petróleo, e resultou na criação de novas normas de segurança para as plataformas. Criação da Secretaria de Inspeção do Trabalho (2008) Em 2008, foi criada a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), que é responsável por coordenar as atividades de fiscalização do trabalho no Brasil. 10 A SIT tem como objetivo garantir o cumprimento das leis trabalhistas e das normas de segurança e saúde no trabalho, visando proteger os direitos dos trabalhadores e promover a justiça social. Tragédia do incêndio da Boate Kiss (2013) A tragédia do incêndio da Boate Kiss ocorreu em 27 de janeiro de 2013, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Um incêndio na boate deixou 11 242 mortos e mais de 600 feridos, a maioria jovens universitários. incêndio foi provocado por uma faísca de uma pirotecnia utilizada durante um show, que acabou atingindo a espuma de isolamento acústico do teto da boate. A tragédia revelou a falta de fiscalização e de medidas de segurança nas casas noturnas do país, e levou a uma revisão das normas de segurança do trabalho. 05Lei da Terceirização (2017) Em 2017, foi aprovada a Lei da Terceirização, que permite a contratação de trabalhadores terceirizados para atividades-fim das empresas. A lei gerou muita polêmica, pois alguns trabalhadores terceirizados poderiam estar 12 sujeitos a condições de trabalho precárias, com menor proteção em relação à segurança do trabalho. Por isso, é importante que as empresas e os órgãos fiscalizadores estejam atentos para garantir que as normas de segurança sejam cumpridas para todos os trabalhadores, independentemente de sua forma de contratação. Reforma Trabalhista (2017) A Reforma Trabalhista, aprovada em 2017, trouxe diversas mudanças na legislação trabalhista brasileira. Entre as mudanças, destacam-se as alterações na jornada de trabalho, no regime de férias e nas normas de trabalho remoto. A reforma também alterou algumas normas relacionadas à 13 segurança do trabalho, como a possibilidade de acordo para redução do intervalo para repouso e alimentação e a permissão de trabalho em ambientes insalubres para gestantes e lactantes. As mudanças geraram polêmica e críticas por parte de entidades sindicais e órgãos de defesa dos direitos dos trabalhadores, que argumentam que as alterações podem prejudicar a segurança e saúde dos trabalhadores. Pandemia da COVID-19 (2020) A pandemia da COVID-19, teve início em 2020, trouxe novos desafios para a segurança do trabalho no Brasil e no mundo. As medidas de prevenção e controle da doença, como o uso de equipamentos de proteção individual 14 (EPIs), o distanciamento social e a higienização constante, tornaram-se obrigatórias nos locais de trabalho. A pandemia também levou a uma maior conscientização sobre a importância da saúde mental dos trabalhadores, já que muitos estão trabalhando em condições de estresse e incerteza. Por isso, é fundamental que as empresas adotem medidas de prevenção e cuidado com seus trabalhadores, visando proteger não apenas a saúde física, mas também a saúde mental de seus colaboradores. 06Criação da ANEST (2021) Em 2021, foi criada a Agência Nacional de Segurança do Trabalho (ANEST), 15 cujo objetivo é coordenar as políticas públicas relacionadas à segurança e saúde no trabalho. A ANEST terá a responsabilidade de supervisionar, orientar e fiscalizar as atividades de segurança do trabalho em todo o país, além de promover ações de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Em resumo, a história da segurança do trabalho no Brasil é marcada por diversos avanços e desafios, desde a criação da OIT até a pandemia da COVID-19. A implementação das Normas Regulamentadoras e a criação de órgãos fiscalizadores foram importantes para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para os trabalhadores. No entanto, ainda há muito a ser feito para garantir a proteção dos trabalhadores em todas as atividades laborais. É importante destacar que a segurança do trabalho é uma área em constante evolução, e que novas normas e procedimentos são criados regularmente para garantir a proteção dos trabalhadores. Por isso, é fundamental que os empregadores estejam sempre atentos às normas e às melhores práticas de segurança do trabalho, para garantir a integridade física e mental de seus colaboradores. 07o QUE É CIPA? É um instrumento que os trabalhadores dispõem para tratar da prevenção de acidentes do trabalho e condições do ambiente do trabalho. A sigla já nos diz muito a respeito de como funciona a comissão, veja a seguir: Comissão: Grupo de pessoas conjuntamente encarregadas de tratar de um determinado assunto; Interna: Seu campo de atuação está restrito ao estabelecimento da empresa; Prevenção: É fazer com que não ocorra nenhum tipo de acidente. É sua meta principal; Acidente: Qualquer ocorrência que possa causar danos ou prejuízos à propriedade, ou à pessoa. Assédio: pode ser configurado como condutas abusivas exaradas por meio de palavras, comportamentos, atos, gestos, escritos que podem trazer danos à personalidade, à dignidade ou à integridade física, ou psíquica de uma pessoa, pôr em perigo o seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho. NORMA REGULAMENTADORA 5 A NR 5 estabelece os requisitos mínimos para a constituição, organização, atribuições, funcionamento, treinamento e processo eleitoral da CIPA. Objetivo: A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de CIP A Assédio CIPA visa a prevenção de acidentes e doenças + decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação a vida e a promoção da saúde do trabalhador. SEGURANCA Objetivos específicos: Observar e relatar as condições de risco no ambiente de trabalho; Solicitar medidas para reduzir, eliminar ou neutralizar os riscos existentes; Discutir os acidentes ocorridos, encaminhando um relatório ao SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e ao empregador; Solicitar medidas que previnam acidentes semelhantes; Orientar os demais trabalhadores quanto à prevenção de acidentes e assédio no ambiente de trabalho. 08CONSTITUIÇÃO A CIPA será constituída por estabelecimento e composta de representantes da organização e dos empregados, conforme o dimensionamento previsto no Quadro desta NR, ressalvadas as disposições para setores econômicos específicos. ORGANIZAÇÕES EM REGIME SAZONAL A CIPA das organizações que operem em regime sazonal devem ser dimensionadas tomando-se por base a média aritmética do número de trabalhadores do ano civil anterior e obedecido o Quadro desta NR. ESTRUTURAÇÃO Os representantes da organização na CIPA, titulares e suplentes, serão por ela designados. Além disso, eles serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados. Então, a organização designará dentre seus representantes o Presidente da CIPA, e os representantes eleitos dos empregados escolherão dentre os titulares o vice-presidente. Por fim, CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido, bem como não poderá ser desativada pela organização, antes do término do mandato de seus membros, ainda que haja redução do número de empregados, exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento. 09o mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma reeleição, bem como, os eleitos e designados serão empossados no primeiro dia útil após o término do mandato anterior. Ademais, organização deve fornecer cópias das atas de eleição e posse aos membros titulares e suplentes da CIPA, pois quando solicitada, a organização encaminhará a documentação referente ao processo eleitoral da CIPA, podendo ser em meio eletrônico, ao sindicato dos trabalhadores da categoria preponderante, no prazo de até 10 (dez) dias. É PROIBIDO! A alteração de suas atividades normais na organização que prejudique o exercício de suas atribuições; A transferência para outro estabelecimento, sem a sua anuência, ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do art. 469 da CLT. É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção da CIPA desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. término do contrato de trabalho por prazo determinado não caracteriza dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção da CIPA. DIMENSIONAMENTO Para o dimensionamento da CIPA serão necessários três informações básicas: CNAE GRAU DE RISCO N° de Funcionários Quadro I Dimensionamento da CIPA NÚMERO DE EMPREGADOS NO ESTABELECIMENTO Acima de GRAU de 20 30 51 101 121 141 301 1001 2501 10.000 para 81 a 501 a 5001 a de INTEGRANTES a a a a a a a a a cada grupo 19 100 1000 RISCO* da CIPA 29 50 80 120 140 300 500 2500 5000 de 2500 acrescentar Efetivos 1 1 1 1 2 4 5 6 8 1 1 Suplentes 1 1 1 1 2 3 4 5 6 1 Efetivos 1 1 2 2 3 4 5 6 8 10 1 2 Suplentes 1 1 1 1 2 3 4 5 6 8 1 Efetivos 1 1 2 2 2 3 4 5 6 8 10 12 2 3 Suplentes 1 1 1 1 1 2 2 4 4 6 8 8 2 Efetivos 1 2 3 3 4 4 4 5 6 9 11 13 2 4 Suplentes 1 1 2 2 2 2 3 4 5 7 8 10 2 *Grau de Risco conforme estabelecido no Quadro I da NR-04 Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas CNAE (Versão 2.0), com correspondente Grau de Risco GR para fins de dimensionamento do SESMT. 10EMPREGADO DESIGNADO Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro e não for atendido por SESMT, nos termos da Norma Regulamentadora n° 4 (NR-04), a organização nomeará um representante da organização dentre seus empregados para auxiliar na execução das ações de prevenção em segurança e saúde no trabalho, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, por meio de negociação coletiva: No caso de atendimento pelo SESMT, este deverá desempenhar as atribuições da CIPA; o microempreendedor individual - MEI está dispensado de nomear o representante da NR-05; A nomeação de empregado como representante da NR-05 e sua forma de atuação devem ser formalizadas + anualmente pela organização; 11ATRIBUIÇÕES DA CIPA 1. Identificar os riscos do processo de trabalho e elaborar o mapa de riscos: a CIPA deve realizar a identificação dos riscos presentes nas atividades desenvolvidas na empresa e elaborar o mapa de riscos, o qual é um documento que contém informações sobre as condições de trabalho em cada setor da empresa e os riscos envolvidos. 2. Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho: a partir do mapa de riscos, a CIPA desenvolve um plano de trabalho que cumpriu as ações a serem executadas para prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. 3. Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação corretiva: a CIPA deve participar da implementação das medidas de prevenção previstas no plano de trabalho e também do controle da qualidade dessas medidas. Além disso, deve-se avaliar as prioridades de ação corretiva, a fim de garantir a segurança e saúde dos trabalhadores. 4. Realizar verificações periódicas nos ambientes e condições de trabalho observando identificar situações que tragam riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores: a CIPA deve realizar inspeções periódicas nos ambientes e condições de trabalho, para identificar possíveis situações de risco para a segurança e saúde dos trabalhadores. 5. Divulgar aos trabalhadores informações sobre segurança e saúde no trabalho: a CIPA deve promover a divulgação de informações relevantes sobre segurança e saúde no trabalho aos trabalhadores, a fim de conscientizá-los sobre os riscos presentes em suas atividades e sobre as medidas preventivas a eles aceitos. 6. Participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador, da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados: a CIPA deve participar da análise das causas de doenças e acidentes de trabalho, em conjunto com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), onde houver, ou com o empregador. A partir dessa análise, devem-se propor medidas para solucionar os problemas identificados. 127. Solicitar informações à empresa sobre questões relacionadas à segurança e saúde dos trabalhadores, incluindo as CATs (Comunicações de Acidente de Trabalho) emitidas pela empresa. Essas informações são importantes para a CIPA avaliar a situação atual e propor medidas preventivas para evitar acidentes e doenças ocupacionais. É importante ressaltar que o sigilo médico e as informações pessoais devem ser resguardados. 8. Propor ao SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), quando houver, ou à empresa, a análise das condições ou situações de trabalho em que haja risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores. Se necessário, a CIPA pode propor a interrupção das atividades até que as medidas corretivas e de controle sejam adotadas. Essa medida visa garantir a segurança e saúde dos trabalhadores. 9. Promover, em conjunto com o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho SIPAT. A SIPAT é uma semana de conscientização e prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, realizada anualmente, que visa conscientizar os trabalhadores sobre os riscos ocupacionais e medidas preventivas que devem ser adotadas para evitar acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. 10. Incluir temas relacionados à prevenção e ao combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho em suas atividades e práticas. Essa medida visa conscientizar os trabalhadores sobre a importância de prevenir e combater o assédio e a violência no ambiente de trabalho, garantindo assim um ambiente de trabalho saudável e seguro para todos. 13Cabe à organização Proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes no plano de trabalho; Permitir a colaboração dos trabalhadores nas ações da CIPA; Fornecer à CIPA, quando requisitadas, as informações relacionadas às suas atribuições; Cabe aos trabalhadores Cabe aos trabalhadores indicar à CIPA, ao SESMT e à organização situações de riscos e apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho. Cabe ao Presidente da CIPA convocar os membros para as reuniões; coordenar as reuniões, encaminhando à organização e ao SESMT, quando houver, as decisões da comissão. Cabe ao Vice-Presidente substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos temporários Além disso, é de responsabilidade de ambos: Coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os objetivos propostos sejam alcançados; Divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento; 14FUNCIONAMENTO DA CIPA A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, conforme o calendário preestabelecido; A critério da CIPA, nas Microempresas ME e Empresas de Pequeno Porte EPP, graus de risco 1 e 2, as reuniões poderão ser bimestrais; As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas na organização, preferencialmente de forma presencial, podendo a participação ocorrer de forma remota; A data e horário das reuniões serão acordadas entre os seus membros, observando os turnos e as jornadas de trabalho; As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes; As atas das reuniões devem ser disponibilizadas a todos os integrantes da CIPA, podendo ser por meio eletrônico; As deliberações e encaminhamentos das reuniões da CIPA devem ser disponibilizadas a todos os empregados em quadro de aviso ou por meio eletrônico AS REUNIÕES EXTRAORDINÁRIAS DEVEM SER REALIZADAS QUANDO: - Ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal; ou Houver solicitação de uma das representações; Para cada reunião ordinária ou extraordinária, os membros da CIPA designarão o secretário responsável por redigir a ata; membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativa; A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o mandato, será suprida por suplente, obedecida a ordem de colocação decrescente que consta na ata de eleição, devendo os motivos ser registrados em ata de reunião; Caso não existam mais suplentes, durante os primeiros 6 (seis) meses do mandato, a organização deve realizar eleição extraordinária para suprir a vacância, que somente será considerada válida com a participação de, no mínimo, um terço dos trabalhadores 15Os prazos da eleição extraordinária serão reduzidos à metade dos prazos previstos no processo eleitoral desta NR; No caso de afastamento definitivo do presidente, a organização indicará o substituto, em dois dias úteis, preferencialmente entre os membros da CIPA; No caso de afastamento definitivo do vice-presidente, os membros titulares da representação dos empregados, escolherão o substituto, entre seus titulares, em dois dias úteis; o mandato do membro eleito em processo eleitoral extraordinário deve ser compatibilizado com o mandato dos demais membros da Comissão; o treinamento de membro eleito em processo extraordinário deve ser realizado no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados a partir da data da posse; As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso; Não havendo consenso, a CIPA deve regular o procedimento de votação e o pedido de reconsideração da decisão; PROCESSO ELEITORAL Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados na CIPA, no prazo mínimo de 60 (sessenta) dias antes do término do mandato em curso; A organização deve comunicar, com antecedência, podendo ser por meio eletrônico, com confirmação de entrega, o início do processo eleitoral ao sindicato da categoria preponderante. o Presidente e o Vice-Presidente da CIPA constituirão dentre seus membros a comissão eleitoral, que será a responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral. Nos estabelecimentos onde não houver CIPA, a comissão eleitoral será constituída pela organização. 16o processo eleitoral deve observar as seguintes condições: Publicação e divulgação de edital de convocação da eleição e abertura de prazos para inscrição de candidatos, em locais de fácil acesso e visualização, podendo ser em meio físico ou eletrônico; Inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para inscrição será de 15 (quinze) dias corridos; Liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento, independentemente de setores ou locais de trabalho, com fornecimento de comprovante em meio físico ou eletrônico; Garantia de emprego até a eleição para todos os empregados inscritos Publicação e divulgação da relação dos empregados inscritos, em locais de fácil acesso e visualização, podendo ser em meio físico ou eletrônico Realização da eleição no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do término do mandato da CIPA, quando houver; Realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os horários de turnos e em horário que possibilite a participação da maioria dos empregados do estabelecimento; Voto secreto; Apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com acompanhamento de representante da organização e dos empregados, em número a ser definido pela comissão eleitoral, facultado o acompanhamento dos candidatos; Organização da eleição por meio de processo que garanta tanto a segurança do sistema como a confidencialidade e a precisão do registro dos votos; Havendo participação inferior a cinquenta por cento dos empregados na votação, não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá prorrogar o período de votação para o dia subsequente, computando-se os votos já registrados no dia anterior, a qual será considerada válida com a participação de, no mínimo, um terço dos empregados. 17As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser protocolizadas na unidade descentralizada de inspeção do trabalho, até 30 (trinta) dias após a data da divulgação do resultado da eleição da CIPA; Compete à autoridade máxima regional em matéria de inspeção do trabalho, confirmadas irregularidades no processo eleitoral, determinar a sua correção ou proceder à anulação quando for o caso; Em caso de anulação somente da votação, a organização convocará nova votação no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data de ciência, garantidas as inscrições anteriores; Quando a anulação se der antes da posse dos membros da CIPA, ficará assegurada a prorrogação do mandato anterior, quando houver, até a complementação do processo eleitoral; Assumirão a condição de membros titulares e suplentes os candidatos mais votados; Em caso de empate, assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento; Os candidatos votados e não eleitos serão relacionados na ata de eleição e apuração, em ordem decrescente de votos, possibilitando nomeação posterior, em caso de vacância de suplentes; TREINAMENTO DA CIPA A organização deve promover treinamento para o representante nomeado da NR-5 e para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse; treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados a partir da data da posse; 18o treinamento deve contemplar no mínimo os seguintes itens: estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do processo produtivo; noções sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho decorrentes das condições de trabalho e da exposição aos riscos existentes no estabelecimento e suas medidas de prevenção; metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho; princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de prevenção dos riscos; noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no trabalho; noções sobre a inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados nos processos de trabalho; organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão; prevenção e combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho treinamento realizado há menos de 2 (dois) anos contados da conclusão do curso pode ser aproveitado na mesma organização, observado o estabelecido na NR-1 o treinamento deve ter carga horária mínima de: a) 8 (oito) horas para estabelecimentos de grau de risco 1; b) 12 (doze) horas para estabelecimentos de grau de risco 2; c) 16 (dezesseis) horas para estabelecimentos de grau de risco 3; d) 20 (vinte) horas para estabelecimentos de grau de risco 4 19A carga horária do treinamento deve ser distribuída em no máximo 8 (oito) horas diárias; Para a modalidade presencial deve ser observada a seguinte carga horária mínima do treinamento: a) 4 (quatro) horas para estabelecimentos de grau de risco 2; b) 8 (oito) horas para estabelecimentos de grau de risco 3 e 4; Carga horária do treinamento dos estabelecimentos de grau de risco 1 e do representante nomeado da NR-05 podem ser realizadas integralmente na modalidade de ensino à distância ou semipresencial, nos termos da NR-01; Integrante do SESMT fica dispensado do treinamento da CIPA; CONTRATADAS PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO A organização de prestação de serviços deve constituir CIPA centralizada quando o número total de seus empregados na Unidade da Federação se enquadrar no Quadro desta NR. Quando a organização contratada para prestação de serviços a terceiros exercer suas atividades em estabelecimento de contratante enquadrado em grau de riscos 3 ou 4 e o número total de seus empregados no estabelecimento da contratante se enquadrar no Quadro desta NR, deve constituir CIPA própria neste estabelecimento, considerando o grau de risco da contratante. A organização contratada está dispensada da constituição da CIPA própria no caso de prestação de serviços a terceiros com até 180 (centro e oitenta) dias de duração. A organização contratada para prestação de serviços, quando desobrigada de constituir CIPA própria, deve nomear um representante da NR-5 para cumprir os objetivos desta NR se possuir 5 (cinco) ou mais empregados no estabelecimento da contratante. A nomeação do representante da organização contratada para a prestação de serviços deve ser feita entre os empregados que exercem suas atividades no estabelecimento. A organização contratada para a prestação de serviços deve garantir que a CIPA centralizada mantenha interação entre os estabelecimentos nos quais possua empregados; 20A organização deve dar condições aos integrantes da CIPA centralizada de atuarem nos estabelecimentos que não possuem representante nomeado da NR-05; representante nomeado da NR-05 das organizações contratadas para a prestação de serviço deve participar de treinamento conforme o grau de risco da contratante; A CIPA da prestadora de serviços a terceiros constituída nos termos do subitem 5.8.1.1 será considerada encerrada, para todos os efeitos, quando encerradas as suas atividades no estabelecimento; A organização contratante deve exigir da organização prestadora de serviços a nomeação do representante da NR-05 prevista no subitem; A contratante deve convidar a contratada para participar da reunião da CIPA da contratante, com a finalidade de integrar as ações de prevenção, sempre que as organizações atuarem em um mesmo estabelecimento; A contratada deve indicar um representante da CIPA ou o representante nomeado da NR-05 para participar da reunião da CIPA da contratante; Contratante adotará medidas para que as contratadas, suas CIPA, os representantes nomeados da NR-05 e os demais trabalhadores lotados naquele estabelecimento recebam Informações sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho, bem como sobre as medidas de prevenção, conforme o Programa de Gerenciamento de Riscos, previsto na NR-01; Toda a documentação referente à CIPA deve ser mantida no estabelecimento à disposição da inspeção do trabalho pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos; Em havendo alteração do grau de risco do estabelecimento, o redimensionamento da CIPA deve ser efetivado na próxima eleição; 21RISCOS OCUPACIONAIS Os riscos ocupacionais são situações ou condições presentes no ambiente de trabalho que podem causar danos à saúde e segurança dos trabalhadores. Esses riscos podem ser identificados e controlados por meio de medidas preventivas, como a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs), a adoção de procedimentos de segurança e a realização de treinamentos e capacitações. Existem diversos tipos de riscos ocupacionais, que podem ser classificados em cinco categorias: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Cada um desses tipos de risco é caracterizado por um agente de risco específico, que pode causar diferentes danos à saúde dos trabalhadores. A seguir, vamos explicar detalhadamente o que são os agentes de risco de cada tipo de risco ocupacional: RISCOS FÍSICOS Os riscos físicos são aqueles que envolvem a exposição dos trabalhadores a ruídos, vibrações, radiações, temperaturas extremas e pressões anormais. Abaixo, descreveremos cada um desses riscos. Ruído: é um som indesejado que pode ser prejudicial à saúde humana, especialmente quando ocorre em níveis elevados e por períodos prolongados. Os principais efeitos do ruído são a perda auditiva, zumbido nos ouvidos, hipertensão arterial, estresse, fadiga e interferência na comunicação. Os trabalhadores mais expostos a esse risco são os que atuam em indústrias, construções e transporte. Fonte geradora: máquinas, equipamentos, motores, geradores, sistemas de refrigeração e ar condicionado, entre outros. Tipos de exposição: contínua, intermitente ou de impacto. Consequências à saúde: perda auditiva, zumbido nos ouvidos, hipertensão arterial, estresse, fadiga e interferência na comunicação. Medidas de controle: utilização de protetores auriculares, isolamento acústico, manutenção adequada das máquinas e equipamentos, adoção de limites de exposição estabelecidos pela legislação e educação e conscientização dos trabalhadores. 22Vibrações: é um movimento oscilatório de um objeto que pode ser transmitido ao corpo humano, resultando em danos ao sistema nervoso, circulatório e osteomuscular. Os trabalhadores mais expostos a esse risco são os que atuam em indústrias, construções e transportes. Fonte geradora: máquinas e equipamentos que geram vibração, como compressores, motores e perfuratrizes. Tipos de exposição: contato. Consequências à saúde: fadiga, dores musculares e articulares, formigamento, perda de força muscular, lesões osteomusculares e problemas circulatórios. Medidas de controle: utilização de equipamentos com sistemas de amortecimento, manutenção adequada das máquinas e equipamentos, adoção de limites de exposição estabelecidos pela legislação e educação e conscientização dos trabalhadores. Radiações: é uma forma de energia que pode ser emitida por diversas fontes, como raios X, raios gama, raios ultravioletas e radiação ionizante. A exposição à radiação pode causar danos à saúde, incluindo queimaduras, câncer e danos ao sistema nervoso central. Os trabalhadores mais expostos a esse risco são os que atuam em serviços de radiologia, indústrias químicas, nucleares e de pesquisa. Fonte geradora: fontes emissoras de radiação, como equipamentos de raios X, material radioativo, sol e lâmpadas UV. Tipos de exposição: direta ou indireta. Consequências à saúde: queimaduras, câncer, mutações genéticas e danos ao sistema nervoso central. Medidas de controle: utilização de equipamentos de proteção individual, isolamento adequado da fonte emissora de radiação, adoção de limites de exposição estabelecidos pela legislação e educação e conscientização dos trabalhadores. 23Temperaturas extremas: podem ser causadas tanto pelo frio quanto pelo calor e podem levar a doenças como hipotermia, hipertermia, queimaduras, desidratação e outros problemas de saúde. Os trabalhadores mais expostos a esse risco são os que atuam em indústrias, construções, agricultura e mineração. Fonte geradora: ambientes quentes ou frios, equipamentos que geram calor ou frio excessivo, entre outros. Tipos de exposição: ar e contato Consequências à saúde: hipotermia, hipertermia, queimaduras, desidratação e outros problemas de saúde. Medidas de controle: utilização de equipamentos de proteção individual, como roupas térmicas e bonés, adaptação do ambiente de trabalho, como a instalação de ar-condicionado ou aquecedores, pausas regulares para descanso e hidratação e educação e conscientização dos trabalhadores. Pressões anormais: podem ser causadas pela exposição a pressões elevadas ou baixas, como ocorre em atividades submarinas, câmaras hiperbáricas e cabines de avião. A exposição a essas pressões pode levar a problemas de saúde como embolia, descompressão rápida, tonturas e outros. Fonte geradora: ambientes com pressões anormais. Tipos de exposição: ar Consequências à saúde: embolia, descompressão rápida, tonturas e outros problemas de saúde. Medidas de controle: utilização de equipamentos de proteção individual, adequação dos equipamentos e ferramentas utilizados, como válvulas e compressores, e adoção de procedimentos de segurança específicos para cada atividade. 24Umidade: é um agente de risco físico que pode afetar a saúde dos trabalhadores que realizam suas atividades em locais úmidos ou molhados. A exposição prolongada a ambientes úmidos pode resultar em diversos problemas de saúde, desde simples irritações na pele até doenças respiratórias crônicas. Os trabalhadores mais expostos a esse risco são os que atuam em áreas de produção, armazenagem e limpeza em que a umidade está presente. Fonte geradora: locais e atividades com muito contato com água Tipos de exposição: a exposição à umidade pode ocorrer através do contato com a pele, por meio da inalação do ar úmido ou ainda por meio da ingestão de alimentos, ou água contaminados pela umidade. Consequências à saúde: a exposição à umidade pode levar a diversos problemas de saúde, como irritações na pele, resfriados frequentes, alergias respiratórias, asma, bronquite, pneumonia e outras doenças pulmonares crônicas. Além disso, a exposição à umidade pode contribuir para o desenvolvimento de doenças reumáticas, como a artrite. Medidas de controle: as medidas de controle da exposição à umidade devem incluir a adoção de boas práticas de higiene e segurança no trabalho, como a utilização de roupas adequadas para ambientes úmidos, a utilização de calçados impermeáveis, a secagem frequente das mãos e do corpo, a limpeza e manutenção adequadas dos equipamentos de trabalho e a adequação das condições de ventilação e iluminação nos ambientes de trabalho úmidos. Também é importante que os trabalhadores recebam treinamento adequado sobre os riscos associados à exposição à umidade e sobre as medidas de prevenção e controle. 25RISCO QUÍMICO o risco químico é um dos principais riscos ocupacionais, e se refere à exposição dos trabalhadores a substâncias químicas que podem causar danos à saúde, tais como poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores e substâncias ou produtos químicos em geral. É importante que as empresas adotem medidas de prevenção e controle para evitar a exposição dos trabalhadores a esses agentes de risco. Poeiras: são partículas sólidas que se encontram em suspensão no ar. Elas podem ser geradas por diversas atividades, tais como a moagem, a perfuração, a britagem e a escavação, entre outras. Tipos de exposição: a exposição às poeiras pode ocorrer por meio da inalação, da ingestão ou do contato com a pele. Consequências à saúde: a exposição às poeiras pode causar irritação nos olhos, na pele e nas vias respiratórias, além de poder contribuir para o desenvolvimento de doenças respiratórias, tais como a asma, a bronquite e a silicose. Medidas de controle: as medidas de controle da exposição às poeiras devem incluir a utilização de equipamentos de proteção individual, tais como máscaras e óculos de proteção, além da adoção de medidas de ventilação adequadas nos locais de trabalho. Fumos Metálicos: são partículas sólidas que se formam a partir da condensação de vapores. Eles podem ser gerados por atividades como a soldagem e o corte de metais. Tipos de exposição: a exposição aos fumos pode ocorrer por meio da inalação. Consequências à saúde: a exposição aos fumos pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, além de poder contribuir para o desenvolvimento de doenças respiratórias, tais como a asma e a bronquite. Medidas de controle: as medidas de controle da exposição aos fumos devem incluir a utilização de equipamentos de proteção individual, tais como máscaras e óculos de proteção, além da adoção de medidas de ventilação adequadas nos locais de trabalho. 26Névoas: são partículas líquidas que se encontram em suspensão no ar. Elas podem ser geradas por atividades como a pintura e a lavagem de peças. Tipos de exposição: a exposição às névoas pode ocorrer por meio da inalação ou do contato com a pele. Consequências à saúde: a exposição às névoas pode causar irritação na pele e nas vias respiratórias, além de poder contribuir para o desenvolvimento de doenças respiratórias, tais como a asma e a bronquite Medidas de controle: as medidas de controle da exposição às névoas devem incluir a utilização de equipamentos de proteção individual, tais como máscaras e óculos de proteção, além da adoção de medidas de ventilação adequadas nos locais de trabalho. Neblinas: são partículas líquidas menores que as névoas. Elas podem ser geradas por atividades como a lavagem de peças e o manuseio de líquidos. Tipos de exposição: a exposição às neblinas pode ocorrer por meio da inalação ou do contato com a pele. Consequências à saúde: a exposição às neblinas pode causar irritação na pele e nas vias respiratórias, além de poder contribuir para o desenvolvimento de doenças respiratórias, tais como a asma e a bronquite. Medidas de controle: as medidas de controle da exposição às neblinas devem incluir a utilização de equipamentos de proteção individual, tais como máscaras e óculos de proteção, além da adoção de medidas de ventilação adequadas nos locais de trabalho. Gases: são substâncias que se encontram em estado gasoso à temperatura ambiente. Eles podem ser gerados por diversas atividades, tais como a queima de combustíveis fósseis e a manipulação de produtos químicos. Tipos de exposição: a exposição aos gases pode ocorrer por meio da inalação. Consequências à saúde: a exposição aos gases pode causar irritação nas vias respiratórias, além de poder contribuir para o desenvolvimento de doenças respiratórias, tais como a asma e a bronquite. Alguns gases são altamente tóxicos e podem causar danos irreversíveis à saúde, inclusive levando à morte. Medidas de controle: as medidas de controle da exposição aos gases devem incluir a utilização de equipamentos de proteção individual, tais como máscaras respiratórias e óculos de proteção, além da adoção de medidas de ventilação adequadas nos locais de trabalho. 27Vapores: são substâncias que se encontram em estado gasoso à temperatura ambiente, mas que podem se condensar ao entrar em contato com superfícies frias. Eles podem ser gerados por atividades como a pintura e a limpeza de peças. Tipos de exposição: a exposição aos vapores pode ocorrer por meio da inalação ou do contato com a pele. Consequências à saúde: a exposição aos vapores pode causar irritação na pele e nas vias respiratórias, além de poder contribuir para o desenvolvimento de doenças respiratórias, tais como a asma e a bronquite. Alguns vapores são altamente tóxicos e podem causar danos irreversíveis à saúde, inclusive levando à morte. Medidas de controle: as medidas de controle da exposição aos vapores devem incluir a utilização de equipamentos de proteção individual, tais como máscaras respiratórias e óculos de proteção, além da adoção de medidas de ventilação adequadas nos locais de trabalho. Substâncias/produtos químicos: são amplamente utilizados em diversas atividades, tais como a indústria química, a produção de medicamentos e a agricultura, entre outras. Tipos de exposição: a exposição às substâncias e produtos químicos pode ocorrer por meio da inalação, da ingestão ou do contato com a pele. Consequências à saúde: a exposição às substâncias e produtos químicos pode causar irritação na pele e nas vias respiratórias, além de poder contribuir para o desenvolvimento de doenças respiratórias, tais como a asma e a bronquite. Alguns produtos químicos são altamente tóxicos e podem causar danos irreversíveis à saúde, inclusive levando à morte. Medidas de controle: as medidas de controle da exposição às substâncias e produtos químicos devem incluir a utilização de equipamentos de proteção individual adequados, tais como máscaras respiratórias, luvas e óculos de proteção, além da adoção de medidas de ventilação adequadas nos locais de trabalho. Também é importante fornecer treinamento adequado aos trabalhadores que manipulam essas substâncias, para que saibam como manuseá-las de forma segura e eficaz. 28RISCO BIOLÓGICO o risco biológico é a possibilidade de contaminação por microrganismos, tais como vírus, bactérias, fungos e parasitas, presentes em ambientes de trabalho, animais, vegetais, alimentos, entre outros. Esses microrganismos podem ser patogênicos e causar doenças, afetando a saúde dos trabalhadores. Os agentes de risco biológicos mais comuns nos ambientes de trabalho são: Vírus: são microrganismos que podem causar diversas doenças, como a gripe, hepatite B e C, HIV, entre outras. São geralmente transmitidos por meio de fluidos corporais, como saliva, sangue e urina. Bactérias: são microrganismos que podem causar doenças como tétano, tuberculose, leptospirose, entre outras. São geralmente transmitidos por meio de alimentos contaminados, água e ar. Fungos: são microrganismos que podem causar doenças como a aspergilose, histoplasmose, criptococose, entre outras. São geralmente encontrados em ambientes com pouca ventilação, como porões e câmaras frias. Parasitas: são microrganismos que podem causar doenças como a malária, leishmaniose, doença de Chagas, entre outras. São geralmente transmitidos por meio de insetos, como mosquitos e carrapatos. Fontes geradoras: os agentes de risco biológicos podem estar presentes em diversos locais, tais como hospitais, clínicas, laboratórios, indústrias de alimentos, entre outros. Animais e plantas também podem ser fontes geradoras de risco biológico. Tipos de exposição: a exposição aos agentes de risco biológicos pode ocorrer de diversas formas, como contato com fluidos corporais, inalação de aerossóis, ingestão de alimentos contaminados, contato com animais e plantas infectados, entre outros. Consequências à saúde: a exposição aos agentes de risco biológicos pode levar ao desenvolvimento de diversas doenças, que podem ser desde infecções leves até doenças graves, como a hepatite B, HIV e tuberculose. Algumas doenças podem ter efeitos permanentes na saúde do trabalhador, como a perda de audição e problemas respiratórios. Medidas de controle: as medidas de controle para o risco biológico incluem a utilização de equipamentos de proteção individual, tais como luvas, máscaras, aventais e óculos de proteção. A adoção de medidas de higiene, como lavagem das mãos e uso de antissépticos, também é importante para prevenir a contaminação. A limpeza e desinfecção regular dos locais de trabalho e equipamentos também são medidas importantes para controlar o risco biológico. 29RISCOS ERGONÔMICOS Podem afetar a saúde do trabalhador em função das condições de trabalho, tais como esforço físico intenso, postura inadequada, monotonia, levantamento e transporte manual de peso, controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas de trabalho prolongadas e outras situações causadoras de estresse. Esforço físico intenso: o esforço físico intenso pode ser gerado por atividades como movimentação de cargas, escavação de valas, carregamento de materiais, entre outros. A exposição a esse agente pode levar a lesões musculares, tendinites, distensões, fadiga e estresse físico. As medidas de controle incluem a adoção de técnicas adequadas para movimentação de cargas, utilização de equipamentos de transporte e a redução da carga horária para os trabalhadores expostos. Exigência de postura inadequada: A exigência de posturas inadequadas pode ser gerada por atividades que requerem que o trabalhador permaneça na mesma posição por um período prolongado de tempo, como trabalhos em linha de produção. A exposição a esse agente pode levar a problemas posturais, como dores musculares, lombalgias, escolioses e hérnias de disco. As medidas de controle incluem a adoção de técnicas adequadas de postura, a utilização de equipamentos ergonômicos, a realização de pausas para alongamento e a redução da carga horária. Monotonia e repetitividade: A monotonia e repetitividade podem ser geradas por atividades que requerem que o trabalhador execute a mesma tarefa repetidamente, como trabalhos em linha de produção ou atendimento ao cliente. A exposição a esse agente pode levar a doenças como a síndrome do túnel do carpo, tendinites e problemas de coluna. As medidas de controle incluem a adoção de atividades variadas, a utilização de equipamentos ergonômicos, a realização de pausas para alongamento e a redução da carga horária. Levantamento e transporte manual de peso: o levantamento e transporte manual de peso pode ser gerado por atividades que requerem que o trabalhador movimente cargas de forma manual, como carregamento e descarregamento de mercadorias. A exposição a esse agente pode levar a lesões musculares, hérnias de disco, distensões e fadiga. As medidas de controle incluem a adoção de técnicas adequadas de movimentação de cargas, a utilização de equipamentos de transporte e a redução da carga horária. 30Controle rígido de produtividade: o controle rígido de produtividade pode ser gerado por atividades que exigem que o trabalhador cumpra uma meta ou produza uma quantidade determinada de produtos em um período de tempo específico, como em linhas de produção. A exposição a esse agente pode levar a problemas de saúde mental, como estresse, ansiedade e depressão. As medidas de controle incluem a adoção de práticas que permitam o trabalhador atingir a meta de forma saudável e sem sobrecarga. Recomendações: Descanso: o trabalhador deve ter pausas regulares durante a jornada para descanso e recuperação. É importante que essas pausas sejam adequadas à atividade realizada e que o trabalhador possa se movimentar e mudar de postura durante esse tempo. Ginástica laboral: A ginástica laboral é uma atividade física realizada no próprio ambiente de trabalho, durante a jornada, com o objetivo de promover a saúde e prevenir lesões relacionadas ao trabalho. As atividades são planejadas de acordo com as características do trabalho e são realizadas em grupo, com a orientação de um profissional de educação física. Adequação do ambiente de trabalho: o ambiente de trabalho deve ser adequado à atividade realizada, de forma a evitar posturas inadequadas e esforços desnecessários. É importante que as ferramentas e equipamentos sejam ajustados à altura e ao alcance do trabalhador, para evitar movimentos repetitivos e excesso de esforço. Treinamento e capacitação: Os trabalhadores devem receber treinamento e capacitação adequados para a realização das atividades, de forma a evitar posturas inadequadas e uso incorreto de ferramentas e equipamentos. É importante que o treinamento seja contínuo e atualizado de acordo com as mudanças nas atividades e no ambiente de trabalho. Redução da carga de trabalho: Em alguns casos, pode ser necessário reduzir a carga de trabalho do trabalhador, seja diminuindo a quantidade de tarefas a serem realizadas ou aumentando o número de trabalhadores para a realização das atividades. 31Adequação das condições de trabalho: É importante que as condições de trabalho sejam adequadas à atividade realizada, de forma a evitar esforços desnecessários e posturas inadequadas. Isso inclui o controle da temperatura, umidade e iluminação do ambiente de trabalho, além da adequação dos mobiliários e equipamentos. Autonomia do trabalhador: É importante que o trabalhador tenha autonomia na realização das atividades, de forma a poder adaptar sua postura e movimentos às suas necessidades e limitações. Controle do ritmo de trabalho: o ritmo de trabalho deve ser adequado à capacidade do trabalhador, de forma a evitar a sobrecarga e o estresse. Em alguns casos, pode ser necessário o ajuste da velocidade das máquinas e equipamentos, além da redução da pressão para o cumprimento de metas. É importante ressaltar que a implementação de medidas de controle eficazes para reduzir os riscos ergonômicos depende de uma abordagem multidisciplinar, que envolve a colaboração de diferentes profissionais, como médicos do trabalho, ergonomistas, engenheiros de segurança, psicólogos, entre outros. Além disso, é fundamental que haja uma cultura organizacional voltada para a prevenção, que valorize a saúde e a segurança dos trabalhadores e que promova a participação e o engajamento de todos os envolvidos. 32RISCO DE ACIDENTES o risco de acidentes é um dos riscos ocupacionais mais conhecidos e envolve uma série de agentes de risco, como o arranjo físico inadequado, iluminação deficiente, eletricidade, máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas defeituosas, probabilidade de incêndio ou explosão, processamento inadequado, animais peçonhentos, entre outros. Arranjo físico inadequado: o arranjo físico inadequado é um fator de risco presente em diversos ambientes de trabalho. Isso ocorre quando o espaço é insuficiente ou quando a distribuição dos elementos e equipamentos no espaço é feita de maneira inapropriada. Esse agente de risco pode provocar acidentes, tais como quedas, colisões, tropeços, dentre outros. Para reduzir o risco de acidentes causados por arranjo físico inadequado, é importante que as empresas elaborem projetos de segurança que considerem o espaço, o número de trabalhadores, a atividade desempenhada e a circulação de pessoas. Iluminação inadequada: a iluminação inadequada é um dos fatores que mais contribuem para a ocorrência de acidentes de trabalho, especialmente os de natureza física. A falta de iluminação adequada pode prejudicar a percepção de obstáculos e impor condições inadequadas de trabalho que podem afetar a saúde e a segurança dos trabalhadores. Para reduzir o risco de acidentes causados por iluminação deficiente, é necessário investir em iluminação adequada, garantir a manutenção dos equipamentos e a limpeza dos espaços de trabalho. Eletricidade: a eletricidade é um agente de risco presente em praticamente todos os ambientes de trabalho, especialmente em empresas que utilizam máquinas e equipamentos elétricos. A exposição a choques elétricos pode causar graves lesões e até mesmo a morte. Para reduzir o risco de acidentes causados pela eletricidade, é necessário garantir que os equipamentos elétricos sejam instalados e mantidos de maneira adequada, que haja treinamentos para o uso correto dos equipamentos e que os trabalhadores utilizem equipamentos de proteção individual (EPI) adequados. 33Máquinas e equipamentos sem proteção: a falta de proteção em máquinas e equipamentos é um dos principais fatores de risco de acidentes no ambiente de trabalho. A falta de proteção pode resultar em amputações, cortes, queimaduras, esmagamentos e outros tipos de lesões. Para reduzir o risco de acidentes causados pela falta de proteção em máquinas e equipamentos, é necessário garantir que eles estejam devidamente protegidos, que haja sinalização adequada, que os trabalhadores sejam treinados para o uso correto dos equipamentos e que sejam utilizados EPIs adequados. Ferramentas forçadas ou defeituosas: ferramentas forçadas ou defeituosas também representam um risco de acidentes no ambiente de trabalho. As fontes geradoras desse risco são ferramentas que estão em mau estado de conservação ou que foram projetadas de forma inadequada. A exposição ocorre quando os trabalhadores utilizam essas ferramentas em suas atividades diárias. As consequências à saúde podem incluir cortes, queimaduras e lesões graves. As medidas de controle incluem a realização de manutenção periódica em todas as ferramentas utilizadas no ambiente de trabalho, a substituição imediata de ferramentas defeituosas e a realização de treinamentos para os trabalhadores que utilizam essas ferramentas. Probabilidade de incêndio ou explosão: a probabilidade de incêndio ou explosão pode ocorrer em diversos ambientes de trabalho, principalmente naqueles em que são manuseados produtos inflamáveis, como líquidos inflamáveis, gases e produtos químicos. As fontes geradoras desse risco são as substâncias inflamáveis manuseadas no ambiente de trabalho. A exposição ocorre quando os trabalhadores entram em contato com essas substâncias sem as devidas precauções. As consequências à saúde podem incluir queimaduras graves e lesões irreversíveis. As medidas de controle incluem a realização de treinamentos para os trabalhadores sobre o manuseio de produtos inflamáveis, a utilização de equipamentos de proteção individual adequados, a instalação de sistemas de prevenção de incêndios e a realização de manutenção periódica nos equipamentos de segurança. 34Animais peçonhentos: Outro agente de risco relacionado a acidentes é a presença de animais peçonhentos no ambiente de trabalho, como aranhas, escorpiões, serpentes, entre outros. Esses animais podem causar picadas ou mordidas, que podem variar de leves a graves, dependendo do tipo de animal e da quantidade de veneno injetado. As fontes geradoras desses animais podem ser diversas, como construções mal conservadas, acúmulo de lixo, vegetação próxima ao local de trabalho, entre outras. A exposição a esses animais pode ocorrer durante a realização de atividades em áreas externas ou internas, bem como em locais de difícil acesso. As consequências para a saúde podem variar desde dor local e inchaço até reações alérgicas graves, podendo levar a complicações sistêmicas e até mesmo ao óbito. Por isso, é importante que os trabalhadores estejam cientes dos riscos envolvidos e saibam adotar medidas preventivas para evitar acidentes com animais peçonhentos. Entre as medidas de controle, destaca-se a manutenção das instalações e o controle de vegetação próxima ao ambiente de trabalho, a limpeza e a organização do local, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados, como luvas e botas de segurança, e o treinamento dos trabalhadores em relação aos procedimentos de emergência em caso de acidente com animais peçonhentos. Armazenamento Inadequado: refere-se à falta de cuidado com o armazenamento de materiais, produtos químicos, equipamentos ou qualquer outro tipo de item dentro do ambiente de trabalho. Isso pode causar acidentes como deslizamentos de objetos, quedas, incêndios e explosões, além de causar danos aos produtos ou equipamentos armazenados. As fontes geradoras desse tipo de risco são diversas, podendo incluir a falta de espaço adequado para o armazenamento, falta de organização, falta de equipamentos de movimentação e transporte de carga, falta de sinalização indicando os locais de armazenamento, entre outras. A exposição a esse tipo de risco ocorre principalmente por meio de acidentes, como quedas de materiais armazenados em locais inadequados ou explosões causadas por produtos químicos armazenados de forma imprópria. 35As consequências à saúde podem variar conforme a gravidade do acidente. Podem ocorrer lesões físicas como cortes, fraturas e queimaduras, além de problemas respiratórios e intoxicações por inalação de produtos químicos. Além disso, o armazenamento inadequado pode levar à perda de produtos ou equipamentos, gerando prejuízos financeiros para a empresa. As medidas de controle para esse agente de risco incluem: Manter o ambiente de trabalho organizado e limpo; Fazer um levantamento dos materiais que precisam ser armazenados e identificar os locais mais adequados para cada um deles; Utilizar equipamentos de movimentação e transporte de carga adequados para evitar lesões por esforço repetitivo ou levantamento de peso; Sinalizar claramente os locais de armazenamento, indicando o tipo de material ou produto que está armazenado; Armazenar produtos químicos conforme as normas de segurança, em locais adequados e com as embalagens devidamente identificadas; Realizar inspeções periódicas nos locais de armazenamento para identificar possíveis problemas e corrigi-los o mais rápido possível; Treinar os funcionários para que saibam como manusear e armazenar os materiais corretamente, utilizando os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) necessários para evitar acidentes. 36AVALIAÇÃO DOS RISCOS OCUPACIONAIS Conforme o item 9.4 da Norma Regulamentadora NR-09, que trata da Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos, é necessário realizar uma avaliação qualitativa e/ou quantitativa dos riscos presentes no ambiente de trabalho, a fim de identificar e controlar as possíveis exposições ocupacionais. Para realizar a avaliação de riscos, devem ser seguidos os seguintes subitens da NR-09: Avaliação qualitativa e/ou quantitativa dos agentes presentes no ambiente de trabalho, incluindo aspectos organizacionais e condições ambientais que envolvam o trabalhador no exercício de suas atividades (item 9.4.2.1). Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia, incluindo a neutralização ou eliminação dos riscos por meio de medidas de proteção coletiva, ou individual (item 9.4.1). Monitoramento da exposição aos riscos e revisão periódica das avaliações (item 9.4.3). Registro e divulgação dos dados da avaliação de riscos e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) (item 9.4.4). Portanto, para realizar a avaliação de riscos, é necessário seguir esses subitens, avaliar qualitativa e/ou quantitativamente os riscos presentes no ambiente de trabalho, implementar medidas de controle, monitorar a exposição aos riscos, registrar e divulgar os dados da avaliação e do PGR. É importante lembrar que a avaliação deve ser representativa da exposição ocupacional e abranger os aspectos organizacionais e condições ambientais que envolvem o trabalhador no = exercício de suas atividades. 37MEDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle são ações preventivas ou corretivas que visam minimizar ou eliminar riscos relacionados ao ambiente de trabalho. A sua importância está relacionada à preservação da saúde e segurança dos trabalhadores, além de evitar acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. A implantação de medidas de controle pode ser realizada por meio de diversas estratégias, como a adoção de equipamentos de proteção coletiva (EPC), medidas administrativas e educativas, além do uso de equipamentos de proteção individual (EPI). o dever dos empregadores é garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável, adotando medidas de controle para prevenir acidentes e doenças ocupacionais. Essas medidas devem ser planejadas e executadas de forma sistemática e contínua, a fim de assegurar a proteção dos trabalhadores. Já os empregados têm a responsabilidade de colaborar na implementação e utilização das medidas de controle adotadas, cumprindo as orientações e procedimentos estabelecidos pela empresa. PULL DOWN FIRE FIRE ALARM ALARM 38MEDIDAS ADMINISTRATIVAS São ações que visam reduzir ou eliminar riscos no ambiente de trabalho, por meio de alterações na organização, procedimentos ou gestão. Exemplos de medidas administrativas são: estabelecer procedimentos de segurança, definir protocolos de emergência, criar normas internas para o uso correto de equipamentos, entre outros. MEDIDAS EDUCATIVAS Consistem em ações de treinamento e conscientização dos trabalhadores sobre as normas de segurança no ambiente de trabalho. Essas medidas visam orientar e capacitar os funcionários para que saibam identificar e evitar riscos, bem como para que possam utilizar corretamente os equipamentos de proteção coletiva e individual. Exemplos de medidas educativas são: palestras, treinamentos, cursos, entre outros. MEDIDAS MÉDICAS Referem-se às ações de prevenção e tratamento de problemas de saúde relacionados ao trabalho. Elas visam reduzir ou eliminar os efeitos nocivos causados pelo ambiente de trabalho, promovendo a saúde dos trabalhadores. Exemplos de medidas médicas são: exames periódicos, vacinação, programas de reabilitação, entre outros. 39EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA - EPC Consiste em medidas de proteção ao trabalhador que atuam de forma coletiva no ambiente de trabalho, reduzindo riscos e promovendo a segurança ocupacional. Exemplos de EPC são: extintores de incêndio, sinalizações de segurança, equipamentos de proteção contra quedas, sistemas de ventilação, entre outros. BENEFÍCIOS DA IMPLEMENTAÇÃO DO EPC Os EPC melhoram o ambiente de trabalho, reduzindo os riscos que atingem o trabalhador, melhorando seu desempenho. X Facilita a concentração; X Melhora o conforto; X Aumenta a disposição; Apresenta maior qualidade no ambiente; X Age de forma positiva e diretamente sobre a saúde; Além disso, há inúmeras vantagens para a empresa, quando a mesma opta por implementar tais equipamentos no campo de trabalho, tais como: X Menor custo a médio e longo prazo. X Atinge a todos os funcionários expostos direta ou indiretamente. X A maioria independe da vontade do pessoal exposto em utilizar ou não. X Maior facilidade de controle da manutenção X Redução de processos trabalhistas e reclamações judiciais. X Aumento da produção com redução do tempo em treinamentos e exames. Redução do custo com programas educativos. Redução do número de acidentes (em consequência, de afastamentos) X Melhoria na qualidade do produto. 40EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI A Norma Regulamentadora 6, define EPI como todo o dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. o EPI, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do C.A. - Certificado de Aprovação, expedido pelo MTE. Além disso, todo EPI deverá apresentar, em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. o CA nos indica que o equipamento em questão foi submetido a diversos testes, sendo aprovado para o que se destina. É possível avaliar a validade do CA por meio do acesso ao portal denominado CAEPI - Certificado de Aprovação de Equipamento de Proteção Individual. Na imagem abaixo, é demonstrada parte do laudo de CA de um Cinturão de Segurança com Talabarte e Trava-Queda 41QUANDO PRECISO RECOMENDAR A IMPLEMENTAÇÃO DO EPI? Quando comprovado pelo empregador ou instituição a inviabilidade técnica da adoção de medidas de proteção coletiva ou quando estas não forem suficientes ou encontrarem-se em fase de estudo, planejamento ou implantação, ou ainda em caráter complementar, ou emergencial, deverão ser adotadas outras medidas, obedecendo-se à seguinte hierarquia: Medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho; Utilização de equipamento de proteção individual EPI; Definições conforme a legislação Princípios obrigatórios na concepção e fabricação dos EPIs: Propiciar a maior proteção possível; Considerar o conforto e facilidade de uso; Não acarretar riscos adicionais; Permitir liberdade de movimentos; Ser tão leve e o mais resistente possível. Quem deve recomendar o EPI? Compete ao SESMT, ou a CIPA, nas empresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade; Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA, cabe ao designado, mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado, recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador; 42RESPONSABILIDADES Responsabilidade do empregador: Adquirir o adequado ao risco de cada atividade; Exigir seu uso; Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada; Registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. (Inserida pela Portaria SIT/DSST 107/2009); Responsabilidades do empregado: Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; Responsabilizar-se pela guarda e conservação; Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. Sempre que o equipamento for entregue ao trabalhador, deve ser feito o registro em uma Ficha de Entrega de Equipamento de Proteção Individual (ANEXO 1), onde será descrito o tipo de equipamento, data de entrega, CA e assinatura do empregado. E se algum funcionário não quiser usar o EPI? "Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual fornecidos pela empresa". CLT - Art. 158 e item 1.4.2.1 da NR 01. o descumprimento do item anterior acarretará em penalidades". Uma delas é poderá ser a demissão por justa causa. CLT - Art. 482. 43Tipos de EPI: A - EPI para Proteção da cabeça; B - EPI para Proteção dos Olhos e Face; C - EPI para Proteção Auditiva; D - EPI para Proteção Respiratória; E - EPI para Proteção do Tronco; F - EPI para Proteção dos membros superiores; G - EPI para Proteção dos membros inferiores; H - EPI para Proteção do Corpo Inteiro; I - EPI para Proteção contra Quedas com diferença de Nível. PROTEÇÃO DA CABEÇA Algumas empresas oferecem máquinas e equipamentos de risco, que podem atingir a cabeça dos funcionários, como também é o caso de construções, que por si só podem soltar pedaços de sua estrutura como metais, cimento e etc. Para isso é indicado o uso dos seguintes principais tipos de equipamentos de proteção individual para a cabeça: capacete e capuz (ou balaclava). Entre os capacetes, destacam-se: capacete para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio, capacete para proteção contra choques elétricos e também o capacete para proteção do crânio e face contra agentes térmicos. Já no caso dos capuzes (ou balaclavas), destacam-se: capuz para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem térmica, capuz para proteção do crânio, face e pescoço contra respingos de produtos químicos e também o capuz para proteção do crânio e pescoço contra agentes abrasivos e escoriantes. 44CAPACETE DE SEGURANÇA Performance Em primeiro lugar, um bom capacete para uso industrial deve cumprir plenamente as exigências das normas. No Brasil, a ABNT NBR 8221 é a norma que especifica os tipos de testes e os limites que devem ser alcançados para serem aprovados. Após comprovação do atendimento na totalidade da norma por meio de testes realizados em laboratório credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro, é emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE - o certificado de aprovação do produto, comumente conhecido no mercado como CA. Tanto o selo do Inmetro quanto o número do CA, devem ser gravados de forma indelével no casco do capacete e sua manutenção de atendimento a norma em referência avaliada e validada frequentemente por um organismo de certificação de produto (OCP) através de auditoria. Durabilidade Atender plenamente as especificações da norma é mandatório para a comercialização legal do produto no território nacional, porém a durabilidade está associada às características técnicas do produto que, por sua vez, podem extrapolar as exigências e diferenciando-se dos demais produtos aprovados. Basicamente a matéria prima do capacete é um polímero (plástico) entre eles, polietileno (PEAD), ABS, policarbonato (PC) e sua qualidade, associada a forma de armazenagem, métodos e processos de produção da indústria fabricante do capacete, potencializam a geração de um produto diferenciado. 45Conforto Um bom capacete deve exceder as questões de durabilidade e performance. É essencial que o usuário sinta-se confortável para utilizá-lo durante todo o período em que for submetido. o formato do casco e o encaixe da suspensão no casco e na cabeça são basicamente os principais fatores que determinarão uma distribuição harmoniosa das cargas, proporcionando melhor balanço e consequentemente mais conforto. Ventilação Os capacetes de segurança podem ainda ter ou não ventilação, dependendo da atividade que se está executando. Composição do capacete Um capacete completo deve ser composto pelo casco e suspensão, da forma que a figura demonstra. Além disso, todo o design e material utilizado na confecção de um capacete é pensado para que cada componente tenha uma funcionalidade. Tipos de carneira do capacete Carneira simples: permite prático ajuste por meio de um sistema deslizante. Carneira com Catraca: permite fácil e perfeito ajuste do Capacete na cabeça do usuário, por meio de uma catraca giratória. Os tipos variam entre, jugular de plástico, jugular de silicone, jugular de tecido e jugular de nylon. 46Capuz ou balaclava Tipos de tecido Malha de fio acrílico: São de menor custo e apresentam boa resistência à lavagem em máquinas. Malha de fibra aramida: Fibra sintética, também denominada Kevlar, muito resistente e leve. Trata-se de um polímero resistente ao calor e sete vezes mais resistente que o aço por unidade de peso. o kevlar é usado na fabricação de cintos de segurança, cordas, construções aeronáuticas, velas, coletes à prova de bala, etc. Tecido de Algodão: Tecido feito de algodão é sempre muito confortável, durável e apto a resistir todos os tipos de clima. Em climas frios, serve como isolante térmico e protege rigorosamente contra temperaturas baixas. o tecido do algodão possui alta capacidade de absorção e tingimento, sem contar que pode ser lavado e passado sem muita preocupação. Riscos de Origem Térmica - Metal fundido e Soldagem Riscos de Origem Térmica - Temperaturas Baixas : Respingo de Produtos Químicos e água Contra Agentes Abrasivos e Escoriantes 47PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE Óculos de segurança, protetores faciais e as máscaras de solda são os EPIs que dão proteção aos olhos e à face dos trabalhadores. Esses equipamentos protegem contra impactos de partículas volantes multidirecionais, respingos de líquidos, luminosidade intensa e radiações ultravioletas e infravermelhas. Para escolher o equipamento ideal ao trabalhador, é preciso analisar a que riscos ele está submetido. A necessidade de se proteger somente os olhos ou a face toda deve ser avaliada. Deve-se ressaltar que a proteção dos olhos é obrigatória. Novos designs de óculos aliam beleza, modernidade, conforto e proteção. Cores mais vivas dão o tom em alguns equipamentos. Tratamento anti-risco, antiembaçante e contra radiações se fazem mais presentes, indicando a tendência do consumidor em procurar itens mais elaborados e de maior qualidade. Estes EPI's podem ser separados nas seguintes classificações: Óculos de proteção Onde existe o risco de partículas volantes, pós e poeiras, gases, respingos de líquidos, calor, luminosidade intensa, radiações ultravioletas e infravermelhas e radiações como raios-X e laser. Esses agentes estão presentes na siderurgia, metalúrgica, setor de transformação e construção civil. Cada situação requer um modelo específico, tanto no tipo da lente quanto no material da armação e nos materiais que o compõe, bem como considerar o biótipo do trabalhador. Por isso, o uso de óculos de segurança deve ser adotado por trabalhadores que exerçam quaisquer atividades com risco de danos aos olhos, em ambiente interno ou externo. 48Tipos de óculos Óculos de Segurança - são produtos destinados a formar um "escudo", protegendo os olhos de impactos e outros riscos, como radiações. Óculos de Segurança do Tipo Ampla Visão - são produtos destinados a "circundar" a região em torno dos olhos do usuário, protegendo-a de impactos, respingos e outros riscos. Nesta categoria, existem três possibilidades: Sem ventilação - têm maior probabilidade de embaçamento, porém protegem os olhos de vapores irritantes, se corretamente ajustados; Com ventilação indireta - têm menor probabilidade de embaçamento, porém não devem ser usados em ambientes com exposição a vapores; Com ventilação direta - têm menor probabilidade de embaçamento, porém não devem ser utilizados em ambientes com poeiras, vapores e riscos de respingos químicos Contra Impactos de Partículas Volantes Contra Luminosidade Intensa Contra Radiação Ultravioleta e Infravermelha 49Protetores faciais Utilizados no mesmo ambiente dos óculos de segurança, mas em situações onde as partículas volantes ofereçam maior risco de atingir áreas da face, nuca e orelhas. Seu uso é muito comum em serralherias, indústria de madeira e no setor de bebidas. Há ainda seu uso para aplicação de defensivos, apicultura, jateamento, cultura de atendimento a emergências por bombeiros e os indicados para riscos químicos e biológicos. Pois, Protegem toda a face do usuário contra impactos, poeiras, respingos químicos e radiações ópticas, além de possuir um visor articulado que se ajusta ao usuário por meio de uma carneira ou podem ser conjugados com capacetes de proteção. Ademais, para riscos de impactos, podem ser transparentes, com o visor fabricado em policarbonato ou PETG. Já para ambientes de calor intenso, podem ser aluminizados. Em operações de solda, podem ser em celeron ou outros materiais termoplásticos, usando-se a tonalidade correta dos filtros de luz, conforme o tipo de solda e a amperagem do equipamento. Contra Impactos Partículas Volantes Contra Radiação Infravermelha Contra Riscos de Origem Térmica Arco Elétrico 50

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