Prévia do material em texto
1/9 Equipe Projeto IBGE Efetivo - Português PORTUGUÊS HÍFEN EQUIPE PROJETO IBGE EFETIVO 2/9 Equipe Projeto IBGE Efetivo - Português SUMÁRIO HÍFEN ....................................................................................................................................................... 3 Emprego do Hífen ................................................................................................................................ 3 Não se usa Hífen .................................................................................................................................. 5 QUESTÕES ............................................................................................................................................... 7 3/9 Equipe Projeto IBGE Efetivo - Português HÍFEN Emprego do Hífen 1º) Utiliza-se o hífen nas palavras compostas em que cada uma já apresenta um sentido completo, mas, quando unidas, formam um novo sentido. Exemplos: ano-luz, arcebispo-bispo, arco-íris, decreto-lei, és-sueste, médico- cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto- alegrense, sul-africano; afro-asiático, afro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso- brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira; conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva. Lembre-se: algumas palavras que perderam a noção de composição grafam-se juntas e sem hífen. Exemplos: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé́, paraquedas, paraquedista. 2º) Emprega-se o hífen nos nomes de lugares compostos, iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo. Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará; Abre-Campo; Passa-Quatro, Quebra- Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca-Fortes; Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes. 3º) Utiliza-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas. Exemplos: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; bênção-de- deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-de-santo-inácio; bem-me-quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer); andorinha- grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do-mar, cobra-d’água, lesma- de-conchinha; bem-te-vi (nome de um pássaro). 4/9 Equipe Projeto IBGE Efetivo - Português 4º) Utiliza-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal quando o elemento após o advérbio começa por vogal ou h. Veja alguns Exemplos: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal- estar, mal-humorado; bem-criado, mal-criado, bem-ditoso, malditoso, bem- falante, malfalante, bem-mandado, malmandado, bem-nascido, malnascido, bem-soante, malsoante, bem-visto, malvisto. 5º) Emprega-se o hífen nos compostos com as palavras além, aquém, recém e sem. Exemplos: além-Atlântico, além-mar, além-fronteiras; aquém-mar, aquém- Pirenéus; recém-casado, recém-nascido; sem-cerimônia, sem-número, sem- vergonha. 6º) Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, não propriamente outras palavras, mas uma sequência de vocábulos. Exemplos: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique, Áustria- Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio-Rio de Janeiro... 7º) Utiliza-se o hífen nas palavras em que o segundo elemento começa por h. Exemplos: anti-higiénico/anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, contra- harmónico/ contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; arqui-hipérbole, eletro-higrómetro, geo- história, neo-helénico/neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar. Exceção: não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano. malcriado 5/9 Equipe Projeto IBGE Efetivo - Português 8º) Nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n (além de h, como apresentado anteriormente). Exemplos: circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude. 9º) Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados por r. Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. 10º) Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e vizo-. Exemplos: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro- ministro, ex-rei; sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei. 11º) Nas formações com os prefixos tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró-, quando o segundo elemento tem um significado completo. Exemplos: pós-graduação, pós-tônicos; pré-escolar, pré-natal; pró-africano, pró-europeu. Não se usa Hífen Nas locuções de qualquer tipo não se emprega o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colônia, arco-da-velha, cor- de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Veja os exemplos de locuções sem hífen: • Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar; • Adjetivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho; • Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja; 6/9 Equipe Projeto IBGE Efetivo - Português • Adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução que se contrapõe a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção, etc.), depois de amanhã, em cima, por isso; • Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a; • Conjuncionais: a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que. • Em palavras compostas, quando apenas um dos termos indicar etnia: eurocêntrico, afrodescendente. • Após o prefixo “mal”, quando NÃO seguido de vogal, “h” ou “l”: malquerer, maltratar. • Em palavras compostas, com elemento de ligação: dona de casa, pé de moleque etc. Exceções: cor-de-rosa, água-de-colônia, mais-que- perfeito, pé-de-meia (quantia economizada), arco-da-velha. • Não se utiliza hífen depois dos prefixos que terminam com vogal diferente daquela que inicia o segundo elemento da palavra composta. Exemplos: autoeducação, extraocular, pseudoálcool. • Não se utiliza hífen após os prefixos átonos “co-”, “pro-”, “pre-” e “re-”. Exemplos: coacusado, coordenado, proativo, preestabelecer, reeditar. • Não se utiliza hífen depois de “quase” e “não” com valor de prefixo. Exemplos: quase contrato, quase delito, não assistência, não ficção, não aromático, não apoiado. • Não se utiliza hífen nas palavras em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento se inicia com “r” ou “s”, dobra-se o “r” ou “s”. Exemplos: microrradiografia, antissátira, ultrassom etc." 7/9 Equipe Projeto IBGE Efetivo - Português QUESTÕES 1) Conforme as regras oficias de grafia, “Coexistem” poderia ser grafado alternativamente como Co-existem. Comentário: Não se utiliza hífen após os prefixos átonos “co-”, “pro-”, “pre-” e “re-”. Exemplos: coacusado, coordenado, proativo, preestabelecer, reeditar... Gabarito: Errado. 2) Assinale a opção em que a palavra apresentada está de acordo com a atual ortografia oficial da língua portuguesa. a) seminternato b) hiperssensibilidade c) contra-regra d) mão-de-obra e) Autoanálise Comentário: A grafia correta das palavras é a seguinte: • Semi-internato – aqui faltou o hífen e o “i”. • Hipersensibilidade- Não se utiliza hífen nas palavras em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento se inicia com “r” ou “s”, dobra-se o “r” ou “s”. Exemplos: microrradiografia, antissátira, ultrassom etc." • Contrarregra – terminou no vogal e iniciou com “r”, dobra-se o “r”. • Mão de obra – não usa hífen em palavras compostas, com elemento de ligação. • Autoanálise – está correta. Gabarito: Letra E. 8/9 Equipe Projeto IBGE Efetivo - Português 3) Sobre o uso do hífen, assinale a alternativa INCORRETA. a) Em “pseudorroteiros”, o uso de hífen é proibido. b) Em “pseudorroteiros”, o uso de hífen é opcional. c) Em “pseudorroteiros”, há a junção dos termos “pseudo” e “roteiros”. d) Em “posts-denúncias”, o hífen une duas palavras que, juntas, possuem o mesmo significado que “posts denunciativos”. Comentário: Em “pseudorroteiros”, o uso de hífen é proibido. O prefixo “pseudo” é utilizado na língua portuguesa para indicar um teor não verdadeiro, ou seja, algo que finge ser o que não é. Somente é separado do segundo elemento por hífen nos casos em que este inicia por “o” ou “h”. Caso o segundo elemento inicie com a consoante “s” ou “r”, é necessário dobrá-la, sem usar hífen. As demais alternativas estão corretas. Gabarito: Letra B. 4) Em “Dançar ajuda no reequilíbrio mental e no reconhecimento do próprio corpo, melhorando a autoestima. Além disso, a atividade promove a reintegração social, pois estimula a socialização”, dos temos em destaque, somente “reequilíbrio” está grafado inadequadamente, pois, conforme a regra, quando a vogal final do prefixo é a mesma da vogal inicial da palavra a que se agrega, deve haver hífen. Comentário: Não se utiliza hífen após os prefixos átonos “co-”, “pro-”, “pre-” e “re-”. Exemplos: coacusado, coordenado, proativo, preestabelecer, reeditar... Portanto, todos vocábulos em destaque estão grafados corretamente. Gabarito: Errado. 9/9 Equipe Projeto IBGE Efetivo - Português 5) Segundo o novo acordo ortográfico, a palavra que deveria ser grafada com hífen é a) corréu. b) antiimperialista. c) minissaia. d) antissocial. e) supermercado. Comentário: O hífen é utilizado quando o prefixo termina com a mesma letra que começa a segunda palavra. No caso de “anti-imperialista”, o prefixo “anti” termina com a vogal “i” e a segunda palavra “imperialista” começa com a mesma vogal, portanto, deve-se usar o hífen. As outras palavras estão corretamente grafadas sem hífen. Gabarito: Letra B.