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Gestão baseada no valor 111
• Equidade: tratamento justo com os acionistas e stakeholders. Atos discriminatórios não 
são aceitos.
• Prestação de contas (accountability): prestar contas da gestão, assumindo as 
consequências das ações e omissões.
• Responsabilidade corporativa: os agentes da governança corporativa devem zelar 
pelo desenvolvimento de longo prazo das organizações, considerando a ordem social e 
ambiental no modelo de negócio.
Vale ressaltar que os princípios da governança corporativa são recomendações de boas 
práticas organizacionais que vão além da regulamentação. Segundo o IBGC (2013), não há 
convergência sobre a correta aplicação das práticas de governança, contudo elas se baseiam em 
princípios que buscam a atratividade de investimentos entre países.
Gestão de valor significa, de forma geral, gerir para criar valor e implica na avaliação da 
eficácia das decisões financeiras para dar suporte aos diversos elementos estratégicos já traçados 
pela empresa. Para tanto, segundo Carra et al. (2013, p. 2), “a gestão baseada em valor é um método 
integrador, cujo objetivo é melhorar o processo de tomada de decisões estratégicas e operacionais na 
organização como um todo. A prioridade da Gestão Baseada em Valor não deve ser a metodologia, 
mas sim a mudança na cultura da empresa”.
Atualmente, com o objetivo de maximizar o retorno aos acionistas, novas técnicas podem ser 
implementadas, como as que auxiliam o gestor a controlar os resultados, analisando se a gestão atual 
está criando ou destruindo o valor de mercado da companhia. Segundo Assaf Neto (2012, p. 490), “a 
riqueza de uma empresa é determinada pela qualidade de suas decisões financeiras, obtida de acordo 
com a relação de equilíbrio entre risco e retorno esperado”.
Para avaliar o desempenho operacional de uma organização, de acordo com os fundamentos 
das finanças, o valor econômico criado é a maneira mais consistente de análise. O desempenho 
operacional, por sua vez, deve propiciar resultados que atendam às expectativas dos acionistas, 
trazendo resultados acima da Taxa Interna de Retorno (TIR).
A determinação do valor econômico da empresa confronta os resultados operacionais de 
caixa com o custo de capital – custo de capital próprio e de terceiros, inclusive o risco do negócio –, 
indo além do controle de custos. Portanto, o valor de uma empresa é calculado pelo valor presente 
dos benefícios econômicos esperados de caixa (cash flow) descontados pelo WACC (weighted 
average cost of capital – Custo Médio Ponderado de Capital). Tais decisões devem promover um 
Retorno sobre o Investimento Operacional (ROIC) maior que o WACC.
8.2 Medidas de criação de valor
Atualmente, as medidas que se destacam para medir a criação de valor para a 
companhia e para os acionistas são o EVA® (Economic Value Added – Valor Econômico 
Adicionado) e o MVA® (Market Value Added – Valor Adicionado pelo Mercado). 
Para Schmidt, Santos e Kloeckner (2006), tais medidas permitem aos gestores maior 
embasamento nas decisões financeiras, em especial para novos investimentos.
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