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UEM – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ Centro De Ciências Exatas – Departamento De Ciências Campos Regional De Goioerê Licenciatura Plena em Física RELATORIO DE FISÍCA EXPERIMENTAL I Movimento retilíneo uniformemente variado Ra:138458 – Orlando Boneto Junior Professora: Maria Aparecida Da Conceição Dos Santos Dezembro 2024 1. Objetivos Obter experimentalmente, uma função S(t) para um móvel deslizando sobre um plano horizontal inclinado (sem inclinação) e sem atrito. 1. Introdução A mecânica é o ramo da física que está relacionada aos estudos de movimento. É por meio dela que são explicados certos fenômenos que frequentemente observamos na natureza, seja o movimento de um carro em uma rua, a locomoção de um jato de um lugar do mundo ao outro e até mesmo a trajetória da Terra ao redor do Sol. Podemos dividir o estudo da mecânica em Cinemática e Dinâmica. Enquanto a Cinemática analisa a matemática dos movimentos, colocando a mostra as equações e gráficos que podem expressá-los e diferenciá-los, a Cinemática tem o intuito de estudar o movimento dos corpos sem levar em consideração seus motivos. Destacam-se, dentro da Cinemática, os estudos relacionados aos movimentos com velocidade constante (movimentos uniformes), os movimentos uniformemente variados, onde existe aceleração, e os movimentos circulares. Já no estudo da Dinâmica, destacam-se as leis de Newton e suas aplicações, o estudo da energia e o impulso e a quantidade de movimento. O Movimento Retilíneo Uniformente Variado (MRUV), abordado nesse relatório, é um tipo de movimento dentro da Cinemática, que demonstra que a velocidade varia uniformemente em razão ao tempo, diferentemente do Movimento Retilíneo Uniforme (MRU). A velocidade do móvel sofre variações iguais em intervalos de tempo iguais (HALLYDAY, 2012). 2.1 Teoria No movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV) a velocidade do móvel varia igualmente em iguais em intervalos de tempo, ou seja, dizemos que variação é uniforme. Nesse tipo de movimento, a aceleração média do móvel, assim como sua aceleração instantânea, é igual. Função horária da velocidade em relação ao tempo: V= VV+VV (equação 1) Esta é a função horária da velocidade em relação ao tempo, no MRUV. Nela, existem duas incógnitas, que são a velocidade (v) e o tempo (t). A velocidade inicial (vo) e a aceleração (a) são valores constantes. Trata-se da equação de uma reta. Gráfico 1: Velocidade em função do tempo para o MRUV quando a aceleração é positiva (a) e negativa (b) Gráfico 2: Aceleração em função do tempo para o MRUV quando a aceleração é positiva (a) e negativa (b) Função horária da posição em relação ao tempo: Esta equação do 2º grau relaciona as posições de um móvel em relação ao tempo, no MRUV. Nela, os valores constantes são a posição inicial (so), a velocidade inicial (vo) e a aceleração (a) do móvel. Gráfico 3: Posição em função do tempo para o MRUV quando a aceleração é positiva (a) e negativa (b). Equação de Torricelli: Evangelista Torricelli (1608 - 1647) foi um renomado físico e matemático que contribuiu em várias áreas do conhecimento, com destaque na demonstração experimental da existência da pressão atmosférica. Estudando o MRUV, ele isolou o tempo na equação da velocidade (1) e substituiu na equação da posição (2). Esta dedução, que leva o seu nome, originou uma equação onde se pode determinar a velocidade (v) do móvel, sem conhecer o intervalo de tempo (Δt) em que ocorreu o movimento. V = V0² + 1V∆V (equação 3). A grande vantagem desta equação é que o fator tempo não é necessário 5. Desenvolvimento Experimental 5.1. Materiais Utilizados 1 trilho de ar; 1 compressor de ar; 1 cronômetro digital; 1 móvel; 1 eletroimã; 5 sensores de tempo; 1 trena; 1 Transferidor (optativo); 1 Bloco de madeira 5.2. Montagem Experimental Na figura 2, apresenta uma figura esquemática da montagem experimental a ser utilizada para analisar o movimento de um móvel que percorre uma trajetória retilínea sobre um plano inclinado. Figura 1: Figura esquemática da montagem experimental do movimento de um corpo em um plano inclinado. Situação sem atrito. 5.3. Descrição do Experimento 1. O trilho de ar foi inclinado com um disco de madeira 2. Verificou-se se os sensores na parte de trás do cronômetro estão todos conectados corretamente. 3. É conveniente que a velocidade inicial do móvel seja nula. Para obter este resultado o móvel foi ajustado de tal forma que quando for liberado, o sensor S0 seja imediatamente acionado. 4. Colocou-se os sensores de tempo distanciados de 15,00 cm entre si. 5. Ligou-se o compressor de ar e manteou-se a sua intensidade no máximo. 6. O móvel junto ao eletroímã foi acionado com o compressor de ar e o móvel foi liberado, desligando o eletroímã no controle LIGA-DESLIGA. 7. Os dados de tempo foram anotados desde o primeiro sensor (posição inicial) até os outros sensores 8. Repetiu-se os procedimentos cinco vezes. 9. O experimento foi repetido com um ângulo de 4º. 5.4. Dados Obtidos Experimental O trilho foi inclinado com prisma de madeira. Foram feitas 5 medidas, e cada um deles, o objeto saiu de uma extremidade a outra e os sensores detectaram os tempos de passagem a cada 15,0 cm de trilho e foram calculados a média das medidas coletadas. Dessa forma, os dados foram coletados e são expostos na tabela 1.1 medias obtidas e suas respectivas medias C(m) T(s) T(s) T(s) T(s) T(s) Media 0 0,0000±0,1 0,0000±0,1 0,0000±0,1 0,0000±0,1 0,0000±0,1 0,0000±0,1 15 0.5565±0,1 0.5719±0,1 0.5683±0,1 0.5670±0,1 0.5769±0,1 0.5681±0,1 30 0.8581±0,1 0.8745±0,1 0.8711±0,1 0.8692±0,1 0.8814±0,1 0.8708±0,1 45 1.0913±0,1 1.1078±0,1 1.1042±0,1 1.1020±0,1 1.1159±0,1 1.1042±0,1 60 1.2913±0,1 1.3078±0,1 1.3037±0,1 1.3017±0,1 1.3173±0,1 1.3043±0,1 Tabela: elaborada pelo autor A partir desses valores é possível traçar a reta em um gráfico que melhor representa esses valores. Porém, quando se trabalha com dados experimentais, nem todos os pontos de um gráfico ficam alinhados completamente, assim para um melhor resultado quando o gráfico é linear, utiliza-se o método dos mínimos quadrados para ajustar esta reta (regressão linear). Neste método considera-se a seguinte equação da reta: y = a + bx (equação 4) em que o coeficiente linear (a) é dado por: e o coeficiente angular (b) dada por: as unidades de a e b serão de acordo com as grandezas envolvidas fisicamente, e n é o número de medidas inclusive o zero. Tabela 1.2 - tempo médio para cada posição com os respectivos desvios S(CM) T(S) 0,00±0,05 0,0000±0,0385 15,00±0,05 0.5681±0.5683 30,00±0,05 0.8708±0,8708 45,00±0,05 1.1042±1,1733 60,00±0,05 1.3043±1,4758 Elaborada pelo autor Gráfico está representado ao final do relatorio 6:Conclusões Principais O estudo atingiu seus objetivos, mas destacou a importância de rigor e precisão experimental para futuras investigações. 7. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA [1] HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentals of Physics. 10th ed. Hoboken: Wiley, 2014. [2] TAYLOR, J. R. An Introduction to Error Analysis: The Study of Uncertainties in Physical Measurements. 2nd ed. Sausalito: University Science Books, 1997. [3] GRAF, T.; SCHOLZ, F. Mathematical Methods for Physics. Cambridge: Cambridge University Press, 2007. [4] BEVINGTON, P. R.; ROBINSON, D. K. Data Reduction and Error Analysis for the Physical Sciences. 3rd ed.New York: McGraw-Hill, 2003. [5] TIPLER, P. A.; MOSCA, G. Physics for Scientists and Engineers. 6th ed. New York: W. H. Freeman, 2008.