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NOÇÕES DE DIREITO PENAL
1. Resposta: Errado - O Direito Penal Brasileiro reco-
nhece o Direito Penal do fato, levando-se em considera-
ção o fato para o juízo de culpabilidade, sendo o direito 
penal do autor, aquele que leva em consideração o au-
tor do fato e não o fato em si, proibido. 
2. Resposta: Errado - A pena de multa, tal como a 
pena de reclusão e detenção, devem ser cumpridas pelo 
acusado, não podendo alcançar terceiros. Consta escla-
recer que o perdimento de bens é um efeito da con-
denação, podendo refletir nos sucessores do apenado. 
Ressalta-se, ainda, que o perdimento pode ser feito até 
o limite da herança deixada pelo acusado. 
3. Resposta: Certo - Para a concretização do arrepen-
dimento eficaz não se faz necessária a demonstração 
do fato que o ensejou, podendo ser reconhecido apenas 
com o arrependimento antes da consumação do crime, 
independente de motivação. 
4. Resposta: Errado - A teoria extrema da culpabilida-
de entende que o erro sobre pressuposto fático é sempre 
erro de proibição, sem exclusão do dolo. A teoria adota-
da pela questão é a Teoria Limitada da Culpabilidade, 
com a situação do erro de tipo permissivo. 
5. Resposta: Certo - A autoria por convicção se ca-
racteriza pelas “hipóteses em que o agente conhece 
efetivamente a norma, mas a descumpre por razões de 
consciência, que pode ser política, religiosa, filosófica, 
etc. (GRECO, Rogério. Código Penal Comentado, Editora 
Impetus, 2013, p. 97).
6. Resposta: Certo - Pela teoria causal, o dolo causalis-
ta é conhecido como dolo normativo, por ter elementos 
normativos em conjunto com elementos psicológicos. 
7. Resposta: Certo - Conforme artigo 92, inciso II do 
Código Penal, a perda do poder familiar só ocorre em 
crimes dolosos com previsão de pena de reclusão. Des-
te modo, no caso, não se aplica, tendo em vista que o 
crime de lesão corporal de natureza leve tem pena de 
detenção. 
8. Resposta: Errado - João incorre no excesso extensi-
vo, que tem duração desproporcional. O excesso inten-
sivo ocorre quando o objeto (meio) é desproporcional. 
9. Resposta: Errado - Segundo a doutrina, interrom-
per-se-á o prazo prescricional quando sua publicação 
ocorrer em cartório e não a partir da sua publicação 
no órgão oficial de imprensa. A publicação da sentença 
torna o ato público, não podendo confundir esta com a 
publicação na imprensa oficial ou intimação pessoal do 
réu ou defensor. 
10. Resposta: Certo - Alguns doutrinadores, ao ana-
lisarem as causas interruptivas da prescrição (art. 117 
do CP), esclarecem que “a interrupção da prescrição (da 
pretensão punitiva), em relação a qualquer dos autores, 
estende-se aos demais”, sendo certo que, “nas hipóteses 
dos incisos V (início ou continuação do cumprimento da 
pena) e VI (reincidência), a interrupção da prescrição 
não produz efeitos relativamente a todos os autores do 
crime (cf. CP, art. 117, §1º, 1ª parte)”.
Dispõe o art. 117, §1º, do CP, que “excetuados os casos 
dos incisos V e VI deste artigo (que tratam de hipóteses 
relativas à interrupção da prescrição da pretensão exe-
cutória), a interrupção da prescrição produz efeitos re-
lativamente a todos os autores do crime”. Desse modo, 
e a contrario sensu, as hipóteses de interrupção da pres-
crição da pretensão executória, de fato, não produzem 
efeito em relação aos demais coautores.” (http://www.
cespe.unb.br/concursos/DPF_12_DELEGADO/arquivos/
DPF_DELEGADO_JUSTIFICATIVAS_DE_ALTERA____ES_
DE_GABARITO.PDF) 
11. Resposta: Errado - A detração vale somente com 
o trânsito em julgado da sentença, relacionando-se, as-
sim, com a prescrição da pretensão executória. 
12. Resposta: Errado - A legítima defesa sucessiva 
ocorre quando há uma repulsa ao excesso injusto, ou 
seja, a legítima defesa sucessiva ocorre contra o excesso 
de legítima defesa.
13. Resposta: Errado - O crime de falsa atribuição de 
identidade tem forma livre, podendo ser por escrito ou 
oral.
14. Resposta: Errado - A questão mistura os conceitos 
do crime de INSERÇÃO de dados falsos e de MODIFICA-
ÇÃO de dados em sistema.
No primeiro o funcionário público tem que ser o auto-
rizado a fazer a devida inserção, já no segundo não é 
obrigado que o funcionário público que realizou a mo-
dificação seja o autorizado para tanto. (MELO, Éwerton. 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/
questao/cdff209d-10, 2013). 
15. Resposta: Errado - O crime, doutrinariamente fa-
lando, não pode ser considerado de ação múltipla, ten-
do em vista que há somente uma conduta típica, ou 
seja, o de privar alguém de sua liberdade. 
16. Resposta: Certo - A Lei de crimes hediondos (Lei nº 
8.072/90) prevê de modo taxativo os crimes hediondos, 
não constando nesse rol o crime de lavagem de capitais 
(Artigo 1º da Lei nº 8.072/90). 
17. Resposta: Certo - O crime de lavagem de capitais 
é formal, não se exigindo a ocorrência das três fases 
(colocação, dissimulação e integração) para a consu-
mação. As três fases são independentes. 
18. Resposta: Errado - O artigo 12 da Lei 8.137/90 
observa que o crime cometido por servidor público so-
mente terá aumento de pena se o crime for cometido no 
exercício de suas funções de servidor público. Ademais, 
o artigo 12 da Lei 8.137/90 não inclui em suas hipóte-
ses de aumento de pena o artigo 3º da mesma lei. 
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19. Resposta: Certo - O artigo 33, §3º da Lei 11.343/06 
prevê pena de detenção de 1 a 3 anos para quem: “Ofe-
recer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a 
pessoa de seu relacionamento, para juntos consumi-
rem”
20. Resposta: Certo - Somente o Poder Judiciário 
pode determinar interceptação telefônica, com fulcro 
no artigo 5º, XII, da CF, enquanto para uma comissão 
parlamentar mista de inquérito cabe somente a quebra 
do sigilo telefônico, com lista de números chamados e 
recebidos. 
21. Resposta: Errado - Ao semi-imputável cabe redu-
ção da pena em 1/3 a 2/3 (artigo 26 do Código Penal) 
ou substituição da pena por medida de segurança, não 
sendo possível cumulação dos dois benefícios.
22. Resposta: Errado - O excesso de defesa ocorre 
quando a vítima utiliza desnecessariamente ou sem 
moderação certo meio, objeto, com a finalidade de cau-
sar resultado mais grave ao agressor, fora da razoabili-
dade que exigia a circunstância. 
23. Resposta: Certo - A culpa inconsciente ocorre 
quando o sujeito não prevê o resultado, embora previ-
sível, enquanto na culpa consciente o agente acredita 
que o resultado não ocorrerá, embora o preveja.
24. Resposta: Certo - Trata a questão de matéria re-
lacionada à aplicação da lei penal e seus princípios. A 
Assertiva aduz que no curso de inquérito policial, nova 
lei foi editada deixando de considerar a conduta, objeto 
da investigação policial, como delituosa, asseverando 
que, em casos tais, o inquérito policial deve ser imedia-
tamente encerrado, porquanto se opera a extinção da 
punibilidade do autor. O art. 2º, caput, do Código Penal, 
assegura que “ninguém pode ser punido por fato que lei 
posterior deixa de considerar crime, cessando em virtu-
de dela a execução e os efeitos penais da sentença con-
denatória”. No mesmo sentido, assevera a Constituição 
Federal em seu artigo 5º, XL, ao afirmar que a lei penal 
só retroagirá para beneficiar o acusado. (http://www.
cespe.unb.br/concursos/DPF_12_ESCRIVAO/arquivos/
DPF_ESCRIV__O_JUSTIFICATIVAS_DE_ALTERA____ES_
DE_GABARITO.PDF)
25. Resposta: Errado - A medida de segurança não 
constitui pena, mas medida terapêutica ou pedagó-
gica destinada aos inimputáveis e, excepcionalmente, 
aos semi-imputáveis, autores de fatos típicos e ilícitos. 
Aplicam-se a medida de segurança os princípios da le-
galidade, anterioridade e jurisdicionalidade. 
26. Resposta: Errado - Embora inequívocos e revelado-
res da intenção de matar, percebe-se que os atos desen-
volvidos pelo agente JOÃO foram meramente prepa-
ratórios, não tendo sido produzido nenhum ato idôneo 
para a consumação do delito.Para a caracterização da 
tentativa, de acordo com o critério lógico-formal ado-
tado pelo ordenamento jurídico brasileiro, a atividade 
executiva é típica e, portanto, o princípio da execução 
tem de ser compreendido como início de uma atividade 
típica. Para que haja a tentativa é necessário que haja 
correspondência formal dos atos executados com a rea-
lização parcial do correspondente tipo penal, o que, no 
caso vertente, não ocorreu. Ressalvadas as hipóteses de 
punição de atos preparatórios como infrações autôno-
mas, estes, assim como a cogitação, não são puníveis. 
À vista disso, prevalece o gabarito oficial assinalado 
para a questão. (http://www.cespe.unb.br/concursos/
DPF_12_ESCRIVAO/arquivos/DPF_ESCRIV__O_JUSTIFI-
CATIVAS_DE_ALTERA____ES_DE_GABARITO.PDF)
27. Resposta: Certo - Pela teoria da actio libera in 
causa o indivíduo se coloca em estado de inimputabili-
dade, conscientemente, sendo previsível o cometimento 
de uma infração penal. Neste caso, não se pode alegar 
inconsciência do ilícito no momento do fato, tendo em 
vista que o agente tinha consciência antes de se colocar 
em estado de inimputabilidade. 
28. Resposta: Certo - Crime funcional impróprio ou 
misto é aquele que, caso não seja praticado pelo fun-
cionário público, opera uma atipicidade relativa (o fato 
enquadra-se em outro tipo penal), a exemplo do pecu-
lato que só pode ser cometido por funcionário público, 
todavia, se praticado em outro âmbito, por particular, a 
conduta pode ser tipificada como furto ou apropriação 
indébita. 
Assim, não há que se falar em crime próprio, pois este 
só pode ser cometido por funcionários públicos e a au-
sência de tal qualidade torna a conduta atípica (ex: 
prevaricação - art. 319). Já nos crimes funcionais im-
próprios ou mistos, repita-se, a ausência dessa qualida-
de faz com que o fato seja enquadrado em outro tipo 
penal. À vista disso, prevalece o gabarito oficial assina-
lado para o item. (http://www.cespe.unb.br/concursos/
DPF_12_ESCRIVAO/arquivos/DPF_ESCRIV__O_JUSTIFI-
CATIVAS_DE_ALTERA____ES_DE_GABARITO.PDF)
29. Resposta: Errado - Nos termos do artigo 10 do 
Código Penal, o dia do começo inclui-se no cômputo 
do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo 
calendário comum. Para efeito da decadência os pra-
zos são contados de acordo com a regra do artigo 10, 
diferente da contagem do prazo processual, em que se 
exclui o dia do começo e se este for domingo ou fe-
riado o início do prazo será o dia útil imediatamente 
subsequente. (http://www.cespe.unb.br/concursos/
DPF_12_ESCRIVAO/arquivos/DPF_ESCRIV__O_JUSTIFI-
CATIVAS_DE_ALTERA____ES_DE_GABARITO.PDF) 
30. Resposta: Certo - O fenômeno jurídico pelo qual a 
lei regula todas as situações ocorridas durante seu pe-
ríodo de vida, isto é, de vigência, denomina-se ativida-
de. A atividade da lei é a regra e, sob a fundamentação 
na denominada “teoria da ação”, tem inteira aplica-
ção para a fixação do tempo do crime e da lei aplicá-
vel. Conforme literatura especializada: “é no momento 
da ação que o imperativo da norma pode atuar como 
motivo no processo psicológico da própria ação.” Nos 
termos do art. 5º, XL, da CF, a lei penal não retroagirá, 
salvo para beneficiar o réu, o que vale dizer que a lei