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CULTURA DE SECREÇÃO VAGINAL E URETRAL NEISSERIA GONORRHOEAE Diagnóstico laboratorial - Gonococo é sensível à dessecação e não suporta bem a refrigeração. - Paciente não deve está usando medicamento vaginal ou antibiótico; - O cérvix é limpo com gaze e o corrimento é capturado com o swab → swab 1= bacterioscopia, swab 2= meio de transporte ou logo semeado no thayer Martin; SECREÇÃO URETRAL NO HOMEM - Antes da 1ª micção e 4h depois da última - Coleta induzida= por massagem uretral;;;; caso ainda não saia corrimento→ introduzir swab fino ou alça bacteriológica e girar; - Faz-se duas coletas— uma vai para a bacterioscopia e a outra é semeada no meio TM; SECREÇÃO URETRAL NA MULHER - Parte externa deve ser limpa com algodão; - Coleta induzida= por massagem uretral contra a sínfise púbica;;; caso ainda não saia corrimento→ usar a alça bacteriológica; - Faz-se duas coletas— uma vai para a bacterioscopia e a outra é semeada no meio TM; Bacterioscopia 1) Exame direto a fresco - Visualização de Trichomonas vaginalis (+ em 50-70% dos casos confirmados em cultura) e Candida spp.; 2) Exame direto com GRAM - Prepara-se logo após a coleta (swab ou alça) → gira o swab sob a lâmina → são secos naturalmente, fixados pelo calor e corados por GRAM; Coloração de GRAM Relato bacteriológico 1) Quantificar no material a presença ou ausência de diplococos Gram – com características de Neisseria → Raros (+) → Poucos (++) → Moderados (+++) → Muitos (++++) 2) Descrever se são extracelulares e intracelulares 3) Quantidade de neutrófilos e de células epiteliais Identificação bacteriana - Semeadura imediata no meio de transporte ou Thayer Martin modificado ; - Atmosfera de CO2 em torno de 5 a 10%; - Teor de umidade em 90%; - Incubação a 35 - 37 ºC; Meio para transporte - Amies (contém fosfatos inorgânicos + carvão ativado + solução salina balanceada) → é superior ao Stuart; - Prazo máximo de 8h; Meio para isolamento - Ágar Thayer- Martin modificado (contém base ágar GC, 5 a 10 % de sangue de carneiro, isovitalex e VCNT, vitamina B12, l-glutamina, adenina, guanina, ac. Paraminobenzóico, l-cistina, dextrose, nitrato férrico, tiamina, cisteína, cocarboxilase) - Ágar chocolate enriquecido (contém o suplemento V e X) Meio para identificação - Cystine Tripcase agar (CTA) (concentração dos açúcares por tubo 1%, meio semi sólido: contendo 0,25 % de ágar, cistina, peptona e vermelho de fenol como indicador) - Oxidação dos Açúcares (glicose, maltose, lactose, sacarose) — N. gonorrhoeae= oxida só glicose — N. meningitidis= oxida glicose e maltose Diagnóstico presuntivo → GRAM = Diplococos Gram negativos Intra ou extracelulares → CATALASE = + → OXIDASE = + Diagnóstico confirmatório - Ágar chocolate enriquecido = Colônias pequenas e brilhantes, viscosas e aderidas ao meio - Meio CTA = oxida apenas glicose - Incubação de 2 a 10 dias; Incidência é maior entre os 15 e 24 anos; Complicações Homens→ infecção dos testículos e da próstata Mulheres→ doença inflamatória pélvica (DIP) UREAPLASMA UREALYTICUM / MYCOPLASMA HOMINIS Coleta MULHER → Coletar amostra do fundo do saco posterior ou canal endocervical; - Remover o excesso de secreção e introduzir o Swab no fundo do saco, girando-o algumas vezes. HOMEM → Coletar amostra da uretra; - Não urinar até uma hora antes da coleta; - Remover o excesso de muco e secreção e introduzir o Swab na uretra, girando-o algumas vezes. Diagnóstico laboratorial - Kits comerciais Mycoplasma IST® 2 bioMérieux , Mycofast® International Mycrobio; - CULTURA: Meio ágar A-7 diferencial de Shepard modificado por Silva → Meio Mycogen. Cultura com Mycogen - Semear a amostra no Mycogen logo após a coleta com o próprio swab (caso não seja possível, utilizar o meio de Stuart) - Quando o Swab estiver no meio de Stuart, fazer o esgotamento nas paredes do tubo, evitando conduzir excesso de meio de transporte para a placa. → Deslizar o Swab suavemente, girando ao mesmo tempo e incubar a placa em jarra com vela por 48 horas a 35-37°C. Avaliação do resultado - Colocar a placa invertida no platô do microscópio (10x) - Identificação = M. hominis - forma de ovo frito U. urealyticum - granulações escuras como “bombril” - Fazer a contagem ≥ 50 colônias equivale a 100.000 UFC/ mL Características gerais - São da classe Mollicutes, família Mycoplasmataceae; - Forma cocóide; - São uma das menores bactérias conhecidas; - Não possuem parede celular e contém colesterol na composição da membrana (R á penicilina e cefalosporina); - Infecções muitas vezes assintomáticas; e 40% dos RNs podem ser contaminados por suas mães; - Fator de crescimento — Mycoplasma hominis = ureia e Ureaplasma urealyticum = arginina Doenças causadas pelos M.h. e U.u. → Mycoplasma hominis = Uretrite Não Gonocócica (UNG) nos homens e DIP nas mulheres; → Ureaplasma urealyticum = UNG e infertilidade nos homens e UNG, parto prematuro, aborto espontâneo e rompimento da membrana nas mulheres; Complicações - Morte fetal, aborto recorrente, prematuridade, baixo peso ao nascer e causa de morte neonatal; - Período de incubação: 10 - 60 dias CHLAMYDIA TRACHOMATIS Tipos sorológicos Grupo I = produzem o tracoma; Grupo III = responsáveis pelo linfogranuloma venéreo. Grupo II = produzem conjuntivite, uretrites, cervicites, salpingites e proctites; Coleta ENDOCERVICAL (mulheres) - Remover o excesso de muco, introduzir o swab no canal endocervical, rodar e esfregar na parede do canal por 15 a 30 segundos; - Retirar o swab sem tocar na superfície vaginal → colocar no tubo de extração → realizar o teste imediatamente; Coleta URETRAL (homens) — Paciente não deve urinar pelo menos uma hora antes da coleta; - Usar Swabs com ponta de fibra ou escova citológica + introduzir-lo 2-3 cm da uretra, rodar por 10s ; - Retirar o Swab e colocá-lo no tubo de extração → realizar o teste imediatamente; ★ Se não for possível realizar o teste imediatamente após a coleta → swab deve ser colocado em um tubo de transporte seco; armazenado de 4-6 horas a temperatura ambiente ou 24-72 horas em geladeira. Características gerais - Forma ovóide - Período de incubação: 1-3 semanas - Agente etiológico da UNG; - Estrutura semelhante às de bactéria Gram negativa; - Têm um ciclo vital exclusivo; - Parede celular sem ácido murâmico; - Intracelulares obrigatório; - Adesinas fixam-se a receptores nas membranas celulares do hospedeiro; Ciclo evolutivo 1: O corpo elementar é captado por fagocitose das células do hospedeiro. 2: Na célula do hospedeiro, o corpo elementar (resiste ao meio extracelular) vira um corpo reticulado, maior e não infeccioso. 3: O corpo reticulado se divide ativamente por fissão binária, formando corpos de inclusão. 4: Após 48h, a multiplicação para, e os corpos reticulados (intracelular) se condensam, transformando-se em corpos elementares infecciosos. 5: Os corpos elementares são liberados da célula hospedeira por citólise, causando a morte da célula; Diagnóstico laboratorial 1- Cultura 1) Amostra deve ter ± 50 células epiteliais, e o isolamento é feito em cultura de células McCoy (Padrão ouro) 2) Inoculação das amostras em monocamadas de células de McCoy. 3) Crescimento = formação de inclusões intracitoplasmáticas (visíveis 48-72h após a incubação) 2- Imunofluorescência direta (DFA)— observa-se corpos elementares (verdes, brilhantes e em forma de círculos); 1) Positivo: 5 ou mais corpúsculo fluorescente por esfregaço. 2) Indeterminado: Fluorescência sem corpúsculo perfeitos. 3) Negativo: 50 células epiteliais sem corpúsculos fluorescentes. 3- PCR; 4- Teste rápido (teste imunocromatográfico de detecção de antígeno, utilizando anticorpos específicos); 1) Após a extração da amostra, se a Chlamydia trachomatis (antígeno) estiver presente, se ligará ao conjugado anticorpo corante formando um complexo antígeno anticorpo→ Este complexo flui pela área absorvente da placa teste indo se ligar ao anticorpo na área da reação. → Um diagnóstico é definitivo quando a cultura é positiva ; → Um teste não-cultural é confirmado por um segundo teste não cultural.A associação de duas técnicas não-culturais positivas é aceita como padrão-ouro expandido. HAEMOPHILUS DUCREYI Diagnóstico laboratorial - É coletado a partir do raspado da lesão ou secreção; - Bacilos Gram negativos (em cadeias ou cardume de peixe); - CATALASE: – - OXIDASE: + - Cultura em Ágar chocolate acrescido de 1% de Iso Vitale X® ou fator X líquido e 3μg/mL de vancomicina; - Crescimento é estimulado por 5-10% de CO2 a 35-37 ºC por até 7 dias; - 2/3 dos isolados produzem ß-lactamase; - Detecção também pode ser realizada por PCR. Características gerais - Sensíveis a dessecação - Requer fator X - Anaeróbico facultativo, intracelular; - Desprovido de cápsula ou motilidade - Agente etiológico do cancro mole ; Complicações + incubação - Formação de bubões; 1) Costuma ser unilateral e surge de 1 a 2 semanas após as úlceras; 2) Lesão dolorosa e inchada; 3) Grande quantidade de pus; 4) Tanto a úlcera quanto o pus do bubão são altamente contagiosos; - Incubação: de 2-5 dias; TRICHOMONAS VAGINALIS Diagnóstico laboratorial - Exame direto a fresco: visualização de trofozoítos móveis. - Coloração de Gram. - Exame colpocitológico pelo Papanicolau. - Isolamento em meios de cultura específicos (Roiron, Kupferberg, Diamond). - Pesquisa pela metodologia de sondas de DNA. Características gerais - Protozoário - Agente etiológico da Tricomoníase vaginal ou uretral; - Se alimenta de bactérias e secreções celulares. Achados clínicos - Corrimento vaginal mucopurulento, abundante, espumoso e fétido; - Pequenas lesões avermelhadas na mucosa, colo em “morangos”; Complicações + incubação - Vaginite na mulher - Uretrite persistente no homem - Incubação: 10-20 dias CANDIDA ALBICANS Diagnóstico laboratorial - Exame direto a fresco: Hidróxido de potássio a 10% - Cultura: Meio padrão Ágar sabouraud - Identificação de espécies: no CHROMagar CANDIDA® ★ Verde → C. albicans ★ Azul acinzentado → C. tropicalis ★ Rosa rugoso → C. krusei ★ Branco a rosa → Outras espécies ou Candida parapsilosis Características gerais - Levedura dimórfica, podendo formar pseudomicélio ou um micélio verdadeiro; - Agente etiológico da candidíase vulvo-vaginal (80-92%); - Causas mais frequente de infecção genital; - Cresce no pH normal da vagina; - Não é uma doença de transmissão exclusivamente sexual. Fatores predisponentes - Diabetes mellitus - Gravidez - Uso de contraceptivos orais e antibióticos - Medicamentos imunosupressivos (que diminuem as defesas imunitárias do organismo) - Obesidade - Uso de roupas justas Achados clínicos - Prurido vaginal, queimação e eritema - Corrimento branco-amarelado; “leite coalhado" - Sem odor GARDNERELLA VAGINALIS Diagnóstico laboratorial 1- Microscopia exame direto 2- Esfregaços corados 3- Cultura, com ágar sangue sem os inibidores (vancomicina, colistina, nistatina) ou ágar vaginalis. - Incubação: 35-37ºC em um ambiente de 5% de CO2, por 48 horas; - As colônias se apresentam pequenas e hemolíticas; Parâmetros bioquímicos → CATALASE= – → OXIDASE= – → HIDRÓLISE DO HIPURATO= + → PRODUÇÃO DE ÁCIDO= a partir da glicose VAGINITE Verdadeira infecção dos tecidos vaginais. VAGINOSE - Lesões dos tecidos não existem ou são muito discretas; - Desequilíbrio na microbiota; - É uma consequência da Gardnerella Características laboratoriais para o diagnóstico de VAGINOSE BAC - Descarga purulenta→ Homogênea, branco acinzentada, bolhosa, aderente às paredes vaginais; - pH do fluido vaginal→ pH >4,5 - Odor de Peixe→ Misturar com gotas de KOH 10% e verificar o odor (teste da amônia); (Odor devido a produtos da descarboxilação) - “Clue cell”→ Exame direto a fresco ou Gram (células escamosas do epitélio vaginal cobertas com bactérias) Aspectos clínicos - Corrimento abundante ou não, branco-acinzentado, de aspecto cremoso ou bolhoso; - Odor fétido semelhante a peixe, que piora após a relação sexual e durante a menstruação; - Queimação ou ardência. Interpretação de GRAM Observar na coloração de Gram o número de “Clue cell” presentes 0-3 = Normal 4-6 = microbiota vaginal alterada 7-10 = vaginose bacteriana Características gerais - Cocobacilo pleomórfico - Gram – - Anaeróbio facultativo - Parte da microbiota vaginal normal de 20 a 40% das mulheres saudáveis Complicações + Transmissão + Incubação C→ Infertilidade, salpingite, endometrite, ruptura prematura de membranas Transmissão→ Primária na mulher e sexual no homem Incubação→ 2 a 21 dias Granuloma venéreo — Causada pela Klebsiella granulomatis - Gram negativa, intracitoplasmática; - Infecção que afeta a pele e mucosas das regiões da genitália, da virilha e do ânus. - Após a infecção, surge uma lesão que lentamente se transforma em úlcera ou caroço vermelho. - Incubação: entre 3 dias a 6 meses. - Difícil isolamento em meios de cultura. Firma-se o diagnóstico através obtenção de material da úlcera e visualização dos corpúsculos de Donovan, que correspondem às bactérias no interior dos macrófagos.