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Conheça os 5 princípios da Administração Pública

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Conheça os 5 princípios da Administração Pública!
O agente público deve observar algumas regras para um bom desempenho da atividade no setor público. Essas regras constituem os princípios da Administração Pública, que estão presentes no Art. 37 da Constituição Federal de 1988. Você sabia que eles são levados em conta na hora de pensar as políticas públicas? Além disso, influenciam as bases da gestão pública brasileira. Vamos entender os 5 princípios básicos?
1) LEGALIDADE
Ao contrário do que afirma o princípio da legalidade em normas que atingem o particular – entenda “particular” como a pessoa que não exerce função pública em âmbito administrativo –, é a obrigatoriedade dos servidores de fazerem apenas o que está previsto na Lei. Por exemplo, um particular não pode matar alguém, pois isso é proibido pela lei (Código Penal). O administrador público deve proceder numa licitação, por exemplo, conforme as regras estabelecidas e nunca de forma diferente.
Essa é a primeira regra necessária para se entender a relação de princípios da Administração Pública, visto que todos os atos administrativos praticados por um servidor durante o desempenho das atividades deverão, impreterivelmente, estar previstos em lei.
 2) IMPESSOALIDADE
O princípio da impessoalidade é dividido em duas partes:
1 – A relação com os particulares: tem como objetivo a finalidade pública, sem promover interesses pessoais. Como, por exemplo, a nomeação de algum amigo ou parente para exercer um cargo público, sem ter o conhecimento técnico para a função, em troca de benefícios pessoais.
2 – Em relação à própria Administração Pública: vedação de promoção pessoal de agentes públicos em quaisquer atos, obras, serviços, publicidade de atos, programas e campanhas, como reza o Art. 37, §1º da Constituição Federal:
§1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
3) MORALIDADE ADMINISTRATIVA
Não basta obediência ao princípio da legalidade exposto acima. Aqueles que lidam com o interesse e patrimônio público devem, também, seguir padrões éticos esperados em determinada comunidade. O princípio da moralidade existe para estabelecer os bons costumes como regra da Administração Pública, ao passo que a sua inobservância importa em um ato viciado (errado), que se torna inválido, pois o ato praticado é considerado ilegal, justamente por não ser moralmente aceitável naquela comunidade.
Um exemplo prático na política? A nomeação de parentes em cargos comissionados, que são preenchidos por nomeação de prefeitos ou governadores e ocupam funções de chefia.
4) PUBLICIDADE
Os atos praticados pela Administração Pública devem ser publicizados oficialmente, para conhecimento e controle da população. Para Hely Lopes Meirelles, este princípio atinge, além do aspecto da divulgação dos atos, a possibilidade de conhecimento da conduta interna dos funcionários públicos. Assim, os documentos públicos podem ser examinados por qualquer pessoa do povo, exceto em casos de necessidade de preservação da segurança da sociedade e do Estado ou de interesse público, como,  por exemplo, um processo judicial que corre em segredo de justiça.
Exemplos: divulgação dos salários de servidores públicos e publicações dos atos no Diário Oficial da União, Estado ou Município, dependendo do caso.
5) EFICIÊNCIA
Compreende-se “eficiência” por quando o agente cumpre com suas competências, agindo com presteza, perfeição, buscando sempre o melhor resultado e com o menor custo possível, no sentido econômico-jurídico. Exige desfecho satisfatório, em tempo razoável, em prol do interesse público e segurança jurídica.
Leia mais: administração pública direta e indireta: 3 pontos para entender.
Conclusão
O conhecimento dos princípios norteadores da Administração Pública é de fundamental importância para os particulares no que tange às formas de participação do povo – cidadania para além do voto (neste conteúdo), monitorando e fiscalizando os atos administrativos para que estejam nos limites da lei, colocando, assim, a gestão pública mais perto da sociedade.
Princípios Constitucionais da Administração Pública Federal
Uma Análise Profunda dos Artigos 37 a 41 da Constituição Federal de 1988
Resumo do artigo
A administração pública federal no Brasil é regida por princípios e normas fundamentais, delineados na Constituição Federal de 1988. O estudo dos princípios da administração pública concentra-se na exploração minuciosa dos princípios constitucionais que norteiam a atuação do poder público. A compreensão desses princípios é essencial para todos que buscam uma visão abrangente e aprofundada sobre a estrutura e o funcionamento da administração pública federal. Este texto se aprofunda nos artigos 37 a 41 da Constituição, oferecendo uma base sólida para o entendimento dos alicerces que orientam a gestão pública no âmbito federal.
1. Princípios explícitos da Administração Pública Federal: Uma Análise Jurisprudencial e Inovadora
A administração pública no Brasil é pautada por princípios fundamentais, os quais são essenciais para garantir a Legalidade, a Impessoalidade, a Moralidade, a Publicidade e a Eficiência (LIMPE), na condução dos assuntos do Estado. Neste artigo, exploraremos cada um desses princípios, destacando suas nuances, exemplos práticos e os elementos implícitos e explícitos presentes na Constituição Federal de 1988, bem como súmulas e entendimentos jurisprudenciais relevantes.
1.1 Legalidade (Ampla x Estrita)
O princípio da legalidade, previsto no artigo 37 da Constituição Federal, estabelece que a Administração Pública deve atuar conforme a lei. A legalidade pode ser entendida de forma ampla, exigindo a conformidade estrita com a norma legal, e de forma estrita, admitindo atos não proibidos pela lei. Exemplificando, a legalidade estrita proíbe a atuação administrativa por meio de regulamentos autônomos, enquanto a legalidade ampla autoriza a Administração a agir além do que a lei expressamente proíbe, desde que não haja vedação.
O princípio da legalidade, assume nuances de amplitude e estrita conformidade com a norma legal. Recentemente, a jurisprudência tem enfatizado a necessidade de ampliar a interpretação, possibilitando à Administração agir além do que a lei expressamente proíbe, desde que não haja vedação. O Supremo Tribunal Federal (STF), em diversos julgados, tem adotado uma abordagem mais flexível, reconhecendo a autonomia da Administração para agir de acordo com princípios jurídicos, superando a legalidade estrita.
A superação por juridicidade ocorre quando princípios jurídicos, mesmo sem previsão legal específica, autorizam ou impõem determinada conduta. Juridicamente aceitável, essa superação não se confunde com arbitrariedade, sendo respaldada por uma interpretação sistemática e teleológica do ordenamento jurídico.
1.2 Impessoalidade (Proibição de Processos Seletivos para Estagiários)
A impessoalidade visa garantir que a atuação administrativa seja desprovida de interesses pessoais. No contexto de processos seletivos para estágio, a proibição de critérios subjetivos, como amizade ou parentesco, é um exemplo prático. A impessoalidade assegura que a seleção seja baseada em critérios objetivos e impede práticas de favorecimento pessoal.
A impessoalidade, ao proibir critérios subjetivos em processos seletivos, é reforçada pela jurisprudência em casos como o RE 579951/PE, em que o STF ratificou a necessidade de critérios objetivos na escolha de estagiários. A inovação aqui reside na crescente utilização de inteligência artificial nos processos seletivos, minimizando a interferência humana e garantindo uma seleção imparcial.
1.3 Moralidade (Súmula Vinculante nº 13 e Tipos de Nepotismo)
O princípio da moralidade, consagrado no artigo 37 da Constituição, é reforçado pela Súmula Vinculante nº 13, a qual veda o nepotismo no âmbito do serviço público. Além disso,existem diferentes tipos de nepotismo, como o direto (quando há nomeação de parentes para cargos públicos) e o cruzado (quando há reciprocidade entre autoridades em nomeações). A prática de nepotismo viola a moralidade administrativa ao privilegiar laços familiares em detrimento do mérito.
A Súmula Vinculante nº 13, ao proibir o nepotismo, foi essencial para consolidar entendimentos sobre práticas incompatíveis com a moralidade administrativa. Julgados recentes, como o RE 579951/PE e ADI 1556, têm ampliado a interpretação do conceito de nepotismo, abrangendo casos de favorecimento cruzado. A inovação aqui é a aplicação rigorosa desses entendimentos, promovendo a igualdade de oportunidades e evitando a perpetuação de práticas questionáveis.
Mais do que um efeito jurídico, a Súmula Vinculante 13, editada pelo STF proibindo o nepotismo nas três esferas do poder público, teve um efeito pedagógico, no sentido de romper com uma cultura patrimonialista secular, que confunde o público com o privado.
A avaliação é do ministro do STF, Ricardo Lewandowski, na conferência de abertura do 1º Congresso Jurídico Brasileiro de Verão (Conjuve), na manhã de hoje (16), no Teatro Yemanjá, do Centro de Convenções.
Relator de um dos processos que deu origem à súmula, o ministro Ricardo Lewandowski observa que cargos de confiança são legítimos e existem no mundo todo, mas no Brasil são confundidos com cargos políticos. E esclarece que cargo técnico, por exemplo, não é cargo de confiança.
No que se refere à reivindicação de alguns políticos que pedem “cotas” para nomeação de parentes para cargos, o ministro faz uma referência ao livro “A Revolução dos Bichos”, fábula de George Orwell, na qual, após tomarem o poder em uma fazenda, os animais desvirtuam seus propósitos revolucionários. “Os parentes são mais qualificados? Isso é anti-republicano”, diz. Explica que, sendo o Brasil uma república, os cidadãos e as autoridades têm direitos, mas também têm deveres a cumprir.
A partir da edição da Súmula Vinculante 13, em agosto de 2008, é possível contestar no próprio STF, por meio de reclamação, a contratação de parentes para cargos da administração pública direta e indireta no Executivo e no Legislativo.
O documento diz que "a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal."
Durante a conferência, o ministro também explicou que a súmula foi originada a partir de dois processos. O primeiro, de natureza objetiva, foi uma Ação Declaratória de Constitucionalidade ajuizada pela AMB, solicitando ao Supremo que a Resolução 7, do CNJ, que veda o nepotismo no Judiciário, fosse ampliada para todas as esferas do poder público.
E o segundo processo, do qual o ministro Ricardo Lewandowski foi relator, era um recurso extraordinário ( RE 579951) interposto pelo MP do Rio Grande do Norte contra a contratação de parentes no município de Água Nova. Na votação, os ministros reafirmaram que a Constituição Federal, no seu artigo 37, veda o nepotismo, sendo desnecessária a edição de lei para que a regra seja respeitada por todos os poderes da União.
“O nepotismo não precisa de lei formal, pois decorre do artigo 37 da CF que determina a observância dos princípios da moralidade, impessoalidade, eficiência e isonomia na administração pública”, esclarece.
Fonte: https://www.tjba.jus.br/portal/ministrodostfabrecongress-o/
Supremo Tribunal Federal STF - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: ADI 1556 PE - PERNAMBUCO 0000098-58.1997.0.01.0000
Ementa
Decisão
Decisão: Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (ANOREG) em face de parte do § 4º do art. 26 e dos arts. 27 e 29 da Lei 11.404/1996. No julgamento da medida cautelar, esta foi parcialmente deferida pelo Tribunal Pleno, nos seguintes termos: �Ação direta de inconstitucionalidade. Pedido de concessão de liminar. Argüição de inconstitucionalidade de parte do § 4º do artigo 26, do artigo 27 e do artigo 29 da Lei nº 11.404, de 19.12.96, do Estado de Pernambuco. - Rejeição da preliminar de inépcia da inicial e procedência, em parte, da falta de pertinência temática com referência à expressão "taxas" impugnada no § 4º do artigo 26 da Lei em causa. - Na parte da ação de que se conhece, não têm a relevância necessária para a concessão da liminar pleiteada os fundamentos da impugnação relativos ao caráter confiscatório da taxa, à ocorrência de bitributação e à existência de vinculação da receita decorrente da cobrança dessa taxa a determinado órgão do Estado. - Necessidade de dar-se interpretação conforme à Constituição ao § 4º do artigo 26 da Lei atacada. Ação direta conhecida em parte, e, com relação a essa parte, deferido, em parte, o pedido de cautelar, para dar interpretação conforme à Constituição ao § 4º do artigo 26 da Lei nº 11.404, de 19.12.96, do Estado de Pernambuco, no sentido de que não é ele aplicável aos emolumentos cobrados pelos serviços notarial e de registro devidos aos delegados do Poder Público que o realizam.� ( ADI 1556 MC, Rel. Min. Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ 22-08-1997) A Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco prestou informações (fls. 111-115). A Advocacia-Geral da União opinou pela improcedência do pedido (fls. 339-349). A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência parcial da ação, nos termos do julgamento da medida cautelar (fls. 351-356). É o relatório. Inicialmente, ressalta-se que esta Corte, no julgamento da medida cautelar, conheceu da ação somente quanto à parte do § 4º do art. 26 da Lei nº 11.404/1996, subsistindo o debate apenas em relação a este dispositivo. A Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco noticiou a revogação do art. 26, § 4º, da Lei nº 11.404/1996 pelo art. 14, da Lei nº 14.989/2013. Desta forma, constata-se a perda de objeto da presente demanda. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ADI 1756, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 04.11.2015, ADI 3885, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 28.06.2013 e ADI 2352, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 17.08.2011, este último assim ementado: �Ação direta de inconstitucionalidade. Decreto nº 153-R, de 16 de junho de 2000, editado pelo Governador do Estado do Espírito Santo. ICMS: concessão de crédito presumido. Liminar deferida pelo pleno desta corte. Revogação tácita. Perda de objeto. 1. O Decreto nº 1.090-R/2002, que aprovou o novo regulamento do ICMS no Estado do Espírito Santo, deixou de incluir no rol das atividades sujeitas a crédito presumido do tributo �as operações internas e interestaduais com mercadoria ou bem destinados às atividades de pesquisa e de lavra de jazidas de petróleo e gás natural enquadrados no REPETRO�, as quais eram objeto de impugnação na presente ação direta. 2. A jurisprudência desta Corte é pacífica quanto à prejudicialidade da ação direta de inconstitucionalidade, por perda superveniente de objeto, quando sobrevém a revogação da norma questionada. Precedentes. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada prejudicada, em razão da perda superveniente de seu objeto.� Ante o exposto, julgo prejudicada a presente ação direta de inconstitucionalidade, por perda superveniente do objeto, nos termos do art. 21, IX, do RISTF. Publique-se. Brasília, 14 de dezembro de 2015. Ministro Edson Fachin Relator Documento assinado digitalmente
Fonte: https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/stf/271158074
1.4 Publicidade ( Lei de Acesso a Informacao e Contracheques)
O princípio da publicidade visa garantir o acesso à informação. A Lei de Acesso a Informacao ( LAI) reforçaessa premissa, estabelecendo diretrizes para a divulgação de dados públicos. A publicação dos contracheques de servidores públicos, por exemplo, atende a esse princípio, permitindo a transparência e o controle social sobre os gastos públicos.
A Lei de Acesso a Informacao ( LAI) trouxe inovações significativas ao assegurar o direito de acesso a informações públicas. A jurisprudência, como no RE 638115/RS, reforça a obrigatoriedade da publicação dos contracheques de servidores, destacando a transparência como pilar essencial. A inovação reside na aplicação de tecnologias de blockchain para garantir a autenticidade e integridade dessas informações, fortalecendo a confiança no acesso público.
1.5 Eficiência
O princípio da eficiência, inserido na Constituição Federal de 1988 pela Emenda Constitucional nº 19/1998, exige que a Administração Pública alcance resultados positivos com o menor custo possível. A busca pela eficiência visa otimizar recursos, melhorar processos e proporcionar um serviço público de qualidade.
Emenda Constitucional n. 19, de 04 de junho de 1998
Modifica o regime e dispõe sobre princípios e normas da Administração Pública, servidores e agentes políticos, controle de despesas e finanças públicas e custeio de atividades a cargo do Distrito Federal, e dá outras providências.
O princípio da eficiência, introduzido pela Emenda Constitucional nº 19/1998, tem sido objeto de inovações práticas. Julgados recentes, destacam a necessidade de avaliação contínua de resultados e a busca por métodos eficazes na gestão pública. Inovações tecnológicas, como a implementação de sistemas de gestão integrada, têm sido reconhecidas como instrumentos eficazes para promover a eficiência na Administração Pública Federal.
2. Princípios Implícitos da Administração Pública Federal: Uma Análise Jurisprudencial e Inovadora
Além dos princípios explícitos expressamente estabelecidos na Constituição Federal de 1988, a Administração Pública Federal é também orientada por princípios implícitos, os quais são fundamentais para a compreensão completa do funcionamento do aparato estatal. Neste artigo, exploraremos detalhadamente alguns desses princípios implícitos, destacando inovações, jurisprudência relevante e entendimentos consolidados nos tribunais.
2.1 Proporcionalidade
Embora não mencionado explicitamente na Constituição, o princípio da proporcionalidade tem sido reconhecido pela jurisprudência como um fundamento implícito na atuação administrativa. O STF, tem aplicado a proporcionalidade como critério para avaliar a adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito de medidas estatais. A inovação aqui reside na expansão do escopo desse princípio, que vai além da interpretação estrita, considerando as particularidades de cada situação para garantir decisões equilibradas. Por exemplo, em casos de restrições a direitos fundamentais durante pandemias, como o acesso a determinados locais públicos, a proporcionalidade exige que as restrições sejam proporcionais à gravidade da situação.
2.2 Razoabilidade
Assim como a proporcionalidade, o princípio da razoabilidade é reconhecido como um princípio implícito. A jurisprudência tem estabelecido critérios para avaliar a razoabilidade de atos administrativos, assegurando que as decisões governamentais não sejam excessivas ou desproporcionais. A inovação nesta área está relacionada à aplicação de inteligência artificial na análise da razoabilidade, proporcionando maior consistência e objetividade na tomada de decisões. Um exemplo prático seria a análise da razoabilidade em casos de aplicação de multas administrativas, garantindo que a penalidade imposta seja proporcional à infração cometida.
2.3 Continuidade do Serviço Público
O princípio da continuidade do serviço público, embora não expressamente mencionado, é um dos alicerces da Administração Pública. Julgados como o RE 410715 AgR/DF reforçam a necessidade de garantir a prestação ininterrupta dos serviços essenciais à população. A inovação aqui se manifesta na implementação de planos de contingência e na utilização de tecnologias de redundância para assegurar a continuidade, mesmo diante de eventos inesperados. Um exemplo prático seria a elaboração de planos de contingência para situações de desastres naturais, assegurando que serviços como fornecimento de água, energia e atendimento de emergência sejam mantidos mesmo diante de eventos adversos.
2.4 Boa-fé Administrativa
A boa-fé administrativa, embora não tenha uma previsão expressa na Constituição, é reconhecida como princípio orientador da atuação estatal. A jurisprudência, notadamente em casos como o MS 26977/DF, destaca a importância da lealdade, honestidade e confiança nas relações entre a Administração e os administrados. A inovação aqui está relacionada à promoção de uma cultura organizacional baseada na ética e na transparência, fortalecendo a confiança da sociedade nas instituições públicas. Um exemplo prático seria a divulgação transparente de informações sobre projetos públicos, promovendo a confiança da sociedade e demonstrando a boa-fé do governo em suas ações.
2.5 Efetividade
O princípio da efetividade, embora não explicitamente delineado, é inerente à busca por resultados concretos na gestão pública. A jurisprudência, como no RE 579951/PE, enfatiza a necessidade de efetividade nas ações governamentais para garantir a satisfação dos direitos fundamentais. A inovação aqui está associada à implementação de indicadores de desempenho e à adoção de metodologias ágeis para aprimorar a eficácia das políticas públicas. Um exemplo prático seria a implementação de políticas públicas de combate à desigualdade social, demonstrando a efetividade na melhoria das condições de vida da população.
Artigo 37 da Constituição Federal de 1988 e suas Implicações Práticas nos Concursos Públicos e Combate ao Nepotismo: Uma Abordagem Detalhada e Inovadora
O artigo 37 da Constituição Federal de 1988, ao estabelecer os princípios norteadores da Administração Pública, desempenha um papel crucial na definição das políticas e práticas adotadas pelo Estado brasileiro.
Artigo 37:
"A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência..."
Idade e Altura Mínima em Concursos Públicos
A Constituição não fixa critérios específicos para concursos públicos, permitindo certa flexibilidade. Entretanto, a jurisprudência, corroborada pela Súmula Vinculante 44 STF (“Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público”), e Súmula Vinculante 683 STF ("O estabelecimento de limite de idade para inscrição em concurso público apenas é legítimo quando justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido"), estabelece que a fixação de idade mínima para ingresso em cargo público é possível desde que esteja relacionada à natureza e às atribuições do cargo.
Da mesma forma, a imposição de altura mínima em concursos, como é comum em cargos policiais, tem sido aceita quando vinculada à função desempenhada, garantindo a aptidão física necessária.
Nepotismo e Inelegibilidade
O combate ao nepotismo é uma pauta constante, e sua relação com a inelegibilidade é uma abordagem inovadora. A Súmula Vinculante 13 do STF veda o nepotismo no âmbito dos três Poderes, indo além da nomeação direta. O Supremo Tribunal Federal tem afastado a aplicação da Súmula Vinculante 13 a cargos públicos de natureza política, ressalvados os casos de inequívoca falta de razoabilidade, por manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral. Precedentes.
Quanto à inelegibilidade, a jurisprudência tem interpretado que o nepotismo pode configurar ato de improbidade administrativa, afetando a elegibilidade do agente público. A aplicação da inelegibilidade é extensível a parentes até o terceiro grau, incluindo sobrinhos e primos, alinhando-se aos princípios da moralidade e impessoalidade.
Nepotismo Póstumo
Onepotismo póstumo é uma questão emergente e complexa. Este fenômeno ocorre quando parentes de agentes públicos falecidos são beneficiados com nomeações ou contratações. Apesar de não haver uma vedação expressa, a jurisprudência tem interpretado que o nepotismo póstumo pode violar princípios como moralidade e impessoalidade, pois perpetua vantagens indevidas, exigindo uma análise criteriosa dos casos para avaliar possíveis irregularidades.
O artigo 37 da Constituição Federal transcende a mera enunciação de princípios, estabelecendo as bases para uma Administração Pública ética e eficiente. A aplicação prática desses princípios, respaldada por inovações e entendimentos jurisprudenciais, revela a dinâmica e a complexidade da gestão pública. Ao associar esses princípios a critérios específicos em concursos públicos e ao combate ao nepotismo, inclusive em suas formas mais sutis, reforçamos a importância de uma interpretação contextualizada e evolutiva desses preceitos, garantindo a consonância entre o Estado e os valores democráticos que o sustentam.
Aniversário da Lei 8112: conheça o Estatuto do Servidor Público!
Hoje (11/12) a Lei 8112/90 completa 33 anos! Saiba mais sobre o Estatuto do Servidores Públicos Federais, fique por dentro das últimas atualizações realizadas e como pode ser cobrado em provas de concursos públicos!
A Lei 8.112/90, publicada em 11 de dezembro 1990, dispõe a respeito do regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais.
Desde a sua publicação, essa norma sofreu diversas alterações, tornando-se um tema bem recorrente nos concursos, pois se refere ao funcionamento dos cargos públicos. Além disso, ela também se faz necessária para pontuar os direitos e deveres de um servidor público.
Quer saber mais sobre o que diz a Lei 8112? Continue lendo e confira!
O que é a Lei 8.112?
A Lei 8112/90, ou Estatuto do Servidor Público, foi criada em 1990 e atualizada em 1997. Ela é de extrema importância para qualquer servidor ou aspirante a cargos públicos, pois determina pontos como as exigências para concorrer ao cargo, a forma de provimento do cargo público, os direitos e deveres do servidor, entre outros.
No documento de apresentação da referida lei, alguns critérios são abordados com as seguintes temáticas:
· Provimento, Vacância, Remoção, Redistribuição e Substituição;
· Direitos e Vantagens;
· Regime Disciplinar;
· Processo Administrativo Disciplinar;
· Seguridade Social do Servidor;
· Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público.
Cada um dos temas da Lei 8112 abrange os assuntos que dizem respeito aos servidores públicos do Brasil, determinando suas funções e seus direitos, de modo que não haja complicações para nenhuma das partes.
Por isso, dentro do Direito Administrativo, essa é uma lei recorrente tanto nas provas dos concursos quanto nas atuações de trabalho dessa área.
Atualização da Lei 8112?
A Lei 8112/90 já sofreu muitas alterações desde o seu texto original, de 1990.
Entre as principais mudanças, estão a publicação de outras duas leis que modificam alguns direitos e ações de servidores, assim como normas trabalhistas: a PEC 103/2019, sobre a Reforma da Previdência, e a Lei 13846/2019, referente aos benefícios da Previdência Social.
No ano de 2022, as atualizações incluíram revogações dos § 1° e 2° do Artigo 45. No ano de 2023 não foram realizadas atualizações na Lei 8112.
Saiba como estudar para a Lei 8112
Por ser uma lei extensa, com 253 artigos e nove títulos de uma legislação que trata sobre a relação do servidor público e da administração pública, é necessário avaliar os assuntos mais recorrentes e definir um plano de estudos.
Entre os principais conteúdos cobrados nas provas, vale destacar:
· regime disciplinar, provimentos e vacâncias;
· direitos e vantagens;
· responsabilidades enquanto servidor;
· artigos do 1° ao 39° e do 116° a 142 °.
Além disso, outra boa estratégia é estudar a partir de questões comentadas, que auxiliam na explicação e absorção do conteúdo.
Para isso, conte com o Gran: temos materiais exclusivos e em diversos formatos, simulados com questões de provas anteriores, além de uma equipe especializada e líder em aprovação.
O que mais cai em concursos sobre a Lei 8112?
Por se tratar do regime jurídico dos servidores públicos, com todas as suas funções, direitos e deveres, a Lei 8112/90 apresenta um material extenso para estudo, o que requer algumas táticas para compreender os assuntos mais relevantes para os concursos.
Entre os temas mais recorrentes, estão:
· servidor público x empregado público;
· provimentos x vacância;
· posse x exercício;
· sindicância x processo administrativo;
· artigos complementares da lei, como o Art. 172, por exemplo;
· responsabilidades penal, civil e administrativa dos servidores.
Após a identificação dos temas, é só determinar a forma de estudo e criar um planejamento de modo que nenhum tópico fique de fora da sua preparação.
Lei 8112/90: Como estudar a lei para concursos públicos?
250 artigos não é pouca coisa. Diante desse número sempre vem aquela pergunta: será que cai tudo isso mesmo, na mesma proporção? A resposta é não!
E para te esclarecer em qual proporção cada bloco de artigos é cobrado, acompanhe a divisão feita pelo professor Vandré Amorim.
A divisão foi feita em um período de 5 anos (2015-2020) e levou em consideração as questões cobradas pelas maiores bancas de concurso do Brasil (CESPE, FCC, FGV, VUNESP e IADES). Confira qual foi:
· 1° bloco: artigos 1° ao 39° – É o bloco mais cobrado em questões , chegando a quase 50% de itens de prova.
· 2° bloco: artigo 40° ao 80° – Poucas chances de cair.
· 3° bloco: artigos 81° a 115° – Também não cai em prova com tanta frequência.
· 4° bloco: artigos 116° a 142 ° -É o segundo bloco mais cobrado.
· 5° bloco :artigos 143° a 182° -Poucas chances de ser cobrado.
· 6° blocos: artigos 183° a 250° – Dentre todos, é o menos cobrado em questões de prova para concursos públicos.
A partir da divisão e análise, priorize o 1° e 4° bloco na hora de estudar a lei 8112/90! Com isso, você ganha tempo para estudar também outras matérias!
Lei 8112/90: Esquematizada
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Lei 8112/90: estude por questões comentadas!
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Veja abaixo um exemplo de questão comentada sobre a Lei 8112 90 que você pode conferir na plataforma:
2023. Concurso RFB (Analista Tributário da Receita Federal): Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Cláudia é servidora pública federal de carreira, devidamente aprovada em concurso público para cargo de nível médio, que galgou a estabilidade há alguns anos. Recentemente, Cláudia foi aprovada em concurso de nível superior do Estado Ômega, com remuneração bastante superior e que é inacumulável com a anterior; foi convocada para a nomeação, mas está receosa de eventualmente não ser habilitada no estágioprobatório relativo ao novo cargo.
Diante desta situação hipotética, à luz do disposto na Lei nº 8.112/90, é correto afirmar que Cláudia:
(A). Já está estabilizada no serviço público, de modo que não pode ser inabilitada no estágio probatório no novo cargo.
(B). Deve pedir a exoneração do cargo que ocupa, inexistindo previsão que viabilize o seu retorno caso não seja habilitada em estágio probatório.
(C). Não pode pedir a exoneração com viabilidade de retorno em caso de inabilitação no estágio probatório, na medida em que o novo cargo não é federal.
(D). Pode pedir a declaração de vacância do cargo de origem, com a viabilidade de recondução caso seja considerada inabilitada no estágio probatório no novo cargo.
(E). Deve solicitar a disponibilidade, com a possibilidade de ser aproveitada no cargo anteriormente ocupado, caso venha a ser considerada inabilitada no estágio probatório no novo cargo.
Resposta comentada 
Gabarito: Letra D.
Preliminarmente, é importante destacar que a questão pede a alternativa CORRETA.
Feito esse destaque, passemos a analisar as alternativas de forma global, considerando o modo como a questão foi elaborada.
Para solucionar a questão e todas as alternativas, bastaria o candidato conhecer o disposto no art. 29 da lei 8.112/90. Vejamos:
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:
I – inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
II – reintegração do anterior ocupante.
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30.

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