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FÔRMAS São as estruturas provisórias, geralmente de madeira, destinadas a dar forma e suporte aos elementos de concreto até sua solidificação. Dar forma ao concreto; Conter o concreto fresco e sustenta-lo até que atinja a resistência mecânica necessária; Proporcionar a rugosidade superficial necessária (lisa ou texturizada). Responsáveis pela geometria. Patologias Problemas para execução da vedação; Altos custos indiretos. Nichos e geometria incorreta da estrutura Peso excessivo de argamassa de revestimento. Geometria especificada; Rugosidade superficial adequada; Permitir o correto posicionamento da armadura; Baixa aderência ao concreto; Preservar as características do concreto; Permitir desforma sem danos à superfície do concreto; Estabilidade dimensional; Estanqueidade (perda de resistência ao vazar nata do cimento). Molde Responsável pela forma da peça; Normalmente composto por painéis; Cimbramento Conjunto de elementos que absorve ou transfere para um local seguro as cargas que atuam nas fôrmas. Escoramento, vigamento, travamento, mão-francesa. Acessórios Garantem estanqueidade. Barra de ancoragem, viga de travamento, porca de barra de ancoragem. Peso do concreto armado; Peso próprio do sistema de fôrmas; Cargas acidentais. Fôrmas de madeira Uso de equipamentos e complementos pouco complexos e relativamente baratos; Material reciclável e possível de reutilização; Pouca durabilidade; Pouca resistência nas ligações e emendas; Grandes deformações quando submetida a variações bruscas de umidade; Inflamável. Madeira serrada: Chapas compensadas: necessário reforço a fim de obter melhor rendimento. Podem ser utilizados reforços de madeira, peças metálicas ou ainda sistemas mistos de madeira e metálicas. Fôrmas metálicas Diversas espessuras; Indicados para fabricação de peças de concreto pré- moldado, com as fôrmas permanecendo fixas durante as fases de armação, lançamento, adensamento e cura. Podem possuir vibradores acoplados nas próprias fôrmas; Vantagem: durabilidade. Fôrmas mistas Painéis de madeira com travamento e escoras metálicos; Fôrmas sintéticas Fácil conformação geométrica; Precisão; Boa capacidade de reutilização. Fôrmas de concreto Associam elementos pré-moldados com elementos moldados in loco; Madeira Utilizada como escora; Falta de padronização; Baixa precisão geométrica; Grande volume de entulho gerado. Metálicos Utilizado como escora tubular; Boa capacidade de carga; Durabilidade; Precisão geométrica; Fácil manuseio; Alturas superiores à de madeira. Painéis: formam os pisos das lajes; Travessas: peças de ligação das tabuas ou chapas, feitas de sarrafos ou caibros; Faces: formam os lados das fôrmas das vigas; Fundo das vigas: parte inferior da viga; Assoalho: painéis das fôrmas de madeira para lajes; Caixaria: fôrmas das vigas; Contraventamento: reforços nos escoramentos, colocados de forma inclinada; Espaçadores: peças utilizadas para evitar que a armadura encoste na fôrma; Espaçamento: distância máxima entre os gastalhos (gravatas e costelas); Distanciadores: colocados no interior das fôrmas para garantir as dimensões definidas no projeto; Galgas: usada para evitar o estrangulamento interno das fôrmas; Garfo: escoras de madeira duplamente travadas; Gastalhos: peças curtas de madeira ou metal utilizadas para dar solidarização aos painéis; Gravatas: mesmo que gastalho; Guias: peças que suportam os travessões; Janelas de inspeção: aberturas deixadas na parte inferior das fôrmas; Montantes: peças de reforço de gravatas; Tirantes: peças de reforço contra esforços decorrentes do empuxo do lançamento do concreto; Travejamento: reforços nas escoras para evitar a flambagem das peças. Mãos Francesas: peças inclinadas, trabalhando a compressão; Chapuzes: pequenas peças feitas de sarrafos, suporte e reforço de pregação das peças de escoramento; Talas: peças idênticas às chapuzes, destinadas a ligação e emenda das peças de escoramento; Calços: peças de madeira que se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas. Fôrma de Pilar Maior atenção na transferência dos eixos do piso anterior. Sequência de execução: 1º eixos e nível transferidos para a laje; 2º marcar e fixar os gastalhos; 3º retirar o concreto na base interna do gastalho a fim de remover a nata do cimento; 4º fixar um pontalete guia, travando no gastalho e aprumado de acordo com os eixos; 5º colocar as formas (3 faces) do pilar, cuidando prumo; 6º verificar nível do conjunto marcando no pontalete guia a altura do pilar; 7º a cada operação conferir prumo, nível e ortogonalidade do conjunto; 8º passar desmoldante nas faces internas; 9º conferir e liberar para colocação e montagem da armadura; 10º posicionar galgas e espaçadores a fim de garantir as dimensões internas e recobrimento da armadura; 11º prever janela de inspeção e limpeza em pilares com mais de 2,20 m de altura; 12º travejamento da fôrma por meio de gravatas, tirantes, tensores, etc. 13º conferir o conjunto e partes e liberar para concretagem, verificando: prumo, estanqueidade, armaduras e nível. Fôrma de viga Podem ser lançadas após a concretagem dos pilares ou no conjunto de fôrmas pilares, vigas e lajes, para serem concretadas ao mesmo tempo. Sequência de execução: 1º depois de limpo os painéis, deve-se passar desmoldante com rolo; 2° lanças os painéis de fundo de vigas sobre as cabeças dos pilares ou sobre a borda. Providenciar escoras com espaçamento mínimo de 80 cm; 3º fixar os encontros dos painéis de fundo das vigas nos pilares; 4º nivelar painéis de fundo com cunhas aplicadas nas bases dos garfos e fixando o nível com sarrafos pregos nos garfos; 5º lançar e fixar os painéis laterais; 6º conferir e liberar para colocação e montagem da armadura; 7° posicionar galgas e espaçadores a fim de garantir as dimensões internas e o recobrimento da armadura; 8° dependendo do tipo de viga, executar o travejamento da fôrma por meio das escoras inclinadas, tirantes ou tensores; 9º conferir todo o conjunto e partes e liberar para a concretagem, verificando alinhamento lateral, prumo, nível, estanqueidade.