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ISMU Instituto Superior Mutasa Delegação de Manica Direitos do Consumidor Discente: Docente: 1. Anucia Suzana Alfredo Dr: Pascoal Zefanias Maneira 2. Clayton Sirilo 3. Crimilde Alfredo Viriato 4. Dorca Felicidade Alfredo Canze 5. Elsio Agostinho Jeremias 6. Fernanda Mário Baloi 7. Servina Gildo João Maputo, Dezembro de 2023 Índice CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO 3 1.1. Introdução 3 1.2. Objectivos 4 1.2.1. Objectivo Geral 4 1.2.2. Objectivos Específicos 4 METODOLOGIA 4 CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA 5 2.1. Direitos do Consumidor 5 2.2. Importância da Proteção ao Consumidor 5 2.3. Principais Direitos do Consumidor (Capítulo III á VI da Lei 27/2016) 5 2.3.1. Direito à Informação (Artigo 4 da Lei 27/2016) 6 2.3.3. Contratos de Consumo 7 2.3.5. Responsabilidade Civil e Danos (Capítulo III da Lei 27/2016) 8 2.4. Proteção contra Práticas Abusivas (Artigo 19 da Lei 27/2016) 8 2.4.1. Práticas Comerciais Desleais 8 2.4.3. Proteção contra Cobranças Indevidas 9 2.5.1. Direito de Reclamação 10 2.5.2. Órgãos de Defesa do Consumidor 10 2.5.3. Procedimentos para Reclamações 10 2.6. Educação para o Consumo 11 2.6.1. Importância da Educação do Consumidor 11 2.6.2. Programas de Educação para o Consumo 11 2.7. Desafios e Perspectivas Futuras 12 2.7.1. Desafios Atuais na Proteção do Consumidor 12 2.7.2. Tendências Globais em Direitos do Consumidor 12 2.8. Diferenças entre a Lei de Defesa do Consumidor e a nova Lei de Proteção dos Direitos e Interesses do Consumidor 13 CAPÍTULO III: CONCLUSÃO 14 3.1. Conclusão 14 CAPÍTULO IV: REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 15 4.1. Bibliografia 15 4.1.1. Legislação 16 CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO 1.1. Introdução Os direitos do consumidor desempenham um papel fundamental na construção de uma sociedade justa e equitativa, garantindo que aqueles que adquirem bens e serviços sejam tratados com dignidade, transparência e respeito. No contexto moçambicano, a proteção do consumidor é regida pela Lei nº 10/2008, de 22 de julho, que estabelece diretrizes claras para a relação entre consumidores e fornecedores. Esta legislação, inspirada em princípios universais, busca criar um ambiente onde os consumidores possam fazer escolhas informadas, sem receitas de práticas abusivas ou enganosas. Este índice busca explorar e aprofundar os diversos aspectos dos direitos do consumidor em Moçambique, destacando não apenas os dispositivos legais, mas também sua aplicação prática, desafios enfrentados e as perspectivas futuras para a proteção do consumidor no país. Ao longo deste trabalho, examinaremos a base jurídica, os principais direitos conferidos aos consumidores, os mecanismos de consentimento disponíveis, a importância da educação para o consumo e os casos práticos que ilustram a eficácia (ou falta dela) desses direitos. Buscamos não apenas informar, mas também promover a conscientização e o exercício ativo dos direitos do consumidor, contribuindo assim para uma sociedade mais justa e equilibrada. 1.2. Objectivos 1.2.1. Objectivo Geral · Analisar a eficácia da legislação dos direitos do consumidor em Moçambique. 1.2.2. Objectivos Específicos · Avaliar a Implementação Prática dos Direitos do Consumidor; · Analisar Mecanismos de Recuperação e Fiscalização; · Identificar Desafios na Proteção do Consumido. METODOLOGIA Para se tornar possível a concretização do presente trabalho, recorreu-se a bibliografias, pesquisadas na internet, manuais eletrónicos, resumos, entre outros. A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado constituído principalmente de livros e artigos científicos, Gil (2008, p. 50). Manzo (1971)[footnoteRef:1]e Trujillo (1974)[footnoteRef:2] citados por (Lakatos & Marconi, 2003, p. 183) consideram que a pesquisa bibliográfica oferece meios para explorar novas áreas onde os problemas não se cristalizaram suficientemente e tem por objectivo permitir ao cientista o reforço paralelo na análise de suas pesquisas ou manipulações de suas informações. [1: Manzo, Abelardo J. (1971); Manual para la Preparación de Monografías: Una Guia para Presentar Informes y Tesis; Humanitas; Buenos Aires.] [2: Trujillo Ferrari, Alfonso (1974); Metodologia da Ciência; 3ª edição; Kennedy; Rio de Janeiro.] A pesquisa bibliográfica, não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propícia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras, (Gil, 2008, p. 50). Trata-se de uma pesquisa exploratória que perspectiva de Gil (2008) tem como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias com o objectivo de proporcionar uma visão geral do tipo aproximativo acerca de um determinado facto. De acordo com Kauark et al. (2010, p. 26) a interpretação dos fenómenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa, não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas, o ambiente natural é a fonte directa para colecta de dados. CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA 2.1. Direitos do Consumidor Definição: A Lei nº 9/2021 diz que, os direitos do consumidor são um conjunto de leis e regulamentos que protegem os consumidores de práticas comerciais injustas e garantem que eles tenham acesso a produtos e serviços seguros e de qualidade. Em Moçambique, os direitos do consumidor estão consagrados na Constituição da República de Moçambique (artigo 92) e na Lei de Proteção dos Direitos e Interesses do Consumidor (Lei nº 9/2021). 2.2. Importância da Proteção ao Consumidor Para OLIVEIRA 2016, a proteção ao consumidor é vital para garantir transações comerciais justas, transparentes e equilibradas. Seus benefícios promover a confiança no mercado, estimular a qualidade de produtos e serviços, garantir a saúde e segurança dos consumidores, prevenir práticas comerciais desleais, oferecer mecanismos eficazes para resolução de conflitos, incluir a inovação responsável e criar uma cultura de consumo consciente. Essa proteção não apenas resguarda os direitos dos consumidores, mas também contribui para a construção de um ambiente econômico ético, confiável e sustentável, beneficiando tanto os consumidores quanto as empresas. 2.3. Principais Direitos do Consumidor (Capítulo III á VI da Lei 27/2016) Em geral, os direitos do consumidor em Moçambique, assim como em muitos outros países, visam proteger os consumidores nas transações comerciais e garantir que eles recebam informações adequadas, produtos e serviços de qualidade, e meios adequados para resolver disputas. A legislação de proteção ao consumidor geralmente abrange áreas como publicidade enganosa, segurança do produto, direito à informação, contratos de consumo, entre outros. A introdução de leis de proteção ao consumidor em Moçambique reflete a preocupação do governo em promover relações comerciais justas e garantir que os consumidores estejam devidamente amparados em suas interações no mercado. Esses direitos são fundamentais para promover a confiança nas transações comerciais, estimular a concorrência justa entre as empresas e proteger os interesses dos consumidores. 2.3.1. Direito à Informação (Artigo 4 da Lei 27/2016) Este direito é parte integrante das leis e regulamentações de defesa do consumidor e visa garantir que os consumidores tenham acesso a informações claras, precisas e suficientes sobre os produtos e serviços que estão adquirindo. 2.3.1.1. Informações Essenciais nos Produtos e Serviços (Artigo 5 da Lei 27/2016) Os consumidores têm o direito de receber informações básicas sobre os produtos e serviços que estão adquirindo. Isso inclui detalhes sobre características, composição, preço, prazo de validade, garantia, entre outros. 2.3.1.2. Transparência na Publicidade (Artigo 23 da Lei 27/2016) As práticas de publicidade enganosa são proibidas. A publicidade deve ser precisa e não deve induzir os consumidores a erros sobre as características, preço ou condições dos produtos ou serviços. 2.3.2. Qualidade e Segurança(Artigo 5 da Lei 27/2016) Este direito visa garantir que os consumidores recebam produtos e serviços que atendam a padrões aceitáveis de qualidade e segurança. 2.3.2.1. Padrões de Qualidade e Segurança (Artigo 6 da Lei 27/2016) Os consumidores têm o direito de receber produtos e serviços que atendam a padrões de qualidade específicos. Isso inclui garantir que os produtos sejam fabricados de acordo com as normas específicas e que os serviços atendam a padrões aceitáveis. Os produtos comercializados devem ser seguros para uso. Os fabricantes e fornecedores têm a responsabilidade de garantir que seus produtos não representem riscos à saúde ou à segurança dos consumidores. 2.3.2.2. Responsabilidade por Produtos Defeituosos (Artigo 8 da Lei 27/2016) Os fornecedores e fabricantes são responsáveis pela qualidade e segurança de seus produtos. Em caso de defeitos ou danos, eles poderão ser responsabilizados por indenizações. 2.3.3. Contratos de Consumo Os contratos de consumo devem ser redigidos de forma clara e comunicativa. Os termos e condições devem ser transparentes, permitindo que os consumidores entendam completamente as obrigações e direitos envolvidos. 2.3.3.1. Cláusulas Abusivas (Artigo 28 da Lei 27/2016) Cláusulas contratuais que sejam consideradas abusivas ou que desfavoreçam o consumidor podem ser consideradas nulas ou anuláveis. 2.3.3.2. Direito de Rescisão Contratual (Artigo 22 da Lei 27/2016) Em alguns casos, os consumidores podem ter o direito de rescindir o contrato em um determinado período, sem necessidade de justificativa. Esse direito é comumente aplicado a contratos celebrados fora do estabelecimento comercial, como compras online ou por telefone. 2.3.4. Garantias e Assistência Técnica (Artigo 5 da Lei 27/2016) As garantias e a assistência técnica são elementos importantes nos contratos de consumo, garantindo que os produtos adquiridos pelos consumidores atendam aos padrões de qualidade e durabilidade. 2.3.4.1. Garantias Legais (Artigo 27 da Lei 27/2016) Produtos resistentes, por exemplo, geralmente são uma garantia legal de que cobrem defeitos de fabricação e garantem que o funcionamento esteja em conformidade com o esperado por um período razoável. Além das garantias legais, os fornecedores podem oferecer garantias contratuais adicionais. Estas são promessas especificadas pelo fornecedor sobre a qualidade ou desempenho do produto. 2.3.4.2. Procedimentos de Assistência Técnica (Artigo 20 da Lei 27/2016) As garantias geralmente estabelecem prazos para que os consumidores informem sobre defeitos e solicitem reparos. É importante seguir os procedimentos especificados no contrato ou pela empresa para acionar uma garantia. Os consumidores têm direito de receber assistência técnica para produtos com defeito ou que necessitem de reparo. Isso geralmente inclui o acesso a serviços de manutenção, reparo e reposição de peças. 2.3.5. Responsabilidade Civil e Danos (Capítulo III da Lei 27/2016) A responsabilidade civil e danos são conceitos legais que se relacionam com obrigações de peças de prejuízos causados a terceiros. É fundamental compreender os princípios de responsabilidade civil e danos para que os indivíduos e empresas possam cumprir suas obrigações legais e, quando necessário, buscar peças de reposição em caso de prejuízos causados a terceiros. 2.3.5.1. Responsabilidade do Fornecedor (Artigo 12 da Lei 27/2016) Os fabricantes e fornecedores podem ser responsabilizados por danos causados por produtos defeituosos. Isso inclui danos à saúde, propriedade ou outros tipos de prejuízos. 2.3.5.2. Reparação de Danos (Artigo 15 da Lei 27/2016) A reposição de danos é fundamental para garantir que as vítimas sejam compensadas pelos prejuízos sofridos, promovendo assim a justiça e a responsabilidade. A legislação muitas vezes incentiva a prevenção de danos, promovendo práticas seguras e responsáveis para evitar a ocorrência de situações que levem a danos. Além dos danos pessoais, a legislação pode incluir disposições para reposição de danos ambientais. Empresas que causam danos ao meio ambiente podem ser obrigadas a reparar esses danos. 2.4. Proteção contra Práticas Abusivas (Artigo 19 da Lei 27/2016) A proteção contra práticas abusivas é fundamental para garantir a equidade nas relações de consumo, garantindo que os consumidores sejam tratados com respeito e que as práticas comerciais sejam transparentes e éticas. É prejudicial que os consumidores estejam cientes de seus direitos e denunciem práticas abusivas às autoridades competentes quando identificadas. 2.4.1. Práticas Comerciais Desleais Segundo ANTÓNIO PINTO MONTEIRO, as práticas comerciais desleais referem-se a estratégias enganosas, antiéticas ou injustas impostas por empresas ou comerciantes na promoção de seus produtos ou serviços. Estas práticas são geralmente proibidas em muitas jurisdições, incluindo Moçambique, para proteger os consumidores e garantir a concorrência justa no mercado. 2.4.2. Fraudes e Enganos no Mercado (Artigo 28 da Lei 27/2016) Fraudes e enganos no mercado representam práticas desleais que têm o potencial de prejudicar os consumidores e minar a confiança nas transações comerciais. Essas práticas podem envolver desde informações enganosas até ações fraudulentas intencionais. Para combater fraudes e enganos, muitos países implementam leis de defesa do consumidor, regulamentações específicas para transações online e medidas de fiscalização. Além disso, a educação do consumidor sobre como identificar e evitar essas práticas desempenha um papel crucial na prevenção. É importante que os consumidores tenham conhecimento dessas questões e denunciem atividades suspeitas às autoridades competentes. 2.4.3. Proteção contra Cobranças Indevidas A proteção contra cobranças indevidas é um direito fundamental dos consumidores e está relacionada à garantia de que eles não serão cobrados por produtos ou serviços que não adquiriram ou por valores que não foram acordados. · As empresas devem ser transparentes em relação aos preços e condições de pagamento, garantindo que os consumidores tenham uma compreensão clara dos custos associados aos produtos ou serviços; · Os consumidores têm o direito de receber faturas previstas que descrevam claramente os itens pelos quais são cobrados. Isso permite que eles identifiquem qualquer cobrança indevida; · As empresas têm a responsabilidade de proteger os consumidores contra fraudes e atividades não autorizadas que possam resultar em cobranças indevidas; · Se um consumidor for cobrado indevidamente, ele geralmente tem o direito de solicitar um reembolso ou a correção da cobrança; etc. 2.5. Mecanismos de Reclamação e Fiscalização (Capítulo VI da Lei 27/2016) Os mecanismos de consulta e fiscalização desempenham um papel fundamental na proteção dos direitos do consumidor e na garantia de práticas comerciais justas. 2.5.1. Direito de Reclamação O direito de reclamação é uma parte essencial dos direitos do consumidor e representa a capacidade dos consumidores de manifestar insatisfação, buscar peças e exigir resolução para problemas relacionados a produtos ou serviços adquiridos. 2.5.2. Órgãos de Defesa do Consumidor a) Instituto Nacional do Consumidor (INC): O Instituto Nacional do Consumidor é uma entidade governamental em Moçambique responsável pela proteção e defesa dos direitos dos consumidores. O INC desempenha um papel vital na promoção de práticas comerciais justas e na fiscalização do cumprimento das leis de proteção do consumidor; b) Linhas Diretas de Atendimento ao Consumidor: Muitos países têm linhas diretas ou serviços de atendimento ao consumidor para receber soluções e fornecer informações sobre direitos do consumidor. Esses serviços são gerenciados por órgãos governamentais ou organizações não governamentais (ONGs) podem de defesa do consumidor; c) Plataformas Online de Reclamações: Existem plataformas online onde os consumidores podem registrar suas reclamações, compartilhar experiências e buscar assistência. Essas plataformas são operadas por entidades governamentais, ONGs ou até mesmopor empresas privadas; d) Órgãos Reguladores Setoriais: Em setores específicos, como telecomunicações, energia e serviços financeiros, podem existir órgãos reguladores setoriais que lidam com as reclamações e fiscalizam o cumprimento de normas específicas. 2.5.3. Procedimentos para Reclamações Os procedimentos para variações variam dependendo do tipo de produto ou serviço, da legislação local e das políticas específicas de cada empresa. No entanto, geralmente, os consumidores podem seguir algumas etapas comuns ao apresentar uma consulta. 1. Contato Direto com a Empresa: A primeira etapa é entrar em contato diretamente com a empresa que apresentou o produto ou serviço. Isso pode ser feito por meio do serviço de atendimento ao cliente, e-mail, formulários online ou outros canais de comunicação disponibilizados pela empresa; 2. Forneça Detalhes Completos: Ao apresentar um consentimento, forneça detalhes completos sobre o problema. Descreva claramente o que deu errado, incluindo dados, números de pedidos, informações sobre o produto ou serviço e quaisquer interações acima; 3. Mantenha registros: É importante manter registros de todas as comunicações relacionadas à consulta. Isso inclui e-mails, números de protocolo, registros de chamadas telefônicas e qualquer outra documentação relevante; 4. Respeite Prazos: Se houver prazos definidos para apresentação de reclamações, respeite esses prazos. Isso pode ser particularmente importante em casos em que a legislação estabelece limites temporais para reclamações; 5. Acompanhe a Resolução: Após apresentar um consentimento, acompanhe regularmente o status da resolução. Se a empresa prometer uma ação em um prazo determinado, certifique-se de que isso seja cumprido. 2.6. Educação para o Consumo A educação para o consumo desempenha um papel crucial na capacitação dos consumidores, fornecendo-lhes conhecimentos e habilidades permitidas para tomar decisões informadas, proteger seus direitos e evitar práticas comerciais desleais. 2.6.1. Importância da Educação do Consumidor A educação financeira é uma parte importante da educação do consumidor. Ela capacita as pessoas a gerenciar suas finanças, evitando dívidas excessivas e fazendo escolhas financeiras mais conscientes. Conhecendo seus direitos, os consumidores estão mais aptos a identificar práticas comerciais de leais, cobranças indevidas e outras informações, buscando peças e fornecimento para um mercado mais ético. 2.6.2. Programas de Educação para o Consumo 1. Inclusão nos Currículos Escolares: Integração de temas relacionados à educação do consumidor nos currículos escolares. Isso pode abranger desde a educação financeira até o conhecimento dos direitos do consumidor; 2. Workshops e Seminários: Realização de workshops e seminários em escolas, universidades, comunidades e locais de trabalho para fornecer informações práticas sobre tomada de decisões conscientes, orçamento e direitos do consumidor; 3. Recursos Online e Aplicativos: Disponibilização de recursos educativos online, incluindo vídeos, jogos interativos, aplicativos e materiais de leitura. Esses recursos podem ser acessados facilmente pelos consumidores em suas próprias conveniências. 2.7. Desafios e Perspectivas Futuras Lidar com esses desafios e abordar essas perspectivas futuras exigirá uma abordagem colaborativa e adaptativa por parte de governos, empresas, organizações educacionais e entidades de defesa do consumidor. 2.7.1. Desafios Atuais na Proteção do Consumidor A proteção do consumidor enfrenta vários desafios, e esses desafios podem variar em diferentes contextos e regiões. Alguns dos desafios atuais na proteção do consumidor são: · Comércio Eletrônico e Transações Online; · Assimetria de Informação; · Publicidade Enganosa e Práticas Comerciais Desleais; · Segurança de Produtos; · Problemas de Qualidade e Garantia; · Proteção de Dados Pessoais; · Acesso à Justiça; e · Inovações Tecnológicas Rápidas. 2.7.2. Tendências Globais em Direitos do Consumidor As tendências globais em direitos do consumidor refletem as mudanças nas dinâmicas do mercado, os avanços tecnológicos e a evolução das expectativas dos consumidores. Algumas tendências notáveis incluem: · Proteção de Dados Pessoais; · Comércio Eletrônico e Proteção do Consumidor Online; · Tecnologia e Inovação nos Serviços Financeiros; · Circular de Economia. 2.8. Diferenças entre a Lei de Defesa do Consumidor e a nova Lei de Proteção dos Direitos e Interesses do Consumidor A nova Lei de Proteção dos Direitos e Interesses do Consumidor entrou em vigor em Moçambique em 1º de janeiro de 2022 e substituiu a Lei de Defesa do Consumidor de 2009. Algumas das principais diferenças entre as duas leis incluem: a) Prazo de garantia: A nova lei estende o prazo de garantia de dois anos para três anos para produtos móveis, como eletrodomésticos, computadores e outros bens. b) Reparação de produtos: A partir de 1º de janeiro de 2022, as empresas devem garantir a reparação de produtos vendidos nos 10 anos seguintes à compra pelos consumidores. c) Conteúdo digital: A nova lei introduz regras para a venda de conteúdo digital, como música, filmes e jogos, e estabelece que os consumidores têm o direito de receber atualizações e correções de bugs. d) Superendividamento: A nova lei introduz medidas para prevenir e tratar o superendividamento dos consumidores. e) Multas: A nova lei aumenta as multas para empresas que violam os direitos do consumidor. CAPÍTULO III: CONCLUSÃO 3.1. Conclusão Os princípios dos direitos do consumidor, desde a necessidade imperiosa de informação clara até a garantia de qualidade e segurança dos produtos e serviços. Ao mesmo tempo, consideramos os desafios enfrentados, desde práticas comerciais desleais até a proteção contra cobranças indevidas. A legislação é mais do que um conjunto de normas, é um escudo protetor que resguarda os cidadãos na sua jornada de aquisição de bens e serviços. A Lei nº 10/2008, de 22 de julho, ergue-se como um marco, delineando as fronteiras éticas e jurídicas que moldam a relação entre consumidores e fornecedores. Os mecanismos de consulta, embora essenciais, exigem a conscientização ativa por parte dos consumidores, que devem assumir um papel proativo na defesa de seus direitos. A educação para o consumo surge como uma ferramenta crucial nesse contexto, capacitando os consumidores a tomar decisões informadas e a exigir responsabilização por parte dos fornecedores. É imperativo considerar que a proteção do consumidor é um esforço coletivo. O aprimoramento constante da legislação, aliado a uma maior conscientização da sociedade, é fundamental para enfrentar os desafios emergentes e para sustentar uma cultura de respeito nas transações comerciais. Na última análise, a defesa do consumidor não é apenas uma questão de cumprimento da lei, mas uma expressão mais ampla do compromisso com a equidade e a justiça. À medida que Moçambique avança, esta reflexão sobre os direitos do consumidor serve como uma oportunidade para uma sociedade mais justa, onde a confiança entre consumidores e fornecedores seja cultivada e a integridade prevaleça. A proteção do consumidor é um investimento no bem-estar de todos e no fortalecimento da ética nas relações comerciais. CAPÍTULO IV: REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 4.1. Bibliografia ALMEIDA, Carlos Ferreira De, Os Direitos dos Consumidores, Editora Almeida, Coimbra 1982; GIL, António Carlos (2007), Métodos e Técnicas de Pesquisa Social; 6ª ed. Atlas Editora: São Paulo. KAUARK, Fabiana et al. (2010), Metodologia de Pesquisa: Guia Pratico, Via Litterarum: Itabuna. LAKATOS, Eva Maria & MARCONI, Marina de Andrade (1992), Metodologia Científica, 2ª ed., Atlas Editora: São Paulo. _________________(2003), Fundamentos de Metodologia Científica, 5ª Edição, Atlas: São Paulo. SEVERINO, António Joaquim (2007), Metodologia de Trabalho científico, 23ª ed. Cortes Editora: São Paulo. MACIEL, Igor, resumo direito do consumidor. MONTEIRO, António Pinto, estudos de Direitos do Consumidor, Coimbra 2005; MONTEIRO, António Pinto, estudos de Direitosdo Consumidor, Coimbra 2016; OLIVEIRA, Sandra Marisa Rodrigues Mota, a proteção do Consumidor na venda de produtos defeituosos, Porto 2016; PESSOA, João, evolução histórica do Direito do Consumidor, Revista Jurídica Cognitio Juris, 2011. https://seudireito.proteste.org.br/principais-direitos-do-consumidor/ https://www.santander.pt/salto/direitos-do-consumidor 4.1.1. Legislação Lei e Regulamento da lei de defesa do consumidor, Lei nº 22/2009, de 28 de Setembro; Lei e Regulamento da lei de defesa do consumidor, Lei nº 27/2016, de 18 de Julho; Lei de Proteção dos Direitos e Interesses do Consumidor, Lei nº 9/2021, de 1º de Janeiro de 2022 16 image2.png image3.png image1.png