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Revisão – Matemática financeira Aula 9 a 16 Por Nayara Brito 01. Revisão Matemática financeira – Aula 9 a 16 Descrevendo os temas 02. Resumo de cada tema 03. Resolução de exercícios. Sumário Ao se observar o sistema comercial, verifica-se que o valor do dinheiro se altera ao longo do tempo e que isso decorre de vários fatores econômicos, incluindo a sua própria desvalorização por conta dos diversos fatos sociais, como fatores econômicos em espécie (quebra de algum banco, por exemplo), fatores pandêmicos, fatores sanitários e demais fatores que se relacionam com a própria sociedade. Aula 9 – Introdução ao Valor do Dinheiro no Tempo Vamos começar respondendo 2 perguntas: Você prefere receber R$10.000,00 hoje ou R$10.200,00 daqui a um mês? Você prefere receber R$10.000,00 hoje ou R$1.000.000,00 daqui a 20 anos? Para responder a essas perguntas você deve considerar inúmeros fatores, mas uma coisa é certa: você com certeza prefere 10.000 hoje do que os mesmos 10.000 daqui a um mês! Isso nos traz a um princípio fundamental de finanças: Valor Presente: equivale ao valor que possui hoje, no nosso exemplo os R$10.000,00. Valor Futuro: equivale a um valor maior do que o valor que possui hoje, no nosso exemplo os valores de R$10.200,00 daqui a um mês ou R$1.000.000,00 daqui a 20 anos. A atualização do dinheiro no tempo chamamos de taxa de juros. É a taxa de juros que irá determinar essa relação entre o Valor Futuro e o Valor Presente. Resumo Porcentagem nada mais é que uma razão que possui o 100 como denominador. Utilizamos o símbolo % para representar a porcentagem, 20%, por exemplo, significa que temos 20 partes de algo que foi divido em 100. Podemos usar também a representação decimal (ou fracionária) para representar uma porcentagem. Aula 10 – Conceitos e Métodos de Cálculo de Porcentagem 35% = 35/100 120% = 120/100 X% = x/100 p = P.i Onde: i = taxa percentual (%) P = valor principal = representa o todo p = porcentagem = representa parte do todo Métodos de Cálculo Observação: a taxa percentual é trabalhada na forma decimal na realização dos cálculos. Empresa vai continuar em operação (Preço de entrada) Em uma sala de aula há 30 alunos, dos quais 40% são meninas. Quantas meninas têm na sala? a) 10 meninas b) 12 meninas c) 15 meninas d) 18 meninas Alternativa correta: b) 12 meninas. Utilizando a regra de três encontramos a quantidade de meninas na sala. 30 espaço – espaço 100 sinal de percentagem espaçoespaço espaço reto x espaço – espaço espaço 40 sinal de percentagem espaço espaçoreto x espaço igual a espaço numerador 40 espaço. espaço 30 sobre denominador 100 fim da fraçãoreto x espaço igual a espaço 1200 sobre 100reto x espaço igual a espaço 12 Portanto, em uma sala de 30 alunos há 12 meninas. É a proporção do reajuste do montante em função do ciclo de Capitalização. Uma taxa de juros, ou taxa de crescimento do capital, é a taxa de lucratividade recebida num investimento. Taxas de juros A taxa Selic também é conhecida como a taxa básica de juros do nosso país. O valor da Selic é definido pelo próprio Banco Central a partir da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece a cada 45 dias. É com base nessa taxa que os bancos definem os juros que serão cobrados de seus clientes em empréstimos, por exemplo. Taxa Selic É a taxa cuja unidade de referência de tempo coincide com a unidade de tempo do prazo de capitalização. Taxa efetiva ou real Aula 11 – Taxas Equivalentes, Capitalização e Descapitalização Na taxa nominal não há coincidência entre a sua unidade de tempo e a unidade de tempo dos períodos de capitalização. Taxa nominal A taxa equivalente, a sua aplicação e a sua relevância estão conectadas com o regime de juros compostos Taxas de juros equivalentes No que se refere à taxa proporcional, trata-se de um tipo de taxa característico dos juros simples, formada proporcionalmente. . Taxas de juros proporcionais n2 x i1 = n1 x i2 n1 = prazo da taxa 1; n2 = prazo da taxa 2; i 1 = percentual da taxa 1; i 2 = percentual da taxa 2. Taxas Proporcionais: Taxas Equivalentes: I q = (1 + it ) q t – 1 I q = taxa equivalente para a periodicidade q; I t = taxa equivalente para a periodicidade t; q = número de períodos para capitalização; t = número de períodos base. Exemplo 1: Suponha que você tem um investimento de R$ 10.000,00 com i = 3% a.m. capitalizados mensalmente. Assim, há coincidência entre a dimensão da taxa (3%a.m.) e a dimensão do tempo de empréstimo (também a.m.), logo, esse investimento possui taxa efetiva de 3% a.m. Taxa efetiva ou real Exemplo 2: Para empréstimos a clientes comuns, uma financeira cobra taxa nominal de juros de 84% ao ano com capitalização mensal. Para um empréstimo de dois meses, qual será a taxa efetiva de juros? Sabendo que a taxa nominal é de 84% a.a., a taxa mensal será de: 84/12 = 7% = 0,07. Continuação exemplo 2: Calculando a taxa efetiva para um período de 2 meses: T c = (1 + i)n – 1 T c = (1 + 0,07)2 – 1 T c = (1,07)2 – 1 T c = 1,145 – 1 T c = 0,145 0,145 = 14,5% Resposta: será de 14,5%. Taxa efetiva ou real Sistema de capitalização composta significa que o juro de cada período se soma ao principal. Também, sobre esse total, incidem novos juros no período seguinte e assim sucessivamente. Sua forma de cálculo é: J = M – C Aula 12 -Montante Composto e Registros Financeiros Com um capital de R$ 1.800,00, foi feita uma aplicação que rende juro composto de 1,2% ao mês. Qual será o saldo dessa aplicação após 6 meses se, durante esse período, não houver nenhuma outra movimentação na conta? Cálculo: C=1800 M=C.(1+i)t i= 1,2% a.m=0,012 M=1800.(1+0,012)6 M=? M=1800.(1,012)6 t= 6meses M=̃1800.(1,0742) M= ̃R$ 1933,56 Na matemática financeira, o logaritmo tem sua aplicação para o cálculo do tempo que um capital deve ser aplicado, a juros compostos, para que ele gere um determinado montante. Veremos então os conceitos de logaritmo que devem ser estudados para que o logaritmo não seja um empecilho na resolução de problemas como esses. Aula 13 – Cálculo do Prazo Composto com uso de Logaritmos. I) O logaritmo cujo o logaritmando é igual a 1 e a base é qualquer, é igual a zero; II) O logaritmo cujo a base e o logaritmando são iguais é igual a um; III) Dois logaritmos são iguais, numa mesma base, se os logaritmandos são iguais. CARACTERISTICAS BÁSICAS IV) Logaritmo do produto; V) Logaritmo da divisão: VI) Logaritmo da potência: VII) Logaritmo de uma raiz: Taxa de juros: é a proporção do reajuste do montante em função do ciclo de Capitalização. Taxa efetiva ou real: é a taxa cuja unidade de referência de tempo coincide com a unidade de tempo do prazo de capitalização. Taxa nominal: não há coincidência entre a sua unidade de tempo e a unidade de tempo dos períodos de capitalização. Aula 14 – Taxa Nominal, Efetiva e Real 4) Calcule o montante acumulado no final de dois anos ao se aplicar um principal de $1.000,00 à taxa de 10,20% ao ano, capitalizados mensalmente. A taxa anual é apenas nominal e proporcional, portanto devemos convertê-la em taxa mensal, que é a periodicidade da capitalização. Tem-se, então, Como 2 anos equivalem a 24 meses, o montante acumulado é dado por Quando se contrai um empréstimo ou se recorre a um financiamento, evidentemente, o valor recebido nesta operação, ou seja, o principal terá que ser restituído à financeira acrescido dos juros. As formas de devolução do principal, mais juros são denominados sistemas de amortização. Na teoria, amortizar significa pagar gradualmente, abater parte de uma dívida. Alguns termos são bem comuns em um sistema de amortização e são descritos a seguir: Sistemas de amortização● Prestação: o valor que será efetivamente pago a cada período (meses ou anos, por exemplo). ● Juros: parte da prestação que corresponde à remuneração do dinheiro. ● Amortização: parte da prestação que corresponde à redução da dívida, sem incluir juros. ● Saldo devedor: é o valor da dívida em cada período do empréstimo ou financiamento, não inclui juros. O saldo devedor vai sendo reduzido até chegar a zero, quando a dívida é completamente amortizada. Sistemas de amortização O coeficiente de financiamento consiste em um fator que, ao ser multiplicado pelo valor a ser financiado, fornece o valor de cada prestação. CF=i /[1-1 /(1+i)n] Onde: CF= coeficiente de financiamento i= taxa de juros cobrada pelo financiamento n= período ou número de parcelas mensais Coeficiente de Financiamento Assim como nos cálculos envolvendo juros simples e juros compostos, no caso do cálculo de prestações tanto a taxa de financiamento, quanto o período, devem estar na mesma unidade de tempo. Como geralmente as prestações são mensais, a taxa de juros também deverá ser expressa ao mês. Coeficiente de Financiamento Por exemplo, admita que uma instituição financeira divulgue que seu coeficiente para financiamento a ser liquidado em 6 prestações mensais, iguais e sucessivas atinge atualmente 0,189346 (utiliza-se geralmente 06 casas decimais). Em consequência, um financiamento de $ 16.000,00 envolve o pagamento de 6 prestações mensais e iguais de $ 3.029,54, ou seja: Coeficiente de Financiamento Coeficiente de Financiamento PMT = PV x Coeficiente de Financiamento PMT = $ 16.000,00 x 0,189346 = $ 3.029,54 Coeficiente de Financiamento Este sistema também é conhecido como sistema Price e é muito utilizado em todos os setores financeiros, principalmente nas compras a prazo de bens de consumo, por meio do crédito direto ao consumidor. No sistema Price, as prestações são iguais e sucessivas, e cada prestação é composta por duas parcelas – juros e amortização do capital – cujo cálculo baseia-se numa série uniforme de pagamentos. Sistema francês de amortização (Price) A fórmula PMT é usada para encontrar o valor das prestações sem juros, utilizando variáveis como o valor da taxa incidida (i),o período ou número de parcelas (n), além do valor financiado sem juros, conhecido como vale presente (VP). Veja a fórmula: PMT= PV x (1 + i)n x i(1 + i)n- 1. Sistema francês de amortização (Price) Uma geladeira é vendida, pelo pagamento à vista, por R$ 1 200,00. Caso o consumidor queira parcelar o eletrodoméstico, será cobrada uma taxa de juros no valor de 2% ao mês. Considerando que uma pessoa comprou a geladeira em 12 prestações iguais, calcule o valor das parcelas utilizando o sistema Price. P (prestação) V (valor à vista): 1 200 n (tempo): 12 i (taxa de juros): 2% = 2/100 = 0,02 O Sistema de Amortização Constante (SAC) ou método hamburguês consiste na amortização constante da dívida com base em pagamentos periódicos decrescentes. Ou seja, quanto mais o tempo passa, menores ficam as parcelas de quitação do saldo devedor enquanto o valor é amortizado de maneira constante em todos os períodos. De forma geral, os juros e o capital são calculados uma única vez e divididos para o pagamento em várias parcelas durante o prazo de quitação. Em linhas gerais, SAC e Price são os sistemas de amortização mais conhecidos, mas há outros. Sistema de Amortização Constante (SAC) Calculando a Amortização = Para encontrar o valor fixo da amortização basta dividir a dívida pelo número de parcelas. Calculando os Juros = Para achar os juros é muito fácil. Você só precisa multiplicar o valor da dívida atual (saldo devedor) pelos juros. Valor da Parcela = Sabendo o valor da amortização e o valor dos juros você saberá o valor da prestação. Já as parcelas dos próximos meses, terão o mesmo valor de amortização, já os juros serão calculados de acordo com a dívida atual e a prestação a somatória de ambos. Sistema de Amortização Constante (SAC) Exemplo: • Para encontrar o valor da amortização de uma dívida de 300.000 que será paga em 360 prestações basta dividir 300.000 / 360. O valor da amortização será de R$ 833,33. • A dívida é de 300.000 na primeira prestação. Se a taxa de juros for de 1% ao mês então o valor dos juros será de 300.000 x 1% que equivale a R$ 3000,00. • R$ 833,33 de amortização + R$ 3000,00 de juros. Com isto nossa parcela será de R$ 3833,33. Sistema de Amortização Constante (SAC) Exemplo: • No mês seguinte o valor da amortização será os mesmos R$ 833,33 já que na tabela SAC a amortização é constante. Já o cálculo dos juros será feito sobre o valor atualizado a dívida. Se no mês anterior você amortizou R$ 833,33 da dívida então ela estará R$ 833,33 menor no mês seguinte. Então a dívida atualizada será o resultado de 300.000,00 – 833,33 que equivale a R$ 299.166,67. Sistema de Amortização Constante (SAC) Exemplo: • A para encontrar os juros do mês seguinte bastaria fazer 299.166,67 x 1% e encontraremos R$ 2.991,67. A prestação do mês seguinte será a amortização de 833,33 + 2.991,67 dos juros. Isto equivale a R$ 3.825,00. Como podemos ver a primeira prestação foi de R$ 3833,33 e a segunda prestação de R$ 3.825,00 que significa uma redução de R$ 8,33. Podemos observar que as prestações vão cair lentamente durante as 360 prestações até atingir o valor de R$ 841,67. Sistema de Amortização Constante (SAC) Sabe aquela tática de pagar somente os juros da fatura do cartão de crédito para que a dívida não aumente? É basicamente isso o que acontece no Sistema Americano de Amortização (SAA). Nele, apenas os juros são pagos durante o período e, ao fim do prazo para quitação da dívida, o principal é finalmente amortizado. Assim, não há amortização do saldo devedor durante o tempo transcorrido. O capital só é pago ao fim do período. Por este sistema, o devedor paga os juros periodicamente; o valor emprestado é pago no final do prazo estipulado para o empréstimo. Chamando de PV o valor emprestado com a taxa de juros i, os juros pagos em cada período são iguais e calculados como: Sistema americano J = PV × i Terminado o prazo, o devedor, no último pagamento, além dos juros, salda o capital emprestado PV. Exemplo: Um empréstimo de R$ 50.000,00 será pago pelo sistema americano no prazo de 10 meses a juros mensais de 3% ao mês. De acordo com o modelo de amortização americana, a quitação do empréstimo ocorrerá no último mês, então, nos meses anteriores a pessoa irá pagar somente o valor dos juros. Juros = 3% de 50.000 = 1.500 Sistema americano Fluxo de caixa consiste no registro das entradas e das saídas de capital numa empresa. Sua análise possibilita maior aprimoramento na tomada de decisões sobre a escassez e o aumento de recursos na empresa servem, basicamente, para comparar e decidir entre investimentos e outras propostas financeiras mais vantajosas. Aula 16 – Diagrama de Fluxo de caixa Veja o diagrama de fluxo de caixa a seguir: O diagrama da figura acima, por exemplo, representa um projeto que envolve investimento inicial de 800, pagamento de 200 no terceiro ano, e que produz receitas de 500 no primeiro ano, 200 no segundo, 700 no quarto e 200 no quinto ano. Convenção: dinheiro recebido Þ flecha para cima Þ valor positivo dinheiro pago Þ flecha para baixo Þ valor negativo Vamos agora considerar o seguinte fluxo de caixa, onde C0, C1, C2, C3, ..., Cn são capitais referidos às datas, 0, 1, 2, 3, ..., n para o qual desejamos determinar o valor presente (PV). O problema consiste em trazer todos os capitais futuros para uma mesma data de referência. Neste caso, vamos trazer todos os capitais para a data zero. Do diagrama de fluxo de caixa visto acima, concluímos que o valor presente - PV - do fluxode caixa será: 1- Numa loja de veículos usados, são apresentados ao cliente dois planos para pagamento de um carro: Plano A: dois pagamentos, um de $ 1.500,00 no final do sexto mês e outro de $ 2.000,00 no final do décimo segundo mês. Plano B: três pagamentos iguais de $ 1.106,00 de dois em dois meses, com início no final do segundo mês. Sabendo-se que a taxa de juros do mercado é de 4% a.m., qual o melhor plano de pagamento? Inicialmente , devemos desenhar os fluxos de caixa correspondentes: PLANO A: PLANO B: Inicialmente , devemos desenhar os fluxos de caixa correspondentes: PLANO A: Teremos para o plano A: Para o plano B, teremos: Como o plano A nos levou a um menor valor atual (ou valor presente), concluímos que este plano A é mais atraente do ponto de vista do consumidor. OBRIGADA! 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