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REV – Teoria, História e Sistema Global As Características dos Direitos Humanos CERTO - Os Direitos Humanos podem ser definidos como aqueles direitos que nos pertencem pelo simples fato de sermos humanos, pois são normas que reconhecem e protegem a dignidade de todos os seres humanos, regendo o modo como esses seres humanos individualmente vivem em sociedade e entre si, além da sua relação com o Estado e, finalmente, as obrigações que o Estado tem em relação a eles. CERTO - Os Direitos Humanos têm validade em todos os lugares do planeta (universalidade), alcançada por uma nova perspectiva comunitária, com a elaboração de documentos internacionais de proteção destes direitos. INDEPENDENTEMENTE DE RECONHECIMENTO NACIONAL. ERRADO - A universalidade é um conceito amplo, que afirma em âmbito universal que um determinado direito deve ser reconhecido por todos os países. A diferença entre as alternativas é que na errada está na obrigatoriedade (impor) de reconhecer o direito. Sabe-se que os DH existem independente de tal reconhecimento. ERRADO - A globalização conduz inevitavelmente a uma concepção universalista dos direitos humanos. A globalização não conduz a uma visão universalista, a questão se refere ao universalismo como a teoria que defende a igualdade, retirando as diferenças culturais e afirmando uma universalidade cultural. A concepção universalista dos direitos humanos é diferente do princípio da universalidade dos direitos humanos que infere que esses direitos são de todos, bastando ser humanos para terem sua proteção. Atributo da indivisibilidade - Os direitos humanos podem ser de natureza civil, política, econômica, social ou cultural. São todos inerentes à dignidade de toda pessoa humana e, consequentemente, todos eles têm o mesmo valor. CERTO - A exegese do Direito Internacional dos Direitos Humanos, consagrada pela jurisprudência internacional, tem como epicentro o princípio da interpretação pro homine, que impõe a necessidade de que a interpretação normativa seja feita sempre em prol da proteção dada aos indivíduos. PRINCÍPIO DA NORMA MAIS FAVORÁVEL: não existe hierarquia entre norma internacional e norma interna, sendo aplicada a mais favorável ao indivíduo. ERRADO - Na hipótese de dúvida na interpretação de qual norma deve reger determinado caso, impõe-se que seja utilizada a norma de origem internacional, haja vista que, após o reconhecimento do indivíduo como sujeito de direito internacional, o aspecto protetivo desse ordenamento se sobrepõe ao direito interno. PRINCÍPIO DA MÁXIMA EFETIVIDADE. (Efetividade/Efeitos próprios) ERRADO - O princípio da interpretação autônoma consiste em assegurar às disposições convencionais seus efeitos próprios, evitando-se que sejam consideradas meramente programáticas. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO AUTÔNOMA. ERRADO - O princípio da máxima efetividade no Direito Internacional dos Direitos Humanos consiste em conferir conceitos e termos inseridos nos tratados de direitos humanos, sentidos próprios, distintos dos sentidos a eles atribuídos pelo direito interno, para dotar de maior efetividade os textos internacionais de direitos humanos. GEORG JELLINEK A teoria dos status, de Georg Jellinek, serviu como fundamento para a classificação doutrinária dos direitos fundamentais, definindo que o status não se confunde com o direito, pois o status tem como conteúdo o “ser” e o direito tem como conteúdo o “ter”. Outros autores: Segundo André Ramos de Carvalho “o positivismo jurídico é uma corrente de pensamento que defende que os direitos humanos não existem antes do Estado; segundo essa visão, os direitos humanos só se tornam reais quando são escritos em leis.” Os fundamentos dos Direitos Humanos são a razão de ser desses direitos, sua base filosófica de validade. ADe acordo com o fundamento jusnaturalista, os Direitos Humanos decorrem da natureza humana, a qual se deve respeitar ao próximo para ser respeitado. BOs Direitos Humanos, de acordo com a corrente jusnaturalista, decorrem do mandamento do soberano, o qual determina aqueles que fazem jus a proteção de seus direitos pelo Estado. CA fundamentação positivista afirma que a validade dos Direitos Humanos decorre da sua previsão em uma norma posta, editada conforme as regras estabelecidas na Constituição Federal de 1988. DA ideia de que o direito humano decorre de um mandamento divino é denominada como jusnaturalista, a qual tem o seu fundamento de validade nas escrituras sagradas. EA tese de fundamentação religiosa prevalece nos dias atuais, tendo em vista que todos os Estados têm uma religião predominante, que aponta as diretrizes básicas dos Direitos Humanos vigentes. Direito humanitário diz respeito à proteção da população em contexto de GUERRA CERTO “A primeira fase de internacionalização da proteção dos direitos humanos foi marcada por três tendências: o direito humanitário, a luta contra a escravidão e a regulação dos direitos do trabalhador assalariado.” Direito Humanitário O direito humanitário começou a se consolidar no século XIX, particularmente com os esforços de Henri Dunant, que testemunhou as atrocidades da Batalha de Solferino em 1859 e fundou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em 1863. A Convenção de Genebra de 1864 foi um marco, estabelecendo normas para a proteção de soldados feridos e doentes em conflitos armados. Posteriormente, outras convenções e tratados expandiram a proteção para prisioneiros de guerra e civis. Este movimento visava humanizar os conflitos armados e estabelecer padrões mínimos de tratamento para aqueles que não participam diretamente das hostilidades. Contra a Escravidão A abolição da escravidão foi um dos primeiros movimentos internacionais de direitos humanos. Em 1807, o Reino Unido aboliu o comércio de escravos, seguido por outros países ocidentais ao longo do século XIX. A Declaração de Viena de 1815 condenou o tráfico de escravos, e a Conferência de Bruxelas de 1890 procurou suprimir a escravidão e o comércio de escravos na África. Esses esforços culminaram em uma série de tratados bilaterais e multilaterais, visando erradicar a escravidão e o comércio de escravos globalmente. Regulação dos Direitos do Trabalhador Assalariado Com a Revolução Industrial, surgiram novas preocupações sobre as condições de trabalho, particularmente nas fábricas e minas. Movimentos sindicais e reformas sociais começaram a pressionar por melhores condições de trabalho, horários de trabalho razoáveis, e proteção contra abusos. Em 1919, a criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) formalizou os esforços internacionais para regular os direitos dos trabalhadores. A OIT estabeleceu convenções que definiram padrões mínimos para condições de trabalho, horas de trabalho, segurança no trabalho e outros direitos laborais. Direitos Humanos Universalismo X Relativismo Cultural A) Há fundamental diferença entre a lógica universalista e a lógica relativista, tendo em vista que a primeira possui fundamento na coletividade, ao passo que a relativista toma como ponto de partida o individualismo. Incorreta. O universalismo é a ideia de que certos valores e direitos são universais e aplicáveis a todos os seres humanos, independentemente de contexto cultural. Já o relativismo cultural argumenta que os valores e direitos são determinados pela cultura específica, não necessariamente pela coletividade ou individualismo. B) O universalismo de confluência pode ser definido como uma visão complexa dos direitos e um ponto de chegada, após um processo conflitivo e de diálogo, e não um ponto de partida. Correta. O universalismo de confluência reconhece que a ideia de direitos universais pode ser alcançada através de um processo de diálogo e interação entre diferentes culturas, sendo UM PONTO DE CHEGADA, NÃO DE PARTIDA. Nas palavras de Joaquín Herrera Flores: “nossa visão complexa dos direitos baseia-se em uma racionalidade de resistência. Uma racionalidade que não nega que é possível chegar a uma síntese universal dasdiferentes opções relativas a direitos. (...) O que negamos é considerar o universal como um ponto de partida ou um campo de desencontros. Ao universal há que se chegar - universalismo de chegada ou de confluência - depois (não antes de) um processo conflitivo, discursivo de diálogo (...). Falamos de entrecruzamento e não de uma mera superposição de propostas” C) O relativismo cultural radical concebe a cultura como fonte relevante de validade de um direito ou de uma regra moral. Incorreta. O relativismo cultural radical vai além, argumentando que a cultura é a ÚNICA FONTE DE VALIDADE para os direitos e regras morais, rejeitando qualquer padrão ou critério externo. E) Diferentemente do relativismo cultural, que possui correntes distintas, como a radical, a forte e a fraca, o universalismo, por sua essência, impede sua classificação em graus distintos. Incorreta. O universalismo também pode ser visto em diferentes formas e graus. Por exemplo, o universalismo absoluto afirma que os direitos humanos são aplicáveis de forma idêntica em todos os contextos, enquanto o universalismo de confluência admite variações culturais, desde que não violem os direitos fundamentais. TIPOS GRAUS Relativismo radical, forte e fraco Universalismo radical, forte e fraco Ademais, a inerência dos DH possui uma característica ontológica; já a universalidade, coletiva. ERRADA - Em razão da peculiaridade das prestações impostas ao Estado, na Constituição de 1988, os Direitos Sociais não possuem aplicabilidade imediata, como os direitos civis e políticos. As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. CERTO - Os Direitos Sociais nasceram a partir do início do século XX, por obra da ideologia e da reflexão antiliberal. CERTO - Os Direitos Sociais são classificados como direitos programáticos, em virtude de não conterem, para a sua concretização, aquelas garantias habitualmente ministradas pelos instrumentos processuais de proteção aos direitos da liberdade. ERRADA – “Embora em 2023 o Brasil não seja membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, as resoluções adotadas pelo referido órgão são vinculantes para o País.” As resoluções adotadas pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas não são vinculantes para os países, incluindo o Brasil. O Conselho de Direitos Humanos é responsável pela promoção e proteção dos direitos humanos ao redor do globo. Embora suas resoluções, relatórios e recomendações tenham grande importância política e moral, e possam influenciar as práticas dos Estados e a criação de normas internacionais de direitos humanos, elas não possuem caráter vinculante como um tratado internacional. Os Estados podem ser influenciados por essas resoluções no sentido de adequar suas legislações e práticas aos padrões internacionais de direitos humanos, mas a adesão às diretrizes específicas do Conselho depende da vontade política do Estado e de sua incorporação ao ordenamento jurídico nacional por meio dos procedimentos legais adequados. (OMS)- SAÚDE É um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não consistindo apenas na ausência de doença ou de enfermidade. Segundo a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, a educação é um direito que deve ser inspirado nos princípios da liberdade, moralidade e solidariedade humana. A DUDH foi o primeiro documento de dimensão mundial a tratar de forma abrangente o tema dos DH. Agora, a evolução histórica dos Direitos Humanos teve seu MARCO DOCUMENTAL a Declaração do Direitos do Homem e do Cidadão. AA indivisibilidade dos direitos humanos se refere a que não se pode cindi-los e que devem ser reconhecidos e protegidos unitariamente. BA inalienabilidade dos direitos humanos se caracteriza por vedar a sua disposição pecuniária com o objetivo de venda. CA imprescritibilidade dos direitos humanos reconhece que o seu exercício se dá no tempo, devendo ser exigido sob pena de perecimento. DA irrenunciabilidade dos direitos humanos se refere à vedação da própria pessoa de permitir violações a esses direitos. EA proibição do retrocesso representa que os direitos humanos já concretizados e alcançados não podem mais ser suprimidos. CERTO - Enquanto os direitos fundamentais são as disposições que reconhecem e declaram propriamente os direitos inerentes à dignidade de todo ser humano, as garantias são disposições assecuratórias do exercício dos direitos. I. O movimento de proteção a grupos vulneráveis no campo do direito internacional dos direitos humanos justificou a opção pelo princípio da especialidade para solucionar conflitos entre normas de diferentes tratados de direitos humanos, ficando o princípio da primazia da norma mais favorável como regente dos conflitos com normas nacionais. II. O princípio da interpretação pro homine pode ser exemplificado a partir da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos no sentido da impossibilidade de denúncia do reconhecimento de sua jurisdição pelos Estados, diante da ausência de dispositivo expresso que permita tal retirada. III. O princípio da primazia da norma mais favorável ao indivíduo se revela insuficiente para solucionar conflitos entre direitos humanos de indivíduos distintos, que devem coexistir, abrindo espaço para a incidência da análise de proporcionalidade. IV. O princípio da proibição do retrocesso tem aplicação vinculada ao campo dos direitos econômicos, sociais e culturais, diante das peculiaridades de sua forma de cumprimento, não se relacionando aos direitos civis e políticos, os quais se realizam de maneira imediata. Muitos dos princípios nos quais o Direito Internacional dos Direitos Humanos está baseado relacionam-se à necessidade de assegurar que não apenas as violações cessem, mas que a justiça seja feita em relação a ambos, vítimas e perpetradores. Estes princípios incluem o direito a um remédio, à responsabilização, à punição dos autores e ao pagamento de uma indenização apropriada, bem como a medidas que facilitem a reabilitação da vítima. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão I. "Ela é composta de um preâmbulo e 17 artigos referentes ao indivíduo e à Nação". II. "Art.1.º - Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem ter como fundamento a utilidade comum". III. "A Declaração reconhece também a igualdade, especialmente perante a lei e a justiça. Por fim, ela reforça o princípio da separação entre os poderes". IV. "Ela define direitos "naturais e imprescritíveis" como a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão". V. "Art. 11.º - A livre comunicação das idéias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem; todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos dessa liberdade nos termos previstos na lei". Declaração de Direitos (Bill of Rights), 1689, que previu a separação de poderes e o direito de petição. Convenção de Genebra, 1864, que teve relevante destaque no tratamento do direito humanitário. Constituição de Weimar, 1919, que trouxe a igualdade jurídica entre marido e mulher, equiparou os filhos legítimos aos ilegítimos com relação à política social do Estado. Constituição Mexicana, 1917, que expandiu o sistema de educação pública, deu base à reforma agrária e protegeu o trabalhador assalariado. A Declaração de Independência dos Estados Unidos da América de 1776 e a Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 são consideradas de grande relevância para o reconhecimento das garantias e proteção aos direitos humanos. Essas duas Declarações possuíam características em comum: os direitos declarados traziam uma conotação de direito natural. os direitos ainda eram concebidos como privilégios. garantiam o direito à propriedade. os direitos tinham conotação individualista. Assinale a alternativa INCORRETA: Alternativas A A concepção contemporânea dos direitos fundamentais da pessoa humana imbrica a liberdade (direitos civis e políticos),a igualdade (direitos sociais, econômicos e culturais) e a solidariedade (direitos ou interesses metaindividuais) como valores indissociáveis que se complementam entre si, tanto no âmbito internacional como no ordenamento jurídico. B A Convenção de Viena sobre Direitos dos Tratados de 1969 traz o regramento básico no Direito Internacional sobre a interpretação dos tratados, servindo de orientação para os intérpretes. De acordo com a referida Convenção, um tratado deve ser interpretado de boa-fé segundo o sentido comum atribuível aos termos do tratado em seu contexto e à luz de seu objetivo e finalidade. C Embora não haja previsão expressa pela Convenção de Viena no sentido de que será levada em consideração, juntamente com o contexto, qualquer prática seguida posteriormente na aplicação do tratado, pela qual se estabeleça o acordo das partes relativo à sua interpretação, as práticas adotadas têm sido arroladas, pela jurisprudência internacional, como um dos princípios vetores de interpretação dos tratados. Comentários: 3. Serão levados em consideração, juntamente com o contexto: a)qualquer acordo posterior entre as partes relativo à interpretação do tratado ou à aplicação de suas disposições; b)qualquer prática seguida posteriormente na aplicação do tratado, pela qual se estabeleça o acordo das partes relativo à sua interpretação; c)quaisquer regras pertinentes de Direito Internacional aplicáveis às relações entre as partes. D Entre os princípios que regem a interpretação dos Direitos Humanos, podem ser citados os da máxima efetividade e da primazia da norma mais favorável ao indivíduo. Os documentos históricos da Constituição de Weimar (Alemanha) e Tratado de Versalhes marcam a segunda geração dos Direitos Humanos? Os documentos históricos da Constituição de Weimar (Alemanha) e Tratado de Versalhes marcam a segunda geração dos Direitos Humanos. É a partir do período axial que, pela primeira vez na História, o ser humano passa a ser considerado, em sua igualdade essencial, como ser dotado de liberdade e razão, não obstante as múltiplas diferenças de sexo, raça, religião ou costumes sociais. (Comparato) Código de Hamurábi (século XVIII a.C), entre cujas regras é possível encontrar normas, ainda que rudimentares, de proteção aos direitos das pessoas, direitos humanos. O Bill of Rigths foi criado no contexto do fim da Revolução Gloriosa (1688 – 1689), que limitou o poder do rei na Inglaterra, aumentando o poder do Parlamento. Principais características e objetivos: - O poder monárquico ficou submetido ao Legislativo inglês (Parlamento). - Estabeleceu a liberdade de imprensa. - Definiu a estrutura do sistema monárquico parlamentar na Inglaterra, que vigora até os dias de hoje. - Estabeleceu os direitos individuais, principalmente no tocante a garantia da propriedade privada. - Estabeleceu a autonomia do Poder Judiciário, retirando as interferências do rei sobre o sistema jurídico. - Estabeleceu a criação de um exército permanente. - O monarca não poderia mais obter recursos públicos para uso pessoal, sem antes ter a aprovação do Parlamento. - Qualquer lei só poderia ser sancionada com a prévia autorização do Parlamento. - Garantiu a liberdade para o indivíduo portar arma para autodefesa. Existem duas BILL of Rights?Sim: O Bill of Rights do Reino Unido surgiu em 1689. TRATA-SE DE UM DOCUMENTO QUE DECLARA DIREITOS DE LIBERDADES (EXPRESSÃO, POLÍTICA, TOLERÂNCIA RELIGIOSA) O Bill of Rights dos Estados Unidos da América foi inserido somente em 1791 na Constituição americana, sob a forma das 10 emendas constitucionais. Quais são os marcos para os direitos de 2ª Geração? A Constituição Mexicana de 1917 e a Constituição de Weimar de 1919 são marcos da afirmação dos direitos humanos de segunda geração. SÉCULO XVII - o renascimento de ideais republicanos e democráticos, com destaque para o sentimento de liberdade e de resistência a governos absolutistas - criação do habeas corpus - Bill Of Rights I. A Magna Carta (1215) contribuiu para a afirmação de que todo poder político deve ser legalmente limitado. II. O Habeas Corpus Act (1679) criou regras processuais para o habeas corpus e robusteceu a já conhecida garantia. III. Na Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776) percebe-se que a dignidade da pessoa humana exige a existência de condições políticas para sua efetivação. IV. O processo de universalização, sistematização e internacionalização da proteção dos direitos humanos intensificou-se após o término da 2a Guerra Mundial. b) Declaração de Direitos (Bill of Rights), 1689, que previu a separação de poderes e o direito de petição. c) Convenção de Genebra, 1864, que teve relevante destaque no tratamento do direito humanitário. d) Constituição de Weimar, 1919, que trouxe a igualdade jurídica entre marido e mulher, equiparou os filhos legítimos aos ilegítimos com relação à política social do Estado. e) Constituição Mexicana, 1917, que expandiu o sistema de educação pública, deu base à reforma agrária e protegeu o trabalhador assalariado. Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação. a) São universais, o que quer dizer que são aplicados de forma igual e sem discriminação a todas as pessoas. b) Devem ser vistos como de igual importância, sendo igualmente essencial respeitar a dignidade e o valor de cada pessoa. d) São indivisíveis, inter-relacionados e interdependentes, já que é insuficiente respeitar alguns direitos humanos e outros não. Na prática, a violação de um direito vai afetar o respeito por muitos outros. I- Na Constituição Alemã de 1919, um dos marcos na tutela dos direitos sociais, destacam-se a sujeição da propriedade à função social, a possibilidade de socialização das empresas, a proteção ao trabalho e o direito de sindicalização. II- A Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, sintetiza a evolução que vinha ocorrendo de direitos humanos, inscrevendo os direitos de primeira geração, as liberdades públicas, e os de segunda geração, os direitos sociais. III- O direito ao desenvolvimento integra a terceira geração de direitos humanos, a dos direitos de solidariedade, estando previsto na Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento da ONU, como um direito individual e dos povos. IV- O Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos institui para os indivíduos particulares dos Estados que o ratificaram o direito de comunicarem ao Comitê dos Direitos do Homem da ONU, que foram vítima de violação, mas disso resulta apenas uma proteção política, com um parecer do Comitê. I- Promulgado exatamente um século antes da revolução francesa, o Bill of Rights (1689) pôs fim, pela primeira vez, desde o seu surgimento na Europa renascentista, ao regime da monarquia absoluta, no qual todo poder emana do rei e em seu nome é exercido. II- Na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) fixou-se, no campo penal, que não há crime sem lei anterior que o define, nem pena que não seja fixada em lei III- A Carta Política Russa de 1917 foi a primeira a atribuir aos direitos trabalhistas a qualidade de direitos fundamentais, juntamente com as liberdades individuais e os direitos políticos. Entre os direitos previstos na Constituição Francesa de 1791 estão a soberania popular, o sistema de governo representativo, a igualdade de todos perante a lei, a presunção de inocência e o voto censitário. Importante marco para o desenvolvimento futuro dos direitos humanos, foi o projeto de Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, de 1791, proposto por Olympe de Gouges, que reivindicou a igualdade de direitos de gênero. "O período em que os jacobinos, sob a liderança de Maximilien Robespierre, estiveram à frente da revolução ficou conhecido como Terror. O nome faz menção à perseguição dos opositores por meio da Lei dos Suspeitos, que julgava e condenava aqueles considerados traidorescom morte na guilhotina. Estima-se que cerca de 17 mil pessoas tenham sido mortas nesse período em cerca de 14 meses." A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão é um documento culminante da Revolução Francesa que assegurou as liberdades individuais em 1789 , porém, junho de 1793 e julho de 1794, cerca de 16 594 pessoas foram executadas durante o Reinado de Terror na França, sendo 2 639 mortes só em Paris Consideramos estas verdades como autoevidentes, que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes são vida, liberdade e busca da felicidade. Essa frase, de fundamental importância na evolução histórica dos Direitos Humanos, está contida na Declaração de Independência dos Estados Unidos da América de 1776. II. CORRETA. "Art.1.º - Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem ter como fundamento a utilidade comum". III. CORRETA. "A Declaração reconhece também a igualdade, especialmente perante a lei e a justiça. Por fim, ela reforça o princípio da separação entre os poderes". IV. CORRETA. "Ela define direitos "naturais e imprescritíveis" como a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão". Na história, há dois grandes movimentos que foram fundamentais para a base da Declaração dos Direitos Humanos, elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU), criada em 1948. Quais foram esses dois acontecimentos históricos que influenciaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos? A Revolução Francesa (1789) e a Independência dos Estados Unidos (1776). Declaração de Direitos (Bill of Rights), 1689, que previu a separação de poderes e o direito de petição. Convenção de Genebra, 1864, que teve relevante destaque no tratamento do direito humanitário. Constituição de Weimar, 1919, que trouxe a igualdade jurídica entre marido e mulher, equiparou os filhos legítimos aos ilegítimos com relação à política social do Estado. Constituição Mexicana, 1917, que expandiu o sistema de educação pública, deu base à reforma agrária e protegeu o trabalhador assalariado. Atributo da indivisibilidade - Os direitos humanos podem ser de natureza civil, política, econômica, social ou cultural. São todos inerentes à dignidade de toda pessoa humana e, consequentemente, todos eles têm o mesmo valor. A exegese do Direito Internacional dos Direitos Humanos, consagrada pela jurisprudência internacional, tem como epicentro o princípio da interpretação pro homine, que impõe a necessidade de que a interpretação normativa seja feita sempre em prol da proteção dada aos indivíduos. Contra a Escravidão · A abolição da escravidão foi um dos primeiros movimentos internacionais de direitos humanos. Em 1807, o Reino Unido aboliu o comércio de escravos, seguido por outros países ocidentais ao longo do século XIX. · A Declaração de Viena de 1815 condenou o tráfico de escravos, e a Conferência de Bruxelas de 1890 procurou suprimir a escravidão e o comércio de escravos na África. · Esses esforços culminaram em uma série de tratados bilaterais e multilaterais, visando erradicar a escravidão e o comércio de escravos globalmente. Regulação dos Direitos do Trabalhador Assalariado · Com a Revolução Industrial, surgiram novas preocupações sobre as condições de trabalho, particularmente nas fábricas e minas. · Movimentos sindicais e reformas sociais começaram a pressionar por melhores condições de trabalho, horários de trabalho razoáveis, e proteção contra abusos. · Em 1919, a criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) formalizou os esforços internacionais para regular os direitos dos trabalhadores. A OIT estabeleceu convenções que definiram padrões mínimos para condições de trabalho, horas de trabalho, segurança no trabalho e outros direitos laborais B) O universalismo de confluência pode ser definido como uma visão complexa dos direitos e um ponto de chegada, após um processo conflitivo e de diálogo, e não um ponto de partida. O universalismo de confluência reconhece que a ideia de direitos universais pode ser alcançada através de um processo de diálogo e interação entre diferentes culturas, sendo UM PONTO DE CHEGADA, NÃO DE PARTIDA. Nas palavras de Joaquín Herrera Flores: “nossa visão complexa dos direitos baseia-se em uma racionalidade de resistência. Uma racionalidade que não nega que é possível chegar a uma síntese universal das diferentes opções relativas a direitos. (...) O que negamos é considerar o universal como um ponto de partida ou um campo de desencontros. Ao universal há que se chegar - universalismo de chegada ou de confluência - depois (não antes de) um processo conflitivo, discursivo de diálogo (...). Falamos de entrecruzamento e não de uma mera superposição de propostas” A concepção contemporânea dos direitos fundamentais da pessoa humana imbrica a liberdade (direitos civis e políticos), a igualdade (direitos sociais, econômicos e culturais) e a solidariedade (direitos ou interesses metaindividuais) como valores indissociáveis que se complementam entre si, tanto no âmbito internacional como no ordenamento jurídico. A Convenção de Viena sobre Direitos dos Tratados de 1969 traz o regramento básico no Direito Internacional sobre a interpretação dos tratados, servindo de orientação para os intérpretes. De acordo com a referida Convenção, um tratado deve ser interpretado de boa-fé segundo o sentido comum atribuível aos termos do tratado em seu contexto e à luz de seu objetivo e finalidade. Convenção de Viena de 1969. Seção 3 Interpretação dos Tratados. Artigo 31 Regra Geral de Interpretação: 1. Um tratado deve ser interpretado de boa fé segundo o sentido comum atribuível aos termos do tratado em seu contexto e à luz de seu objetivo e finalidade. (além disso, a Convenção preceitua que todo tratado em vigor obriga as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé, em aplicação ao princípio do "pacta sunt servanda"). Princípio da Máxima Efetividade: José Afonso da Silva, explicando as diferenças entre efetividade e eficácia, brilhantemente, ensina que: “uma norma pode ter eficácia jurídica sem ser socialmente eficaz, isto é, pode gerar efeitos jurídicos, como, por exemplo, o de revogar normas anteriores, e não ser efetivamente cumprida no plano social.” Assim, devemos entender o princípio da máxima efetividade da Constituição como aquele que “a uma norma constitucional deve ser atribuído o sentido que maior eficácia lhe dê". É um princípio operativo em relação a todas e quaisquer normas constitucionais. (PGE.SP Teses. Enio Moraes da Silva). Primazia da Norma Mais Favorável ao Indivíduo: "indica que, diante de conflitos normativos, deve ser buscada sempre a solução que mais favoreça a proteção ao indivíduo." (Portela, 2016, p. 997). ERRADO "Embora não haja previsão expressa pela Convenção de Viena no sentido de que será levada em consideração, juntamente com o contexto, qualquer prática seguida posteriormente na aplicação do tratado, pela qual se estabeleça o acordo das partes relativo à sua interpretação, as práticas adotadas têm sido arroladas, pela jurisprudência internacional, como um dos princípios vetores de interpretação dos tratados." 3. Serão levados em consideração, juntamente com o contexto: a)qualquer acordo posterior entre as partes relativo à interpretação do tratado ou à aplicação de suas disposições; b)qualquer prática seguida posteriormente na aplicação do tratado, pela qual se estabeleça o acordo das partes relativo à sua interpretação; c)quaisquer regras pertinentes de Direito Internacional aplicáveis às relações entre as partes. I. A Magna Carta (1215) contribuiu para a afirmação de que todo poder político deve ser legalmente limitado. II. O Habeas Corpus Act (1679) criou regras processuais para o habeas corpus e robusteceu a já conhecida garantia. III. Na Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776) percebe-se que a dignidade da pessoa humana exige a existência de condições políticas para sua efetivação. IV. O processo de universalização,sistematização e internacionalização da proteção dos direitos humanos intensificou-se após o término da 2ª Guerra Mundial. Conceitualmente, os direitos humanos são os direitos protegidos pela ordem internacional contra as violações e arbitrariedades que um Estado possa cometer às pessoas sujeitas à sua jurisdição. Por sua vez, os direitos fundamentais são afetos à proteção interna dos direitos dos cidadãos, os quais encontram-se positivados nos textos constitucionais contemporâneos. “Os direitos humanos podem ser exercidos simultaneamente e encontram limites nos outros direitos igualmente consagrados na Constituição. Assim, pode ocorrer um conflito entre direitos e nesse caso é preciso uma solução coerente que harmonize ambos os direitos.” Esse conceito representa a seguinte característica dos Direitos Huma- nos: Relatividade. Comparando-se a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (França, 1789) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948), pode-se afirmar que ambas reconhecem a liberdade e a igualdade inerentes ao ser humano. A evidenciação de direitos sociais, culturais e econômicos, correspondendo aos direitos de igualdade, sob o prisma substancial, real e material, e não meramente formal, mostra-se marcante nos documentos pertencentes ao que se convencionou classificar como segunda dimensão dos direitos humanos. PRINCÍPIO PRO HOMINE O princípio pro homine deve ser observado na escolha da norma a ser utilizada quando houver conflito entre os diferentes sistemas e na interpretação sempre visando a maior proteção ao indivíduo e a defesa da dignidade da pessoa humana. Portanto, prevalece sempre a norma mais benéfica ao indivíduo, titular do direito. PRO HOMINE - FGV - deve prevalecer a interpretação que favoreça a norma mais próxima à garantia dos direitos humanos. - **A** está incorreta, pois o sistema é composto pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, e não por uma "Corte internacional de direitos humanos". - **B** está incorreta, porque embora o Brasil tenha assinado a Convenção Americana sobre Direitos Humanos em 1969, ele não aderiu "sem reservas". A aceitação plena da competência da Corte Interamericana pelo Brasil ocorreu apenas em 1998. - **C** está correta, pois uma das funções da Comissão Interamericana de Direitos Humanos é estimular a consciência dos direitos humanos nos povos da América. - **D** está incorreta, pois não apenas cidadãos brasileiros podem apresentar petições à Comissão, mas qualquer pessoa, grupo ou entidade legalmente reconhecida em um Estado-membro. - **E** está incorreta, pois a Corte Interamericana é composta por **sete juízes**, e não onze. Além disso, eles são eleitos, e não sorteados. ↳ PRECEDENTES (MARCOS HISTÓRICOS) A INTERNACIONALIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS: 1°) Direito Humanitário (Convenção de Genebra; Cruz Vermelha): é o direito que se aplica conflitos armados, direito de guerra, se estabelece nas situações de conflitos internacionais. 2°) Liga da Nações (ou Sociedade das Nações): criada após a 1ª Guerra Mundial, flexibilizou a autonomia dos Estados para que se pudesse promover a cooperação, a paz e a segurança internacional, respeitando-se os direitos humanos. Antecedeu a ONU, com a finalidade de impedir a eclosão de outros conflitos armados no plano internacional. Teve como objetivo a de criar o altruísmo, ou seja, buscou proteger direitos humanos para além do domínio dos Estados. 3°) Organização Internacional do Trabalho (OIT): criada em capítulo do Tratado de Versailles, com o fim de colocar standards mínimos de proteção ao trabalho no mundo. PASSIVO (SUJEITO - SUBJECTIONIS) O homem está sujeito ao ESTADO ABSOLUTISTA. Em troca, recebe proteção. DEVERES POSITIVO (PRESTADOR - CIVITATIS) O estado tem o dever de prestar à civilização certos direitos e serviços. Segunda dimensão ATIVO (CIDADANIA ATIVA - ACTIVUS) O cidadão pode participar ativamente na vida política do seu país. Primeira dimensão NEGATIVO (LIBERDADE - LIBERTATIS) O homem possui o direito de ser livre. O estado não pode interferir nesse direito. O estado é um vigilante noturno (Night Watcher) image2.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image1.png image3.jpg image4.jpg image5.png image6.jpg