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ANÁLISE DE EXAMES 1 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 2 SUMÁRIO NOSSA HISTÓRIA ..........................................................................................................1 ANÁLISE DE EXAMES ..................................................................................................5 TIPOS DE EXAMES DE LABORATÓRIO ....................................................................5 Exames de Sangue .............................................................................................................5 Hemograma .......................................................................................................................6 Exame de Colesterol ..........................................................................................................6 Exame da Glicose ..............................................................................................................7 Exame PCR........................................................................................................................7 Creatinina e Ureia ..............................................................................................................7 Albumina ...........................................................................................................................8 Fósforo, Cálcio, Sódio e Potássio ......................................................................................8 T4 livre e TSH ...................................................................................................................8 Ácido Úrico .......................................................................................................................8 Exames Comuns em Análises Clínicas .............................................................................8 Urina Tipo 1 (EAS) ...........................................................................................................9 Exame de Fezes .................................................................................................................9 EXAMES LABORATORIAIS........................................................................................12 INTERPRETAÇÃO DE EXAMES PARA DIAGNÓSTICOS SEGUROS ...................12 ACETONA ......................................................................................................................12 ACIDO LÁTICO – LACTATO ......................................................................................12 ACIDO ÚRICO NO SANGUE .......................................................................................13 • AMILASE NA URINA.................................................................................................17 3 AMILASE NO SANGUE ...............................................................................................18 AMNIOCENTESE E ANÁLISE DO LÍQUIDO AMNIÓTICO ....................................19 • ANÁLISE DE GASES ARTERIAIS ............................................................................21 ANÁLISE DE LÍQUIDO SINOVIAL ............................................................................22 ANTICORPOS ANTIÁCIDO DESOXIRRIBONUCLEICO .........................................25 ANTICORPOS ANTITIREOIDEANOS ........................................................................25 ANTIESTREPTOLISINA O ...........................................................................................26 AUDIOMETRIA .............................................................................................................27 BILIRRUBINA NA URINA ...........................................................................................28 BILIRRUBINA NO SANGUE .......................................................................................29 CLEARANCE DE URÉIA..............................................................................................31 COLESTEROL TOTAL..................................................................................................31 COMPLEMENTO SÉRICO............................................................................................33 CORTISOL PLASMÁTICO ...........................................................................................34 CREATININA NO SANGUE .........................................................................................34 CULTURA BACTERIOLÓGICA DO SANGUE (HEMOCULTURA) ........................36 DESIDROGENASE LÁTICA (LDH).............................................................................37 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA HEPATITE (CÓDIGOS AMB:....................38 HEPATITE C - GENOTIPAGEM 40314111) ................................................................38 DOSAGEM DE GLICOSE .............................................................................................40 EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES ....................................................................45 FATOR ANTINÚCLEO (FAN)......................................................................................45 FATOR REUMATÓIDE (FR) ........................................................................................47 FERRITINA NO SANGUE ............................................................................................48 FOSFATASE ÁCIDA .....................................................................................................49 FOSFATASE ALCALINA .............................................................................................50 FOSFATOS NO SANGUE .............................................................................................51 4 GAMA-GLUTAMIL TRANSFERASE – GGT..............................................................52 HEMOGRAMA...............................................................................................................53 HEMOSSEDIMENTAÇÃO............................................................................................57 HIV - AIDS .....................................................................................................................57 HORMÔNIO DE CRESCIMENTO, NO SANGUE.......................................................59 HORMÔNIO LUTEINIZANTE NO PLASMA .............................................................60 HORMÔNIO PARATIREOIDEANO NO SANGUE ....................................................61 HPV – CAPTURA HÍBRIDA .........................................................................................61 GAMA-GLUTAMIL TRANSFERASE – GGT..............................................................63 PROVA DE LISE ÁCIDA EM SORO ACIDIFICADO.................................................65 Teste de gravidez .............................................................................................................66e durante a gravidez; se você for diabético, até mais de uma vez ao dia para monitorar o nível de glicose no sangue. Como o exame é feito? Uma pequena amostra de sangue é retirada de uma veia no braço, ou para o autoexame, pode-se coletar uma gota de sangue através de uma picada na pele. É recomendado que os indivíduos estejam em jejum para realizar o teste. Para que o exame é solicitado por seu médico? O exame de dosagem da glicose sanguínea é solicitado para avaliar a quantidade de glicose que está circulando no sangue naquele momento. É utilizado para detectar hiperglicemia e hipoglicemia e ajudar a diagnosticar o diabetes. A glicemia pode ser medida em jejum (quando o sangue é coletado 8 a 10 horas após a última refeição), aleatória (em qualquer momento do dia), pós- prandial (após uma refeição) e/ou como parte de um teste oral de tolerância à glicose. O teste de tolerância à glicose é composto por uma série de exames para avaliar a glicose no sangue em diferentes momentos. Primeiro coleta-se uma amostra de sangue para glicemia de jejum, então o paciente bebe uma quantidade padrão de uma solução de glicose. Após isso, a coleta de sangue é executada mais algumas vezes, em intervalos de tempo específicos para avaliar as variações da glicemia ao longo do tempo. Este exame pode ser requisitado para auxiliar no diagnóstico do diabetes, ou como exame para acompanhamento da glicose sanguínea elevada. A maioria das mulheres grávida é investigada para a ocorrência de diabetes gestacional, uma forma provisória de hiperglicemia, entre a 24ª e 28ª semana de gravidez. Utiliza-se uma versão do teste de tolerância à glicose: uma sobrecarga de glicose é dada a gestante para que ela beba, e a glicemia é medida após uma hora. Se os valores encontrados forem maiores do que 43 aqueles estabelecidos para o diagnóstico de diabetes em pessoas não grávidas, considera-se que esta mulher está com diabetes gestacional. Nos casos em que a glicemia, 1 hora após a ingestão de uma sobrecarga oral de glicose, estiver acima do valor de referência, um teste de tolerância mais longo deve ser realizado para esclarecimento do caso. Os pacientes diabéticos devem monitorar seus próprios níveis de glicose sanguínea, em alguns casos, diversas vezes ao dia, para determinar quais os valores da glicemia e assim, avaliar qual a medicação oral ou insulina serão necessários. Isto é realizado, geralmente, colocando-se uma gota de sangue em uma tira padrão e introduzindo-a em uma pequena máquina, que fará a leitura digital da glicemia daquele paciente. Quando é solicitado o exame? Avaliar o nível de glicose no sangue é importante para triar os indivíduos saudáveis, os indivíduos diabéticos assintomáticos e os pré-diabéticos. Já que o diabetes é uma doença comum, que inicia com poucos sintomas. A avaliação da glicemia pode ocorrer durante campanhas de saúde pública ou como parte do programa de saúde das próprias empresas. Pode ser solicitada também durante uma consulta médica de rotina. A investigação é especialmente importante para pessoas com alto risco de desenvolver diabetes: com história de diabetes na família, acima do peso e com mais de 40 anos. O exame de glicemia também pode ser requisitado para ajudar no diagnóstico do diabetes, quando alguém tem sintomas de hiperglicemia, como: aumento da sede; aumento da quantidade de urina; cansaço; visão borrada; feridas de cicatrização lenta. Ou quando a pessoa apresenta sintomas de hipoglicemia, tais como sudorese; fome; tremores; ansiedade; confusão mental; visão borrada. O exame da glicemia é feito também em ambientes de emergência para determinar se o nível de glicose no sangue está baixo ou elevado, podendo contribuir para sintomas como desmaios ou inconsciência. Muitos médicos orientam seus pacientes diabéticos para auto avaliar o nível de glicose, uma ou várias vezes ao dia, monitorando desta forma as variações diárias da glicemia e facilitando assim, a escolha do melhor tratamento. As mulheres grávidas são geralmente avaliadas para o diabetes gestacional, em um período mais adiantado da gravidez, a menos que tenham 44 sintomas precoces ou já tenham história prévia de diabetes gestacional. Quando uma mulher é diagnosticada com diabetes gestacional, seu médico irá requisitar, geralmente, níveis de glicemia até o final da gravidez e após o parto para monitorar sua condição. O que é hipoglicemia? A hipoglicemia é caracterizada por uma queda na glicemia a um nível onde primeiramente causa sintomas no sistema nervoso (suor, palpitação, fome, tremores e ansiedade), depois começa a afetar o cérebro (causando confusão mental, alucinações, visão borrada, levando às vezes ao coma e à morte). Um diagnóstico real de hipoglicemia necessita de preencher a "tríade de Whipple". Estes três critérios incluem: Níveis baixos de glicose documentados (menos de 40 mg/dl ou 2.2 mmol/L) testados frequentemente junto com níveis de insulina e às vezes com os níveis de peptídeo-C Sintomas de hipoglicemia Reversão dos sintomas quando a taxa de glicose no sangue retorna ao nível normal. O que significam os resultados dos exames? Níveis elevados de glicose indicam, mais frequentemente, diabetes, mas muitas outras doenças e circunstâncias podem também causar a elevação da glicemia. As informações a seguir resumem o que significam os resultados dos testes (baseadas nas recomendações da Associação Americana de Diabetes). Glicemia de jejum: De 60 a 109 mg/dl (3.9 a 5.5 mmol/L) - Normal De 100 a 125 mg/dl (5.6 a 6.9 mmol/L) - Tolerância à glicose diminuída (pré-diabetes) Acima de 126 mg/dl (7.0 mmol/L) em mais de um teste - Diabetes Melitus Teste de Tolerância Oral à Glicose (exceto grávidas) (2 horas após 75g de glicose oral) Menor que 140 mg/dl (7.8 mmol/L) – Glicose de jejum alterada De 140 a 200 mg/dl (7.8 a 1.1 mmol/L) - Tolerância à glicose diminuída. Acima de 200 mg/dl (1.1 mmol/L) em mais de um teste, em diferentes ocasiões - Diabetes Melitus. Triagem para Diabetes Gestacional: Teste de sobrecarga de glicose (1 hora após 50g de glicose oral) Menor que 140* mg/dl (7.8 mmol/L) - Tolerância normal à glicose Maior ou igual a 140* mg/dl (7.8 mmol/L) – Anormal 45 * Alguns trabalhos utilizam o corte >130 mg/dl (7.2 mmol/L) porque assim identificam 90% das mulheres com diabetes gestacional, comparado com 80% de identificação quando utilizado o limiar de >140 mg/dl (7.8 mmol/L). Diagnóstico de Diabetes Gestacional (100g de glicose oral) 1 hora após a sobrecarga de glicose*magnésio bismuto antidiarreicos FATOR ANTINÚCLEO (FAN) (CÓDIGO AMB: 4.03.06.85-2) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. Tempo gasto para o procedimento: 5 a 10 minutos. 46 Finalidade: avaliar o sistema imunológico e os anticorpos antinucleares. Outras provas são necessárias para confirmar o diagnóstico. Usado para descartar o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Preparação prévia: não é necessária. Descrição do exame: realizado por imunofluorescência e microscopia com luz ultravioleta. Resultados: Valores normais: negativos, quando se obtém títulos de 1:32 ou menores. A ausência de FAN descarta LES. Valores positivos, porém baixos, podem indicar: Doença viral. Doença hepática. Doença vascular do colágeno. Doença auto-imune. Tempo necessário para obter o resultado do exame: 4 a 5 dias. Confiabilidade do exame: boa. Não é específica para nenhuma doença, porém sua presença coincide com a de diversas doenças autoimunes. Drogas que podem alterar os resultados: • Acetazolamida • Ácido aminosalicílico (PAS) • Clorpromazina • Clorotiazida • Clofibrato • Etosoxemida • Sais de ouro • Griseofulvina • Hidralazina • Isoniazida • Mefentoina • Metildopa • Anticoncepcionais orais • Acido para-amino-salicílico • Penicilina • Fenilbutazona • Fenitoina • Primidona • Procainamida • Propiltiouracil 47 • Quinidina • Reserpina • Estreptomicina • Sulfonamidas • Tetraciclinas • Tiouracil • Trimetadiona FATOR REUMATÓIDE (FR) (CÓDIGO AMB: 4.03.06.86-0) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE Tempo gasto para a obtenção do material: 5 a 10 minutos. Finalidade: detectar a presença no sangue do fator reumatoide (um auto- anticorpo da classe IgM) e confirmar o diagnóstico de artrite reumatoide. O FR é positivo em 5 a 10% da população saudável e em 25% dos indivíduos maiores de 70 anos. Está presente em 10 a 40% dos portadores de infecções crônicas (sífilis, lepra, tuberculose, malaria, doença hepática crônica, etc). O FR é negativo em 1/3 dos pacientes com Artrite reumatoide. Preparação previa: não é necessária. Resultados: Valores normais: títulos menores de 1:20 (negativo) Valores aumentados podem indicar: Artrite reumatoide, Lúpus eritematoso sistêmico, Hepatopatia crônica, Pneumopatia crônica, Endocardite subaguda, Sarcoidose, Sífilis, Tuberculose, Mononucleose infecciosa, Esclerodermia, Polimiosite. Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. O resultado é obtido através de uma prova de aglutinação de glóbulos vermelhos de carneiro, ou através de uma prova de fixação de partículas de látex. Especificidade regular: Aproximadamente 25 % dos pacientes, com artrite reumatoide, apresentam resultados negativos. Confiabilidade dos resultados: boa. Medicamentos e fatores que podem alterar os resultados: Corticóides Lípides aumentados no sangue Crioglobulinas 48 FERRITINA NO SANGUE (CÓDIGO AMB: 4.07.12.27-3) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE OBTIDO DA VEIA DO BRAÇO. Tempo gasto para a obtenção do material: 5 minutos. Finalidade: descartar a deficiência e sobrecarga de ferro. Dosar a reserva de ferro. Diagnóstico diferencial entre deficiência de ferro e inflamação crônica. Preparação prévia: não é necessária. Deve-se informar ao médico, caso tenha recebido recentemente transfusão sanguínea recente. Resultados: Valores normais: Homem 20 a 300 ng / ml Mulher: 20 a120 ng/ ml. Crianças de 6 meses a 15 anos: 7 a 140 ng/ ml Bebês de até 1 mês: 200 a 600 ng/ ml Recém-nascido: 25 a 200 ng/ml. Valores aumentados indicam: Anemia hemolítica crônica; Doença renal crônica; Infecção aguda ou crônica ou inflamação. Também está aumentada na doença de Hodgkin; sobrecarga de ferro; leucemia; doença hepática. Valores baixos podem indicar: deficiência de ferro. Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. O exame é realizado por radioimunoensaio. Confiabilidade dos resultados: boa Material a ser analisado: coleta de sangue venoso para determinação dos níveis de ferro sérico. Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: detectar alterações da concentração corporal de ferro. Preparação previa: jejum prévio de 8h, evitar consumir suplementos e alimentos ricos em ferro na véspera do exame. Valores normais: 50 à 150 microg/dL. Valores elevados: podem ocorrer em estados de intoxicação aguda por ferro elementar (1 comprimido de 200 mg de sulfato ferroso contém 60 mg de ferro elementar; intoxicações agudas graves podem ocorrer após a ingestão de mais de 30 mg de ferro elementar por kg de peso), hemocromatose, hemólise, anemias hemolíticas, hemossiderose, necrose hepática, hepatite, eritropoiese ineficiente e intoxicação por chumbo. 49 Valores diminuídos: podem decorrer de perda crônica de sangue gastrointestinal, sangramento menstrual abundante crônico, absorção inadequada de ferro, ingestão inadequada de ferro, anemia por deficiência de ferro, nefrose, gestação (tardia). Tempo requerido para obter os resultados: 20 a 30 minutos. Segurança dos resultados: boa. Drogas que podem alterar os resultados: suplementos de ferro. FOSFATASE ÁCIDA (CÓDIGO AMB: 4.03.01.87-7) É A DOSAGEM DE UMA ENZIMA NO SANGUE. Material a ser analisado: sangue obtido da veia do braço. Tempo gasto para a obtenção do material: 5 a 10 minutos. Finalidade: O exame é realizado no caso de suspeita do câncer de próstata, juntamente com os exames clínicos. Também é usado para monitorar a resposta a terapêutica do câncer de próstata. Quando o tratamento demonstra êxito, existe uma queda das dosagens. Preparação prévia: O exame não pode ser efetuado se, nas 48 horas que o antecedem, realizou-se um exame retal. Dieta: jejum nas 12 horas que antecedem o exame. Resultados: Os valores normais dependem do método utilizado. As provas são efetuadas por métodos químicos quantitativos, os valores normais variam de 0 a 1,1 unidades por ml no método Bodanske; de 1 a 4 unidades por ml no método King Armstrong; e 0,13 a 0,63 unidades por ml no método de Bessee-Lowerre- Brock. Valores elevados podem indicar: Disseminação do tumor para fora da cápsula prostática, infarto prostático, Doença de Paget, Doença de Gaucher. Drogas que podem alterar os resultados: Clorofibratos Fluoretos Fosfatos. Outros fatores que podem alterar os resultados: Massagem prostática recente. Cateterismo Exame retal recente. 50 FOSFATASE ALCALINA (CÓDIGO AMB: 4.03.01.8-5) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE OBTIDO POR PUNÇÃO DA VEIA DO BRAÇO. Objetivo do exame: Diagnóstico de doenças ósseas, nas quais há diminuição ou aumento da atividade das células ósseas. Também é utilizado no diagnóstico de patologias hepáticas, como por exemplo, a icterícia obstrutiva. A fosfatase alcalina é uma enzima produzida em vários órgãos, incluindo ossos, fígado e intestinos, e é encontrada normalmente no sangue de pessoas sadias. As concentrações de fosfatase alcalina podem aumentar sempre que aumente a atividade das células ósseas (por exemplo, durante o período de crescimento ou depois de uma fratura) ou como resultado de doenças ósseas, que incluem a osteomalacia, o câncer ósseo, e a doença de Paget. Confiabilidade da prova: boa. Valores normais: 1,5 a 4 unidades Bodanske 3 a 13 unidades King Armstrong 1 a 2,5 unidades Bessee Valores diminuídos: no hipotireoidismo, escorbuto, cretinismo, acondroplasia. Valores aumentados: Doenças renais (raquitismo renal), doenças metabólicas ósseas (fraturas em fase de consolidação), doenças ósseas (carcinoma metastásico ósseo, sarcoma, mieloma, doença de Paget), doenças hepáticas (obstrução biliar, colangite, cirrose portal), septicemia, colite ulcerosa, tireotoxicose, hiperparatireoidismo, má absorção (déficit de vitamina D), infarto agudo do miocárdio, infartopulmonar, infarto renal. Situações que podem alterar os resultados: A fosfatase alcalina aumenta durante o uso dos seguintes medicamentos: Vitamina D Acetaminofen Cefotaxime Fluorceina Magnésio Alopurinol ácido amino salicílico 51 andrógenos anticonvulsivantes barbitúricos bromocriptina captopril carbamazepina cefalosporina ciclosporina eritromicina gentamicina tetraciclina Uso de heroína Situações como a gravidez, câncer de pulmão ou de mama, mesmo sem metástase óssea, alcoolismo crônico, falta de jejum adequado ou ingestão de alimentos muito gordurosos, fase de crescimento, menopausa, gravidez, obesidade e hemólise. Valores diminuídos são encontrados devido à: administração de anticoncepcionais orais, 17-b -estradiol, etinilestradiol, prednisona, b - propiolactona, tamoxifeno. FOSFATOS NO SANGUE (CÓDIGO AMB (ANTIGO): 28.01.08.92) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE OBTIDO DA VEIA DO BRAÇO. Tempo gasto para a obtenção do material: 5 a 10 minutos. Finalidade: Diagnóstico de alterações do balanço hidroeletrolítico e diagnóstico de doenças renais. Detecção de patologias endócrinas. Detecção de transtornos do metabolismo do cálcio. Detecção de patologias ósseas. Preparação prévia: não é necessária. Resultados: Valores normais: 2.5 a 4.5 mg/dl determinado por absorção atômica; 1.8 a 2.6 mEq/litro determinado por análise química quantitativa. Em crianças em idade de crescimento: 7mg/dl a 4.1 mEq/litro. Valores aumentados: Podem resultar de alteração do metabolismo ósseo, causado por depósitos de fosfato de cálcio. 52 Quando os valores são altos, podem ser o resultado de um quadro de acidose, que ocorre na cetoacidose diabética. Acromegalia. Doenças ósseas. Consolidação óssea em pacientes que sofreram fraturas. Hipoparatireoidismo. Obstrução intestinal. Insuficiência renal Valores baixos ou diminuídos: Hiperparatireoidismo. Síndrome de má absorção. Má nutrição. Acidose tubular renal. Tratamento da cetoacidose diabética. Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. Os resultados são obtidos por análise química quantitativa ou por absorção atômica. Medicamentos que podem alterar os resultados: Acetazolamida, esteróides anabólicos, antiácidos com capacidade de se unir a fosfatos, uso de soros glicosados endovenosos, de forma prolongada, uso de adrenalina, insulina, hormônios masculinos, vitamina D (em quantidades excessivas). Outros fatores que podem alterar os resultados: Deficiência de vitamina-D Vômitos e diarreia A dosagem sanguínea de fosfato deve ser sempre acompanhada, da dosagem sanguínea do cálcio, para comparar os resultados. GAMA-GLUTAMIL TRANSFERASE – GGT (CÓDIGO DA AMB 4.03.01.9-0) O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de gamaglutamil transferase (GGT). Para que serve: auxilia no diagnóstico de colestase hepatobiliar e consumo de álcool. Pode se encontrar em valores elevados no câncer de fígado. A GGT aumentada permite detectar o envolvimento hepático nas infecções, como citomegalovirose, mononucleose infecciosa, e também nas pancreatites e colecistites agudas. Valor de referência: Valores aumentados: ocorrem em hepatites, cirrose hepática, tumores hepáticos e uso de drogas hepatotóxicas. Algumas drogas podem elevar os 53 níveis de GGT incluem fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, ácido valpróico (anticonvulsivantes) e anticoncepcionais Valores diminuídos: algumas drogas podem reduzir os níveis de GGT, como azatioprina, clofibrato, estrógenos e metronidazol. Instruções para a realização do exame: informar medicamentos em uso. Material a ser analisado: coleta de sangue venoso (deve-se tomar todo o cuidado necessário para eliminar resíduos de ar dentro do material colhido; toda e qualquer bolha deve ser removida da amostra imediatamente). No caso de transporte do material até o local de leitura, o mesmo deve ser transportado a 2- 8ºC, realizando-se a leitura dentro de – no máximo – 15 minutos. Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: determinar a presença ou não de distúrbios ácido-básicos e do estado de perfusão tecidual. Preparação previa: nenhuma. Valores elevados: podem ocorrer em estados de alcalose, incluindo aqueles decorrentes da perda de ácido do fluido extracelular pela urina ou fezes, perda de conteúdo ácido do suco gástrico devido a vômitos, administração excessiva de bicarbonato e tratamento excessivo com diurético, entre outros. Valores diminuídos: podem ocorrer em estados de má-oxigenação, exposição a altos níveis de gás carbônico e estados metabólicos de acidose, tais como hipocalemia, sobrecarga de volume, hiperosmolaridade, perda de minerais (cálcio e fosfato pela diurese), acidose paradoxal do SNC, superposição de uma alcalose metabólica devido à participação da reserva alcalina (isso ocorre com mais frequência nas acidoses com AG aumentado), hipóxia tecidual e catabolismo, entre outros. Tempo requerido para obter os resultados: 5 a 10 minutos. Segurança dos resultados: boa. HEMOGRAMA (HEMOGRAMA COM CONTAGEM DE PLAQUETAS E FRAÇÕES - ERITRÓCITOS, LEUCÓCITOS E PLAQUETAS - CÓDIGO AMB: 4.03.04.36-1) 54 O hemograma é um exame que analisa as variações quantitativas e morfológicas dos elementos figurados do sangue, para auxiliar o médico na formulação de uma hipótese diagnóstica. Segundo os hematologistas, não há como quantificar as informações que um hemograma pode oferecer ao médico. O importante a salientar é a análise que o mesmo pode proceder dos elementos do sangue. A série vermelha é constituída pelas hemácias e a sua análise quantitativa permite a observação dos quadros de anemias e das policitemias, que em conjunto com os índices a ela relacionados, trazem ao médico várias orientações importantes para as complementações propedêuticas. Na análise qualitativa das hemácias, sua morfologia, por vezes, é suficiente para confirmar alguma hipótese diagnóstica, como nos casos de drepanocitose ou anemia falciforme, além de ressaltar vários cuidados importantes na condução do determinado quadro clínico, como por exemplo, o encontro de hemácias fragmentadas em hipótese de comprometimento da micro-circulação. Importância A análise frequente dos leucócitos permite a confirmação de uma orientação proposta, de acordo com os dados achados no exame clínico. Um dos exemplos que mais frequentemente poderíamos utilizar seria a análise do leucograma associado a um quadro de suspeita de apendicite. Associados a outros exames laboratoriais e ultra-sonográficos, pode permitir a decisão do correto tratamento e resolução final para o caso. A acurada análise morfológica dos leucócitos, de realização muitas vezes difícil, devido às múltiplas variações que podem sofrer serve para definir o divisor, entre uma simples virose ou uma infecção bacteriana. As plaquetas completam os elementos figurados do sangue. Na maioria dos casos, as alterações quantitativas permitem identificar patologias hemorrágicas, como por exemplo, as púrpuras, e por vezes orientar ao clínico uma pesquisa de outras patologias, relacionadas à imunidade, que apresentam como manifestação primária, a diminuição de número desses elementos. A análise qualitativa, muitas vezes negligenciada, talvez pela dificuldade em realizá-la, orienta para hipótese de patologias primárias das plaquetas. Como síntese, a avaliação de um hemograma, pode ser o ponto inicial de uma 55 formulação diagnóstica, e sua importância se relaciona a facilidade de sua realização e a análise pormenorizada de suas variantes. O que compõe um hemograma? Com apenas uma pequena amostra de sangue, obtida por punção venosa ou arterial, coletada em recipiente com um anticoagulante específico (EDTA), pode-se obter os seguintes parâmetros com o hemograma: - A sérievermelha ou eritrocitária que é constituída pelos glóbulos vermelhos ou hemácias. Dentro desta série são avaliados os números de hemácias e a concentração de hemoglobina. - O hematócrito, que é a porcentagem da massa do eritrócito em relação ao volume sanguíneo. De posse desses dados, ele informa que são calculados os índices hematimétricos. A chamada série branca ou leucocitária é constituída pelos glóbulos brancos ou leucócitos. Dentro desta série acontece a avaliação do número de leucócitos, além disso, é feita a diferenciação celular. - Na série plaquetária é avaliado ainda o número de plaquetas, como também, a sua morfologia. Série Branca ou leucocitária: Uma contagem elevada de leucócitos (leucocitose), com frequência assinala uma infecção, como, por exemplo, um abscesso, meningite, apendicite ou amigdalite. Uma contagem alta de leucócitos pode também resultar de leucemia e necrose tecidual devido às queimaduras, infarto do miocárdio ou gangrena. Uma contagem diminuída de leucócitos (leucopenia) indica depressão da medula óssea, que pode resultar de infecções virais ou de reações tóxicas, como, por exemplo, as que acompanham o tratamento com antineoplásicos, ingestão de mercúrio ou outros metais pesados, ou exposição ao benzeno ou arsênicos. A leucopenia caracteristicamente acompanha a gripe, febre tifoide, sarampo, hepatite infecciosa, mononucleose e rubéola. Além da contagem total de leucócitos, deve ser realizada a contagem diferencial, que irá definir patologias especificas e determinar muitas vezes a gravidade da infecção.De forma a assegurar um diagnóstico preciso, os resultados de testes diferenciais devem ser interpretados em relação à contagem de glóbulos brancos totais (4.0 56 a 10.0/ml). Para adultos, os valores absolutos e porcentagens normais incluem o seguinte: Para crianças, os valores absolutos e porcentagens normais podem diferir. Série vermelha ou eritrocitária: Para cada um dos itens avaliados, existem valores de referência. Por exemplo, em uma pessoa adulta, estes valores variam entre o sexo feminino e masculino e os valores destes índices são padrões normalmente estabelecidos e padronizados. Por exemplo, os valores de referência em adultos, no caso do homem para as hemácias em milhões/mm3 varia de 4,10 a 5,70 e na mulher, este número varia entre 4,0 até 5,20. Nas Crianças varia de 3,8 a 5,5 milhões de hemácias/ml de sangue venoso e nos bebês a termo de 4,4 a 5,8 milhões de hemácias/ml de sangue capilar ao nascimento, diminuindo para 3,8 milhões de hemácias/ml na idade de 2 meses, e aumentando lentamente daí em diante. Um outro exemplo é a análise da hemoglobina em g/dl. As concentrações de Hb variam, dependendo do tipo de amostra retirada (amostras de sangue capilar para bebês e amostras de sangue venoso para todos os demais) e da idade e sexo do paciente, da seguinte maneira: Recém-nascidos: 14 a 20 g/dl 1 semana de idade: 15 a 23 g/dl 6 meses de idade: 1 a 14 g/dl Crianças de 6 meses a 18 anos: 12 a 16 g/dl Homens: 14 a 18 g/dl Mulheres: 12 a 16 g/dl. Tecido sanguíneo O sangue é um tecido líquido que veicula os elementos indispensáveis à vida. No corpo humano circulam cerca de 5 litros de sangue. As células sanguíneas formam-se principalmente na medula óssea, sobretudo nos ossos chatos e extremidades dos ossos longos. O sangue humano é composto pelo plasma em 5%, sendo 2% de leucócitos e plaquetas e os 43% restantes correspondem aos eritrócitos. 57 O sangue possui várias funções como o transporte de hormônios e enzimas, a manutenção da temperatura do corpo, a remoção dos resíduos tóxicos, o transporte de oxigênio substâncias nutrientes e a defesa do organismo. HEMOSSEDIMENTAÇÃO (CÓDIGO AMB: 4.03.04.37-0) Material a ser analisado: sangue extraído por punção da veia do braço. Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos. Objetivo: medir a queda da velocidade de decantação das hemácias, colhidas juntamente com o soro (plasma), associado a anticoagulante. É um indicador muito sensível de doença, quando existem outras alterações laboratoriais, porém não é específico. É utilizado para controlar a evolução de doenças inflamatórias, infecciosas ou tumorais. Preparação prévia: não é necessária. Resultados: Valores normais: 5 a 20 m por hora. Valores aumentados podem ser significar: Anemia, Inflamação, Gravidez, Febre reumática, Tumores malignos, Paraproteinemia, Mieloma, Doença de Waldenströn, Artrite reumatóide, Doença de Kawasaki, Doença infecciosa bacteriana, etc. Valores diminuídos podem significar: Policitemia, Hipoproteinemia, etc. Tempo necessário para a obtenção dos resultados: 2 horas e meia. Os resultados são obtidos por visualização da quantidade de m que as hemácias sedimentam na primeira e na segunda hora. Credibilidade do exame: boa. Medicamentos que podem alterar os resultados: Salicilato Quinina Vitamina A Metildopa HIV - AIDS (SÍNDROME DE IMUNO DEFICIÊNCIA ADQUIRIDA) EXAME DE WESTERN BLOT (CÓDIGO AMB: 4.03.07.87-5) Material a ser analisado: sangue venoso. Tempo gasto para obter os resultados: 2 a 3 minutos. 58 Finalidade: Verificar a existência do vírus da AIDS, confirmando a presença de anticorpos séricos contra o vírus linfotrópico, do tipo I (HTL-I), das células T. Preparação prévia: Nenhuma. Resultados: Quando o exame é anormal ou positivo, consultar o médico imediatamente. Embora o resultado seja positivo, não indica que o paciente tenha a doença, apenas confirma a presença do vírus da AIDS no organismo. Diante dessa situação, devem se tomar as devidas precauções. Tempo necessário para obter os resultados: 1 a 2 semanas. Confiabilidade dos resultados: boa. É utilizado para confirmar ou descartar os testes de ELISA positivos. É um método mais caro e mais lento que o teste de ELISA. Causas de erro: Infecção subclínica. Reação cruzada com outros agentes virais. Material a ser analisado: coleta de sangue venoso. Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: Pacientes necessitando de transplante de órgãos, medula óssea, doadores vivos e cadáver, auxílio no diagnóstico de doenças (p.ex.: HLA - B27), entre outros. Resultados: Situados no braço curto do cromossomo 6, os genes do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) desempenham um papel de grande importância no sistema imunológico humano. As proteínas resultantes destes locos são responsáveis pela apresentação de antígenos aos receptores de linfócitos T e B e estão situadas na membrana celular de quase todas as células do sistema imune. Eles formam as moléculas do complexo HLA (Humam Leucocyte Antigens), um dos principais determinantes da histocompatibilidade em transplantes. Tempo requerido para obter os resultados: 12-24h. Segurança dos resultados: excelente. O que é o exame: um monitor de Holter é uma máquina que grava continuamente os ritmos cardíacos. Ele é usado por 24 horas durante as 59 atividades normais. Eletrodos são colocados no peito e ligados ao monitor operado por bateria, o qual é carregado numa carteira e fica preso à cintura ou em volta do pescoço. Para que serve: o Holter de 24 horas é utilizado para determinar como o coração responde às atividades normais do dia-a-dia. O monitor pode ser indicado após um ataque cardíaco, para investigação de palpitações e síncope (tontura) e para diagnóstico de arritmias cardíacas, como fibrilação atrial, taquicardia atrial multifocal, taquicardia supraventricular paroxística. Instruções para a realização do exame: é importante que o paciente anote o que está fazendo e sentindo ao usar o monitor, especialmente sintomas cardíacos. Devem-se evitar detectores de metal, objetos magnéticos e áreas de alta voltagem ao se usar o dispositivo. O monitor não deve ser molhado. HORMÔNIO DE CRESCIMENTO, NO SANGUE. HORMÔNIO SOMATOTRÓFICO (STH)(CÓDIGO AMB: 4.03.05.63-5) Material a ser analisado: sangue. Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: confirmar diagnóstico de Dwarfismo, Acromegalia ou gigantismo. Auxilia no diagnóstico de tumores da hipófise. Ajuda no acompanhamento da terapêutica com hormônio do crescimento. Preparação prévia: jejum de sólidos e líquidos de pelo menos 12 horas. Resultados: Valores normais: Homem: não detectável a 5 ng / ml. Mulher: não detectável a 10 ng / ml. Valores altos em mulheres devido a efeito estrogênio. Crianças: de não detectável a 16 ng / ml. Níveis aumentados: podem indicar tumor hipotalâmico, com gigantismo em crianças e acromegalia nos adultos. Níveis baixos: podem indicar Dwarfismo. Câncer metastásico. Tumores. Tempo para obter resultados: 2 ou mais dias. Determinação por método de rádio imunoensaio. Confiabilidade do exame: boa. Medicamentos que podem alterar os resultados: Ácido nicotínico Anfetaminas Arginina 60 Betabloqueadores Bromocriptina Corticoesteroides Dopamina. Glucagon Histamina Insulina Levodopa Metildopa Fenotiazidas (clorpromazina). HORMÔNIO LUTEINIZANTE NO PLASMA (CÓDIGO AMB: 4.07.12.3-8) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: determinar a infertilidade em mulheres e homens. Detectar a ovulação na mulher. Determinar causas de faltas de menstruação (amenorréia). Controle de tratamentos para induzir a ovulação na infertilidade feminina. Preparação prévia: não é necessária. Quando se obtém o material de mulher que não esteja na menopausa, deve se levar em conta a fase de ovulação presente no momento da extração. Resultados: Valores normais:Mulher em idade fértil: varia de acordo com a fase do ciclo menstrual: fase folicular: 50 a 15 mUI / ml; fase ovulatória: 30 a 60 mUI / ml; fase luteinizante: 5 a 15 mUI / ml. Mulher pós menopáusica: 50 a 100 mUI / ml Homem: 20 a 50 mUI / ml Crianças: 4 a 20 mUI / ml Valores aumentados: Mulher: ausência de ovários, estados iniciais da acromegalia, menopausa, falha ovárica. Homem: falha testicular. Valores diminuídos: Mulher: ausência de ovulação, hipogonadotropismo. Homem: disfunção testicular. Tempo necessário para obter os resultados: 3 dias. Os resultados são obtidos por rádio imunoensaio. 61 Medicamentos que podem alterar os resultados: estrógenos, progesterona, corticoesteróides, testosterona. Outro fator que pode alterar os resultados: Realização de algum exame, associado ao uso de substancia radioativa, nos últimos sete dias. HORMÔNIO PARATIREOIDEANO NO SANGUE (CÓDIGO AMB: 4.03.05.46-5) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: avaliar a possibilidade de alterações das paratireóides. Preparação prévia: jejum de 12 horas (líquido e sólido). Resultados: Valores normais:Os níveis de HPT variam entre os laboratórios. O exame deve ser avaliado juntamente com os níveis de cálcio no sangue. Hormônio paratireoideano intacto: 210 a 310 picogramos / ml. Fração N- terminal: 230 a 630 picogramos / ml. Fração C-terminal: 410 a 1760 picogramos / ml. Valores altos ou aumentados: podem indicar hiperparatireoidismo. Valores baixos ou diminuídos: Hipoparatireoidismo. Câncer de pulmão. Câncer renal, pâncreas ou ovário. Tempo necessário para obter os resultados: vários dias, após a extração de sangue. Técnica aplicada para obter os resultados: Radio imunoensaio. HPV – CAPTURA HÍBRIDA (CÓDIGO AMB: PROCEDIMENTO DIAGNÓSTICO POR CAPTURA HÍBRIDA 4.06.01.29-3) Introdução A Captura Híbrida é o exame mais moderno para se fazer o diagnóstico do HPV. É um teste de biologia molecular qualitativo e quantitativo, que amplifica e detecta o sinal dos híbridos formados pela reação enzima-substrato. A leitura do resultado é feita por quimioluminescência. O exame consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes do aparecimento de qualquer sintoma. O exame possibilita informar com certeza se o/a paciente é portador/a da infecção ou não. 62 É um exame útil no diagnóstico e acompanhamento da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Identifica 18 tipos do HPV, divididos em sondas de baixo e alto risco para câncer do colo do útero. Permite a detecção de 1 pg/mL de DNA-HPV, equivalente a 0,1 cópia de vírus por célula. A Captura Híbrida não identifica os tipos virais do HPV, e sim os grupos virais. O teste possui dois pools de sondas, uma para os vírus de baixo risco (não oncogênicos ou seja, que não causam o câncer) que pesquisa os tipos virais 6, 1, 42, 43 e 4; e outra para os vírus de alto risco (oncogênicos ou que podem causar o câncer) que pesquisa os tipos virais 16, 18, 31, 3, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68. Quem deve fazer o exame de captura híbrida? O exame é feito em pacientes com um resultado de exame Papanicolau alterado ou naquelas que tenham um alto risco para infecção pelo HPV. Como o material é obtido? O médico, para realizar o exame, deve recomendar à paciente: 1. Não ter relações sexuais nos três dias que antecedem ao exame 2. Não realizar o exame durante o período menstrual 3. Não usar óvulos ou creme vaginal por uma semana antes do exame 4. Não fazer uso de ducha interna no dia do exame. O exame segue os mesmos procedimentos de outros exames ginecológicos, sendo muito simples e não causa dor. O material obtido provém de raspado ou secreção de lesões ou região suspeita (colo uterino, vagina, vulva, região perineal, perianal, anal, pênis, glande, prepúcio, bolsa escrotal, cavidade oral); biópsia (colo uterino, vulva, pênis, anus, etc). Se houver necessidade da coleta de exame para citologia, na mesma consulta, esta deve ser realizada em primeiro lugar. No caso de aplicação de ácido acético ou iodo, colposcopia ou ultrassom transvaginal, deve se aguardar 3 dias para a realização do exame. Para coleta uretral, a paciente deve estar há pelo menos 4 horas sem urinar e, no homem, para coleta peniana, não deve ser realizada a higiene local por pelo menos 8 horas. Um único teste coletor pode realizar os exames para HPV de baixo e de alto risco e também pode também ser colhido material para isolamento de Clamídia e Gonococo. Como é feito o processamento laboratorial? 63 Após a coleta do material, o processamento laboratorial é semi- automatizado. Reagindo com sonda gênica especifica, o material para análise forma híbridos de RNA/DNA que são capturados por anticorpos que revestem as paredes da microplaca. A seguir, os híbridos imobilizados, reagem com anticorpos específicos conjugados a fosfatase alcalina, formando um substrato estável que é posteriormente detectado por quimioluminescência ultra-sensível. Os valores lidos pelo quimioluminômetro são transmitidos a um computador, dotado de software específico, que analisa os números recebidos e faz os cálculos de validação do ensaio e a quantificação dos controles positivos, negativos e amostras. O software executa o relatório final do teste e sua impressão, não havendo margem de erro nos cálculos. Como interpretar os resultados? O resultado é considerado positivo quando as relações RLU/PCA para os vírus do grupo A (6, 1, 42, 43 e 4) e/ou RLU/PCB para os vírus do grupo B (16, 18, 31, 3, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68) forem iguais ou maiores que 1. A Captura Híbrida contém sondas gênicas de 70% dos tipos de HPV de baixo risco e 9% dos oncogênicos. Valores das relações RLU/PCA e/ou RLU/PCB, menores que 50, indicando pequeno número de cópias virais por célula, podem significar infecção inicial ou fase de remissão espontânea. Nesses casos, a critério clínico, sugere-se, antes de qualquer tratamento, confirmar a presença de infecção ativa com nova coleta, após intervalo de três meses. Para verificar a eficácia do tratamento,indica-se colher nova amostra após três meses do término. GAMA-GLUTAMIL TRANSFERASE – GGT (CÓDIGO DA AMB 4.03.01.9-0) O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de gamaglutamil transferase (GGT). Para que serve: auxilia no diagnóstico de colestase hepatobiliar e consumo de álcool. Pode se encontrar em valores elevados no câncer de fígado. A GGT aumentada permite detectar o envolvimento hepático nas infecções, como citomegalovirose, mononucleose infecciosa, e também nas pancreatites e colecistites agudas. 64 Valor de referência: Homem: 10 a 50 U/L Mulher: 7 a 32 U/L Valores aumentados: ocorrem em hepatites, cirrose hepática, tumores hepáticos e uso de drogas hepatotóxicas. Algumas drogas podem elevar os níveis de GGT incluem fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, ácido valpróico (anticonvulsivantes) e anticoncepcionais Valores diminuídos: algumas drogas podem reduzir os níveis de GGT, como azatioprina, clofibrato, estrógenos e metronidazol. Instruções para a realização do exame: informar medicamentos em uso. O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de lipase, enzima produzida principalmente no pâncreas. Para que serve: auxilia no diagnóstico de pancreatite, permanecendo elevada por vários dias. Aumentos significativos devem ser 3 vezes superior ao limite da normalidade. Valor de referência: até 60 U/L Valores aumentados: podem ocorrer na pancreatite aguda, câncer pancreático, hemodiálise, colecistite, hemorragia intracraniana, afecções hepáticas, como certas icterícias e cirrose hepática, úlcera duodenal e gastroenterite viral. Valores diminuídos: podem ocorrer na gravidez (especialmente nos últimos meses, com imediata recuperação após o parto), tuberculose e outras doenças infecciosas. Drogas que podem alterar os valores: incluem betanecol, medicações colinérgicas, codeína, indometacina, meperidina, metacolina e morfina. O que é o exame: detecção de pequenas quantidades de proteína na urina coletada recentemente (corrigida pela creatinina) ou coletada em 12 ou 24 horas. Para que serve: ferramenta auxiliar no diagnóstico e evolução da nefropatia diabética, sendo indicativa de lesão renal potencialmente reversível através de tratamento clínico rigoroso. Também útil na detecção de lesão renal em pacientes com pré-eclâmpsia, hipertensão arterial e lúpus eritematoso sistêmico. Algumas outras condições elevam os valores de microalbuminúria, a saber: gravidez, exercício físico, quadros inflamatórios e infecciosos, infecção urinária, presença de sangue na urina (hematúria) e proteinúria postural benigna. Valor de referência: 65 Urina recente:REFERENCIAS: .............................................................................................................68 5 ANÁLISE DE EXAMES Os exames laboratoriais são uma série de exames ou testes indicados pelo médico ou em laboratórios de análises clínicas, afim de diagnosticar ou atestar uma doença. Eles também podem ser utilizados para a realização de exames de rotina, conhecidos como check-up. Os pacientes ou os médicos devem coletar amostras que depois serão analisadas. Por exemplo, na coleta de urina, o paciente segue todo um procedimento indicado pelo médico ou pelo laboratório para a coleta da amostra. Depois ocorre a manipulação e conservação do material, e por último, acontece a análise em laboratório, em que é emitido um laudo diagnóstico. Anteriormente, a margem de erro para os resultados era elevada, pois a análise não era feita com equipamentos de alta tecnologia. Mas ainda podem ocorrer erros derivados da falha em equipamentos, erros de digitação ou por fatores externos provocados pelo paciente como a ingestão de medicamentos, erros no jejum, transporte incorreto da amostra, dentre outros. Os exames mais comuns são o de sangue, conhecido como hemograma e os exames de fezes e urina. Além desses, existem uma série de exames laboratoriais para diferentes tipos de situações. TIPOS DE EXAMES DE LABORATÓRIO Exames de Sangue Os exames de sangue são realizados a partir de amostras desse material. A sua análise é importante, pois o sangue percorre todo o corpo executando várias tarefas, sendo uma delas o transporte de substâncias. Assim, é possível descobrir qualquer doença que se desenvolva nas partes do corpo humano. Veja alguns desses exames: 6 Hemograma O hemograma é um exame realizado para a verificação da quantidade de células sanguíneas no corpo, plaquetas, glóbulos brancos e glóbulos vermelhos. Exame de Colesterol Exame feito para conferir os valores de colesterol dos tipos LDL, VLDL e HDL. O colesterol do tipo LDL e VLDL são considerados ruins e quando se acumulam nos vasos sanguíneos, podem obstruí-los e promover a aterosclerose, doença cardíaca que provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos. Se esse colesterol ruim for elevado, o indivíduo pode sofrer um infarto. Já o HDL é o colesterol bom que elimina o colesterol ruim dos vasos sanguíneos. Quanto maior o seu valor, mais prevenido o indivíduo estará da aterosclerose. Para controlar o colesterol existem os valores de referência, que são valores ideais da quantidade de uma determinada substância, identificados por observação ou mensuração dentro da interpretação laboratorial. Veja: 7 O colesterol total, ou seja, a soma de todos os tipos, pode ser definido de acordo com os valores listados a seguir. O colesterol alto é definido por valores iguais ou superiores a esses: Até 29 anos - 200 mg/dl; De 30 a 39 anos - 225 mg/dl; De 40 a 49 anos - 245 mg/dl; Acima de 50 anos - 265 mg/dl. Exame da Glicose Exame conhecido também como teste de glicose, avalia a quantidade dessa substância presente no organismo. É ideal para pessoas com diabetes, para fazer o seu controle durante o tratamento ou para diagnosticar a doença. Para a realização desse exame, o indivíduo deve estar em jejum de no mínimo 8 horas. Valores abaixo de 100 mg/dl – normal; Entre 100 e 125 mg/dl – indicador de pré-diabetes; Acima de 125 mg/dl – diabetes. Exame PCR Exame que identifica quadros infecciosos dentro do organismo. Essa técnica foi desenvolvida por Kary Mullis, em 1983, e é muito utilizada em laboratórios para investigação biológica e médica como diagnosticar doenças hereditárias, infecciosas, identificação de impressões digitais genéticas, etc. Creatinina e Ureia Exame realizado para verificar o funcionamento dos rins. A principal função desse órgão é filtrar o sangue, retirando toxinas como a creatinina e a ureia. Se os valores dessas substâncias estiverem altas, os rins podem estar com problemas de funcionamento. A partir dos valores de creatinina e ureia, é possível ver o volume de sangue que está sendo filtrado por minuto (taxa de filtração glomerular). Quando essa taxa está abaixo de 60 ml/minuto, o indivíduo pode estar sofrendo de insuficiência renal. 8 Albumina É a proteína mais importante do plasma humano, que existe em maior quantidade no sangue e é sintetizada pelo fígado, auxiliando no diagnóstico de doenças como a cirrose. Essa proteína é responsável por regular a pressão do sangue. Fósforo, Cálcio, Sódio e Potássio Exame responsável por verificar os valores desses minerais no corpo. Se houveram alterações desses minerais no organismo, o médico deverá investigar o motivo delas. TGP (ALP) e TGO (AST) Esses exames analisam a saúde das células do fígado. Se os valores estiverem alto, significa que há lesões nas células hepáticas, indicando doenças como a hepatite. T4 livre e TSH Exames utilizados para verificação do funcionamento da tireoide e é utilizado para identificar doenças como o hipertireoidismo e hipotireoidismo. Ácido Úrico Esse exame serve para diagnosticar o aparecimento de doenças como cálculos renais e gota. O ácido úrico é uma substância extraída da utilização de proteínas no organismo e é transportada pelo sangue para ser eliminada. Para realizar esse exame é necessário fazer um jejum obrigatório de 8 horas. Esse ácido pode aumentar por motivos hereditários, dietas, alta ingestão dietética de purina, substâncias que contém frutose, açúcar, alguns tipos de remédios. Exames Comuns em Análises Clínicas Os materiais mais comumente pedidos para análise clínica são fezes, urina, sangue e expectoração. A maioria, fora o sangue, pode ser colhido em casa e permanece aos cuidados do paciente até a data de entrega para o laboratório que for analisar o material. No ambiente hospitalar, é possível o acolhimento de outros materiais para análise, como pus, líquido sinovial, pleural e outros. Já entre os exames mais pedidos estão o hemograma, bioquímica do sangue, hemostasia, imunologia e os exames parasitológicos, os quais precisam 9 do recolhimento de, entre outras substâncias, as fezes. São muitas dúvidas referentes a como recolher alguns desses materiais para análise. Especialmente os de fezes e urina, que possuem uma alta taxa de exames que atrasam por falhas no recolhimento do material. Urina Tipo 1 (EAS) Exame simples que consiste em analisar a função dos rins e também identificar infecções urinárias. Já a urocultura é outro tipo de exame mais complexo que identifica a existência da infecção urinária, a bactéria causadora e verifica quais são os antibióticos necessários para combater a infecção. Para recolhimento desses materiais: Não é necessário jejum; Usar o material cedido pelo hospital; Para homens: não colher o “primeiro jato”, começar a colher no meio da micção; Para mulheres: não colher urina se estiver usando alguma pomada ou em período de menstruação; Coletar a primeira urina da manhã ou de duas horas após a última micção; Não esquecer de identificar o recipiente com nome completo do paciente. Exame de Fezes O exame parasitológico das fezes é utilizado para verificar a presença de bactérias e parasitas nas fezes, sangramento gastrointestinal, distúrbios hepáticos, etc. Para o recolhimento desses materiais é necessário: Usar o coletor dado pelo hospital para tal fim; Tomar cuidado para não misturar as fezes com urina ou líquido do vaso sanitário; Colher muco ou sangue que possa ter saído junto às fezes; Identificar o coletor com nome do paciente e encaminhar ao hospital o mais cedo possível. Tabela 1 – Valores de Referência para adultos. Hemoglobina (g/dL) (12,0-15,5) Hematócrito (%) (35-45) VCM (FL) (82-98) 10 HCM (FL) (82-98) Albumina (g/dL) (3,5,-4,8)Proteínas totais (g/dL) (6-8,5) Ferro sérico (ug/dL) (40-160) UIBC (140-280) Ferritina (ng/ml) (Mulheres:6-159; Homens:28-397) Vit B12 (pg/ml) (174-878) Vit A (360 – 1,200 ug/L) Ácido fólico (ng/ml) (3-17) Creatinina (mg/dL) (0,7-1,5) Uréia (mg/dL) (10-50) TGO (U/L) (até 38) TGP (U/L) (até 41) Fosfatase alcalina (U/L) (65-300) Gama GT (U/L) (11-50) Bilirrubinas totais (mg/dL) (0,2-1,2) Bilirrubina direta (mg/dL) (até 0,3) Bilirrubina indireta (mg/dL) (até 0,9) Glicemia (mg/dL) (70-100) Colesterol total (mg/dL) ( 35) LDL (mg/dL) (etc. Medicamentos que podem alterar os resultados: Aumentado: gallamina, levonorgestrel. Diminuído: aspirina, anticonvulsivantes, metildopa, prednisona. 16 O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de alfa-1- antitripsina, componente mais comum das α1- globulinas. Para que serve: a alfa-1-antitripsina é uma proteína de fase aguda, aumentando de forma rápida, mas inespecífica, em processos inflamatórios. Níveis elevados desta substância auxiliam no diagnóstico de infecções, vasculites, artrites e neoplasias. Níveis reduzidos, indicando deficiência genética de alfa-1-antitripsina, podem estar associados com enfisema pulmonar, doença hepática crônica, cirrose hepática e carcinoma hepatocelular. Valor de referência: 0 a 1 mês: 79 a 222 mg/dl 1 a 6 meses: 71 a 190 mg/dl 6 meses a 2 anos: 60 a 160 mg/dL Adultos: 8 a 174 mg/dL Detecta a presença no sangue de alfafetoproteína. O método utilizado é a determinação por imunoensaio enzimático Material a ser obtido: sangue extraído da veia do braço. Tempo necessário para obtenção do material: 5 a 10 minutos preparação previa: nenhuma. Resultados: na mulher que não esteja grávida, a quantidade é menor que 15 nanogramos por decilitro. Os valores normais variam na mulher grávida, de acordo com o tempo de gestação. Durante a gravidez normal está mais alto no começo e diminuindo no final. Valores altos na gestação podem significar: defeitos do tubo neural do feto, anencefalia, espinha bífida ou morte intrauterina do feto. Valores baixos na gestante indicam feto normal próximo do momento do parto. Em Homens ou mulheres não grávidas os valores altos podem indicar: Câncer de fígado Câncer de pâncreas Câncer de estômago Câncer de vesícula Câncer de vias biliares O resultado está disponível 3 a 4 dias depois da colheita. Alterações do ferro e de sua capacidade de fixação Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço. Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos. 17 Finalidade: Estimar o depósito total de ferro. Ajuda no diagnóstico da hemocromatose. Ajuda também no diagnóstico diferencial entre anemia por deficiência de ferro e anemia causada por doença crônica. Fornece informações sobre o estado nutricional do paciente adulto ou criança. Resultados: Capacidade de saturação total de ferro: Homens 70 a 150 mcg/dl. Mulheres 80 a 150 mcg/dl. Capacidade total de união de ferro 300 a 450 mcg/dl. Saturação de ferro 20 a 50%. Valores anormais: indicam deficiência de ferro, artrite reumatóide, sobrecarga de ferro. Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. O exame é determinado por espectrofotometria. Medicamentos que podem alterar os resultados: ACTH Cloranfenicol Suplemento de ferro Anticoncepcionais orais • AMILASE NA URINA (CÓDIGO AMB (ANTIGO): 2.80.10.25-6) MATERIAL A SER OBTIDO: URINA COLHIDA DURANTE 24 HORAS E CONSERVADA REFRIGERADA. Tempo necessário para obtenção do material: 24 horas. Finalidade: diagnóstico de pancreatite aguda ou inflamação de glândulas salivares, avaliação da função do pâncreas e das glândulas salivares. Preparação previa: abstenção de álcool 24 horas antes do exame. Resultados: Valores normais: cada laboratório deve informar seus valores normais. (Variam de laboratório para laboratório, segundo o método utilizado) Valores aumentados: podem significar pancreatite aguda, patologia da vesícula, carcinoma de cabeça de pâncreas, caxumba, acometimento do baço, obstrução do ducto pancreático ou ducto salivar, patologia renal. Valores diminuídos: podem significar: alcoolismo, caquexia, hepatite, abscesso hepático, cirrose, câncer de fígado. Tempo requerido para obter resultados do exame: alguns minutos de trabalho no laboratório. Os resultados são obtidos por métodos calorimétricos. Confiabilidade dos resultados: boa. 18 Medicamentos que podem alterar os resultados: indometacina; meperidina; morfina; diuréticos tiazídicos; pentazocina; codeína; fluorulos. Outras situações que podem alterar os resultados: álcool, contaminação bacteriana da urina, sangue na urina, menstruação, amilase salivar na urina consequente a tosse ou espirros sobre o material a ser analisada. AMILASE NO SANGUE ( CÓDIGO AMB: AMILASE 4.03.01.28-1/AMILASE OU ALFA-AMILASE, ISOENZIMAS 4.03.02.13-0) Material a ser analisado: sangue obtido por punção de veia do braço. Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: Diagnóstico de lesão pancreática. Pancreatite. Diagnóstico diferencial entre a pancreatite e outras causas de dor abdominal aguda. Preparação previa: abstenção de álcool durante 12 horas antes do exame. Resultados: Valores normais: 60 - 180 unidades Somogei x dl. Valores elevados podem ocorrer em: Doença aguda das glândulas salivares; pancreatite aguda; obstrução da ampola de Vater; obstrução do conduto biliar comum; câncer de pâncreas; patologia pancreática por lesão ulcerosa péptica. Valores diminuídos: cirrose; hepatite; câncer pancreático; toxemia gravídica. Tempo requerido para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório, os resultados são determinados por radioimumensaio. Segurança dos resultados: boa. Drogas que podem alterar os resultados: Asparaginase Corticoesteroides Azatioprina Colinérgicos Ácido etacrínico Codeína Furosemida Meperidina Mercaptopurina Morfina Anticoncepcionais orais 19 Rifampicina Diuréticos tiazídicos Triamcinolona Sulfasalazina Outros fatores que podem alterar os resultados: Ingestão de álcool Contaminação do material com saliva. AMNIOCENTESE E ANÁLISE DO LÍQUIDO AMNIÓTICO (AMNIOCENTESE – CÓDIGO AMB: 4.09.02.01-3) (ROTINA DE LÍQUIDO AMNIÓTICO-AMNIOGRAMA – CITOLÓGICO; ESPECTOFOTOMETRIA; CREATININA E TESTE Material a ser analisado: líquido amniótico. Tempo necessário para obter o material do paciente: 45 a 60 minutos. Finalidade: Diagnosticar anormalidades fetais, particularmente as características cromossômicas e anormalidades e desordens do desenvolvimento do sistema nervoso fetal. Diagnosticar a doença hemolítica do recém-nascido. Determinar a maturidade fetal, principalmente a pulmonar. Identificar o sexo do feto, quando um ou ambos pais são portadores de patologias unidas ao sexo como a hemofilia. Diagnosticar transtornos metabólicos como a mucopolisacaridose. Avaliar a saúde fetal descobrindo a presença de fezes ou sangue ou dosando níveis do estriol ou hormônios tireoideanos fetais. O procedimento é frequentemente recomendado para as mulheres com mais de 35 anos, naquelas que tenham tido abortos, ou quando existe uma história familiar positiva para defeitos genéticos. Além disso, é utilizado em casos de gravidez de risco. Só 10% das más formações são descobertas pela amniocentese. Muitos transtornos como as más formações congênitas do coração, fenda palatina ou o atraso de desenvolvimento mental não podem ser diagnosticados pela prova. Preparação previa: 12 horas de jejum. Exige-se consentimento escrito da paciente, a qual deve ser informada sobre os riscos. Riscos: aborto espontâneo, lesão do feto ou da placenta. 20 Descrição do exame: Deve ser efetuado em uma clínica ou em um consultório médico, após a 16a semana da gravidez. Uma agulha estéril é inserida através da pele, músculo e útero, na cavidade amniótica. É dirigida até a parte posterior do pescoço do feto. A posição do feto é determinada por ultra- sonografia. São aspirados cerca de 10 cm3 de líquido amniótico com uma seringa. Controla se posteriormente a frequência respiratória, a pressão arterial e o pulso da paciente, bem como os batimentos cardíacos do feto a cada 15 minutos, durante 1 hora. A paciente deverá ser orientada para observar a presença de dor abdominal ou contrações abdominais, câimbras, calafrios, controle da temperatura,sangramento vaginal. Controlar também se existe, ao término da prova, hiperatividade fetal ou intensa hipoatividade, devendo comunicar imediatamente qualquer alteração ao médico. Resultados: Podem estar disponíveis dentro de alguns dias ou semanas. Os valores são determinados pela análise química do líquido extraído. Valores normais: O líquido deve ser claro, com cromossomos normais e não deve conter bilirrubina, mecônio, bactérias ou acetilcolinesterase, ou mais de 2 mg/100ml de creatinina. Deve apresentar fosfatidilglicerol e glicose menor que 45 mg/100ml. Confiabilidade dos resultados: boa. Fatores que podem alterar os resultados: Mononucleose infecciosa da mãe Cirrose Câncer Teratoma Tumor de mama Carcinoma gástrico Carcinoma pancreático Tirosinemia hereditária da mãe Sangue fetal no líquido extraído Presença de fezes do feto no líquido Falta de jejum prévio de 12 horas 21 • ANÁLISE DE GASES ARTERIAIS (GASOMETRIA – PH, CO2, AS, O2, BE – CÓDIGO AMB: 4.03.02.01-6) Material a ser analisado: sangue extraído por punção de uma artéria. Tempo necessário para obter o material: 15 minutos. Finalidade: Avaliar a troca de gases nos pulmões. Medir a pressão parcial de oxigênio (PaO2), pressão parcial de gás carbônico (PaCO2). Medida do pH para determinar a presença do equilíbrio ácido-base ou a concentração de hidrogênio (H+), conteúdo de oxigênio arterial (O2), Saturação de oxigênio (Sa-2), bicarbonato no sangue (HCO3-). Preparação prévia: não é necessária. Pode se realizar anestesia local. Resultados: Valores normais: PaO2: 75-100mmHg PaCO2: 35 - 45mmHg pH: 7.35 - 7.42 CTO2: 15 - 23% O2: 94 - 100% HCO3: 22 – 26 mg/litro Valores anormais podem significar: Pneumotórax Fibrose intersticial do pulmão Anemia severa Diminuição do volume sanguíneo Diminuição da capacidade de transporte de oxigênio Asfixia Diarreia Excesso de ingestão de antiácidos Hiperventilação Doença renal ou hepática Vômitos Drogas estimulantes da respiração Infecciones severas Choque 22 Os resultados estão disponíveis cerca de 2 horas após a extração da amostra. Confiabilidade dos resultados: boa. Descrição do exame: Após a preparação da pele e da anestesia, se realiza uma punção de uma artéria previamente selecionada. Após a punção deve se pressionar durante alguns minutos a região e permanecer em repouso durante 20 minutos. O exame é determinado através de tecnologia apropriada, com determinação por eletrodos e comparação de cores. Medicamentos que podem alterar os resultados: Acetazolamida Antiácidos Bicarbonato Ácido etacrínico Hidrocortisona Meticilina Melazona Nitrofurantoina Prednisona Tetraciclinas Diuréticos tiazídicos ANÁLISE DE LÍQUIDO SINOVIAL – 4.03.09.52-5 MATERIAL A SER ANALISADO: 3-5 ML DE LÍQUIDO SINOVIAL. Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: identificar a causa da inflamação nas articulações, para diagnosticar certos tipos de artrite e de doenças inflamatórias articulares (p.ex.: gota, osteoartrite, etc) e para aliviar a dor e a distensão causadas pelo acúmulo de líquidos em uma articulação. Preparação previa: pode ser necessário jejum prévio de 6 a 12 horas, caso seja necessário analisar a glicose. Na maioria dos casos, nenhum preparo prévio é necessário. Resultados: o líquido sinovial normal deve ser claro, amarelado e transparente o suficiente para ser possível ler um texto através dele. Valores alterados: 23 Característica Não inflamatório Inflamatório Sepse Cristais Hemartrose Limpidez Levemente turvo sanguinolento Cor Amarela Amarela Cinza esverdeado Amarelo leitoso Vermelho amarronzado Viscosidade Diminuída Baixa Diminuída % polimorfonucleares 50 >90a resposta ao tratamento. Preparação previa: não é necessária. Descrição do exame: É efetuado por radioimunoensaio, aglutinação, fixação do complemento ou imunoeletroforese. Resultados: valor normal menos de 1 mcg/ml de sangue. Valores elevados: indicativos de LES. 1 a 2.5 mcg sugere fase de remissão de LES. 10 a 15 mcg/ml significa LES ativo. Quando são encontrados valores decrescentes indicam efetividade do tratamento. Tempo requerido para a determinação do exame: variável, de alguns minutos a dias segundo a técnica usada. Confiabilidade dos resultados: boa. ANTICORPOS ANTITIREOIDEANOS (CÓDIGO AMB: 4.07.12.1-7) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. Tempo necessário para realizar o exame: 5 a 10 minutos. Finalidade: Avaliar a função tireoideana. Detecta a presença de anticorpos antitireoglobulina no sangue, indicativos de doença tireoideana, tireoidite de Hashimoto, doença de Graves. Preparação prévia: não é necessária. Descrição do exame: efetuado por imunofluorescência indireta. Resultados: 26 Valores normais: Títulos menores de 1:100 para a antitireoglobulina e para os anticorpos da fração antimicrossomial (10 % da população normal apresenta valores baixos destes anticorpos, e são considerados normais, e 20 % da população acima de 70 anos também possui valores baixos, os quais também são considerados como dentro da normalidade). Valores alterados podem ser indicativos de: Doença Graves; Tireoidite auto-imune subclínica; Tireoidite de Hashimoto; Anemia perniciosa. Tempo necessário para efetuar o exame: alguns minutos. Confiabilidade dos resultados: baixa especificidade. ANTIESTREPTOLISINA O (PROVA PARA ANTICORPOS ANTIESTREPTOCÓCICOS) (CÓDIGO AMB: 4.03.06.4-5) Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço. Tempo gasto para o procedimento: 5 a 10 minutos. Finalidade: A positividade do exame significa resposta imune ao estreptococo. É realizada para confirmar uma infecção recente por essa bactéria. Auxilia no diagnóstico da febre reumática e da glomerulonefrite pós- estreptocócica. Diagnóstico diferencial entre febre reumática e artrite reumatóide. Pode ser indicada sua repetição para avaliar a atividade de uma febre reumática ou confirmar uma glomerulonefrite aguda. Preparação prévia: não é necessária. Resultados: Valores normais: Títulos de antiestreptolisina As menores que 85 unidades Todd/ml, no adulto. Crianças em idade escolar, valores menores de 170 unidades Todd/ ml. Para os pré-escolares se consideram normais valores menores que 85 unidades Todd/ ml. Valores altos: Indicam infecção estreptocócica recorrente ou prolongada. Provável febre reumática aguda ou glomerulonefrite pós-estreptocócica. Tempo necessário para efetuar o exame: alguns minutos. É realizado através de um teste de aglutinação. Confiabilidade dos resultados: boa Drogas e circunstancias que podem alterar os resultados: 27 • Antibióticos • Corticosteróides • Infecções estreptocócicas da pele. AUDIOMETRIA (AUDIOMETRIA – TIPO VON BEKESY – CÓDIGO AMB:4.01.03.04-8) Material a ser analisado: Gráficos que são registrados em um papel e que demonstram a interpretação auditiva do paciente a distintos ruídos, que variam tanto em intensidade, quanto em tonalidade. Objetivo do exame: diagnosticar problemas auditivos, que podem ser secundários a trauma auditivo ou a perda súbita ou progressiva da audição. Confiabilidade do exame: muito boa. Tempo necessário para sua realização: 30 a 45 minutos. Preparação do paciente: Primeiramente deve se verificar, se o canal auditivo não está bloqueado por cera. Tempo necessário para obter o resultado: imediato. Técnica utilizada: O paciente é colocado em uma sala sem ruídos provida de um equipamento de audiometria, fones de ouvido e vendas. O paciente coloca os fones de ouvido e é orientado a levantar sua mão quando escute um som. Ele escutará seis sons diferentes, porém com diminuição progressiva do volume de cada um, diminuindo 10 decibéis de cada vez, até que não possa mais escuta-lo. O exame é repetido para cada ouvido. Em seguida se retiram os fones de ouvido e é colocada uma venda com um pequeno retângulo plástico, que permite a transmissão óssea dos sons, avaliando se comparativamente os dois ouvidos. Essa transmissão óssea também será avaliada, com os fones de ouvido colocados. Finalmente será experimentada a percepção das palavras, elas serão repetidas com os fones de ouvido colocados, para examinar a percepção da fala. Método utilizado para obter resultados: Determinar a habilidade de distinguir tons ou volumes de diferentes sons, assim como a vibração dos diapasões, quando o som é transmitido através do osso, ou através do ar. Uma 28 comparação, entre estes dois tipos de condução, pode ajudar a determinar, que parte do mecanismo do ouvido, é a responsável pela perda auditiva. Valores normais: Os resultados do audiograma são apresentados em forma de gráfico e mostram a quantidade de perda auditiva demonstrada em decibéis, com frequências diferentes (também chamados hertz ou Hz). As frequências altas, correspondem aos tons altos, e as frequências baixas, os tons baixos. A maioria do grau de variação dos audiogramas é em torno de 250 a 4,0 Hz. O ouvido normal pode distinguir um som mínimo de 0 dB a 20 dB. A impossibilidade de perceber qualquer tom de 20 dB ou mais, indica um grau de perda auditiva. A análise da prova de percepção das palavras, uma repetição correta de 85% ou mais das palavras ditas pelo examinador, indica um diagnóstico normal. Valores alterados: Se o exame de condução óssea indica uma perda do ouvido condutivo, pode ser recomendado efetuar um timpanometria. Uma diferença no exame de tom ou de discurso, entre os dois ouvidos, pode ser uma justificativa para avaliar a presença, ou não, de um tumor acústico unilateral. Alguns fatores que podem alterar os resultados: Quando o exame não é realizado em um ambiente desprovido de ruídos, pode ocorrer uma alteração injustificada do exame. BILIRRUBINA NA URINA (CÓDIGO AMB: 4.03.1.0-7) MATERIAL A SER ANALISADO: URINA. Tempo necessário para obter o material: 2 a 3 minutos. Finalidade: determinar a causa da icterícia (cor amarela da pele e das mucosas). Preparação prévia: não é necessária. Resultados: Valores normais: não deve existir bilirrubina na urina. Valores anormais: sua presença indica icterícia. Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. Resultados obtidos: por espectrofotometria. Confiabilidade dos resultados: boa. Medicamentos que podem alterar os resultados: acetofenazida, clorpromazina, nitratos, derivados da fenotiazida, vitamina C. Outros fatores que podem alterar os resultados: exposição da mostra de urina a luz solar ou a temperatura ambiente. 29 BILIRRUBINA NO SANGUE (CÓDIGO AMB: BILIRRUBINAS (DIRETA,INDIRETA E TOTAL) 4.03.01.39-7/ PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA (BILIRRUBINAS,ELETROFORESE DE PROTEÍNAS. FA, TGO, TGP E GAMA- PGT) 4.03.12.15-1) Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço, por punção. Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: Avaliar a função hepática e a condição dos glóbulos vermelhos. É de grande valor nos recém nascidos porque alerta sobre a elevação da bilirrubina no sangue, acumulo que pode provocar graves danos no cérebro, já que atravessa a barreira hematoencefálica. É útil no diagnóstico e na evolução das icterícias, das anemias e da obstrução biliar. Determinação da indicação de fototerapia nos recém nascidos. Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. A determinação se efetua por espectrofotometria. Preparação do paciente: jejum de 12 horas. Resultados: Valores normais: Bilirrubina total em adultos: níveis de 1.1 mg/ dl ou menores, sãoaceitáveis. Bilirrubina direta em adultos: resultados menores de 0.5 mg/dl. Bilirrubina total em recém nascidos: 1-2 mg/dl Valores aumentados: deficiência congênita de enzimas; doença de Gilbert; lesão hepática; anemia hemolítica severa; obstrução biliar; recém- nascido com níveis de 20 mg/dl ou mais, indica necessidade de exanguíneo transfusão. Confiabilidade dos resultados: boa. Drogas podem alterar os resultados: Antimaláricos Ácido ascórbico Dextran Epinefrina Teofilina Fenazopiridina Fenozina Histidina Isoproterenol Levodopa 30 Metildopa Novobiocina Primaquina Estreptomicina Sulfonamidas Tirosina Material a ser analisado: Sangue extraído da veia do braço. Também pode ser dosado na urina. Coletar amostras de urina as 2, 6, 12 ou 24 horas e mantê- las refrigeradas. Tempo gasto para a realização do exame: mais de 24 horas. Finalidade: avaliar a função renal, particularmente a forma de excreção de creatinina pelos rins e, por conseguinte, os produtos do metabolismo das proteínas. É também utilizado para controlar a evolução e o tratamento das patologias renais. Preparação prévia: não ingerir comidas copiosas no dia anterior ao exame. Não efetuar exercícios físicos intensos. Resultados: Valores normais: para pessoas de até 20 anos: Homens 90 ml por minuto por cada 1.73 m2 de superfície corporal. Mulheres 84 ml por minuto por cada 1.73 m2 de superfície corporal. Em pessoas de mais idade diminui a quantidade de mililitros em torno de 6 ml por minuto para cada década. Valores diminuídos: Podem indicar glomerulonefrite aguda ou crônica, necrose tubular aguda do rim, nefroesclerose, pielonefrite bilateral crônica. Insuficiência cardíaca congestiva, rim policístico bilateral, desidratação. Tuberculose renal, tumores malignos renais, obstrução ureteral bilateral, diminuição do fluxo arterial renal por choque ou obstrução das artérias renais. Tempo necessário para obter resultados: 1 a 2 horas de trabalho no laboratório. Técnica usada para obter resultados dosagem químico quantitativo de creatinina no sangue e na urina. Confiabilidade do exame: boa. Medicamentos que podem alterar os resultados: Furozemida; diuréticos tiazídicos; Aminoglicosideos; Anfotericina B. 31 Outros fatores que podem alterar os resultados: ingestão excessiva de proteínas na dieta antes do exame; exercício físico violento; falhas na obtenção de amostras de urina e erros na sua conservação. CLEARANCE DE URÉIA (CÓDIGO AMB: 4.03.01.52-4) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE EXTRAÍDO POR PUNÇÃO DA VEIA DO BRAÇO E AMOSTRA DE URINA. Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos. Finalidade: avaliar a função renal. Preparação prévia: jejum completo de pelo menos 12 horas, previas ao exame. Descrição do exame: extração da amostra de sangue. Colheita de urina: esvaziar a bexiga e descartar a urina, beber água, colher nova urina uma hora após, e uma segunda amostra uma hora mais tarde. Resultados: Valores normais: 64 a 9 ml/minuto; se o fluxo urinário é de menos de 2 ml x minuto, o clearance normal está entre 41 a 68 ml/minuto. Se o fluxo urinário é menor que 1 ml/minuto o exame não pode ser realizado. Valores menores: Podem significar: fluxo sanguíneo renal diminuído por choque ou obstrução da artéria renal, glomerulonefrite aguda ou crônica, pielonefrite crônica bilateral avançada, necrosais tubular aguda, nefroesclerose, rim policístico bilateral, tuberculose renal, desidratação, insuficiência cardíaca congestiva, obstrução ureteral bilateral. Os resultados requerem alguns minutos de trabalho no laboratório. Os resultados são obtidos por dosagem química quantitativa de ureia no sangue e em amostras de urina. Confiabilidade dos resultados: boa. Medicamentos que podem alterar os resultados: estreptomicina, diuréticos tiazídicos, epinefrina, corticoesteróides, hormônio antidiurético. COLESTEROL TOTAL (CÓDIGO AMB: 4.03.01.60-5) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE EXTRAÍDO POR PUNÇÃO DA VEIA DO BRAÇO. 32 Objetivo do exame: Avaliação do risco aterogénico. É um dos fatores contribuintes à formação de ateromas. O risco de contrair doença cardíaca coronariana, aumenta paralelamente ao aumento do colesterol total. Para obter índices indicativos de risco é necessário definir um perfil lipídico, com os valores de colesterol total, LDL colesterol, HDL colesterol e triglicérides. Aumentos do colesterol total aparecem em hiperlipoproteinemias tipo I a, I b, I, hipercolesterolemia poligênica e hiperlipidemia familiar combinada. Confiabilidade do exame: Altamente confiável. Tempo gasto para realização do exame: 15 minutos. Preparação do paciente: Jejum estrito de 12 horas. Não consumir, antes do exame, drogas que estejam relacionadas ao aumento do colesterol como, por exemplo: ACTH, esteroides anabólicos, corticoesteroides e anticoncepcionais orais. Tempo necessário para obter os resultados: Entre 24 e 48 horas após a realização do estudo. Método utilizado para obter resultados: Enzimático. Valores normais: Valor desejado: 240 mg / dl. Valores diminuídos: Os niveles séricos de colesterol quando baixos aparecem na deficiência de alfa - lipoproteína (doença de Tangier), abetalipoproteinemias, desnutrição, necrose hepatocelular, hipotireoidismo, anemias megaloblásticas e sideroblásticas, dieta vegetariana. Valores Aumentados: Aumentos de colesterol total aparecem na colestase intra e extrahepática, doença hepatocelular, hipotireoidismo, gota, hipertensão essencial, diabetes, alcoolismo, anorexia nervosa. Ocorre elevação moderada nas hiperlipoproteinemias I, IV, V e na hipertrigliceridemia exógena primaria. Medicamentos que podem modificar os resultados: Aumentados: esteroides anabólicos, andrógenos, sais biliares, clorpromazina, corticosteróides, etanol (em alcoólatras) fenitoína, epinefrina, furozemida, meprobamato, anticoncepcionais orais, penicilina, tiazidas. Diminuída: Alopurinol, ácido ascórbico, eritromicina, estrógenos, kanamicina, ketoconazol, tetraciclina, clorpropamida, glucagon, metildopa, neomicina, progesterona. 33 COMPLEMENTO SÉRICO – (4.03.06.69-0/4.03.06.70-4/4.03.07.99-9/4.03.06.71-2/4.03.06.72- 0/4.03.06.73-9/ 4.03.06.74-7) Material a ser analisado: coleta de sangue venoso para determinação dos níveis plasmáticos de complementos. Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: úteis em pacientes com suspeita de Lúpus Eritematoso Sistêmico (C3, C4 e C3d), deficiência de complementos (C3, C4, complemento hemolítico), anafilaxia (anafilatoxinas C4a, C5a) e angioedema hereditário (C3, C4, C1q). Preparação previa: Resultados: Valores normais: C3 = 0,68 a 1,80 g/L; C4 = 0,18 a 0,60 g/L. Para outros complementos: verificar valores de referência fornecidos pelo laboratório examinador. Valores elevados podem ocorrer em: Valores diminuídos: a deficiência de complemento é um distúrbio comum (especialmente deficiência de C4 e C2), predispondo os indivíduos afetados às doenças recorrentes por Neisseria, infecções bacterianas diversas (deficiência de C3) e doenças causadas por imunocomplexos. O que é o exame: coleta de sangue venoso para pesquisa, no soro, de imunoglobulinas IgG ou frações do complemento ligadas às hemácias. Para que serve: útil no pré-natal de gestantes com sangue Rh negativo para avaliar a possibilidade de eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém- nascido), na triagem de anemias hemolíticas e provas transfusionais. - Em gestantes com sangue Rh negativo, a ausência de anticorpos anti- Rh no sangue resulta num resultado negativo no teste de Coombs indireto, estando indicado a repetição mensal do teste até o parto. A presença de um resultado positivo no teste traduz isoimunização (incompatibilidade Rh com o feto) e merece acompanhamento especializadodurante todo o curso da gestação. Valor de referência: negativo 34 Instruções para a realização do exame: a paciente deve informar se está grávida, a idade gestacional, número de filhos e história patológica pregressa gestacional. - Não é necessário jejum. CORTISOL PLASMÁTICO (CÓDIGO AMB:4.03.05.21-0) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos. Finalidade: Confirma o diagnóstico de Síndrome de Cushing. Ajuda no diagnóstico da doença de Addison. Diagnóstico da insuficiência supra renal secundaria. Preparação prévia: repouso por 10 a 12 horas antes do exame e repouso no leito nos 30 minutos que antecedem a extração da amostra. Dieta normal (3 gramas por dia) de sal durante os três dias prévios ao exame. Jejum prévio líquido e sólido de 12 horas. Resultados: Valores normais: Se a dosagem for realizada pela manhã, 7 a 28 mcg / ml. Caso seja efetuada a tarde, 2 a 18 mcg / ml. (os valores obtidos a tarde, em geral, correspondem a metade dos valores dosados pela manhã). Valores aumentados: Doença de Cushing. Valores diminuídos: Doença de Addison, secreção de ACTH, hipofisectomia, necrose hipofisaria pós-parto, craneofaringioma, adenoma cromófobo. Tempo necessário para obter resultados: dois a três dias. Técnica utilizada: radioimunoensaio. Credibilidade dos resultados: boa. Medicamentos que podem alterar os resultados: andrógenos, estrógenos, anticoncepcionais orais. Fenitoína. Fatores que pode ser alterar os resultados: doença hepática severa; doença renal; obesidade. CREATININA NO SANGUE (CÓDIGO AMB: 4.03.01.63-0) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE OBTIDO POR PUNÇÃO DA VEIA DO BRAÇO. 35 Tempo gasto para realização do exame: 5 minutos. Finalidade: avaliar a função renal, a função muscular, e também como coadjuvante no diagnóstico da distrofia muscular. Preparação prévia: restrição de exercício físico durante as 12 horas que antecedem o exame. Jejum de líquidos e sólidos de 12 horas. Resultados: Valores normais: homens 0.2 a 0.6 mg /dl; mulheres: 0.6 a 1 mg / dl. Valores aumentados: Pode significar: Lesão de células musculares; miopatias; dermatomiosite, esclerose lateral amiotrófica; gravidez, hipertireoidismo; ingestão exagerada de proteínas, falha da função renal e insuficiência renal. Tempo necessário para obter o resultado: alguns minutos de trabalho no laboratório. O exame é realizado por espectrofotometria. Credibilidade dos resultados: boa. Medicamento que podem alterar os resultados: a testosterona, quando usada como medicamento. Material a ser analisado: Sangue extraído por punção da veia do braço. A CPK é uma enzima intracelular. É encontrada em maior proporção no músculo esquelético, músculo cardíaco e cérebro. Um aumento da dosagem da CPK significa lesão celular. A extensão e gravidade da lesão, determinarão o grau de elevação da enzima. Objetivo do exame: Por ter uma distribuição tecidual tão específica, a determinação dos níveis séricos desta enzima, tem sido de grande utilidade na avaliação de doenças musculares, do infarto agudo do miocárdio e de diversos transtornos do músculo esquelético. Credibilidade do exame: Altamente confiável. Tempo gasto para realização do exame: 10 minutos. Preparação do paciente: Geralmente nenhuma preparação especial é necessária. Método utilizado para obter resultados: Ultravioleta. Valores normais: até 130 UI / ml em homens e até 110 UI / ml nas mulheres Valores aumentados: No infarto agudo do miocárdio, a CPK aumenta nas primeiras 2 a 6 horas, após o início do episódio, e alcança valores máximos nas 18 a 24 horas subsequentes. 36 Transtornos miopáticos (miocardite, polimiosite, dermatomiosite), distrofia de Duchenne, síndrome de Ree, hipotermia prolongada, hipotireoidismo, cirurgia, traumatismos, etc. Existem diversas causas que pode produzir aumento da CPK, como no caso de atividade física vigorosa ou trauma do músculo esquelético. Medicamentos que podem alterar os resultados: Aumento da CPK: Por anfotericina B, clofibrato, etanol, carbenozolona, halotano e succinilcolina administrados juntos, intoxicação com barbitúricos. CULTURA BACTERIOLÓGICA DO SANGUE (HEMOCULTURA) (CÓDIGO AMB: 4.03.10.24-8) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE EXTRAÍDO POR PUNÇÃO VENOSA. Tempo gasto para obtenção do material: 10 minutos. Finalidade: confirmar a existência de bactérias na circulação sanguínea e medir sua sensibilidade aos vários tipos de antibióticos. Resultados: Normal: Negativo. Quando o resultado é negativo, o exame se prolonga, realizando-se cultura em placa, durante uma semana. Resultado anormal: presença de bactérias na cultura pode significar: endocardite bacteriana; bacteremia; brucelose; choque tóxico, uma contaminação, etc. Tempo necessário para obter os resultados: 72 horas ou mais. Credibilidade dos resultados: razoável Descrição do exame: o sangue é incubado em meios específicos de cultura, para identificar distintos organismos. O que é o exame: coleta de sangue venoso para detecção de anticorpos do tipo IgM e IgG contra os quatro sorotipos do vírus do dengue. Para que serve: detecção de anticorpos específicos contra infecção pelo vírus do dengue. Anticorpos do tipo IgM são encontrados na infecção primária e secundária, sendo detectados títulos mais baixos ou ausentes na infecção terciária. Anticorpos do tipo IgG são menos específicos, podem advir de transferência vertical materna à criança ou serem positivos após vacinação contra febre amarela, mas sua dosagem é importante em áreas endêmicas, pois 37 partes dos pacientes reinfectados podem não apresentar aumento dos níveis de IgM. Período de detecção dos anticorpos: os anticorpos do tipo IgM contra o vírus do dengue são detectáveis desde o sexto dia da doença e perduram por até 90 dias, de modo que uma amostra positiva indica infecção, em curso ou recente, ocorrida nos últimos dois a três meses. Já os anticorpos do tipo IgG possuem níveis mais elevados na infecção secundária, podendo ser detectados nos primeiros dias de doença e persistem por dois a três anos após a infecção. Valor de referência: negativo Obs.: a coleta prematura da amostra, antes do 5o dia de sintomas, é uma importante causa de resultado falso-negativo. Portanto, é aconselhável realizar após 7 dias de início dos sintomas. DESIDROGENASE LÁTICA (LDH) (CÓDIGO AMB: 4.03.01.72-9) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE. Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos. Finalidade: Auxilia na diferenciação do infarto agudo do miocárdio e outras causas de dor torácica, tais como anemia, tromboembolismo pulmonar ou doença hepática, e é útil principalmente, quando uma enzima, a creatinofosfoquinase (CPK), não se normalizou nas primeiras 24 horas, de um possível ataque cardíaco. Preparação prévia: não é necessária. Resultados: As diversas variações ou isoenzimas da enzima tem utilidade no diagnóstico de lesões dos distintos órgãos. Coração: LDH1, LDH2. Pulmões: LDH3. Fígado e músculos: LDH4, LDH5. O teste tem mais utilidade quando se isolam as formas LDH1 e LDH2. Valores normais: LDH1 entre 18.1 e 29 % do total LDH2 entre 29.4 e 37.5% do total LDH3 entre 18.8 e 26 % do total LDH4 entre 9.2 e 16.5% do total LDH5 entre 5.3 e 13.4% do total Valores aumentados: podem indicar infarto do miocárdio. 38 Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. Os resultados do exame são determinados por análise química quantitativa. Credibilidade do exame: boa. Situações que podem alterar os resultados: gravidez; cirurgia recente; prótese valvular cardíaca. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA HEPATITE (CÓDIGOS AMB: Hepatite B - HBCAC - IgM (anti-core IgM ou Acorem) 4.03.06.968 / Hepatite B - HBeAC (anti HBE) 4.03.06.976 / Hepatite B - HBeAG (antígeno "E") 4.03.06.984/ Hepatite B - HBSAC (anti-antígeno de superfície) 4.03.06.992 / Hepatite B - HBSAG (AU, antígeno austrália) 40307018 / Hepatite C - anti-HCV 40307026 / Hepatite C - anti-HCV - IgM 40307034 / Hepatite C - imunoblot 40307042 / Hepatite delta, anticorpo IgG 40307050 / Hepatite delta, anticorpo IgM 40307069 / Hepatite delta, antigeno 40307077 / Hepatite B (qualitativo) PCR 40314073 / Hepatite B (quantitativo) PCR 40314081 / Hepatite C (qualitativo) por PCR 40314090 / Hepatite C (quantitativo) por PCR 40314103 / HEPATITE C - GENOTIPAGEM 40314111) A hepatite, doença que ataca o fígado, é uma doença viral, provocada por cinco diferentes tipos de vírus (A, B, C, D ou E). Ocasionalmente pode ser desencadeada por outras doenças (p.ex., mononucleose infecciosa e febre amarela), medicamentos (metildopa, isoniazida, nitrofurantoína) ou drogas (álcool ou drogas injetáveis). Pode ter evolução aguda ou crônica. Na maioria dos indivíduos, a inflamação se inicia abruptamente e dura apenas algumas semanas. De acordo com os diferentes vírus, pode ser transmitida por via oral, por saliva, urina, fezes, ato sexual ou transfusões de sangue. A água é um veículo de transmissão importante. 39 A hepatite viral aguda pode produzir desde uma doença menor semelhante a uma gripe até uma insuficiência hepática fatal. Em geral, a hepatite B é mais grave que a hepatite A e, ocasionalmente, é fatal. A hepatite C tem uma evolução pouco previsível. A doença aguda comumente é leve, mas a função hepática pode melhorar e, em seguida, piorar repetidamente durante vários meses. A hepatite A é a mais benigna e geralmente não leva a consequências para o indivíduo, podendo inclusive passar despercebida. Já a hepatite B é uma doença mais grave, geralmente transmitida por transfusões ou por usuários de drogas que compartilham da mesma agulha. Também pode ser transmitido ao recém-nascido durante o parto. Pacientes com doenças renais crônicas e que se submetem a hemodiálise também apresentam maior risco de contrair a hepatite B. O vírus da hepatite C é responsável por cerca de 80% dos casos de hepatite, originados por transfusões sanguíneas, além de muitos casos isolados de hepatite aguda. Ele é mais frequente em usuários de drogas injetáveis. Também pode decorrer da transmissão sexual, mas esta é pouco frequente. O vírus da hepatite C é responsável por muitos casos de hepatite crônica e por alguns casos de cirrose e de câncer de fígado. Outros vírus causadores da hepatite são: o vírus da hepatite D e o vírus da hepatite E. Diagnóstico A hepatite viral aguda é diagnosticada baseando-se nos sintomas apresentados pelo indivíduo e nos resultados dos exames de sangue que avaliam a função hepática. Em aproximadamente 50% dos indivíduos com hepatite viral aguda, será detectado um fígado sensível e um pouco aumentado de tamanho. Exames iniciais que devem ser realizados quando há suspeita de Hepatite: Hemograma completo; TGO e TGP (transaminases glutâmico oxalacetica e glutâmico pirurvica, exame que avalia a função hepática); Gama-GT; Fosfatase alcalina; Bilirrubinas; Glicose; Amilase (em pacientes com história de ingestão de bebidas alcoólicas); Ureia / Creatinina, em pacientes com idade superior a 40 anos; 40 Urina (EAS), em crianças e pacientes do sexo feminino; Diagnóstico Sorológico Específico: A partir da situação clinica que se deseja investigar, deve se selecionar ao testes mais apropriados para cada situação. Para o diagnóstico de qualquer tipo de hepatite devem ser tomadas as mesmas medidas na colheita das amostras: Material: Coleta de sangue suficiente para obter 0,5 ml de soro ou plasma (EDTA), para cada tipo de vírus que se deseja pesquisar. Observar Jejum de 8 horas Conservação: Até 14 dias entre 2 e 8O C Método utilizado: Imunoensaio enzimático Observação: As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem produzir resultados errôneos devido à presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno deve se colher a amostra antes da terapia com heparina. O que vai ser pesquisado? Hepatite aguda tipo A: O diagnóstico etiológico está baseado na detecção sorológica da fração IgM anti-HAV e IgG anti - HAV. Hepatite aguda tipo B: O diagnóstico etiológico está baseado na detecção sorológica do HBsAg, anti-HBc IgM, HBeAg/Anti-HBe. Hepatite aguda tipo C: O melhor teste sorológico para o diagnóstico da hepatite aguda tipo C é a pesquisa do HCV-RNA Como interpretar o resultado? Valor de referência para qualquer um deles: Negativo. Casos com valor de referência positivo devem ser interpretados pelo médico, segundo o exame solicitado. DOSAGEM DE GLICOSE (CÓDIGO AMB: 4.03.02.04-0) OUTROS NOMES: AÇÚCAR NO SANGUE, GLICEMIA, GLICEMIA DE JEJUM, GLICOSE NO SANGUE. Formalmente conhecida como: glicemia Qual o significado dos níveis de glicose no sangue? A glicose é um açúcar simples que serve como a principal fonte da energia para o corpo. Os carboidratos que nós comemos são quebrados na forma de glicose (e alguns outros açúcares simples), absorvidos pelo intestino delgado e 41 distribuídos por todo o corpo pela corrente sanguínea. A maioria das células do corpo necessita de glicose para a produção de energia; o cérebro e as células do sistema nervoso são as mais exigentes. O uso da glicose pelo corpo depende da disponibilidade de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. A insulina age transportando a glicose para dentro das células, estimulando o organismo a armazenar o excesso de glicose na forma de glicogênio (para o armazenamento a curto prazo) e/ou como triglicérides em células gordurosas. Os seres humanos não podem viver sem glicose ou insulina, e estas duas substâncias devem existir no organismo de forma balanceada. Normalmente, o nível de glicose no sangue eleva-se ligeiramente após uma refeição e a insulina é então secretada para abaixá-lo. A quantidade de insulina liberada é proporcional ao tamanho e à quantidade de açucares da refeição. Se a taxa de glicose no sangue ficar muito baixa, como pode ocorrer entre refeições ou após um exercício físico mais forte, o glucagon (um outro hormônio do pâncreas) é secretado na corrente sanguínea, para comunicar ao fígado para transformar parte do glicogênio armazenado em glicose novamente, elevando, assim, os níveis de glicose circulante. Se o mecanismo de feedback da glicose/insulina estiver trabalhando corretamente, a quantidade de glicose no sangue permanecerá razoavelmente estável. Se o equilíbrio for rompido e os níveis de glicose no sangue se elevarem, o corpo tenta restaurar a estabilidade, aumentando a produção de insulina e excretando glicose pela urina. A hiperglicemia ou a hipoglicemia severas podem ameaçar a vida, causando falência de órgãos, danos no cérebro, levando ao coma, e em casos extremos, à morte. Os níveis crônicos elevados de glicose no sangue podem causar danos progressivos aos órgãos do corpo tais como rins, olhos, coração, vasos sanguíneos e nervos. A hipoglicemia crônica pode levar a danos no cérebro e nos nervos. Algumas mulheres podem desenvolver a hiperglicemia durante a gravidez e está pode levar ao diabetes gestacional. Se não tratado pode fazer com que estas mães deem a luz a bebês acima do peso e que podem ter níveis baixos de glicose. As mulheres que tiveram diabetes gestacional podem desenvolver, ou não, o diabetes futuramente. Por que realizar o exame? 42 O objetivo do teste é determinar se o nível de glicose no sangue está dentro dos parâmetros saudáveis, fornecendo, desta forma, dados para investigação, diagnóstico e monitoramento da hiperglicemia (glicose elevada no sangue), hipoglicemia (glicose diminuída no sangue), diabetes e pré-diabetes. Quando realizar o exame? Glicemia: como parte do exame regular, quando você tiver sintomas que sugiram hiperglicemia ou hipoglicemia,