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ANÁLISE DE EXAMES 
 
1 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, 
científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o 
saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
SUMÁRIO 
 
NOSSA HISTÓRIA ..........................................................................................................1 
ANÁLISE DE EXAMES ..................................................................................................5 
TIPOS DE EXAMES DE LABORATÓRIO ....................................................................5 
Exames de Sangue .............................................................................................................5 
Hemograma .......................................................................................................................6 
Exame de Colesterol ..........................................................................................................6 
Exame da Glicose ..............................................................................................................7 
Exame PCR........................................................................................................................7 
Creatinina e Ureia ..............................................................................................................7 
Albumina ...........................................................................................................................8 
Fósforo, Cálcio, Sódio e Potássio ......................................................................................8 
T4 livre e TSH ...................................................................................................................8 
Ácido Úrico .......................................................................................................................8 
Exames Comuns em Análises Clínicas .............................................................................8 
Urina Tipo 1 (EAS) ...........................................................................................................9 
Exame de Fezes .................................................................................................................9 
EXAMES LABORATORIAIS........................................................................................12 
INTERPRETAÇÃO DE EXAMES PARA DIAGNÓSTICOS SEGUROS ...................12 
ACETONA ......................................................................................................................12 
ACIDO LÁTICO – LACTATO ......................................................................................12 
ACIDO ÚRICO NO SANGUE .......................................................................................13 
• AMILASE NA URINA.................................................................................................17 
 
3 
AMILASE NO SANGUE ...............................................................................................18 
AMNIOCENTESE E ANÁLISE DO LÍQUIDO AMNIÓTICO ....................................19 
• ANÁLISE DE GASES ARTERIAIS ............................................................................21 
ANÁLISE DE LÍQUIDO SINOVIAL ............................................................................22 
ANTICORPOS ANTIÁCIDO DESOXIRRIBONUCLEICO .........................................25 
ANTICORPOS ANTITIREOIDEANOS ........................................................................25 
ANTIESTREPTOLISINA O ...........................................................................................26 
AUDIOMETRIA .............................................................................................................27 
BILIRRUBINA NA URINA ...........................................................................................28 
BILIRRUBINA NO SANGUE .......................................................................................29 
CLEARANCE DE URÉIA..............................................................................................31 
COLESTEROL TOTAL..................................................................................................31 
COMPLEMENTO SÉRICO............................................................................................33 
CORTISOL PLASMÁTICO ...........................................................................................34 
CREATININA NO SANGUE .........................................................................................34 
CULTURA BACTERIOLÓGICA DO SANGUE (HEMOCULTURA) ........................36 
DESIDROGENASE LÁTICA (LDH).............................................................................37 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA HEPATITE (CÓDIGOS AMB:....................38 
HEPATITE C - GENOTIPAGEM 40314111) ................................................................38 
DOSAGEM DE GLICOSE .............................................................................................40 
EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES ....................................................................45 
FATOR ANTINÚCLEO (FAN)......................................................................................45 
FATOR REUMATÓIDE (FR) ........................................................................................47 
FERRITINA NO SANGUE ............................................................................................48 
FOSFATASE ÁCIDA .....................................................................................................49 
FOSFATASE ALCALINA .............................................................................................50 
FOSFATOS NO SANGUE .............................................................................................51 
 
4 
GAMA-GLUTAMIL TRANSFERASE – GGT..............................................................52 
HEMOGRAMA...............................................................................................................53 
HEMOSSEDIMENTAÇÃO............................................................................................57 
HIV - AIDS .....................................................................................................................57 
HORMÔNIO DE CRESCIMENTO, NO SANGUE.......................................................59 
HORMÔNIO LUTEINIZANTE NO PLASMA .............................................................60 
HORMÔNIO PARATIREOIDEANO NO SANGUE ....................................................61 
HPV – CAPTURA HÍBRIDA .........................................................................................61 
GAMA-GLUTAMIL TRANSFERASE – GGT..............................................................63 
PROVA DE LISE ÁCIDA EM SORO ACIDIFICADO.................................................65 
Teste de gravidez .............................................................................................................66e durante a gravidez; se você for 
diabético, até mais de uma vez ao dia para monitorar o nível de glicose no 
sangue. 
Como o exame é feito? 
Uma pequena amostra de sangue é retirada de uma veia no braço, ou 
para o autoexame, pode-se coletar uma gota de sangue através de uma picada 
na pele. É recomendado que os indivíduos estejam em jejum para realizar o 
teste. 
Para que o exame é solicitado por seu médico? 
O exame de dosagem da glicose sanguínea é solicitado para avaliar a 
quantidade de glicose que está circulando no sangue naquele momento. É 
utilizado para detectar hiperglicemia e hipoglicemia e ajudar a diagnosticar o 
diabetes. A glicemia pode ser medida em jejum (quando o sangue é coletado 8 
a 10 horas após a última refeição), aleatória (em qualquer momento do dia), pós-
prandial (após uma refeição) e/ou como parte de um teste oral de tolerância à 
glicose. O teste de tolerância à glicose é composto por uma série de exames 
para avaliar a glicose no sangue em diferentes momentos. Primeiro coleta-se 
uma amostra de sangue para glicemia de jejum, então o paciente bebe uma 
quantidade padrão de uma solução de glicose. Após isso, a coleta de sangue é 
executada mais algumas vezes, em intervalos de tempo específicos para avaliar 
as variações da glicemia ao longo do tempo. Este exame pode ser requisitado 
para auxiliar no diagnóstico do diabetes, ou como exame para acompanhamento 
da glicose sanguínea elevada. 
A maioria das mulheres grávida é investigada para a ocorrência de 
diabetes gestacional, uma forma provisória de hiperglicemia, entre a 24ª e 28ª 
semana de gravidez. Utiliza-se uma versão do teste de tolerância à glicose: uma 
sobrecarga de glicose é dada a gestante para que ela beba, e a glicemia é 
medida após uma hora. Se os valores encontrados forem maiores do que 
 
43 
aqueles estabelecidos para o diagnóstico de diabetes em pessoas não grávidas, 
considera-se que esta mulher está com diabetes gestacional. Nos casos em que 
a glicemia, 1 hora após a ingestão de uma sobrecarga oral de glicose, estiver 
acima do valor de referência, um teste de tolerância mais longo deve ser 
realizado para esclarecimento do caso. 
Os pacientes diabéticos devem monitorar seus próprios níveis de glicose 
sanguínea, em alguns casos, diversas vezes ao dia, para determinar quais os 
valores da glicemia e assim, avaliar qual a medicação oral ou insulina serão 
necessários. Isto é realizado, geralmente, colocando-se uma gota de sangue em 
uma tira padrão e introduzindo-a em uma pequena máquina, que fará a leitura 
digital da glicemia daquele paciente. Quando é solicitado o exame? 
Avaliar o nível de glicose no sangue é importante para triar os indivíduos 
saudáveis, os indivíduos diabéticos assintomáticos e os pré-diabéticos. Já que o 
diabetes é uma doença comum, que inicia com poucos sintomas. A avaliação da 
glicemia pode ocorrer durante campanhas de saúde pública ou como parte do 
programa de saúde das próprias empresas. Pode ser solicitada também durante 
uma consulta médica de rotina. A investigação é especialmente importante para 
pessoas com alto risco de desenvolver diabetes: com história de diabetes na 
família, acima do peso e com mais de 40 anos. 
O exame de glicemia também pode ser requisitado para ajudar no 
diagnóstico do diabetes, quando alguém tem sintomas de hiperglicemia, como: 
aumento da sede; aumento da quantidade de urina; cansaço; visão borrada; 
feridas de cicatrização lenta. 
Ou quando a pessoa apresenta sintomas de hipoglicemia, tais como 
sudorese; fome; tremores; ansiedade; confusão mental; visão borrada. 
O exame da glicemia é feito também em ambientes de emergência para 
determinar se o nível de glicose no sangue está baixo ou elevado, podendo 
contribuir para sintomas como desmaios ou inconsciência. 
Muitos médicos orientam seus pacientes diabéticos para auto avaliar o 
nível de glicose, uma ou várias vezes ao dia, monitorando desta forma as 
variações diárias da glicemia e facilitando assim, a escolha do melhor 
tratamento. 
As mulheres grávidas são geralmente avaliadas para o diabetes 
gestacional, em um período mais adiantado da gravidez, a menos que tenham 
 
44 
sintomas precoces ou já tenham história prévia de diabetes gestacional. Quando 
uma mulher é diagnosticada com diabetes gestacional, seu médico irá requisitar, 
geralmente, níveis de glicemia até o final da gravidez e após o parto para 
monitorar sua condição. 
O que é hipoglicemia? 
A hipoglicemia é caracterizada por uma queda na glicemia a um nível 
onde primeiramente causa sintomas no sistema nervoso (suor, palpitação, fome, 
tremores e ansiedade), depois começa a afetar o cérebro (causando confusão 
mental, alucinações, visão borrada, levando às vezes ao coma e à morte). Um 
diagnóstico real de hipoglicemia necessita de preencher a 
"tríade de Whipple". Estes três critérios incluem: 
Níveis baixos de glicose documentados (menos de 40 mg/dl ou 2.2 
mmol/L) testados frequentemente junto com níveis de insulina e às vezes com 
os níveis de peptídeo-C Sintomas de hipoglicemia 
Reversão dos sintomas quando a taxa de glicose no sangue retorna ao 
nível normal. 
O que significam os resultados dos exames? 
Níveis elevados de glicose indicam, mais frequentemente, diabetes, mas 
muitas outras doenças e circunstâncias podem também causar a elevação da 
glicemia. As informações a seguir resumem o que significam os resultados dos 
testes (baseadas nas recomendações da Associação Americana de Diabetes). 
Glicemia de jejum: De 60 a 109 mg/dl (3.9 a 5.5 mmol/L) - Normal De 100 
a 125 mg/dl (5.6 a 6.9 mmol/L) - Tolerância à glicose diminuída (pré-diabetes) 
Acima de 126 mg/dl (7.0 mmol/L) em mais de um teste - Diabetes Melitus 
Teste de Tolerância Oral à Glicose (exceto grávidas) (2 horas após 75g 
de glicose oral) 
Menor que 140 mg/dl (7.8 mmol/L) – Glicose de jejum alterada De 140 a 
200 mg/dl (7.8 a 1.1 mmol/L) - Tolerância à glicose diminuída. 
Acima de 200 mg/dl (1.1 mmol/L) em mais de um teste, em diferentes 
ocasiões - Diabetes Melitus. 
Triagem para Diabetes Gestacional: Teste de sobrecarga de glicose (1 
hora após 50g de glicose oral) 
Menor que 140* mg/dl (7.8 mmol/L) - Tolerância normal à glicose Maior 
ou igual a 140* mg/dl (7.8 mmol/L) – Anormal 
 
45 
* Alguns trabalhos utilizam o corte >130 mg/dl (7.2 mmol/L) porque assim 
identificam 90% das mulheres com diabetes gestacional, comparado com 80% 
de identificação quando utilizado o limiar de >140 mg/dl (7.8 mmol/L). 
Diagnóstico de Diabetes Gestacional (100g de glicose oral) 
1 hora após a sobrecarga de glicose*magnésio bismuto antidiarreicos 
FATOR ANTINÚCLEO (FAN) 
(CÓDIGO AMB: 4.03.06.85-2) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. 
Tempo gasto para o procedimento: 5 a 10 minutos. 
 
46 
Finalidade: avaliar o sistema imunológico e os anticorpos antinucleares. 
Outras provas são necessárias para confirmar o diagnóstico. Usado para 
descartar o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). 
Preparação prévia: não é necessária. Descrição do exame: realizado por 
imunofluorescência e microscopia com luz ultravioleta. Resultados: 
Valores normais: negativos, quando se obtém títulos de 1:32 ou menores. 
A ausência de FAN descarta LES. 
Valores positivos, porém baixos, podem indicar: 
Doença viral. Doença hepática. Doença vascular do colágeno. Doença 
auto-imune. 
Tempo necessário para obter o resultado do exame: 4 a 5 dias. 
Confiabilidade do exame: boa. Não é específica para nenhuma doença, porém 
sua presença coincide com a de diversas doenças autoimunes. Drogas que 
podem alterar os resultados: 
• Acetazolamida 
• Ácido aminosalicílico (PAS) 
• Clorpromazina 
• Clorotiazida 
• Clofibrato 
• Etosoxemida 
• Sais de ouro 
• Griseofulvina 
• Hidralazina 
• Isoniazida 
• Mefentoina 
• Metildopa 
• Anticoncepcionais orais 
• Acido para-amino-salicílico 
• Penicilina 
• Fenilbutazona 
• Fenitoina 
• Primidona 
• Procainamida 
• Propiltiouracil 
 
47 
• Quinidina 
• Reserpina 
• Estreptomicina 
• Sulfonamidas 
• Tetraciclinas 
• Tiouracil 
• Trimetadiona 
FATOR REUMATÓIDE (FR) 
(CÓDIGO AMB: 4.03.06.86-0) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE 
Tempo gasto para a obtenção do material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: detectar a presença no sangue do fator reumatoide (um auto-
anticorpo da classe IgM) e confirmar o diagnóstico de artrite reumatoide. O FR é 
positivo em 5 a 10% da população saudável e em 25% dos indivíduos maiores 
de 70 anos. Está presente em 10 a 40% dos portadores de infecções crônicas 
(sífilis, lepra, tuberculose, malaria, doença hepática crônica, etc). O FR é 
negativo em 1/3 dos pacientes com Artrite reumatoide. 
Preparação previa: não é necessária. Resultados: 
Valores normais: títulos menores de 1:20 (negativo) 
Valores aumentados podem indicar: Artrite reumatoide, Lúpus 
eritematoso sistêmico, Hepatopatia crônica, Pneumopatia crônica, Endocardite 
subaguda, Sarcoidose, Sífilis, 
Tuberculose, Mononucleose infecciosa, Esclerodermia, Polimiosite. 
Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no 
laboratório. O resultado é obtido através de uma prova de aglutinação de 
glóbulos vermelhos de carneiro, ou através de uma prova de fixação de 
partículas de látex. 
Especificidade regular: Aproximadamente 25 % dos pacientes, com artrite 
reumatoide, apresentam resultados negativos. 
Confiabilidade dos resultados: boa. Medicamentos e fatores que podem 
alterar os resultados: 
Corticóides Lípides aumentados no sangue 
Crioglobulinas 
 
48 
FERRITINA NO SANGUE 
 (CÓDIGO AMB: 4.07.12.27-3) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE OBTIDO DA VEIA DO BRAÇO. 
Tempo gasto para a obtenção do material: 5 minutos. 
Finalidade: descartar a deficiência e sobrecarga de ferro. Dosar a reserva 
de ferro. Diagnóstico diferencial entre deficiência de ferro e inflamação crônica. 
Preparação prévia: não é necessária. Deve-se informar ao médico, caso 
tenha recebido recentemente transfusão sanguínea recente. 
Resultados: Valores normais: 
Homem 20 a 300 ng / ml Mulher: 20 a120 ng/ ml. Crianças de 6 meses a 
15 anos: 7 a 140 ng/ ml Bebês de até 1 mês: 200 a 600 ng/ ml Recém-nascido: 
25 a 200 ng/ml. 
Valores aumentados indicam: Anemia hemolítica crônica; Doença renal 
crônica; Infecção aguda ou crônica ou inflamação. Também está aumentada na 
doença de Hodgkin; sobrecarga de ferro; leucemia; doença hepática. 
Valores baixos podem indicar: deficiência de ferro. 
Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no 
laboratório. O exame é realizado por radioimunoensaio. 
Confiabilidade dos resultados: boa 
Material a ser analisado: coleta de sangue venoso para determinação dos 
níveis de ferro sérico. 
Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: 
detectar alterações da concentração corporal de ferro. 
Preparação previa: jejum prévio de 8h, evitar consumir suplementos e 
alimentos ricos em ferro na véspera do exame. 
Valores normais: 50 à 150 microg/dL. 
Valores elevados: podem ocorrer em estados de intoxicação aguda por 
ferro elementar (1 comprimido de 200 mg de sulfato ferroso contém 60 mg de 
ferro elementar; intoxicações agudas graves podem ocorrer após a ingestão de 
mais de 30 mg de ferro elementar por kg de peso), hemocromatose, hemólise, 
anemias hemolíticas, hemossiderose, necrose hepática, hepatite, eritropoiese 
ineficiente e intoxicação por chumbo. 
 
49 
Valores diminuídos: podem decorrer de perda crônica de sangue 
gastrointestinal, sangramento menstrual abundante crônico, absorção 
inadequada de ferro, ingestão inadequada de ferro, anemia por deficiência de 
ferro, nefrose, gestação (tardia). 
Tempo requerido para obter os resultados: 20 a 30 minutos. Segurança 
dos resultados: boa. Drogas que podem alterar os resultados: suplementos de 
ferro. 
FOSFATASE ÁCIDA 
 (CÓDIGO AMB: 4.03.01.87-7) É A DOSAGEM DE UMA ENZIMA NO 
SANGUE. 
Material a ser analisado: sangue obtido da veia do braço. Tempo gasto 
para a obtenção do material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: O exame é realizado no caso de suspeita do câncer de 
próstata, juntamente com os exames clínicos. Também é usado para monitorar 
a resposta a terapêutica do câncer de próstata. Quando o tratamento demonstra 
êxito, existe uma queda das dosagens. 
Preparação prévia: O exame não pode ser efetuado se, nas 48 horas que 
o antecedem, realizou-se um exame retal. 
Dieta: jejum nas 12 horas que antecedem o exame. Resultados: 
Os valores normais dependem do método utilizado. As provas são 
efetuadas por métodos químicos quantitativos, os valores normais variam de 0 a 
1,1 unidades por ml no método Bodanske; de 1 a 4 unidades por ml no método 
King Armstrong; e 0,13 a 0,63 unidades por ml no método de Bessee-Lowerre-
Brock. 
Valores elevados podem indicar: Disseminação do tumor para fora da 
cápsula prostática, infarto prostático, Doença de Paget, Doença de Gaucher. 
Drogas que podem alterar os resultados: 
Clorofibratos Fluoretos 
Fosfatos. 
Outros fatores que podem alterar os resultados: 
Massagem prostática recente. Cateterismo 
Exame retal recente. 
 
50 
FOSFATASE ALCALINA 
 (CÓDIGO AMB: 4.03.01.8-5) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE OBTIDO POR PUNÇÃO DA VEIA DO BRAÇO. 
Objetivo do exame: Diagnóstico de doenças ósseas, nas quais há 
diminuição ou aumento da atividade das células ósseas. Também é utilizado no 
diagnóstico de patologias hepáticas, como por exemplo, a icterícia obstrutiva. 
A fosfatase alcalina é uma enzima produzida em vários órgãos, incluindo 
ossos, fígado e intestinos, e é encontrada normalmente no sangue de pessoas 
sadias. 
As concentrações de fosfatase alcalina podem aumentar sempre que 
aumente a atividade das células ósseas (por exemplo, durante o período de 
crescimento ou depois de uma fratura) ou como resultado de doenças ósseas, 
que incluem a osteomalacia, o câncer ósseo, e a doença de Paget. 
Confiabilidade da prova: boa. 
Valores normais: 
1,5 a 4 unidades Bodanske 3 a 13 unidades King Armstrong 1 a 2,5 
unidades Bessee 
Valores diminuídos: no hipotireoidismo, escorbuto, cretinismo, 
acondroplasia. 
Valores aumentados: Doenças renais (raquitismo renal), doenças 
metabólicas ósseas (fraturas em fase de consolidação), doenças ósseas 
(carcinoma metastásico ósseo, sarcoma, mieloma, doença de Paget), doenças 
hepáticas (obstrução biliar, colangite, cirrose portal), septicemia, colite ulcerosa, 
tireotoxicose, hiperparatireoidismo, má absorção (déficit de vitamina D), infarto 
agudo do miocárdio, infartopulmonar, infarto renal. 
Situações que podem alterar os resultados: A fosfatase alcalina aumenta 
durante o uso dos seguintes medicamentos: 
Vitamina D Acetaminofen 
Cefotaxime 
Fluorceina 
Magnésio 
Alopurinol 
ácido amino salicílico 
 
51 
andrógenos 
anticonvulsivantes 
barbitúricos 
bromocriptina 
captopril 
carbamazepina 
cefalosporina 
ciclosporina 
eritromicina 
gentamicina 
tetraciclina 
Uso de heroína 
Situações como a gravidez, câncer de pulmão ou de mama, mesmo sem 
metástase óssea, alcoolismo crônico, falta de jejum adequado ou ingestão de 
alimentos muito gordurosos, fase de crescimento, menopausa, gravidez, 
obesidade e hemólise. 
Valores diminuídos são encontrados devido à: administração de 
anticoncepcionais orais, 17-b -estradiol, etinilestradiol, prednisona, b -
propiolactona, tamoxifeno. 
FOSFATOS NO SANGUE 
(CÓDIGO AMB (ANTIGO): 28.01.08.92) MATERIAL A SER 
ANALISADO: SANGUE OBTIDO DA VEIA DO BRAÇO. 
Tempo gasto para a obtenção do material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: Diagnóstico de alterações do balanço hidroeletrolítico e 
diagnóstico de doenças renais. Detecção de patologias endócrinas. Detecção de 
transtornos do metabolismo do cálcio. Detecção de patologias ósseas. 
Preparação prévia: não é necessária. 
Resultados: Valores normais: 2.5 a 4.5 mg/dl determinado por absorção 
atômica; 1.8 a 2.6 mEq/litro determinado por análise química quantitativa. Em 
crianças em idade de crescimento: 7mg/dl a 4.1 mEq/litro. 
Valores aumentados: Podem resultar de alteração do metabolismo ósseo, 
causado por depósitos de fosfato de cálcio. 
 
52 
Quando os valores são altos, podem ser o resultado de um quadro de 
acidose, que ocorre na cetoacidose diabética. Acromegalia. Doenças ósseas. 
Consolidação óssea em pacientes que sofreram fraturas. Hipoparatireoidismo. 
Obstrução intestinal. Insuficiência renal 
Valores baixos ou diminuídos: Hiperparatireoidismo. Síndrome de má 
absorção. Má nutrição. Acidose tubular renal. Tratamento da cetoacidose 
diabética. 
Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no 
laboratório. Os resultados são obtidos por análise química quantitativa ou por 
absorção atômica. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: 
Acetazolamida, esteróides anabólicos, antiácidos com capacidade de se 
unir a fosfatos, uso de soros glicosados endovenosos, de forma prolongada, uso 
de adrenalina, insulina, hormônios masculinos, vitamina D (em quantidades 
excessivas). 
Outros fatores que podem alterar os resultados: 
Deficiência de vitamina-D Vômitos e diarreia 
A dosagem sanguínea de fosfato deve ser sempre acompanhada, da 
dosagem sanguínea do cálcio, para comparar os resultados. 
GAMA-GLUTAMIL TRANSFERASE – GGT 
(CÓDIGO DA AMB 4.03.01.9-0) 
O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da 
concentração de gamaglutamil transferase (GGT). 
Para que serve: auxilia no diagnóstico de colestase hepatobiliar e 
consumo de álcool. Pode se encontrar em valores elevados no câncer de fígado. 
A GGT aumentada permite detectar o envolvimento hepático nas infecções, 
como citomegalovirose, mononucleose infecciosa, e também nas pancreatites e 
colecistites agudas. 
Valor de referência: 
 
Valores aumentados: ocorrem em hepatites, cirrose hepática, tumores 
hepáticos e uso de drogas hepatotóxicas. Algumas drogas podem elevar os 
 
53 
níveis de GGT incluem fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, ácido valpróico 
(anticonvulsivantes) e anticoncepcionais 
Valores diminuídos: algumas drogas podem reduzir os níveis de GGT, 
como azatioprina, clofibrato, estrógenos e metronidazol. 
Instruções para a realização do exame: informar medicamentos em uso. 
Material a ser analisado: coleta de sangue venoso (deve-se tomar todo o 
cuidado necessário para eliminar resíduos de ar dentro do material colhido; toda 
e qualquer bolha deve ser removida da amostra imediatamente). No caso de 
transporte do material até o local de leitura, o mesmo deve ser transportado a 2-
8ºC, realizando-se a leitura dentro de – no máximo – 15 minutos. 
Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: determinar a presença ou não de distúrbios ácido-básicos e 
do estado de perfusão tecidual. 
Preparação previa: nenhuma. 
 
Valores elevados: podem ocorrer em estados de alcalose, incluindo 
aqueles decorrentes da perda de ácido do fluido extracelular pela urina ou fezes, 
perda de conteúdo ácido do suco gástrico devido a vômitos, administração 
excessiva de bicarbonato e tratamento excessivo com diurético, entre outros. 
Valores diminuídos: podem ocorrer em estados de má-oxigenação, 
exposição a altos níveis de gás carbônico e estados metabólicos de acidose, tais 
como hipocalemia, sobrecarga de volume, hiperosmolaridade, perda de minerais 
(cálcio e fosfato pela diurese), acidose paradoxal do SNC, superposição de uma 
alcalose metabólica devido à participação da reserva alcalina (isso ocorre com 
mais frequência nas acidoses com AG aumentado), hipóxia tecidual e 
catabolismo, entre outros. 
Tempo requerido para obter os resultados: 5 a 10 minutos. Segurança dos 
resultados: boa. 
HEMOGRAMA 
(HEMOGRAMA COM CONTAGEM DE PLAQUETAS E FRAÇÕES - 
ERITRÓCITOS, LEUCÓCITOS E PLAQUETAS - CÓDIGO AMB: 4.03.04.36-1) 
 
54 
O hemograma é um exame que analisa as variações quantitativas e 
morfológicas dos elementos figurados do sangue, para auxiliar o médico na 
formulação de uma hipótese diagnóstica. 
Segundo os hematologistas, não há como quantificar as informações que 
um hemograma pode oferecer ao médico. O importante a salientar é a análise 
que o mesmo pode proceder dos elementos do sangue. A série vermelha é 
constituída pelas hemácias e a sua análise quantitativa permite a observação 
dos quadros de anemias e das policitemias, que em conjunto com os índices a 
ela relacionados, trazem ao médico várias orientações importantes para as 
complementações propedêuticas. 
Na análise qualitativa das hemácias, sua morfologia, por vezes, é 
suficiente para confirmar alguma hipótese diagnóstica, como nos casos de 
drepanocitose ou anemia falciforme, além de ressaltar vários cuidados 
importantes na condução do determinado quadro clínico, como por exemplo, o 
encontro de hemácias fragmentadas em hipótese de comprometimento da 
micro-circulação. 
Importância 
A análise frequente dos leucócitos permite a confirmação de uma 
orientação proposta, de acordo com os dados achados no exame clínico. Um 
dos exemplos que mais frequentemente poderíamos utilizar seria a análise do 
leucograma associado a um quadro de suspeita de apendicite. Associados a 
outros exames laboratoriais e ultra-sonográficos, pode permitir a decisão do 
correto tratamento e resolução final para o caso. 
A acurada análise morfológica dos leucócitos, de realização muitas vezes 
difícil, devido às múltiplas variações que podem sofrer serve para definir o 
divisor, entre uma simples virose ou uma infecção bacteriana. 
As plaquetas completam os elementos figurados do sangue. Na maioria 
dos casos, as alterações quantitativas permitem identificar patologias 
hemorrágicas, como por exemplo, as púrpuras, e por vezes orientar ao clínico 
uma pesquisa de outras patologias, relacionadas à imunidade, que apresentam 
como manifestação primária, a diminuição de número desses elementos. A 
análise qualitativa, muitas vezes negligenciada, talvez pela dificuldade em 
realizá-la, orienta para hipótese de patologias primárias das plaquetas. Como 
síntese, a avaliação de um hemograma, pode ser o ponto inicial de uma 
 
55 
formulação diagnóstica, e sua importância se relaciona a facilidade de sua 
realização e a análise pormenorizada de suas variantes. 
O que compõe um hemograma? 
Com apenas uma pequena amostra de sangue, obtida por punção venosa 
ou arterial, coletada em recipiente com um anticoagulante específico (EDTA), 
pode-se obter os seguintes parâmetros com o hemograma: 
- A sérievermelha ou eritrocitária que é constituída pelos glóbulos 
vermelhos ou hemácias. Dentro desta série são avaliados os números de 
hemácias e a concentração de hemoglobina. 
- O hematócrito, que é a porcentagem da massa do eritrócito em relação 
ao volume sanguíneo. De posse desses dados, ele informa que são calculados 
os índices hematimétricos. 
 A chamada série branca ou leucocitária é constituída pelos glóbulos 
brancos ou leucócitos. Dentro desta série acontece a avaliação do número de 
leucócitos, além disso, é feita a diferenciação celular. 
- Na série plaquetária é avaliado ainda o número de plaquetas, como 
também, a sua morfologia. 
Série Branca ou leucocitária: 
Uma contagem elevada de leucócitos (leucocitose), com frequência 
assinala uma infecção, como, por exemplo, um abscesso, meningite, apendicite 
ou amigdalite. Uma contagem alta de leucócitos pode também resultar de 
leucemia e necrose tecidual devido às queimaduras, infarto do miocárdio ou 
gangrena. 
Uma contagem diminuída de leucócitos (leucopenia) indica depressão da 
medula óssea, que pode resultar de infecções virais ou de reações tóxicas, 
como, por exemplo, as que acompanham o tratamento com antineoplásicos, 
ingestão de mercúrio ou outros metais pesados, ou exposição ao benzeno ou 
arsênicos. A leucopenia caracteristicamente acompanha a gripe, febre tifoide, 
sarampo, hepatite infecciosa, mononucleose e rubéola. Além da contagem total 
de leucócitos, deve ser realizada a contagem diferencial, que irá definir 
patologias especificas e determinar muitas vezes a gravidade da infecção.De 
forma a assegurar um diagnóstico preciso, os resultados de testes diferenciais 
devem ser interpretados em relação à contagem de glóbulos brancos totais (4.0 
 
56 
a 10.0/ml). Para adultos, os valores absolutos e porcentagens normais incluem 
o seguinte: 
 
Para crianças, os valores absolutos e porcentagens normais podem 
diferir. Série vermelha ou eritrocitária: 
Para cada um dos itens avaliados, existem valores de referência. Por 
exemplo, em uma pessoa adulta, estes valores variam entre o sexo feminino e 
masculino e os valores destes índices são padrões normalmente estabelecidos 
e padronizados. Por exemplo, os valores de referência em adultos, no caso do 
homem para as hemácias em milhões/mm3 varia de 4,10 a 5,70 e na mulher, 
este número varia entre 4,0 até 5,20. Nas Crianças varia de 3,8 a 5,5 milhões de 
hemácias/ml de sangue venoso e nos bebês a termo de 4,4 a 5,8 milhões de 
hemácias/ml de sangue capilar ao nascimento, diminuindo para 3,8 milhões de 
hemácias/ml na idade de 2 meses, e aumentando lentamente daí em diante. 
Um outro exemplo é a análise da hemoglobina em g/dl. As concentrações 
de Hb variam, dependendo do tipo de amostra retirada (amostras de sangue 
capilar para bebês e amostras de sangue venoso para todos os demais) e da 
idade e sexo do paciente, da seguinte maneira: 
Recém-nascidos: 14 a 20 g/dl 1 semana de idade: 15 a 23 g/dl 6 meses 
de idade: 1 a 14 g/dl Crianças de 6 meses a 18 anos: 12 a 16 g/dl Homens: 14 a 
18 g/dl 
Mulheres: 12 a 16 g/dl. Tecido sanguíneo 
O sangue é um tecido líquido que veicula os elementos indispensáveis à 
vida. No corpo humano circulam cerca de 5 litros de sangue. As células 
sanguíneas formam-se principalmente na medula óssea, sobretudo nos ossos 
chatos e extremidades dos ossos longos. O sangue humano é composto pelo 
plasma em 5%, sendo 2% de leucócitos e plaquetas e os 43% restantes 
correspondem aos eritrócitos. 
 
57 
O sangue possui várias funções como o transporte de hormônios e 
enzimas, a manutenção da temperatura do corpo, a remoção dos resíduos 
tóxicos, o transporte de oxigênio substâncias nutrientes e a defesa do organismo. 
HEMOSSEDIMENTAÇÃO 
(CÓDIGO AMB: 4.03.04.37-0) 
Material a ser analisado: sangue extraído por punção da veia do braço. 
Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos. 
Objetivo: medir a queda da velocidade de decantação das hemácias, 
colhidas juntamente com o soro (plasma), associado a anticoagulante. É um 
indicador muito sensível de doença, quando existem outras alterações 
laboratoriais, porém não é específico. É utilizado para controlar a evolução de 
doenças inflamatórias, infecciosas ou tumorais. 
Preparação prévia: não é necessária. Resultados: Valores normais: 5 a 
20 m por hora. 
Valores aumentados podem ser significar: Anemia, Inflamação, Gravidez, 
Febre reumática, Tumores malignos, Paraproteinemia, Mieloma, Doença de 
Waldenströn, Artrite reumatóide, Doença de Kawasaki, Doença infecciosa 
bacteriana, etc. 
Valores diminuídos podem significar: Policitemia, Hipoproteinemia, etc. 
Tempo necessário para a obtenção dos resultados: 2 horas e meia. Os 
resultados são obtidos por visualização da quantidade de m que as hemácias 
sedimentam na primeira e na segunda hora. 
Credibilidade do exame: boa. Medicamentos que podem alterar os 
resultados: 
Salicilato Quinina Vitamina A Metildopa 
HIV - AIDS 
(SÍNDROME DE IMUNO DEFICIÊNCIA ADQUIRIDA) EXAME DE 
WESTERN BLOT (CÓDIGO AMB: 4.03.07.87-5) 
Material a ser analisado: sangue venoso. 
Tempo gasto para obter os resultados: 2 a 3 minutos. 
 
58 
Finalidade: Verificar a existência do vírus da AIDS, confirmando a 
presença de anticorpos séricos contra o vírus linfotrópico, do tipo I (HTL-I), das 
células T. 
Preparação prévia: Nenhuma. 
Resultados: Quando o exame é anormal ou positivo, consultar o médico 
imediatamente. 
Embora o resultado seja positivo, não indica que o paciente tenha a 
doença, apenas confirma a presença do vírus da AIDS no organismo. Diante 
dessa situação, devem se tomar as devidas precauções. 
Tempo necessário para obter os resultados: 1 a 2 semanas. 
Confiabilidade dos resultados: boa. É utilizado para confirmar ou descartar 
os testes de ELISA positivos. 
É um método mais caro e mais lento que o teste de ELISA. Causas de 
erro: 
Infecção subclínica. Reação cruzada com outros agentes virais. 
 
Material a ser analisado: coleta de sangue venoso. 
Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: Pacientes necessitando de transplante de órgãos, medula 
óssea, doadores vivos e cadáver, auxílio no diagnóstico de doenças (p.ex.: HLA 
- B27), entre outros. 
Resultados: Situados no braço curto do cromossomo 6, os genes do 
Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) desempenham um papel de 
grande importância no sistema imunológico humano. As proteínas resultantes 
destes locos são responsáveis pela apresentação de antígenos aos receptores 
de linfócitos T e B e estão situadas na membrana celular de quase todas as 
células do sistema imune. Eles formam as moléculas do complexo HLA (Humam 
Leucocyte Antigens), um dos principais determinantes da histocompatibilidade 
em transplantes. 
Tempo requerido para obter os resultados: 12-24h. Segurança dos 
resultados: excelente. 
O que é o exame: um monitor de Holter é uma máquina que grava 
continuamente os ritmos cardíacos. Ele é usado por 24 horas durante as 
 
59 
atividades normais. Eletrodos são colocados no peito e ligados ao monitor 
operado por bateria, o qual é carregado numa carteira e fica preso à cintura ou 
em volta do pescoço. 
Para que serve: o Holter de 24 horas é utilizado para determinar como o 
coração responde às atividades normais do dia-a-dia. O monitor pode ser 
indicado após um ataque cardíaco, para investigação de palpitações e síncope 
(tontura) e para diagnóstico de arritmias cardíacas, como fibrilação atrial, 
taquicardia atrial multifocal, taquicardia supraventricular paroxística. 
Instruções para a realização do exame: é importante que o paciente anote 
o que está fazendo e sentindo ao usar o monitor, especialmente sintomas 
cardíacos. Devem-se evitar detectores de metal, objetos magnéticos e áreas de 
alta voltagem ao se usar o dispositivo. O monitor não deve ser molhado. 
HORMÔNIO DE CRESCIMENTO, NO SANGUE. 
HORMÔNIO SOMATOTRÓFICO (STH)(CÓDIGO AMB: 4.03.05.63-5) 
Material a ser analisado: sangue. 
Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: confirmar 
diagnóstico de Dwarfismo, Acromegalia ou gigantismo. Auxilia no diagnóstico de 
tumores da hipófise. Ajuda no acompanhamento da terapêutica com hormônio 
do crescimento. 
Preparação prévia: jejum de sólidos e líquidos de pelo menos 12 horas. 
Resultados: 
Valores normais: Homem: não detectável a 5 ng / ml. Mulher: não 
detectável a 10 ng / ml. Valores altos em mulheres devido a efeito estrogênio. 
Crianças: de não detectável a 16 ng / ml. 
Níveis aumentados: podem indicar tumor hipotalâmico, com gigantismo 
em crianças e acromegalia nos adultos. 
Níveis baixos: podem indicar Dwarfismo. Câncer metastásico. Tumores. 
Tempo para obter resultados: 2 ou mais dias. Determinação por método 
de rádio imunoensaio. 
Confiabilidade do exame: boa. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: 
Ácido nicotínico Anfetaminas 
Arginina 
 
60 
Betabloqueadores 
Bromocriptina 
Corticoesteroides 
Dopamina. 
Glucagon 
Histamina 
Insulina 
Levodopa 
Metildopa 
Fenotiazidas (clorpromazina). 
HORMÔNIO LUTEINIZANTE NO PLASMA 
 (CÓDIGO AMB: 4.07.12.3-8) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. 
Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: determinar a infertilidade em mulheres e homens. Detectar a 
ovulação na mulher. Determinar causas de faltas de menstruação (amenorréia). 
Controle de tratamentos para induzir a ovulação na infertilidade feminina. 
Preparação prévia: não é necessária. Quando se obtém o material de 
mulher que não esteja na menopausa, deve se levar em conta a fase de ovulação 
presente no momento da extração. 
Resultados: 
Valores normais:Mulher em idade fértil: varia de acordo com a fase do 
ciclo menstrual: fase folicular: 50 a 15 mUI / ml; fase ovulatória: 30 a 60 mUI / ml; 
fase luteinizante: 5 a 15 mUI / ml. 
Mulher pós menopáusica: 50 a 100 mUI / ml Homem: 20 a 50 mUI / ml 
Crianças: 4 a 20 mUI / ml 
Valores aumentados: Mulher: ausência de ovários, estados iniciais da 
acromegalia, menopausa, falha ovárica. Homem: falha testicular. 
Valores diminuídos: Mulher: ausência de ovulação, hipogonadotropismo. 
Homem: disfunção testicular. 
Tempo necessário para obter os resultados: 3 dias. Os resultados são 
obtidos por rádio imunoensaio. 
 
61 
Medicamentos que podem alterar os resultados: estrógenos, 
progesterona, corticoesteróides, testosterona. 
Outro fator que pode alterar os resultados: Realização de algum exame, 
associado ao uso de substancia radioativa, nos últimos sete dias. 
HORMÔNIO PARATIREOIDEANO NO SANGUE 
(CÓDIGO AMB: 4.03.05.46-5) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. 
Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos. Finalidade: avaliar a 
possibilidade de alterações das paratireóides. Preparação prévia: jejum de 12 
horas (líquido e sólido). 
Resultados: 
Valores normais:Os níveis de HPT variam entre os laboratórios. O exame 
deve ser avaliado juntamente com os níveis de cálcio no sangue. 
Hormônio paratireoideano intacto: 210 a 310 picogramos / ml. Fração N-
terminal: 230 a 630 picogramos / ml. 
Fração C-terminal: 410 a 1760 picogramos / ml. 
Valores altos ou aumentados: podem indicar hiperparatireoidismo. 
Valores baixos ou diminuídos: Hipoparatireoidismo. Câncer de pulmão. Câncer 
renal, pâncreas ou ovário. Tempo necessário para obter os resultados: vários 
dias, após a extração de sangue. Técnica aplicada para obter os resultados: 
Radio imunoensaio. 
HPV – CAPTURA HÍBRIDA 
(CÓDIGO AMB: PROCEDIMENTO DIAGNÓSTICO POR CAPTURA 
HÍBRIDA 4.06.01.29-3) 
Introdução 
A Captura Híbrida é o exame mais moderno para se fazer o diagnóstico 
do HPV. É um teste de biologia molecular qualitativo e quantitativo, que amplifica 
e detecta o sinal dos híbridos formados pela reação enzima-substrato. A leitura 
do resultado é feita por quimioluminescência. 
O exame consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes do 
aparecimento de qualquer sintoma. O exame possibilita informar com certeza se 
o/a paciente é portador/a da infecção ou não. 
 
62 
É um exame útil no diagnóstico e acompanhamento da infecção pelo 
Papilomavírus Humano (HPV). Identifica 18 tipos do HPV, divididos em sondas 
de baixo e alto risco para câncer do colo do útero. Permite a detecção de 1 pg/mL 
de DNA-HPV, equivalente a 0,1 cópia de vírus por célula. 
A Captura Híbrida não identifica os tipos virais do HPV, e sim os grupos 
virais. O teste possui dois pools de sondas, uma para os vírus de baixo risco 
(não oncogênicos ou seja, que não causam o câncer) que pesquisa os tipos 
virais 6, 1, 42, 43 e 4; e outra para os vírus de alto risco (oncogênicos ou que 
podem causar o câncer) que pesquisa os tipos virais 16, 18, 31, 3, 35, 39, 45, 
51, 52, 56, 58, 59 e 68. 
Quem deve fazer o exame de captura híbrida? 
O exame é feito em pacientes com um resultado de exame Papanicolau 
alterado ou naquelas que tenham um alto risco para infecção pelo HPV. 
Como o material é obtido? 
O médico, para realizar o exame, deve recomendar à paciente: 
1. Não ter relações sexuais nos três dias que antecedem ao exame 2. Não 
realizar o exame durante o período menstrual 3. Não usar óvulos ou creme 
vaginal por uma semana antes do exame 4. Não fazer uso de ducha interna no 
dia do exame. 
O exame segue os mesmos procedimentos de outros exames 
ginecológicos, sendo muito simples e não causa dor. O material obtido provém 
de raspado ou secreção de lesões ou região suspeita (colo uterino, vagina, vulva, 
região perineal, perianal, anal, pênis, glande, prepúcio, bolsa escrotal, cavidade 
oral); biópsia (colo uterino, vulva, pênis, anus, etc). 
Se houver necessidade da coleta de exame para citologia, na mesma 
consulta, esta deve ser realizada em primeiro lugar. No caso de aplicação de 
ácido acético ou iodo, colposcopia ou ultrassom transvaginal, deve se aguardar 
3 dias para a realização do exame. Para coleta uretral, a paciente deve estar há 
pelo menos 4 horas sem urinar e, no homem, para coleta peniana, não deve ser 
realizada a higiene local por pelo menos 8 horas. 
Um único teste coletor pode realizar os exames para HPV de baixo e de 
alto risco e também pode também ser colhido material para isolamento de 
Clamídia e Gonococo. 
Como é feito o processamento laboratorial? 
 
63 
Após a coleta do material, o processamento laboratorial é semi-
automatizado. Reagindo com sonda gênica especifica, o material para análise 
forma híbridos de RNA/DNA que são capturados por anticorpos que revestem 
as paredes da microplaca. 
A seguir, os híbridos imobilizados, reagem com anticorpos específicos 
conjugados a fosfatase alcalina, formando um substrato estável que é 
posteriormente detectado por quimioluminescência ultra-sensível. 
Os valores lidos pelo quimioluminômetro são transmitidos a um 
computador, dotado de software específico, que analisa os números recebidos 
e faz os cálculos de validação do ensaio e a quantificação dos controles 
positivos, negativos e amostras. O software executa o relatório final do teste e 
sua impressão, não havendo margem de erro nos cálculos. 
Como interpretar os resultados? 
O resultado é considerado positivo quando as relações RLU/PCA para os 
vírus do grupo A (6, 1, 42, 43 e 4) e/ou RLU/PCB para os vírus do grupo B (16, 
18, 31, 3, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68) forem iguais ou maiores que 1. 
A Captura Híbrida contém sondas gênicas de 70% dos tipos de HPV de 
baixo risco e 9% dos oncogênicos. Valores das relações RLU/PCA e/ou 
RLU/PCB, menores que 50, indicando pequeno número de cópias virais por 
célula, podem significar infecção inicial ou fase de remissão espontânea. Nesses 
casos, a critério clínico, sugere-se, antes de qualquer tratamento, confirmar a 
presença de infecção ativa com nova coleta, após intervalo de três meses. Para 
verificar a eficácia do tratamento,indica-se colher nova amostra após três meses 
do término. 
GAMA-GLUTAMIL TRANSFERASE – GGT 
(CÓDIGO DA AMB 4.03.01.9-0) 
O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da 
concentração de gamaglutamil transferase (GGT). 
Para que serve: auxilia no diagnóstico de colestase hepatobiliar e 
consumo de álcool. Pode se encontrar em valores elevados no câncer de fígado. 
A GGT aumentada permite detectar o envolvimento hepático nas infecções, 
como citomegalovirose, mononucleose infecciosa, e também nas pancreatites e 
colecistites agudas. 
 
64 
Valor de referência: Homem: 10 a 50 U/L 
Mulher: 7 a 32 U/L 
Valores aumentados: ocorrem em hepatites, cirrose hepática, tumores 
hepáticos e uso de drogas hepatotóxicas. Algumas drogas podem elevar os 
níveis de GGT incluem fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, ácido valpróico 
(anticonvulsivantes) e anticoncepcionais 
Valores diminuídos: algumas drogas podem reduzir os níveis de GGT, 
como azatioprina, clofibrato, estrógenos e metronidazol. 
Instruções para a realização do exame: informar medicamentos em uso. 
O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da 
concentração de lipase, enzima produzida principalmente no pâncreas. 
Para que serve: auxilia no diagnóstico de pancreatite, permanecendo 
elevada por vários dias. Aumentos significativos devem ser 3 vezes superior ao 
limite da normalidade. 
Valor de referência: até 60 U/L 
Valores aumentados: podem ocorrer na pancreatite aguda, câncer 
pancreático, hemodiálise, colecistite, hemorragia intracraniana, afecções 
hepáticas, como certas icterícias e cirrose hepática, úlcera duodenal e 
gastroenterite viral. 
Valores diminuídos: podem ocorrer na gravidez (especialmente nos 
últimos meses, com imediata recuperação após o parto), tuberculose e outras 
doenças infecciosas. 
Drogas que podem alterar os valores: incluem betanecol, medicações 
colinérgicas, codeína, indometacina, meperidina, metacolina e morfina. 
O que é o exame: detecção de pequenas quantidades de proteína na urina 
coletada recentemente (corrigida pela creatinina) ou coletada em 12 ou 24 horas. 
Para que serve: ferramenta auxiliar no diagnóstico e evolução da 
nefropatia diabética, sendo indicativa de lesão renal potencialmente reversível 
através de tratamento clínico rigoroso. Também útil na detecção de lesão renal 
em pacientes com pré-eclâmpsia, hipertensão arterial e lúpus eritematoso 
sistêmico. Algumas outras condições elevam os valores de microalbuminúria, a 
saber: gravidez, exercício físico, quadros inflamatórios e infecciosos, infecção 
urinária, presença de sangue na urina (hematúria) e proteinúria postural benigna. 
Valor de referência: 
 
65 
Urina recente:REFERENCIAS: .............................................................................................................68 
 
 
 
 
 
5 
 
 
ANÁLISE DE EXAMES 
 
Os exames laboratoriais são uma série de exames ou testes indicados 
pelo médico ou em laboratórios de análises clínicas, afim de diagnosticar ou 
atestar uma doença. Eles também podem ser utilizados para a realização de 
exames de rotina, conhecidos como check-up. 
Os pacientes ou os médicos devem coletar amostras que depois serão 
analisadas. Por exemplo, na coleta de urina, o paciente segue todo um 
procedimento indicado pelo médico ou pelo laboratório para a coleta da amostra. 
Depois ocorre a manipulação e conservação do material, e por último, acontece 
a análise em laboratório, em que é emitido um laudo diagnóstico. 
Anteriormente, a margem de erro para os resultados era elevada, pois a 
análise não era feita com equipamentos de alta tecnologia. Mas ainda podem 
ocorrer erros derivados da falha em equipamentos, erros de digitação ou por 
fatores externos provocados pelo paciente como a ingestão de medicamentos, 
erros no jejum, transporte incorreto da amostra, dentre outros. 
Os exames mais comuns são o de sangue, conhecido como hemograma 
e os exames de fezes e urina. Além desses, existem uma série de exames 
laboratoriais para diferentes tipos de situações. 
TIPOS DE EXAMES DE LABORATÓRIO 
Exames de Sangue 
Os exames de sangue são realizados a partir de amostras desse material. 
A sua análise é importante, pois o sangue percorre todo o corpo executando 
várias tarefas, sendo uma delas o transporte de substâncias. Assim, é possível 
descobrir qualquer doença que se desenvolva nas partes do corpo humano. Veja 
alguns desses exames: 
 
6 
 Hemograma 
O hemograma é um exame realizado para a verificação da quantidade de 
células sanguíneas no corpo, plaquetas, glóbulos brancos e glóbulos vermelhos. 
Exame de Colesterol 
Exame feito para conferir os valores de colesterol dos tipos LDL, VLDL e 
HDL. 
O colesterol do tipo LDL e VLDL são considerados ruins e quando se 
acumulam nos vasos sanguíneos, podem obstruí-los e promover a 
aterosclerose, doença cardíaca que provoca o estreitamento dos vasos 
sanguíneos. Se esse colesterol ruim for elevado, o indivíduo pode sofrer um 
infarto. 
 
 
Já o HDL é o colesterol bom que elimina o colesterol ruim dos vasos 
sanguíneos. Quanto maior o seu valor, mais prevenido o indivíduo estará da 
aterosclerose. Para controlar o colesterol existem os valores de referência, que 
são valores ideais da quantidade de uma determinada substância, identificados 
por observação ou mensuração dentro da interpretação laboratorial. Veja: 
 
 
7 
O colesterol total, ou seja, a soma de todos os tipos, pode ser definido de 
acordo com os valores listados a seguir. 
O colesterol alto é definido por valores iguais ou superiores a esses: 
 Até 29 anos - 200 mg/dl; 
 De 30 a 39 anos - 225 mg/dl; 
 De 40 a 49 anos - 245 mg/dl; 
 Acima de 50 anos - 265 mg/dl. 
Exame da Glicose 
Exame conhecido também como teste de glicose, avalia a quantidade 
dessa substância presente no organismo. É ideal para pessoas com diabetes, 
para fazer o seu controle durante o tratamento ou para diagnosticar a doença. 
Para a realização desse exame, o indivíduo deve estar em jejum de no mínimo 
8 horas. 
 Valores abaixo de 100 mg/dl – normal; 
 Entre 100 e 125 mg/dl – indicador de pré-diabetes; 
 Acima de 125 mg/dl – diabetes. 
Exame PCR 
Exame que identifica quadros infecciosos dentro do organismo. Essa 
técnica foi desenvolvida por Kary Mullis, em 1983, e é muito utilizada em 
laboratórios para investigação biológica e médica como diagnosticar doenças 
hereditárias, infecciosas, identificação de impressões digitais genéticas, etc. 
Creatinina e Ureia 
Exame realizado para verificar o funcionamento dos rins. A principal 
função desse órgão é filtrar o sangue, retirando toxinas como a creatinina e a 
ureia. Se os valores dessas substâncias estiverem altas, os rins podem estar 
com problemas de funcionamento. A partir dos valores de creatinina e ureia, é 
possível ver o volume de sangue que está sendo filtrado por minuto (taxa de 
filtração glomerular). Quando essa taxa está abaixo de 60 ml/minuto, o indivíduo 
pode estar sofrendo de insuficiência renal. 
 
8 
Albumina 
É a proteína mais importante do plasma humano, que existe em maior 
quantidade no sangue e é sintetizada pelo fígado, auxiliando no diagnóstico de 
doenças como a cirrose. Essa proteína é responsável por regular a pressão do 
sangue. 
Fósforo, Cálcio, Sódio e Potássio 
Exame responsável por verificar os valores desses minerais no corpo. Se 
houveram alterações desses minerais no organismo, o médico deverá investigar 
o motivo delas. TGP (ALP) e TGO (AST) Esses exames analisam a saúde das 
células do fígado. Se os valores estiverem alto, significa que há lesões nas 
células hepáticas, indicando doenças como a hepatite. 
T4 livre e TSH 
Exames utilizados para verificação do funcionamento da tireoide e é 
utilizado para identificar doenças como o hipertireoidismo e hipotireoidismo. 
 Ácido Úrico 
Esse exame serve para diagnosticar o aparecimento de doenças como 
cálculos renais e gota. O ácido úrico é uma substância extraída da utilização de 
proteínas no organismo e é transportada pelo sangue para ser eliminada. Para 
realizar esse exame é necessário fazer um jejum obrigatório de 8 horas. 
Esse ácido pode aumentar por motivos hereditários, dietas, alta ingestão 
dietética de purina, substâncias que contém frutose, açúcar, alguns tipos de 
remédios. 
 Exames Comuns em Análises Clínicas 
Os materiais mais comumente pedidos para análise clínica são fezes, 
urina, sangue e expectoração. A maioria, fora o sangue, pode ser colhido em 
casa e permanece aos cuidados do paciente até a data de entrega para o 
laboratório que for analisar o material. No ambiente hospitalar, é possível o 
acolhimento de outros materiais para análise, como pus, líquido sinovial, pleural 
e outros. Já entre os exames mais pedidos estão o hemograma, bioquímica do 
sangue, hemostasia, imunologia e os exames parasitológicos, os quais precisam 
 
9 
do recolhimento de, entre outras substâncias, as fezes. São muitas dúvidas 
referentes a como recolher alguns desses materiais para análise. Especialmente 
os de fezes e urina, que possuem uma alta taxa de exames que atrasam por 
falhas no recolhimento do material. 
 Urina Tipo 1 (EAS) 
Exame simples que consiste em analisar a função dos rins e também 
identificar infecções urinárias. Já a urocultura é outro tipo de exame mais 
complexo que identifica a existência da infecção urinária, a bactéria causadora 
e verifica quais são os antibióticos necessários para combater a infecção. Para 
recolhimento desses materiais: 
 Não é necessário jejum; 
 Usar o material cedido pelo hospital; 
 Para homens: não colher o “primeiro jato”, começar a colher no meio da 
micção; 
 Para mulheres: não colher urina se estiver usando alguma pomada ou em 
período de menstruação; 
 Coletar a primeira urina da manhã ou de duas horas após a última micção; 
 Não esquecer de identificar o recipiente com nome completo do paciente. 
Exame de Fezes 
O exame parasitológico das fezes é utilizado para verificar a presença de 
bactérias e parasitas nas fezes, sangramento gastrointestinal, distúrbios 
hepáticos, etc. Para o recolhimento desses materiais é necessário: 
 Usar o coletor dado pelo hospital para tal fim; 
 Tomar cuidado para não misturar as fezes com urina ou líquido do vaso 
sanitário; 
 Colher muco ou sangue que possa ter saído junto às fezes; 
 Identificar o coletor com nome do paciente e encaminhar ao hospital o 
mais cedo possível. 
Tabela 1 – Valores de Referência para adultos. 
Hemoglobina (g/dL) (12,0-15,5) 
Hematócrito (%) (35-45) 
VCM (FL) (82-98) 
 
10 
HCM (FL) (82-98) 
Albumina (g/dL) (3,5,-4,8)Proteínas totais (g/dL) (6-8,5) 
Ferro sérico (ug/dL) (40-160) 
UIBC (140-280) 
Ferritina (ng/ml) (Mulheres:6-159; Homens:28-397) 
Vit B12 (pg/ml) (174-878) 
Vit A (360 – 1,200 ug/L) 
Ácido fólico (ng/ml) (3-17) 
Creatinina (mg/dL) (0,7-1,5) 
Uréia (mg/dL) (10-50) 
TGO (U/L) (até 38) 
TGP (U/L) (até 41) 
Fosfatase alcalina (U/L) (65-300) 
Gama GT (U/L) (11-50) 
Bilirrubinas totais (mg/dL) (0,2-1,2) 
Bilirrubina direta (mg/dL) (até 0,3) 
Bilirrubina indireta (mg/dL) (até 0,9) 
Glicemia (mg/dL) (70-100) 
Colesterol total (mg/dL) ( 35) 
LDL (mg/dL) (etc. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: 
Aumentado: gallamina, levonorgestrel. Diminuído: aspirina, 
anticonvulsivantes, metildopa, prednisona. 
 
16 
O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da 
concentração de alfa-1- antitripsina, componente mais comum das α1-
globulinas. 
Para que serve: a alfa-1-antitripsina é uma proteína de fase aguda, 
aumentando de forma rápida, mas inespecífica, em processos inflamatórios. 
Níveis elevados desta substância auxiliam no diagnóstico de infecções, 
vasculites, artrites e neoplasias. Níveis reduzidos, indicando deficiência genética 
de alfa-1-antitripsina, podem estar associados com enfisema pulmonar, doença 
hepática crônica, cirrose hepática e carcinoma hepatocelular. 
Valor de referência: 
0 a 1 mês: 79 a 222 mg/dl 
1 a 6 meses: 71 a 190 mg/dl 
6 meses a 2 anos: 60 a 160 mg/dL 
Adultos: 8 a 174 mg/dL 
Detecta a presença no sangue de alfafetoproteína. O método utilizado é 
a determinação por imunoensaio enzimático 
Material a ser obtido: sangue extraído da veia do braço. Tempo necessário 
para obtenção do material: 5 a 10 minutos preparação previa: nenhuma. 
Resultados: na mulher que não esteja grávida, a quantidade é menor que 
15 nanogramos por decilitro. Os valores normais variam na mulher grávida, de 
acordo com o tempo de gestação. Durante a gravidez normal está mais alto no 
começo e diminuindo no final. 
Valores altos na gestação podem significar: defeitos do tubo neural do 
feto, anencefalia, espinha bífida ou morte intrauterina do feto. 
Valores baixos na gestante indicam feto normal próximo do momento do 
parto. Em Homens ou mulheres não grávidas os valores altos podem indicar: 
Câncer de fígado Câncer de pâncreas 
Câncer de estômago 
Câncer de vesícula 
Câncer de vias biliares 
O resultado está disponível 3 a 4 dias depois da colheita. 
Alterações do ferro e de sua capacidade de fixação Material a ser 
analisado: sangue extraído da veia do braço. 
Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos. 
 
17 
Finalidade: Estimar o depósito total de ferro. Ajuda no diagnóstico da 
hemocromatose. Ajuda também no diagnóstico diferencial entre anemia por 
deficiência de ferro e anemia causada por doença crônica. Fornece informações 
sobre o estado nutricional do paciente adulto ou criança. 
Resultados: 
Capacidade de saturação total de ferro: Homens 70 a 150 mcg/dl. 
Mulheres 80 a 150 mcg/dl. Capacidade total de união de ferro 300 a 450 mcg/dl. 
Saturação de ferro 20 a 50%. 
Valores anormais: indicam deficiência de ferro, artrite reumatóide, 
sobrecarga de ferro. Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos 
de trabalho no laboratório. O exame é determinado por espectrofotometria. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: 
ACTH Cloranfenicol 
Suplemento de ferro 
Anticoncepcionais orais 
• AMILASE NA URINA 
(CÓDIGO AMB (ANTIGO): 2.80.10.25-6) MATERIAL A SER OBTIDO: 
URINA COLHIDA DURANTE 24 HORAS E CONSERVADA REFRIGERADA. 
Tempo necessário para obtenção do material: 24 horas. 
Finalidade: diagnóstico de pancreatite aguda ou inflamação de glândulas 
salivares, avaliação da função do pâncreas e das glândulas salivares. 
Preparação previa: abstenção de álcool 24 horas antes do exame. 
Resultados: 
Valores normais: cada laboratório deve informar seus valores normais. 
(Variam de laboratório para laboratório, segundo o método utilizado) 
Valores aumentados: podem significar pancreatite aguda, patologia da 
vesícula, carcinoma de cabeça de pâncreas, caxumba, acometimento do baço, 
obstrução do ducto pancreático ou ducto salivar, patologia renal. 
Valores diminuídos: podem significar: alcoolismo, caquexia, hepatite, 
abscesso hepático, cirrose, câncer de fígado. 
Tempo requerido para obter resultados do exame: alguns minutos de 
trabalho no laboratório. Os resultados são obtidos por métodos calorimétricos. 
Confiabilidade dos resultados: boa. 
 
18 
Medicamentos que podem alterar os resultados: indometacina; 
meperidina; morfina; diuréticos tiazídicos; pentazocina; codeína; fluorulos. 
Outras situações que podem alterar os resultados: álcool, contaminação 
bacteriana da urina, sangue na urina, menstruação, amilase salivar na urina 
consequente a tosse ou espirros sobre o material a ser analisada. 
AMILASE NO SANGUE 
( CÓDIGO AMB: AMILASE 4.03.01.28-1/AMILASE OU ALFA-AMILASE, 
ISOENZIMAS 4.03.02.13-0) 
Material a ser analisado: sangue obtido por punção de veia do braço. 
Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: Diagnóstico de lesão pancreática. Pancreatite. Diagnóstico 
diferencial entre a pancreatite e outras causas de dor abdominal aguda. 
Preparação previa: abstenção de álcool durante 12 horas antes do exame. 
Resultados: Valores normais: 60 - 180 unidades Somogei x dl. 
Valores elevados podem ocorrer em: Doença aguda das glândulas 
salivares; pancreatite aguda; obstrução da ampola de Vater; obstrução do 
conduto biliar comum; câncer de pâncreas; patologia pancreática por lesão 
ulcerosa péptica. 
Valores diminuídos: cirrose; hepatite; câncer pancreático; toxemia 
gravídica. 
Tempo requerido para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no 
laboratório, os resultados são determinados por radioimumensaio. 
Segurança dos resultados: boa. Drogas que podem alterar os resultados: 
Asparaginase Corticoesteroides 
Azatioprina 
Colinérgicos 
Ácido etacrínico 
Codeína 
Furosemida 
Meperidina 
Mercaptopurina 
Morfina 
Anticoncepcionais orais 
 
19 
Rifampicina 
Diuréticos tiazídicos 
Triamcinolona 
Sulfasalazina 
Outros fatores que podem alterar os resultados: 
Ingestão de álcool Contaminação do material com saliva. 
AMNIOCENTESE E ANÁLISE DO LÍQUIDO AMNIÓTICO 
(AMNIOCENTESE – CÓDIGO AMB: 4.09.02.01-3) (ROTINA DE LÍQUIDO 
AMNIÓTICO-AMNIOGRAMA – CITOLÓGICO; ESPECTOFOTOMETRIA; 
CREATININA E TESTE 
Material a ser analisado: líquido amniótico. Tempo necessário para obter 
o material do paciente: 45 a 60 minutos. 
Finalidade: Diagnosticar anormalidades fetais, particularmente as 
características cromossômicas e anormalidades e desordens do 
desenvolvimento do sistema nervoso fetal. 
Diagnosticar a doença hemolítica do recém-nascido. 
Determinar a maturidade fetal, principalmente a pulmonar. Identificar o 
sexo do feto, quando um ou ambos pais são portadores de patologias unidas ao 
sexo como a hemofilia. 
Diagnosticar transtornos metabólicos como a mucopolisacaridose. Avaliar 
a saúde fetal descobrindo a presença de fezes ou sangue ou dosando níveis do 
estriol ou hormônios tireoideanos fetais. 
O procedimento é frequentemente recomendado para as mulheres com 
mais de 35 anos, naquelas que tenham tido abortos, ou quando existe uma 
história familiar positiva para defeitos genéticos. Além disso, é utilizado em casos 
de gravidez de risco. 
Só 10% das más formações são descobertas pela amniocentese. Muitos 
transtornos como as más formações congênitas do coração, fenda palatina ou o 
atraso de desenvolvimento mental não podem ser diagnosticados pela prova. 
Preparação previa: 12 horas de jejum. Exige-se consentimento escrito da 
paciente, a qual deve ser informada sobre os riscos. 
Riscos: aborto espontâneo, lesão do feto ou da placenta. 
 
20 
Descrição do exame: Deve ser efetuado em uma clínica ou em um 
consultório médico, após a 16a semana da gravidez. Uma agulha estéril é 
inserida através da pele, músculo e útero, na cavidade amniótica. É dirigida até 
a parte posterior do pescoço do feto. A posição do feto é determinada por ultra-
sonografia. São aspirados cerca de 10 cm3 de líquido amniótico com uma 
seringa. 
Controla se posteriormente a frequência respiratória, a pressão arterial e 
o pulso da paciente, bem como os batimentos cardíacos do feto a cada 15 
minutos, durante 1 hora. 
A paciente deverá ser orientada para observar a presença de dor 
abdominal ou contrações abdominais, câimbras, calafrios, controle da 
temperatura,sangramento vaginal. Controlar também se existe, ao término da 
prova, hiperatividade fetal ou intensa hipoatividade, devendo comunicar 
imediatamente qualquer alteração ao médico. 
Resultados: Podem estar disponíveis dentro de alguns dias ou semanas. 
Os valores são determinados pela análise química do líquido extraído. 
Valores normais: O líquido deve ser claro, com cromossomos normais e 
não deve conter bilirrubina, mecônio, bactérias ou acetilcolinesterase, ou mais 
de 2 mg/100ml de creatinina. Deve apresentar fosfatidilglicerol e glicose menor 
que 45 mg/100ml. 
Confiabilidade dos resultados: boa. 
Fatores que podem alterar os resultados: 
Mononucleose infecciosa da mãe Cirrose 
Câncer 
Teratoma 
Tumor de mama 
Carcinoma gástrico 
Carcinoma pancreático 
Tirosinemia hereditária da mãe 
Sangue fetal no líquido extraído 
Presença de fezes do feto no líquido 
Falta de jejum prévio de 12 horas 
 
21 
• ANÁLISE DE GASES ARTERIAIS 
(GASOMETRIA – PH, CO2, AS, O2, BE – CÓDIGO AMB: 4.03.02.01-6) 
Material a ser analisado: sangue extraído por punção de uma artéria. 
Tempo necessário para obter o material: 15 minutos. 
Finalidade: Avaliar a troca de gases nos pulmões. Medir a pressão parcial 
de oxigênio 
(PaO2), pressão parcial de gás carbônico (PaCO2). Medida do pH para 
determinar a presença do equilíbrio ácido-base ou a concentração de hidrogênio 
(H+), conteúdo de oxigênio arterial (O2), Saturação de oxigênio (Sa-2), 
bicarbonato no sangue (HCO3-). 
Preparação prévia: não é necessária. Pode se realizar anestesia local. 
Resultados: Valores normais: 
PaO2: 75-100mmHg 
PaCO2: 35 - 45mmHg 
pH: 7.35 - 7.42 
CTO2: 15 - 23% 
O2: 94 - 100% 
HCO3: 22 – 26 mg/litro 
 
Valores anormais podem significar: 
Pneumotórax Fibrose intersticial do pulmão 
Anemia severa 
Diminuição do volume sanguíneo 
Diminuição da capacidade de transporte de oxigênio 
Asfixia 
Diarreia 
Excesso de ingestão de antiácidos 
Hiperventilação 
Doença renal ou hepática 
Vômitos Drogas estimulantes da respiração 
Infecciones severas 
Choque 
 
22 
Os resultados estão disponíveis cerca de 2 horas após a extração da 
amostra. Confiabilidade dos resultados: boa. 
Descrição do exame: Após a preparação da pele e da anestesia, se realiza 
uma punção de uma artéria previamente selecionada. 
Após a punção deve se pressionar durante alguns minutos a região e 
permanecer em repouso durante 20 minutos. 
O exame é determinado através de tecnologia apropriada, com 
determinação por eletrodos e comparação de cores. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: 
Acetazolamida Antiácidos 
Bicarbonato 
Ácido etacrínico 
Hidrocortisona 
Meticilina 
Melazona 
Nitrofurantoina 
Prednisona 
Tetraciclinas 
Diuréticos tiazídicos 
ANÁLISE DE LÍQUIDO SINOVIAL 
– 4.03.09.52-5 MATERIAL A SER ANALISADO: 3-5 ML DE LÍQUIDO 
SINOVIAL. 
Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: identificar a causa da inflamação nas articulações, para 
diagnosticar certos tipos de artrite e de doenças inflamatórias articulares (p.ex.: 
gota, osteoartrite, etc) e para aliviar a dor e a distensão causadas pelo acúmulo 
de líquidos em uma articulação. 
Preparação previa: pode ser necessário jejum prévio de 6 a 12 horas, caso 
seja necessário analisar a glicose. Na maioria dos casos, nenhum preparo prévio 
é necessário. 
Resultados: o líquido sinovial normal deve ser claro, amarelado e 
transparente o suficiente para ser possível ler um texto através dele. 
Valores alterados: 
 
23 
Característica Não inflamatório Inflamatório Sepse Cristais Hemartrose 
Limpidez Levemente turvo sanguinolento 
Cor Amarela Amarela Cinza esverdeado 
Amarelo leitoso 
Vermelho amarronzado 
Viscosidade Diminuída Baixa Diminuída 
 
% polimorfonucleares 50 >90a resposta ao tratamento. 
Preparação previa: não é necessária. 
Descrição do exame: É efetuado por radioimunoensaio, aglutinação, 
fixação do complemento ou imunoeletroforese. 
Resultados: valor normal menos de 1 mcg/ml de sangue. Valores 
elevados: indicativos de LES. 
1 a 2.5 mcg sugere fase de remissão de LES. 10 a 15 mcg/ml significa 
LES ativo. 
Quando são encontrados valores decrescentes indicam efetividade do 
tratamento. 
Tempo requerido para a determinação do exame: variável, de alguns 
minutos a dias segundo a técnica usada. 
Confiabilidade dos resultados: boa. 
ANTICORPOS ANTITIREOIDEANOS 
(CÓDIGO AMB: 4.07.12.1-7) MATERIAL A SER ANALISADO: SANGUE 
EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. 
Tempo necessário para realizar o exame: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: Avaliar a função tireoideana. Detecta a presença de anticorpos 
antitireoglobulina no sangue, indicativos de doença tireoideana, tireoidite de 
Hashimoto, doença de Graves. 
Preparação prévia: não é necessária. Descrição do exame: efetuado por 
imunofluorescência indireta. Resultados: 
 
26 
Valores normais: Títulos menores de 1:100 para a antitireoglobulina e 
para os anticorpos da fração antimicrossomial (10 % da população normal 
apresenta valores baixos destes anticorpos, e são considerados normais, e 20 
% da população acima de 70 anos também possui valores baixos, os quais 
também são considerados como dentro da normalidade). 
Valores alterados podem ser indicativos de: 
Doença Graves; Tireoidite auto-imune subclínica; Tireoidite de 
Hashimoto; Anemia perniciosa. 
Tempo necessário para efetuar o exame: alguns minutos. Confiabilidade 
dos resultados: baixa especificidade. 
ANTIESTREPTOLISINA O 
(PROVA PARA ANTICORPOS ANTIESTREPTOCÓCICOS) (CÓDIGO 
AMB: 4.03.06.4-5) 
Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço. 
Tempo gasto para o procedimento: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: A positividade do exame significa resposta imune ao 
estreptococo. É realizada para confirmar uma infecção recente por essa bactéria. 
Auxilia no diagnóstico da febre reumática e da glomerulonefrite pós-
estreptocócica. 
Diagnóstico diferencial entre febre reumática e artrite reumatóide. Pode 
ser indicada sua repetição para avaliar a atividade de uma febre reumática ou 
confirmar uma glomerulonefrite aguda. 
Preparação prévia: não é necessária. Resultados: 
Valores normais: Títulos de antiestreptolisina As menores que 85 
unidades Todd/ml, no adulto. Crianças em idade escolar, valores menores de 
170 unidades Todd/ ml. Para os pré-escolares se consideram normais valores 
menores que 85 unidades Todd/ ml. 
Valores altos: Indicam infecção estreptocócica recorrente ou prolongada. 
Provável febre reumática aguda ou glomerulonefrite pós-estreptocócica. 
Tempo necessário para efetuar o exame: alguns minutos. É realizado 
através de um teste de aglutinação. 
Confiabilidade dos resultados: boa 
Drogas e circunstancias que podem alterar os resultados: 
 
27 
• Antibióticos 
 • Corticosteróides 
• Infecções estreptocócicas da pele. 
 
AUDIOMETRIA 
(AUDIOMETRIA – TIPO VON BEKESY – CÓDIGO AMB:4.01.03.04-8) 
Material a ser analisado: Gráficos que são registrados em um papel e que 
demonstram a interpretação auditiva do paciente a distintos ruídos, que variam 
tanto em intensidade, quanto em tonalidade. 
Objetivo do exame: diagnosticar problemas auditivos, que podem ser 
secundários a trauma auditivo ou a perda súbita ou progressiva da audição. 
Confiabilidade do exame: muito boa. 
Tempo necessário para sua realização: 30 a 45 minutos. 
Preparação do paciente: Primeiramente deve se verificar, se o canal 
auditivo não está bloqueado por cera. 
Tempo necessário para obter o resultado: imediato. 
Técnica utilizada: O paciente é colocado em uma sala sem ruídos provida 
de um equipamento de audiometria, fones de ouvido e vendas. 
O paciente coloca os fones de ouvido e é orientado a levantar sua mão 
quando escute um som. Ele escutará seis sons diferentes, porém com 
diminuição progressiva do volume de cada um, diminuindo 10 decibéis de cada 
vez, até que não possa mais escuta-lo. 
O exame é repetido para cada ouvido. 
Em seguida se retiram os fones de ouvido e é colocada uma venda com 
um pequeno retângulo plástico, que permite a transmissão óssea dos sons, 
avaliando se comparativamente os dois ouvidos. Essa transmissão óssea 
também será avaliada, com os fones de ouvido colocados. 
Finalmente será experimentada a percepção das palavras, elas serão 
repetidas com os fones de ouvido colocados, para examinar a percepção da fala. 
Método utilizado para obter resultados: Determinar a habilidade de 
distinguir tons ou volumes de diferentes sons, assim como a vibração dos 
diapasões, quando o som é transmitido através do osso, ou através do ar. Uma 
 
28 
comparação, entre estes dois tipos de condução, pode ajudar a determinar, que 
parte do mecanismo do ouvido, é a responsável pela perda auditiva. 
Valores normais: Os resultados do audiograma são apresentados em 
forma de gráfico e mostram a quantidade de perda auditiva demonstrada em 
decibéis, com frequências diferentes (também chamados hertz ou Hz). As 
frequências altas, correspondem aos tons altos, e as frequências baixas, os tons 
baixos. A maioria do grau de variação dos audiogramas é em torno de 250 a 4,0 
Hz. O ouvido normal pode distinguir um som mínimo de 0 dB a 20 dB. A 
impossibilidade de perceber qualquer tom de 20 dB ou mais, indica um grau de 
perda auditiva. A análise da prova de percepção das palavras, uma repetição 
correta de 85% ou mais das palavras ditas pelo examinador, indica um 
diagnóstico normal. 
Valores alterados: Se o exame de condução óssea indica uma perda do 
ouvido condutivo, pode ser recomendado efetuar um timpanometria. 
Uma diferença no exame de tom ou de discurso, entre os dois ouvidos, 
pode ser uma justificativa para avaliar a presença, ou não, de um tumor acústico 
unilateral. 
Alguns fatores que podem alterar os resultados: Quando o exame não é 
realizado em um ambiente desprovido de ruídos, pode ocorrer uma alteração 
injustificada do exame. 
BILIRRUBINA NA URINA 
(CÓDIGO AMB: 4.03.1.0-7) MATERIAL A SER ANALISADO: URINA. 
Tempo necessário para obter o material: 2 a 3 minutos. 
Finalidade: determinar a causa da icterícia (cor amarela da pele e das 
mucosas). Preparação prévia: não é necessária. Resultados: Valores normais: 
não deve existir bilirrubina na urina. Valores anormais: sua presença indica 
icterícia. Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho 
no laboratório. Resultados obtidos: por espectrofotometria. Confiabilidade dos 
resultados: boa. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: acetofenazida, 
clorpromazina, nitratos, derivados da fenotiazida, vitamina C. 
Outros fatores que podem alterar os resultados: exposição da mostra de 
urina a luz solar ou a temperatura ambiente. 
 
29 
BILIRRUBINA NO SANGUE 
(CÓDIGO AMB: BILIRRUBINAS (DIRETA,INDIRETA E TOTAL) 
4.03.01.39-7/ PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA 
(BILIRRUBINAS,ELETROFORESE DE PROTEÍNAS. FA, TGO, TGP E GAMA-
PGT) 4.03.12.15-1) 
Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço, por punção. 
Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: Avaliar a função hepática e a condição dos glóbulos 
vermelhos. É de grande valor nos recém nascidos porque alerta sobre a 
elevação da bilirrubina no sangue, acumulo que pode provocar graves danos no 
cérebro, já que atravessa a barreira hematoencefálica. É útil no diagnóstico e na 
evolução das icterícias, das anemias e da obstrução biliar. Determinação da 
indicação de fototerapia nos recém nascidos. 
Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho 
no laboratório. A determinação se efetua por espectrofotometria. 
Preparação do paciente: jejum de 12 horas. Resultados: Valores normais: 
Bilirrubina total em adultos: níveis de 1.1 mg/ dl ou menores, sãoaceitáveis. Bilirrubina direta em adultos: resultados menores de 0.5 mg/dl. 
Bilirrubina total em recém nascidos: 1-2 mg/dl 
Valores aumentados: deficiência congênita de enzimas; doença de 
Gilbert; lesão hepática; anemia hemolítica severa; obstrução biliar; recém-
nascido com níveis de 20 mg/dl ou mais, indica necessidade de exanguíneo 
transfusão. 
Confiabilidade dos resultados: boa. Drogas podem alterar os resultados: 
Antimaláricos Ácido ascórbico 
Dextran 
Epinefrina 
Teofilina 
Fenazopiridina 
Fenozina 
Histidina 
Isoproterenol 
Levodopa 
 
30 
Metildopa 
Novobiocina 
Primaquina 
Estreptomicina 
Sulfonamidas 
Tirosina 
Material a ser analisado: Sangue extraído da veia do braço. Também pode 
ser dosado na urina. Coletar amostras de urina as 2, 6, 12 ou 24 horas e mantê-
las refrigeradas. 
Tempo gasto para a realização do exame: mais de 24 horas. 
Finalidade: avaliar a função renal, particularmente a forma de excreção de 
creatinina pelos rins e, por conseguinte, os produtos do metabolismo das 
proteínas. É também utilizado para controlar a evolução e o tratamento das 
patologias renais. 
Preparação prévia: não ingerir comidas copiosas no dia anterior ao 
exame. Não efetuar exercícios físicos intensos. 
Resultados: 
Valores normais: para pessoas de até 20 anos: Homens 90 ml por minuto 
por cada 1.73 m2 de superfície corporal. Mulheres 84 ml por minuto por cada 
1.73 m2 de superfície corporal. 
Em pessoas de mais idade diminui a quantidade de mililitros em torno de 
6 ml por minuto para cada década. 
Valores diminuídos: Podem indicar glomerulonefrite aguda ou crônica, 
necrose tubular aguda do rim, nefroesclerose, pielonefrite bilateral crônica. 
Insuficiência cardíaca congestiva, rim policístico bilateral, desidratação. 
Tuberculose renal, tumores malignos renais, obstrução ureteral bilateral, 
diminuição do fluxo arterial renal por choque ou obstrução das artérias renais. 
Tempo necessário para obter resultados: 1 a 2 horas de trabalho no 
laboratório. 
Técnica usada para obter resultados dosagem químico quantitativo de 
creatinina no sangue e na urina. 
Confiabilidade do exame: boa. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: Furozemida; diuréticos 
tiazídicos; Aminoglicosideos; Anfotericina B. 
 
31 
Outros fatores que podem alterar os resultados: ingestão excessiva de 
proteínas na dieta antes do exame; exercício físico violento; falhas na obtenção 
de amostras de urina e erros na sua conservação. 
CLEARANCE DE URÉIA 
(CÓDIGO AMB: 4.03.01.52-4) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE EXTRAÍDO POR PUNÇÃO DA VEIA DO BRAÇO E AMOSTRA DE 
URINA. 
Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos. Finalidade: 
avaliar a função renal. Preparação prévia: jejum completo de pelo menos 12 
horas, previas ao exame. 
Descrição do exame: extração da amostra de sangue. Colheita de urina: 
esvaziar a bexiga e descartar a urina, beber água, colher nova urina uma hora 
após, e uma segunda amostra uma hora mais tarde. 
Resultados: 
Valores normais: 64 a 9 ml/minuto; se o fluxo urinário é de menos de 2 ml 
x minuto, o clearance normal está entre 41 a 68 ml/minuto. Se o fluxo urinário é 
menor que 1 ml/minuto o exame não pode ser realizado. 
Valores menores: Podem significar: fluxo sanguíneo renal diminuído por 
choque ou obstrução da artéria renal, glomerulonefrite aguda ou crônica, 
pielonefrite crônica bilateral avançada, necrosais tubular aguda, nefroesclerose, 
rim policístico bilateral, tuberculose renal, desidratação, insuficiência cardíaca 
congestiva, obstrução ureteral bilateral. 
Os resultados requerem alguns minutos de trabalho no laboratório. 
Os resultados são obtidos por dosagem química quantitativa de ureia no 
sangue e em amostras de urina. 
Confiabilidade dos resultados: boa. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: estreptomicina, 
diuréticos tiazídicos, epinefrina, corticoesteróides, hormônio antidiurético. 
COLESTEROL TOTAL 
(CÓDIGO AMB: 4.03.01.60-5) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE EXTRAÍDO POR PUNÇÃO DA VEIA DO BRAÇO. 
 
32 
Objetivo do exame: Avaliação do risco aterogénico. É um dos fatores 
contribuintes à formação de ateromas. O risco de contrair doença cardíaca 
coronariana, aumenta paralelamente ao aumento do colesterol total. Para obter 
índices indicativos de risco é necessário definir um perfil lipídico, com os valores 
de colesterol total, LDL colesterol, HDL colesterol e triglicérides. 
Aumentos do colesterol total aparecem em hiperlipoproteinemias tipo I a, 
I b, I, hipercolesterolemia poligênica e hiperlipidemia familiar combinada. 
Confiabilidade do exame: Altamente confiável. 
Tempo gasto para realização do exame: 15 minutos. 
Preparação do paciente: Jejum estrito de 12 horas. Não consumir, antes 
do exame, drogas que estejam relacionadas ao aumento do colesterol como, por 
exemplo: ACTH, esteroides anabólicos, corticoesteroides e anticoncepcionais 
orais. 
Tempo necessário para obter os resultados: Entre 24 e 48 horas após a 
realização do estudo. 
Método utilizado para obter resultados: Enzimático. Valores normais: 
Valor desejado: 240 mg / dl. 
Valores diminuídos: Os niveles séricos de colesterol quando baixos 
aparecem na deficiência de alfa - lipoproteína (doença de Tangier), 
abetalipoproteinemias, desnutrição, necrose hepatocelular, hipotireoidismo, 
anemias megaloblásticas e sideroblásticas, dieta vegetariana. 
Valores Aumentados: Aumentos de colesterol total aparecem na 
colestase intra e extrahepática, doença hepatocelular, hipotireoidismo, gota, 
hipertensão essencial, diabetes, alcoolismo, anorexia nervosa. Ocorre elevação 
moderada nas hiperlipoproteinemias I, IV, V e na hipertrigliceridemia exógena 
primaria. 
Medicamentos que podem modificar os resultados: 
Aumentados: esteroides anabólicos, andrógenos, sais biliares, 
clorpromazina, corticosteróides, etanol (em alcoólatras) fenitoína, epinefrina, 
furozemida, meprobamato, anticoncepcionais orais, penicilina, tiazidas. 
Diminuída: Alopurinol, ácido ascórbico, eritromicina, estrógenos, 
kanamicina, ketoconazol, tetraciclina, clorpropamida, glucagon, metildopa, 
neomicina, progesterona. 
 
33 
COMPLEMENTO SÉRICO 
– (4.03.06.69-0/4.03.06.70-4/4.03.07.99-9/4.03.06.71-2/4.03.06.72-
0/4.03.06.73-9/ 4.03.06.74-7) 
Material a ser analisado: coleta de sangue venoso para determinação dos 
níveis plasmáticos de complementos. 
Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: úteis em pacientes com suspeita de Lúpus Eritematoso 
Sistêmico (C3, C4 e C3d), deficiência de complementos (C3, C4, complemento 
hemolítico), anafilaxia (anafilatoxinas C4a, C5a) e angioedema hereditário (C3, 
C4, C1q). 
Preparação previa: Resultados: 
Valores normais: C3 = 0,68 a 1,80 g/L; C4 = 0,18 a 0,60 g/L. Para outros 
complementos: verificar valores de referência fornecidos pelo laboratório 
examinador. 
Valores elevados podem ocorrer em: 
Valores diminuídos: a deficiência de complemento é um distúrbio comum 
(especialmente deficiência de C4 e C2), predispondo os indivíduos afetados às 
doenças recorrentes por Neisseria, infecções bacterianas diversas (deficiência 
de C3) e doenças causadas por imunocomplexos. 
O que é o exame: coleta de sangue venoso para pesquisa, no soro, de 
imunoglobulinas IgG ou frações do complemento ligadas às hemácias. 
Para que serve: útil no pré-natal de gestantes com sangue Rh negativo 
para avaliar a possibilidade de eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-
nascido), na triagem de anemias hemolíticas e provas transfusionais. 
- Em gestantes com sangue Rh negativo, a ausência de anticorpos anti-
Rh no sangue resulta num resultado negativo no teste de Coombs indireto, 
estando indicado a repetição mensal do teste até o parto. A presença de um 
resultado positivo no teste traduz isoimunização (incompatibilidade Rh com o 
feto) e merece acompanhamento especializadodurante todo o curso da 
gestação. 
Valor de referência: negativo 
 
34 
Instruções para a realização do exame: a paciente deve informar se está 
grávida, a idade gestacional, número de filhos e história patológica pregressa 
gestacional. 
- Não é necessário jejum. 
CORTISOL PLASMÁTICO 
(CÓDIGO AMB:4.03.05.21-0) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE EXTRAÍDO DA VEIA DO BRAÇO. 
Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: Confirma o diagnóstico de Síndrome de Cushing. Ajuda no 
diagnóstico da doença de Addison. Diagnóstico da insuficiência supra renal 
secundaria. 
Preparação prévia: repouso por 10 a 12 horas antes do exame e repouso 
no leito nos 30 minutos que antecedem a extração da amostra. 
Dieta normal (3 gramas por dia) de sal durante os três dias prévios ao 
exame. Jejum prévio líquido e sólido de 12 horas. 
Resultados: 
Valores normais: Se a dosagem for realizada pela manhã, 7 a 28 mcg / 
ml. Caso seja efetuada a tarde, 2 a 18 mcg / ml. (os valores obtidos a tarde, em 
geral, correspondem a metade dos valores dosados pela manhã). 
Valores aumentados: Doença de Cushing. 
Valores diminuídos: Doença de Addison, secreção de ACTH, 
hipofisectomia, necrose hipofisaria pós-parto, craneofaringioma, adenoma 
cromófobo. 
Tempo necessário para obter resultados: dois a três dias. 
Técnica utilizada: radioimunoensaio. Credibilidade dos resultados: boa. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: andrógenos, estrógenos, 
anticoncepcionais orais. Fenitoína. 
Fatores que pode ser alterar os resultados: doença hepática severa; 
doença renal; obesidade. 
CREATININA NO SANGUE 
(CÓDIGO AMB: 4.03.01.63-0) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE OBTIDO POR PUNÇÃO DA VEIA DO BRAÇO. 
 
35 
Tempo gasto para realização do exame: 5 minutos. 
Finalidade: avaliar a função renal, a função muscular, e também como 
coadjuvante no diagnóstico da distrofia muscular. 
Preparação prévia: restrição de exercício físico durante as 12 horas que 
antecedem o exame. Jejum de líquidos e sólidos de 12 horas. 
Resultados: Valores normais: homens 0.2 a 0.6 mg /dl; mulheres: 0.6 a 1 
mg / dl. 
Valores aumentados: Pode significar: Lesão de células musculares; 
miopatias; dermatomiosite, esclerose lateral amiotrófica; gravidez, 
hipertireoidismo; ingestão exagerada de proteínas, falha da função renal e 
insuficiência renal. 
Tempo necessário para obter o resultado: alguns minutos de trabalho no 
laboratório. O exame é realizado por espectrofotometria. 
Credibilidade dos resultados: boa. 
Medicamento que podem alterar os resultados: a testosterona, quando 
usada como medicamento. 
Material a ser analisado: Sangue extraído por punção da veia do braço. A 
CPK é uma enzima intracelular. É encontrada em maior proporção no músculo 
esquelético, músculo cardíaco e cérebro. Um aumento da dosagem da CPK 
significa lesão celular. A extensão e gravidade da lesão, determinarão o grau de 
elevação da enzima. 
Objetivo do exame: Por ter uma distribuição tecidual tão específica, a 
determinação dos níveis séricos desta enzima, tem sido de grande utilidade na 
avaliação de doenças musculares, do infarto agudo do miocárdio e de diversos 
transtornos do músculo esquelético. 
Credibilidade do exame: Altamente confiável. Tempo gasto para 
realização do exame: 10 minutos. Preparação do paciente: Geralmente 
nenhuma preparação especial é necessária. Método utilizado para obter 
resultados: Ultravioleta. Valores normais: até 130 UI / ml em homens e até 110 
UI / ml nas mulheres 
Valores aumentados: No infarto agudo do miocárdio, a CPK aumenta nas 
primeiras 2 a 6 horas, após o início do episódio, e alcança valores máximos nas 
18 a 24 horas subsequentes. 
 
36 
Transtornos miopáticos (miocardite, polimiosite, dermatomiosite), distrofia 
de Duchenne, síndrome de Ree, hipotermia prolongada, hipotireoidismo, 
cirurgia, traumatismos, etc. 
Existem diversas causas que pode produzir aumento da CPK, como no 
caso de atividade física vigorosa ou trauma do músculo esquelético. 
Medicamentos que podem alterar os resultados: 
Aumento da CPK: Por anfotericina B, clofibrato, etanol, carbenozolona, 
halotano e succinilcolina administrados juntos, intoxicação com barbitúricos. 
CULTURA BACTERIOLÓGICA DO SANGUE (HEMOCULTURA) 
(CÓDIGO AMB: 4.03.10.24-8) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE EXTRAÍDO POR PUNÇÃO VENOSA. 
Tempo gasto para obtenção do material: 10 minutos. 
Finalidade: confirmar a existência de bactérias na circulação sanguínea e 
medir sua sensibilidade aos vários tipos de antibióticos. 
Resultados: 
Normal: Negativo. Quando o resultado é negativo, o exame se prolonga, 
realizando-se cultura em placa, durante uma semana. 
Resultado anormal: presença de bactérias na cultura pode significar: 
endocardite bacteriana; bacteremia; brucelose; choque tóxico, uma 
contaminação, etc. 
Tempo necessário para obter os resultados: 72 horas ou mais. 
Credibilidade dos resultados: razoável 
Descrição do exame: o sangue é incubado em meios específicos de 
cultura, para identificar distintos organismos. 
O que é o exame: coleta de sangue venoso para detecção de anticorpos 
do tipo IgM e IgG contra os quatro sorotipos do vírus do dengue. 
Para que serve: detecção de anticorpos específicos contra infecção pelo 
vírus do dengue. Anticorpos do tipo IgM são encontrados na infecção primária e 
secundária, sendo detectados títulos mais baixos ou ausentes na infecção 
terciária. Anticorpos do tipo IgG são menos específicos, podem advir de 
transferência vertical materna à criança ou serem positivos após vacinação 
contra febre amarela, mas sua dosagem é importante em áreas endêmicas, pois 
 
37 
partes dos pacientes reinfectados podem não apresentar aumento dos níveis de 
IgM. 
Período de detecção dos anticorpos: os anticorpos do tipo IgM contra o 
vírus do dengue são detectáveis desde o sexto dia da doença e perduram por 
até 90 dias, de modo que uma amostra positiva indica infecção, em curso ou 
recente, ocorrida nos últimos dois a três meses. Já os anticorpos do tipo IgG 
possuem níveis mais elevados na infecção secundária, podendo ser detectados 
nos primeiros dias de doença e persistem por dois a três anos após a infecção. 
Valor de referência: negativo 
Obs.: a coleta prematura da amostra, antes do 5o dia de sintomas, é uma 
importante causa de resultado falso-negativo. Portanto, é aconselhável realizar 
após 7 dias de início dos sintomas. 
DESIDROGENASE LÁTICA (LDH) 
(CÓDIGO AMB: 4.03.01.72-9) MATERIAL A SER ANALISADO: 
SANGUE. 
Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos. 
Finalidade: Auxilia na diferenciação do infarto agudo do miocárdio e outras 
causas de dor torácica, tais como anemia, tromboembolismo pulmonar ou 
doença hepática, e é útil principalmente, quando uma enzima, a 
creatinofosfoquinase (CPK), não se normalizou nas primeiras 24 horas, de um 
possível ataque cardíaco. 
Preparação prévia: não é necessária. Resultados: 
As diversas variações ou isoenzimas da enzima tem utilidade no 
diagnóstico de lesões dos distintos órgãos. 
Coração: LDH1, LDH2. Pulmões: LDH3. Fígado e músculos: LDH4, LDH5. 
O teste tem mais utilidade quando se isolam as formas LDH1 e LDH2. 
Valores normais: 
LDH1 entre 18.1 e 29 % do total LDH2 entre 29.4 e 37.5% do total LDH3 
entre 18.8 e 26 % do total LDH4 entre 9.2 e 16.5% do total LDH5 entre 5.3 e 
13.4% do total 
Valores aumentados: podem indicar infarto do miocárdio. 
 
38 
Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no 
laboratório. Os resultados do exame são determinados por análise química 
quantitativa. 
Credibilidade do exame: boa. 
Situações que podem alterar os resultados: gravidez; cirurgia recente; 
prótese valvular cardíaca. 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA HEPATITE (CÓDIGOS AMB: 
 
Hepatite B - HBCAC - IgM (anti-core IgM ou Acorem) 4.03.06.968 / 
Hepatite B - HBeAC (anti HBE) 4.03.06.976 / Hepatite B - HBeAG (antígeno "E") 
4.03.06.984/ Hepatite B - HBSAC (anti-antígeno de superfície) 4.03.06.992 / 
Hepatite B - HBSAG (AU, antígeno austrália) 40307018 / Hepatite C - anti-HCV 
40307026 / Hepatite C - anti-HCV - IgM 40307034 / Hepatite C - imunoblot 
40307042 / Hepatite delta, anticorpo IgG 40307050 / Hepatite delta, anticorpo 
IgM 40307069 / Hepatite delta, antigeno 40307077 / Hepatite B (qualitativo) PCR 
40314073 / Hepatite B (quantitativo) PCR 40314081 / Hepatite C (qualitativo) por 
PCR 40314090 / Hepatite C (quantitativo) por PCR 40314103 / 
HEPATITE C - GENOTIPAGEM 40314111) 
A hepatite, doença que ataca o fígado, é uma doença viral, provocada por 
cinco diferentes tipos de vírus (A, B, C, D ou E). Ocasionalmente pode ser 
desencadeada por outras doenças (p.ex., mononucleose infecciosa e febre 
amarela), medicamentos (metildopa, isoniazida, nitrofurantoína) ou drogas 
(álcool ou drogas injetáveis). 
Pode ter evolução aguda ou crônica. Na maioria dos indivíduos, a 
inflamação se inicia abruptamente e dura apenas algumas semanas. 
De acordo com os diferentes vírus, pode ser transmitida por via oral, por 
saliva, urina, fezes, ato sexual ou transfusões de sangue. A água é um veículo 
de transmissão importante. 
 
39 
A hepatite viral aguda pode produzir desde uma doença menor 
semelhante a uma gripe até uma insuficiência hepática fatal. Em geral, a hepatite 
B é mais grave que a hepatite A e, ocasionalmente, é fatal. A hepatite C tem uma 
evolução pouco previsível. A doença aguda comumente é leve, mas a função 
hepática pode melhorar e, em seguida, piorar repetidamente durante vários 
meses. 
A hepatite A é a mais benigna e geralmente não leva a consequências 
para o indivíduo, podendo inclusive passar despercebida. 
Já a hepatite B é uma doença mais grave, geralmente transmitida por 
transfusões ou por usuários de drogas que compartilham da mesma agulha. 
Também pode ser transmitido ao recém-nascido durante o parto. Pacientes com 
doenças renais crônicas e que se submetem a hemodiálise também apresentam 
maior risco de contrair a hepatite B. 
O vírus da hepatite C é responsável por cerca de 80% dos casos de 
hepatite, originados por transfusões sanguíneas, além de muitos casos isolados 
de hepatite aguda. Ele é mais frequente em usuários de drogas injetáveis. 
Também pode decorrer da transmissão sexual, mas esta é pouco frequente. O 
vírus da hepatite C é responsável por muitos casos de hepatite crônica e por 
alguns casos de cirrose e de câncer de fígado. 
Outros vírus causadores da hepatite são: o vírus da hepatite D e o vírus 
da hepatite E. 
Diagnóstico 
A hepatite viral aguda é diagnosticada baseando-se nos sintomas 
apresentados pelo indivíduo e nos resultados dos exames de sangue que 
avaliam a função hepática. Em aproximadamente 50% dos indivíduos com 
hepatite viral aguda, será detectado um fígado sensível e um pouco aumentado 
de tamanho. 
Exames iniciais que devem ser realizados quando há suspeita de 
Hepatite: 
Hemograma completo; TGO e TGP (transaminases glutâmico oxalacetica 
e glutâmico pirurvica, exame que avalia a função hepática); Gama-GT; Fosfatase 
alcalina; Bilirrubinas; Glicose; 
Amilase (em pacientes com história de ingestão de bebidas alcoólicas); 
Ureia / Creatinina, em pacientes com idade superior a 40 anos; 
 
40 
Urina (EAS), em crianças e pacientes do sexo feminino; 
Diagnóstico Sorológico Específico: 
A partir da situação clinica que se deseja investigar, deve se selecionar 
ao testes mais apropriados para cada situação. 
Para o diagnóstico de qualquer tipo de hepatite devem ser tomadas as 
mesmas medidas na colheita das amostras: 
Material: Coleta de sangue suficiente para obter 0,5 ml de soro ou plasma 
(EDTA), para cada tipo de vírus que se deseja pesquisar. Observar Jejum de 8 
horas 
Conservação: Até 14 dias entre 2 e 8O C Método utilizado: Imunoensaio 
enzimático 
Observação: As amostras de pacientes tratados com heparina podem 
coagular parcialmente e podem produzir resultados errôneos devido à presença 
de fibrina. Para prevenir este fenômeno deve se colher a amostra antes da 
terapia com heparina. 
O que vai ser pesquisado? Hepatite aguda tipo A: O diagnóstico etiológico 
está baseado na detecção sorológica da fração IgM anti-HAV e IgG anti - HAV. 
Hepatite aguda tipo B: O diagnóstico etiológico está baseado na detecção 
sorológica do HBsAg, anti-HBc IgM, HBeAg/Anti-HBe. 
Hepatite aguda tipo C: O melhor teste sorológico para o diagnóstico da 
hepatite aguda tipo C é a pesquisa do HCV-RNA 
Como interpretar o resultado? 
Valor de referência para qualquer um deles: Negativo. Casos com valor 
de referência positivo devem ser interpretados pelo médico, segundo o exame 
solicitado. 
DOSAGEM DE GLICOSE 
(CÓDIGO AMB: 4.03.02.04-0) OUTROS NOMES: AÇÚCAR NO 
SANGUE, GLICEMIA, GLICEMIA DE JEJUM, GLICOSE NO SANGUE. 
Formalmente conhecida como: glicemia 
Qual o significado dos níveis de glicose no sangue? 
A glicose é um açúcar simples que serve como a principal fonte da energia 
para o corpo. Os carboidratos que nós comemos são quebrados na forma de 
glicose (e alguns outros açúcares simples), absorvidos pelo intestino delgado e 
 
41 
distribuídos por todo o corpo pela corrente sanguínea. A maioria das células do 
corpo necessita de glicose para a produção de energia; o cérebro e as células 
do sistema nervoso são as mais exigentes. 
O uso da glicose pelo corpo depende da disponibilidade de insulina, um 
hormônio produzido pelo pâncreas. A insulina age transportando a glicose para 
dentro das células, estimulando o organismo a armazenar o excesso de glicose 
na forma de glicogênio (para o armazenamento a curto prazo) e/ou como 
triglicérides em células gordurosas. Os seres humanos não podem viver sem 
glicose ou insulina, e estas duas substâncias devem existir no organismo de 
forma balanceada. 
Normalmente, o nível de glicose no sangue eleva-se ligeiramente após 
uma refeição e a insulina é então secretada para abaixá-lo. A quantidade de 
insulina liberada é proporcional ao tamanho e à quantidade de açucares da 
refeição. Se a taxa de glicose no sangue ficar muito baixa, como pode ocorrer 
entre refeições ou após um exercício físico mais forte, o glucagon (um outro 
hormônio do pâncreas) é secretado na corrente sanguínea, para comunicar ao 
fígado para transformar parte do glicogênio armazenado em glicose novamente, 
elevando, assim, os níveis de glicose circulante. Se o mecanismo de feedback 
da glicose/insulina estiver trabalhando corretamente, a quantidade de glicose no 
sangue permanecerá razoavelmente estável. Se o equilíbrio for rompido e os 
níveis de glicose no sangue se elevarem, o corpo tenta restaurar a estabilidade, 
aumentando a produção de insulina e excretando glicose pela urina. 
A hiperglicemia ou a hipoglicemia severas podem ameaçar a vida, 
causando falência de órgãos, danos no cérebro, levando ao coma, e em casos 
extremos, à morte. Os níveis crônicos elevados de glicose no sangue podem 
causar danos progressivos aos órgãos do corpo tais como rins, olhos, coração, 
vasos sanguíneos e nervos. A hipoglicemia crônica pode levar a danos no 
cérebro e nos nervos. Algumas mulheres podem desenvolver a hiperglicemia 
durante a gravidez e está pode levar ao diabetes gestacional. Se não tratado 
pode fazer com que estas mães deem a luz a bebês acima do peso e que podem 
ter níveis baixos de glicose. As mulheres que tiveram diabetes gestacional 
podem desenvolver, ou não, o diabetes futuramente. 
Por que realizar o exame? 
 
42 
O objetivo do teste é determinar se o nível de glicose no sangue está 
dentro dos parâmetros saudáveis, fornecendo, desta forma, dados para 
investigação, diagnóstico e monitoramento da hiperglicemia (glicose elevada no 
sangue), hipoglicemia (glicose diminuída no sangue), diabetes e pré-diabetes. 
Quando realizar o exame? 
Glicemia: como parte do exame regular, quando você tiver sintomas que 
sugiram hiperglicemia ou hipoglicemia,

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