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LEONARDO KONZEN 
PRINCIPAIS ARTIGOS DE LEI E SÚMULAS 
PARA O EXAME DA OAB 
Inclui dicas, questões já cobradas, comentários e macetes. 
 
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INSTRUÇÕES DE USO - LEIA COM ATENÇÃO 
 
Querido(a) aluno(a), estamos felizes em tê-lo(a) conosco nesta jornada até a 
tão sonhada aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, mas 
antes de iniciarmos os nossos estudos temos alguns comunicados a você: 
 
1. Este material possui letra de lei, súmulas, questões, comentários, dicas, 
macetes e muito mais, porém, ainda assim, não aconselhamos somente 
o seu uso para a sua preparação. Dessa forma, não esqueça de resolver 
questões, estudar doutrina, olhar jurisprudências recentes, dentre 
outras fontes de estudo. 
2. Nosso objetivo é otimizar o seu tempo, por isso excluímos todas as 
citações referentes ao período (ou ao ato legislativo) que inseriu tal 
dispositivo legal. Vejamos um exemplo: 
Art. 1º, IV - os valores sociais do trabalho e da livre 
iniciativa; (Vide Lei nº 13.874, de 2019) 
Assim, a parte em azul não será inserida nesse material. 
3. Este material está atualizadíssimo, mas ainda assim não se preocupe: 
caso haja alguma modificação legislativa relevante, você receberá 
nossos informativos através do seu canal de compra. 
4. Caso surja alguma dúvida (ou erro) quanto a algum ponto apresentado 
aqui nesse material, entre em contato conosco através dos nossos 
canais de comunicação: 
E-mail: oabpro@hotmail.com 
Instagram: @oabpro 
Site: oabpro.com 
Whatsapp: (86) 98162-5412 
 
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art1
mailto:oabpro@hotmail.com
 
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SUMÁRIO 
ÉTICA PROFISSIONAL .................................................................................................... 4 
DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................ Erro! Indicador não definido. 
DIREITO ADMINISTRATIVO .................................................. Erro! Indicador não definido. 
DIREITO CIVIL ......................................................................... Erro! Indicador não definido. 
PROCESSO CIVIL ................................................................... Erro! Indicador não definido. 
DIREITO PENAL ...................................................................... Erro! Indicador não definido. 
PROCESSO PENAL................................................................ Erro! Indicador não definido. 
DIREITO DO TRABALHO ...................................................... Erro! Indicador não definido. 
PROCESSO DO TRABALHO ................................................ Erro! Indicador não definido. 
DIREITO INTERNACIONAL ................................................... Erro! Indicador não definido. 
DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................... Erro! Indicador não definido. 
DIREITO EMPRESARIAL ....................................................... Erro! Indicador não definido. 
DIREITO AMBIENTAL ............................................................ Erro! Indicador não definido. 
DIREITOS HUMANOS ............................................................ Erro! Indicador não definido. 
DIREITO DO CONSUMIDOR ................................................. Erro! Indicador não definido. 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ............. Erro! Indicador não definido. 
 
 
 
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Ética Profissional 
Art. 1º São atividades privativas de advocacia: 
I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais; 
 
O STF declarou INCOSTITUCIONAL a expressão “qualquer”, por meio da ADI 1.127-8. 
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. 
 
Entende-se, também, que a atividade de gerência jurídica é privativa de advogados, de 
acordo com o RGEAOAB em seu art. 7º, vejamos: 
Art. 7º A função de diretoria e gerência jurídicas em qualquer empresa pública, privada ou 
paraestatal, inclusive em instituições financeiras, é privativa de advogado, não podendo ser 
exercida por quem não se encontre inscrito regularmente na OAB. 
 
No Exame de Ordem VI, a questão fala de uma empresa que alega que as atividades de 
consultoria jurídica não seriam privativas dos advogados. 
Resposta correta: é atividade privativa da advocacia a consultoria e assessoria jurídicas. 
§ 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em 
qualquer instância ou tribunal. 
Lembre-se que o HC é gratuito 
§ 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem 
ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados. 
Exceção: De acordo com a Lei 123/06, art. 9º, é dispensável tal visto do advogado nos atos 
constitutivos de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. 
 
No Exame de Ordem XVII, a FGV criou uma “pegadinha” ao descrever que: “Os atos e 
contratos constitutivos de pessoas jurídicas, para sua admissão em registro, em não se 
tratando de empresas de pequeno porte e de microempresas, consoante o Estatuto da 
Advocacia, devem: 
Resposta correta: conter o visto do advogado. 
§ 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. 
Art. 3º-A. Os serviços profissionais de advogado são, por sua natureza, técnicos e singulares, 
quando comprovada sua notória especialização, nos termos da lei. 
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Parágrafo único. Considera-se notória especialização o profissional ou a sociedade de 
advogados cujo conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho 
anterior, estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica ou 
de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é 
essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato. 
 
Artigo incluído recentemente pela Lei nº 14.039, de 2020. 
Art. 5º, § 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os 10 dias seguintes 
à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do 
término desse prazo. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
 
Em 2019, no Exame de Ordem XXX, a narrativa da questão descrevia a situação em que 
Geraldo renunciava os poderes, comunicava ao cliente e ao juízo, em seguida o cliente 
constituía novo advogado em 3 dias, cessando o dever de Geraldo em defender o cliente até 
o término do prazo (10 dias) 
Resposta correta: “O dever de Geraldo de representar o mandante cessa diante da 
substituição do advogado, independentemente do decurso de prazo.” 
Art. 6º Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do 
Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos. 
Parágrafo único. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem 
dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da 
advocacia e condições adequadas a seu desempenho. 
Art. 7º São direitos do advogado: 
I - exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional; 
 
O advogado por atuar ilimitadamente na região do Conselho Seccional da sua inscrição e, 
eventualmente, em qualquer outro Estado do país, NÃO PODENDO ULTRAPASSAR 5 CAUSAS 
POR ANO. Caso ultrapasse tal limite, necessitará de inscrição SUPLEMENTAR 
 
Em 2013 a FGV narrou o caso de um jovem advogado que contatou um cliente em um estado 
diverso do seu, sendo surpreendido pelas autoridades, com determinação restritiva ao seu 
exercício profissional. 
Resposta correta: “O advogado pode exercer sua profissão em todo o território nacional.”
de dezesseis e menores de dezoito anos. 
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço 
militar obrigatório, os conscritos. 
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
 
Chamada de Capacidade eleitoral passiva. 
 
Tema muito cobrado pela FGV! 
I - a nacionalidade brasileira; 
II - o pleno exercício dos direitos políticos; 
III - o alistamento eleitoral; 
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; 
V - a filiação partidária; 
VI - a idade mínima de: 
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; 
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; 
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-
Prefeito e juiz de paz; 
d) dezoito anos para Vereador. 
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Lembre-se do telefone constitucional: 3530-2118 
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. 
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos 
e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para 
um único período subsequente. 
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado 
e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses 
antes do pleito. 
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes 
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja 
substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo 
e candidato à reeleição. 
Súmula Vinculante 18 A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do 
mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal. 
 
Já no ano de 2020, a FGV cobrou a seguinte questão: José Maria, no ano de 2016, foi eleito 
para exercer o seu primeiro mandato como Prefeito da Cidade Delta, situada no Estado Alfa. 
Nesse mesmo ano, a filha mais jovem de José Maria, Janaína (22 anos), elegeu-se vereadora 
e já se organiza para um segundo mandato como vereadora. 
Rosária (26 anos), a outra filha de José Maria, animada com o sucesso da irmã mais nova e 
com a popularidade do pai, que pretende concorrer à reeleição, faz planos para ingressar na 
política, disputando uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado Alfa. 
Diante desse quadro, a família contrata um advogado para orientá-la. Após analisar a 
situação, seguindo o sistema jurídico-constitucional brasileiro, o advogado afirma que 
Resposta correta: as candidaturas de Janaína, para reeleição ao cargo de vereadora, e de 
Rosária, para o cargo de deputada estadual, não encontram obstáculo no fato de José Maria 
ser prefeito de Delta. 
§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze 
dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, 
corrupção ou fraude 
 
Cabível ação de impugnação de mandato eletivo – AIME. 
§ 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o 
autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé. 
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não 
se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. 
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Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a 
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da 
pessoa humana e observados os seguintes preceitos: 
 
Chamada de regra à liberdade de organização partidária. 
Apenas um lembrete: Partido político é pessoa jurídica de direito PRIVADO, consolidando-se 
na forma da lei civil, junto ao Serviço de Registro Civil de Pessoas Jurídicas competente, e, 
após adquirir personalidade jurídica, será registrando seus estatutos junto ao TSE. (§2º) 
I - caráter nacional; 
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou 
de subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e 
estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e 
provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e 
o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições 
proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, 
estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e 
fidelidade partidária. 
§ 2º Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, 
registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 
§ 4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. 
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende 
a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição. 
 
Veda-se o direito de secessão; 
Federação é forma de Estado, enquanto República é forma de governo. 
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou 
reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. 
Lembre-se: Territórios não gozam de autonomia e são definidos como autarquias federais 
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se 
anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação 
da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por 
lei complementar. 
 
P de plebiscito = P de prévia, ou seja, necessita consulta prévia da população interessada. 
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§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei 
estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de 
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após 
divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
 
Questões frequentemente cobradas no Exame de Ordem, portanto a leitura é necessária, 
porém, autoexplicativa. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
 
 
- Competência PRIVATIVA: pode ser delegada (Lembre-se de PRIVADA, é sua, mas quem vai 
à sua casa também pode usá-la). 
- Competência EXCLUSIVA: Não pode ser delegada (Lembre-se de ESCOVA DE DENTE, você 
tem a sua, e somente você usa) 
 
Questões frequentemente cobradas no Exame de Ordem! 
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial 
e do trabalho; 
 
(Exame de Ordem VI -2015) O Estado X edita norma que determina a gratuidade de 
pagamento em estacionamentos privados sob administração de entidades empresariais. Tal 
lei, à luz das normas constitucionais, está sob a égide das competências do(a): 
Resposta correta: União 
II - desapropriação; 
III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra; 
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; 
V - serviço postal; 
VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais; 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores; 
VIII - comércio exterior e interestadual; 
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O Governador do Estado K, preocupado com o resultado da balança comercial do seu Estado, 
conhecido pelo setor exportador, pretende regular a importação de bens de determinados 
países, apresentando, nesse sentido, projeto de lei à Assembleia Legislativa. Em termos de 
competência legislativa, esse tema é, nos termos da Constituição Federal, 
Resposta correta: União 
IX - diretrizes da política nacional de transportes; 
X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; 
XI - trânsito e transporte; 
 
O Estado ”X” possui Lei Ordinária, que dispõe sobre regras de trânsito e transporte. 
Determina essa lei a instalação de cinto de segurança em veículos de transporte coletivo de 
passageiros, impondo penalidades em caso de descumprimento. Inconformado com este 
diploma legal, o Governador do Estado deseja propor ação direta de inconstitucionalidade. 
Reposta correta: A lei é inconstitucional, pois viola a competência privativa da União para 
legislar sobre trânsito. 
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; 
XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização; 
XIV - populações indígenas; 
 
A FGV costuma cobrar sobre populações indígenas, e é um tema que está em grande debate 
no momento. Vale a pena uma boa leitura sobre. 
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros; 
XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; 
XVII - organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e da 
Defensoria Pública dos Territórios, bem como organização administrativa destes; 
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais; 
XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular; 
XX - sistemas de consórcios e sorteios; 
XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação, 
mobilização, inatividades e pensões das polícias militares e dos corpos de bombeiros 
militares; 
XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais; 
XXIII - seguridade social; 
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional; 
XXV - registros públicos; 
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XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza; 
XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as 
administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e 
sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; 
XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização 
nacional; 
XXIX - propaganda comercial. 
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões 
específicas das matérias relacionadas neste artigo. 
Súmula Vinculante 39 - Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos 
membros das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. 
Súmula Vinculante 2 - É inconstitucional a lei ou ato normativo Estadual ou Distrital que 
disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias. 
Súmula 722/STF - São da competência legislativa da União a definição dos crimes de 
responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento. 
Súmula 19/STJ - A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da 
competência da União. 
 
O município de Aracaju editou lei que obriga todo estabelecimento bancário instalado em seu 
território a pagar multa de R$ 120,00 ao consumidor, toda vez que ele esperar atendimento 
por mais de 30 minutos na fila do banco. 
Resposta correta: A lei é constitucional, na medida em que cabe aos municípios dispor sobre 
o tempo de atendimento nas agências localizadas em seu território. 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer 
normas gerais. 
§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência 
suplementar dos Estados. 
§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência 
legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. 
§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, 
no que lhe for contrário. (Obs.: se houver norma federal superveniente, a norma estadual 
terá sua eficácia suspensa naquilo que for incompatível com a nova lei (federal). 
 
Aqui a União legisla sobre normas gerais e os Estados-membros, sobre normas especiais. 
 
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(Exame de Ordem – VXIII) A Assembleia Legislativa do Estado M, ao constatar a ausência de 
normas gerais sobre matéria em que a União, os Estados e o Distrito Federal possuem 
competência legislativa concorrente, resolve tomar providências no sentido de legislar sobre 
o tema, preenchendo os vazios normativos decorrentes dessa lacuna. Assim, dois anos após 
a Lei E/2013 ter sido promulgada pelo Estado M, o Congresso Nacional promulga a Lei F/2015, 
estabelecendo normas gerais sobre a matéria. 
Resposta correta: A Lei E/2013 perde a sua eficácia somente naquilo que contrariar as normas 
gerais introduzidas pela Lei F/2015, mantendo eficácia a parte que, compatível com a Lei 
F/2015, seja suplementar a ela. 
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; 
II - orçamento; 
III - juntas comerciais; 
IV - custas dos serviços forenses; 
V - produção e consumo; 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos 
naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; 
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; 
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor 
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; 
IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e 
inovação; 
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; 
XI - procedimentos em matéria processual; 
 
A competência aqui é sobre PROCEDIMENTOS, já que sobre direito Processual é de 
competência PRIVATIVA da união, de acordo com o art. 22, I, CF/88 
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; 
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública; 
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; 
XV - proteção à infância e à juventude; 
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. 
Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício 
mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a 
promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do 
respectivo Estado [...]. 
Art. 30. Compete aos Municípios: 
 
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Os municípios não possuem competência concorrentes; portanto, podem eles, de forma 
eventual, suplementar a legislação estadual e federal, desde que haja interesse local. 
I - legislar sobre assuntos de interesse local; 
 
A FGV poderá cobrar o assunto tendo em vista a questão do Coronavirus (COVID-19), que 
questionou a competência dos Entes Federados para legislar sobre diversos assuntos. 
Súmula Vinculante 38 - É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de 
estabelecimento comercial. 
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; 
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem 
prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar
balancetes nos prazos fixados em lei; 
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; 
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços 
públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; 
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de 
educação infantil e de ensino fundamental; 
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de 
atendimento à saúde da população; 
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento 
e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; 
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a 
ação fiscalizadora federal e estadual. 
Súmula Vinculante 49 - Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a 
instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. 
Questão cobrada: A Lei X do Município Sigma estabelece que, em certo bairro, considerado 
área residencial, fica vedada a instalação de mais de um centro empresarial de grandes 
proporções, com área superior a 5.000 m² (cinco mil metros quadrados) e que reúna, em suas 
dependências, mais de 10 (dez) lojas distintas. 
Ante a existência de um estabelecimento comercial com tais características no bairro “Y”, a 
administradora Alfa, visando abrir um shopping center no mesmo bairro, procura você, na 
qualidade de advogado(a), para obter esclarecimentos quanto à viabilidade deste 
empreendimento. 
Diante da situação narrada, com base na ordem jurídico-constitucional vigente e na 
jurisprudência dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa correta. 
Reposta correta: A Constituição da República de 1988 atribui aos Municípios competência 
para promover o zoneamento urbano, mas a Lei X do Município Sigma, ao impedir a instalação 
de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área, ofende o princípio 
da livre concorrência. 
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, 
votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da 
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Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta 
Constituição. 
§ 1º Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados 
e Municípios. 
 
Extremamente cobrado nos exames anteriores. 
§ 2º A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art. 77, e dos 
Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para 
mandato de igual duração. 
§ 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, da polícia civil, 
da polícia penal, da polícia militar e do corpo de bombeiros militar. 
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas 
opiniões, palavras e votos. 
 
(1) Imunidade material: palavras, opiniões e votos, desde que sejam emitidos no exercício da 
função de parlamentar. 
(2) Imunidade formal: prerrogativa de não ser preso, salvo em flagrante por crime 
inafiançável; e suspensão do processo penal que esteja em trâmite contra o próprio 
parlamentar. 
OBS.: Vereador possui somente imunidade MATERIAL, com demonstração de pertinência e 
conexão com o mandato e que este emita tais opiniões, votos e palavras dentro da 
circunscrição do município. 
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a 
julgamento perante o Supremo Tribunal Federal 
 
É desde a expedição do DIPLOMA, e não desde a posse. 
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser 
presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos 
dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus 
membros, resolva sobre a prisão. 
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a 
diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de 
partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a 
decisão final, sustar o andamento da ação. 
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de 
quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. 
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. 
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações 
recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes 
confiaram ou deles receberam informações. 
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§ 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só 
podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos 
casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com 
a execução da medida. 
Súmula Vinculante 45 - competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro 
por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual. 
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas 
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
 
Pressupostos: (1) relevância e (2) urgência 
Prazo de duração: 60 dias prorrogável, uma vez, por igual período. 
§ 1º é vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: 
I – relativa a: 
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; 
b) direito penal, processual penal e processual civil; 
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus 
membros; 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e 
suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; 
 
Já em 2020, a FGV cobrou a seguinte questão: Diante das intensas chuvas que atingiram o 
Estado Alfa, que se encontra em situação de calamidade pública, o Presidente da República, 
ante a relevância e urgência latentes, edita a Medida Provisória nº XX/19, determinando a 
abertura de crédito extraordinário para atender às despesas imprevisíveis a serem realizadas 
pela União, em decorrência do referido desastre natural. 
Resposta correta: A Constituição de 1988 veda a edição de ato normativo dessa natureza em 
matéria de orçamento e créditos adicionais e suplementares, mas ressalva a possibilidade de 
abertura de crédito extraordinário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as 
decorrentes de calamidade pública. 
Art. 167 (...) § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a 
despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou 
calamidade pública, observado o disposto no art. 62. 
 
Lembre-se que esse é um tema EXTREMAMENTE atual por conta do Coronavirus. 
II – que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo 
financeiro; 
 
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“Ante o iminente vencimento do prazo para adimplemento de compromissos internacionais 
assumidos pelo Brasil perante o Fundo Monetário Internacional, bem como diante da grave 
crise econômica enfrentada pelo Estado, o Presidente da República, no regular exercício do 
mandato, edita a Medida Provisória X. A medida dispõe sobre a possibilidade de detenção e 
sequestro, pelo governo federal, de bens imóveis com área superior a 250 m² situados em 
zonas urbanas, desde que não se trate de bem de família e que o imóvel esteja desocupado 
há mais de dois anos. Sobre a Medida Provisória X, com base na CRFB/88, assinale a afirmativa
correta.” 
Resposta correta: É inconstitucional, uma vez que a Constituição Federal de 1988 veda, 
expressamente, que tal espécie normativa disponha sobre matéria que vise a detenção ou o 
sequestro de bens. 
III – reservada a lei complementar; 
IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção 
ou veto do Presidente da República. 
 
“O Presidente da República edita Medida Provisória que dispõe sobre a injeção extraordinária 
de verbas para o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). O tema, porém, já havia sido 
objeto de projeto de lei anteriormente aprovado pelo Congresso Nacional e remetido ao 
próprio Presidente da República para sanção. Nessa linha, observado o regramento 
estabelecido pela Constituição Federal, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: É vedada a edição da Medida Provisória, pois a matéria já havia sido 
disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou 
veto pelo Presidente da República. 
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os 
previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro 
seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. 
 
Exceções: II; IE; IPI; IOF e impostos extraordinários de guerra. 
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a 
edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos 
do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto 
legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. 
 
Atenção a esta parte final, pois já foi inúmeras vezes cobrada no Exame de Ordem. 
Decreto Legislativo é o instrumento normativo pelo qual serão materializadas as 
competências exclusivas do Congresso Nacional (art. 49, CF) 
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição 
ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de 
atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. 
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§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória, 
suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. 
§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas 
provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos 
constitucionais. 
Quais sejam os pressupostos: (1) relevância e (2) urgência. 
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua 
publicação, entrará em regime de urgência, subsequentemente, em cada uma das Casas do 
Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais 
deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. 
 
“O deputado federal Alberto propôs, no exercício de suas atribuições, projeto de lei de grande 
interesse para o Poder Executivo federal. Ao perceber que o momento político é favorável à 
sua aprovação, a bancada do governo pede ao Presidente da República que, utilizando-se de 
suas prerrogativas, solicite urgência (regime de urgência constitucional) para a apreciação da 
matéria pelo Congresso Nacional. Em dúvida, o Presidente da República recorre ao seu corpo 
jurídico, que, atendendo à sua solicitação, informa que, de acordo com o sistema jurídico-
constitucional brasileiro, o pleito da base governista” 
Resposta correta: é viável, pois é prerrogativa do chefe do Poder Executivo solicitar o regime 
de urgência constitucional em todos os projetos de lei que tramitem no Congresso Nacional. 
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no 
prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas 
duas Casas do Congresso Nacional. 
§ 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. 
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido 
rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. 
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, 
esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. 
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem 
contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: 
 
Aqui a leitura é autoexplicativa, e MUITO importante. 
I - a existência da União; 
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos 
Poderes constitucionais das unidades da Federação; 
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; 
IV - a segurança interna do País; 
V - a probidade na administração; 
VI - a lei orçamentária; 
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VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais. 
 
“O Presidente da República descumpriu ordem judicial, emanada de autoridade competente, 
impondo à União o pagamento de vantagens atrasadas, devidas aos servidores públicos 
federais ativos e inativos. A Advocacia Geral da União argumentava que a mora era justificável 
por conta da ausência de previsão de recursos públicos em lei orçamentária específica. Apesar 
disso, um grupo de parlamentares, interessado em provocar a atuação do Ministério Público, 
entendeu ter ocorrido crime comum de desobediência, procurando você para que, como 
advogado(a), informe que órgão seria competente para julgar ilícito dessa natureza. Dito isto 
e a par da conduta descrita, é correto afirmar que o Presidente da República deve ser julgado” 
Resposta correta: pelo Supremo Tribunal Federal, após autorização da Câmara dos 
Deputados. 
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de 
processo e julgamento. 
Lei 1.079/50 também descreve algumas condutas caracterizadas como crimes de 
responsabilidade. 
Lembrete: 
- Somente a união pode legislar sobre crimes de responsabilidade; 
- O julgamento será realizado pelo Senado Federal e presidido pelo Presidente do Supremo 
Tribunal Federal; 
Súmula vinculante 46 - A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das 
respectivas normas de processo e julgamento são de competência legislativa privativa da 
União. 
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara 
dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas 
infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. 
Resuminho: 
STF = infrações penais comuns 
Senado = Crimes de Responsabilidade 
 
É da Câmara dos Deputados autorizar, por 2/3 de seus membros, a instauração de processo 
contra o Presidente e seu Vice. 
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções: 
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo 
Tribunal Federal; 
II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal. 
§ 2º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará 
o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. 
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45 
§ 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da 
República não estará sujeito a prisão. 
 
Aqui está presente a chamada imunidade formal em relação à prisão. 
§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado 
por atos estranhos ao exercício de suas funções. 
A leitura deste parágrafo é de suma importância. 
 
Conhecida como cláusula de irresponsabilidade penal relativa. 
Art. 101. O Supremo Tribunal
Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre 
cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável 
saber jurídico e reputação ilibada. 
Resumo: 
Idade – entre 35 e 65 anos 
Notável saber jurídico 
Reputação ilibada 
Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente 
da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. 
 
Muito conhecida como “sabatina no Senado”. 
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe: 
 
Assunto extremamente cobrado nos exames anteriores. Portanto, requer muita atenção. 
I - processar e julgar, originariamente: 
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação 
declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal; 
Lei infraconstitucional: Lei 9.868/99 
A leitura desta lei é importantíssima. 
 
- normas pré-constitucionais não podem ser impugnadas via ADI; 
- A decisão será tomada por, no mínimo 6 ministros (maioria absoluta), desde que presente 
pelo menos 8 ministros; 
- Efeito erga omnes, vinculante, e, em regra, “ex tunc”; 
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- Possível a modulação de efeitos desde que presentes razões de segurança jurídica ou 
excepcional interesse público. 
§ 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações 
diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão 
eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário 
e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. 
 
Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do 
respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo do Poder Público. 
Lembre-se: é maioria absoluta. 
Súmula vinculante 10 - Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de 
órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo 
ou em parte. 
 
Extremamente cobrada nos exames de Ordem. 
 
“A cláusula de reserva de plenário obriga” 
Resposta correta: os tribunais a declarar a inconstitucionalidade de lei apenas pelo voto da 
maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial, não 
podendo ser dispensada em qualquer hipótese. 
 
“A parte autora em um processo judicial, inconformada com a sentença de primeiro grau de 
jurisdição que se embasou no ato normativo X, apela da decisão porque, no seu entender, 
esse ato normativo seria inconstitucional. 
A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado Alfa, ao analisar a apelação interposta, 
reconhece que assiste razão à recorrente, mais especificamente no que se refere à 
inconstitucionalidade do referido ato normativo X. Ciente da existência de cláusula de reserva 
de plenário, a referida Turma dá provimento ao recurso sem declarar expressamente a 
inconstitucionalidade do ato normativo X, embora tenha afastado a sua incidência no caso 
concreto. De acordo com o sistema jurídico-constitucional brasileiro, o acórdão proferido pela 
3ª Turma Cível” 
Reposta correta: está incorreto, posto que violou a cláusula de reserva de plenário, ainda que 
não tenha declarado expressamente a inconstitucionalidade do ato normativo. 
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros 
do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República; 
Já discutimos anteriormente 
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os 
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, I, 
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os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de 
missão diplomática de caráter permanente; 
d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o 
mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas 
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do 
Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; 
e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito 
Federal ou o Território; 
f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre 
uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta; 
g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro; 
i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente 
for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do 
Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única 
instância; 
o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais, 
entre Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro tribunal; 
p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade; 
q) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição 
do Presidente da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, do Senado 
Federal, das Mesas de uma dessas Casas Legislativas, do Tribunal de Contas da União, de um 
dos Tribunais Superiores, ou do próprio Supremo Tribunal Federal; 
 
Leitura muito importante. 
r) as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério 
Público; 
II - julgar, em recurso ordinário: 
a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção 
decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão; 
b) o crime político; 
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, 
quando a decisão recorrida: 
a) contrariar dispositivo desta Constituição; 
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; 
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. 
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. 
 § 1.º A arguição de descumprimento de preceito fundamental, decorrente desta 
Constituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei. 
ADPF = Lei nº 9.882/99 
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§ 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações 
diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão 
eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário 
e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. 
 
“ Em março de 2017, o Supremo Tribunal Federal, em decisão definitiva de mérito proferida 
no âmbito de uma Ação Declaratória de Constitucionalidade, com eficácia contra todos (erga 
omnes) e efeito vinculante, declarou que a lei federal, que autoriza o uso de determinado 
agrotóxico no cultivo de soja, é constitucional, desde que respeitados os limites e os 
parâmetros técnicos estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). 
Inconformados com tal decisão, os congressistas do partido Y apresentaram um projeto de 
lei perante a Câmara dos Deputados visando proibir, em todo o território nacional, o uso do 
referido agrotóxico e, com isso, “derrubar” a decisão da Suprema Corte. Em outubro de 2017, 
o projeto de lei é apresentado para ser votado. Diante da hipótese narrada, assinale a 
afirmativa correta” 
Resposta correta: O Poder Legislativo, em sua função típica de legislar,
não fica vinculado às 
decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal no controle de 
constitucionalidade, de modo que o projeto de lei apresentado em data posterior ao 
julgamento poderá ser regularmente votado e, se aprovado, implicará a superação ou reação 
legislativa da jurisprudência. 
§ 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das 
questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal 
examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços 
de seus membros. 
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade: 
Sem dúvida, este é um dos artigos mais importantes de direito Constitucional. 
Legitimado especial: tem de demonstrar seu interesse na propositura da ação, ou seja, 
pertinência temática. 
Legitimado comum: não necessita demonstrar pertinência temática. 
 I - o Presidente da República; 
II - a Mesa do Senado Federal; 
III - a Mesa da Câmara dos Deputados; 
IV a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Legitimado 
especial) 
 V o Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Legitimado especial) 
VI - o Procurador-Geral da República; 
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; 
IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. (Legitimado especial) 
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§ 1º O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de 
inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. 
§ 2º Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma 
constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências 
necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias. 
§ 3º Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma 
legal ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato 
ou texto impugnado. 
Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante 
decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria 
constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito 
vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública 
direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão 
ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 
 
A edição de súmula NÃO VINCULA o poder LEGISLATIVO. 
 
Com exclusividade, o STF poderá, de ofício ou mediante provocação, editar, revisar ou 
cancelar enunciado de súmula vinculante, que terá por objeto a validade, a interpretação e a 
eficácia de normas determinadas. 
§ 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento 
de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade. 
Mais um objeto para a ADI: Súmula vinculante 
§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que 
indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a 
procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e 
determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso; 
Cobrado inúmeras vezes no exame de ordem; 
Lembrete: contrariou súmula vinculante, cabe reclamação. 
 
“No que concerne à reclamação constitucional, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: A reclamação pode ser utilizada tanto para a preservação da competência 
do Supremo Tribunal Federal quanto do Superior Tribunal de Justiça. 
Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros. 
Parágrafo único. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente 
da República, dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, 
de notável saber jurídico e reputação ilibada, depois de aprovada a escolha pela maioria 
absoluta do Senado Federal, sendo: 
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I - um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre 
desembargadores dos Tribunais de Justiça, indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio 
Tribunal; 
II - um terço, em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério Público Federal, 
Estadual, do Distrito Federal e Territórios, alternadamente, indicados na forma do art. 94. 
Direito Administrativo 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
 
“LIMPE” 
Legalidade 
Impessoalidade 
Moralidade 
Publicidade 
Eficiência 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso 
público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo 
ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão 
declarado em lei de livre nomeação e exoneração; 
 
Fere este inciso a realização de “concursos internos” para promoção de carreira, 
normalmente previstos nos próprios estatutos dos servidores públicos. 
Prazo do concurso: até dois anos (pode ser menos), prorrogável uma vez por igual período. 
Súmula 15/STF - Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem o 
direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da classificação. 
Súmula Vinculante 43 - É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao 
servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu 
provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. 
Súmula Vinculante 44 - Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de 
candidato a cargo público. 
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Súmula 683/STF O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em 
face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das 
atribuições do cargo a ser preenchido. (Já cobrada inúmeras vezes) 
Súmula 377/STJ - O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso 
público, às vagas reservadas aos deficientes. 
Súmula 552/STJ - O portador de surdez unilateral não se qualifica como pessoa com 
deficiência para o fim de disputar as vagas reservadas em concursos públicos. 
 
“O Estado Alfa, mediante a respectiva autorização legislativa, constituiu uma sociedade de 
economia mista para o desenvolvimento de certa atividade econômica de relevante interesse 
coletivo. Acerca do Regime de Pessoal de tal entidade, integrante da Administração Indireta, 
assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Deve ser realizado concurso público para a contratação de pessoal por tal 
entidade administrativa, e a remuneração a ser paga aos respectivos empregados não pode 
ultrapassar o teto remuneratório estabelecido na Constituição da República, caso sejam 
recebidos recursos do Estado Alfa para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em 
geral. 
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de 
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; 
AUTARQUIA > LEI CRIA 
EMPRESA PÚBLICA > LEI AUTORIZA 
SOC. DE ECO. MISTA > LEI AUTORIZA 
FUNDAÇÃO > LEI AUTORIZA 
Este é, sem dúvida, um dos principais artigos de Direito Administrativo. 
 
“Quanto
às pessoas jurídicas que compõem a Administração Indireta, assinale a afirmativa 
correta.” 
Resposta correta: As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei. 
 
AUTARCRIA (para lembrar de autarquia). 
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo 
de provimento efetivo em virtude de concurso público. 
 
Estabilidade não é igual vitaliciedade; 
Estabilidade = 3 anos 
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Vitaliciedade = 2 anos quando ingresso for por concurso (juízes e promotores; logo após a 
posse, se por indicação (Ministros de tribunais superiores etc.) 
 
 “Na administração pública, há servidores estáveis, nomeados por concurso público e 
aprovados em estágio probatório, e os que adquiriram a estabilidade excepcional. Acerca 
dessas duas modalidades de estabilidade, assinale a opção correta.” 
Resposta correta: A estabilidade excepcional não foi concedida aos ocupantes de cargos, 
funções e empregos de confiança ou em comissão, além de não ter sido concedida, ainda, aos 
ocupantes de cargos declarados, por lei, de livre exoneração. 
 
Estabilidade: é a permanência do Servidor Público, nomeado para cargo de provimento 
efetivo em virtude de concurso público, que satisfez o estágio probatório. É por isso que se 
diz que estabilidade se dá no Serviço Público e não no cargo, é o direito de permanência no 
Serviço Público, mas não é o direito de permanência no mesmo cargo para o qual o Servidor 
foi nomeado. 
Efetividade: é uma característica do provimento do cargo, os cargos públicos podem ser 
providos em caráter efetivo ou em comissão. A efetividade refere-se ao cargo. 
Efetivo: são aqueles cargos em que se exige aprovação em concurso público e pressupõem 
uma situação de permanência. 
Em Comissão: são os livremente nomeados, mas em caráter provisório. São de livre 
nomeação e livre exoneração. 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa. 
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e 
o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a 
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração 
proporcional ao tempo de serviço. 
Este parágrafo é extremamente cobrado. 
Lembre-se que a espécie é a reintegração! 
 
“Cláudio, servidor público federal estável, foi demitido por suposta prática de ato de 
insubordinação grave em serviço. Diante da inexistência de regular processo administrativo 
disciplinar, Cláudio conseguiu judicialmente a anulação da demissão e a reinvestidura no 
cargo anteriormente ocupado. Ocorre que tal cargo já estava ocupado por João, que também 
é servidor público estável.” 
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Resposta correta: Cláudio obteve em juízo sua reintegração. João será reconduzido ao cargo 
de origem, sem indenização, ou será aproveitado em outro cargo ou posto em 
disponibilidade. 
 
A reintegração é o retorno do servidor público estável, ao cargo que ocupava anteriormente, 
em virtude da anulação do ato de demissão. Invalidade da demissão do servidor estável por 
decisão judicial ou administrativa. O reintegrado será indenizado por tudo que deixou de 
ganhar. Basta que este agente seja detentor de cargo público efetivo. 
 
APROVEITO O DISPONÍVEL 
REINTEGRO O DEMITIDO 
REVERTO O APOSENTADO 
RECONDUZO O INABILITADO 
READAPTO O INCAPACITADO 
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em 
disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado 
aproveitamento em outro cargo. 
 
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, 
contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao 
patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou 
concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, serão punidos 
na forma desta lei. 
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade 
praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, 
fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário 
haja concorrido ou concorra com menos de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita 
anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a 
contribuição dos cofres públicos. 
 
“Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a 
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes do Estado de Santa 
Catarina serão punidos na forma da Lei nº 8.429/92, que se aplica em todos os níveis da 
federação. Nesse contexto, o ato de improbidade administrativa tem natureza de ilícito:” 
Resposta correta: cível, passível de sanções como a suspensão dos direitos políticos e a perda 
da função pública, que são aplicadas pelo juízo cível; 
 
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Art. 5o O poder concedente publicará, previamente ao edital de licitação, ato justificando a 
conveniência da outorga de concessão ou permissão, caracterizando seu objeto, área e prazo. 
Art. 16. A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade, salvo no 
caso de inviabilidade técnica ou econômica justificada no ato a que se refere o art. 5º desta 
Lei. 
 
“O Estado X, após regular processo licitatório, celebrou contrato de concessão de serviço 
público de transporte intermunicipal de passageiros, por ônibus regular, com a sociedade 
empresária “F”, vencedora do certame, com prazo de 10 (dez) anos. Entretanto, apenas 5 
(cinco) anos depois da assinatura do contrato, o Estado publicou edital de licitação para a 
concessão de serviço de transporte de passageiros, por ônibus do tipo executivo, para o 
mesmo trecho. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta:” 
Resposta correta: A lei atribui caráter de exclusividade à concessão de serviços públicos, mas 
a violação ao comando legal somente confere à sociedade empresária “F” direito à 
indenização por perdas e danos. 
Art. 35. Extingue-se a concessão por: 
I - advento do termo contratual; 
Findo pelo decurso do tempo, o serviço volta ao concedente (Estado) 
II - encampação; 
Retomada do serviço pelo poder concedente durante a concessão, por motivo de interesse 
público, mediante lei autorizativa e após pagamento da indenização ao concessionário 
III - caducidade; 
Forma de rescisão unilateral por parte do Poder público, por motivo de inexecução total ou 
parcial do contrato por parte da concessionária 
IV - rescisão; 
O concessionário, via ação judicial, pede o fim do contrato por motivo de descumprimento 
de normas contratuais. 
V - anulação; e 
Decorrente de um vício de legalidade 
VI - falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do 
titular, no caso de empresa individual. 
 
“Ao tomar conhecimento de que o serviço público de transporte aquaviário concedido estava 
sendo prestado de forma inadequada, causando gravíssimos transtornos aos usuários, o ente 
público, na qualidade de poder concedente, instaurou regular processo administrativo de 
verificação da inadimplência da concessionária, assegurando-lhe o contraditório e a ampla 
defesa. Ao final do processo
administrativo, restou efetivamente comprovada a 
inadimplência, e o poder concedente deseja extinguir a concessão por inexecução contratual. 
Qual é a modalidade de extinção da concessão a ser observada no caso narrado?” 
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Resposta correta: Caducidade. 
§ 1º Extinta a concessão, retornam ao poder concedente todos os bens reversíveis, direitos 
e privilégios transferidos ao concessionário conforme previsto no edital e estabelecido no 
contrato. 
Poder concedente = Poder público 
 
Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição 
criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. 
Se o motivo for insuficiência de provas, não afastará a possibilidade de responsabilização 
administrativa e cível do servidor. 
Súmula 18/STF - Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é 
admissível a punição administrativa do servidor público. 
Art. 141. As penalidades disciplinares serão aplicadas: 
I - pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos 
Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e 
cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, 
órgão, ou entidade; 
II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas 
mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias; 
III - pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou 
regulamentos, nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias; 
IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo 
em comissão. 
 
“Sávio, servidor público federal, frustrado com a ineficiência da repartição em que trabalha, 
passou a faltar ao serviço. A Administração Pública, após constatar que Sávio acumulou 
sessenta dias de ausência nos últimos doze meses, instaurou processo administrativo 
disciplinar para apurar a conduta do referido servidor. 
Tendo como premissa esse caso concreto, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: O processo administrativo disciplinar será submetido a um procedimento 
sumário, mais simples e célere, composto pelas fases da instauração, da instrução sumária - 
que compreende a indiciação, a defesa e o relatório - e do julgamento. 
 
“Ricardo, servidor público federal, especializou-se no mercado imobiliário, tornando-se 
corretor de imóveis. Em razão do aumento da demanda, passou a atender seus clientes 
durante o horário de expediente, ausentando-se da repartição pública sem prévia autorização 
do chefe imediato. Instaurada sindicância, Ricardo foi punido com uma advertência. A 
despeito disso, ele passou a reincidir na mesma falta que ensejou sua punição. Nova 
sindicância foi aberta. Com base na situação narrada, assinale a afirmativa correta. 
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Resposta correta: A sindicância pode dar ensejo à aplicação da pena de suspensão, desde que 
a sanção seja de até 30 (trinta) dias. 
 
 
Novidades legislativas na Lei nº 8112/90 
Art. 215. Por morte do servidor, os seus dependentes, nas hipóteses legais, fazem jus à 
pensão por morte, observados os limites estabelecidos no inciso XI do caput do art. 37 da 
Constituição Federal e no art. 2º da Lei nº 10.887, de 18 de junho de 2004. 
 
 
Súmula Vinculante 11 - Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado 
receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de 
terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, 
civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que 
se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 
Súmula Vinculante 16 - Os artigos 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, 
referem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor público. (Esta súmula fala sobre 
o “piso salarial” do funcionário público, dispondo que o TOTAL de sua remuneração é que não 
pode ser inferior ao mínimo legal) 
 
Recentemente foi cobrada esta súmula no exame de ordem 
 
“João foi aprovado em concurso público para o cargo de agente administrativo do Estado Alfa. 
Após regular investidura, recebeu sua primeira remuneração. Contudo, os valores apontados 
na folha de pagamento causaram estranheza, considerando que a rubrica de seu vencimento-
base se mostrava inferior ao salário mínimo vigente, montante que só era alcançado se 
considerados os demais valores (adicionais e gratificações) que compunham a sua 
remuneração total. Diante dessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: A remuneração de João é constitucional, porque a garantia do salário 
mínimo se refere ao total da remuneração percebida. 
Súmula Vinculante 13 - A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, 
colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de 
servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, 
para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na 
administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, 
viola a Constituição Federal. 
Súmula Vinculante 37 - Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, 
aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art37xi
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art37xi
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.887.htm#art2
 
57 
Súmula Vinculante 55 - O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores 
inativos. 
 
Art. 4º Na contratação de parceria público-privada serão observadas as seguintes diretrizes: 
III – indelegabilidade das funções de regulação, jurisdicional, do exercício do poder de 
polícia e de outras atividades exclusivas do Estado; 
 
Art. 24. É dispensável a licitação: 
Aqui a leitura é um pouco extensa, mas de suma importância e autoexplicativa; 
Resumiremos as mais recorrentes no Exame de Ordem. 
III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem; 
IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de 
atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de 
pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente 
para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as 
parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e 
oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou 
calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos; 
 
Lembre-se que estamos vivendo tal situação. 
V - quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não 
puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas as 
condições preestabelecidas; 
 
“Nenhuma proposta foi apresentada na licitação promovida por uma autarquia federal para 
a aquisição de softwares de processamento de dados. Com relação a esse caso, assinale a 
afirmativa correta.” 
Resposta correta: A contratação direta é admitida, se a licitação não puder ser repetida sem 
prejuízo para a Administração. 
VI - quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou 
normalizar o abastecimento; 
 
“Assinale a opção correta quanto às hipóteses legais de dispensa de licitação.” 
Resposta correta: Admite-se
dispensa de licitação na contratação de remanescente de obra, 
serviço ou fornecimento, em decorrência de rescisão contratual, uma vez atendida a ordem 
de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante 
vencedor. 
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O entendimento da professora Maria Sylvia Zanella di Pietro (Direito administrativo. 14. ed. 
São Paulo: Altas, 2002, p. 313.): 
"A licitação deserta não se confunde com a licitação fracassada, em que aparecem 
interessados, mas nenhum é selecionado, em decorrência da inabilitação ou da 
desclassificação. Neste caso, a dispensa de licitação não é possível. 
 
Macete pra descontrair: 
Licitação deserta: você posta no Facebook que procura um(a) namorado(a) e NINGUÉM 
comenta (cri cri cri). 
Licitação fracassada: você posta no Facebook que procura um(a) namorado(a) mas todo 
mundo que comenta não satisfaz os requisitos mínimos que você exige. 
VII - quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos 
praticados no mercado nacional, ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais 
competentes, casos em que, observado o parágrafo único do art. 48 desta Lei e, persistindo 
a situação, será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços, por valor não superior ao 
constante do registro de preços, ou dos serviços; 
VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou 
serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha 
sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço 
contratado seja compatível com o praticado no mercado; 
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos casos 
estabelecidos em decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional; 
X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas 
da administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, 
desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia; 
 
“A Agência Reguladora de Serviços Públicos Estaduais, autarquia do Estado ABC, identificou 
um imóvel, no centro da cidade XYZ (capital do Estado) capaz de receber as instalações de sua 
nova sede. O proprietário do imóvel, quando procurado, demonstrou interesse na sua 
alienação pelo preço de avaliação da Administração Pública. Considerando a disciplina 
legislativa a respeito do tema, assinale a opção correta.” 
Resposta correta: É possível a compra de bem imóvel pela Administração, dispensada a 
licitação no caso de as necessidades de instalação e localização condicionarem a sua escolha. 
XI - na contratação de remanescente de obra, serviço ou fornecimento, em consequência de 
rescisão contratual, desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e 
aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor, inclusive quanto ao preço, 
devidamente corrigido; 
XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis, no tempo 
necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes, realizadas 
diretamente com base no preço do dia; 
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59 
XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da 
pesquisa, do ensino ou do desenvolvimento institucional, ou de instituição dedicada à 
recuperação social do preso, desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-
profissional e não tenha fins lucrativos; 
XIV - para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico 
aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem manifestamente 
vantajosas para o Poder Público; 
XXVII - na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos 
urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, 
efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de 
baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis, com o 
uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública. 
XXXII - na contratação em que houver transferência de tecnologia de produtos estratégicos 
para o Sistema Único de Saúde - SUS, no âmbito da Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, 
conforme elencados em ato da direção nacional do SUS, inclusive por ocasião da aquisição 
destes produtos durante as etapas de absorção tecnológica. 
XXXIII - na contratação de entidades privadas sem fins lucrativos, para a implementação de 
cisternas ou outras tecnologias sociais de acesso à água para consumo humano e produção 
de alimentos, para beneficiar as famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou falta 
regular de água. 
XXXV - para a construção, a ampliação, a reforma e o aprimoramento de estabelecimentos 
penais, desde que configurada situação de grave e iminente risco à segurança pública. 
Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial: 
I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos por 
produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de marca, 
devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão 
de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo 
Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes; 
II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza 
singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade 
para serviços de publicidade e divulgação; 
III - para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de 
empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião 
pública. 
§ 1º Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo conceito no campo 
de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiências, 
publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica, ou de outros requisitos 
relacionados com suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é essencial e 
indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato. 
§ 2º Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa, se comprovado 
superfaturamento, respondem solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o 
fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável, sem prejuízo de outras 
sanções legais cabíveis. 
Art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá 
revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente 
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devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-
la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e 
devidamente fundamentado. 
Este artigo já foi muito cobrado nos exames anteriores; 
Súmula 473/STF - A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios 
que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os 
casos, a apreciação judicial. 
§ 1o A anulação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade não gera obrigação 
de indenizar, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 59 desta Lei. 
§ 2o A nulidade do
procedimento licitatório induz à do contrato, ressalvado o disposto no 
parágrafo único do art. 59 desta Lei. 
§ 3o No caso de desfazimento do processo licitatório, fica assegurado o contraditório e a 
ampla defesa. 
§ 4o O disposto neste artigo e seus parágrafos aplica-se aos atos do procedimento de 
dispensa e de inexigibilidade de licitação. 
 
“A União licitou, mediante concorrência, uma obra de engenharia para construir um hospital 
público. Depois de realizadas todas as etapas previstas na Lei n. 8.666/93, sagrou- se 
vencedora a Companhia X. No entanto, antes de se outorgar o contrato para a Companhia X, 
a Administração Pública resolveu revogar a licitação. Acerca do tema, assinale a afirmativa 
correta.” 
Resposta correta: A revogação, fundada na conveniência e na oportunidade da Administração 
Pública, deverá sempre ser motivada e baseada em fato superveniente ao início da licitação. 
 
Art. 6º, § 2º O consórcio público, com personalidade jurídica de direito público ou privado, 
observará as normas de direito público no que concerne à realização de licitação, à celebração 
de contratos, à prestação de contas e à admissão de pessoal, que será regido pela 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
Art. 10, Parágrafo único. Os agentes públicos incumbidos da gestão de consórcio não 
responderão pessoalmente pelas obrigações contraídas pelo consórcio público, mas 
responderão pelos atos praticados em desconformidade com a lei ou com as disposições 
dos respectivos estatutos. 
 
“O Estado X e os Municípios A, B e C subscreveram protocolo de intenções para a constituição 
de um consórcio com personalidade jurídica de direito privado para atuação na coleta, 
descarte e reciclagem de lixo produzido no limite territorial daqueles municípios. Com base 
no caso apresentado, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: O consórcio entre o Estado e os Municípios será constituído por contrato e 
adquirirá personalidade jurídica mediante o atendimento dos requisitos da legislação civil. 
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Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos 
fundamentos jurídicos, quando: 
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; 
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; 
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; 
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; 
V - decidam recursos administrativos; 
VI - decorram de reexame de ofício; 
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, 
laudos, propostas e relatórios oficiais; 
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo. 
§ 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de 
concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou 
propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. 
§ 2o Na solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio mecânico que 
reproduza os fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos 
interessados. 
§ 3o A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará 
da respectiva ata ou de termo escrito. 
 
Art. 99. São bens públicos: 
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento 
da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como 
objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens 
pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito 
privado. 
 
Súmula 510/STF - Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, 
contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial. 
Súmula 525/STJ - A Câmara de Vereadores não possui personalidade jurídica, apenas 
personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para defender os seus 
direitos institucionais. 
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62 
Direito Civil 
Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
 
Aqui o cuidado deve ser redobrado, por ser um assunto muito cobrado, não só na matéria de 
Direito Civil. 
Em 2015, a Lei 13.146 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) alterou o entendimento da 
chamada Teoria das Incapacidades. 
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 
Ex.: Parente em estado de coma. 
IV - os pródigos. 
Somente será incapaz para assuntos de ordem patrimonial, podendo realizar os demais que 
não digam respeito a seu patrimônio. 
Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. 
Quais são os mecanismos de proteção dos Relativamente incapazes? 
Curatela e tomada de decisão apoiada (art. 1.783-A, cc). 
- Ler art. 752 CPC 
 
Meio de realização de direitos e obrigações dos incapazes: 
Absolutamente -> representação 
Relativamente -> assistência 
 
“André possui um transtorno psiquiátrico grave, que demanda uso contínuo de 
medicamentos, graças aos quais ele leva vida normal. No entanto, em razão do consumo de 
remédios que se revelaram ineficazes, por causa de um defeito de fabricação naquele lote, 
André foi acometido de um surto que, ao privá- lo de discernimento, o levou a comprar 
diversos produtos caros de que não precisava. Para desfazer os efeitos desses negócios, André 
deve pleitear” 
Resposta correta: a anulação do negócio, por causa transitória impeditiva de expressão da 
vontade. 
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63 
 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
 Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à 
prática de todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
Aqui está a chamada emancipação. 
I - pela concessão dos pais (forma voluntária), ou de um deles na falta do outro, mediante 
instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz 
(forma judicial), ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; 
 
“Os tutores de José consideram que o rapaz, aos 16 anos, tem maturidade e discernimento 
necessários para praticar os atos da vida civil. Por isso, decidem conferir ao rapaz a sua 
emancipação. Consultam, para tanto, um advogado, que lhes aconselha corretamente no 
seguinte sentido:” 
Resposta correta: José poderá ser emancipado em procedimento judicial, com a oitiva do 
tutor sobre as condições do tutelado. 
II - pelo casamento; (forma legal) 
III - pelo exercício de emprego público efetivo; (forma legal) 
 
“Pedro, em dezembro de 2011, aos 16 anos, se formou no ensino médio. Em agosto de 2012, 
ainda com 16 anos, começou estágio voluntário em uma companhia local. Em janeiro de 2013, 
já com 17 anos, foi morar com sua namorada. Em julho de 2013, ainda com 17 anos, após ter 
sido aprovado e nomeado em um concurso público, Pedro entrou em exercício no respectivo 
emprego público. Tendo por base o disposto no Código Civil, assinale a opção que indica a 
data em que cessou a incapacidade de Pedro.” 
Resposta correta: Julho de 2013 
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; (forma legal)
art. 10, §2°- além da principal, o advogado deve promover a inscrição suplementar nos 
conselhos seccionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão, 
considerando-se habitualidade a intervenção judicial que exceder de cinco causas por ano. 
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6 
 
Em relação à inscrição dos advogados na OAB, assinale a opção correta: 
Resposta correta: além da inscrição principal, o advogado deve promover a inscrição 
suplementar nos conselhos seccionais em cujos territórios tenha atuação em mais de 5 feitos 
judiciais por ano. 
II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos 
de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que 
relativas ao exercício da advocacia; 
§ 6º Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de 
advogado, a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade 
de que trata o inciso II do caput deste artigo, em decisão motivada, expedindo mandado de 
busca e apreensão, específico e pormenorizado, a ser cumprido na presença de 
representante da OAB, sendo, em qualquer hipótese, vedada a utilização dos documentos, 
das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos 
demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. 
§ 7º A ressalva constante do § 6º deste artigo não se estende a clientes do advogado 
averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou co-
autores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade. 
III - comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, 
quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou 
militares, ainda que considerados incomunicáveis; 
IV - ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado 
ao exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos 
demais casos, a comunicação expressa à seccional da OAB; 
V - não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado 
Maior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua 
falta, em prisão domiciliar; 
 
O STF declarou INCOSTITUCIONAL a expressão “assim reconhecidas pela OAB”, por meio da 
ADI 1.127-8. 
VI - ingressar livremente: 
a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte 
reservada aos magistrados; 
 
Em 2015, no Exame de Ordem XVII, a FGV narrou o caso da advogada Gisella que, antes de 
iniciar o julgamento em uma Câmara Cível, tentou entregar as alegações escritas aos 
magistrados, sendo impedida de realizar tal entrega. 
Resposta correta: o ingresso dos advogados nas salas de sessões é livre, inclusive na parte 
reservada aos magistrados. 
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7 
b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços 
notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente 
e independentemente da presença de seus titulares; 
 
No exame de Ordem VI, a FGV narrou o caso do advogado Maurício, que foi impedido de 
entrar no recinto onde se encontrava o escrivão que chefiava o Cartório Judicial. 
Reposta correta: o livre acesso ao recinto, no caso, é direito do advogado. 
c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público 
onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da 
atividade profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache 
presente qualquer servidor ou empregado; 
d) em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou 
perante a qual este deva comparecer, desde que munido de poderes especiais; 
VII - permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso 
anterior, independentemente de licença; 
VIII - dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, 
independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a 
ordem de chegada; 
X - usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, 
para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações 
que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem 
feitas; 
XI - reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, 
contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento; 
XII - falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da 
Administração Pública ou do Poder Legislativo; 
XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração 
Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, 
quando não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, assegurada a obtenção de 
cópias, com possibilidade de tomar apontamentos; 
 
Se o processo tramitar sob regime de segredo ou sigilo de justiça, a procuração torna-se 
INDISPENSÁVEL. 
XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem 
procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em 
andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, 
em meio físico ou digital; 
§ 10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício dos 
direitos de que trata o inciso XIV. 
§ 11. No caso previsto no inciso XIV, a autoridade competente poderá delimitar o acesso do 
advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não 
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documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da 
eficácia ou da finalidade das diligências. 
§ 12. A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV, o fornecimento incompleto de 
autos ou o fornecimento de autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno 
investigativo implicará responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade do 
responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de prejudicar o exercício da 
defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao juiz 
competente. 
§ 13. O disposto nos incisos XIII e XIV do caput deste artigo aplica-se integralmente a 
processos e a procedimentos eletrônicos, ressalvado o disposto nos §§ 10 e 11 deste artigo. 
Súmula vinculante 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo 
aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por 
órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
XV - ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cartório ou 
na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais; 
XVI - retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de dez dias; 
§ 1º Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI: 
1) aos processos sob regime de segredo de justiça; 
2) quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer 
circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no cartório, secretaria ou 
repartição, reconhecida pela autoridade em despacho motivado, proferido de ofício, 
mediante representação ou a requerimento da parte interessada; 
3) até o encerramento do processo, ao advogado que houver deixado de devolver os 
respectivos autos no prazo legal, e só o fizer depois de intimado. 
 
Esse prazo de 10 dias já foi muito cobrado anteriormente 
 
Em 2015, a FGV narrou
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde 
que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. 
(Forma legal) 
 
1 – a emancipação voluntária não afasta a responsabilidade civil dos pais, já as demais formas 
de emancipação (judicial e legais), SIM! 
2 – A emancipação, independentemente da forma, é IRREVOGÁVEL, porém é ANULÁVEL! 
 
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Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são 
intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. 
 
“A proteção da pessoa é uma tendência marcante do atual direito privado, o que leva alguns 
autores a conceberem a existência de uma verdadeira cláusula geral de tutela da 
personalidade. Nesse sentido, uma das mudanças mais celebradas do novo Código Civil foi a 
introdução de um capítulo próprio sobre os chamados direitos da personalidade. Em relação 
à disciplina legal dos direitos da personalidade no Código Civil, é correto afirmar que” 
Resposta correta: é permitida a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, 
com objetivo altruístico ou científico, para depois da morte, sendo que tal ato de disposição 
poderá ser revogado a qualquer tempo. 
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade 
ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público 
quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e 
determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de 
administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo 
abuso. 
 
O artigo em comento sofreu mudanças pela Lei de Liberdade Econômica, por isso fique atento 
pois poderá ser objeto de questão no próximo exame. 
§ 1º Para fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização dolosa da pessoa 
jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer 
natureza. 
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por: 
I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa; 
II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto o de valor 
proporcionalmente insignificante; e 
III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. 
§ 3º O disposto no caput e nos § 1º e § 2º também se aplica à extensão das obrigações de 
sócios ou de administradores à pessoa jurídica. 
§ 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o 
caput não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. 
§ 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original 
da atividade econômica específica da pessoa jurídica. 
CLT - Art. 855-A. Aplica-se ao processo do trabalho o incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica previsto nos arts. 133 a 137 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 
- Código de Processo Civil. 
Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e 
requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias. 
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Súmula 403/STJ Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não 
autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais. 
 
“Após tentar executar judicialmente seu ex-empregador (a empresa Tecidos Suaves Ltda.) 
sem sucesso, o credor trabalhista Rodrigo instaurou o incidente de desconsideração de 
personalidade jurídica, objetivando direcionar a execução contra os sócios da empresa, o que 
foi aceito pelo magistrado. De acordo com a CLT, assinale a opção que indica o ato seguinte.” 
Resposta correta: O sócio será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no 
prazo de 15 dias. 
Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não 
econômicos. 
Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos. 
Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma: 
I - seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação; 
II - não contrarie ou desvirtue o fim desta; 
III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta e 
cinco) dias, findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz supri-la, 
a requerimento do interessado. 
Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar 
onde for encontrada. 
Art. 122. São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública ou aos 
bons costumes; entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o 
negócio jurídico, ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. 
 
“Condições defesas” significa condições proibidas/vedadas. 
 
Súmula 377/STF: No regime de separação legal de bens, comunicam-se os adquiridos na 
constância do casamento. 
Súmula 54/STJ - Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de 
responsabilidade extracontratual. 
Súmula 227/STJ - A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. 
Súmula 260/STJ - A convenção de condomínio aprovada, ainda que sem registro, é eficaz 
para regular as relações entre os condôminos. 
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a 
promover no prazo e na forma da lei processual; 
II - por protesto, nas condições do inciso antecedente; 
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III - por protesto cambial; 
IV - pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores; 
V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do 
direito pelo devedor. 
Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a 
interrompeu, ou do último ato do processo para a interromper. 
Art. 421. A liberdade contratual será exercida em razão e nos limites da função social do 
contrato. (Novidade legislativa: Lei de Liberdade Econômica) 
Parágrafo único. Nas relações contratuais privadas, prevalecerão o princípio da intervenção 
mínima e a excepcionalidade da revisão contratual. (Novidade legislativa: Lei de Liberdade 
Econômica) 
Art. 421-A. Os contratos civis e empresariais presumem-se paritários e simétricos até a 
presença de elementos concretos que justifiquem o afastamento dessa presunção, 
ressalvados os regimes jurídicos previstos em leis especiais, garantido também que: 
 
Artigo inserido pela Lei de liberdade econômica. 
I - as partes negociantes poderão estabelecer parâmetros objetivos para a interpretação das 
cláusulas negociais e de seus pressupostos de revisão ou de resolução; 
II - a alocação de riscos definida pelas partes deve ser respeitada e observada; e 
III - a revisão contratual somente ocorrerá de maneira excepcional e limitada. 
Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-
se-á adotar a interpretação mais favorável ao aderente. 
Art. 781. A indenização não pode ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do 
sinistro, e, em hipótese alguma, o limite máximo da garantia fixado na apólice, salvo em caso 
de mora do segurador. 
Art. 1.520. Não será permitido, em qualquer caso, o casamento de quem não atingiu a idade 
núbil, observado o disposto no art. 1.517 deste Código. 
 
Novidade legislativa. 
Art. 1.521. Não podem casar: 
I - os ascendentes com os
descendentes, seja o parentesco natural ou civil; 
II - os afins em linha reta; 
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante; 
IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive; 
V - o adotado com o filho do adotante; 
VI - as pessoas casadas; 
Crime de bigamia. 
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“João e Maria casaram-se, no regime de comunhão parcial de bens, em 2004. Contudo, em 
2008, João conheceu Vânia e eles passaram a ter um relacionamento amoroso. Separando-se 
de fato de Maria, João saiu da casa em que morava com Maria e foi viver com Vânia, apesar 
de continuar casado com Maria. Em 2016, João, muito feliz em seu novo relacionamento, 
resolve dar de presente um carro 0 km da marca X para Vânia. Considerando a narrativa 
apresentada, sobre o contrato de doação celebrado entre João, doador, e Vânia, donatária, 
assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: É plenamente válido, pois João e Maria já estavam separados de fato no 
momento da doação. 
VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio 
contra o seu consorte. 
Art. 1.597. Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos: 
Este assunto também interessa quando se tratar de direito das sucessões. 
I - nascidos cento e oitenta dias, pelo menos, depois de estabelecida a convivência conjugal; 
II - nascidos nos trezentos dias subsequentes à dissolução da sociedade conjugal, por morte, 
separação judicial, nulidade e anulação do casamento; 
III - havidos por fecundação artificial homóloga, mesmo que falecido o marido; 
IV - havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de embriões excedentários, decorrentes de 
concepção artificial homóloga; 
V - havidos por inseminação artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do 
marido. 
Art. 1.725. Na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às 
relações patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens. 
Pessoa casada pode manter união estável, desde que esta esteja separada judicialmente ou 
de fato. 
 
“Arlindo e Berta firmam pacto antenupcial, preenchendo todos os requisitos legais, no qual 
estabelecem o regime de separação absoluta de bens. No entanto, por motivo de saúde de 
um dos nubentes, a celebração civil do casamento não ocorreu na data estabelecida. Diante 
disso, Arlindo e Berta decidem não se casar e passam a conviver maritalmente. Após cinco 
anos de união estável, Arlindo pretende dissolver a relação familiar e aplicar o pacto 
antenupcial, com o objetivo de não dividir os bens adquiridos na constância dessa união. 
Nessas circunstâncias, o pacto antenupcial é 
Resposta correta: válido e ineficaz. 
Art. 1.814. São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários: 
Chamadas de indignidade; 
Atingem os herdeiros legítimos, os testamentários e os legatários. 
Podem ocorrer o perdão, por meio de testamento. 
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I - que houverem sido autores, co-autores ou partícipes de homicídio doloso, ou tentativa 
deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, companheiro, ascendente ou 
descendente; 
II - que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem em 
crime contra a sua honra, ou de seu cônjuge ou companheiro; 
III - que, por violência ou meios fraudulentos, inibirem ou obstarem o autor da herança de 
dispor livremente de seus bens por ato de última vontade. 
Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: 
I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com 
o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 
1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não 
houver deixado bens particulares; 
II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; 
III - ao cônjuge sobrevivente; 
IV - aos colaterais. 
Art. 1.852. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na 
ascendente. 
Conceito de direito de representação: quando a lei chama certos parentes do falecido a 
suceder em todos os direitos em que ele sucederia, se vivo fosse. 
 
Súmula 277/STJ - Julgada procedente a investigação de paternidade, os alimentos são 
devidos a partir da citação. 
Súmula 332/STJ - A fiança prestada sem autorização de um dos cônjuges implica a ineficácia 
total da garantia. 
Súmula 610/STJ: O suicídio não é coberto nos dois primeiros anos de vigência do contrato de 
seguro de vida, ressalvado o direito do beneficiário à devolução do montante da reserva 
técnica formada. 
Súmula 596-STJ: A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e subsidiária, 
somente se configurando no caso de impossibilidade total ou parcial de seu cumprimento 
pelos pais. STJ. 2ª Seção. Aprovada em 08/10/2017. 
 
“João e Carla foram casados por cinco anos, mas, com o passar dos anos, o casamento se 
desgastou e eles se divorciaram. As três filhas do casal, menores impúberes, ficaram sob a 
guarda exclusiva da mãe, que trabalha em uma escola como professora, mas que está com os 
salários atrasados há quatro meses, sem previsão de recebimento. João vinha contribuindo 
para o sustento das crianças, mas, estranhamente, deixou de fazê-lo no último mês. Carla, ao 
procurá-lo, foi informada pelos pais de João que ele sofreu um atropelamento e está em 
estado grave na UTI do Hospital Boa Sorte. Como João é autônomo, não pode contribuir, 
justificadamente, com o sustento das filhas.” 
Resposta correta: As filhas podem requerer alimentos avoengos, se comprovada a 
impossibilidade de Carla e de João garantirem o sustento das filhas. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406.htm#art1640
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406.htm#art1640
 
69 
 
Processo Civil 
Art. 53. É competente o foro: 
 
De acordo com o professor Luiz Dellore, a jurisdição é o poder de dizer (aplicar) o direito a 
uma lide, ao passo a competência é a divisão desse poder, entre juízos. 
Leitura autoexplicativa 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, de 7 
de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha); 
 
Novidade legislativa. 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
III - do lugar: 
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; 
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; 
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem 
personalidade jurídica; 
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; 
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo 
estatuto; 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato 
praticado em razão do ofício; 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano; 
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios; 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
 
70 
Súmula 517/STF - As sociedades de economia mista só têm
foro na Justiça Federal, quando a 
União intervém como assistente ou opoente. 
Comp. Absoluta Competência Relativa 
Não admite modificação É concorrente, admite modificação 
Reconhecida a qualquer tempo e grau, 
inclusive de ofício pelo juiz 
Reconhecida até a contestação, vedada a 
declaração de ofício 
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. 
Conhecidos como honorários sucumbenciais 
Súmula 450/STF - São devidos honorários de advogado sempre que vencedor o beneficiário 
de justiça gratuita. 
§ 1o São devidos honorários advocatícios na reconvenção, no cumprimento de sentença, 
provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, 
cumulativamente. 
§ 2o Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre 
o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, 
sobre o valor atualizado da causa, atendidos: 
I - o grau de zelo do profissional; 
II - o lugar de prestação do serviço; 
III - a natureza e a importância da causa; 
IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. 
§ 3o Nas causas em que a Fazenda Pública for parte, a fixação dos honorários observará os 
critérios estabelecidos nos incisos I a IV do §2º [...]. 
§ 7o Não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública 
que enseje expedição de precatório, desde que não tenha sido impugnada. 
§ 8o Nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando 
o valor da causa for muito baixo, o juiz fixará o valor dos honorários por apreciação 
equitativa, observando o disposto nos incisos do § 2o. 
§ 10. Nos casos de perda do objeto, os honorários serão devidos por quem deu causa ao 
processo. 
§ 11. O tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente levando em 
conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o 
disposto nos §§ 2o a 6o, sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários 
devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§ 
2o e 3o para a fase de conhecimento. 
§ 12. Os honorários referidos no § 11 são cumuláveis com multas e outras sanções 
processuais, inclusive as previstas no art. 77. 
§ 13. As verbas de sucumbência arbitradas em embargos à execução rejeitados ou julgados 
improcedentes e em fase de cumprimento de sentença serão acrescidas no valor do débito 
principal, para todos os efeitos legais. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art77
 
71 
§ 14. Os honorários constituem direito do advogado e têm natureza alimentar, com os 
mesmos privilégios dos créditos oriundos da legislação do trabalho, sendo vedada a 
compensação em caso de sucumbência parcial. 
 
Este é, sem dúvida alguma, um dos artigos mais cobrados sobre o tema “Honorários”. 
§ 15. O advogado pode requerer que o pagamento dos honorários que lhe caibam seja 
efetuado em favor da sociedade de advogados que integra na qualidade de sócio, aplicando-
se à hipótese o disposto no § 14. 
§ 16. Quando os honorários forem fixados em quantia certa, os juros moratórios incidirão a 
partir da data do trânsito em julgado da decisão. 
§ 17. Os honorários serão devidos quando o advogado atuar em causa própria. 
§ 18. Caso a decisão transitada em julgado seja omissa quanto ao direito aos honorários ou 
ao seu valor, é cabível ação autônoma para sua definição e cobrança. 
 
“A médica Carolina é devedora de R$ 100.000,00 (cem mil reais), débito esse originado de 
contrato particular de mútuo, vencido e não pago, no qual figura como credora a advogada 
Zélia. Diante do inadimplemento, Zélia ajuizou ação de cobrança que, após instrução 
probatória, culminou em sentença com resolução de mérito procedente. O juiz não se 
pronunciou quanto ao pagamento de honorários advocatícios de sucumbência à advogada 
porque esta atuou em causa própria. A omissa sentença proferida transitou em julgado 
recentemente.” 
Resposta correta: O recente trânsito em julgado da omissa sentença não obsta o ajuizamento 
de ação autônoma para definição e cobrança dos honorários de sucumbência. 
 
Esse assunto já foi inúmeras vezes cobrado. Normalmente a questão vem trazendo que é 
“Não é possível ação autônoma para cobrança de honorários advocatícios”. 
§ 19. Os advogados públicos perceberão honorários de sucumbência, nos termos da lei. 
Art. 105. A procuração geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular 
assinado pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto receber 
citação, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao 
direito sobre o qual se funda a ação, receber, dar quitação, firmar compromisso e assinar 
declaração de hipossuficiência econômica, que devem constar de cláusula específica. 
 
Ou seja, procuração geral para foro ele pode todos os atos, exceto aqueles que necessitam 
de cláusula específica. 
§ 1o A procuração pode ser assinada digitalmente, na forma da lei. 
§ 2o A procuração deverá conter o nome do advogado, seu número de inscrição na Ordem 
dos Advogados do Brasil e endereço completo. 
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§ 3o Se o outorgado integrar sociedade de advogados, a procuração também deverá conter o 
nome dessa, seu número de registro na Ordem dos Advogados do Brasil e endereço completo. 
 
A procuração NÃO poderá outorgar poderes para a sociedade, mas sim para o ADVOGADO. 
Porém, poderá constar na procuração que este advogado integra tal sociedade 
§ 4o Salvo disposição expressa em sentido contrário constante do próprio instrumento, a 
procuração outorgada na fase de conhecimento é eficaz para todas as fases do processo, 
inclusive para o cumprimento de sentença. 
Ler art. 5º do EAOAB e arts. 9º ao 26 do CED 
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia 
distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer 
juízo ou tribunal, independentemente de requerimento. 
§ 1o Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida 
defesa por apenas um deles. 
§ 2o Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos. 
Súmula 641/STF - Não se conta em dobro o prazo para recorrer, quando só um dos 
litisconsortes haja sucumbido. 
 
“A respeito do fenômeno processual do litisconsórcio, que consiste na pluralidade de sujeitos 
ocupando um ou ambos os polos da relação jurídica para litigar em conjunto no mesmo 
processo, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores, ser-lhes-ão 
contados em dobro os prazos para contestar, para recorrer e, de modo geral, para falar nos 
autos. 
Art. 230. O prazo para a parte, o procurador, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública e o 
Ministério Público será contado da citação, da intimação ou da notificação. 
Conceito 
 
Citação 
 
Intimação 
 
 
Conceito 
Ato pelo qual são 
convocados o réu, o 
executado ou o 
interessado para 
integrar a relação 
processual. 
Ato pelo qual se dá 
ciência a alguém dos 
atos e dos termos do 
processo. 
 
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Ordem Judicial Requisição por carta 
Dentro do território de atuação 
do juiz competente; Espécies: 
Reais (correio, oficial de justiça 
e escrivão ou chefe de 
secretaria) e Ficta (hora certa e 
edital) 
Fora do território de atuação do 
juiz competente. Espécies: de 
ordem; rogatória; precatória; 
arbitral 
Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de 
improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação 
com antecedência mínima de
30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 
(vinte) dias de antecedência. 
 
“Carolina foi citada para comparecer com seu advogado ao Centro Judiciário de Solução de 
Conflitos (CEJUSC) da comarca da capital, para Audiência de Mediação (Art. 334 do CPC), 
interessada em restabelecer o diálogo com Nestor, seu ex-marido. O fato de o advogado de 
seu ex-cônjuge conversar intimamente com o mediador Teófilo, que asseverava ter celebrado 
cinco acordos na qualidade de mediador na última semana, retirou sua concentração e a 
deixou desconfiada da lisura daquela audiência. Não tendo sido possível o acordo nessa 
primeira oportunidade, foi marcada uma nova sessão de mediação para buscar a composição 
entre as partes, quinze dias mais tarde. Sobre o caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
Resposta correta: Pode haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à mediação, não 
podendo exceder 2 (dois) meses da data de realização da primeira sessão, desde que 
necessária(s) à composição das partes 
§ 2o Poderá haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à mediação, não podendo 
exceder a 2 (dois) meses da data de realização da primeira sessão, desde que necessárias à 
composição das partes. 
 
Normalmente a questão vem dizendo que a tal audiência é una (única), o que está errado. 
§ 3o A intimação do autor para a audiência será feita na pessoa de seu advogado. 
§ 4o A audiência não será realizada: 
I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição 
consensual; 
II - quando não se admitir a autocomposição. 
Ou seja, se uma quiser e a outra não, terá audiência de conciliação ou mediação. 
§ 5o O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na autocomposição, e o réu 
deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 10 (dez) dias de antecedência, contados da 
data da audiência. 
 
O silencio quanto ao interesse é entendido como aceitação de realização da audiência. 
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§ 6o Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da audiência deve ser manifestado 
por todos os litisconsortes. 
§ 7o A audiência de conciliação ou de mediação pode realizar-se por meio eletrônico, nos 
termos da lei. 
§ 8o O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é 
considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois 
por cento da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da 
União ou do Estado. 
 
Esse artigo já foi cobrado inúmeras vezes. 
 
“Maria ajuizou ação em face de José, sem mencionar, na inicial, se pretendia ou não realizar 
audiência de conciliação ou mediação. Assim, o juiz designou a referida audiência, dando 
ciência às partes. O réu informou ter interesse na realização de tal audiência, enquanto Maria, 
devidamente intimada, quedou-se silente. Chegado o dia da audiência de conciliação, apenas 
José, o réu, compareceu. A respeito do caso narrado, assinale a opção que apresenta possível 
consequência a ser suportada por Maria.” 
Resposta correta: Caso não compareça, nem apresente justificativa pela ausência, Maria será 
multada em até 2% da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa. 
§ 9o As partes devem estar acompanhadas por seus advogados ou defensores públicos. 
 
Questão também muito cobrada pela banca examinadora. Normalmente vem dizendo que 
elas poderão comparecer à audiência sem seus causídicos (advogados), o que está errado. 
§ 10. A parte poderá constituir representante, por meio de procuração específica, com 
poderes para negociar e transigir. 
§ 11. A autocomposição obtida será reduzida a termo e homologada por sentença. 
§ 12. A pauta das audiências de conciliação ou de mediação será organizada de modo a 
respeitar o intervalo mínimo de 20 (vinte) minutos entre o início de uma e o início da seguinte. 
Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão 
própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. 
Súmula 258/STF - É admissível reconvenção em ação declaratória. 
§ 1o Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para 
apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias. 
§ 2o A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu 
mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção. 
§ 3o A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. 
§ 4o A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro. 
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§ 5o Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em 
face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na 
qualidade de substituto processual. 
§ 6o O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. 
 
Súmula 356/STF - O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos 
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do 
prequestionamento. 
Súmula 228/STF - Não é provisória a execução na pendência de recurso extraordinário, ou de 
agravo destinado a fazê-lo admitir. 
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de 
confirmada pelo tribunal, a sentença: 
 
O conceito doutrinário do princípio do duplo grau de jurisdição é o de que este constitui um 
direito de recurso para revisão da decisão por tribunal superior, o qual pressupõe ser tomada 
por juízes mais experientes e em regra de forma colegiada. 
I - proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas 
autarquias e fundações de direito público; 
II - que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução fiscal. 
§ 1o Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo legal, o juiz ordenará 
a remessa dos autos ao tribunal, e, se não o fizer, o presidente do respectivo tribunal avocá-
los-á. 
§ 2o Em qualquer dos casos referidos no § 1o, o tribunal julgará a remessa necessária. 
§ 3o Não se aplica o disposto neste artigo quando a condenação ou o proveito econômico 
obtido na causa for de valor certo e líquido inferior a: 
Recentemente a banca examinadora cobrou este tema. 
I - 1.000 (mil) salários-mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito 
público; 
II - 500 (quinhentos) salários-mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas 
autarquias e fundações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos 
Estados; 
III - 100 (cem) salários-mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e 
fundações de direito público. 
Resumo 
 
1.000 salários 
União e suas autarquias e fundações Públicas 
500 salários Estados, DF, suas autarquias e fundações Públicas, e capitais 
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500 salários Municípios e suas autarquias e fundações Públicas 
§ 4o Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em: 
I - súmula de tribunal superior; 
II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de 
assunção de competência; 
IV - entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo 
do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. 
Súmula 45/STJ - No reexame necessário, é defeso, ao tribunal, agravar a condenação imposta 
a Fazenda Pública. 
Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os 
artigos previstos neste Título: 
I - as decisões proferidas no processo civil que reconheçam a exigibilidade de obrigação de 
pagar quantia, de
fazer, de não fazer ou de entregar coisa; 
II - a decisão homologatória de autocomposição judicial; 
III - a decisão homologatória de autocomposição extrajudicial de qualquer natureza; 
IV - o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos 
herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal; 
V - o crédito de auxiliar da justiça, quando as custas, emolumentos ou honorários tiverem sido 
aprovados por decisão judicial; 
VI - a sentença penal condenatória transitada em julgado; 
 
Sem dúvida o principal título executivo judicial 
VII - a sentença arbitral; 
VIII - a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça; 
A banca examinadora já cobrou inúmeras vezes esse inciso 
 
“Maria Olímpia é demitida pela Embaixada de um país estrangeiro, em Brasília, por ter se 
recusado a usar véu como parte do seu uniforme de serviço. Obteve ganho de causa na 
reclamação trabalhista que moveu, mas, como o Estado não cumpriu espontaneamente a 
sentença, foi solicitada a penhora de bens da Embaixada. 
Nesse caso, a penhora de bens do Estado estrangeiro” 
Resposta correta: somente irá prosperar se o Estado estrangeiro tiver bens que não estejam 
diretamente vinculados ao funcionamento da sua representação diplomática. 
IX - a decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta rogatória pelo 
Superior Tribunal de Justiça; 
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Conceito de exequatur: autorização para que uma sentença estrangeira ou um pedido 
formulado por autoridade estrangeira por carta rogatória sejam cumpridos no Brasil. 
§ 1o Nos casos dos incisos VI a IX, o devedor será citado no juízo cível para o cumprimento da 
sentença ou para a liquidação no prazo de 15 (quinze) dias. 
§ 2o A autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo e versar sobre 
relação jurídica que não tenha sido deduzida em juízo. 
Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o 
prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova 
intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação. 
§ 1o Na impugnação, o executado poderá alegar: 
I - falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o processo correu à revelia; 
II - ilegitimidade de parte; 
III - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação; 
IV - penhora incorreta ou avaliação errônea; 
V - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções; 
VI - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução; 
VII - qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação, 
compensação, transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença. 
§ 2o A alegação de impedimento ou suspeição observará o disposto nos arts. 146 e 148. 
§ 3o Aplica-se à impugnação o disposto no art. 229. 
§ 4o Quando o executado alegar que o exequente, em excesso de execução, pleiteia quantia 
superior à resultante da sentença, cumprir-lhe-á declarar de imediato o valor que entende 
correto, apresentando demonstrativo discriminado e atualizado de seu cálculo. 
Recentemente a examinadora cobrou o conhecimento deste parágrafo. 
§ 5o Na hipótese do § 4o, não apontado o valor correto ou não apresentado o demonstrativo, 
a impugnação será liminarmente rejeitada, se o excesso de execução for o seu único 
fundamento, ou, se houver outro, a impugnação será processada, mas o juiz não examinará 
a alegação de excesso de execução. 
§ 6o A apresentação de impugnação não impede a prática dos atos executivos, inclusive os de 
expropriação, podendo o juiz, a requerimento do executado e desde que garantido o juízo 
com penhora, caução ou depósito suficientes, atribuir-lhe efeito suspensivo, se seus 
fundamentos forem relevantes e se o prosseguimento da execução for manifestamente 
suscetível de causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação. 
Recentemente a examinadora cobrou o conhecimento deste parágrafo. 
 
“Pedro promove ação de cobrança em face de José, pelo descumprimento de contrato de 
prestação de serviços celebrado entre as partes. O processo instaurado teve seu curso 
normal, e o pedido foi julgado procedente, com a condenação do réu a pagar o valor 
pleiteado. Não houve recurso e, na fase de cumprimento de sentença, o executado é intimado 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art523
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art146
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art148
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art229
 
78 
a efetuar o pagamento e pretende ofertar resistência. Sobre a postura adequada para o 
executado tutelar seus interesses, assinale a afirmativa correta. 
Resposta correta: Deve oferecer impugnação à execução, sem a necessidade de prévia 
garantia do juízo com penhora. 
 
§ 7o A concessão de efeito suspensivo a que se refere o § 6o não impedirá a efetivação dos 
atos de substituição, de reforço ou de redução da penhora e de avaliação dos bens 
§ 8o Quando o efeito suspensivo atribuído à impugnação disser respeito apenas a parte do 
objeto da execução, esta prosseguirá quanto à parte restante. 
§ 9o A concessão de efeito suspensivo à impugnação deduzida por um dos executados não 
suspenderá a execução contra os que não impugnaram, quando o respectivo fundamento 
disser respeito exclusivamente ao impugnante. 
§ 10. Ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação, é lícito ao exequente requerer 
o prosseguimento da execução, oferecendo e prestando, nos próprios autos, caução 
suficiente e idônea a ser arbitrada pelo juiz. 
Art. 700. A ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar, com base em prova 
escrita sem eficácia de título executivo, ter direito de exigir do devedor capaz: 
 
Exemplo clássico: cheque prescrito. 
I - o pagamento de quantia em dinheiro; 
II - a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel; 
III - o adimplemento de obrigação de fazer ou de não fazer. 
§ 1o A prova escrita pode consistir em prova oral documentada, produzida antecipadamente 
nos termos do art. 381. 
§ 5o Havendo dúvida quanto à idoneidade de prova documental apresentada pelo autor, o 
juiz intimá-lo-á para, querendo, emendar a petição inicial, adaptando-a ao procedimento 
comum. 
§ 2o Na petição inicial, incumbe ao autor explicitar, conforme o caso: 
I - a importância devida, instruindo-a com memória de cálculo; 
II - o valor atual da coisa reclamada; 
III - o conteúdo patrimonial em discussão ou o proveito econômico perseguido. 
§ 3o O valor da causa deverá corresponder à importância prevista no § 2o, incisos I a III. 
§ 4o Além das hipóteses do art. 330, a petição inicial será indeferida quando não atendido o 
disposto no § 2o deste artigo. 
§ 6o É admissível ação monitória em face da Fazenda Pública. 
Súmula 339/STJ - É cabível ação monitória contra a Fazenda Pública. 
§ 7o Na ação monitória, admite-se citação por qualquer dos meios permitidos para o 
procedimento comum. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art381
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art330
 
79 
Súmula 282/STJ - Cabe a citação por edital em ação monitória. 
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais: 
 
Aqui a leitura é extensa, porém, autoexplicativa e muito importante para o estudo. 
I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque; 
II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; 
III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas; 
 
Assunto relevante também para o direito Empresarial. 
IV - o instrumento de transação referendado
pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública, 
pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou mediador 
credenciado por tribunal; 
V - o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e 
aquele garantido por caução; 
VI - o contrato de seguro de vida em caso de morte; 
VII - o crédito decorrente de foro e laudêmio; 
VIII - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como 
de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio; 
IX - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei; 
X - o crédito referente às contribuições ordinárias ou extraordinárias de condomínio edilício, 
previstas na respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desde que 
documentalmente comprovadas; 
XI - a certidão expedida por serventia notarial ou de registro relativa a valores de 
emolumentos e demais despesas devidas pelos atos por ela praticados, fixados nas tabelas 
estabelecidas em lei; 
XII - todos os demais títulos aos quais, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva. 
Permite que lei federal extravagante crie novos títulos. 
Ex.: Créditos da OAB contra os inscritos (Lei 8.906/1994); Cédulas de exportação (Lei 
6.313/1975) 
§ 1o A propositura de qualquer ação relativa a débito constante de título executivo não inibe 
o credor de promover-lhe a execução. 
§ 2o Os títulos executivos extrajudiciais oriundos de país estrangeiro não dependem de 
homologação para serem executados. 
§ 3o O título estrangeiro só terá eficácia executiva quando satisfeitos os requisitos de 
formação exigidos pela lei do lugar de sua celebração e quando o Brasil for indicado como o 
lugar de cumprimento da obrigação. 
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80 
Art. 914. O executado, independentemente de penhora, depósito ou caução, poderá se opor 
à execução por meio de embargos. 
 
Corriqueiramente a banca vem cobrando a pegadinha dizendo que depende de penhora, 
depósito ou caução, o que está errado. 
Art. 915. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias, contado, conforme o 
caso, na forma do art. 231. 
§ 1o Quando houver mais de um executado, o prazo para cada um deles embargar conta-se a 
partir da juntada do respectivo comprovante da citação, salvo no caso de cônjuges ou de 
companheiros, quando será contado a partir da juntada do último. 
§ 2o Nas execuções por carta, o prazo para embargos será contado: 
I - da juntada, na carta, da certificação da citação, quando versarem unicamente sobre vícios 
ou defeitos da penhora, da avaliação ou da alienação dos bens; 
II - da juntada, nos autos de origem, do comunicado de que trata o § 4o deste artigo ou, não 
havendo este, da juntada da carta devidamente cumprida, quando versarem sobre questões 
diversas da prevista no inciso I deste parágrafo. 
§ 3o Em relação ao prazo para oferecimento dos embargos à execução, não se aplica o 
disposto no art. 229. 
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia 
distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer 
juízo ou tribunal, independentemente de requerimento 
§ 4o Nos atos de comunicação por carta precatória, rogatória ou de ordem, a realização da 
citação será imediatamente informada, por meio eletrônico, pelo juiz deprecado ao juiz 
deprecante. 
 
 
Carta Precatória 
Para que órgão jurisdicional brasileiro 
pratique ou determine o cumprimento, na 
área de sua competência territorial, de ato 
relativo a pedido de cooperação judiciária 
formulado por órgão jurisdicional de 
competência territorial diversa. 
 
Carta Rogatória 
Para que órgão jurisdicional estrangeiro 
pratique ato de cooperação jurídica 
internacional, relativo a processo em curso 
perante órgão jurisdicional brasileiro. 
 
Carta de Ordem 
Pelo tribunal, para juízo a ele vinculado, se 
o ato houver de se realizar fora dos limites 
territoriais do local de sua sede. 
 
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá 
prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão 
convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art229
 
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para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a 
eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores. 
§ 1o Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-
se os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado. 
§ 2o Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do 
prosseguimento do julgamento. 
§ 3o A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não 
unânime proferido em: 
I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu 
prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno; 
II - agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o 
mérito. 
§ 4o Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento: 
A leitura deste parágrafo é de suma importância. 
I - do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas; 
II - da remessa necessária; 
III - não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial. 
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem 
sobre: 
Art. 1.009, § 1o As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito 
não comportar agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser 
suscitadas em preliminar de apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou 
nas contrarrazões. 
I - tutelas provisórias; 
 
Tema muito recorrente nos últimos exames. 
II - mérito do processo; 
III - rejeição da alegação de convenção de arbitragem; 
IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica; 
V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação; 
VI - exibição ou posse de documento ou coisa; 
VII - exclusão de litisconsorte; 
VIII - rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio; 
IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros; 
X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução; 
XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1o; 
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art373%C2%A71
 
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“Carolina, vítima de doença associada ao tabagismo, requereu, em processo de indenização 
por danos materiais e morais contra a indústria do tabaco, a inversão do ônus da prova, por 
considerar que a parte ré possuía melhores condições de produzir a prova. O magistrado, por 
meio de decisão interlocutória, indeferiu o requerimento por considerar que a inversão 
poderia gerar situação em que a desincumbência do encargo seria excessivamente difícil. 
Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: A decisão é impugnável por agravo de instrumento. 
XIII - outros casos expressamente referidos em lei. 
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias 
proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo 
de execução e no processo de inventário. 
 
“Carlos ajuizou, em 18/03/2016, ação contra o Banco Sucesso, pelo procedimento comum, 
pretendendo a revisão de determinadas
cláusulas de um contrato de abertura de 
crédito. Após a apresentação de contestação e réplica, iniciou-se a fase de produção de 
provas, tendo o Banco Sucesso requerido a produção de prova pericial para demonstrar a 
ausência de abusividade dos juros remuneratórios. A prova foi indeferida e o pedido foi 
julgado procedente para revisar o contrato e limitar a cobrança de tais juros. Sobre a posição 
do Banco Sucesso, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Ele deve permanecer inerte em relação à decisão de indeferimento de 
produção de prova, mas poderá rediscutir a questão em preliminar de apelação. 
Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para: 
I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; 
II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a 
requerimento; 
III - corrigir erro material. 
Súmula 98/STJ - Embargos de declaração manifestados com notório propósito de 
prequestionamento não tem caráter protelatório. 
 
Súmula 268/STJ - O fiador que não integrou a relação processual na ação de despejo não 
responde pela execução do julgado. 
Súmula 320/STJ - A questão federal somente ventilada no voto vencido não atende ao 
requisito do prequestionamento. 
Súmula 401/STJ - O prazo decadencial da ação rescisória só se inicia quando não for cabível 
qualquer recurso do último pronunciamento judicial. 
Direito Penal 
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83 
 
De antemão, devemos alertar que a matéria de direito penal sofreu grandes modificações 
com o pacote anticrime (Lei nº 13.964 de 2019). 
Relação de causalidade 
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem 
lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria 
ocorrido. 
- Superveniência de causa independente 
§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por 
si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. 
A banca examinadora exige corriqueiramente conhecimento deste parágrafo 
 
“Wallace, hemofílico, foi atingido por um golpe de faca em uma região não letal do corpo. 
Júlio, autor da facada, que não tinha dolo de matar, mas sabia da condição de saúde específica 
de Wallace, sai da cena do crime sem desferir outros golpes, estando Wallace ainda vivo. No 
entanto, algumas horas depois, Wallace morre, pois, apesar de a lesão ser em local não letal, 
sua condição fisiológica agravou o seu estado de saúde. 
Acerca do estudo da relação de causalidade, assinale a opção correta.” 
Resposta correta: O fato de Wallace ser hemofílico é uma causa relativamente independente 
preexistente, e Júlio não deve responder por homicídio culposo, mas, sim, por lesão corporal 
seguida de morte. 
- Relevância da omissão 
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o 
resultado. O dever de agir incumbe a quem: 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. 
Crime 
Art. 14 - Diz-se o crime: 
- Crime consumado 
I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; 
- Tentativa 
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à 
vontade do agente. 
- Pena de tentativa 
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena 
correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços. 
- Desistência voluntária e arrependimento eficaz 
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84 
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o 
resultado se produza, só responde pelos atos já praticados. 
A FGV recorrentemente exige o conhecimento destes dois institutos. 
 
Execução não significa consumação. As ações necessárias para a prática do delito podem ter 
sido todas executadas, mas o resultado descrito no tipo não ter sido obtido, ou seja, não 
houve consumação. 
Na desistência voluntária, o agente já estava executando os atos, porém ainda sem esgotar 
todos os meios possíveis, desiste, evitando o resultado. 
No arrependimento eficaz, o agente já esgotou todos os meios de que dispunha para chegar 
à consumação da infração penal, mas arrepende-se e atua em sentido contrário, evitando a 
produção do resultado inicialmente pretendido (não houve consumação, logo foi eficaz). 
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite 
a punição por crime culposo, se previsto em lei. 
Erro pode ser conceituado como a falsa percepção da realidade. 
- Descriminantes putativas 
§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe 
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o 
erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. 
- Erro determinado por terceiro 
§ 2º - Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. 
O agente é induzido a erro por outrem (terceiro). 
- 
- Erro sobre a pessoa 
§ 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se 
consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra 
quem o agente queria praticar o crime. 
Ex.: Mario matou Pedro achando que este fosse José. 
Neste caso, considera-se as qualidades de José. 
 
“Regina dá à luz seu primeiro filho, Davi. Logo após realizado o parto, ela, sob influência do 
estado puerperal, comparece ao berçário da maternidade, no intuito de matar Davi. No 
entanto, pensando tratar-se de seu filho, ela, com uma corda, asfixia Bruno, filho recém-
nascido do casal Marta e Rogério, causando-lhe a morte. Descobertos os fatos, Regina é 
denunciada pelo crime de homicídio qualificado pela asfixia com causa de aumento de pena 
pela idade da vítima. 
Diante dos fatos acima narrados, o(a) advogado(a) de Regina, em alegações finais da primeira 
fase do procedimento do Tribunal do Júri, deverá requerer” 
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Resposta correta: a desclassificação para o crime de infanticídio, diante do erro sobre a 
pessoa, não podendo ser reconhecida a agravante pelo fato de quem se pretendia atingir ser 
descendente da agente. 
- 
- Erro sobre a ilicitude do fato 
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, 
isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. 
Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência 
da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa 
consciência. 
Art. 63 - Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar 
em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior. 
Extinção da punibilidade 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: 
Neste artigo a leitura é autoexplicativa, e extremamente importante. 
I - pela morte do agente; 
II - pela anistia, graça ou indulto; 
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; (Abolitio 
Criminis) 
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; 
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada; 
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. 
Legítima defesa 
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios 
necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. 
 
“Enquanto assistia a um jogo de futebol em um bar, Francisco começou a provocar Raul,
dizendo que seu clube, que perdia a partida, seria rebaixado. Inconformado com a indevida 
provocação, Raul, que estava acompanhado de um cachorro de grande porte, atiça o animal 
a atacar Francisco, o que efetivamente acontece. Na tentativa de se defender, Francisco 
desfere uma facada no cachorro de Raul, o qual vem a falecer. O fato foi levado à autoridade 
policial, que instaurou inquérito para apuração. Francisco, então, contrata você, na condição 
de advogado(a), para patrocinar seus interesses. 
Considerando os fatos narrados, com relação à conduta praticada por Francisco, você, como 
advogado(a), deverá esclarecer que seu cliente” 
Resposta correta: atuou escorado na excludente de ilicitude da legítima defesa. 
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Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no caput deste artigo, considera-se 
também em legítima defesa o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de 
agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes. 
 
O parágrafo único do art. 25 foi inserido pelo pacote anticrime. 
 
 - Inimputáveis 
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental 
incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, 
na medida de sua culpabilidade. 
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a 
um terço. 
§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave. 
Crime continuado 
Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais 
crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras 
semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-
lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em 
qualquer caso, de um sexto a dois terços. 
Súmula 711/STF - A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime 
permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. 
 
“Cadu, com o objetivo de matar toda uma família de inimigos, pratica, durante cinco dias 
consecutivos, crimes de homicídio doloso, cada dia causando a morte de cada um dos cinco 
integrantes da família, sempre com o mesmo modus operandi e no mesmo local. Os fatos, 
porém, foram descobertos, e o autor, denunciado pelos cinco crimes de homicídio, em 
concurso material. Com base nas informações expostas e nas previsões do Código Penal, 
provada a autoria delitiva em relação a todos os delitos, o advogado de Cadu” 
Resposta correta: poderá buscar o reconhecimento da continuidade delitiva, mas, diante da 
violência contra a pessoa e da diversidade de vítimas, a pena mais grave poderá ser 
aumentada em até o triplo. 
 
Denunciação caluniosa 
Art. 339. Art. 339. Dar causa à instauração de inquérito policial, de procedimento 
investigatório criminal, de processo judicial, de processo administrativo disciplinar, de 
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inquérito civil ou de ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe 
crime, infração ético-disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente: 
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa. 
§ 1º - A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome 
suposto. 
§ 2º - A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção. 
 
“Ao tomar conhecimento de um roubo ocorrido nas adjacências de sua residência, Caio 
compareceu à delegacia de polícia e noticiou o crime, alegando que vira Tício, seu inimigo 
capital, praticar o delito, mesmo sabendo que seu desafeto se encontrava na Europa na data 
do fato. Em decorrência do exposto, foi instaurado inquérito policial para apurar as 
circunstâncias do ocorrido. 
A esse respeito, é correto afirmar que Caio cometeu” 
Resposta correta: delito de denunciação caluniosa. 
Art. 51. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será executada perante o 
juiz da execução penal e será considerada dívida de valor, aplicáveis as normas relativas à 
dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas e 
suspensivas da prescrição. 
 
Artigo inserido pelo pacote anticrime. 
Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à 
personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como 
ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para 
reprovação e prevenção do crime: 
Dentro do critério trifásico, essa é a primeira fase, onde o juiz fixará a pena-base. 
I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; 
I - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; 
 
Muita atenção nesta parte final, a FGV já cobrou inúmeras vezes enunciando propondo que 
seria possível a fixação fora da dos limites previstos no tipo penal, o que está ERRADO. 
 III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade; 
IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se 
cabível. 
Súmula 443/STJ - O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo 
circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação 
a mera indicação do número de majorantes. 
Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou 
qualificam o crime: 
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Os artigos 61 e 62 (agravantes); 65 e 66 (atenuantes) do CP correspondem a segunda fase da 
fixação da pena. 
I - a reincidência; 
Art. 63 - Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar 
em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior. 
Art. 64 - Para efeito de reincidência: 
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do cumprimento ou extinção da pena 
e a infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado 
o período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se não ocorrer revogação. 
Aconselhamos a leitura o instituto da reincidência, pois é tema recorrente nos Exames. 
II - ter o agente cometido o crime: 
a) por motivo fútil ou torpe; 
b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro 
crime; 
c) à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou 
tornou impossível a defesa do ofendido; 
d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de 
que podia resultar perigo comum; 
e) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge; 
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de 
hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica; 
g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão; 
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida; 
i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade; 
j) em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação ou qualquer calamidade pública, ou de 
desgraça particular do ofendido; 
l) em estado de embriaguez preordenada. 
Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 
40 (quarenta) anos. 
§ 1º Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja superior 
a 40 (quarenta) anos, devem elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste artigo. 
 
Talvez
essa seja a maior mudança no pacote anticrime. 
Requisitos da suspensão da pena - “SURSIS” 
Art. 77 - A execução da pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois) anos, poderá ser 
suspensa, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos, desde que: 
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Basicamente, o SURSIS é um instituto que tenta evitar o acolhimento prisional do sujeito 
condenado, contanto que este cumpra alguns requisitos. Sendo estes requisitos cumpridos, 
extingue-se a punibilidade do fato. 
É muito importante que o candidato aprenda esse lapso temporal constante no caput. 
I - o condenado não seja reincidente em crime doloso; 
II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como 
os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício; 
III - Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 deste Código. 
§ 1º - A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do benefício. 
§ 2º A execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser 
suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior de setenta anos de idade, 
ou razões de saúde justifiquem a suspensão. 
- Revogação obrigatória 
 Art. 81 - A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário: 
I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso; 
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem motivo 
justificado, a reparação do dano; 
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código. 
- Revogação facultativa 
§ 1º - A suspensão poderá ser revogada se o condenado descumpre qualquer outra condição 
imposta ou é irrecorrivelmente condenado, por crime culposo ou por contravenção, a pena 
privativa de liberdade ou restritiva de direitos. 
 
“Nise está em gozo de suspensão condicional da execução da pena. Durante o período de 
prova do referido benefício, Nise passou a figurar como indiciada em inquérito policial em 
que se apurava eventual prática de tráfico de entorpecentes. Ao saber de tal fato, o 
magistrado responsável decidiu por bem prorrogar o período de prova. Atento ao caso 
narrado e consoante legislação pátria, é correto afirmar que” 
Resposta correta: não está correta a decisão de prorrogação do período de prova. 
No Exame de Ordem (XXVIII), o tema SURSIS foi cobrado. 
 
 Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, 
abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor 
a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo 
processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos 
que autorizariam a suspensão condicional da pena. 
Súmula 243/STJ - O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às 
infrações penais cometidas em concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, 
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quando a pena mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência da majorante, 
ultrapassar o limite de um (01) ano. 
- Requisitos do livramento condicional 
Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de 
liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: 
I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso 
e tiver bons antecedentes; 
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; 
III – comprovado: 
 
Nova redação dada pelo pacote anticrime 
a) bom comportamento durante a execução da pena; 
b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses; 
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e 
d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; 
IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração; 
V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, 
prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e 
terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. 
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave 
ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de 
condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinquir. 
Súmula 441/STJ - A falta grave não interrompe o prazo para obtenção de livramento 
condicional. 
A FGV, de forma recorrente, exige o conhecimento destes artigos. 
 
“Marcus foi definitivamente condenado pela prática de um crime de roubo simples à pena 
privativa de liberdade de quatro anos de reclusão e multa de dez dias. Apesar de reincidente, 
em razão de condenação definitiva pretérita pelo delito de furto, Marcus confessou a prática 
do delito, razão pela qual sua pena foi fixada no mínimo legal. Após cumprimento de 
determinado período de sanção penal, pretende o apenado obter o benefício do livramento 
condicional. Considerando o crime praticado e a hipótese narrada, é correto afirmar que” 
Resposta: Ainda que praticada falta grave, Marcus não terá o seu prazo de contagem para 
concessão do livramento condicional interrompido. 
- 
Concurso Material 
Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais 
crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em 
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que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, 
executa-se primeiro aquela. 
Concurso formal 
Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, 
idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma 
delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, 
entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes 
resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior. 
Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 69 deste 
Código. 
 
“Maria, em uma loja de departamento, apresentou roupas no valor de R$ 1.200 (mil e 
duzentos reais) ao caixa, buscando efetuar o pagamento por meio de um cheque de terceira 
pessoa, inclusive assinando como se fosse a titular da conta. Na ocasião, não foi exigido 
qualquer documento de identidade. Todavia, o caixa da loja desconfiou do seu nervosismo 
no preenchimento do cheque, apesar da assinatura perfeita, e consultou o banco sacado, 
constatando que aquele documento constava como furtado. 
Assim, Maria foi presa em flagrante naquele momento e, posteriormente, denunciada pelos 
crimes de estelionato e falsificação de documento público, em concurso material. 
Confirmados os fatos, o advogado de Maria, no momento das alegações finais, sob o ponto 
de vista técnico, deverá buscar o reconhecimento” 
Reposta correta: de crime único de estelionato, na forma tentada, afastando-se o concurso 
de crimes. 
 
 
Prescrição antes de transitar em julgado a sentença 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 
1º do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada 
ao crime, verificando-se: 
Chamada de Prescrição da pretensão punitiva em abstrato. 
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; 
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze; 
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito; 
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; 
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a 
dois; 
VI - em 3 (três) anos, se
o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano.). 
Resumo: 
Tempo para Prescrever Pena 
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(em anos) (em anos) 
20 Superior a 12 
16 Superior a 8 e 
não excede a 12 
12 Superior a 4 e 
não excede 8 
8 Superior a 2 e 
não excede 4 
4 Igual a 1 ou, sendo superior, não excede 2 
 3 Inferior a 1 
 
- Prescrição das penas restritivas de direito 
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para 
as privativas de liberdade 
Homicídio simples 
Art. 121. Matar alguém: 
Pena - reclusão, de seis a vinte anos. 
- Caso de diminuição de pena 
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou 
sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz 
pode reduzir a pena de um sexto a um terço. (Homicídio Privilegiado) 
Homicídio qualificado 
§ 2° Se o homicídio é cometido: 
 
O homicídio qualificado é crime Hediondo! 
I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; 
II - por motivo fútil; 
III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, 
ou de que possa resultar perigo comum; 
IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou 
torne impossível a defesa do ofendido; 
V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: 
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
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Feminicídio 
VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino 
§ 2º-A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: 
I - violência doméstica e familiar; 
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. 
Aqui ainda se trata de Crime Hediondo 
§ 7º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for 
praticado: 
I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; 
II - contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência 
ou portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de 
vulnerabilidade física ou mental 
III - na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima; 
IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III do 
caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. (Este inciso é novidade na legislação, 
alterado em 2018). 
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, 
integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da 
função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente 
consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição: 
Aqui ainda se trata de crime Hediondo 
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
Homicídio culposo 
§ 3º Se o homicídio é culposo: 
Pena - detenção, de um a três anos. 
-Aumento de pena 
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de 
inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar 
imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para 
evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) 
se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. 
Art. 302, Código de Trânsito Brasileiro - Praticar homicídio culposo na direção de veículo 
automotor: 
Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão 
ou a habilitação para dirigir veículo automotor. 
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as 
consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal 
se torne desnecessária. 
Instituto chamado Perdão Judicial 
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É causa de extinção da punibilidade do fato 
§ 6º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia 
privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. 
 
“Inconformado com o fato de Mauro ter votado em um candidato que defendia ideologia 
diferente da sua, João desferiu golpes de faca contra seu colega, assim agindo com a intenção 
de matá-lo. Acreditando ter obtido o resultado desejado, João levou o corpo da vítima até 
uma praia deserta e o jogou no mar. Dias depois, o corpo foi encontrado, e a perícia constatou 
que a vítima morreu afogada, e não em razão das facadas desferidas por João. Descobertos 
os fatos, João foi preso, denunciado e pronunciado pela prática de dois crimes de homicídio 
dolosos, na forma qualificada, em concurso material. 
Ao apresentar recurso contra a decisão de pronúncia, você, advogado(a) de João, sob o ponto 
de vista técnico, deverá alegar que ele somente poderia ser responsabilizado” 
Resposta correta: por um crime de homicídio doloso qualificado, na forma consumada. 
 
Furto 
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
§ 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno. 
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a 
pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena 
de multa. 
Trata-se de Furto Privilegiado 
Prevalece a jurisprudência de que a subtração de pequeno valor é aquela que não ultrapassa 
um salário mínimo. 
§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor 
econômico. 
§ 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se o furto mediante fraude 
é cometido por meio de dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de 
computadores, com ou sem a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de 
programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo. 
§ 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a relevância do resultado gravoso: 
I – aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado mediante a 
utilização de servidor mantido fora do território nacional; 
II – aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se o crime é praticado contra idoso ou vulnerável. 
- Furto qualificado 
§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: 
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I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; 
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza; 
III - com emprego de chave falsa; 
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas. 
 
“Felipe sempre sonhou em ser proprietário de um veículo de renomada marca mundial. 
Quando soube que uma moradora de sua rua tinha um dos veículos de seu sonho em sua 
garagem, Felipe combinou com Caio e Bruno de os dois subtraírem o veículo, garantindo que 
ficaria com o produto do crime e que Caio e Bruno iriam receber determinado valor, o que 
efetivamente vem a ocorrer. Após receber o carro, Felipe o leva para sua casa de praia, 
localizada em outra cidade do mesmo Estado em que reside. Os fatos são descobertos e o 
veículo é apreendido na casa de veraneio de Felipe. 
Considerando as informações narradas, é correto afirmar que Felipe deverá ser 
responsabilizado pela prática do crime de” 
Resposta correta: furto qualificado pelo concurso de agentes. 
 
Sumula 511/STJ - É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 do 
CP nos casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, 
o pequeno valor da coisa e a qualificadora for de ordem
o caso da advogada Isabella, que foi procurada por sua cliente para 
consultar um processo já terminado, com intuito de ingressar com uma nova causa. A 
advogada dirigiu-se até o juízo, requerendo vista dos autos, mesmo sem anexar instrumento 
procuratório. 
Resposta correta: a advogada pode retirar os autos de cartório por dez dias. 
XVII - ser publicamente desagravado, quando ofendido no exercício da profissão ou em razão 
dela; 
§ 5º No caso de ofensa a inscrito na OAB, no exercício da profissão ou de cargo ou função de 
órgão da OAB, o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido, sem 
prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator. 
XIX - recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, 
ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando 
autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo 
profissional; 
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O advogado tem direito a recusar-se de depor mesmo quando autorizado ou solicitado pelo 
constituinte. 
XX - retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta 
minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva 
presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo. 
 
Na Justiça do Trabalho o tempo é de 15 minutos. 
XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de 
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de 
todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou 
indiretamente, podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração: 
a) apresentar razões e quesitos; 
§ 2º O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria, difamação ou desacato 
puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora 
dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer. 
 
O STF declarou INCOSTITUCIONAL a expressão “ou desacato”, por meio da ADI 1.127-8. 
§ 4º O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar, em todos os juizados, fóruns, 
tribunais, delegacias de polícia e presídios, salas especiais permanentes para os advogados, 
com uso e controle assegurados à OAB. 
 
O STF declarou INCOSTITUCIONAL a expressão “e controle”, por meio da ADI 1.127-8. 
MUITO IMPORTANTE: Art. 7º-B Constitui crime violar direito ou prerrogativa de advogado 
previstos nos incisos II, III, IV e V do caput do art. 7º desta Lei: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
(Incluído pela Lei nº 13.869. de 2019) 
Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário: 
I - capacidade civil; 
II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente 
autorizada e credenciada; 
RGEOAB, Art. 23. O requerente à inscrição no quadro de advogados, na falta de diploma 
regularmente registrado, apresenta certidão de graduação em direito, acompanhada de cópia 
autenticada do respectivo histórico escolar. 
 
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Em 2012, no Exame de Ordem VI, a FGV formulou a questão narrando o caso de um bacharel 
em direito que, após aprovação no Exame de Ordem, não teve seu diploma expedido pela 
instituição de ensino. 
Resposta correta: “pode apresentar certidão de conclusão com histórico escolar.” 
III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; 
IV - aprovação em Exame de Ordem; 
 
Esse inciso já foi cobrado inúmeras vezes anteriormente. Vejamos um exemplo: 
 
No Exame de Ordem XVI, a FGV narrou o caso do Bernardo, bacharel em Direito, mesmo 
aprovado no Exame de Ordem, não realizou inscrição nos quadros de advogados da OAB, e 
está prestando serviços na área de advocacia, realizando consultorias e assessorias jurídicas. 
Resposta correta: Tal conduta é proibida, tendo em vista a ausência de inscrição na Ordem 
dos Advogados do Brasil. 
V - não exercer atividade incompatível com a advocacia; 
VI - idoneidade moral; 
§ 4º Não atende ao requisito de idoneidade moral aquele que tiver sido condenado por crime 
infamante, salvo reabilitação judicial. 
 
Não confundir com INIDONEIDADE MORAL (hipótese de exclusão do quadro de advogados 
VII - prestar compromisso perante o conselho. 
§ 2º O estrangeiro ou brasileiro, quando não graduado em direito no Brasil, deve fazer prova 
do título de graduação, obtido em instituição estrangeira, devidamente revalidado, além de 
atender aos demais requisitos previstos neste artigo. 
§ 3º A inidoneidade moral, suscitada por qualquer pessoa, deve ser declarada mediante 
decisão que obtenha no mínimo dois terços dos votos de todos os membros do conselho 
competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar. 
Art. 11. Cancela-se a inscrição do profissional que: 
I - assim o requerer; 
II - sofrer penalidade de exclusão; 
III - falecer; 
IV - passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia; 
 
Em 2006, o Exame de Ordem trouxe a seguinte questão: “Será cancelada a inscrição do 
advogado que:” 
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Resposta correta: passar a exercer cargo incompatível com a advocacia, em caráter 
permanente; 
V - perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição. 
§ 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, III e IV, o cancelamento deve ser promovido, 
de ofício, pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa. 
§ 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição - que não restaura o número de inscrição 
anterior - deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I, V, VI e VII do art. 8º. 
§ 3º Na hipótese do inciso II deste artigo, o novo pedido de inscrição também deve ser 
acompanhado de provas de reabilitação. 
Art. 12. Licencia-se o profissional que: 
I - assim o requerer, por motivo justificado; 
II - passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da 
advocacia; 
III - sofrer doença mental considerada curável. 
 
Recentemente, em 2019, a FGV cobrou o candidato uma questão em que narrava a história 
do advogado Jailton, que após muitos anos de advocacia, foi diagnosticado com uma doença 
mental curável. 
Resposta correta: o caso do advogado Jailton incide em causa de licença do exercício 
profissional. 
Art. 14. O advogado não deve aceitar procuração de quem já tenha patrono constituído, sem 
prévio conhecimento deste, salvo por motivo plenamente justificável ou para adoção de 
medidas judiciais urgentes e inadiáveis. 
 
Em 2017, no Exame de Ordem XXIII, a FGV formulou questão aduzindo que o advogado Diogo 
foi procurado por Paulo, que já estava sendo patrocinado por outro advogado, mas que 
precisava realizar cirurgia médica urgência, necessitando requerer uma tutela de urgência nos 
autos do processo judicial. 
A resposta correta era: Diogo poderá aceitar procuração e requerer nos autos judiciais, em 
favor de Paulo, a tutela de urgência necessária, independentemente de prévia comunicação 
a Jorge ou de apresentação ao juízo de justificativa idônea para a cessação da 
responsabilidade profissional de Jorge. 
Art. 26. O advogado substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários 
sem a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades: 
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I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos 
legais; 
 
Os membros do poder legislativos são IMPEDIDOS. Somente os mesmos da MESA que são 
incompatíveis. 
II - membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público,
objetiva. 
Sumula 567/STJ - Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por 
existência de segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna 
impossível a configuração do crime de furto. 
§ 4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver emprego de 
explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum. 
 
Novidade trazida pela Lei 13.654/18, portanto, muita atenção. 
§ 5º - A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor que 
venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. 
§ 6º A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de semovente 
domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração. 
 
O furto de gado é chamado de abigeato, e é forma qualificada no crime de furto. 
§ 7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de 
substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua 
fabricação, montagem ou emprego. 
 
Novidade trazida pela Lei 13.654/18, portanto, muita atenção. 
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Lesão corporal 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: 
Trata-se de lesão corporal de natureza leve, classificada como de menor potencial ofensivo. 
Pena - detenção, de três meses a um ano. 
- Lesão corporal de natureza grave 
§ 1º Se resulta: 
I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias; 
II - perigo de vida; 
III - debilidade permanente de membro, sentido ou função; 
IV - aceleração de parto: 
 
Aqui ocorre um parto prematuro, mas não aborto. 
Pena - reclusão, de um a cinco anos. 
§ 2° Se resulta: 
Trata-se das lesões corporais de natureza gravíssimas 
I - Incapacidade permanente para o trabalho; 
II - enfermidade incurável; 
III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função; 
Diferente do inciso III do artigo anterior, que trata de debilidade, aqui ocorre a perda ou 
inutilização de membro, sentido ou função. 
IV - deformidade permanente; 
V - aborto: 
 
Ocorre o preterdolo (dolo na lesão, culpa no aborto)¸ ou seja, o agente, sabendo que a vítima 
estava grávida, com intenção de ferir, acaba causando o aborto. 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
-Lesão corporal seguida de morte 
§ 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado, nem 
assumiu o risco de produzi-lo: 
Mais uma vez tem-se o preterdolo (dolo na lesão, culpa na morte) 
Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
Diminuição de pena 
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§ 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou 
sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz 
pode reduzir a pena de um sexto a um terço. 
Aqui está a chamada “Lesão Corporal Privilegiada” 
- 
Substituição da pena 
§ 5° O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de 
multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis: 
I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior; (Lesão privilegiada) 
II - se as lesões são recíprocas. 
Lesão corporal culposa 
§ 6° Se a lesão é culposa: 
Pena - detenção, de dois meses a um ano. 
- Aumento de pena 
§ 7º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4º e 6º 
do art. 121 deste Código. 
Aqui encontra-se as causas de aumento de pena 
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de 
inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar 
imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para 
evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) 
se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. 
§ 6º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia 
privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. 
Art. 129, § 12. Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 
144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de 
Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, 
companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição, a pena é 
aumentada de um a dois terços. 
§ 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 121. 
Ou seja, aplica-se o Perdão Judicial 
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as 
consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal 
se torne desnecessária. 
- 
Violência Doméstica 
§ 9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou 
companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente 
das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: 
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Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos 
Vale para ambos os sexos 
Súmula 600/STJ - Para a configuração da violência doméstica e familiar prevista no artigo 5º 
da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) não se exige a coabitação entre autor e vítima. 
Súmula 542/STJ - A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência 
doméstica contra a mulher é pública incondicionada. 
 
Estamos diante de uma das súmulas mais exigidas no Exame de Ordem. 
§ 10. Nos casos previstos nos §§ 1º a 3º deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no 
§ 9º deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). 
§ 11. Na hipótese do § 9º deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime for 
cometido contra pessoa portadora de deficiência. 
 
“Marcus, visando roubar Maria, a agride, causando-lhe lesões corporais de natureza leve. 
Antes, contudo, de subtrair qualquer pertence, Marcus decide abandonar a empreitada 
criminosa, pedindo desculpas à vítima e se evadindo do local. Maria, então, comparece à 
delegacia mais próxima e narra os fatos à autoridade policial. 
No caso acima, o delegado de polícia” 
Resposta correta: deverá lavrar termo circunstanciado pelo crime de lesões corporais de 
natureza leve. 
 
 
Novidade trazida ela Lei nº 14.188, de 2021) 
§ 13. Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino, nos 
termos do § 2º-A do art. 121 deste Código: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro anos). 
 
Infanticídio 
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo 
após: 
Pena - detenção, de dois a seis anos. 
 
“Grávida de nove meses, Maria se desespera e, visando evitar o nascimento de seu filho, toma 
um comprimido contendo um complexo vitamínico, achando, equivocadamente, tratar-se de 
uma pílula abortiva. Ao entrar em trabalho de parto, poucos minutos depois, Maria dá à luz 
um bebê saudável. Todavia, Maria, sob a influência do estado puerperal, lança a criança pela 
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janela do hospital, causando-lhe o óbito. Com base no relatado acima, é correto afirmar que 
Maria praticou” 
Resposta correta: apenas o crime de infanticídio. 
Calúnia 
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. 
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. 
§ 2º - É punível a calúnia contra os mortos. 
- Exceção da verdade 
§ 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo: 
I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi
condenado por 
sentença irrecorrível; 
II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141; 
III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença 
irrecorrível. 
 
“Durante uma reunião de condomínio, Paulo, com o animus de ofender a honra objetiva do 
condômino Arthur, funcionário público, mesmo sabendo que o ofendido foi absolvido 
daquela imputação por decisão transitada em julgado, afirmou que Artur não tem condições 
morais para conviver naquele prédio, porquanto se apropriara de dinheiro do condomínio 
quando exercia a função de síndico. 
Inconformado com a ofensa à sua honra, Arthur ofereceu queixa-crime em face de Paulo, 
imputando-lhe a prática do crime de calúnia. Preocupado com as consequências de seu ato, 
após ser regularmente citado, Paulo procura você, como advogado(a), para assistência 
técnica. 
Considerando apenas as informações expostas, você deverá esclarecer que a conduta de 
Paulo configura crime de” 
Resposta correta: calúnia efetivamente imputado, não cabendo exceção da verdade por parte 
de Paulo. 
 
Difamação 
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. 
- Exceção da verdade 
Parágrafo único - A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário 
público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. 
Injúria 
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: 
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Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: 
I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; 
II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. 
§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio 
empregado, se considerem aviltantes: 
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. 
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, 
origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: 
Pena - reclusão de um a três anos e multa. 
 
Calúnia Difamação 
 
Injúria 
Imputação de fato 
determinado 
(sabidamente falso) 
tipificado como crime. 
Fato desonroso e 
determinado, sem 
necessidade de ser, 
em regra, verdadeiro 
ou falso 
Imputação de 
qualidade negativa 
 
Obs. Não comporta 
a exceção da 
verdade no crime 
de injúria 
 
“Roberta, enquanto conversava com Robson, afirmou categoricamente que presenciou 
quando Caio explorava jogo do bicho, no dia 03/03/2017. No dia seguinte, Roberta contou 
para João que Caio era um “furtador”. Caio toma conhecimento dos fatos, procura você na 
condição de advogado(a) e nega tudo o que foi dito por Roberta, ressaltando que ela só queria 
atingir sua honra. Nesse caso, deverá ser proposta queixa-crime, imputando a Roberta a 
prática de 
Resposta correta: 1 crime de difamação e 1 crime de injúria. 
 
 
Novidade trazida ela Lei nº 14.132, de 2021. 
Art. 147-A. Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a 
integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer 
forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade. 
Art. 147-B. Causar dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno 
desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças 
e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, 
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chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause 
prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação: 
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, se a conduta não constitui crime 
mais grave. 
Art. 154-A. Invadir dispositivo informático de uso alheio, conectado ou não à rede de 
computadores, com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem 
autorização expressa ou tácita do usuário do dispositivo ou de instalar vulnerabilidades para 
obter vantagem ilícita: 
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 
 
Aqui, mais uma vez, a leitura é extensa, porém, autoexplicativa. 
Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à 
venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, 
entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil 
e quinhentos) dias-multa. 
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem: 
I - importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, 
tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem 
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, 
insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas; 
II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação 
legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de 
drogas; 
III - utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, 
administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que 
gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, 
para o tráfico ilícito de drogas. 
§ 2º Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa. 
§ 3º Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, 
para juntos a consumirem: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 
(mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28. 
§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de 
um sexto a dois terços, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se 
dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. 
 
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“Com dificuldades financeiras para comprar o novo celular pretendido, Vanessa, sem 
qualquer envolvimento pretérito com aparato policial ou judicial, aceita, a pedido de 
namorado de sua prima, que havia conhecido dois dias antes, transportar 500 g de cocaína 
de Alagoas para Sergipe. Apesar de aceitar a tarefa, Vanessa solicitou como recompensa R$ 
5.000,00, já que estava muito nervosa por nunca ter adotado qualquer comportamento 
parecido. 
Após a transferência do valor acordado, Vanessa esconde o material entorpecente na mala 
de seu carro e inicia o transporte da substância. Ainda no estado de Alagoas, 30 minutos 
depois, Vanessa é abordada por policiais e presa em flagrante. 
Após denúncia pela prática do crime de tráfico de drogas com causa de aumento do Art. 40, 
inciso V, da Lei nº 11.343/06 (“caracterizado tráfico entre Estados da Federação ou entre estes 
e o Distrito Federal”), durante a instrução, todos os fatos são confirmados: Folha de 
Antecedentes Criminais sem outras anotações, primeira vez no transporte de drogas, 
transferência de valores, que o bem transportado era droga e que a pretensão era entregar 
o material em Sergipe. 
Intimado da sentença condenatória nos termos da denúncia, o advogado de Vanessa, de 
acordo com as previsões da Lei nº 11.343/06 e a jurisprudência do Superior Tribunal de 
Justiça, deverá pleitear” 
Reposta correta: o reconhecimento da causa de diminuição de pena do tráfico privilegiado, 
apenas. 
 
Súmula 501/STJ - É cabível a aplicação retroativa
da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado 
da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da 
aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis. 
Art. 60. O juiz, a requerimento do Ministério Público ou do assistente de acusação, ou 
mediante representação da autoridade de polícia judiciária, poderá decretar, no curso do 
inquérito ou da ação penal, a apreensão e outras medidas assecuratórias nos casos em que 
haja suspeita de que os bens, direitos ou valores sejam produto do crime ou constituam 
proveito dos crimes previstos nesta Lei, procedendo-se na forma dos arts. 125 e seguintes do 
Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Processo Penal. (Novidade: 
alteração legislativa em 2019). 
Processo Penal 
Como já dito anteriormente, com a aprovação do Pacote Anticrime (Lei nº 13.964 de 2019) 
várias leis sofreram alterações, principalmente o Código Penal e o Código Processual Penal. 
Portanto, atente-se às mudanças fazendo uma leitura “separada” do Pacote Anticrime. 
Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de 
investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação. 
 
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103 
Novidade trazida pelo Pacote Anticrime. 
Art. 3º-B. O juiz das garantias é responsável pelo controle da legalidade da investigação 
criminal e pela salvaguarda dos direitos individuais cuja franquia tenha sido reservada à 
autorização prévia do Poder Judiciário, competindo-lhe especialmente [...]. 
 
Novidade trazida pelo Pacote Anticrime. 
 
Pouparemos você da leitura completa do artigo 3º-B, porém recomendamos que você dê uma 
lida nos incisos do referido artigo, pois o tema “Juiz de Garantias” está em amplo debate 
devido a decisão do STF suspendendo sua implantação. 
Art. 3º-C. A competência do juiz das garantias abrange todas as infrações penais, exceto as 
de menor potencial ofensivo, e cessa com o recebimento da denúncia ou queixa na forma 
do art. 399 deste Código. 
 
Novidade trazida pelo Pacote Anticrime. 
Art. 3º-F. O juiz das garantias deverá assegurar o cumprimento das regras para o tratamento 
dos presos, impedindo o acordo ou ajuste de qualquer autoridade com órgãos da imprensa 
para explorar a imagem da pessoa submetida à prisão, sob pena de responsabilidade civil, 
administrativa e penal. 
 
Novidade trazida pelo Pacote Anticrime. 
Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas 
respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. 
Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos 
informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao 
investigado e à autoridade policial e encaminhará os autos para a instância de revisão 
ministerial para fins de homologação, na forma da lei. 
 
Novidade trazida pelo Pacote Anticrime. 
 
Atenção! Grande mudança trazida pelo Pacote Anticrime dentro da “Ação Penal”. 
§ 1º Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito 
policial, poderá, no prazo de 30 (trinta) dias do recebimento da comunicação, submeter a 
matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a 
respectiva lei orgânica. 
 
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Novidade trazida pelo Pacote Anticrime. 
Art. 28-A. Não sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e 
circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena 
mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não 
persecução penal, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, 
mediante as seguintes condições ajustadas cumulativa e alternativamente: 
 
Mais uma grande novidade legislativa trazida pelo Pacote Anticrime. 
 
Todos os incisos e parágrafos apresentados abaixo foram inseridos pelo Pacote Anticrime. 
I - reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, exceto na impossibilidade de fazê-lo; 
II - renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo Ministério Público como 
instrumentos, produto ou proveito do crime; 
III - prestar serviço à comunidade ou a entidades públicas por período correspondente à 
pena mínima cominada ao delito diminuída de um a dois terços, em local a ser indicado pelo 
juízo da execução, na forma do art. 46 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 
(Código Penal); 
IV - pagar prestação pecuniária, a ser estipulada nos termos do art. 45 do Decreto-Lei nº 
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), a entidade pública ou de interesse social, a 
ser indicada pelo juízo da execução, que tenha, preferencialmente, como função proteger 
bens jurídicos iguais ou semelhantes aos aparentemente lesados pelo delito; ou 
V - cumprir, por prazo determinado, outra condição indicada pelo Ministério Público, desde 
que proporcional e compatível com a infração penal imputada. 
§ 1º Para aferição da pena mínima cominada ao delito a que se refere o caput deste artigo, 
serão consideradas as causas de aumento e diminuição aplicáveis ao caso concreto. 
§ 2º O disposto no caput deste artigo não se aplica nas seguintes hipóteses: 
I - se for cabível transação penal de competência dos Juizados Especiais Criminais, nos termos 
da lei; 
II - se o investigado for reincidente ou se houver elementos probatórios que indiquem 
conduta criminal habitual, reiterada ou profissional, exceto se insignificantes as infrações 
penais pretéritas; 
III - ter sido o agente beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao cometimento da infração, 
em acordo de não persecução penal, transação penal ou suspensão condicional do processo; 
e 
IV - nos crimes praticados no âmbito de violência doméstica ou familiar, ou praticados contra 
a mulher por razões da condição de sexo feminino, em favor do agressor. 
§ 3º O acordo de não persecução penal será formalizado por escrito e será firmado pelo 
membro do Ministério Público, pelo investigado e por seu defensor. 
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art46
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art46
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art45
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art45
 
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É uma grande novidade, então a FGV pode cobrar o tema! 
§ 8º Recusada a homologação, o juiz devolverá os autos ao Ministério Público para a análise 
da necessidade de complementação das investigações ou o oferecimento da denúncia. 
§ 9º A vítima será intimada da homologação do acordo de não persecução penal e de seu 
descumprimento. 
§ 10. Descumpridas quaisquer das condições estipuladas no acordo de não persecução 
penal, o Ministério Público deverá comunicar ao juízo, para fins de sua rescisão e posterior 
oferecimento de denúncia. 
§ 12. A celebração e o cumprimento do acordo de não persecução penal não constarão de 
certidão de antecedentes criminais, exceto para os fins previstos no inciso III do § 2º deste 
artigo. 
§ 13. Cumprido integralmente o acordo de não persecução penal, o juízo competente 
decretará a extinção de punibilidade. 
Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a 
infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. 
Esse é, sem dúvida, o principal artigo sobre o tema “Competência”. 
Regra geral da competência: local do resultado ou da consumação. 
Critérios para distribuição de competência: 
a) em razão do local 
b) em razão da matéria 
c) em razão da pessoa 
 
“Durante 35 anos, Ricardo exerceu a função de juiz de direito junto
ao Tribunal de Justiça de 
Minas Gerais. Contudo, no ano de 2012, decidiu se aposentar e passou a morar em 
Florianópolis, Santa Catarina. No dia 22/01/2015, travou uma discussão com seu vizinho e 
acabou por ser autor de um crime de lesão corporal seguida de morte, consumado na cidade 
em que reside. 
Oferecida a denúncia, de acordo com a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, 
será competente para julgar Ricardo” 
Resposta correta: uma das Varas Criminais de Florianópolis. 
Súmula 38 do STJ: "Compete à Justiça Estadual Comum, na vigência da CF/88, o processo por 
contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da 
União ou de suas entidades." 
 
“Juan da Silva foi autor de uma contravenção penal, em detrimento dos interesses da Caixa 
Econômica Federal, empresa pública. Praticou, ainda, outra contravenção em conexão, dessa 
vez em detrimento dos bens do Banco do Brasil, sociedade de economia mista. 
Dessa forma, para julgá-lo será competente” 
Resposta correta: a Justiça Estadual, pelas duas infrações. 
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Súmula 521/STF - O foro competente para o processo e julgamento dos crimes de estelionato, 
sob a modalidade da emissão dolosa de cheque sem provisão de fundos, é o do local onde se 
deu a recusa do pagamento pelo sacado. 
Súmula 42/STJ - Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis em 
que é parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento. 
Súmula 546/STJ - A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso 
é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não 
importando a qualificação do órgão expedidor. 
 
“Na cidade de Angra dos Reis, Sérgio encontra um documento adulterado (logo, falso), que, 
originariamente, fora expedido por órgão estadual. Valendo-se de tal documento, comparece 
a uma agência da Caixa Econômica Federal localizada na cidade do Rio de Janeiro e apresenta 
o documento falso ao gerente do estabelecimento. 
Desconfiando da veracidade da documentação, o gerente do estabelecimento bancário 
chama a Polícia, e Sérgio é preso em flagrante, sendo denunciado pela prática do crime de 
uso de documento falso (Art. 304 do Código Penal) perante uma das Varas Criminais da Justiça 
Estadual da cidade do Rio de Janeiro. 
Considerando as informações narradas, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal 
de Justiça, o advogado de Sérgio deverá” 
Resposta correta: alegar a incompetência, pois a Justiça Federal será competente, devendo 
ser considerada a cidade do Rio de Janeiro para definir o critério territorial. 
Súmula 542/STJ - A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência 
doméstica contra a mulher é pública incondicionada. 
 
Estamos diante de uma das súmulas mais exigidas no Exame de Ordem. 
 
“Jucilei foi preso em flagrante quando praticava crime de estelionato (Art. 171 do CP), em 
desfavor da Petrobras, sociedade de economia mista federal. De acordo com os elementos 
informativos, a fraude teria sido realizada na cidade de Angra dos Reis, enquanto a obtenção 
da vantagem ilícita ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, sendo Jucilei preso logo em seguida, 
mas já na cidade de Niterói. 
Ainda em sede policial, Jucilei entrou em contato com seu(sua) advogado(a), que compareceu 
à Delegacia para acompanhar seu cliente, que seria imediatamente encaminhado para a 
realização de audiência de custódia perante autoridade judicial. 
Considerando as informações narradas, o(a) advogado(a) deverá esclarecer ao seu cliente que 
será competente para processamento e julgamento de eventual ação penal pela prática do 
crime do Art. 171 do Código Penal, o juízo junto à” 
Resposta correta: Vara Criminal Estadual da Comarca do Rio de Janeiro. 
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§ 1º Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a 
competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato 
de execução. 
Código Penal, art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou 
omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o 
resultado. 
Chamada de teoria da ubiquidade. 
§ 2º Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será 
competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia 
produzir seu resultado. 
Código Penal, art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou 
omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o 
resultado. 
Chamada de teoria da ubiquidade. 
§ 3º Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a 
jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais 
jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção. 
Prevenção se dá pelo primeiro juízo que conheceu do processo, ou seja, aquele que praticou 
o primeiro ato. 
§ 4º Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 
1940 (Código Penal), quando praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques 
sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou 
mediante transferência de valores, a competência será definida pelo local do domicílio da 
vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela prevenção. 
 
Novidade trazida pela Lei 14.155 de 2021. 
Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as 
seguintes regras: 
I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, 
prevalecerá a competência do júri; 
 
O júri pode julgar até crime que não seja doloso contra a vida, desde que conexo com um 
crime doloso contra a vida. 
Súmula Vinculante 45 A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o 
foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela constituição estadual. 
SÚMULA 603/STF A competência para o processo e julgamento de latrocínio é do Juiz singular 
e não do Tribunal do Júri. 
Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria: 
a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave; 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art171
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art171
 
108 
b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as 
respectivas penas forem de igual gravidade; 
c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos; 
III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação; 
IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta. 
Ou seja, prevalecerá a de jurisdição especial. 
Súmula 38/STJ - Compete à Justiça Estadual Comum, na vigência da CF/88, o processo por 
contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da 
União ou de suas entidades 
Art. 133. Transitada em julgado a sentença condenatória, o juiz, de ofício ou a requerimento 
do interessado ou do Ministério Público, determinará a avaliação e a venda dos bens em 
leilão público cujo perdimento tenha sido decretado. 
 
Novidade trazida pelo Pacote Anticrime. 
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em 
contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos 
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e 
antecipadas. 
Súmula Vinculante 14 - É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo 
aos elementos de prova que,
já documentados em procedimento investigatório realizado por 
órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
Parágrafo único. Somente quanto ao estado das pessoas serão observadas as restrições 
estabelecidas na lei civil. 
Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de 
ofício: 
 
Ou seja, quem alega algo tem que provar, salvo em algumas situações. 
 I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas 
consideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e 
proporcionalidade da medida; 
II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de 
diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante. 
Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, 
assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. 
§ 1º São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado 
o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por 
uma fonte independente das primeiras. 
Aqui está a famosa Teoria dos frutos da árvore envenenada. 
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§ 2º Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de 
praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto 
da prova. 
§ 3º Preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será 
inutilizada por decisão judicial, facultado às partes acompanhar o incidente. 
§ 5º O juiz que conhecer do conteúdo da prova declarada inadmissível não poderá proferir a 
sentença ou acórdão. 
 
Novidade trazida pelo Pacote Anticrime. 
Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, 
direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
 
“Fagner, irmão de Vitor, compareceu à Delegacia e narrou que foi vítima de agressões que 
lhe causaram lesão corporal de natureza leve. Afirmou Fagner, em sede policial, que Vitor 
desferiu um soco em seu rosto, deixando a agressão vestígios, mas esclareceu que não 
necessitou de atendimento médico. Apesar de demonstrar interesse inequívoco em ver seu 
irmão responsabilizado criminalmente pelo ato praticado, não assinou termo de 
representação formal, além de não realizar exame de corpo de delito. Vitor foi denunciado 
pela prática do crime do Art. 129, § 9º, do Código Penal. Durante a instrução, Fagner não foi 
localizado para ser ouvido, não havendo outras testemunhas presenciais. Vitor, em seu 
interrogatório, contudo, confirmou que desferiu um soco no rosto de seu irmão. Em relação 
aos documentos do processo, consta apenas a Folha de Antecedentes Criminais do 
acusado. Considerando apenas as informações narradas na hipótese, assinale a afirmativa 
correta.” 
Resposta correta: Não existe prova da materialidade, pois, quando a infração penal deixa 
vestígios, o exame de corpo de delito é indispensável, não podendo supri-lo a confissão do 
acusado. 
Art. 206. A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor. Poderão, entretanto, 
recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que 
desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando não for 
possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias. 
 Art. 207. São proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, ofício ou 
profissão, devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela parte interessada, quiserem 
dar o seu testemunho. 
 
“Durante instrução probatória em que se imputava a João a prática de um crime de peculato, 
foram intimados para depor, em audiência de instrução e julgamento, os policiais civis que 
participaram das investigações, a ex-esposa de João, que tinha conhecimento dos fatos, e o 
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padre para o qual João contava o que considerava seus pecados, inclusive sobre os desvios 
de dinheiro público. 
Preocupados, todos os intimados para depoimento foram à audiência, acompanhados de 
seus advogados, demonstrando interesse em não prestar declarações. 
Considerando apenas as informações narradas, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Apenas os advogados da ex-esposa de João e do padre poderão requerer 
que seus clientes não sejam ouvidos na condição de testemunhas. 
Art. 311. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão 
preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do 
assistente, ou por representação da autoridade policial. 
 
Novidade trazida pelo Pacote Anticrime. 
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão 
suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção 
antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos 
termos do disposto no art. 312. 
SÚMULA 351/STF É nula a citação por edital de réu preso na mesma unidade da Federação 
em que o juiz exerce a sua jurisdição. 
SÚMULA 707/STF Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer 
contra-razões ao recurso interposto da rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de 
defensor dativo. 
Súmula 455/STJ - A decisão que determina a produção antecipada de provas com base no 
art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada, não a justificando unicamente o 
mero decurso do tempo. 
 
“O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Matheus, não plenamente identificado, 
a partir de inquérito policial que apurava a prática de crime de estupro. O endereço constante 
do inquérito foi diligenciado para citação do réu, mas foi informado que este estava em local 
incerto e não sabido. Diante disso, foi publicado edital para sua citação. Considerando apenas 
as informações narradas, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: É válido o edital que identifica o réu por suas características, ainda que 
desconhecida sua qualificação completa. 
Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá 
atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena 
mais grave. 
 
Muita atenção aqui, esse é um tema EXTREMAMENTE cobrado pela FGV. 
Essa é a chamada Emendatio libeli. 
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É possível porque não há modificação no fato descrito na peça acusatória, ocorrendo 
apenas correção da classificação. 
 
Mutatio: Muda a denúncia/queixa. 
Emendatio: Esse é residual. Ah! É só uma "emenda"... Essa o juiz pode fazer, sem violar o 
princípio do contraditório. 
 
“Wilson está sendo regularmente processado pela prática do crime de furto. Durante a 
instrução criminal, entretanto, as testemunhas foram uníssonas ao afirmar que, para a 
subtração, Wilson utilizou-se de grave ameaça, exercida por meio de uma faca. 
A partir do caso narrado, assinale a opção correta.” 
Resposta correta: A hipótese é de mutatio libelli e, nos termos da lei, o Ministério Público 
deverá fazer o respectivo aditamento. 
§ 1º Se, em consequência de definição jurídica diversa, houver possibilidade de proposta de 
suspensão condicional do processo, o juiz procederá de acordo com o disposto na lei. 
§ 2º Tratando-se de infração da competência de outro juízo, a este serão encaminhados os 
autos. 
Art. 384. Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova definição jurídica do 
fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração 
penal não contida
na acusação, o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no 
prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de 
ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente. 
Aqui ocorre uma nova definição jurídica do fato, ou seja, um novo tipo penal. 
Súmula 453/STF Não se aplicam à segunda instância o art. 384 e parágrafo único do Código 
de Processo Penal, que possibilitam dar nova definição jurídica ao fato delituoso, em virtude 
de circunstância elementar não contida, explícita ou implicitamente, na denúncia ou queixa. 
§ 2º Ouvido o defensor do acusado no prazo de 5 (cinco) dias e admitido o aditamento, o juiz, 
a requerimento de qualquer das partes, designará dia e hora para continuação da audiência, 
com inquirição de testemunhas, novo interrogatório do acusado, realização de debates e 
julgamento. 
§ 4º Havendo aditamento, cada parte poderá arrolar até 3 (três) testemunhas, no prazo de 5 
(cinco) dias, ficando o juiz, na sentença, adstrito aos termos do aditamento. 
§ 5º Não recebido o aditamento, o processo prosseguirá. 
Art. 416. Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá apelação. 
SÚMULA 705/STF A renúncia do réu ao direito de apelação, manifestada sem a assistência do 
defensor, não impede o conhecimento da apelação por este interposta. 
Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: 
I - for manifestamente inepta; 
II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; ou 
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III - faltar justa causa para o exercício da ação penal. 
Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença: 
I - que não receber a denúncia ou a queixa; 
Art. 397. Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafos, deste Código, o juiz 
deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar: 
I - a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato; 
II - a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo 
inimputabilidade; 
A ressalva é feita pelo fato de que o juiz aplicará medida de segurança. 
III - que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou 
IV - extinta a punibilidade do agente 
Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da 
materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. 
§ 1º A fundamentação da pronúncia limitar-se-á à indicação da materialidade do fato e da 
existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, devendo o juiz declarar o 
dispositivo legal em que julgar incurso o acusado e especificar as circunstâncias qualificadoras 
e as causas de aumento de pena. 
§ 2º Se o crime for afiançável, o juiz arbitrará o valor da fiança para a concessão ou 
manutenção da liberdade provisória. 
Art. 414. Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios 
suficientes de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o 
acusado. 
Parágrafo único. Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, poderá ser formulada 
nova denúncia ou queixa se houver prova nova. 
Art. 415. O juiz, fundamentadamente, absolverá desde logo o acusado, quando: 
I – provada a inexistência do fato; 
II – provado não ser ele autor ou partícipe do fato; 
III – o fato não constituir infração penal; 
IV – demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime. 
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no inciso IV do caput deste artigo ao caso de 
inimputabilidade prevista no caput do art. 26 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 
1940 – Código Penal, salvo quando esta for a única tese defensiva. 
Art. 416. Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá apelação. 
SÚMULA 705/STF A renúncia do réu ao direito de apelação, manifestada sem a assistência do 
defensor, não impede o conhecimento da apelação por este interposta. 
 
Apelação vai CAIR 
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CONDENAÇÃO 
ABSOLVIÇÃO 
IMPRONÚNCIA 
RESIDUAL RESE (o rol do RESE é taxativo! Assim, não havendo aplicabilidade do RESE, cabe 
apelação (residual)). 
Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença: 
 
Aqui vale uma leitura muito atenta, apesar de um pouco extensa, pois é um tema muito 
exigido. 
I - que não receber a denúncia ou a queixa; 
II - que concluir pela incompetência do juízo; 
III - que julgar procedentes as exceções, salvo a de suspeição; 
IV – que pronunciar o réu; 
V - que conceder, negar, arbitrar, cassar ou julgar inidônea a fiança, indeferir requerimento 
de prisão preventiva ou revogá-la, conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em 
flagrante; 
VII - que julgar quebrada a fiança ou perdido o seu valor; 
VIII - que decretar a prescrição ou julgar, por outro modo, extinta a punibilidade; 
IX - que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da 
punibilidade; 
Se o pedido for na fase de execução, será cabível contra tal decisão o recurso de agravo. 
X - que conceder ou negar a ordem de habeas corpus; 
 
Esse inciso já foi inúmeras vezes cobrado pela banca. 
Refere-se à decisão do juiz de piso (primeiro grau). 
 
“Vitor, corretor de imóveis, está sendo investigado em inquérito policial. Considerando que o 
delegado vem atuando com abuso e colocando em risco a liberdade de Vitor, o advogado do 
investigado apresenta habeas corpus perante o órgão competente. Quando da análise 
do habeas corpus, a autoridade competente entende por denegar a ordem. 
Considerando as informações narradas, o advogado de Vitor poderá recorrer da decisão que 
denegou a ordem por meio de” 
Resposta correta: recurso em sentido estrito, tendo em vista que o juiz de primeiro grau era 
competente para a análise do habeas corpus apresentado em razão da conduta do delegado. 
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RESE: 1º Grau – Juiz de 1º grau que DENEGAR HC 
ROC: 2º Grau – TJ do Estado que DENEGAR HC 
XIII - que anular o processo da instrução criminal, no todo ou em parte; 
XIV - que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir; 
XV - que denegar a apelação ou a julgar deserta; 
XVI - que ordenar a suspensão do processo, em virtude de questão prejudicial; 
XVII - que decidir sobre a unificação de penas; 
XVIII - que decidir o incidente de falsidade; 
XXV - que recusar homologação à proposta de acordo de não persecução penal, previsto no 
art. 28-A desta Lei. 
 
Novidade inserida pelo Pacote Anticrime. 
 
“o advogado de Josefina, ré em processo criminal, entendendo que, entre o recebimento da 
denúncia e o término da instrução, ocorreu a prescrição da pretensão punitiva estatal, 
apresentou requerimento, antes mesmo do oferecimento de alegações finais, de 
reconhecimento da extinção da punibilidade da agente, sendo o pedido imediatamente 
indeferido pelo magistrado. Intimado, caberá ao(à) advogado(a) de Josefina, discordando da 
decisão, apresentar” 
Resposta correta: recurso em sentido estrito, no prazo de 5 dias. 
Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: 
Lembre-se, a apelação tem natureza subsidiária, cabível quando não for caso de Recurso em 
Sentido Estrito. 
I - das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular; 
II - das decisões definitivas, ou com força de definitivas, proferidas por juiz singular nos casos 
não previstos no Capítulo anterior; 
III - das decisões do Tribunal do Júri, quando: 
a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia; 
b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados; 
c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação
da pena ou da medida de segurança; 
d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. 
Súmula 206/STF É nulo o julgamento ulterior pelo júri com a participação de jurado que 
funcionou em julgamento anterior do mesmo processo. 
§ 1º Se a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou divergir das respostas dos 
jurados aos quesitos, o tribunal ad quem fará a devida retificação. 
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115 
§ 2º Interposta a apelação com fundamento no no III, c, deste artigo, o tribunal ad quem, se 
Ihe der provimento, retificará a aplicação da pena ou da medida de segurança. 
§ 3º Se a apelação se fundar no no III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de 
que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á 
provimento para sujeitar o réu a novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo 
motivo, segunda apelação. 
§ 4º Quando cabível a apelação, não poderá ser usado o recurso em sentido estrito, ainda 
que somente de parte da decisão se recorra. 
 
Art. 82. Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação, que 
poderá ser julgada por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de 
jurisdição, reunidos na sede do Juizado. 
§ 1º A apelação será interposta no prazo de dez dias, contados da ciência da sentença pelo 
Ministério Público, pelo réu e seu defensor, por petição escrita, da qual constarão as razões 
e o pedido do recorrente. 
Art. 617. O tribunal, câmara ou turma atenderá nas suas decisões ao disposto nos arts. 383, 
386 e 387, no que for aplicável, não podendo, porém, ser agravada a pena, quando somente 
o réu houver apelado da sentença. 
 
Vedação da reformatio in pejus 
 
Art. 76. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública 
incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o Ministério Público poderá propor a 
aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser especificada na proposta. 
Súmula Vinculante 35 A homologação da transação penal prevista no artigo 76 da Lei 
9.099/1995 não faz coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a 
situação anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a continuidade da persecução penal 
mediante oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito policial. 
 
 
Mais uma Lei que sofreu modificações após a entrada em vigor do Pacote Anticrime. 
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a 
transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver 
cumprido ao menos: 
 
Todo o artigo 112 sofreu modificações. Leia atentamente. 
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I - 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido 
sem violência à pessoa ou grave ameaça; 
II - 20% (vinte por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem 
violência à pessoa ou grave ameaça; 
III - 25% (vinte e cinco por cento) da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido 
cometido com violência à pessoa ou grave ameaça; 
IV - 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com 
violência à pessoa ou grave ameaça; 
V - 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela prática de crime 
hediondo ou equiparado, se for primário; 
VI - 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for: 
a) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for 
primário, vedado o livramento condicional; 
b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa 
estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado; ou 
c) condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada; 
VII - 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente na prática de crime 
hediondo ou equiparado; 
VIII - 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou 
equiparado com resultado morte, vedado o livramento condicional. 
§ 1º Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de regime se ostentar boa 
conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas 
que vedam a progressão. 
§ 3º No caso de mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas 
com deficiência, os requisitos para progressão de regime são, cumulativamente: 
I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; 
II - não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; 
III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior; 
IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do 
estabelecimento; 
V - não ter integrado organização criminosa. 
Súmula Vinculante 26 Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por 
crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 
2º da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, 
ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, 
de modo fundamentado, a realização de exame criminológico. 
Súmula Vinculante 56 A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção 
do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nessa hipótese, os 
parâmetros fixados no RE 641.320/RS. 
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Súmula 192/STJ - Compete ao juízo das execuções penais do Estado a execução das penas 
impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando recolhidos a 
estabelecimentos sujeitos à administração estadual. 
Súmula 491/STJ É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional (ou seja, 
o agente não pode progredir do regime fechado logo para o aberto, sem passar pelo 
semiaberto) 
SÚMULA 611/STF Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao Juízo das 
execuções a aplicação de lei mais benigna. 
SÚMULA 716/STF Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação 
imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da 
sentença condenatória. 
Direito do Trabalho 
 
Fique atento pois em 2019 e 2020 a legislação do trabalho sofreu diversas modificações. 
A Legislação trabalhista é muito autoexplicativa. Então, para deixar ainda mais optimizado 
seu estudo, faremos breves comentários. 
- 
Quem é empregador? 
Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os 
riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. 
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os 
profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras 
instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
§ 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade 
jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda 
quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. 
 
Esse tema já foi abordado várias vezes pela FGV. 
 
“Paulo trabalhou para a Editora Livro Legal Ltda. de 10/12/2017 a 30/08/2018 sem receber 
as verbas rescisórias ao final do contrato, sob a alegação de dificuldades financeiras da 
empregadora. Em razão disso, ele pretende ajuizar ação trabalhista e procurou você, como 
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118 
advogado(a). Sabe-se que a empregadora de Paulo estava sob
o controle e a direção da sócia 
majoritária, a Editora Mundial Ltda. 
Assinale a afirmativa que melhor atende à necessidade e à segurança de satisfazer o crédito 
do seu cliente.” 
Resposta correta: Poderá incluir a sociedade empresária controladora no polo passivo da 
demanda, e esta responderá solidariamente com a empregadora, pois se trata de grupo 
econômico. 
 
Teoria do empregador único, conforme dispõe a súmula 129 do TST: 
"A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a 
mesma jornada de trabalho, não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de 
trabalho, salvo ajuste em contrário. 
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para 
a configuração do grupo, a demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de 
interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes. 
Quem é empregado? 
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não 
eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. 
Parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de 
trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual. 
Art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à 
disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial 
expressamente consignada. 
§ 1º Computar-se-ão, na contagem de tempo de serviço, para efeito de indenização e 
estabilidade, os períodos em que o empregado estiver afastado do trabalho prestando serviço 
militar e por motivo de acidente do trabalho. 
§ 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como 
período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco 
minutos previsto no § 1o do art. 58 desta Consolidação, quando o empregado, por escolha 
própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições 
climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer 
atividades particulares, entre outras: 
 
Esse dispositivo é muito recorrente no Exame da Ordem. 
I - práticas religiosas; 
 
“Renato trabalha na empresa Ramos Santos Ltda. exercendo a função de técnico de 
manutenção. De segunda a sexta-feira, ele trabalha das 8h às 17h, com uma hora de almoço, 
e, aos sábados, das 8h às 12h, sem intervalo. 
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119 
Ocorre que, por reivindicação de alguns funcionários, a empresa instituiu um culto ecumênico 
toda sexta-feira, ao final do expediente, cujo comparecimento é facultativo. O culto ocorre 
das 17h às 18h, e Renato passou a frequentá-lo. 
Diante dessa situação, na hipótese de você ser procurado como advogado(a) em consulta 
formulada por Renato sobre jornada extraordinária, considerando o enunciado e a legislação 
trabalhista em vigor, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Renato não faz jus a qualquer valor de horas extras. 
II - descanso; 
III - lazer; 
IV - estudo; 
V - alimentação; 
VI - atividades de relacionamento social; 
VII - higiene pessoal; 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca 
na empresa. 
 
“Você, como advogado(a), foi procurado por Pedro para ajuizar ação trabalhista em face da 
ex-empregadora deste. Pedro lhe disse que após encerrar o expediente e registrar o efetivo 
horário de saída do trabalho, ficava na empresa em razão de eventuais tiroteios que ocorriam 
na região. Nos meses de verão, ocasionalmente, permanecia na empresa para esperar o 
escoamento da água decorrente das fortes chuvas. Diariamente, após o expediente, havia 
culto ecumênico de participação voluntária e, dada sua atividade em setor de contaminação 
radioativa, era obrigado a trocar de uniforme na empresa, o que levava cerca de 20 minutos. 
Considerando o labor de Pedro, de 10/12/2017 a 20/09/2018, e a atual legislação em vigor, 
assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: apenas o período de troca de uniforme deve ser requerido como horário 
extraordinário. 
Art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à 
disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial 
expressamente consignada. 
LC nº 150: 
Art. 12. É obrigatório o registro do horário de trabalho do empregado doméstico por 
qualquer meio manual, mecânico ou eletrônico, desde que idôneo. 
 
Artigo cobrado de forma recorrente. 
Art. 59. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não 
excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de 
trabalho. 
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120 
§ 1º A remuneração da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) superior à 
da hora normal. 
§ 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção 
coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente 
diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma 
das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez 
horas diárias. 
§ 3º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação 
integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º deste artigo, o trabalhador terá 
direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da 
remuneração na data da rescisão. 
§ 5º O banco de horas de que trata o § 2º deste artigo poderá ser pactuado por acordo 
individual escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses. 
§ 6º É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito 
ou escrito, para a compensação no mesmo mês. 
 
“Felisberto foi contratado como técnico pela sociedade empresária Montagens Rápidas Ltda., 
em janeiro de 2018, recebendo salário correspondente ao mínimo legal. Ele não está muito 
satisfeito, mas espera, no futuro, galgar degraus dentro da empresa. O empregado em 
questão trabalha na seguinte jornada: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h48min com 
intervalo de uma hora para refeição, tendo assinado acordo particular por ocasião da 
admissão para não trabalhar aos sábados e trabalhar mais 48 minutos de segunda a sexta-
feira. 
Com base na situação retratada e na Lei, considerando que a norma coletiva da categoria de 
Felisberto é silente a respeito, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: A situação não gera direito a horas extras, porque é possível estipular 
compensação semanal de horas, inclusive por acordo particular, como foi o caso. 
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, 
mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, 
estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas 
de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação. 
Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória 
a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 
(uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 
2 (duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo 
de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
§ 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. 
§ 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do 
Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço
de Alimentação de 
Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências 
concernentes à organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não 
estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. 
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121 
§ 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso 
e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza 
indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) 
sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
 
“Jorge trabalhou para a Sapataria Bico Fino Ltda., de 16/11/2017 a 20/03/2018. Na ocasião 
realizava jornada das 9h às 18h, com 15 minutos de intervalo. Ao ser dispensado ajuizou ação 
trabalhista, reclamando o pagamento de uma hora integral pela ausência do intervalo, além 
dos reflexos disso nas demais parcelas intercorrentes do contrato de trabalho. 
Diante disso, e considerando o texto da CLT, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Jorge faz jus a 45 minutos acrescidos de 50%, porém sem os reflexos, dada 
a natureza jurídica indenizatória da parcela. 
Art. 404 - Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno, considerado este o 
que for executado no período compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas. 
Art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego 
comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de 
atividade. 
 
“Buscando profissionais experientes para manusear equipamentos de alta tecnologia e custo 
extremamente elevado, uma empresa anuncia a existência de vagas para candidatos que 
possuam dois anos de experiência prévia em determinada atividade. 
A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: A manifestação é inválida porque o máximo de experiência que pode ser 
exigida é de seis meses. 
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, 
verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação 
de trabalho intermitente. 
§ 1º - Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa 
de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada. 
§ 2º - O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: 
a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; 
b) de atividades empresariais de caráter transitório; 
c) de contrato de experiência. 
§ 3º Considera-se como intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, 
com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de 
serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do 
tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto para os aeronautas, regidos por 
legislação própria. 
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122 
Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, 
além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do 
serviço, as gorjetas que receber. 
Dispositivo extremamente cobrado pela banca. 
§ 1º Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões 
pagas pelo empregador. 
§ 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-
alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos 
não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e 
não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. 
§ 3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao 
empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a 
qualquer título, e destinado à distribuição aos empregados. 
Súmula nº 354 do TST As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou 
oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não 
servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras 
e repouso semanal remunerado. 
Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos 
legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, 
por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso 
algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. 
§ 2º Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes 
utilidades concedidas pelo empregador: 
I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no 
local de trabalho, para a prestação do serviço; 
II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os 
valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; 
III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido 
ou não por transporte público; 
IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante 
seguro-saúde; 
V – seguros de vida e de acidentes pessoais; 
VI – previdência privada; 
VIII - o valor correspondente ao vale-cultura. 
Súmula 14/TST - Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho (art. 484 
da CLT), o empregado tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do 
décimo terceiro salário e das férias proporcionais 
Súmula nº 244 do TST 
Sem dúvida, uma das súmulas mais exigidas no Exame da Ordem. 
I - O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao 
pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, "b" do ADCT). 
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123 
 II - A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o 
período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos 
correspondentes ao período de estabilidade. 
 III - A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, inciso II, 
alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de 
admissão mediante contrato por tempo determinado. 
- 
Súmula nº 364 do TST 
Outra súmula extremamente exigida nos exames anteriores 
I - Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou 
que, de forma intermitente, sujeita-se a condições de risco. Indevido, apenas, quando o 
contato dá-se de forma eventual, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo habitual, dá-
se por tempo extremamente reduzido. 
II - Não é válida a cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho fixando o adicional 
de periculosidade em percentual inferior ao estabelecido em lei e proporcional ao tempo de 
exposição ao risco, pois tal parcela constitui medida de higiene, saúde e segurança do 
trabalho, garantida por norma de ordem pública (arts. 7º, XXII e XXIII, da CF e 193, §1º, da 
CLT). 
Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo 
empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário, sem 
distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade. 
Art. 469 - Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, para 
localidade diversa da que resultar do contrato, não se considerando transferência a que não 
acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio.
A banca já exigiu o conhecimento desse dispositivo. 
 § 1º - Não estão compreendidos na proibição deste artigo: os empregados que exerçam cargo 
de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a 
transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço. 
Súmula nº 43 do TST - Presume-se abusiva a transferência de que trata o § 1º do art. 469 da 
CLT, sem comprovação da necessidade do serviço 
§ 2º - É licita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em que trabalhar 
o empregado. 
 § 3º - Em caso de necessidade de serviço o empregador poderá transferir o empregado para 
localidade diversa da que resultar do contrato, não obstante as restrições do artigo anterior, 
mas, nesse caso, ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% (vinte 
e cinco por cento) dos salários que o empregado percebia naquela localidade, enquanto 
durar essa situação. 
Art. 471 - Ao empregado afastado do emprego, são asseguradas, por ocasião de sua volta, 
todas as vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia 
na empresa. 
Art. 481 - Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula asseguratória do 
direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja 
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exercido tal direito por qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos 
por prazo indeterminado. 
Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: 
 
Esse é, talvez, o principal artigo de direito do trabalho. 
a) ato de improbidade; 
b) incontinência de conduta ou mau procedimento; 
c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando 
constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial 
ao serviço; 
d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido 
suspensão da execução da pena; 
e) desídia no desempenho das respectivas funções; 
f) embriaguez habitual ou em serviço; 
g) violação de segredo da empresa; 
h) ato de indisciplina ou de insubordinação; 
i) abandono de emprego; 
j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas 
físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; 
k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e 
superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; 
l) prática constante de jogos de azar. 
m) perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão, 
em decorrência de conduta dolosa do empregado. (Exigido no exame XVIII) 
Parágrafo único - Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática, 
devidamente comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios à segurança 
nacional. 
 Art. 486 No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho, motivada por ato de 
autoridade municipal, estadual ou federal, ou pela promulgação de lei ou resolução que 
impossibilite a continuação da atividade, prevalecerá o pagamento da indenização, que 
ficará a cargo do governo responsável. 
 
Fiquem atento, pois o assunto está em discussão, causado pelo Novo Coronavírus. 
 
“João era proprietário de uma padaria em uma rua movimentada do centro da cidade. Em 
razão de obras municipais, a referida rua foi interditada para veículos e pedestres. Por conta 
disso, dada a ausência de movimento, João foi obrigado a extinguir seu estabelecimento 
comercial, implicando a paralisação definitiva do trabalho.” 
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125 
Acerca da indenização dos empregados pela extinção da empresa, à luz da CLT, assinale a 
afirmativa correta.” 
Resposta correta: Caberá indenização ao empregado, a ser paga pelo Município. 
Art. 489 - Dado o aviso prévio, a rescisão torna-se efetiva depois de expirado o respectivo 
prazo, mas, se a parte notificante reconsiderar o ato, antes de seu termo, à outra parte é 
facultado aceitar ou não a reconsideração. 
Parágrafo único - Caso seja aceita a reconsideração ou continuando a prestação depois de 
expirado o prazo, o contrato continuará a vigorar, como se o aviso prévio não tivesse sido 
dado. 
 
“Eduardo e Carla são empregados do Supermercado Praiano Ltda., exercendo a função de 
caixa. Após 10 meses de vigência do contrato, ambos receberam aviso prévio em setembro 
de 2019, para ser cumprido com trabalho. Contudo, 17 dias após, o Supermercado resolveu 
reconsiderar a sua decisão e manter Eduardo e Carla no seu quadro de empregados. Ocorre 
que ambos não desejam prosseguir, porque, nesse período, distribuíram seus currículos e 
conseguiram a promessa de outras colocações num concorrente do Supermercado Praiano, 
com salário um pouco superior. Diante da situação posta e dos termos da CLT, assinale a 
afirmativa correta.” 
Resposta correta: Os empregados não são obrigados a aceitar a retratação, que só gera efeito 
se houver consenso entre empregado e empregador. 
 
 
Súmula nº 369 do TST 
I - É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a 
comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo 
previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, 
ocorra na vigência do contrato de trabalho. 
 II - O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, 
a estabilidade a que alude o art. 543, § 3.º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número 
de suplentes. 
 III - O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade 
se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual 
foi eleito dirigente. 
IV - Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não 
há razão para subsistir a estabilidade. 
V - O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período 
de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável 
a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. 
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126 
Processo do Trabalho 
 
Fique atento pois em 2019 e 2020 a legislação do trabalho sofreu diversas modificações. 
A Legislação trabalhista é muito autoexplicativa. Então, para deixar ainda mais optimizado 
seu estudo, faremos breves comentários. 
Art. 789. Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e 
procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas 
perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao 
processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o mínimo de 
R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite 
máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, e serão calculadas: 
I – quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor; 
II – quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou julgado totalmente 
improcedente o pedido, sobre o valor da causa; 
III – no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação 
constitutiva, sobre o valor da causa; 
IV – quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar. 
§ 1º As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de 
recurso, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal. 
§ 2º Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das 
custas processuais. 
§ 3º Sempre
dos tribunais e conselhos 
de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem como de todos os 
que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração 
pública direta e indireta; 
III - ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta 
ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço 
público; 
§ 2º Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão 
relevante sobre interesses de terceiro, a juízo do conselho competente da OAB, bem como a 
administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico. 
 
Mário, advogado, chefe do Departamento jurídico da sociedade de economia mista 
controlada pelo Estado W. Um dos seus clientes realiza contrato para que Mário aponha o 
seu visto em ato constitutivo de pessoa jurídica, em Junta Comercial cuja sede está localizada 
na capital do Estado W. (questão adaptada) 
Resposta correta: A atuação em sociedade de economia mista estadual impede a aposição do 
visto contratado. 
IV - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do 
Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro; 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de 
qualquer natureza; 
 
Portanto, os guardas municipais também são incompatíveis com a atividade da advocacia. 
 
José, desejando acompanhar seu filho nas atividades forenses nas horas de folga, vez que 
continua na ativa, agora como General de Divisão, requer o seu ingresso no quadro de 
estagiários da OAB. (questão adaptada) 
Resposta correta: Militar não pode, enquanto na ativa, obter inscrição no quadro de 
advogados nem no quadro de estagiários. 
VI - militares de qualquer natureza, na ativa; 
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VII - ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação 
ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais; 
VIII - ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive 
privadas. 
§ 1º A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de 
exercê-lo temporariamente. 
Art. 22. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos 
honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de sucumbência. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
§ 2º Na falta de estipulação ou de acordo, os honorários são fixados por arbitramento 
judicial, em remuneração compatível com o trabalho e o valor econômico da questão, não 
podendo ser inferiores aos estabelecidos na tabela organizada pelo Conselho Seccional da 
OAB. 
§ 3º Salvo estipulação em contrário, um terço dos honorários é devido no início do serviço, 
outro terço até a decisão de primeira instância e o restante no final. 
 
A FGV já exigiu diversas vezes o conhecimento desse parágrafo, inclusive no Exame de Ordem 
(XXVIII), vejamos: 
 
A questão narrou o caso do advogado Marcelo, contratado para propor uma ação, sendo 
pactuado um contrato omisso quanto a forma de pagamento. Dessa forma, após propor a 
ação, Marcelo cobra do cliente o pagamento de metade dos honorários. 
Resposta correta: Marcelo não pode cobrar de Eduardo metade dos honorários, pois na 
ausência de estipulação sobre a forma de pagamento, apenas um terço é devido no início do 
serviço. 
§ 4º Se o advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se o 
mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam pagos 
diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar 
que já os pagou. 
§ 5º O disposto neste artigo não se aplica quando se tratar de mandato outorgado por 
advogado para defesa em processo oriundo de ato ou omissão praticada no exercício da 
profissão. 
§ 6º O disposto neste artigo aplica-se aos honorários assistenciais, compreendidos como os 
fixados em ações coletivas propostas por entidades de classe em substituição processual, sem 
prejuízo aos honorários convencionais. 
Assunto também cobrado no Exame de Ordem XXVIII. 
 § 7º Os honorários convencionados com entidades de classe para atuação em substituição 
processual poderão prever a faculdade de indicar os beneficiários que, ao optarem por 
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adquirir os direitos, assumirão as obrigações decorrentes do contrato originário a partir do 
momento em que este foi celebrado, sem a necessidade de mais formalidades. 
Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia 
I - os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública que 
os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora; 
Parágrafo único. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos. 
II - os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das pessoas 
jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações 
públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço 
público. 
 
Em 2016, a FGV narrou o caso de Renata, advogada, decide concorrer ao cargo de deputada 
estadual. 
Resposta correta: Caso Renata seja eleita ela ficará impedida de exercer a advocacia apenas 
contra ou a favor de pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de 
economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou 
permissionárias de serviço público. 
Art. 32. O advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar com dolo 
ou culpa. 
Parágrafo único. Em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável com 
seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será apurado em 
ação própria. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
Art. 35. As sanções disciplinares consistem em: 
I - censura; 
II - suspensão; 
III - exclusão; 
IV - multa. 
Parágrafo único. As sanções devem constar dos assentamentos do inscrito, após o trânsito 
em julgado da decisão, não podendo ser objeto de publicidade a de censura. 
Art. 34. Constitui infração disciplinar: 
 
Com intuito de facilitar seu estudo, já classificaremos em censura, suspensão e exclusão. 
Leia atentamente cada inciso. 
I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu 
exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos; (censura) 
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II - manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta lei; 
(censura) 
III - valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos honorários a receber; 
(censura) 
IV - angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de terceiros; (censura) 
V - assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para fim extrajudicial que não 
tenha feito, ou em que não tenha colaborado; (censura) 
VI - advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-fé quando fundamentado 
na inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou em pronunciamento judicial anterior; (censura) 
VII - violar, sem justa causa, sigilo profissional; (censura) 
VIII - estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência 
do advogado contrário; (censura) 
IX - prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu patrocínio; (censura) 
X - acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a nulidade do processo em 
que funcione; (censura) 
XI - abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da 
renúncia; (censura) 
XII - recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica, quando nomeado em virtude 
de impossibilidade da Defensoria Pública; (censura)
que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das 
custas caberá em partes iguais aos litigantes. 
§ 4º Nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento 
das custas, calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal. 
 
“Vando ajuizou reclamação trabalhista em desfavor da sociedade empresária Cetro Dourado 
Ltda., na qual trabalhou por 5 anos e 3 meses, na condição de vigia noturno. A sociedade 
empresária não compareceu à audiência, daí porque o pedido foi julgado procedente à sua 
revelia. Contudo, a sociedade empresária interpôs recurso ordinário no prazo legal e efetuou 
o recolhimento das custas e do depósito recursal, mas com valor inferior ao devido (R$ 10,00 
a menos nas custas e R$ 500,00 a menos no depósito recursal). 
Com base na situação retratada, na lei e no entendimento consolidado do TST, assinale a 
afirmativa correta.” 
Resposta correta: O juiz deverá assinalar prazo de 5 dias para que a sociedade empresária 
efetue o recolhimento da diferença das custas e do depósito recursal, sob pena de deserção. 
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É importante lembrar que o Processo Civil é utilizado de forma subsidiária no processo do 
trabalho. Portanto, o CPC 2015 traz no art. 1007 esse assunto. Conforme abaixo: 
Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela 
legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena 
de deserção. 
§ 2º A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará 
deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo 
de 5 (cinco) dias. 
Art. 790-A. São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de justiça gratuita: 
I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações 
públicas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica; 
II – o Ministério Público do Trabalho. 
Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as entidades fiscalizadoras do 
exercício profissional, nem exime as pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de 
reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte vencedora. 
 
“Lucas é vigilante. Nessa condição, trabalhou como terceirizado durante um ano em um 
estabelecimento comercial privado e, a seguir, em um órgão estadual da administração 
direta, no qual permaneceu por dois anos. Dispensado, ajuizou ação contra o ex-empregador 
e contra os dois tomadores dos seus serviços (a empresa privada e o Estado), pleiteando o 
pagamento de horas extras durante todo o período contratual e a responsabilidade 
subsidiária dos tomadores nos respectivos períodos em que receberam o serviço. A sentença 
julgou procedente o pedido e os réus pretendem recorrer. Em relação às custas, com base 
nos ditames da CLT, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Somente o Estado ficará dispensado das custas. 
Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte 
sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita. 
§ 1º Ao fixar o valor dos honorários periciais, o juízo deverá respeitar o limite máximo 
estabelecido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. 
§ 2º O juízo poderá deferir parcelamento dos honorários periciais. 
§ 3º O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para realização de perícias. 
§ 4º Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo 
créditos capazes de suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro processo, a 
União responderá pelo encargo. 
Art. 791 - Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a 
Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. 
Dispensa de advogado*, porém será necessário em caso de recurso. 
Súmula nº 245 do TST - O depósito recursal deve ser feito e comprovado no prazo alusivo 
ao recurso. A interposição antecipada deste não prejudica a dilação legal. 
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128 
 
O JUS POSTULANDI não pode AMAR A EX: 
AÇÃO RESCISÓRIA 
MANDADO DE SEGURANÇA 
AÇÃO CAUTELAR 
RECURSO AO TST 
ACORDO EXTRAJUDICIAL 
§ 1º - Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se representar 
por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos 
Advogados do Brasil. 
§ 2º - Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado. 
§ 3º A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado 
interessado, com anuência da parte representada. 
 
“Quanto à nomeação de advogado na Justiça do Trabalho, com poderes para o foro em geral, 
é correto afirmar que” 
Resposta correta: na Justiça do Trabalho, a nomeação de advogado com poderes para o foro 
em geral poderá ser efetivada mediante simples registro na ata de audiência, a requerimento 
verbal do advogado interessado e com a anuência da parte representada. 
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de 
sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze 
por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico 
obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. 
Súmula nº 219 do TST 
I - Na Justiça do Trabalho, a condenação ao pagamento de honorários advocatícios não 
decorre pura e simplesmente da sucumbência, devendo a parte, concomitantemente: a) estar 
assistida por sindicato da categoria profissional; b) comprovar a percepção de salário inferior 
ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita 
demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. 
II - É cabível a condenação ao pagamento de honorários advocatícios em ação rescisória no 
processo trabalhista. 
III – São devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como 
substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego. 
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IV – Na ação rescisória e nas lides que não derivem de relação de emprego, a responsabilidade 
pelo pagamento dos honorários advocatícios da sucumbência submete-se à disciplina do 
Código de Processo Civil (arts. 85, 86, 87 e 90). 
V - Em caso de assistência judiciária sindical ou de substituição processual sindical, excetuados 
os processos em que a Fazenda Pública for parte, os honorários advocatícios são devidos 
entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do 
proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da 
causa (CPC de 2015, art. 85, § 2º). 
VI - Nas causas em que a Fazenda Pública for parte, aplicar-se-ão os percentuais específicos 
de honorários advocatícios contemplados no Código de Processo Civil. 
§ 1º Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em 
que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria. 
§ 5º São devidos honorários de sucumbência na reconvenção. 
Art. 793. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes 
legais e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo 
Ministério Público estadual ou curador nomeado em juízo. 
Art. 800. Apresentada exceção de incompetência territorial no prazo de cinco dias a contar 
da notificação, antes da audiência e em peça que sinalize a
existência desta exceção, seguir-
se-á o procedimento estabelecido neste artigo. 
§ 1º Protocolada a petição, será suspenso o processo e não se realizará a audiência a que se 
refere o art. 843 desta Consolidação até que se decida a exceção. 
§ 2º Os autos serão imediatamente conclusos ao juiz, que intimará o reclamante e, se 
existentes, os litisconsortes, para manifestação no prazo comum de cinco dias. 
§ 3º Se entender necessária a produção de prova oral, o juízo designará audiência, garantindo 
o direito de o excipiente e de suas testemunhas serem ouvidos, por carta precatória, no juízo 
que este houver indicado como competente. 
§ 4º Decidida a exceção de incompetência territorial, o processo retomará seu curso, com a 
designação de audiência, a apresentação de defesa e a instrução processual perante o juízo 
competente. 
Art. 843 - Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, 
independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de 
Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os empregados poderão fazer-se 
representar pelo Sindicato de sua categoria. 
§ 1º É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto 
que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente. 
 
“Em março de 2019, durante uma audiência trabalhista que envolvia a sociedade empresária 
ABC S/A, o juiz indagou à pessoa que se apresentou como preposto se ela era empregada da 
empresa, recebendo como resposta que não. O juiz, então, manifestou seu entendimento de 
que uma sociedade anônima deveria, obrigatoriamente, fazer-se representar por empregado, 
concluindo que a sociedade empresária não estava adequadamente representada. Decretou, 
então, a revelia, excluiu a defesa protocolizada e sentenciou o feito na própria audiência, 
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julgando os pedidos inteiramente procedentes. Diante desse quadro e do que prevê a CLT, 
assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: O advogado da ré deverá interpor recurso ordinário no prazo de 8 dias, 
buscando anular a sentença, pois o preposto não precisa ser empregado da reclamada. 
Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da 
reclamação, e o não-comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão 
quanto à matéria de fato. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
 
Dispositivo extremamente exigido. 
Súmula nº 9 do TST - A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada 
a ação em audiência, não importa arquivamento do processo. 
Súmula nº 74 do TST – 
I - Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não 
comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor. 
II - A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a 
confissão ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 - art. 400, I, do CPC de 1973), não implicando 
cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores. 
III- A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, 
não afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo. 
Súmula nº 122 do TST - A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar 
defesa, é revel, ainda que presente seu advogado munido de procuração, podendo ser 
ilidida a revelia mediante a apresentação de atestado médico, que deverá declarar, 
expressamente, a impossibilidade de locomoção do empregador ou do seu preposto no dia 
da audiência. 
 
“Uma sociedade empresária ajuizou ação de consignação em pagamento em face do seu ex-
empregado, com o objetivo de realizar o depósito das verbas resilitórias devidas ao 
trabalhador e obter quitação judicial da obrigação. No dia designado para a audiência una, a 
empresa não compareceu nem se justificou, estando presente o ex-empregado. Indique, de 
acordo com a CLT, o instituto jurídico que ocorrerá em relação ao processo.” 
Resposta correta: Arquivamento. 
Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo 
vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento 
sumaríssimo. 
Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte 
a Administração Pública direta, autárquica e fundacional. 
Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo: 
I - o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente; 
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II - não se fará citação por edital, incumbindo ao autor a correta indicação do nome e 
endereço do reclamado; 
III - a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu 
ajuizamento, podendo constar de pauta especial, se necessário, de acordo com o movimento 
judiciário da Junta de Conciliação e Julgamento. 
 
“Assinale a opção correta acerca do procedimento sumaríssimo.” 
Resposta correta: A ausência de pedido certo e determinado impõe, além do pagamento das 
custas sobre o valor da causa, o arquivamento da reclamação. 
Art. 855-A. Aplica-se ao processo do trabalho o incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica previsto nos arts. 133 a 137 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 
- Código de Processo Civil. 
Quando houver confusão patrimonial do sócio com o da empresa. 
§1º Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente: 
I - na fase de cognição, não cabe recurso de imediato, na forma do § 1o do art. 893 desta 
Consolidação; 
II - na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo; 
III - cabe agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no 
tribunal. 
§ 2º A instauração do incidente suspenderá o processo, sem prejuízo de concessão da tutela 
de urgência de natureza cautelar de que trata o art. 301 da Lei no 13.105, de 16 de março de 
2015 (Código de Processo Civil). 
Art. 855-B. O processo de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição 
conjunta, sendo obrigatória a representação das partes por advogado. 
§ 1º As partes não poderão ser representadas por advogado comum. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
§ 2º Faculta-se ao trabalhador ser assistido pelo advogado do sindicato de sua categoria. 
Art. 896 - Cabe Recurso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões 
proferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do 
Trabalho, quando: 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado 
outro Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a Seção de Dissídios 
Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem súmula de jurisprudência 
uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal; 
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“Alfredo, advogado da empresa Casa Nova, apresentou recurso de revista contra acórdão do 
tribunal regional do trabalho (TRT) que teria sido desfavorável à empresa. Nos fundamentos 
do recurso, Alfredo argumentou que o depoimento da única testemunha apresentada pelo 
reclamante não havia comprovado o direito alegado na inicial e que, portanto, a sentença de 
1.º grau, confirmada no TRT, deveria ser reformada. Considerando a situação hipotética 
acima, assinale a opção correta.” 
Resposta correta: Não é cabível a interposição de recurso de revista para reexame de fatos e 
provas. 
b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenção Coletiva de Trabalho,
Acordo 
Coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial de observância obrigatória em 
área territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da decisão recorrida, 
interpretação divergente, na forma da alínea a; 
c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à 
Constituição Federal. 
§ 1º O recurso de revista, dotado de efeito apenas devolutivo, será interposto perante o 
Presidente do Tribunal Regional do Trabalho, que, por decisão fundamentada, poderá recebê-
lo ou denegá-lo. 
§ 1º-A. Sob pena de não conhecimento, é ônus da parte: 
I - indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da 
controvérsia objeto do recurso de revista; 
II - indicar, de forma explícita e fundamentada, contrariedade a dispositivo de lei, súmula 
ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho que conflite com a decisão 
regional; 
III - expor as razões do pedido de reforma, impugnando todos os fundamentos jurídicos da 
decisão recorrida, inclusive mediante demonstração analítica de cada dispositivo de lei, da 
Constituição Federal, de súmula ou orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte. 
IV - transcrever na peça recursal, no caso de suscitar preliminar de nulidade de julgado por 
negativa de prestação jurisdicional, o trecho dos embargos declaratórios em que foi pedido o 
pronunciamento do tribunal sobre questão veiculada no recurso ordinário e o trecho da 
decisão regional que rejeitou os embargos quanto ao pedido, para cotejo e verificação, de 
plano, da ocorrência da omissão. 
§ 2º Das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou por suas Turmas, em 
execução de sentença, inclusive em processo incidente de embargos de terceiro, não caberá 
Recurso de Revista, salvo na hipótese de ofensa direta e literal de norma da Constituição 
Federal. 
§ 12. Da decisão denegatória caberá agravo, no prazo de 8 (oito) dias. 
§ 13. Dada a relevância da matéria, por iniciativa de um dos membros da Seção Especializada 
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, aprovada pela maioria dos 
integrantes da Seção, o julgamento a que se refere o §3º poderá ser afeto ao Tribunal Pleno. 
§ 14. O relator do recurso de revista poderá denegar-lhe seguimento, em decisão 
monocrática, nas hipóteses de intempestividade, deserção, irregularidade de representação 
ou de ausência de qualquer outro pressuposto extrínseco ou intrínseco de admissibilidade. 
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Súmula 128 
I - É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal, integralmente, em relação a cada novo 
recurso interposto, sob pena de deserção. Atingido o valor da condenação, nenhum depósito 
mais é exigido para qualquer recurso. 
II - Garantido o juízo, na fase executória, a exigência de depósito para recorrer de qualquer 
decisão viola os incisos II e LV do art. 5º da CF/1988. Havendo, porém, elevação do valor do 
débito, exige-se a complementação da garantia do juízo. 
III - Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas, o depósito recursal efetuado 
por uma delas aproveita as demais, quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia 
sua exclusão da lide. 
 
“Em ação que tramitou sob o procedimento sumaríssimo, o juiz decidiu determinado pedido 
de forma contrária ao disposto em orientação jurisprudencial do TST. Em sede de recurso 
ordinário, com o mesmo fundamento, o TRT manteve a decisão de primeiro grau. Diante 
disso, a parte entendeu por bem interpor recurso de revista. A partir do caso apresentado, 
assinale a opção correta. 
Resposta correta: O recurso de revista não deverá ser admitido, pois o fundamento da decisão 
não é contrário à Constituição Federal ou à Súmula do TST.” 
 
Fizemos um “resumão” Recurso de Revista: 
RECURSO DE REVISTA. 
CABIMENTO: 
1. Rito Ordinário: 
- Afrontar a CF; 
- Contrariar Súmula do TST; 
- Contrariar SV do STF; 
- Violar lei federal, OJ e no caso de divergência jurisprudencial*. 
2. Rito Sumaríssimo: 
- Violação direta da CF; 
- Contrariar Súmula do TST; 
- Contrariar SV do STF. 
2.1. Não caberá RR no rito sumaríssimo quando: 
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- Violar lei federal; 
- Houver divergência jurisprudencial; 
- Contrariar OJ do TST (Súm. 442 do TST). 
3. Fase de Execução: 
- Ofensa direta e literal à CF. 
3.1. Execuções Fiscais e nas Controvérsias da fase de execução que envolvam a Certidão 
Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT): 
- Violação a lei federal. 
- Divergência jurisprudencial. 
- Ofensa à CF. 
Direito Internacional 
 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que 
estes não estejam a serviço de seu país; 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles 
esteja a serviço da República Federativa do Brasil; 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa 
do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade 
brasileira; 
II – naturalizados 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de 
países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há 
mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira. 
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor 
de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos 
nesta Constituição. 
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§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos 
casos previstos nesta Constituição. 
Súmula 1/STF É vedada a expulsão de estrangeiro casado com Brasileira, ou que tenha filho 
Brasileiro, dependente da economia paterna. 
Súmula 421/STF Não impede a extradição a circunstância de ser o extraditando casado com 
brasileira ou ter filho brasileiro. 
SÚMULA 2/STF Concede-se liberdade vigiada ao extraditando que estiver preso por prazo 
superior a sessenta dias. 
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
 
Assunto já abordado na matéria de Direito Constitucional. 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa 
 
Macete do professor Pedro Barreto: MP3.COM 
M – Ministro do STF 
P3 – Presidente Câmara, Senado, e da República 
. – Vice-Presidente da República 
C – Carreiras Diplomáticas 
O – Oficiais das Forças Armadas 
M – Ministro de Estado e da Defesa 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao 
interesse nacional; 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado 
estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de 
direitos civis; 
 
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136 
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim 
da personalidade, o
nome, a capacidade e os direitos de família. 
 
“Paulo, brasileiro, celebra no Brasil um contrato de prestação de serviços de consultoria no 
Brasil a uma empresa pertencente a François, francês residente em Paris, para a realização 
de investimentos no mercado imobiliário brasileiro. O contrato possui uma cláusula indicando 
a aplicação da lei francesa. Em ação proposta por Paulo no Brasil, surge uma questão 
envolvendo a capacidade de François para assumir e cumprir as obrigações previstas no 
contrato. Com relação a essa questão, a Justiça brasileira deverá aplicar” 
Resposta correta: a lei francesa, porque François é residente da França. 
Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. 
Esse artigo é extremamente cobrado pela FGV 
 
“Em 2013, uma empresa de consultoria brasileira assina, na cidade de Londres, Reino Unido, 
contrato de prestação de serviços com uma empresa local. As contratantes elegem o foro da 
comarca do Rio de Janeiro para dirimir eventuais dúvidas, com a exclusão de qualquer outro. 
Dois anos depois, as partes se desentendem quanto aos critérios técnicos previstos no 
contrato e não conseguem chegar a uma solução amigável. A empresa de consultoria 
brasileira decide, então, ajuizar uma ação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro 
para rescindir o contrato. Com relação ao caso narrado acima, assinale a afirmativa correta. 
Resposta correta: O juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá basear sua 
decisão na legislação do Reino Unido, pois os contratos se regem pela lei do local de sua 
assinatura. 
CPC: 
Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: 
III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional. 
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, 
será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos 
extrínsecos do ato. 
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o 
proponente. 
Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do 
texto e da vigência. 
Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna os 
seguintes requisitos: 
a) haver sido proferida por juiz competente; 
b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia; 
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no 
lugar em que foi proferida; 
d) estar traduzida por intérprete autorizado; 
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e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal. 
Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar a lei estrangeira, 
ter-se-á em vista a disposição desta, sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra 
lei. 
Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de 
vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem 
pública e os bons costumes. 
Artigo 22 
Retirada de Reservas e de Objeções às Reservas 
1. A não ser que o tratado disponha de outra forma, uma reserva pode ser retirada a qualquer 
momento, sem que o consentimento do Estado que a aceitou seja necessário para sua 
retirada. 
2. A não ser que o tratado disponha de outra forma, uma objeção a uma reserva pode ser 
retirada a qualquer momento. 
3. A não ser que o tratado disponha ou fique acordado de outra forma: 
a) a retirada de uma reserva só produzirá efeito em relação a outro Estado contratante 
quando este Estado receber a correspondente notificação; 
 b) a retirada de uma objeção a uma reserva só produzirá efeito quando o Estado que 
formulou a reserva receber notificação dessa retirada. 
Artigo 27 
Direito Interno e Observância de Tratados: 
Uma parte não pode invocar as disposições de seu direito interno para justificar o 
inadimplemento de um tratado. Esta regra não prejudica o artigo 46. 
Esse artigo já foi exigido várias vezes nos exames anteriores. 
 
Artigo 38 
A Corte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias que lhe 
forem submetidas, aplicará: 
a. as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçam regras 
expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes; 
b. o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito; 
c. os princípios gerais de direito, reconhecidos pelas nações civilizadas; 
d. sob ressalva da disposição do Artigo 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos juristas 
mais qualificados das diferentes nações, como meio auxiliar para a determinação das regras 
de direito. 
 
Art. 14, § 3º O visto temporário para acolhida humanitária poderá ser concedido ao apátrida 
ou ao nacional de qualquer país em situação de grave ou iminente instabilidade 
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institucional, de conflito armado, de calamidade de grande proporção, de desastre ambiental 
ou de grave violação de direitos humanos ou de direito internacional humanitário, ou em 
outras hipóteses, na forma de regulamento. 
 
“Em razão da profunda crise econômica e da grave instabilidade institucional que assola seu 
país, Pablo resolve migrar para o Brasil, uma vez que, neste último, há melhores 
oportunidades para exercer seu trabalho e sustentar sua família. Em que pese Pablo possuir 
a finalidade de trabalhar, acabou por omitir tal informação, obtendo visto de visita, na 
modalidade turismo, para o Brasil. 
Considerando-se o enunciado acima, à luz da Lei de Migração em vigor (Lei n° 13.445/17), 
assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Pablo poderia solicitar, bem como obter, visto temporário para acolhida 
humanitária, diante da grave instabilidade institucional que assola seu país. 
Art. 27. O asilo político, que constitui ato discricionário do Estado, poderá ser diplomático 
ou territorial e será outorgado como instrumento de proteção à pessoa. 
Parágrafo único. Regulamento disporá sobre as condições para a concessão e a manutenção 
de asilo. 
Art. 28. Não se concederá asilo a quem tenha cometido crime de genocídio, crime contra a 
humanidade, crime de guerra ou crime de agressão, nos termos do Estatuto de Roma do 
Tribunal Penal Internacional, de 1998, promulgado pelo Decreto no 4.388, de 25 de 
setembro de 2002. 
Art. 50. A deportação é medida decorrente de procedimento administrativo que consiste na 
retirada compulsória de pessoa que se encontre em situação migratória irregular em 
território nacional. 
§ 1º A deportação será precedida de notificação pessoal ao deportando, da qual constem, 
expressamente, as irregularidades verificadas e prazo para a regularização não inferior a 60 
(sessenta) dias, podendo ser prorrogado, por igual período, por despacho fundamentado e 
mediante compromisso de a pessoa manter atualizadas suas informações domiciliares. 
§ 2º A notificação prevista no § 1º não impede a livre circulação em território nacional, 
devendo o deportando informar seu domicílio e suas atividades. 
§ 3º Vencido o prazo do § 1º sem que se regularize a situação migratória, a deportação poderá 
ser executada. 
§ 4º A deportação não exclui eventuais direitos adquiridos em relações contratuais ou 
decorrentes da lei brasileira. 
§ 5º A saída voluntária de pessoa notificada para deixar o País equivale ao cumprimento da 
notificação de deportação para todos os fins. 
§ 6º O prazo previsto no § 1o poderá ser reduzido nos casos que se enquadrem no inciso IX 
do art. 45. 
Da Expulsão 
Art. 54. A expulsão consiste em medida administrativa de retirada compulsória de migrante 
ou visitante do território nacional, conjugada com o impedimento de reingresso por prazo 
determinado. 
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§ 1º Poderá dar causa à expulsão a condenação com sentença transitada em julgado relativa 
à prática de: 
I - crime de genocídio, crime contra a humanidade, crime de guerra ou crime de agressão, 
nos termos definidos pelo Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, de 1998, 
promulgado pelo Decreto no 4.388, de 25 de setembro de 2002; ou 
II - crime comum doloso passível de pena privativa de liberdade, consideradas a gravidade 
e as possibilidades de ressocialização em território nacional. 
§ 2º Caberá à autoridade competente resolver sobre a expulsão, a duração do impedimento 
de reingresso e a suspensão ou a revogação dos efeitos da expulsão, observado o disposto 
nesta Lei. 
§ 3º O processamento da expulsão em caso de crime comum não prejudicará a progressão de 
regime, o cumprimento da pena, a suspensão condicional do processo, a comutação da pena 
ou a concessão de pena alternativa, de indulto coletivo ou individual, de anistia ou de 
quaisquer benefícios concedidos em igualdade de condições ao nacional brasileiro. 
§ 4º O prazo de vigência da medida de impedimento vinculada aos efeitos da expulsão será 
proporcional ao prazo total da pena aplicada e nunca será superior ao dobro de seu tempo. 
Direito Tributário 
 
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes 
tributos: 
I - impostos; 
Súmula vinculante 52 - Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o 
imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da Constituição 
Federal, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais 
entidades foram constituídas. 
Súmula 614/STJ - O locatário não possui legitimidade ativa para discutir a relação jurídico-
tributária de IPTU e de taxas referentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito desses 
tributos. 
Súmula Vinculante 31 - É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza – ISS sobre operações de locação de bens móveis. 
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, 
de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua 
disposição; 
Súmula Vinculante 41 - O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante 
taxa. 
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140 
Súmula Vinculante 19 - A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de 
coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não 
viola o artigo 145, II, da Constituição Federal. 
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. 
§ 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a 
capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente 
para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e 
nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. 
§ 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. 
Art. 146. Cabe à lei complementar: 
 
A banca normalmente cobra a pegadinha dizendo que cabe à lei ordinária, o que está errado. 
I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios; 
II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar; 
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: 
a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados 
nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; 
Súmula Vinculante 28 - É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de 
admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito 
tributário. 
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; 
 
“Uma lei ordinária federal tratava de direitos do beneficiário de pensão previdenciária e 
também previa norma que ampliava, para 10 anos, o prazo decadencial para o lançamento 
dos créditos tributários referentes a uma contribuição previdenciária federal. 
A respeito da ampliação de prazo, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: É inválida, pois somente poderia ser veiculada por Lei Complementar. 
c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades 
cooperativas. 
d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as 
empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto 
previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição 
a que se refere o art. 239. 
Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um 
regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, observado que: 
I - será opcional para o contribuinte; 
II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado; 
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141 
III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos 
pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou 
condicionamento; 
IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes 
federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes. 
Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: 
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra 
externa ou sua iminência; 
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, 
observado o disposto no art. 150, III, "b". 
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será 
vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. 
 
EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO ----> LEI COMPLEMENTAR. 
G E C I - LEI COMPLEMENTAR 
IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) 
EMPRÉSTIMO CUMPULSÓRIO 
CONTRIBUIÇÃO SOCIAIS RESIDUAIS 
IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS 
 
“A União, diante de grave desastre natural que atingiu todos os estados da Região Norte, e 
considerando ainda a severa crise econômica e financeira do país, edita Medida Provisória, 
que institui Empréstimo Compulsório, para que as medidas cabíveis e necessárias à 
reorganização das localidades atingidas sejam adotadas. Sobre a constitucionalidade da 
referida tributação, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: O Empréstimo Compulsório deve ser instituído por meio de Lei 
Complementar, sendo vedado pela CRFB/88 que Medida Provisória trate desse assunto. 
Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no 
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como 
instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 
150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que 
alude o dispositivo. 
§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus 
servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 
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142 
40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos 
da União. 
§ 1º-A. Quando houver deficit atuarial, a contribuição ordinária dos aposentados e 
pensionistas poderá incidir sobre o valor dos proventos de aposentadoria e de pensões que 
supere o salário-mínimo. 
§ 1º-B. Demonstrada a insuficiência da medida prevista no § 1º-A para equacionar o deficit 
atuarial, é facultada a instituição
de contribuição extraordinária, no âmbito da União, dos 
servidores públicos ativos, dos aposentados e dos pensionistas. 
§ 1º-C. A contribuição extraordinária de que trata o § 1º-B deverá ser instituída 
simultaneamente com outras medidas para equacionamento do deficit e vigorará por período 
determinado, contado da data de sua instituição. 
 
Esses três parágrafos foram inseridos em 2019, pela Emenda Constitucional º 103. 
§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput 
deste artigo: 
I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; 
II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços; 
III - poderão ter alíquotas: 
a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no 
caso de importação, o valor aduaneiro; 
b) específica, tendo por base a unidade de medida adotada. 
§ 3º A pessoa natural destinatária das operações de importação poderá ser equiparada a 
pessoa jurídica, na forma da lei. 
§ 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; 
CTN, art. 97. Somente a lei pode estabelecer: 
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 
e 65; 
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste artigo, a 
atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. 
 
Conhecido como princípio da legalidade tributária. 
 
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143 
“O Chefe do Executivo do Município X editou o Decreto 123, em que corrige o valor venal dos 
imóveis para efeito de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de acordo 
com os índices inflacionários anuais de correção monetária. No caso narrado, a medida” 
Resposta correta: está de acordo com o princípio da legalidade, pois a atualização monetária 
da base de cálculo do IPTU pode ser realizada por meio de decreto. 
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação 
equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por 
eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou 
direitos; 
III - cobrar tributos: 
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver 
instituído ou aumentado; 
 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
 
Conhecido como princípios da anterioridade e da irretroatividade da lei. 
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou 
aumentou; 
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu 
ou aumentou, observado o disposto na alínea b; 
IV - utilizar tributo com efeito de confisco; 
V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais 
ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo 
Poder Público; 
VI - instituir impostos sobre: 
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; 
b) templos de qualquer culto; 
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das 
entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, 
sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; 
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. 
 
“O Estado Y lavrou auto de infração em face da pessoa jurídica PJ para cobrança de créditos 
de Impostos sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), decorrentes 
da produção e venda de livros eletrônicos. Adicionalmente aos créditos de ICMS, o Estado Y 
cobrou o pagamento de multa em decorrência do descumprimento de obrigação acessória 
legalmente prevista. Tendo isso em vista, assinale a afirmativa correta.” 
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144 
Resposta correta: Há imunidade tributária em relação aos livros eletrônicos; no entanto, 
tendo em vista a previsão legal, é correta a cobrança de multa pelo descumprimento da 
obrigação acessória. 
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou 
literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros 
bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de 
replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. 
§ 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV 
e V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 
153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 
155, III, e 156, I. 
 § 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e 
mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, 
vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. 
 § 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à 
renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas 
normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou 
pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da 
obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. 
 § 4º - As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o 
patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades 
nelas mencionadas. 
§ 5º - A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos 
impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. 
§ 6º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito 
presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser 
concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule 
exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, 
sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g. 
§ 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável 
pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, 
assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato 
gerador presumido. 
Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: 
 
Aqui estão os mais recorrentes, mas existem outros impostos. 
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; 
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de 
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as 
prestações se iniciem no exterior; 
III - propriedade de veículos automotores. 
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145 
 
Súmula Vinculante 50 - Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação 
tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade. 
 
“O Município X, na tentativa de fazer com que os cofres municipais pudessem receber 
determinado tributo com mais celeridade, publicou, em maio de 2017, uma lei que alterava 
a data de recolhimento daquela exação. A lei dispunha que os efeitos das suas determinações 
seriam imediatos. Nesse sentido, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: A lei é constitucional, uma vez que, nessa hipótese, não se sujeita ao 
princípio da anterioridade. 
Súmula Vinculante 29 - É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou 
mais elementos
da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja 
integral identidade entre uma base e outra. 
Súmula Vinculante 24 - Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no 
art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo. 
 
Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: 
Princípio da legalidade 
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; 
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 
e 65; 
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no 
inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo; 
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos 
artigos 21, 26, 39, 57 e 65; 
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou 
para outras infrações nela definidas; 
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou 
redução de penalidades. 
§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo, que importe 
em torná-lo mais oneroso. 
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste artigo, a 
atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. 
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. 
§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o 
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela 
decorrente. 
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§ 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, 
positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos 
tributos. 
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação 
principal relativamente à penalidade pecuniária. 
Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o 
domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de 
serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria, subrogam-se na pessoa dos 
respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação. 
Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o 
respectivo preço. 
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer 
título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e 
continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome 
individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos 
até à data do ato: 
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de 
seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de 
comércio, indústria ou profissão. 
§ 1º O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial: 
I – em processo de falência; 
II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial. 
§ 2º Não se aplica o disposto no § 1º deste artigo quando o adquirente for: 
I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo 
devedor falido ou em recuperação judicial; 
II – parente, em linha reta ou colateral até o 4º (quarto) grau, consanguíneo ou afim, do 
devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou 
III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo 
de fraudar a sucessão tributária. 
§ 3º Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade 
produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo 
prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o 
pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário. 
 
“A pessoa jurídica XXX é devedora de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), além 
de multa de ofício e de juros moratórios (taxa Selic), relativamente ao exercício de 2014. O 
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147 
referido crédito tributário foi devidamente constituído por meio de lançamento de ofício, e 
sua exigibilidade se encontra suspensa por força de recurso administrativo. No ano de 2015, 
a pessoa jurídica XXX foi incorporada pela pessoa jurídica ZZZ. Sobre a responsabilidade 
tributária da pessoa jurídica ZZZ, no tocante ao crédito tributário constituído contra XXX, 
assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: A incorporadora ZZZ é integralmente responsável tanto pelo pagamento da 
CSLL quanto pelo pagamento da multa e dos juros moratórios. 
Súmula 554/STJ - Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora 
abrange não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias ou 
punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão. 
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal 
pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas 
omissões de que forem responsáveis: 
 
O substituto legal tributário é a pessoa, não vinculada ao fato gerador, obrigada 
originariamente a pagar o tributo; 
O responsável tributário é a pessoa, vinculada ao fato gerador, obrigada a pagar o tributo se 
este não for adimplido pelo contribuinte ou pelo substituto legal tributário, conforme o caso. 
I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores; 
 
“Pedro tem três anos de idade e é proprietário de um apartamento. Em janeiro deste ano, o 
Fisco notificou Pedro para o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), por 
meio do envio do carnê de cobrança ao seu endereço. Os pais de Pedro, recebendo a 
correspondência, decidiram não pagar o tributo, mesmo possuindo recursos suficientes para 
tanto. Diante da impossibilidade de cumprimento da obrigação por Pedro, assinale a 
afirmativa correta.” 
Resposta correta: Os pais de Pedro responderão pelo pagamento do tributo, uma vez que são 
responsáveis tributários na condição de terceiros. 
II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados; 
III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes; 
IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio; 
V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário; 
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os 
atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício; 
VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas. 
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Súmula 554/STJ - Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora 
abrange não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias ou 
punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter 
moratório. 
Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação 
atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da 
atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. 
§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob 
condição resolutória da ulterior homologação
ao lançamento. 
§ 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, 
praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. 
§ 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do 
saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. 
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do 
fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, 
considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se 
comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: 
I - moratória; 
II - o depósito do seu montante integral; 
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário 
administrativo; 
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança. 
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação 
judicial; 
VI – o parcelamento. 
O parcelamento já foi cobrado nos exames anteriores. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações 
assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela 
consequentes. 
Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 
I - o pagamento; 
II - a compensação; 
III - a transação; 
IV - remissão; 
V - a prescrição e a decadência; 
VI - a conversão de depósito em renda; 
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VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no 
artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; 
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164; 
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita 
administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; 
X - a decisão judicial passada em julgado. 
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. 
Art. 157. A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do crédito tributário. 
Art. 175. Excluem o crédito tributário: 
I - a isenção; 
II - a anistia. 
Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das 
obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou 
dela consequente. 
Art. 185-A. Na hipótese de o devedor tributário, devidamente citado, não pagar nem 
apresentar bens à penhora no prazo legal e não forem encontrados bens penhoráveis, o juiz 
determinará a indisponibilidade de seus bens e direitos, comunicando a decisão, 
preferencialmente por meio eletrônico, aos órgãos e entidades que promovem registros de 
transferência de bens, especialmente ao registro público de imóveis e às autoridades 
supervisoras do mercado bancário e do mercado de capitais, a fim de que, no âmbito de suas 
atribuições, façam cumprir a ordem judicial. 
Súmula 560/STJ - A decretação da indisponibilidade de bens e direitos, na forma do art. 185-
A do CTN, pressupõe o exaurimento das diligências na busca por bens penhoráveis, o qual fica 
caracterizado quando infrutíferos o pedido de constrição sobre ativos financeiros e a 
expedição de ofícios aos registros públicos do domicílio do executado, ao Denatran ou Detran. 
Direito Empresarial 
 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
Requisitos para ser considerado empresário: 
- Profissionalismo 
- Atividade econômica organizada 
- Produção ou a circulação de bens ou de serviços 
 
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150 
A banca já cobrou várias vezes dizendo que só se considera empresário aquele que tem 
Registro, o que está errado. Aquele que não tem registro também é empresário, porém, de 
forma irregular. 
Lembre-se: o registro tem natureza DECLARATÓRIA, e não constitutiva. 
 
“Roberto desligou-se de seu emprego e decidiu investir na construção de uma hospedagem 
do tipo pousada no terreno que possuía em Matinhos. Roberto contratou um arquiteto para 
mobiliar a pousada, fez cursos de hotelaria e, com os ensinamentos recebidos, contratou 
empregados e os treinou. Ele também contratou um desenvolvedor de sites de Internet e um 
profissional de marketing para divulgar sua pousada. 
Desde então, Roberto dedica-se exclusivamente à pousada, e os resultados são promissores. 
A pousada está sempre cheia de hóspedes, renovando suas estratégias de fidelização; em 
breve, será ampliada em sua capacidade. 
Considerando a descrição da atividade econômica explorada por Roberto, assinale a 
afirmativa correta. 
Resposta correta: A atividade pode ser considerada empresa e seu titular, empresário, 
independentemente de registro na Junta Comercial. 
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de 
natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou 
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. 
O que seria elemento de empresa? 
Exercício de uma atividade que acaba se afastando da arte e da ciência para se transformar 
em um negócio empresarial. 
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis 
da respectiva sede, antes do início de sua atividade. 
 
“Luzia Betim pretende iniciar uma sociedade empresária em nome próprio. Para tanto, 
procura assessoria jurídica quanto à necessidade de inscrição no Registro Empresarial para 
regularidade de exercício da empresa. Na condição de consultor(a), você responderá que a 
inscrição do empresário individual é” 
Resposta correta: obrigatória antes do início da atividade. 
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar 
a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança. 
 
“Álvares Florence tem um filho relativamente incapaz e consulta você, como advogado(a), 
para saber da possibilidade de transferir para o filho parte das quotas que possui na sociedade 
empresária Redenção da Serra Alimentos Ltda., cujo capital social se encontra integralizado. 
Apoiado na disposição do Código Civil sobre o assunto, você respondeu que” 
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Resposta correta: é permitido o ingresso do relativamente incapaz na sociedade, desde que 
esteja assistido no instrumento de alteração contratual, devendo constar a vedação do 
exercício da administração da sociedade por ele. 
Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única 
pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior 
a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País. 
(EIRELI), § 7º Somente o patrimônio social da empresa responderá pelas dívidas da empresa 
individual de responsabilidade limitada, hipótese em que não se confundirá, em qualquer 
situação, com o patrimônio do titular que a constitui, ressalvados os casos de fraude. 
Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a 
contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre 
si, dos resultados. 
 
Existem dois instrumentos para constituir uma sociedade: contrato social ou estatuto social 
Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e 
na forma da lei, dos seus atos constitutivos. 
Art. 1.015. No silêncio do contrato, os administradores podem praticar todos os atos 
pertinentes à gestão da sociedade; não constituindo objeto social, a oneração ou a venda de 
bens imóveis depende do que a maioria dos sócios decidir. 
Parágrafo único. REVOGADO 
 
O parágrafo único foi revogado pela Lei 14.195/2021.
Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas 
quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. 
§ 1º A sociedade limitada pode ser constituída por 1 (uma) ou mais pessoas. 
§ 2º Se for unipessoal, aplicar-se-ão ao documento de constituição do sócio único, no que 
couber, as disposições sobre o contrato social 
 
Os parágrafos 1º e 2º foram inseridos pela Lei de Liberdade Econômica. 
 
Responsabilidade limitada para capital integralizado e solidária para parcela de capital a 
integralizar. 
 
“Anadia e Deodoro são condôminos de uma quota de sociedade limitada no valor de R$ 
13.000,00 (treze mil reais). Nem a quota nem o capital da sociedade – fixado em R$ 50.000,00 
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(cinquenta mil reais) – se encontram integralizados. Você é consultado(a), como advogado(a), 
sobre a possibilidade de a sociedade demandar os condôminos para que integralizem a 
referida quota. Assinale a opção que apresenta a resposta correta.” 
Resposta correta: eles são obrigados à integralização, porque todos os sócios, mesmo os 
condôminos, devem integralizar o capital. 
Art. 1.080-A. O sócio poderá participar e votar a distância em reunião ou assembleia, nos 
termos do disposto na regulamentação do Departamento Nacional de Registro Empresarial e 
Integração da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do 
Ministério da Economia. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
 
No momento da atualização desse material, tal dispositivo encontra-se regulamentado por 
uma Medida Provisória (931), mas não se preocupe. Caso venha ser convertido em lei, ou 
revogado, você receberá nossos informativos. 
SÚMULA 600: Cabe ação executiva contra o emitente e seus avalistas, ainda que não 
apresentado o cheque ao sacado no prazo legal, desde que não prescrita a ação cambiária. 
 
Art. 11. Toda letra de câmbio, mesmo que não envolva expressamente a cláusula à ordem, é 
transmissível por via de endosso. 
Súmula 258/STJ - A nota promissória vinculada a contrato de abertura de crédito não goza de 
autonomia em razão da iliquidez do título que a originou. 
Súmula 370/STJ - Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. 
Exigida no Exame de Ordem XXVIII 
 
“Inocência adquiriu um aparelho de jantar para sua nova residência em uma loja de artigos 
domésticos. A vendedora, sociedade limitada empresária, recebeu um cheque cruzado 
emitido pela compradora e, se comprometeu, a não o apresentar ao sacado antes de 10 de 
janeiro de 2019. Em 13 de dezembro de 2018, exatamente uma semana após a compra, 
Inocência verificou, no extrato de sua conta-corrente bancária, que o cheque em referência 
havia sido apresentado a pagamento e devolvido por insuficiência de fundos, em decorrência 
da apresentação antecipada ao sacado. 
Sobre a apresentação de cheque pós-datado antes da data indicada como sendo a de 
emissão, com base na jurisprudência pacificada, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Caracteriza dano moral. 
Art. 15. O endossante, salvo cláusula em contrário, é garante tanto da aceitação como do 
pagamento da letra. O endossante pode proibir um novo endosso, e, neste caso, não garante 
o pagamento às pessoas a quem a letra for posteriormente endossada. 
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Art. 1º A companhia ou sociedade anônima terá o capital dividido em ações, e a 
responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações 
subscritas ou adquiridas. 
 
“Leandro, Alcides e Inácio pretendem investir recursos oriundos de investimentos no 
mercado de capitais para constituir uma companhia fechada por subscrição particular do 
capital. A sociedade será administrada por Inácio e sua irmã, que não será sócia. 
Considerando-se o tipo societário e a responsabilidade legal dos sócios a ele inerente, assinale 
a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Leandro, Alcides e Inácio responderão limitadamente até o preço de 
emissão das ações por eles subscritas. 
Art. 121, § 1º Nas companhias abertas, o acionista poderá participar e votar a distância em 
assembleia geral, nos termos do disposto na regulamentação da Comissão de Valores 
Mobiliários. 
 
No momento da atualização desse material, tal dispositivo encontra-se regulamentado por 
uma Medida Provisória (931), mas não se preocupe. Caso venha ser convertido em lei, ou 
revogado, você receberá nossos informativos. 
 
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas 
de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de 
responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 
de janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas 
Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que: 
Atente-se aqui para a diferença de ME (microempresa) e EPP (empresa de pequeno porte). 
 
Trata-se de uma classificação ECONÔMICA, e não um tipo de sociedade (anônima, por ex.) 
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, 
tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, 
observados os seguintes princípios: 
(...) 
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis 
brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. 
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior 
a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e 
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II - no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta 
superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 
(quatro milhões e oitocentos mil reais). 
 
 
Atente-se, pois o tema é rotineiramente cobrado na prova. E mais: tramita no Congresso 
Nacional uma mudança na norma, mas não se preocupe, pois, caso aconteça, você nossos 
informativos. 
Art. 1º Esta Lei disciplina a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial e a falência do 
empresário e da sociedade empresária, doravante referidos simplesmente como devedor. 
Art. 2º Esta Lei não se aplica a: 
I – empresa pública e sociedade de economia mista; 
II – instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de 
previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade 
seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às 
anteriores. 
Art. 6º A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial 
implica: 
 
Esse artigo recentemente sofreu alteração pela Nova Lei de Rec. Judicial (Lei 14.112/2020) 
I - suspensão do curso da prescrição das obrigações do devedor sujeitas ao regime desta Lei; 
II - suspensão das execuções ajuizadas contra o devedor, inclusive daquelas dos credores 
particulares do sócio solidário, relativas a créditos ou obrigações sujeitos à recuperação 
judicial ou à falência; 
III - proibição de qualquer forma de retenção, arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão 
e constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens do devedor, oriunda de demandas judiciais 
ou extrajudiciais cujos créditos ou obrigações sujeitem-se à recuperação judicial ou à falência. 
§ 4º Na recuperação judicial, as suspensões e a proibição de que tratam os incisos I, II e III do 
caput deste artigo perdurarão pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado do 
deferimento do processamento da recuperação, prorrogável por igual período, uma única 
vez, em caráter excepcional, desde que o devedor não haja concorrido com a superação do 
lapso temporal. 
 
A parte em destaque merece sua atenção, pelas inúmeras
vezes que já foi exigida, sem falar 
que recentemente sofreu modificação. 
 
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“Antes da decretação de falência da sociedade Talismã & Sandolândia Ltda., foi ajuizada ação 
de execução por título extrajudicial por Frigorífico Rio Sono Ltda., esta enquadrada como 
empresa de pequeno porte. 
Com a notícia da decretação da falência pela publicação da sentença no Diário da Justiça, o 
advogado da exequente tomará ciência de que a execução do título extrajudicial” 
Resposta correta: está suspensa, devendo o credor se submeter às regras do processo 
falimentar e ter seu crédito verificado e classificado. 
§ 8º A distribuição do pedido de falência ou de recuperação judicial ou a homologação de 
recuperação extrajudicial previne a jurisdição para qualquer outro pedido de falência, de 
recuperação judicial ou de homologação de recuperação extrajudicial relativo ao mesmo 
devedor. 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
Súmula 480/STJ - O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre a 
constrição de bens não abrangidos pelo plano de recuperação da empresa. 
Parágrafo importante para os alunos que prestarão a segunda fase do exame na matéria de 
empresarial. Trata-se de Competência. 
Súmula 248/STJ - Comprovada a prestação dos serviços, a duplicata não aceita, mas 
protestada, é título hábil para instruir pedido de falência. 
Art. 80. Considerar-se-ão habilitados os créditos remanescentes da recuperação judicial, 
quando definitivamente incluídos no quadro-geral de credores, tendo prosseguimento as 
habilitações que estejam em curso. 
 
“José da Silva, credor de sociedade empresária, consulta você, como advogado(a), para obter 
orientação quanto aos efeitos de uma provável convolação de recuperação judicial em 
falência. Em relação à hipótese apresentada, analise as afirmativas a seguir e assinale a única 
correta.” 
Resposta correta: Os créditos remanescentes da recuperação judicial serão considerados 
habilitados quando definitivamente incluídos no quadro-geral de credores, tendo 
prosseguimento as habilitações que estiverem em curso. 
 
 
Esse artigo recentemente sofreu alteração pela Nova Lei de Rec. Judicial (Lei 14.112/2020) 
Art. 83. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem: 
I - os créditos derivados da legislação trabalhista, limitados a 150 (cento e cinquenta) salários-
mínimos por credor, e aqueles decorrentes de acidentes de trabalho; 
III - os créditos tributários, independentemente da sua natureza e do tempo de constituição, 
exceto os créditos extraconcursais e as multas tributárias; 
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Olha aqui mais uma vez o tratamento diferenciado para a ME e EPP. 
VI – créditos quirografários, a saber: 
c) os saldos dos créditos derivados da legislação trabalhista que excederem o limite 
estabelecido no inciso I do caput deste artigo; 
 Art. 67. Os créditos decorrentes de obrigações contraídas pelo devedor durante a 
recuperação judicial, inclusive aqueles relativos a despesas com fornecedores de bens ou 
serviços e contratos de mútuo, serão considerados extraconcursais, em caso de decretação 
de falência, respeitada, no que couber, a ordem estabelecida no art. 83 desta Lei. 
 
 
 
Trata-se de inovação legislativa que poderá ser cobrada no próximo Exame de Ordem. 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por 
pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de 
proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento 
da personalidade da pessoa natural. 
Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta Lei são de interesse nacional e devem ser 
observadas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 
É de extrema importância que o aluno leia atentamente aos fundamentos e aos princípios 
que regem a Lei Geral de Proteção de Dados. 
Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos: 
I - o respeito à privacidade; 
II - a autodeterminação informativa; 
III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião; 
IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; 
V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação; 
VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e 
VII - os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício 
da cidadania pelas pessoas naturais. 
Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os 
seguintes princípios: 
I - finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e 
informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com 
essas finalidades; 
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II - adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de 
acordo com o contexto do tratamento; 
III - necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas 
finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em 
relação às finalidades do tratamento de dados; 
IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a 
duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais; 
V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização 
dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu 
tratamento; 
VI - transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente 
acessíveis sobre a realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, 
observados os segredos comercial e industrial; 
VII - segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados 
pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, 
alteração, comunicação ou difusão; 
VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do 
tratamento de dados pessoais; 
IX - não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios 
ilícitos ou abusivos; 
X - responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de 
medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de 
proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas. 
Art. 17. Toda pessoa natural tem assegurada a titularidade de seus dados pessoais e 
garantidos os direitos fundamentais de liberdade, de intimidade e de privacidade, nos termos 
desta Lei. 
Art. 20. O titular dos dados tem direito a solicitar a revisão de decisões tomadas unicamente 
com base em tratamento automatizado de dados pessoais que afetem seus interesses, 
incluídas as decisões destinadas a definir o seu perfil pessoal, profissional, de consumo e de 
crédito ou os aspectos de sua personalidade. 
Art. 22. A defesa dos interesses e dos direitos dos titulares de dados poderá ser exercida em 
juízo, individual ou coletivamente, na forma do disposto na legislação pertinente, acerca dos 
instrumentos de tutela individual e coletiva. 
Direito Ambiental 
 
 
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A matéria de Direito Ambiental é explorada, principalmente, do próprio corpo da CF, portanto 
sua leitura é imprescindível. 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos 
naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; 
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; 
VIII - responsabilidade por dano ao meio
XIII - fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente, alegações forenses ou 
relativas a causas pendentes; (censura) 
XIV - deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou de julgado, bem como de 
depoimentos, documentos e alegações da parte contrária, para confundir o adversário ou 
iludir o juiz da causa; (censura) 
XV - fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita deste, imputação a terceiro de 
fato definido como crime; (censura) 
XVI - deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou de 
autoridade da Ordem, em matéria da competência desta, depois de regularmente notificado; 
(censura) 
XVII - prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou 
destinado a fraudá-la; (suspensão) 
XVIII - solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para aplicação ilícita ou 
desonesta; (suspensão) 
XIX - receber valores da parte contrária, ou de terceiros, relacionados com o objeto do 
mandato, sem expressa autorização do constituinte; (suspensão) 
XX - locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte adversa, por si ou 
interposta pessoa; (suspensão) 
XXI - recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele ou 
de terceiros por conta dele; (suspensão) 
XXII - reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança; 
(suspensão) 
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XXIII - deixar de pagar as contribuições, multas e preços de serviços devidos à OAB, depois de 
regularmente notificado a fazê-lo; (suspensão) 
XXIV - incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional; (suspensão) 
XXV - manter conduta incompatível com a advocacia; (suspensão) 
XXVI - fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na OAB;(exclusão) 
XXVII - tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia; (exclusão) 
XXVIII - praticar crime infamante; (exclusão) 
XXIX - praticar, o estagiário, ato excedente de sua habilitação. (Censura) 
Parágrafo único. Inclui-se na conduta incompatível: 
a) prática reiterada de jogo de azar, não autorizado por lei; 
b) incontinência pública e escandalosa; 
c) embriaguez ou toxicomania habituais. 
Art. 35. As sanções disciplinares consistem em: 
I - censura; 
Art. 36. A censura é aplicável nos casos de: 
I - infrações definidas nos incisos I a XVI e XXIX do art. 34; 
II - violação a preceito do Código de Ética e Disciplina; 
III - violação a preceito desta lei, quando para a infração não se tenha estabelecido sanção 
mais grave. 
Parágrafo único. A censura pode ser convertida em advertência, em ofício reservado, sem 
registro nos assentamentos do inscrito, quando presente circunstância atenuante. 
II - suspensão; 
Art. 37. A suspensão é aplicável nos casos de: 
I - infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. 34; 
II - reincidência em infração disciplinar. 
§ 1º A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional, em todo o 
território nacional, pelo prazo de trinta dias a doze meses, de acordo com os critérios de 
individualização previstos neste capítulo. 
§ 2º Nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art. 34, a suspensão perdura até que satisfaça 
integralmente a dívida, inclusive com correção monetária. 
§ 3º Na hipótese do inciso XXIV do art. 34, a suspensão perdura até que preste novas provas 
de habilitação. 
III - exclusão; 
Art. 38. A exclusão é aplicável nos casos de: 
I - aplicação, por três vezes, de suspensão; 
II - infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do art. 34. 
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Parágrafo único. Para a aplicação da sanção disciplinar de exclusão, é necessária a 
manifestação favorável de dois terços dos membros do Conselho Seccional competente. 
IV - multa. 
Art. 39. A multa, variável entre o mínimo correspondente ao valor de uma anuidade e o 
máximo de seu décuplo, é aplicável cumulativamente com a censura ou suspensão, em 
havendo circunstâncias agravantes 
 
Ou seja, a multa varia entre 1 a 10 anuidades; a multa deve ser paga ao Conselho Seccional 
que tiver aplicado. 
Parágrafo único. As sanções devem constar dos assentamentos do inscrito, após o trânsito 
em julgado da decisão, não podendo ser objeto de publicidade a de censura. 
(Código de Ética e Displina) 
Art. 42. É vedado ao advogado: 
I - responder com habitualidade a consulta sobre matéria jurídica, nos meios de comunicação 
social; 
II - debater, em qualquer meio de comunicação, causa sob o patrocínio de outro advogado; 
III - abordar tema de modo a comprometer a dignidade da profissão e da instituição que o 
congrega; 
 
Artigo extremamente exigido pela FGV. 
-MUDANÇAS NO REGIMENTO GERAL EM 2020: 
Art. 32. São documentos de identidade profissional a carteira e o cartão emitidos pela OAB, 
de uso obrigatório pelos advogados e estagiários inscritos, para o exercício de suas atividades, 
os quais podem ser emitidos de forma digital. (NR)42 
Art. 34 § 3º O cartão de identidade profissional digital dos advogados e estagiários, 
constituindo versão eletrônica de identidade para todos os fins legais (art. 13 da Lei n. 
8.906/94 – EAOAB), submete-se à disciplina prevista no presente artigo. (NR)48 
 
O Conselho Federal instituiu a carteira digital dos advogados . 
Art. 97-A. Será admitido o julgamento de processos dos órgãos colegiados em ambiente 
telepresencial, denominado Sessão Virtual, observando-se, quando cabíveis, as disposições 
dos arts. 91 a 97 deste Regulamento Geral. (NR)159 
Direito Civil 
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Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, 
à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
 
STF já pacificou entendimento que tal igualdade deve ter interpretação extensiva, alcançando 
assim os estrangeiros não residentes (turistas etc). 
Diferença entre direitos e garantias: os direitos são vantagens e bens estabelecidos no 
ordenamento constitucional, ao passo que as garantias são os mecanismos por meio dos 
quais se assegura o exercício dos direitos, de forma preventiva ou repressiva, quando já 
violados. 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 
Súmula 683/STF - O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em 
face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das 
atribuições do cargo a ser preenchido. 
 II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
Súmula Vinculante 11 Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio 
de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, 
justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e 
penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se 
refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 
 IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; 
 V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano 
material, moral ou à imagem; 
 VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício 
dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas 
liturgias; 
 VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis 
e militares de internação coletiva; 
Lei que rege tais assuntos: Lei 6.923/81 e 9.982/2000
ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor 
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; 
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à 
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: 
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das 
espécies e ecossistemas; 
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as 
entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; 
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a 
serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente 
através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que 
justifiquem sua proteção; 
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de 
significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se 
dará publicidade; 
 
“A sociedade empresária Asfalto Joia S/A, vencedora de licitação realizada pela União, irá 
construir uma rodovia com quatro pistas de rolamento, ligando cinco estados da Federação. 
Sobre o licenciamento ambiental e o estudo de impacto ambiental dessa obra, assinale a 
afirmativa correta.” 
Resposta correta: Em caso de instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de 
significativa degradação do meio ambiente, é exigível a realização de Estudo prévio de 
Impacto Ambiental (EIA), sem o qual não é possível se licenciar nesta hipótese. 
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias 
que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; 
 
É desse inciso que surge a discussão travada no nosso parlamento nos dias de hoje, 
estudando-se o uso dos agrotóxicos. Por essa razão, vale uma certa atenção aqui. 
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública 
para a preservação do meio ambiente; 
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VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco 
sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a 
crueldade. 
 
“Luiz Periquito, famoso colecionador de pássaros, é surpreendido pela autoridade ambiental 
municipal em sua propriedade, a qual lavra auto de infração tendo em vista a posse de 
animais silvestres sem autorização legal, objeto de caça, bem como indícios de maus tratos 
aos animais. Sobre o caso e tendo em vista a proteção à fauna no ordenamento jurídico 
brasileiro, assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: A conduta de Luiz Periquito está em desconformidade com a Constituição 
de 1988, já que há expressa vedação constitucional às práticas que submetam os animais à 
crueldade, na forma da lei. 
§ 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente 
degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma 
da lei. 
§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os 
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, 
independentemente da obrigação de reparar os danos causados. 
 
Leitura atenta desse dispositivo. 
 
“Tendo em vista a infestação de percevejo-castanho-da-raiz, praga que causa imensos danos 
à sua lavoura de soja, Nelson, produtor rural, desenvolveu e produziu de forma artesanal, em 
sua fazenda, agrotóxico que combate a aludida praga. Mesmo sem registro formal, Nelson 
continuou a usar o produto por meses, o que ocasionou grave intoxicação em Beto, lavrador 
da fazenda, que trabalhava sem qualquer equipamento de proteção. Sobre a hipótese, 
assinale a afirmativa correta.” 
Resposta correta: Nelson responde civil e criminalmente pelos danos causados, ainda que não 
tenha produzido o agrotóxico com finalidade comercial. 
§ 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações 
discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. 
§ 6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei 
federal, sem o que não poderão ser instaladas. 
 
A FGV já cobrou esse parágrafo, dizendo que era competência do Estado-membro, o que, 
obviamente está errado. 
 
Art. 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: 
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Aqui está o conceito de cada nomenclatura. 
I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, 
química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas; 
II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do meio 
ambiente; 
III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou 
indiretamente: 
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; 
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; 
c) afetem desfavoravelmente a biota; 
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; 
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos; 
V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os 
estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora. 
IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou 
indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental; 
Código Florestal 
Art. 7º A vegetação situada em Área de Preservação Permanente deverá ser mantida pelo 
proprietário da área, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de 
direito público ou privado. 
Art. 12. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de 
Reserva Legal, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação 
Permanente, observados os seguintes percentuais mínimos em relação à área do imóvel, 
excetuados os casos previstos no art. 68 desta Lei: 
 
Instituto muito visto na prática. 
I - localizado na Amazônia Legal: 
a) 80% (oitenta por cento), no imóvel situado em área de florestas; 
b) 35% (trinta e cinco por cento), no imóvel situado em área de cerrado; 
c) 20% (vinte por cento), no imóvel situado em área de campos gerais; 
II - localizado nas demais regiões do País: 20% (vinte por cento). 
 
Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: 
I - a água é um bem de domínio público; 
II - a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; 
III - em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e 
a dessedentação de animais; 
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IV - a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas; 
V - a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de 
Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos; 
VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do 
Poder Público, dos usuários e das comunidades. 
 
Art. 11. O cometimento de nova infração ambiental pelo mesmo infrator, no período de 
cinco anos, contados da lavratura de auto de infração anterior devidamente confirmado no 
julgamento de que trata o art. 124, implica: 
I - aplicação da multa em triplo, no caso de cometimento da mesma infração; ou 
II - aplicação da multa em dobro, no caso de cometimento de infração distinta. 
 LEI 9605/98 
Art. 2º Quem,
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção 
filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e 
recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos 
casos de: 
(...) 
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 
5º, VIII; 
Exemplo: serviço militar, que nos termos da lei é obrigatório, exceto para mulheres e 
eclesiásticos. 
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 IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença; 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado 
o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
Súmula 227/STJ - pessoa jurídica pode sofrer dano moral. 
Súmula 387/STJ - É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral. 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento 
do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, 
durante o dia, por determinação judicial; 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
 
A expressão “casa” deve ter interpretação extensiva, abrangendo assim: quarto de hotel etc. 
 
(Exame de Ordem VI – 2012) A Constituição assegura, entre os direitos e garantias individuais, 
a inviolabilidade do domicílio, afirmando que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém 
nela podendo penetrar sem o consentimento do morador” (art. 5º, XI, CRFB). 
Resposta correta: “O conceito de “casa” é abrangente e inclui quarto de hotel.” 
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma 
que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; 
Lei que rege o assunto: L 9.296/1996 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer; 
 
Norma de eficácia contida, aplicabilidade direta, imediata, porém, passível de restrição por 
lei ordinária. 
Exemplo clássico: advocacia – para exercer a profissão, o advogado deve cumprir diversos 
requisitos, sendo o principal deles a aprovação no Exame de Ordem. 
 XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando 
necessário ao exercício profissional; 
Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art. 137, I, só poderão 
ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas: 
(...) 
III - restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, à 
prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da 
lei; 
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 XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, 
nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; 
 
Em caso de violação deste direito, impetra-se HC. 
 XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, 
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade 
competente; 
 
Muito cobrado nos exames anteriores, a FGV busca confundir o participante trocando os 
termos “autorização” com “comunicação”/”prévio aviso”. 
OBS.: Tal princípio de liberdade de reunião também poderá ser restringindo no caso de 
decretação do estado de sítio ou estado de defesa. 
 
A Constituição declara que todos podem reunir-se em local aberto ao público. Algumas 
condições para que as reuniões se realizem são apresentadas nas alternativas a seguir, à 
exceção de uma. Assinale-a. 
Resposta correta: “A reunião seja autorizada pela autoridade competente.” 
 XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; 
 XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de 
autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; 
 XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades 
suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; 
 RESUMO: 
Suspensão de atividades: 
Ordem judicial 
Dissolvição compulsória de atividades: 
Ordem judicial com trânsito em julgado 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; 
 XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para 
representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; 
Súmula 629/STF - A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe 
em favor dos associados independe da autorização destes. 
Súmula 630/STF - A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda 
quando a pretensão veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. 
 XXII - é garantido o direito de propriedade; 
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; 
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XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade 
pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados 
os casos previstos nesta Constituição; 
Súmula 12/STJ - Em desapropriação, são cumuláveis juros compensatórios e moratórios 
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de 
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; 
 
A indenização só será devida posteriormente ao uso e se houver dano. 
 XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, 
não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade 
produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; 
 
Para garantir a agricultura familiar e de subsistência, a CF garantiu a impenhorabilidade da 
propriedade rural “familiar”. 
 XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de 
suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
 XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
 a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz 
humanas, inclusive nas atividades desportivas; 
 b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que 
participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e 
associativas; 
 XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua 
utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes 
de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o 
desenvolvimento tecnológico e econômico do País; 
 XXX - é garantido o direito de herança; 
 XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira 
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a 
lei pessoal do "de cujus"; 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; 
 
A Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, dispõe sobre a proteção do consumidor e dá 
outras providências. 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível
à segurança da 
sociedade e do Estado; 
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Lei que rege o assunto: 12.527/2011 
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
 a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou 
abuso de poder; 
 b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento 
de situações de interesse pessoal; 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 
Súmula Vinculante 28 - É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de 
admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito 
tributário. 
 
(Exame de Ordem XXX -2019) Durante campeonato oficial de judô promovido pela Federação 
de Judô do Estado Alfa, Fernando, um dos atletas inscritos, foi eliminado da competição 
esportiva em decorrência de uma decisão contestável da arbitragem que dirigiu a luta. 
Resposta correta: Fernando, uma vez esgotadas as instâncias da justiça desportiva (que terá 
o prazo máximo de 60 dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final), 
poderá impugnar o teor da decisão perante o Poder Judiciário. 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; 
Súmula 473/STF - A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios 
que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os 
casos, a apreciação judicial. 
 
A súmula 473 é uma das mais conhecidas do Direito, portanto lembre-se de estudá-la. 
 XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
 
Constituído para o julgamento de determinado acontecimento. 
 XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: 
 a) a plenitude de defesa; 
 b) o sigilo das votações; 
 c) a soberania dos veredictos; 
 d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; 
Súmula Vinculante 45 - A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o 
foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual. 
 XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal; 
 XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; 
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 XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; 
 XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de 
reclusão, nos termos da lei; 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da 
tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como 
crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo 
evitá-los, se omitirem; 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou 
militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o 
dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores 
e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
 
Chamado de princípio da pessoalidade (ou personalização, ou incontagiabilidade ou 
intranscendência da pena) da pena. 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
 
O inciso em comento consagra o princípio da individualização da pena, aduzindo que a 
fixação da pena deve levar em consideração os aspectos subjetivos (características pessoais 
do sujeito infrator) e objetivos (natureza e circunstâncias do fato). 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
 XLVII - não haverá penas: 
 
Artigo cobrado no Exame XXXIII. 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
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 XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do 
delito, a idade e o sexo do apenado; 
Súmula Vinculante 56 - A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a 
manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nessa 
hipótese, os parâmetros fixados no RE 641.320/RS. 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
Súmula Vinculante 11 - Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado 
receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de 
terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, 
civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que 
se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos 
durante o período de amamentação; 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, 
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; 
Súmula 421/STF - Não impede a extradição a circunstância de ser o extraditando casado com 
brasileira ou ter filho brasileiro. 
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião; 
 
(Exame de Ordem VI – 2012) João, residente no Brasil há cinco anos, é acusado em outro país 
de ter cometido crime político. Nesse caso, o Brasil: 
Resposta correta: “não pode conceder a extradição, independentemente da nacionalidade de 
João.” 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; 
Súmula Vinculante 14 - É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo 
aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por 
órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são 
assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
Súmula Vinculante 5 - A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo 
disciplinar não ofende a Constituição. 
Súmula 21/STF - Funcionário em estágio probatório não pode ser exonerado nem demitido 
sem inquérito ou sem as formalidades legais de apuração de sua capacidade. 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
 
Famosa teoria dos frutos da árvore envenenada. 
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LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal 
condenatória; 
 
Princípio da presunção de inocência; tema polêmico, pois no ano de 2019 o plenário do STF 
voltou a discutir a questão, decidindo-se pela não execução da pena antes do trânsito em 
julgado. 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas 
hipóteses previstas em lei; 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo 
legal; 
 
Chamada de ação penal privada subsidiária da pública. 
 LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da 
intimidade ou o interesse social o exigirem; 
 LXI - ninguém será preso senão em flagrante
delito ou por ordem escrita e fundamentada de 
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime 
propriamente militar, definidos em lei; 
Art. 142, § 2º, CF/88. Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. 
 LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados 
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; 
 
Princípio da não autoincriminação; direito ao silêncio. 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-
lhe assegurada a assistência da família e de advogado; 
Súmula Vinculante 14 - É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo 
aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por 
órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu 
interrogatório policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; 
 
“Instaurado inquérito para apurar a prática de um crime de lesão corporal culposa praticada 
na direção de veículo), foi identificado que o autor seria Carlos, que, em sua Folha de 
Antecedentes Criminais, possuía três anotações referentes a condenações, com trânsito em 
julgado, pela prática da mesma infração penal, todas aptas a configurar reincidência quando 
da prática do delito ora investigado. 
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26 
Encaminhados os autos ao MP, foi oferecida denúncia em face de Carlos pelo crime antes 
investigado; diante da reincidência específica do denunciado civilmente identificado, foi 
requerida a decretação da prisão preventiva. Recebidos os autos, o juiz competente decretou 
a prisão preventiva, reiterando a reincidência de Carlos e destacando que essa circunstância 
faria com que todos os requisitos legais estivessem preenchidos.” 
Resposta correta: o relaxamento da prisão dele, pois ela é ilegal. 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade 
provisória, com ou sem fiança; 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento 
voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; 
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de 
poder; 
Espécies: 
1. Preventivo: visa evitar o constrangimento ilegal (salvo-conduto); e 
2. Repressivo: já ocorreu o constrangimento ilegal (também chamado de libertário) 
 
HC também pode ser usado para o trancamento de inquérito policial ou ação penal por falta 
de justa causa e anulação de ações penais com trânsito em julgado. 
Para impetração de Habeas Corpus não é necessário a formulação da ação por advogado, ou 
seja, não necessita obedecer quaisquer formalidades processuais ou instrumentais. 
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania. 
SÚMULA 691/STF - Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus 
impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, 
indefere a liminar. 
SÚMULA 692/STF - Não se conhece de habeas corpus contra omissão de relator de 
extradição, se fundado em fato ou direito estrangeiro cuja prova não constava dos autos, nem 
foi ele provocado a respeito. 
SÚMULA 693/STF - Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, 
ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única 
cominada. 
SÚMULA 694/STF - Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar 
ou de perda de patente ou de função pública. 
SÚMULA 695/STF - Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade. 
 LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso 
de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do 
Poder Público; 
Lei infraconstitucional: Lei 12.016/09 
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Lembre-se do caráter subsidiário do MS: ele será usado quando não for cabível HC ou HD; 
De acordo com Hely Lopes Meirelles, direito líquido e certo é aquele “manifesto na sua 
existência, delimitado na sua extensão e apto a ser exercitado no momento da impetração” 
(1998, p. 34-35). 
Legitimados para impetrar MS: 
- Individual: qualquer pessoa, física ou jurídica, que sofra tal lesão, ou ameaça de lesão, a 
direito líquido e certo. 
- Coletivo: (a) partido político com representação no Congresso e (b) Organização sindical, 
entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 
1 ano. 
 
O STF já decidiu que é constitucional o prazo de 120 dias para impetração do Mandado de 
Segurança, contados da ciência do ato. 
Súmula 101/STF - O mandado de segurança não substitui a ação popular. 
Súmula 266/STF - Não cabe mandado de segurança contra lei em tese. 
Súmula 268/STF -Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em 
julgado. 
Súmula 629/STF - A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe 
em favor dos associados independe da autorização destes. 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas 
inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
Lei infraconstitucional: Lei 13.300/2016 
Requisitos: 
 - Ausência de norma regulamentadora (norma constitucional de eficácia limitada inerentes); 
 - Direitos constitucionais inviabilizados 
Espécies: 
- individual e coletivo 
 LXXII - conceder-se-á habeas data: 
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania. 
 a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, 
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter 
público 
 
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Somente relativas à pessoa do impetrante, ou seja, o HD não pode ser impetrado em favor 
de terceiros. 
Legitimados para impetrar HD: qualquer pessoa, física ou Jurídica, inclusive os entes 
despersonalizados (espólio, massa falida etc.) 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo; 
 
Terá prioridade sobre os atos judiciais, exceto ao HC e ao MS; 
A lei infraconstitucional ainda assegura mais uma possibilidade do uso do HD, qual seja: para 
a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado 
verdadeiro, mas justificável e que esteja sob pendência amigável. 
Lei infraconstitucional: 9.507/997 
 
Súmula 2/STJ - Não cabe o habeas data se não houve recusa de informações por parte da 
autoridade administrativa. 
 
(Exame de Ordem XIII) A ação de habeas data, como instrumento de proteção de dimensão 
do direito de personalidade, destina-se a garantir o acesso de uma pessoa a informações 
sobre ela que façam parte de arquivos ou banco de dados de entidades governamentais ou 
públicas, bem como a garantir a correção de dados incorretos. 
Resposta correta: “A ação de habeas data terá prioridade sobre todos os atos judiciais, com 
exceção ao habeas corpus e ao mandado de segurança.” 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato 
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico
e cultural, ficando o autor, salvo 
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; 
Lei infraconstitucional: Lei nº 4.717/65 
Lembre-se: aqui se trata de cidadão, ou seja, pessoa que está em pleno gozo dos direitos 
políticos. 
Súmula 365/STF - Pessoa Jurídica não tem legitimidade para propor ação popular. 
Prazo prescricional para propositura da ação popular: 5 anos 
Pergunta: E se a pessoa desistir da ação? Qualquer cidadão, bem como o Ministério Público, 
poderão promover o prosseguimento, dentro do prazo de 90 dias. 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem 
insuficiência de recursos; 
 LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso 
além do tempo fixado na sentença; 
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: 
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a) o registro civil de nascimento; 
b) a certidão de óbito; 
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do 
processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. 
§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 
 § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do 
regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República 
Federativa do Brasil seja parte. 
 § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, 
em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos 
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. 
 
Macete para lembrar: 2C, 2T, 3/5 
Ou seja: duas casas, dois turnos, 3/5 dos votos 
-Versa sobre Direitos Humanos e obedeceram ao rito do 2C, 2T, 3/5: Equivale à Emenda 
Constitucional 
-Versa sobre Direitos humanos mas não obedeceram o rito do 2C, 2T, 3/5: supralegal 
-Regra geral para os tratados: Lei ordinária (não versam sobre Direitos humanos) 
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha 
manifestado adesão. 
Art. 12. São brasileiros: 
 
Tema muito recorrente nos exames da OAB 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que 
estes não estejam a serviço de seu país; 
 
Critério chamado de ius solis 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles 
esteja a serviço da República Federativa do Brasil; 
 
Critério ius sanguinis + serviços no Brasil 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela 
nacionalidade brasileira; 
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Critério ius sanguinis + opção confirmativa. Chamada de nacionalidade potestativa. 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de 
países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
 
Afonso, nascido em Portugal e filho de pais portugueses, mudou-se para o Brasil ao completar 
25 anos, com a intenção de advogar no estado da Bahia, local onde moram seus avós 
paternos. Após cumprir todos os requisitos exigidos e ser regularmente inscrito nos quadros 
da OAB local, Afonso permanece, por 13 (treze) anos ininterruptos, laborando e residindo em 
Salvador. Com base na hipótese narrada, sobre os direitos políticos e de nacionalidade de 
Afonso, assinale a afirmativa correta. 
Resposta correta: Uma vez comprovada sua idoneidade moral, Afonso poderá, na forma da 
lei, adquirir a qualidade de brasileiro naturalizado e, nessa condição, desde que preenchidos 
os demais pressupostos legais, candidatar-se ao cargo de prefeito da cidade de Salvador. 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há 
mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira. 
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor 
de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos 
nesta Constituição. 
 
Compete ao JUIZ FEDERAL julgar as causas referentes à nacionalidade, inclusive opção de 
naturalização. 
Chamada de cláusula da reciprocidade (do ut des). 
§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos 
casos previstos nesta Constituição. 
 
Exemplos casos previstos na CF/88: 
Extradição - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime 
comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito 
de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; 
Cargos privativos (explicado abaixo); somente o brasileiro naturalizado poderá perder a 
nacionalidade em virtude de atividade nociva ao interesse nacional; 
Membros do Conselho da República; 
Propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens: a) de 
brasileiros natos; ou b) de brasileiros naturalizados há mais de 10 anos; ou c) de pessoas 
jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. 
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§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
 
Tema EXTREMAMENTE cobrado na OAB! 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa 
 
Macete do professor Pedro Barreto: MP3.COM 
M – Ministro do STF 
P3 – Presidente Câmara, Senado, e da República 
. – Vice-Presidente da República 
C – Carreiras Diplomáticas 
O – Oficiais das Forças Armadas 
M – Ministro de Estado e da Defesa 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao 
interesse nacional; 
 
Para readquiri-la é necessário ajuizamento de uma ação rescisória. 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado 
estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de 
direitos civis 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
I - plebiscito; 
 
P de plebiscito = P de prévia (ou seja, consulta prévia formulada ao cidadão para que 
manifeste sua vontade sobre algum tema) 
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II - referendo; 
Consulta POSTERIOR à edição de ato legislativo ou administrativo, para ratifica-lo ou rejeitá-
lo 
III - iniciativa popular. 
Art. 61, § 2º, CF/88 A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos 
Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, 
distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos 
eleitores de cada um deles. 
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
 
O voto obrigatório não é cláusula pétrea, ou seja, emenda constitucional pode torna-lo 
facultativo. De outro modo, o voto direto, secreto, universal e periódico é cláusula pétrea. 
II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores

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