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1 Olá, aluno! Bem-vindo ao mais revolucionário projeto de estudos para a 1ª fase do Exame de Ordem: o Projeto 40 pontos – Método CERS de Aprovação”. Com ele, você estudará todos os dias e conseguirá atingir os 40 pontos necessários à sua aprovação. O método consiste em assistir pílulas do conhecimento, resolver questões, ler resumos de conteúdos e fazer simulados aos finais de semana. Preparamos todo esse material com muita métrica e especificidade e, claro, com muita dedicação e carinho, para garantir que você tenha em mãos um conteúdo direcionado e distribuído de forma inteligente. Ao final do curso, nosso objetivo é que você esteja apto a responder as questões da prova objetiva e ser aprovado(a) no Exame de Ordem. Sabemos que é um grande desafio, mas, quando falamos de aprovação, o CERS é o melhor. E, juntos – você e o CERS – o caminho até a sua vitória será bem mais fácil. Acredite! Lembre-se de, após assistir às pílulas do conhecimento, ler o resumo em PDF, e dar uma olhada no mapa mental, resolver as questões que separamos para você. Vamos juntos rumo à aprovação! 1 3 DIREITO ADMINISTRATIVO Desconcentração e Descentralização da Atividade Pública A prestação de serviços públicos pode ser feita diretamente pelos entes federativos ou, em determinadas situações, indiretamente com a transferência das atividades a particulares ou entidades especializadas criadas no âmbito da própria Administração Pública. Centralização A centralização é o desempenho direto das atividades públicas pelo Estado, ou seja, por uma de suas pessoas políticas. Essa execução centralizada ocorre mediante atuação da Administração Direta. Descentralização Já a descentralização ocorre quando o Estado distribui algumas de suas atribuições para outras pessoas, físicas ou jurídicas. Sendo, portanto, o desempenho indireto das atividades públicas. Pressupõe-se a existência de, pelo menos, duas pessoas: o Estado e a pessoa física ou jurídica que executará o serviço. A descentralização pode ser de dois tipos: ● Descentralização Política: ocorre na criação de entidades políticas para o exercício de competências próprias. É a criação, por exemplo, de Estados e Municípios, que possuem competências definidas pela própria Constituição. 4 ● Descentralização Administrativa: Ocorre quando as atribuições são exercidas por entidades descentralizadas, ou seja, tais atribuições não decorrem da Constituição, mas de leis infraconstitucionais. Subdivide-se em três modalidades: Descentralização por serviços ou por outorga (também chamada de técnica, funcional ou legal): quando uma entidade política, mediante lei, cria uma pessoa jurídica e a ela atribui a titularidade e a execução de determinado serviço. A criação de entidades só pode ser feita por lei em sentido formal, que pode efetivamente criar a entidade (autarquias) ou apenas autorizar a criação (fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista). Ainda, o controle efetuado pelo ente instituidor sobre as entidades é de caráter finalístico, denominado de tutela (algumas Bancas Examinadoras chamam de “supervisão ministerial”), e tem por objetivo garantir que a entidade não desvie dos fins pretendidos, não havendo relação de subordinação. Futuro aprovado, não confunda “tutela”, que é o controle administrativo exercido pela Administração Direta (União, Estados, DF e Municípios) sobre a Administração Indireta (entidades criadas por eles), com “autotutela”, que é um princípio da Administração Pública que lhe concede o poder-dever de anular atos administrativos eivados de vícios ou revogar os atos que não são mais convenientes e oportunos. 5 É importante mencionar que, nas matérias de sua competência, a entidade criada possui autonomia para adotar as medidas que julgar adequadas para o fiel cumprimento das suas obrigações. Segundo José dos Santos Carvalho Filho1, a tutela se divide em: ● Controle político: os dirigentes das entidades são escolhidos e nomeados pela autoridade competente da Administração Direta; ● Controle institucional: obriga a entidade a se manter coerente com os fins para os quais foi criada; ● Controle Administrativo: a Administração Direta pode fiscalizar agentes, rotinas e atividades; ● Controle Financeiro: os setores contábil e financeiro das entidades são fiscalizados pela Administração Direta. Atente-se que, na estrutura federal, são os Ministérios que fiscalizam externamente a especialização de cada pessoa jurídica na Administração Indireta, sendo que esta não é uma subordinação hierárquica, mas apenas uma vinculação técnica (ex.: o INSS não é subordinado ao Ministério da Previdência, mas é vinculado tecnicamente ao mesmo, ou seja, o Ministério não manda no INSS, mas ele corrige tecnicamente as políticas e as formas de agir deste). Descentralização por colaboração ou delegação (também chamada de delegação negocial): o Estado transfere a execução do serviço a uma pessoa jurídica de direito privado, previamente existente, de forma que o Poder Público conserva a titularidade da competência. Pode ocorrer por meio da lei, de contrato (concessão ou permissão) ou por meio de ato unilateral (autorização). Vamos ver cada uma delas: ● Delegação Legal: Essa espécie de descentralização é formalizada por lei e são beneficiadas as pessoas de direito privado da Administração Indireta, quais 1 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 32 Ed. São Paulo: Atlas, 2018. 6 sejam: empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas de direito privado; ● Delegação por Contrato Administrativo: Essa delegação direciona-se ao particular, especificamente às concessionárias e permissionárias de serviço público. Ainda, é necessária autorização legislativa para elaboração deste contrato, sendo que a concessão ocorre somente para pessoas jurídicas e a permissão pode ser feita a pessoas jurídicas e também a pessoas físicas. A descentralização realizada por contrato é efetivada sempre por tempo determinado. ● Delegação por Ato Administrativo: Essa delegação também se direciona ao particular, é autorizativa de serviço público e é realizada por ato unilateral. Como regra, não há prazo certo em razão da precariedade típica da autorização, ou seja, é passível de revogação a qualquer tempo. Descentralização territorial ou geográfica: verifica-se quando uma entidade local, geograficamente determinada, dotada de personalidade jurídica de direito público, possui capacidade administrativa genérica. Essa descentralização permite o exercício da capacidade legislativa, porém sem autonomia. Conforme Di Pietro2, “foi o modelo adotado para os territórios federais pelo artigo 33 da Constituição Federal de 1988, que se mantém, embora, atualmente, não existam territórios com essa configuração. O artigo 18, §3º, permite a sua criação como integrantes da União. Nesse caso, seriam incluídos na modalidade de descentralização territorial, sem integrarem a federação. Teriam personalidade jurídica de direito público, sendo geograficamente delimitados e possuindo capacidade genérica, que abrange serviços de segurança, saúde, justiça etc.”. Importante pontuar que a distinção entre descentralização por outorga e por colaboração é bastante cobrada em provas de concurso público, por isso vamos memorizar o seguinte: na descentralização por outorga, o Ente transfere a titularidade e a execução da atividade, enquanto na descentralização por colaboração transfere apenas a execução. 2 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 32. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. Pg. 937 7 Desconcentração Ocorre quando a entidade se desmembra em órgãos para melhorar sua organização estrutural. Trata-se, emverdade, de uma distribuição interna de competências, eis que ocorre dentro de uma mesma pessoa jurídica. O resultado da desconcentração é a criação de diferentes órgãos, constituindo, assim, uma técnica de aprimoramento do desempenho, que visa atingir o princípio da eficiência, em razão de objetivar formar núcleos ainda mais especializados. Pode ocorrer tanto dentro de uma pessoa política, como dentro de uma entidade administrativa, ou seja, tanto no âmbito da Administração Direta quanto da Administração Indireta. Na descentralização, há uma relação composta por entidades dotadas de personalidade jurídica nos dois pólos, portanto, não há relação de hierarquia/subordinação, mas mero controle finalístico da Administração Direta sobre a Indireta. Por outro lado, na desconcentração existe uma relação de hierarquia, pois só há um ente com personalidade jurídica, composto por diversos núcleos de competência despersonalizados. 8 Existem três teorias para explicar a existência dos órgãos públicos, bem como para explicar a relação entre o Estado e seus agentes. Vejamos: TEORIA DO MANDATO Segundo esta teoria, o poder do agente público decorre de um contrato de mandato que este celebra com o Estado. Assim, o agente seria considerado mandatário do Estado. Crítica: o Estado não dispõe de vontade própria para constituir mandatário, necessitando da própria pessoa física para representar sua vontade. TEORIA DA REPRESENTAÇÃO Consoante a presente teoria, o agente público seria representante do Estado, como ocorre nos institutos da tutela e da curatela. Crítica: Equipara o Estado ao incapaz. TEORIA DO ÓRGÃO OU DA IMPUTAÇÃO VOLITIVA Essa teoria faz uma analogia entre o Estado e o corpo humano. Os órgãos compõem o todo e, portanto, a vontade do agente, integrante do órgão, é imputada ao Estado. Segundo essa teoria, o agente realiza a vontade do Estado por determinação prevista na lei, de modo que a relação entre Estado e agente público possui previsão legal. Assim, a vontade do agente se confunde com a vontade do Estado e constituem uma única vontade. Por este motivo, a Constituição Federal prevê que o Estado responda pelos atos dos seus agentes no exercício da função. Essa teoria é atribuída ao alemão Otto Giërke. A TEORIA DO ÓRGÃO OU DA IMPUTAÇÃO VOLITIVA É A QUE PREVALECE! Resumindo: DESCENTRALIZAÇÃO DESCONCENTRAÇÃO O deslocamento de competência ocorre para nova entidade, com personalidade jurídica O deslocamento de competência ocorre dentro da mesma pessoa jurídica. 9 distinta (excepcionalmente, pode ser para pessoa física) Não existe hierarquia entre Administração Direta e Indireta e entre Direta e particulares, portanto, não há subordinação. Não obstante, é possível o controle finalístico Existe uma relação hierárquica e de subordinação . 71223a2c9e81d8fbb277a8a227052a0cd6627bc41ced35766b0870a64a2fc152.pdf a1097e9f99cb71b52bba8cbc0697310cba3c6fcc1b4c67413b3d31e6b5adbd70.pdf 71223a2c9e81d8fbb277a8a227052a0cd6627bc41ced35766b0870a64a2fc152.pdf