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1818-18831858-1917 1858-1917 RELIGIÃO E SOCIEDADE Deus está sempre na boca do brasileiro, um povo que vive em um país de maioria cristã onde cultura e fé estão intimamente ligadas - das altas esferas de poder ao cotidiano do cidadão comum - e no qual a vida religiosa muitas vezes preenche lacunas deixadas pelo Estado. O SAGRADO E O PROFANO Como a religião estabelece os fundamento de uma vida em sociedade? Instituindo a divisão entre duas categorias: o sagrado e o profano. O sagrado: esta em uma esfera separada do mundo físico, remetendo ao extraterreno, ao metafísico e ao intangível. O profano: é aquilo que é comum na vida cotidiana, secular, não transcendente e, portanto, impuro. O SAGRADO E O PROFANO Socialmente, a relação entre os indivíduos e o plano sagrado é mediada pelo uso de símbolos, pelo compartilhamento de mitos de fundação do mundo e pela participação em ritos sagrados. De forma geral os mitos de fundação atualizam o passado, contextualizam o presente e direcionam o futuro. Já os ritos são dramatizações, onde os indivíduos vivenciam sua relação com o sagrado, por meio de cerimônias, danças, sacrifícios, entre outras ações. A religião está presente juntamente com as formulações ideológicas resultantes de um sistema de exploração, que reproduziam e justificavam tal sistema, além de indicar em si uma forma de alienação. Toma a religião como espaço primeiro de produção do sagrado, que possibilita a vida em sociedade, ao estabelecer normas e conteúdos morais fundamentais para a socialização dos indivíduos. Como resposta aos problemas básicos da condição humana: “contingência, impotência e escassez”, mostra que as religiões, ao criar respostas a tais problemas , influem de maneira mais íntima nas atitudes práticas dos homens com relação às várias atividades da vida diária . Fato Social Consciência Coletiva Sagrado e Profano Ação Social Ética Protestante Calvinismo Salvação Racionalidade Desencantamento Classes Sociais Superestrutura Ideologia Alienação DURKHEIM E A RELIGIÃO Nas sociedade tradicionais, a religião possuía a função de garantir a ordem social, pois detinham grande peso sobre as ações humanas. Segundo o pensamento do Positivismo (Comte, Tylor e Spencer), a religião era vista como uma forma de conhecimento da realidade que deveria ser superada pela ciência. Durkheim (ainda sobre influência do Positivismo), busca encontrar aquilo que havia de incomum a todas as religiões. Começou com os aborígenes da Austrália e generalizou para outras sociedades. DURKHEIM E A RELIGIÃO Durkheim definia a religião como: “ Um sistema de crenças e práticas em relação ao sagrado, que unem uma mesma comunidade moral todos os que a ela aderem” Segundo ele a religião era uma Fato Social: Mantém os membros de uma sociedade agregados e são independentes das pessoas para existir. DURKHEIM E A RELIGIÃO A religião seria uma instituição que produz sujeitos capazes do autocontrole, uma vez que baseiam suas ações em torno de crenças. Os indivíduos guiam suas vidas sociais tendo como premissas as oposições entre o sagrado e o profano. WEBER - RELIGIÃO E CAPITALISMO Nas sociedades modernas, as crenças religiosas são o resultado da crescente racionalização das ações individuais. Procurando enxergar as práticas religiosas como ações racionais, que visão objetivos específicos. Onde determinados valores são incorporados a vida prática. Weber não se preocupa em formular uma teoria geral sobre as religiões, sempre sendo compreendida de acordo com cada contexto histórico. POR QUE O CAPITALISMO SE DESENVOLVEU APENAS NO OCIDENTE ? WEBER - RELIGIÃO E CAPITALISMO A ETICA PROTESTANTE E O ESPIRITO DO CAPITALISMO A vivência espiritual da doutrina e da conduta religiosa exigida pelo protestantismo organizou uma maneira de agir econômica, necessária para a realização de um lucro sistemático e racional. Weber descobre que os valores do protestantismo, como a disciplina ascética, a poupança, a austeridade, a vocação, o dever e a propensão ao trabalho atuavam de maneira decisiva sobre os indivíduos. “A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO” (1904) ETICA CALVINITA levou, ao extremo, a noção de predestinação : o homem é salvo por vontade de Deus. Nenhum homem merece a salvação porque ninguém é digno dela. A salvação existe para a maior glória de Deus. Weber relaciona o papel do protestantismo, principalmente da ética calvinista, na formação do comportamento típico do capitalismo ocidental moderno. ETICA PROTESTANTE “A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO” (1904) O importante neste mundo é trabalhar para criar riqueza e criar riqueza não para o desfrute pessoal e esbanjamento, mas para que se crie novamente trabalho. Esta é a base da salvação do homem. Esta mentalidade acabou configurando a tipologia do empresário moderno. MARX – ÓPIO, IDEOLOGIA E ALIENAÇÃO Marx nunca estudou a fundo a religião, e esta só foi objeto de suas reflexões em virtude da religião fazer parte da estrutura social e econômica, esta sim seu objeto principal de estudo. Sua preocupação principal é o estudo da sociedade capitalista. “A angústia religiosa é ao mesmo tempo a expressão da dor real e o protesto contra ela. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, tal como o é o espírito de uma situação sem espírito. É o ópio do povo”- Sobre a Crítica da Filosofia do Direito de Hegel (1844) Marx sempre considerou a religião como parte da super - estrutura, ou seja, uma dimensão que reflete e é condicionada pela infra- estruturar de uma determinada sociedade, ou seja, pelo modo como se verificam as relações entre os homens no processo econômico ou produtivo. A RELIGIÃO COMO SUPER- ESTRUTURA Segundo Marx, não basta criticar a religião: é preciso não só criticar a raiz material (a alienação do trabalho, a exploração económica) da alienação religiosa, como também eliminar revolucionariamente as condições de miséria terrestre das quais deriva a necessidade do "mundo celeste". Marx considera que a religião é uma forma de alienação. Nela verifica-se o fosso entre o mundo concreto e um mundo ideal, entre o mundo em que o homem vive e o mundo em que ele desejaria viver. o mundo celeste é o resultado de um protesto da criatura oprimida contra o mundo em que vive e sofre. Ou seja, procura-se um refúgio no mundo divino porque o mundo em que o homem vive é desumano. ALIENAÇÃO IDEOLOGICA POSITIVISMO A religião sofreria gradual perda de importância, ate ser superada pela ciência. A SECULARIZAÇÃO E PLURALISMO RELIGIOSO PRINCIPAL CARACTERISTICA Separação da Igreja do Estado – Estado laico. CONTEMPORÂNEOS É responsável pela diversidade religiosas. A religião não será extinta. A religião passa de uma esfera pública para a privada. A SECULARIZAÇÃO E PLURALISMO RELIGIOSO PETER BERGUER - Nas sociedades tradicionais a religião influenciava fortemente a identidade do indivíduo. - As sociedades modernas atribuem ao indivíduo a possibilidade dele próprio construir sua identidade. - A religião não tem mais o papel de unificar as pessoas em torno de um significado religioso, assim se explica a pluralidade religiosa da atualidade. - Para buscar mais seguidores ela deixa de ser coercitiva e busca atender as necessidades de cada indivíduo. A SECULARIZAÇÃO E PLURALISMO RELIGIOSO PETER BERGUER A religião se torna mercantilizada, com o intuito de atrair o maior número de adeptos. Para tanto tem utilizados os meios de comunicação de massa. “Num mundo mercantilizado, os benefícios dá fé também são mercadorias”. No Brasil existem: 45 canais religiosos de TV, 257 emissoras de rádios e cerca de 1,5 milhões de sites. Fundamentalismo e Globalização As religiões tem caráter dual em relação a Globalização: São elementos de identificação e valorização de uma determinada cultura. Também podem ser utilizadas para a expansão religiosa para outros povos (muitas vezes deforma coercitiva). O fundamentalismo consiste no apego ao cumprimento estrito e literal dos preceitos de determinado texto sagrado. Sendo, muitas vezes, utilizadas para uma ação direta no mundo social e político. Podendo ser utilizada para a defesa de um povo contra seus opressores. Fundamentalismo e Globalização Não devemos associar o fundamentalismo apenas a religião Islâmica, pois as leituras radicais e intolerantes são comuns em várias religiões do mundo. Para por fim ao fundamentalismo as instituições religiosas vem propondo a educação religiosa, com o lema “Conhecer para respeitar” Onde a historicidade de cada religião demonstra seu valor cultural em determinadas regiões, tendo a liberdade de credo como valor principal. Brasil: religiosidade e sincretismo O país apresenta três matrizes religiosas: A indígena, a lusitana (portuguesas) e a africana. Com uma gigantesca variedade étnica. A matriz européia se tornou hegemônica política e economicamente desde a 1º Constituição em 1824, a de 1891 já traz a visão laica do estado republicano. Nossa singularidade, deu-se pela aceitação, doméstica, a princípio, e hoje aberta, de outros cultos.