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CPC de 2015 (atualiz 11 de abril)

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Prévia do material em texto

1 
 
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015 – CPC/15 
MATERIAL COM QUESTÕES DE CONCURSO e ALGUMAS REFERÊNCIAS À SÚMULAS E 
JULGADOS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES 
 
Material confeccionado por Eduardo B. S. Teixeira. 
Última atualização legislativa: 09/04/24 -Lei nº 14.195, de 26.8.21. Lei nº 14.341, de 18.5.22.; Lei nº 14.365, de 
2.6.22.; Lei nº 14.620, de 13.7.23. Lei nº 14.711, de 30.10.23. Lei nº 14.713, de 30.10.23. Lei nº 14.833, de 27.3.24. 
 
Última atualização jurisprudencial: 18/01/2023 - Inclusão de julgados: Info 1058 (art. 941, §1º); Info 591 (art. 
674); Info 738 (art. 219); Info 738 (art. 85, §2º); Info 740 (art. 186, §3º); Info 718 (art. 308) 
 
Última atualização de Enunciados (FPPC, ENFAM, JDPC, etc.) e Súmulas: (quadros amarelos) – Até art. 15; 
arts. 102 a 275 (em construção) 
 
Última atualização questões de concurso: 11/04/2024. 
 
Observações quanto à compreensão do material: 
1) Cores utilizadas: 
 EM VERDE: destaque aos títulos, capítulos, bem como outras informações relevantes, verbos, etc. 
 EM ROXO: artigos que já foram cobrados em provas de concurso. 
 EM AZUL: Parte importante do dispositivo (ex.: questão cobrou exatamente a informação, especialmente 
quando a afirmação da questão dizia respeito a situação contrária ao que dispõe no CPC/15). 
 EM AMARELO: destaques importantes (ex.: critério pessoal) 
 
2) Siglas utilizadas: 
 MP (concursos do Ministério Público); TJPR (concursos da Magistratura); BL (base legal, etc). 
 
3) Obs. nº 01: Questões pendentes no site Qconcursos sobre o CPC/15: i) 2016 a 2021 (fiz todas!); ii) 2022 
(229 questões); iii) 2023: (349 questões); iv) 2024: (101 questões) = Total pendentes (679 questões) 
4) Obs. nº 02: Total de questões realizadas no Qconcursos sobre CPC: 8.272 questões. 
5) Obs. nº 03: Alguns artigos estão apenas marcados sem referência a determinado concurso em virtude 
de sua incidência em bancas desconhecidas ou para evitar o excesso de repetição da mesma informação 
no material. 
LEI Nº 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015. 
 Código de Processo Civil. 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei: 
PARTE GERAL 
LIVRO I 
DAS NORMAS PROCESSUAIS CIVIS 
TÍTULO ÚNICO 
DAS NORMAS FUNDAMENTAIS E DA APLICAÇÃO DAS NORMAS PROCESSUAIS 
CAPÍTULO I 
DAS NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL 
Art. 1o O PROCESSO CIVIL SERÁ ordenado, disciplinado e interpretado CONFORME os valores 
e as normas fundamentais ESTABELECIDOS na Constituição da República Federativa do Brasil, 
OBSERVANDO-SE as disposições deste Código. (MPPR-2016) (DPU-2017) (Cartórios/TJMG-2017) (MPT-2017) 
(MPBA-2018) (Cartórios/TJRS-2019) 
FPPC nº 369. (arts. 1º a 12) O rol de normas fundamentais previsto no Capítulo I do Título Único do 
Livro I da Parte Geral do CPC não é exaustivo. (DPU-2017) 
FPPC nº 370. (arts. 1º a 12) Norma processual fundamental pode ser regra ou princípio. 
 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.105-2015?OpenDocument
2 
 
#Atenção: #STF: #DOD: Discussão quanto à constitucionalidade de diversos dispositivos do CPC: A 
edição da Lei 13.105/15, conhecida como CPC de 2015, consagrou o entendimento de que o processo 
não deve ser um fim em si mesmo, devendo-se buscar uma adequada mediação entre o direito nele 
previsto e a sua realização prática, a fim de torná-lo efetivo, exigindo-se postura interpretativa 
orientada a reafirmar e reforçar esse objetivo. Nesse contexto, o caráter nacional e cogente do CPC/15 
impõe conferir tratamento uniforme a todos os jurisdicionados submetidos a processo no território 
brasileiro, não se permitindo que ele seja diverso em matéria processual conforme a unidade federada 
na qual ocorre o litígio. STF. Plenário. ADI 5.492/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, j. 25/4/23 (Info 1092). STF. 
Plenário. ADI 5.737/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, redator do acórdão Min. Roberto Barroso, j. 25/4/23 (Info 
1092). 
 
(MPBA-2018): Seria correto, sobre os princípios constitucionais do processo, fazermos a seguinte 
afirmação: A moderna processualística tem como base o trinômio ação-jurisdição-processo, cujos 
aspectos são gerais e incidentes sobre todas as formas de prestação jurisdicional, desde o processo de 
conhecimento ao de execução. BL: art. 1º, CPC. 
 
#Atenção: Pode-se conceituar o Direito Processual Civil como o ramo do direito público consistente no 
conjunto de normas (regras e princípios) que regulam a função jurisdicional, o exercício da ação e o 
processo, com o fim de prestar a tutela devida em face de uma pretensão civil. 
 
(MPBA-2018): Sobre o Direito Processual Civil, seria correto afirmar: O Direito Processual Civil possui 
natureza de Direito público e possui inter-relacionamento com o Direito constitucional muito bem 
expresso no capítulo III, da Constituição Federal que trata do Poder Judiciário. BL: art. 1º, CPC. 
 
#Atenção: O Capítulo III entre os arts. 92 e 126 da CF, versam, em síntese, sobre a organização judiciária. 
O CPC/15 é baseado no neoconstitucionalismo/neoprocessualismo, de forma que transpassam os 
valores essenciais da CF à interpretação de todo o ordenamento jurídico, conforme dispõe o art. 1º do 
CPC/15. 
 
(MPBA-2018): Sobre o Direito Processual Civil, seria correto afirmar: São fontes do Direito Processual 
Civil, além da própria Constituição Federal, as codificações, as leis de organização judiciária dos estados, 
leis processuais esparsas, além dos regimentos internos dos tribunais de justiça. BL: art. 1º, CPC. 
 
(MPT-2017): Assinale a alternativa correta: Por previsão expressa, as normas do CPC serão interpretadas 
de acordo com a Constituição da República. BL: art. 1º, CPC. 
Art. 2o O PROCESSO COMEÇA por iniciativa da parte e SE DESENVOLVE por impulso oficial, 
SALVO as exceções previstas em lei. (MPBA-2018) (TCMBA-2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) (TJPA-2019) 
(Cartórios/TJPR-2019) (DPERR-2021) (Cartórios/TJMS-2021) (TJSP-2023) (TRT/Unificado-2023) 
(Cartórios/TJMG-2019-Consulplan): A instauração do processo depende de provocação das partes e seu 
desenvolvimento se dá por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei. BL: art. 2º, CPC. 
 
(TCEPE-2017-CESPE): Dado o princípio da demanda, o juiz não pode agir sem ser provocado pelo 
interessado, salvo no caso das exceções previstas em lei. BL: art. 2º, CPC. 
 
#Atenção: Princípio dispositivo (inércia da jurisdição; da demanda; da ação) / Princípio do impulso 
oficial. 
 
(PGM-Mogi das Cruzes/SP-2016-VUNESP): O princípio da demanda e impulso oficial tem relação com 
a imparcialidade do juiz. BL: art. 2º, CPC. 
 
#Atenção: #PGM-Mogi das Cruzes/SP-2016: #Cartórios/TJPR-2019: #DPERR-2021: #Cartórios/TJMS-
2021: #TRT/Unificado-2023: #Consulplan: #FCC: #FGV: #UFPR: #VUNESP: Quanto ao art. 2º do CPC, 
denominada de ´princípio dispositivo (ou princípio da demanda), explica a doutrina: "O artigo trata do 
princípio dispositivo - também denominado de princípio da inércia ou da demanda. O processo não pode ser iniciado 
de ofício pelo juiz (ne procedat iudex ex officio). Cabe às partes, com exclusividade, a iniciativa para movimentar a 
máquina judiciária e delimitar o objeto do litígio. (...) Pois bem, constitui direito fundamental do cidadão postular 
em juízo. Como contrapartida, tem-se o dever do Estado de só prestar jurisdição quando solicitado; esta previsão, 
aliás, é corolário da impossibilidade de fazer justiça com as próprias mãos. Assim, a partir do momento em que o 
cidadão socorre-se do Judiciário, compete ao Estado colocar em marcha o processo. O princípio dispositivo é 
importante para assegurar a imparcialidade do juiz. Se ele pudesse iniciar a ação de ofício, teria que fazer um 
3 
 
juízo de valor sobre o caso concreto, tornando-se praticamente coautor desta ação. Situação tal vulneraria o próprio 
princípio da igualdade, também expressamente previsto no novo Código..." (CARNEIRO, Paulo Cezar Pinheiro. 
In: WAMBIER, Teresa Arruda Alvim; e outros. Breves comentários ao novo Código de Processo Civil. 2 
ed.de conclusão para 
proferir sentença, a parte requereu prioridade no julgamento, alegando urgência. O juiz, no entanto, 
indeferiu o pedido, por não ter vislumbrado a urgência alegada. Nessa situação hipotética, o processo 
retornará para a lista na mesma posição que ocupava, se não houver necessidade de reabertura da 
instrução. BL: art. 12, §§3º a 5º, CPC. 
 
33 Fonte: https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2017/06/fc929d63233f47323282a7e71f304943.pdf 
4 (MPMS-2018): Os juízes e os tribunais, ao proferir sentenças e acórdãos, deverão observar preferencialmente a 
ordem cronológica de conclusão, conforme dispõe o caput do art. 12 do CPC. O art. 12, § 2º, inciso VII, do CPC, 
exclui dessa regra de preferência, entretanto, as metas estabelecidas pelo CNJ. Assinale a seguir a alternativa que 
contém apenas matérias priorizadas pelo CNJ para o ano de 2018: Julgamento dos processos relativos à corrupção 
e à improbidade administrativa, o julgamento das ações coletivas e o julgamento dos processos dos maiores 
litigantes. BL: Metas 4, 6 e 7 e art. 12, §2º, VII, CPC. 
https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2017/06/fc929d63233f47323282a7e71f304943.pdf
17 
 
§ 6o Ocupará o primeiro lugar na lista prevista no § 1o ou, conforme o caso, no § 3o, o processo que: 
I - tiver sua sentença ou acórdão anulado, salvo quando houver necessidade de realização de 
diligência ou de complementação da instrução; 
II - se enquadrar na hipótese do art. 1.040, inciso II. 
Art. 1.040. Publicado o acórdão paradigma: (...) 
II - o órgão que proferiu o acórdão recorrido, na origem, reexaminará o processo de competência 
originária, a remessa necessária ou o recurso anteriormente julgado, se o acórdão recorrido contrariar a 
orientação do tribunal superior; 
CAPÍTULO II 
DA APLICAÇÃO DAS NORMAS PROCESSUAIS 
Art. 13. A JURISDIÇÃO CIVIL SERÁ REGIDA pelas normas processuais brasileiras, 
RESSALVADAS as disposições específicas previstas em tratados, convenções ou acordos internacionais 
de que o Brasil seja parte. (DPU-2017) (Aud. Fiscal-SEFAZ/AL-2021) (MPT-2022) 
(MPT-2022): Acerca das normas fundamentais do Processo Civil, assinale a alternativa correta: A 
jurisdição civil será regida pelas normas processuais brasileiras, ressalvadas as disposições específicas 
previstas em tratados, convenções ou acordos internacionais de que o Brasil seja parte. BL: art. 13, CPC. 
 
#Atenção: #DPU-2017: #CESPE: Pela leitura dos arts. 1º e 13 do CPC/15, as normas fundamentais do 
processo civil não estão disciplinadas de forma exaustiva apenas no CPC/15. Em outras palavras, o 
CPC/15 não é exaustivo quando se trata de normas fundamentais de processo civil. Nesse sentido, 
Enunciado 369, FPPC: “O rol de normas fundamentais previsto no Capítulo I do Título Único do Livro I da Parte 
Geral do CPC NÃO É EXAUSTIVO.” 
Art. 14. A NORMA PROCESSUAL NÃO RETROAGIRÁ e SERÁ APLICÁVEL imediatamente 
aos processos em curso, RESPEITADOS os atos processuais praticados e as situações jurídicas 
consolidadas sob a vigência da norma revogada. (PGEMS-2016) (DPEAL-2017) (TCEPE-2017) (TJMG-2018) (MPBA-
2018) (Anal. Judic./TJAL-2018) (TJPR-2019) (MPGO-2019) (MPCPA-2019) (PGEAL-2021) (PGEPB-2021) (Cartórios/TJRO-
2021) (TCDF-2021) (MPT-2022) (MPCSC-2022) (Anal. Judic./TRT4-2022) (MPSC-2023) (Cartórios/TJSC-2023) (PGERR-2023) 
FPPC nº 476. (arts. 1046 e 14) Independentemente da data de intimação, o direito ao recurso contra as 
decisões unipessoais nasce com a publicação em cartório, secretaria do juízo ou inserção nos autos 
eletrônicos da decisão a ser impugnada, o que primeiro ocorrer, ou, ainda, nas decisões proferidas em 
primeira instância, será da prolação de decisão em audiência. 
FPPC nº 616. (arts. 1046; 14) Independentemente da data de intimação ou disponibilização de seu inteiro 
teor, o direito ao recurso contra as decisões colegiadas nasce na data em que proclamado o resultado da 
sessão de julgamento. 
 
#Atenção: #STJ: #TCDF-2021: #MPSC-2023: #CESPE: Nos termos da jurisprudência do STJ, aplica-se 
a Teoria do Isolamento dos Atos Processuais (tempus regit actum), que orienta as regras de direito 
intertemporal em âmbito processual, segundo a qual o juízo de regularidade do ato praticado deve ser 
efetivado em consonância com a lei vigente no momento de sua realização, bem assim que se opera o 
efeito preclusivo da coisa julgada formal quando não houver impugnação, no momento oportuno, de 
preliminares analisadas e afastadas pelo órgão julgador. STJ. 4ª T., AgInt no REsp 1835223/DF, Rel. 
Min. Marco Buzzi, j. 09/12/19. 
(MPSC-2023-CESPE): Acerca da teoria da ação, das normas processuais civis, dos atos processuais, do 
processo de conhecimento e das tutelas provisórias, julgue o item a seguir, de acordo com as disposições 
processuais civis e a jurisprudência do STJ: O CPC adota a teoria dos atos processuais isolados, de modo 
que a lei processual, quando entra em vigor, atinge o processo no estágio em que ele se encontra. BL: art. 
14, CPC e Entend. Jurisprud. 
(TCDF-2021-CESPE): Acerca de lei processual no tempo, julgue o item a seguir: Ao tratar do direito 
intertemporal, o ordenamento processual pátrio adota a teoria do isolamento dos atos processuais, segundo 
a qual, embora a nova lei seja aplicável imediatamente aos processos em curso, o juízo de regularidade do 
ato já praticado deve ser realizado em consonância com a lei vigente no momento da sua realização. BL: art. 
14, CPC e Entend. Jurisprud. 
18 
 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: A sentença foi prolatada e transitou em julgado quando ainda vigorava o 
CPC/73; ocorre que o cumprimento de sentença foi iniciado quando já estava em vigor o CPC/15; neste 
caso, esse cumprimento de sentença será regido pelo CPC/15. Logo, é aplicável o CPC/15 ao 
cumprimento de sentença, iniciado sob sua vigência, ainda que a sentença exequenda tenha sido 
proferida sob a égide do CPC/73. STJ. 2ª T. REsp 1815762-SP, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, j. 
05/11/19 (Info 660). 
 
(MPT-2022): Acerca das normas fundamentais do Processo Civil, assinale a alternativa correta: A norma 
processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos 
processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada. BL: art. 
14, CPC. 
 
(PGEAL-2021-CESPE): As normas processuais civis têm aplicação imediata. BL: art. 14, CPC. 
 
(MPBA-2018): O CPC, cuja entrada em vigor se deu no dia 18/03/16, portanto um ano após a sua 
publicação, trouxe à tona a problemática da aplicação da lei no tempo. Sendo o arcabouço jurídico do 
CPC destinado à regular a relação processual, é correto afirmar que os atos que estavam pendentes nos 
processos em curso no momento da sua entrada em vigor se sujeitaram à nova lei processual, mas foi 
preservada a eficácia dos atos processuais já praticados na égide da lei antiga, aplicando a teoria do 
isolamento dos atos processuais. BL: art. 14, CPC. 
 
#Atenção: #MPBA-2018: #PGEAL-2021: #MPCSC-2022: #Cartórios/TJSC-2023: #CESPE: Acerca do 
tema, a doutrina explica: “Conforme a teoria do isolamento dos atos processuais (conhecida pelo consagrado 
brocardo tempus regit actum), a lei nova regula os processos em curso, mas preserva os atos processuais já 
realizados, assim como seus efeitos. Para uma melhor compreensão, diga-se que essa teoria, ao resguardar o ato 
processual praticado, visa a proteger o direito processual (ou a situação processual de vantagem) que dele resulta 
para uma das partes. Como o processo é dinâmico, a cada ato, ou melhor, a cada ação ou omissão surgem direitos 
processuais adquiridos para uma das partes. Esses direitos não podem ser atingidos pela lei processual civil nova 
(Cândido Dinamarco. A reforma do Código de Processo Civil. 2 ed. rev. e ampl. São Paulo: Malheiros, p. 41)... A 
rigor, a teoria do isolamento dos atos processuais é corolário da garantia prevista no inc. XXXVI do art. 
5º da CF, que impede a retroatividade da lei novapara atingir o ato jurídico perfeito e o direito adquirido. 
A referida teoria, salvo disposição legal em contrário, é a que prevalece para disciplinar a aplicação da 
lei processual civil nova... O caput do art. 1.046, ao dizer que o novo Código incide nos processos pendentes, 
confirma a adoção da teoria do isolamento dos atos processuais para disciplinar a aplicação do novo diploma legal. 
Além desse dispositivo, no Livro I, Capítulo II (Da aplicação das normas processuais) encontra-se o art. 14, que 
prevê o uso da teoria do isolamento dos atos processuais para regrar o direito intertemporal de qualquer 
nova lei processual civil. Tal dispositivo é mais completo do que o caput do art. 1.046, porque não só diz que a 
nova norma processual deve incidir nos processos em curso, como também ressalva que devem ser 'respeitados os 
atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada”. (CRAMER, 
Ronaldo. In: WAMBIER, Teresa Arruda Alvim; e outros. Breves comentários ao novo Código de Processo 
Civil. 2 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016, p. 2470). 
(Cartórios/TJSC-2023-CESPE): Após a publicação de determinada decisão judicial, houve alteração na 
legislação que disciplina o recurso para impugnar o referido pronunciamento do magistrado. Nessa 
hipótese, no que concerne às diretrizes sobre a lei processual civil no tempo, a interposição do recurso deve 
ser orientada pela teoria denominada: isolamento dos atos processuais. BL: art. 14, CPC. 
(MPCSC-2022-CESPE): Com base no CPC e na jurisprudência do STJ, julgue o item seguinte, acerca das 
normas processuais civis: As normas de processo civil possuem eficácia ex nunc. BL: art. 14, CPC. 
 
(MPBA-2018): Sobre o Direito Processual Civil, seria correto afirmar: Sobre a aplicação da lei processual 
no tempo, diverso das condições da ação que é regulada pela lei vigente quando da propositura da ação, 
à resposta do réu é aplicada aquela em vigor quando do surgimento do ônus da defesa produzido pela 
citação. BL: art. 14, CPC. 
 
#Atenção: Fazendo-se uma relação entre o que consta na assertiva e o texto do art. 14 do CPC, deve-se 
entender que, uma vez citado o réu, sua inclusão no processo implica automaticamente no direito de 
resposta da parte demandada, direito esse que será processado segundo as regras vigentes no exato 
momento da citação, ainda que o ato que formaliza a resposta do réu (por exemplo, a contestação) seja 
praticado em momento posterior. Nesse sentido, deve-se ler “situações jurídicas consolidadas sob a vigência 
da norma revogada”, ou seja, a citação consolida o direito de resposta do demandado e a lei aplicável ao 
caso para a resposta. Em resumo, segundo a regra tempus regit actum, os atos jurídicos serão regidos pela 
19 
 
lei da época em que ocorreram, de modo que, à resposta do réu será aplicada a lei em vigor quando do 
surgimento do ônus da defesa produzido pela citação. 
 
(PGESC-2018-FEPESE): Segundo dispõe o art. 14 do CPC, “A norma processual não retroagirá e será aplicável 
imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas 
consolidadas sob a vigência da norma revogada”. Considerando isso, é correto afirmar que: A teoria adotada 
pelo legislador foi a chamada “teoria do isolamento dos atos processuais”, ou seja, cada ato é claramente 
identificado (e olhado de forma individualizada), promovendo-se a aplicação da nova lei quando houver 
novo ato processual na demanda em curso. BL: art. 14, CPC. 
 
#Atenção: #STJ: #PGESC-2018: #PGEAL-2021: #CESPE: #FEPESE: “Embora o processo seja reconhecido 
como um instrumento complexo, no qual os atos que se sucedem se inter-relacionam, tal conceito não exclui a 
aplicação da teoria do isolamento dos atos processuais, pela qual a lei nova, encontrando um processo 
em desenvolvimento, respeita a eficácia dos atos processuais já realizados e disciplina o processo a 
partir da sua vigência. Com isso, pode-se dizer que o direito brasileiro não reconhece a existência de 
direito adquirido ao rito processual. A lei nova aplica-se imediatamente ao processo em curso, no que diz 
respeito aos atos presentes e futuros. Vale a regra do ‘tempus regis actum’. Por isso, é impreciso afirmar que a 
execução de título judicial, uma vez ajuizada, está imune a mudanças procedimentais” (STJ. REsp 1.076.080/PR, 
Rel. Min. Nancy Andrighi). Acerca do tema, Cássio Scarpinella Bueno explica: “Aprimorando a segunda 
parte do art. 1211 do CPC atual, o texto do art. 14 agasalha expressamente o princípio do tempus regit actum 
que deve ser entendido como a incidência imediata das novas leis no processo em curso com a preservação 
dos atos processuais já praticados. É essa razão pela qual do dispositivo também o chamado “princípio do 
isolamento dos atos processuais", corretamente garantido (art. 5º, XXXI, da CF), ao assegurar o respeito aos atos 
processuais praticados e às situações jurídicas consolidadas sob o pálio da lei anterior” (BUENO, Cássio 
Scarpinella. Novo Código de processo Civil anotado. São Paulo: Saraiva, 2015. P. 51). 
 
(PGEAM-2016-CESPE): O CPC/15 aplica-se aos processos que se encontravam em curso na data de 
início de sua vigência, assim como aos processos iniciados após sua vigência que se referem a fatos 
pretéritos. BL: art. 14, CPC. 
 
(DPEBA-2016-FCC): Sobre o direito processual intertemporal, o novo CPC não possui efeito retroativo e 
se aplica, em regra, aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações 
jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada. BL: art. 14, CPC. 
 
(MPDFT-2015): O novo CPC, aprovado pela Lei 13.105/15 (CPC/15), entrará em vigor a contar de um 
ano de sua publicação oficial, em substituição ao CPC/73. Sobre a aplicação do novo diploma processual, 
julgue o item a seguir: A contagem de prazos processuais em dias úteis, não mais em dias contínuos, 
estabelecida pelo CPC/15, incidirá nos prazos que iniciarão contagem a partir da vigência do CPC/15. 
 
#Atenção: Os prazos que já estavam em curso quando do início da vigência do CPC/15 não terão sua 
contagem modificada. Enunciado nº 267 do FPPC: “Os prazos processuais iniciados antes da vigência do CPC 
serão integralmente regulados pelo regime revogado”. Enunciado nº 268 do FPPC: “A regra de contagem de 
prazos em dias úteis só se aplica aos prazos iniciados após a vigência do Novo Código.” 
 
(MPDFT-2015): O novo CPC, aprovado pela Lei 13.105/15 (CPC/15), entrará em vigor a contar de um 
ano de sua publicação oficial, em substituição ao CPC/73. Sobre a aplicação do novo diploma processual, 
julgue o item a seguir: Os atos processuais praticados sob a vigência do CPC/73, em processos não 
sentenciados, por exemplo, a citação de empresas públicas e privadas, não serão renovados devido à 
vigência da nova disciplina processual do CPC/15. BL: art. 14, CPC (tempus regit actum). 
 
(MPDFT-2015): O novo CPC, aprovado pela Lei 13.105/15 (CPC/15), entrará em vigor a contar de um 
ano de sua publicação oficial, em substituição ao CPC/73. Sobre a aplicação do novo diploma processual, 
julgue o item a seguir: A norma processual do CPC/15 não retroagirá e será aplicada imediatamente aos 
processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob 
a vigência do CPC/73. BL: art. 14, CPC. 
Art. 15. Na ausência de normas que REGULEM processos eleitorais, trabalhistas ou 
administrativos, as disposições deste Código LHES SERÃO APLICADAS SUPLETIVA e 
SUBSIDIARIAMENTE. [obs.: função integrativa das normas de direito processual civil] (MPT-2017) 
(Cartórios/TJMG-2019) (TJSP-2021) (MPSC-2021) (PGERS-2021) (MPGO-2022) (Anal. Judic./TRT4-2022) 
20 
 
JDPC nº 03. As disposições do Código de Processo Civil aplicam-se supletiva e subsidiariamente ao 
Código de Processo Penal, no que não forem incompatíveis com esta Lei. (TJSP-2021) (MPSC-2021) 
 
(Anal. Judic./TRT4-2022-FCC): De acordo com o que dispõe o CPC, na ausência de normas queregulem 
processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições desse Código lhes serão aplicadas 
supletiva e subsidiariamente. BL: art. 15, CPC. 
 
(PGERS-2021-Fundatec): Quanto às fontes do Direito Administrativo, assinale a afirmativa correta: O 
CPC tem aplicação supletiva e subsidiária nos processos administrativos. BL: art. 15, CPC. 
LIVRO II 
DA FUNÇÃO JURISDICIONAL 
TÍTULO I 
DA JURISDIÇÃO E DA AÇÃO 
Art. 16. A JURISDIÇÃO CIVIL É EXERCIDA pelos juízes e pelos tribunais em todo o território 
nacional, conforme as disposições deste Código. (MPBA-2018) (TRF3-2018) (TJPA-2019) (Cartórios/TJPR-2019) 
(TCERO-2019) (TJMS-2020) (PGEPB-2021) (PF-2021) (Aud. Fiscal-SEFAZ/CE-2021) (TCESC-2022) (Aud. Estad./ES-2022) 
(Cartórios/TJAM-2023) 
#Atenção: #STJ: #TCESC-2022: #CESPE: Conforme a jurisprudência do STJ, a natureza jurídica da ação 
é definida por meio do pedido e da causa de pedir, não tendo relevância o nomen iuris dado pela parte 
autora. STJ. 2ª T., AgRg no REsp 594308/PB, Rel. Min. Herman Benjamin, j. 07/05/09. 
 
#Atenção: #Cartórios/TJPR-2019: #PF-2021: #Aud. Fiscal-SEFAZ/CE-2021: #Aud. Estad./ES-2022: 
#CESPE: #FGV: #UFPR: Segundo Daniel Amorim Assumpção Neves, as principais características da 
jurisdição são: caráter substitutivo, lide, inércia e definitividade. Na substitutividade, a jurisdição 
substitui a vontade das partes pela vontade da lei (Estado-JUIZ), no caso concreto, resolvendo o conflito 
existente entre elas e proporcionando a pacificação social (Código de Processo Civil Comentado artigo 
por artigo. 5ª edição. Salvador: JusPodivm, 2020, p. 59). São características da jurisdição a 
substitutividade, a exclusividade, a imparcialidade, o monopólio do Estado, a definitividade, a inércia e 
a unidade. Vejamos cada uma delas: 
- Substitutividade: o juiz, ao decidir, substitui a vontade dos conflitantes pela dele (Chiovenda). 
Não é exclusividade da jurisdição. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), por 
exemplo, julga conflitos de concorrência entre as empresas, tendo função substitutiva, mas não é 
jurisdição porque não tem a característica de substitutividade da jurisdição. 
- Exclusividade da jurisdição: aptidão para a coisa julgada material. Somente a atividade 
jurisdicional tem a capacidade de tornar-se indiscutível. Única função do Estado que pode ser 
definitiva. 
- Imparcialidade da jurisdição: terceiro que é estranho ao conflito. Não pode ser interessado no 
resultado do processo. 
- Monopólio do Estado: só o Estado pode exercer a jurisdição. Estado é que julga e que diz quem 
pode julgar. Não precisa ser um órgão estatal julgando. Por esse motivo, a arbitragem é jurisdição, 
porque foi o Estado que disse quem julga. 
- Definitividade: a solução do conflito pela jurisdição é a única solução que se torna definitiva e 
imutável- fenômeno chamado de coisa julgada. 
- Inércia: a jurisdição age por provocação, sem a qual não ocorre o seu exercício. Está 
praticamente restrita à instauração do processo, porque, depois de instaurado, o processo deve 
seguir por impulso oficial. 
- Unidade da jurisdição: a jurisdição é una, mas o poder pode ser dividido em pedaços, que 
recebem o nome de competência. 
(Aud. Estad./ES-2022-CESPE): Acerca das características da jurisdição, julgue o seguinte item: A 
característica substitutiva da jurisdição indica que a vontade das partes é substituída pela decisão judicial 
proferida pelo poder estatal. 
(Aud. Estad./ES-2022-CESPE): Acerca das características da jurisdição, julgue o seguinte item: A 
característica de inércia da jurisdição indica que o seu exercício somente ocorre mediante provocação. 
(Aud. Fiscal-SEFAZ/CE-2021-CESPE): A respeito da função jurisdicional, julgue o item a seguir: O caráter 
substitutivo, a inércia e a definitividade são características da jurisdição. 
 
21 
 
(TJMS-2020-FCC): No que tange à jurisdição, é correto afirmar: a integração obrigatória à relação 
jurídico-processual concerne ao princípio da inevitabilidade da jurisdição, gerando o estado de sujeição 
das partes às decisões jurisdicionais. BL: art. 16, CPC. 
 
#Atenção: #DPEAC-2017: #MPBA-2018: #TJPA-2019: #Cartórios/TJPR-2019: #TJMS-2020: #PGEPB-
2021: #CESPE: #FCC: #UFPR: Daniel Assumpção explica que o princípio da inevitabilidade da 
jurisdição é aplicado em dois momentos distintos, a saber: 1º) Vinculação obrigatória dos sujeitos do 
processo judicial: Ainda que se reconheça que ninguém será obrigado a ingressar com demanda contra 
a sua vontade e que existem formas de se tornar parte dependente da vontade do sujeito (por exemplo, 
assistência, recurso de terceiro prejudicado), o certo é que uma vez integrado a relação jurídica 
processual, ninguém poderá, por sua própria vontade, se negar a esse “chamado jurisdicional”. Essa 
vinculação é automática, não dependendo de qualquer concordância do sujeito, ou mesmo de acordo 
entre as partes para se vincularem ao processo e se sujeitarem à decisão e; 2º) Suportar os efeitos da 
decisão jurisdicional: O estado de sujeição das partes torna a geração dos efeitos jurisdicionais 
inevitável, inclusive não havendo necessidade de colaboração no sentido de aceitar em suas esferas 
jurídicas a geração de tais efeitos. Mesmo diante de resistência, a jurisdição terá total condição de afastá-
las e, consequentemente, de fazer valer suas decisões (os meios executivos bem demonstram tal 
fenômeno). (NEVES, Daniel Amorim Assumpção. Manual de Direito Processual Civil. Volume Único. 
Salvador: Ed. Juspodivm, 2017. p. 88). Portanto, tal princípio indica que o poder estatal impõe-se por si 
mesmo, independentemente da vontade das partes, motivo pelo qual, proposta uma ação em face de 
outrem, este fica sujeito à jurisdição, ainda que, tendo sido citado, à sua revelia. Logo, a inevitabilidade 
da jurisdição de fato guarda pertinência com a imposição do direito ao fato e com sujeição das partes. 
(PGEPB-2021-CESPE): Quando se diz que as partes deverão submeter-se ao decidido pelo órgão 
jurisdicional faz referência ao princípio da inevitabilidade. BL: art. 16, CPC. 
(TJPA-2019-CESPE): A regra de que as partes deverão submeter-se ao quanto decidido pelo órgão 
jurisdicional coaduna-se com o princípio da inevitabilidade. BL: art. 16, CPC. 
 
(TRF3-2018): Sobre a jurisdição é correto afirmar que: Seu escopo social é a pacificação mediante a 
eliminação dos conflitos. 
 
#Atenção: #TRF3-2018: #Cartórios/TJPR-2019: #UFPR: Cândido Rangel Dinamarco explica que “isso 
não significa que a missão social pacificadora se dê por cumprida mediante o alcance de decisões, quaisquer que 
sejam e desconsiderando o teor das decisões tomadas. Entra aqui a relevância do valor justiça. Eliminar conflitos 
mediante critérios justos – eis o mais elevado escopo social das atividades jurídicas do Estado” (DINAMARCO, 
Cândido Rangel. A instrumentalidade do processo. 15. ed. São Paulo: Malheiros, 2013. p. 191) 
 
#Atenção: #TRF3-2018: Escopos da Jurisdição: São os principais objetivos perseguidos com o exercício 
da função jurisdicional. Pode-se verificar a existência de ao menos três, e no máximo quatro, escopos da 
jurisdição: jurídico, social, educacional (que parcela doutrinária estuda como aspecto do escopo social) 
e político. Vejamos a cada um deles: 
i) Jurídico: É o mais tradicional. É a aplicação concreta da vontade do direito, resolvendo-se a 
chamada “lide jurídica”. 
ii) Social: Consiste em resolver o conflito de interesses proporcionando às partes envolvidas a 
pacificação social (resolver a “lide sociológica”). A solução jurídica da demanda deve gerar a 
pacificação no plano fático, em que os efeitos da jurisdição são suportados pelos jurisdicionados. 
Daí a visão de que a transação é uma excelente forma de resolver a “lide sociológica”, porque o 
conflito se resolve sem a necessidade de decisão impositiva de um terceiro. Mas mesmo a decisão 
impositiva é capaz de gerar a pacificação social, desde que seja dada em processo rápido, barato, 
com amplo acesso de participação e com decisãojusta. No processo a pacificação social se dará 
da seguinte maneira: 
- PARTE VENCEDORA – SATISFEITA 
- PARTE VENCIDA - CONFORMADA 
iii) Educacional: Tem como função ensinar seus jurisdicionados (não somente às partes 
envolvidas no processo) sobre seus direitos e deveres. Seus julgamentos são públicos e sua 
linguagem clara, simples e objetiva. 
iv) Político: É analisado sob 3 diferentes vertentes: 1) Fortalecimento do Estado; 2) A jurisdição é o 
último recurso na proteção das liberdades públicas e dos direitos fundamentais; e 3) Participação 
democrática por meio do processo.5 
 
 
5 NEVES, Daniel Amorim Assumpção. Manual de Direito Processual Civil. Volume Único. Salvador: Ed. 
Juspodivm, 2017. pp. 79-80. 
22 
 
(DPEAC-2017-CESPE): No que se refere à jurisdição civil nacional, assinale a opção correta: A 
desconstituição de uma sentença transitada em julgado por meio de ação rescisória é um exemplo de 
exercício dessa jurisdição. BL: art. 16, CPC. 
 
#Atenção: #DPEAC-2017: #TRF3-2018: #Cartórios/TJPR-2019: #CESPE: #UFPR: No Brasil, a jurisdição 
não tem caráter administrativo, mas apenas, judicial. Sobre a unidade da jurisdição, a doutrina explica: 
“A jurisdição é una, porque igualmente uno é o poder do Estado de que se serve. A jurisdição é deferida a todos os 
juízes em todo o território nacional. O poder jurisdicional não é fracionável. O que se reparte é a competência, que 
com aquela não se confunde: jurisdição é poder, competência é capacidade para exercer poder. A jurisdição concerne 
à existência dos ato decisórios; a competência, à validade”. (MARINONI, Luiz Guilherme, e outros. Novo 
Código de Processo Civil Comentado. São Paulo: Revista dos Tribunais. 1 ed. 2015. p. 116). 
Art. 17. Para postular em juízo É NECESSÁRIO TER INTERESSE e LEGITIMIDADE. (TJAM-2016) 
(TRT4-2016) (DPEAC-2017) (Anal. Judic./TREBA-2017) (MPBA-2018) (MPPB-2018) (TCMBA-2018) (MPPR-2016/2017/2019) 
(MPGO-2019) (MPSP-2019) (Cartórios/TJMG-2019) (Cartórios/TJPR-2019) (PGM-Campo Grande/MS-2019) (TCERO-2019) 
(MPT-2020) (MPAP-2021) (DPEGO-2021) (DPERR-2021) (PGEAL-2021) (PGEPB-2021) (Anal. Judic./TJRO-2021) (TJPE-2022) 
(MPMS-2022) (TRF4-2022) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) (Cartórios/TJAM-2023) 
#Atenção: #STF: #DPEGO-2021: #FCC: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
DIREITO CONSTITUCIONAL. ART. 64, IV, DA PORTARIA N. 158/16 DO MINISTÉRIO DA 
SAÚDE E ART. 25, XXX, “D”, DA RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA – RDC N. 34/14 DA 
ANVISA. RESTRIÇÃO DE DOAÇÃO DE SANGUE A GRUPOS E NÃO CONDUTAS DE RISCO. 
DISCRIMINAÇÃO POR ORIENTAÇÃO SEXUAL. INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO DIRETA 
JULGADA PROCEDENTE. 1. A responsabilidade com o Outro demanda realizar uma desconstrução 
do Direito posto para tornar a Justiça possível e incutir, na interpretação do Direito, o compromisso 
com um tratamento igual e digno a essas pessoas que desejam exercer a alteridade e doar sangue. 2. O 
estabelecimento de grupos – e não de condutas – de risco incorre em discriminação e viola a dignidade 
humana e o direito à igualdade, pois lança mão de uma interpretação consequencialista desmedida 
que concebe especialmente que homens homossexuais ou bissexuais são, apenas em razão da 
orientação sexual que vivenciam, possíveis vetores de transmissão de variadas enfermidades. 
Orientação sexual não contamina ninguém, condutas de risco sim. 2. O princípio da dignidade da 
pessoa humana busca proteger de forma integral o sujeito na qualidade de pessoa vivente em sua 
existência concreta. A restrição à doação de sangue por homossexuais afronta a sua autonomia privada, 
pois se impede que elas exerçam plenamente suas escolhas de vida, com quem se relacionar, com que 
frequência, ainda que de maneira sexualmente segura e saudável; e a sua autonomia pública, pois se 
veda a possibilidade de auxiliarem àqueles que necessitam, por qualquer razão, de transfusão de 
sangue. 3. A política restritiva prevista na Portaria e na Resolução da Diretoria Colegiada, ainda que 
de forma desintencional, viola a igualdade, pois impacta desproporcionalmente sobre os homens 
homossexuais e bissexuais e/ou seus parceiros ou parceiras ao injungir-lhes a proibição da fruição 
livre e segura da própria sexualidade para exercício do ato empático de doar sangue. Trata-se de 
discriminação injustificável, tanto do ponto de vista do direito interno, quanto do ponto de vista da 
proteção internacional dos direitos humanos, à medida que pressupõem serem os homens 
homossexuais e bissexuais, por si só, um grupo de risco, sem se debruçar sobre as condutas que 
verdadeiramente os expõem a uma maior probabilidade de contágio de AIDS ou outras enfermidades 
a impossibilitar a doação de sangue. 4. Não se pode tratar os homens que fazem sexo com outros 
homens e/ou suas parceiras como sujeitos perigosos, inferiores, restringido deles a possibilidade de 
serem como são, de serem solidários, de participarem de sua comunidade política. Não se pode deixar 
de reconhecê-los como membros e partícipes de sua própria comunidade. 5. Ação direta julgada 
procedente, para declarar a inconstitucionalidade do inciso IV do art. 64 da Portaria 158/16 do 
Ministério da Saúde e da alínea “d” do inciso XXX do art. 25 da Resolução da Diretoria Colegiada – 
RDC 34/14 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. STF. Plenário. ADI 5543, Rel. Min. Edson 
Fachin, j. 11/05/20. 
(DPEGO-2021-FCC): Lucas, 19 anos, compareceu a um hospital estadual em Goiânia com o objetivo de doar 
sangue. O jovem foi impedido de realizar o ato por ter declarado ser homossexual e ter mantido relações 
sexuais recentes com outro homem. Irresignado, o jovem compareceu a uma unidade da Defensoria Pública 
para adoção das medidas cabíveis. Sem prejuízo da eventual adoção de medidas extrajudiciais e judiciais 
coletivas, no plano individual há legitimidade de parte e interesse de agir na ação de obrigação de fazer 
ajuizada pelo jovem contra o hospital cumulada com pedido de reparação de danos. BL: Entend. Jurisprud. 
#Atenção: A partir da análise da ADI 5543, julgada pelo STF, passamos a analisar alguns pontos em comum, 
trazidos pelo precedente oriundo do TJSP (APC nº 1052859-69.2020.8.26.01006): i) Os casos são similares, e 
 
6 DANO MORAL C.C. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER – Irrecorribilidade da decisão que inadmite a intervenção 
de amicus curiae – Processo subjetivo - Art. 138 do CPC/2015 e julgados do STF e STJ – Declaração de 
23 
 
assim como o requerente, no caso narrado na questão, Lucas ajuizou cumulação de pedidos de obrigação 
de fazer com indenização, o autor no caso concreto assim o fez também com relação aos dois pedidos; ii) O 
Desembargador Relator condenou o hemocentro em danos morais, e, perceba, julgou prejudicado o pedido 
de obrigação de fazer, dado que o Ministério da Saúde já teria expedido ato regulamentando a possibilidade 
da doação; e iii) Por fim, é de se concluir que se não houvesse o ato regulamentador do Poder Executivo, o 
hospital assim também teria sido condenado ao cumprimento de obrigação de fazer. 
 
 
 
(MPMS-2022-AOCP): De acordo com o CPC/2015, assinale a alternativa correta: Para postular em juízo, 
é necessário ter interesse e legitimidade. BL: art. 17, CPC. 
 
(PGEPB-2021-CESPE): Determinado indivíduo ajuizou ação de responsabilidade civil do Estado e, em 
sua petição inicial, narrou situação de erro médico ocorrido em determinado hospital público do estado 
da Paraíba. Em sua defesa, o referido ente federativo argumentou que a cirurgia ocorrera em outro estado 
da Federação, motivo pelo qual requereu que fosse reconhecida sua ilegitimidade passiva. Ao apreciar a 
preliminar suscitada, o magistrado considerou que a legitimidade das partes deve ser aferida de acordo 
com as alegações deduzidas, em tese, na petição inicial, motivo pelo qual rejeitou o argumento de 
carência da ação. Nessa situação hipotética, ao proceder dessa forma no exame da legitimidade das 
partes, o magistrado adotou adenominada teoria da asserção. BL: art. 17, CPC e Entend. Jurisprud. 
 
#Atenção: #TJAM-2016: #Anal. Judic./TREBA-2017: #MPAP-2021: #DPERR-2021: #PGEPB-2021: 
#TJPE-2022: #CESPE: #FCC: #FGV: As condições da ação, anteriormente previstas no art. 267, VI, do 
CPC/73, passaram a ser previstas no art. 17 do CPC/15. São elas: o interesse processual (de agir) e a 
legitimidade das partes. A possibilidade jurídica do pedido não é mais considerada uma condição da 
ação desde a entrada em vigor da nova lei processual. No que diz respeito à forma de extinção do 
processo pela ausência de uma das condições da ação, é preciso lembrar que o direito processual adota 
a teoria da asserção, segundo a qual o juiz deve verificar a existência das condições da ação analisando 
apenas a narrativa trazida pelo autor em sua petição inicial. Essa narrativa deve ser clara e coerente o 
suficiente para que a ação se apresente como juridicamente possível (possibilidade jurídica do pedido), 
necessária (interesse processual) e instaurada entre as partes legítimas (legitimidade das partes). Caso 
não o seja, o processo será extinto de plano, sem resolução do mérito. Não sendo a ilegitimidade da parte 
constatada nessa análise preliminar, mas, apenas, posteriormente à fase de instrução processual, o 
processo deve ser extinto com resolução do mérito. Dizer o Direito explica que, para essa teoria, a 
legitimidade ad causam deve ser analisada à luz das afirmações feitas pelo autor na petição inicial, 
devendo o julgador considerar a relação jurídica deduzida em juízo in status assertionis, isto é, à vista 
do que se afirmou. Em outras palavras, se o autor afirma que é titular daquele direito, para fins de 
legitimidade deve-se tomar essa afirmação como sendo verdadeira. Ao final do processo, pode-se até 
reconhecer que ele não é realmente titular, mas aí já será uma decisão de mérito. Para fins de 
reconhecimento de legitimidade e processamento da ação, basta que o autor se afirme titular. Cumpre 
ressaltar que esta teoria não se encontra prevista, de forma expressa, no CPC/15. Em suma, a teoria da 
asserção defende que as questões relacionadas às condições da ação, como a legitimidade passiva, são 
aferidas à luz do que o autor afirma na petição inicial, adstritas ao exame da possibilidade, em tese, da 
existência do vínculo jurídico-obrigacional entre as partes, e não do direito provado. 
(DPERR-2021-FCC): De acordo com a teoria da asserção, a verificação de ilegitimidade passiva do réu após 
a produção de provas enseja a extinção do processo com resolução do mérito. BL: art. 17, CPC e Entend. 
Jurisprud. 
#Atenção: Pela teoria da asserção as condições da ação devem ser analisadas abstratamente de acordo 
com as alegações deduzidas pelo autor em sua petição inicial. Portanto, se o juiz verificar que ausente 
alguma das condições da ação (interesse de agir ou legitimidade da parte), o processo será extinto sem 
 
inconstitucionalidade pelo STF na ADI 5.553, em sede de controle concentrado de constitucionalidade, do inciso 
IV do art. 64 da Portaria n. 158/2016 do Ministério da Saúde e da alínea "d" do inciso XXX do art. 25 da Resolução 
da Diretoria Colegiada – RDC n. 34/2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que vedavam a doação de 
sangue por indivíduos do sexo masculino que tiveram relações sexuais com outros indivíduos do mesmo sexo 
e/ou as parceiras sexuais destes – Eficácia erga omnes da decisão a partir da publicação da ata de julgamento da 
ADI – Desconhecimento que não desobriga do dever de indenizar – Inobservância da decisão do STF que, ainda 
que não tenha ocorrido de forma dolosa, causou dano moral ao autor – Indenização fixada em R$ 2.000,00 em 
atenção às peculiaridades do caso em concreto – Obrigação de não fazer – Perda superveniente do objeto – Verbas 
sucumbenciais devidas integralmente pela ré - Recurso provido em parte. (TJSP; Apelação Cível 1052859-
69.2020.8.26.0100; Relator (a): Alcides Leopoldo; Órgão Julgador: 4ª Câmara de Direito Privado; Foro Central Cível 
- 20ª Vara Cível; Data do Julgamento: 29/07/2021; Data de Registro: 30/07/2021) 
24 
 
resolução de mérito. No entanto, se a ausência só for percebida mais à frente, o processo será extinto com 
resolução de mérito, sendo julgados os pedidos improcedentes. A teoria está sendo adotada pelo STJ em 
alguns julgados e tem ganhado força na jurisprudência. 
(Anal. Judic./TREBA-2017-CESPE): Durante a instrução probatória no curso de processo referente a ação 
de cobrança proposta por indivíduo identificado, na petição inicial, como credor do réu, o juiz verificou que 
o demandante não era o verdadeiro titular do crédito. Nessa situação, o juiz deve considerar o autor como 
parte legítima e examinar o mérito do processo se adotar a teoria da asserção. BL: art. 17, CPC e Entend. 
Jurisprud. 
(TJAM-2016-CESPE): A respeito da ação e dos pressupostos processuais, assinale a opção correta: Segundo 
a teoria da asserção, a análise das condições da ação é feita pelo juiz com base nas alegações apresentadas 
na petição inicial. BL: art. 17, CPC e Entend. Jurisprud. 
 
(MPT-2020): Analise a assertiva a seguir: São condições da ação, exclusivamente, o interesse e a 
legitimidade ad causam (ou a titularidade ativa e passiva da ação). BL: art. 17, CPC. 
 
#Atenção: #MPPR-2017: #TCMBA-2018: #Téc. Judic./STJ-2018: #Cartórios/TJMG-2019: #TCERO-2019: 
#MPT-2020: #PGEAL-2021: #CESPE: O CPC/73 previa a existência de três condições da ação: a 
legitimidade das partes, o interesse de agir e a possibilidade jurídica do pedido. O CPC/15 excluiu a 
possibilidade jurídica do pedido das condições da ação, prevendo como tais tão apenas a legitimidade 
das partes e o interesse de agir. Ademais, a impossibilidade jurídica do pedido não está prevista como 
hipótese de sentença que não resolve o mérito (ver art. 485 do CPC). A legitimidade das partes 
corresponde à pertinência subjetiva da ação, ou seja, na titularidade para promover e contra quem 
promover a demanda. O interesse de agir, por sua vez, refere-se à necessidade e à adequação da tutela 
jurisdicional para solucionar a demanda, devendo o processo ser tão útil quanto necessário para pôr fim 
ao conflito de interesses. 
(Téc. Judic./STJ-2018-CESPE): O código de processo civil estabelece duas condições para se postular em 
juízo: o interesse de agir e a legitimidade da parte. BL: art. 17, CPC. 
 
(MPBA-2018): O direito de ação é deduzido a partir das noções de jurisdição e processo, e ocorre quando 
o Estado, substituindo o particular, resolve conflitos entre os sujeitos de direito, exercendo de fato a 
jurisdição. O resultado processual advindo desse direito de agir provocando o Estado-juiz dependerá de 
certas condições. Sob esse aspecto, tendo ainda a noção de ação como um elemento fundamental do 
direito processual, é correto afirmar que não há nenhuma condição atrelada ao direito de postular em 
juízo, embora se revele prejudicado o exame do mérito da ação, se ausente o interesse processual ou a 
legitimidade. BL: art. 17, CPC. 
 
#Atenção: #MPBA-2018: #TCMBA-2018: #Cartórios/TJPR-2019: #TCERO-2019: #CESPE: #UFPR: 
Acerca do tema, Marinoni e Mitidiero lecionam: “Não há como admitir, como fez Liebman, que legitimidade e 
interesse são requisitos da existência da ação e indispensáveis para que se tenha exercício da jurisdição. Na verdade, 
a teoria de Liebman foi absolutamente repelida pelo novo Código de Processo Civil. Não se fala em condições da ação; 
a legitimidade e o interesse não são condições ou requisitos da existência da ação, mas requisitos que devem estar 
presentem para que o juiz, que exerce jurisdição desde o momento em que a ação foi proposta, possa adentrar a 
análise do litígio ou do mérito” (Marinoni, Arenhart e Mitidiero, O Novo, 2015, p. 118). Perceba, portanto, a 
questão cobrada não foi no sentido de refutar a categoria das condições da ação. Em verdade, alternativa 
dada como correta vai ao encontro da posição de Liebman, nosentido de dividir o direito de ação em 
“direito constitucional de ação” (direito de petição) e "direito processual de ação" (direito a uma sentença 
de mérito). O primeiro - direito constitucional de ação - é incondicionado, ao passo que o segundo - 
direito a uma sentença de mérito - é condicionado. A isso - condições para análise de mérito -, dá-se o 
nome de Teoria Eclética da Ação. O CPC/15, a seu turno, corrigiu tal teoria ao extinguir a possibilidade 
jurídica do pedido como condição da ação, restando ela inserida no interesse de agir. Porém, não obstante 
a divergência doutrinária, a categoria das condições da ação não foi extinta. Didier defende que tal 
categoria teria se extinguido as “condições da ação” seriam, na verdade, pressupostos processuais. Com 
todo o respeito a respeitosa posição, alguns processualistas discordam. Nesse sentido, para que não haja 
um aprofundamento em debates extremamente teóricos, basta o verificar o art. 485 do CPC. Tal artigo, 
em seu inciso IV, dispõe que o juiz não julgará o mérito quando faltar pressuposto processual de 
constituição e desenvolvimento válido do processo, ao passo que, no inciso VI do mesmo artigo, refere 
que o juiz também não julgará o mérito quando faltar interesse e legitimidade (clássicas condições da 
ação). Assim, separa o que é pressuposto processual do que é condição da ação (mesmo sem usar a 
locução “condição da ação” para tal). 
Art. 18. Ninguém PODERÁ PLEITEAR direito alheio em nome próprio, SALVO quando 
autorizado pelo ordenamento jurídico. (DPEAL-2017) (TRF2-2018) (MPSC-2016/2019) (TJPA-2019) (MPPR-2019) 
25 
 
(MPGO-2019) (MPMG-2019) (MPSP-2019) (DPEDF-2019) (Cartórios/TJPR-2019) (PGM-Boa Vista/RR-2019) (TCERJ-2021) 
(DPEPA-2022) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) (Anal. Judic./TRT14-2022) (Cartórios/TJAM-2023) 
#Atenção: #STJ – Rec. Repetitivo/Tema 649: #TJMS-2020: #FCC: #CPC: #Tributário: Em execução fiscal, 
a sociedade empresária executada não possui legitimidade para recorrer, em nome próprio, na defesa 
de interesse de sócio que teve contra si redirecionada a execução. Isso porque, consoante vedação 
expressa do art. 6º do CPC [atual art. 18, CPC/15], ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito 
alheio, salvo quando autorizado por lei. Dessa forma, como não há lei que autorize a sociedade a 
interpor recurso contra decisão que, em execução ajuizada contra ela própria, tenha incluído no polo 
passivo da demanda os seus respectivos sócios, tem-se a ilegitimidade da pessoa jurídica para a 
interposição do referido recurso. STJ. 1ª S. REsp 1347627/SP, Rel. Min. Ari Pargendler, j. 09/10/13 (Info 
530). 
 
#Atenção: #MPSC-2019: #DPEDF-2019: #CESPE: A legitimação extraordinária não é de aplicação 
exclusiva do processo coletivo. Acerca do tema, Flávio Tartuce e Daniel Amorim explicam: “Na tutela 
individual a regra geral em termos de legitimidade é consagrada no art. 18 do Novo CPC, ao prever que 
somente o titular do alegado direito pode pleitear em nome próprio seu próprio interesse, consagrando 
a legitimação ordinária, com a ressalva de que o dispositivo legal somente se refere à legitimação ativa, mas é 
também aplicável à legitimação passiva. A regra do sistema processual, ao menos no âmbito da tutela individual, é 
a legitimação ordinária, com o sujeito em nome próprio defendendo interesse próprio. Excepcionalmente, admite-
se que alguém em nome próprio litigue em defesa do interesse de terceiro, hipótese em que haverá uma 
legitimação extraordinária. Nos termos do art. 18, caput, do Novo CPC, essa espécie de legitimação depende 
de autorização pelo ordenamento jurídico, entendendo a melhor doutrina que, além da previsão legal, também 
se admite a legitimação extraordinária quando decorrer logicamente do sistema, como ocorre com a 
legitimação recursal da parte em apelar do capítulo da sentença que versa sobre os honorários de seu 
advogado.” (Tartuce, Flávio. Manual de direito do consumidor : direito material e processual / Flávio 
Tartuce, Daniel Amorim Assumpção Neves.– 6. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São 
Paulo: MÉTODO, 2017). 
 
(TCERO-2019-CESPE): A respeito de jurisdição e ação, assinale a opção correta: É permitida a postulação 
de direito alheio em nome próprio, desde que autorizada pelo ordenamento jurídico. BL: art. 18, CPC. 
 
(Cartórios/TJPR-2019-UFPR): A ação é considerada um direito público, subjetivo e abstrato de provocar 
a jurisdição. Assim, todos têm o direito de ingressar em juízo, mas só aqueles que preenchem as 
condições da ação têm direito a uma decisão de mérito. Com relação aos elementos e às condições da 
ação, analise a assertiva a seguir: Legitimado ordinário para a ação é aquele que pleiteia em juízo, em seu 
próprio nome, direito de que se considera titular. BL: art. 18, CPC. 
 
#Atenção: #Cartórios/TJPR-2019: #UFPR: Acerca das diferenças existentes entre a legitimação ordinária 
e a extraordinária, explica a doutrina: “(...) As partes na relação jurídica processual devem ser, em regra, as 
mesmas que figuram como titulares da relação de direito material. Aquele que se afirma titular de um direito 
material pode, nesse contexto, na qualidade de autor, exercer a ação de provocar o exercício da jurisdição contra a 
pessoa indicada como sujeito passivo do direito material que será objeto do julgamento. Postular em juízo direito 
próprio, no próprio nome, enseja a chamada legitimidade ordinária, fruto da garantia constitucional do direito de 
ação (art. 5º, XXXV, da CF). Apenas excepcionalmente o ordenamento jurídico confere legitimidade a quem não é 
parte na relação de direito material para exercer, com relação a ele, a ação em juízo. Assim, a autorização para se 
postular em juízo direito alheio em nome próprio dá ensejo à chamada legitimidade extraordinária ou substituição 
processual. São exemplos de legitimidade extraordinária a atuação do Ministério Público em defesa dos interesses 
difusos e coletivos (art. 129, II, da CF) e a dos sindicatos em defesa dos interesses coletivos da categoria (art. 8º, III, 
da CF). (...)” (SCHENK, Leonardo Faria. In: WAMBIER, Teresa Arruda Alvim; e outros. Breves 
comentários ao novo Código de Processo Civil. 2 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016, p. 115-116). 
Parágrafo único. HAVENDO substituição processual, o substituído PODERÁ INTERVIR como 
ASSISTENTE LITISCONSORCIAL. (MPSC-2016) (DPEES-2016) (TCEPA-2016) (DPEAL-2017) (Anal. Judic./TRF5-
2017) (TJPA-2019) (MPGO-2019) (PGM-Boa Vista/RR-2019) (Anal./MPRJ-2019) (TCERJ-2021) (MPSP-2022) (DPERS-2022) 
(TJMMG-2022) (Anal. Judic./TRT9-2022) (Anal. Judic./TRT14-2022) 
(DPEES-2016-FCC): De acordo com a atual sistemática processual civil, no caso de substituição 
processual, o substituído poderá intervir como assistente litisconsorcial e, neste caso, sua atuação não se 
subordina à atividade do substituto. BL: Art. 18, CPC. 
 
26 
 
#Atenção: "Significa dizer que o art. 122 do CPC, que determina natureza acessória da assistência, não 
será aplicado na hipótese da assistência litisconsorcial, considerada autônoma em relação à ação 
principal." (NEVES, Daniel Amorim Assumpção. Manual de Direito Processual Civil. Volume Único. 
Salvador: Ed. Juspodivm, 2016. p. 283). 
Art. 19. O interesse do autor PODE LIMITAR-SE à DECLARAÇÃO: 
I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica; (Anal. Judic./TRF1-2017) 
(Anal. Judic./TRF5-2017) (MPBA-2018) (TCMBA-2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/RS-2018) (MPPR-2016/2017/2019) (MPGO-2019) 
(MPCPA-2019) (DPEPI-2022) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) (TJDFT-2023) 
Súmula 181-STJ: É admissível ação declaratória, visando a obter certeza quanto à exata interpretação de 
cláusula contratual. 
Súmula 242-STJ: Cabe ação declaratória para reconhecimento de tempo de serviço para fins 
previdenciários. 
 
(DPEPI-2022-CESPE): Pretendendo deixar clara a natureza de uma relação jurídica contratual, o 
interessado deverá manejar ação declaratória. BL: art. 19, I, CPC e S. 181, STJ. 
 
(MPPR-2019): Sobre a jurisdiçãoe a ação, assinale a alternativa correta, de acordo com o CPC: É cabível 
ação declaratória do modo de ser da relação jurídica. BL: art. 19, I, CPC. 
 
(MPPR-2016): O interesse do autor pode ser limitar à declaração do modo de ser relação jurídica, ainda 
que não exista pedido de condenação ou de reparação de dano. BL: art. 19, CPC. 
II - da autenticidade ou da falsidade de documento. (Cartórios/TJMG-2016) (Anal. Judic./TRF5-2017) 
(MPBA-2018) (TCMBA-2018) (MPGO-2019) (MPPR-2019) (MPCPA-2019) (MPCE-2020) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) 
Súmula 258-STF: É admissível reconvenção em ação declaratória. 
 
(MPGO-2019): Em se tratando da função jurisdicional do Estado, disciplinada no CPC, é correto afirmar: 
O interesse do autor, ao demandar em juízo, pode limitar-se à declaração da existência, da inexistência 
ou do modo de ser de uma relação jurídica, bem como da autenticidade ou da falsidade de documento. 
BL: art. 19, I e II, CPC. 
 
#Atenção: #MPGO-2019: #MPCPA-2019: #CESPE: De acordo com o art. 19 do CPC, como regra as ações 
declaratórias objetivam revelar (tornar claro ou esclarecer) a existência, a inexistência ou o "modo de 
ser de um direito (relação jurídica)" (I), como, por exemplo: a propriedade, na ação de usucapião; ou a 
paternidade na ação de investigação de paternidade. Excepcionalmente, os únicos fatos que pode ser 
objeto de uma ação declaratória são a autenticidade e a falsidade de um documento (II), embora o STJ 
admita ação declaratória de tempo de serviço (Súmula 242) e ação declaratória para interpretação de 
cláusula contratual (Súmula 181). Fonte: Novo CPC para concursos. Rodrigo da Cunha e Maurício F. 
Cunha. 
Art. 20. É ADMISSÍVEL a AÇÃO MERAMENTE DECLARATÓRIA, AINDA QUE TENHA 
OCORRIDO a violação do direito. (Anal. Judic./TRF5-2017) (MPBA-2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/RS-2018) (MPPR-2019) 
(MPGO-2019) (MPCPA-2019) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) (Cartórios/TJAM-2023) 
(MPCPA-2019-CESPE): Antônio propõe ação declaratória em desfavor de Bruno com o intuito de ver 
reconhecida unicamente relação jurídica entre ambos. Considerando a situação hipotética, assinale a 
opção correta a respeito da prolação da sentença: Bruno poderá desencadear o procedimento de 
cumprimento de sentença em desfavor de Antônio se o juiz julgar improcedente o pedido, reconhecendo 
a existência de obrigação de Bruno desfavoravelmente a Antônio. BL: art. 20, CPC. 
 
#Atenção: De fato, se o juiz julgar improcedente o pedido formulado por Antônio, de modo a declarar 
que não existe entre eles a relação jurídica alegada na inicial, mas, no mesmo ato, reconhecer a existência 
de uma outra relação, em que Bruno (réu) é credor de Antônio (autor), havendo elementos objetivos que 
permitam a execução imediata da sentença, Bruno poderá promovê-la nos próprios autos. Acerca do 
tema, tratado no art. 20, do CPC/15, que dispõe que “é admissível a ação meramente declaratória, ainda que 
tenha ocorrido a violação do direito”, explica a doutrina: “(...) a ocorrência de lesão ao direito não retira do autor 
27 
 
a opção pelo exercício da ação meramente declaratória. Bastará ao autor, em tal hipótese, a declaração da certeza da 
existência do direito violado, ficando para momento posterior, se necessário for, o exercício de uma nova ação para 
pedir a reparação dos danos sofridos com a lesão. A futura ação de conhecimento de natureza condenatória poderá 
não ser necessária, segundo entendimento existente na jurisprudência, se, da simples declaração anterior, por 
sentença com trânsito em julgado, decorrer a perfeita individualização dos elementos da obrigação e a sua 
exigibilidade, na medida em que o sistema processual atribui à decisão, nesses casos, imediata eficácia executiva (art. 
515, I). (...)” (SCHENK, Leonardo Faria. In: WAMBIER, Teresa Arruda Alvim; e outros. Breves 
comentários ao novo Código de Processo Civil. 2 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016, p. 118). 
 
(DPEAM-2018-FCC): A teoria ternária classifica a tutela jurisdicional em condenatória, constitutiva e 
declaratória. Cada uma dessas tem relação de proximidade com institutos de caducidade. Assim, é 
possível associar como regra as tutelas condenatórias, constitutivas e declaratórias, respectivamente, com 
a prescrição, a decadência e a imprescritibilidade. BL: arts. 19 e 20, CPC. 
 
#Atenção: #DPEAM-2018: #MPCPA-2019: #CESPE: #FCC: A tutela condenatória tem relação com a 
prescrição pelo fato da prescrição estar relacionada com a pretensão. Em outras palavras, quando um 
direito é violado, surge para a parte lesada uma pretensão - um direito de se exigir em juízo a reparação 
do dano. Essa reparação é requerida por meio de uma ação condenatória - em que se objetiva que o réu 
seja condenado a reparar o dano. Ocorre que a parte lesada tem um prazo para ingressar com essa ação 
e se este prazo vencer sem ela provocar a atuação do Poder Judiciário, a pretensão será considerada 
prescrita - não se podendo mais exigir, portanto, a reparação do dano. A tutela constitutiva, por seu 
turno, tem relação com a decadência porque ambas estão diretamente relacionadas ao direito 
propriamente dito - e não à pretensão. Se a parte interessada não buscar a constituição de seu direito 
dentro do tempo que a lei lhe assegura, ela "decairá" deste direito, não podendo mais ser amparada por 
ele. Por fim, a tutela declaratória está relacionada à imprescritibilidade pelo fato da ação declaratória 
apenas afirmar a existência ou inexistência de um direito, e sendo o direito preexistente, não há que se 
falar em vencimento do prazo para o seu requerimento, para o ajuizamento da ação. Por isso, afirma-se 
que ela é imprescritível. 
 
#Atenção: A ação condenatória é a que se afirma a titularidade de um direito a uma prestação e pela 
qual se busca a certificação e a efetivação desse mesmo direito, com a condenação do réu ao 
cumprimento da prestação devida. O seu inadimplemento/não cumprimento gera a incidência de 
sanção, ou seja, de algo que obrigue o devedor a cumprir a obrigação/prestação. A sentença não é o 
suficiente para a satisfação do direito do autor (não é autossatisfativa). Os direitos a uma prestação 
relacionam-se a prazos prescricionais que, como prevê o art. 189 do CC, começam a correr da lesão ou 
inadimplemento. A ação constitutiva é aquela cujo único propósito é o de criar, modificar ou extinguir 
a relação jurídica. Se a relação jurídica existir, o propósito é extingui-la ou modificá-la; se não existir, o 
objetivo é criá-la. A ação constitutiva relaciona-se aos chamados direitos potestativos. Regra geral, a 
sentença constitutiva é autossatisfativa: desnecessidade de processo de execução ou cumprimento de 
sentença - não depende de nenhuma providência do adversário para que a relação jurídica seja criada, 
modificada ou extinta. Só o divórcio já resolve, não precisa da aceitação da esposa. O direito potestativo 
submete-se, se houver previsão legal, a prazos decadenciais. A ação declaratória é aquela que tem por 
único escopo o de declarar a existência, a inexistência ou modo de ser de uma relação jurídica. Ela é 
necessária diante de estado de dúvida: não se sabe se a relação jurídica existe ou não; não se sabe qual a 
maneira correta de interpretar aquela relação jurídica. Em regra, a sentença declaratória é 
autossatisfativa/autoexecutável: desnecessidade de processo de execução ou cumprimento de sentença. 
Em outras palavras, a sentença declaratória, por si só, satisfaz o direito da parte prescindindo de 
prestação ou providência do adversário. Se a sentença declarar que fulano é meu pai, não precisa de mais 
nada: terei direito de herdar e terei direito aos alimentos, sem que haja outra providência. Ir ao cartório 
alterar o registro é mera providência administrativa. Por isto, regra geral, as pretensões declaratórias 
são imprescritíveis. 
 
(Cartórios/TJPA-2016-IESES): O interesse do autor pode limitar-se à declaração da existência ou da 
inexistência de relação jurídica, bem como da autenticidade ou falsidade de documento, sendoadmissível a ação declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação do direito. BL: arts. 19 e 20, CPC. 
TÍTULO II 
DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL 
CAPÍTULO I 
DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL 
28 
 
Art. 21. COMPETE à AUTORIDADE JUDICIÁRIA BRASILEIRA processar e julgar as ações em 
que: [jurisdição concorrente] 
I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; (MPRS-2016) (DPEAC-
2017) (Cartórios/TJRO-2017) (Cartórios/TJAM-2018) (MPGO-2019) (MPT-2020) (MPMS-2022) (AGU-2023) 
II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; (DPEAC-2017) (Cartórios/TJRO-2017) (TCERO-2019) (MPT-
2020) (MPMS-2022) (PGM-POA/RS-2022) 
III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil. (DPEAC-2017) (Cartórios/TJRO-2017) 
(Cartórios/TJAM-2018) (MPT-2020) (MPMS-2022) 
(MPT-2020): Analise a assertiva a seguir: Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as 
ações em que: o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; no Brasil tiver 
de ser cumprida a obrigação; e o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil. BL: art. 21, 
caput, CPC. 
Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, CONSIDERA-SE DOMICILIADA NO 
BRASIL a pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal. (DPEAC-2017) (MPGO-2019) 
Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: [jurisdição 
concorrente] 
I - de alimentos, quando: 
a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil; (DPU-2017) (Cartórios/TJAM-2018) (MPMS-2022) 
 b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, recebimento de 
renda ou obtenção de benefícios econômicos; (DPU-2017) (MPGO-2019) (MPMS-2022) 
(MPGO-2019): Segundo as normas que definem os limites da jurisdição em nosso ordenamento 
processual civil, pode-se afirmar: Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações 
de alimentos quando o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, 
recebimento de renda ou obtenção de benefícios econômicos. BL: art. 22, I, “b”, CPC. 
II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no 
Brasil; (MPRS-2016) (Cartórios/TJAM-2018) (MPMS-2022) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
(MPRS-2016): Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações decorrentes de 
relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil. BL: art. 22, II, CPC. 
III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional. (TJSP-2017) 
(MPMS-2022) 
(MPMS-2022-AOCP): De acordo com o CPC/2015, assinale a alternativa correta: Compete à autoridade 
judiciária brasileira processar e julgar as ações: I - de alimentos, quando: a) o credor tiver domicílio ou 
residência no Brasil; b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, 
recebimento de renda ou obtenção de benefícios econômicos; II - decorrentes de relações de consumo, 
quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil; III - em que as partes, expressa ou 
tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional. BL: art. 22, CPC. 
Art. 23. COMPETE à autoridade judiciária brasileira, COM EXCLUSÃO de qualquer outra: 
[jurisdição exclusiva] 
I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil; (TRF5-2017) (DPU-2017) (Anal. Judic./STJ-
2018) (TJPR-2019) (PGM-Campo Grande/MS-2019) (PF-2021) 
29 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: #TRF5-2017: #DPU-2017: #PF-2021: #CESPE: Homologação de sentença 
estrangeira e confisco de imóvel situado no Brasil: É possível a homologação de sentença penal 
estrangeira que determine o perdimento de imóvel situado no Brasil em razão de o bem ser produto 
do crime de lavagem de dinheiro. Ex: cidadão finlandês foi condenado em seu país pela prática de 
lavagem de dinheiro. Na sentença, determinou-se o perdimento de imóvel situado no Brasil. Esta 
sentença estrangeira pode ser homologada pelo STJ. Não há ofensa ao art. 23, I, do CPC, pois a 
sentença estrangeira não tratou especificamente sobre a situação dos bens imóveis, sobre a sua 
titularidade, mas sim sobre os efeitos civis de uma condenação penal, determinando o perdimento de 
bens que foram objeto de crime de lavagem de capitais. STJ. Corte Especial. SEC 10.612-FI, Rel. Min. 
Laurita Vaz, j. 18/5/16 (Info 586). 
(DPU-2017-CESPE): De acordo com o entendimento do STJ acerca da homologação de sentenças 
estrangeiras, julgue o item seguinte: Pode ser homologada sentença penal estrangeira que determine o 
perdimento de imóvel situado no Brasil reconhecido como produto de crime de lavagem de dinheiro. BL: 
Info 586, STJ. 
 
 
 
(MPBA-2018): A competência jurisdicional brasileira pode ser exclusiva ou concorrente, o que implica 
dizer que decisões alienígenas podem ter validade no Brasil, excetuando-se, por exemplo, as que digam 
respeito a imóveis aqui situados. BL: art. 23, I, CPC. 
II - em matéria de sucessão hereditária, PROCEDER à confirmação de testamento particular e ao 
inventário e à partilha de bens situados no Brasil, AINDA QUE o autor da herança SEJA de 
nacionalidade estrangeira ou TENHA domicílio fora do território nacional; (MPRS-2016) (PGEAM-2016) 
(Cartórios-TJPA-2016) (MPSP-2017) (Anal./MPSP-2018) (MPTO-2022) 
(MPTO-2022-CESPE): Luísa Gonzalez, advogada espanhola, residia em Londres, Inglaterra, com seus 
dois filhos, havia 10 anos. Em fevereiro de 2020, em visita à cidade de Fortaleza, no estado brasileiro do 
Ceará, afeiçoou-se de tal forma pela capital cearense que adquiriu um imóvel ali. Em junho de 2021, ao 
passar suas férias na França, foi atropelada, no centro de Paris, por um veículo em alta velocidade, 
acidente que culminou na sua morte. Nessa situação hipotética, segundo as normas do Código de 
Processo Civil acerca da função jurisdicional e de sucessão hereditária, o inventário e a partilha do bem 
imóvel da falecida situado no Brasil competem exclusivamente à autoridade judiciária brasileira, embora 
a autora da herança tenha domicílio fora do Brasil e nacionalidade estrangeira. BL: art. 23, II, CPC. 
 
#Atenção: Nos casos de sucessão hereditária envolvendo imóvel situado no Brasil, a competência será 
exclusiva da autoridade brasileira, consoante estatuído ao bojo o art. 23, II do CPC. No caso em tela, ainda 
que Luísa seja estrangeira e tenha domicílio fora do Brasil compete exclusivamente à autoridade 
judiciária brasileira o inventário e a partilha do bem imóvel. Inteligência do art. 23, II, CPC. 
 
(MPSP-2017): Quanto ao inventário, assinale a alternativa correta: Compete à autoridade judiciária 
brasileira, com exclusão de qualquer outra, proceder ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, 
ainda que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território 
nacional. BL: art. 23, II, CPC. 
 III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, PROCEDER à partilha de 
bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do 
território nacional. (MPGO-2019) (PGM-Suzano/SP-2021) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
(PGM-Suzano/SP-2021-Consulplan): Aurélia, brasileira, é casada com Pedro, estrangeiro de 
nacionalidade italiana, ambos com residência no Brasil e em Portugal. Em um eventual divórcio, a 
partilha de bens situados no Brasil, nos termos do CPC: É competência da autoridade judiciária brasileira, 
com exclusão de qualquer outra. BL: art. 23, III, CPC. 
 
#Atenção: Bens situados no Brasil implicam em competência exclusiva brasileira. Sendo que, caso haja 
sentença de outro Estado relacionada a bens situados no Brasil, tal sentença não terá aplicação no 
território nacional, portanto, não se poderá submeter à homologação pelo STJ. 
Art. 24. A ação proposta perante TRIBUNAL ESTRANGEIRO NÃO INDUZ litispendência e 
NÃO OBSTA a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhesão conexas, 
30 
 
RESSALVADAS as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no 
Brasil. (MPRS-2016) (DPU-2017) (TRF2-2017/2018) (MPGO-2019) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
(TRF2-2017): Na hipótese de idêntica ação ser proposta no Brasil e no exterior, e inexistindo Tratado com 
o país estrangeiro, marque a opção correta: A ação intentada no estrangeiro não impede que a mesma 
questão seja submetida a juiz brasileiro, nem produz litispendência. BL: art. 24, CPC. 
 
(MPRS-2016): A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a 
autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as 
disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil. BL: art. 24, 
CPC. 
Parágrafo único. A PENDÊNCIA DE CAUSA perante a jurisdição brasileira NÃO IMPEDE a 
homologação de sentença judicial estrangeira quando exigida para produzir efeitos no Brasil. (PGESE-
2017) (TRF2-2018) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
Art. 25. NÃO COMPETE à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento da 
ação quando HOUVER cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em contrato internacional, 
arguida pelo réu NA CONTESTAÇÃO. (TJPR-2017) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
(TJPR-2017-CESPE): Conforme o CPC, permite-se a exclusão de competência da justiça brasileira, 
quando esta for concorrente, em razão de cláusula contratual de eleição de foro exclusivo estrangeiro 
previsto em contrato internacional, desde que haja arguição pelo réu em contestação. BL: art. 25, CPC. 
§ 1o Não se aplica o disposto no caput às hipóteses de competência internacional exclusiva 
previstas neste Capítulo. 
§ 2o Aplica-se à hipótese do caput o art. 63, §§ 1o a 4o. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde 
será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
§ 1o A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir expressamente a 
determinado negócio jurídico. 
§ 2o O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. 
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício 
pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. 
§ 4o Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, sob 
pena de preclusão. 
CAPÍTULO II 
DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL 
Seção I 
Disposições Gerais 
Art. 26. A COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL SERÁ REGIDA por tratado de que o 
Brasil faz parte e OBSERVARÁ: (DPEAC-2017) (Anal. Judic./STJ-2018) (MPPI-2019) (TJPR-2017/2021) (MPMG-2021) 
(TCU-2022) 
(MPMG-2021): Assinale a alternativa correta quanto à cooperação internacional: Cabe aos tratados 
internacionais disciplinar a cooperação internacional. BL: art. 26, caput, CPC. 
I - o respeito às garantias do devido processo legal no Estado requerente; 
II - a igualdade de tratamento entre nacionais e estrangeiros, residentes ou não no Brasil, em relação 
ao acesso à justiça e à tramitação dos processos, ASSEGURANDO-SE assistência judiciária aos 
necessitados; (DPEAC-2017) (MPPI-2019) 
31 
 
III - a publicidade processual, EXCETO nas hipóteses de sigilo PREVISTAS na legislação 
brasileira ou na do Estado requerente; (TJPR-2021) 
IV - a existência de autoridade central para recepção e transmissão dos pedidos de cooperação; 
(TJPR-2017) 
V - a espontaneidade na transmissão de informações a autoridades estrangeiras. 
§ 1o Na ausência de tratado, a COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL PODERÁ 
REALIZAR-SE com base em RECIPROCIDADE, manifestada por via diplomática. (TRF5-2017) (Anal. 
Judic./TRF2-2017) (TJAC-2019) (PGM-Curitiba/PR-2019) (TCERO-2019) (Anal. Judic./TJRJ-2021) 
§ 2o NÃO SE EXIGIRÁ a RECIPROCIDADE referida no § 1o para homologação de sentença 
estrangeira. (PGM-Curitiba/PR-2019) (TCERO-2019) (MPMG-2021) (Anal. Judic./TJRJ-2021) 
(MPMG-2021): Assinale a alternativa correta quanto à cooperação internacional: A reciprocidade pode 
suprir a ausência de tratados; desnecessária, contudo, na hipótese de homologação de sentença 
estrangeira. BL: art. 26, §2º, CPC. 
§ 3o Na cooperação jurídica internacional NÃO SERÁ ADMITIDA a prática de atos que 
CONTRARIEM ou que PRODUZAM RESULTADOS INCOMPATÍVEIS com as normas fundamentais 
que REGEM o Estado brasileiro. (PGEAC-2017) 
(PGEAC-2017-FMP): Na cooperação jurídica internacional não será admitida a prática de atos que 
contrariem ou que produzam resultados incompatíveis com as normas fundamentais que regem o Estado 
brasileiro. BL: art. 26, §3º, CPC. 
§ 4o O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA EXERCERÁ as funções de autoridade central na ausência de 
designação específica. (TJPR-2017) (TRF2-2017) (MPMS-2018) (TJAC-2019) (PGM-Curitiba/PR-2019) (TCU-2022) 
(TRF2-2017): Sobre sentença estrangeira, rogatória e cooperação internacional, assinale a opção correta: 
Na ausência de designação de outro órgão, pelo tratado ou instrumento de cooperação internacional, o 
Ministério da Justiça exercerá as funções de autoridade central. BL: art. 26, §4º, CPC. 
Art. 27. A COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL TERÁ POR OBJETO: 
I - citação, intimação e notificação judicial e extrajudicial; 
II - colheita de provas e obtenção de informações; 
III - homologação e cumprimento de decisão; 
IV - concessão de medida judicial de urgência; 
V - assistência jurídica internacional; 
VI - qualquer outra medida judicial ou extrajudicial não proibida pela lei brasileira. (TJPR-2021) 
(MPF-2017): São inovações do CPC/2015 em relação ao Código de 1973: A inserção de disposições gerais 
sobre cooperação jurídica internacional. BL: arts. 26 e 27, CPC (CAPÍTULO II - "DA COOPERAÇÃO 
INTERNACIONAL". Seção I - "Disposições Gerais") 
Seção II 
Do Auxílio Direto 
Art. 28. CABE AUXÍLIO DIRETO quando a medida NÃO DECORRER diretamente de decisão de 
autoridade jurisdicional estrangeira a SER SUBMETIDA a juízo de delibação no Brasil. (TRF5-2017) 
32 
 
(PGEAC-2017) (MPMS-2018) (Anal. Judic./STJ-2018) (Anal./MPU-2018) (TJAC-2019) (MPMG-2021) (MPRS-2021) (TCU-2022) 
(AGU-2023) 
(AGU-2023-CESPE): Quanto aos limites da jurisdição nacional, à cooperação internacional e à 
competência interna, assinale a opção correta: Caberá auxilio direto quando a medida solicitada pela 
autoridade estrangeira não decorrer diretamente de decisão proferida por autoridade jurisdicional 
estrangeira a ser submetida a juízo de delibação no Brasil. BL: art. 28, CPC. 
 
(Anal./MPU-2018-CESPE): Na cooperação jurídica internacional, poderá ser prestado auxílio direto caso 
a medida requerida não decorra diretamente de decisão jurisdicional que, proferida por autoridade 
estrangeira, será submetida a juízo de delibação no Brasil. BL: art. 28, CPC. 
 
(PGEAC-2017-FMP): Cabe auxílio direto quando a medida não decorrer diretamente de decisão de 
autoridade jurisdicional estrangeira a ser submetida a juízo de delibação no Brasil. BL: art. 28, CPC. 
Art. 29. A solicitação de AUXÍLIO DIRETO SERÁ ENCAMINHADA pelo órgão estrangeiro 
interessado à autoridade central, CABENDO ao Estado requerente ASSEGURAR a autenticidade e a 
clareza do pedido. (TRF5-2017) (MPMS-2018) (Anal. Judic./TJRJ-2021) 
(MPMS-2018): Sobre o auxílio direto na cooperação internacional, é correto afirmar: A solicitação de 
auxílio direto será encaminhada pelo órgão estrangeiro interessado à autoridade central, cabendo ao 
Estado requerente assegurar a autenticidade e a clareza do pedido. BL: art. 29, CPC. 
Art. 30. Além dos casos previstos em tratados de que o Brasil faz parte, o AUXÍLIO DIRETO TERÁ 
os seguintes objetos: (TRF5-2017) (Anal. Judic./TRF2-2017) (MPMS-2018) (PGM-Curitiba/PR-2019) (MPRS-2021) 
I - obtenção e prestação de informações sobre o ordenamento jurídico e sobre processos 
administrativos ou jurisdicionais findos ou em curso; (Anal. Judic./TRF2-2017) (MPMS-2018) (PGM-Curitiba/PR-
2019) 
(MPMS-2018): Sobre o auxíliodireto na cooperação internacional, é correto afirmar: O auxílio direto 
pode ser utilizado para a obtenção e a prestação de informações sobre o ordenamento jurídico e sobre 
processos administrativos ou jurisdicionais findos ou em curso. BL: art. 30, I, CPC. 
II - colheita de provas, SALVO SE a medida FOR ADOTADA em processo, em curso no 
estrangeiro, de COMPETÊNCIA EXCLUSIVA de autoridade judiciária brasileira; (MPMS-2018) (MPRS-
2021) 
(MPMS-2018): Sobre o auxílio direto na cooperação internacional, é correto afirmar: Por meio do pedido 
de auxílio direto é possível realizar a colheita de provas, salvo se a medida for adotada em processo, em 
curso no estrangeiro, de competência exclusiva de autoridade judiciária brasileira. BL: art. 30, II, CPC. 
III - qualquer outra medida judicial ou extrajudicial não proibida pela lei brasileira. (TRF5-2017) 
(Anal. Judic./TRF2-2017) 
(Anal. Judic./TRF2-2017-Consulplan): O CPC/15 trouxe consideráveis aprofundamentos em relação à 
cooperação jurídica internacional e aos instrumentos que a viabilizam. Sobre o tema proposto, assinale a 
alternativa correta: O auxílio direto é via útil ao órgão estrangeiro interessado para requerer quaisquer 
medidas judiciais ou extrajudiciais não proibidas pela lei brasileira. BL: art. 30, III, CPC. 
Art. 31. A autoridade central brasileira COMUNICAR-SE-Á DIRETAMENTE com suas 
congêneres e, se necessário, com outros órgãos estrangeiros responsáveis pela tramitação e pela execução 
de pedidos de cooperação enviados e recebidos pelo Estado brasileiro, respeitadas disposições 
específicas constantes de tratado. (TRF5-2017) (MPMG-2021) 
Art. 32. No caso de AUXÍLIO DIRETO para a prática de atos que, segundo a lei brasileira, NÃO 
NECESSITEM de prestação jurisdicional, a autoridade central ADOTARÁ as providências necessárias 
para seu cumprimento. (TJAC-2019) (MPMG-2021) (MPRS-2021) 
33 
 
(MPRS-2021): Com base na legislação processual civil, assinale a alternativa correta: No caso de auxílio 
direto para a prática de atos que, segundo a lei brasileira, não necessitem de prestação jurisdicional, a 
autoridade central adotará as providências necessárias para seu cumprimento. BL: art. 32, CPC. 
Art. 33. RECEBIDO o pedido de auxílio direto PASSIVO, a autoridade central O 
ENCAMINHARÁ à Advocacia-Geral da União, que REQUERERÁ em juízo a medida solicitada. (Anal. 
Judic./STJ-2018) (MPRS-2021) 
Parágrafo único. O Ministério Público REQUERERÁ em juízo a medida solicitada QUANDO 
FOR AUTORIDADE CENTRAL. (TRF5-2017) (MPMS-2018) (MPMG-2021) (MPRS-2021) 
(MPMG-2021): Assinale a alternativa correta quanto à cooperação internacional: Ao MP cabe a adoção 
de atos à satisfação do pedido de auxílio direto, quando indicado como autoridade central. BL: art. 33, § 
único, CPC. 
 
(MPMS-2018): Sobre o auxílio direto na cooperação internacional, é correto afirmar: O MP poderá 
requerer em juízo a medida solicitada pela via do auxílio direto passivo, nos casos em que for autoridade 
central. BL: art. 33, § único, CPC. 
Art. 34. COMPETE ao juízo federal do lugar em que DEVA SER EXECUTADA a medida 
APRECIAR PEDIDO DE AUXÍLIO DIRETO PASSIVO que DEMANDE prestação de atividade 
jurisdicional. (PGEAC-2017) (TRF2-2017) (MPMS-2018) (Anal. Judic./STJ-2018) (TJAC-2019) (PGM-Curitiba/PR-2019) 
(TJPR-2021) 
(TJAC-2019-VUNESP): A cooperação jurídica internacional pode ser entendida como um modo formal 
de solicitar a outro país alguma medida judicial, investigativa ou administrativa, necessária para um caso 
concreto em andamento. Uma das inovações trazidas pelo CPC/15 foi regular a cooperação internacional 
em seu texto, nos seguinte termos: compete ao juízo federal do lugar em que deva ser executada a medida 
apreciar pedido de auxílio direto passivo que demande prestação de atividade jurisdicional. BL: art. 34, 
CPC. 
 
#Atenção: #TRF2-2017: #Portaria Interministerial nº 501/2012: O art. 1º da referida Portaria assim 
dispõe: “Art. 1º Esta Portaria define a tramitação de cartas rogatórias e pedidos de auxílio direto, ativos e 
passivos, em matéria penal e civil, na ausência de acordo de cooperação jurídica internacional bilateral ou 
multilateral, aplicando-se neste caso apenas subsidiariamente.” 
Seção III 
Da Carta Rogatória 
Art. 35. (VETADO). 
Art. 36. O PROCEDIMENTO DA CARTA ROGATÓRIA perante o Superior Tribunal de Justiça 
É de jurisdição contenciosa e DEVE ASSEGURAR às partes as garantias do devido processo legal. (TRF2-
2017) (Anal. Judic./TJMS-2017) (MPMS-2018) (Anal. Judic./STJ-2018) (Cartórios/TJDFT-2019) (PGM-Curitiba/PR-2019) 
(MPAP-2021) (AGU-2023) 
#Atenção: Competência para juízo prévio de Delibação (compatibilidade): STJ: Exequatur à Carta 
Rogatória e Homologação de Sentença Estrangeira. Desse modo, conclui-se que não cumpre ao juiz 
federal fazer o exame de compatibilidade com a ordem pública nas sentenças estrangeiras e rogatórias, 
mas sim ao STJ. É o que dispõe o art. 36 do CPC e também o art. 105, I, “i” da CF: 
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: 
I - processar e julgar, originariamente: (...) 
i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias; 
(Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
#Atenção: Execução: Juiz Federal, nos termos do art. 34 do CPC. 
§ 1o A DEFESA RESTRINGIR-SE-Á à discussão quanto ao atendimento dos requisitos para que o 
pronunciamento judicial estrangeiro PRODUZA EFEITOS no Brasil. (MPAP-2021) 
34 
 
§ 2o Em qualquer hipótese, É VEDADA a REVISÃO DO MÉRITO do pronunciamento judicial 
estrangeiro pela autoridade judiciária brasileira. (PGEAC-2017) (Anal. Judic./TRF2-2017) (TRF2-2017/2018) (MPAP-
2021) 
(TRF2-2018): Em matéria cível, na concessão do exequatur às cartas rogatórias provenientes do exterior: 
Não deve haver análise de mérito da ação que tramita no exterior. BL: art. 36, §2º, CPC e Entend. 
Jurisprud. 
 
#Atenção: #STF: #TRF2-2018: Adota-se o sistema da contenciosidade limitada para concessão de 
exequatur às cartas rogatórias (STF, AgRg na CR 7870, Rel. Min. Celso de Mello) no qual não se examina 
o mérito da ação que tramita no exterior, mas somente a diligência a ser praticada no Brasil. 
 
#Atenção: #TRF2-2018: #MPAP-2021: #CESPE: No direito brasileiro vigora o princípio da 
contenciosidade limitada, o que significa dizer que o órgão jurisdicional está impedido de examinar o 
mérito da causa, sendo-lhe permitido apenas apreciar a regularidade formal e legalidade do 
procedimento. 
Seção IV 
Disposições Comuns às Seções Anteriores 
Art. 37. O pedido de cooperação jurídica internacional ORIUNDO de autoridade brasileira 
competente SERÁ ENCAMINHADO à autoridade central para posterior envio ao Estado requerido para 
lhe dar andamento. (MPPR-2017) (TJAC-2019) (Anal. Judic./TJGO-2021) 
Art. 38. O pedido de cooperação oriundo de autoridade brasileira competente e os documentos 
anexos que o instruem serão encaminhados à autoridade central, acompanhados de tradução para a 
língua oficial do Estado requerido. (Anal. Judic./TJGO-2021) 
Art. 39. O PEDIDO PASSIVO de cooperação jurídica internacional SERÁ RECUSADO se 
configurar manifesta ofensa à ordem pública. (TRF2-2017) 
Art. 40. A cooperação jurídica internacional para execução de decisão estrangeira dar-se-á por meio 
de carta rogatória ou de ação de homologação de sentença estrangeira, de acordo com o art. 960. 
Art. 960. A homologação de decisão estrangeira será requerida por ação de homologação de decisão 
estrangeira, salvo disposição especial em sentido contrário prevista em tratado. 
§ 1o A decisão interlocutória estrangeira poderá ser executada no Brasil por meio de carta rogatória. 
§ 2o A homologação obedecerá ao que dispuserem os tratados em vigor no Brasil e o Regimento Interno 
do Superior Tribunal de Justiça. 
§ 3o A homologação de decisão arbitral estrangeira obedecerá ao disposto em tratado e em lei, aplicando-
se, subsidiariamente, as disposições deste Capítulo. 
Art. 41. Considera-se autêntico o documento que instruirSão Paulo: Revista dos Tribunais, 2016, p. 71/72). 
Art. 3o NÃO SE EXCLUIRÁ da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. (MPPR-2016) 
(TCEPE-2017) (MPBA-2018) (DPEAP-2018) (TRF2-2018) (TRF3-2018) (TJPA-2019) (TJAL-2019) (Cartórios/TJPR-2019) (PGM-
São José do Rio Preto/SP-2019) (TJMS-2020) (PGEMS-2021) (PGEPB-2021) (TCERJ-2021) 
(PGEMS-2021-CESPE): Suponha que Roberto tenha ingressado em juízo com ação de cobrança da 
quantia de R$ 150, proveniente da venda de uma bicicleta usada. O juiz indeferiu a petição inicial sob o 
pretexto de que o valor pretendido pelo requerente era inferior ao valor das despesas despendidas pelo 
Estado na solução da controvérsia. Nessa situação, a decisão do juiz constitui ofensa ao princípio da 
indisponibilidade da jurisdição. BL: art. 5º, XXXV da CF e art. 3º, CPC. 
 
#Atenção: #TJPA-2019: #TJAL-2019: #PGM-São José do Rio Preto/SP-2019: #TJMS-2020: #PGEMS-
2021: #CESPE: #FCC: #VUNESP: O princípio da inafastabilidade da jurisdição, também conhecido 
como princípio da indisponibilidade da jurisdição, ou ainda, princípio do acesso à justiça, está 
previsto no art. 5º, XXXV, da CF e no art. 3º do CPC. Tal princípio refere-se ao direito de obter do Poder 
Judiciário uma resposta aos requerimentos a ele dirigidos (direito de ação em sentido amplo). Esse direito 
é amplo e incondicional, isto é, o Poder Judiciário não pode se recusar a examinar e a responder os 
pedidos que lhe foram formulados. Desse modo, a compreensão de tal princípio parte da ideia de que a 
lei não excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito, sendo certo que a exigência de 
exaurimento da via administrativa como condição de ingresso ao Judiciário violará este princípio, mas 
tal regra não é absoluta, havendo exceções previstas no próprio texto constitucional, como, por 
exemplo, no que se refere à Justiça Desportiva, nos termos do §1º do art. 217, §1º da CF.1 
(DPEAP-2018-FCC): “Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito”. Esse é o princípio da 
inafastabilidade ou obrigatoriedade da jurisdição e é, a um só tempo, princípio constitucional e 
infraconstitucional do processo civil. BL: art. 5º, XXXV da CF e art. 3º, CPC. 
 
#Atenção: #TJAL-2019: #Cartórios/TJPR-2019: #TJMS-2020: #PGEPB-2021: #TCERJ-2021: #CESPE: 
#FCC: #UFPR: Pelo princípio da indelegabilidade significa dizer que a jurisdição não pode ser 
delegada/atribuída a outro Poder (aspecto externo) ou a outro órgão jurisdicional (aspecto interno). Tal 
princípio decorre do princípio da indeclinabilidade, segundo o qual o órgão jurisdicional, uma vez 
provocado, não pode recusar-se, tampouco delegar a função de dirimir os litígios, mesmo se houver 
lacunas na lei, caso em que poderá o juiz valer-se de outras fontes do direito, como a analogia, os 
costumes e os princípios gerais, nos termos do art. 4º da LINDB. Portanto, não poderá o juiz delegar sua 
jurisdição a outro órgão, pois, se assim o fizesse, violaria, pela via oblíqua, o princípio da inafastabilidade 
e a garantia constitucionalmente assegurada do juiz natural. 
 
#Atenção: Vide art. 5º, XXXV, CF: “A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a 
direito”. Tal princípio também passou a ser positivado no CPC/15, em seu art. 3º. Entretanto, quando o 
CPC/15 coloca antes “ameaça”, ao contrário do que consta na CF, é em razão do tema da “tutela 
provisória”. 
§ 1o É PERMITIDA a ARBITRAGEM, na forma da lei. (PGESE-2017) (TCEPE-2017) (TRF3-2018) (MPGO-
2019) (MPSC-2019) (Cartórios/TJPR-2019) (MPAP-2021) (DPEBA-2021) (DPERR-2021) 
Súmula 485-STJ: A Lei de Arbitragem aplica-se aos contratos que contenham cláusula arbitral, ainda 
que celebrados antes da sua edição. 
 
(MPGO-2019): O novo CPC trouxe medidas alternativas de resolução de conflitos, proporcionando ao 
ordenamento jurídico uma maior efetividade das normas constitucionais, em especial ao princípio da 
razoável duração do processo, determinando, expressamente, no seu art. 3° e respectivos parágrafos, que 
o Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos, por meio da conciliação, 
da mediação e de outros métodos, os quais deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores 
públicos e membros do MP, inclusive no curso do processo judicial. Acerca desta temática, assinale a 
alternativa correta: Tem-se a partir desse novo modelo de solução consensual de conflitos o que se 
 
1 Art. 217. (...) § 1º O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após 
esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei. 
4 
 
denomina de sistema multiportas, proposto pelo professor Frank Sander, da Faculdade de Direito de 
Harvard, em palestra proferida em 1976 (“Multi-Door Courthouse System”), como forma de desafogar os 
Tribunais. BL: art. 3º, §1º e art. 334, caput, CPC. 
 
#Atenção: Sobre o "sistema multiportas", esclarece a doutrina: “No Estado Constitucional, os conflitos podem 
ser resolvidos de forma heterocompositiva ou autocompositiva. Há heterocomposiçáo quando um terceiro resolve 
a ameaça ou crise de colaboração na realização do direito material entre as partes. Há autocomposição quando as 
próprias partes resolvem seus conflitos. Nessa linha, note-se que também por essa razão é impróprio pensar a 
jurisdição como meio de resolução de uma lide por sentença. Na verdade, o conflito deve ser tratado com a técnica 
processual mais apropriada às suas peculiaridades – que inclusive podem determinar o recurso à jurisdição como 
ultima ratio. Não é por outra razão que o novo Código explicitamente coloca a jurisdição como uma das possíveis 
formas de resolução de litígios e de forma expressa incentiva os meios alternativos de resolução de controvérsias 
(art. 3º do CPC). Ao fazê-lo, nosso Código concebe a Justiça Civil dispondo não apenas de um único meio para 
resolução do conflito – uma única 'porta' que deve necessariamente ser aberta pela parte interessada. Pelo contrário, 
nosso Código adota um sistema de “Justiça Multiportas" que viabiliza diferentes técnicas para solução de conflitos 
– com especial ênfase na conciliação e na mediação” (MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz; 
MITIDIERO, Daniel. Curso de Processo Civil, v.1. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017). 
 
(MPSC-2019): O CPC adota o modelo multiportas, de modo que cada demanda deve ser submetida à 
técnica ou método mais adequado para a sua solução e devem ser adotados todos os esforços para que 
as partes cheguem a uma solução consensual do conflito. Em regra, apenas se não for possível a solução 
consensual, o processo seguirá para a segunda fase, litigiosa, voltada para instrução e julgamento 
adjudicatório do caso. BL: art. 3º, §1º e art. 334, caput, CPC. 
 
#Atenção: #DOD: Conceito: A ideia geral da Justiça Multiportas é, portanto, a de que a atividade 
jurisdicional estatal não é a única nem a principal opção das partes para colocarem fim ao litígio, 
existindo outras possibilidades de pacificação social. Assim, para cada tipo de litígio existe uma forma 
mais adequada de solução. A jurisdição estatal é apenas mais uma dessas opções. Como o CPC/15 prevê 
expressamente a possibilidade da arbitragem (art. 3, §1º) e a obrigatoriedade, como regra geral, de ser 
designada audiência de mediação ou conciliação (art. 334, caput), vários doutrinadores afirmam que o 
novo Código teria adotado o modelo ou sistema multiportas de solução de litígios (multi-door system). 
Vantagens: Marco Aurélio Peixoto e Renata Peixoto, citando a lição de Rafael Alves de Almeida, Tânia 
Almeida e Mariana Hernandez Crespo apontam as vantagens do sistema multiportas: a) o cidadão 
assumiria o protagonismo da solução de seu problema, com maior comprometimento e responsabilização 
acerca dos resultados; b) estimulo à autocomposição; c) maior eficiência do Poder Judiciário, porquanto 
caberia à solução jurisdicional apenas os casos mais complexos, quando inviável apedido de cooperação jurídica 
internacional, inclusive tradução para a língua portuguesa, quando encaminhado ao Estado brasileiro por 
meio de autoridade central ou por via diplomática, dispensando-se ajuramentação, autenticação ou 
qualquer procedimento de legalização. 
Parágrafo único. O disposto no caput não impede, quando necessária, a aplicação pelo Estado 
brasileiro do princípio da reciprocidade de tratamento. 
TÍTULO III 
DA COMPETÊNCIA INTERNA 
CAPÍTULO I 
DA COMPETÊNCIA 
Seção I 
Disposições Gerais 
35 
 
Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência, 
RESSALVADO às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. (TCEPE-2017) (MPBA-2018) 
(Cartórios/TJRO-2021) (Cartórios/TJAM-2023) 
(MPBA-2018): Quando o poder jurisdicional passa de abstrato para concreto, tendo em vista a ocorrência 
de um litígio, determinada fica a competência para compô-lo. BL: art. 42, CPC. 
Art. 43. DETERMINA-SE a COMPETÊNCIA no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, SALVO quando SUPRIMIREM órgão judiciário ou ALTERAREM a competência 
absoluta. (MPGO-2016) (DPEBA-2016) (PGEMS-2016) (PGEAC-2017) (MPBA-2018) (MPPB-2018) (TRF2-2018) (PGESC-
2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/SC-2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) (Cartórios/TJMG-2019) (Cartórios/TJRO-2021) (PGECE-2021) 
(PCPA-2021) (TCERJ-2021) (TJMA-2022) (TRF4-2022) (TJMMG-2022) (Anal. Judic./TJMG-2022) (TJES-2023) 
(Cartórios/TJAM-2023) (TRT/Unificado-2023) 
#Atenção: #STJ: #DOD: #TJMA-2022: #TRF4-2022: #TJES-2023: #CESPE: #FGV: A parte interpôs 
recurso especial contra acórdão do TJ; no STJ, a União pede e é admitida como assistente simples da 
recorrente; o STJ determina o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento; o processo 
deverá ser remetido para o TRF (e não para o TJ): Existindo interesse jurídico da União no feito, na 
condição de assistente simples, a competência afigura-se da Justiça Federal, conforme prevê o art. 109, 
I, da CF, motivo pelo qual compete ao Tribunal Regional Federal o julgamento de embargos de 
declaração opostos contra acórdão proferido pela Justiça Estadual. STJ. Corte Especial. EREsp 1265625-
SP, Rel. Min. Francisco Falcão, j. 30/03/22 (Info 731). 
#Comentários sobre o julgado acima: #DOD: O art. 5º, § único, da Lei 9.469/97 traz em sua redação a 
previsão legal da modalidade da intervenção anômala. Referida norma legal possibilita que, nas demandas 
que figurarem como parte - na qualidade de autoras ou rés - autarquias, fundações públicas, sociedades de 
economia mista e empresas públicas, a União e demais pessoas jurídicas de direito público intervenham de 
maneira ampla, não sendo necessária a demonstração de interesse jurídico, bastando que os atos realizados 
no processo possam lhes gerar algum reflexo, ainda que meramente econômico: “Art. 5º A União poderá 
intervir nas causas em que figurarem, como autoras ou rés, autarquias, fundações públicas, sociedades de economia 
mista e empresas públicas federais. Parágrafo único. As pessoas jurídicas de direito público poderão, nas causas cuja 
decisão possa ter reflexos, ainda que indiretos, de natureza econômica, intervir, independentemente da demonstração 
de interesse jurídico, para esclarecer questões de fato e de direito, podendo juntar documentos e memoriais reputados 
úteis ao exame da matéria e, se for o caso, recorrer, hipótese em que, para fins de deslocamento de competência, serão 
consideradas partes.” Outrossim, no que diz respeito à competência por ocasião da ocorrência da intervenção 
anômala, conforme entendimento desta Corte Superior, a intervenção anômala da União no processo não é 
causa para o deslocamento da competência para a Justiça Federal. A assistência simples, por seu turno, 
encontra previsão nos arts. 119 a 123 do CPC. Segundo o CPC, o assistente simples deve atuar como auxiliar 
da parte principal, na qual exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o 
assistido, sendo ainda que do art. 119 extraem-se pressupostos de admissibilidade da assistência, quais 
sejam: i) a existência de uma relação jurídica entre uma das partes do processo e o terceiro e; ii) a 
possibilidade de a sentença influir na relação jurídica. Dessa forma, verifica-se que, na assistência simples, 
pela própria dicção do CPC, o terceiro interessado necessita ter interesse jurídico na causa, diferentemente 
do que ocorre na intervenção anômala, na qual basta, tão somente, o interesse meramente de natureza 
econômica. No caso concreto, a União foi admitida na qualidade de assistente simples (art. 119 do CPC). 
Isso significa que ficou reconhecido seu interesse jurídico na causa. O interesse jurídico específico da União 
a ser tutelado encontra-se presente, tendo em conta que reflete em evidente interesse público demonstrado 
- consubstanciado no abastecimento nacional de combustíveis, considerado de utilidade pública, conforme 
§ 1º do art. 1º da Lei 9.847/99, uma vez que, com a condenação da assistida, poderá ser afetada a 
continuidade das atividades desta e, consequentemente a atividade de distribuição de combustíveis no 
âmbito nacional. Com efeito, o art. 109, I, da CF dispõe que compete à Justiça Federal processar e julgar as 
causas em que a União for interessada na condição de autora, ré, assistente ou oponente, fato que implicaria 
a remessa dos autos ao Juízo federal. Assim, existindo o interesse da União no feito, na condição de 
assistente simples, a competência afigura-se como da Justiça Federal, conforme prevê o art. 109, I, da CF, 
motivo pelo qual devem ser acolhidos os embargos de declaração opostos pela União para determinar a 
baixa não mais ao Tribunal de origem, mas ao Tribunal Regional Federal competente para a análise do feito. 
Vale ressaltar que não tem influência o fato de o acórdão ter sido inicialmente proferido na Justiça Estadual, 
uma vez que se trata de matéria atinente à competência absoluta, não sujeita à perpetuatio jurisdictionis, 
consoante expresso no art. 43 do CPC, parte final: “Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro 
ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta.” Dessa 
forma, deve-se reconhecer a competência da Justiça Federal, sendo o Tribunal Regional Federal competente 
para novo julgamento dos embargos de declaração. 
36 
 
 
 
 
 
(Cartórios/TJMG-2019-Consulplan): O princípio do juiz natural garante a imparcialidade e 
independência do órgão julgador, por meio de regras objetivas de competência funcional. BL: art. 43 e 
ss. CPC. 
 
(MPBA-2018): A competência pode ser entendida como a repartição da jurisdição entre os diversos 
órgãos encarregados da prestação jurisdicional e é atribuída a cada julgador nos termos normativos dos 
arts. 42 ao 66 do CPC. Assinale a assertiva cuja compreensão corresponde a esses dispositivos: A 
competência é determinada no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito que venham a ocorrer posteriormente, salvo 
se delas decorrerem supressão de órgão do judiciário ou alterarem a competência absoluta. BL: art. 43, 
CPC. 
 
(TRF2-2018): No Processo Civil, determina-se a competência no momento: do registro ou da distribuição 
da petição inicial. BL: art. 43, CPC. 
 
#Atenção: #TRF2-2018: #PGECE-2021: #TCERJ-2021: #TRT/Unificado-2023: #CESPE: #FGV: Nesse 
momento de registro ou de distribuição, a competência (capacidade de exercer a jurisdição no caso 
concreto) é atribuída, segundo regras prévias, a determinado magistrado. Com isso, o juízo para qual foi 
distribuído o feito se perpetua para o julgamento da lide (será competente até o final), havendo 
estabilização do processo. E é exatamente isso que exige o princípiodo juiz natural: que a competência 
seja apurada de acordo com regras preexistentes. Claro que há exceções, mas elas são previstas em lei 
(duas delas previstas no próprio art. 43, de incompetência superveniente), de forma que a parte não possa 
escolher livremente quem julgará seu processo, e que o Estado não possa criar juízos e tribunais 
excepcionais, preservando, assim, o princípio do juiz natural. (Fonte: GONÇALVES, Marcus Vinicius 
Rios. Direito processual civil esquematizado. 8ª Ed. Saraiva, 2017). 
 
(PGESC-2018-FEPESE): No que se refere à competência interna, é correto afirmar: Fixada a competência 
no momento do registro ou distribuição da petição inicial, a alteração da competência absoluta poderá 
determinar sua modificação. BL: art. 43, CPC. 
Art. 44. OBEDECIDOS os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a COMPETÊNCIA É 
DETERMINADA pelas normas previstas neste Código ou em legislação especial, pelas normas de 
organização judiciária e, AINDA, no que couber, pelas constituições dos Estados. (PCBA-2018) (PCPA-2021) 
(Cartórios/TJAM-2023) 
Art. 45. TRAMITANDO o processo perante outro juízo, os autos SERÃO REMETIDOS AO 
JUÍZO FEDERAL COMPETENTE se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou 
de terceiro interveniente, EXCETO AS AÇÕES: (TJSC-2017) (TRF2-2017) (TRF5-2017) (Anal. Judic./TRF5-2017) 
(TJMT-2018) (MPBA-2018) (PCBA-2018) (Anal. Judic./TRT2-2018) (Anal. Judic./TRF3-2019) (TJPR-2021) (PGEGO-2021) (PF-
2021) (TJMA-2022) (Anal. Judic./TJMG-2022) 
(TJSC-2017-FCC): Alberto Caeiro foi contratado pelo Conselho Regional de Contabilidade para trabalhar 
como assistente administrativo naquela entidade, em janeiro de 2016. Em fevereiro do corrente ano, foi 
dispensado, sem justa causa, da entidade. Alberto ajuizou ação em face da entidade, perante a Justiça 
Comum Estadual, visando sua reintegração, sob alegação de que se trata de entidade pertencente à 
Administração Pública e que seria ilegal a despedida imotivada. Ao apreciar a ação proposta, o Juízo 
Estadual deve reconhecer a incompetência e remeter a ação para a Justiça Federal, haja vista tratar-se de 
entidade autárquica federal, sendo o vínculo submetido ao regime jurídico único estatuído na Lei n° 
8.112/90. BL: art. 45, CPC. 
 
#Atenção: Cumpre ressaltar que o Conselho Regional de Contabilidade é uma autarquia federal, razão 
pela qual as ações movidas em face dele - entidade pertencente à Administração indireta da União 
Federal - deverão ser propostas perante a Justiça Federal. Logo, a justiça estadual é absolutamente 
incompetente para processar e julgar o processo. Além disso, os ocupantes de cargos na administração 
indireta federal são regidos pela Lei 8.112/90 e não pela CLT, motivo pelo qual as ações decorrentes das 
funções por eles exercidas devem tramitar na Justiça Comum e não na Justiça do Trabalho. Por fim, 
37 
 
destaca-se a Ementa de decisão monocrática proferida pela Min. Rel. Carmen Lucia sobre o tema: 
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL PARA 
PROCESSAR E JULGAR AS CAUSAS ENVOLVENDO OS CONSELHOS REGIONAIS DE 
FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL E SEUS AGENTES. PRECEDENTES. RECURSO PROVIDO." (RE 
434297, Rel. Min. Cármen Lúcia, j. 23/04/10). 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; (Anal. Judic./TRT24-2017) 
(TRF2-2017) (Anal. Judic./TRF5-2017) (TJMT-2018) (MPBA-2018) (PCBA-2018) (Anal. Judic./TRT2-2018) (Anal. Judic./TRF3-
2019) (TJPR-2021) (PGEGO-2021) (PF-2021) (TJMA-2022) (Anal. Judic./TJMG-2022) 
#Atenção: #STF: #DOD: #TJMA-2022: #CESPE: Compete à Justiça estadual julgar insolvência civil 
mesmo que envolva a participação da União, de entidade autárquica ou empresa pública federal: A 
insolvência civil está entre as exceções da parte final do art. 109, I, da CF, para fins de definição da 
competência da Justiça Federal. STF. Plenário. RE 678162/AL, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do 
acórdão Min. Edson Fachin, j. 26/3/21 (Repercussão Geral – Tema 859) (Info 1011). 
 
(PGEGO-2021-FCC): Na recuperação judicial de determinada empresa do setor de petróleo, em trâmite 
perante o juízo estadual, a União compareceu nos autos alegando possuir interesse jurídico na causa, 
haja vista a importância da manutenção dos contratos mantidos com a recuperanda para a higidez do 
fornecimento de gasolina no País. Nesse caso, de acordo com as regras de competência previstas no CPC, 
o processo de recuperação judicial não deverá ser remetido, em nenhuma hipótese, ao juízo federal. BL: 
art. 45, I, CPC. 
 
(Anal. Judic./TRF3-2019-FCC): XYZ Indústria Farmacêutica S.A. ajuizou, perante a Justiça Comum, 
pedido de recuperação judicial, cujo processamento foi deferido pelo juiz. No curso do processo, a União 
compareceu nos autos informando ter interesse no feito, por ter contratado a recuperanda para o 
fornecimento de medicamentos em âmbito nacional, cuja interrupção comprometeria o sistema de saúde 
do país. Nesse caso, o processo deverá permanecer tramitando na Justiça Comum, ainda que a União 
tenha expressamente requerido sua remessa à Justiça Federal. BL: art. 45, I, CPC. 
 
(PCBA-2018-VUNESP): As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. A respeito do 
instituto da competência, é correto afirmar que tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão 
remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, excluindo-se dessa regra, dentre outras, 
as ações de insolvência civil. BL: art. 45, I, CPC. 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. (MPBA-2018) 
(MPBA-2018): A competência pode ser entendida como a repartição da jurisdição entre os diversos 
órgãos encarregados da prestação jurisdicional e é atribuída a cada julgador nos termos normativos dos 
arts. 42 ao 66 do CPC. Assinale a assertiva cuja compreensão corresponde a esses dispositivos: 
Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele 
intervier a União, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto nas causas relativas à 
recuperação judicial, falência, insolvência civil, acidente de trabalho, justiça eleitoral e do trabalho. BL: 
art. 45, I e II, CPC. 
 
#Atenção: #Dica: EXCETO: (RIFAJJ ou RIFA-JOTA-JOTA) 
- Recuperação judicial 
- Insolvência civil 
- Falência 
- Acidente do trabalho 
- Justiça Eleitoral 
- Justiça do Trabalho 
 
#Atenção: #Dica: O art. 45 do CPC traz regra semelhante ao que já constava na CF, em seu art. 109, inciso 
I, dispondo que aos juízes federais compete processar e julgar: “I - as causas em que a União, entidade 
autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, 
exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;” 
38 
 
§ 1o Os autos NÃO SERÃO REMETIDOS se houver pedido cuja apreciação SEJA de 
COMPETÊNCIA DO JUÍZO perante o qual foi proposta a ação. (TRF5-2017) (Anal. Judic./TRF3-2019) 
§ 2o Na hipótese do § 1o, o juiz, ao NÃO ADMITIR a CUMULAÇÃO DE PEDIDOS em razão da 
incompetência para apreciar qualquer deles, NÃO EXAMINARÁ o mérito daquele em que EXISTA 
INTERESSE da União, de suas entidades autárquicas ou de suas empresas públicas. (TRF5-2017) 
§ 3o O juízo federal RESTITUIRÁ os autos ao juízo estadual SEM SUSCITAR CONFLITO se o 
ente federal cuja presença ensejou a remessa FOR EXCLUÍDO do processo. (DPEBA-2016) (TRF5-2017) (Anal. 
Judic./TRF3-2019) (TRF4-2022) 
Art. 46. A ação fundada em DIREITO PESSOAL ou em DIREITO REAL sobre bens MÓVEIS 
SERÁ PROPOSTA, em regra, NO FORO DE DOMICÍLIO DO RÉU. (TJSC-2015) (DPEES-2016) (MPRO-2017) 
(PGEAC-2017) (MPPB-2018) (Anal. Judic./TRT15-2018) (MPPR-2019) (DPESP-2019) (DPEBA-2016/2021) (DPEGO-2021) 
(DPERJ-2021) (PCPA-2021) (Anal.Judic./TJMG-2022) (Cartórios/TJAM-2023) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
(Téc. Judic./TRF4-2019-FCC): João, domiciliado em São Paulo, pretende ajuizar contra Antônio, 
domiciliado em Salvador, ação para postular a declaração da propriedade de automóvel que foi 
licenciado no município de Aracaju e se acha na posse de Ricardo, que tem domicílio em Manaus. Nesse 
caso, segundo as regras de competência previstas no CPC, a ação deverá ser proposta no foro de 
Salvador. BL: art. 46, CPC. [obs.: automóvel = bem móvel = foro de domicílio do réu.] 
 
(Cartórios/TJCE-2018-IESES): Acerca das regras jurídicas dispostas no CPC e que definem a 
competência interna, assinale a alternativa correta: A ação fundada em direito pessoal será proposta, em 
regra, no foro de domicílio do réu. BL: art. 46, CPC. 
 
(Anal. Judic./TJPE-2017-IBFC): Não havendo disposição em sentido contrário, a ação fundada em direito 
real sobre bens móveis será proposta na comarca do domicílio do réu. BL: art. 46, CPC. 
§ 1o Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles. 
§ 2o Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele PODERÁ SER demandado onde for 
encontrado ou no foro de domicílio do autor. (MPRO-2017) 
(MPRO-2017-FMP): Acerca das regras de competência dispostas no CPC, pode-se afirmar: Sendo incerto 
ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde for encontrado ou no foro de 
domicílio do autor. BL: art. 46, §2º, CPC. 
§ 3o Quando o réu NÃO TIVER domicílio ou residência no Brasil, a ação SERÁ PROPOSTA no 
foro de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação SERÁ PROPOSTA em 
qualquer foro. (TJSC-2015) (Anal. Judic./TRT2-2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) 
§ 4o HAVENDO 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, SERÃO DEMANDADOS no 
foro de qualquer deles, à escolha do autor. (Cartórios/TJMG-2017) (MPPR-2019) (MPSC-2021) (DPERJ-2021) 
(MPSC-2021-CESPE): Davi ajuizou ação fundada em direito pessoal sobre bem móvel em desfavor de 
Saulo e de Pedro. Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir, em consonância com o 
disposto no CPC: A competência será o foro de domicílio de qualquer um dos réus, cabendo a escolha a 
Davi. BL: art. 46, §4º, CPC. 
§ 5o A EXECUÇÃO FISCAL SERÁ PROPOSTA no foro de domicílio do réu, no de sua residência 
ou no do lugar onde for encontrado. (TCEPR-2016) (PGEMS-2016) (PGEMT-2016) (PGEAC-2017) (Procurador/BH-
2018) (DPEDF-2019) (PGEPA-2023) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
#Atenção: #STF: #DOD: Discussão quanto à constitucionalidade de diversos dispositivos do CPC: É 
inconstitucional a regra de competência que autoriza que entes subnacionais sejam demandados em 
qualquer comarca do País, pois a fixação do foro deve se restringir aos seus respectivos limites 
territoriais. Deve ser conferida interpretação conforme a Constituição aos arts. 46, § 5º, e 52, parágrafo 
único, ambos do CPC/15, no sentido de que a competência seja definida nos limites territoriais do 
39 
 
respectivo estado ou do Distrito Federal, nos casos de promoção de execução fiscal e de ajuizamento 
de ação em que qualquer deles seja demandado. A possibilidade de litigar em face da União em 
qualquer parte do País (art. 109, §§ 1º e 2º, CF) é compatível com a estruturação nacional da Advocacia 
Pública federal. Contudo, estender essa previsão aos entes subnacionais resulta na desconsideração 
de sua prerrogativa constitucional de auto-organização (arts. 18, 25 e 125, CF) e da circunstância de que 
sua atuação se desenvolve dentro dos seus limites territoriais. Assim, o STF decidiu: 1) atribuir 
interpretação conforme a Constituição ao art. 46, § 5º, do CPC/15, para restringir sua aplicação aos 
limites do território de cada ente subnacional ou ao local de ocorrência do fato gerador; 2) atribuir 
interpretação conforme a Constituição ao art. 52, parágrafo único, do CPC/15, para restringir a 
competência do foro de domicílio do autor às comarcas inseridas nos limites territoriais do estado-
membro ou do Distrito Federal que figure como réu. STF. Plenário. ADI 5492/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 
j. 25/4/23 (Info 1092). STF. Plenário. ADI 5737/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, redator do acórdão Min. 
Roberto Barroso, j. 25/4/23 (Info 1092). 
 
(PGEAC-2017-FMP): A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência 
ou no do lugar onde for encontrado. BL: art. 46, §5º, CPC. 
Art. 47. Para as ações fundadas em DIREITO REAL sobre IMÓVEIS É COMPETENTE o foro de 
situação da coisa. (DPEES-2016) (PGEMS-2016) (TJPR-2017) (MPRO-2017) (TJSP-2017/2018) (TJMT-2018) (MPBA-2018) 
(PGESC-2018) (Cartórios/TJCE-2018) (TJSC-2019) (PGM-Campo Grande/MS-2019) (MPDFT-2015/2021) (Cartórios/TJMS-
2021) (PGEAL-2021) (PGEGO-2021) (PCPA-2021) (TJAP-2022) (TRF4-2022) (PGEPA-2022) (Anal. Judic./TJCE-2022) (TJES-
2023) (TJMS-2023) 
(TJSC-2019-CESPE): Matheus e Isaac — o primeiro residente e domiciliado em São Paulo/SP, e o 
segundo em Recife/PE — resolveram adquirir, em condomínio, imóvel localizado na praia de Jurerê, em 
Florianópolis/SC, pertencente a Tarcísio, residente e domiciliado em Recife/PE. Após a celebração da 
promessa de compra e venda com caráter irrevogável e irretratável e depois do pagamento do preço 
ajustado, Tarcísio se recusou a lavrar a escritura pública definitiva do imóvel, sob a alegação de que o 
preço deveria ser reajustado, em razão da recente instalação de dois famosos beach clubs na região. 
Inconformados, Matheus e Isaac resolveram buscar tutela judicial, a fim de obrigar Tarcísio a cumprir o 
negócio jurídico. Nessa situação hipotética, é correto afirmar, à luz das regras do CPC e da jurisprudência 
majoritária do STJ, que o mecanismo jurídico adequado para a tutela pretendida é a ação de adjudicação 
compulsória, que independerá de prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório de 
imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis/SC. BL: art. 47, CPC c/c S. 
239 do STJ e jurisprudência do STJ (vide abaixo, na explicação da questão do MPMG-2010). 
 
(MPBA-2018): Nos casos de direito real imobiliário, o foro da situação da coisa é regra de fixação da 
competência, mas que pode ser transmudada se a ação for de direito pessoal, embora relativas ao imóvel. 
BL: art. 47, CPC. 
 
#Atenção: Se a ação for de direito pessoal, embora relativas ao imóvel, a competência pode ser alterada, 
pois a mera repercussão indireta sobre o direito de propriedade não é suficiente para caracterizar a 
competência absoluta. 
 
(TJPR-2017-CESPE): Assinale a opção correta a respeito da desapropriação indireta: O juízo competente 
para processar e julgar a desapropriação indireta é o do foro de situação do bem. BL: art. 47 do CPC e 
jurisprudência do STJ e STF (adm.). 
 
#Atenção: #STJ: #MPAM-2015: #TRF1-2015: #TJPR-2017: #PGEGO-2021: #TRF4-2022: #CESPE: #FCC: 
#FMP: A ação de desapropriação indireta possui natureza real, circunstância que atrai a competência 
para julgamento e processamento da demanda para o foro da situação do imóvel, nos termos do art. 95 
do CPC/73 [atual art. 47 do CPC/15]. Versando a discussão sobre direito de propriedade, trata-se de 
competência absoluta, sendo plenamente viável seu conhecimento de ofício, conforme fez o d. Juízo 
Suscitado. A competência estabelecida com base no art. 95 do CPC/73 [atual art. 47, CPC/15] não 
encontra óbice no art. 109, § 2º, da CF, segundo o qual “as causas intentadas contra a União poderão ser 
aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu 
origem à demanda ou onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal”. Com efeito, conforme já 
decidido por esta Corte Superior, a competência absoluta do forum rei sitae não viola as disposições do 
art. 109, § 2º, da CF, certo que a hipótese da situação da coisa está expressamente prevista como uma das 
alternativas para a escolha do foro judicial (CC 5.008/DF, 1ª S., Rel. Min. Milton Luiz Pereira, DJ de 
21.2.94). Ainda que a UniãoFederal figure como parte da demanda, o foro competente para processar e 
julgar ação fundada em direito real sobre imóvel deve ser o da situação da coisa, especialmente para 
40 
 
facilitar a instrução probatória. Precedentes do STF e do STJ. (STJ. 1ª S. CC 46.771/RJ, Rel. Min. Denise 
Arruda, j. 24/08/05). 
 
(MPMG-2010): Fulano "A", residente em Belo Horizonte (MG), pretendendo adquirir imóvel para 
veraneio, interessou-se por uma casa localizada em Escarpas do Lago, Município de Capitólio (MG) 
(Comarca de Piumhi), pertencente à Construtora "B", sediada no Município de Divinópolis (MG). 
Acertado o preço para pagamento parcelado, os contratantes celebraram compromisso de compra e 
venda, contendo cláusula de eleição de foro, Comarca de Divinópolis (MG). Depois de quitado o preço, 
o promitente vendedor recusou-se a outorgar o domínio e, por isso, o comprador ajuizou ação de 
adjudicação compulsória no Juízo da Comarca de Belo Horizonte. De acordo com a jurisprudência dos 
Tribunais Superiores, marque a resposta correta: Trata-se de ação real imobiliária e, consequentemente, 
o foro competente é o da situação do imóvel, devendo o juiz, de ofício, reconhecer a sua incompetência. 
BL: art. 47 do CPC e jurisprudência do STJ. 
 
#Atenção: #STJ: A ação de adjudicação compulsória é fundada em direito pessoal (contrato, 
compromisso de compra e venda). No entanto, a jurisprudência do STJ tem a considerado fundada em 
direito real imobiliário e, portanto, inserida na parte final do art. 95, do CPC/73 [atual art. 47, caput, 
CPC/15], no rol da competência territorial absoluta: “AGRAVO REGIMENTAL - RECURSO ESPECIAL - 
AÇÃO DE ADJUDICAÇÃO COMPULSÓRIA - COMPETÊNCIA - FORUM REI SITAE - PRECEDENTES 
DO STF E DO STJ - MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA - NECESSIDADE - AGRAVO 
IMPROVIDO”. (STJ - AgRg no REsp 773.942/SP, Rel. Min. Massami Uyeda, 3ª T., j. 19/08/08) 
 
#Atenção: #STJ: #MPDFT-2021: A jurisprudência do STJ entende não haver litisconsórcio passivo 
necessário com a ANATEL, nos termos do art. 47 do CPC, nas hipóteses em que o objeto da ação civil 
é a proteção da relação de consumo existente entre os usuários e a empresa de telefonia e não as normas 
editadas pela autarquia federal em demanda cujo resultado vai interferir na sua esfera jurídica. STJ. 
3ª T., REsp 1832217/DF, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, j. 06/04/21. (...) Inexistência de 
litisconsórcio necessário entre as concessionárias com a ANATEL, quando a relação jurídica 
controvertida é alheia àquela mantida entre as concessionárias e o ente regulador. STJ. 3ª T., REsp 
1.488.284/PE, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, j. 14/8/18. 
§ 1o O autor PODE OPTAR pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio NÃO 
RECAIR sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de 
nunciação de obra nova. (TJSC-2015) (PGEMS-2016) (MPBA-2018) (PGESC-2018) (TJPR-2019) (PGM-Campo 
Grande/MS-2019) (Cartórios/TJMS-2021) (PGEAL-2021) (PCPA-2021) (TJAP-2022) (Anal. Judic./TJCE-2022) (TJES-2023) 
(TJMS-2023) 
(PGEAL-2021-CESPE): Na propositura de ação que tenha por objetivo discutir direito que se imponha 
sobre prédio serviente em benefício do dominante, o réu deverá ajuizá-la no foro onde está situado o 
imóvel. BL: art. 47, caput e §1º, CPC. 
 
#Atenção: Na propositura de ação que tenha por objetivo discutir direito que se imponha sobre prédio 
serviente em benefício do dominante, o réu deverá ajuizá-la no foro onde está situado o imóvel (art. 47, 
caput, CPC), sem possibilidade de optar por foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição, por se tratar 
de litígio que recai sobre servidão, conforme prevê o art. 47, § 1º do CPC. Em outras palavras, o referido 
§1º do art. 47 do CPC afirma que a ação com objetivo de discutir direito de propriedade, vizinhança, 
servidão, divisão e demarcação são justamente aquelas que atraem o foro da situação do imóvel (art. 47, 
§1º, CPC). Trata-se de regra de competência absoluta que não pode ser alterada pela vontade das partes. 
 
(MPBA-2018): Não versando o litígio sobre servidão ou vizinhança, o autor pode optar pelo foro do 
domicílio do réu. BL: art. 47, §1º, CPC. 
§ 2o A AÇÃO POSSESSÓRIA IMOBILIÁRIA SERÁ PROPOSTA no foro de situação da coisa, cujo 
juízo TEM COMPETÊNCIA ABSOLUTA. (MPDFT-2015) (DPEES-2016) (DPEMT-2016) (DPEBA-2016) (MPRS-2016) 
(PGEMS-2016) (Anal./MPRJ-2016) (Anal. Judic./TRT20-2016) (PGEAC-2017) (TJMT-2018) (PGESC-2018) (PCBA-2018) 
(Cartórios/TJCE-2018) (Anal. Judic./TRT2-2018) (TJPR-2017/2019) (PGM-Campo Grande/MS-2019) (DPERJ-2021) 
(Cartórios/TJMS-2021) (Anal. Judic./TJRJ-2021) (TJAP-2022) (Anal. Judic./TJCE-2022) (TJES-2023) 
(TJES-2023-FGV): José, proprietário de um terreno situado em área abarcada pela Comarca de 
Guarapari, ajuizou ação reivindicatória em face de Carlos, domiciliado em Vila Velha, imputando-lhe 
condutas que, alegadamente, estariam violando o seu direito de propriedade. A petição inicial foi 
41 
 
distribuída a um juízo cível da Comarca de Vitoria, onde José tem domicilio. Nesse cenário, é correto 
afirmar que, ao apreciar a exordial, o juiz deverá reconhecer de oficio o vício de incompetência absoluta 
que se configurou, declinando da competência em favor do juízo cível da Comarca de Guarapari. BL: art. 
47, § 2º c/c art. 64, §1º, CPC.7 
 
#Atenção: A ação é fundada em direito real sobre o imóvel situado na Comarca de Guarapari. É 
competente o foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. A competência absoluta 
pode ser declarada de ofício (art. 64, § 1º, CPC), assim como pelas partes, que devem suscitá-la na 
primeira oportunidade (preliminar de contestação), não sendo, portanto, objeto de preclusão. 
 
(TJAP-2022-FGV): André, domiciliado em Macapá, ajuizou ação de reintegração de posse de imóvel de 
sua propriedade, situado em Laranjal do Jari, em face de Paulo, domiciliado em Santana. Considerando 
que a demanda foi intentada perante juízo cível da Comarca de Macapá, o magistrado, tomando contato 
com a petição inicial, deve: declinar, de ofício, da competência em favor do juízo cível da Comarca de 
Laranjal do Jari. BL: art. 47, § 2º c/c art. 64, §1º, CPC. 
 
#Atenção: Nos termos do §2º do art. 47 do CPC, as ações possessórias imobiliárias possuem como foro 
competente o da situação da coisa, cujo juízo possui competência absoluta. Desse modo, como o imóvel 
encontra-se situado em Laranjal do Jarí, o juiz, ao receber a demanda, deve declinar, de ofício, a 
competência em favor do juízo de Laranjal do Jari, consoante dispõe o art. 64, §1º, do CPC. 
 
(Anal. Judic./TJCE-2022-FCC): Alcides reside em Fortaleza mas possui imóvel em Juazeiro do Norte, que 
foi invadido por terceiro. Para se ver reintegrado na posse, deverá ajuizar ação na Comarca de Juazeiro 
do Norte, que possui competência absoluta para julgamento do processo. BL: art. 47, §2º, CPC. 
 
(Anal. Judic./TJRJ-2021-CESPE): Julgue o seguinte item, no que se refere a regras de competência para 
a atividade jurisdicional cível: O foro do local do imóvel possui competência territorial absoluta para 
julgar ação de reintegração de posse. BL: art. 47, §2º, CPC. 
 
(TJPR-2019-CESPE): De acordo com o CPC, no que concerne ao julgamento de ação reivindicatória da 
propriedade de bem imóvel localizado em território nacional, a competência internacional da justiça 
brasileira e a competência territorial do foro do local do imóvel são consideradas, respectivamente, como 
exclusiva e absoluta. BL: art. 23, I e art. 47, §§1º e 2º, CPC. 
 
#Atenção: A competência para o julgamento da ação reivindicatória de bem imóvel localizado no 
território nacional é exclusiva da jurisdição brasileira por força do art. 23, I, do CPC/15, que dispõe que 
“compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra conhecer de ações relativas a imóveis 
situados no Brasil”. A competência territorial do foro do local em que está situado o bem imóvel, por outro 
lado, é absoluta porque assim determina o art. 47, §2º, do CPC/15. 
 
(Anal.Judic./TRT20-2016-FCC): Joana ajuizou ação de reintegração de posse contra Pietra. A ação tem 
como objeto um imóvel. Tal ação deverá ser proposta no foro da situação do imóvel, cujo juízo tem 
competência absoluta. BL: art. 47, §2º, CPC. 
 
#Atenção: Conforme se nota, embora a regra seja a de que a competência territorial é relativa, tratando a 
ação de direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e nunciação de obra 
nova, a competência territorial será absoluta. E, ainda, tratando-se de ação possessória imobiliária, como 
é o caso da ação de reintegração de posse, deverá ela, obrigatoriamente, ser proposta no foro de situação 
da coisa, haja vista ser essa também uma regra de competência absoluta. 
 
(Anal./MPRJ-2016-FGV): Pedro, proprietário de um bem imóvel situado na Comarca de Niterói, ao saber 
que o mesmo foi ocupado, sem a sua autorização, por Luiz, intentou ação reivindicatória na Comarca do 
Rio de Janeiro, onde é domiciliado. De acordo com a sistemática processual vigente, o réu deve alegar o 
vício de incompetência como preliminar de sua contestação, embora o juiz possa conhecer ex officio da 
matéria. BL: art. 47, § 2º c/c art. 64, §1º, CPC. 
 
#Atenção: O réu da respectiva ação possessória pode alegar vício de incompetência absoluta, pois a ação 
deveria ter sido proposta no foro em que se localiza o imóvel. Conforme o art. 47, § 2º, CPC: "A ação 
 
7 Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. § 1º A 
incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. 
42 
 
possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta". Logo, 
como se trata de hipótese de incompetência absoluta, esta poderá ser alegada a qualquer tempo e 
ser declarada de ofício pelo juiz (art. 64, §1º). 
Art. 48. O FORO DE DOMICÍLIO DO AUTOR DA HERANÇA, no Brasil, É O COMPETENTE 
para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que O ESPÓLIO FOR réu, 
AINDA QUE O ÓBITO TENHA OCORRIDO no estrangeiro. [obs.: regra geral] (DPEES-2016) (PGEMS-2016) 
(MPRR-2017) (DPESC-2017) (TJMT-2018) (MPPB-2018) (PCBA-2018) (Cartórios/TJCE-2018) (PGDF-2022) (TJDFT-2023) 
(MPPB-2018-FCC): Em relação à competência, o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o 
competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última 
vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for 
réu, ressalvados os casos de incompetência absoluta, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
BL: art. 48, CPC. 
Parágrafo único. Se o autor da herança NÃO POSSUÍA DOMICÍLIO CERTO, É COMPETENTE: 
[obs.: exceções] (DPEES-2016) (Cartórios/TJMA-2016) (MPBA-2018) (PCBA-2018) (TJDFT-2023) 
I - o foro de situação dos bens imóveis; (Cartórios/TJMA-2016) (PCBA-2018) 
II - HAVENDO bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; (Cartórios/TJMA-2016) (MPBA-
2018) (PCBA-2018) (TJDFT-2023) 
(TJDFT-2023-CESPE): João, com oitenta anos de idade, nascido em São Paulo/SP, circense, sem 
domicílio certo, foi encontrado morto no município de Fortaleza/CE, em 15 de outubro de 2021. João 
deixou apenas bens imóveis: três situados na cidade de Brasília/DF e um na cidade de Salvador/BA. Em 
razão do óbito, a única filha de João, domiciliada em Aracaju/SE, procedeu à abertura do inventário. 
Nessa situação hipotética, o foro competente para o referido inventário é o do município de Salvador/BA 
ou o de Brasília/DF, indistintamente, pois nesses locais se situam os bens imóveis do autor da herança. 
BL: art. 48, § único, II, CPC. 
 
#Atenção: O foro de domicílio do autor da herança é regra geral do art. 48, caput do CPC, que trata da 
competência para sucessão. Porém, se o autor da herança não tiver domicílio certo, prevalece o do foro 
de localização do imóvel (art. 48, § único, inc. I), ou se tiver mais de um imóvel situado em foro diverso, 
o foro de qualquer deles (inc. II); ou não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer bem do 
espólio, isto é, havendo somente MÓVEIS (inc. III). Analisando o enunciado da questão, o caso de João é 
o art. 48, § único, inciso II do CPC, porque excetua a regra do domicílio certo – João era "circense" -, e, 
havendo mais de um imóvel, à sua filha assiste o direito de escolher o local de qualquer dos imóveis 
(Salvador/BA ou Brasília/DF). 
 
(MPBA-2018): Deixando o autor, sem domicílio certo, da herança vários imóveis em diversos foros é 
competente para o inventário o foro de qualquer um deles. BL: art. 48, § único, II, CPC. 
III - NÃO HAVENDO bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
(Cartórios/TJMA-2016) (PCBA-2018) 
(Cartórios/TJMA-2016-IESES): Consoante a competência, se o autor da herança não possuía domicílio 
certo, é competente de forma abrangente: Foro de situação dos bens imóveis; havendo bens imóveis em 
foros diferentes, qualquer destes; não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do 
espólio. BL: art. 48, § único, CPC. 
Art. 49. A ação em que o ausente FOR RÉU SERÁ PROPOSTA no foro de seu último domicílio, 
TAMBÉM competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de disposições 
testamentárias. (MPPR-2019) (PCPA-2021) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
Art. 50. A ação em que o incapaz FOR RÉU SERÁ PROPOSTA no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. (PGM-BH/MG-2017) (TJSP-2018) (MPPB-2018) (PCBA-2018) (Anal. Judic./TRT15-2018) 
(MPPR-2019) (Cartórios/TJRO-2021) (TJES-2023) (TJMS-2023) (TJRJ-2023) (PGM-Rio Branco/AC-2023) (PCPE-2024) 
43 
 
#Atenção: #STJ: #TJSP-2018: #TJES-2023: #FGV: #VUNESP: “O foro privilegiado do incapaz, nos termos 
do art. 98 do CPC/73 (art. 50 do CPC/15), é de competência relativa. STJ. 3ª T., AgRg no AREsp 
332957/GO, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, j. 02/08/16. 
 
#Atenção: O art. 50, CPC, que estabelece a competência para demandas em que o réu é incapaz, é baseado 
no critério territorial. E, como se sabe, a competência territorial é, em regra, relativa, nos termos do art. 
63 do CPC: “Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo 
foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações.” Em casos excepcionais, a competência territorial 
é considerada absoluta. Ex1: Art. 47, §1º, parte final, e §2º (direito real imobiliário). Ex2: art. 2º, Lei de 
Ação Civil Pública. 
 
(PCPE-2024-CESPE): De acordo com o Código de Processo Civil, a ação em que o incapaz for réu será 
proposta no foro de domicílio de seu representante ou assistente. BL: art. 50, CPC. 
Art. 51. É COMPETENTE o foro de domicílio do réu para as causas em que SEJA autora a União. 
(Anal. Judic./TRT24-2017) (MPPB-2018) (PCPA-2021) 
Parágrafo único. SE a UNIÃO FOR a demandada, A AÇÃO PODERÁ SER PROPOSTA no foro 
de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de situação da coisa 
ou no Distrito Federal. (MPBA-2018/2023) 
(MPBA-2018): A competência pode ser entendida como a repartição da jurisdição entre os diversos 
órgãos encarregados da prestação jurisdicional e é atribuída a cada julgador nos termos normativos dos 
arts. 42 ao 66 do CPC. Assinale a assertiva cuja compreensão corresponde a esses dispositivos: Uma vez 
demandada a União, a ação poderá ser proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato 
ou fato que originou a demanda, no de situação da coisa ou no Distrito Federal. BL: art. 51, § único, CPC. 
Art. 52. É COMPETENTE o foro de domicílio do réu para as causas em que SEJA autor Estado ou 
o Distrito Federal. (PGEMS-2016) (Cartórios/TJMG-2017) (MPPB-2018) (Anal. Judic./TRT15-2018) (MPPR-2019) (PGEGO-
2021) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
(MPPR-2019): Assinale a alternativacorreta, no que diz respeito à matéria de competência, de acordo 
com o CPC: É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor a União, Estado 
ou o Distrito Federal. BL: arts. 51 e 52, CPC. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação PODERÁ SER 
PROPOSTA no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no 
de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. (MPRS-2016) (PGEMS-2016) (TCEPR-2016) 
(MPPB-2018) (Anal. Judic./TRT15-2018) (Cartórios/TJMG-2019) (Anal. Judic./TJMG-2022) (MPBA-2023) (PGEPA-2023) 
#Atenção: #STF: #DOD: #PGEPA-2023: #CESPE: Discussão quanto à constitucionalidade de diversos 
dispositivos do CPC: É inconstitucional a regra de competência que autoriza que entes subnacionais 
sejam demandados em qualquer comarca do País, pois a fixação do foro deve se restringir aos seus 
respectivos limites territoriais. Deve ser conferida interpretação conforme a Constituição aos arts. 46, 
§ 5º, e 52, parágrafo único, ambos do CPC/15, no sentido de que a competência seja definida nos 
limites territoriais do respectivo estado ou do Distrito Federal, nos casos de promoção de execução 
fiscal e de ajuizamento de ação em que qualquer deles seja demandado. A possibilidade de litigar em 
face da União em qualquer parte do País (art. 109, §§ 1º e 2º, CF) é compatível com a estruturação 
nacional da Advocacia Pública federal. Contudo, estender essa previsão aos entes subnacionais resulta 
na desconsideração de sua prerrogativa constitucional de auto-organização (arts. 18, 25 e 125, CF) e da 
circunstância de que sua atuação se desenvolve dentro dos seus limites territoriais. Assim, o STF 
decidiu: 1) atribuir interpretação conforme a Constituição ao art. 46, § 5º, do CPC/15, para restringir 
sua aplicação aos limites do território de cada ente subnacional ou ao local de ocorrência do fato 
gerador; 2) atribuir interpretação conforme a Constituição ao art. 52, parágrafo único, do CPC/15, para 
restringir a competência do foro de domicílio do autor às comarcas inseridas nos limites territoriais 
do estado-membro ou do Distrito Federal que figure como réu. STF. Plenário. ADI 5492/DF, Rel. Min. 
Dias Toffoli, j. 25/4/23 (Info 1092). STF. Plenário. ADI 5737/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, redator do 
acórdão Min. Roberto Barroso, j. 25/4/23 (Info 1092). 
(PGEPA-2023-CESPE): Quanto à organização do Estado, assinale a opção correta: Em que pese a disposição 
legal que determina ser competente o foro de domicílio do réu para as causas em que estado-membro seja 
44 
 
autor, o STF restringiu tal competência às comarcas inseridas nos limites territoriais do estado-membro ou 
do Distrito Federal que figure como réu. BL: Info 1092, STF. 
 
 
 
(MPRS-2016): Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser proposta no foro de 
domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de situação da coisa ou 
na capital do respectivo ente federado. BL: art. 52, § único, CPC. 
Art. 53. É COMPETENTE o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de 
união estável: (DPEMT-2016) 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; (MPGO-2016) (MPRO-2017) (DPEPR-2017) (DPEAM-2018) 
(Anal. Judic./TRT15-2018) (DPESP-2019) (Cartórios/TJAM-2023) 
(DPEAM-2018-FCC): Carlos e Vitória se casaram na cidade de Tabatinga (AM), onde residiram por cerca 
de três anos e tiveram dois filhos. Há cerca de dois anos se mudaram para Tefé (AM). Em razão de 
desentendimentos entre o casal, acabaram rompendo o relacionamento e, após a separação de fato, 
Vitória se mudou para Parintins (AM), enquanto Carlos voltou com as crianças para a sua cidade natal, 
Eurunepé (AM). O único imóvel do casal está situado na cidade de Manaus (AM). Caso Carlos venha a 
ajuizar ação de divórcio, a competência territorial neste caso será da Comarca de Eurunepé. BL: art. 53, 
I, “a”, CPC. 
 
(MPGO-2016): Para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução da união estável, é competente o domicílio do guardião do filho incapaz. BL: art. 53, I, “a”, 
CPC. 
b) do último domicílio do casal, CASO NÃO HAJA filho incapaz; (DPEES-2016) (MPRO-2017) (DPEPR-
2017) (Anal. Judic./TJPE-2017) (TJMT-2018) (MPPI-2019) (Cartórios/TJAM-2023) 
(TJMT-2018-VUNESP): João e José formam um casal homoafetivo, sem filhos, que possuem domicílio 
certo em Cuiabá. A empresa Y atua no ramo de produção de cosméticos e também está localizada na 
capital do Estado do Mato Grosso. Com base nessas informações e nas regras de competência fixadas no 
CPC/2015, assinale a alternativa correta: No caso de ação de dissolução da união estável de João e José, 
será competente o foro do último domicílio do casal. BL: art. 53, I, “b”, CPC. 
 
(DPEES-2016-FCC): A respeito da competência, o CPC/15 dispõe que, como regra, nas ações de divórcio, 
é competente o foro do guardião do filho incapaz e, caso não haja filho incapaz, o foro do último domicílio 
do casal. BL: art. 53, I, “a” e “b”, CPC. 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; (MPRO-2017) 
(DPEPR-2017) (MPPI-2019) (Anal. Judic./TJMG-2022) (Cartórios/TJAM-2023) 
d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, de 7 de 
agosto de 2006 (Lei Maria da Penha); (Incluída pela Lei nº 13.894, de 2019) (MPCE-2020) (Cartórios/TJAM-2023) 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que SE PEDEM ALIMENTOS; 
(DPESP-2019) (DPEBA-2021) (DPEGO-2021) (DPERJ-2021) 
Súmula 1-STJ: O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente para a ação de 
investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos. 
 
(DPEGO-2021-FCC): De acordo com as regras estabelecidas pelo CPC, a competência territorial para a 
ação declaratória de paternidade é do foro do domicílio do réu, salvo se a demanda for cumulada com 
pedido de alimentos. BL: arts. 46 e 53, II, CPC e Súmula 1, STJ. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13894.htm#art2
45 
 
#Atenção: De início, cumpre ressaltar que a ação declaratória de paternidade compreende uma demanda 
envolvendo direito pessoal. Nessa situação, caso a demanda trate apenas de pedido de declaração de 
paternidade, em regra, o foro competente será o do domicílio do réu, nos termos do art. 46 do CPC/15. 
Por outro lado, se houver, cumulativamente o pedido de alimentos, nesse caso o foro competente será 
do domicílio ou residência do alimentante (art. 53, II, CPC e Súmula 1, STJ). Perceba, portanto, que 
prevalecerá o foro privilegiado ao alimentando, nas ações em que se pedem alimentos, visando buscar a 
melhor tutela a interesses da parte envolvida. Nesse ponto, havendo cumulação de pedido de alimentos 
com investigação de paternidade, prevalecerá o foro especial do alimentando (Súmula 1, STJ). Acerca do 
tema, vejamos o seguinte julgado do STJ: “(...) Não cumulada a ação de investigação de paternidade com o 
pedido alimentar, a competência é do foro do domicílio do réu (art. 94 do CPC). A Súmula 01/STJ aplica-se para os 
casos de cumulação do pedido investigatório com o de alimentos. STJ, 4ª T., REsp 108.683/MG, Rel. Min. Ruy 
Rosado de Aguiar, j. 04/10/01”. Para não esquecer, basta lembrar da seguinte dica: “Se a pessoa está pedindo 
alimentos, é porque, em teoria, ela não tem condição de ir para longe e participar dos atos do processo. Por isso, o 
foro é domicilio de quem pede alimentos.” Outra dica para não esquecer: 
-SÓ ALIMENTOS: domicílio do alimentando; 
-ALIMENTOS + PATERNIDADE: domicílio do alimentando (prevalece o interesse da ação de 
alimentos); 
-SÓ PATERNIDADE: domicílio do réu (volta para a regra). 
III - do lugar: 
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; 
b)onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; (TJPA-
2019) 
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que FOR ré sociedade ou associação SEM 
PERSONALIDADE JURÍDICA; (TJPA-2019) 
(TJPA-2019-CESPE): De acordo com o CPC, o domicílio para fins de competência do foro em ação 
ajuizada em desfavor de sociedade sem personalidade jurídica que tenha descumprido obrigação 
contratual será o do local onde a sociedade exercer suas atividades. BL: art. 53, III, “c”, CPC. 
d) onde a obrigação DEVE SER SATISFEITA, para a ação em que SE LHE EXIGIR o cumprimento; 
(MPBA-2018) (TJPA-2019) 
e) de residência do idoso, para a causa que VERSE sobre direito previsto no respectivo estatuto; 
(MPBA-2018) (PCSE-2018) 
(MPBA-2018): A competência pode ser entendida como a repartição da jurisdição entre os diversos 
órgãos encarregados da prestação jurisdicional e é atribuída a cada julgador nos termos normativos dos 
arts. 42 ao 66 do CPC. Assinale a assertiva cuja compreensão corresponde a esses dispositivos: É 
competente o foro do lugar onde a obrigação deve ser satisfeita para a ação em que se lhe exigir o 
cumprimento, assim como o da residência do idoso para a causa que verse sobre direito previsto no 
Estatuto do Idoso. BL: art. 53, III, “d” e “e”, CPC. 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado 
em razão do ofício; (TJMT-2018) (Anal. Judic./TRT15-2018) 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano; (Anal. Judic./TRT12-2017) (PCSE-2018) (DPEPA-2022) 
(Anal. Judic./TRT12-2017-FGV): Joaquim, que reside em Minas Gerais, pretende ajuizar uma ação 
postulando a reparação de danos causados por uma empresa construtora, com sede localizada na cidade 
de São Paulo. Considerando que o ato causador do dano ocorreu na cidade de Florianópolis, para a 
propositura dessa ação o foro competente é o do lugar do fato ou ato. BL: art. 53, IV, “a”, CPC. 
46 
 
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios; 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de 
delito ou acidente de veículos, INCLUSIVE AERONAVES. (Anal. Judic./TJPE-2017) (PGM-João Pessoa/PB-2018) 
(Anal. Judic./TRT15-2018) (PCPA-2021) 
#Atenção: #STJ: #DOD: A competência para julgar ação de reparação de dano sofrido em razão de 
acidente de veículos é do foro do domicílio do autor ou do local do fato (art. 53, V, do CPC). Contudo, 
essa prerrogativa de escolha do foro não beneficia a pessoa jurídica locadora de frota de veículos, em 
ação de reparação dos danos advindos de acidente de trânsito com o envolvimento do locatário. STJ. 
4ª T. EDcl no AgRg no Ag 1.366.967-MG, Rel. Min. Marco Buzzi, Rel. p/ acórdão Min. Maria Isabel 
Gallotti, j. 27/4/17 (Info 604). 
 
(PGM-João Pessoa/PB-2018-CESPE): Gabriel e Mateus envolveram-se em uma colisão no trânsito com 
seus respectivos veículos. Como eles não chegaram a um acordo, Mateus decidiu ingressar com ação 
judicial contra Gabriel. Conforme o Código de Processo Civil, o foro competente para processar e julgar 
a referida demanda é o do domicílio de Mateus ou do local do fato. BL: art. 53, V, CPC. 
Seção II 
Da Modificação da Competência 
Art. 54. A COMPETÊNCIA RELATIVA PODERÁ MODIFICAR-SE pela conexão ou pela 
continência, observado o disposto nesta Seção. (Cartórios/TJMA-2016) (PGEAP-2018) (PCBA-2018) (PGM-São José 
do Rio Preto/SP-2019) (Anal. Judic./TRF3-2019) (PGECE-2021) (TJAP-2022) (TJMMG-2022) (TJPR-2023) (TRT/Unificado-
2023) 
Art. 55. REPUTAM-SE CONEXAS 2 (duas) ou mais ações quando lhes FOR COMUM o pedido 
OU a causa de pedir. [CUIDADO: OU] (PGEMT-2016) (Cartórios/TJMA-2016) (TRT4-2016) (PGM-POA/RS-2016) 
(DPERO-2017) (DPU-2017) (PCBA-2018) (MPSC-2019) (Anal. Judic./TRF3-2019) (PGECE-2021) (PGEGO-2021) (PCPA-2021) 
(TJAP-2022) (TJPE-2022) (TJSC-2022) (MPMS-2022) (TRF3-2022) (TJMMG-2022) (TJPR-2023) (AGU-2023) (TCEES-2023) 
(PGM-POA/RS-2016-Fundatec): Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o 
pedido ou a causa de pedir. BL: art. 55, CPC. 
§ 1o Os PROCESSOS DE AÇÕES CONEXAS SERÃO REUNIDOS para decisão conjunta, SALVO 
SE um deles já houver sido sentenciado. (TRT4-2016) (MPSP-2017) (DPU-2017) (PGEAP-2018) (PCSE-2018) 
(Anal./MPAL-2018) (Cartórios/TJMG-2019) (Anal. Judic./TRF3-2019) (TJGO-2021) (PGECE-2021) (PGEGO-2021) (TJAP-2022) 
(TJPE-2022) (TJSC-2022) (TRF3-2022) (TJPR-2023) (TCEES-2023) 
Súmula 235-STJ: A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. 
 
(PGECE-2021-CESPE): À luz do CPC, julgue o seguinte item, a respeito de competência interna, 
modificação de competência e conexão: Julgada uma das ações, deixa de existir motivo para a reunião 
dos processos em razão de conexão. BL: art. 56, §1º, CPC. 
§ 2o APLICA-SE o disposto no caput: 
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico; (TRT4-
2016) (DPU-2017) (Anal. Judic./TRT21-2017) (TJAP-2022) (TCEES-2023) 
#Atenção: #DPU-2017: #CESPE: É certo que o CPC permite a propositura de ação de execução de título 
extrajudicial e de ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico. Entretanto, não exige que para 
tanto que a parte demonstre a conexão entre as demandas. A lei processual afirma apenas que, sendo 
elas ajuizadas, haverá conexão e, por isso, o juízo prevento poderá reuni-las para julgamento conjunto. 
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. (TRT4-2016) 
FPPC nº 237. (art. 55, §2º, I e II) O rol do art. 55, § 2º, I e II, é exemplificativo. 
47 
 
§ 3o SERÃO REUNIDOS para julgamento CONJUNTO os processos que POSSAM GERAR risco 
de prolação de DECISÕES CONFLITANTES ou CONTRADITÓRIAS CASO DECIDIDOS 
SEPARADAMENTE, MESMO SEM conexão entre eles. (MPGO-2016) (Cartórios/TJMA-2016) (TRT4-2016) (PGM-
POA/RS-2016) (DPU-2017) (DPEAM-2018) (Anal./MPAL-2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) (Anal. Judic./TRF3-2019) (PGECE-
2021) (PCPA-2021) (TJMA-2022) (TRF3-2022) (TRT/Unificado-2023) 
#Atenção: #DOD: #STJ: #TRF3-2022: Conexão por prejudicialidade: A conexão entre duas causas ocorre 
quando elas, apesar de não serem idênticas, possuem um vínculo de identidade entre si quanto a 
algum dos seus elementos caracterizadores. São duas (ou mais) ações diferentes, mas que mantêm um 
vínculo entre si. Segundo o texto do CPC/73, existe conexão quando duas ou mais ações tiverem o 
mesmo pedido (objeto) ou causa de pedir. Quando o juiz verificar que há conexão entre duas causas, 
ele poderá ordenar, de ofício ou a requerimento, a reunião delas para julgamento em conjunto. Essa é 
a regra geral, não sendo aplicável, contudo, quando a reunião implicar em modificação da competência 
absoluta. O conceito de conexão previsto na lei é conhecido como concepção tradicional (teoria 
tradicional) da conexão. Existem autores, contudo, que defendem que é possível que exista conexão 
entre duas ou mais ações mesmo que o pedido e a causa de pedir sejam diferentes. Em outras palavras, 
pode haver conexão em situações que não se encaixem perfeitamente no conceito legal de conexão. 
Tais autores defendem a chamada teoria materialista da conexão, que sustenta que, em determinadas 
situações, é possível identificar a conexão entre duas ações não com base no pedido ou na causa de 
pedir, mas sim em outros fatos que liguem uma demanda à outra. Eles sustentam, portanto, que a 
definição tradicional de conexão é insuficiente. Essa teoria é chamada de materialista porque defende 
que, para se verificar se há ou não conexão, o ideal não é analisar apenas o objeto e a causa de pedir, 
mas sim a relação jurídica de direito material que é discutida em cada ação. Existirá conexão se a 
relação jurídica veiculada nas ações for a mesma ou se, mesmo não sendo idêntica, existir entre elas 
uma vinculação. Essa concepção materialista é que fundamenta a chamada “conexão por 
prejudicialidade”. Podemos resumi-la em uma frase: quando a decisão de uma causa interferir na 
soluçãoda outra, há conexão. No caso concreto, havia duas ações: em uma delas o autor (empresa 1) 
executava uma dívida da devedora (empresa 2). A executada, por sua vez, ajuizou ação declaratória de 
inexistência da relação afirmando que nada deve para a empresa 1. Nesta situação, o STJ reconheceu 
que havia conexão por prejudicialidade e decidiu o seguinte: “pode ser reconhecida a conexão e 
determinada a reunião para julgamento conjunto de um processo executivo com um processo de 
conhecimento no qual se pretenda a declaração da inexistência da relação jurídica que fundamenta a 
execução, desde que não implique modificação de competência absoluta.” STJ. 4ª T., REsp 1221941-RJ, 
Rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 24/2/15 (Info 559). 
 
(TRF3-2022): Assinale a alternativa correta: Os processos serão reunidos para julgamento conjunto 
sempre que houver o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos 
separadamente. BL: art. 56, §3º, CPC. 
 
(PGECE-2021-CESPE): À luz do CPC, julgue o seguinte item, a respeito de competência interna, 
modificação de competência e conexão: A reunião de processos conexos visa facilitar sua instrução e 
evitar julgamentos conflitantes e contraditórios. BL: art. 56, §3º, CPC. 
 
(Anal. Judic./TRF3-2019-FCC): Determinada autarquia federal moveu contra uma mesma associação 
privada duas ações distintas, com pedidos e causas de pedir diversos uma da outra, mas ambas versando 
sobre o mesmo bem. Os processos das ações foram distribuídos a diferentes Varas da Justiça Federal. 
Nesse caso, não existe conexão entre os processos, mas eles deverão ser reunidos para julgamento 
conjunto, caso exista o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, salvo se um deles já 
houver sido sentenciado. BL: art. 55, §§1º e 3º, CPC. 
 
(MPGO-2016): Ainda que não haja conexão entre eles, poderão ser reunidos para julgamento conjunto 
os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias. BL: art. 55, 
§3º, CPC. 
Art. 56. DÁ-SE a CONTINÊNCIA entre 2 (duas) ou mais ações QUANDO HOUVER identidade 
quanto às partes E à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. 
[CUIDADO: E] (Anal. Gestão/Advogado-2016) (DPERO-2017) (Anal. Judic./TREPE-2017) (Cartórios/TJCE-2018) (PCBA-
2018) (Anal. Judic./TRF3-2019) (DPERJ-2021) (PCPA-2021) (MPMS-2022) (TJMMG-2022) (AGU-2023) (TCEES-2023) 
(Anal. Gestão/Advogado-2016-FGV): A continência entre duas ou mais ações ocorre quando há 
identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. BL: art. 56, CPC. 
48 
 
Art. 57. Quando houver CONTINÊNCIA e a AÇÃO CONTINENTE TIVER SIDO PROPOSTA 
anteriormente, no processo relativo à AÇÃO CONTIDA SERÁ PROFERIDA sentença SEM 
RESOLUÇÃO DE MÉRITO, caso contrário, as AÇÕES SERÃO necessariamente reunidas. (MPRS-2016) 
(PGM-POA/RS-2016) (TJSP-2017) (DPERO-2017) (MPF-2017) (TJMT-2018) (MPBA-2018) (MPMG-2018) (PGEAP-2018) (Aud. 
Fiscal-SEFAZ/SC-2018) (Anal./MPAL-2018) (Anal. Judic./TRT2-2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) (TJPR-2021) (TJSC-2022) 
(PGEPA-2022) (TJMMG-2022) 
(TJSC-2022-FGV): Em relação à modificação da competência, é correto afirmar que: quando houver 
continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida 
será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
BL: art. 57, CPC. 
 
(DPERO-2017-VUNESP): A Defensoria Pública de Rondônia propõe ação civil pública contra o 
Município de Porto Velho para que seja mantido o funcionamento de creches e escolas de educação 
infantil da rede municipal de ensino nos meses de dezembro e janeiro, de forma contínua e ininterrupta, 
sob pena de multa diária, pois se não for mantido o funcionamento, os responsáveis pelas crianças ficarão 
impossibilitados de trabalhar. No curso da ação, que se encontrava na fase de instrução, a associação dos 
pais de alunos de escolas públicas municipais, apontando idêntica causa de pedir propõe ação civil 
pública pleiteando que seja mantido o funcionamento de creches e escolas de educação infantil da rede 
municipal de ensino de Porto Velho no mês de janeiro. A partir destes fatos hipotéticos, assinale a 
alternativa correta: A ação movida pela Associação de Pais deve ser julgada extinta, sem julgamento do 
mérito, em decorrência de litispendência parcial. BL: art. 57, CPC. 
 
#Atenção: Quanto ao pedido da ACP, perceba que a Defensoria Pública pede que seja mantido o 
funcionamento das creches e escolas de educação infantil nos meses de dezembro e janeiro. Já a 
Associação dos pais pede que seja mantido o funcionamento de creches e escolas de educação infantil da 
rede municipal de ensino de Porto Velho no mês de janeiro. Aqui se percebe que o pedido da Defensoria 
Pública é mais amplo (meses de dezembro e janeiro). O raciocínio é que se ambas as demandas 
coexistirem, haverá LITISPENDÊNCIA PARCIAL entre elas, uma vez que a ação é praticamente a 
mesma, com a pequena diferença nos pedidos. Por fim, em sendo a ação da Defensoria considerada a 
continente, deverá o juiz extinguir o processo em que a Associação dos Pais figura como autora (ação 
contida), sem julgamento do mérito, ao invés de reunir os processos para julgamento conjunto. Em outras 
palavras, a ação ajuizada pela Associação de Pais é considerada contida em relação à ação ajuizada pela 
Defensoria Pública, considerada continente. Por expressa disposição de lei, quando a ação continente 
precede a ação contida, a ação contida deve ser julgada extinta, sem resolução de mérito, nos termos do 
art. 57 do CPC. 
 
(TJSP-2017-VUNESP): No caso de continência, as demandas devem ser reunidas para julgamento 
conjunto, salvo se a ação continente preceder (= anteceder) a propositura da ação contida, caso em que 
essa última terá seu processo extinto sem resolução do mérito. BL: art. 57, CPC. 
 
#Atenção: #DICA: 
1) se a ação de pedido maior (continente) for ANTERIOR à ação contida (ação de pedido menor) haverá 
EXTINÇÃO sem resolução do mérito para a ação menor (contida). O raciocínio é que se ambas 
coexistirem, haverá LITISPENDÊNCIA PARCIAL entre elas. 
 
2) se a ação de pedido menor (contida) for a PRIMEIRA a ser ajuizada, a REUNIÃO das ações será 
obrigatória. 
 
CONCLUSÃO: 
 Na conexão haverá REUNIÃO das ações e ponto! 
 Na continência, a depender do MOMENTO de ajuizamento da ação contida ou continente, 
poderá haver a REUNIÃO das ações para julgamento conjunto, ou EXTINÇÃO SEM 
RESOLUÇÃO DE MÉRITO da ação menor (contida). 
Art. 58. A reunião das ações PROPOSTAS em separado FAR-SE-Á NO JUÍZO PREVENTO, onde 
SERÃO DECIDIDAS simultaneamente. (Anal. Judic./TRT21-2017) (PCBA-2018) (Cartórios/TJSC-2021) (PGECE-
2021) (PCPA-2021) (TJAP-2022) (TJPE-2022) (TJPR-2023) 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial TORNA PREVENTO o juízo. (DPEMT-2016) 
(TJSP-2017) (Anal. Judic./TRT21-2017) (TRF2-2017/2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) (Cartórios/TJMG-2019) (PGECE-2021) 
(PGEGO-2021) (TJAP-2022) (TJPE-2022) (DPEPA-2022) (TJPR-2023) (TCEES-2023) 
49 
 
(TJPR-2023-FGV): Em razão de uma série de percalços ocorridos em uma viagem internacional, marcada 
por atraso de voos, perda de conexões e extravios de bagagens, Antônio, sua mulher, Bruna, e o filho do 
casal, Carlos, de 18 anos de idade, decidiram assestar pretensão indenizatória em face da companhia 
aérea. Mas, em vez de se associar em um litisconsórcio ativo, optaram os membros da família por ajuizar 
separadamente as ações indenizatórias, embora as três se arrimassem em um contexto fático idêntico, 
sobretudo no tocante às falhas na prestação do serviço atribuídas à parte ré e aos danos sofridos por cada 
autor. Assim, a petição inicial de Antônio foi distribuída ao Juízo X, com competência para matéria cível, 
no dia 11 de setembro de 2023, tendo recebido juízo positivo de admissibilidade em 15 de setembro e 
efetivando-se a citação da ré no dia 02de outubro. A peça exordial de Bruna, por sua vez, foi distribuída 
ao Juízo Y, também com competência para matéria cível, em 13 de setembro de 2023, com juízo positivo 
de admissibilidade em 14 de setembro e ultimação do ato citatório em 27 de setembro. Quanto à inicial 
de Carlos, a sua distribuição, ao Juízo Z, igualmente com competência para matéria cível, deu-se em 18 
de setembro de 2023, tendo se dado o juízo positivo de admissibilidade da ação em 19 de setembro e a 
citação, em 25 de setembro. A princípio, a parte ré não se deu conta da tramitação simultânea dos três 
processos, razão por que não suscitou a questão nas peças contestatórias que ofertou em cada um deles. 
Mas, percebendo a situação algum tempo depois, alertou os Juízos X, Y e Z sobre o fato, sustentando a 
ocorrência da conexão entre as ações e pugnando pela reunião dos feitos, para fins de julgamento 
simultâneo. Quando da protocolização dessas manifestações processuais da ré, o feito em curso no Juízo 
Y, em cujo polo ativo figurava Bruna, já havia sido sentenciado, com o acolhimento parcial do pleito 
indenizatório formulado na inicial. Os outros dois processos estavam aguardando a realização de 
audiência de instrução e julgamento, ante o deferimento da prova testemunhal pelos respectivos juízos. 
Nesse cenário, é correto afirmar que: os feitos em curso nos Juízos X e Z devem ser reunidos para 
julgamento simultâneo pelo Juízo X, que é o prevento. BL: arts. 55, §1º c/c arts. 58 e 59, CPC. 
 
#Atenção: A primeira distribuição torna o juízo X prevento (art. 59, CPC). Assim, em regra, as três ações 
deveriam ser reunidas para decisão conjunta. Ocorre que tal reunião não aconteceu e houve sentença do 
feito do juízo Y. Desse modo, considerando que a sentença afasta a previsão do § 1º do art. 55 do CPC 
(Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado), apenas os feitos dos juízos X e Z devem ser reunidos para julgamento no primeiro destes. 
Em outras palavras, considerando que já foi proferida sentença no feito Y, não há mais de se reunir os 
processos conexos com o sentenciado, na forma do art. 55, §1º, do CPC e à luz da Súmula 235 do STJ. 
Quanto aos processos X e Z, a reunião dos processos deve ocorrer no juízo prevento (art. 58, CPC), isto 
é, no juízo X, diante da distribuição ocorrida em data pretérita. É o que se extrai do art. 59 do CPC. 
 
(TJPE-2022-FGV): Credor de determinada obrigação contratual, no dia 09 de maio de 2022, distribuiu a 
uma vara cível de determinada comarca a petição inicial de ação em que pleiteou a declaração da 
existência do vínculo jurídico obrigacional. Três dias depois, foi distribuída pelo mesmo credor, noutra 
vara cível da mesma comarca, a inicial de uma segunda demanda, já então para se pedir a condenação 
do devedor ao pagamento da mesma obrigação. No processo distribuído em primeiro lugar, o despacho 
liminar positivo foi proferido em 23 de maio de 2022, e, no segundo, o provimento de igual natureza veio 
a lume em 16 de maio de 2022. Nesse contexto, é correto afirmar que: os feitos devem ser reunidos para 
julgamento conjunto no juízo em que houver ocorrido a primeira distribuição. BL: arts. 55, caput, 58 e 
59, CPC. 
 
#Atenção: No caso em tela, temos um exemplo de conexão, porque se trata da mesma causa de pedir, ou 
seja, o mesmo contrato, todavia, os pedidos são diversos: em uma é só a declaração do débito, na outra, 
o pagamento. Por isso, não há falar em continência. Cumpre lembrar que o pedido deve ser CERTO e 
DETERMINADO (Pedido da 1ª ação: DECLARAÇÃO DE EXISTÊNCIA; Pedido da 2ª ação: 
CONDENAÇÃO EM OBRIGAÇÃO DE PAGAR). Desse modo, embora a parte pudesse ter ingressado 
com uma única ação, fez os pedidos em ações diferentes e, tendo em vista a possibilidade de o pedido 
de uma interferir na outra, será necessária a reunião para julgamento conjunto no juízo em que houver 
ocorrido a primeira distribuição (09 de maio de 2022). 
 
(TJAP-2022-FGV): Coexistem, em juízos cíveis de comarcas distintas, dois processos, ainda não 
sentenciados. Em um deles, o credor de uma obrigação contratual pleiteia a condenação do devedor a 
cumpri-la, ao passo que, no outro, o devedor persegue a declaração de nulidade do mesmo contrato. 
Nesse cenário, é correto afirmar que os feitos: devem ser reunidos para julgamento conjunto pelo órgão 
judicial onde tiver ocorrido a primeira distribuição. BL: arts. 55, caput e §§1º e 3º8, 58 e 59, CPC. 
 
8 Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. § 1º 
Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. 
50 
 
 
#Atenção: A situação apontada na questão demonstra um caso de conexão por prejudicialidade. Deve-
se perceber que as demandas apresentam causa de pedir e pedidos diversos uma da outra, o que serviria 
para afastar a conexão tipificada no art. 55, caput, do CPC. Ocorre que mesmo nos casos em que a causa 
de pedir e pedidos forem diferentes, pode haver conexão se o resultado de uma interferir ou influenciar 
no resultado da outra ação (conexão por prejudicialidade), conforme o art. 55, § 3º, CPC. Verificada a 
existência da conexão, os processos deverão ser reunidos para decisão conjunta (art. 55, § 1º, CPC) no 
juízo prevento (art. 58, do CPC/15). Ademais, deve-se observar que a distribuição da inicial, conforme o 
caso apontado na questão, tornou prevento o juízo (art. 59, do CPC). 
 
#Atenção: #TRF2-2017: #PGECE-2021: #CESPE: Não há que se falar em prevenção de juízo 
incompetente. Cumpre ressaltar que o instituto da prevenção ocorre nos casos de competência relativa, 
sendo considerado um critério de determinação da competência com base em um elemento temporal. 
É o que dispõe o art. 59 do CPC. Portanto, juízo incompetente não se torna prevento., ou seja, sendo o 
juiz incompetente, não há como tornar-se competente pela prevenção. 
Art. 60. Se o imóvel SE ACHAR SITUADO em mais de um Estado, comarca, seção ou subseção 
judiciária, a COMPETÊNCIA TERRITORIAL DO JUÍZO PREVENTO ESTENDER-SE-Á sobre a 
totalidade do imóvel. (PGM-Contagem/MG-2019) (Anal./MPCE-2020) 
(Anal./MPCE-2020-CESPE): Marta, casada com Marcelo sob o regime de comunhão universal de bens, 
pretende propor uma ação sobre direito real imobiliário cujo objeto será um imóvel situado em dois 
estados da Federação. Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir: Uma vez que o 
imóvel se situa em dois estados, a competência territorial do juízo, prevento, se estenderá sobre a 
totalidade do imóvel. BL: art. 60, CPC. 
Art. 61. A ação acessória será proposta no juízo competente para a ação principal. (TJMS-2023) (TJRJ-
2023) 
#Atenção: #STJ: #DOD: #TJMS-2023: #TJRJ-2023: #FGV: #VUNESP: Ação de partilha posterior ao 
divórcio deve tramitar no juízo que decretou o divórcio, mesmo que um dos ex-cônjuges tenha mudado 
de domicílio e se tornado incapaz: A incapacidade superveniente de uma das partes, após a decretação 
do divórcio, não tem o condão de alterar a competência funcional do juízo prevento. Assim, a ação de 
partilha posterior ao divórcio deve tramitar no juízo que decretou o divórcio, mesmo que um dos ex-
cônjuges tenha mudado de domicílio e se tornado incapaz. Não se aplica, no caso a regra do art. 50 do 
CPC, que prevê a competência do domicílio do incapaz (competência territorial especial). Isso porque 
a competência funcional, decorrente da acessoriedade entre as ações de divórcio e partilha, possui 
natureza absoluta. Portanto, havendo partilha posterior ao divórcio, surge um critério de competência 
funcional do juízo que decretou a dissolução da sociedade conjugal, em razão da acessoriedade entre 
as duas ações, consoante dispõe o art. 61 do CPC. Há, entre as duas demandas (divórcio e partilha), 
uma interligação decorrente da unidade do conflito de interesses, pois a partilha é decorrência lógica 
do divórcio. Existeuma relação de conexão substancial entre as ações, o que gera a prevenção do juízo 
que julgou a ação de divórcio, ou seja, o legislador permitiu a partilha posterior, mas esta deverá ser 
feita no mesmo juízo do divórcio. Por outro lado, a competência territorial especial conferida ao autor 
incapaz, apesar de ter como efeito o afastamento das normas gerais previstas no diploma processual, 
possui natureza relativa. As regras de competência absoluta preponderam em relação às das de 
competência relativa. Portanto, a competência absoluta não admite, em regra, derrogação, prorrogação 
ou modificação, sendo que a ulterior incapacidade de uma das partes (regra especial de competência 
relativa) não altera o Juízo prevento, sobretudo quando o próprio incapaz opta por não utilizar a 
prerrogativa do art. 50 do CPC. STJ. 2ª S. CC 160329-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, j. 27/02/19 (Info 
643). 
(TJRJ-2023-VUNESP): André e Fabiana eram casados há dezoito anos. Por incompatibilidade de ideias, 
resolveram se divorciar e, para tanto, propuseram ação de divórcio perante a 3ª Vara de Família do 
Município de Dois Rios, local de domicílio do casal. À época, decidiram não realizar a partilha dos bens, 
que, em sua maioria, imóveis, ficavam situados na cidade de Araras. Passados dois anos, Fabiana decidiu 
se mudar para a cidade de Terras Verdes. Durante o período, André sofreu um grave atropelamento que o 
deixou com lesões no cérebro, ficando impedido de exprimir a sua vontade. Sua irmã, Maria, residente em 
Itupé, foi nomeada curadora e André passou a residir na cidade vizinha Ituiuti. Diante do ocorrido, Fabiana 
 
(…) § 3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
51 
 
decidiu propor a ação de partilha de bens. Acerca do caso hipotético narrado, de acordo com o atual 
entendimento do STJ, é correto afirmar que a ação de partilha de bens deverá ser proposta em Dois Rios, 
considerando que é o local onde foi ajuizada a ação de divórcio. BL: Info 643, STJ. 
 
#Atenção: #DOD: Natureza dessas regras de competência: 
• A competência funcional, decorrente da acessoriedade entre as ações de divórcio e partilha, 
possui natureza absoluta. 
• Por outro lado, a competência territorial especial conferida ao autor incapaz, apesar de ter 
como efeito o afastamento das normas gerais previstas no diploma processual, possui natureza 
relativa. 
Art. 62. A competência DETERMINADA em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
INDERROGÁVEL por convenção das partes. (MPGO-2016) (PGM-POA/RS-2016) (PGEAC-2017) (PGESC-2018) 
(Aud. Fiscal-SEFAZ/SC-2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) (Cartórios/TJMG-2019) (DPERJ-2021) (Cartórios/TJSC-2021) 
(PGECE-2021) (PGEGO-2021) (PCPA-2021) (Anal. Judic./TRT23-2022) 
Art. 63. As partes PODEM MODIFICAR a competência em razão DO VALOR e DO 
TERRITÓRIO, ELEGENDO foro onde SERÁ PROPOSTA ação oriunda de direitos e obrigações. (PGM-
BH/MG-2017) (PGESC-2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) (MPPR-2019) (MPSC-2019) (Cartórios/TJMG-2019) (Cartórios/TJPR-
2019) (Anal. Judic./TJAM-2019) (Oficial/MPRJ-2019) (Cartórios/TJMS-2021) (Cartórios/TJSC-2021) (PGEGO-2021) (PCPA-
2021) (Anal. Judic./TRT23-2022) 
(Oficial/MPRJ-2019-FGV): No que se refere às regras de competência adotadas pelo CPC/15, é correto 
afirmar que: a competência territorial pode ser modificada por foro de eleição. BL: art. 63, CPC. 
§ 1o A ELEIÇÃO DE FORO só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir 
expressamente a determinado negócio jurídico. (Cartórios/TJPR-2019) (PGEGO-2021) 
(PGEGO-2021-FCC): Considere a seguinte proposição acerca da competência: A eleição de foro entre as 
partes não produz efeito se não constar de instrumento escrito, que não pode ser suprido, em nenhum 
caso, pela oitiva de testemunhas.. BL: art. 63, §1º, CPC. 
§ 2o O FORO CONTRATUAL OBRIGA os herdeiros e sucessores das partes. (Anal. Judic./TRT6-2018) 
(Cartórios/TJSC-2021) 
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, SE ABUSIVA, PODE SER REPUTADA 
INEFICAZ DE OFÍCIO pelo juiz, que DETERMINARÁ a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio 
do réu. (DPEMT-2016) (PGEMT-2016) (PGM-POA/RS-2016) (MPSP-2017) (DPEPR-2017) (PCBA-2018) (Anal./MPAL-2018) 
(Anal. Judic./TRT6-2018) (Anal. Judic./TRT2-2018) (TJGO-2021) (Cartórios/TJSC-2021) (PGEGO-2021) (PCPA-2021) (TJSC-
2022) 
Súmula 33-STJ: A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício. (obs. Superada, em parte). 
 
(Cartórios/TJSC-2021-FGV): Sobre as normas de modificação de competência, é correto afirmar que: a 
cláusula de eleição de foro, se considerada abusiva, pode, até a citação, ser reputada ineficaz de ofício 
pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. BL: art. 63, §3º, CPC. 
 
(MPSP-2017): A cláusula de eleição de foro, se for abusiva, pode ser declarada ineficaz, de ofício, pelo 
juiz, antes da citação do réu. BL: art. 63, §3º, CPC. 
 
#Atenção: #PGEMT-2016: #FCC: Apesar da Súmula 33 (de 2007) do STJ determinar que a incompetência 
relativa não possa ser declarada de ofício, o Novo CPC traz uma exceção a esta regra, no § 3o do art. 63: 
“§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que 
determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu”. Assim, em regra, a incompetência relativa 
não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, ou seja, a própria parte prejudicada é quem deverá alegar. 
Exceção: o foro de eleição é uma regra de incompetência relativa. Mesmo assim, ela pode ser reconhecida 
de ofício pelo magistrado se o foro de eleição for abusivo. 
52 
 
§ 4o CITADO, incumbe ao réu ALEGAR a abusividade da cláusula de eleição de foro na 
CONTESTAÇÃO, sob pena de preclusão. (DPEMT-2016) (PGM-POA/RS-2016) (TCEPR-2016) (DPEPR-2017) (TJGO-
2021) (DPERJ-2021) (Cartórios/TJSC-2021) (PGEGO-2021) (TJSC-2022) 
(PGEGO-2021-FCC): Considere a seguinte proposição acerca da competência: Antes da citação, o juiz 
pode declarar, de ofício, a ineficácia da cláusula de eleição de foro, se abusiva; porém, se isso não ocorrer 
e o réu for citado, incumbe a este alegar a abusividade dessa cláusula na contestação, sob pena de 
preclusão. BL: art. 63, §§3º e 4º do CPC. 
 
(DPEMT-2016): Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de 
ofício pelo juiz; após a citação, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na 
contestação, sob pena de preclusão. BL: art. 63, §§3º e 4º do CPC. 
 
(PGM/POA-2016-Fundatec): Prorroga-se a competência territorial fixada em cláusula abusiva de eleição 
de foro se não alegada a abusividade na contestação. BL: art. 63, §§3º e 4º do CPC. 
Seção III 
Da Incompetência 
Art. 64. A incompetência, ABSOLUTA ou RELATIVA, SERÁ ALEGADA como questão 
preliminar de contestação. (TRF4-2016) (DPEES-2016) (DPEMT-2016) (TJRS-2016) (PGEMT-2016) (TRF2-2017) (MPMG-
2017) (MPSP-2017) (PGEAP-2018) (PCMA-2018) (PCSE-2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) (MPMT-2019) (DPESP-2019) (PGM-
Campo Grande/MS-2019) (MPT-2020) (DPERJ-2021) (Anal. Judic./TRT17-2022) 
FPPC nº 238 (art. 64, caput e §4º). O aproveitamento dos efeitos de decisão proferida por juízo 
incompetente aplica-se tanto à competência absoluta quanto à relativa. [obs.: translatio iudici.] 
 
(Oficial de Justiça/TJAL-2018-FGV): Carlos, domiciliado na Comarca A, intentou, ali, ação de cobrança 
de uma obrigação contratual em face de Pedro, domiciliado na Comarca B. Por entender que a demanda 
deveria tramitar no foro onde tem domicílio, Pedro deverá suscitar a matéria através de: preliminar em 
contestação. BL: art. 64, caput c/c art. 340, CPC.9 
§ 1o A INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA PODE SER ALEGADA em qualquer tempo e grau de 
jurisdição e DEVE SER DECLARADA de ofício. (TRF4-2016) (DPEBA-2016) (TRF2-2017) (MPBA-2018) (PGEAP-solução por outros meios 
ou quando as partes assim o desejassem; d) transparência, ante o conhecimento prévio pelas partes acerca 
dos procedimentos disponíveis para a solução do conflito. (PEIXOTO, Marco Aurélio Ventura; 
PEIXOTO, Renata Cortez Vieira. Fazenda Pública e Execução. Salvador: Juspodivm, 2018, p. 118). 
 
(DPEMA-2018-FCC): São considerados subprincípios do acesso à justiça, dentre outros: a operosidade e 
a utilidade. 
 
#Atenção: Paulo Cezar Pinheiro Carneiro propõe um re-estudo da garantia constitucional do acesso à 
justiça, a partir de quatro grandes subprincípios do acesso à justiça, a saber: a) acessibilidade, que 
significa a existência de sujeitos de direito, capazes de estar em juízo, sem obstáculos de qualquer 
natureza, utilizando adequadamente o instrumental jurídico, e possibilitando a efetivação de direitos 
individuais e coletivos.; b) operosidade, a seu turno, significa que todos os envolvidos na atividade 
jurisdicional devem atuar de forma a obter o máximo de sua produção, para que se atinja o efetivo acesso 
à justiça. c) utilidade, entende-se que o processo deve assegurar ao vencedor tudo aquilo que ele tem 
direito a receber, da forma mais rápida e proveitosa, garantindo-se, contudo, o menor sacrifício para o 
vencido. d) proporcionalidade, que se traduz pela escolha a ser feita pelo julgador quando existem dois 
interesses em conflito. Deve ele se orientar por privilegiar aquele mais valioso, ou seja, o que satisfaz um 
maior número de pessoas. Outro método atinente à proporcionalidade, é aplicar aquele direito que 
menos restringe o outro direito conflitante, assim como no método hermenêutico constitucional". 
 
#Atenção: #DPERN-2015: #DPESP-2015: #Anal. Judic./TJPI-2015: #DPEBA-2021: #DPERR-2021: 
#CESPE: #FCC: #FGV: Quanto ao tema “Acesso à Justiça”, visando uma melhoria judicial, Mauro 
Capelletti e Bryanth Grath propuseram, em seus estudos, três ondas renovatórias do processo. Essas 
ondas têm como foco justamente pontos frágeis do processo jurídico, visando uma melhoria e economia 
processual. Vejamos: i) 1ª onda processual: Essa onda se preocupa com a marginalização da sociedade, 
as pessoas que não podem pagar os custos judiciais. O processo é caro, custas com advogados, 
5 
 
recolhimentos judiciais e ainda à custa da outra parte quando perde a ação. Por esse quadro, dificilmente 
os menos favorecidos teriam possibilidade de fazer uso do poder judiciário e nem ao menos consultar a 
um advogado, recorrendo com isso a autotutela. Esse movimento tem como princípio a assessoria 
gratuita à população de baixa renda, permitindo a esses que eles consigam entrar com algum processo. 
Sem esse princípio teríamos um cerceamento de defesa ou o estímulo à propagação da autotutela.; ii) 2ª 
onda processual: Essa segunda onda se refere ao tutelamento de interesses coletivos. Muitos processos 
individuais tem por origem problemas que envolvem mais de um indivíduo e até mesmo classes e 
sociedades. Se cada indivíduo entrasse com um processo em pleito aos seus interesses, teríamos 
inúmeros processos com o mesmo objeto e finalidade, essa onda tem por base juntar esses processos em 
uma causa só, tutelando vários interesses como uma ação coletiva.; iii) 3ª onda processual: Essa onda 
tem como alvo a melhoria e a desburocratização do processo. Processos mais objetivos, menos trâmites 
burocráticos e menos redundâncias. Permite-se a arbitragem e a mediação como solução de conflitos, 
reconheceu-se o uso da arbitragem com validade judicial, uma decisão feita pela arbitragem não cabe 
recurso judicial. Foi implantada a antecipação da tutela, que garante ao autor um “adiantamento” de 
seu requerimento em caso de prova inequívoca de verossimilhança da alegação. Esse passo foi um marco 
dessa mudança. (Fonte: http://www.lopesperret.com.br/2013/05/30/ondas-renovatorias-do-processo/). 
(DPEBA-2021-FCC): Considerando o aspecto plurissignificativo da expressão “acesso à justiça” e o estudo 
realizado pelo Projeto Florentino de Acesso à Justiça, publicado em 1979, com especial atenção às ondas 
renovatórias relatadas por Cappelletti e Garth, a preocupação com a facilitação e simplificação dos 
procedimentos dispostos aos jurisdicionados e também com a criação de vias alternativas de Justiça 
identifica: a terceira onda, já que o simples acesso à Justiça não é suficiente à garantia dos direitos e, ainda, 
não se deve promover toda solução de conflito por meio do Poder Judiciário. 
#Atenção: A terceira onda propugna que os magistrados abandonem o tradicional papel de mero 
expectador para serem criativos e inovadores na condução do processo. Nesse sentido, deve o magistrado, 
por meio da ação civil pública e das técnicas processuais colocadas à sua disposição, fazer valer o seu poder 
geral de efetivação, buscando os meios idôneos para prestar a tutela adequada, tempestiva e efetiva aos 
direitos transindividuais, de modo a observar atentamente o cumprimento dos dispositivos do CPC. Esta 
onda é também denominada de “o ENFOQUE DO ACESSO À JUSTIÇA”. Ela detém a concepção mais 
ampla de acesso à justiça e tem como escopo instituir técnicas processuais adequadas e melhor preparar 
estudantes e aplicadores do direito. Ela encontra-se intimamente ligada às formas de AUTOCOMPOSIÇÃO 
DE LITÍGIOS. A criação dos Juizados também está fundamentada nas chamadas ondas renovatórias de 
acesso à justiça, notadamente a terceira, que, como dito, se notabiliza pelo incentivo à autocomposição. 
(DPERR-2021-FCC): Mauro Cappelleti e Bryant Garth identificaram no relatório geral do Projeto Florença 
três ondas renovatórias do acesso à justiça. Caracteriza(m) a segunda onda de acesso à justiça o(s) 
seguinte(s) tema(s): sistemas de ações coletivas e interesses difusos. 
#Atenção: Explicando de uma maneira SUPER INFORMAL: Mauro Cappelleti e Bryant Garth identificaram 
3 problemas e, para esses problemas, 3 soluções (ondas renovatórias). 
-1º Problema: Os pobres não conseguiam ter acesso à justiça, porque era bastante oneroso. 
-Solução: Facilitação de acesso por intermédio de justiça gratuita, assistência judicial gratuita, 
isenção de custas e emolumentos etc. 
 
-2º Problema: As reparações de algumas lesões a direitos não eram interessantes de serem buscadas 
individualmente na justiça, seja porque individualmente a lesão era mínima, seja pela dificuldade 
de se definir o titular desse Direito, seja pela própria dificuldade de se tutelar o direito de maneira 
individual. 
-Solução: Tutela dos direitos difusos e coletivos. 
 
-3° Problema: Esse era mais amplo e se referia à efetividade do processo. Os processos eram 
complexos e diversas vezes a parte "ganhava, mas não levava". 
-Solução: Busca pela desburocratização do processo e maneiras de torná-lo mais efetivo por meio 
de tutelas de urgência/evidência, poder geral de cautela do juiz etc. 
 
Em resumo: As três soluções para os problemas são, respectivamente, a primeira, segunda e terceira ondas 
renovatórias de acesso à justiça. 
(DPERN-2015-CESPE): No processo histórico que caracterizou a passagem da prestação de assistência 
judiciária para a prestação de assistência jurídica, a discussão em torno do acesso à justiça nos países do 
mundo ocidental levou ao desenvolvimento de três posições básicas, que surgiram uma após a outra e foram 
denominadas ondas. Considerando essas informações, assinale a opção correta: Um dos objetivos principais 
do método empregado pela terceira onda é a prestação de assistência jurídica de forma a prevenir disputas 
sociais, com foco na solução extrajudicial de conflitos. 
(Anal. Judic./TJPI-2015-FGV): Em sua clássica obra “Acesso à Justiça", Mauro Cappelletti e Bryant Garth 
identificaram os obstáculos a serem transpostos para assegurar o direito ao acesso efetivo à justiça e 
propuseram soluções práticas para os problemas relacionados a esse acesso, denominando-as de “ondas". 
http://www.lopesperret.com.br/2013/05/30/ondas-renovatorias-do-processo/).
6 
 
Nesse contexto, a alternativa que caracteriza uma2018) (MPMT-2019) (Cartórios/TJPR-2019) (PGM-Campo Grande/MS-2019) (MPT-2017/2020) (PGEGO-2021) (TJAP-2022) 
(MPF-2022) (Anal. Judic./TRT17-2022) (TJES-2023) (TJMS-2023) (Cartórios/TJAM-2023) (Anal. Judic./TRT18-2023) 
ENFAM nº 04. Na declaração de incompetência absoluta não se aplica o disposto no art. 10, parte final, 
do CPC/2015. 
 
(TJES-2023-FGV): José, proprietário de um terreno situado em área abarcada pela Comarca de 
Guarapari, ajuizou ação reivindicatória em face de Carlos, domiciliado em Vila Velha, imputando-lhe 
condutas que, alegadamente, estariam violando o seu direito de propriedade. A petição inicial foi 
distribuída a um juízo cível da Comarca de Vitoria, onde José tem domicilio. Nesse cenário, é correto 
afirmar que, ao apreciar a exordial, o juiz deverá reconhecer de oficio o vício de incompetência absoluta 
que se configurou, declinando da competência em favor do juízo cível da Comarca de Guarapari. BL: art. 
47, § 2º10 c/c art. 64, §1º, CPC. 
 
#Atenção: A ação é fundada em direito real sobre o imóvel situado na Comarca de Guarapari. É 
competente o foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. A competência absoluta 
pode ser declarada de ofício (art. 64, § 1º, CPC), assim como pelas partes, que devem suscitá-la na 
primeira oportunidade (preliminar de contestação), não sendo, portanto, objeto de preclusão. 
 
 
9 Art. 340. Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação poderá ser protocolada no 
foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por meio 
eletrônico. 
10 Art. 47. Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa. 
(…) § 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
absoluta. 
53 
 
(TJAP-2022-FGV): André, domiciliado em Macapá, ajuizou ação de reintegração de posse de imóvel de 
sua propriedade, situado em Laranjal do Jari, em face de Paulo, domiciliado em Santana. Considerando 
que a demanda foi intentada perante juízo cível da Comarca de Macapá, o magistrado, tomando contato 
com a petição inicial, deve: declinar, de ofício, da competência em favor do juízo cível da Comarca de 
Laranjal do Jari. BL: art. 47, § 2º c/c art. 64, §1º, CPC. 
 
#Atenção: Nos termos do §2º do art. 47 do CPC, as ações possessórias imobiliárias possuem como foro 
competente o da situação da coisa, cujo juízo possui competência absoluta. Desse modo, como o imóvel 
encontra-se situado em Laranjal do Jarí, o juiz, ao receber a demanda, deve declinar, de ofício, a 
competência em favor do juízo de Laranjal do Jari, consoante dispõe o art. 64, §1º, do CPC. 
 
(MPMT-2019-FCC): Em relação à competência, considere o enunciado: A incompetência absoluta pode 
ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. BL: art. 64, §1º, CPC. 
 
(MPBA-2018): Aponte a assertiva correta: As hipóteses de incompetência em razão da matéria (rationi 
materiae), da pessoa (rationi personae) e funcional (rationi funcioae), tendo em vista o interesse público, deve 
ser declarada ex officio. BL: art. 64, §1º, CPC. 
 
#Atenção: De fato, a competência em razão da matéria, em razão da pessoa (de quem é parte) e em razão 
da função (da atividade do órgão jurisdicional) são absolutas, podendo ser reconhecidas, de ofício, pelo 
juiz (art. 64, §1º, CPC). 
 
(Anal./MPRJ-2016-FGV): Pedro, proprietário de um bem imóvel situado na Comarca de Niterói, ao saber 
que o mesmo foi ocupado, sem a sua autorização, por Luiz, intentou ação reivindicatória na Comarca do 
Rio de Janeiro, onde é domiciliado. De acordo com a sistemática processual vigente, o réu deve alegar o 
vício de incompetência como preliminar de sua contestação, embora o juiz possa conhecer ex officio da 
matéria. BL: art. 47, §2º c/c art. 64, §1º, CPC. 
 
#Atenção: O réu da respectiva ação possessória pode alegar vício de incompetência absoluta, pois a ação 
deveria ter sido proposta no foro em que se localiza o imóvel, consoante dispõe o §2º do art. 47 do 
CPC. Logo, como se trata de hipótese de incompetência absoluta, esta poderá ser alegada a qualquer 
tempo e ser declarada de ofício pelo juiz (art. 64, §1º). 
§ 2o Após manifestação da parte contrária, o juiz DECIDIRÁ IMEDIATAMENTE a alegação de 
INCOMPETÊNCIA. (TRF4-2016) (TJMS-2023) (Cartórios/TJAM-2023) 
§ 3o CASO a alegação DE INCOMPETÊNCIA SEJA ACOLHIDA, os autos SERÃO REMETIDOS 
ao juízo competente. (MPMG-2017) (PGEAP-2018) (Anal. Judic./TRT6-2018) (TJGO-2021) (TJAP-2022) (TJES-2023) 
(TJMS-2023) (TJPR-2023) (Cartórios/TJAM-2023) 
#Atenção: #STJ: #DOD: #TJPR-2017: #CESPE: Se o juízo reconhece a sua incompetência absoluta para 
conhecer da causa, ele deverá determinar a remessa dos autos ao juízo competente e não extinguir o 
processo sem exame do mérito. O argumento de impossibilidade técnica do Poder Judiciário em 
remeter os autos para o juízo competente, ante as dificuldades inerentes ao processamento eletrônico, 
não pode ser utilizado para prejudicar o jurisdicionado, sob pena de configurar-se indevido obstáculo 
ao acesso à tutela jurisdicional. Assim, implica indevido obstáculo ao acesso à tutela jurisdicional a 
decisão que, após o reconhecimento da incompetência absoluta do juízo, em vez de determinar a 
remessa dos autos ao juízo competente, extingue o feito sem exame do mérito, sob o argumento de 
impossibilidade técnica do Judiciário em remeter os autos para o órgão julgador competente, ante as 
dificuldades inerentes ao processamento eletrônico. STJ. 2ª T. REsp 1.526.914-PE, Rel. Min. Diva 
Malerbi (Des. convocada do TRF da 3ª R.), j. 21/6/16 (Info 586). 
 
(TJMS-2023-FGV): Anastácia, sedizente titular do direito de servidão em relação a um imóvel situado 
em área pertencente à Comarca de Corumbá, ajuizou ação em face de Filomena, pessoa absolutamente 
incapaz e já curatelada. A autora persegue a edição de provimento jurisdicional que reconheça o direito 
de servidão que alega titularizar e que iniba a ré de praticar condutas que lhe obstem o normal exercício. 
A petição inicial foi distribuída a um dos juízos cíveis da Comarca de Campo Grande, onde tanto a autora 
quanto a ré são domiciliadas. Nesse quadro, é correto afirmar que: o juiz deve reconhecer de ofício o 
vício de incompetência absoluta que se configurou, determinando, depois de ouvidos os interessados, a 
54 
 
remessa dos autos a um dos juízos cíveis da Comarca de Corumbá. BL: art. 64, §§ 1º a 3º c/c art. 47, §1º, 
CPC. 11 
 
#Atenção: A competência para julgar ações fundadas em direito real sobre imóveis é do foro de situação 
da coisa, de natureza absoluta, nos termos do art. 47, §1º do CPC. O caso em tela está correto, pois o vício 
de incompetência absoluta pode ser declarado de ofício, nos termos do §1°, Art. 64, do CPC. Frise-se 
novamente, as ações fundadas em direito real sobre imóveis, é competente o foro da situação da coisa 
(forum rei sitae) que, embora esteja inserido no capítulo da competência territorial, trata-se de competência 
funcional, portanto, absoluta. 
§ 4o SALVO decisão judicial em sentido contrário, CONSERVAR-SE-ÃO os EFEITOS DE 
DECISÃO proferida pelo juízo INCOMPETENTE até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
COMPETENTE. (TRF4-2016) (TCEPR-2016) (MPMG-2017) (Anal./MPAL-2018) (MPMT-2019) (TJPR-2017/2021) (PGEPB-
2021) (Anal. Judic./TJRJ-2021) (TJAP-2022) (Anal. Judic./TRT17-2022) (Cartórios/TJAM-2023) (Cartórios/TJSC-2023) 
FPPC nº 238 (art. 64, caput e §4º). O aproveitamento dos efeitos de decisão proferida por juízo 
incompetente aplica-se tanto à competência absoluta quanto à relativa. [obs.: translatio iudici.] 
FPPC nº 488. (art. 64, §§3º e 4º; art. 968, §5º; art. 4º; Lei 12.016/09) No mandado de segurança, havendo 
equivocada indicação da autoridade coatora, o impetrante deve ser intimado para emendar a petição 
inicial e, caso haja alteração de competência, o juiz remeteráos autos ao juízo competente. 
FPPC nº 686. (arts. 64, § 4º, e 69) Aplica-se o art. 64, § 4º à hipótese de ato de cooperação que invada a 
competência do juízo requerente. 
 
(TJPR-2021-FGV): Sobre a modificação de competência, é correto afirmar que: em caso de incompetência 
absoluta, se não houver decisão em sentido contrário, devem ser mantidos os efeitos da decisão proferida 
pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente. BL: art. 64, § 
4º, CPC. 
 
(PGEPB-2021-CESPE): Ao examinar conflito de competência entre juízes de diferentes tribunais, o STJ 
aplicou o princípio da translatio iudicii e encaminhou os autos para novo juízo, sem se manifestar 
especificamente sobre a validade de ato decisório já praticado nos autos pelo juízo declarado 
incompetente. Com base nas informações apresentadas, em razão da utilização do referido princípio, é 
possível concluir que ocorreu a reassunção do processo, tendo os efeitos do ato decisório sido 
preservados, ao menos até que outra decisão tenha sido prolatada pelo juízo competente. BL: art. 64, § 
4º, CPC. 
 
#Atenção: Translatio Iudicii: É o princípio que assegura o aproveitamento de atos de definição e 
satisfação de direitos que provenham de órgãos judiciais incompetentes. Em outras palavras, é o instituto 
ou princípio que permite a transferência do juízo incompetente para o competente, conservando os 
efeitos das decisões proferidas pelo juízo incompetente até posterior decisão em contrário do juízo 
competente. O CPC/15 positivou esse princípio no art. 64, § 4º. Portanto, os atos realizados por juízo 
incompetente têm presunção de existência, validade e eficácia, até que seja proferida nova decisão por 
juízo competente, salvo decisão expressa do juízo competente em sentido contrário. (Fonte: 
https://www.institutoformula.com.br/5519-2/) Além disso, vejamos o seguinte de julgado do STJ: “O 
CPC consagrou o princípio da translatio iudici, o qual implica a reassunção e remessa dos autos ao Juízo indicado 
como competente. Nos termos do art. 64, § 4º, do CPC, preservam-se os efeitos da decisão proferida pelo Juízo tido 
como incompetente até que outra, se for o caso, seja proferida pelo Juízo competente.” (AgInt no CC 168.059/SP, 
Rel. Ministro OG FERNANDES, DJe 14/05/2021) 
 
(MPMT-2019-FCC): Em relação à competência, considere o enunciado: Salvo decisão judicial em sentido 
contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja 
proferida, se for o caso, pelo juízo competente. BL: art. 64, § 4º, CPC. 
 
#Atenção: Desse modo, declarada a incompetência, poderá ser conservado o efeito de decisão proferida 
por juiz absolutamente incompetente. É certo que, uma vez acolhida a alegação de incompetência, os 
autos deverão ser remetidos ao juízo competente. Porém, ainda que se trate de incompetência absoluta, 
 
11 Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa. § 1º O 
autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de 
propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova. (...) 
https://www.institutoformula.com.br/5519-2/
55 
 
os atos decisórios não deverão ser considerados nulos de imediato, devendo os efeitos deles serem 
conservados até que eventual decisão seja proferida em sentido diverso pelo juízo competente. 
 
(TJPR-2017-CESPE): Ao receber a petição inicial de processo eletrônico que tramita pelo procedimento 
comum, o magistrado, postergando o contraditório, deferiu liminarmente a tutela provisória de 
evidência requerida e intimou o réu para cumprimento no prazo de cinco dias. Considerou o juiz que as 
alegações do autor foram comprovadas documentalmente e que havia tese firmada em julgamento de 
casos repetitivos que amparava a medida liminar. Posteriormente, o réu apresentou manifestação 
alegando a incompetência absoluta do juízo e equívoco do magistrado na concessão da tutela provisória. 
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta: Ainda que venha a ser reconhecida a 
incompetência absoluta do juízo, os efeitos da decisão serão conservados até que outra seja proferida 
pelo órgão jurisdicional competente. BL: art. 64, § 4º, CPC. 
Art. 65. PRORROGAR-SE-Á a COMPETÊNCIA RELATIVA se o réu NÃO ALEGAR a 
INCOMPETÊNCIA em preliminar de contestação. (PGEMT-2016) (MPSP-2017) (PGM-BH/MG-2017) (Anal. 
Judic./TJRS-2017) (PCMA-2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/SC-2018) (DPESP-2019) (Cartórios/TJPR-2019) (PGM-Campo 
Grande/MS-2019) (TJPR-2021) (DPERJ-2021) (MPMS-2022) (TJMMG-2022) (TJMS-2023) 
(PCMA-2018-CESPE): De acordo com o CPC, a incompetência relativa será prorrogada se o réu não a 
alegar na contestação. BL: art. 65, CPC. 
 
#Atenção: O CPC/15 excluiu a exceção de incompetência, devendo tanto a incompetência relativa 
quanto a incompetência absoluta serem alegadas em sede preliminar, na própria contestação (art. 65, 
caput, CPC). 
Parágrafo único. A INCOMPETÊNCIA RELATIVA PODE SER ALEGADA pelo Ministério 
Público nas causas em que atuar. (MPGO-2016) (MPSC-2016) (PGEMT-2016) (TCEPR-2016) (MPRR-2017) (MPSP-2017) 
(PGM-BH/MG-2017) (MPF-2017) (MPMG-2018) (PCMA-2018) (TJRO-2019) (MPMT-2019) (PGM-Campo Grande/MS-2019) 
(TJPR-2021) (MPAP-2021) (PGEPB-2021) (Anal./MPRS-2021) (MPMS-2022) (TJMMG-2022) (Anal. Judic./TRT17-2022) 
(TJMS-2023) 
(MPAP-2021-CESPE): No que concerne às funções do MP no processo civil, assinale a opção correta: A 
incompetência relativa pode ser alegada pelo MP nas causas em que ele atuar. BL: art. 65, § único, CPC. 
 
(MPMT-2019-FCC): Em relação à competência, considere o enunciado: A incompetência relativa pode 
ser alegada pelo MP nas causas em que atuar. BL: art. 65, § único, CPC. 
 
(MPSC-2016): No que se refere à competência, chamam-se absolutos os critérios criados para proteger 
interesses públicos e critérios relativos são aqueles criados para a tutela de interesses particulares. Nos 
termos do novo CPC, a incompetência relativa pode ser alegada pelo MP nas causas em que atuar. BL: 
art. 65, § único, CPC. 
 
#Atenção: Acerca da competência absoluta e relativa, segundo legislação vigente, a incompetência, seja 
absoluta ou relativa, deve ser alegada pelo réu em preliminar de contestação; todavia, caso não o faça no 
prazo legal, somente esta última se prorroga. Segundo Dinamarco, a prorrogação da competência é 
modificação desta: o órgão judiciário, ordinariamente incompetente para determinado processo, passa a 
sê-lo em virtude de algum fenômeno a que o direito dá essa eficácia. 
Art. 66. HÁ CONFLITO DE COMPETÊNCIA quando: 
I - 2 (dois) ou mais juízes SE DECLARAM competentes; (MPPR-2017) (DPEAL-2017) 
#Atenção: #MPPR-2017: O art. 66 do CPC trata do conflito de competência e seu processamento. Quando 
o conflito se verificar entre órgãos de primeiro grau, tramita perante o Tribunal, conforme dispõe as 
regras estipuladas nos arts. 951 e seguintes do CPC. Por essa razão, o incidente de assunção de 
competência (art. 947, CPC/15) não é via adequada para declarar qual será o juízo competente para julgar 
demanda em que dois ou mais juízos se consideram competentes – conflito positivo (art. 66, I, CPC). 
II - 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, atribuindo um ao outro a competência; 
(DPEAL-2017) 
56 
 
III - entre 2 (dois) ou mais juízes SURGE controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. 
(DPEAL-2017) (PGM-São José do Rio Preto/SP-2019) (TJPR-2021) 
(TJRO-2019-VUNESP): As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. Em matéria de 
competência, é correto afirmar que há conflito de competência quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge 
controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. BL: art. 66, III, CPC. 
 
(MPRS-2016): Há conflito de competênciaquando entre dois ou mais juízes surge controvérsia acerca da 
reunião ou separação de processos. BL: art. 66, III, CPC. 
Parágrafo único. O juiz que NÃO ACOLHER a COMPETÊNCIA DECLINADA DEVERÁ 
SUSCITAR o conflito, SALVO SE A ATRIBUIR a outro juízo. (TJPR-2021) 
CAPÍTULO II 
DA COOPERAÇÃO NACIONAL 
Art. 67. Aos órgãos do Poder Judiciário, estadual ou federal, especializado ou comum, em todas as 
instâncias e graus de jurisdição, inclusive aos tribunais superiores, incumbe o dever de recíproca 
cooperação, por meio de seus magistrados e servidores. (Cartórios/TJMG-2017) 
FPPC nº 669 (art. 55, §2º, I e II) O regimento interno pode regulamentar a cooperação entre órgãos do 
tribunal. 
FPPC nº 670. (arts. 67 a 69) A cooperação judiciária pode efetivar-se pela prática de atos de natureza 
administrativa ou jurisdicional. 
Art. 68. Os juízos PODERÃO FORMULAR entre si PEDIDO DE COOPERAÇÃO para prática de 
qualquer ato processual. (MPPR-2017) (TJMG-2022) 
Art. 69. O PEDIDO DE COOPERAÇÃO JURISDICIONAL DEVE SER prontamente atendido, 
PRESCINDE de forma específica e PODE SER EXECUTADO como: (MPPR-2017/2019) (Téc. Judic./TRF3-2019) 
(TJMG-2022) (TJMMG-2022) 
(MPPR-2017): Para além das cartas precatórias, os juízos poderão formular entre si pedido de cooperação 
para prática de qualquer ato processual, o qual prescinde de forma específica. BL: arts. 68 e 69, CPC. 
I - auxílio direto; (Téc. Judic./TRF3-2019) (TJMMG-2022) 
II - reunião ou apensamento de processos; (TJMMG-2022) 
III - prestação de informações; (TJMMG-2022) 
IV - atos concertados entre os juízes cooperantes. (TJMMG-2022) 
FPPC nº 670. (arts. 67 a 69) A cooperação judiciária pode efetivar-se pela prática de atos de natureza 
administrativa ou jurisdicional. 
FPPC nº 687. (art. 69, caput) A dispensa legal de forma específica para os atos de cooperação judiciária 
não afasta o dever de sua documentação nos autos do processo. 
FPPC nº 688. (art. 69) Por ato de cooperação judiciária, admite-se a determinação de um juízo para a 
penhora, avaliação ou expropriação de bens de um mesmo devedor que figure como executado em 
diversos processos. 
§ 1o As cartas de ordem, precatória e arbitral seguirão o regime previsto neste Código. 
FPPC nº 4. (art. 69, § 1º) A carta arbitral tramitará e será processada no Poder Judiciário de acordo com 
o regime previsto no Código de Processo Civil, respeitada a legislação aplicável. 
57 
 
§ 2o Os ATOS CONCERTADOS entre os juízes cooperantes PODERÃO CONSISTIR, além de 
outros, no estabelecimento de procedimento para: (Téc. Judic./TRF3-2019) (TJPR-2021) (TJMG-2022) (TJPE-2022) 
I - a prática de citação, intimação ou notificação de ato; (Téc. Judic./TRF3-2019) 
II - a obtenção e apresentação de provas e a coleta de depoimentos; (Téc. Judic./TRF3-2019) (TJPE-2022) 
FPPC nº 671. (art. 69, § 2º, II) O inciso II do §2º do art. 69 autoriza a produção única de prova comum a 
diversos processos, assegurada a participação dos interessados. 
 
(TJPE-2022-FGV): Sobre a produção de provas, é correto afirmar que: os atos concertados entre os juízes 
cooperantes podem consistir no estabelecimento de procedimento para a obtenção e a apresentação de 
provas, inclusive a coleta de depoimentos. BL: art. 69, §2º, II, CPC. 
III - a efetivação de tutela provisória; (Téc. Judic./TRF3-2019) 
IV - a efetivação de medidas e providências para recuperação e preservação de empresas; (Téc. 
Judic./TRF3-2019) (TJPR-2021) 
(TJPR-2021-FGV): Sobre a cooperação nacional e internacional, é correto afirmar que: os atos concertados 
entre os juízes cooperantes poderão consistir no estabelecimento de procedimento para a efetivação de 
medidas e providências para recuperação e preservação de empresas. BL: art. 69, §2º, IV, CPC. 
V - a facilitação de habilitação de créditos na falência e na recuperação judicial; (TJPR-2021) 
VI - a centralização de processos repetitivos; (TJMG-2022) 
(TJMG-2022-FGV): Em relação à cooperação nacional, assinale a afirmativa correta: Permite a 
centralização de processos repetitivos. BL: art. 69, §2º, VI, CPC. 
VII - a execução de decisão jurisdicional. (TJMG-2022) 
§ 3o O PEDIDO DE COOPERAÇÃO JUDICIÁRIA PODE SER REALIZADO entre órgãos 
jurisdicionais de diferentes ramos do Poder Judiciário. (Téc. Judic./TRF3-2019) (PGM-POA/RS-2022) 
FPPC nº 5. (art. 69, § 3º) O pedido de cooperação jurisdicional poderá ser realizado também entre o 
árbitro e o Poder Judiciário. 
LIVRO III 
DOS SUJEITOS DO PROCESSO 
TÍTULO I 
DAS PARTES E DOS PROCURADORES 
CAPÍTULO I 
DA CAPACIDADE PROCESSUAL 
Art. 70. Toda pessoa que SE ENCONTRE no exercício de seus direitos TEM CAPACIDADE 
PARA ESTAR EM JUÍZO. (MPPR-2016/2017) (PGM-BH/MG-2017) (MPBA-2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/SC-2018) 
(Cartórios/TJDFT-2019) (PGM-Boa Vista/RR-2019) (MPPE-2022) (DPESE-2022) (TRF4-2022) 
(MPPE-2022-FCC): A respeito da capacidade processual, personalidade jurídica e capacidade 
postulatória, considere a assertiva a seguir: Toda pessoa que se encontre no exercício pleno de seus 
direitos tem capacidade de assumir a posição processual de autor ou réu. BL: art. 70, CPC. 
 
#Atenção: #Cartórios/TJDFT-2019: #Cartórios/TJMG-2019: #PGM-Boa Vista/RR-2019: #Téc. 
Judic./TJRO-2021: #MPPE-2022: #DPESE-2022: #TRF4-2022: #CESPE: #Consulplan: #FCC: #FGV: 
Capacidade processual X Capacidade de ser parte X Capacidade de estar em juízo X Capacidade 
58 
 
postulatória: A capacidade processual é gênero, do qual são espécies: capacidade de ser parte, 
capacidade de estar em juízo e capacidade postulatória. Só existirá capacidade processual quando 
existir as três espécies conjuntamente. Vejamos cada uma delas: 
- Capacidade de ser parte: É muito semelhante à capacidade de direito. É a aptidão de a pessoa 
ser titular de uma relação jurídica processual. Em outras palavras, é aptidão para figurar em um 
dos polos da relação processual. Pode ser parte todo aquele que tiver capacidade de direito, nos 
termos dos arts. 1º e 2º do CC. No processo civil, há esta possibilidade de ser partes atribuída a 
entes despersonalizados, como por exemplo o condomínio, massa falida, sociedade de fato, etc. 
- Capacidade de estar em juízo: Também se assemelha à capacidade de fato, ou seja, a capacidade 
de exercer o seu direito. Ex.: o lesado tinha 16 anos de idade. Só poderá estar em juízo por meio 
de seu assistente, a fim de suprir sua capacidade de estar em juízo. 
- Capacidade postulatória: É a aptidão de se dirigir, seja por meio de petição ou oralmente, 
diretamente ao juiz. Quem detém é o advogado, membro do MP, Defensor Público. 
Eventualmente é possível que a capacidade postulatória seja outorgada diretamente à parte. Isto 
ocorre nos Juizados Especiais, nos casos de demandas com até 20 salários mínimos. Para interpor 
recursos, deverá ter advogado. 
(Téc. Judic./TJRO-2021-FGV): Menor, com 16 anos de idade, intentou ação indenizatória em face do 
condutor do veículo que o havia atropelado, causando-lhe lesões corporais. Para tanto, o autor outorgou 
instrumento de mandato ao advogado contratado para lhe patrocinar a causa, sem estar assistido pelo 
representante legal. O vício processual em questão é: falta de capacidade para estar em juízo, em relação ao 
autor. BL: art. 70, CPC. 
#Atenção: Por possuir 16 anos de idade e não estar assistido pelo representante legal, o autor não possui 
capacidade processual/ de estar em juízo, porquanto é relativamente incapaz. 
(Cartórios/TJMG-2019-Consulpan): Segundo as normas e princípios contidos no CPC, analise a afirmativa 
a seguir: É possível ter capacidade de ser parte e não ter capacidade processual. BL: art. 70, CPC. 
 
 
Art. 71. O INCAPAZ SERÁ REPRESENTADO ou ASSISTIDO por seus pais, por tutor ou por 
curador, na forma da lei. (MPBA-2018) (MPSP-2019) (Cartórios/TJDFT-2019) (Cartórios/TJRS-2019) (PGM-Boa Vista/RR-
2019) (MPPR-2016/2021) (DPESE-2022) 
Art. 72. O juiz NOMEARÁ CURADOR ESPECIAL ao: 
I - incapaz, se não tiver representante legal ou se os interesses deste colidirem com os daquele, 
ENQUANTODURAR a incapacidade; (DPEMT-2016) (Cartórios/TJRS-2019) (MPCE-2020) (MPPR-2016/2021) 
(DPEBA-2021) (DPERR-2021) (DPERS-2018/2022) (TJAP-2022) (DPEMS-2022) (DPEPA-2022) (DPESE-2022) (Anal. 
Judic./TRT3-2022) (TJMS-2023) (TJPR-2023) 
(DPESE-2022-CESPE): Francisco tem 15 anos de idade, é órfão de pai e mãe, não possui tutor constituído 
e vive em companhia de sua irmã Raimunda, de 22 anos de idade. Em decorrência do seu estado de 
necessidade, Francisco pretende ajuizar ação de alimentos em face de seus avós paternos. Nessa situação 
hipotética, para o ajuizamento da ação, Francisco deve ser representado por curador especial. BL: art. 72, 
I, CPC. 
 
(DPERR-2021-FCC): O CPC prevê atuação da Defensoria Pública sob a forma de curadoria especial em 
favor de: Pessoa incapaz que, embora tenha representante legal, apresente colidência de interesses com 
este. BL: art. 72, I, CPC. 
 
(DPEMT-2016-UFMT): O juiz nomeará curador especial ao incapaz, se concorrer na partilha com o seu 
representante, desde que exista colisão de interesses. BL: art. 72, I, CPC. 
II - réu preso revel, bem como ao réu revel CITADO por edital ou com hora certa, ENQUANTO 
NÃO FOR CONSTITUÍDO advogado. (MPRO-2017) (DPEAL-2017) (Anal. Judic./TRF1-2017) (Anal. Judic./TRT21-
2017) (DPEMA-2018) (Cartórios/TJSP-2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/SC-2018) (Cartórios/TJRS-2019) (MPCE-2020) (MPPR-
2016/2021) (DPERR-2021) (Oficial de Justiça/TJRO-2021) (DPERS-2018/2022) (TJAP-2022) (TJSC-2022) (DPEMS-2022) 
(DPEPA-2022) (Anal./DPEDF-2022) (Anal. Judic./TRT3-2022) (TJMS-2023) (TJPR-2023) 
#Atenção: #DOD: Hipóteses em que será nomeado curador especial: Estão previstas no art. 72 do CPC. 
São as seguintes situações: 
a) Quando o réu for incapaz e não tiver representante legal; 
59 
 
b) Quando o réu for incapaz e tiver representante legal, mas os interesses deste (representante) 
colidirem com os interesses daquele (incapaz); 
c) Quando o réu estiver preso e for revel; 
d) Quando o réu tiver sido citado por edital ou com hora certa e for revel (em ambos os casos), 
enquanto não for constituído advogado. 
 
#Atenção: #DOD: #DPEPA-2022: #CESPE: Quais são os poderes do curador especial? O que ele faz no 
processo? Ele exerce um múnus público. Sua função é a de defender o réu em juízo naquele processo. 
Possui os mesmos poderes processuais que uma “parte”, podendo oferecer as diversas defesas 
(contestação, exceção, impugnação etc.), produzir provas e interpor recursos. Obviamente, o curador 
especial não pode dispor do direito do réu (não pode, por exemplo, reconhecer a procedência do 
pedido), sendo nulo qualquer ato nesse sentido. Vale ressaltar que, ao fazer a defesa do réu, o curador 
especial pode apresentar uma defesa geral (“contestação por negação geral”), não se aplicando a ele o 
ônus da impugnação especificada dos fatos (§ único do art. 341, CPC). Desse modo, o curador especial 
não tem o ônus de impugnar pontualmente (de forma individualizada) cada fato alegado pelo autor. 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: #PGM-São Joaquim da Barra/SP-2018: #VUNESP: O curador especial tem 
legitimidade para propor reconvenção em favor do réu citado por edital, cujos interesses está 
defendendo. STJ. 4ª T. REsp 1.088.068-MG, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, j. 29/8/17 (Info 613). 
(PGM-São Joaquim da Barra/SP-2018-VUNESP): Em caso de revelia, sendo o réu citado por edital, o 
curador especial terá legitimidade para propor reconvenção em favor de réu revel. BL: Info 613, STJ. 
 
#Questiona-se: #DPEPA-2022: #CESPE: Este art. 72 é aplicável apenas ao processo (fase) de 
conhecimento? NÃO. O art. 72 do CPC deve ser aplicado em qualquer processo, inclusive no caso de 
execução. Veja o teor da Súmula 196-STJ: “Ao executado que, citado por edital ou por hora certa, permanecer 
revel, será nomeado curador especial, com legitimidade para apresentação de embargos.” 
 
#Atenção: #DOD: #DPEPA-2022: #CESPE: A doutrina vai além e afirma que o curador especial pode 
também propor ações autônomas de impugnação, a exemplo do mandado de segurança contra ato 
judicial. 
 
(DPEMS-2022-FGV): Em caso de curatela especial, é correto afirmar que: o juiz nomeará curador especial 
ao réu preso revel e ao réu revel citado por edital ou por hora certa, enquanto não for constituído 
advogado. BL: art. 72, II, CPC. 
 
(DPERR-2021-FCC): O CPC prevê atuação da Defensoria Pública sob a forma de curadoria especial em 
favor de: Réu revel, citado por hora certa, enquanto não for constituído advogado/a. BL: art. 72, II, CPC. 
 
(DPERR-2021-FCC): O CPC prevê atuação da Defensoria Pública sob a forma de curadoria especial em 
favor de: Réu revel, em cumprimento de pena privativa de liberdade, se não constituir advogado/a. BL: 
art. 72, II, CPC. 
 
(Cartórios/TJSP-2018-VUNESP): É correto afirmar que o Juiz deve nomear curador especial ao réu preso 
revel. BL: art. 72, II, CPC. 
Parágrafo único. A CURATELA ESPECIAL SERÁ EXERCIDA pela Defensoria Pública, nos 
termos da lei. (DPEMT-2016) (TCEPR-2016) (DPEAL-2017) (DPU-2017) (TJMT-2018) (DPEMA-2018) (MPPI-2019) (DPESP-
2019) (MPCE-2020) (MPPR-2016/2021) (MPAP-2021) (DPEAM-2021) (DPEGO-2021) (DPERJ-2021) (Cartórios/TJSC-2021) 
(Oficial de Justiça/TJRO-2021) (DPERS-2018/2022) (MPTO-2022) (DPEMS-2022) (DPEPA-2022) (DPESE-2022) (DPETO-2022) 
(Anal./DPEDF-2022) (Anal. Judic./TRT3-2022) (TJMS-2023) (TJPR-2023) 
#Atenção: #STJ: #DOD: #DPERS-2022: #CESPE: Tendo em vista os princípios do contraditório e da 
ampla defesa, o recurso interposto pela Defensoria Pública, na qualidade de curadora especial, está 
dispensado do pagamento de preparo. STJ. Corte Especial. EAREsp 978895-SP, Rel. Min. Maria Thereza 
de Assis Moura, j. 18/12/18 (Info 641). 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: Há entendimento do STJ que é dispensado à Defensoria Pública atuando 
como curador especial, oferecer garantia ao juízo como condição de admissibilidade aos Embargos à 
Execução Fiscal. Nessa linha, exigir garantia nos embargos à execucão fiscal "consubstanciaria 
desproporcional embaraço ao exercício do que se constitui um munus público, com nítido propósito de 
se garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa" (STJ. 1ª T. REsp 11.691.059-MG, Rel. Min. Benedito 
Gonçalves, j. 11/09/18). 
60 
 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: #DPU-2017: #DPESP-2019: #DPERJ-2021: #DPEPA-2022: #DPETO-2022 
#CESPE: #FCC #FGV: O Defensor Público não faz jus ao recebimento de honorários pelo exercício da 
curatela especial por estar no exercício das suas funções institucionais, para o que já é remunerado 
mediante o subsídio em parcela única. STJ. Corte Especial. REsp 1.201.674-SP, Rel. Min. Luis Felipe 
Salomão, j. 6/6/12. Obs: o CPC/15 determina expressamente que a curatela especial será exercida pela 
Defensoria Pública, nos termos da lei (art. 72, parágrafo único). 
#Advertência: #DOD: Todavia, ao final do processo, se o réu se sagrar vencedor da demanda, a instituição 
Defensoria Pública terá direito aos honorários sucumbenciais. Desse modo, o que se está dizendo é que o 
Defensor Público que atua como curador especial não tem que receber honorários para atuar neste múnus 
público, considerando que já se trata de uma de suas atribuições previstas em lei. 
 
#Atenção: #MPCE-2020: #MPPR-2021: #MPTO-2022: #DPEMS-2022: #CESPE: #FGV: O MP pode 
exercer a função de curador especial? NÃO. No procedimento de interdição, o MP intervirá na qualidade 
de fiscal da ordem jurídica (art. 752, §1º, CPC) e não de curador especial. 
 
(DPEPA-2022-CESPE): A atuação da DP como curadora especial não é evento raro nem sem importância. 
A previsão legal encontra-se no art. 72, do CPC. Quanto à curadoria especial, é correto afirmar que a DP 
atua de forma atípica na função de curadora especial, visto que não há de se analisar se a parte é 
hipossuficiente financeiramente. BL: art. 72, caput e § único, CPC. 
 
#Atenção: #DPEPA-2022: #CESPE: A doutrina divide as funções institucionais da Defensoria Pública 
em: i) Funções Institucionais Típicas: exercidas com o intuito de tutelar direitos titularizados por 
aqueleseconomicamente hipossuficientes.; ii) Funções Institucionais Atípicas: aquelas que não se 
relacionam com a hipossuficiência do sujeito, sendo desempenhadas pela Defensoria Pública 
independentemente da verificação da hipossuficiência financeira do destinatário. A doutrina entende 
que quando a Defensoria Pública atua como Curador Especial está exercendo uma função atípica, uma 
vez que não é analisada se a parte é hipossuficiente financeiramente. Em outras palavras, como 
determina o § único do art. 72 do CPC, bem como art. 4º, XVI da Lei Complementar 80/94, a curadoria 
especial é atribuição institucional da Defensoria Pública. É importante salientar, porém, que se trata 
de atribuição atípica, uma vez que a função principal da Defensoria é a defesa dos interesses dos 
necessitados, conforme art. 134 da CF. Portanto, por se tratar de função atípica, o exercício da curadoria 
especial pela Defensoria Pública prescinde de comprovação da hipossuficiência financeira, bastando 
que haja o enquadramento entre as hipóteses legais. Nesse caso, a atuação do órgão é legitimada em 
virtude da hipossuficiência jurídica das pessoas elencadas no dispositivo legal. 
 
(DPEMT-2016-UFMT): Nas ações em que réu preso for revel, caberá à Defensoria Pública exercer o 
múnus de curador especial, enquanto não for constituído advogado. BL: art. 72, II, § único, CPC. 
 
(DPEMT-2016-UFMT): Nos casos em que o réu revel foi citado por edital ou com hora certa, caberá à 
Defensoria Pública exercer o múnus de curador especial, enquanto não for constituído advogado. BL: 
art. 72, II, § único, CPC. 
Art. 73. O cônjuge NECESSITARÁ do consentimento do outro PARA PROPOR ação que verse 
sobre DIREITO REAL IMOBILIÁRIO, SALVO quando casados sob o regime de separação absoluta de 
bens. (DPEMT-2016) (Cartórios/TJMG-2016) (MPPR-2016/2017) (MPRO-2017) (PGEAC-2017) (Cartórios/TJAM-2018) (PGM-
João Pessoa/PB-2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/SC-2018) (TRF2-2018) (DPEDF-2019) (DPEMG-2019) (Cartórios/TJRS-2019) 
(Anal./MPCE-2020) (Cartórios/TJGO-2021) (Cartórios/TJSC-2021) (PGEPB-2021) (TJPR-2023) (MPRS-2023) (PGM-Rio 
Branco/AC-2023) 
(Anal./MPCE-2020-CESPE): Marta, casada com Marcelo sob o regime de comunhão universal de bens, 
pretende propor uma ação sobre direito real imobiliário cujo objeto será um imóvel situado em dois 
estados da Federação. Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir: Marta necessita do 
consentimento de Marcelo para iniciar a ação judicial. BL: art. 73, CPC. 
 
#Atenção: Considerando que não é caso de casamento em regime de separação absoluta de bens, há 
necessidade, de fato, de consentimento do cônjuge para ajuizamento de ação real imobiliária. 
 
#Atenção: A lei só exige consentimento. Não é hipótese de litisconsórcio necessário. O consentimento e 
a citação dos cônjuges são dispensados se o regime de bens for de separação absoluta. 
 
#Atenção: No caso de direito real imobiliário: 
61 
 
- se a ação for proposta por um dos cônjuges, basta o consentimento do outro (art. 73, caput, CPC); 
- se a ação for proposta contra um dos cônjuges, é necessária a citação do outro (art. 73, § 1°, I, CPC). 
 
(PGM-João Pessoa/PB-2018-CESPE): Felipe é casado com Ana há cinco anos e pretende ajuizar ação 
referente a direito real imobiliário. Nessa situação hipotética, para a propositura da ação, o 
consentimento de Ana será indispensável, caso eles sejam casados em regime matrimonial diverso do de 
separação absoluta de bens. BL: art. 73, CPC. 
§ 1o Ambos os cônjuges SERÃO NECESSARIAMENTE CITADOS para a ação: 
I - que verse sobre direito real IMOBILIÁRIO, SALVO quando casados sob o REGIME DE 
SEPARAÇÃO ABSOLUTA DE BENS; (Cartórios/TJMG-2016) (MPPR-2016/2017) (MPRO-2017) (PGEAC-2017) 
(Cartórios/TJAM-2018) (Cartórios/TJSP-2018) (DPEMG-2019) (PGEPB-2021) (Anal. Judic./TRT5-2022) (TJPR-2023) 
(PGEPB-2021-CESPE): De acordo com o CPC, haverá litisconsórcio passivo necessário entre os cônjuges 
em ação que verse sobre direito real de bem imóvel, salvo quando casados sob o regime de separação 
absoluta de bens. BL: art. 73, §1º, I, CPC. 
II - resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles; 
(Cartórios/TJMG-2016) (Cartórios/TJAM-2018) (PGEPB-2021) 
III - fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família; (Cartórios/TJMG-2016) (TJSP-
2017) (MPRO-2017) (TRF2-2018) (Cartórios/TJAM-2018) (PGM-Manaus/AM-2018) (PGEPB-2021) 
(PGM-Manaus/AM-2018-CESPE): Considerando as disposições do CPC pertinentes aos sujeitos do 
processo, julgue o item a seguir: Em ação fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da 
família, exige-se a formação de litisconsórcio passivo necessário de ambos os cônjuges. BL: art. 73, §1º, 
III, CPC. 
 
(TJSP-2017-VUNESP): Haverá litisconsórcio necessário passivo, entre os cônjuges, na ação fundada em 
obrigação contraída por um deles, em proveito da família. BL: art. 73, §1º, III, CPC. 
IV - que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre imóvel de 
um ou de ambos os cônjuges. (Cartórios/TJMG-2016) (MPRO-2017) (Cartórios/TJAM-2018) (PGM-Jundiaí/SP-2021) 
(PGM-Jundiaí/SP-2021-VUNESP): O CPC prevê que ambos os cônjuges serão necessariamente citados 
para a ação que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre imóvel de 
um ou de ambos os cônjuges. BL: art. 73, §1º, IV, CPC. 
§ 2o Nas AÇÕES POSSESSÓRIAS, a participação do cônjuge do autor ou do réu SOMENTE É 
INDISPENSÁVEL nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado. (Cartórios/TJMG-2016) 
(PGEAC-2017) (TRF2-2018) (Cartórios/TJRS-2019) (MPAP-2021) (Cartórios/TJGO-2021) (TJPR-2023) (MPRS-2023) (PGM-Rio 
Branco/AC-2023) 
(TJPR-2023-FGV): Sobre a capacidade processual, é correto afirmar que, nas ações possessórias, a 
participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nas hipóteses de composse ou de 
ato por ambos praticado. BL: art. 73, §2º, CPC. 
 
(Cartórios/TJRS-2019-VUNESP): Toda pessoa que se encontre no exercício de seus direitos tem 
capacidade para estar em juízo, ressalvando-se que: nas ações possessórias, a participação do cônjuge do 
réu apenas é indispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado. BL: art. 73, §2º, 
CPC. 
§ 3o APLICA-SE o disposto neste artigo à UNIÃO ESTÁVEL COMPROVADA nos autos. 
(Cartórios/TJMG-2016) (TRF2-2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/SC-2018) (TJPR-2023) 
(TRF2-2018): Em termos de sujeitos processuais, pode-se afirmar que: em caso de união estável 
comprovada, ambos os companheiros precisam ser citados em demanda que verse sobre dívida 
contraída por um deles a bem da família. BL: art. 73, §1º, III c/c 3º, CPC. 
62 
 
Art. 74. O consentimento previsto no art. 73 PODE SER SUPRIDO judicialmente quando for 
negado por um dos cônjuges sem justo motivo, ou quando lhe seja impossível concedê-lo. 
(Cartórios/TJMG-2019) 
Parágrafo único. A FALTA DE CONSENTIMENTO, quando necessário e não suprido pelo juiz, 
INVALIDA o processo. (PGM-Campinas/SP-2016) 
Art. 75. SERÃO REPRESENTADOS em juízo, ativa e passivamente: 
I - a União, pela Advocacia-Geral da União, diretamente ou mediante órgão vinculado; (MPBA-2018) 
(Anal. Judic./TRT14-2022) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) 
II - o Estado e o Distrito Federal, por seus procuradores; (MPBA-2018) (Cartórios/TJSC-2021) (TCESC-2022) 
(Anal. Judic./TRT14-2022) 
III - o Município, por seu prefeito, procurador ou Associação de Representação de Municípios, 
quando expressamente autorizada; (Redação dada pela Lei nº 14.341, de 2022) (PGEPA-2022) (PGERO-2022) (TCESC-
2022) (Anal. Judic./TRT5-2022) (MPRS-2023) 
(MPRS-2023): Considere a seguinte afirmação sobre capacidade processual: O Município será 
representado, ativa e passivamente, em juízo, por seu prefeito, procurador ou Associação de 
Representação de Municípios, quando expressamente autorizada. BL: art. 75, III, CPC. 
 
(PGERO-2022-CESPE): Rita, servidora municipal alocada na secretaria de saúde do município Alfa, 
requereu pela via administrativao pagamento de adicionais, ao qual faz jus, mas não o recebeu em razão 
de erro cometido pelo setor responsável pela folha de pagamento. O requerimento foi indeferido e a 
alegação foi de que o setor que recebera tal pedido não possuía competência para a análise do 
documento. Diante disso, Rita optou por buscar o judiciário e protocolou sua petição inicial. 
Considerando-se as regras acerca de jurisdição e partes e seus procuradores, é correto afirmar que, nessa 
situação hipotética, deve figurar no polo passivo da demanda proposta por Rita: o município Alfa. BL: 
art. 75, III, CPC. 
 
#Atenção: A demanda deverá ser proposta em face do Município, já que este, é quem detém 
personalidade jurídica e judiciária. A Secretaria do Município, é um órgão integrante da estrutura da 
administração direta Municipal, não possuindo personalidade jurídica própria, portanto, não poderá 
figurar no polo passivo da ação. Além disso, vale acrescentar que o Município deve figurar no polo 
passivo porque o Brasil adota a Teoria do Órgão (imputação volitiva), segundo a qual os atos 
administrativos praticados pelos agentes públicos são imputados aos órgãos por eles integrados. 
IV - a autarquia e a fundação de direito público, por quem a lei do ente federado designar; (MPBA-
2018) (PGM-Campo Grande/MS-2019) (Cartórios/TJGO-2021) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) 
(PGM-São José dos Campos/SP-2017-VUNESP): As autarquias municipais serão representadas em 
juízo, ativa e passivamente por quem a lei do ente federado designar. BL: art. 75, IV, CPC. 
V - a massa falida, pelo administrador judicial; (Cartórios/TJDFT-2019) (MPSP-2022) (Anal. Judic./TRT14-
2022) 
VI - a herança jacente ou vacante, por seu curador; (MPSP-2022) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) 
VII - o espólio, pelo inventariante; (TRF2-2018) (Cartórios/TJDFT-2019) (DPERJ-2021) (Cartórios/TJSC-2021) 
(MPPE-2022) (MPSP-2022) (Anal. Judic./TRT14-2022) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) 
(MPPE-2022-FCC): A respeito da capacidade processual, personalidade jurídica e capacidade 
postulatória, considere a assertiva a seguir: O legislador não confere personalidade jurídica ao espólio 
de pessoa falecida, a despeito de se reconhecer que tenha capacidade de figurar no polo ativo ou passivo 
de processo judicial. BL: art. 75, VII, CPC. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14341.htm#art13
63 
 
#Atenção: O espólio, apesar de não ter personalidade jurídica, possui personalidade judiciária, ou seja, 
é uma pessoa formal, podendo ser sujeito em processo, está previsto no art. 75, VII do CPC. Sobre o tema, 
Cristiano Chaves explica: “O espólio é o ente despersonalizado que representa a herança em juízo ou fora dele. 
Mesmo sem possuir personalidade jurídica, o espólio tem capacidade para praticar atos jurídicos (ex.: celebrar 
contratos, no interesse da herança e tem legitimidade processual (pode estar no polo ativo ou passivo da relação 
processual)” (FARIAS, Cristiano Chaves. et. al., Código Civil para concursos. Salvador: Juspodivm, 2013, 
p. 1396). 
VIII - a pessoa jurídica, por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, NÃO 
HAVENDO essa designação, por seus diretores; (TRT/Unificado-2017) (DPETO-2022) (Oficial de Justiça/TJMG-
2022) (TJPR-2023) 
(DPETO-2022-CESPE): De acordo com o CPC, não havendo designação no ato constitutivo, a pessoa 
jurídica de direito privado será representada judicialmente, em ação que tenha por objeto tributos, pelo 
diretor. BL: art. 75, IV, CPC. 
IX - a sociedade e a associação irregulares e outros entes organizados sem personalidade jurídica, 
pela pessoa a quem couber a administração de seus bens; (DPETO-2022) (Oficial de Justiça/TJMG-2022) 
X - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial, 
agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil; (TCDF-2021) 
#Atenção: #STJ: #TCDF-2021: #CESPE: Empresa estrangeira que não tenha agência ou filial no Brasil 
pode ser citada por meio de seu entreposto no país: É regular a citação da pessoa jurídica estrangeira 
por meio de seu entreposto no Brasil, ainda que não seja formalmente aquela mesma pessoa jurídica 
ou agência ou filial. STJ. Corte Especial. HDE 410-EX, Rel. Min. Benedito Gonçalves, j. 20/11/19 (Info 
661). 
XI - o condomínio, pelo administrador ou síndico. (Cartórios/TJDFT-2019) (PGEPB-2021) (MPSP-2022) 
(Anal. Judic./TRT14-2022) 
§ 1o Quando o inventariante FOR DATIVO, os sucessores do falecido SERÃO INTIMADOS no 
processo no qual O ESPÓLIO SEJA parte. (MPRR-2017) (TJSP-2018) (MPRS-2023) 
(MPRR-2017-CESPE): O espólio de Carlos, representado por inventariante dativo, ajuizou, pelo 
procedimento comum, demanda para cobrar dívida no valor de R$ 50.000 de um particular. Nessa 
situação hipotética, a lei dispensa a presença de todos os sucessores no polo ativo da ação de cobrança, 
mas eles deverão ser intimados a respeito da propositura da ação. BL: art. 75, §1º, CPC. 
 
#Atenção: Uma novidade trazida pelo CPC/15 em que, mesmo sendo inventariante dativo, será ele o 
representante legal do espólio, podendo os herdeiros e sucessores, uma vez intimados da existência do 
processo, ingressarem como assistentes litisconsorciais do espólio. (Fonte: ASSUMPÇÃO NEVES, Daniel 
A. Manual de direito processual civil – Vol. Único. 9ª ed. – Salvador: Ed. JusPodivm, 2017 , p. 168-169). 
§ 2o A sociedade ou associação SEM PERSONALIDADE JURÍDICA NÃO PODERÁ OPOR A 
IRREGULARIDADE de sua constituição quando demandada. (PGM-Campinas/SP-2016) (Anal. Judic./TRT5-
2022) (TJPR-2023) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
§ 3o O gerente de filial ou agência PRESUME-SE AUTORIZADO pela pessoa jurídica estrangeira 
a RECEBER citação para qualquer processo. (PGEAC-2017) (TRF3-2018) (Anal. Judic./TRT5-2022) (PGM-Rio 
Branco/AC-2023) 
(TRF3-2018): Sobre o ato de citação, é correto afirmar: O gerente de filial ou agência presume-se 
autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a receber citação para qualquer processo. BL: art. 75, §3º, 
CPC. 
§ 4o Os Estados e o Distrito Federal PODERÃO AJUSTAR COMPROMISSO RECÍPROCO para 
prática de ato processual por seus procuradores em favor de outro ente federado, mediante CONVÊNIO 
64 
 
FIRMADO pelas respectivas procuradorias. (PGM-POA/RS-2016) (MPBA-2018) (TRF2-2018) (Cartórios/TJSC-2021) 
(TJPR-2023) (PGM-Rio Branco/AC-2023) 
(PGM-POA/RS-2016-Fundatec): No que diz respeito ao regime jurídico dos sujeitos do processo tratado 
no Novo CPC: Os Estados e o Distrito Federal poderão ajustar compromisso recíproco para prática de 
ato processual por seus procuradores em favor de outro ente federado, mediante convênio firmado pelas 
respectivas procuradorias. BL: art. 75, §4º, CPC. 
§ 5º A representação judicial do Município pela Associação de Representação de Municípios 
somente poderá ocorrer em questões de interesse comum dos Municípios associados e DEPENDERÁ de 
autorização do respectivo chefe do Poder Executivo municipal, com indicação específica do direito ou da 
obrigação a ser objeto das medidas judiciais. (Incluído pela Lei nº 14.341, de 2022) (PGEPA-2022) (Anal. Judic./TJES-
2023) 
(Anal. Judic./TJES-2023-CESPE): No que se refere aos sujeitos no processo civil, julgue o item 
subsequente: A representação judicial de municípios por Associação de Representação de Municípios 
depende da existência de questões de interesse comum e de autorização dos chefes do Poder Executivo 
dos municípios associados. BL: art. 75, §5º, CPC. 
 
(PGEPA-2022-CESPE): Assinale a alternativa correta: A representação judicial de município pela 
Associação de Representação de Municípios somente poderá ocorrer em questões de interesse comum 
dos municípios associados e dependerá de autorização do respectivo chefe do Poder Executivo 
municipal, com indicação específica do direito ou da obrigação a ser objeto das medidas judiciais. BL: 
art. 75, §5º, CPC. 
Art. 76. VERIFICADA a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da parte, o 
juiz SUSPENDERÁ O PROCESSO e DESIGNARÁ prazo razoável para queSEJA SANADO o vício. 
(TCEPA-2016) (MPPR-2017) (PGEAC-2017) (MPBA-2018) (PGEPE-2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/SC-2018) (Oficial de 
Justiça/TJSC-2018) (MPMT-2019) (Cartórios/TJRS-2019) (Oficial de Justiça/TJRS-2020) (Cartórios/TJGO-2021) 
(Cartórios/TJSC-2021) (PGECE-2021) (TJAP-2022) (TJPE-2022) (MPPE-2022) (Anal. Judic./TRT5-2022) (MPRS-2023) (Anal. 
Judic./TJES-2023) (Anal./MPEAC-2023) 
#Atenção: Ocorrendo incapacidade processual/irregularidade de representação de uma das partes = juiz 
suspende o processo e designa prazo para que o vício seja sanado. 
§ 1o DESCUMPRIDA a determinação, caso o processo ESTEJA NA INSTÂNCIA ORIGINÁRIA: 
I - o processo SERÁ EXTINTO, se a providência COUBER ao autor; (TRT4-2016) (Oficial de 
Justiça/TJSC-2018) (MPMT-2019) (Cartórios/TJSC-2021) (Anal. Jurídico-PG/DF-2021) (TJPE-2022) (MPPE-2022) (Anal. 
Judic./TJES-2023) (Anal./MPEAC-2023) 
(Cartórios/TJSC-2021-FGV): No que tange aos sujeitos do processo, é correto afirmar que: caso o juiz 
verifique, na instância originária, a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da 
parte autora, suspenderá o processo e designará prazo razoável para que seja sanado o vício, caso em 
que, descumprida a determinação, o processo será extinto. BL: art. 76, caput e §1º, I, CPC. 
 
(Anal. Jurídico-PG/DF-2021-CESPE): Acerca de pressupostos processuais, julgue o item a seguir: Em 
uma relação processual, o defeito na representação do autor constitui a falta de um pressuposto 
processual sanável, mas que pode provocar a extinção do processo sem resolução de mérito. BL: art. 76, 
§1º, I, CPC. 
 
(TRT4-2016): A não regularização da representação processual pelo autor, no prazo fixado pelo Juízo de 
primeiro grau, acarreta a extinção do processo sem resolução do mérito. BL: art. 76, §1º, I, CPC. 
II - o réu SERÁ CONSIDERADO REVEL, se a providência LHE COUBER; (TJAP-2022) 
III - o terceiro será considerado revel ou excluído do processo, dependendo do polo em que se 
encontre. 
#Atenção: Vício não foi sanado no juízo a quo: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14341.htm#art13
65 
 
-Se quem deveria sanar era o autor, o processo é extinto; 
-Se quem deveria sanar era o réu, é considerado revel; 
-Se quem deveria sanar era terceiro, é considerado revel ou excluído do processo. 
§ 2o DESCUMPRIDA a determinação EM FASE RECURSAL PERANTE tribunal de justiça, 
tribunal regional federal ou tribunal superior, o relator: 
I - NÃO CONHECERÁ do recurso, se a providência COUBER ao recorrente; (MPBA-2018) (PGEPE-
2018) (Oficial de Justiça/TJRS-2020) (PGECE-2021) (TJPE-2022) 
(TJPE-2022-FGV): O credor de determinada obrigação contratual ajuizou ação em que pleiteava a 
condenação do devedor a cumpri-la. Proferido o juízo positivo de admissibilidade da demanda e 
ofertada a contestação, o juiz da causa julgou antecipadamente o mérito, acolhendo o pedido de 
cobrança. Inconformado, o réu interpôs recurso de apelação, subindo os autos ao órgão ad quem após o 
oferecimento das contrarrazões recursais pela parte autora. Distribuído o feito a um órgão fracionário do 
tribunal, veio aos autos a notícia, devidamente comprovada por documentos, de que o réu fora 
acometido de doença que lhe comprometia a capacidade civil, já tendo, inclusive, sido interditado. 
Todavia, não foi anexado aos autos instrumento de mandato assinado pelo curador da parte ré. Nesse 
contexto, deverá o relator do procedimento recursal: assinar prazo razoável para que o réu sane o vício 
de sua representação, sob pena de não conhecimento de seu recurso de apelação. BL: art. 76, caput c/ §2º, 
I, CPC. 
 
(Oficial de Justiça/TJRS-2020-FGV): Tendo sido acolhido, em sentença, o pedido formulado pelo autor, 
o réu, no prazo legal, interpôs recurso de apelação. Depois do oferecimento das contrarrazões recursais 
e da subida dos autos ao tribunal, o único advogado da parte ré renunciou ao mandato que lhe fora 
outorgado, disso dando ciência ao seu constituinte. Distribuído o processo a um dos órgãos fracionários 
do tribunal, o desembargador a quem coube a sua relatoria, constatando que o demandado não mais 
tinha advogado, suspendeu o feito e assinou-lhe prazo razoável para que sanasse o vício, o que não foi 
atendido. Nesse cenário, deverá o relator: deixar de conhecer do recurso de apelação. BL: art. 76, caput 
c/ §2º, I, CPC. 
II - DETERMINARÁ o desentranhamento das contrarrazões, se a providência COUBER ao 
recorrido. (MPBA-2018) (PGEPE-2018) (PGECE-2021) (Anal./MPEAC-2023) 
(MPBA-2018): O advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo-lhe conferida a capacidade 
postulatória para representar a parte em juízo, sem o qual haverá nulidade do processo. Sobre a parte e 
seus procuradores, é lícito afirmar que verificada a incapacidade processual, poderá resultar no 
desentranhamento das contrarrazões ou no não conhecimento do recurso, se não obedecida ordem de 
saneamento da irregularidade da representação nos tribunais de justiça ou tribunal superior. BL: art. 76, 
caput c/ §2º, I e II, CPC. 
 
#Atenção: Vício não foi sanado no juízo ad quem: 
-Se quem deveria sanar era o recorrente, não conhecerá do recurso; 
-Se quem deveria sanar era o recorrido, as contrarrazões serão desentranhadas. 
CAPÍTULO II 
DOS DEVERES DAS PARTES E DE SEUS PROCURADORES 
Seção I 
Dos Deveres 
Art. 77. Além de outros previstos neste Código, SÃO DEVERES das partes, de seus procuradores 
e de todos aqueles que de qualquer forma participem do processo: (MPPR-2017/2019) 
I - EXPOR os fatos em juízo CONFORME a verdade; (TJPA-2019) (MPPR-2019) 
II - NÃO FORMULAR pretensão ou de APRESENTAR defesa QUANDO CIENTES de que SÃO 
destituídas de fundamento; (PGEPE-2018) (TJPA-2019) (MPPR-2019) (DPEPA-2022) 
66 
 
III - NÃO PRODUZIR provas e NÃO PRATICAR atos INÚTEIS ou DESNECESSÁRIOS à 
declaração ou à defesa do direito; (TJPA-2019) (MPMG-2021) (DPEPA-2022) 
IV - CUMPRIR com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e NÃO 
CRIAR embaraços à sua efetivação; (TCEPE-2017) (Anal. Judic./TRF1-2017) (Anal. Judic./TRF2-2017) (TJSP-2018) 
(PGEPE-2018) (PGESP-2018) (TJPA-2019) (MPPR-2019) (Aud. Fiscal-SEFAZ/RS-2019) (DPESC-2021) (PGEAL-2021) (TJMG-
2022) (DPEPA-2022) 
(TJMG-2022-FGV): A. aforou ação cominatória contra B. para que o réu seja obrigado a construir um 
muro de arrimo na divisa dos imóveis deles. Há risco iminente de desabamento do barranco lá existente 
e provocado por desaterro irregular promovido pela parte passiva. Requereu e obteve tutela provisória 
de urgência diante de perícia feita pela Defesa Civil que comprova o mencionado risco e o aterro 
irregular. Citado para a ação e intimado quanto à tutela provisória de urgência, o réu propalou, na região, 
que não estava obrigado a cumprir a ordem judicial porque o juiz não tinha conhecimento técnico para 
determinar a realização da obra. A conduta do réu constitui violação de dever processual. BL: art. 77, 
inciso IV, CPC. 
 
(DPESC-2021-FCC): Assinale a alternativa correta: É dever das partes, de seus procuradores e de todos 
aqueles que de qualquer forma participem do processo cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, 
de natureza provisória ou final, e não criar embaraços à sua efetivação. BL: art. 77, inciso IV, CPC. 
 
(MPPR-2019): Acerca dos deveres das partes e de seus procuradores, assinale a alternativa correta, nos 
termos do CPC/15: As partes, seus procuradores e todos aqueles que de qualquer forma participem do 
processo têm o dever de cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, 
e não criar embaraços à sua efetivação. BL: art. 77, inciso IV, CPC. 
V - DECLINAR, no primeiro momento que lhes couber falar nos autos, o endereço residencial ou 
profissional ONDE RECEBERÃO INTIMAÇÕES, ATUALIZANDO essa informação sempre que ocorrer 
qualquer modificação temporária ou definitiva; (TJPA-2019) 
(Proc./FAPESP-2018-VUNESP): São deveres das partes, de seus procuradores e de todos aqueles que de 
qualquer forma participemdo processo, conforme determina o CPC/15, declinar, no primeiro momento 
que lhe couber falar nos autos, o endereço residencial ou profissional onde receberão intimações, 
atualizando essa informação sempre que ocorrer qualquer modificação temporária ou definitiva. BL: art. 
77, inciso V, CPC. 
VI - NÃO PRATICAR inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso. (TCEPE-2017) 
(Anal. Judic./TRF1-2017) (Anal. Judic./TRF2-2017) (Cartórios/TJMG-2017/2018) (PGEPE-2018) (PGESP-2018) (TJPA-2019) 
(MPPR-2019) (Aud. Fiscal-SEFAZ/RS-2019) (Anal. Judic./TJPA-2020) (MPDFT-2021) (DPEPA-2022) 
VII - informar e manter atualizados seus dados cadastrais perante os órgãos do Poder Judiciário e, 
no caso do § 6º do art. 246 deste Código, da Administração Tributária, para recebimento de citações e 
intimações. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
§ 1o Nas hipóteses dos incisos IV e VI, o juiz ADVERTIRÁ qualquer das pessoas mencionadas no 
caput de que sua conduta PODERÁ SER PUNIDA como ATO ATENTATÓRIO À DIGNIDADE DA 
JUSTIÇA. (MPPR-2017) (TCEPE-2017) (Anal. Judic./TRF1-2017) (TJSP-2018) (PGEPE-2018) (TJPA-2019) 
§ 2o A violação ao disposto nos incisos IV e VI CONSTITUI ATO ATENTATÓRIO À 
DIGNIDADE DA JUSTIÇA, devendo o juiz, SEM PREJUÍZO das sanções criminais, civis e processuais 
cabíveis, APLICAR ao responsável MULTA de ATÉ vinte por cento do valor da causa, de acordo com a 
gravidade da conduta. (TCEPA-2016) (PGM-BH/MG-2017) (TCEPE-2017) (Anal. Judic./TRF2-2017) (PGEPE-2018) 
(PGESP-2018) (Cartórios/TJMG-2018) (MPPR-2017/2019) (TJPA-2019) (Aud. Fiscal-SEFAZ/RS-2019) (Anal. Judic./TJPA-2020) 
(MPDFT-2021) (MPMG-2021) (DPESC-2021) (PGEAL-2021) (DPEPA-2022) (TJDFT-2023) 
#Atenção: #STJ: #DOD: #TJDFT-2023: #CESPE: O juiz que conduz o processo não pode ser apenado com 
a multa prevista para os casos de cometimento de ato atentatório ao exercício da jurisdição, prevista 
no parágrafo único do art. 14 do CPC/73 (art. 77, § 2º, do CPC/15): A multa prevista no parágrafo único 
do art. 14 do CPC/73 (art. 77, § 2º, do CPC/15) não se aplica aos juízes, devendo os atos atentatórios por 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art44
67 
 
eles praticados ser investigados nos termos da Lei Orgânica da Magistratura. STJ. 4ª T. REsp 1548783-
RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 11/06/19 (Info 653). 
#Comentários sobre o julgado acima: #DOD: Multa pecuniária contra atos atentatórios ao exercício da 
jurisdição: A fim de garantir posturas essencialmente éticas e pautadas na boa-fé, além de assegurar a 
dignidade e a autoridade do Poder Judiciário, o CPC previu a possibilidade de o magistrado impor multa 
pecuniária como forma de repreensão aos atos atentatórios ao exercício da jurisdição. É algo semelhante 
ao contempt of court, com as devidas adaptações às peculiaridades do nosso sistema. O contempt of court 
é um instituto do direito norte-americano, com raízes anglo-saxônicas, e seria a punição para os casos em 
que há um “ato de desprezo pela Corte”, configurado pela desobediência a uma ordem sua ou desrespeito 
a sua autoridade, seja dentro ou fora do Tribunal. 
#Comentários sobre o julgado acima: #DOD: Punição do § único do art. 14 do CPC/73 (art. 77, § 2º, do 
CPC/15) não se aplica ao juiz do processo: O fato de o juiz ter o dever de agir com probidade e lealdade, 
não leva à conclusão automática de que ele pode ser punido com a multa do § único do art. 14 do CPC/1973 
(art. 77, § 2º, do CPC/15). Assim, a constatação desse dever não conduz, necessariamente, à conclusão de 
que aquele que tumultuar a administração do processo, atentando contra a dignidade da Justiça, será 
sempre repreendido nos moldes do artigo mencionado. O que se está dizendo é o seguinte: o juiz tem que 
respeitar os deveres de probidade, boa-fé e lealdade previstos no art. 14 do CPC/73 (art. 77 do CPC/15). 
No entanto, caso ele descumpra algum desses deveres, a punição a ele aplicável não é a multa pecuniária 
mencionada neste artigo, mas sim as sanções previstas na Lei Orgânica da Magistratura (LOMAN – LC 
35/79). A LOMAN não apenas disciplina os deveres dos magistrados, mas dispõe também sobre as 
penalidades cabíveis nos casos das ações praticadas em desconformidade com seus deveres, entre as quais 
destacam-se a advertência e a censura (art. 42). 
#Comentários sobre o julgado acima: #DOD: Conclusão que vale para outros atores do processo: Vale 
ressaltar que essa conclusão acima exposta vale também para outros atores do processo que, agindo de 
maneira desleal e ímproba, serão responsabilizados segundo as regras previstas nas suas respectivas Leis 
orgânicas. É o caso, por exemplo, dos advogados, dos membros do MP, da Defensoria Pública e dos 
Magistrados. Esse entendimento foi expressamente consagrado no §6º do art. 77 do CPC/15. 
 
 
 
(DPEPA-2022-CESPE): Constitui ato atentatório à dignidade da justiça, devendo o juiz aplicar ao 
responsável multa, cumprir com inexatidão as decisões jurisdicionais. BL: art. 77, IV c/c §2º, CPC. 
 
(MPDFT-2021): Quanto ao ato atentatório à dignidade da justiça, marque a alternativa correta: Uma das 
hipóteses legais é a de inovação ilegal no estado de fato de bem e pode ensejar a aplicação de multa em 
favor da União ou do Estado em até 20% do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta. BL: 
art. 77, VI c/c §§1º e 2º, CPC. 
 
(PGEAL-2021-CESPE): Assinale a opção que apresenta ato atentatório à dignidade da justiça, que enseja 
aplicação de multa, de acordo com o CPC: criar embaraços ao cumprimento de decisão judicial. BL: art. 
77, IV c/c §2º, CPC. 
 
(TJPA-2019-CESPE): De acordo com o CPC, poderá ser punida como ato atentatório à dignidade da 
justiça a conduta de a parte criar embaraços à efetivação de decisão judicial de natureza provisória. BL: 
art. 77, IV c/c §2º, CPC. 
 
(PGEPE-2018-CESPE): A multa por ato atentatório à dignidade da justiça pode ser acumulada com 
sanções criminais, civis e processuais. BL: art. 77, §2º, CPC. 
 
(TCEPA-2016-CESPE): Situação hipotética: Determinado réu criou embaraço à efetivação de decisão 
judicial provisória. Considerando a gravidade dessa conduta, o magistrado aplicou multa de 15% sobre 
o valor da causa. Assertiva: Nessa situação, a imposição da multa é legítima, visto que a conduta do réu 
constitui ato atentatório à dignidade da justiça. BL: art. 77, inciso IV e §2º, CPC. 
§ 3o NÃO SENDO PAGA no prazo a ser fixado pelo juiz, a MULTA prevista no § 2o SERÁ 
INSCRITA como DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO ou DO ESTADO após o trânsito em julgado da decisão 
que a fixou, e sua execução OBSERVARÁ o procedimento DA EXECUÇÃO FISCAL, revertendo-se aos 
fundos previstos no art. 97. (MPPR-2017) (PGM-BH/MG-2017) (PGESP-2018) (Aud. Fiscal-SEFAZ/RS-2019) (MPDFT-
2021) (MPMG-2021) 
68 
 
Art. 97. A União e os Estados podem criar fundos de modernização do Poder Judiciário, aos quais serão 
revertidos os valores das sanções pecuniárias processuais destinadas à União e aos Estados, e outras verbas 
previstas em lei. 
 
(MPMG-2021): Concernente à multa por infração aos deveres processuais pelas partes e seus 
procuradores, assinale a alternativa correta: A multa impaga será inscrita como dívida ativa da União ou 
do Estado após o trânsito em julgado da decisão que a fixou. BL: art. 77, §3º, CPC. 
 
(MPPR-2017): Sobre o tema dos sujeitos do processo, de acordo com o Código de Processo Civil, assinale 
a alternativa correta: A multa fixada em razão de ato atentatório à dignidade da justiça será inscrita como 
dívida ativa da União ou do Estado após o trânsito em julgado da decisão que a fixou, e sua execução 
observará o procedimento da execução fiscal. BL: art. 77, §3º, CPC. 
§ 4o A MULTA estabelecida no § 2o PODERÁ SER FIXADA INDEPENDENTEMENTE da 
incidência das previstas nos arts. 523, § 1o, e 536, § 1o. (MPMG-2021) 
Art. 523. No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre 
parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente,sendo o 
executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver. 
§ 1o Não ocorrendo pagamento voluntário no prazo do caput, o débito será acrescido de multa de dez 
por cento e, também, de honorários de advogado de dez por cento. (...) 
 
Art. 536. No cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade de obrigação de fazer ou de não 
fazer, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento, para a efetivação da tutela específica ou a obtenção de tutela 
pelo resultado prático equivalente, determinar as medidas necessárias à satisfação do exequente. 
§ 1o Para atender ao disposto no caput, o juiz poderá determinar, entre outras medidas, a imposição de 
multa, a busca e apreensão, a remoção de pessoas e coisas, o desfazimento de obras e o impedimento de 
atividade nociva, podendo, caso necessário, requisitar o auxílio de força policial. 
 
(MPMG-2021): Concernente à multa por infração aos deveres processuais pelas partes e seus 
procuradores, assinale a alternativa correta: A multa fixada em face de conduta atentatória é fixada 
independentemente do cumprimento definitivo da sentença de obrigação de pagar quantia certa. BL: art. 
77, §4º, CPC. 
§ 5o Quando o valor da causa FOR IRRISÓRIO ou INESTIMÁVEL, a multa prevista no § 2o 
PODERÁ SER FIXADA em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo. (PGEPE-2018) (MPMG-2021) 
(MPMG-2021): Concernente à multa por infração aos deveres processuais pelas partes e seus 
procuradores, assinale a alternativa correta: Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa 
poderá ser fixada em até 10 vezes o valor do salário-mínimo. BL: art. 77, §5º, CPC. 
§ 6o Aos advogados públicos ou privados e aos membros da Defensoria Pública e do Ministério 
Público NÃO SE APLICA o disposto nos §§ 2o a 5o, DEVENDO EVENTUAL RESPONSABILIDADE 
DISCIPLINAR SER APURADA pelo respectivo órgão de classe ou corregedoria, ao qual o juiz 
OFICIARÁ. (Cartórios/TJMG-2017) (Anal. Judic./TRF1-2017) (TJSP-2018) (PGEPE-2018) (PGESP-2018) (MPPI-2019) 
(MPDFT-2021) (DPEBA-2021) (DPESC-2021) 
§ 2o A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato atentatório à dignidade da justiça, devendo 
o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa de até 
vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta. 
§ 3o Não sendo paga no prazo a ser fixado pelo juiz, a multa prevista no § 2o será inscrita como dívida 
ativa da União ou do Estado após o trânsito em julgado da decisão que a fixou, e sua execução observará o 
procedimento da execução fiscal, revertendo-se aos fundos previstos no art. 97. 
§ 4o A multa estabelecida no § 2o poderá ser fixada independentemente da incidência das previstas nos 
arts. 523, § 1o, e 536, § 1o. 
§ 5o Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa prevista no § 2o poderá ser fixada em 
até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo. 
 
(MPT-2022): Nos casos em que os partícipes do processo litigam intencionalmente com deslealdade e/ou 
corrupção para prejudicar a parte adversa ou o próprio sistema judiciário, é correto afirmar: Somente as 
partes (autor, réu ou interveniente) podem praticar o ato que se reputa de má-fé, não estando advogados 
69 
 
e membros da Defensoria Pública e do Ministério Público sujeitos à aplicação de pena por litigância de 
má-fé, em razão de sua atuação profissional. BL: art. 77, §5º, CPC. 
§ 7o Reconhecida violação ao disposto no inciso VI, o juiz determinará o restabelecimento do estado 
anterior, podendo, ainda, proibir a parte de falar nos autos até a purgação do atentado, sem prejuízo da 
aplicação do § 2o. 
VI - não praticar inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso. (...) 
§ 2o A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato atentatório à dignidade da justiça, devendo 
o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa de até 
vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta. 
§ 8o O representante judicial da parte NÃO PODE SER COMPELIDO a cumprir decisão em seu 
lugar. (MPPR-2019) 
Art. 78. É VEDADO às partes, a seus procuradores, aos juízes, aos membros do Ministério Público 
e da Defensoria Pública e a qualquer pessoa que participe do processo empregar expressões ofensivas 
nos escritos apresentados. (PGEAC-2017) 
§ 1o Quando expressões ou condutas ofensivas forem manifestadas oral ou presencialmente, o juiz 
advertirá o ofensor de que não as deve usar ou repetir, sob pena de lhe ser cassada a palavra. 
§ 2o De ofício ou a requerimento do ofendido, o juiz determinará que as expressões ofensivas sejam 
riscadas e, a requerimento do ofendido, determinará a expedição de certidão com inteiro teor das expressões 
ofensivas e a colocará à disposição da parte interessada. 
Seção II 
Da Responsabilidade das Partes por Dano Processual 
Art. 79. RESPONDE POR PERDAS E DANOS aquele que LITIGAR de má-fé como autor, réu ou 
interveniente. (TJMSP-2016) (TJSP-2021) (Cartórios/TJRO-2021) (Aud. Fiscal-SEFAZ/CE-2021) (MPSP-2022) (PGM-
Teresina/PI-2022) (TJDFT-2023) 
Art. 80. CONSIDERA-SE LITIGANTE DE MÁ-FÉ aquele que: 
I - DEDUZIR pretensão ou defesa CONTRA texto expresso de lei ou fato incontroverso; (TRF2-2018) 
(Cartórios/TJRO-2021) (PGEPB-2021) (Aud. Fiscal-SEFAZ/CE-2021) (MPSP-2022) 
(PGEPB-2021-CESPE): O CPC considera litigante de má-fé aquele que deduz pretensão contra fato 
incontroverso. BL: art. 80, I, CPC. 
II - ALTERAR a verdade dos fatos; (TRF2-2018) (TJSP-2021) (Cartórios/TJRO-2021) (PGEAL-2021) (PGEPB-
2021) (TJSC-2022) (MPSP-2022) (TJDFT-2023) 
III - USAR do processo para conseguir objetivo ilegal; (Cartórios/TJRO-2021) (PGEAL-2021) (MPSP-2022) 
IV - OPUSER resistência injustificada ao andamento do processo; (PGEAL-2021) (PGEPB-2021) (MPSP-
2022) 
V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo; 
VI - PROVOCAR incidente manifestamente infundado; (TRF2-2018) (PGEAL-2021) (PGEPB-2021) (TJSC-
2022) (MPSP-2022) 
VII - INTERPUSER recurso com intuito manifestamente protelatório. (TRF2-2018) (TJSP-2021) 
(Cartórios/TJRO-2021) (PGEPB-2021) (MPSP-2022) (MPT-2022) 
70 
 
Art. 81. De ofício ou a requerimento, o juiz CONDENARÁ o LITIGANTE DE MÁ-FÉ a PAGAR 
multa, que DEVERÁ SER superior a um por cento e inferior a dez por cento do valor corrigido da causa, 
a INDENIZAR a parte contrária pelos prejuízos que esta sofreu e a ARCAR com os honorários 
advocatícios e com todas as despesas que efetuou. (MPPR-2016) (TJMSP-2016) (TRT/Unificado-2017) (Anal. 
Judic./TRF5-2017) (TJSP-2021) (MPDFT-2021) (MPSP-2022) (MPT-2022) (MPCSC-2022) (PGM-Teresina/PI-2022) (TJDFT-
2023) (Anal. Judic./TJES-2023) 
#Atenção: #STJ: #MPCSC-2022: #CESPE: A gratuidade de justiça não pode ser revogada como punição 
por litigância de má-fé. As sanções aplicáveis ao litigante de má-fé são aquelas taxativamente previstas 
pelo legislador, não comportando interpretação extensiva. Assim, apesar de reprovável, a conduta 
desleal, ímproba, de uma parte beneficiária da assistência judiciária gratuita não acarreta, por si só, a 
revogação do benefício, atraindo, tão somente, a incidência das penas expressamente cominadas no 
texto legal. Com efeito, cuidando os arts. 79 a 81 do CPC de restrições ao exercício do direito de ação, 
devem eles ser interpretados restritivamente, sem a inclusão de sanções não previstas pelo legislador. 
STJ. 3ª T., REsp 1989076/MT, relatora Ministra Nancy Andrighi, j. 17/5/22. 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: O dano processual não é pressuposto para a aplicação da multa por litigância 
de má-fé prevista no art. 18 do CPC/73 (art. 81 do CPC/15). Trata-se de mera sanção processual, 
aplicável inclusive de ofício, e que não tem por finalidade indenizar a parte adversa. STJ. 3ª T. REsp 
1628065-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, Rel. p/ac. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, j. 21/2/17 (Info 
601). 
 
#Atenção: #STJ: #TJDFT-2023: #CESPE: Aquele que deu causaao processo deve restituir os valores 
despendidos pela outra parte com os honorários contratuais, que integram o valor devido a título de 
perdas e danos, nos termos dos arts. 389, 395 e 404 do CC/02. STJ. 3ª T. REsp 1134725/MG, Rel. Min. 
Nancy Andrighi, j. 14/6/11. 
 
(MPDFT-2021): Marque a alternativa correta: O juiz pode condenar o litigante de má-fé a pagar multa, 
que deverá ser superior a um por cento e inferior a dez por cento do valor corrigido da causa. BL: art. 81, 
CPC. 
 
(Anal. Judic./TRF5-2017-CESPE): Em ação de cobrança de valor estimado e não irrisório, seu autor, na 
fase de conhecimento, formulou petição na qual deliberadamente alterou a verdade dos fatos. Essa 
conduta é considerada litigância de má-fé, podendo ser apenada com multa, que deverá ser superior a 
1% e inferior a 10% do valor corrigido da causa. BL: art. 80, II c/c art. 81, CPC. 
 
(TJMSP-2016-VUNESP): Assinale a alternativa correta: A boa-fé no processo tem a função de estabelecer 
comportamentos probos e éticos aos diversos personagens do processo e restringir ou proibir a prática 
de atos atentatórios à dignidade da justiça. 
 
#Atenção: O que o juiz faz quando constatar a violação da boa-fé? Primeiramente, ele obsta o 
comportamento, indeferindo o pedido. E, segundo, aplicando a litigância de má-fé, que tem previsão nos 
art. 80 e 81 do CPC. 
 
#Atenção: #TJDFT-2023: #CESPE: A multa por litigância de má-fé é recolhida em favor da parte 
contrária pelos prejuízos que sofreu, nos termos do art. 81, caput, CPC. Além disso, o art. 96 do CPC 
dispõe que “o valor das sanções impostas ao litigante de má-fé reverterá em benefício da parte contrária, e o valor 
das sanções impostas aos serventuários pertencerá ao Estado ou à União.” 
§ 1o QUANDO FOREM 2 (dois) ou mais os LITIGANTES DE MÁ-FÉ, o juiz CONDENARÁ cada 
um na proporção de seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se coligaram para 
lesar a parte contrária. (TJDFT-2023) (Anal. Judic./TJES-2023) 
(TJDFT-2023-CESPE): Quanto à boa-fé e à má-fé processual, assinale a opção correta: Havendo mais de 
um litigante de má-fé, a multa aplicável será repartida entre os litigantes, independentemente de quantos 
forem. BL: art. 81, §1º, CPC. 
 
#Atenção: #TJDFT-2023: #CESPE: #Justitificativa da Banca examinadora após a interposição dos 
recursos: “A opção E está correta, pois não constou da redação da opção o advérbio de modo "igualmente". A 
opção foi redigida da seguinte forma: ‘Havendo mais de um litigante de má-fé, a multa aplicável será repartida entre 
os litigantes, independente de quantos forem.’ Contudo, a redação correta teria que ser necessariamente: ‘Havendo 
71 
 
mais de um litigante de má-fé, a multa aplicável será repartida IGUALMENTE entre os litigantes, independente 
de quantos forem.’ Sem o advérbio ‘igualmente’, o item está correto quando cotejado com o disposto no §1º do art. 
81, CPC:...’ Para que a opção estivesse de fato errada, imprescindível que o ‘igualmente’ estivesse a 
qualificar a repartição, o que, como dito, não ocorreu.” 
§ 2o Quando o valor da causa FOR irrisório ou inestimável, A MULTA PODERÁ SER FIXADA em 
até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo. (TJCE-2018) (MPT-2022) 
(MPT-2022): Nos casos em que os partícipes do processo litigam intencionalmente com deslealdade e/ou 
corrupção para prejudicar a parte adversa ou o próprio sistema judiciário, é correto afirmar: Quando o 
valor da causa for irrisório ou inestimável, a aplicação da multa poderá ser fixada com base no valor do 
salário mínimo, limitada até dez vezes o valor deste. BL: art. 81, §2º, CPC. 
§ 3o O VALOR DA INDENIZAÇÃO SERÁ FIXADO pelo juiz ou, caso não seja possível mensurá-
lo, liquidado por arbitramento ou pelo procedimento comum, nos próprios autos. (TJSP-2021) (MPSP-2022) 
#Atenção: #STJ: #DOD: A indenização prevista no art. 18, caput e § 2º, do CPC/73 (art. 81, caput e § 3º 
do CPC/15) tem caráter reparatório (ou indenizatório), decorrendo de um ato ilícito processual. Apesar 
disso, é desnecessária a comprovação do prejuízo para que haja condenação ao pagamento da 
indenização prevista nesse dispositivo. Em outras palavras, é desnecessária a comprovação de 
prejuízo para que haja condenação ao pagamento de indenização por litigância de má-fé (art. 18, caput 
e § 2º, do CPC/73; art. 81, caput e § 3º do CPC/15). STJ. Corte Especial. EREsp 1.133.262-ES, Rel. Min. 
Luis Felipe Salomão, j. 3/6/15 (Info 565). 
 
Macete sobre Atos Atentatórios e Litigância de Ma-fé (retirado do site Qconcursos – expressão em 
inglês): 
 
 Atos aTWENTatórios = até 20% do valor da CAUSA. 
 LiTENgância de má-fé = 1% a 10% do valor CORRIGIDO DA CAUSA; 
 
(MPSP-2022): Responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé como autor, réu ou interveniente. 
A respeito da litigância de má-fé e suas consequências, é correto afirmar que é litigância de má-fé deduzir 
pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso; alterar a verdade dos fatos; usar 
do processo para conseguir objetivo ilegal; opor resistência injustificada ao andamento do processo; 
provocar incidente manifestamente infundado; interpor recurso com intuito manifestamente 
protelatório. A litigância de má-fé será declarada de ofício ou a requerimento da parte, e o valor da 
indenização será fixado pelo juiz ou, caso não seja possível mensurá-lo, liquidado por arbitramento ou 
pelo procedimento comum, nos próprios autos. BL: arts. 79, 80 e 81, caput e §3º, CPC. 
Seção III 
Das Despesas, dos Honorários Advocatícios e das Multas 
Art. 82. Salvo as disposições concernentes à gratuidade da justiça, incumbe às partes prover as 
despesas dos atos que realizarem ou requererem no processo, antecipando-lhes o pagamento, desde o 
início até a sentença final ou, na execução, até a plena satisfação do direito reconhecido no título. (PGEAC-
2017) 
§ 1o INCUMBE ao autor ADIANTAR as DESPESAS relativas a ato cuja realização o juiz 
DETERMINAR de ofício ou a requerimento do Ministério Público, QUANDO sua intervenção 
OCORRER como FISCAL DA ORDEM JURÍDICA. (MPRR-2017) (MPMG-2021) (TJAP-2022) (MPRJ-2022) 
(MPRJ-2022-VUNESP): Nos processos judiciais em que o MP atua como fiscal da ordem jurídica, 
incumbe ao autor adiantar as despesas relativas a ato cuja realização o juiz determinar a requerimento 
do MP. BL: art. 82, §1º, CPC. 
 
(MPMG-2021): Nos termos do CPC, assinale a alternativa correta: Incumbe ao autor adiantar as despesas 
relativas a ato cuja realização o juiz determinar de ofício ou a requerimento do MP, quando sua 
intervenção ocorrer como fiscal da ordem jurídica. BL: art. 82, §1º, CPC. 
72 
 
§ 2o A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou. (PGM-BH/MG-
2017) (MPGO-2022) 
Art. 83. O autor, brasileiro ou estrangeiro, que RESIDIR fora do Brasil ou DEIXAR DE RESIDIR 
no país ao longo da tramitação de processo PRESTARÁ CAUÇÃO SUFICIENTE ao pagamento das 
custas e dos honorários de advogado da parte contrária nas ações que propuser, SE NÃO TIVER no Brasil 
BENS IMÓVEIS que lhes assegurem o pagamento. (TJSP-2018) (Cartórios/TJMG-2018) (Anal. Judic./TRT2-2018) 
(TJRO-2019) (Anal. Judic./TRF4-2019) (MPDFT-2021) (DPERJ-2021) (MPTO-2022) (Anal. Judic./TJES-2023) 
#Atenção: #STJ: #DOD: Se o autor da ação judicial reside no exterior ou se muda para fora do país 
durante a tramitação do processo, ele precisará prestar uma caução que seja suficiente para pagar as 
custas processuais e honorários advocatícios caso ele perca a ação (art. 83 do CPC). Não é necessária a 
prestação de caução para o ajuizamento de ação por sociedade empresarial estrangeira devidamente 
representada no Brasil. Ex: MSC Mediterranean Shipping Company S.A., empresa estrangeira, 
ajuizou, na justiça brasileira, uma ação de cobrança. O STJ afirmou que não se deveria exigir caução 
para a propositura da demanda, considerando que a autora, apesar de estrangeira, possuía uma 
agência de representação no Brasil (a MSC Mediterranean do Brasil Ltda.). STJ. 3ª T. REspdas ondas de acesso à justiça é: representação dos 
interesses difusos. [obs.: refere-se à segunda onda] 
 
#Atenção: #MPAP-2021: #CESPE: As ondas renovatórias do acesso à Justiça estão relacionadas à terceira 
fase metodológica do estudo do direito processual que ficou e ainda é conhecida como 
instrumentalismo, que tem início em meados de 1950, justamente com a publicação da obra de Mauro 
Cappelletti e Bryant Garth, denominada “O Acesso à Justiça.” Esses autores defendem que deve haver 
um resgate dos verdadeiros fins do processo e só através do resgate do direito material é que o processo 
realmente se torna um meio de acesso à justiça. 
§ 2o O Estado PROMOVERÁ, sempre que possível, a SOLUÇÃO CONSENSUAL DOS 
CONFLITOS. (Cartórios/TJSC-2021) (TJAP-2022) (DPEMT-2022) 
FPPC nº 573. (arts.3º, §§2º e 3º ;334) As Fazendas Públicas devem dar publicidade às hipóteses em que 
seus órgãos de Advocacia Pública estão autorizados a aceitar autocomposição. 
FPPC nº 618. (arts.3º, §§ 2º e 3º, 139, V, 166 e 168; arts. 35 e 47 da Lei nº 11.101/2005; art. 3º, caput, e §§ 1º 
e 2º, art. 4º, caput e §1º, e art. 16, caput, da Lei nº 13.140/2015). A conciliação e a mediação são compatíveis 
com o processo de recuperação judicial. 
§ 3o A CONCILIAÇÃO, a MEDIAÇÃO e OUTROS MÉTODOS DE SOLUÇÃO CONSENSUAL 
DE CONFLITOS DEVERÃO SER ESTIMULADOS por juízes, advogados, defensores públicos e 
membros do Ministério Público, INCLUSIVE no curso do processo judicial. (PGM-POA/RS-2016) 
(Cartórios/TJMG-2017) (TRF2-2018) (Anal. Judic./STJ-2018) (MPPR-2017/2019) (MPPI-2019) (Cartórios/TJPR-2019) 
(Anal./MPRJ-2019) (TJAP-2022) (Anal. Judic./TJES-2023) 
FPPC nº 371. (arts. 3, §3º, e 165). Os métodos de solução consensual de conflitos devem ser estimulados 
também nas instâncias recursais. 
FPPC nº 485. (art. 3º, §§ 2º e 3º; art. 139, V; art. 509; art. 513) É cabível conciliação ou mediação no processo 
de execução, no cumprimento de sentença e na liquidação de sentença, em que será admissível a 
apresentação de plano de cumprimento da prestação. 
 
(Advogado-Prefeit. Quixadá/CE-2016): O novo CPC consagra o princípio da promoção pelo Estado da 
solução por autocomposição, ou seja, uma política pública de solução de litígios, entendimento que já 
era adotado pelo CNJ, especialmente na Resolução nº 125/10. BL: art. 3º, §3º, CPC. 
Art. 4o As partes TÊM o direito DE OBTER em prazo razoável a SOLUÇÃO INTEGRAL DO 
MÉRITO, INCLUÍDA a ATIVIDADE SATISFATIVA. (Cartórios/TJMG-2017) (MPT-2017) (Cartórios/TJSP-2018) 
(MPPR-2017/2019) (MPGO-2019) (Cartórios/TJRS-2019) (TJMS-2020) (TRT/Unificado-2017/2023) (MPSC-2023) 
FPPC nº 372. (art. 4º) O art. 4º tem aplicação em todas as fases e em todos os tipos de procedimento, 
inclusive em incidentes processuais e na instância recursal, impondo ao órgão jurisdicional viabilizar o 
saneamento de vícios para examinar o mérito, sempre que seja possível a sua correção. 
FPPC nº 373. (arts. 4º e 6º) As partes devem cooperar entre si; devem atuar com ética e lealdade, agindo 
de modo a evitar a ocorrência de vícios que extingam o processo sem resolução do mérito e cumprindo 
com deveres mútuos de esclarecimento e transparência. 
FPPC nº 574. (arts.4º; 8º) A identificação de vício processual após a entrada em vigor do CPC de 2015 
gera para o juiz o dever de oportunizar a regularização do vício, ainda que ele seja anterior. 
 
(TJMS-2020-FCC): Em relação aos princípios constitucionais do processo civil, considere o enunciado 
seguinte: A razoável duração do processo abrange sua solução integral, incluindo-se a atividade 
satisfativa, assegurados os meios que garantam a celeridade da tramitação processual. BL: art. 4º, CPC e 
art. 5º, LXXVIII, da CF. 
 
(MPPR-2019): sinale a alternativa correta acerca das normas fundamentais do processo civil, de acordo 
com o CPC/2015: A atividade satisfativa da tutela jurisdicional deve ser prestada com duração razoável. 
BL: art. 4º, CPC. 
 
(Cartórios/TJRS-2019-VUNESP): Nos termos do art. 4º do CPC, as partes têm o direito de obter em prazo 
razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa. Considerando que o processo civil 
deve ser interpretado conforme os valores e as normas fundamentais estabelecidos na CF, é correto 
7 
 
afirmar que referido dispositivo consagra os seguintes princípios: razoável duração do processo, 
primazia das decisões de mérito e efetividade. BL: art. 4º, CPC. 
 
#Atenção: Vejamos o teor do art. 4º do CPC: “Art. 4º As partes têm o direito de obter em prazo razoável 
[RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO] a solução integral do mérito [PRIMAZIA DAS DECISÕES DE 
MÉRITO], incluída a atividade satisfativa [EFETIVIDADE].” 
 
(DPU-2017-CESPE): Um sistema processual civil que não proporcione à sociedade o reconhecimento e a realização 
dos direitos, ameaçados ou violados, que tem cada um dos jurisdicionados, não se harmoniza com as garantias 
constitucionais de um Estado democrático de direito. Se é ineficiente o sistema processual, todo o ordenamento 
jurídico passa a carecer de real efetividade. De fato, as normas de direito material se transformam em pura ilusão, 
sem a garantia de sua correlata realização, no mundo empírico, por meio do processo. Exposição de motivos do 
Código de Processo Civil/2015, p. 248-53. Vade Mecum Acadêmico de Direito Rideel. 22.ª ed. São Paulo, 
2016 (com adaptações). Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir à luz do 
entendimento jurisprudencial e doutrinário acerca das normas fundamentais do processo civil. Apesar 
de o CPC garantir às partes a obtenção, em prazo razoável, da solução integral do mérito, esse direito já 
existia no ordenamento jurídico brasileiro até mesmo antes da Emenda Constitucional n.º 45/2004. 
 
#Atenção: 
 Pacto de São Jose da Costa Rica de 1992. 
 Lei dos Juizados Estaduais de 1995 (Lei nº 9.099/95). 
Art. 5o Aquele que de qualquer forma PARTICIPA do processo DEVE COMPORTAR-SE de 
acordo com a BOA-FÉ. (TJMSP-2016) (TCEPE-2017) (Cartórios/TJMG-2017) (MPPR-2019) (MPCPA-2019) (PGEPB-2021) 
(PGERS-2021) (DPETO-2022) (TJDFT-2023) (PGM-Marília/SP-2023) 
FPPC nº 374. (art. 5º) O art. 5º prevê a boa-fé objetiva. 
FPPC nº 375. (art. 5º) O órgão jurisdicional também deve comportar-se de acordo com a boa-fé objetiva. 
(MPCPA-2019) 
FPPC nº 376. (art. 5º) A vedação do comportamento contraditório aplica-se ao órgão jurisdicional. 
FPPC nº 377. (art. 5º) A boa-fé objetiva impede que o julgador profira, sem motivar a alteração, decisões 
diferentes sobre uma mesma questão de direito aplicável às situações de fato análogas, ainda que em 
processos distintos. 
FPPC nº 378. (arts. 5º, 6º, 322, §2º, e 489, §3º) A boa fé processual orienta a interpretação da postulação e 
da sentença, permite a reprimenda do abuso de direito processual e das condutas dolosas de todos os 
sujeitos processuais e veda seus comportamentos contraditórios. 
JDPC nº 1. A verificação da violação à boa-fé objetiva dispensa a comprovação do animus do sujeito 
processual. (MPCPA-2019) 
JDPC nº 2. As disposições do Código de Processo Civil aplicam-se supletiva e subsidiariamente às Leis 
n. 9.099/1995, 10.259/2001 e 12.153/2009, desde que não sejam incompatíveis com as regras e princípios 
dessas Leis. 
 
(MPCPA-2019-CESPE): O princípio da boa-fé, consagrado no CPC, demanda a observância de um 
padrão de conduta ao longo do processo. Nesse sentido, o limite ao exercício de posições processuais 
constitui dimensão do princípio da boa-fé objetiva processual. BL: art. 5º, CPC e Doutrina. 
 
#Atenção: #MPCPA-2019: #PGEPB-2021: #CESPE: Acerca do princípio da boa-fé objetiva, Luiz 
Guilherme Marinoni explica: “Boa-fé. A boa fé pode ser reconduzida à segurança jurídica, na medida em que é 
possível reduzi-la dogmaticamente à necessidade de proteção à confiança legítima - que constitui um dos elementos 
do princípio da segurança jurídica - e de prevalência da materialidade do tráfego jurídico. Como elemento que impõe 
tutela da confiança e dever de aderência à realidade,1584441-SP, 
Rel. Min. Moura Ribeiro, j. 21/8/18 (Info 632). 
§ 1o NÃO SE EXIGIRÁ a CAUÇÃO de que trata o caput: 
I - quando HOUVER dispensa prevista em acordo ou tratado internacional de que o Brasil faz 
parte; (TJSP-2018) (Anal. Judic./TRF4-2019) 
(TJSP-2018-VUNESP): O autor residente fora do Brasil ficará dispensado de prestar caução suficiente ao 
pagamento de custas e honorários quando houver dispensa prevista em acordo internacional vigente no 
Brasil. BL: art. 83, §1º, I, CPC. 
II - na execução fundada em título extrajudicial e no cumprimento de sentença; (TJRO-2019) (Anal. 
Judic./TRF4-2019) (MPDFT-2021) 
III - na reconvenção. (Anal. Judic./TRF4-2019) (Anal. Judic./TJES-2023) 
(Anal. Judic./TJES-2023-CESPE): No que se refere aos sujeitos no processo civil, julgue o item 
subsequente: Considere que Paul, estrangeiro, tenha proposto reconvenção em face de João e que, 
durante o processo, Paul tenha regressado ao seu país de origem. Nessa situação, Paul não deverá prestar 
caução suficiente para o pagamento de custas e de honorários de sucumbência. BL: art. 83, caput e §1º, 
III, CPC. 
 
(Anal. Judic./TRF4-2019-FCC): Em regra, o autor, brasileiro ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou 
deixar de residir no país ao longo da tramitação de processo deverá prestar caução suficiente ao 
pagamento das custas e dos honorários de advogado da parte contrária nas ações que propuser, se não 
tiver no Brasil bens imóveis que lhes assegurem o pagamento. Porém, de acordo com o CPC, não se 
exigirá essa caução quando houver dispensa prevista em acordo ou tratado internacional de que o Brasil 
faz parte, bem como na reconvenção, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título 
extrajudicial. BL: art. 83, caput e §1º, CPC. 
 
#Atenção: 
-REGRA: Presta caução. 
 
-EXCEÇÃO: Só não está obrigado a prestar caução quem: 
(i) tiver no Brasil bens imóveis que lhes assegurem o pagamento; 
(ii) dispensa prevista em acordo ou tratado internacional de que o Brasil faz parte; 
(iii) execução fundada em título extrajudicial; 
(iv) execução fundada no cumprimento de sentença; 
(v) reconvenção. 
§ 2o Verificando-se no trâmite do processo que se desfalcou a garantia, poderá o interessado exigir 
reforço da caução, justificando seu pedido com a indicação da depreciação do bem dado em garantia e a 
importância do reforço que pretende obter. 
73 
 
Art. 84. As DESPESAS ABRANGEM as custas dos atos do processo, a indenização de viagem, a 
remuneração do assistente técnico e a diária de testemunha. (PGEAC-2017) (PGM-BH/MG-2017) (MPDFT-2021) 
(PGM-Teresina/PI-2022) 
(MPDFT-2021): Marque a alternativa correta: Entre as despesas processuais consideradas pelo CPC, a lei 
prevê a possibilidade de pagamento da diária de testemunha. BL: art. 84, CPC. 
Art. 85. A sentença CONDENARÁ o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. (PGM-
BH/MG-2017) (TJPA-2019) (MPGO-2022) (DPETO-2022) (PGM-Florianópolis/SC-2022) 
§ 1o SÃO DEVIDOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS na reconvenção, no cumprimento de 
sentença, provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, 
CUMULATIVAMENTE. (Anal. Judic./TRT11-2017) (PGESC-2018) (Cartórios/TJAM-2018) (TJPA-2019) (TJPR-2019) 
(TJGO-2021) (PGM-Aracajú/SE-2021) 
(TJRS-2018-VUNESP): São devidos honorários advocatícios, nos termos do CPC, no cumprimento 
provisório de sentença. BL: art. 85, §1º CPC. 
 
(Anal. Judic./TREBA-2017-CESPE): É cabível a fixação de honorários de sucumbência na reconvenção, 
no cumprimento de sentença, na execução e em grau recursal. BL: art. 85, §1º CPC. 
 
(PGEAM-2016-CESPE): Situação hipotética: Proposta pelo estado do Amazonas ação de rescisão 
contratual cumulada com perdas e danos contra uma empreiteira, o juízo acolheu o pedido e fixou 
honorários sucumbenciais. Depois de transitada em julgado a decisão e liquidada a sentença, a 
requerimento do ente autor, a referida empreiteira foi intimada para o cumprimento voluntário da 
obrigação, não tendo, contudo, cumprido tal obrigação e tampouco apresentado impugnação à medida. 
Assertiva: Nesse caso, devem ser fixados novos honorários advocatícios referentes à fase de 
cumprimento de sentença. BL: art. 85, §1º e art. 523, §1º, CPC. 
 
(PGM-POA/RS-2016-Fundatec): São devidos honorários advocatícios no cumprimento provisório de 
sentença. BL: art. 85, §1º CPC. 
§ 2o Os HONORÁRIOS SERÃO FIXADOS entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento 
sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, NÃO SENDO POSSÍVEL MENSURÁ-
LO, sobre o valor atualizado da causa, ATENDIDOS: (PGESE-2017) (DPEAM-2018) (TJGO-2021) (PGEGO-2021) 
(PGM-Aracajú/SE-2021) 
I - o grau de zelo do profissional; 
II - o lugar de prestação do serviço; 
III - a natureza e a importância da causa; 
IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. 
#Atenção: #STJ: #DOD: Se houve a exclusão de um dos litisconsortes passivos, sem por fim à demanda, 
os honorários sucumbenciais deverão ser fixados, no mínimo, em 10% ou poderão ser arbitrados em 
percentual menor?: Poderão ser em percentual menor. O art. 85, § 2º, do CPC, ao fixar honorários 
advocatícios mínimos de 10% sobre o valor da causa, teve em vista as decisões judiciais que 
apreciassem a causa por completo. Decisões que, com ou sem julgamento de mérito, abrangessem a 
totalidade das questões submetidas a juízo. Assim, nas hipóteses de julgamento parcial, como ocorre 
na decisão que exclui um dos litisconsortes passivos sem por fim a demanda, os honorários devem 
observar proporcionalmente a matéria efetivamente apreciada. Nesse sentido é o Enunciado nº 5 da I 
Jornada de Direito Processual Civil do CJF: Ao proferir decisão parcial de mérito ou decisão parcial 
fundada no art. 485 do CPC, condenar-se-á proporcionalmente o vencido a pagar honorários ao 
advogado do vencedor, nos termos do art. 85 do CPC. Desse modo, os honorários advocatícios 
sucumbenciais, nos casos de decisões parciais de mérito, devem observar a parcela da pretensão 
decidida antecipadamente. STJ. 3ª T. REsp 1760538-RS, Rel. Min. Moura Ribeiro, j. 24/05/22 (Info 738). 
 
74 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: Se a petição inicial é indeferida sem que tenha havido citação ou 
comparecimento espontâneo do réu, a sentença não deve condenar o autor ao pagamento de 
honorários advocatícios considerando que não há advogado constituído nos autos. No entanto, se o 
autor recorre, o réu é intimado, apresenta contrarrazões e o Tribunal confirma a sentença, então, neste 
caso, será cabível o arbitramento de honorários em prol do advogado do réu/vencedor. Dito de outro 
modo: em caso de indeferimento da petição inicial seguida de interposição de apelação e a integração 
do executado à relação processual, mediante a constituição de advogado e apresentação de 
contrarrazões, uma vez confirmada a sentença extintiva do processo, é cabível o arbitramento de 
honorários em prol do advogado do vencedor (art. 85, § 2º, do CPC). STJ. 4ª T. REsp 1753990-DF, Rel. 
Min. Maria Isabel Gallotti, j. 9/10/18 (Info 640). 
 
#Atenção: #STJ e Jurisprud. Teses/STJ – Ed. 128: #DOD: #Anal. Judic./STJ-2018: #TJPR-2019: #PGEPB-
2021: #TCERJ-2021: #CESPE: #STJ: Sentença proferida após o CPC/15 deverá observar as suas regras 
quanto aos honorários, ainda a ação tenha sido proposta antes da sua entrada em vigor. Os honorários 
advocatícios nascem contemporaneamente à sentença e não preexistem à propositura da demanda. 
Assim sendo, nos casos de sentença proferida a partir do dia 18/3/16, deverão ser aplicadas as normas 
do CPC/15. STJ. 2ª T. REsp 1.636.124-AL, Rel. Min. Herman Benjamin, j. 6/12/16 (Info 602). (...) A data 
da prolação da sentença é o marco temporal para a aplicação do Código de Processo Civil de 1973 ou 
do CPC/15. STJ. 4ª T., AgInt no AREsp 1560925/RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 15/12/20. 
#Jurisprud. Teses/STJ – Ed. 128 – Tese 01: O marco temporal para a aplicação das normas do Código de 
Processo Civil de 2015, a respeito da fixação e da distribuiçãodos honorários de sucumbência, é a data 
da prolação de sentença/acórdão que as impõe. 
(PGEPB-2021-CESPE): De acordo com a jurisprudência do STJ, diante da possibilidade de surgimento de 
nova lei que modifique o regime de honorários advocatícios durante o trâmite de processo judicial, a regra 
de regência aplicável ao arbitramento da verba honorária sucumbencial deve ser a norma vigente no 
momento da sentença. BL: Entend. Jurisprud. 
 
#Atenção: #DOD: Regra geral e obrigatória: O § 2º do art. 85 do CPC traz uma regra geral e obrigatória 
em que os honorários sucumbenciais devem ser fixados no patamar de 10% a 20%, devendo incidir: 
 1ª opção: sobre o valor da condenação; 
 2ª opção: sobre o proveito econômico objetivo; ou 
 3ª opção: sobre o valor atualizado da causa (caso não seja possível mensurar o proveito 
econômico). 
 
#Atenção: #DOD: Exceção: EQUIDADE: O § 8º do art. 85 prevê a fixação dos honorários com base na 
equidade. Trata-se, contudo, de regra excepcional, de aplicação subsidiária, que somente incidirá nas 
causas em que: 1) o proveito econômico obtido for inestimável ou irrisório; ou; 2) quando o valor da 
causa for muito baixo. A incidência, pela ordem, de uma das hipóteses do art. 85, § 2º, impede que o 
julgador prossiga com sua análise a fim de investigar eventual enquadramento no § 8º do art. 85, 
porque a subsunção da norma ao fato já se terá esgotado. 
§ 3o Nas causas em que a FAZENDA PÚBLICA FOR parte, a FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS 
OBSERVARÁ os critérios estabelecidos nos incisos I a IV do § 2o e os seguintes percentuais: (PGESE-2017) 
(Anal. Judic./TRT11-2017) (PGEGO-2021) 
I - mínimo de dez e máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido até 200 (duzentos) salários-mínimos; 
II - mínimo de oito e máximo de dez por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido acima de 200 (duzentos) salários-mínimos até 2.000 (dois mil) salários-mínimos; (PGEGO-
2021) 
III - mínimo de cinco e máximo de oito por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido acima de 2.000 (dois mil) salários-mínimos até 20.000 (vinte mil) salários-mínimos; 
IV - mínimo de três e máximo de cinco por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido acima de 20.000 (vinte mil) salários-mínimos até 100.000 (cem mil) salários-mínimos; 
V - mínimo de um e máximo de três por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido acima de 100.000 (cem mil) salários-mínimos. 
75 
 
§ 4o Em qualquer das hipóteses do § 3o: 
I - os percentuais previstos nos incisos I a V devem ser aplicados desde logo, quando for líquida a 
sentença; 
II - NÃO SENDO LÍQUIDA a sentença, a DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL, nos termos previstos 
nos incisos I a V, somente OCORRERÁ quando liquidado o julgado; (PGM-POA/RS-2016) 
(PGM-POA/RS-2016-Fundatec): Não sendo líquida a sentença, a definição do percentual dos honorários 
nas causas em que a Fazenda Pública for parte somente ocorrerá quando liquidado o julgado. BL: art. 85, 
§4º CPC. 
III - não havendo condenação principal ou não sendo possível mensurar o proveito econômico 
obtido, a condenação em honorários dar-se-á sobre o valor atualizado da causa; 
IV - será considerado o salário-mínimo vigente quando prolatada sentença líquida ou o que estiver 
em vigor na data da decisão de liquidação. 
§ 5o Quando, conforme o caso, a condenação contra a Fazenda Pública ou o benefício econômico 
obtido pelo vencedor ou o valor da causa for superior ao valor previsto no inciso I do § 3o, a fixação do 
percentual de honorários deve observar a faixa inicial e, naquilo que a exceder, a faixa subsequente, e 
assim sucessivamente. (TJGO-2021) (PGEMS-2021) 
#Atenção: #STJ: #DOD: Julgada procedente em parte a exceção de pré-executividade, são devidos 
honorários de advogado em favor do excipiente/executado na medida do respectivo proveito 
econômico. A procedência do incidente de exceção de pré-executividade, ainda que resulte apenas na 
extinção parcial da execução ou redução de seu valor, acarreta a condenação na verba honorária. STJ. 
1ª T., REsp 1276956-RS, Rel. Min. Ari Pargendler, j. 4/2/14 (Info 534). 
 
#Atenção: #STJ – Rec. Repetitivo – Tema 410: #TJGO-2021: #FCC: O acolhimento ainda que parcial da 
impugnação gerará o arbitramento dos honorários, que serão fixados nos termos do art. 20, § 4º, do 
CPC, do mesmo modo que o acolhimento parcial da exceção de pré-executividade, porquanto, nessa 
hipótese, há extinção também parcial da execução. STJ. Corte Especial. REsp 1134186/RS, Rel. Min. Luis 
Felipe Salomão, j. 01/08/11. 
(TJGO-2021-FCC): No cumprimento definitivo de sentença que haja imposto condenação em quantia certa, 
ou já fixada em liquidação, serão arbitrados honorários em benefício do executado no caso de acolhimento, 
ainda que parcial, de impugnação ou de exceção de pré-executividade. BL: Entend. Jurisprud. 
 
#Atenção: #Jurisprud. Teses/STJ – Ed. 129: #TJGO-2021: #FCC: Tese 12: São devidos honorários 
advocatícios sucumbenciais pelo exequente em virtude do acolhimento total ou parcialmente de 
EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. 
§ 6o Os limites e critérios previstos nos §§ 2o e 3o APLICAM-SE INDEPENDENTEMENTE de qual 
seja o conteúdo da decisão, INCLUSIVE aos casos de improcedência ou de sentença sem resolução de 
mérito. (PGM-POA/RS-2016) 
(PGM-POA/RS-2016-Fundatec): Os limites e critérios para a fixação de honorários nas causas em que a 
Fazenda Pública for parte aplicam-se inclusive aos casos de improcedência ou de sentença sem resolução 
de mérito. BL: art. 85, §6º CPC. 
§ 6º-A. Quando o valor da condenação ou do proveito econômico obtido ou o valor atualizado da 
causa for líquido ou liquidável, para fins de fixação dos honorários advocatícios, nos termos dos §§ 2º e 3º, 
é proibida a apreciação equitativa, salvo nas hipóteses expressamente previstas no § 8º deste artigo. (Incluído 
pela Lei nº 14.365, de 2022) 
§ 7o NÃO SERÃO DEVIDOS HONORÁRIOS no cumprimento de sentença CONTRA A 
FAZENDA PÚBLICA que ENSEJE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO, desde que não tenha sido 
impugnada. (PGM-Fortaleza/CE-2017) (Anal. Judic./TRT11-2017) (TJSP-2018) (TJRO-2019) (MPPI-2019) (PGM-
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14365.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14365.htm#art3
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Curitiba/PR-2019) (PGM-Contagem/MG-2019) (Anal. Judic./TJAM-2019) (MPAP-2021) (PGEGO-2021) (TJPE-2022) (MPTO-
2022) (PGM-Florianópolis/SC-2022) 
#Atenção: #STJ: #DOD: #MPPI-2019: #PGM-Contagem/MG-2019: #MPTO-2022: #CESPE: O art. 85, § 
7º, do CPC não afasta a aplicação do entendimento consolidado na Súmula 345 do STJ, de modo que 
são devidos honorários advocatícios nos procedimentos individuais de cumprimento de sentença 
decorrente de ação coletiva, ainda que não impugnados e promovidos em litisconsórcio. O art. 85, § 
7º, do CPC não se aplica para as execuções individuais, ainda que promovidas em litisconsórcio, 
pedindo o cumprimento de julgado proferido em sede de ação coletiva lato sensu, ação civil pública 
ou ação de classe. Em resumo, a Súmula 345 do STJ continua válida mesmo com o art. 85, § 7º, do CPC. 
Súmula 345-STJ: São devidos honorários advocatícios pela Fazenda Pública nas execuções individuais 
de sentença proferida em ações coletivas, ainda que não embargadas. Art. 85. (...) § 7º Não serão devidos 
honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública que enseje expedição de precatório, 
desde que não tenha sido impugnada. STJ. Corte Especial. REsp 1648238-RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, j. 
20/6/18 (recurso repetitivo) (Info 628). 
(MPTO-2022-CESPE): A respeito do regime de responsabilidade por custas, honorários advocatícios e 
demais encargos financeiros na tutela coletiva de conhecimento e na sua execução, a título coletivo ou 
individual, de acordo com a legislação em vigor e com a jurisprudência do STJ, assinale a opção correta: São 
devidos honorários sucumbenciais em procedimento individualde cumprimento de sentença decorrente 
de ação coletiva que não tenha sido impugnado pelo executado. BL: Info 628, STJ. 
(MPPI-2019-CESPE): De acordo com a jurisprudência do STJ acerca do CPC/2015, assinale a opção correta: 
São devidos honorários advocatícios na fase de cumprimento individual de sentença decorrente de ação 
coletiva, ainda que a fazenda pública não apresente impugnação. BL: Info 628, STJ. 
 
 
 
(TJSP-2018-VUNESP): Sobre honorários advocatícios, afigura-se correto afirmar: a verba será devida no 
cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública que enseje a expedição de precatório, se tiver sido 
ofertada impugnação. BL: art. 85, §7º, CPC. [adaptada] 
 
(PGM-Fortaleza/CE-2017-CESPE): No que tange à fazenda pública em juízo, julgue o item subsecutivo: 
Mesmo já tendo havido condenação em honorários na fase de conhecimento, o juiz deve fixar nova verba 
honorária em cumprimento de sentença que tenha sido objeto de impugnação pela fazenda pública. BL: 
art. 85, §7º, CPC. 
§ 8o Nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o valor 
da causa for muito baixo, o juiz FIXARÁ o valor dos honorários POR APRECIAÇÃO EQUITATIVA, 
observando o disposto nos incisos do § 2o. (PGESE-2017) (PGM-Curitiba/PR-2019) (Anal. Judic./TJAM-2019) (TJGO-
2021) (PGEGO-2021) (PGM-Guarujá/SP-2021) (DPEMS-2022) 
§ 2o Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da 
condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da 
causa, atendidos: 
I - o grau de zelo do profissional; 
II - o lugar de prestação do serviço; 
III - a natureza e a importância da causa; 
IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. 
 
CJF nº 06. A fixação dos honorários de sucumbência por apreciação equitativa só é cabível nas hipóteses 
previstas no § 8º do art. 85 do CPC. (PGESE-2017) 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: #TJGO-2021: #PGEGO-2021: #FCC: Os honorários advocatícios só podem ser 
fixados com base na equidade de forma subsidiária, ou seja: 1) quando não for possível o arbitramento 
pela regra geral; ou 2) quando for inestimável ou irrisório o valor da causa. Assim, o juízo de equidade 
na fixação dos honorários advocatícios somente pode ser utilizado de forma subsidiária, quando não 
presente qualquer hipótese prevista no § 2º do art. 85 do CPC. STJ. 2ª S. REsp 1746072-PR, Rel. Min. 
Nancy Andrighi, Rel. Acd. Min. Raul Araújo, j. 13/2/19 (Info 645). 
 
#Atenção: #DOD: Inestimável valor econômico: Quando o legislador utilizou a expressão 
“inestimável valor econômico” ele quis se referir às causas em que não se vislumbra benefício 
patrimonial imediato, como, por exemplo, nas causas de estado e de direito de família. 
 
77 
 
#Atenção: #DOD: Esquema Info 645 do STJ (DOD): 
Ordem de vocação (ordem de preferência) na fixação dos honorários: 
1º) quando houver condenação em valores... Os honorários serão fixados entre 10% e 20% sobre o 
valor da condenação. 
2º) quando não houver condenação em valores, mas 
for possível mensurar o proveito econômico obtido 
pelo vencedor... 
Os honorários serão fixados entre 10% e 20% sobre o 
proveito econômico obtido pelo vencedor. 
3º) quando não houver condenação em valores e 
não for possível mensurar o proveito econômico... 
Os honorários serão fixados entre 10% e 20% sobre o 
valor atualizado da causa. 
4º) quando: 
• o proveito econômico obtido for inestimável ou 
irrisório; ou 
• o valor da causa for muito baixo. 
Os honorários serão fixados por apreciação 
equitativa, observando o disposto nos incisos do § 2º 
do art. 85. 
 
#Atenção: #PGESE-2017: #CESPE: Quanto ao arbitramento dos honorários sucumbenciais a 
APRECIAÇÃO pelo juiz somente será EQUITATIVA, quando o PROVEITO ECONÔMICO for 
IRRISÓRIO/INESTIMÁVEL ou o VALOR DA CAUSA for MUITO BAIXO! Assim, o critério da 
equidade somente deverá ser utilizado na fixação dos honorários advocatícios nas causas em o proveito 
econômico for inestimável ou irrisório ou quando o valor da causa for muito baixo (art. 85, §8º, CPC). 
 
(PGM-Guarujá/SP-2021-VUNESP): Em relação à fixação dos honorários advocatícios sucumbenciais nos 
casos em que não há condenação, se o proveito econômico for irrisório, ele deve ser fixado por equidade. 
BL: art. 85, §8º, CPC. 
§ 8º-A. Na hipótese do § 8º deste artigo, para fins de fixação equitativa de honorários sucumbenciais, 
o juiz deverá observar os valores recomendados pelo Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do 
Brasil a título de honorários advocatícios ou o limite mínimo de 10% (dez por cento) estabelecido no § 2º 
deste artigo, aplicando-se o que for maior. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) 
§ 9o Na ação de indenização por ato ilícito contra pessoa, o percentual de honorários incidirá sobre 
a soma das prestações vencidas acrescida de 12 (doze) prestações vincendas. 
§ 10. Nos casos de PERDA DO OBJETO, os honorários SERÃO DEVIDOS por quem deu causa 
ao processo. (Anal. Judic./TRT11-2017) (TJRS-2018) (TJPE-2022) (MPT-2022) (PGM-Florianópolis/SC-2022) 
§ 11. O tribunal, ao julgar recurso, MAJORARÁ os HONORÁRIOS FIXADOS 
ANTERIORMENTE LEVANDO EM CONTA o trabalho adicional realizado em grau recursal, 
observando, conforme o caso, o disposto nos §§ 2o a 6o, SENDO VEDADO ao tribunal, no cômputo geral 
da fixação de honorários devidos ao advogado do vencedor, ULTRAPASSAR os respectivos limites 
estabelecidos nos §§ 2o e 3o para a fase de conhecimento. (DPEAC-2017) (PGESE-2017) (TRF5-2017) (TJSP-2018) 
(DPEAM-2018) (Anal. Judic./TRF4-2019) (TJMA-2022) (TJPE-2022) (MPT-2022) (TJMS-2023) (MPSC-2023) 
§ 2o Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da 
condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da 
causa, atendidos: 
I - o grau de zelo do profissional; 
II - o lugar de prestação do serviço; 
III - a natureza e a importância da causa; 
IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. 
§ 3º Nas causas em que a Fazenda Pública for parte, a fixação dos honorários observará os critérios 
estabelecidos nos incisos I a IV do § 2º e os seguintes percentuais: 
I - mínimo de dez e máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação ou do proveito econômico 
obtido até 200 (duzentos) salários-mínimos; 
II - mínimo de oito e máximo de dez por cento sobre o valor da condenação ou do proveito econômico 
obtido acima de 200 (duzentos) salários-mínimos até 2.000 (dois mil) salários-mínimos; 
III - mínimo de cinco e máximo de oito por cento sobre o valor da condenação ou do proveito econômico 
obtido acima de 2.000 (dois mil) salários-mínimos até 20.000 (vinte mil) salários-mínimos; 
IV - mínimo de três e máximo de cinco por cento sobre o valor da condenação ou do proveito econômico 
obtido acima de 20.000 (vinte mil) salários-mínimos até 100.000 (cem mil) salários-mínimos; 
V - mínimo de um e máximo de três por cento sobre o valor da condenação ou do proveito econômico 
obtido acima de 100.000 (cem mil) salários-mínimos. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14365.htm#art3
78 
 
§ 4º Em qualquer das hipóteses do § 3º : 
I - os percentuais previstos nos incisos I a V devem ser aplicados desde logo, quando for líquida a 
sentença; 
II - não sendo líquida a sentença, a definição do percentual, nos termos previstos nos incisos I a V, 
somente ocorrerá quando liquidado o julgado; 
III - não havendo condenação principal ou não sendo possível mensurar o proveito econômico obtido, a 
condenação em honorários dar-se-á sobre o valor atualizado da causa; 
IV - será considerado o salário-mínimo vigente quando prolatada sentença líquida ou o que estiver em 
vigor na data da decisão de liquidação. 
§ 5º Quando, conforme o caso, a condenação contra a Fazenda Pública ou o benefício econômico obtido 
pelo vencedor ou o valor da causa for superior ao valor previsto no incisoI do § 3º, a fixação do percentual de 
honorários deve observar a faixa inicial e, naquilo que a exceder, a faixa subsequente, e assim sucessivamente. 
§ 6º Os limites e critérios previstos nos §§ 2º e 3º aplicam-se independentemente de qual seja o conteúdo 
da decisão, inclusive aos casos de improcedência ou de sentença sem resolução de mérito. 
 
FPPC nº 243. (art. 85, § 11). No caso de provimento do recurso de apelação, o tribunal redistribuirá os 
honorários fixados em primeiro grau e arbitrará os honorários de sucumbência recursal. 
ENFAM nº 156. (art. 85, § 11) Não é possível majorar os honorários na hipótese de interposição de recurso 
no mesmo grau de jurisdição (art. 85, § 11, do CPC/2015). 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: Não são cabíveis honorários recursais na hipótese de recurso que mantém 
acórdão que reconheceu error in procedendo e anulou a sentença: Os honorários recursais não têm 
autonomia nem existência independente da sucumbência fixada na origem e representam um 
acréscimo ao ônus estabelecido previamente, motivo pelo qual, na hipótese de descabimento ou de 
ausência de fixação anterior, não há que se falar em honorários recursais. Assim, não são cabíveis 
honorários recursais na hipótese de recurso que mantém acórdão que reconheceu error in procedendo 
anulou a sentença, uma vez que essa providência torna sem efeito também o capítulo decisório 
referente aos honorários sucumbenciais e estes, por seu turno, constituem pressuposto para a fixação 
(“majoração”) dos honorários em grau recursal. STJ. 2ª T. AgInt nos EDcl no REsp 2004107-PB, Rel. Min. 
Mauro Campbell Marques, j. 15/12/22 (Info 764). 
 
#Atenção: #STF: #DOD: #TJMA-2022: #CESPE: Se o réu recorreu contra sentença que favoreceu 
litisconsortes ativos facultativos simples e o Tribunal deu provimento ao recurso no que tange a apenas 
alguns dos litisconsortes, haverá condenação em honorários recursais quanto aos demais: Na 
cumulação simples subjetiva de pedidos, o provimento do recurso que apenas atinge o pedido de um 
dos litisconsortes facultativos não impede a fixação de honorários recursais em relação aos pedidos 
autônomos do demais litisconsortes, que se mantiveram intactos após o julgamento. Caso concreto: 
João, Maria e Sérgio ajuizaram, em litisconsórcio ativo facultativo simples, ação de indenização contra 
o hospital pedindo reparação por danos morais. O juiz julgou os pedidos procedentes e fixou R$ 15 
mil em favor de cada autor. O hospital recorreu. O TJ reduziu a indenização fixada em favor de João 
(para R$ 10 mil). Por outro lado, rejeitou o pedido de redução do recorrente no que tange à indenização 
fixada para Maria e Sérgio. Neste cenário, podemos concluir que a apelação do hospital: a) foi 
parcialmente provida no que tange ao autor João; b) foi integralmente desprovida no que se refere aos 
autores Maria e Sério. Nesse caso: a) não deverá haver condenação em honorários recursais no que 
tange ao provimento parcial; b) por outro lado, deverá existir a fixação de honorários recursais em 
relação aos pedidos autônomos formulados pelos demais litisconsortes e que se mantiveram 
absolutamente intactos após o julgamento. STJ. 3ª T. REsp 1954472-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, j. 
05/10/21 (Info 714). 
 
#Atenção: #STF: #DOD: Não é possível a condenação em honorários advocatícios no caso de embargos 
de declaração opostos em 1ª instância, por força da redação do § 11 do art. 85. E em Tribunais? Cabem 
honorários advocatícios em embargos de declaração opostos contra decisões de Tribunais? Se foi 
prolatado um acórdão e, em seguida, a parte opôs embargos de declaração que foram improvidos, o 
embargante deverá ser condenado a pagar honorários advocatícios? 
Doutrina: NÃO 1ª Turma do STF: SIM 
 "Não há honorários recursais em qualquer 
recurso, mas só naqueles em que for admissível 
condenação em honorários advocatícios de 
sucumbência na primeira instância. 
(...) 
No julgamento de embargos de declaração, não há 
majoração de honorários advocatícios 
anteriormente fixados. Isso porque o §11 do art. 85 
 A 1ª Turma do STF entendeu que: 
Após 18 de março de 2016, data do início da vigência 
do CPC/15, é possível condenar a parte sucumbente 
em honorários advocatícios na hipótese de o recurso 
de embargos de declaração, interposto perante 
Tribunal, não atender os requisitos previstos no art. 
1.022 e tampouco se enquadrar em situações 
excepcionais que autorizem a concessão de efeitos 
79 
 
do CPC refere-se a tribunal, afastando a 
sucumbência recursal no âmbito da primeira 
instância. Assim, opostos embargos de declaração 
contra decisão interlocutória ou contra sentença, 
não há sucumbência recursal, não havendo, de 
igual modo e em virtude da simetria, sucumbência 
recursal em embargos de declaração opostos contra 
decisão isolada do relator ou contra acórdão." 
(DIDIER JR., Fredie; CUNHA, Leonardo Carneiro 
da. Curso de Direito Processual Civil. Vol. 3, Salvador: 
Juspodivm, 2016, p. 54). É também a posição de 
Luiz Dellore, Daniel Assumpção Neves e Luiz 
Henrique Volpe Camargo. 
infringentes. STF. 1ª T., RE 929925 AgR-ED/RS, Rel. 
Min. Luiz Fux, j. 7/6/16 (Info 829). 
 
 
#Atenção: #STF: #DOD: É cabível a fixação de honorários recursais, prevista no art. 85, § 11, do CPC, 
mesmo quando não apresentadas contrarrazões ou contraminuta pelo advogado. STF. Plenário. AO 
2063 AgR/CE , rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Luiz Fux, j. 18/5/17 (Info 865). 
 
#Atenção: #DOD: #STJ: #TJPE-2022: #MPT-2022: #FGV: Ônus da sucumbência em caso de sentença de 
extinção do processo sem resolução do mérito: Nas hipóteses de extinção do processo sem resolução de 
mérito provocada pela perda do objeto da ação em razão de ato de terceiro e sem que exista a 
possibilidade de se saber qual dos litigantes seria sucumbente se o mérito da ação fosse julgado, o 
pagamento das custas e dos honorários advocatícios deve ser rateado entre as partes. Ex: João teve um 
ataque cardíaco e foi internado em um hospital particular, onde colocaram um stent no paciente. 
Inicialmente, o plano de saúde de João recusou-se a pagar ao hospital os valores despendidos com o 
stent. Diante disso, o hospital ingressou com ação cobrando este valor de João. Ocorre que João havia 
feito um pedido administrativo de reconsideração ao plano de saúde, que foi acolhido e, assim, o 
convênio transferiu espontaneamente o dinheiro do tratamento ao hospital. Neste caso, o juiz deverá 
extinguir o processo sem resolução do mérito por perda superveniente do interesse de agir e condenar 
as duas partes ao pagamento das custas e dos honorários advocatícios divididos entre elas. STJ. 3ª T. 
REsp 1641160-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, j. 16/3/17 (Info 600). 
#Comentários sobre o julgado: #DOD: Segundo a jurisprudência do STJ, sendo o processo extinto sem 
resolução do mérito, cabe ao juiz investigar, sob a égide do princípio da causalidade, qual parte deu origem 
à extinção do processo sem julgamento de mérito ou qual das partes seria sucumbente se o mérito da ação 
fosse julgado. No presente caso, a extinção do feito não foi causada por ato das partes, mas sim por ato de 
terceiro, que efetuou o pagamento do valor devido. Desse modo, é impossível dizer qual dos litigantes seria 
sucumbente se o mérito da ação fosse julgado. Assim, na situação em tela, é inviável imputar a uma ou a 
outra parte a responsabilidade pelos ônus sucumbenciais, mostrando-se adequado que cada uma das partes 
suporte os encargos relativos aos honorários advocatícios e às custas processuais, rateando o quantum 
estabelecido pela sentença. Vale ressaltar que o plano de saúde é considerado “terceiro” porque não 
participava da relação processual. 
#Comentários sobre o julgado: #MPT-2022: Vejamos o seguinte trecho da Ementa do julgado acima: “3. Em 
função do princípio da causalidade, nas hipóteses de extinção do processo sem resolução de mérito, decorrente de perda 
de objeto superveniente ao ajuizamento da ação, a parte que deu causa à instauração do processo deverá suportaro 
pagamento das custas e dos honorários advocatícios. Precedentes. 4. Sendo o processo julgado extinto, sem resolução 
de mérito, cabe ao julgador perscrutar, ainda sob a égide do princípio da causalidade, qual parte deu origem à 
extinção do processo sem julgamento de mérito, ou qual dos litigantes seria sucumbente se o mérito da ação fosse, de 
fato, julgado. Precedentes.” 
 
#Atenção: #STF e STJ: #DOD: #TRF5-2017: #Anal. Judic./TRF4-2019: #CESPE: #FCC: Não é possível 
fixar honorários recursais quando o processo originário não preveja condenação em honorários. Não 
cabe a fixação de honorários recursais (art. 85, § 11, do CPC) em caso de recurso interposto no curso de 
processo cujo rito exclua a possibilidade de condenação em honorários. Em outras palavras, não é 
possível fixar honorários recursais quando o processo originário não preveja condenação em honorários. 
Assim, suponha que foi proposta uma ação que não admite fixação de honorários advocatícios. Imagine 
que uma das partes, no bojo deste processo, interponha recurso extraordinário. O STF, ao julgar este RE, 
não fixará honorários recursais, considerando que o rito aplicável ao processo originário não comporta 
condenação em honorários advocatícios. Como exemplo desta situação, podemos citar o mandado de 
segurança, que não admite condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei 12.016/09, súmula 
105-STJ e súmula 512-STF). Logo, se for interposto um recurso extraordinário neste processo, o Tribunal 
não fixará honorários recursais. STF. 1ª T. ARE 948578 AgR/RS, ARE 951589 AgR/PR e ARE 952384 
AgR/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, j. 21/6/16 (Info 831). STJ. 2ª T. RMS 52.024-RJ, Rel. Min. Mauro 
Campbell Marques, j. 6/10/16 (Info 592). 
80 
 
 
#Atenção: #STF: #PGESE-2017: #CESPE: O § 11 do art. 85 do CPC tem dupla funcionalidade, devendo 
atender à justa remuneração do patrono pelo trabalho adicional na fase recursal e inibir recursos 
provenientes de decisões condenatórias antecedentes. (...) STJ. 3ª T. AgInt no AREsp 370.579/RJ, Rel. 
Min. João Otávio de Noronha, j. 23/06/16. 
 
(DPEAM-2018-FCC): Paulo ajuizou ação indenizatória em face de Umberto, postulando a condenação 
ao valor de 30 mil reais a título de danos materiais e 15 mil a título de danos morais. Ao final da instrução, 
o juiz de primeiro grau julgou parcialmente procedente o pedido de Paulo e condenou Umberto ao 
pagamento de 25 mil reais a título de danos materiais e 10 mil reais a título de danos morais, fixando em 
15% do valor da condenação os honorários sucumbenciais. Irresignado, somente Umberto recorreu da 
sentença. Neste caso, ao julgar o recurso interposto, o Tribunal competente não poderá majorar o valor 
da condenação, mas poderá aumentar o valor dos honorários de sucumbência até o máximo de 20% do 
valor da condenação. BL: art. 85, §11 e 2º, CPC. 
 
#Atenção: Sobre o valor da condenação, como apenas o réu recorreu, o Tribunal não pode majorar o 
valor da condenação, em razão do princípio da proibição da reformatio in pejus. Por meio desse 
princípio proíbe-se agravar a situação do réu, quando do julgamento do recurso, frente a inércia da parte 
contrária em apresentar o seu recurso. Dessa forma, o valor apenas poderá ser mantido ou reduzido. 
Sobre os honorários de sucumbência, é o que dispõe os §§11 e 2º do art. 85 do CPC. 
 
(PGESE-2017-CESPE): Flávio ajuizou ação contra a fazenda pública, requerendo o pagamento de 
indenização no valor de cem mil reais. Em sentença, o magistrado condenou a fazenda pública ao 
pagamento de cinquenta mil reais em favor de Flávio, determinando, ainda, que ambas as partes 
pagassem cinco mil reais a título de honorários de sucumbência. Autor e réu apelaram integralmente da 
sentença nos limites de suas respectivas sucumbências. Nessa situação hipotética, o tribunal, se der 
provimento de forma integral apenas à apelação da fazenda pública, deverá redistribuir os honorários 
fixados em primeiro grau e arbitrar honorários de sucumbência recursal. BL: art. 85, §§1º e 11, CPC e 
Enunc. 243, FPPC (citado acima). 
 
#Atenção: É certo que, dado provimento integral à apelação interposta pela Fazenda Pública, deverão os 
honorários advocatícios fixados em primeiro grau serem redistribuídos. Isso porque na sentença 
reformada não haverá mais sucumbência recíproca, mas, apenas, sucumbência da parte autora, que 
deverá arcar com esse ônus. É certo, também, que, havendo provimento do recurso, deverão ser fixados 
novos honorários advocatícios - os honorários recursais (art. 85, §1º, CPC). Sobre o tema, foi editado o 
Enunciado 243 do FPPC. 
 
(PGM-Fortaleza/CE-2017-CESPE): A sucumbência recursal com majoração dos honorários já fixados na 
sentença pode ocorrer tanto no julgamento por decisão monocrática do relator como por decisão 
colegiada, mas, segundo entendimento do STJ, não é possível majorar os honorários na interposição de 
recurso no mesmo grau de jurisdição. BL: art. 85, §11, CPC e Enunc. 16, ENFAM (citado acima). 
 
#Atenção: A condenação em honorários advocatícios está regulamentada no art. 85, do CPC, sendo que 
em seu §1º dispõe que "serão devidos honorários advocatícios na reconvenção, no cumprimento de sentença, 
provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, cumulativamente". Ao 
estabelecer que os honorários serão devidos em sede recursal, a lei processual não faz qualquer 
distinção entre o fato de o recurso ser julgado diretamente pelo relator, em decisão monocrática, ou 
pelo colegiado. Portanto, os honorários serão devidos em tais hipóteses. Em sede de recursos, 
especificamente, o §11 do art. 85 do CPC determina que a majoração dos honorários em grau de recurso 
levará em conta "trabalho adicional realizado em grau recursal". Perceba que não deverá haver 
majoração quando o recurso for interposto em face do mesmo órgão julgador prolator da decisão 
recorrida, como ocorre com os embargos declaratórios. Não havendo um novo julgamento, mas, 
apenas, a complementação ou o esclarecimento do anterior, não há que se falar em nova condenação 
em honorários. É nesse sentido também o Enunciado 16 do ENFAM (vide teor acima). 
§ 12. Os honorários referidos no § 11 SÃO CUMULÁVEIS com multas e outras sanções 
processuais, inclusive as previstas no art. 77. (TJSP-2018) 
Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus procuradores e de todos 
aqueles que de qualquer forma participem do processo: 
I - expor os fatos em juízo conforme a verdade; 
81 
 
II - não formular pretensão ou de apresentar defesa quando cientes de que são destituídas de 
fundamento; 
III - não produzir provas e não praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou à defesa do direito; 
IV - cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não criar 
embaraços à sua efetivação; 
V - declinar, no primeiro momento que lhes couber falar nos autos, o endereço residencial ou profissional 
onde receberão intimações, atualizando essa informação sempre que ocorrer qualquer modificação temporária 
ou definitiva; 
VI - não praticar inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso. 
VII - informar e manter atualizados seus dados cadastrais perante os órgãos do Poder Judiciário e, no 
caso do § 6º do art. 246 deste Código, da Administração Tributária, para recebimento de citações e intimações. 
(Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
§ 1o Nas hipóteses dos incisos IV e VI, o juiz advertirá qualquer das pessoas mencionadas no caput de 
que sua conduta poderá ser punida como ato atentatório à dignidade da justiça. 
§ 2o A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato atentatório à dignidade da justiça, devendo 
o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa de até 
vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta. 
§ 3o Não sendo paga no prazo a ser fixado pelo juiz, a multa prevista no § 2o será inscrita como dívida 
ativa da Uniãoou do Estado após o trânsito em julgado da decisão que a fixou, e sua execução observará o 
procedimento da execução fiscal, revertendo-se aos fundos previstos no art. 97. 
§ 4o A multa estabelecida no § 2o poderá ser fixada independentemente da incidência das previstas nos 
arts. 523, § 1o, e 536, § 1o. 
§ 5o Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa prevista no § 2o poderá ser fixada em 
até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo. 
§ 6o Aos advogados públicos ou privados e aos membros da Defensoria Pública e do Ministério Público 
não se aplica o disposto nos §§ 2o a 5o, devendo eventual responsabilidade disciplinar ser apurada pelo 
respectivo órgão de classe ou corregedoria, ao qual o juiz oficiará. 
§ 7o Reconhecida violação ao disposto no inciso VI, o juiz determinará o restabelecimento do estado 
anterior, podendo, ainda, proibir a parte de falar nos autos até a purgação do atentado, sem prejuízo da 
aplicação do § 2o. 
§ 8o O representante judicial da parte não pode ser compelido a cumprir decisão em seu lugar. 
 
(TJSP-2018-VUNESP): Sobre honorários advocatícios, afigura-se correto afirmar: na majoração em grau 
de recurso, o limite máximo deverá computar apenas o valor dos honorários e não aqueles decorrentes 
de multas e de outras sanções processuais. BL: art. 85, §11 e 12, CPC. [adaptada] 
§ 13. As verbas de sucumbência arbitradas em embargos à execução rejeitados ou julgados 
improcedentes e em fase de cumprimento de sentença serão acrescidas no valor do débito principal, para 
todos os efeitos legais. 
§ 14. Os HONORÁRIOS CONSTITUEM direito do advogado e TÊM natureza alimentar, com os 
mesmos privilégios dos créditos oriundos da legislação do trabalho, SENDO VEDADA a 
COMPENSAÇÃO em caso de sucumbência parcial. (TJPR-2017) (PGEAC-2017) (PGESE-2017) (PGM-BH/MG-2017) 
(TJSP-2018) (Anal. Judic./TRT2-2018) (TJRO-2019) (MPAP-2021) (PGM-Aracajú/SE-2021) (DPETO-2022) (PGM-
Teresina/PI-2022) 
Súmula vinculante 47-STF: Os honorários advocatícios incluídos na condenação ou destacados do 
montante principal devido ao credor consubstanciam verba de natureza alimentar cuja satisfação 
ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, observada ordem especial 
restrita aos créditos dessa natureza. 
FPPC nº 244. (art. 85, § 14) Ficam superados o enunciado 306 da súmula do STJ (“Os honorários 
advocatícios devem ser compensados quando houver sucumbência recíproca, assegurado o direito autônomo do 
advogado à execução do saldo sem excluir a legitimidade da própria parte”) e a tese firmada no REsp Repetitivo 
n. 963.528/PR, após a entrada em vigor do CPC, pela expressa impossibilidade de compensação. 
(PGESE-2017) 
 
(DPETO-2022-CESPE): Os honorários advocatícios possuem os mesmos privilégios do crédito 
trabalhista. BL: art. 85, §14, CPC. 
§ 15. O advogado pode requerer que o pagamento dos honorários que lhe caibam seja efetuado em 
favor da sociedade de advogados que integra na qualidade de sócio, aplicando-se à hipótese o disposto no 
§ 14. 
82 
 
§ 16. Quando os honorários FOREM FIXADOS em quantia certa, os JUROS MORATÓRIOS 
INCIDIRÃO a partir da data do trânsito em julgado da decisão. (PGM-POA/RS-2016) (Anal. Judic./TRT2-2018) 
(PGM-Florianópolis/SC-2022) 
§ 17. Os HONORÁRIOS SERÃO DEVIDOS quando o advogado atuar em causa própria. (MPDFT-
2021) (PGM-Florianópolis/SC-2022) 
(MPDFT-2021): Marque a alternativa correta: Serão devidos honorários advocatícios quando o advogado 
atuar em causa própria. BL: art. 85, §17, CPC. 
§ 18. Caso a decisão transitada em julgado SEJA OMISSA quanto ao DIREITO AOS 
HONORÁRIOS ou AO SEU VALOR, É CABÍVEL AÇÃO AUTÔNOMA para sua definição e cobrança. 
(TRF4-2016) (DPEAC-2017) (PGESE-2017) (PGM-BH/MG-2017) (Anal. Judic./TRT2-2018) (Oficial de Justiça/TJSC-2018) 
(PGM-Aracajú/SE-2021) (PGM-Teresina/PI-2022) 
(PGM-BH/MG-2017-CESPE): Em relação aos sujeitos do processo, à capacidade processual e aos deveres 
das partes e dos procuradores, assinale a opção correta: Caso, na sentença, não sejam arbitrados os 
honorários sucumbenciais, o advogado da parte vencedora poderá, após o trânsito em julgado, ajuizar 
ação autônoma para obter a fixação e a cobrança do valor. BL: art. 85, §18, CPC. 
§ 19. Os ADVOGADOS PÚBLICOS PERCEBERÃO honorários de sucumbência, nos termos da 
lei. (PGM-POA/RS-2016) 
§ 20. O disposto nos §§ 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 6º-A, 8º, 8º-A, 9º e 10 deste artigo aplica-se aos honorários 
fixados por arbitramento judicial. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) 
Art. 86. Se cada litigante FOR, em parte, VENCEDOR e VENCIDO, SERÃO proporcionalmente 
distribuídas entre eles as DESPESAS. (PGEAC-2017) 
Parágrafo único. Se um litigante sucumbir em parte mínima do pedido, o outro responderá, por 
inteiro, pelas despesas e pelos honorários. 
Art. 87. Concorrendo diversos autores ou diversos réus, os vencidos respondem proporcionalmente 
pelas despesas e pelos honorários. 
§ 1o A sentença deverá distribuir entre os litisconsortes, de forma expressa, a responsabilidade 
proporcional pelo pagamento das verbas previstas no caput. 
§ 2o Se a distribuição de que trata o § 1o não for feita, os vencidos responderão solidariamente pelas 
despesas e pelos honorários. 
Art. 88. Nos procedimentos de jurisdição voluntária, as despesas serão adiantadas pelo requerente 
e rateadas entre os interessados. (PGEAC-2017) 
Art. 89. Nos juízos divisórios, não havendo litígio, os interessados pagarão as despesas 
proporcionalmente a seus quinhões. 
Art. 90. PROFERIDA sentença com fundamento em DESISTÊNCIA, em RENÚNCIA ou em 
RECONHECIMENTO DO PEDIDO, as despesas e os honorários SERÃO PAGOS pela parte que 
desistiu, renunciou ou reconheceu. (TJSC-2017) (TJPA-2019) (TJGO-2021) (TJDFT-2023) 
#Atenção: #STJ: #DOD: A desistência da execução pelo credor motivada pela ausência de bens do 
devedor passíveis de penhora, em razão dos ditames da causalidade, não enseja a condenação do 
exequente em honorários advocatícios. Nesse caso, a desistência é motivada por causa superveniente 
que não pode ser imputada ao credor. Ex: Pedro foi condenado a pagar R$ 100 mil em favor de João. 
O credor ingressou com cumprimento de sentença. O devedor não pagou espontaneamente o débito. 
Não foram localizados bens penhoráveis de Pedro. Diante disso, o credor requereu a desistência da 
execução. O juiz irá homologar o pedido de desistência, julgando extinto o feito sem resolução do 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14365.htm#art3
83 
 
mérito (art. 485, VIII, do CPC) e não condenará o credor ao pagamento de honorários advocatícios. STJ. 
4ª T. REsp 1675741-PR, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 11/06/19 (Info 653). 
#Comentários sobre o julgado: #DOD: No processo civil, para se definir qual das partes litigantes pagará a 
verba honorária, não se deve ater apenas ao exame da sucumbência. Deve-se analisar principalmente o 
princípio da causalidade, segundo o qual, a parte que deu causa à instauração do processo é que deverá 
suportar as despesas dele decorrentes. Analisando a questão sob o ponto de vista da causalidade, chega-se 
à conclusão de que a desistência da execução motivada pela ausência de bens do devedor passíveis de 
penhora não pode ensejar a condenação do exequente aos honorários advocatícios. Isso porque a 
desistência é motivada (“está ocorrendo”) por causa superveniente não imputável ao credor. O exequente 
está desistindo porque o executado não tem bens para pagar a dívida. Logo, foi o devedor quem deu causa 
à extinção da execução. A pretensão executória se tornou frustrada após a confirmação da inexistência de 
bens passíveis de penhora do devedor, deixando de haver qualquer interesse no prosseguimento da lide, 
pela evidente inutilidade do processo. Portanto, não há que se falar em condenação do exequente aos ônus 
sucumbenciais, eis que a desistência ocorreu pela total inutilidade do processo de execução, e não porque 
o autor tivesse simplesmente se desinteressado desua pretensão. Não foi o exequente, mas sim o executado 
quem deu causa ao ajuizamento da ação. Dessa forma, parece bem razoável que a interpretação do art. 90 
do CPC, leve em conta a incidência do § 10 do art. 85: “Art. 85 (...) § 10. Nos casos de perda do objeto, os 
honorários serão devidos por quem deu causa ao processo.” 
 
 
 
(TJGO-2021-FCC): Sobre as partes e os procuradores, quanto às despesas, honorários advocatícios e 
multas, nos termos preconizados pelo CPC, é correto afirmar: Se o réu reconhecer a procedência do 
pedido e, simultaneamente, cumprir integralmente a prestação reconhecida, os honorários serão 
reduzidos pela metade. BL: art. 90, caput e art. 485, VIII, CPC.12 
§ 1o SENDO PARCIAL a desistência, a renúncia ou o reconhecimento, a RESPONSABILIDADE 
pelas despesas e pelos honorários SERÁ PROPORCIONAL à parcela reconhecida, à qual se renunciou 
ou da qual se desistiu. (Cartórios/TJMG-2016) 
§ 2o HAVENDO TRANSAÇÃO e NADA TENDO as partes disposto quanto às despesas, estas 
SERÃO DIVIDIDAS IGUALMENTE. (Cartórios/TJMG-2016) (TJPA-2019) 
§ 3o Se a TRANSAÇÃO OCORRER antes da sentença, as partes FICAM DISPENSADAS do 
pagamento das custas processuais REMANESCENTES, SE HOUVER. (Cartórios/TJMG-2016) (TJPA-2019) 
(TJDFT-2023) 
#Atenção: #STJ: #DOD: A transação antes da sentença de execução dispensa o pagamento das custas 
remanescentes, o que não abrange a taxa judiciária: O art. 90, § 3º, está localizado na parte geral do 
CPC. Isso significa que ele é aplicável não só ao processo de conhecimento, como também ao processo 
de execução. Esse dispositivo, no entanto, somente se refere às custas remanescentes. Assim, se a 
legislação estadual prever o recolhimento da taxa judiciária ao final do processo, as partes não estarão 
desobrigadas de recolhê-la. Isso porque taxa judiciária não se confunde com custas processuais e, 
portanto, taxa judiciária não se enquadra na definição de custas remanescentes. STJ. 3ª T. REsp 
1880944/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, j. 23/03/21 (Info 690). 
 
(TJDFT-2023-CESPE): De acordo com as disposições do CPC acerca das audiências, assinale a opção 
correta: Caso haja acordo entre as partes na audiência de instrução, elas ficarão dispensadas do 
pagamento de eventuais custas processuais remanescentes. BL: art. 90, §3º, CPC. 
§ 4o Se o réu RECONHECER a procedência do pedido e, SIMULTANEAMENTE, CUMPRIR 
integralmente a prestação reconhecida, os HONORÁRIOS SERÃO REDUZIDOS pela metade. 
(Cartórios/TJMG-2016) (PGESC-2018) (TJMS-2023) 
CJF nº 09. Aplica-se o art. 90, § 4º, do CPC ao reconhecimento da procedência do pedido feito pela 
Fazenda Pública nas ações relativas às prestações de fazer e de não fazer. 
 
(Anal. Judic./TRT2-2018-FCC): Sobre as partes e os procuradores, quanto às despesas, honorários 
advocatícios e multas, nos termos preconizados pelo CPC, é correto afirmar: Se o réu reconhecer a 
 
12 ART. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: (…) VIII - homologar a desistência da ação; 
84 
 
procedência do pedido e, simultaneamente, cumprir integralmente a prestação reconhecida, os 
honorários serão reduzidos pela metade. BL: art. 90, §4º CPC. 
 
(TRF5-2017-CESPE): Assinale a opção correta: Em caso de ação condenatória com pedido único de 
obrigação de fazer proposta em face da fazenda pública, se o ente público reconhecer a procedência do 
pedido e cumprir a obrigação, os honorários deverão ser reduzidos pela metade. BL: art. 90, §4º, CPC c/c 
Enunc. 09, CJF (citado acima). 
Art. 91. As DESPESAS DOS ATOS PROCESSUAIS praticados a requerimento da Fazenda 
Pública, do Ministério Público ou da Defensoria Pública SERÃO PAGAS ao final pelo vencido. (PGEPB-
2021) (TJPE-2022) (TJDFT-2023) (MPSC-2023) 
#Atenção: #STJ: #DOD: #TJDFT-2023: #CESPE: Fazenda pública não é isenta do pagamento de 
emolumentos: A Fazenda Pública não é isenta do pagamento de emolumentos cartorários, havendo, 
apenas, o diferimento deste para o final do processo, quando deverá ser suportado pelo vencido. STJ. 
1ª T. AgRg no REsp 1276844-RS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, j. 5/2/13 (Info 516). 
§ 1o As PERÍCIAS REQUERIDAS pela Fazenda Pública, pelo Ministério Público ou pela 
Defensoria Pública PODERÃO SER REALIZADAS por entidade pública ou, HAVENDO PREVISÃO 
ORÇAMENTÁRIA, TER os valores adiantados por aquele que requerer a prova. (MPMG-2017) (MPRR-2017) 
(TJSP-2018) (TJRO-2019) (MPSC-2019) (PGEPB-2021) 
(TJSP-2018-VUNESP): Em relação ao MP, é correto afirmar: quando a prova pericial por ele requerida 
não seja realizada por entidade pública, caberá a ele, MP, adiantar os custos respectivos, desde que haja 
previsão orçamentária. BL: art. 91, §1º CPC. 
§ 2o NÃO HAVENDO PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA no exercício financeiro para adiantamento 
dos honorários periciais, eles SERÃO PAGOS no exercício seguinte ou ao final, pelo vencido, CASO o 
processo SE ENCERRE antes do adiantamento a ser feito pelo ente público. (MPRR-2017) (TJRO-2019) 
Art. 92. Quando, a requerimento do réu, o juiz proferir sentença sem resolver o mérito, o autor 
não poderá propor novamente a ação sem pagar ou depositar em cartório as despesas e os honorários a 
que foi condenado. (TJPE-2022) 
Art. 93. As despesas de atos adiados ou cuja repetição for necessária ficarão a cargo da parte, do 
auxiliar da justiça, do órgão do Ministério Público ou da Defensoria Pública ou do juiz que, sem justo 
motivo, houver dado causa ao adiamento ou à repetição. 
Art. 94. Se o assistido for vencido, o assistente será condenado ao pagamento das custas em 
proporção à atividade que houver exercido no processo. 
Art. 95. Cada parte adiantará a remuneração do assistente técnico que houver indicado, sendo a 
do perito adiantada pela parte que houver requerido a perícia ou RATEADA quando a perícia FOR 
DETERMINADA de ofício ou requerida por ambas as partes. (TCERO-2019) (TJAP-2022) 
§ 1o O juiz poderá determinar que a parte responsável pelo pagamento dos honorários do perito 
deposite em juízo o valor correspondente. (Oficial de Justiça/TJSC-2018) 
§ 2o A quantia recolhida em depósito bancário à ordem do juízo será corrigida monetariamente e 
paga de acordo com o art. 465, § 4o. 
Art. 465. O juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o prazo para a 
entrega do laudo. (...) 
§ 4o O juiz poderá autorizar o pagamento de até cinquenta por cento dos honorários arbitrados a favor 
do perito no início dos trabalhos, devendo o remanescente ser pago apenas ao final, depois de entregue o 
laudo e prestados todos os esclarecimentos necessários. 
85 
 
§ 3o Quando o pagamento da perícia for de responsabilidade de beneficiário de gratuidade da 
justiça, ela PODERÁ SER: (DPESC-2021) 
I - custeada com recursos alocados no orçamento do ente público e realizada por servidor do Poder 
Judiciário ou por órgão público conveniado; (DPESC-2017) (Cartórios/TJMG-2019) (Anal. Judic./TJES-2023) 
II - paga com recursos alocados no orçamento da União, do Estado ou do Distrito Federal, no caso 
de ser realizada por particular, hipótese em que o valor será fixado conforme tabela do tribunal 
respectivo ou, em caso de sua omissão, do Conselho Nacional de Justiça. (DPESC-2017) (Oficial de 
Justiça/TJSC-2018) (Cartórios/TJMG-2019) (Anal. Judic./TJES-2023) 
FPPC nº 622. (arts. 95, §4º e 98, §§2º, 3º e 7º) A execução prevista no §4º do art. 95 também está sujeita à 
condição suspensiva de exigibilidade prevista no §3º do art. 98. 
§ 4o Na hipótese do § 3o, o juiz, após o trânsito em julgado da decisão final, oficiará a Fazenda Pública 
para que promova, contra quem tiver sido condenado ao pagamento das despesas processuais, a execução 
dos valores gastos com a perícia particular ou com a utilização de servidor público ou da estrutura de órgão 
público, observando-se, caso o responsável pelo pagamento das despesas seja beneficiário de gratuidade 
da justiça, o disposto no art. 98, § 2o. 
Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira,com insuficiência de recursos para pagar 
as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma 
da lei. (...) 
§ 2o A concessão de gratuidade não afasta a responsabilidade do beneficiário pelas despesas 
processuais e pelos honorários advocatícios decorrentes de sua sucumbência. 
§ 5o Para fins de aplicação do § 3o, É VEDADA a utilização de recursos do fundo de custeio da 
Defensoria Pública. (Cartórios/TJMG-2019) (DPESC-2017/2021) 
Art. 96. O valor das sanções IMPOSTAS ao LITIGANTE DE MÁ-FÉ REVERTERÁ em benefício 
da parte contrária, e o valor das sanções impostas aos serventuários pertencerá ao Estado ou à União. 
(MPPR-2019) (Anal./MPCE-2020) (PGM-Florianópolis/SC-2022) (TJDFT-2023) 
(Anal./MPCE-2020-CESPE): Considerando a situação hipotética em que Bruno ajuizou uma ação de 
reparação de danos em desfavor de Henrique, tendo requerido a gratuidade de justiça, julgue o item 
seguinte: Se ficar comprovado que Henrique tenha alterado manifestamente a verdade dos fatos em sua 
contestação, ele será considerado litigante de má-fé, de modo que os valores impostos a título de sanção 
serão revertidos em benefício de Bruno. BL: art. 80, II c/c art. 96, CPC. 
Art. 97. A União e os Estados podem criar fundos de modernização do Poder Judiciário, aos quais 
serão revertidos os valores das sanções pecuniárias processuais destinadas à União e aos Estados, e outras 
verbas previstas em lei. 
Seção IV 
Da Gratuidade da Justiça 
Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos 
PARA PAGAR as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios TEM DIREITO À 
GRATUIDADE DA JUSTIÇA, na forma da lei. (MPPR-2016) (MPSP-2017) (DPEAC-2017) (DPERO-2017) (Anal. 
Judic./TRF2-2017) (PGM-João Pessoa/PB-2018) (Anal. Judic./TJAL-2018) (MPPI-2019) (DPEDF-2019) (DPEMG-2019) 
(Cartórios/TJDFT-2019) (Anal. Judic./TRF4-2019) (MPAP-2021) (DPEAM-2021) (DPEGO-2021) (DPERJ-2021) (Anal. 
Judic./TJGO-2021) (MPTO-2022) (DPEPA-2022) (DPEPR-2022) (DPERS-2022) (DPESE-2022) (TJDFT-2023) (TJGO-2023) 
(TJMS-2023) (PGERR-2023) (Anal. Judic./TJES-2023) 
FPPC nº 624. (arts. 98-102 e 337, XIII; Lei 13.140/2015) As regras que dispõem sobre a gratuidade da 
justiça e sua impugnação são aplicáveis ao procedimento de mediação e conciliação judicial. 
Súmula 481-STJ: Faz jus ao benefício da justiça gratuita a pessoa jurídica com ou sem fins lucrativos que 
demonstrar sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais. 
 
86 
 
#Atenção: #STJ: #TJDFT-2023: #CESPE: A parte beneficiária da justiça gratuita deve fazer prova dessa 
condição no momento da interposição do recurso. Não o fazendo, deve a parte recorrente arcar com o 
ônus daí advindo. Se mesmo após regular intimação não for comprovado o recolhimento do preparo 
na forma devida ou o deferimento da gratuidade da justiça na origem, a preclusão é inafastável e o 
recurso especial deve ser considerado deserto, nos termos do art. 1.007, § 4º, do CPC. STJ. 3ª T., AgInt 
no AREsp 1708196/SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, j. 24/10/22. 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: #DPEAM-2021: #DPEPA-2022: #DPEPR-2022: #DPERS-2022: #DPESE-2022: 
#AOCP: #CESPE: #FCC: A Defensoria Pública pode prestar assistência jurídica às pessoas jurídicas que 
preencham os requisitos constitucionais: A Defensoria Pública, por obrigação, deve prestar assistência 
jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. Todavia, suas funções a 
essas não se restringem ao aspecto econômico. A Defensoria Pública deve zelar pelos direitos e 
interesses de todos os necessitados, não apenas sob o viés financeiro, mas também sob o prisma da 
hipossuficiência e vulnerabilidade decorrentes de razões outras (idade, gênero, etnia, condição física 
ou mental etc.). Conclui-se que a Defensoria Pública, agente de transformação social, tem por tarefa 
assistir aqueles que, de alguma forma, encontram barreiras para exercitar seus direitos. Naturalmente. 
sua atribuição precípua é o resguardo dos interesses dos carentes vistos sob o prisma financeiro. 
Todavia não é a única. Isso porque, como sabemos, as desigualdades responsáveis pela intensa 
instabilidade social não são apenas de ordem econômica. Não há, em princípio, impedimento 
insuperável a que pessoas jurídicas venham, também, a ser consideradas titulares de direitos 
fundamentais, não obstante estes, originalmente, terem por referência a pessoa física. As expressões 
“insuficiência de recursos” e “necessitados” podem aplicar-se tanto às pessoas físicas quanto às 
pessoas jurídicas. Portanto, há a possibilidade de que pessoas jurídicas sejam, de fato, 
hipossuficientes e, portanto, sejam assistidas pela Defensoria Pública. STF. Plenário. ADI 4636/DF, 
Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 3/11/21 (Info 1036). 
 
#Atenção: #STJ e Jurisprud. Teses/STJ – Ed. 149: #DOD: #Anal. Judic./TJES-2023: #CESPE: #STJ: É 
vedada a concessão “ex officio” do benefício de assistência judiciária gratuita pelo magistrado. Assim, 
é indispensável que haja pedido expresso da parte. STJ. 1ª T. AgInt no REsp 1740075/RJ, Rel. Min. 
Regina Helena Costa, j. 18/09/18. (...) #Jurisprud. Teses/STJ – Ed. 149 – Tese 07: O benefício da assistência 
judiciária gratuita depende de expresso pedido da parte, sendo vedada sua concessão de ofício pelo juiz. 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: #MPTO-2022: #PGERR-2023: #CESPE: A gratuidade da justiça passou a poder 
ser concedida a estrangeiro não residente no Brasil após a entrada em vigor do CPC/15. STJ. Corte 
Especial. Pet 9.815-DF, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 29/11/17 (Info 622). 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: #MPTO-2022: #CESPE: Possibilidade de concessão de assistência judiciária 
gratuita ao contratante de serviços advocatícios ad exitum: É possível o deferimento de assistência 
judiciária gratuita a jurisdicionado que tenha firmado com seu advogado contrato de honorários com 
cláusula ad exitum. Obs: cláusula ad exitum (ou quota litis) é aquela na qual fica previsto que o 
advogado somente irá receber de seu cliente os honorários advocatícios contratuais ao final da causa, 
se esta for exitosa. STJ. 2ª T., REsp 1504432-RJ, Rel. Min. Og Fernandes, j. 13/9/16 (Info 590). 
 
#Atenção: #STJ: #DOD: #DPU-2017: #DPEMG-2019: #DPEGO-2021: #DPEPA-2022: #TJDFT-2023: 
#CESPE: #FCC: Eficácia da concessão de assistência judiciária gratuita: 1º Ponto: Qual é o momento 
em que deverá ser formulado o pedido de justiça gratuita? Normalmente o pedido de justiça gratuita é 
feito na própria petição inicial (no caso do autor) ou na contestação (no caso do réu). No entanto, a 
orientação pacífica da jurisprudência é de que a assistência judiciária gratuita pode ser pleiteada a 
qualquer tempo. 2º Ponto: Imagine que o juiz conceda o benefício da justiça gratuita logo no início do 
processo de conhecimento (ex: na petição inicial ou na contestação). É necessário que a parte refaça esse 
pedido quando se iniciarem as outras fases do processo (ex: na fase de recurso, na fase de execução etc.) 
ou caso tenha incidentes processuais? NÃO. Quando a assistência judiciária gratuita for deferida, a 
eficácia da concessão do benefício prevalecerá, independentemente de renovação de seu pedido, em 
todas as instâncias e para todos os atos do processo – alcançando, inclusive, as ações incidentais ao 
processo de conhecimento, os recursos, as rescisórias, assim como o subsequente processo de execução 
e eventuais embargos à execução. Assim, depois de a justiça gratuita ter sido concedida, ela irá 
perdurar automaticamente até o final do processo, e só perderá sua eficácia se o juiz ou o Tribunal 
expressamente revogarem caso tenha comprovadamente melhorado a condição econômico-financeira 
do beneficiário. Assim, o benefício da assistência judiciária gratuita, conquanto possa ser requerido 
a qualquer tempo, tem efeitos ex nunc, ou seja, não retroage para alcançar encargos processuais 
anteriores. Logo, não há que se falar em restituição de valores pagos a título de custas e despesasprocessuais face o posterior deferimento da benesse. Ex: João ajuizou ação de indenização contra 
Pedro e pediu o benefício da justiça gratuita, o que foi deferido pelo magistrado logo na decisão 
87 
 
inicial. O juiz julgou o pedido improcedente. João interpôs apelação. O autor não precisará recolher 
as custas porque já lhe foi deferida justiça gratuita (e isso ainda está valendo). No recurso proposto, 
João não necessita pedir novamente o benefício. Imaginemos que o Tribunal condene Pedro a pagar 
a indenização. No momento do cumprimento de sentença (fase de execução), João continuará tendo 
direito à justiça gratuita mesmo que não faça novo pedido nesse sentido. STJ. Corte Especial. AgRg nos 
EAREsp 86915-SP, Rel. Min. Raul Araújo, j. 26/2/15 (Info 557). (...) Vejamos o seguinte trecho da decisão 
monocrática da lavra do Rel. Min. Luis Felipe Salomão: “Cleber Francisco Alves, em obra intitulada Justiça 
para todos! Assistência jurídica gratuita nos Estados Unidos, na França e no Brasil, informa, confirma: ‘Outro 
dispositivo da mesma Lei nº 1.060/50 que diz respeito à abrangência do direito em tela é o art. 9º, que estabelece que 
‘os benefícios da assistência judiciária compreendem todos os atos do processo até decisão final do litígio, em todas 
as instâncias’. Assim, uma vez concedida a gratuidade de justiça, o ‘benefício’ se estende automaticamente 
para todas as instâncias às quais seja necessário levar a questão, abrangendo inclusive a interposição de 
recursos, a propositura de ações incidentais, e ainda as medidas de execução judicial para tornar 
materialmente efetiva a prestação jurisdicional. Não há, pois, a necessidade de novo procedimento formal 
para confirmar a gratuidade de justiça concedida, mesmo que a decisão de mérito da causa na primeira 
instância seja desfavorável ao beneficiário: ainda nesse caso, poderá manejar a via recursal, sem necessidade de 
demonstrar a viabilidade jurídica do recurso, ressalvada a hipótese de litigância de má-fé por interposição de recurso 
protelatório, tal como previsto no art. 17, Inciso VII, do CPC, que é aplicável a todos os litigantes, estejam ou não 
sob o pálio da assistência judiciária.” (Justiça para todos! Assistência jurídica gratuita nos Estados Unidos, 
na França e no Brasil. Editora Lumen Juris: 2006, p. 274). Assim, somente perderá a eficácia a concessão 
do benefício se houver a revogação por decisão judicial. Desta feita, verifica-se que o maior escopo da 
norma é justamente evitar prejuízo processual à parte recorrente que, no caso, se viu surpreendida com 
uma suposta revogação, tácita e de ofício, do benefício, sem que houvesse modificação de sua situação 
financeira e, ainda, sem que fosse intimada a providenciar o preparo. Destaque-se que a Corte Especial 
do STJ, na sessão do dia 26/02/15, ao julgar o AgRg no EAREsp 86915/SP (relator Min. Raúl Araújo) 
revisou o entendimento anteriormente adotado, firmando nova orientação no sentido de afastar a 
necessidade de renovação do pedido de assistência judiciária gratuita, anteriormente deferido. Portanto, 
em respeito à legislação de regência, ao disposto no § 2º do art. 115 do Regimento Interno do STJ e 
verificando a nova orientação tomada pela Corte Especial do STJ no julgamento do AgRg no EAREsp 
86.915/SP (j. 26/02/15), verifica-se não ser necessário novo pedido de concessão de justiça gratuita se 
não houve revogação expressa do anteriormente concedido. STJ. Decisão monocrática. Rel. Min. Luis 
Felipe Salomão. Publicação em 17/03/15. 
(DPU-2017-CESPE): No que se refere às atribuições institucionais da DP, à assistência jurídica gratuita e à 
gratuidade da justiça, julgue o item seguinte: Segundo a jurisprudência do STJ, o benefício da assistência 
judiciária gratuita gera efeitos ex nunc e, uma vez concedido, afasta a necessidade de renovação do pedido 
em cada instância. BL: art. 9º da Lei 1.060/5013 e art. 98, CPC e Info 557, STJ. 
 
#Atenção: #DPEAC-2017: #DPESP-2019: #DPEAM-2021: #DPEPA-2022: #CESPE: #FCC: Diferença 
entre Benefício da Gratuidade da Justiça (ou da Justiça Gratuita ou da Gratuidade Judiciária) X 
Assistência Judiciária X Assistência Jurídica: É comum a confusão quanto a esses conceitos. Todos eles 
decorrem do direito fundamental à assistência jurídica integral e gratuita de que trata o art. 5º, LXXIV, 
da CF, mas não se confundem. Pontes de Miranda, há muito, já fazia essa distinção (Francisco Cavalcanti 
Pontes de Miranda. Comentários à Constituição de 1967 com emenda n.1 de 1969. 3 ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 1987. t. V, p. 642). Vejamos, separadamente, cada um deles: 
i) Benefício de Gratuidade da justiça, da Justiça Gratuita ou da Gratuidade Judiciária: Diz 
respeito à dispensa das despesas processuais e extraprocessuais, desde que as últimas sejam 
necessárias para o andamento do processo. Desse modo, o benefício da justiça gratuita é, 
portanto, a dispensa do adiantamento de despesas processuais, para o qual se exige a tramitação 
de um processo judicial, o requerimento da parte interessada e o deferimento do juízo perante 
o qual o processo tramita; 
ii) Assistência judiciária: Refere-se ao serviço gratuito de representação, em juízo, da parte que 
requer e tem deferida a citada assistência. Trata-se, portanto, no direito de a parte ser assistida 
gratuitamente por um profissional do Direito, normalmente membro da Defensoria Pública da 
União, dos Estados ou do Distrito Federal e que não depende do deferimento do juízo nem 
mesmo da existência de um processo judicial. 
iii) Assistência jurídica: esta é ampla e gratuita, pois envolve não somente a assistência 
judiciária, mas também a consultoria e a orientação jurídica. Em outras palavras, é um conceito 
mais amplo, que abrange o benefício da justiça gratuita e a assistência judiciária, mas vai além 
deles, englobando todas as iniciativas do Estado (em sentido amplo) que têm por objetivo 
 
13 Art. 9º. Os benefícios da assistência judiciária compreendem todos os atos do processo até decisão final do 
litígio, em todas as instâncias. 
88 
 
promover uma aproximação entre a sociedade e os serviços jurídicos - como, por exemplo, as 
campanhas de conscientização de direitos do consumidor promovidas por órgãos 
administrativos e os serviços jurídicos itinerantes prestados à população carente.14 
 
#Atenção: #STF: #DPEPA-2022: #CESPE: ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA - PESSOA 
JURÍDICA. Ao contrário do que ocorre relativamente às pessoas naturais, não basta a pessoa jurídica 
asseverar a insuficiência de recursos, devendo comprovar, isto sim, o fato de se encontrar em situação 
inviabilizadora da assunção dos ônus decorrentes do ingresso em juízo. STF. Plenário. Rcl 1905 ED-
AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, j. 15/08/02. 
(DPEPA-2022-CESPE): A respeito da atuação da DP em prol da pessoa jurídica, assinale a opção correta: 
Ao contrário do que ocorre com pessoas naturais, não basta à pessoa jurídica asseverar a insuficiência de 
recursos; ela deve comprovar o fato de se encontrar em situação inviabilizadora da assunção dos ônus 
decorrentes do ingresso em juízo. BL: Entend. Jurisprud. 
 
#Atenção: #DOD: #DPECE-2014: #DPEPB-2014: #DPEAC-2017: #DPESP-2019: #DPEAM-2021: 
#DPEPA-2022: #CESPE: #FCC: Assistência jurídica integral e gratuita X Gratuidade da justiça 
(Assistência Judiciária Gratuita – AJG): 
I – Assistência jurídica integral e gratuita: Fornecimento pelo Estado de ORIENTAÇÃO e 
DEFESA JURÍDICA, de forma integral e gratuita, a ser prestada pela Defensoria Pública, em 
todos os graus, aos necessitados (art. 134 da CF). Regulada pela Lei Complementar 80/94. 
II – Gratuidade da justiça (Assistência Judiciária Gratuita – AJG): Isenção das despesas que 
forem necessárias para que a pessoa necessitada possa defender seus interesses em um 
PROCESSO judicial. Era regulada pela Lei 1.060/50, mas o CPC/15 passou a tratar sobre o tema, 
revogando quase toda essa lei. 
 
(TJMS-2023-FGV): No que concerne à gratuidade de justiça, é corretoafirmar que pode ter como 
beneficiário tanto pessoa física quanto pessoa jurídica. BL: art. 98, CPC. 
 
(DPEAM-2021-FCC): A Súmula 481 do STJ estabelece que faz jus ao benefício da justiça gratuita a pessoa 
jurídica com ou sem fins lucrativos que demonstrar sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais . 
Nesse contexto, a Defensoria Pública deve analisar individualmente cada caso, pois o benefício da justiça 
gratuita não equivale à assistência jurídica gratuita. BL: S. 481, STJ e art. 98, CPC (vide diferença entre 
benefício da justiça gratuita e assistência jurídica gratuita, citada acima). 
 
(DPEDF-2019-CESPE): Uma empresa jornalística divulgou fotografia da cena de um crime com a 
imagem da vítima ensanguentada e o rosto desfigurado, sem ter tomado o devido cuidado no momento 
da edição da imagem para ocultar o rosto da vítima. Diante dessa situação hipotética, julgue o item 
subsecutivo: Caso a referida empresa comprove insuficiência de recursos, o Estado poderá prestar-lhe 
assistência jurídica integral e gratuita em eventual processo judicial, ainda que ela seja pessoa jurídica 
com fins lucrativos. BL: S. 481, STJ e art. 98, CPC. 
 
(Anal. Judic./TRF2-2017-Consulplan): A gratuidade de justiça poderá ser concedida à pessoa natural ou 
jurídica, nacional ou estrangeira, que comprove insuficiência de recursos para pagar as custas, as 
despesas processuais e os honorários advocatícios, na forma da lei. BL: art. 98, CPC. 
§ 1o A GRATUIDADE DA JUSTIÇA COMPREENDE: 
I - as taxas ou as custas judiciais; (DPERS-2018) (TRF3-2018) (PGM-João Pessoa/PB-2018) (TJSC-2022) 
II - os selos postais; (DPEGO-2021) 
III - as despesas com publicação na imprensa oficial, DISPENSANDO-SE a publicação em outros 
meios; (Anal. Judic./TJMS-2017) (TRF2-2018) 
IV - a indenização devida à testemunha que, quando empregada, receberá do empregador salário 
integral, como se em serviço estivesse; 
 
14 DE OLIVEIRA, Rafael Alexandria. In: WAMBIER, Teresa Arruda Alvim; e outros. Breves comentários ao novo 
Código de Processo Civil. 2 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016, p. 376. 
89 
 
V - as despesas com a realização de exame de código genético - DNA e de outros exames 
considerados essenciais; (TRF2-2018) (TJDFT-2023) (TJGO-2023) 
(TJDFT-2023-CESPE): A respeito da gratuidade de justiça, assinale a opção correta, de acordo com o 
CPC, o Regimento Interno do TJDFT e o provimento-geral da Corregedoria aplicado aos juízes e ofícios 
judiciais: A gratuidade da justiça compreende despesas com a realização de exame de código genético 
(DNA), caso seja necessário ao processo. BL: art. 98, §1º, V, CPC. 
 
(TJGO-2023-FGV): No que toca ao instituto da gratuidade de justiça, é correto afirmar que abarca as 
despesas com a realização de exame de código genético (DNA). BL: art. 98, §1º, V, CPC. 
VI - os honorários do advogado e do perito e a remuneração do intérprete ou do tradutor nomeado 
para apresentação de versão em português de documento redigido em língua estrangeira; (DPEAC-2017) 
(TRF2-2018) (TRF3-2018) (TJSC-2022) (DPEPA-2022) (Anal. Judic./TJES-2023) 
(DPEAC-2017-CESPE): No que concerne à assistência jurídica integral, assistência judiciária e gratuidade 
judiciária, assinale a opção correta: Exercem a assistência judiciária, entre outros, os profissionais liberais 
designados para o encargo de perito nos processos judiciais em que tenha sido deferida a gratuidade da 
justiça. BL: art. 98, §1º, VI, CPC. 
 
#Atenção: Quando a parte interessada na perícia estiver em gozo do benefício da justiça gratuita, os 
honorários do perito são pagos pelo Estado e não diretamente por ela. Por isso, afirma-se que o perito 
exerce assistência judiciária. Isso não significa, porém, que não é remunerado pelo encargo. 
VII - o custo com a elaboração de memória de cálculo, quando EXIGIDA para instauração da 
execução; (Anal. Judic./TRF4-2019) (DPEGO-2021) 
VIII - os depósitos previstos em lei para interposição de recurso, para propositura de ação e para a 
prática de outros atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contraditório; (DPERS-2018) 
(TRF3-2018) (DPEGO-2021) 
IX - os emolumentos devidos a notários ou registradores em decorrência da prática de registro, 
averbação ou qualquer outro ato notarial necessário à efetivação de decisão judicial ou à continuidade de 
processo judicial no qual o benefício tenha sido concedido. (MPSP-2017) (DPEAC-2017) (Cartórios/TJMG-2017) 
(PGESE-2017) (TRF2-2018) (Cartórios/TJDFT-2019) 
(MPSP-2017): Assinale a alternativa correta, com relação à assistência judiciária: Abrange os 
emolumentos devidos a notários ou registradores em decorrência de ato necessário à efetivação de 
decisão judicial ou à continuidade do processo no qual o benefício tenha sido concedido. BL: art. 98, §1º, 
IX, CPC. 
 
(PGESE-2017-CESPE): Os emolumentos devidos a notário ou registrador em decorrência da prática de 
registro de ato notarial necessário à efetivação de decisão judicial são alcançados pelo benefício da 
gratuidade de justiça que tenha sido concedido. BL: art. 98, §1º, IX, CPC. 
§ 2o A CONCESSÃO DE GRATUIDADE NÃO AFASTA a responsabilidade do beneficiário pelas 
despesas processuais e pelos honorários advocatícios DECORRENTES de sua sucumbência. (TCEPR-2016) 
(DPEAL-2017) (Anal. Judic./TRF2-2017) (TJRS-2018) (DPEAP-2018) (DPEPE-2018) (TRF3-2018) (PGM-João Pessoa/PB-2018) 
(DPEMG-2019) (Anal./MPCE-2020) (MPAP-2021) (MPSC-2021) (DPEGO-2021) (DPERR-2021) (TJSC-2022) (DPERS-2022) 
(TJDFT-2023) (TJGO-2023) (TJMS-2023) 
(DPEMG-2019): A respeito da gratuidade da justiça, assinale a alternativa correta: A concessão de 
gratuidade, amparada em ampla prova de insuficiência de recursos, não afasta a responsabilidade do 
beneficiário pelas despesas processuais e pelos honorários advocatícios decorrentes de sua sucumbência. 
BL: art. 98, §2º, CPC. 
 
(TCEPR-2016-CESPE): Em razão do não pagamento de tributos e da consequente inscrição do 
contribuinte em dívida ativa, determinado município pretende acionar judicialmente esse contribuinte 
inadimplente. Nessa situação, proposta a ação, o réu inadimplente, quando for eventualmente citado, 
poderá requerer gratuidade de justiça, mas a concessão dessa gratuidade não afastará definitivamente a 
90 
 
responsabilidade do requerente quanto a despesas processuais e honorários advocatícios no processo. 
BL: art. 98, §2º, CPC. 
§ 3o VENCIDO o beneficiário, as obrigações decorrentes de sua sucumbência FICARÃO SOB 
CONDIÇÃO SUSPENSIVA DE EXIGIBILIDADE e somente PODERÃO SER EXECUTADAS se, nos 5 
(cinco) anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor DEMONSTRAR 
que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que JUSTIFICOU a CONCESSÃO DE 
GRATUIDADE, EXTINGUINDO-SE, passado esse prazo, TAIS OBRIGAÇÕES do beneficiário. (TJRS-
2018) (DPEPE-2018) (PGM-João Pessoa/PB-2018) (Anal./MPCE-2020) (DPEGO-2021) (DPERJ-2021) (TJSC-2022) (DPEPA-
2022) (DPERS-2022) (TJGO-2023) 
FPPC nº 622. (arts. 95, §4º e 98, §§2º, 3º e 7º) A execução prevista no §4º do art. 95 também está sujeita à 
condição suspensiva de exigibilidade prevista no §3º do art. 98. 
 
#Atenção: #Jurisprudência em Teses do STJ: #Edição nº 148: 
5) O beneficiário da justiça gratuita não faz jus à isenção das custas e dos honorários advocatícios, 
cuja exigibilidade ficará suspensa, nos termos do art. 98, §§ 2° e 3°, do CPC. (DPERS-2022) 
6) O fato de a parte ser beneficiária da gratuidade da justiça não impede a fixação de honorários, 
no entanto sua exigibilidade ficará suspensa na forma do art. 98, § 3º, do CPC. 
 
(TRF2-2018): A gratuidade da justiça não compreende: as obrigações decorrentes da sucumbência, que 
ficarão sob condição suspensiva. BL: art. 98, §§2º e 3º CPC. 
 
(TRT/Unificado-2017-FCC): Quanto às regras que tratam das partes, dos procuradores e da intervenção 
de terceiros, o CPC estabelece que a concessão de gratuidade não afasta a responsabilidade do 
beneficiárioa boa-fé que é exigida no processo civil é tanto a boa-fé subjetiva 
como a boa-fé objetiva. Ao vedar o comportamento contrário à boa fé, o artigo em comento ['art. 5º, CPC/15. Aquele 
que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé'] impõe especificamente a 
necessidade de boa-fé objetiva. Boa-fé objetiva. Comporta-se com boa-fé aquele que não abusa de suas posições 
jurídicas. São manifestações da proteção à boa-fé no processo civil a exceptio doli, o venire contra factum 
proprium, a inalegabilidade de nulidades formais, a supressioe a surrectio, o tu quoquee o desequilíbrio 
no exercício do direito. (...) O venire contra factum proprium revela a proibição de comportamento contraditório. 
Traduz o exercício de uma posição jurídica em contradição com o comportamento assumido anteriormente pelo 
exercente. Age contraditoriamente quem, dentro do mesmo processo, frustra a confiança de um de seus 
participantes..” (MARINONI, Luiz Guilherme, e outros. Novo Código de Processo Civil Comentado. São 
Paulo: Revista dos Tribunais. 1 ed. 2015. p. 99). 
8 
 
 
(TJMSP-2016-VUNESP): A boa-fé no processo tem a função de estabelecer comportamentos probos e 
éticos aos diversos personagens do processo e restringir ou proibir a prática de atos atentatórios à 
dignidade da justiça. 
 
(TJRJ-2016-VUNESP): Em ação declaratória, após a prolação da sentença, as partes, de comum acordo, 
requereram a suspensão do processo por 90 dias. Houve a homologação desse pedido em 11.9.15, porém, 
em 2.10.15 a sentença foi publicada. A parte sucumbente ofereceu sua apelação em 18.12.15, sendo certo 
que todas essas datas correspondem a uma sexta-feira. Considerando os princípios da boa-fé do 
jurisdicionado, do devido processo legal e da segurança jurídica, assinale a alternativa correta: Ao 
homologar a suspensão do processo, o juízo criou nos jurisdicionados a legítima expectativa de que o 
processo só tramitaria ao final do prazo convencionado, devendo ser considerada tempestiva a apelação. 
 
#Atenção: Antes mesmo de publicada a sentença contra a qual foi interposta a apelação, o juízo de 1° 
grau já havia homologado requerimento de suspensão do processo pelo prazo de 90 dias. Em havendo 
suspensão do processo, o art. 314 do CPC/15 (art. 266 do CPC/73) veda a prática de qualquer ato 
processual, com a ressalva dos urgentes a fim de evitar dano irreparável. A lei processual não permite, 
desse modo, que seja publicada decisão durante a suspensão do feito, não se podendo cogitar, por 
conseguinte, do início da contagem do prazo recursal enquanto paralisada a marcha do processo. Ao 
homologar a convenção pela suspensão do processo, o Poder Judiciário criou nos jurisdicionados a 
legítima expectativa de que o processo só voltaria a tramitar após o prazo convencionado. Por óbvio, não 
se pode admitir que, logo em seguida, seja praticado ato processual de ofício – publicação de decisão – 
e, ademais, considerá-lo como termo inicial do prazo recursal. Desse modo, para o STJ, a conduta de 
publicar a decisão no período de suspensão do processo e de contar o início do prazo recursal 
caracterizou a prática de ato contraditório por parte do magistrado. Assim agindo, o Poder Judiciário 
feriu a máxima nemo potest venire contra factum proprium, que é aplicável no âmbito processual (STJ, 2ª T., 
REsp 1.306.463-RS, Rel. Min. Herman Benjamin, j. 4/9/12). 
Art. 6o TODOS os sujeitos do processo DEVEM COOPERAR entre si para que se OBTENHA, em 
tempo razoável, DECISÃO DE MÉRITO justa e efetiva. (TCEPE-2017) (PGM-Mogi das Cruzes/SP-2017) (DPEPE-
2018) (Cartórios/TJSP-2018) (Anal. Judic./STJ-2018) (MPPR-2017/2019) (MPGO-2019) (DPEMG-2019) (PGEPB-2021) (PGERS-
2021) (TCEAM-2021) (MPT-2022) (TRT/Unificado-2017/2023) (MPSC-2021/2023) (PGM-Marília/SP-2023) 
 FPPC nº 6. (arts. 5º, 6º e 190) O negócio jurídico processual não pode afastar os deveres inerentes à boa-
fé e à cooperação. 
FPPC nº 619. (arts.6º, 138, 982, II, 983, §1º) O processo coletivo deverá respeitar as técnicas de ampliação 
do contraditório, como a realização de audiências públicas, a participação de amicus curiae e outros 
meios de participação 
 
(MPSC-2021-CESPE): Acerca dos princípios que orientam o processo civil brasileiro, julgue o item a 
seguir: O princípio da cooperação pressupõe a colaboração entre os sujeitos do processo, o que gera 
necessariamente um dever de esclarecimento pelo juiz. BL: art. 6º CPC. 
 
#Atenção: #TJSC-2019: #MPSC-2021: #PGERS-2021: #CESPE: #Fundatec: Resumidamente, o princípio 
da cooperação exige do magistrado uma postura dialógica, que ultrapasse a posição de mero fiscal da 
lei, impondo a ele os seguintes deveres: 
 PREVENÇÃO: O juiz deve advertir as partes sobre os riscos e deficiências das manifestações e 
estratégias por elas adotadas, conclamando-as a corrigir os defeitos sempre que possível. Tal 
dever vale genericamente para todas as situações em que o êxito da ação possa ser frustrado pelo 
uso inadequado do processo, motivo por que deve o magistrado prevenir as partes sobre tal 
descompasso. 
 ESCLARECIMENTO: Cumpre ao juiz esclarecer-se quanto às manifestações das partes: 
questioná-las quanto a obscuridades em suas petições; pedir que esclareçam ou especifiquem 
requerimentos feitos em termos mais genéricos e assim por diante. Desse modo, o magistrado 
deverá esclarecer junto às partes eventuais dúvidas que tenha sobre as alegações, pedidos ou 
posições em juízo. 
 DIÁLOGO (ou de CONSULTA): Impõe-se reconhecer o contraditório não apenas como garantia 
de embate entre as partes, mas também como dever de debate do juiz com as partes. Em outras 
palavras, está ligado ao direito ao contraditório, devendo o juiz consultar as partes sobre as 
questões de fato ou de direito antes de decidir a lide, nos termos do art. 10 do CPC/15. 
9 
 
 AUXÍLIO (ou de ADEQUAÇÃO): o juiz deve ajudar as partes, eliminando obstáculos que lhes 
dificultem ou impeçam o exercício das faculdades processuais. Dito de outro modo, tal dever 
demanda iniciativas do juiz para contribuir na superação de eventuais dificuldades das partes 
que impeçam o exercício de determinadas posições processuais. 
(TJSC-2019-CESPE): De acordo com os princípios constitucionais e infraconstitucionais do processo civil, 
assinale a opção correta: O paradigma cooperativo adotado pelo novo CPC traz como decorrência os 
deveres de esclarecimento, de prevenção e de assistência ou auxílio. BL: art. 6º CPC. 
 
(DPEMG-2019): Analise a seguinte afirmativa referente aos princípios aplicáveis ao Direito Processual 
Civil: No modelo cooperativo de processo, a gestão do procedimento de elaboração da decisão judicial é 
difusa, já que o provimento é o resultado da manifestação de vários núcleos de participação, ao mesmo 
tempo em que todos os sujeitos processuais cooperam com a condução do processo. BL: art. 6º, CPC. 
 
(DPEPE-2018-CESPE): Em um processo civil cooperativo, o exercício do poder jurisdicional exige a 
consideração da argumentação de todos os sujeitos processuais. Essa exigência corresponde ao dever de 
justificar analiticamente as decisões judiciais. BL: art. 6º, CPC. 
 
#Atenção: Segundo o Fredie Diddier, “o CPC/2015 realizou um sem número de importantes alterações no 
processo civil brasileiro. Dentre elas, é possível destacar a exigência de justificação analítica das decisões 
judiciais, prevista no art. 489, §§1º e 2º, e a proposta de construção de um modelo cooperativo de processo, a partir 
de diversos dispositivos normativos, como o art. 5º, 6º, 9º, 10º, 76, caput, 77, VI, 321, 932, parágrafo único etc. Há 
uma nítida imbricação entre o modelo cooperativo e a exigência de justificação analítica. Uma das 
decorrências do processo cooperativo é o aumento do diálogo entre os sujeitos processuais, havendo 
necessidade de revalorização do contraditório, saindo de um contraditório formal para um contraditório substancial. 
Isso significa que não basta mais a mera ciência e a possibilidade de manifestação pelos sujeitos 
processuais.pelas despesas processuais e pelos honorários advocatícios decorrentes de sua sucumbência, 
que ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executados se, nos cinco 
anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar que deixou 
de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-
se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário. BL: art. 98, §3º CPC. 
 
(Anal. Judic./TRF5-2017-FCC): Em ação de indenização por danos morais movida por Cláudio contra 
Amélia, foi concedida ao autor a gratuidade da justiça. Nesse caso, vindo o pedido a ser julgado 
totalmente improcedente, o autor deverá ser condenado ao pagamento das despesas processuais e de 
honorários, mas as obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de 
exigibilidade. BL: art. 98, §§2º e 3º CPC. 
§ 4o A CONCESSÃO DE GRATUIDADE NÃO AFASTA o dever de o beneficiário PAGAR, ao 
final, as multas processuais que LHE SEJAM IMPOSTAS. (Anal. Judic./TJAL-2018) (DPEPE-2018) (Anal. 
Judic./TRF4-2019) (MPAP-2021) (DPEGO-2021) (DPERJ-2021) (TJSC-2022) (MPTO-2022) (TJDFT-2023) (TJGO-2023) (TJMS-
2023) (Anal. Judic./TJES-2023) 
FPPC nº 623. (art. 98, §1º, VIII e §4º) O deferimento de gratuidade de justiça não afasta a imposição de 
multas processuais, mas apenas dispensa sua exigência como condição para interposição de recursos. 
 
(TJSC-2022-FGV): Em determinado processo, o réu, a quem havia sido deferido o benefício da 
gratuidade de justiça, a todo o tempo exerceu abusivamente o seu direito de defesa, alterando a verdade 
dos fatos e provocando incidentes manifestamente infundados. Proferida a sentença de mérito, o juiz da 
causa julgou procedente o pleito autoral, além de reconhecer o cometimento daquelas condutas 
processuais ilícitas pelo demandado. Nesse cenário, deverá o magistrado: condenar o réu ao pagamento 
das custas processuais, dos honorários de sucumbência e da multa decorrente da litigância de má-fé, 
devendo as duas primeiras obrigações ficar sob condição suspensiva de exigibilidade. BL: art. 98, §1º, I 
e VI c/c §§3º e 4º c/c art. 80, II e VI, CPC.15 
 
(MPTO-2022-CESPE): A respeito da gratuidade da justiça, assinale a opção correta, à luz do CPC e do 
entendimento jurisprudencial: A concessão de gratuidade da justiça não isenta o beneficiário de pagar, 
ao final do processo, eventuais multas processuais que lhe sejam aplicadas. BL: art. 98, §4º, CPC. 
 
 
15 Art. 80. Considera-se litigante de má-fé aquele que: (…) II - alterar a verdade dos fatos; (…) VI - provocar 
incidente manifestamente infundado; 
91 
 
(DPEGO-2021-FCC): Sobre a gratuidade de justiça, é correto: A gratuidade de justiça compreende, entre 
outros, as despesas com os selos postais, os custos com a elaboração de memória de cálculo e os depósitos 
previstos em lei para interposição de recursos; contudo, não abrange as multas processuais. BL: art. 98, 
caput, II, VII e VIII e §4º, CPC. 
§ 5o A GRATUIDADE PODERÁ SER CONCEDIDA em relação a algum ou a todos os atos 
processuais, ou CONSISTIR na redução percentual de despesas processuais que o beneficiário TIVER 
DE ADIANTAR no curso do procedimento. (TRF4-2016) (TRF3-2018) (Anal. Judic./TJAL-2018) (Anal. Judic./TRF4-
2019) (MPAP-2021) 
(Anal. Judic./TRF4-2019-FCC): De acordo com o CPC, a gratuidade da justiça poderá ser concedida em 
relação a apenas algum ou a todos os atos processuais, ou consistir na redução percentual de despesas 
processuais. BL: art. 98, §5º, CPC. 
 
#Atenção:De acordo com o CPC, a gratuidade da justiça poderá ser concedida em relação a todos os atos 
processuais, mas isso não isenta o beneficiário da gratuidade do pagamento, ao final, das multas 
processuais que lhe sejam impostas (art. 98, §§4º e 5º, CPC). 
 
(TRF3-2018): Relativamente à gratuidade no processo civil, indique a afirmativa correta: Sua concessão 
poderá ocorrer apenas em relação a algum dos atos processuais e poderá consistir em parcelamento de 
despesas. BL: art. 98, §5º, CPC. 
§ 6o Conforme o caso, o juiz PODERÁ CONCEDER DIREITO AO PARCELAMENTO de despesas 
processuais que o beneficiário TIVER DE ADIANTAR no curso do procedimento. (TRF4-2016) (Anal. 
Judic./TRF2-2017) (DPEPE-2018) 
FPPC nº 612. (arts. 1.015, V; 98, §§5º e 6º) Cabe agravo de instrumento contra decisão interlocutória que, 
apreciando pedido de concessão integral da gratuidade da Justiça, defere a redução percentual ou o 
parcelamento de despesas processuais. 
 
(Anal. Judic./TRF2-2017-Consulplan): A depender do caso concreto, o juiz poderá conceder ao 
requerente o parcelamento das despesas processuais que o beneficiário tiver que antecipar no curso do 
procedimento. BL: art. 98, §6º CPC. 
 
(TRF4-2016): O benefício da gratuidade da justiça pode ser concedido apenas parcialmente ou consistir 
na redução percentual das despesas processuais iniciais ou ainda no parcelamento dessas despesas e não 
afasta o dever de o beneficiário pagar as multas processuais que lhe sejam impostas. BL: art. 98, §§ 4º a 
6º, CPC. 
§ 7o Aplica-se o disposto no art. 95, §§ 3o a 5o, ao custeio dos emolumentos previstos no § 1o, inciso 
IX, do presente artigo, observada a tabela e as condições da lei estadual ou distrital respectiva. 
Art. 95. Cada parte adiantará a remuneração do assistente técnico que houver indicado, sendo a do perito 
adiantada pela parte que houver requerido a perícia ou rateada quando a perícia for determinada de ofício ou 
requerida por ambas as partes. (...) 
§ 3o Quando o pagamento da perícia for de responsabilidade de beneficiário de gratuidade da justiça, 
ela poderá ser: 
I - custeada com recursos alocados no orçamento do ente público e realizada por servidor do Poder 
Judiciário ou por órgão público conveniado; 
II - paga com recursos alocados no orçamento da União, do Estado ou do Distrito Federal, no caso de ser 
realizada por particular, hipótese em que o valor será fixado conforme tabela do tribunal respectivo ou, em 
caso de sua omissão, do Conselho Nacional de Justiça. 
§ 4o Na hipótese do § 3o, o juiz, após o trânsito em julgado da decisão final, oficiará a Fazenda Pública 
para que promova, contra quem tiver sido condenado ao pagamento das despesas processuais, a execução dos 
valores gastos com a perícia particular ou com a utilização de servidor público ou da estrutura de órgão 
público, observando-se, caso o responsável pelo pagamento das despesas seja beneficiário de gratuidade da 
justiça, o disposto no art. 98, § 2o. 
§ 5o Para fins de aplicação do § 3o, é vedada a utilização de recursos do fundo de custeio da Defensoria 
Pública. 
92 
 
§ 8o Na hipótese do § 1o, inciso IX, havendo dúvida fundada quanto ao preenchimento atual dos 
pressupostos para a concessão de gratuidade, o notário ou registrador, após praticar o ato, PODE 
REQUERER, ao juízo competente para decidir questões notariais ou registrais, a revogação total ou 
parcial do benefício ou a sua substituição pelo parcelamento de que trata o § 6o deste artigo, caso em que 
o beneficiário será citado para, em 15 (quinze) dias, manifestar-se sobre esse requerimento. (Cartórios/TJMG-
2017) 
Art. 98. (...) 
§ 1o A gratuidade da justiça compreende: (...) 
IX - os emolumentos devidos a notários ou registradores em decorrência da prática de registro, averbação 
ou qualquer outro ato notarial necessário à efetivação de decisão judicial ou à continuidade de processo judicial 
no qual o benefício tenha sido concedido. 
Art. 99. O PEDIDO DE GRATUIDADE DA JUSTIÇA PODE SER formulado na petição inicial, 
na contestação, na petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso. (MPSP-2017) (TCEPE-2017) 
(DPEAP-2018) (PGM-João Pessoa/PB-2018) (Anal. Judic./TJAL-2018) (DPEAM-2021) (DPERJ-2021) (TCDF-2021) (DPEMS-
2022) (DPEPI-2022) 
#Atenção: #STJ: #DOD: Pedido de assistência judiciária gratuita em sede recursal pode ser feito na 
própria petição recursal: É possívelImpõe-se que essas manifestações sejam devidamente levadas em consideração pelos 
magistrados. Não se admitem mais posições no sentido de que o juiz pode escolher os fundamentos que irá analisar 
em sua decisão para que ela esteja devidamente justificada. Por mais que caiba ao juiz decidir, havendo o exercício 
de um efetivo poder jurisdicional, esse poder, em um processo cooperativo, possui um novo condicionamento ao seu 
exercício, que é justamente a consideração da argumentação dos demais sujeitos processuais. Nesse novo 
modelo cooperativo, em que o juiz deve ser paritário no diálogo, mas volta a haver a assimetria no momento da 
decisão”. 
 
(PGM-Mogi das Cruzes/SP-2017-VUNESP): Caio ajuizou a competente ação de indenização por danos 
materiais e morais contra Gaio, em razão de acidente automobilístico. Todavia, o autor deixou de indicar 
a quantificação dos danos morais sofridos. O juiz da ação determinou que Caio emendasse a inicial, 
indicando a quantificação dos danos morais sofridos em razão do infortúnio. O caso descrito refere-se ao 
princípio processual da cooperação. BL: art. 6º c/c art. 321 do CPC.2 
Art. 7o É ASSEGURADA às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e 
faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de sanções processuais, 
COMPETINDO ao juiz ZELAR pelo EFETIVO CONTRADITÓRIO. (MPPR-2016) (PGM-POA/RS-2016) 
(Cartórios/TJMG-2017) (DPU-2017) (MPBA-2018) (MPSC-2021) (PGM-Marília/SP-2023) 
FPPC nº 107. (arts. 7º, 139, I, 218, 437, §2º) O juiz pode, de ofício, dilatar o prazo para a parte se manifestar 
sobre a prova documental produzida. 
FPPC nº 235. (arts. 7º, 9º e 10, CPC; arts. 6º, 7º e 12 da Lei 12.016/2009) Aplicam-se ao procedimento do 
mandado de segurança os arts. 7º, 9º e 10 do CPC. 
FPPC nº 379. (art. 7º) O exercício dos poderes de direção do processo pelo juiz deve observar a paridade 
de armas das partes. (MPSC-2021) 
 
(TJMS-2020-FCC): Em relação aos princípios constitucionais do processo civil, considere o enunciado 
seguinte: O princípio da isonomia processual não deve ser entendido abstrata e sim concretamente, 
garantindo às partes manter paridade de armas, como forma de manter equilibrada a disputa judicial 
entre elas; assim, a isonomia entre partes desiguais só pode ser atingida por meio de um tratamento 
também desigual, na medida dessa desigualdade. BL: art. 7º, CPC. 
 
2 Art. 321. O juiz, AO VERIFICAR que a PETIÇÃO INICIAL NÃO PREENCHE os requisitos dos arts. 319 e 320 
ou que APRESENTA defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, DETERMINARÁ 
que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a EMENDE ou a COMPLETE, INDICANDO com precisão o que deve 
ser corrigido ou completado. 
10 
 
 
#Atenção: #MPSC-2021: #CESPE: Daniel Assumpção Neves explica: “A regra de que a lei deve tratar todos 
de forma igual (art. 5.º, caput e inciso I, da CF) aplica-se também ao processo, devendo tanto a legislação como o 
juiz no caso concreto garantir às partes uma “paridade de armas” (art. 139, I, do Novo CPC), como forma de manter 
equilibrada a disputa judicial entre elas. A isonomia no tratamento processual das partes é forma, inclusive, do juiz 
demonstrar a sua imparcialidade, porque demonstra que não há favorecimento em favor de qualquer uma delas”. 
(Fonte: NEVES, Daniel Amorim Assumpção. Manual de Direito Processual Civil. 8ª Ed. Salvador: 
Juspodivm, 2016, p. 290.). 
 
(Anal. Judic./STJ-2018-CESPE): Com referência às normas fundamentais do processo civil, julgue o item 
a seguir: O exercício do direito ao contraditório compete às partes, cabendo ao juiz zelar pela efetividade 
desse direito. BL: art. 7º, CPC. 
Art. 8o Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz ATENDERÁ aos fins sociais e às exigências do 
bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a 
proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência. [Dica: Princípios = 
PLERP.] (TJMSP-2016) (PGEMS-2016) (PGM-POA/RS-2016) (Cartórios/TJMG-2017) (MPBA-2018) (Cartórios/TJSP-2018) 
(TJSC-2019) (DPEMG-2019) (Cartórios/TJRO-2017/2021) (MPSC-2021) (TRT/Unificado-2023) 
FPPC nº 380. (arts. 8º, 926, 927) A expressão “ordenamento jurídico”, empregada pelo Código de 
Processo Civil, contempla os precedentes vinculantes. 
FPPC nº 620. (arts.8º, 11, 554, §3º) O ajuizamento e o julgamento de ações coletivas serão objeto da mais 
ampla e específica divulgação e publicidade. 
 
(Anal. Judic./STJ-2018-CESPE): No CPC/15, proporcionalidade e razoabilidade passaram a ser 
princípios expressos do direito processual civil, os quais devem ser resguardados e promovidos pelo 
juiz. BL: art. 8º, CPC/15. 
 
#Atenção: #TJSC-2019: #CESPE: No art. 8º do CPC não consta o princípio da moralidade. 
 
(Cartórios/TJMG-2017-Consuplan): Princípio da legalidade encontra adoção expressa no art. 8º, do 
CPC/15, ao atribuir ao juiz o dever de “aplicar o ordenamento jurídico”, atendendo aos fins sociais e às 
exigências do bem comum. BL: art. 8º, CPC. 
Art. 9o NÃO SE PROFERIRÁ decisão contra uma das partes SEM QUE ela SEJA PREVIAMENTE 
OUVIDA. (TJMSP-2016) (PGEMS-2016) (DPEAC-2017) (DPU-2017) (Anal. Judic./TRF2-2017) (MPBA-2018) (DPEPE-2018) 
(MPGO-2019) (DPEMG-2019) (MPSC-2021) (PGERS-2021) (DPERS-2022) (Anal. Judic./TRT4-2022) (TRT/Unificado-
2017/2023) (TCERJ-2023) (PGM-Marília/SP-2023) (Anal. Judic./TJES-2023) 
FPPC nº 381. (arts. 9º, 350, 351 e 307, parágrafo único) É cabível réplica no procedimento de tutela 
cautelar requerida em caráter antecedente. 
 
(MPSC-2021-CESPE): Acerca dos princípios que orientam o processo civil brasileiro, julgue o item a 
seguir: Em uma acepção moderna, o devido processo legal é reconhecido como o processo justo, cuja 
materialização pressupõe a consagração do contraditório, da ampla defesa, da razoável duração do 
processo e da paridade de armas. BL: arts. 6º, 7º, 8º e 9º, CPC. 
 
#Atenção: #MPSC-2021: #CESPE: O princípio do devido processo legal encontra-se previsto no art. 5.º, 
LIV: “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. A doutrina entende que 
o devido processo legal funciona como um supraprincípio, um princípio-base, norteador de todos os 
demais que devem ser observados no processo. Além do aspecto processual, também se aplica como 
fator limitador do poder de legislar da Administração Pública, bem como para garantir o respeito aos 
direitos fundamentais nas relações jurídicas privadas. Ainda que exista certa divergência quanto à sua 
origem, costuma-se a apontar a Magna Carta de João Sem Terra, de 1215, que utilizava a expressão “law 
of the land”, tendo surgido a expressão “due process of law” para designar o devido processo legal 
somente em lei inglesa do ano de 1354. Além disso, cumpre destacar que, nos dias atuais, o princípio do 
devido processo legal é analisado sob duas óticas: a) Devido processo legal substancial (substantive due 
process): Diz respeito ao campo da elaboração e interpretação das normas jurídicas, evitando-se a 
atividade legislativa abusiva e irrazoável e ditando uma interpretação razoável quando da aplicação 
concreta das normas jurídicas. É campo para a aplicação dos princípios – ou como prefere parcela da 
doutrina, das regras – da razoabilidade e da proporcionalidade, funcionando sempre como controle das 
11 
 
arbitrariedades do Poder Público. O devido processo legal substancial também vem sendo exigido em 
relações jurídicas privadas, com fundamento na vinculação dos particulares aos direitos fundamentais, 
ainda que tal vinculação deva ser ponderada no caso concreto com o princípio da autonomia da vontade. 
Em resumo, impõe razoabilidade/proporcionalidade para evitar aplicação concreta das normas de 
forma abusiva e irrazoável; b) Devido processo legal formal (procedural due process): É a definição 
tradicional do princípio, dirigido ao processo em si, obrigando-se o juiz no caso concreto a observar os 
princípiosprocessuais na condução do instrumento estatal oferecido aos jurisdicionados para a tutela de 
seus direitos materiais. Em resumo, obriga a observância de garantias processuais. Ex.: contraditório, 
juiz natural. Contemporaneamente, o devido processo legal vem associado com a ideia de um processo 
justo, que permite a ampla participação das partes e a efetiva proteção de seus direitos. (Fonte: NEVES, 
Daniel Amorim Assumpção. Manual de Direito Processual Civil. 8ª Ed. Salvador: Juspodivm, 2016, p. 
259.). 
Parágrafo único. O disposto no caput NÃO SE APLICA: (PGEMS-2016) (MPPR-2016/2017) (MPBA-2018) 
(PGM-Manaus/AM-2018) (MPGO-2019) (DPERS-2022) (Anal. Judic./TRT4-2022) (TRT/Unificado-2017/2023) 
(Cartórios/TJSC-2023) (Anal. Judic./TJES-2023) 
I - à tutela provisória de urgência; (PGEMS-2016) (PGM-POA/RS-2016) (MPPR-2016/2017) (MPBA-2018) 
(PGM-Manaus/AM-2018) (DPERS-2022) (Anal. Judic./TRT4-2022) (Cartórios/TJSC-2023) (TRT/Unificado-2023) (Anal. 
Judic./TJES-2023) 
II - às hipóteses de TUTELA DA EVIDÊNCIA previstas no art. 311, incisos II e III; (Anal. Judic./TRF2-
2017) (MPBA-2018) (PGM-Manaus/AM-2018) (DPERS-2022) (Anal. Judic./TRT4-2022) (Cartórios/TJSC-2023) 
(TRT/Unificado-2023) 
Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano 
ou de risco ao resultado útil do processo, quando: (...) 
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em 
julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante; 
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de 
depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa; 
 
#Atenção: #STF: #DOD: Discussão quanto à constitucionalidade de diversos dispositivos do CPC: São 
constitucionais os dispositivos legais (arts. 9º, parágrafo único, II; e 311, parágrafo único, CPC/15) que, 
sem prévia citação do réu, admitem a concessão de tutela de evidência quando os fatos alegados 
possam ser demonstrados documentalmente e a tese jurídica estiver consolidada em julgamento de 
casos repetitivos ou em súmula vinculante. Assim, inexiste qualquer ofensa ao princípio do 
contraditório caso haja justificativa razoável e proporcional para a postergação do contraditório e 
desde que se abra a possibilidade de a parte se manifestar posteriormente acerca da decisão que a 
afetou, ou sobre o ato do qual não participou. STF. Plenário. ADI 5.492/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, j. 
25/4/23 (Info 1092). STF. Plenário. ADI 5.737/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, redator do acórdão Min. 
Roberto Barroso, j. 25/4/23 (Info 1092). 
III - à decisão prevista no art. 701. [obs.: decisão proferida na ação monitória] (MPBA-2018) (PGM-
Manaus/AM-2018) (MPGO-2019) (DPERS-2022) (Anal. Judic./TRT4-2022) (TRT/Unificado-2017/2023) (Cartórios/TJSC-2023) 
(Anal. Judic./TJES-2023) 
Art. 701. Sendo evidente o direito do autor, o juiz deferirá a expedição de mandado de pagamento, de 
entrega de coisa ou para execução de obrigação de fazer ou de não fazer, concedendo ao réu prazo de 15 
(quinze) dias para o cumprimento e o pagamento de honorários advocatícios de cinco por cento do valor 
atribuído à causa. 
 
(DPERS-2022-CESPE): Acerca da vedação de decisões surpresas, consagrada no CPC e logicamente 
decorrente do princípio do contraditório, julgue o item a seguir: A vedação de decisões surpresas 
encontra exceções nos casos de exame de tutela provisória de urgência, em hipóteses de apreciação de 
tutela de evidência, bem como na análise, em sede de ação monitória, do pedido de expedição de 
mandado de pagamento, de entrega de coisa ou para a execução de obrigação de fazer ou não fazer. BL: 
art. 9º, caput e § único, CPC. 
 
(MPBA-2018): Seria correto, sobre os princípios constitucionais do processo, fazermos a seguinte 
afirmação: A efetivação de tutela imediata, à míngua da triangulação processual, não infirma o princípio 
do due process of law. BL: art. 9º, § único, CPC. 
12 
 
 
#Atenção: A concessão e efetivação da tutela jurisdicional provisória antes da integração do réu à relação 
jurídica processual é exceção no CPC. Todavia, é perfeitamente possível, visto que, nessas situações, o 
contraditório tradicional será postecipado. Basicamente, as razões para tanto são dois: i) a demora 
inerente ao ato de comunicação e ao ato de reação poderá levar ao perecimento do direito almejado; ii) 
ouvido previamente o réu, poderá esse adotar medidas ilícitas atentatórias ao direito pleiteado em juízo. 
Em suma, é possível conceder tutela liminarmente, sem a formação da triangulação. Isso não lesa o 
devido processo legal. Como exemplo, podemos citar o art. 9º, § único, o art. 562, o art. 332, etc. 
Art. 10. O juiz NÃO PODE DECIDIR, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a 
respeito do qual NÃO SE TENHA DADO às partes OPORTUNIDADE DE SE MANIFESTAR, AINDA 
QUE SE TRATE de matéria sobre a qual DEVA DECIDIR de ofício. (TJRS-2016) (PGEMS-2016) (DPEAC-2017) 
(DPU-2017) (MPT-2017) (Anal. Judic./TRF2-2017) (Anal. Judic./TRF5-2017) (MPBA-2018) (MPMG-2018) (MPPB-2018) 
(Cartórios/TJSP-2018) (Anal. Judic./STJ-2018) (MPPR-2017/2019) (MPGO-2019) (MPPI-2019) (DPEMG-2019) 
(Cartórios/TJDFT-2019) (Cartórios/TJPR-2019) (Anal. Judic./TRF4-2019) (PGERS-2021) (MPM-2021) (TCDF-2021) (TCEAM-
2021) (Anal. Judic./TJRO-2021) (MPF-2017/2022) (TJAP-2022) (MPSP-2022) (TJMMG-2022) (Anal. Judic./TRT4-2022) 
(TRT/Unificado-2017/2023) (MPSC-2016/2019/2023) (TJMS-2020/2023) (TJES-2023) (MPRR-2023) (Cartórios/TJSC-2023) 
(TCERJ-2023) (Anal. Judic./TJES-2023) 
FPPC nº 02. (arts. 10 e 927, § 1º) Para a formação do precedente, somente podem ser usados argumentos 
submetidos ao contraditório. 
ENFAM nº 04. Na declaração de incompetência absoluta não se aplica o disposto no art. 10, parte final, 
do CPC/2015. 
 
#Atenção: #DOD: #STJ: #MPSC-2023: #CESPE: Não ofende o art. 10 do CPC o provimento jurisdicional 
que dá classificação jurídica à questão controvertida apreciada em sede de embargos de divergência: 
Não há ofensa ao princípio da não surpresa (art. 10 do CPC) quando o magistrado, diante dos limites 
da causa de pedir, do pedido e do substrato fático delineado nos autos, realiza a tipificação jurídica 
da pretensão no ordenamento jurídico posto, aplicando a lei adequada à solução do conflito, ainda 
que as partes não a tenham invocado (iura novit curia) e independentemente de oitiva delas, até 
porque a lei deve ser do conhecimento de todos, não podendo ninguém se dizer surpreendido com a 
sua aplicação. Esse princípio não é absoluto e sua aplicação não é automática e irrestrita. Desse modo, 
não há ofensa ao art. 10 do CPC se o Tribunal dá classificação jurídica aos fatos controvertidos 
contrários à pretensão da parte com aplicação da lei aos fatos narrados nos autos. STJ. 1ª S., EDcl nos 
EREsp 1213143-RS, Rel. Min. Regina Helena Costa, j. 8/2/23 (Info 763). 
 
(MPRR-2023-AOCP): O chamado princípio da proibição da decisão surpresa significa que o juiz não 
pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha 
dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de 
ofício. BL: art. 10, CPC. 
 
(MPF-2022): Assinale a alternativa correta: o princípio do contraditório pode ser definido pelo binômio 
informação adequada/possibilidade de reação. BL: art. 10, CPC. 
 
#Atenção: Costuma-se falar, de maneira incompleta, que o contraditório é integrado pelo binômio 
“informação-reação”. Paulo Henrique dos Santos Lucon (2017, p. 32), no entanto, faz a seguinte ressalva: 
“É certo que o contraditório é pautado pelo binômio informação-reação, mas enquanto a informação deve estar 
sempre presente, a reação é eventual e depende de iniciativa da parte, nunca de um ato de poder, que seria 
absolutamente legítimo. Assim, poder-se-ia definir mais precisamente o contraditório pelo binômio informação 
necessária-reação possível". (Fonte: DANTAS, Brunoet al. Questões relevantes sobre recursos, ações de 
impugnação e mecanismos de uniformização da jurisprudência. Ed única. São Paulo: Editora Revista dos 
Tribunais, 2017.). 
 
(MPGO-2019): Considerando as normas fundamentais do processo civil, de acordo com a Parte Geral do 
CPC, é correto afirmar: O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento 
a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de 
matéria sobre a qual deva decidir de ofício. BL: art. 10, CPC. 
 
#Atenção: #Anal. Judic./TREPE-2017: #MPGO-2019: #PGERS-2021: #CESPE: #Fundatec: Por qual 
motivo o juiz tem que ouvir as partes se a questão poderia ser analisada de ofício? Para permitir um 
contraditório substancial. As partes têm o direito de influir na formação do convencimento do juiz. E 
13 
 
tudo isso faz parte de um modelo cooperativo em sentido amplo. (Fonte: BORBA, Mozart. Diálogos sobre 
o CPC. 7ª Edição, Salvador: Ed. Juspodivm, 2020, p. 38-39). 
(Anal. Judic./TREPE-2017-CESPE): O contraditório substancial tem por escopo propiciar às partes a ciência 
dos atos processuais, bem como possibilitar que elas influenciem na formação da convicção do julgador. 
BL: art. 10, CPC. 
 
#Atenção: #DPEMG-2019: Consoante arts. 9º e 10 do CPC, a regra é a obrigatoriedade de o juiz ouvir as 
partes antes de prolatar suas decisões, inclusive se essas versarem sobre condições da ação (ex.: ausência 
de interesse de agir ou legitimidade); pressupostos processuais (ex.: litispendência, coisa julgada, 
competência etc.) ou pressupostos recursais (preparo, regularidade formal etc.). 
 
(Anal. Judic./STJ-2018-CESPE): Com referência às normas fundamentais do processo civil, julgue o item 
a seguir: Ainda que detenha competência para decidir de ofício determinado assunto, o juiz só poderá 
fazê-lo se permitir às partes a manifestação expressa sobre a matéria. BL: art. 10, CPC. 
 
(DPU-2017-CESPE): “Um sistema processual civil que não proporcione à sociedade o reconhecimento e a 
realização dos direitos, ameaçados ou violados, que tem cada um dos jurisdicionados, não se harmoniza com as 
garantias constitucionais de um Estado democrático de direito. Se é ineficiente o sistema processual, todo o 
ordenamento jurídico passa a carecer de real efetividade. De fato, as normas de direito material se transformam em 
pura ilusão, sem a garantia de sua correlata realização, no mundo empírico, por meio do processo.” Exposição de 
motivos do Código de Processo Civil/2015, p. 248-53. Vade Mecum Acadêmico de Direito Rideel. 22.ª 
ed. São Paulo, 2016 (com adaptações). Voltado para a concepção democrática atual do processo justo, o 
CPC promoveu a evolução do contraditório, que passou a ser considerado efetivo apenas quando vai 
além da simples possibilidade formal de oitiva das partes. BL: arts. 7º, 9º e 10, CPC. 
 
#Atenção: #TJMT-2014: #DPU-2017: #MPBA-2018: #PGERS-2021: #TRT/Unificado-2023: #FGV: #FMP: 
#Fundatec: O princípio do contraditório é um dos princípios fundamentais do direito processual civil. 
Sobre o seu conteúdo, e em poucas palavras, Luiz Guilherme Marinoni explica: “2. Bilateralidade da 
instância. Do ponto de vista do seu conteúdo, o direito ao contraditório por muito tempo foi identificado 
com a simples bilateralidade da instância, dirigindo-se tão somente às partes. Dentro desse quadro 
histórico, o contraditório realizava-se apenas com a observância do binômio conhecimento-reação. Isto 
é, uma parte tinha o direito de conhecer as alegações feitas no processo pela outra e tinha o direito de querendo 
contrariá-las. (...) 3. Direito de influência. Atualmente, porém, a doutrina tem identificado no direito ao 
contraditório muito mais do que simples bilateralidade da instância. Ao binômio conhecimento-reação tem-
se oposto a ideia de cabal participação como núcleo-duro do direito ao contraditório... Contraditório significa hoje 
conhecer e reagir, mas não só. Significa participar do processo e influir nos seus rumos. Isto é: direito de 
influência. Com essa nova dimensão, o direito ao contraditório deixou de ser algo cujos destinatários são 
tão somente as partes e começou a gravar igualmente o juiz. Daí a razão pela qual eloquentemente se observa 
que o juiz tem o dever não só de velar pelo contraditório entre as partes, mas fundamentalmente a ele também se 
submeter. O juiz encontra-se igualmente sujeito ao contraditório” (MARINONI, Luiz Guilherme, e outros. 
Novo Código de Processo Civil Comentado. São Paulo: Revista dos Tribunais. 1 ed. 2015. p. 107/108). 
(TJMT-2014-FMP): Quanto ao direito ao contraditório no processo civil, é correto afirmar que é o direito de 
ser informado, de reagir e de influenciar, tendo como titulares as partes e como destinatário o juiz no 
processo. 
 
(TRF2-2017): Caio move ação em face de autarquia federal. O feito é contestado e, depois, o juiz federal 
verifica, de ofício, que o lapso de tempo prescricional previsto em lei foi ultrapassado, embora nada nos 
autos loque ou refira o assunto. O Juiz: Deve ser dada às partes oportunidade de manifestação. BL: art. 
10, CPC. 
 
#Atenção: O juiz somente poderá extinguir os feitos, sem dar oportunidade às partes de manifestar sobre 
prescrição e decadência nos casos de "improcedência liminar do pedido" (art. 332, CPC), que por sua vez 
ocorre sem a citação. É diferente do presente caso em que houve a citação. 
Art. 11. Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário SERÃO PÚBLICOS, e 
fundamentadas todas as decisões, SOB PENA DE NULIDADE. (PGM-POA/RS-2016) (Cartórios/TJRO-2017) 
(PGM-Sorocaba/SP-2018) (MPT-2022) 
Art. 93, IX, CF/1988: 
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da 
Magistratura, observados os seguintes princípios: (...). 
14 
 
IX - todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as 
decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a 
seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado 
no sigilo não prejudique o interesse público à informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
Art. 189, CPC: 
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos: 
I - em que o exija o interesse público ou social; 
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes; 
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade; 
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. 
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores. 
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da 
sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação. 
 
(MPT-2022): Acerca das normas fundamentais do Processo Civil, assinale a alternativa correta: Todos os 
julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, autorizando-se a exceção nos casos de 
segredo de justiça. BL: art. 11, caput c/c art. 189, CPC e art. 93, IX, CF. 
 
(TJMG-2018-Consulplan): São princípios fundamentais do processo civil, exceto: Informalidade. 
 
#Atenção: #Dica: 
 Informalidade - para os juizados especiais. 
 Formalidade - para o processo civil e penal. 
 Formalidade mitigada - processo administrativo 
Parágrafo único. Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a presença somente das 
partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do Ministério Público. (MPT-2022) 
Art. 12. Os juízes e os tribunais ATENDERÃO, PREFERENCIALMENTE, à ordem cronológica de 
conclusão PARA PROFERIR sentençaou acórdão. (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) (PGM-POA/RS-2016) 
(Anal. Judic./STJ-2018) (MPPI-2019) (Cartórios/TJGO-2021) (Anal. Judic./TRT4-2022) (Anal. Judic./TJES-2023) 
FPPC nº 382. (art. 12) No juízo onde houver cumulação de competência de processos dos juizados 
especiais com outros procedimentos diversos, o juiz poderá organizar duas listas cronológicas 
autônomas, uma para os processos dos juizados especiais e outra para os demais processos. 
FPPC nº 486. (art. 12; art. 489) A inobservância da ordem cronológica dos julgamentos não implica, por 
si, a invalidade do ato decisório. 
 
(PGM-POA/RS-2016-Fundatec): O julgamento segundo a ordem cronológica de conclusão pelos juízes 
e tribunais é de atendimento preferencial. BL: art. 12, CPC. 
§ 1o A lista de processos aptos a julgamento deverá estar permanentemente à disposição para 
consulta pública em cartório e na rede mundial de computadores. (Anal. Judic./TRT4-2022) 
§ 2o ESTÃO EXCLUÍDOS da regra do caput: 
I - as sentenças proferidas em audiência, homologatórias de acordo ou de improcedência liminar 
do pedido; (MPPI-2019) (MPM-2021) (Anal. Judic./TJES-2023) 
II - o julgamento de processos em bloco para aplicação de tese jurídica firmada em julgamento de 
casos repetitivos; 
III - o julgamento de recursos repetitivos ou de incidente de resolução de demandas repetitivas; 
(Anal. Judic./STJ-2018) (MPPI-2019) (Cartórios/TJGO-2021) 
IV - as decisões proferidas com base nos arts. 485 e 932; (PGM-BH/MG-2017) (MPMG-2021) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/Lei/L13256.htm#art2
15 
 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
I - indeferir a petição inicial; 
II - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes; 
III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 
30 (trinta) dias; 
IV - verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do 
processo; 
V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; 
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer 
sua competência; 
VIII - homologar a desistência da ação; 
IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e 
X - nos demais casos prescritos neste Código. (...) 
 
Art. 932. Incumbe ao relator: 
I - dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, quando 
for o caso, homologar autocomposição das partes; 
II - apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária do 
tribunal; 
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os 
fundamentos da decisão recorrida; 
IV - negar provimento a recurso que for contrário a: 
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; 
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento 
de recursos repetitivos; 
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; 
V - depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida 
for contrária a: 
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; 
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento 
de recursos repetitivos; 
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; 
VI - decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, quando este for instaurado 
originariamente perante o tribunal; 
VII - determinar a intimação do Ministério Público, quando for o caso; 
VIII - exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal. 
Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias 
ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível. 
 
(MPMG-2021): Indique abaixo a alternativa que se insere integralmente, no âmbito da Lei 13.105/15, 
entre as excepcionalidades à ordem preferencial cronológica de julgamento: reconhecimento de 
perempção. BL: art. 12, §2º, VIII c/c art. 485, V, CPC. 
 
(PGM-BH/MG-2017-CESPE): Os processos sujeitos a sentença terminativa sem resolução de mérito 
ficam excluídos da regra que determina a ordem cronológica de conclusão para a sentença. BL: art. 12, 
§2º, IV c/c art. 485, CPC. 
V - o julgamento de embargos de declaração; (MPMG-2021) (Anal. Judic./TJES-2023) 
(MPMG-2021): Indique abaixo a alternativa que se insere integralmente, no âmbito da Lei 13.105/15, 
entre as excepcionalidades à ordem preferencial cronológica de julgamento: julgamento de embargos de 
declaração. BL: art. 12, §2º, V, CPC. 
VI - o julgamento de agravo interno; 
VII - as preferências legais e as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça; (MPMS-2018) 
(Anal. Judic./TJES-2023) 
16 
 
(Anal. Judic./TJES-2023-CESPE): No que diz respeito às normas fundamentais do processo civil, julgue 
o item seguinte: Em regra, os juízes e os tribunais atenderão à ordem cronológica de conclusão para 
proferir sentença ou acórdão, ressalvadas, entre outras hipóteses, as sentenças proferidas em audiência, 
homologatórias de acordo ou de improcedência liminar do pedido, o julgamento de embargos de 
declaração, as preferências legais e as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça. BL: art. 12, 
caput c/c §2º, I, VII, CPC. 
 
#Atenção: #MPMS-2018: Os presidentes ou representantes dos tribunais do país, reunidos em 
Brasília/DF, nos dias 20 e 21/11/17, durante o XI Encontro Nacional do Poder Judiciário, aprovaram as 
8 Metas Nacionais para o Judiciário brasileiro alcançar em 2018.3 São elas: 
META 1 – Julgar mais processos que os distribuídos (Todos os segmentos) 
META 2 – Julgar processos mais antigos (Todos os segmentos) 
META 3 – Aumentar os casos solucionados por conciliação (Justiça Federal e Justiça do Trabalho) 
META 4 – Priorizar o julgamento dos processos relativos à corrupção e à improbidade 
administrativa (STJ, Justiça Estadual, Justiça Federal e Justiça Militar da União e dos Estados) 
META 5 – Impulsionar processos à execução (Justiça Estadual, Justiça Federal e Justiça do 
Trabalho) 
META 6 – Priorizar o julgamento das ações coletivas (STJ, TST, Justiça Estadual, Justiça Federal e 
Justiça do Trabalho) 
META 7 – Priorizar o julgamento dos processos dos maiores litigantes e dos recursos repetitivos 
(STJ, TST, Justiça do Trabalho)4 
META 8 – Fortalecer a rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres 
(Justiça Estadual). 
VIII - os processos criminais, nos órgãos jurisdicionais que TENHAM competência penal; (MPMG-
2021) 
(MPMG-2021): Indique abaixo a alternativa que se insere integralmente, no âmbito da Lei 13.105/15, 
entre as excepcionalidades à ordem preferencial cronológica de julgamento: processos criminais, nos 
órgãos jurisdicionais que tenham competência penal. BL: art. 12, §2º, VIII, CPC. 
IX - a causa que EXIJA urgência no julgamento, ASSIM RECONHECIDA por decisão 
fundamentada. (MPMG-2021) 
§ 3o Após elaboração de lista própria, RESPEITAR-SE-Á a ORDEM CRONOLÓGICA das 
conclusões entre as preferências legais. (TJPA-2019) 
§ 4o Após a inclusão do processo na lista de que trata o § 1o, o requerimento formulado pela parte 
NÃO ALTERA a ORDEM CRONOLÓGICA para a decisão, EXCETO quando IMPLICAR a reabertura 
da instrução ou a conversão do julgamento em diligência. (TJPA-2019) 
§ 5o DECIDIDO o requerimento previsto no § 4o, o processo RETORNARÁ à MESMA POSIÇÃO 
em que anteriormente se encontrava na lista. (TJPA-2019) 
(TJPA-2019-CESPE): Após ser elaborada lista que continha a ordem cronológica

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