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Geografia do Rio Grande do Norte 
 
1. Aspectos Físicos do Rio Grande do Norte 
 
Localizado na Região Nordeste do país, o Rio Grande do Norte possui extensão territorial de 
52.810,699 quilômetros quadrados, o que corresponde a aproximadamente 0,62% da área total do 
Brasil. A população estadual é composta por 3,1 milhões de habitantes, distribuídos em 167 municípios. 
O estado do Rio Grande do Norte ocupa a porção nordeste do território brasileiro, e limita-se 
com o Ceará (a oeste) e a Paraíba (ao sul), além de ser banhado pelo Oceano Atlântico ao norte e a 
leste. Ele está presente em três sub-regiões nordestinas: Sertão, Agreste e Zona da Mata. Esse fato 
proporciona uma diversidade climática e paisagística. 
 
1.1 Geologia e relevo 
 
Cerca de 83% do território estadual encontram-se abaixo de 300m e 60% abaixo de 200m. 
Duas unidades de relevo compõem o quadro morfológico: terras baixas e planalto. O planalto, 
extremidade setentrional da Borborema, penetra o estado pelo sul, afastando-se bastante do litoral 
oriental, ao contrário do que ocorre nos estados da Paraíba e de Pernambuco. Apresenta dorso 
acinzentado e mais baixo que no estado da Paraíba (somente ao norte de Currais Novos alcança o 
planalto a cota de 800m de altitude), rebordo tortuoso e pouco escarpado. 
As terras baixas cercam o planalto pelos lados de leste, norte e oeste. Compreendem os 
tabuleiros areníticos, dispostos ao longo dos litorais oriental e setentrional; a faixa de baixos terrenos 
cristalinos situados a leste da Borborema; a grande superfície tabular na chapada do Apodi (200m de 
altitude), situada a nordeste do estado e cortada pelos vales dos rios Apodi e Piranhas; e finalmente o 
peneplano cristalino, com suas grandes extensões de relevo ondulado e do qual despontam 
esparsamente cristais e picos isolados. Outra forma de relevo característica das terras baixas é a planície 
aluvial que se desenvolve ao longo dos principais rios, especialmente do Piranhas e do Apodi. 
Na porção sudoeste do estado ocorrem alguns maciços isolados com cerca de 600m de altitude, entre os 
quais se destacam as serras de São Miguel, do Martins e Luís Gomes. É a chamada região serrana do Rio 
Grande do Norte. 
 
1.2 Clima 
 
Três tipos de clima ocorrem no estado: o tropical úmido, com chuvas de outono-inverno (As' do 
sistema de Köppen), o semiárido quente (BSh) e o tropical semiúmido (Aw'), com chuvas de outono. O 
clima tropical úmido ocorre na baixada litorânea oriental. Registra uma temperatura média de 24° C e 
uma pluviosidade de 1.000mm, que diminui rapidamente da costa para o interior, passando a 600mm a 
apenas cinquenta quilômetros do litoral. 
O clima semiárido quente domina praticamente todo o resto do estado, inclusive o litoral 
setentrional, dando lugar a uma costa bastante seca. As temperaturas médias alcançam 26o C no 
interior e a pluviosidade, inferior a 600mm, é sujeita a grande irregularidade, deixando de ocorrer, em 
alguns anos, a estação chuvosa de outono. O tropical semiúmido ocorre apenas no extremo oeste. 
Registra temperaturas médias também elevadas e chuvas outonais mais abundantes que na área 
semiárida (mais de 600mm anuais), sobretudo na região serrana, a sudoeste. 
A larga planície costeira do Rio Grande do Norte é a única região litorânea do Brasil com clima 
semiárido. Ali, a pluviosidade reduzida, os ventos secos e constantes e as temperaturas elevadas fazem 
do estado o maior produtor brasileiro de sal, com 77 a 85% da produção nacional, conforme o ano. 
http://www.alunosonline.com.br/geografia/aspectos-fisicos-rio-grande-norte.html
http://www.alunosonline.com.br/geografia/aspectos-fisicos-rio-grande-norte.html
http://www.coladaweb.com/
http://www.coladaweb.com/
Fábio
Destacar
Fábio
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1.3 Hidrografia 
 
A rede hidrográfica compreende rios que correm para o litoral oriental e rios que correm para o 
litoral setentrional. Os últimos são os mais extensos do estado, como o Apodi e o Piranhas ou Açu. A 
grande bacia deste abarca inclusive a porção ocidental da Paraíba. 
Todos os rios do Rio Grande do Norte apresentam regime intermitente: registram grandes 
cheias na estação chuvosa e desaparecem na época da estiagem. No interior, numerosas barragens 
foram construídas, dando origem a açudes como os de Cruzeta, Gargalheiras e Itãs. Na embocadura dos 
rios do litoral oriental observam-se numerosas lagoas, que ocorrem também nas várzeas dos rios 
Piranhas e Apodi. 
 
1.4 Vegetação 
 
Três formações vegetais revestem o território rio-grandense: a floresta tropical, o agreste e a 
caatinga. A floresta tropical só é encontrada numa pequena área situada a sudeste, onde forma a 
extremidade setentrional da floresta litorânea que dá nome à zona da mata nordestina. 
O agreste, com uma floresta menos exuberante que a anterior, apresenta um tipo de vegetação 
de transição para o clima semiárido do sertão, com composição mista, com espécies da floresta tropical 
e da caatinga. Domina toda a porção oriental do Rio Grande do Norte, único estado em que essa 
vegetação chega até o litoral. 
A caatinga recobre as porções central e ocidental do estado. É o tipo de vegetação que ocupa maior 
área, cabendo-lhe aproximadamente noventa por cento da superfície estadual. Na fímbria litorânea 
observa-se a característica vegetação de mangue. 
 
2. História 
 
Com a distribuição das capitanias hereditárias, o então Rio Grande é doado, em 1535, a João de 
Barros pelo Rei Dom João III de Portugal. A colonização fracassa e os franceses, que traficavam o pau-
brasil, passam a dominar a área até 1598, quando os portugueses, liderados por Manuel de Mascarenhas 
Homem e Jerônimo de Albuquerque, iniciaram a construção do Forte dos Reis Magos para garantir a 
posse da terra. 
O domínio lusitano durou até 1634, quando o Forte dos Reis Magos caiu em poder dos holandeses, 
que só foram expulsos em 1654. Nesse período, todos os arquivos, documentos e registros do governo 
português foram destruídos, o que até hoje dificulta a reconstituição da história da época. 
Invasões preocupavam Portugal e uma vez que a Capitania do Rio Grande do Norte ficava localizada 
no ponto mais estratégico da costa brasileira, o Rei retomou a posse da Capitania e ordenou a 
construção de um forte para expulsar os franceses da costa. 
Em 1701, após ser dirigido pelo governo da Bahia, o Rio Grande do Norte passou ao controle da 
Capitania de Pernambuco. Em 1817, a Capitania aderiu à Revolução Pernambucana, instalando-se na 
cidade de Natal uma junta do Governo Provisório. Com o fracasso da rebelião, aderiu ao Império e 
tornou-se província em 1822. Em 1889, com a República, transformou-se em Estado. 
Muitas pessoas desconhecem o caráter histórico e a contribuição da presença das tropas Aliadas 
instaladas na base aérea de Parnamirim. Junto ao Acre, o Rio Grande do Norte foi decisivo no processo 
da vitória aliada na II Guerra Mundial, pois barrou a expansão alemã que pretendia dar um salto da 
África Ocidental à América do Sul passando pelo Nordeste do Brasil, que foi ocupado antes por tropas 
norte-americanas. 
A presença dos norte-americanos trouxe benefícios para o RN e para os estados do centro-sul do 
Brasil, que finalmente conseguiram recursos para o Brasil se industrializar de forma decisiva a partir da 
construção da Companhia Siderúrgica Nacional. 
 
3. DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA E REGIONAL 
 
O IDEMA, inovando o formato de apresentação do Anuário Estatístico do Rio Grande do Norte, 
passou a apresentar as informações municipais segundo ordem alfabética, modificando assim a 
tradicional apresentação por Zonas de Planejamento. Esse formato havia sido introduzido a partir de 
1987, como consequência de estudos anteriores realizados por este Instituto, especificamente o 
Diagnóstico Estrutural do Rio Grande do Norte. 
Deste modo, apresentamos, a seguir, a classificação municipal segundo as Zonas e Subzonas 
Homogêneas assim comoa divisão territorial do IBGE com indicação das Mesorregiões e Microrregiões, 
visando proporcionar ao usuário do documento o agrupamento das informações segundo o zoneamento 
desejado, sem comprometer a comparabilidade estatística da série histórica. 
 
 
Fonte: IDEMA/CESE 
 
 
Fonte: IDEMA/CESE 
 
4. População4.1 Censo 
Segundo dados do IBGE - Censo 2010, a população do RN é de 3.168.027 habitantes, sendo 
que três municípios no Rio Grande do Norte têm mais de 150 mil habitantes: Natal (capital, com 
803.739 habitantes), Mossoró (259.815 habitantes) e Parnamirim (202.456 habitantes). 
Com mais de 50 mil habitantes temos os municípios de São Gonçalo do Amarante (87.668 
habitantes), Ceará-Mirim (68.141 habitantes), Macaíba (69.467 habitantes), Caicó (62.709 habitantes) e 
Assu (53.227 habitantes). 
 
4.2 Informações socioeconômicas 
 
4.2.1Renda Domiciliar 
Segundo dados do IBGE, de 2001 a 2006 a renda mensal das famílias potiguares cresceu 71% 
e é considerada a mais alta do Nordeste com valor médio de R$ 1.203. 
 
4.2.2 Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 
No ano passado, as Nações Unidades divulgou o último levantamento do IDH no Brasil e 
apontou o Rio Grande do Norte como o segundo melhor Estado do Nordeste. 
 
4.2.3 Expectativa de Vida 
Pelos dados do IBGE a expectativa de vida no Rio Grande do Norte há 10 anos era de 67,5 
anos. Já em 2008 esse número subiu para 70,8 anos e em 2009 cresceu para 71,1. 
 
4.2.4 Mortalidade Infantil 
Segundo o estudo "Síntese de Indicadores Sociais: Uma análise das Condições de Vida da 
População Brasileira - 2010", divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 
2010, que é baseado na Pnad/2009, a mortalidade infantil no Rio Grande do Norte caiu 13,8% de 2006 a 
2009. 
 
4.2.5 Empregos Formais 
Pelos dados do Ministério do Trabalho, nos últimos cinco anos o Rio Grande do Norte bate 
recordes regionais e, até, nacional na geração de empregos com carteira assinada. Em 2004 e 2005 o 
RN obteve o maior crescimento do número de empregos formais do Nordeste e em 2006 obteve o 
quarto maior crescimento do País. 
 
4.2.6 Exportações 
A cada ano as exportações do Estado batem novos recordes. De 2002 a 2007 houve um 
crescimento nas vendas para outros países de 90% sem contar com o petróleo. Além do crescimento, 
houve uma maior diversificação da pauta de exportações que já conta com 26 produtos que ultrapassam 
a barreira do milhão em exportações. 
 
4.2.7 PIB 
O Produto Interno Bruto do Estado cresce acima da média nacional. Em 2005 (último 
levantamento divulgado) as riquezas do Rio Grande do Norte já somavam R$ 17,9 bilhões, apresentando 
um crescimento de 4,3% em relação ao ano anterior, superando o crescimento nacional que foi de 
3,2%. 
 
4.2.8 Investimentos Estrangeiro 
O Rio Grande do Norte fechou 2007 como o principal destino nacional dos investidores estrangeiros 
(pessoa física). Segundo relatório do Ministério do Trabalho, no ano passado o Estado recebeu 
investimentos de 26,9 milhões de dólares, o equivalente a mais de R$ 50 milhões, de pessoas físicas 
procedentes de outros países, praticamente o dobro do que havia sido registrado em 2006. O montante 
representa 25% de tudo que foi investido pelos estrangeiros no Brasil no último ano. 
5. Economia 
O Rio Grande do Norte está localizado na região Nordeste. Sua extensão territorial é de 
52.810,699 quilômetros quadrados, divididos em 167 municípios. Conforme contagem populacional 
realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado totaliza 3.168.027 
habitantes. 
As atividades econômicas do estado contribuem da seguinte forma para o Produto Interno Bruto 
(PIB) estadual: Agropecuária (5,1%), Indústria (24%) e Serviços (70,9%), assim destacadas: 
A agricultura é bem diversificada, com enfoque para o cultivo de arroz, algodão, feijão, fumo, 
mamona, cana-de-açúcar, mamão, melão, coco, mandioca, melancia, manga, acerola, banana, caju e 
milho. O desenvolvimento de técnicas para a prática da fruticultura irrigada proporcionou um grande 
aumento da produtividade, fortalecendo as exportações, especialmente para a Europa. 
A agropecuária potiguar também representa um forte segmento econômico, representada pelos 
rebanhos bovinos e suínos. 
A atividade industrial concentra-se na região metropolitana de Natal, com destaque para os 
produtos têxteis, bebidas, agroindústrias e indústrias de automóvel. A indústria petrolífera é de 
fundamental importância para a economia do Rio Grande do Norte, uma vez que o estado é o maior 
produtor nacional de petróleo em terra, além de possuir três unidades de processamento de gás natural. 
A principal indústria de transformação no estado é a têxtil, tanto pelo número de 
estabelecimentos quanto pelo de pessoal ocupado e volume de produção. Destacam-se ainda a de 
produtos alimentícios, a indústria de vestuário e artefatos de tecido e a indústria química. O grau de 
concentração geográfica dessa indústria é reduzido, devido ao grande número de unidades de 
beneficiamento de algodão dispersas pelo interior do estado. 
Em segundo lugar vem a indústria de produtos alimentícios, em que se destacam as usinas de 
açúcar da região litorânea. Seguem-se os setores de vestuário e artefatos de tecidos e a indústria 
química. 
A extração de produtos minerais alcança grande importância na economia do estado, que é o 
maior produtor de sal marinho do país. A produção, hoje com elevado índice de mecanização, se 
concentra no litoral norte, sobretudo nos municípios de Macau, Moçoró e Areia Branca. Muito rico em 
minerais, o Rio Grande do Norte é também o maior produtor nacional de tungstênio (xelita), explorado 
na região de Currais Novos e destinado ao mercado externo em sua quase totalidade. O estado é 
também produtor de petróleo (o principal campo é o de Uburana, na plataforma continental) e novas 
jazidas foram descobertas no início da década de 1990. O estado dispõe ainda de importantes 
ocorrências de mármore, gipsita, tantalita, calcário, berilo e águas minerais. 
 
Dados de exportação e importação do Rio Grande do Norte: 
 
Exportação – 347,5 milhões de dólares. 
Frutas frescas: 29% 
Castanha de caju: 13% 
Crustáceos: 11% 
Combustíveis e lubrificantes para embarcações e aeronaves: 9% 
Fios, tecidos e confecções: 7% 
Açúcares: 7% 
Produtos de confeitaria: 6% 
Outros: 18% 
Importações – 207,3 milhões de dólares 
Plástico e seus produtos: 17% 
Trigo: 15% 
Máquinas e equipamentos: 13% 
Tubos de ferro e aço: 8% 
Máquinas têxteis: 7% 
Geradores: 7% 
Algodão: 5% 
Embalagens de papel: 4% 
Outros: 24% 
 
O Produto Interno Bruto (PIB) estadual atingiu a marca de 22,9 bilhões de reais, visto que a 
economia está em constante processo de desenvolvimento. No entanto, sua participação no PIB do 
Nordeste é de apenas 6,6% e no âmbito nacional, essa marca atinge 0,9%. 
 
6. Energia e transportes 
 
A produção de energia elétrica é bastante reduzida e, em geral, proveniente de usinas térmicas, 
pois a natureza dos rios não permite seu aproveitamento. O estado é abastecido pela Companhia 
Hidrelétrica do São Francisco. 
As principais rodovias são a BR-101, que liga Natal a Recife, Salvador e ao sul do país, e a BR-304, 
que parte da capital e corta o estado em direção a Fortaleza CE. Para solucionar o problema de 
escoamento da produção de sal, o governo federal construiu nos portos de Macau e Areia Branca ilhas 
artificiais dotadas de cais de acostamento aos cargueiros. Estes são carregados automaticamente por 
um sistema de cabos aéreos providos de caçambas. O porto de Natal, de grande movimento, conta com 
um canal de acesso com cem metros de largura e 5,9m de profundidade. 
 
7. Cultura 
 
7.1 Entidades culturais 
O Rio Grande do Norte dispõe de importantes entidades culturais, entre as quais se destacam o 
Instituto Histórico e Geográfico que publica uma Revista desde 1903, a AcademiaNorte-Rio-Grandense 
de Letras e a Associação Norte-Rio-Grandense de Astronomia, todas com sede na capital. Entre as 
bibliotecas, devem ser citadas as da Fundação José Augusto, da Universidade Federal do Rio Grande do 
Norte, a Central, a do Museu Histórico e Geográfico e a Biblioteca Câmara Cascudo. A maior biblioteca 
pública do interior é a da Prefeitura Municipal de Moçoró. 
 
7.2 Museus 
Os mais importantes museus do estado são o Museu de Arte e História, do Instituto Histórico e 
Geográfico, conhecido como Museu do Sobradinho, o mais antigo e que possui preciosas coleções de 
arte sacra, popular e indígena, e de documentos históricos, e o Museu Câmara Cascudo, de antropologia. 
Destacam-se ainda o Museu de Arte Popular -- localizado no Forte dos Reis Magos --, o Museu 
Aristófanes Fernandes, de taxidermia, e o do Instituto de Biologia Marinha, da Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte, todos na capital. 
 
7.3 Acervo arquitetônico 
O estado possui diversos monumentos tombados, entre os quais o mais importante é o Forte 
dos Reis Magos, marco inicial da ocupação do território e cujo bastião teve a construção iniciada em 6 de 
janeiro de 1598. Ainda na capital destacam-se a estátua de Augusto Severo, o busto de Pedro Velho de 
Albuquerque Maranhão, o monumento à Independência, o obelisco em homenagem ao padre Miguelinho 
e a André de Albuquerque. 
 
8. Turismo 
Os principais pontos de atração turística do estado são, além do Forte dos Reis Magos, as praias 
de Pirangi, Ponta Negra, Areia Preta, do Meio, do Forte e Redinha. Nesta última existe um curioso 
sistema de dunas que corre paralelamente ao longo da costa, caracterizando-se por numerosa sucessão 
de capontas, isto é, verdadeiros lagos de água doce, cuja extensão chega até dez mil metros quadrados. 
Outras atrações turísticas são a lagoa Manuel Filipe, o farol de Mãe Luísa, a igreja de Santo Antônio, a 
capelinha dos Reis Magos, a feira livre de Alecrim, o cajueiro de Piranji, com copa de sete mil metros 
quadrados, em Piranji do Norte, a 26km da capital; e a rampa de lançamento da Barreira do Inferno, no 
município de Parnamirim, a vinte quilômetros da capital. 
 
9. Folclore 
Os principais eventos populares do estado são as exibições folclóricas: fandango, pastoris, 
lapinha, chegança (do ciclo do Natal), boi-calemba, bambelô, congo. Danças típicas são o serrote, um 
xote dançado por dois ou três pares apenas, e o baiano, uma dança viva com coreografia individual. 
Na culinária destacam-se o acaçá, um bolo de fubá de milho ou arroz que é cozido com água e sal até 
ficar gelatinoso; a alambica, jerimum cozido com toucinho; a aritica, feijão com rapadura, e o aluá, uma 
bebida de origem indígena fermentada de abacaxi ou milho e açúcar. 
Com belas praias, o turismo é outro elemento importante na economia estadual. São mais de 2 
milhões de visitantes anualmente, sendo que os principais destinos são as praias de Ponta Negra, Pipa e 
Genipabu. Essa atividade é responsável por empregar mais de 120 mil pessoas, além de estar vinculada 
a outras cinquenta e quatro atividades, direta ou indiretamente. 
A mineração destaca-se com a extração de sal marinho (cerca de 90% da produção nacional), 
calcário, estanho, gás natural, petróleo e feldspato. 
Outro segmento que merece destaque é a produção de camarão, a qual tem apresentado um 
quadro bastante evolutivo. Atualmente, o estado é o maior exportador brasileiro do crustáceo. 
 
MATERIAL ORGANIZADO PELO PROFESSOR JAYRO RICARDO LEITE GOMES 
(jayroricardo@hotmail.com) 
 
Fontes: 
 
http://www.rn.gov.br/ 
Wagner de Cerqueria e Francisco. 
http://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/estados-brasileiros/rio-grande-do-norte, Adelquis Souza, 
acessado em 20 de nov. de 2012. 
 
QUESTÕES 
 
01. A figura a seguir mostra uma forma de relevo do litoral 
potiguar. 
 
 
A forma de relevo mostrada denomina-se 
a) ria. 
b) falésia. 
c) restinga. 
d) duna. 
 
 
02. Leia o texto a seguir. 
 
O nordeste segue seco tendo muito mais gente do que as 
relações de produção ali imperantes podem suportar. As 
secas espasmódicas que assolam a região criam 
http://www.rn.gov.br/
http://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/estados-brasileiros/rio-grande-do-norte
descontinuidades forçadas na produção rural e conduzem 
a um desemprego maciço dos que não tem acesso à 
terra, relegando-os à condição potencial de retirantes. 
Sem emprego e pão ninguém pode conviver com as 
vicissitudes de uma natureza rústica (...) 
(AZIZ, Nacib Ab Saber. OS SERTÕES: A originalidade da 
terra. Ciência Hoje, Eco-Brasil, volume especial, maio, 
1992.) 
 
De acordo com o texto, pode-se afirmar que 
a) a rusticidade da vida econômica e social na região 
independe da regularidade das chuvas. 
b) a seca está relacionada, do ponto de vista 
socioeconômico, à grande concentração de terra e de 
renda na região. 
c) as relações sociais de produção praticadas na região 
colaboram para a solução dos efeitos gerados pela seca. 
d) as consequências da seca estão relacionadas 
principalmente à perda da produção agrícola nas áreas de 
latifúndio. 
 
 
03. O quadro a seguir apresenta 3 mesorregiões do Estado do 
Rio Grande do Norte que, historicamente, foram formadas 
devido ao desenvolvimento de importantes atividades 
agropecuárias. 
 
 
As regiões X e Y são, RESPECTIVAMENTE, 
a) Agreste Potiguar e Oeste Potiguar 
b) Central Potiguar e Agreste Potiguar 
c) Agreste Potiguar e Central Potiguar 
d) Oeste Potiguar e Central Potiguar 
 
 
04. No Vale do Açu, nos últimos anos, um novo produto vem 
destacando-se nas exportações de frutos tropicais, 
colaborando com a diversificação da fruticultura do Rio 
Grande do Norte. 
Trata-se de 
a) caju. 
b) acerola. 
c) banana. 
d) uva. 
 
05. Assinale a opção que apresenta a correspondência correta entre os centros tecnológicos 
nordestinos e suas respectivas especializações: 
 
a) Centro Tecnológico: Campina Grande (PB); 
Especialização: telecomunicações, eletrônica e informática; 
Centro Tecnológico: Recife (PE); Especialização: programa para Internet e pesquisa; 
 
b) Centro Tecnológico: Ilhéus (BA); Especialização: fabricação de computadores; 
Centro Tecnológico: Natal (RN); Especialização: telecomunicações e eletrônica; 
 
c) Centro Tecnológico: Mossoró (RN); 
Especialização: programa para gestão de empregos; 
Centro Tecnológico: Fortaleza (CE); Especialização: telecomunicações e produtos de 
informática; 
 
d) Centro Tecnológico: Crato (CE); Especialização: aparelhos de telecomunicação e medidores a 
laser; 
Centro Tecnológico: João Pessoa (PB); Especialização: programa de computador e 
equipamentos médicos. 
 
06. O Rio Grande do Norte, com uma área de 2,8 mil hectares em produção de camarão no final do 
ano 2000, estima fechar o ano de 2001 com 10 mil hectares de viveiros. Os estuários e áreas 
próximas ao litoral oriental vêm sendo utilizados para criação comercial de camarão em 
cativeiro. A produção de camarão do Estado no ano 2000 gerou uma exportação da ordem de 
US$ 14 milhões e deve atingir US$ 45 milhões este ano (www.estado.estadão.com.br). Por 
outro lado, nos mangues, existe uma realidade socioeconômica diferente expressa no recorte a 
seguir: 
 
Aos 10 anos de idade, José Trajano da Silva, o Zé Violão, aprendeu seu ofício - catar 
caranguejo. Zé Violão trabalhou meio século na coleta de caranguejos no mangue do Rio 
Potengi. Hoje com 62 anos de idade o morador do bairro Igapó, Zona Norte de Natal, desistiu 
da atividade. "Os caranguejos sumiram. Não dá mais para viver dessa atividade". De acordo 
com o pescador, desde a instalação dos viveiros de camarão localizados no mangue da Zona 
Norte os caranguejos começaram a morrer. 
Disponível em: 
norte.com.br/anteriores/010324/natal/ 
natal2.html> Acesso em 25 abr. 2001. 
 
A criação de camarão em cativeiro no Rio Grande do Norte, nas áreas de mangue, está 
associada à 
a) redução daprodução de caranguejo pelas alterações da salinidade dos estuários. 
b) demanda de consumo, melhorando os hábitos alimentares e as condições de vida da 
população ribeirinha. 
c) ampliação do volume de negócios, provocando prejuízos ao ecossistema e à população que 
dele sobrevive. 
d) valorização mercantil do camarão, em virtude da perda da qualidade da produção de 
caranguejo. 
 
07. Os alunos de uma escola de ensino médio de Natal consultaram a sinopse preliminar do Censo 
2000, no site www.ibge.gov.br, e ficaram surpresos com o aumento da população urbana do 
Rio Grande do Norte. Dos 2.771.538 habitantes do Estado, 73,32% estão residindo nas cidades, 
contra 26,68%, que moram no campo. Identificaram também que, apesar do aumento 
populacional da maioria das sedes municipais, a rede urbana estadual se mantém interligada 
com a liderança da "Grande Natal". 
Essa liderança deve-se principalmente à 
a) circulação de transporte, de mercadorias e de investimentos em eletroeletrônicos. 
b) concentração de investimentos em infraestrutura e concentração de serviços diversificados. 
c) distribuição de bens e serviços e descentralização industrial. 
d) flexibilização dos serviços especializados e instalação de comandos de alta tecnologia. 
 
08. Imagine que você tenha de fazer a leitura do mapa da Grande Natal com a localização das 
indústrias que recentemente se instalaram nessa área. 
Considerando que o referido mapa foi confeccionado na escala de 1:50.000, você pode inferir 
que ele 
a) permitirá a visualização e o detalhamento das indústrias têxteis, por ser construído numa 
escala pequena. 
b) mostrará com detalhes as indústrias e suas localizações. 
c) facilitará a visualização dos detalhes das unidades industriais, por ser construído numa 
escala grande. 
d) possibilitará a visualização das áreas onde estão instaladas as indústrias. 
 
09. No Rio Grande do Norte, a formação vegetal que, influenciada pelo clima, pelo solo e pelo 
relevo, se destaca por apresentar raízes-suportes e raízes respiratórias denomina-se matas de 
a) praias. 
b) dunas. 
c) restingas. 
d) mangues. 
 
10. As 90 famílias que vivem no distrito de Iguaçu, no sertão 
cearense, não têm nada. A estiagem, que já dura três 
anos, secou riachos e olhos d água e inviabilizou as roças. 
(...) A água cai do céu, bate no solo cristalino dos morros 
desmatados - que já não são capazes de conter a 
umidade no solo - e foge rápida em direção aos rios 
maiores e daí para o litoral, deixando secos os riachos de 
Iguaçu. 
Adaptado de "Diário de Natal", 05 dez. 1999. 
 
O texto acima refere-se ao fenômeno chamado 
a) desertificação. 
b) lixiviação. 
c) assoreamento. 
d) voçoroca. 
 
11. As informações a seguir apresentam características que retratam uma das microrregiões do Rio 
Grande do Norte em dois momentos distintos do século XX. 
 
Década de 1950 
 
- agricultura com baixo padrão tecnológico 
- pecuária extensiva 
- intensa atividade de mineração 
- maioria da população residente no campo 
 
Década de 1990 
 
- crise da agricultura tradicional e da mineração 
- expansão da atividade terciária 
- produção de cerâmica vermelha 
- maioria da população residente na cidade 
 
As realidades retratadas acima referem-se à microrregião de(do) 
a) Agreste Potiguar. 
b) Mossoró. 
c) Seridó Oriental. 
d) Angicos. 
 
12. O Litoral Setentrional do Rio Grande do Norte apresenta 
um clima tropical quente e seco, com uma média 
pluviométrica em torno de 400 e 600mm por ano, 
distribuída entre janeiro e abril. 
Essa característica climática beneficia a atividade 
econômica seguinte: 
a) extração do sal marinho 
b) agricultura de subsistência 
c) cultivo do algodão herbáceo 
d) desenvolvimento da pecuária de corte 
 
13. Do ponto de vista econômico, os manguezais dos 
estuários do Potengi e do Curimataú, no Rio Grande 
do Norte, são importantes pelo(a) 
a) presença de canaviais em suas margens. 
b) crescimento de núcleos agroindustriais em seu 
entorno. 
c) quantidade de peixes e de crustáceos que vivem 
em suas águas. 
d) quantidade de salinas localizadas nessas áreas. 
 
 
14. Podemos afirmar que, no século XVIII, a produção do espaço sertanejo do Rio Grande do Norte 
a) ocorreu com base na expansão da pecuária, associada à agricultura de subsistência, seguida 
pela agricultura comercial do algodão para fins de exportação. 
b) resultou dos interesses das classes dominantes locais, representadas pelos coronéis do gado 
e capitalistas do algodão e da mineração, que se tornaram os principais detentores dos 
benefícios das políticas governamentais. 
c) consolidou-se a partir do crescimento econômico regional com a implementação de políticas 
governamentais voltadas para a agricultura comercial do algodão e o desenvolvimento da 
pecuária. 
d) atrelou-se ao desenvolvimento industrial e à expansão da atividade mineradora na região, 
que, em virtude da diversidade mineral existente, propiciou uma produção voltada para o 
mercado externo. 
 
 
15. A falta de água tem se constituído, historicamente, como um dos mais graves problemas para 
as populações do agreste e do sertão nordestino. No Rio Grande do Norte, como medida para 
amenizar essa problemática, foi implementada uma política de construção de adutoras, 
aproveitando as potencialidades hídricas do Estado. 
Dentre outros aspectos, o programa de adutoras tem sido de significativa importância para a 
população do semiárido norte-rio-grandense porque proporciona 
a) melhoria das condições de vida da população com o consumo de água tratada, contribuindo 
para a diminuição da mortalidade infantil. 
b) melhoria dos programas de irrigação nas pequenas propriedades familiares das áreas 
atingidas pela seca. 
c) distribuição de água gratuita para as áreas secas, com vistas ao desenvolvimento da 
agricultura. 
d) distribuição de água para proporcionar a sustentabilidade das populações e de seus rebanhos 
na região semiárida do Estado. 
 
 
GABARITO: 
01. B 
02. B 
03. B 
04. C 
05. A 
06. C 
07. B 
08. D 
09. D 
10. A 
11. C 
12. A 
13. C 
14. A 
15.

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