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WBA0133_v2.0
Metodologias de trabalho 
integrado e protagonismo 
popular 
Conceitos de metodologia e 
trabalho integrado à participação 
e ao protagonismo
Bloco 1
Adriana Ferreira 
Trabalho integrado – Conceito
 São estratégias em conjunto de ação – monitoradas constantemente.
 Equipe com capacidade de administrar, monitorar e analisar os dados e
as informações gerados diariamente.
 Busca soluções em conjunto com a equipe.
 Meio de ter uma comunicação mais positiva e assertiva.
 Foco na pessoa atendida e em suas necessidades.
Metodologia do trabalho integrado 
A metodologia do trabalho integrado refere-se a estratégias a serem 
empreendidas pelos profissionais que atuam nas diversas políticas públicas 
sociais.
Tem a finalidade de atender sobretudo às pessoas que estejam em situação 
de vulnerabilidade social.
É fundamental...
 Desenvolver essas ações a partir do território em que essas pessoas 
vivem.
 Serem realizadas intervenções a partir da realidade local. 
 Cabe ressaltar que as ações a serem desenvolvidas não devem ser de 
forma aleatória e desconectada dos demais programas e serviços 
existentes no território. 
É preponderante...
Que os profissionais que atuam nas distintas políticas públicas sociais nos
diversos territórios trabalhem de maneira integrada, ou seja:
 Articulando a rede, o que leva ao exercício da intersetorialidade,
pensando propostas de ações a partir de cada política pública social e
fazendo com que essas propostas se complementem no que diz respeito
ao atendimento das famílias e dos indivíduos.
De acordo com Carvalho (2009), o trabalho integrado possui 
características como: 
 Intervenção profissional das diferentes políticas públicas sociais de forma 
descentralizada, a partir de cada território.
 Intervenção pautada na compreensão da totalidade do território em que 
vivem essas pessoas.
 Entendimento da realidade de cada território para que os profissionais 
possam pensar estratégias interventivas que vão ao encontro das 
necessidades sociais, econômicas, entre outras, de cada pessoa atendida. 
 Não é atuar na superficialidade nem na generalidade. 
O trabalho integrado se desponta como instrumento
 Instrumento de interação e complementaridade das atividades entre as
políticas públicas.
 É a atuação na totalidade, um novo protótipo de gestão de política
pública, um modelo de execução que se dirige à proteção social e à
garantia de direitos.
As políticas sociais ainda combinam o caráter próprio, o complementar e os
diferentes modelos de gestão, os quais podem conter mecanismos de gestão
intersetorial que, em geral, são articulados com gestões descentralizadas,
territorializadas e equânimes, isto é, que respeitam a diferenciação, a
heterogeneidade e a equidade (SPOSATI, 2004).
Desafios do trabalho integrado 
Compreensão de que, para a efetivação do trabalho integrado, faz-se 
necessário:
 O entendimento por parte de cada profissional.
 Que se busquem meios para romper com as visões fragmentadas e/ou 
isoladas das situações que afligem as pessoas.
 Que as ações a serem empreendidas sejam pensadas a partir de cada 
política pública social de forma a se complementar, objetivando o 
atendimento na totalidade das necessidades apresentadas por cada 
família e/ou indivíduo. 
Maior desafio do trabalho integrado 
A própria integração de saberes.
A própria integração de pensamentos e motivações.
Manter o foco na pessoa atendida e em suas necessidades.
Conseguir com que as informações transitem coletivamente.
Fazer com que a comunicação seja positiva e ocorra com foco nas 
pessoas e nas ações.
Conceitos de metodologia e 
trabalho integrado à 
participação e ao protagonismo
Bloco 2
Adriana Ferreira 
O controle social e sua importância perante as políticas públicas
A partir Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988), foi assegurada a
participação de movimentos e/ou organizações populares.
O objetivo central é a possibilidade de que a sociedade realize debates e
consiga deliberar assuntos relacionados às políticas públicas juntamente com
representantes da esfera governamental.
De acordo com Gomez (2009):
 O Estado brasileiro é definido na Constituição Federal como uma
democracia participativa.
 Isso significa que o Estado, para tomar decisões, precisa ter
implementados mecanismos de consulta e participação popular, são eles:
plebiscito, referendo, iniciativa popular e controle social.
 Em outras palavras, ele deve ouvir a sociedade, o que ela entende e
pensa sobre as decisões que pretende tomar e que irão afetá-la.
Suas finalidades e como cada um se delineia 
• Refere-se a uma consulta do Estado à população sobre a 
forma de governo que desejam. Ex.: parlamentarismo, 
monarquia ou presidencialismo. 
PLEBISCITO 
• Refere-se ao direito da população de opinar se quer ou
não determinadas decisões do governo. Ex.: se a
população aprova o porte de armas ou não.
REFERENDO 
• Projetos de lei propostos pela população que serão votados
pelo parlamento para decidir se deve se tornar lei ou não.
INCIATIVA 
POPULAR 
• Localiza-se no âmbito dos conselhos de direitos, fóruns,
conferências, entre outros, em que a população participa
junto com o poder público.
CONTROLE 
SOCIAL 
Conceitos de metodologia e 
trabalho integrado à participação 
e ao protagonismo
Bloco 3
Adriana Ferreira 
Controle social 
 O controle social diz respeito à participação da população juntamente
com representantes do poder público para definir deliberações e ações
em relação ao desenvolvimento de políticas públicas.
 As formas de atuação dizem respeito a fiscalizar e monitorar ações
empreendidas pelo poder público e a propor novas políticas públicas
e/ou novas ações nas políticas já existentes.
Participação popular 
A participação popular pode se organizar para atuar no controle social por 
meio de seus mecanismos.
 São eles: audiência pública, orçamento participativo, Lei de 
Responsabilidade fiscal e conselhos de direitos das políticas públicas. 
Suas características e como se estabelecem
AUDIÊNCIA PÚBLICA – Ocorre em espaço institucional e tem por finalidade reunir pessoas que se sentem lesadas por 
alguma ação promovida pelos governo. Geralmente é solicitada pela população para expressar suas reivindicações e 
indignações a fim de cobrar respostas do governo com vistas a uma resolução. 
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO – Refere-se a uma intencionalidade do governo de desenvolver assembleias 
com a população a fim de ouvir o que considera mais prioritário para a sua região para que possa ser 
incluído no orçamento. Ex.: a população tem várias demandas e elege por meio do voto nessa assembleia 
qual terá prioridade no orçamento do poder público. 
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – O objetivo é promover o equilíbrio entre o que se gasta e recebe na 
gestão pública. É de responsabilidade dos governos, legislativos e judiciário apresentar essas informações 
de maneira simples e de fácil compreensão para qualquer cidadão. Esse mecanismo de controle social visa 
dar visibilidade ao que se tem recebido e com o que o Estado gasta, buscando evitar desvios de verbas. 
CONSELHO DE POLÍTICA PÚBLICA – É organizado pelo poder público para acompanhar, fiscalizar e 
deliberar a respeito das políticas públicas. Sua composição deve ser paritária, ou seja, deve ter a mesma 
quantidade de representantes da população e do poder público. 
Controle social realizado pelos conselhos de direito das diversas 
políticas públicas
Estabelecem diversas competências a serem desempenhadas por seus
membros conselheiros, sendo as principais:
 Elaborar o regimento interno, contendo as regras de funcionamento.
 Avaliar entidades da sociedade civil organizadas que buscam certificação
como entidade assistencial.
 Formular novas políticas públicas e propor novas ações e/ou
aprimoramento das políticas públicas já existentes.
Controle social realizado pelos conselhos de direito das diversas 
políticas públicas
 Fiscalizaros gastos do poder público dentro da área em que o conselho 
atua.
 Organizar as conferências relacionadas à política pública que 
representam, aprovar a proposta de orçamento anual elaborada pelo 
poder público, entre outras ações. 
Precisa de informação 
clara para isso
Tem que ter vivência das 
necessidades para isso – tem 
que ter envolvimento 
Fundamental nesse exercício 
 O controle social para se ter a participação ativa e protagonista por parte
da população, sendo necessário um investimento em informação e
orientação a respeito do que é o controle social.
 Sua importância, sua forma de funcionamento, suas atribuições, suas
responsabilidades e de que forma a população pode ter acesso e
participar.
Capacitação constante 
Desafio encontrado
De acordo Tatagiba e Teixeira (2016), esses espaços de discussão e 
deliberação, como os conselhos das políticas públicas, têm se tornado um 
grande desafio, visto que deliberam a pauta de reunião com vários assuntos 
a serem tratados com os conselheiros, que precisam ser votados e aprovados 
por eles. Isso acontece sem:
 Discussão prévia sobre os assuntos que estão em pauta para votação e 
aprovação, o que leva a situações de anuência de informação e 
conhecimento tanto em relação ao papel dos próprios conselheiros 
quanto em relação à importância do controle social. 
Outro desafio
Quanto à participação da população e das entidades civis organizadas, 
segundo Camardelo et al. (2017), os conselhos de direitos passam a ser 
espaços em que as entidades rivalizam umas com as outras:
 Abafam a participação da população.
 Usam os conselhos para atender a suas expectativas particulares, como 
auferir verbas, conseguir novos convênios para a execução de serviços 
terceirizados pelo poder público, entre outros. 
Outro desafio
De acordo com Camardelo et al. (2017), temos como consequência:
 Falta de compreensão do aparato legal em relação aos poderes públicos, 
visto que, às vezes, ocorre alguma alteração em decretos, leis, entre 
outros. 
 A população que participa desses conselhos demonstra desconhecimento 
sobre o que mudou e o porquê dessa alteração. Assim, pode-se até ter o 
quórum de participantes, mas não no sentido de compreensão e 
criticidade que se exige nessa participação. 
Teoria em Prática
Bloco 4
Adriana Ferreira 
Reflita sobre a seguinte situação
A assistente social Ana Claudia trabalha em um Centro de Referência da Assistência Social (CRAS)
atendendo famílias em situação de vulnerabilidade e risco social.
Durante os atendimentos que realiza no CRAS e nas visitas domiciliares que faz, tem percebido que
a população atendida do território tem apresentado várias queixas em relação à falta de vaga em
creches da prefeitura e muita demora nos atendimentos na Unidade Básica de Saúde (UBS).
É sabido que existem os conselhos de educação e de saúde na cidade; porém, essa parte da
população demonstra desconhecimento sobre eles e, do mesmo modo, não imagina que pode
participar deles e levar suas reclamações para discussão a fim de que seja pensado algo para
resolver essa situação.
Reflita sobre a seguinte situação
Como você auxiliaria a assistente social Ana Claudia, no sentido de elaborar 
estratégias para orientar a população sobre seu direito de participar dos 
espaços de controle social?
Como mostraria que esse local é um espaço privilegiado para acolher as 
demandas e pensar de modo conjunto com o poder público nas melhorias 
do atendimento às necessidades da população? 
Vamos lá!
Norte para a resolução...
 1º lugar: o próprio profissional precisa ter um conhecimento claro sobre
as legislação e participar do conselho.
 2º lugar: é fundamental que o profissional planeje orientações à
população sobre a legislação e o papel dos conselhos em todas as
representações, trazendo informações atualizadas sobre funcionamento,
reuniões, horários etc.
 3º lugar: o diálogo constante e o acompanhamento das pessoas que
participam mostram o trabalho integrado entre o CRAS e o conselho,
sendo importante essa interação constante.
Norte para a resolução...
• Somente é possível transmitir para a sociedade o que nós, como
profissionais, praticamos em nosso papel de cidadão – agente político.
• Aqui, para os profissionais de Serviço Social, vale a pena observar:
 Código de ética profissional.
 Projeto ético-político.
 Posicionamento do CFESS/CFESS.
 Atenção – indicadores sociais locais – atualizar-se.
Dica da Professora
Bloco 5
Flaviana Ap. de Mello
Dica da Professora
Indicamos o documentário: O que ainda nos move.
 A jornalista e pesquisadora Daniela Muzi acompanhou o vaivém de três delegados
durante a conferência de 2015, dando origem a um documentário que mostra como é
vital a relação entre saúde, democracia e participação social. Foi produzido pela Vídeo
Saúde Distribuidora da Fiocruz e lança luz a diferentes lutas para pôr em foco os
desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) e da própria democracia.
 Quatro anos depois, em agosto de 2019, o Instituto de Comunicação e Informação em
Saúde (Icict), da Fiocruz, retorna à conferência com a atividade "O que (ainda) nos
move“, apresentação do filme e debate com a diretora.
 Daniela Muzi afirma que o olhar sobre o seu documentário, hoje, traz o peso de ter
sido um registro histórico de um período que repercutiu e ainda está repercutindo na
vida política do País.
Dica da Professora
Os protagonistas do documentário são:
 O carioca Eronides, então com 33 anos, que estava na conferência para lutar pelos
direitos das pessoas com anemia falciforme.
 A paraense Michely, 29 anos, defensora dos direitos da população negra.
 O maranhense Carlivan, 30 anos, em luta pelos direitos das pessoas com deficiência.
 O documentário começou com uma pergunta, “o que move a participação social?”,
sem ideia da resposta, mas com um imenso interesse de conhecer. São muitas as lutas:
individuais e coletivas – e, ao conhecer essas lutas, vem a empatia.
 O aprendizado final da produtora foi: A própria luta move a luta que nos move.
Dica da Professora
Você pode assistir ao documentário completo no portal da Fiocruz ou no 
Canal Vídeo Saúde Distribuidora da Fiocruz.
Referências
ANASTACIO, E. et al. Intersetorialidade entre as políticas públicas de assistência social e saúde: desafios para a
promoção da saúde. Rev. Med. Minas Gerais, n. 26, supl. 8, p. 362-366, 2016. Disponível em:
http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/2179. Acesso em: 24 set. 2020.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [1988]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 4
ago. 2020.
CAMARDELO, A. M. P. et al. Controle Social: Desafios Políticos E Operacionais. In: JORNADA INTERNACIONAL DE
POLÍTICAS PÚBLICAS, 8., 2017, Maranhão. Anais [...]. Maranhão: UFMA, 2017. Disponível em:
http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2017/pdfs/eixo8/controlesocialdesafiospoliticoseoperacionais.pdf.
Acesso em: 24 set. 2020.
CARVALHO, A. F. S. Serviço Social e metodologia do trabalho integrado. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) –
Departamento de Sociologia, Instituto Universitário de Lisboa, 2009.
GOMEZ, C. M. Organização do controle social: avanços e entraves. In: GOMEZ, C. M.; VASCONCELLOS, L. C. F. (org.).
Controle Social na Saúde do Trabalhador. Rio de Janeiro: Ead/Ensp, 2009.
Referências
MONTAÑO, C.; DURIGUETTO, M. L. Estado, classe e movimento social. São Paulo: Cortez, 2010.
O QUE nos move. Direção de Daniela Muzi. Produção de Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro: Videosaúde 
Distribuidora da Fiocruz, 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ociUUGBJRfA. Acesso em: 4 ago. 
2020.
RAICHELIS, R. Esfera pública e conselhos de assistência social: caminhos da construção democrática. 6. ed. São
Paulo: Cortez, 2011.
SPOSATI, A. Do assistencialismo à assistência social: o modelo de seguridade social brasileiroIn: CONGRESO
INTERNACIONAL DEL CLAD SOBRE LA REFORMA DEL ESTADO Y DE LA ADMINISTRACIÓN PÚBLICA, 10., 2004, Madrid.
Anais [...]. España: Madrid, 2004.
TATAGIBA, L.; TEIXEIRA, A. C. C. Efeitos combinados dos movimentos de moradia sobre os programas habitacionais
autogestionários. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v. 24, n. 58, p. 85-102, 2016. Disponível em:
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782016000200085&lng=en&nrm=iso. Acesso em:
24 set. 2020.
Bons estudos!

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