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Conteudista: Prof.ª Esp. Paula de França Carmo da Silva Revisão Textual: Prof.ª Dra. Selma Aparecida Cesarin Material Teórico Material Complementar Referências Fisioterapia Dermatofuncional Aplicada a Alterações Tegumentares Faciais Introdução A pele é o maior órgão do corpo humano. É responsável por proteger o corpo do atrito, pela termorregulação, pela sensibilidade tátil, dolorosa, percepção de pressão, pela síntese de vitamina D, participa da excreção de suor e sebo, além de integrar o Sistema que impede a perda de água transepidermal e conferir o equilíbrio do manto hidrolípidico. É composta por duas camadas: epiderme (a que mantém contato como meio externo), e derme (Figura 1). A Epiderme é avascular e, em alguns locais, tem até 5 camadas. 1 / 3 Material Teórico Objetivo da Unidade: Desenvolver as capacidades e as habilidades para avaliação e atuação terapêutica nos distúrbios e nas alterações do tegumento e dos linfáticos faciais. Figura 1 – Camadas da pele e suas respectivas estruturas Fonte: Getty Images Epiderme Células da Epiderme Na epiderme vamos encontrar quatro tipos de células diferenciadas estrutural e funcionalmente: os queratinócitos, os melanócitos, as Células Lagerhans e as Células de Merkel. Queratinócitos São células dominantes da epiderme que se sobrepõem formando as seguintes camadas epidérmicas: Camada germinativa (ou camada basal): É na camada germinativa, por meio da mitose, que ocorre, em média entre 28 a 40 dias (conforme a idade), que são originados os queratinócitos, formando as outras camadas da epiderme; Camada espinhosa: Considerando de baixo para cima, após a camada germinativa, vamos encontrar a camada espinhosa; Camada granulosa: As estruturas citoplasmáticas da célula encontram-se consideravelmente modi�cadas e a membrana celular torna-se mais espessa. Dentro da célula, surgem os grãos de ceratoialina (queratina); Camada lúcida: A camada lúcida é mais abundante nas regiões da palma das mãos e na planta dos pés; Camada córnea: É a camada mais super�cial da epiderme. As células são completamente planas, sem as estruturas citoplasmáticas, e estão completamente cheias de queratina e impregnada de pigmentos. Melanócitos Os melanócitos são células responsáveis por produzir pigmentos denominados melanina, que conferem cor à pele. A quantidade de melanócitos distribuídos no organismo é igual em todos os fototipos (cor de pele, classi�cadas por uma proposta de Fitzpatrick). A diferença entre um e outro tipo de pele é a atividade dos melanócitos e, consequentemente, a quantidade e o tipo de pigmento). O melanócito é uma célula que apresenta o corpo celular globuloso com várias prolongações citoplasmáticas. Encontra-se na camada basal entre os queratinócitos e suas projeções citoplasmáticas estendem-se até o 3ª estrato da camada espinhosa. Síntese de Melanina ou Melanogênese Ocorre dentro do melanócito, por intermédio de várias reações bioquímicas entre um aminoácido (tirosina) e uma enzima (tirosinase). Após as reações enzimáticas entre a tirosina e a tirosinase, ocorre a síntese completa da melanina. O melanossoma perde a atividade tirosinática, recebendo o nome de grão de melanina. No momento em que a melanina está pronta, é fagocitada ou liberada através de suas projeções citoplasmáticas para dentro dos queratinócitos. A Eumelanina e a Feomelanina são os pigmentos que compõem a melanina, de�nindo a cor da pele e dos cabelos. Quando ocorre a predominância de Eumelanina (pigmento marrom ou negro), expressa-se a cor de pele mais escura. Quando ocorre a predominância de Feomelanina (pigmento amarelo ou vermelho-marrom), expressam-se os tons claros de pele. Saiba mais Melanócito é responsável por dar cor a cerca de 36 Queratinócitos. Células Langerhans São células móveis que realizam fagocitose, executando parte do mecanismo de defesa da pele e participando, inclusive, dos processos alérgicos. São consideradas as “sentinelas” da pele do Sistema Imunológico do organismo. Células de Merkel Células de Merkel são sensitivas e funcionam como receptoras do tato. Nutrição da epiderme A epiderme não é vascularizada. Sua nutrição se dá através dos cones papilares, por difusão do tecido conjuntivo (derme). Figura 2 – Estruturas da epiderme Fonte: Getty Images Figura 3 – Estruturas da epiderme Fonte: Getty Images Derme A derme pode ser analisada em duas partes distintas: aquela que �ca mais próxima da epiderme, a “derme papilar”, e a que �ca mais próxima do tecido adiposo, a “derme reticular”. Células Presentes na Derme Fibroblasto: são células presentes nos tecidos conjuntivos, sendo responsáveis pela produção de �bras colágenas, reticulares e �bras de elastina. Os �broblastos também são responsáveis pela produção da substância amorfa (substância fundamental) encontrada na derme; Histiócitos, mastócitos e macrófagos: têm a função de defesa da pele, realizando a fagocitose; Linfócitos e plasmócitos: são células sanguíneas presentes na derme que realizam a resposta imunológica. Vascularização da Pele A vascularização da pele é realizada pela microcirculação localizada na derme, sendo responsável pela nutrição dessas células localizadas na derme e das células que compõem a epiderme. Anexos Cutâneos Historicamente, para estudo, são considerados anexos cutâneos as estruturas que encontramos na derme, como as glândulas sebáceas, as glândulas sudoríparas, os folículos pilosos e as unhas. A glândula sebácea e a glândula sudorípara são responsáveis pela formação do manto hidrolipídico na superfície cutânea. Folículos Pilosos O folículo piloso é formado pela invaginação da epiderme para dentro da derme e é composto pela glândula sebácea, pelo músculo eretor do pelo, pelas terminações nervosas e pelas glândulas sudoríparas apócrinas. Os pelos são hastes queratinizadas produzidas pelos queratinócitos modi�cados (tricócitos), pelas células presentes no folículo pilossebáceo. A cor do pelo é determinada pela pigmentação produzida nos melanócitos e, consequentemente, pelo depósito da melanina na haste capilar. Quadro 1 – Reconhecimento Do Biotipo Cutâneo da Pele e Características Normal Secreção sebácea equilibrada; Poros não visíveis; Elasticidade e espessura normais. Oleosa (lipídica) Capa córnea grossa; Glândulas sebáceas hipertró�cas; Secreção das glândulas sebáceas e sudoríparas “abundante”; Pele com tendência a processos comedogênicos; Aspecto brilhante, tato untuoso e úmido. Acneica Capa córnea grossa; Orifício de saída da glândula sebácea dilatado; Secreção sebácea excessiva e mais espessa; Com comedões, pústulas, processo in�amatório; Aspecto brilhante. Seca (alípica) Pele com �na espessura; Sensível por ter menor secreção sebácea; A tendência de formação de rugas é maior. Mista É a mais comum: com característica oleosa na Zona T, e seca nas regiões malares (bochechas). Fototipos de Pele – Classi�cação de Fitzpatrick A mais famosa classi�cação dos fototipos cutâneos é a Escala Fitzpatrick, criada em 1976, pelo médico norte-americano Thomas B. Fitzpatrick. Ele classi�cou a pele em fototipos de um a seis, a partir da capacidade de cada pessoa de se bronzear, assim como, pela sensibilidade e vermelhidão quando exposta ao Sol, sendo: Quadro 2 1 Pele branca – Sempre queima – Nunca bronzeia – Muito sensível ao Sol; 2 Pele branca – Sempre queima – Bronzeia muito pouco – Sensível ao Sol;Cell 7 3 Pele morena clara – Queima (moderadamente) – Bronzeia (moderadamente) – Sensibilidade normal ao Sol; 4 Pele morena moderada – Queima (pouco) – Sempre bronzeia – Sensibilidade normal ao Sol; 5 Pele morena escura – Queima (raramente) – Sempre bronzeia – Pouco sensível ao Sol; 6 Pele negra – Nunca queima – Totalmente pigmentada – Insensível ao Sol. Acne A acne é uma doença que envolve a unidade pilossebácea. Sua origem é multifatorial e estudos comprovam que o seu aparecimento pode estar ligado a um mecanismo hormonal, um fatorgenético e um acúmulo de células no infra-infundíbulo e no acro-infundíbulo. Essa afecção surge no período da adolescência, pode perdurar alguns anos e, dependendo da sua gravidade, pode deixar sequelas permanentes. A acne ocorre com maior intensidade no sexo masculino do que no feminino e, atualmente, acredita-se que a sua causa seja decorrente da interação de alguns fatores, a saber: Hiperqueratinização folicular: obstrução dos óstios (folículos pilosos); Hiperprodução sebácea: produção excessiva de gordura (sebo) na glândula sebácea; Desequilíbrio da Microbiota: aumento dos micro-organismos (principal bactéria P. acnes); Processo In�amatório e infecção. Dependendo do grau in�amatório poderão ocorrer cicatrizes permanentes. Lesões Provocadas pela Acne Os comedões são compostos por queratina, detritos celulares, sebo, pelos, bactérias e fungos, que escurecem quando entram em contato com o ar (Figura 4): Comedões fechados: pequenos pontos de gordura brancos salientes; Comedões abertos: pontos escuros que, quando extraídos, apresentam uma cor branca amarelada, constituído de células córneas envolvidas no sebo; Pápulas: são pequenas in�amações visíveis da acne (saliências vermelhas, duras e de pequenas dimensões); Pústulas: desenvolvem-se sobre as pápulas, quando apresentam um ponto purulento; Nódulos: são as lesões que apresentam uma in�amação de maior dimensão e profundidade. Figura 4 – Tipos de acne Fonte: Getty Images Características e Denominações Conforme o número, intensidade e característica das lesões, a acne pode ser classi�cada em Formas Clínicas ou Graus de I a IV: Acne comedogênica: Grau I: caracteriza-se pela presença de muitos comedões, sem processo in�amatório; Acne pápulo/pústula: Grau II: caracteriza-se pela presença de comedões e algumas pústulas e pápulas; Acne nódulo cística: Grau III: há comedões, pápulas e pústulas. Há reação in�amatória que atinge a profundidade do folículo até o pelo (necessário orientação médica); Acne conglobata: Grau IV: constitui forma grave de acne, superior ao quadro anterior. Apresenta nódulos purulentos (com pus) numerosos e grandes, formando abscessos e cicatrizes atró�cas (necessário orientação médica). Hiperpigmentação Existem várias causas para o desenvolvimento de hiperpigmentações e, também, alguns tipos de hiperpigmentações. As hiperpigmentações ou, hipercormias, são caracterizadas pelo acúmulo de melanina em áreas especí�cas, que podem ser desencadeadas por fotoexposição solar, alterações hormonais, pós in�amações na pele e alterações endócrino-metabólicas, entre outras. Alguns tipos de hipercromias: Cloasma: é constituído por manchas marrons de contorno irregulares, localizadas simetricamente no rosto (testa, têmporas e maçãs do rosto), desencadeadas pela gravidez ou por anticoncepcionais administrados por via oral; Dermatite por perfume (ou por bijuteria): são manchas, de contornos irregulares, localizadas no rosto e no colo, consequências da ação sensibilizante de substâncias contidas nos perfumes (dermartite de Berloque, desencadeada pela presença de furocumarinas) e nos produtos cosméticos perfumados; Efélides ou sardas da cor ruiva: são pequenas manchas planas, de cor marrom-ocre que aumentam quando em exposição aos raios ultravioletas, disseminadas no rosto e nas partes descobertas do corpo; Hipercromias pós-in�amatórias: aparecem após agressão à pele, tais como queimaduras ou processo in�amatório. Estão mais ligadas ao tipo de agressão que ao grau de in�amação; Hiperpigmentação periorbital (círculos): é uma melanose redonda perto das pálpebras e da região periocular, onde há aumento de melanina nos melanócitos da epiderme. É um quadro hereditário de transmissão autossômica que se torna presente no período após a puberdade (não tem tratamento); Lentigens: são manchas lenticulares bem limitadas, planas ou pouco salientes, de coloração que varia do amarelo ao marrom-escuro. Não aparecem por causa da exposição à luz do Sol e aumentam o número de melanócitos na camada basal da epiderme; Lentigens senis ou de luz do Sol: são manchas escuras que aparecem no rosto, na parte de fora dos braços e dos antebraços em pessoas com mais de 50 anos de idade com histórico repetido de exposição à luz Solar; Melanodermatites por fotossensibilização: são pigmentações generalizadas devido à fotossensibilização medicamentosa; Melanodermia residual: é o aumento de melanófagos na derme como resposta a um processo in�amatório crônico que pode produzir zonas melanodérmicas; Melanose de Riehl: é uma pigmentação difusa que atinge as têmporas, a face, a testa, o colo. É consequência de fatores cosméticos, endócrinos e nervosos. São manchas com pontas de pequeno tamanho que se ampliam, formando um reticulado nos dois lados do pescoço e na base do bulbo capilar; Melasma: corresponde a hipermelanogênese facial marrom escuro que se desenvolve lenta e simetricamente, principalmente, em mulheres, e que tem sido associada a fatores hormonais, uso de perfumes em cosméticos, exposição à luz solar e herança familiar. Localizadas simetricamente no rosto (testa, têmporas e maçãs do rosto) (Figura 5): Figura 5 – Melasma Fonte: Getty Images Poiquilodermina de Civatte: é observada em mulheres na peri e na pós-menopausa, como manchas escuras localizadas nos dois lados e no V do pescoço, às vezes, com áreas atró�cas e telangiectasias; Queratoses senis ou actínicas ou melanoses solares: são manchas senis de cor variável, marrom, cinza ou preta, queratósicas, escamosas, com crostas que podem evoluir para um carcinoma. Fatores que In�uenciam a Melanogênese Fator genético: todos os estágios da melanogênese estão sob controle genético. As características dos melanossomas são codi�cadas pelos genes de pigmentação; Fator hormonal: a MSH (Melanocyte Stimulating Hormone), hormônio hipo�sário, estimula a melanogênese. Os estrogênios e a progesterona provocam a hiperpigmentação do rosto e da epiderme genital; Ação dos raios UV: a ação dos raios UV-B multiplica os melanócitos ativos e estimula a enzima tirosinase. A produção aumentada de melanina é uma reação defensiva da pele, promovendo a formação do eritema actínico (pigmentação indireta). A radiação UV-A oxida e escurece os precursores incolores da melanina, promovendo uma pigmentação sem eritema (pigmentação direta). Envelhecimento da Pele A pele sofre alterações em seu aspecto e alterações histológicas durante o processo de envelhecimento. Esse envelhecimento pode ser intrínseco, biológico ou cronológico, que nada mais é do que o envelhecimento natural da pele e o envelhecimento extrínseco que, por muitos anos, foi denominado apenas fotoenvelhecimento. O envelhecimento extrínseco da pele é causado por agentes exógenos (mecânicos, químicos e climáticos, entre outros) como, Para controle das hiperpigmentações é importante o uso de princípios ativos despigmentantes e clareadores, no intuito de controle da cascata de melanogênese. Quanto maior o fototipo, maior a probabilidade de hiperpigmentações pós-in�amatórias e piora do quadro. Prioriza-se o uso desses princípios ativos 21 dias antes do procedimento, interrompendo seu uso 3 dias antes do procedimento. por exemplo, a irradiação solar ultravioleta (UVA e UVB), que é considerada o grande agente causador do Fotoenvelhecimento. Fotoenvelhecimento é o termo utilizado para explicar, principalmente, a ação cumulativa da radiação Solar, determinando uma série de alterações nas células e nos constituintes da pele. O fotoenvelhecimento está presente em todos os habitantes da Terra, e a época do seu desenvolvimento depende: Do tipo de pele; Da intensidade e da quantidade (tempo) de exposição solar. A Teoria que explica o Fotoenvelhecimento é a Teoria dos Radicais Livres. Teoria dos Radicais Livres Esta Teoria estabelece que as alterações �siológicas e degenerativas que ocorrem com o passar dos anos devem-se ao acúmulo no organismo de substâncias tóxicas, conhecidas como radicais livres. GlossárioRadicais Livres (RL): de maneira simples, o termo Radical Livre refere-se a átomo ou molécula altamente reativos, que contêm número ímpar (ou desemparelhado) de elétrons em sua última camada Produzindo Radicais Livres Radicais livres são produzidos continuamente nas células, tanto por meio de processos patológicos quanto de mecanismos �siológicos. Pode ser por fonte: endógena e exógena. Principais Fontes Endógenas (internas) Respiração celular – Processo que ocorre nas mitocôndrias: 4% do oxigênio consumido durante a respiração celular transforma-se em radical livre; Reações de defesa – Atuação dos neutró�los e macrófagos (fagocitose) contra bactérias e micro-organismos. Principais Radicais Livres Produzidos em Processos Metabólicos Também Chamados de Espécies Reativas do Metabolismo do Oxigênio (ERMO ou ERO) Ânion superóxido (O2-); Peróxido de hidrogênio (H2O2 – Água oxigenada); eletrônica. É este não emparelhamento de elétrons da última camada que confere alta reatividade a esses átomos ou moléculas. Essa instabilidade estrutural faz com que essas moléculas tendam desesperadamente a roubar um elétron de qualquer outra substância, a �m de se estabilizar. Radical hidróxila (OH-). Principais Enzimas que Participam da Defesa Celular das Fontes Endógenas (Internas) Catalase – Proteína que degrada o peróxido de hidrogênio (H2O2) em água; Superóxido dismutase (SOD) – Que transforma o ânion superóxido (O2-) em peróxido de hidrogênio; A dupla glutationa-peroxidase e glutationa-redutase – Que atua na remoção de hidroperóxidos (OH-) orgânicos durante a peroxidação dos lipídios. Fontes Exógenas (Externas) Excesso de bebida alcoólica; Antibióticos, quimioterápicos; Tabaco (vasoconstrição diminuindo a oxigenação); Agressões ambientais (frio, vento, poluição); Fatores nutritivos (falta de vitamina A, C e E); Fatores nutritivos (falta de oligoelementos: cobre, zinco etc.); Radiação ultravioleta – Luz solar abundante nos horários em que os raios UV são mais agressivos. Aspectos Histopatológicos e Histoquímicos no Fotoenvelhecimento Alteração do melanócito – Hiper ou hipopigmentação; Diminuição da capacidade imunológica (Células de Langherans diminuem aproximadamente 50%); Alteração na produção de �bras colágenas e de elastina; Modi�cação do tecido conjuntivo; Superprodução da enzima elastase que degrada as �bras colágenas; Aumento das colagenases que degradam as �bras colágenas. Recursos Eletrotermofototerapêuticos Aplicados às Afecções Estéticas Faciais Técnicas Eeletroterápicas Estéticas Iontoforese A iontoforese ou ionização é uma Técnica utilizada para a introdução de determinadas substâncias através da pele, usando dois eletrodos, sendo um polo positivo e um polo negativo. A corrente contínua, nesta técnica, atua como veículo para o transporte de uma substância, que é o agente terapêutico estético. Princípios básicos para a aplicação Estado da pele A pele tem de estar limpa e isenta de qualquer substância que impeça a condutividade elétrica (produtos de higienização, esfoliantes, cremes etc.). Substâncias Existe uma grande variedade de substâncias que podem ser utilizadas no âmbito da iontoforese. Um dos principais fatores para que esse processo ocorra é que a substância a ser utilizada seja eletrolítica, isto é, dissocie-se em íons. Cabe ao fabricante do produto indicar qual a polaridade iônica da substância, para que se possa eleger o eletrodo (positivo ou negativo) corretamente. Eletrodo ativo e eletrodo passivo É considerado eletrodo ativo aquele utilizado para repelir substâncias iônicas com cargas iguais. Considera-se eletrodo passivo aquele que fecha o circuito, e é oposto ao ativo. Você Sabia? Cargas elétricas iguais se repelem e cargas diferentes se atraem. Peças de diversos tamanhos e modelos (rolinhos, esferas e ponteiras) fazem parte dos equipamentos. Elas são acopladas aos eletrodos para a execução da técnica. O importante é que a peça tenha uma correta adaptação à superfície do local em que se está trabalhando. O tempo depende do tamanho da peça que está sendo utilizada para fazer a iontoforese. O importante é que esse movimento seja lento ao máximo e constante – evite �car com a peça parada no local em que está trabalhando, pois poderá desencadear uma lesão (queimadura química). A intensidade varia de acordo com o tamanho da peça que se está utilizando, podendo ser miliampère (mA) ou microampère (mA). Geralmente, o fabricante indica a intensidade máxima que se pode utilizar em cada peça. A intensidade também pode variar de acordo com o local, o estado (preparo) e o grau de umidade (hidratação ou desidratação) da pele e sensibilidade do cliente. Microcorrentes O princípio básico das correntes variáveis com parâmetros de medida em micro foi descrito em 1982, por Ngok. Cheng, M. D. na Universidade de Louvain, na Bélgica. Cheng constatou que na utilização de estímulos elétricos em tecidos, usando de 50 a 1.000uA, os níveis de ATP (trifosfato de adenosina) aumentaram de 300 a 500%. Com correntes de 100 a 500uA, os efeitos foram similares. Foram observados efeitos similares na síntese de proteínas pelo aumento do transporte de aminoácidos de 30 a 40%. Principais características da corrente Frequência: de 1 a 400Hz; Intensidade: de 20 microampère a 500 microampère. Efeitos �siológicos da microcorrente Produz um estímulo signi�cativo da microcirculação cutânea e, consequentemente, melhoria na nutrição e na oxigenação dos tecidos, gerando revitalização cutânea; Produz estimulação dos �broblastos, melhorando sua biossíntese; Estimula a malha linfática super�cial. Dosimetria Normalização: frequência de 0,5HZ e intensidade de 50µA; Revitalização: frequência de 100HZ e intensidade de 100µa; Sustentação: frequência de 200HZ e intensidade de 300µA. Alta Frequência A alta frequência é uma Técnica Estética na qual são utilizados vários modelos de eletrodos de vidro, que são conectados a um “porta eletrodo”. Esta técnica é produzida por um equipamento que cria correntes variáveis alternadas de elevada frequência (superior a 100.000HZ), recebendo o nome genérico de “Alta Frequência”. Efeitos Fisiológicos Térmicos O efeito térmico é provocado pela passagem de um arco voltaico (do eletrodo para a pessoa que está em contato) que, ao entrar em contato com o cliente, deixa sobre a pele uma determinada quantidade de energia em forma de calor. Vasodilatador A alta frequência produz um estímulo na circulação periférica que, por sua vez, provoca uma ação vasodilatadora. Métodos de aplicação Conforme o método da aplicação da Alta frequência, obtém-se uma ação �siológica. Aplicação direta Ação �siológica: calmante e descongestionante Esta técnica é realizada de maneira tal que o eletrodo é aplicado diretamente sobre a pele, de modo que seja mantido permanentemente sobre ela. Essa aplicação deve ser efetuada onde houver necessidade, com uma massagem suave e lenta em toda a superfície. Aplicação direta com pequena distância Ação �siológica: bactericida e antisséptica Esta ação é desencadeada quando se aplica o eletrodo de vidro a uma pequena distância da pele (milímetros). A ação bactericida e antisséptica é desencadeada, sobretudo, devido à formação de ozônio que ocorre quando a chispa (faísca) sai do eletrodo e, ao atravessar a pequena camada de ar que existe entre o eletrodo e a pele, desencadeia um fenômeno. Esse fenômeno é uma ação física que converte o oxigênio ambiental em ozônio, o que explica suas propriedades bactericidas e antissépticas. O Alta Frequência também é usado na Estética com �ns de cauterização de pequenas lesões cutâneas, por meio do efeito térmico. Essa técnica se aplica a uma pequena distância da pele, com um eletrodo pontiagudo denominado cauterizador, no qual se concentra toda a energia num único ponto. Ao utilizar essa técnica, é necessário tomar muito cuidado para não desencadear uma queimadura na pele. Radiofrequência Radiofrequência sãoas radiações compreendidas no espectro eletromagnético entre 30KHZ e 3GHz, sendo as mais utilizadas nos tratamentos estéticos entre 0,5MHz e 1,5MHz, mas no Mercado, encontramos Equipamentos com frequência em torno de 6MHz e 40,68MHz, utilizada para tratar �acidez tissular. Importante! As correntes de Alta Frequência NUNCA devem ser aplicadas em peles molhadas com líquidos in�amáveis, pois as faíscas geradas podem provocar combustão e produzir queimaduras. Sua forma de onda é bifásica sinusoidal e atua por conversão. Essa conversão é gerada pelos fenômenos físicos: Movimento iônico: as cargas elétricas são atraídas e repelidas ao mudar a polaridade da corrente e, dessa forma, resulta em calor; Movimento da rotação de moléculas dipolares: a molécula de H²O, quando exposta à radiofrequência, gira em torno de seu eixo aproximando as áreas de carga ao eletrodo de polaridade oposta, causando colisão entre os tecidos e, consequentemente, aumentando a temperatura; Distorção molecular: os elétrons em torno do núcleo são atraídos para sofrer uma distorção de sua órbita, gerando uma conversão de energia elétrica em calórica. Para a e�cácia da radiofrequência, devemos sempre aquecer o local tratado e manter esse aquecimento por cerca de 7 minutos; Aquecimento facial: entre 38°C e 40°C. A dosimetria depende de cada equipamento. O veículo condutor pode ser gel, gel glicerinado ou glicerina líquida (isso é determinado pelo fabricante do equipamento). Sempre se deve levar em consideração a hiperemia local e o conforto do paciente durante a aplicação. A temperatura do local deve ser aferida do início ao �nal da sessão, com intervalos máximos de 1 minuto. Recursos Manuais Aplicados às Afecções Estéticas Faciais Os recursos manuais em Estética Facial podem ser utilizados para melhorar a perfusão local, a estimulação muscular, por meio de toques �rmes e rápidos, para diminuir a estase linfática e eliminar metabólitos nos quadros de acne e, ainda, a liberação miofascial pode ser utilizada com o intuito de promover melhor deslizamento entre a tela subcutânea, a fáscia e o músculo. A drenagem linfática pode ser incluída como recurso manual em grande parte dos tratamentos estéticos. Cosmetologia Aplicada às Afecções Estéticas Faciais Cosméticos são produtos de uso externo nas diversas partes do corpo, com o objetivo de limpar, perfumar, alterar a aparência, corrigir odores corporais, proteger ou manter em bom estado (registro grau 1 na Anvisa, conforme RDC nº 211/2005); Dermocosméticos são produtos com ativos que agem nas partes mais profundas da pele, produzindo melhora de dentro para fora, sendo considerados um tipo de produto intermediário entre os medicamentos e os cosméticos (registro grau 2 na Anvisa). Permeação Cutânea e Permeabilidade Celular Existem duas formas de permeação cutânea: Via transepidérmica: é a principal via de penetração. O produto passa pelo estrato córneo (intracelular ou intercelular); Via transanexial ou transfolicular: é considerada uma via de acesso transitório, em que a penetração do produto na unidade pilossebácea vai depender da saturação do estrato córneo e da epiderme, assim como das características físicas e químicas do produto em contato com a pele. Veículos Veículos ou formas cosméticas são substâncias que determinam a consistência e a forma que determinado produto terá, bem como são responsáveis pela introdução dos princípios ativos na pele. Existem vários tipos de formas cosméticas, dependendo da �nalidade de cada produto, que estão apresentadas a seguir. Emulsão São formas cosméticas compostas por substâncias aquosas e oleosas. Podem ser do tipo: A/O (água em óleo): têm maior quantidade de óleo em sua composição. Indicadas para peles secas; O/A (óleo em água): têm maior quantidade de água em sua composição. Indicadas para peles normais, mistas e levemente oleosas. Destinam-se à limpeza, à ação demaquilante, à hidratação ou à nutrição. Gel Forma cosmética viscosa, obtida pela dispersão de partículas hidró�las (coloides) em um líquido (água, propilenoglicol, álcool), transparentes ou não que, ao secar, deixam uma película invisível sobre a pele. Por não conter material graxo, os géis são indicados para peles lipídicas. Óleo Mistura de matérias-primas oleosas. Princípios Ativos Princípios ativos são as matérias-primas responsáveis pelo efeito do produto quando aplicado corretamente. Podemos dizer que os princípios ativos são os responsáveis pelo “tratamento”. Cabe ressaltar que, na maior parte dos casos, a e�ciência de um princípio ativo depende da sua capacidade de permear a pele e atingir seu local de ação. Tal capacidade depende de fatores relacionados à estrutura da pele, ao próprio princípio ativo e ao veículo adequado. Sendo assim, podemos concluir que os princípios ativos são misturados aos veículos para a obtenção do produto �nal desejado, o qual vai ter uma indicação especí�ca. Hidratantes A desidratação e a diminuição da elasticidade ocorrem quando a perda de água do extrato córneo é maior do que a sua reposição. Retém a umidade na camada córnea e reduz a ação irritante causada por alguns detergentes. As formulações de hidratantes podem conter Produtos de ação semioclusiva: óleos vegetais, óleos minerais, gorduras, ácido hialurônico e ceras vegetais; Produtos umectantes: propilenoglicol, sorbitol, glicerina e pantenol; Produtos hidro-repelentes: derivados do silicone. Exemplos de ativos hidratantes Ácido hialurônico: devido ao seu grande peso molecular, não é absorvido pela epiderme. Forma um �no �lme viscoelástico, levemente permeável e invisível, que protege e retém grande quantidade de umidade na superfície da pele; Algas marinhas: ricas em vitaminas, sais minerais, proteínas, iodo e polissacarídeos, promovem toni�cação e hidratação; Aminoácidos: unidades formadoras das moléculas de proteína. Tem um bom poder de penetração, vez que seu peso molecular é baixo; Aveia: rica em proteínas, vitaminas do complexo A, B e E, enzimas, sais de cálcio, ferro, sódio e potássio. Atua como hidratante, emoliente e revitalizante; Ceramida: constituinte da camada córnea. Regenera a pele dani�cada por agentes químicos, peeling e condições climáticas; Colágeno: proteína estrutural do organismo. Retém a umidade na camada córnea e reduz a ação irritante causada por alguns detergentes; Elastina: responsável pela elasticidade dos tecidos. Retém a umidade na camada córnea; NMF: reprodução do fator de hidratação natural, de origem sintética. Mistura de aminoácidos, lactato de sódio, ureia e alantoína. Altamente umectante; Ureia: hidratante e estimulante da regeneração celular. Nutrição Os nutritivos são responsáveis por repor nutrientes e substâncias recuperadoras na camada hidrolipídica da pele. Contêm ativos que promovem a regeneração, a conservação e a proteção dessa camada, prevenindo o envelhecimento cutâneo. Como o processo de mitose celular é maximizado durante as primeiras horas da manhã, a nutrição da pele deve ser feita durante a noite, visando repor os componentes lipídicos do manto córneo. Entre os princípios ativos nutritivos, podemos citar os antioxidantes (antirradicais livres), os oligoelementos e as vitaminas. Antioxidantes (antirradicais livres) Ácido alfalipoico: antioxidante universal. Melhora a aparência, promove diminuição dos poros dilatados, das linhas de expressão e das olheiras; Coenzima Q10: ação antioxidante e estabilizadora de membrana celular; Drieline: estimulante da síntese de colágeno, antioxidantes, cicatrizante, anti-irritativo, anti-in�amatório e regenerador celular; Extrato de Artemísia: extrato das �ores de Artemísia rico em �avonoides, taninos, lactonas, ácido clorogênico e óleos essenciais, que apresenta propriedades antioxidantes, anti-in�amatórias e antimicrobiana; Matrixyl: estimula a formação de colágeno na derme. Tem propriedades de renovação celular mais efetiva que a vitamina C. Oligoelementos São substâncias que existem em quantidadesminúsculas nos organismos vivos. São importantes porque ativam e catalisam grande número de reações que ocorrem nos seres vivos. Exemplos Enxofre e selênio: o enxofre interage com o selênio para formar a enzima glutationa- peroxidase, com importante ação antioxidante; Zinco: necessário para a síntese de proteínas. Regula o �uxo sebáceo e, junto com a vitamina A, é responsável pela renovação celular. Tem propriedades calmantes e antioxidante; Cálcio e magnésio: regulam as trocas celulares e participam da síntese de neuromediadores; Silício: atua diretamente sobre o metabolismo celular, estimulando as �bras de sustentação da pele (colágeno, elastina e proteoglicanas), conferindo �rmeza e tonicidade aos tecidos e prevenindo o envelhecimento da pele. Protege as células cutâneas dos Radicais Livres e auxilia na retenção de moléculas de água sobre a pele. Vitaminas As vitaminas são normalmente adicionadas a produtos cosméticos como estimulantes da proliferação celular e como antioxidantes. Podem ser: Hidrossolúveis: complexo B e vitamina C; Lipossolúveis: vitaminas A, D, E, K e F. Princípios Ativos Antiacneico Os antiacneicos são princípios ativos que têm a capacidade de atuar na glândula sebácea, desencadeando os seguintes efeitos e propriedades: 1. Propriedades anti-in�amatórias, descongestionantes e calmantes; 2. Propriedades antissépticas; 3. Propriedades queratolíticas; 4. Propriedades sebo reguladoras. Princípios ativos utilizados na pele oleosa e acneica: Ácido glicólico: regula a queratinização por meio da diminuição das ligações entre os corneócitos; Ácido salicílico: ácido com propriedades queratolíticas e antimicrobianas, ou seja, a�na a camada espessa da pele e evita a contaminação por bactérias e fungos oportunistas; Agrião: antiacneico, antisseborreico; Alfa bisabolol: anti-in�amatório, calmante; Azuleno: anti-in�amatório; Calêndula: cicatrizante, anti-in�amatório; Camomila: calmante, anti-in�amatório; Hamamélis: adstringente; Triclosan/Irgasan: bactericida; Óleo de melaleuca: antimicrobiano e anti-in�amatório; Própolis: antimicrobiano, anti-in�amatório; Sulfato de zinco: adstringente, antisséptico. Clareadores Os clareadores são princípios ativos que previnem o aparecimento dos melasmas, do cloasma ou hiperpigmentações (manchas) e suavizam as já existentes, inibindo a atividade da tirosinase, diminuindo a produção de melanina: Ácido kójico: obtido da biofermentação do arroz. Quelante do metal cobre (elemento de que a enzima tirosina depende para a formação de melanina); Alpha-arbutin: inibe a atividade da tirosinase, diminuindo a produção de melanina; Biowhite: composto de extratos vegetais que atuam inibindo a tirosinase; Hidroquinona: inibe a atividade da tirosinase. Apresenta citotoxicidade aos melanócitos; Melawhite: inibe a tirosinase no estágio inicial da melanogênese; Melaslow: atua pela inibição da tirosinase e diminui a quantidade de melanina; Melfade: complexo clareador da pele, extraído da uva-ursi. Inibe a tirosinase. Peelings A palavra peeling, do verbo em inglês to peel, signi�ca esfoliar, tirar a pele, descamar. Convencionou-se usar a palavra peeling para as técnicas que constituem uma forma acelerada de esfoliação induzida por diversos agentes. Os peelings têm a função de acelerar, de maneira controlada, a eliminação das células da epiderme e ou da derme com subsequente regeneração de novos tecidos, como também aumentar a permeação de princípios ativos. Podemos classi�car os tipos de peelings de acordo com o agente indutor de escamação (químicos, físicos mecânicos e enzimáticos) e por profundidade da pele, em que estes agentes possam agir conforme sua penetrabilidade. Tabela 1 - Principais tipos de peelings Tipo Características Profundidade Químico Ácidos: salicílico, mandélico, glicólico, tricloroacético (ATA) e outros com ação descamativa Sua atuação depende da sua concentração Super�cial a profundo Físico Radiação a laser Lasers térmicos Super�cial a profundo Físico–cosméticos Substâncias abrasivas são veiculadas em gel, cremes, emulsões ou loções (minerais pulverizados, semente de frutas, microesferas de polietileno, cristais de óxido de alumínio) e argilas (substâncias terrosas) Super�cial Mecânico com aparelhos Sistema Abrasivo Dermo ou Microdermoabrasão Lixas (peeling de Cristal) Microesferas (peeling de Cristal) Super�cial a profundo Tipo Características Profundidade Enzimáticos Enzimas naturais com capacidade de hidrolizar a queratina. Papaína (mamão) Bromelina (abacaxi) Quimiotripsina (abóbora = pupkin) Super�cial Classi�cação dos peelings segundo a sua profundidade Processo Atuação Super�cial Camada Córnea Médios (médico) Epiderme até a camada Basal (transpiração de sangue na derme) Profundos (médico) Epiderme, derme papilar e derme reticular *limite máximo que pode originar cicatrizes permanentes Os peelings podem ser associados a procedimentos para acne, revitalização cutânea, nutrição, hidratação e no clareamento de manchas da pele. Indicações gerais dos peelings Prevenção e tratamento do envelhecimento cutâneo; Fotoenvelhecimento; Hiperpigmentações; Peles secas – Desvitalizadas; Complementos de tratamentos estéticos; Facilita a extração na limpeza de pele. Importante Antes de aplicar o peeling, �que atento às/ao: Orientações do fabricante; Biotipo e às necessidades cutâneas; Fototipo cutâneo. Procedimentos Faciais A função e a indicação dos cosméticos faciais devem estar de acordo com o biotipo e a necessidade cutânea. Para isso, devemos estar atentos aos princípios ativos e veículos para a obtenção do resultado desejado. Higienização da Pele Os cosméticos destinados à higienização podem ser apresentados em diversas formas cosméticas, tais como: Leites ou loções de limpeza – São os produtos mais indicados para peles normais a secas; Gel de limpeza – É o produto mais indicado para peles mistas a oleosas. São produtos que não devem ser absorvidos pela pele e nem podem permanecer muito tempo sobre ela. Além disso, não devem ser muito �uidos ou muito espessos, para que possam ser espalhados facilmente sobre a pele e, principalmente, devem ser de fácil eliminação. Função: retirar as impurezas da pele; Indicação: em todos os procedimentos faciais. Toni�cação As loções tônicas geralmente são líquidas, podendo ser transparentes ou opacas. De acordo com os princípios ativos, podem ser adstringentes, antissépticas, calmantes, hidratantes, descongestionantes etc. Função: fechar os óstios (ação adstringente), reestabelecer o pH cutâneo e ajudar a retirar possíveis resíduos de produtos de limpeza. Esfoliação Consiste na aplicação de cosméticos que têm substâncias abrasivas que atuam na epiderme. Os principais agentes esfoliantes são: sílica, microesferas de polietileno, pó de caroço de damasco (apricot), pó de folhas de plantas como melaleuca, cavalinha etc. diatomáceas (algas). Função: remover as células mortas, diminuir a impedância a pele Emolientes de Comedões Geralmente, é um produto emoliente não comedogênico, que tem como �nalidade facilitar a extração dos comedões e da seborreia. Facilita a extração na limpeza de pele. Hidratantes São produtos que intervêm no processo de reposição do teor de água da pele de maneira ativa. Nutritivos Os produtos nutritivos contêm ativos que levam nutrientes para a pele, a �m de promover a regeneração, a conservação e a proteção, prevenindo o envelhecimento cutâneo. Máscaras Existem vários tipos de máscaras, que se diferenciam de acordo com as características físico- químicas e podem apresentar vários aspectos em relação à sua forma: Cremosa: indicada para peles secas e normais; Fluidas/transparentes: para todos os tipos de pele; Gelatinosas: para peles oleosas e mistas; Hidroplásticas: para todos os tipos de peles; Função: as máscaras têm diversas funções, dependendo do princípio ativo e da indicação; Indicação: a indicação e o efeito damáscara estão diretamente relacionados aos princípios ativos incorporados, podendo ser os apresentados a seguir. Máscara calmante Utilizada nas limpezas de pele, para procedimentos em peles sensíveis e acneicas, entre outras. Máscara adstringente Indicada para peles oleosas e mistas. Máscara nutritiva Utilizada em tratamentos para peles desvitalizadas e envelhecidas. Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Leitura Mechanisms Regulating Melanogenesis 2 / 3 Material Complementar SCIELO VEJA EM SCIELO Page 1 of 8 ▲ Mechanisms regulating melanogenesis* Mecanismos reguladores da melanogênese Inês Ferreira dos Santos Videira1 Daniel Filipe Lima Moura2 Sofia Magina3 Abstract: Skin pigmentation is an important human phenotypic trait whose regulation, in spite ofrecent advances, has not yet been fully understood. The pigment melanin is produced in melanosomesby melanocytes in a complex process called melanogenesis. The melanocyte interacts with endocrine,immune, inflammatory and central nervous systems, and its activity is also regulated by extrinsic factorssuch as ultraviolet radiation and drugs. We have carried out a review of the current understanding ofintrinsic and extrinsic factors regulating skin pigmentation, the melanogenesis stages and related genedefects. We focused on melanocyte-keratinocyte interaction, activation of melanocortin type 1 receptor(MC1-R) by peptides (melanocyte-stimulating hormone and adrenocorticotropic hormone) resultingfrom proopiomelanocortin (POMC) cleavage, and mechanisms of ultraviolet-induced skin pigmenta- tion. The identification and comprehension of the melanogenesis mechanism facilitate the understan ding of the pathogenesis of pigmentation disorders and the REVIEW 76 Page 1 / 8 https://www.scielo.br/ https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//www.scielo.br/j/abd/a/gGQNYKcbCcD5mYKCTDpBRYm/%3Flang%3Den%26format%3Dpdf&embedded=true Avaliação e tratamento do doente com acne – Parte I: Epidemiologia, etiopatogenia, clínica, classi�cação, impacto psicossocial, mitos e realidades, diagnóstico diferencial e estudos complementares In�uência do envelhecimento na qualidade da pele de mulheres brancas: o papel do colágeno, da densidade de material elástico e da vascularização SCIELO SCIELO VEJA EM SCIELO Page 1 of 7 59dossier: pele Américo Figueiredo, 1 António Massa, 2 António Picoto, 3 António Pinto Soares, 4 Artur Sousa Basto, 5 Campos Lopes, 6 Carlos Resende, 7 Clarisse Rebelo, 8 Francisco Menezes Brandão, 9 Gabriela Marques Pinto, 10 Hugo Schönenberger de Oliveira, 11 Manuela Selores, 12 Margarida Gonçalo, 13 Rui Tavares Bello14 Avaliação e tratamento do doente com acne – Parte I: Epidemiologia, etiopatogenia, clínica, classificação, impacto psicossocial, mitos e realidades, diagnóstico diferencial e estudos complementares Page 1 / 7 SCIELO Page 1 of 8 Influência do envelhecimento na qualidade da pele de mulheres brancas Influência do envelhecimento na qualidade da pele de mulheres brancas: o papel do colágeno, da densidade de material elástico e da vascularização Influence of aging on the skin quality of white-skinned women: the role of collagen, elastic material density, and vascularization RESUMO I t d ã O bj ti d t t d é li i fl ê i d Morgana Clá diA id ARTIGO ORIGINAL Vendramin FS et al. Franco T et al. https://scielo.pt/ https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//scielo.pt/pdf/rpcg/v27n1/v27n1a11.pdf&embedded=true https://www.scielo.br/ Dermatologia na pele negra Associação de emblica, licorice e belides como alternativa à hidroquinona no tratamento clínico do melasma VEJA EM SCIELO Introdução: O objetivo deste estudo é avaliar a influência do envelhecimento na qualidadeda pele de mulheres brancas, analisando o colágeno, as fibras elásticas e a vascularização.Método: Foi realizada análise histológica e morfométrica de 218 retalhos pré-auricularesde mulheres brancas, que se submeteram a cirurgia estética facial. Foram utilizados oimunomarcador AntiCD 34, que evidencia os vasos sanguíneos, a coloração de Weigert,para visibilização das fibras elásticas, e a coloração de Picrosirius Ultrared, para analisare quantificar os colágenos I, III e total. Os dados foram analisados de CláudiaAparecida BergamoOrtolan1 Maria de Lourdes Pessole Biondo- Simões2Eloina do Rocio Valenga Baroni3 André Page 1 / 8 SCIELO VEJA EM SCIELO Page 1 of 14 7 Educação Médica Continuada Resumo: Este estudo aborda a dermatologia na pele negra. Inicialmente, discute os conceitos de raçae etnia, assim como os critérios de classificação da população brasileira, indicando as regiões em quea população negra se concentra. A seguir, faz breve explanação sobre os sistemas de classificação dacor da pele e descreve particularidades estruturais, biológicas e funcionais da epiderme, derme e ane- xos cutâneos que diferenciam as peles clara e escura. Posteriormente, mostra algumas alterações fisio- lógicas comumente observadas na pele, nas unhas e nas mucosas dos indivíduos negros. Aponta, tam- bém, alguns padrões de reações e modificações da cor das lesões, decorrentes da hiperpigmentaçãocutânea, que determinam aspectos inusitados às dermatoses, dificultando seu reconhecimento.Finalmente, destaca algumas doenças em especial, enfatizando particularidades inerentes ao padrãodas lesões e à freqüência de algumas dermatoses na pele negra. Nesse contexto, a intenção foi forne- cer dados para auxiliar o dermatologista a se familiarizar com as diferentes nuanças que as doençaspodem adquirir na pele mais pigmentada.Palavras-chave: Dermatopatias; Grupos étnicos; Grupos de populações continentais; Pigmentação da pele Abstract: This study approaches dermatology in dark skinned individuals First it Dermatologia na pele negra * Dermatology in black skin* Mauricio Mota de Avelar Alchorne 1 Marilda Aparecida Milanez Morgado de Abreu 2 Page 1 / 14 SCIELO Page 1 of 8 INVESTIGAÇÃO ▲ Associação de emblica, licorice e belides como alternativa à hidroquinona no tratamento clínico do melasma* Association of emblica, licorice and belides as an alternative to hydroquinone in the clinical treatment of melasma Adilson Costa 1 Thaís Abdalla Moisés 2 Tatiana Cordero 3 Caroline Romanelli Tiburcio Alves 4 613 https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//www.scielo.br/j/rbcp/a/43chhFqXtmmqTFwYbjZPXLQ/%3Fformat%3Dpdf%26lang%3Dpt&embedded=true https://www.scielo.br/ https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//www.scielo.br/j/abd/a/N7XSYHgsYNptLnxw5XLtb3m/%3Fformat%3Dpdf%26lang%3Dpt&embedded=true https://www.scielo.br/ Fisiopatologia do melasma Acne vulgar Diagnóstico e manejo pelo médico de família e comunidade ACESSE VEJA EM SCIELO at a a Co de o 3 Ca o e o a e bu c o es Juliana Marmirori 5 Resumo: FUNDAMENTOS: Melasma é uma melanodermia comum, cuja terapêutica representa um desafio clínico.OBJETIVOS: Avaliar a eficácia e segurança clínicas do complexo despigmentante emblica, licorice e belides, emcomparação à hidroquinona 2%, na abordagem do melasma.MÉTODOS: Após 60 dias de uso exclusivo de fotoprotetor FPS35, 56 mulheres com idades entre 18 e 60 anos,fotótipos I a IV, com melasma epidérmico ou misto, foram divididas em dois grupos de um estudo clínico mono- cego: A) creme contendo complexo despigmentante emblica, licorice e belides 7%, usado duas vezes ao dia; B)creme de hidroquinona 2%, usado à noite. O estudo durou 60 dias consecutivos e avaliações médica, das volun- tárias (auto-avaliação) e fotográfica (Visia®) foram realizadas quinzenalmente.RESULTADOS: 89% das voluntárias (50/56), 23 do Grupo A e 27 do Grupo B, concluíram o estudo. Duas voluntáriasdo Grupo A contra sete do Grupo B apresentaram eventos adversos leves transitórios. Houve despigmentaçãodo melasma pelas avaliações médica (Grupo A: 78,3%; Grupo B: 88,9%) e auto-avaliação (Grupo A: 91,3%; GrupoB: 92,6%), todos estatisticamente significantes (p0,05).O mesmopadrão foi observado pelo Visia® , tanto no número (p = 0,001) quanto no tamanho e no tom (p0,05) nas Page 1 / 8 SCIELO VEJA EM SCIELO Page 1 of 13 623 ▲ Fisiopatologia do melasma* Physiopathology of melasma Luciane Donida Bartoli Miot 1 Hélio Amante Miot 2 Márcia Guimarães da Silva 3 Mariângela Esther Alencar Marques 4 Resumo: Melasma é uma dermatose comum que cursa com alteração da cor da pele normal, resultanteda hiperatividade melanocítica focal epidérmica de clones de melanócitos hiperfuncionantes, com con- sequente hiperpigmentação melânica induzida, principalmente, pela radiação ultravioleta.Clinicamente, caracteriza-se por manchas acastanhadas, localizadas preferencialmente na face, emborapossa acometer também região cervical, torácica anterior e membros superiores.Mulheres em período fértil e de fototipos intermediários representam as populações mais acometidas.Grande parte de sua fisiopatogenia permanece desconhecida, havendo relação com f t étih i d di t éti d i ti REVISÃO Page 1 / 13 http://file///C:/Users/944360/Downloads/754-Texto%20do%20artigo-5197-1-10-20140214.pdf https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//www.scielo.br/j/abd/a/tSLcgLcsvw59NSqMqk5zsXd/%3Flang%3Dpt%26format%3Dpdf&embedded=true https://www.scielo.br/ https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//www.scielo.br/j/abd/a/gnfdb3Lp8fzRWqptsjfYtqr/%3Flang%3Dpt%26format%3Dpdf&embedded=true Radiofrequência associada à drenagem linfática manual no rejuvenescimento facial ACESSE https://bit.ly/3lGKHNW 3 / 3 Referências BORGES. F. S. Dermatofuncional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São Paulo: Phorte, 2006. DANIELA, F.; et al. Disfunções Dermatológicas aplicadas à Estética. Grupo A, 2018. Disponível em: . Acesso em: 18/02/2021. DRAELOS, Z. D. Cosmecêuticos. 2.ed. Elsevier, 2009. ELDER, D. E. LEVER – Histopatologia da Pele. 10.ed. Grupo GEN, 2011. [Minha Biblioteca]. Disponível em: . FRANGIE, M. C.; et al. Milady Cosmetologia: Ciências gerais, da pele e das unhas. Cengage Learning Brasil, 2018. Disponível em: . Acesso em: 18/02/2021.