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Conteudista: Prof.ª Dra. Etiene Farah Teixeira de Carvalho Revisão Textual: Esp. Pérola Damasceno Contextualização Material Teórico Material Complementar Referências Neuropediatria – Principais Afecções Neurológicas na Infância I Olá, aluno (a)! Nesta Unidade você terá, como foco principal, a ampliação do seu conhecimento e compreensão acerca de algumas das principais afecções neurológicas da infância, como Paralisia Cerebral, Mielomeningocele e as principais lesões encefálicas infantis adquiridas que podem cursar com o prejuízo no crescimento e no desenvolvimento. Para isso, é necessário ler o material recomendado nesta Unidade, bem como os artigos cientí�cos e os capítulos de livros disponibilizados. Estes serão utilizados como estratégias para que você possa pensar de maneira crítica e escolher a melhor intervenção �sioterapêutica, além de desenvolver atitudes frente a uma decisão bem elaborada para a conduta terapêutica baseada nos aspectos que acercam a �sioterapia baseada em evidência cientí�ca. 1 / 4 Contextualização Objetivo da Unidade Conhecer algumas das principais afecções neurológicas da infância, como a Paralisia Cerebral, Mielomeningocele e as principais lesões encefálicas infantis adquiridas que cursam com o prejuízo no crescimento e no desenvolvimento. Paralisa Cerebral - Encefalopatia Crônica não Progressiva A Paralisia Cerebral (PC), também é conhecida como encefalopatia crônica não progressiva e é a causa mais frequente de de�ciência motora na infância. A PC abrange uma diversidade de manifestações clínicas que estão relacionadas ao tipo, à gravidade e à distribuição do comprometimento motor. Esta está relacionada a distúrbios não progressivos que ocorrem durante o desenvolvimento do cérebro fetal ou infantil (CAMARGO, 2019; BRASIL, 2013). As desordens motoras da PC podem estar acompanhadas por distúrbios sensoriais, perceptivos, cognitivos, de comunicação e comportamental, podem estar relacionados com problemas musculoesqueléticos secundários e a epilepsia (CAMARGO, 2019; BRASIL, 2013). A sua incidência ocorre de 2 a 3 em 1.000 nascidos vivos e tem múltiplos fatores etiológicos que incluem fatores pré-natais: infecções congênitas, falta de oxigenação, infecção materna por Zika vírus, malformações cerebrais, etc.; por fatores perinatais: prematuridade, anóxia neonatal, eclampsia, etc.; e por fatores pós-natais: acidentes vasculares isquêmicos, hemorragias intraventriculares, infecções, traumas, etc. (CAMARGO, 2019; BRASIL, 2013). A lesão existente nos casos de PC acontece no período em que a criança está em fase de maturação do encéfalo, especialmente nos primeiros 2 ou 3 anos de vida. 2 / 4 Material Teórico Classi�cação da Paralisia Cerebral A Classi�cação da PC pode ser baseada em diferentes fatores, como: Função motora ou de acordo com as habilidades motoras funcionais; Distúrbio do movimento, distribuição anatômica ou topogra�a; Neuroimagem. A seguir, vamos veri�car cada etapa das classi�cações em crianças com PC. Classi�cação da Função motora de acordo com as habilidades motoras funcionais IMPORTANTE A prematuridade aumenta em até 100% o risco de uma criança ter Paralisia Cerebral. O dia mundial da Paralisia Cerebral é celebrado em 06 de outubro. O Sistema de Classi�cação da Função Motora Grossa (Gross Motor Function Classi�cation System – GMFCS) atualmente representa a classi�cação mais importante das crianças com PC e é utilizado por pro�ssionais da saúde para o prognóstico de mobilidade e locomoção, para o planejamento terapêutico, para a prescrição de tecnologia assistiva e para a prescrição de dispositivos de auxílio para a mobilidade (CAMARGO, 2019). Este é baseado na autoiniciação do movimento, com ênfase no sentar (controle de tronco) e no andar (Figura 1). Figura 1 – Fisioterapia na Paralisia cerebral Fonte: Getty images O GMFCS classi�ca o desempenho de locomoção da criança e do adolescente e considera suas limitações de mobilidade e de necessidade de uso de dispositivos manuais para locomoção, como uso de andadores, muletas, bengalas ou cadeiras de rodas. Contém cinco níveis e apresenta distinções por faixa etária da criança: Antes dos 2 anos de idade; Entre 2 anos e 4 anos de idade; Entre 4 anos e 6 anos de idade; Entre 6 anos e 12 anos de idade; Entre 12 e 18 anos de idade. EXPLORE Aqui você encontrará a versão original traduzida em português da GMFCS com as características gerais para cada nível e suas classi�cações por faixa etária. ACESSE Há outras escalas de uso na avaliação e classi�cação da criança com PC que são utilizadas rotineiramente pelas equipes de saúde, como a Escala de Mobilidade Funcional (Functional Mobility Scale – FMS), que leva em consideração a classi�cação da mobilidade funcional, avaliando a necessidade de uso de meios de mobilidade ou uso de dispositivos de auxílios (dependendo da distância que essa criança precisa percorrer) e classi�ca em seis níveis para cada uma das distâncias de�nidas, de 5, 50 e 500 metros (Figura 2), que representam o desempenho da mobilidade das crianças nos contextos de sua casa, na escola e na sua comunidade (CAMARGO, 2019). https://bit.ly/3EuE9Ju Figura 2 – Escala de Mobilidade Funcional Fonte: The Royal Children’s Hospital, 2004 EXPLORE Aqui você encontrará a versão original traduzida em português da FMS. ACESSE O Sistema de Classi�cação da Habilidade Manual (Manual Ability Classi�cation System – MACS) descreve como as crianças com PC de 4 a 18 anos usam suas mãos para manipular objetos em diferentes atividades diárias, avaliando o desempenho bimanual durante as atividades em sua casa, na escola, ou na comunidade. A MACS descreve cinco níveis que são baseados na habilidade da criança em iniciar sozinha a manipulação de objetos e a necessidade de assistência ou a adaptação para realizar as atividades manuais (CAMARGO, 2019). EXPLORE Aqui você encontrará a versão original traduzida em português da MACS ACESSE Há, ainda, a versão adaptada da MACS para crianças de 1 a 4 anos de idade com sinais de PC, denominada Mini-MACS. Nesta versão, pode-se observar como a criança usa as mãos ao brincar ou durante as refeições ou ao participar das atividades de vida diária. As questões de habilidades individuais e o quanto a criança necessita da ajuda de um adulto para manusear os objetos do dia a dia, como brinquedos, devem ser considerados. Possui cinco níveis de classi�cação (Quadro 1), entretanto ainda não foi traduzida para a língua portuguesa (BRASIL, 2013). https://bit.ly/2ZaYeEB. https://bit.ly/3hN3mFd Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Tabela 1 – Níveis do Minissistema de Classi�cação da Habilidade Manual EXPLORE Aqui você encontrará a versão original em espanhol da Mini-MACS. ACESSE A Classi�cação da Função de Comunicação (Communication Function Classi�cation System – CFCS) é uma classi�cação complementar ao GMFCS e ao MACS, esta escala classi�ca o desempenho da comunicação diária das crianças também em cinco níveis e avalia todas as formas de comunicação, o que inclui o uso da fala, gestos, comportamento, olhar �xo, expressões faciais e a comunicação alternativa e aumentativa (CAMARGO, 2019). EXPLORE Aqui você encontrará a versão original traduzida em português da CFCS. ACESSE Classi�cação de acordo com o tipo do distúrbio motor, distribuição anatômica e topogra�a https://bit.ly/39gph2T https://bit.ly/3tQeia9 Os tipos de anormalidades de tônus muscular ou de movimentos involuntário observado, geralmente está associado à �siopatologia da PC (TORRE; CARVALHO, 2017). Além da classi�cação de funcionalidade, a PC pode ser classi�cada de acordo com o subtipo neurológico, topográ�cos e pode ser classi�cada por três grupos principais, com base nos principais sinais neurológicos que indicam o distúrbio nos sistemasmotores, como mostramos na tabela a seguir: Tabela 2 Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Figura 3 – Áreas afetadas do cérebro na Paralisia Cerebral Fonte: Reprodução Paralisia Cerebral Espástica A PC espástica é o subtipo mais comum de PC, com comprometimento em torno de 70-90% dos casos. Esta é resultante de lesão no neurônio motor superior localizado no cérebro. EXPLORE Paralisia Cerebral Espástica e suas áreas de lesões cerebrais ACESSE https://bit.ly/2ZldGhj As manifestações clínicas mais comuns na PC espástica são: fraqueza muscular, aumento do tônus muscular (hipertonia), espasticidade e diminuição do limiar de ativação dos re�exos de estiramento, isto é, hiper-re�exia. VOCÊ SABIA? Crianças prematuras que sofreram uma hemorragia peri ou intraventricular têm a forma mais comum de Paralisia Cerebral Espástica bilateral do tipo diplegia, com maior comprometimento de MMII. Isso corre porque as �bras motoras que inervam os MMII estão localizadas mais próximas da região ventricular. EXPLORE Neste vídeo você verá exemplos de crianças com Paralisia Cerebral Espástica com comprometimento bilateral e topogra�a em quadriplegia: Quadriplegic Spastic Cerebral Palsy Management in CP Children | … https://www.youtube.com/watch?v=-XcqwuXhplU Paralisia Cerebral Discinética Neste caso, a lesão ocorre na região de núcleos da base do cérebro e a criança apresenta de�ciência na regulação de tônus muscular e movimentos involuntários. A forma discinética é subdivida em distônica e coreoatetoide. A criança com distonia apresenta contrações musculares sustentadas, diminuição do movimento (hipocinesia) e desregulação do tônus muscular. Na coreoatetose o tônus é instável, com presença de movimentos involuntários e movimentação associada (CAMARGO, 2019; BRASIL, 2013). A distonia é a condição mais severa e prejudica, de maneira considerável, a funcionalidade da criança em comparação da coreoatetose. Na �gura 4 você confere as subdivisões da paralisia cerebral discinética e suas características: Highlight Highlight Highlight Figura 4 – Características dos subgrupos da Paralisia Cerebral Discinética EXPLORE Neste vídeo você verá um paciente com Paralisia Cerebral Discinética: When we show up to the present moment with all of our senses, we invite the world to �ll us with joy. The pains of the past are behind us. The future has yet to unfold. But the now is full of beauty simply waiting for our attention. Paralisia Cerebral Atáxica A criança com PC atáxica apresenta perda da coordenação muscular ordenada, onde os movimentos são caracterizados por diminuição da força muscular, ritmo e precisão, devido à lesão no cerebelo (Figura 5). Os sinais mais comuns na PC atáxica são: Marcha atáxica com distúrbio de equilíbrio e dismetria (incapacidade de alcançar determinado ponto, interpretação errônea da distância, desorientação espacial); Tremores lentos e intencionais; Baixo tônus. Dyskinetic cerebral palsy, case 3 https://www.youtube.com/watch?v=r83oNybOtrc Figura 5 – Características da Paralisia Cerebral Atáxica EXPLORE Neste vídeo você verá um paciente com Paralisia Cerebral Atáxica antes do tratamento �sioterapêutico (vídeo da esquerda) e depois do tratamento �sioterapêutico (vídeo da direita), observe as características da criança com distúrbio de equilíbrio e baixa precisão na realização dos movimentos: Paralisia Cerebral Mista Na PC Mista é quando ocorrem lesões em diferentes áreas do encéfalo e a criança apresenta, em suas manifestações clínicas, diferentes subtipos da PC. Nesta, pode estar envolvido, por exemplo, espasticidade com ataxia e/ou discinesia. Entretanto, a sua classi�cação será com o subtipo que se mostre mais dominante (CAMARGO, 2019; TORRE; CARVALHO; PROFISIO, 2017). Neuroimagem Existe, ainda, uma proposta de classi�cação da PC quanto à distribuição da lesão no sistema nervoso central: Sistema de Classi�cação de Ressonância Magnética por Imagem – RMI Classi�cation System. Entretanto, a Ressonância Magnética normal não exclui o diagnóstico de PC e, embora a neuroimagem não faça parte da de�nição da PC, achados anormais em imagens nesse exame estão presentes em mais de 80% das crianças com PC (TORRE; CARVALHO; PROFISIO, 2017) Ataxia Patient could Recover with New Treatment | Quick Look | N… https://www.youtube.com/watch?v=nDXHt9Dzax8 O Sistema de Classi�cação da RMI (Tabela 3) está relacionado ao período do desenvolvimento do encéfalo e é composto por cinco níveis, como mostraremos a seguir: Tabela 3 – Sistema de classi�cação de ressonância magnética por imagem As crianças com Paralisia Cerebral ainda merecem atenção quanto à classi�cação das de�ciências associadas, como as de�ciências auditivas, visuais, somatossensoriais, de atenção, emocionais, comportamentais, as de�ciências de comunicação, as cognitivas, epilepsia e as musculoesqueléticas secundárias ao quadro neurológico. IMPORTANTE O principal diagnóstico da criança com PC é o distúrbio de neurodesenvolvimento e que todos os aspectos da criança devem ser considerados, não apenas o aspecto motor, mas também o visual, o Fisioterapia na Paralisia Cerebral Após a avaliação criteriosa do �sioterapeuta, o mesmo deve reunir todas as informações de dados coletados para a elaboração do diagnóstico �sioterapêutico, que servirá como determinante no prognóstico e para a elaboração das estratégias de intervenção mais apropriadas a criança. Este processo é resultado de raciocínio clínico que visa a identi�cação de de�ciências, as limitações em atividades e restrições na participação da criança com o meio, além de fatores que in�uenciam sua funcionalidade. intelectual, o auditivo e o comportamental, bem como a epilepsia e o autismo. SAIBA MAIS O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) são um grupo de de�ciências em rápido crescimento. Eles são caracterizados por padrões repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, além de problemas nas interações sociais, comportamentais e psicológicas em crianças. Suas causas ainda não são bem esclarecidas. Entretanto, uma parcela de crianças com PC pode ter associado o TEA. A seguir você confere as Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo, elaborado pelo Ministério da Saúde: https://bit.ly/3tTtGmb. https://bit.ly/3tTtGmb Existem muitas modalidades terapêuticas disponíveis para o tratamento da criança com PC, entretanto, a literatura atual vem descrevendo uma mudança de foco nas intervenções, que em anos anteriores buscavam “inibição de re�exos primitivos”, “normalização e tônus muscular” e “diminuição mecanismos compensatórios”, para novos conceitos de promoção de funcionalidade e participação da criança, como “andar de bicicleta”, “correr”, “caminhar com independência”, “realizar atividades de vida diária de modo independente ou com mínimo auxílio”, como aponta a Figura 6 (CAMARGO, 2019). Figura 6 Fonte: Getty Images Imagem Clique no botão ao lado para ver o conteúdo. ACESSE Os objetivos �sioterapêuticos com crianças com PC podem ser divididos em curto, médio e longo prazo. Os objetivos a curto prazo devem ser direcionados à aquisição de habilidades que re�etem as necessidades prioritárias da criança em cada fase do desenvolvimento. O acompanhamento evolutivo de desempenho da criança com PC pode ser mensurado por uma ferramenta avaliativa de forma rotineira e que auxilia no planejamento terapêutico e feedback aos familiares, a Medida da Função Motora Grossa (Cross Motor Function Measure – GMFM) é um instrumento que avalia a capacidade de realizar atividades de mobilidade (CAMARGO, 2019; BRASIL, 2013). EXPLORE Aqui você encontra a versão traduzida para o português do GMFM e suas versões ACESSE Alguns exemplos de objetivos �sioterapêuticos de curto prazo: Conseguir rolar; https://bit.ly/3i2kAia https://bit.ly/2XslBbY Conseguir passar da posição de sentada nochão para sentada no banco; Conseguir passar da posição sentada para de pé; Conseguir �car de pé sem apoio; Conseguir deambular com auxílio ou sem auxílio. Os objetivos a médio e longo prazo podem ser levados em consideração e fatores que estão relacionados à sua funcionalidade, como por exemplo: Marcha independente na comunidade, escola ou residência; Participação de atividades de vida diária de forma independente, como comer, vestir-se e banhar-se; Prevenção de desalinhamentos articulares; Prevenção de encurtamentos e/ou deformidades. Diversas intervenções estão descritas na literatura para o tratamento da PC. A seguir, vamos conferir aquelas que vêm sendo utilizadas na prática clínica, baseadas em evidências cientí�cas. Prática Orientada à Tarefa A prática de exercícios ou o treinamento de tarefas especí�cas permite mudanças funcionais e estruturais cerebrais, como aumento da neurogênese, aumento de rami�cações dendríticas, aumento das sinapses, entre outros. A plasticidade na prática orientada à tarefa é intensi�cada quando as intervenções contêm, basicamente, repetição intensiva das tarefas, presença de desa�os progressivos à criança e presença de motivadores e recompensas. Essa terapia tem como objetivo melhorar o desempenho nas tarefas de autocuidado e na atividade motora grossa. A prática orientada a tarefa está incorporada em diferentes intervenções, como em treinamentos de membros superiores e membros inferiores, dentro de programas de tratamento domiciliar, além de realidade virtual, entre outras. Terapia de Movimento Induzido por Restrição e Treino Intensivo bimanual de braço e mão (Constraint Induced Movement Therapy – CIMT e Hand-Arm Bimanual Intensive Training – HABIT) Essa terapia visa a reabilitação de crianças com PC unilateral, ou seja, crianças com hemiplegia. A CIMT é caracterizada pela restrição do membro superior não afetado, associado ao treino intensivo do membro afetado (Figura 7), sendo o seu principal objetivo a indução do uso desse membro. Figura 7 – Criança com PC realizando o Treino Intensivo Bimanual Fonte: Adaptada de Getty Images O HABIT visa melhorar a qualidade a quantidade de uso desse membro afetado. Ele tem os mesmos princípios do CIMT, porém, não restringe os movimentos, mantendo os dois membros livres. Entretanto, as atividades mantêm o foco no membro hemiplégico (CAMARGO, 2019). Fortalecimento e Atividade Física Os programas de prática de exercício físico e de ganho de força muscular apresentam como objetivos melhorar o desempenho de atividades de vida diária e aumento de força, potência e resistência muscular. Programas estruturados de atividade física têm como objetivo o aumento do gasto energético para melhorar as funções dos sistemas cardiovascular, respiratório, metabólico e osteomuscular, com resultado sobre a tolerância aos esforços e da capacidade aeróbica. Para a prescrição dos exercícios de fortalecimento é importante que seja realizada, previamente, a avaliação da força muscular dos grupos musculares a serem treinados. Os exercícios podem ser realizados de diversas maneiras: com uso de resistência, utilizando recursos como caneleiras, halteres, elásticos, ou de maneira livre, com movimentos que possam ser utilizados contra a gravidade, conforme aponta a Figura 8 (CAMARGO, 2019; BRASIL, 2013). Figura 08 – Crianças realizando treinamento de força muscular Ainda não há diretrizes bem estabelecidas para o treinamento em pacientes com PC, entretanto, algumas associações, já estabelecem padrões de segurança em crianças típicas, porém, as crianças com PC devem ter supervisão durante toda a aplicação do programa de exercícios, são eles: Aquecimento inicial de 5 a 10 minutos; 1-3 séries de exercícios de fortalecimento; 6-15 repetições; Carga de peso de 50 a 85% de 1RM (teste de repetição máxima); Intervalo de 1 a 3 minutos de descanso entre as séries; 2-4 dias por semana; Resultados em programa de 8-20 semanas; Aumentos progressivos da resistência em 5-10% da carga estabelecida inicialmente. Para a função dos aparelhos cardiovascular, respiratórios, metabólico e osteomuscular de crianças e adolescentes com PC a realização de exercícios aeróbios (Figura 9) promove melhora da capacidade funcional, melhora de força de membros inferiores, melhora na atividade motora grossa e marcha. Estes devem seguir os seguintes critérios para prescrição do exercício: Realizados de 2-3 vezes por semana; Intensidade de 60-95% da Frequência Cardíaca Máxima (FCMáx) por 20 minutos; Intensidade entre 50-60% do consumo de oxigênio máximo (Pico VO2) por 20 minutos; Figura 09 – Crianças realizando exercícios aeróbicos na esteira Método TheraSuit e PediaSuit (TheraSuit Method e PediaSuit Method) Este recurso consiste em tratamentos combinados com a participação ativa da criança, que incluem tratamentos com vestes terapêuticas (órteses dinâmicas) mais realização de exercícios na Universal Exercise Unit, conhecida também como “gaiola” (Figura 10). Com o uso da gaiola e seus diversos acessórios, é possível realizar exercícios de englobam diversas funcionalidades, desde fortalecimento, condicionamento físico, treino de equilíbrio, treino de atividades com suporte parcial de peso com uso de pesos, roldanas, elásticos e balanços (CAMARGO, 2019; BRASIL, 2013). Figura 10 – Exercícios realizados na Universal Exercise Unit Fonte: Acervo da conteudista EXPLORE Neste vídeo você vai conhecer o método PediaSuit em crianças com afecções neurológicas: Realidade Virtual Esta pode ser de�nida como o uso de simulações interativas, desenvolvidas por meio de programas de computadores, equipamentos de vídeo game e recursos visuais que possibilitam simulações interativas que respondam ao movimento da criança para que ela possa interagir com o ambiente virtual enquanto ela realiza atividades motoras. São considerados realidade virtual aqueles recursos que possibilitam ajustes do grau de di�culdades de tarefas, intensidade e desa�o adequado a capacidade da criança, promovendo um feedback visual e auditivo (Figura 11). Como trata-se de um recurso interativo, sua adesão com crianças se torna cada vez maior com maior motivação e envolvimento delas (CAMARGO, 2019). Viver Bem: Conheça o PediaSuit https://www.youtube.com/watch?v=_BYin0i81cc Figura 11 – Criança realizando atividade física com o uso de Realidade Virtual Fonte: Acervo da conteudista Considerações Finais Diante de diversas possibilidades terapêuticas é importante que o �sioterapeuta se atualize constantemente e escolham métodos que sejam cienti�camente comprovados e que suportem a real necessidade das crianças e de suas famílias. Os resultados positivos de qualquer modalidade requerem uma excelente avaliação �sioterapêutica, planejamento e escolha da melhor intervenção. Os primeiros anos de vida da criança representam o período de aquisição de marcos motores mais importantes e é considerado o período com maior possibilidade das crianças com PC alcançarem novas habilidades motoras. Este também é um período de crescimento acelerado: o �sioterapeuta e a equipe de cuidados devem ter atenção para se evitar de�ciências músculo esqueléticas, trabalhando sempre com a prevenção de encurtamentos e deformidades musculares. Para �nalizar as intervenções terapêuticas, devem enfatizar os componentes de prática especí�ca de tarefa, atividade, participação, funções do corpo e estruturas do corpo com base na estrutura da Classi�cação Internacional de Funcionalidade - CIF. Lesões Encefálicas Infantis Adquiridas (LEIA’s) Qualquer agressão ao sistema nervoso central causada por determinado evento passível de tratamento, que, após o mesmo não está mais atuante, porém, deixa sequelas, constitui uma Lesão Encefálica Adquirida. Por lesões tardias ou adquiridas entende-se aquelas que acometem o sistema nervoso central em fases mais adiantadas do neurodesenvolvimento. É preciso considerar diversas particularidades da população infantil aoidenti�car uma criança com uma lesão encefálica adquirida. É importante conhecer a etiologia da lesão, os fatores de gravidade e de prognóstico, e lembrar que o encéfalo não está completamente pronto ao nascimento, que seu desenvolvimento se mantém até o �nal da adolescência (FERNANDES, et al. 2015). Então, a idade da época da lesão faz diferença na evolução e deve ser observada, já que durante o processo de reabilitação todo o desenvolvimento já estabelecido previamente à lesão deve ser considerado, pois os circuitos neurais já haviam se formado e as informações GLOSSÁRIO LEIA: Lesão pós-natal, não relacionada a eventos do parto, doenças congênitas, hereditárias ou degenerativas do sistema nervoso central em desenvolvimento. neles contidos podem ser resgatados em algum momento. E as etapas de desenvolvimento que ainda não se completaram devem ser estimulados após a lesão. (FERNANDES, et al. 2015) Traumatismo cranioencefálico (TCE) O traumatismo cranioencefálico (TCE) é de�nido como qualquer agressão originada de força externa que acarrete alteração anatômica ou comprometimento funcional do crânio, meninges e/ou encéfalo, com possíveis alterações do nível de consciência e dé�cits das funções cognitivas, motoras e/ou sensitivas, permanentes ou temporários. O termo TCE se aplica a lesões abertas ou fechadas, podendo causar alterações cognitivas, de memória, de linguagem, atenção, alterações motoras, sensitivas e perceptivas, no comportamento e processamento de informações (FERNANDES, et al. 2015; CARVALHO; HAGE; SARMENTO, 2018). Mais de 75% das mortes e dé�cits neurológicos na infância são devidos ao TCE. No Brasil, é a causa de, aproximadamente, 18% das mortes de crianças de 1-4 anos e 40% entre 5-9 anos, sendo os acidentes automobilísticos relacionados às causas. Os danos causados pelo TCE resultam de mais de um mecanismo e podem ser classi�cados em primários e secundários, como aponta a Figura 12: VOCÊ SABIA? Pacientes com LEIA podem ter vivenciado e experimentado o desenvolvimento neuropsicomotor típico antes da lesão, diferente dos pacientes de Paralisia Cerebral, que ainda se encontram em desenvolvimento. Figura 12 – Classi�cação do dano encefálico de acordo com a ordem de ocorrência Fonte: CARVALHO et al., 2018 Também pode classi�car as lesões encefálicas pós-TCE em focais e difusas. As lesões focais são fratura craniana, contusões e lacerações da substância cinzenta e hematomas intracranianos (Figura 13). Figura 13 – Tipos de Hematomas Cerebrais Fonte: Acervo da conteudista Nas lesões de característica difusas, pode citar lesão axonal difusa, lesão hipóxico-isquêmica e alterações neuroquímicas. As crianças estão mais suscetíveis a lesões difusas, como a lesão axonal difusa (Figura 14), que representa pior prognóstico. Esse tipo de lesão ocorre quando há uma força de impacto com aceleração rotatória atingindo os feixes e �bras perpendiculares, ocorrendo cisalhamento das �bras mielínicas. Isto é, em razão da maior relação cabeça/corpo, maior fraqueza da musculatura cervical e menor mielinização (FERNANDES et al., 2015; CARVALHO et al., 2018) Figura 14 – Mecanismo �siológico da lesão axonal difusa Fonte: weillcornellbrainandspine.org O Shaken Baby Syndrome ou Síndrome do Bebê Sacudido é uma agressão física e uma forma grave de lesão encefálica na infância (Figura 15). É descrito como uma constelação de achados clínicos, como hemorragia retiniana, hematoma subdural ou subaracnóide e evidencia ou não de traumatismo craniano externo. Figura 15 – Mecanismo do Shaken baby syndrome Fonte: BLUMENTHAL, 2002 De forma geral, crianças apresentam melhor prognóstico motor que adultos em casos de TCE, entretanto, podem apresentar maiores problemas cognitivos e de comportamento. O impacto sobre a educação dessa criança dependerá da idade do trauma, da gravidade da lesão e do grau de escolaridade prévia (FERNANDES, et al. 2015; CARVALHO; HAGE; SARMENTO, 2018). Encefalopatia anóxica Total privação de oxigênio ou redução da oferta de oxigênio em um determinado tecido. A anóxia pode corresponder a um comprometimento difuso, entretanto, algumas regiões são mais suscetíveis a danos do que outras em razão de demanda metabólica: Encéfalo – corresponde a cerca de 2% de toda massa corpórea e consome, aproximadamente, 20% do O2 e 25% da glicose total = grande demanda metabólica. Durante uma falência cardiorrespiratória de 10-15 minutos, com perda de consciência de 5 minutos, pode levar a uma lesão encefálica irreversível. Existem vários eventos que podem levar à anóxia: Quase afogamento; Sufocação; Corpo estranho em vias aéreas (engasgo, broncoaspiração); Choque elétrico levando a PCR; Intoxicação por monóxido de carbono; Lesão traumática no sistema respiratório; Complicações intraoperatórias ou pós-operatórias que possam levar a PCR, entre outras. Acidente Vascular Encefálico (AVE) Conforme a Organização Mundial de Saúde, a Doença Cerebrovascular (DCV) ou AVE é caracterizado por um quadro agudo, devido a alterações vasculares, isquêmicas ou hemorrágicas no sistema nervoso central, com sinais e sintomas persistindo por 24 horas ou mais. As DCVs são mais raras em crianças do em adultos (FERNANDES, et al. 2015). Os principais fatores de risco para AVE em pediatria são: Malformações vasculares intracranianas; Aneurismas arteriais; Doenças cardíacas; Vasculites; Anemia falciforme; Doenças metabólicas, entre outras. O quadro clínico dependerá do local e do calibre do vaso envolvido, assim como a idade do paciente. Boa parte das crianças apresentam quadro de hemiplegia aguda, quadros de crises convulsivas e alterações comportamentais, fatores estes que podem estar presentes. Neoplasia encefálica infantil Os tumores do SNC correspondem a 40-50% de todos os tumores pediátricos, com predomínio dos tumores benignos. O quadro clínico é muito variável e pode iniciar com quadros de cefaleia, crises convulsivas, sinais de hemiparesia progressiva, sinais de Dia Mundial do AVE ocorre em 29 de Outubro, mas a campanha “O AVE pode acontecer em qualquer idade” acontece o ano todo. hipertensão intracraniana (vômitos, cefaleia, papiledema), ataxia e alterações comportamentais (FERNANDES, et al., 2015). O tratamento depende do diagnóstico, classi�cação quanto ao tipo histológico e estadiamento. Após avaliação do caso será veri�cada a indicação cirúrgica ou realização de quimioterapia ou radioterapia. A sobrevida vai variar de acordo com o tipo de tumor envolvido e sua localização, bem como as sequelas estarão de acordo com o local da lesão e a idade da criança (FERNANDES, et al., 2015). Tratamento Fisioterapêutico na LEIA Crianças com algum tipo de LEIA podem apresentar sequelas variadas, o que fazem com que o �sioterapeuta tenha conhecimento do tipo da lesão, da sua �siopatologia e realize uma avaliação minuciosa e criteriosa para, assim, formular e desenvolver um programa de terapia conforme a necessidade do paciente. É importante a�rmar que o tratamento de ser de forma individualizada e �exível, que seja passível a alterações, tendo em vista a mudança no quadro motor, cognitivo e comportamental. Os objetivos podem ser alterados e a proposta de tratamento completamente reformulada. EXPLORE Caro aluno, neste capítulo de livro você encontrará informações aprofundadas sobre o tema. Lesões encefálicas infantis adquiridas. In: FERNANDES, A. C.; RAMOS, A. C. R.; FILHO, M. C. D. M.; ARES, M. Reabilitação. Mielomeningocele É a alteração mais frequente dos defeitos de fechamento do tubo neural (DFTN) e corresponde a 85% dos casos (Figura 16). Trata-se de uma malformação complexa do tubo neural, em que ocorre falha na fusão dos elementos posteriores da coluna vertebral, promovendo falta do fechamento do canal vertebral e displasia da medula espinha. Figura 16 – Tipos principais de defeitos de fechamento do tubo neural (DFTN) Fonte: FERNANDES, 2015 Na Mielomeningoccele, no local da lesão visualiza-se externamenteuma bolsa de tamanho variável, comumente localizada na região toracolombar, mas em casos raros pode estar presente na região cervical. Barueri: Editora Manole, 2015. Disponível em: https://bit.ly/39fCzwR https://bit.ly/39fCzwR Highlight A bolsa é revestida por uma �na camada de epiderme, e no seu interior está a medula espinhal e as raízes, ambas displásicas, envolvidas por líquor. A doença tem características multifatoriais e é mais frequente na raça branca, entretanto, há relação com fatores nutricionais. Mulheres com dieta pobre em ácido fólico têm maior chance de terem �lhos acometidos pela doença. A suplementação de ácido fólico pode prevenir a DFTN e outras malformações (FERNANDES, 2015; CAMARGO, 2019). Na criança com mielomeningocele, o desenvolvimento motor encontra-se alterado, principalmente na presença de comorbidades. Em geral, elas tendem a apresentar tônus muscular mais baixo, o que por si só pode levar ao atraso do desenvolvimento neuropsicomotor. O controle de cabeça e tronco, as reações de ajuste postural e de equilíbrio podem estar alteradas, levando a criança a desenvolver padrões compensatórios e até utilizar padrões anormais durante a movimentação ativa (FERNANDES, 2015; CAMARGO, 2019). Principais problemas associados: VOCÊ SABIA? No Brasil, a AACD protagonizou uma campanha pioneira para a forti�cação das farinhas de milho e trigo com o ácido fólico, que culminou com a publicação da Resolução n. 344/2002 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por esse motivo, as farinhas comercializadas em todo o território nacional devem conter 150 mcg da vitamina para cada 100 g da farinha. Bolsa (deve ser fechada logo após o nascimento); Hidrocefalia (o encéfalo e a medula espinhal têm a mesma origem, o que podem gerar complicações da drenagem do líquor, resultando em seu acúmulo); Hidromielia (condição frequente em crianças com mielomeningocele, trata-se de presença de cavidade liquórica no interior da medula espinhal); Diplomielia (duplicação da medula); Infecções urinárias (presença de resíduo urinário vesical); Dissinergismo es�ncteriano; Malformações renais; Alterações de sensibilidade; Úlceras de pressão; Fraturas. Prognóstico de deambulação O prognóstico de deambulação de pacientes com Mielomeningocele dependerá do nível de comprometimento. Aqueles com nível torácico apresentarão prognóstico ruim e baixas chances de movimentação ativa de membros inferiores. Em nível lombar alto o prognóstico é regular, onde os principais fatores limitantes para estes são a obesidade e as deformidades, que devem ser tratados previamente. Para a sua maioria, os pacientes necessitam de órteses longas para auxílio na deambulação. Em nível lombar baixo o prognóstico é bom, e a maioria dos pacientes atinge a deambulação comunitária com uso de dispositivos de auxílio (FERNANDES, 2015; CAMARGO, 2019). Tratamento Fisioterapêutico na Mielomeningocele A elaboração das metas de tratamento deverá incluir as limitações da atividade e restrições da participação, de�ciências da estrutura e função do corpo e fatores contextuais. As evidências cientí�cas ainda são limitadas quanto ao tratamento �sioterapêutico de crianças com mielomeningocele. Entretanto, os objetivos e o plano de tratamento devem estar pautados na melhor evidência cientí�ca disponível, na habilidade do pro�ssional �sioterapeuta e na opinião dos pais/criança. A partir dessa premissa, o �sioterapeuta, após avaliação minuciosa, deverá propor objetivos e condutas adequadas para cada faixa etária (FERNANDES, 2015; CAMARGO, 2019). EXPLORE Fisioterapia Pediátrica na Mielomeningocele: Fisioterapia Pediátrica na Mielomeningocele. https://www.youtube.com/watch?v=4sgsYRUQAgE EXPLORE Caro aluno, neste capítulo de livro você encontrará informações aprofundadas sobre o tema: Espinha Bí�da. In: CAMARGOS, A. C. R.; LEITE, H. R.; MORAIS, R. L. D. S.; LIMA, V. Fisioterapia em pediatria - Da evidência à prática clínica. Rio de janeiro: MedBook, 2019. Disponível em: https://bit.ly/2XvBU8h https://bit.ly/2XvBU8h Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Livros FONSECA, L. F.; LIMA, C. L. A. Atuação da Fisioterapia no Tratamento da Criança com Paralisia Cerebral. In: FONSECA, L. F.; LIMA, C. L. A. Paralisia cerebral. MedBook, 2008. Disponível em: https://bit.ly/2XHSHVv. FONSECA, L.F.; LIMA, C.L.A. Evidências da Intervenções Fisioterápicas em Crianças com Paralisia Cerebral. In: FONSECA, L.F.; LIMA, C.L.A. Paralisia cerebral. Rio de Janeiro: MedBook, 2008. Disponível em: https://bit.ly/2Z5b1rX. Vídeos TREINAMENTO neuroreabilitar - Paralisia Cerebral. 27/03/2017. 1 vídeo (2 min.). Publicado pelo canal Clínica Neuroreabilitar. 3 / 4 Material Complementar Treinamento Neuroreabilitar - Paralisia Cerebral https://bit.ly/2XHSHVv https://bit.ly/2Z5b1rX https://www.youtube.com/watch?v=MTcB-_V1r_Y Leitura Paralisia Cerebral CAMARGOS, A. C. R.; LEITE, H. R.; MORAIS, R. L. D. S.; LIMA, V. Paralisia Cerebral. In: Fisioterapia em pediatria - Da evidência à prática clínica. Rio de Janeiro: MedBook Editora, 2019 ACESSE Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. ACESSE https://bit.ly/2XvBU8h https://bit.ly/3Ewvfv6 4 / 4 Referências BLUMENTHAL, I. Shaken baby Syndrome. Postgrad Med J. v. 78, p. 732- 735, 2002. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. CAMARGOS, A. C. R.; LEITE, H. R.; MORAIS, R. L. D. S.; LIMA, V. Fisioterapia em pediatria - Da evidência à prática clínica. Rio de Janeiro: MedBook, 2019. CARVALHO, E. F. T. D.; HAGE, Y. E.; SARMENTO, G. J. V. Fisioterapia hospitalar em pediatria. Barueri: Manole, 2018. ELIASSON, A. C.; KRUMLINDE-SUNDHOLM, L.; RÖSBLAD, B., BECKUNG, E., ARNER, M.; ÖHRVALL, A. M. et al. The Manual Ability Classi�cation System (MACS) for children with cerebral Palsy: scale development and evidence of validity and reability. Dev Med Child Neurol. v. 48, n. 07, p. 549-54, 2006. FERNANDES, A. C.; RAMOS, A. C. R.; FILHO, M. C. D. M.; ARES, M. Reabilitação. Barueri: Manole, 2015. HILMMELMANN, K.; HORBER, V.; DE LA CRUZ, J.; HORRIDGE, K.; MEJASKI-BOSNJAK, V., HOLLODY, K., et al. MRI classi�cation system (MRICS) for children with cerebral palsy: development, reliability, and recommendations. Dev Med Child Neurol. v. 59, n. 1, p. 57-64, 2017. TORRE, C. A.; CARVALHO, R. P. Classi�cação da paralisia cerebral. In: Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional; GARCIA, C. S. N. B., FACCHINETTI, L. D.; Org. PROFISIO: Programa de Atualização em Fisioterapia Neurofuncional. Porto Alegre: Artmed Panamericana, 2017.