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Materiais de Acabamento
 
Madeiras e Laminados 
A madeira é natural e apresenta várias qualidades, como 
resistência, rigidez e grande versatilidade como material 
de acabamento, devido suas diferentes texturas e cores 
naturais. Ela pode ser renovada e reciclada, desde que 
seja proveniente de fontes corretas. 
Muito usada em construção civil, em estacas, ripas, vigas 
e fôrmas de estruturas, até criação de revestimentos, 
tabuas, assoalhos, laminados e tacos, que podem estar 
presentes nas etapas e processos de uma obra. 
• As portas, janelas e batentes são feitos de cedro, 
feijó e garapeira. 
• Nos pisos de taco, laminados e assoalhos, estão o 
jatobá, cumaru, pequiá e ipê. 
• Os moveis, podem ser de madeira maciça ou de 
chapas de MDF, MDP, ou compensados, fabricados 
com lâminas de madeira. 
Pisos 
Os pisos de madeira devem ser aplicados de 
preferência em ambientes internos em áreas que não 
molhem facilmente., necessitando de cuidados especiais 
na instalação em áreas mais úmidas. São assentados 
sequencialmente e de forma diversa, aplicadas em 
bases regularizadas como contrapisos, com aplicação de 
cola. 
• As tábuas corridas são peças de madeira maciça, 
justapostas por encaixe longitudinal do tipo macho-
fêmea, fixadas no contrapiso. Deve ser aplicada em 
base plana e regularizada. 
• Na aplicação em piso, ela deve estar 
adequadamente seca, e seu acabamento é feito 
com verniz sintético. 
 
 
 
O piso laminado de alta resistência, é composto de 
fibras de pinus ou partículas de eucalipto. Tem em sua 
superfície lâmina melamínica que reproduz diversos 
padrões amadeirados e pétreos, que garante alta 
resistência à abrasão, riscos e absorção de líquidos. 
Entre as vantagens se destacam a facilidade de limpeza 
e conservação, proteção antibacteriana, durabilidade e 
conforto térmico e acústico. As árvores utilizadas, no 
Brasil, são exclusivamente plantadas (pinus e eucalipto) 
para fins industriais. 
• São disponíveis em réguas, diversos tamanhos e 
padrões de acabamentos. 
• Tem facilidade de instalação, através de um sistema 
de encaixa sem cola, ou pelo de encaixe do tipo 
macho-fêmea colado; devem ser instalados em 
bases como contrapiso, regularizados, nivelados e 
sem umidade. 
• Indicados para áreas secas e não deve ser instalado 
em áreas externas em geral ou que tenha 
incidência direta de água. 
• Alguns permitem a instalação sobre pisos de 
madeira, vinílicos, cerâmicos, cimento ou pedra. 
• As normas técnicas os classificam quanto ao nível 
de uso (doméstico e comercial), considerando a 
classe de tráfego (baixo, médio e alto) e a 
resistência à abrasão. 
 
Painéis de Madeira 
São utilizadas como fechamento de paredes, forros, 
pisos, fabricação de moveis, são funcionais e 
apresentam bom custo-benefício. 
O MDF é um painel industrializado de fibras de madeira, 
compactadas e unidas por resina sintética 
• Possuem bom acabamento e durabilidade, embora 
não resista muito à água, algumas opções de 
mercado se apresentam mais resistentes. 
[ S U S T E N T A B I L I D A D E E T E N D Ê N C I A S E M M A T E R I A I S ] 
 
• Possibilita o corte em diversas direções e apresenta 
superfície lisa. 
• Permite grande versatilidade de utilização, como nas 
marcenarias, painéis de paredes e portas, pode 
receber diversos acabamentos, como pintura, 
laqueação, aplicação de lâmina de madeira natural 
ou melamínica. 
O MDP é um painel industrializado de partículas de 
média densidade de madeira, produzido a partir de 
três camadas: miolo de partículas de madeira entre 
camadas finas na superfície. 
• É utilizado em moveis e painéis de formas mais 
simples, sem formas muito trabalhadas e cortes 
retos. 
• Permite aplicação de acabamentos e 
revestimentos, mas não é resistente à umidade, 
logo, é necessário avaliar a aplicabilidade de uso. 
As chapas de compensado são caracterizadas por ter 
maior resistência a tensões, em razão de sua fabricação 
que se dá pela sobreposição de laminas de madeiras em 
direções cruzadas perpendiculares entre si, prensadas e 
coladas. 
• Apresenta grande flexibilidade de uso para moveis, 
paredes, portas, pisos, forros, entre outros 
• Podem receber uma variedade de aplicação de 
acabamentos, como pintura, lâmina de madeira ou 
melamina. 
O painel OSB é produzidor com tiras de madeira 
prensadas sob alta temperatura e coladas por resina. 
• É, geralmente, usado em construções 
provisórias em canteiro de obras, visto que 
apresenta rigidez e resistência mecânica., porém, 
está sendo cada vez mais utilizado em projetos 
de arquitetura e design de interiores. 
• É recomendado para locais secos, como piso, 
paredes, forros e, embora seja flexível suas 
aplicações, é aconselhável verificar as 
recomendações dos fabricantes. 
• Para especificar o uso, é necessário verificar suas 
propriedades e composição em relação à 
resistência à água, fogo e isolamento acústico. 
 
Sustentabilidade nos 
Materiais 
Essa temática tem mobilizado ações e movimentos na 
sociedade como um todo, revelando preocupação com 
os recursos naturais e a qualidade do meio ambiente. 
Segundo Bauer, o setor da construção civil tem papel 
fundamental nas ações globais de desenvolvimento 
sustentável, uma vez que consome recursos naturais 
(matérias-primas, água etc.), utiliza energia e gera 
impactos ambientais consideráveis. 
 
O contexto Sustentável dos Materiais 
Na seleção de materiais de acabamentos, algumas 
questões merecem destaque ao tratarmos de conceitos 
sustentáveis. O Conselho Brasileiros de Construção 
Sustentável aponta algumas considerações para a 
seleção de materiais com base na sustentabilidade: 
• Seleção de empresas e fornecedores: 
responsabilidade social de empresas e fornecedores 
de matérias-primas 
• Qualidade e desempenho do produto: conformidade 
dos produtos às normas técnicas e isonomia 
competitiva pela conformidade técnica na fabricação 
de materiais e componentes. 
• Alternativa ecoficiente: quando atende a um conjunto 
de requisitos e critérios de desempenho para 
determinado local, como durabilidade, distância de 
transporte, adequação ao clima etc. 
• Ciclo de vida do produto: seleção do material deve 
considerar todo o ciclo de vida do produto, desde 
que a produção de matéria-prima, fabricação, 
montagem, transporte, até o destino do produto, 
com o fim de sua vida útil. 
• Durabilidade e vida útil: um material é considerado 
durável quando apresenta desempenho adequado 
durante sua vida útil, considerando a relação entre o 
material e sua durabilidade no ambiente de aplicação. 
• Redução de consumo de materiais: o impacto 
ambiental diminui com a seleção de materiais 
eficientes para a aplicação desejada, materiais que 
utilizam menos recursos e produzem menos 
resíduos na aplicação. 
• Resíduos como matérias-primas: a utilização de 
resíduos como matéria-prima de outros produtos 
pode auxiliar na redução de impacto ambiental no 
processo produtivo. 
 
Nesse sentido, o Manual de Sustentabilidade da 
Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura 
também indica alguns aspectos que devem ser 
avaliados: 
• Desempenho técnico 
• Adequação ao local de instalação 
• Vida útil nas condições de uso e manutenção 
esperadas 
• Previsão de detalhes de projeto que possam 
prolongar a vida útil do edifício e suas partes 
• Redução da geração de resíduos, utilizando 
elementos modulares e pré-fabricados. 
• Utilização de recursos naturais renováveis 
• Minimização de emissões de gases estufa 
• Consumo de água e energia no processo de 
produção industrial (energia embutida) e no 
próprios canteiros de obras 
• Baixa agressividade à saúde e minimização da 
emissão de compostos orgânicos voláteis (COV) 
e outros componentes tóxicos. 
• Uso de recursos locais 
• Facilidade de reuso ou reciclagem após sua vida 
útil 
Logo, é função do designer de interiores no processo deespecificação de materiais, fundamentar sua seleção em 
informações técnicas, com vistas a atender À adequação do 
material às normas e, especialmente o atendimento ao 
desempenho em condições de uso, assim como ao fim de 
sua vida útil.. Especificar materiais adequados aumenta a 
capacidade de uso e durabilidade, reduz a necessidade de 
substituição e a produção de resíduos, e viabiliza projetos mais 
eficientes. 
 
Geração de Resíduos 
O grande volume de resíduos gerado pela construção 
civil afeta muitas cidades brasileiras; podendo representar 
50 a 70% da massa de resíduos sólidos urbanos. Em 
geral, são de baixa periculosidade e se destacam pelo 
grande volume, embora sejam normalmente, materiais 
orgânicos, produtos perigosos e embalagens, que podem 
virar criadouros de insetos. 
Os resíduos da construção civil são classificados da 
seguinte forma: 
• Classe A – são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis 
como agregados, tais como: 
a) De construção, demolição, reformas e reparos 
de pavimentação e de outras obras de 
infraestrutura, inclusive solos provenientes de 
terraplanagem. 
b) De construção, demolição, reformas e reparos 
de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, 
blocos, telhas, placas de revestimentos etc.), 
argamassa e concreto 
c) De processo de fabricação e/ou demolição de 
peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, 
meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de 
obras. 
• Classe B – são os resíduos recicláveis para outras 
destinações, tais como plásticos, papel papelão, 
metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas 
imobiliárias e gesso. 
• Classe C – são os resíduos para os quais não foram 
desenvolvidas tecnologias ou aplicações 
economicamente viáveis que permitam a sua 
reciclagem ou recuperação. 
• Classe D – são os perigosos e oriundo do processo 
de construção, tais como tintas, solvente, óleos e 
outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à 
saúde oriundo de demolições, reformas e reparos de 
clinicas radiológicas, instalações industriais e outros, 
bem como telhas e demais objetos e materiais que 
contenham amianto ou outros produtos nocivos à 
saúde. 
Logo, pode-se observar que os resíduos devem ser 
destinados de acordo com sua classe. Algumas, como a classe 
C e D, devem ter sua destinação conforme as normas 
técnicas. As demais podem sofrer processo de reutilização, 
quando são reaplicados sem transformação; reciclagem, 
quando há o reaproveitamento de um dos resíduos após 
transformação; e processo de beneficiamento, onde os 
resíduos são submetidos a ações que possam ser utilizados 
como matéria-prima ou produto. 
 
Tendências em Materiais 
A especificação de materiais garante a minimização na 
geração de resíduos, tanto na fase de construção 
como na de uso, conferindo durabilidade ao ambiente. A 
pesquisas dos fabricantes sobre materiais vem 
transformando as possibilidades de uso e aplicação de 
materiais tradicionais. 
As feiras e exposições de design são responsáveis pelo 
lançamento de novas tendências e novidades do 
mercado de projeto; permitindo aos fabricantes a 
divulgação de seus produtos e possibilitando a discussão 
sobre as propriedades, características técnicas e 
flexibilidade de aplicação dos materiais. 
 Dentre as principais feiras pode-se citar o Salão 
Internacional de Milão, que é referência mundial no 
setor de design de mobiliário e equipamento 
 Em âmbito nacional se tem A Casa Cor, que é uma 
das maiores mostras de arquitetura, design de 
interiores e paisagismo.; realizada anualmente em 21 
espaços do Brasil, e em 6 espaços internacionais. 
 A ExpoRevestir é uma feira que reúne soluções em 
acabamento; acontece anualmente em São Paulo. 
Esses espaços oferecem a oportunidade de conhecer 
materiais que, além de apresentar aspectos estéticos e 
funcionais, possam contribuir para a redução de impactos 
ambientais ou apresentar o ciclo produtivo mais eficiente. 
Mesmo produzindo uma grande quantidade de resíduos, 
a indústria da construção civil tem potencial para 
transformar grande parte desses materiais descartados 
em novos produtos. 
 
 
Tecnologia no 
Design de Interiores 
 
Processos e Materiais Emergentes 
Os materiais têm sido aprimorados, como alguns plásticos 
que estão se tornando mais ecológicos com a 
composição de polímeros biodegradáveis, ou o concreto 
que pode ser fabricado com materiais mais leves e até 
translúcidos. 
A nanotecnologia é uma das áreas de pesquisas na 
ciência dos materiais; os materiais provenientes desse 
processo apresentam produtos mais leve, menores, mais 
fortes e baratos que os tradicionais. Essas novas 
tecnologias têm possibilitado a fabricação de materiais 
inteligentes, capazes de reagir a estímulos externos. Por 
exemplo: 
• Os materiais sensoriais podem ter sensores 
embutidos que detectam mudanças na estrutura do 
material 
• Os adaptativos podem mudar de cor ou volume em 
resposta a determinadas condições ambientais, como 
o calor ou a luz. 
• Os materiais ativos têm tanto sensores como 
atuadores e são capazes de comportamentos 
complexos, eles conseguem perceber as mudanças 
nas condições e se adaptar a elas. 
Além da produção de novos materiais a partir de 
processos tecnológicos, as tecnologias digitais atuam para 
empregar novas possibilidades de configuração de 
materiais tradicionais: 
• processos bidimensionais: corte a laser e corte a jato 
de água, controlados digitalmente; 
• processos aditivos: prototipagem rápida, impressões 
tridimensionais, manufatura de objetos laminados; 
• robótica: empregada para transmitir e conectar os 
espaços projetados digitalmente com a realidade do 
material. 
 
Modelos Digitais 
A tecnologia da informação é uma área em constante 
desenvolvimento no mercado da construção civil. A 
utilização de softwares para desenhos permitiu um novo 
conceito para a produção de peças gráficas e 
documentos. 
O Building Information Modeling é uma plataforma 
materializada em softwares que oferece, a partir da 
modelagem do projeto, funcionalidades na produção de 
dados e de especificação de um projeto. 
 
 BIM é um processo progressivo que possibilita a 
modelagem, o armazenamento, a troca, a 
consolidação e o fácil acesso aos vários grupos 
de informações sobre uma edificação ou 
instalação que se deseja construir, usar e manter. 
Uma única plataforma de informações que pode 
atender todo o ciclo de vida de um objeto 
construído 
 
A vantagem é que ela se aplica a todas as fases de um 
projeto, desde a concepção, desenvolvimento até o 
gerenciamento de manutenção. Suas soluções permitem 
trabalhar com modelo de gestão de dados, em que 
qualquer alteração realizada é automaticamente revisada 
em todas as demais formas de visualização 
correspondentes. Logo, não é necessária a revisão de 
todas as peças gráficas individualmente como nos 
sistemas CAD. 
 Dentre as grandes vantagens pode-se citar a 
modelagem 3D que é gerada automaticamente 
-, a realização de simulações e ensaios virtuais e 
a extração automática de todas as quantidades 
de serviços componentes de um projeto. Assim 
é possível realizar o levantamento quantitativo 
com maior precisão e agilidade.

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