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Roteiro de Falência e Recuperação de Empresas - 6 Recuperação Judic e Extrajud, e Crimes

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RECUPERAÇÃO JUDICIAL ORDINÁRIA (ou COMUM)
INTRODUÇÃO
Como visto, o direito falimentar moderno está orientado por novos paradigmas. Após a revolução industrial e o intensificado processo de globalização, as atividades econômicas tornaram-se relevantes, seja para o progresso da sociedade como um todo, seja em função da geração de empregos e do avanço tecnológico, daí o tratamento diferenciado que se despontou com a função social da empresa, através do princípio da preservação da empresa.
A Lei 11.101/2005 está permeada por este novo prisma do direito falimentar, a exemplo da substituição da obsoleta figura da concordata pelo instituto da recuperação judicial.
- art. 47, LRE.
A recuperação é facultada aos devedores que realmente se mostrarem em condições de se recuperar, isto é, apenas aos devedores viáveis.
PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
O empresário sabe quando está iniciando uma crise em sua atividade. Certas circunstâncias permitem prever futuras dificuldades e tomar medidas preventivas.
A recuperação judicial será requerida antes de a crise do empresário chegar a uma situação irreversível. Geralmente é antes de algum credor pedir falência.
A recuperação pode ser pedida mesmo com ingresso da falência, na oportunidade de apresentação da contestação (art. 95) – pedido de recuperação judicial incidental ao pedido de falência.
Na anterior legislação havia a previsão da concordata suspensiva, quando o devedor podia requerê-la mesmo depois de ter a sua falência decretada.
Atualmente, a decretação da falência impede o devedor de obter a recuperação (art. 48, I).
O procedimento de recuperação judicial é um procedimento especial. Os credores devem se habilitar (procedimento de verificação e habilitação – art. 7º a 20) para que possam votar nas assembleias. O devedor apresenta seu plano, os credores são comunicados, via edital, para que apresentem eventuais objeções e, caso haja alguma, a assembleia-geral de credores é convocada para deliberar sobre o plano apresentado.
AUTOR DO PEDIDO
Conforme o art. 1º e § 1º, do art. 48, a lei só se aplica àqueles que exercem atividade empresarial, não se referindo a devedores civis. Somente empresários (empresários individuais e sociedades empresárias) podem requerer recuperação judicial.
Não se pode esquecer que o art. 2º exclui alguns empresários do âmbito de incidência de suas regras.
REQUISITOS MATERIAIS DO PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
- art. 48 (ler): requisitos para que o juiz autorize o processamento do pedido de recuperação. Não se trata ainda de concessão do pedido do devedor, mas apenas deferimento do seu processamento.
O devedor deve comprovar que está exercendo atividade empresarial regularmente há mais de dois anos. A comprovação é feita por meio da juntada de certidão da Junta Comercial.
O empresário irregular e a sociedade empresária irregular não têm direito à recuperação judicial.
O devedor precisa comprovar que nunca teve sua falência decretada, ou se teve, que suas obrigações já foram declaradas extintas por sentença transitada em julgado.
Se for empresário individual, só pode requerer a recuperação judicial se já teve suas obrigações extintas por decisão judicial.
Tratando-se de sociedade empresária, será óbice ao deferimento de seu pedido a existência de sócios de responsabilidade ilimitada que já tenham tido a sua falência decretada anteriormente ou que tenham participado de outra sociedade que teve sua falência decretada.
O sócio minoritário, sem poder de controle ou de administração, que já tenha sido condenado por crimes falimentares não impede o juiz de deferir o processamento do pedido de recuperação da sociedade devedora, apenas só incide o impedimento se o condenado era administrador ou controlador da sociedade.
FORO COMPETENTE PARA O PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
O foro competente é o principal estabelecimento do devedor (art. 3º), o qual, como visto, não corresponde exatamente à sede administrativa da empresa, mas ao local onde se concentra o maior volume de negócios.
Ex.: a VARIG era uma sociedade empresária sediada em Porto Alegre, mas teve seu pedido de recuperação judicial ajuizado e processado na comarca do Rio de Janeiro.
PETIÇÃO INICIAL DO PEDIDO DE RECUPERAÇÃO
- art. 51: a petição inicial deve ser minuciosamente preparada e devidamente instruída com os documentos exigidos, sob pena de indeferimento.
- Inciso I: é de extrema relevância para que o juiz e os credores analisem a efetiva viabilidade da empresa. O devedor deve descrever detalhadamente a crise, apontando as causas específicas (inadimplência, desaquecimento dos negócios, pressão concorrencial, etc.) e não genéricas.
- Inciso II: embora a exigência seja correta, na prática acaba não sendo de muita valia, pois o juiz não tem conhecimento técnico em contabilidade e finanças. O melhor é que o juiz conte com o apoio técnico especializado na análise desses documentos.
- §§ 1º, 2º e 3º.
- Inciso III: a apresentação da relação de credores é fundamental para que o administrador, caso a recuperação seja concedida, publique o edital previsto no art. 7º, § 2º.
- Inciso IV: informação de extrema valia para que o juiz e os credores avaliem a viabilidade da empresa.
- Inciso V: exigência para cumprir o requisito do art. 48, caput.
- Inciso VI: exigência para que os controladores ou administradores possam ser responsabilizados (ex.: art. 82, § 2º e a eventual decretação da desconsideração da personalidade jurídica pelo juiz).
- Inciso VII: o devedor deve expor todos os dados bancários relevantes para que o juiz e os credores avaliem a sua situação patrimonial e financeira.
- Inciso VIII: a LRE, ao contrário do que fazia a lei anterior, não exige a apresentação de certidões negativas. Ainda que estas indiquem a existência de títulos protestados, isso não impede o processamento da recuperação.
- Inciso IX: permite ao juiz aferir a gravidade da crise da empresa e consequentemente a análise da sua viabilidade.
DEFERIMENTO DO PROCESSAMENTO DO PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Caso a petição inicial esteja em desacordo com as determinações constantes do art. 51, o juiz não deve indeferi-la de imediato e decretar a falência do devedor. A prudência recomenda que o juiz, na ausência de algum documento, por exemplo, determine a emenda da inicial.
- art. 52: o deferimento do processamento não significa o mesmo que conceder a recuperação. Neste momento, o juiz apenas está deferindo o processamento do pedido de recuperação, por entender, após juízo sumário de cognição, que foram atendidos aos requisitos mínimos exigidos pela lei.
Deferido o processamento do pedido de recuperação, o juiz então deverá tomar as medidas prescritas nos incisos do art. 52:
- Inciso I: o juiz nomeará o administrador judicial. As funções do administrador são semelhantes às desenvolvidas na falência, diferenciando apenas no caso da falência, que ele deve administrar a empresa; já na recuperação, o devedor continua com plenos direitos de administração, sendo apenas fiscalizado de perto pelo administrador.
- Inciso II: dispensa da apresentação de certidões negativas. O ideal seria que a regra dispensasse, de forma genérica, a apresentação de certidões negativas para que o devedor exercesse normalmente suas atividades.
- Inciso III: suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor. Trata-se da instauração do chamado juízo universal. Na recuperação há a instauração do juízo universal e também há exceções a este.
Em princípio todas as ações e execuções contra o devedor são suspensas, com exceção das:
a) ações que demandam quantia ilíquida (art. 6º, § 1º);
b) ações que correm perante a Justiça do Trabalho (art. 6º, § 2º);
c) das execuções fiscais (art. 6º, § 7º);
d) ações e execuções movidas por credores cujos créditos não se sujeitam à recuperação judicial, nos termos do art. 49, §§ 3º e 4º.
O juízo universal não atrairá as demandas suspensas para a sua competência: a lei deixou claro que elas se suspendem, mas continuam nos respectivos juízos onde estão sendo processadas, sobretudo porque essa suspensão é temporária(art. 6º, § 4º).
Há debate quanto ao art. 6º no que toca aos efeitos do deferimento do processamento da recuperação judicial sobre as obrigações do sócio avalista da sociedade empresária em recuperação. Os tribunais têm entendido que o deferimento do processamento da recuperação judicial somente gera os efeitos do art. 6º sobre as ações e execuções contra a sociedade, mas não contra seus sócios avalistas, isto é, as ações e execuções contra os sócios não seriam suspensas e tramitariam normalmente. O sócio solidário que alude o dispositivo legal seria apenas aquele que tem responsabilidade solidária à sociedade, como o sócio da sociedade em nome coletivo. Ao sócio que assume a posição de avalista deve ser aplicado o disposto no art. 49, § 1º. Há posicionamento contrário.
Eventuais pedidos de falência ainda não julgados serão também suspensos e ficarão no aguardo do julgamento do pedido de recuperação.
- art. 52, § 3º.
- Inciso IV: o devedor deve apresentar contas demonstrativas mensais enquanto perdurar a recuperação judicial. A regra está mal colocada, pois ainda não houve a concessão da recuperação, apenas o seu processamento. De qualquer forma, havendo a concessão, o devedor deverá apresentar suas contas demonstrativas mensais para que sua situação financeira e patrimonial seja monitorada constantemente pelo juiz e pelos credores.
- Inciso V: intimação do MP e comunicação às Fazendas Públicas para que tomes as providências que entenderem pertinentes.
Presentes todos os requisitos o juiz determina o previsto no § 1º, do art. 52 (ler).
- § 2º e 4º, art. 52 (ler).
APRESENTAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Publicada a decisão que defere o processamento do pedido de recuperação, o devedor terá prazo de 60 dias para apresentar ao juízo seu plano de recuperação, conforme art. 53 (ler).
Se o plano não for apresentado no prazo acima, a falência do devedor será decretada. A partir do deferimento do processamento do pedido de recuperação, ou o devedor conseguirá sua recuperação ou sua falência será decretada. Não há uma terceira saída.
O plano de recuperação não é uma mera formalidade, mas é a coisa mais importante para o eventual sucesso de seu pedido.
O plano precisa ser minuciosamente elaborado, propondo medidas viáveis para a superação da crise que atinge a empresa.
- art. 50 – meios de recuperação do devedor (rol exemplificativo).
A hipótese do inciso I é medida extremamente simplória, até porque, a antiga concordata baseava-se justamente nessa medida, qual se mostrou totalmente ineficiente na tarefa de ajudar os devedores na superação da crise.
Muitas vezes a crise da empresa é resultado de má administração, daí ser uma verdadeira revolução na condução do empreendimento a mudança no controle societário.
Os credores podem constituir uma sociedade (inciso X) a fim de explorar a atividade econômica. Assim, constituem sociedade para, por meio dela, assumirem o comando das atividades do devedor.
A medida do inciso XI pode ser muito útil, já que se a empresa possuir grande parte de seu ativo imobilizado poderá vender um imóvel e locá-lo posteriormente. A venda do imóvel pode ser utilizada para implementação de novos investimentos.
O meio previsto no inciso XV só é possível apenas para sociedades anônimas, contudo, os investidores do mercado de capitais não estarão muito dispostos a adquirir valores mobiliários de uma empresa cuja crise econômica a obrigou a se socorrer do Judiciário para obtenção de recuperação judicial.
VENDA DE FILIAIS OU UNIDADES PRODUTIVAS ISOLADAS DO DEVEDOR
É previsão do art. 50 a realização de trespasse ou o arrendamento do estabelecimento empresarial do devedor.
- art. 60 e o parágrafo único – ler.
- art. 142 e 141 – já estudados.
FORMA ALTERNATIVA DE REALIZAÇÃO DO ATIVO
- art. 46.
CRÉDITOS TRABALHISTAS NO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
- art. 54 – ler.
Na antiga concordata, os créditos trabalhistas não poderiam integrar o plano de recuperação.
CREDORES SUBMETIDOS AO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DO DEVEDOR
- art. 49 – ler.
A despeito da previsão, nem todos os créditos estarão sujeitos à recuperação judicial, já que não integrarão os descritos nos §§ 3º e 4º, do art. 49 – ler. Trata-se, basicamente, de créditos bancários. A LRE deu privilégio a estes créditos, com o objetivo de dar mais segurança ao crédito bancário no Brasil, tentando diminuir o spreed.
De igual forma, os créditos fiscais não integram o plano de recuperação.
- § 1º, art. 49 (ler) – a concessão da recuperação não exime o fiador ou o avalista quanto à garantia que os mesmos prestaram ao devedor.
- § 2º, art. 49 (ler) – hipótese de novação (art. 59), quando propostas alterações nas condições das dívidas do devedor e aprovados no plano.
VERIFICAÇÃO E HABILITAÇÃO DOS CRÉDITOS
Visto os credores que não se submetem à recuperação, cumpre destacar que aqueles que sofrem os seus efeitos devem habilitar-se no processo de recuperação (art. 7º e ss.).
Na recuperação judicial, o procedimento de verificação e habilitação dos créditos não é feito com a finalidade de colocar os credores em ordem para recebimento dos seus créditos, mas tão só para legitimá-los a participar da assembleia-geral dos credores.
ANÁLISE DO PLANO DE RECUPERAÇÃO PELOS CREDORES E PELO JUIZ
Deferido o processamento da recuperação pelo juiz e apresentado o plano de recuperação pelo devedor, será publicado edital (art. 53).
Depois de apresentado o plano, cabe aos credores analisá-lo e decidir se o devedor deve ter a concessão da recuperação ou não. O juiz apenas “homologa” essa decisão, concedendo a recuperação, caso o plano seja aprovado, ou decretando a falência, caso seja rejeitado.
Obs.: Na concordata era o juiz que verificava os requisitos e a deferia.
As objeções deverão ser apresentadas ao juiz no prazo de 30 dias contados (art. 55) da publicação da relação preliminar de credores que o administrador elaborará nos termos do art. 7º, § 2º. Mas, no caso de o plano não ter sido apresentado nessa data, pois o devedor terá 60 dias para fazê-lo, o prazo será o constante do art. 53, parágrafo único e art. 55.
Se nenhum credor apresentar objeções significa que houve aprovação tácita. Nesse caso, não se convoca assembleia, e passa-se para a fase do art. 57.
Se for apresentada objeção, segue o prescrito no art. 56 e § 1º (ler).
Atenção: Não esquecer que a o prazo para habilitação e verificação é de 15 dias a contar da publicação do deferimento do processamento da recuperação judicial, tendo o administrador judicial 45 dias para confeccionar a segunda relação e fazê-la publicar.
Havendo objeção, não cabe ao juiz analisá-la e julgá-la, mas sim convocar a assembleia-geral de credores para que ela decida sobre o plano. Tal convocação não pode exceder 150 dias (contados do deferimento da recuperação) - § 1º, art. 56, pois o prazo de suspensão da prescrição e das execuções, na recuperação judicial, é de 180 dias (art. 6º, § 4º).
Nas objeções que os credores apresentarem ao juiz, eles poderão expor meios alternativos de recuperação, diferentes dos meios indicados pelo devedor.
A assembleia será realizada (art. 41) e os credores devidamente habilitados deliberarão sobre a aprovação, alteração ou rejeição do plano.
Caso o plano seja aprovado, a assembleia poderá indicar os membros do comitê de credores, se já não tiver constituído (§ 2º, art. 56).
Eventuais alterações propostas ao plano de recuperação apresentado poderão ser aprovadas pela assembleia se atender o disposto no § 3º, do art. 56.
Caso o plano de recuperação não convença os credores quanto à sua viabilidade, a assembleia-geral o rejeitará, sendo decretada sua falência (§ 4º, art. 56). Mas há hipótese excepcional em que o juiz pode conceder a recuperação mesmo se os credores não aprovarem o plano (§1º, art. 58 – cram down).
A assembleia-geral de credores pode tomar basicamente três decisões sobre o plano apresentado: a) aprovar sem alterações (nesse caso a assembleia pode eleger os membros do comitê, passando a fase do art. 57 – § 2º, art. 56); b) aprovar com alterações (é necessário o devedor consentirexpressamente com as mudanças, passando a fase do art. 57 – § 3º, art. 56); e, c) não aprovar (em princípio, o juiz deve decretar a falência, mas se houver uma “quase aprovação” (art. 58, § 1º), o juiz concederá a recuperação, passando também à fase do art. 57 – § 4º, art. 56).
- art. 45 - deliberações das classes de credores na recuperação judicial.
CONCESSÃO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL COM O CONSENTIMENTO DOS CREDORES
- art. 57 – ler.
Se os credores consentirem com o plano, sem a apresentação de qualquer objeção, ou se eles aprovarem o plano com alterações na assembleia-geral, caberá apenas ao devedor providenciar a apresentação de certidões negativas de débitos tributários.
Há severas críticas quanto às exigências das certidões negativas, pois o passivo tributário, justamente é uma das razões da crise.
Apresentadas as certidões, o juiz concederá a recuperação, art. 58.
Repise-se, neste caso, a concessão da recuperação depende (i) da não objeção ao plano por qualquer credor ou (ii) da aprovação do plano pela assembleia-geral com ou sem alterações.
CONCESSÃO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL SEM O CONSENTIMENTO DOS CREDORES – cram down
Em princípio, a LRE condiciona a concessão da recuperação judicial ao consentimento dos credores, caso em que o juiz apenas homologará o plano, após comprovada pelo devedor a sua regularidade fiscal por meio da juntada aos autos das certidões negativas de débitos tributários.
Contudo, a LRE prevê situação excepcional em que a recuperação será concedida mesmo que a assembleia-geral não tenha aprovado o plano (art. 58, §1º).
O juiz não está totalmente livre para conceder a recuperação judicial se os credores não aprovarem o plano. Só será aprovado o plano se tiver obtido a aprovação de parcela substancial dos credores, isto é, uma quase aprovação dos credores reunidos em assembléia.
Além do preenchimento cumulativo dos requisitos elencados no § 1º, do art. 58, deve o juiz atentar também para a regra disposta no § 2º, do mesmo artigo.
DECISÃO QUE CONCEDE A RECUPERAÇÃO JUDICIAL E SEUS EFEITOS
Ocorrendo (i) consentimento dos credores quanto ao plano do devedor, (ii) aprovação do plano em assembleia-geral ou (iii) quase aprovação do plano seguido do deferimento pelo juiz, a recuperação judicial será concedida, ocorrendo o disposto no art. 59, bem como o contido no seu § 1º.
A decisão que concede a recuperação é recorrível, por intermédio de agravo de instrumento (art. 59, § 2º).
- art. 60 e parágrafo único – ler: regra da sucessão empresarial. É comum o devedor propor alienação de ativos ou mesmo de filiais como forma de recuperação. Se o arrematante, através de leilão, pregão ou propostas fechadas, ficasse como sucessor, vinculado aos débitos já existentes, muitos poderiam desistir. Assim, a LRE criou essa regra muito interessante, mas também muito polêmica.
ATUAÇÃO DA EMPRESA EM CRISE DURANTE O PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Ao contrário do que ocorre no processo falimentar, na recuperação judicial o devedor em crise não perde, em princípio, a administração da empresa. Isso só se dará nas situações do art. 64.
Se ocorrer uma das hipóteses do art. 64, o juiz destituirá o administrador da empresa (parágrafo único, art. 64).
- art. 65 – ler.
Enquanto não eleito o gestor judicial pela assembleia-geral, o administrador judicial exercerá suas funções (art. 65, § 1º).
- Ler: § 2º, art. 65
Mesmo não perdendo a administração da empresa, o administrador sofrerá algumas restrições – art. 66.
Para contornar a crise, a LRE criou a medida do art. 68.
Em decorrência do princípio da veracidade que preside a formação e a utilização do nome empresarial, o art. 69 estabelece o uso da expressão “em Recuperação Judicial” após o nome empresarial, além da anotação junto à Junta Comercial (parágrafo único) semelhante ao art. 99, VIII.
ENCERRAMENTO DO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
O objetivo da recuperação judicial é propiciar ao devedor as condições necessárias à superação da sua crise econômico-financeira. As medidas adotadas devem ser levadas a cabo para que surtam os efeitos esperados e permitam que a empresa continue em atividade.
- art. 63 – ler.
Prevê o art. 61 (ler) que a recuperação judicial deve durar até o cumprimento das obrigações previstas no plano que tiverem vencimento no período de até dois anos após a concessão da recuperação pelo juiz. Cumpridas as obrigações, não deve mais ter continuidade o processo de recuperação, pois as circunstâncias indicam que o devedor já superou a crise ou que ele, no mínimo, caminha seguramente no sentido de superá-la.
Na sentença em que o juiz der por encerrado o processo de recuperação judicial, ele ainda determinará uma série de medidas, arroladas nos incisos I a V do art. 63.
- Inciso I: a segunda parcela dos honorários do administrador só deve ser paga depois de ele apresentar as suas contas e de elas serem aprovadas pelo juiz, como no processo falimentar.
- Inciso II: o juiz mandará apurar e recolher as custas ainda em aberto.
- Inciso III: é a prestação de contas que condiciona o pagamento da segunda parcela dos honorários, mencionada no inciso I. Deve o administrador detalhar todas as etapas do plano do devedor que foram executadas, a fim de que o juiz possa verificar o cumprimento das obrigações.
- Inciso IV: encerrada a recuperação judicial não há mais razão para atuação do comitê de credores e do administrador judicial.
- Inciso V: retirada da expressão “em Recuperação Judicial”.
- art. 62: ainda que o processo venha ser extinto por sentença, nos termos do art. 63, poderão os credores, caso alguma obrigação do plano seja descumprida, requerer a decretação da falência do devedor, com base no art. 94, III, “g” (atos de falência = deixar de cumprir obrigação assumida no plano de recuperação judicial).
CONVOLAÇÃO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL EM FALÊNCIA
Analisamos a situação em que o devedor cumpriu regularmente as obrigações constantes do seu plano de recuperação no período de até dois anos após a sua concessão, caso em que o juiz deverá encerrar o processo por sentença, continuando o devedor a exercer normalmente as suas atividades, bem como o restante do plano, caso ele ultrapasse o período dos dois anos.
Caso o devedor não cumpra suas obrigações dentro do prazo de dois anos após a sua concessão, haverá a convolação da recuperação judicial em falência – art. 61, § 1º.
- art. 73 e 74 (ler).
 A convolação só tem lugar se houver descumprimento de obrigações que ocorrem dentro do prazo de dois anos após a concessão da recuperação.
Se qualquer descumprimento se der fora desse prazo, não haverá a convolação, sendo caso de o credor interessado executar a dívida ou requerer a falência do devedor, forte no art. 94, III, “g” – parágrafo único, art. 73.
Contudo, não é só no caso apontado que ocorrerá a convolação, mas também nas circunstâncias apontadas no art. 73.
Ocorrendo uma das quatro hipóteses mencionadas, havendo a convolação da recuperação em falência, ocorrerá o disposto no art. 61, § 2º.
Conforme a previsão do art. 74, os atos de oneração, endividamento ou alienação de bens do devedor no período em que o plano estava sendo regularmente executado são considerados plenamente válidos. Os créditos decorrentes destas operações serão considerados extraconcursais (art. 67 e parágrafo único).
A LRE privilegiou os credores que firmaram relações jurídicas válidas com o devedor durante a execução regular do seu plano de recuperação judicial. Os créditos quirografários desse período serão tratados como sendo créditos com privilégio geral.
Prevê o parágrafo único do art. 73 que a falência ainda pode ser decretada durante a recuperação judicial sem que decorra uma das situações descritas no caput do art. 73.
As hipóteses não sujeitas à recuperação constam no art. 86, II (contrato de câmbio), art. 49, § 3º. Os credores destas hipóteses podem requerer a falência do devedor em recuperação judicial com fundamentos nos incisos I, II e III do art. 94. Não se trata de convolação da recuperação em falência, mas de simples decretação da falência, em virtude da ocorrênciade uma de suas causas ensejadoras.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL ESPECIAL (ME e EPP)
PLANO ESPECIAL DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DAS ME’s E DAS EPP’s
A recuperação judicial se divide em ordinária e especial. A ordinária foi a que já estudamos. A especial dá tratamento diferenciado às ME’s (receita bruta igual ou inferior a R$360.000,00) e EPP’s (receita bruta superior a R$360.000,00 e igual ou inferior a R$4.600.000,00) – art. 3º, LC 123/2006.
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II - no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais).
Por orientação do art. 179, CF/88, a LRE estabeleceu um plano especial para as microempresas e empresas de pequeno porte, estabelecido nos art. 70 a 72.
Em que pese louvável a iniciativa de plano especial para estas sociedades, ele não atendeu às expectativas, já que se resume a um curto parcelamento de seus débitos quirografários.
- art. 70, § 1º – o plano de recuperação especial é uma faculdade. Assim, cabe aos devedores enquadrados como ME ou EPP optarem pelo plano especial, mencionando-o na petição inicial.
- art. 71 – condições do plano de recuperação especial. O artigo cuida apenas da apresentação do plano, contudo antes é necessário requerer o deferimento do processamento da recuperação judicial (art. 51 e 48).
Deferido o processamento da recuperação judicial, abre-se o prazo de 60 dias do art. 53 para apresentação do plano, atendidos os termos do art. 71. 
- art. 71, I – abrangerá todos os créditos existentes na data do pedido, ainda que não vencidos, excetuados os decorrentes de repasse de recursos oficiais, os fiscais e os previstos nos §§ 3º e 4º do art. 49;
- art. 71, parágrafo único – o plano especial não tem o condão de suspender o curso da prescrição nem das ações e execuções por créditos não abrangidos pelo plano.
- art. 70, § 2º – os créditos não atingidos pelo plano especial não serão habilitados na recuperação judicial.
- art. 70, II – preverá parcelamento em até 36 (trinta e seis) parcelas mensais, iguais e sucessivas, acrescidas de juros equivalentes à taxa SELIC, podendo conter ainda a proposta de abatimento do valor das dívidas;
- art. 70, III – a primeira parcela deve ser paga em até 180 dias da data da distribuição do plano.
- art. 70, IV – incumbe ao juiz autorizar qualquer aumento de despesas ou contratação de empregados por parte do devedor, após ouvido o administrador judicial e o comitê de credores.
- art. 72 e parágrafo único – a aprovação do plano especial é de competência do juiz, não da assembleia-geral de credores. Cabendo, ainda, ao juiz rejeitar o plano e decretar a falência.
Também acarretará falência se houver objeções, nos termos do art. 55, de credores titulares de mais da metade de qualquer uma das classes de créditos previstos no art. 83, computados na forma do art. 45, todos da LRE.
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
INTRODUÇÃO
O Decreto 7.661/45 punia o devedor, com decretação de falência por ato de falência, caso convocasse credores para lhes propor dilação, remissão de créditos ou cessão de bens – art. 2º, III.
- art. 161 – a LRE adotou uma postura diferente, incentivando a solução de mercado.
REQUISITOS LEGAIS DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
- art. 161 – deve preencher os mesmos requisitos para a recuperação judicial (art. 48):
a) exercer atividade empresarial regularmente há mais de dois anos;
b) não ser falido, ou se tiver sido, já ter suas obrigações e responsabilidade declaradas extintas por sentença transitada em julgado;
c) não ter, há menos de cinco anos, obtido concessão de recuperação judicial ou concordata. Tratando-se de ME ou EPP, não ter, há menos de oito anos, obtido concessão de recuperação judicial com base em plano especial;
d) não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por crime falimentar.
Além destes requisitos gerais há também outro no § 3º, do art. 161 (ler).
Preenchidos tais requisitos o devedor pode apresentar plano de recuperação extrajudicial aos seus credores, submetendo-o à homologação judicial.
É claro que para uma recuperação extrajudicial que não será submetida à homologação judicial, o devedor não tem necessidade de preencher os mencionados requisitos. Tal previsão consta no art. 167.
PLANO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
 O plano a ser submetido ao judiciário se diferencia em alguns pontos do plano de recuperação judicial, assemelhando-se a ele em outros.
- § 2º, art. 161 – o plano não poderá contemplar o pagamento antecipado de dívidas nem tratamento desfavorável aos credores que a ele não estejam sujeitos.
A regra privilegia a par conditio creditorum. Até porque um devedor em crise não proporá pagamento antecipado de dívidas. De igual modo, não se admitirá que os credores que não se sujeitaram ao plano sejam prejudicados.
- § 1º, art. 163, parte final – o plano só poderá abranger créditos constituídos até a data do pedido de homologação em juízo.
- §§ 4º e 5º, art. 163 – ler.
CREDORES SUBMETIDOS AO PLANO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
Os credores que podem ser abrangidos pelo plano são:
a) com garantia real;
b) com privilégio especial;
c) com privilégio geral;
d) quirografários; e,
e) subordinados (se constarem do plano e caso ele seja homologado, ficarão submetidos ao que nele estiver previsto, mas apenas quanto aos créditos constituídos até a data do pedido de homologação).
- art. 161, § 1º - os créditos fiscais, trabalhistas e acidentários não se submetem ao plano de recuperação extrajudicial.
Também não se submetem os do art. 49, §§ 3º e 4º.
- § 4º, art. 161 – as ações e execuções em curso, promovidas pelos credores não submetidos ao plano, não se suspenderam em razão da homologação judicial do plano. Se os credores verificarem qualquer das situações do art. 94, I, II e III, podem requerer a falência do devedor.
PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DO ART. 162 DA LRE
Em regra, para obtenção da homologação do plano de recuperação extrajudicial, o devedor deve:
a) requerê-la por meio de petição, comprovando o preenchimento dos requisitos;
b) requerer o disposto no art. 162 (ler).
A homologação judicial do plano extrajudicial é uma faculdade do devedor, já que, neste caso, obteve a concordância dos credores, que aderiram ao plano, equivalendo, na verdade, a uma renegociação de dívida e não propriamente uma recuperação extrajudicial.
- § 5º, art. 161 – a homologação, nesse caso, resguarda o devedor, porque os credores que aderiram ao plano, assinando o documento que será juntado aos autos com a petição inicial, em princípio não poderão mais desistir da concordância. A desistência só é permitida se os demais credores concordarem.
PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DO ART. 163 DA LRE
Nem sempre é preciso que todos os credores submetidos ao plano extrajudicial consintam com o mesmo.
- art. 163 – ler.
Nesse caso, o devedor é obrigado a fazer o pedido de homologação do plano se quiser obrigar os credores que a ele não aderiram ao seu cumprimento.
- § 6º, art. 163 – formalidades que o devedor deve cumprir na petição para esse pedido de homologação.
PROCEDIMENTO DO PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO
Independente do fundamento do pedido (art. 162 ou 163) o procedimento é o mesmo.
- art. 164 – ler.
Há limitação das matérias que os credores podem veicular nas impugnações - § 3º, art. 164.
- § 2º, art. 164 – o prazo para apresentação das impugnações é de 30 dias contados da data de publicação do editalmencionado no caput do art. 164. Deve o credor na impugnação juntar comprovante do seu crédito, sob pena de seu não conhecimento.
- § 1º, art. 164 – o devedor deve diligenciar a remessa de carta a todos os credores, para tomarem conhecimento da recuperação extrajudicial.
- § 4º e 5º, art. 164 – oferecida alguma impugnação o devedor será intimado para se manifestar no prazo de 05 dias. Manifestado ou não o processo irá concluso para decisão.
O juiz aprovará o plano se da análise comprovar que o devedor não usa de mera artimanha para fraudar credores (art. 130).
- § 6º, art. 164 – havendo comprovação de qualquer ilicitude a homologação do plano será indeferida.
Diante do indeferimento o devedor poderá recorrer (§ 7º, do art. 164) ou apresentar novo plano, desde que atendidas as formalidades, se essa fora a causa do indeferimento (8º, do art. 164).
Do deferimento do plano, é obvio que cabe também apelação, recebida sem efeito suspensivo.
- § 6º, art. 161 – a sentença de homologação constitui título executivo judicial.
EFEITOS DA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
- art. 165 – em regra, o plano de recuperação extrajudicial não pode, uma vez homologado, produzir efeitos pretéritos, retroativo.
- § 1º, art. 165 – exceção à regra.
Pode ser que certas medidas do plano, relativas ao valor ou à forma de pagamento de determinados créditos de titularidade de credores que aderiram a ele, sejam implementadas antes de sua homologação judicial.
Verificada essa situação, e o plano posteriormente tenha a sua homologação indeferida deve ser devolvido aos credores signatários do plano o direito de exigir seus créditos nas condições originais, deduzidos os valores efetivamente pagos (§ 2º, art. 165).
- art. 166 (ler).
DISPOSITIVOS PENAIS DA LRE
Principais novidades trazidas pela LRE:
- a LRE não mais usa a expressão “crime falimentar”. O Decreto 7.661/45 considerava a sentença declaratória da falência condição objetiva de punibilidade.
Daí que a LRE suprimiu a expressão, pois há possibilidade de o devedor ser processado criminalmente, sem que seja falido (haja sentença declaratória de falência) – art. 180.
- a modalidade culposa foi abolida pela LRE e houve um aumento considerável nas penas.
O crime de fraude a credores (art. 168) é apenado por 3 a 6 anos de reclusão, mais multa. No diploma antigo era de 1 a 4 anos, sem multa.
- a contabilidade paralela (caixa 2) é causa específica de aumento de pena no crime de fraude a credores (art. 168, § 2º).
- art. 185 – o rito dos crimes falimentares segue os arts. 531 a 540 do CPP, rito sumário. O Decreto 7.661/45 proclamava rito específico – procedimento especial, disciplinado nos arts. 503 a 512 do CPP, quais foram revogados pelo art. 200 da LRE.
- art. 182 – os prazos prescricionais são regulados pelo CP.
- art. 187 – foi abolida a figura do inquérito judicial para apuração dos crimes falimentares, sendo agora, o MP responsável, assim que tiver conhecimento, de ajuizar a ação penal competente ou requisitar abertura de inquérito policial.

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