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1 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR FINANÇas MATERIAL COMPLEMENTAR 2 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR APRESENTAÇÃO Mesmo os mais leigos em noções básicas de Economia já devem ter se sentindo seduzidos – ou, no mínimo, intrigados – pela movimentação intensa, complexa e dinâmica do mundo das cifras, números e siglas do mercado financeiro globalizado. Esse intrincado universo de ações, investimentos e bolsas de valores oferece, de fato, oportunidades de ganhos reais em dinheiro àqueles que podem investir parte de suas finanças e aplicá-las inteligente e responsavelmente. Mas por onde começar? Como ingressar da maneira mais segura e ponderada na área? Neste material complementar ao conteúdo disponível no Administradores Premium, você aprende conceitos relevantes e recomendações práticas para entender o “economês”, se tornar um investidor e fazer seu dinheiro trabalhar para você. 3 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR resumo Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama, traz na série especial Falando de Finanças todas as orientações para arrumar o que estiver errado em suas finanças e se preparar para voos mais ousados rumo à prosperidade. Você aprende como planejar suas finanças e aplicar seu dinheiro de maneira eficiente, evitando surpresas e driblando a crise, com tudo o que precisa saber sobre fundos de investimento, investimentos em Renda Fixa e incidência de tributos. Confira a série especial no Administradores Premium com o Órama sobre finanças http://www.administradores.com.br/dashboard/workshops/59/falandodefinancas1 http://www.administradores.com.br/dashboard/workshops/59/falandodefinancas1 http://www.administradores.com.br/dashboard/workshops/59/falandodefinancas1 4 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Conheça os tipos de investimentos que estão disponíveis para você Pois é, nem tudo é “para o nosso bico” – o bico do contribuinte comum, pessoa física, trabalhador, a gigantesca parcela da população. Assim como as pessoas investem na bolsa de valores, os bancos compram ações que só eles podem comprar e, dessa forma, impedem que as finanças do mundo inteiro entrem em colapso. Essa negociação é baseada numa regra a partir da qual foi erguido praticamente todo o mercado de capitais. A lógica do investimento no Tesouro – e de outros investimentos – é simples. Você está emprestando dinheiro, logo vai recebê-lo com juros, ágio, lucro, rendimentos, proventos, como queira chamar. No caso dos títulos públicos, você está emprestando dinheiro ao governo para que ele cumpra com suas dívidas e possa investir no desenvolvimento do país. Além dos títulos públicos, outros tipos de investimento comuns são os Certificados de Depósito Bancário (CDB), que é uma forma de emprestar dinheiro aos bancos para que eles financiem suas atividades; as Letras de Crédito, que podem ser imobiliárias (LCI) ou do agronegócio (LCA); e a Letra de Câmbio (LC). As LCI, LCA e LC têm uma particularidade, pois você obrigatoriamente deve manter aquele dinheiro no banco por um período pré-determinado. Você não pode retirá-lo antes sem prejuízos – por isso é indicado para quem busca investir a médio e longo prazo e com uma quantia inicial de pelo menos R$ 30 mil (mas quem investe de R$ 50 mil em diante tem retornos melhores). (Adaptado a partir de artigo desenvolvido por Gabriel Costa para o Portal Administradores) 5 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Esses investimentos tomam por base os Certificados de Depósito Interbancários, os famosos CDI. Esses certificados são negociados entre os bancos, e os investidores pessoa física (nós) não podem obtê-los. Os CDI servem para garantir que nenhum banco termine o dia com o caixa negativo, o que impede que haja uma quebra sistêmica –também conhecida como Regra de Basileia. Os rendimentos dos CDB e das Letras dependem da taxa do CDI. Quanto maior o percentual pago pelo CDI, maior o ganho dos investidores com seus certificados e Letras de Crédito. Também é interessante contar que estas tanto podem ter um alvo pré-fixado quanto pós-fixado; o primeiro você já tem quase a certeza do quanto vai receber quando for liquidar o investimento, já o segundo é um incógnita. Seu investimento estará exposto às variações, o que geralmente rende bem mais ao investidor. Roberto Indech, analista de investimentos da Rico.com.vc afirma que investir é bom a qualquer momento, seja na bolsa, tesouro direto ou nos certificados e letras. “Desde que você encontre uma empresa séria e alguém que possa lhe orientar bem nesse terreno desconhecido, seus investimentos com certeza terão rendimentos.” Lembrando um pouco do nosso especial, já explicamos que a bolsa de valores tem liquidez diária, o que quer dizer que você pode liquidar o seu investimento a qualquer hora. Entretanto, não é só com a venda de ações que seu investimento cresce. As empresas podem reinvestir o seu dinheiro e tornar tanto ela mesma como todas as suas ações ainda mais valiosas, deixando você mais rico mesmo sem vender a ação. Mas, afinal, como são recebidos os rendimentos dos investimentos? “As empresas oferecem o retorno de duas formas: distribuindo os dividendos que é o lucro líquido (rendimentos) proporcionalmente para cada acionista ou valorizando as ações: reinvestindo na empresa, fazendo com que seus papéis sejam mais valiosos no mercado, por exemplo”, informa o especialista. 6 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Saiba como investir em ações sem sair de casa Investir na bolsa de valores pode parecer complicado, inicialmente. Mas hoje em dia existem formas que facilitam cada vez mais os caminhos para que pessoas sem tanta experiência no assunto possam participar do mercado de capitais. No site da BM&FBovespa, por exemplo, há um menu específico para iniciantes, ensinando passo a passo o que é necessário para começar a investir, ainda que não se tenha formação profissional para tal. Um instrumento chave na democratização da participação nesse mercado é o sistema de home broker, oferecido atualmente por várias corretoras para facilitar o ingresso nos negócios de investimento. Marcus Vinícius de Oliveira Neto, da Terranova Investimentos, define o home broker como uma “ferramenta virtual de acesso ao mercado de bolsa”. O sistema é mais uma influência da integralização de informações e comunicação através da internet. Assim como podemos realizar transações bancárias através de sistemas online, o investidor pode monitorar suas movimentações e contas na bolsa sem necessariamente estar presente fisicamente no local. Os home brokers são conectados ao sistema da BM&FBovespa e permitem que sejam efetuadas ordens de compra e venda através dos sites das corretoras correspondentes. O estímulo à adoção desse sistema no Brasil ocorreu como medida de fomento à democratização do mercado de capitais, por facilitar o acesso de pessoas físicas e usuários domésticos a esse mundo. A participação do pequeno investidor é vantajosa para as empresas cujas ações estão sendo comercializadas, e também por promover maior liquidez ao mercado em geral. (Adaptado a partir de artigo desenvolvido por Marcela Agra para o Portal Administradores) 7 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Como escolher o home broker? Oliveira Neto recomenda levar em consideração a interface da ferramenta, analisando se é intuitiva, de simples acesso e navegação, e sem muitos níveis de funções, especialmente se o investidor é iniciante. É importante também pensar no equipamento que será exigido para suportar o sistema, que deve ser o mais simples possível. “Precisam ser ferramentas leves, que não consumam muita memória de armazenamento e não demandem muito do processador”, explica o agente de investimentos. Além da facilidade do uso e da questão logística, Richard Rytenband, economista e mestre em Psicologia da Educação, aponta alguns outros fatores como critérios de escolha do sistema.“O histórico da corretora, a qualidade da infraestrutura e, o mais importante, conversar com quem já opera nesta plataforma”, recomenda. Ele continua dizendo que é vital verificar o sistema de suporte quando o home broker sai do ar (o que não pode acontecer com frequência), e também descobrir que tipo de operações precisariam ser feitas por telefone, por exemplo. A corretora escolhida pelo investidor tem que estar cadastrada na bolsa e é possível checar essa informação no site da BM&FBovespa. Como a bolsa faz auditorias periódicas nos home brokers dessas corretoras, o cadastro no site é garantia de segurança do sistema. A maioria das empresas dessa área oferece o serviço online por valores razoáveis. “Os preços das corretagens hoje em dia são baixos e há uma política agressiva de preços mesmo por parte das melhores corretoras”, afirma Rytenband. Prepare-se antes de começar a investir Rytenband explica ainda que confiar apenas em um sistema home broker para começar a investir não é uma boa ideia. O interessado em entrar no mercado de ações precisa pesquisar sobre o tema antes e durante as atividades. “O home broker é uma ferramenta que facilita o acompanhamento, análises e o envio de ordens de compra e venda. Ele deve ser encarado como uma ferramenta e não um catalisador de operações”, explica o professor. 8 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Isso quer dizer que, ao entrar nesse setor, especialmente usando sistemas online, o investidor pode se deixar seduzir pela facilidade de operar compras e vendas, esquecendo que precisa haver critérios para nortear suas transações. Comprar uma ação apenas porque ela está barata e pode ser valorizada depois é perigoso. “O investidor deve ter claro que para ter sucesso nas operações deve ter as ferramentas adequadas para mensurar o risco X retorno, disciplina para seguir o plano e, o mais importante, não se contagiar com excesso de otimismo ou pessimismo dos outros investidores”, continua Rytenband. Os mobile brokers são práticos mas podem contribuir para essa empolgação excessiva. Com sistemas de notificação, por exemplo, o investidor fica conectado com as operações pelo celular ou tablet, o que pode ser bom ou ruim. “Mobile brokers são bem ágeis e versáteis contemplando funções até pouco tempo atrás impensadas para ferramentas ditas rudimentares. TradePush, por exemplo, é um serviço de notificação para confirmação de ordens oferecido pela corretora que tem por objetivo facilitar a comunicação entre o assessor de investimentos e o cliente, quando da realização de operações”, explica Oliveira Neto. O mobile viabiliza essa comunicação, mas há pontos negativos, como a possibilidade de acabar a bateria do celular, o sistema travar ou a conexão ficar ruim. A questão é encontrar o equilíbrio entre benefícios e malefícios e ter sempre um outro plano. Perder uma operação por causa de erros no sistema ou apostar em algo no calor do momento sem analisar a situação com cautela são possibilidades que devem ser evitadas. “É importante sempre ter um plano B. Os grandes prejuízos podem vir justamente de uma sequência de eventos que pareciam ser impossíveis de ocorrer”, recomenda Rytenband. Quer usando sistema mobile ou home broker, a recomendação final de Rytenband para investidores iniciantes é a mesma que recebeu ao iniciar nessa área de movimentação de ações. “Um dos meus mentores da bolsa me disse uma frase muito interessante quando eu era jovem: ‘Você está operando o mercado ou o mercado está operando você?’ Quem acompanha cada minuto de negociações, cada notícia, corre o risco de ser operado pelo mercado”, conclui. 9 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Seis dicas para investir em Renda Fixa Com a crise econômica que assola o país, os brasileiros que conseguem poupar ficam na dúvida de onde aplicar suas reservas em meio às opções disponíveis no mercado. Mas como escolher uma aplicação adequada, segura e que tenha um retorno satisfatório? Uma das melhores aplicações do momento é a Renda Fixa. Os títulos de Renda Fixa são vantajosos para o investidor num cenário de juros altos como o atual. Eles podem ser entendidos como um empréstimo, ou seja, você empresta dinheiro ao emissor do título, que lhe paga por isso uma remuneração ao fim do prazo de aplicação, já que, com a elevação dos juros, as taxas de retorno ficam mais interessantes. Esse tipo de operação cresceu muito nos últimos anos no Brasil. Mas por que é tão interessante investir em Renda Fixa? Confira em seis tópicos: 1 – Prazo No mercado financeiro, quanto maior o risco e tempo de investimento, maior o retorno. Ou seja, aplicando em um título de Renda Fixa de longo prazo a tendência é ter uma remuneração maior no final da aplicação. É como uma recompensa por não mexer no dinheiro pelo tempo preestabelecido. 2 – Liquidez A liquidez para esse tipo de investimento também é atrativa. Alguns investimentos, como o CDB, têm rentabilidade diária. Outros, como as LCIs e LCAs, precisam ficar aplicados no nome do investidor por um período de até 60 dias antes do resgate. (Por Órama Investimentos) 10 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR 3 – Imposto de Renda Quanto mais tempo você permanecer na aplicação, menor o valor de imposto a ser pago. A tributação para esse tipo de investimento está relacionada a uma tabela regressiva que começa com 22,5% para aplicações de até 180 dias e cai gradativamente até os 15% se o investimento tiver um prazo superior a 720 dias. Em algumas aplicações, o investidor é isento do imposto de renda. 4 - Risco É importante analisar o risco do emissor. Os CDBs, LCAs e LCIs geralmente são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Este fundo garante até R$ 250 mil aplicados por pessoa em uma mesma instituição financeira ou conglomerado. A garantia dilui o risco do investidor na hora do investimento. 5 – Valor da aplicação Quanto maior o valor que o investidor tiver para aplicar, maior a taxa de retorno oferecida pelo emissor. Nos CDBs, geralmente o valor de aplicação é menor. Já a LCI e a LCA exigem um valor maior de depósito. 6 – Registro Todos os títulos emitidos por uma instituição financeira com valor mínimo de R$ 5 mil devem ser registrados em uma câmara depositária autorizada pelo Banco Central. Esse registro assegura a aplicação em seu nome. 11 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR 10 dicas sobre por que investir no Tesouro Direto O Tesouro Direto é uma aplicação de Renda Fixa, com ótima rentabilidade, onde o investidor compra títulos públicos diretamente do governo federal. No atual momento da economia do país, esse tipo de aplicação tem aumentado. Confira a seguir dez dicas sobre por que investir em Tesouro Direto é um bom negócio: 1. Tesouro Direto não é poupança, é investimento. Poupar é guardar dinheiro, sem multiplicá-lo. Investimento acontece quando você busca rentabilidade que possa aumentá-lo com o tempo. 2. Tesouro Direto tem opção de taxas prefixadas de conhecimento do investidor desde o início, como por exemplo, 13% ao ano, ou pós- fixadas com taxas variáveis, exemplo, 6% ao ano + IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Qual é a melhor? Você terá que analisar as suas necessidades particulares para avaliar as opções. 3. O Tesouro Direto tem impostos e taxas. Mas no geral a rentabilidade líquida, ao final, respeitando-se os prazos, é muito superior à da caderneta de poupança e de outros investimentos de Renda Fixa, por exemplo. 4. Você pode aplicar pouco dinheiro no Tesouro Direto, a partir de R$ 30. Cuidado com os custos de DOC (Documento de Ordem de Crédito) e TED (Transferência Eletrônica Disponível) se for aplicar pequenos valores e o dinheiro não estiver, originalmente, no agente de custódia onde o dinheiro será aplicado. (Adaptado a partir de artigo desenvolvido por Lélio Braga Calhau para o Portal Administradores) 12 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR5. Os bancos não têm taxas mais baratas para se aplicar no Tesouro Direto. Segundo o ranking da BM&FBovespa, as corretoras independentes possuem taxas de administração menores que as praticadas pelos bancos. 6. É fácil aprender a investir. Você pode aprender tudo sobre o assunto, gratuitamente, no site mantido pelo Tesouro Nacional (http:// www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto). Se for fazer algum curso, analise qual benefício concreto ele pode lhe trazer, e se o valor cobrado é justo. 7. Não é possível aplicar no Tesouro Direto usando somente a conta do banco. Você deverá abrir uma conta em um agente de custódia também. É um procedimento muito simples. Pesquise qual é a melhor opção para o seu caso. 8. Investir é simples. Você precisa ter um CPF, conta corrente ou poupança num banco e uma conta num agente de custódia autorizado pelo governo federal. 9. Em tese, você pode vender diariamente seus títulos. Se vender antes, pode haver deságio em alguns casos. Priorize levar os títulos até o vencimento e não haverá deságio. Você pode, ainda, comprar títulos para anos próximos ou não. Vai depender do seu interesse. Também é possível, na mesma compra, escolher títulos e valores com vencimentos em anos bem diferentes. 10. Sua empresa não poderá aplicar em Tesouro Direto. Somente pessoas físicas podem aplicar. 13 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Em qual perfil de investidor você se encaixa? Quase como descobrir o sexo do seu filho que está para nascer, a satisfação de saber que há uma porta de entrada nesse mundo dos investimentos é igual! Está certo, não é mesma proporção, mas é como se agora você não estivesse mais perdido. Vamos ver qual o seu perfil de investidor e qual pílula você escolheria se Morpheus, personagem da série de filmes Matrix, oferecesse: a vermelha ou a azul. Ou seja, conhecer quem é você na fila dos investimentos é o batismo dessa nova etapa da sua vida onde você estará empreendendo o seu dinheiro. Conservador, moderado e arrojado O mercado de ações oferece liquidez diária, você pode comprar ou vender ações (operar na bolsa) todos os dias úteis. Entretanto, alguns investimentos em Renda Fixa não têm esse mesmo funcionamento – você só pode resgatar o seu dinheiro no fim do prazo acordado no começo. Hoje, a facilidade é ainda maior na hora de cuidar dos seus investimentos com ferramentas de home broker que quase todas as corretoras oferecem. Isto é, até mesmo numa viagem ou enquanto leva seu cachorro para passear você pode vender, comprar ações, verificar seu saldo etc. Sendo que, geralmente, quem opera diariamente na bolsa são os investidores mais experientes e que buscam o mercado especulativo, esses são os agressivos. Esse tipo de negócio é chamado de day trade. O investidor busca ações com alavancagem ou conta margem para destinar o seu dinheiro e vende a ação por volta das 16h do mesmo dia que comprou, antes do mercado fechar. (Adaptado a partir de artigo desenvolvido por Gabriel Costa para o Portal Administradores) 14 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR O investidor com perfil conservador é aquele que busca investimentos que não lhe farão perder seu dinheiro. Muitas vezes o retorno é baixo – pois você deixa de investir em algo mais rentável – mas pode ser melhor a longo prazo. Sendo que, dependendo do investimento, ele não perde seu dinheiro e nem o desvaloriza; como é o caso da caderneta de poupança. Podemos ver o conservador mais como “aquele que não quer correr riscos”. O moderado já diversifica mais os seus investimentos e arrisca uma parte dele em troca de dividendos maiores. Busca, por exemplo, investir na Renda Fixa e no Tesouro Direto, busca mais de uma variável para destinar seu dinheiro e assim promover uma rentabilidade maior dos seus investimentos. Entretanto, o investidor moderado sempre busca alguma garantia da manutenção do seu dinheiro. Já quem busca colocar um pouco em cada tipo de investimento, compra debêntures (ações de dívidas de companhias), aposta em empresas que estão catalisando recursos pela primeira vez no mercado de ações (as OPI, Ofertas Públicas Iniciais) e está apto a se expor a maiores ganhos, mas também perdas, esse é o arrojado. Se pensarmos de maneira sensata sobre o dinheiro, essa é aquela pessoa que não precisa necessariamente daquele dinheiro que está investido, há outros meios de sobreviver. Por isso expõem seu investimento a uma possível perda. A dica que a corretora de valores Órama Investimentos dá a quem pensa em investir, independentemente do seu perfil, é sempre diversificar os investimentos. Assim você consegue testar outros locais para investir – como a própria bolsa de valores ou investimentos de Renda Fixa, fundos imobiliários etc. – e melhorar seus rendimentos. A busca por investir de maneira diversificada pode ser a responsável por seu trânsito do perfil conservador para o moderado ou arrojado, por exemplo. 15 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Tempo de investimento Definido o perfil, os investidores ainda se dividem entre aqueles que planejam as aplicações em curto, médio e longo prazo. Aqui é onde você dá de cara com Morpheus e tem que escolher uma das pílulas. Sem as interpretações filosóficas que Matrix pode nos provocar, escolher o tempo do seu investimento inclui tanto a sua necessidade por aquele dinheiro quanto o quanto você pretende ganhar com aquele investimento. Investimentos ligados à Renda Fixa, caderneta de poupança e ao Tesouro Direto prometem ganhos muito maiores quanto maior for o prazo do seu investimento. Já na bolsa de valores a história é outra. Você pode ganhar muito dinheiro em apenas um dia, como nas operações de day trade de que falamos; a alavancagem, por exemplo, pode aumentar em até 25 vezes o valor que você investir em determinada ação. Isso quer dizer que se você investir R$ 10 mil, contando com ações que você detenha e o dinheiro que você tiver na conta corrente, numa operação de alavancagem você pode terminar o dia com R$ 250 mil. Claro, há outros tipos de ações e operações na bolsa de valores, mas quem vai decidir quanto tempo você vai manter seu dinheiro em ações será você. Por isso é interessante ler o prospecto do investimento e ver o quanto aquela ação pode lhe render de juros ou pode se valorizar no mercado; lembrando que a liquidez da bolsa é diária, então você pode tirar seu dinheiro de lá quando quiser. O prazo do investimento não interfere diretamente no perfil do investidor. É possível diversificar bastante seus investimentos e optar investir por mais tempo em algo e menos em outro, só depende da sua pretensão de ganhos. 16 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Até que ponto notícias e rumores afetam seu investimento? Michael Burry é um guru de Wall Street. Ele é esquisito e, segundo ele mesmo, se sente melhor sozinho. Ele tem um olho de vidro, ou seja, enxerga apenas por um olho. Mesmo tendo a visão dificultada, ele conseguiu enxergar o crash de 2008 da bolsa de valores dos Estados Unidos enquanto ninguém mais acreditava que aconteceria. Michael apenas olhou. Analisou os números e percebeu que na verdade todo o progresso que o país estava vivendo estava alicerçado sobre um grande buraco. Logo ele começou a buscar os maiores bancos do país e fazer o que todos acharam uma grande piada: Michael estava operando vendido com o dinheiro dos seus acionistas contra os fundos imobiliários, ou seja, estava apostando contra o mercado imobiliário dos Estados Unidos. Um analista de um desses bancos em que Michael esteve, Jared Vennett, ficou incomodado com o que ele estava falando, analisou alguns números e viu que fazia sentido. Então, começou a buscar alguma corretora que também acreditasse no seu discurso para que pudessem apostar contra o nicho que detinha o título de investimento mais seguro dos EUA: o mercado imobiliário. Por acaso, Jared ligou para acorretora de Mark Baum achando que fosse um banco e contou o caso. Mark, com sua experiência e desconfiança, decidiu circular com sua equipe nos locais mais promissores de vendas de imóveis e constatou que qualquer um sem renda comprovada podia fazer um empréstimo e financiar três, quatro, cinco casas. (Adaptado a partir de artigo desenvolvido por Gabriel Costa para o Portal Administradores) 17 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Depois de comprovar a falha, Mark apostou milhões contra os mesmos ativos. Essa falha que os bancos criaram propositalmente para ganhar mais dinheiro culminou na maior crise do século XXI, cujos efeitos sentimos até hoje. Você pode ver essa história com Christian Bale, Ryan Gosling e Steve Carell interpretando os personagens que citamos no filme A Grande Aposta (2015) Além de Michael, Jared e Mark, apenas mais três pessoas perceberam a falha. Entretanto, vale ressaltar que todos eles eram grande especialistas no mercado de ações e viviam daquilo. Mas e para aqueles que não possuem esse expertise ou até mesmo estão em seu primeiro investimento e não conseguem fazer a mesma análise que os personagens fizeram, eles devem acreditar nos rumores ou apenas nas notícias da mídia especializada? “Nenhum dos dois. O mais importante é você e todo investidor, mesmo os mais experientes, basearem seus investimentos no que a empresa anuncia nos seus canais oficiais”, explica Roberto Indech, analista da Rico.com.vc. Além disso, há no Brasil um órgão, um programa e um fundo de garantia que protege os investimentos; ou seja, mesmo que haja algo caótico nessas dimensões, todo o seu dinheiro ou uma parte dele volta para o seu bolso. Uma armadura para o seu investimento Medo de altura, de viajar de avião e até medo de morrer são muito comuns; mas pouca gente se lembra do medo de investir, que também é quase natural do ser humano – afinal, você está fazendo uma aposta: pode ganhar ou perder. No Brasil, mais de 500 mil pessoas investem na bolsa e todas elas estão protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos, que resguarda seu investimento em até R$ 250 mil. Isso quer dizer que se o banco que está com seu dinheiro quebrar, o governo, através do FGC, assegura que pelo menos essa quantia do seu investimento será devolvida para você. Investidores pequenos, que desejam começar com algo em torno de R$ 5 mil a R$ 10 mil, também estão automaticamente preservados por esse fundo. 18 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é a autarquia federal que regula a bolsa de valores e as corretoras de valores. Ela existe há 40 anos e sempre promove exposições, programas de estágio e de educação em investimentos para quem tiver interesse. Uma forma de auxiliar o investidor criada pela CVM foi o Programa de Orientação e Defesa do Investidor (PRODIN). Através dele, a comissão pode apoiar os investidores esclarecendo dúvidas sobre o mercado de capitais e orientando no sentido de como investir com segurança. Receber denúncias contra agentes do mercado, solicitar que eles prestem esclarecimentos, realizar inspeções e abrir processos com o objetivo de aplicar penalidades administrativas aos infratores também são papéis do programa da CVM, o qual ainda emite um boletim semestral sobre o atendimento, reclamações recebidas e as corretoras mais denunciadas. No site da comissão há também uma seção que explica as suas atribuições e explana todos os direitos do investidor, direcionando o usuário ao Portal do Investidor, veículo também mantido pela CVM e pelo governo federal que esclarece diversas dúvidas e orienta os investidores sobre o mercado de capitais, publica boletins oficiais que interessam aos investidores e fala das decisões do governo que interferem nos investimentos. 19 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR TOME NOTA E-BOOK Introdução a Fundos de Investimento PORTAL ADMINISTRADORES Vamos enriquecer juntos com nossos filhos? http://www.administradores.com.br/hotsite/fundosdeinvestimento/ http://www.administradores.com.br/hotsite/fundosdeinvestimento/ http://www.administradores.com.br/noticias/economia-e-financas/vamos-enriquecer-junto-com-nossos-filhos/115678/ http://www.administradores.com.br/noticias/economia-e-financas/vamos-enriquecer-junto-com-nossos-filhos/115678/ 20 finanças MATERIAL COMPLEMENTAR Este é um material para uso exclusivo dos membros do Administradores Premium como complemento ao conteúdo disponível na plataforma. 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