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1
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
FINANÇas
MATERIAL COMPLEMENTAR
2
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
APRESENTAÇÃO
Mesmo os mais leigos em noções básicas de Economia já 
devem ter se sentindo seduzidos – ou, no mínimo, intrigados 
– pela movimentação intensa, complexa e dinâmica do mundo 
das cifras, números e siglas do mercado financeiro globalizado. 
Esse intrincado universo de ações, investimentos e bolsas de 
valores oferece, de fato, oportunidades de ganhos reais em 
dinheiro àqueles que podem investir parte de suas finanças 
e aplicá-las inteligente e responsavelmente. Mas por onde 
começar? Como ingressar da maneira mais segura e ponderada 
na área?
Neste material complementar ao conteúdo disponível no 
Administradores Premium, você aprende conceitos relevantes 
e recomendações práticas para entender o “economês”, se 
tornar um investidor e fazer seu dinheiro trabalhar para você.
3
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
resumo
Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama, traz na 
série especial Falando de Finanças todas as orientações para 
arrumar o que estiver errado em suas finanças e se preparar para 
voos mais ousados rumo à prosperidade. Você aprende como 
planejar suas finanças e aplicar seu dinheiro de maneira eficiente, 
evitando surpresas e driblando a crise, com tudo o que precisa 
saber sobre fundos de investimento, investimentos em Renda 
Fixa e incidência de tributos. 
Confira a série especial 
no Administradores 
Premium com o Órama
sobre finanças 
http://www.administradores.com.br/dashboard/workshops/59/falandodefinancas1
http://www.administradores.com.br/dashboard/workshops/59/falandodefinancas1
http://www.administradores.com.br/dashboard/workshops/59/falandodefinancas1
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finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Conheça os tipos de 
investimentos que estão 
disponíveis para você
Pois é, nem tudo é “para o nosso bico” – o bico do contribuinte 
comum, pessoa física, trabalhador, a gigantesca parcela da 
população. Assim como as pessoas investem na bolsa de valores, os 
bancos compram ações que só eles podem comprar e, dessa forma, 
impedem que as finanças do mundo inteiro entrem em colapso. 
Essa negociação é baseada numa regra a partir da qual foi erguido 
praticamente todo o mercado de capitais.
A lógica do investimento no Tesouro – e de outros investimentos – é 
simples. Você está emprestando dinheiro, logo vai recebê-lo com 
juros, ágio, lucro, rendimentos, proventos, como queira chamar. 
No caso dos títulos públicos, você está emprestando dinheiro ao 
governo para que ele cumpra com suas dívidas e possa investir no 
desenvolvimento do país.
Além dos títulos públicos, outros tipos de investimento comuns 
são os Certificados de Depósito Bancário (CDB), que é uma forma 
de emprestar dinheiro aos bancos para que eles financiem suas 
atividades; as Letras de Crédito, que podem ser imobiliárias (LCI) ou 
do agronegócio (LCA); e a Letra de Câmbio (LC).
As LCI, LCA e LC têm uma particularidade, pois você 
obrigatoriamente deve manter aquele dinheiro no banco por um 
período pré-determinado. Você não pode retirá-lo antes sem 
prejuízos – por isso é indicado para quem busca investir a médio e 
longo prazo e com uma quantia inicial de pelo menos R$ 30 mil (mas 
quem investe de R$ 50 mil em diante tem retornos melhores).
(Adaptado a partir de 
artigo desenvolvido por 
Gabriel Costa para o 
Portal Administradores)
5
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Esses investimentos tomam por base os Certificados de Depósito 
Interbancários, os famosos CDI. Esses certificados são negociados 
entre os bancos, e os investidores pessoa física (nós) não podem 
obtê-los. Os CDI servem para garantir que nenhum banco termine 
o dia com o caixa negativo, o que impede que haja uma quebra 
sistêmica –também conhecida como Regra de Basileia.
Os rendimentos dos CDB e das Letras dependem da taxa do CDI. 
Quanto maior o percentual pago pelo CDI, maior o ganho dos 
investidores com seus certificados e Letras de Crédito. Também é 
interessante contar que estas tanto podem ter um alvo pré-fixado 
quanto pós-fixado; o primeiro você já tem quase a certeza do quanto 
vai receber quando for liquidar o investimento, já o segundo é um 
incógnita. Seu investimento estará exposto às variações, o que 
geralmente rende bem mais ao investidor.
Roberto Indech, analista de investimentos da Rico.com.vc afirma 
que investir é bom a qualquer momento, seja na bolsa, tesouro 
direto ou nos certificados e letras. “Desde que você encontre uma 
empresa séria e alguém que possa lhe orientar bem nesse terreno 
desconhecido, seus investimentos com certeza terão rendimentos.”
Lembrando um pouco do nosso especial, já explicamos que a bolsa 
de valores tem liquidez diária, o que quer dizer que você pode 
liquidar o seu investimento a qualquer hora. Entretanto, não é só com 
a venda de ações que seu investimento cresce. As empresas podem 
reinvestir o seu dinheiro e tornar tanto ela mesma como todas as 
suas ações ainda mais valiosas, deixando você mais rico mesmo sem 
vender a ação.
Mas, afinal, como são recebidos os rendimentos dos investimentos? 
“As empresas oferecem o retorno de duas formas: distribuindo os 
dividendos que é o lucro líquido (rendimentos) proporcionalmente 
para cada acionista ou valorizando as ações: reinvestindo na 
empresa, fazendo com que seus papéis sejam mais valiosos no 
mercado, por exemplo”, informa o especialista.
6
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Saiba como investir em 
ações sem sair de casa
Investir na bolsa de valores pode parecer complicado, inicialmente. 
Mas hoje em dia existem formas que facilitam cada vez mais os 
caminhos para que pessoas sem tanta experiência no assunto possam 
participar do mercado de capitais. No site da BM&FBovespa, por 
exemplo, há um menu específico para iniciantes, ensinando passo a 
passo o que é necessário para começar a investir, ainda que não se 
tenha formação profissional para tal.
Um instrumento chave na democratização da participação nesse 
mercado é o sistema de home broker, oferecido atualmente por várias 
corretoras para facilitar o ingresso nos negócios de investimento. 
Marcus Vinícius de Oliveira Neto, da Terranova Investimentos, 
define o home broker como uma “ferramenta virtual de acesso ao 
mercado de bolsa”. O sistema é mais uma influência da integralização 
de informações e comunicação através da internet. Assim como 
podemos realizar transações bancárias através de sistemas online, o 
investidor pode monitorar suas movimentações e contas na bolsa sem 
necessariamente estar presente fisicamente no local.
Os home brokers são conectados ao sistema da BM&FBovespa e 
permitem que sejam efetuadas ordens de compra e venda através 
dos sites das corretoras correspondentes. O estímulo à adoção 
desse sistema no Brasil ocorreu como medida de fomento à 
democratização do mercado de capitais, por facilitar o acesso de 
pessoas físicas e usuários domésticos a esse mundo. A participação 
do pequeno investidor é vantajosa para as empresas cujas ações 
estão sendo comercializadas, e também por promover maior liquidez 
ao mercado em geral.
(Adaptado a partir de 
artigo desenvolvido por 
Marcela Agra para o 
Portal Administradores)
7
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Como escolher o home broker?
Oliveira Neto recomenda levar em consideração a interface da 
ferramenta, analisando se é intuitiva, de simples acesso e navegação, 
e sem muitos níveis de funções, especialmente se o investidor é 
iniciante. É importante também pensar no equipamento que será 
exigido para suportar o sistema, que deve ser o mais simples possível. 
“Precisam ser ferramentas leves, que não consumam muita memória 
de armazenamento e não demandem muito do processador”, explica 
o agente de investimentos.
Além da facilidade do uso e da questão logística, Richard Rytenband, 
economista e mestre em Psicologia da Educação, aponta alguns 
outros fatores como critérios de escolha do sistema.“O histórico 
da corretora, a qualidade da infraestrutura e, o mais importante, 
conversar com quem já opera nesta plataforma”, recomenda. Ele 
continua dizendo que é vital verificar o sistema de suporte quando o 
home broker sai do ar (o que não pode acontecer com frequência), e 
também descobrir que tipo de operações precisariam ser feitas por 
telefone, por exemplo.
A corretora escolhida pelo investidor tem que estar cadastrada na 
bolsa e é possível checar essa informação no site da BM&FBovespa. 
Como a bolsa faz auditorias periódicas nos home brokers dessas 
corretoras, o cadastro no site é garantia de segurança do sistema. A 
maioria das empresas dessa área oferece o serviço online por valores 
razoáveis. “Os preços das corretagens hoje em dia são baixos e há 
uma política agressiva de preços mesmo por parte das melhores 
corretoras”, afirma Rytenband.
Prepare-se antes de começar a investir
Rytenband explica ainda que confiar apenas em um sistema home 
broker para começar a investir não é uma boa ideia. O interessado em 
entrar no mercado de ações precisa pesquisar sobre o tema antes e 
durante as atividades. “O home broker é uma ferramenta que facilita 
o acompanhamento, análises e o envio de ordens de compra e venda. 
Ele deve ser encarado como uma ferramenta e não um catalisador de 
operações”, explica o professor.
8
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Isso quer dizer que, ao entrar nesse setor, especialmente usando 
sistemas online, o investidor pode se deixar seduzir pela facilidade de 
operar compras e vendas, esquecendo que precisa haver critérios para 
nortear suas transações. Comprar uma ação apenas porque ela está 
barata e pode ser valorizada depois é perigoso. “O investidor deve 
ter claro que para ter sucesso nas operações deve ter as ferramentas 
adequadas para mensurar o risco X retorno, disciplina para seguir o 
plano e, o mais importante, não se contagiar com excesso de otimismo 
ou pessimismo dos outros investidores”, continua Rytenband.
Os mobile brokers são práticos mas podem contribuir para essa 
empolgação excessiva. Com sistemas de notificação, por exemplo, o 
investidor fica conectado com as operações pelo celular ou tablet, o 
que pode ser bom ou ruim. “Mobile brokers são bem ágeis e versáteis 
contemplando funções até pouco tempo atrás impensadas para 
ferramentas ditas rudimentares. TradePush, por exemplo, é um serviço 
de notificação para confirmação de ordens oferecido pela corretora 
que tem por objetivo facilitar a comunicação entre o assessor de 
investimentos e o cliente, quando da realização de operações”, explica 
Oliveira Neto.
O mobile viabiliza essa comunicação, mas há pontos negativos, como 
a possibilidade de acabar a bateria do celular, o sistema travar ou a 
conexão ficar ruim. A questão é encontrar o equilíbrio entre benefícios 
e malefícios e ter sempre um outro plano. Perder uma operação por 
causa de erros no sistema ou apostar em algo no calor do momento 
sem analisar a situação com cautela são possibilidades que devem ser 
evitadas. “É importante sempre ter um plano B. Os grandes prejuízos 
podem vir justamente de uma sequência de eventos que pareciam ser 
impossíveis de ocorrer”, recomenda Rytenband.
Quer usando sistema mobile ou home broker, a recomendação final 
de Rytenband para investidores iniciantes é a mesma que recebeu ao 
iniciar nessa área de movimentação de ações. “Um dos meus mentores 
da bolsa me disse uma frase muito interessante quando eu era jovem: 
‘Você está operando o mercado ou o mercado está operando você?’ 
Quem acompanha cada minuto de negociações, cada notícia, corre o 
risco de ser operado pelo mercado”, conclui.
9
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Seis dicas para 
investir em Renda Fixa
Com a crise econômica que assola o país, os brasileiros que 
conseguem poupar ficam na dúvida de onde aplicar suas reservas 
em meio às opções disponíveis no mercado. Mas como escolher uma 
aplicação adequada, segura e que tenha um retorno satisfatório?
Uma das melhores aplicações do momento é a Renda Fixa. Os títulos 
de Renda Fixa são vantajosos para o investidor num cenário de juros 
altos como o atual. Eles podem ser entendidos como um empréstimo, 
ou seja, você empresta dinheiro ao emissor do título, que lhe paga por 
isso uma remuneração ao fim do prazo de aplicação, já que, com a 
elevação dos juros, as taxas de retorno ficam mais interessantes.
Esse tipo de operação cresceu muito nos últimos anos no Brasil. 
Mas por que é tão interessante investir em Renda Fixa? Confira em 
seis tópicos:
1 – Prazo
No mercado financeiro, quanto maior o risco e tempo de 
investimento, maior o retorno. Ou seja, aplicando em um título de 
Renda Fixa de longo prazo a tendência é ter uma remuneração maior 
no final da aplicação. É como uma recompensa por não mexer no 
dinheiro pelo tempo preestabelecido.
2 – Liquidez
A liquidez para esse tipo de investimento também é atrativa. Alguns 
investimentos, como o CDB, têm rentabilidade diária. Outros, como as 
LCIs e LCAs, precisam ficar aplicados no nome do investidor por um 
período de até 60 dias antes do resgate.
(Por Órama 
Investimentos)
10
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
3 – Imposto de Renda
Quanto mais tempo você permanecer na aplicação, menor o valor 
de imposto a ser pago. A tributação para esse tipo de investimento 
está relacionada a uma tabela regressiva que começa com 22,5% 
para aplicações de até 180 dias e cai gradativamente até os 15% 
se o investimento tiver um prazo superior a 720 dias. Em algumas 
aplicações, o investidor é isento do imposto de renda.
4 - Risco
É importante analisar o risco do emissor. Os CDBs, LCAs e LCIs 
geralmente são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). 
Este fundo garante até R$ 250 mil aplicados por pessoa em uma 
mesma instituição financeira ou conglomerado. A garantia dilui o risco 
do investidor na hora do investimento.
5 – Valor da aplicação
Quanto maior o valor que o investidor tiver para aplicar, maior a 
taxa de retorno oferecida pelo emissor. Nos CDBs, geralmente o 
valor de aplicação é menor. Já a LCI e a LCA exigem um valor maior 
de depósito.
6 – Registro
Todos os títulos emitidos por uma instituição financeira com 
valor mínimo de R$ 5 mil devem ser registrados em uma câmara 
depositária autorizada pelo Banco Central. Esse registro assegura a 
aplicação em seu nome.
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finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
10 dicas sobre 
por que investir 
no Tesouro Direto
O Tesouro Direto é uma aplicação de Renda Fixa, com ótima 
rentabilidade, onde o investidor compra títulos públicos diretamente 
do governo federal. No atual momento da economia do país, esse tipo 
de aplicação tem aumentado. Confira a seguir dez dicas sobre por que 
investir em Tesouro Direto é um bom negócio:
1. Tesouro Direto não é poupança, é investimento. Poupar é guardar 
dinheiro, sem multiplicá-lo. Investimento acontece quando você busca 
rentabilidade que possa aumentá-lo com o tempo.
2. Tesouro Direto tem opção de taxas prefixadas de conhecimento 
do investidor desde o início, como por exemplo, 13% ao ano, ou pós-
fixadas com taxas variáveis, exemplo, 6% ao ano + IPCA (Índice de 
Preços ao Consumidor Amplo). Qual é a melhor? Você terá que 
analisar as suas necessidades particulares para avaliar as opções.
3. O Tesouro Direto tem impostos e taxas. Mas no geral a 
rentabilidade líquida, ao final, respeitando-se os prazos, é muito 
superior à da caderneta de poupança e de outros investimentos de 
Renda Fixa, por exemplo.
4. Você pode aplicar pouco dinheiro no Tesouro Direto, a partir de 
R$ 30. Cuidado com os custos de DOC (Documento de Ordem de 
Crédito) e TED (Transferência Eletrônica Disponível) se for aplicar 
pequenos valores e o dinheiro não estiver, originalmente, no agente 
de custódia onde o dinheiro será aplicado.
(Adaptado a partir de 
artigo desenvolvido por 
Lélio Braga Calhau para o 
Portal Administradores)
12
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR5. Os bancos não têm taxas mais baratas para se aplicar no 
Tesouro Direto. Segundo o ranking da BM&FBovespa, as corretoras 
independentes possuem taxas de administração menores que as 
praticadas pelos bancos.
6. É fácil aprender a investir. Você pode aprender tudo sobre o 
assunto, gratuitamente, no site mantido pelo Tesouro Nacional (http://
www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto). Se for fazer algum 
curso, analise qual benefício concreto ele pode lhe trazer, e se o valor 
cobrado é justo.
7. Não é possível aplicar no Tesouro Direto usando somente a conta 
do banco. Você deverá abrir uma conta em um agente de custódia 
também. É um procedimento muito simples. Pesquise qual é a melhor 
opção para o seu caso.
8. Investir é simples. Você precisa ter um CPF, conta corrente 
ou poupança num banco e uma conta num agente de custódia 
autorizado pelo governo federal.
9. Em tese, você pode vender diariamente seus títulos. Se vender 
antes, pode haver deságio em alguns casos. Priorize levar os títulos 
até o vencimento e não haverá deságio. Você pode, ainda, comprar 
títulos para anos próximos ou não. Vai depender do seu interesse. 
Também é possível, na mesma compra, escolher títulos e valores com 
vencimentos em anos bem diferentes.
 10. Sua empresa não poderá aplicar em Tesouro Direto. Somente 
pessoas físicas podem aplicar.
13
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Em qual perfil 
de investidor 
você se encaixa?
Quase como descobrir o sexo do seu filho que está para nascer, a 
satisfação de saber que há uma porta de entrada nesse mundo dos 
investimentos é igual! Está certo, não é mesma proporção, mas é 
como se agora você não estivesse mais perdido. Vamos ver qual o 
seu perfil de investidor e qual pílula você escolheria se Morpheus, 
personagem da série de filmes Matrix, oferecesse: a vermelha ou 
a azul. Ou seja, conhecer quem é você na fila dos investimentos 
é o batismo dessa nova etapa da sua vida onde você estará 
empreendendo o seu dinheiro.
Conservador, moderado e arrojado
O mercado de ações oferece liquidez diária, você pode comprar ou 
vender ações (operar na bolsa) todos os dias úteis. Entretanto, alguns 
investimentos em Renda Fixa não têm esse mesmo funcionamento 
– você só pode resgatar o seu dinheiro no fim do prazo acordado no 
começo. Hoje, a facilidade é ainda maior na hora de cuidar dos seus 
investimentos com ferramentas de home broker que quase todas as 
corretoras oferecem. Isto é, até mesmo numa viagem ou enquanto 
leva seu cachorro para passear você pode vender, comprar ações, 
verificar seu saldo etc.
Sendo que, geralmente, quem opera diariamente na bolsa são os 
investidores mais experientes e que buscam o mercado especulativo, 
esses são os agressivos. Esse tipo de negócio é chamado de day trade. 
O investidor busca ações com alavancagem ou conta margem para 
destinar o seu dinheiro e vende a ação por volta das 16h do mesmo dia 
que comprou, antes do mercado fechar.
(Adaptado a partir de 
artigo desenvolvido por 
Gabriel Costa para o 
Portal Administradores)
14
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
O investidor com perfil conservador é aquele que busca investimentos 
que não lhe farão perder seu dinheiro. Muitas vezes o retorno é baixo 
– pois você deixa de investir em algo mais rentável – mas pode ser 
melhor a longo prazo. Sendo que, dependendo do investimento, 
ele não perde seu dinheiro e nem o desvaloriza; como é o caso da 
caderneta de poupança. Podemos ver o conservador mais como 
“aquele que não quer correr riscos”.
O moderado já diversifica mais os seus investimentos e arrisca uma 
parte dele em troca de dividendos maiores. Busca, por exemplo, 
investir na Renda Fixa e no Tesouro Direto, busca mais de uma variável 
para destinar seu dinheiro e assim promover uma rentabilidade maior 
dos seus investimentos. Entretanto, o investidor moderado sempre 
busca alguma garantia da manutenção do seu dinheiro.
Já quem busca colocar um pouco em cada tipo de investimento, 
compra debêntures (ações de dívidas de companhias), aposta 
em empresas que estão catalisando recursos pela primeira vez no 
mercado de ações (as OPI, Ofertas Públicas Iniciais) e está apto a se 
expor a maiores ganhos, mas também perdas, esse é o arrojado. Se 
pensarmos de maneira sensata sobre o dinheiro, essa é aquela pessoa 
que não precisa necessariamente daquele dinheiro que está investido, 
há outros meios de sobreviver. Por isso expõem seu investimento a 
uma possível perda.
A dica que a corretora de valores Órama Investimentos dá a 
quem pensa em investir, independentemente do seu perfil, é 
sempre diversificar os investimentos. Assim você consegue testar 
outros locais para investir – como a própria bolsa de valores ou 
investimentos de Renda Fixa, fundos imobiliários etc. – e melhorar 
seus rendimentos. A busca por investir de maneira diversificada 
pode ser a responsável por seu trânsito do perfil conservador para o 
moderado ou arrojado, por exemplo.
15
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Tempo de investimento
Definido o perfil, os investidores ainda se dividem entre aqueles que 
planejam as aplicações em curto, médio e longo prazo. Aqui é onde 
você dá de cara com Morpheus e tem que escolher uma das pílulas. 
Sem as interpretações filosóficas que Matrix pode nos provocar, 
escolher o tempo do seu investimento inclui tanto a sua necessidade 
por aquele dinheiro quanto o quanto você pretende ganhar com 
aquele investimento.
Investimentos ligados à Renda Fixa, caderneta de poupança e ao 
Tesouro Direto prometem ganhos muito maiores quanto maior for 
o prazo do seu investimento. Já na bolsa de valores a história é 
outra. Você pode ganhar muito dinheiro em apenas um dia, como 
nas operações de day trade de que falamos; a alavancagem, por 
exemplo, pode aumentar em até 25 vezes o valor que você investir 
em determinada ação. Isso quer dizer que se você investir R$ 10 
mil, contando com ações que você detenha e o dinheiro que você 
tiver na conta corrente, numa operação de alavancagem você pode 
terminar o dia com R$ 250 mil.
Claro, há outros tipos de ações e operações na bolsa de valores, 
mas quem vai decidir quanto tempo você vai manter seu dinheiro 
em ações será você. Por isso é interessante ler o prospecto do 
investimento e ver o quanto aquela ação pode lhe render de juros 
ou pode se valorizar no mercado; lembrando que a liquidez da bolsa 
é diária, então você pode tirar seu dinheiro de lá quando quiser. 
O prazo do investimento não interfere diretamente no perfil do 
investidor. É possível diversificar bastante seus investimentos e optar 
investir por mais tempo em algo e menos em outro, só depende da 
sua pretensão de ganhos.
16
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Até que ponto notícias 
e rumores afetam 
seu investimento?
Michael Burry é um guru de Wall Street. Ele é esquisito e, segundo ele 
mesmo, se sente melhor sozinho. Ele tem um olho de vidro, ou seja, 
enxerga apenas por um olho. Mesmo tendo a visão dificultada, ele 
conseguiu enxergar o crash de 2008 da bolsa de valores dos Estados 
Unidos enquanto ninguém mais acreditava que aconteceria.
Michael apenas olhou. Analisou os números e percebeu que na 
verdade todo o progresso que o país estava vivendo estava alicerçado 
sobre um grande buraco. Logo ele começou a buscar os maiores 
bancos do país e fazer o que todos acharam uma grande piada: 
Michael estava operando vendido com o dinheiro dos seus acionistas 
contra os fundos imobiliários, ou seja, estava apostando contra o 
mercado imobiliário dos Estados Unidos.
Um analista de um desses bancos em que Michael esteve, Jared 
Vennett, ficou incomodado com o que ele estava falando, analisou 
alguns números e viu que fazia sentido. Então, começou a buscar 
alguma corretora que também acreditasse no seu discurso para que 
pudessem apostar contra o nicho que detinha o título de investimento 
mais seguro dos EUA: o mercado imobiliário.
Por acaso, Jared ligou para acorretora de Mark Baum achando 
que fosse um banco e contou o caso. Mark, com sua experiência 
e desconfiança, decidiu circular com sua equipe nos locais mais 
promissores de vendas de imóveis e constatou que qualquer um 
sem renda comprovada podia fazer um empréstimo e financiar três, 
quatro, cinco casas.
(Adaptado a partir de 
artigo desenvolvido por 
Gabriel Costa para o 
Portal Administradores)
17
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Depois de comprovar a falha, Mark apostou milhões contra os 
mesmos ativos. Essa falha que os bancos criaram propositalmente 
para ganhar mais dinheiro culminou na maior crise do século 
XXI, cujos efeitos sentimos até hoje. Você pode ver essa história 
com Christian Bale, Ryan Gosling e Steve Carell interpretando os 
personagens que citamos no filme A Grande Aposta (2015)
Além de Michael, Jared e Mark, apenas mais três pessoas perceberam 
a falha. Entretanto, vale ressaltar que todos eles eram grande 
especialistas no mercado de ações e viviam daquilo. Mas e para 
aqueles que não possuem esse expertise ou até mesmo estão em 
seu primeiro investimento e não conseguem fazer a mesma análise 
que os personagens fizeram, eles devem acreditar nos rumores ou 
apenas nas notícias da mídia especializada?
“Nenhum dos dois. O mais importante é você e todo investidor, 
mesmo os mais experientes, basearem seus investimentos no que a 
empresa anuncia nos seus canais oficiais”, explica Roberto Indech, 
analista da Rico.com.vc. Além disso, há no Brasil um órgão, um 
programa e um fundo de garantia que protege os investimentos; ou 
seja, mesmo que haja algo caótico nessas dimensões, todo o seu 
dinheiro ou uma parte dele volta para o seu bolso.
Uma armadura para o seu investimento
Medo de altura, de viajar de avião e até medo de morrer são muito 
comuns; mas pouca gente se lembra do medo de investir, que também 
é quase natural do ser humano – afinal, você está fazendo uma aposta: 
pode ganhar ou perder. No Brasil, mais de 500 mil pessoas investem 
na bolsa e todas elas estão protegidas pelo Fundo Garantidor de 
Créditos, que resguarda seu investimento em até R$ 250 mil. Isso 
quer dizer que se o banco que está com seu dinheiro quebrar, o 
governo, através do FGC, assegura que pelo menos essa quantia do 
seu investimento será devolvida para você. Investidores pequenos, que 
desejam começar com algo em torno de R$ 5 mil a R$ 10 mil, também 
estão automaticamente preservados por esse fundo. 
18
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é a autarquia federal que 
regula a bolsa de valores e as corretoras de valores. Ela existe há 
40 anos e sempre promove exposições, programas de estágio e de 
educação em investimentos para quem tiver interesse. Uma forma de 
auxiliar o investidor criada pela CVM foi o Programa de Orientação 
e Defesa do Investidor (PRODIN). Através dele, a comissão pode 
apoiar os investidores esclarecendo dúvidas sobre o mercado de 
capitais e orientando no sentido de como investir com segurança. 
Receber denúncias contra agentes do mercado, solicitar que eles 
prestem esclarecimentos, realizar inspeções e abrir processos com 
o objetivo de aplicar penalidades administrativas aos infratores 
também são papéis do programa da CVM, o qual ainda emite um 
boletim semestral sobre o atendimento, reclamações recebidas e as 
corretoras mais denunciadas. 
No site da comissão há também uma seção que explica as suas 
atribuições e explana todos os direitos do investidor, direcionando o 
usuário ao Portal do Investidor, veículo também mantido pela CVM 
e pelo governo federal que esclarece diversas dúvidas e orienta os 
investidores sobre o mercado de capitais, publica boletins oficiais 
que interessam aos investidores e fala das decisões do governo que 
interferem nos investimentos.
19
finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
TOME NOTA
E-BOOK
Introdução a Fundos 
de Investimento
PORTAL ADMINISTRADORES 
Vamos enriquecer 
juntos com nossos filhos?
http://www.administradores.com.br/hotsite/fundosdeinvestimento/ 
http://www.administradores.com.br/hotsite/fundosdeinvestimento/ 
http://www.administradores.com.br/noticias/economia-e-financas/vamos-enriquecer-junto-com-nossos-filhos/115678/ 
http://www.administradores.com.br/noticias/economia-e-financas/vamos-enriquecer-junto-com-nossos-filhos/115678/ 
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finanças MATERIAL COMPLEMENTAR
Este é um material para uso exclusivo dos 
membros do Administradores Premium 
como complemento ao conteúdo disponível 
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