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06/12/2024
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Planejamento tributário 
Empresarial
PROF. DANILO MARCELINO
Advogado | Pós Graduado em Direito Tributário |
Pós-graduado em Processo Civil | Graduando em
Ciências Contábeis
Autor e coautor de diversos artigos publicados
em periódicos especializados do segmento.
Professor do curso de pós-graduação da BSSP
e cursos livres.
Coordenador de diversos projetos de redução
da carga tributária em empresas
nacionais/multinacionais e instituições sem fins
lucrativos.
• danilo.marcelino@outlook.com 
• danilo-marcelino-70950691
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Constituição Federal
Leis Complementares
Leis Ordinárias e Medidas 
Provisórias
Decretos
Instruções Normativas
Decisões Normativas
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
IN RFB nº 2.058/2021 - Do Efeito Vinculante
Excerto
(...)
Art. 33. As soluções de consulta proferidas pela Cosit, a partir da data de sua publicação:
I - têm efeito vinculante no âmbito da RFB; e
II - respaldam o sujeito passivo que as aplicar, ainda que não seja o respectivo consulente,
desde que se enquadre na hipótese por elas abrangida, sem prejuízo da verificação de seu
efetivo enquadramento pela autoridade fiscal em procedimento de fiscalização.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
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ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO RFB Nº 4/2022 – DOU 28.11.2022
Dispõe sobre a mudança de entendimento em processo de consulta sobre a interpretação da legislação tributária e
aduaneira.
Art. 1º Na hipótese de alteração do entendimento expresso em solução de consulta sobre a interpretação da legislação
tributária e aduaneira, a nova orientação:
I - se desfavorável ao consulente, atingirá apenas os fatos geradores que ocorrerem após a data da ciência da solução; e
II - se favorável ao consulente, será aplicado também ao período abrangido pela solução de consulta anteriormente
proferida.
Art. 2º A publicação na Imprensa Oficial de ato normativo posterior à apresentação da consulta de interpretação da
legislação tributária e anterior à ciência de sua solução faz cessar os efeitos desta após decorrido o prazo de 30 (trinta) dias,
contado da data de publicação do ato na Imprensa Oficial.
Art. 3º A publicação de ato normativo superveniente na Imprensa Oficial modifica as conclusões em contrário constantes em
soluções de consulta ou de divergência, independentemente de comunicação ao consulente.
Art. 4º Publique-se no Diário Oficial da União.
JULIO CESAR VIEIRA GOMES
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Vamos falar sobre?
Cenário tributário brasileiro
Importância e evolução do planejamento
tributário
Tipos e exemplos de planejamento tributário
O que não é planejamento tributário
Principais preocupações e riscos envolvidos
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Evolução do planejamento tributário
Inicialmente
Planejamento tributário era 
elaborado somente pelos 
advogados – planejamento 
tributário contencioso.
Resultados eram obtidos a longo 
prazo
Nos últimos anos
Outros profissionais vem passando 
a ocupar um espaço cada vez 
maior no planejamento tributário 
operacional
Resultados obtidos de imediato –
para o cliente e para o profissional 
da área
É comum a cobrança dos 
honorários com base no êxito 
(percentual da economia tributária)
Maior valorização
Dos profissionais da área tributária
Não é encarado como um custo 
para o cliente
Contencioso Tributário
Mandado de Segurança
• Direito Líquido e certo;
• Antes ou depois do lançamento
(preventivo ou repressivo);
• Preventivo - alternativa à ação
declaratória - não tem prazo para
impetração;
• Repressivo - após a ocorrência do ato
coator - sujeitando-se ao prazo
decadencial de 120 dias contados da
ciência, pelo impugnado, do ato
coator (art. 23 da Lei n. 12.016/2009);
• Vedado dilação probatória; e
• Não há condenação em honorários 
advocatícios.
Ação ordinária
• Ação declaratória ou anulatória
(antes ou depois do
lançamento);
• Permitida a dilação probatória;
• Pode ser ajuizada a qualquer
momento para se discutir os
últimos 5 anos;
• Condenação em honorários 
advocatícios à parte vencida, 
Art. 85, §3º do CPC.
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Tabela de honorários sucumbenciais - Art. 85, §3º do CPC
Percentual de 
honorários
Valor da condenação ou o proveito econômico 
da parte – (Atualizado na data do pagamento)
10% a 20%Até 200 salários-mínimos (Inciso I)
8% a 10%
Acima de 200 salários-mínimos até 2.000
salários-mínimos (Inciso II)
5% a 8%
Acima de 2.000 salários-mínimos até 20.000
salários-mínimos (Inciso III)
3% a 5%
Acima de 20.000 salários-mínimos até 100.000
salários-mínimos (Inciso IV)
1% a 3%Acima de 100.000 salários-mínimos (Inciso V)
RE 1233096 (Tema 1067)
PIS e Cofins em suas
próprias bases de cálculo
RE 592616 (Tema 118)
ISS na base de
cálculo do PIS/Cofins
RE 835818
Créditos presumidos de ICMS na
base de cálculo do PIS/Cofins
ADC 84
PIS/Cofins sobre receitas
Financeiras
REs 659412 e 599658
PIS/Cofins na locação de bens
móveis e imóveis
RE 1341464 (Tema 1186)
PIS e Cofins na base de cálculo
da CPRB
RE 672215 (Tema 536)
PIS/Cofins e CSLL sobre atos
Cooperativos
ADI 4395
Funrural devido
por pessoa física
REs 949297 e 955227 (Temas 881 
e 885)
Embargos dos limites da coisa
julgada em matéria tributária
ADI 7195
Teto de alíquota para bens e
serviços essenciais
RE 565886 (Tema 79)
Lei Complementar para exigência
de PIS/Cofins importação
RE 1072485
Embargos sobre incidência de
contribuição sobre terço de férias
RE 928943
Cide-Royalties
ADIs 6055 e 6040
Redução de percentuais do
Reintegra pelo Executivo
ARE 1285177 (Tema 1108)
Anterioridade para a redução dos
percentuais do Reintegra
ADI 7276
Envio de dados de clientes
aos fiscos estaduais
ADI 4927
Limites de dedução de gastos
com educação no IR
ARE 1327491 (Tema 1174)
Alíquota de 25% de IRRF sobre
valores de residentes no exterior
ARE 1384562 (Tema 1226)
Alíquotas progressivas para a
contribuição dos servidores
ADI 6403, 6399 e 6415
Desempate pró-contribuinte no
Carf
Grandes casos tributários no STF
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REsps 1898532 e 1905870 
(Tema 1079)
Limite para contribuições de
Terceiros
REsps 1692023/MT; 
1699851/TO; 1734902/SP
e 1734946/SP (Tema 986)
Inclusão da TUSD/TUST no 
ICMS
REsps 1914902/SP; 
1944757/SP; e 1961835/SP
(Tema 1134)
Responsabilidade após leilão
REsp 2035550 / MG (Tema 
1191)
Devolução de valores pagos a
mais de ICMS-ST
REsps 2.039.132/SP, 
2.013.920/RJ e outros
(Tema 1209)
IDPJ na execução fiscal
REsps 1679536/RN, 
1724834/SC e
1728239/RS (Tema 997)
Limite para parcelamentos
REsps 2091200/SC, 
2099847/SC e 2091206/PR
Crédito presumido de ICMS na 
base
do IRPJ e da CSLL
REsp 2091202/SP, REsp 
2091204/SP,
2091205/SP e 2091203/SP
PIS/Cofins na base do ICMS
REsps 2.069.644/SP e 
2.074.564/SP (Tema
1226)
Tributação de stock Options
REsp 2089298/RN, REsp 
2089356/RN e REsp
2088766/PE
ISS na base do IRPJ e da CSLL
REsp 1976618/RJ , REsp 
1995220/RJ
Créditos de IPI sobre produtos
finais não tributados
REsp 1890311/SP
Créditos de liquidação 
duvidosa na
base de PIS/Cofins
Grandes casos tributários no STJ
Tipos de 
planejamento
tributário
Humberto 
Bonavides
Borges
Planejamento que tem por objetivo 
a anulação do ônus fiscal
Planejamento que tem por objetivo 
a redução do ônus fiscal
Planejamento que tem por objetivo 
o adiamento do ônus fiscal
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Planejamento Tributário 
Estratégico
• Relaciona-se com a mudança de
características da empresa, tais como
estrutura da capital, localização
geográfica, contratação de mão de
obra e terceirização de determinadas
operações entre outras.
Planejamento Tributário 
Operacional
• Referem-se aos procedimentos previstos
pela legislação.
AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro.
21. ed. São Paulo:Saraiva,2016
Regimes de Tributação
• Lucro Real, Presumido, Arbitrado e Simples Nacional
Benefícios Fiscais e Regimes Especiais
• Isenções e Reduções
Aquisições, locação e leasing
• Aquisição ou locação de computadores?
Revisão de Tributos
• Alcança os últimos 5 anos
• Envolve apenas esfera administrativa
Reorganizações Societárias
Exemplos
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14incentivo fiscal é
verdadeira renúncia de receita dos referidos Entes, esses valores não podem ser
considerados como lucro da pessoa jurídica.
Receita Federal - IRPJ e CSLL – Crédito Presumido
Danilo Marcelino
Por fim, com o advento da Solução de Consulta COSIT nº 11/2020 restou definitivamente
esclarecido que nos termos das disposições da Lei Complementar nº 160/2017 todos os
incentivos e os benefícios fiscais ou econômicos-fiscais de ICMS são
caracterizados como subvenção para investimentos, afastando, de forma expressa,
as conclusões anteriormente lançadas no mencionado Parecer CST no 112/78.
Assim, os únicos requisitos que passam a ser de observância obrigatória para validar o
reconhecimento do benefício fiscal de ICMS como uma subvenção para investimento
são aqueles previstos no caput e nos incisos I e II do artigo 30 da Lei nº 12.973/14,
vale dizer, ser registrado em reserva de lucros, utilização na absorção de prejuízos ou 
aumento do capital social.
Importante destacar que a Solução de Consulta Cosit possui efeito vinculante no
âmbito da Receita Federal, respaldando os contribuintes que a observarem, conforme
previsto no 33, da Instrução Normativa RFB nº 2.058/2021.
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IRPJ e CSLL – Crédito Presumido - Requisitos
Portanto, aplicando esse entendimento de forma retroativa, conforme possibilita o parágrafo 5º do
referido artigo 30 da Lei no 12.973/14, é possível aos contribuintes a revisão da apuração do
IRPJ/CSLL no período de cinco anos anteriores, objetivando apurar se houve recolhimento a
maior em razão da não exclusão dos benefícios fiscais do ICMS na apuração do lucro real.
Art. 30. As subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou redução de impostos,
concedidas como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e as
doações feitas pelo poder público não serão computadas na determinação do lucro real, desde que
seja registrada em reserva de lucros a que se refere o art. 195-A da Lei nº 6.404, de 15 de
dezembro de 1976, que somente poderá ser utilizada para: (Vigência)
I - absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido totalmente absorvidas as
demais Reservas de Lucros, com exceção da Reserva Legal; ou
II - aumento do capital social.
§ 1º Na hipótese do inciso I do caput , a pessoa jurídica deverá recompor a reserva à medida que
forem apurados lucros nos períodos subsequentes.
Danilo Marcelino
IRPJ e CSLL – Crédito Presumido - Requisitos
Danilo Marcelino
§ 2º As doações e subvenções de que trata o caput serão tributadas caso não seja observado o disposto no § 1º ou seja
dada destinação diversa da que está prevista no caput , inclusive nas hipóteses de:
I - capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante redução do capital social,
hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído, limitado ao valor total das exclusões decorrentes de
doações ou subvenções governamentais para investimentos;
II - restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante redução do capital social, nos 5 (cinco) anos anteriores à
data da doação ou da subvenção, com posterior capitalização do valor da doação ou da subvenção, hipótese em que a
base para a incidência será o valor restituído, limitada ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou de
subvenções governamentais para investimentos; ou
III - integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios.
§ 3º Se, no período de apuração, a pessoa jurídica apurar prejuízo contábil ou lucro líquido contábil inferior à parcela
decorrente de doações e de subvenções governamentais e, nesse caso, não puder ser constituída como parcela de
lucros nos termos do caput, esta deverá ocorrer à medida que forem apurados lucros nos períodos subsequentes.
§ 4º Os incentivos e os benefícios fiscais ou financeiro-fiscais relativos ao imposto previsto no inciso II do caput do art. 155
da Constituição Federal, concedidos pelos Estados e pelo Distrito Federal, são considerados subvenções para investimento,
vedada a exigência de outros requisitos ou condições não previstos neste artigo.
§ 5º O disposto no § 4º deste artigo aplica-se inclusive aos processos administrativos e judiciais ainda não
definitivamente julgados. (Incluído pela Lei Complementar nº 160, de 2017)
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RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO
EXCLUSÃO DO CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS DA 
BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E CSLL
STJ considera 
irrelevante 
a classificação entre 
subvenção de custeio 
ou de investimento 
para fins de exclusão 
do incentivo da 
base do IRPJ/CSLL: 
6. Considerando que no julgamento dos EREsp. n. 1.517.492/PR (Primeira Seção, Rel. Ministro Og 
Fernandes, Rel. p/ Acórdão Ministra Regina Helena Costa, DJe 01/02/2018) este Superior Tribunal 
de Justiça entendeu por excluir o crédito presumido de ICMS das bases de cálculo do IRPJ e da 
CSLL ao fundamento de violação do Pacto Federativo (art. 150, VI, "a", da CF/88), tornou-se 
irrelevante a discussão a respeito do enquadramento do referido incentivo / benefício fiscal como 
"subvenção para custeio", "subvenção para investimento" ou "recomposição de custos" para fins 
de determinar essa exclusão, já que o referido benefício / incentivo fiscal foi excluído do próprio 
conceito de Receita Bruta Operacional previsto no art. 44, da Lei n. 4.506/64. Assim, também 
irrelevantes as alterações produzidas pelos arts. 9º e 10, da Lei Complementar n. 160/2017 
(provenientes da promulgação de vetos publicada no DOU de 23.11.2017) sobre o art. 30, da Lei n. 
12.973/2014, ao adicionar-lhe os §§ 4º e 5º, que tratam de uniformizar ex lege a classificação do 
crédito presumido de ICMS como "subvenção para investimento" com a possibilidade de dedução 
das bases de cálculo dos referidos tributos desde que cumpridas determinadas condições. 7. A 
irrelevância da classificação contábil do crédito presumido de ICMS posteriormente dada ex lege pelos §§ 
4º e 5º do art. 30, da Lei n. 12.973/2014 em relação ao precedente deste Superior Tribunal de Justiça 
julgado nos EREsp 1.517.492/PR já foi analisada por diversas vezes na Primeira Seção, tendo concluído 
pela ausência de reflexos. Seguem os múltiplos precedentes: AgInt nos EREsp. n. 1.671.907/RS, AgInt 
nos EREsp. n. 1.462.237/SC, AgInt nos EREsp. n. 1.572.108/SC, AgInt nos EREsp. n. 1.402.204/SC, 
AgInt nos EREsp. n. 1.528.920/SC, Primeira Seção, Rel. Min. Gurgel de Faria, todos julgados em 
27.02.2019; AgInt nos EAREsp. n. 623.967/PR, AgInt nos EDv nos EREsp. n. 1.400.947/RS, AgInt nos 
EDv nos EREsp. n. 1.577.690/SC, AgInt nos EREsp. n. 1.585.670/RS, AgInt nos EREsp. n. 1.606.998/SC, 
AgInt nos EDv nos EREsp. n. 1.627.291/SC, AgInt nos EREsp. n. 1.658.096/RS, AgInt nos EDv nos 
EREsp. n. 1.658.715/RS, Primeira Seção, Rel. Min. Assusete Magalhães, todos julgados em 12.06.2019. 
8. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido. 
RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO
EXCLUSÃO DO CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E CSLL
PONTO CRÍTICO
DISTRIBUIÇÃO DE LUCRO
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RESERVA DE LUCRO
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IRPJ e CSLL – Subvenção – Novas regras
A Lei nº 14.789, de 29 de dezembro de 2023, autorizou as pessoas jurídicas
tributadas pelo lucro real que receberem subvenção da União, dos Estados, do
Distrito Federal ou dos Municípios para implantar ou expandir
empreendimento econômico a apurar crédito fiscal de subvenção para
investimento.
A Instrução Normativa RFB nº 2.170, de 29 de dezembro de 2023,
regulamentou a referida Lei, dispondo sobre a habilitação ao regime de
utilização do crédito fiscal decorrente de subvenção para implantação ou
expansão de empreendimento econômico de que trata a referida Lei.
Danilo Marcelino
IRPJ e CSLL – Subvenção – Novas regras
Considera-se investimento e expansão do empreendimento para fins da
subvenção:
- implantação - o estabelecimento de empreendimento econômico para
o desenvolvimento da atividade a ser explorada por pessoa jurídica não
domiciliada na localização geográfica do ente federativoque concede a
subvenção;
- expansão - a ampliação da capacidade, a modernização ou a
diversificação do comércio ou da produção de bens ou serviços do
empreendimento econômico, inclusive mediante o estabelecimento de
outra unidade, pela pessoa jurídica domiciliada na localização geográfica
do ente federativo que concede a subvenção;
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IRPJ e CSLL – Subvenção – Novas regras
- crédito fiscal de subvenção para investimento - o direito creditório:
a) decorrente de implantação ou expansão do empreendimento
econômico subvencionado por ente federativo;
b) concedido a título de IRPJ; e
c) passível de ressarcimento ou de compensação com tributos
administrados pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil
do Ministério da Fazenda.
Danilo Marcelino
IRPJ e CSLL – Subvenção – Novas regras
Contabilmente e tributariamente a subvenção, seja de custeio ou para
investimento representa receita auferida pela empresa, a qual deverá
ser tributada.
Contudo, para fins da subvenção para investimento, a pessoa
jurídica habilitada poderá apurar crédito fiscal de subvenção, que
corresponderá ao produto das receitas de subvenção e da alíquota de 
25% (vinte e cinco por cento) relativa ao IRPJ.
O crédito fiscal deverá ser apurado na Escrituração Contábil Fiscal
(ECF) relativa ao período de apuração de reconhecimento das
receitas de subvenção.
Danilo Marcelino
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IRPJ e CSLL – Subvenção – Novas regras
Na apuração do crédito fiscal, somente poderão ser computadas as
receitas:
- que sejam relacionadas às despesas de depreciação, amortização
ou exaustão ou de locação ou arrendamento de bens de capital,
relativas à implantação ou à expansão do empreendimento
econômico; e
- que tenham sido computadas na base de cálculo do IRPJ e da CSLL.
Danilo Marcelino
IRPJ e CSLL – Subvenção – Novas regras
O crédito fiscal de subvenção para investimento devidamente apurado e
informado à Secretaria Especial da RFB poderá ser objeto de:
- compensação com débitos próprios, vincendos ou vencidos, relativos a
tributos administrados pela Secretaria Especial da RFB, observada a legislação
específica; ou
- ressarcimento em dinheiro.
O pedido de ressarcimento e a declaração de compensação relativos ao crédito
fiscal serão recepcionados após o reconhecimento das receitas de subvenção
para fins de tributação.
Na hipótese de o crédito fiscal não ter sido objeto de compensação, a RFB
efetuará o seu ressarcimento no vigésimo quarto mês, contado da data de seu
reconhecimento. Danilo Marcelino
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IRPJ e CSLL – Subvenção – Novas regras
O valor do crédito fiscal não será computado na base de cálculo do
IRPJ, da CSLL, do PIS/Pasep e da Cofins.
O crédito fiscal de subvenção para investimento apurado em desacordo
com o disposto na referida Lei não será reconhecido pela Secretaria
Especial da Receita Federal do Brasil.
Danilo Marcelino
IRPJ e CSLL – Subvenção – Novas regras
Assim:
1. O crédito fiscal corresponderá ao produto das receitas de
subvenção e da alíquota de 25% relativa ao IRPJ, observado, para
sua apuração e utilização, o disposto nos arts. 6º a 8º e nos arts. 11 e
12 da Lei nº 14.789/2023, respectivamente.
2. Poderá ser beneficiária do regime, a pessoa jurídica:
- tributada pelo lucro real; e
- habilitada pela RFB.
Danilo Marcelino
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IRPJ e CSLL – Subvenção – Novas regras
3. São requisitos para a concessão da habilitação do regime:
- a pessoa jurídica ser beneficiária de subvenção para
investimento concedida por ente federativo;
- haver ato concessivo da subvenção editado pelo ente federativo
anterior à implantação ou à expansão do empreendimento econômico;
e
- haver ato concessivo da subvenção editado pelo ente federativo que
estabeleça expressamente as condições e as contrapartidas a
serem observadas pela pessoa jurídica relativas à implantação ou
à expansão do empreendimento econômico.
Danilo Marcelino
6. IRPJ e CSLL – Juros sobre Indébito 
Tributário
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Repetição do Indébito
Danilo Marcelino
Ação de conhecimento que tem por finalidade obter o reconhecimento de um direito, em
decorrência de pagamento indevido, nas hipóteses previstas no art. 165 do Código Tributário
Nacional, a qual pleiteia-se a condenação do ente público à correspondente restituição.
Excerto:
“Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição
total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto
no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos:
I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da
legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador
efetivamente ocorrido;
II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo
do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao
pagamento;
III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória.”
IRPJ e CSLL - Tributação sobre receita de juros decorrente do indébito 
tributário
Danilo Marcelino
Os juros incidentes sobre o indébito tributário recuperado, tratam-se de uma
receita financeira e por esta razão sobre ela, incidia o IRPJ com a alíquota
de 15%, mais 10% de adicional, se for o caso, e 9% da CSLL, nos termos
do art. 39 da IN RFB nº 1.700/2017, no mês em que foi auferida.
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Tributação da receita decorrente do indébito tributário - Data: 
27/09/2021 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - TEMA 962
Danilo Marcelino
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, apreciando o tema 962 da repercussão geral,
negou provimento ao recurso extraordinário, dando interpretação conforme à
Constituição Federal ao § 1º do art. 3º da Lei nº 7.713/88, ao art. 17 do Decreto-Lei nº
1.598/77 e ao art. 43, inciso II e § 1º, do CTN (Lei nº 5.172/66), de modo a excluir do
âmbito de aplicação desses dispositivos a incidência do imposto de renda e da
CSLL sobre a taxa SELIC recebida pelo contribuinte na repetição de indébito
tributário, nos termos do voto do Relator. Os Ministros Gilmar Mendes e Nunes
Marques, inicialmente, não conheciam do recurso e, vencidos, acompanharam o
Relator, para negar provimento ao recurso extraordinário da União, pelas razões e
ressalvas indicadas. Foi fixada a seguinte tese: “É inconstitucional a incidência do
IRPJ e da CSLL sobre os valores atinentes à taxa Selic recebidos em razão de
repetição de indébito tributário”. Falaram: pela recorrente, a Dra. Andrea Mussnich
Barreto, Procuradora da Fazenda Nacional; pela recorrida, o Dr. Juliano Fernandes de
Oliveira; e, pelo amicus curiae, o Dr. Roque Antonio Carrazza. Plenário, Sessão Virtual
de 17.9.2021 a 24.9.2021.
IRPJ e CSLL - Tributação sobre receita de juros decorrente do indébito 
tributário – Modulação dos efeitos
Danilo Marcelino
Restou definido que não incide IRPJ e CSLL sobre a receita de juros atualizados
pela Selic decorrente do indébito tributário a partir de 30/09/2021 (aplicável a
todos os contribuintes), exceto:
a) para os contribuintes ajuizaram ação até 17/09/2021; e
b) nos casos em que o contribuinte tenha auferido receita a título de Selic em
razão de repetição de débito antes de 30/09/2021 e tenha deixado de tributar o
IRPJ e a CSLL sobre tais montantes, o débito não mais poderá ser exigido pelo
fisco.
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7. IRPJ e CSLL – Saldo Negativo
Danilo Marcelino
A pessoa jurídica tributada pelo lucro real ou presumido que sofrer retenção indevida ou a maior
de IRPJ ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da
contribuição poderá utilizar o valor retido somente na dedução do IRPJ ou da CSLL devidos ao final
do período de apuração em que houve a retenção ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de
CSLL do período.
Desse modo, na hipótese de não ser possível o aproveitamento do IRRF e CSLL retida na fonte,
esse deverá compor o Saldo Negativodo Imposto de Renda, o qual deve ser aproveitado por meio
do PERDCOMP, por meio de compensação ou pedido de restituição.
O contribuinte poderá utilizar o Saldo Negativo do Imposto de Renda na restituição ou compensação
com qualquer tributo vencido ou vincendo administrado pela Receita Federal do Brasil (RFB).
Saldo Negativo do IRPJ e da CSLL
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O pedido de restituição e a declaração de compensação relativos ao saldo negativo
de IRPJ ou de CSLL serão recepcionados pela RFB somente depois da
confirmação da transmissão da ECF, na qual esteja demonstrado o direito
creditório, de acordo com o período de apuração, nos termos do art. 28 da IN RFB nº
2.055/2021.
Essa disposição aplica-se, inclusive, aos casos de apuração especial decorrente de
extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação.
No caso de saldo negativo de IRPJ ou de CSLL apurado trimestralmente, a restrição
será aplicada somente depois do encerramento do respectivo ano-calendário.
Saldo Negativo do IRPJ e da CSLL
LR - IRPJ - Saldo Negativo
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LR - IRPJ - Saldo Negativo - Perdcomp
LR - IRPJ - Saldo Negativo – ECF – N630
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LP - IRPJ - Saldo Negativo
LP - IRPJ - Saldo Negativo
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LP - IRPJ - Saldo Negativo – ECF P300
LR - CSLL - Saldo Negativo - Perdcomp
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LR - CSLL - Saldo Negativo - Perdcomp
LR - CSLL - Saldo Negativo – ECF – N670
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LP - CSLL - Saldo Negativo - Perdcomp
LP - CSLL - Saldo Negativo - Perdcomp
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LP - CSLL - Saldo Negativo - ECF
Lei nº 14.873, de 28.05.2024 – Art. 74-A - INDÉBITO TRIBUTÁRIO – LIMITE
A compensação de crédito decorrente de decisão judicial transitada em julgado
observará o limite mensal estabelecido em ato do Ministro de Estado da Fazenda.
O limite mensal a que se refere:
I - será graduado em função do valor total do crédito decorrente de decisão judicial
transitada em julgado;
II - não poderá ser inferior a 1/60 (um sessenta avos) do valor total do crédito
decorrente de decisão judicial transitada em julgado, demonstrado e atualizado na
data da entrega da primeira declaração de compensação; e
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Lei nº 14.873, de 28.05.2024 – Art. 74-A - INDÉBITO TRIBUTÁRIO –
LIMITE
III - não poderá ser estabelecido para crédito decorrente de decisão judicial
transitada em julgado cujo valor total seja inferior a R$ 10.000.000,00 (dez
milhões de reais).
A primeira declaração de compensação deverá ser apresentada no prazo de
até cinco anos, contado da data do trânsito em julgado da decisão ou da
homologação da desistência da execução do título judicial.
LUCRO REAL
Real trimestral 
x 
Real anual
Não poderão ser pagos por
compensação os débitos relativos
a estimativa do IRPJ e da CSLL,
devido à limitação das estimativas
prevista no artigo 74, parágrafo 3º,
inciso IX da Lei nº 9.430/1996
(introduzido pela Lei nº
13.670/2018).
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Prazo para utilização do crédito reconhecido judicialmente
Receita Federal do Brasil – IN RFB nº 2.055/2021
Já no que concerne ao prazo para utilização do crédito reconhecido judicialmente e
devidamente habilitado perante a RFB, segundo previsão contida no artigo 106 da
IN RFB nº 2.055/2021, a declaração de compensação poderá ser apresentada
no prazo de até 5 (cinco) anos, contado da data do trânsito em julgado da
decisão ou da homologação da desistência da execução do título judicial.
O prazo fica suspenso no período compreendido entre a data de protocolização do
pedido de habilitação do crédito decorrente de ação judicial e a data da ciência do
seu deferimento.
Na esfera judicial, Superior Tribunal de Justiça – “STJ” também já se manifestou no sentido de que o
prazo de cinco anos, contado do trânsito em julgado, serve de marco para que seja iniciado o
procedimento compensatório, não havendo determinação legal que fixe prazo máximo para que seja
realizada a compensação, conforme ementa a seguir transcrita:
“TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. ART. 535 DO CPC. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. PRESCRIÇÃO.
CINCO ANOS A CONTAR DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO QUE RECONHECEU A
EXISTÊNCIA DOS CRÉDITOS. CABÍVEL SOMENTE PARA O INÍCIO DA COMPENSAÇÃO.
(...) 2. A jurisprudência da Segunda Turma do STJ firmou compreensão no sentido de que o prazo de
cinco anos para realizar a compensação de valores reconhecidos por meio de decisões judiciais
transitadas em julgado, a teor do art. 165, III, c/c o art. 168, I, do CTN, é para pleitear referido direito
(compensação), e não para realizá-la integralmente. Precedentes: AgRg no REsp 1.469.926/PR, Rel.
Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 13/04/2015; REsp 1.480.602/PR, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 31/10/2014).(...)”, (grifamos) (STJ – Segunda Turma – REsp nº 149954/PR.
DJe 28/08/2015).
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8. Regime não cumulativo
Direito ao crédito - Abrangência
REGIME NÃO CUMULATIVO
Alíquota básica do crédito do PIS/Pasep e da Cofins
- 1,65% para o PIS/Pasep; e
- 7,6% para a Cofins
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Alíquota básica do crédito do PIS/Pasep e da Cofins – Lei nº 14.592/2023
Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados
em relação a:
§ 2º Não dará direito a crédito o valor:
III - do ICMS que tenha incidido sobre a operação de aquisição.
Produção de efeitos
Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação e produz efeitos:
I - a partir do primeiro dia do quarto mês subsequente ao de sua publicação quanto ao art. 1º, na
parte em que altera o inciso III do § 2º do art. 3º da Lei nº 10.637/2002 e da Lei nº 10.833/2003.
II - Despesas e custos incorridos no mês:
a) com energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de
vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica;
Este crédito abrange toda energia consumida nos
estabelecimentos da pessoa jurídica, inclusive no setor
administrativo
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b) com aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos à pessoa
jurídica, utilizados nas atividades da empresa;
c) com contraprestação de operações de arrendamento mercantil, pagas a
pessoa jurídica;
d) com armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda e na
prestação de serviços, quando o ônus for suportado pelo vendedor; e
Importante
Conforme determina a Lei nº 10.865/2004, art. 31, § 3º, é vedado o crédito
relativo a aluguel e contraprestação de arrendamento mercantil de bens
que já tenham integrado o patrimônio da pessoa jurídica.
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e) com vale-transporte, vale-refeição ou vale-alimentação, fardamento ou
uniformes fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as
atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção
(Introduzido pela Lei nº 11.898/2009, com vigência a partir de 09.01.2009).
III – Encargos de amortização mensal dos bens incorporados no ativo
intangível, adquiridos para produção de bens destinados a venda ou na
prestação de serviços.
IV - Bens do ativo imobilizado:
É possível a apuração de créditos em relação a máquinas, equipamentos e
outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para
locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à
venda ou na prestação de serviços.
Também é possível apurar créditos em relação às edificações e benfeitorias
em imóveis próprios, utilizados nas atividades da empresa.
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O valor do crédito deve ser apurado mensalmente sobre os encargos de
depreciação desses bens ou à parcela do seu valor de aquisição ou
fabricação, conforme o caso.
Em qualquer uma das modalidades, o valor a ser apurado será sempre o
mesmo. A diferença reside no prazo em que os créditos poderão ser
descontados. Basicamente, temos os seguintes prazos:
a) depreciação mensal;
b) 48 meses;
d) imediatamente no caso de aquisições ocorridas a partir de julho de 2012.
No caso de edificaçõesincorporadas ao ativo imobilizado, adquiridas ou
construídas para utilização na produção de bens destinados à venda ou na
prestação de serviços, a pessoa jurídica pode optar pelo desconto do
crédito no prazo de 24 meses. (Lei nº 11.488/2007, art. 6º).
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V - Devoluções de venda:
O crédito também poderá ser calculado sobre o valor dos bens recebidos em
devolução, no mês, cuja receita de venda tenha integrado o faturamento do mês ou
de mês anterior, e tenha sido tributada na sistemática da não cumulatividade. O valor
do crédito será calculado mediante aplicação da alíquota incidente na venda, e será
apropriado no mês do recebimento da devolução.
REGIME NÃO CUMULATIVO
Restrito à área 
produtiva?
Tipo de crédito
NãoBens para revenda
NãoEnergia
NãoAluguéis de prédios, máquinas e equipamentos
NãoContraprestações de arrendamento mercantil
SimMáquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado
NãoEdificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros
SimBens incorporados ao ativo intangível
NãoDevolução de vendas
NãoArmazenagem de mercadoria e frete na operação de venda 
*Vale-transporte, vale-refeição ou vale-alimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados
SimInsumos
*Aplicável somente para empresas de serviços de limpeza, conservação e manutenção
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Venda não tributada
As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou
não incidência do PIS/Pasep e da Cofins não impedem a
manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas
operações (art. 17 da Lei nº 11.033/2004).
Indústria
Venda de farinha 
de trigo
Alíquota zero
Padaria
Venda de bolo
Tributado
Consumidor 
Final
Indústria
Venda de 
fermento
Tributado
Padaria
Venda de pão 
comum
Alíquota zero
Consumidor 
Final
Não há crédito
Mantém o crédito
Art. 3º, § 2º, II, das Leis nº 
10.637/2002 e 10.833/2003
Art. 17 da Lei nº 11.033/2004
REGIME NÃO CUMULATIVO
Créditos – Princípios
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Crédito sobre estoque de abertura
Conforme a Lei nº 10.833/2003, artigo 12, § 6º, a pessoa jurídica sujeita ao regime não cumulativo
das contribuições sociais, terá direito a desconto correspondente ao estoque de abertura dos bens,
adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País, inclusive em relação aos bens recebidos em
devolução, tributados antes da mudança do regime de tributação considerados como integrantes
deste estoque de abertura, devendo o crédito ser utilizado em 12 (doze) parcelas mensais, iguais e
sucessivas.
Essa disposição aplica-se também aos estoques de produtos acabados e em elaboração.
O montante de crédito presumido será igual ao resultado da aplicação do percentual de 3% para a
Cofins e 0,65% para o PIS/Pasep sobre o valor do estoque.
REGIME NÃO CUMULATIVO
PIS/Pasep e Cofins - Estorno de créditos
O crédito relativo a bens adquiridos para revenda ou utilizados como insumos na
prestação de serviços e na produção ou fabricação, de bens ou produtos
destinados à venda, que tenham sido furtados ou roubados, inutilizados ou
deteriorados, destruídos em sinistro ou, ainda, empregados em outros produtos
que tenham tido a mesma destinação, deverá ser estornado (Lei nº 10.833/2003,
art. 3º, § 13º, com redação dada pela Lei nº 10.865/2004, art. 21).
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Aquisição de contribuintes do Simples Nacional
Lei Complementar nº 123, de 14.12.2006:
Art. 23. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional não farão jus à
apropriação nem transferirão créditos relativos a impostos ou contribuições abrangidos pelo Simples Nacional.
Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 15, de 26.09.2007
As pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração não-cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), observadas as vedações previstas e demais
disposições da legislação aplicável, podem descontar créditos calculados em relação às aquisições de bens e
serviços de pessoa jurídica optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições
devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) [...]
REGIME NÃO CUMULATIVO
Checklist
Bens para revenda
 Revisar base de cálculo
Energia
 Alcança todas as áreas
 Excluir CIP
Aluguéis de prédios, máquinas e
equipamentos
 Se proprietário PF, converter para PJ
Contraprestações de arrendamento mercantil
 Muito amplo, alcança qualquer tipo de bem,
inclusive veículos
Máquinas, equipamentos e outros bens
incorporados ao ativo imobilizado
 Restrição à utilização
 Possibilidade de aproveitamento imediato
Edificações e benfeitorias em imóveis
próprios ou de terceiros
 Possibilidade de aproveitamento em 24
meses
Frete na operação de venda
 Frete na transferência de produto em
elaboração
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DEFINIÇÃO DE INSUMOS
Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003
Art. 3º [...]
II - bens e serviços, utilizados como insumo na prestação
de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos
destinados à venda [...];
Jurisprudência
STJ – Recurso especial 1.221.170 - PR (2010/0209115-0) - Com efeito repetitivo
1. Para efeito do creditamento relativo às contribuições denominadas PIS e COFINS,
a definição restritiva da compreensão de insumo, proposta na IN 247/2002 e na IN
404/2004, ambas da SRF, efetivamente desrespeita o comando contido no art. 3º., II,
da Lei 10.637/2002 e da Lei 10.833/2003, que contém rol exemplificativo.
2. O conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou
relevância, vale dizer, considerando-se a imprescindibilidade ou a importância de
determinado item – bem ou serviço – para o desenvolvimento da atividade
econômica desempenhada pelo contribuinte.
DEFINIÇÃO DE INSUMOS
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Jurisprudência
Voto da ministra Regina Helena Costa
É essencial o “item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o produto ou o serviço,
constituindo elemento estrutural e inseparável do processo produtivo ou da execução do
serviço, ou, quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou
suficiência”.
E por relevante entenda o item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do
próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja pelas
singularidades de cada cadeia produtiva, seja por imposição legal.
Não foram considerados insumos: "Despesas Gerais Comerciais“ ("Despesas com
Vendas", incluindo combustíveis, comissão de vendas, gastos com veículos, viagens,
conduções, fretes, prestação de serviços - PJ, promoções e propagandas, seguros, telefone
e comissões)
DEFINIÇÃO DE INSUMOS
IN RFB n° 2.121/2022 – Art. 176, § 1º:
§ 1º Consideram-se insumos, inclusive:
I - bens ou serviços necessários à elaboração de insumo em qualquer etapa anterior de produção de bem
destinado à venda ou na prestação de serviço a terceiros (insumo do insumo);
II - bens ou serviços que, mesmo utilizados após a finalização do processo de produção, de fabricação ou de
prestação de serviços, tenham sua utilização decorrente de imposição legal;
III - combustíveis e lubrificantes consumidos em máquinas, equipamentos ou veículos responsáveis por
qualquer etapa do processo de produção ou fabricação de bens ou de prestação de serviços;
IV - bens ou serviços aplicados no desenvolvimento interno de ativos imobilizados sujeitos à exaustão e
utilizados no processo de produção, de fabricação ou de prestação de serviços;
DEFINIÇÃO DE INSUMOS
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IN RFB n° 2.121/2022 – Art. 176, § 1º:
V - bens e serviços aplicados na fase de desenvolvimento de ativo intangível que resulte em:
a) insumo utilizado no processo de produção ou fabricação de bens destinados à venda ou de prestação de serviços; ou
b) bem destinado à venda ou em serviço prestado a terceiros;
VI - embalagens de apresentação utilizadas nos bens destinados à venda;
VII - bens de reposiçãoe serviços utilizados na manutenção de bens do ativo imobilizado utilizados em qualquer etapa do processo
de produção de bens destinados à venda ou de prestação de serviços cuja utilização implique aumento de vida útil do bem do ativo
imobilizado de até um ano;
VIII - serviços de transporte de insumos e de produtos em elaboração realizados em ou entre estabelecimentos da pessoa jurídica;
IX - equipamentos de proteção individual (EPI);
X - moldes ou modelos utilizados para dar forma desejada ao produto produzido, desde que não contabilizados no ativo imobilizado;
DEFINIÇÃO DE INSUMOS
IN RFB n° 2.121/2022 – Art. 176, § 1º:
XI - materiais e serviços de limpeza, desinfecção e dedetização de ativos utilizados em qualquer etapa da produção de bens
ou da prestação de serviços;
XII - contratação de pessoa jurídica fornecedora de mão de obra para atuar diretamente nas atividades de produção de bens
destinados à venda ou de prestação de serviços;
XIII - testes de qualidade aplicados sobre matéria-prima, produto intermediário e produto em elaboração e sobre produto
acabado, desde que anteriormente à comercialização do produto;
XIV - a subcontratação de serviços para a realização de parcela da prestação de serviços;
XV - frete e seguro no território nacional quando da aquisição de bens para serem utilizados como insumos na produção de
bem destinado à venda ou na prestação de serviço a terceiros (Revogado(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº
2152/2023);
XVI - frete e seguro no território nacional quando da importação de bens para serem utilizados como insumos na produção
de bem destinado à venda ou na prestação de serviço a terceiros;
DEFINIÇÃO DE INSUMOS
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IN RFB n° 2.121/2022 – Art. 176, § 1º:
XVII - frete e seguro no território nacional quando da importação de máquinas, equipamentos e outros bens
incorporados ao ativo imobilizado utilizados na produção de bem destinado à venda ou na prestação de serviço a
terceiros;
XVIII - frete e seguro relacionado à aquisição de bens considerados insumos que foram vendidos ao seu adquirente
com suspensão, alíquota 0% (zero por cento) ou não incidência (Revogado(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº
2152/2023);
XIX - frete e seguro relacionado à aquisição de máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo
imobilizado de que trata o inciso I do caput do art. 179 quando a receita de venda de tais bens forem beneficiadas
com suspensão, alíquota 0% (zero por cento) ou não incidência (Revogado(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº
2152/2023);
XX - parcela custeada pelo empregador relativa ao vale-transporte pago para a mão de obra empregada no processo
de produção ou de prestação de serviços; e
XXI - dispêndios com contratação de pessoa jurídica para transporte da mão de obra empregada no processo de
produção de bens ou de prestação de serviços.
DEFINIÇÃO DE INSUMOS
REGIME NÃO CUMULATIVO
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP e COFINS
SUSPENSÃO DO PAGAMENTO. ALÍQUOTA ZERO. SIMPLES NACIONAL. INAPLICABILIDADE.
A suspensão do pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep prevista no art. 32, I, da Lei nº 12.058, de
2009, e no art. 54, III, da Lei nº 12.350, de 2010, bem como a alíquota zero da referida contribuição
prevista no art. 1º, XIX, da Lei nº 10.925, de 2004, são inaplicáveis a pessoas jurídicas optantes pelo
Simples Nacional.
AQUISIÇÕES DE BENS DE PESSOA JURÍDICA OPTANTE PELO SIMPLES NACIONAL. APURAÇÃO
DE CRÉDITOS. POSSIBILIDADE.
As pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e
a Cofins, observadas as vedações previstas e demais disposições da legislação aplicável, podem apurar
créditos referentes às aquisições de bens de pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional.
Dispositivos Legais: Lei Complementar nº 123/2006, art. 24; Lei nº 10.925/2004, art. 1º, XIX; Lei nº
12.058/2009, arts. 32 e 34; Lei nº 12.350/2010, arts. 54 e 56; Ato Declaratório Interpretativo RFB nº
15/2007.
Solução de Consulta Cosit nº 58/2016
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REGIME NÃO CUMULATIVO
§ 19. A empresa de serviço de transporte rodoviário de carga que subcontratar serviço de transporte de
carga prestado por: (REVOGADO)
§ 19. As pessoas jurídicas que contratem serviço de transporte de carga prestado por:
I – pessoa física, transportador autônomo, poderá descontar, da Cofins devida em cada período de
apuração, crédito presumido calculado sobre o valor dos pagamentos efetuados por esses serviços;
II - pessoa jurídica transportadora, optante pelo SIMPLES, poderá descontar, da Cofins devida em cada
período de apuração, crédito calculado sobre o valor dos pagamentos efetuados por esses serviços.
§ 20. Relativamente aos créditos referidos no § 19 deste artigo, seu montante será determinado mediante
aplicação, sobre o valor dos mencionados pagamentos, de alíquota correspondente a 75% (setenta e
cinco por cento) daquela constante do art. 2º desta Lei.
Lei nº 14.440, de 2022 – D.O.U. 20.12.2022
REGIME NÃO CUMULATIVO
Alíquotas
- PIS 1,2375 %
- Cofins 5,7%
Lei nº 14.440, de 2022 – D.O.U. 20.12.2022
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Lei n° 10.865/2004
Art. 15. As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nos
termos dos arts. 2º e 3º das Leis nºs 10.637/2002, e 10.833/2003, poderão descontar crédito, para fins de
determinação dessas contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento das contribuições
de que trata o art. 1º desta Lei, nas seguintes hipóteses:
I - bens adquiridos para revenda;
II - bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens
ou produtos destinados à venda, inclusive combustível e lubrificantes;
III - energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica;
IV - aluguéis e contraprestações de arrendamento mercantil de prédios, máquinas e equipamentos,
embarcações e aeronaves, utilizados na atividade da empresa;
V - máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado,
adquiridos para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens
destinados à venda ou na prestação de serviços.
Créditos na Importação
REGIME NÃO CUMULATIVO
Lei n° 10.865/2004 (com redação da Lei nº 13.137/2015)
– Mesmas bases de cálculo e alíquotas utilizadas na importação (art. 15, § 3º)
• Alíquotas básicas:
– Produtos: 2,1% e 9,65%
– Serviços: 1,65% e 7,6%
• Alíquotas diferenciadas (incidência monofásica) e zero (benefícios fiscais)
• Exceto adicional de 1% da COFINS
– Produtos abrangidos pela elevação: art. 8º, § 21, da Lei nº 10.865/2004
– Aplicável até 31.12.2020
– Restabelecida em 1º.04.2022 – Lei nº 14.288/2021 – Até 31.12.2023
Créditos na Importação
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Posso tomar crédito do PIS/Pasep e da Cofins na importação de 
ativo imobilizado usado?
Créditos na Importação
REGIME NÃO CUMULATIVO
Receita Federal do Brasil
ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO RFB Nº 13, DE 29 DE OUTUBRO DE 2014
Art. 1º É vedada a apuração de crédito da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep em
relação à importação de BENS USADOS incorporados ao ativo imobilizado da pessoa jurídica.
Art. 2º Ficam modificadas as conclusões em contrário constantes em Soluções de Consulta ou em
Soluções de Divergência emitidas antes da publicação deste ato, independentemente de
comunicação aos consulentes.
Art. 3º Publique-se no Diário Oficial da União.
CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Jurisprudência
TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CREDITAMENTO. DE PIS E COFINS SOBRE PRODUTOS
IMPORTADOS. IN SRF Nº 457/2004. LEI Nº 10.865/2004. APELAÇÃO E REMESSA OFICIAL DESPROVIDAS.
(...)
IV- A aquisição, no exterior, de máquinas e equipamentos para a utilização na produção de bens destinados à venda ou
prestação de serviços gera para a empresa um crédito relativo ao PIS-importação e a COFINS-importação (Lei nº
10.865/2004).
V- No presente caso, aduz a impetrante queadquiriu o bem usado, ao qual foi incorporado ao seu ativo, para ser utilizado na
produção de bens destinados à venda, fazendo jus ao referido crédito.
VI - Em nosso sistema jurídico, a natureza das instruções normativas é o de regulamento, tendo elas a função de aclarar os
preceitos legais para a melhor aplicação da norma. Desta forma, revela-se incompatível com o princípio da estrita
legalidade a instrução normativa que além de aclarar o dispositivo legal, cria novas hipóteses de exação ou
restringe direitos do contribuinte que a lei lhe conferiu. Desta forma, entendo que a IN SRF Nº 457/2004 extrapolou
os limites a elas impostos. (Apelação nº 5003323-15.2019.4.03.6119, TRF3, RELATOR: DES. FED. ANTONIO CEDENHO)
REGIME NÃO CUMULATIVO
Utilização dos créditos
• Como regra, os créditos do PIS/PASEP e da COFINS serão utilizados para abater o valor das
contribuições devidas em cada mês.
Excedente de créditos – transferência para meses subsequentes
• Havendo excedente de créditos, este será transferido para o mês seguinte (controlado na
EFD-Contribuições).
• O aproveitamento de crédito na dedução das contribuições a recolher não ensejará
atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores.
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Excedente de créditos – compensação ou ressarcimento
Caso o valor excedente ainda seja superior às contribuições apuradas em meses seguintes, e
esteja vinculado a operações não-tributadas, tais como exportação e beneficiadas por alíquota
zero, haverá possibilidade de ressarcimento e/ou compensação de tais créditos.
As regras de ressarcimento e compensação de créditos das contribuições estão disciplinadas na
IN RFB nº 2.055/2021.
Operacionalização através do PER/DCOMP.
O controle fiscal é intensivo, principalmente no caso de ressarcimento. Penalidades caso seja
identificado uso indevido.
REGIME NÃO CUMULATIVO
É necessário retificar as obrigações acessórias para recuperar 
os créditos de Pis e da Cofins dos últimos cinco anos?
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Créditos extemporâneos
É necessário retificar as obrigações acessórias?
• POSIÇÃO DA RFB:
– Sim - Solução de Consulta nº 178, de 21.06.2012, da 8ª Região Fiscal
O procedimento correto a ser adotado pelo contribuinte seria a retificação tanto das DCTFs como da DIPJs
também quanto aos débitos adicionais (fatos geradores) de IRPJ e CSLL surgidos (ocorridos) para o período
de agosto de 2004 a julho de 2008 e igualmente oriundos do aproveitamento extemporâneo dos créditos de
PIS e COFINS com fulcro na IN SRF nº 594, de 2005, permitido o recolhimento espontâneo dos débitos de
IRPJ e CSLL apurados a partir do ano-calendário de 2005 até o ano-calendário de 2008 mesmo quando da
inexistência, impropriedade ou atual impossibilidade de retificação, desde que no prazo de 30 dias contados da
ciência da presente consulta.
REGIME NÃO CUMULATIVO
Créditos extemporâneos
É necessário retificar obrigações acessórias?
• POSIÇÃO DO CARF*:
– Não - ACÓRDÃO 9303-006.247 em 25/01/2018, da 3ª Turma da CSRF
CRÉDITOS DA CONTRIBUIÇÃO NÃO CUMULATIVA. RESSARCIMENTO. CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS. PEDIDO
DE RESSARCIMENTO.
Na forma do art. 3º, § 4º, da Lei nº 10.833/2003, desde que respeitado o prazo de cinco anos a contar da aquisição do
insumo, o crédito apurado não-cumulatividade do PIS e Cofins pode ser aproveitado nos meses seguintes, sem
necessidade prévia retificação do Dacon por parte do contribuinte ou da apresentação de PER único para cada
trimestre.
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Créditos extemporâneos
Retificação
Vantagem:
 Selic
Desde que elaborado PER/DCOMP (um para cada pagamento a maior)
É possível evitar o PER/DCOMP, fazendo a transferência do saldo credor mês a mês, mas com isso perde a Selic
 Evita problema fiscal
Risco de multa formal de 3% do valor das transações comerciais ou financeiras
Desvantagens:
 Trabalho de retificação das obrigações acessórias (EFD-Contribuições, DCTF e ECF)
 Recolhimento das diferenças de IRPJ e da CSLL
 ECD – Lançamento em Ajuste de exercícios anteriores – Não há retificação
 60 Perdcomps para PIS e 60 Perdcomps para a Cofins
 Reabertura do período prescricional
REGIME NÃO CUMULATIVO
Existe prazo para utilizar os créditos do PIS e da Cofins?
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Existe prazo para utilizar os créditos do PIS e da Cofins?
IN RFB nº 2.121/2022
Art. 163. O direito de utilizar os créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da
Cofins na forma prevista neste Título prescreve em 5 (cinco) anos contados do
primeiro dia do mês subsequente àquele em que ocorrida a aquisição, a devolução
ou o dispêndio que permite a apuração de crédito (Decreto nº 20.910, de 6 de
janeiro de 1932, art. 1º).
REGIME NÃO CUMULATIVO
Existe prazo para utilizar os créditos de PIS e Cofins?
DECRETO Nº 20.910, DE 6 DE JANEIRO DE 1932
Art. 1º As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim
todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal,
seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato
ou fato do qual se originarem.
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REGIME NÃO CUMULATIVO
Existe prazo para utilizar os créditos de PIS e Cofins?
Não é razoável que a prescrição seja aplicável à hipótese em que o contribuinte,
apesar da regular apropriação dos créditos de PIS/Cofins (mediante o devido
registro em sua escrita fiscal), deixe de utilizá-los em razão de eventual
insuficiência de receitas tributáveis por essas contribuições.
Nesse particular, deve-se notar que, por mais que sejam institutos jurídicos
distintos, a função dos prazos de prescrição e decadência é punir a inércia da
parte que não exerceu direito que lhe cabia.
IMAGEM
OBRIGADO
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Propósito
Negocial
“A doutrina do propósito negocial (business-purpose doctrine)
tem origem nos Estados Unidos e nasceu em um contexto de
reestruturações societárias.”
“Dentre seus fundamentos primordiais, pode-se destacar que a
simples concordância com a letra da lei tributária é
insuficiente para embasar uma economia tributária válida.”
“O reconhecimento do propósito negocial como requisito da
validade jurídica do planejamento tributária diz respeito sobretudo
à conformação entre a realidade fática das relações comerciais
e a formalidade jurídica.”
“Atualmente, no ordenamento jurídico pátrio não há qualquer
previsão expressa acerca do instituto do propósito negocial,
entretanto, isso não obsta (impede) o seu reconhecimento e
aplicação em nosso direito, tendo em vista uma séria de regras
e princípios que o confirmam entre nós.”
Fonte: http://www.pgfn.fazenda.gov.br/revista-pgfn/revista-
pgfn/ano-i-numero-i/chaves.pdf
Fonte: http://www.pgfn.fazenda.gov.br/revista-pgfn/revista-pgfn/ano-i-numero-i/chaves.pdf
Indícios de ausência de 
Propósito Negocial
Não tem boa acolhida entre os julgadores:
• Planejamento às pressas - Lapso Temporal entre as operações do planejamento
– assinatura de uma gama de documentos no mesmo momento
• Interdependência entre as partes – operações ocorrem entre coligadas –
limitado ao mesmo grupo econômico – ausência de efeitos econômicos
perante terceiros
• Operação entre partes vinculadas não afronta à lei tributária
• Operações anormais – destoam da rotina empresarial
• Operações com paraísos fiscais
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Paraíso Fiscal
Instrução Normativa RFB nº 1037/2010
•
Art. 1º Para efeitos do disposto nesta
Instrução Normativa, consideram-se
países ou dependências que não
tributam a renda ou que a tributam à
alíquota inferior a 20% (vinte por cento)
ou, ainda, cuja legislação interna não
permita acesso a informações relativas
à composição societária de pessoas
jurídicas ou à sua titularidade, as
seguintes jurisdições:
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Paraíso Fiscal
O Código Penal Brasileiro não tipifica especificamente o
envio de dinheiro de forma ilícita para paraísos fiscais
como um crime autônomo. No entanto, a lei brasileira
prevê diversos crimes relacionados à lavagem de
dinheiro, que pode incluir o envio de dinheiro para esses
locais.
Esses locais são frequentemente utilizados por pessoas
que buscam esconder a origem do dinheiro e evitar a
detecção das autoridades fiscais.
No entanto, isso não significa que as autoridades fiscais
não possam rastrear o dinheiro enviado para paraísos
fiscais. Muitos países, incluindo o Brasil, têm acordos de
cooperação internacional para o combate à lavagem de
dinheiro e à evasão fiscal, permitindo que as autoridades
fiscais compartilhem informações e cooperem na
investigação de crimes financeiros transnacionais.
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Antiga Visão do 
CARF
Adoção do princípio da tipicidade e
da estrita legalidade.
O cumprimento, pelo contribuinte,
dos requisitos legais previstos pela
norma para determinado negócio
jurídico era suficiente para
caracterizar uma operação como
lícita, ainda que posta a efeito de
forma indireta.
Nova Visão do CARF
Busca a essência dos negócios
jurídicos
Busca pelo propósito negocial
A economia de tributo justifica
um planejamento, contanto que
respeitada a finalidade dos
institutos do direito privado.
Subsunção do fato à norma:
verificação do cumprimento dos
requisitos formais e materiais
para a caracterização do negócio
declarado.
Grupo econômico como estratégia 
de redução da carga tributária é 
uma estratégia legítima?
"O limite da referida operação, ínsita à liberdade
de organização das empresas, será a
veracidade dos fatos. Ou seja, se, de fato, as
diversas pessoas jurídicas gozam de plena
existência autônoma, não há censura a ser
realizada pela autoridade fiscal.
De outra parte, se a segregação se reveste de
mera formalidade, desprovida de qualquer
materialização fática, tendo como finalidade
exclusiva a redução da carga tributária, é lícito
ao Fisco tratar todas as pessoas jurídicas
como uma única universalidade, tal qual
realizado nos presentes autos" (Acórdão 1302-
004.195, 1ª Seção/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária
do CARF, Rel. Paulo Henrique Silva Figueiredo,
11/12/2019).
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Lucro Real
Simples 
Nacional
Qual o melhor regime 
tributário para minha 
empresa?
Lucro Presumido
Reorganização das operações
Holding 
patrimonial
Empresa 
detentora 
dos bens
Comércio 
varejista
Comércio 
atacadista
Prestação 
de serviço Indústria
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Lucro Real - Compensação
de Prejuízo Fiscal
Prejuízos Não Operacionais - Vedações a compensação do prejuízo fiscal
A pessoa jurídica não poderá compensar seus próprios prejuízos fiscais se entre a
data da apuração e da compensação houver ocorrido, cumulativamente, modificação de
seu controle societário e do ramo de atividade (Decreto-Lei nº 2.341/1987, art. 32).
A pessoa jurídica sucessora por incorporação, fusão ou cisão não poderá compensar
prejuízos fiscais da sucedida (Decreto-Lei nº 2.341/1987, art. 33).
No caso de cisão parcial, a pessoa jurídica cindida poderá compensar os seus próprios
prejuízos, proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio líquido (Decreto-
Lei nº 2.341/1987, art. 33, parágrafo único).
O prejuízo fiscal apurado por Sociedade em Conta de Participação - SCP somente poderá
ser compensado com o lucro real decorrente da mesma SCP. É vedada a compensação de
prejuízos fiscais e lucros entre duas ou mais SCP ou entre estas e o sócio ostensivo.
Responsabilidade Limitada – Desconsideração da personalidade jurídica
24
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela
confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber
intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de
obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa
jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica com
o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza.
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios,
caracterizada por:
I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa;
II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor
proporcionalmente insignificante; e
III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
23
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Responsabilidade Limitada – Desconsideração da 
personalidade jurídica
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§ 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à
extensão das obrigações de sócios ou de administradores à pessoa
jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)
§ 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos
de que trata o caput deste artigo não autoriza a desconsideração da
personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874/2019)
§ 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da
finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica.
Empresário Individual 
x 
Sociedade Unipessoal
Empresário Individual
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce
profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou a circulação de
bens ou de serviços.
Sociedade Unipessoal
Art. 1.052. Na sociedade limitada, a
responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor
de suas quotas, mas todos respondem
solidariamente pela integralização do capital
social.
1º A sociedade limitada pode ser constituída por 1
(uma) ou mais pessoas. 26
25
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Vantagens da segregação das
operações
• SÚMULA N. 430 do STJ - Inadimplência
• O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade
não gera, por si só, a responsabilidadesolidária do sócio-
gerente.
• SÚMULA N. 435 do STJ - Redirecionamento
• Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que
deixar de funcionar no seu domicílio fiscal, sem
comunicação aos órgãos competentes, legitimando o
redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente.
• SÚMULA N. 436 do STJ - Prescrição
• A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo
débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada
qualquer outra providência por parte do fisco.
• SÚMULA N. 314 do STJ – Prescrição intercorrente
• Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis,
suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia
o prazo da prescrição qüinqüenal intercorrente.
Simples Nacional
- Limite de faturamento R$ 3,6 M
x
- Limite global R$ 4,8 M
Empresa 1 Empresa 2 Empresa 3 Empresa 4 Empresa 5 Empresa 6
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Vedações ao regime do Simples Nacional:
- (SIMPLES NACIONAL) de cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como
empresário, ou seja, sócia de outra empresa que receba tratamento jurídico diferenciado nos
termos da Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta global ultrapasse o
limite de R$ 4.800.000,00 no ano-calendário no mercado interno ou mesmo limite em
exportação de mercadorias;
- (LUCRO PRESUMIDO OU REAL) cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por
cento) do capital de outra empresa não beneficiada pelo Estatuto, desde que a receita bruta
global ultrapasse o limite de R$ 4.800.000,00 no ano-calendário no mercado interno ou mesmo
limite em exportação de mercadorias;
- (ADMINISTRADOR) cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa
jurídica com fins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$
4.800.000,00 no ano-calendário no mercado interno ou mesmo limite em exportação de
mercadorias.
Simples Nacional - Sócios Comuns
De acordo com o art. 1.007 do Código Civil (lei nº 10.406/2002), salvo disposição
contrária, o sócio participa dos lucros e das perdas na proporção das respectivas
quotas.
Assim, para que o lucro seja distribuído entre os sócios, com percentual diferente ao
da sua participação no capital da entidade é necessário que tal regra esteja expressa
no contrato social da empresa.
Os lucros a luz da legislação tributária, são isentos do imposto de renda, assim,
nesse mesmo ditame, os lucros ainda que distribuídos de forma
desproporcional, permanecem isentos, desde que atendido requisitos legais.
Simples Nacional
Sócios Comuns – Distribuição de Lucros
Contrato Social
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Tabelas de alíquotas (Anexos)
Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota Valor a Deduzir (em R$) 
1a Faixa Até 180.000,00 4,00% - 
2a Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 7,30% 5.940,00 
3a Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 9,50% 13.860,00 
4a Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 10,70% 22.500,00 
5a Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,30% 87.300,00 
6a Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 19,00% 378.000,00 
 
 Faixas Percentual de Repartição dos Tributos 
 IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ICMS 
1a Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 41,50% 34,00% 
2a Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 41,50% 34,00% 
3a Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 42,00% 33,50% 
4a Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 42,00% 33,50% 
5a Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 42,00% 33,50% 
6a Faixa 13,50% 10,00% 28,27% 6,13% 42,10% - 
 
Anexo I da Lei Complementar no 123/2006
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Comércio
Anexo II da Lei Complementar nº 123/2006
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Indústria
Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota Valor a Deduzir (em R$) 
1a Faixa Até 180.000,00 4,50% - 
2a Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 7,80% 5.940,00 
3a Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 10,00% 13.860,00 
4a Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 11,20% 22.500,00 
5a Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,70% 85.500,00 
6a Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,00% 720.000,00 
 
 Faixas Percentual de Repartição dos Tributos 
 IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP IPI ICMS 
1a Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00% 
2a Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00% 
3a Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00% 
4a Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00% 
5a Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00% 
6a Faixa 8,50% 7,50% 20,96% 4,54% 23,50% 35,00% - 
 
Tabelas de alíquotas (Anexos)
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Anexo III da Lei Complementar nº 123/2006 
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas de locação de bens móveis e de prestação 
de serviços não relacionados no § 5o-C do art. 18 da LC nº 123/2006
Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota Valor a Deduzir (em R$) 
1a Faixa Até 180.000,00 6,00% – 
2a Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% 9.360,00 
3a Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 13,50% 17.640,00 
4a Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% 35.640,00 
5a Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% 125.640,00 
6a Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% 648.000,00 
 
 Faixas Percentual de Repartição dos Tributos 
 IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ISS (*) 
1a Faixa 4,00% 3,50% 12,82% 2,78% 43,40% 33,50% 
2a Faixa 4,00% 3,50% 14,05% 3,05% 43,40% 32,00% 
3a Faixa 4,00% 3,50% 13,64% 2,96% 43,40% 32,50% 
4a Faixa 4,00% 3,50% 13,64% 2,96% 43,40% 32,50% 
5a Faixa 4,00% 3,50% 12,82% 2,78% 43,40% 33,50% 
(*) 
6a Faixa 35,00% 15,00% 16,03% 3,47% 30,50% – 
(*) O percentual efetivo máximo devido ao ISS será de 5%, transferindo-se a 
diferença, de forma proporcional, aos tributos federais da mesma faixa de receita 
bruta anual. Sendo assim, na 5a faixa, quando a alíquota efetiva for superior a 
14,92537%, a repartição será: 
 IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ISS 
5a Faixa, 
com 
alíquota 
efetiva 
superior a 
14,92537% 
(Alíquota 
efetiva – 
5%) x 
6,02% 
(Alíquota 
efetiva – 
5%) x 
5,26% 
(Alíquota 
efetiva – 
5%) x 
19,28% 
(Alíquota 
efetiva – 
5%) x 
4,18% 
(Alíquota 
efetiva – 
5%) x 
65,26% 
Percentual 
de ISS fixo 
em 5% 
 
 
 
Tabelas de alíquotas (Anexos)
Anexo IV da Lei Complementar nº 123/2006 
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Receitas decorrentes da prestação de serviços 
relacionados no § 5o-C do art. 18 desta LC nº 123/2006
Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota Valor a Deduzir (em R$) 
1a Faixa Até 180.000,00 4,50% - 
2a Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 9,00% 8.100,00 
3a Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 10,20% 12.420,00 
4a Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 14,00% 39.780,00 
5a Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 22,00% 183.780,00 
6a Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% 828.000,00 
 
 Faixas Percentual de Repartição dos Tributos 
 IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep ISS (*) 
1a Faixa 18,80% 15,20% 17,67% 3,83% 44,50% 
2a Faixa 19,80% 15,20% 20,55% 4,45% 40,00% 
3a Faixa 20,80% 15,20% 19,73% 4,27% 40,00% 
4a Faixa 17,80% 19,20% 18,90% 4,10% 40,00% 
5a Faixa 18,80% 19,20% 18,08% 3,92% 40,00% (*) 
6a Faixa 53,50% 21,50% 20,55% 4,45% - 
(*) O percentual efetivo máximo devido ao ISS será de 5%, transferindo-se a diferença, de 
forma proporcional, aos tributos federais da mesma faixa de receita bruta anual. Sendo assim, 
na 5a faixa, quando a alíquota efetiva for superior a 12,5%, a repartição será: 
Faixa IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep ISS 
5a Faixa, com 
alíquota 
efetiva 
superior a 
12,5% 
Alíquota efetiva 
– 5%) x 31,33% 
(Alíquota 
efetiva – 
5%) x 
32,00% 
(Alíquota 
efetiva – 5%) x 
30,13% 
Alíquota efetiva 
– 5%) x 6,54% 
Percentual de 
ISS fixo em 5% 
 
 
Tabelas de alíquotas (Anexos)
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Anexo V da Lei Complementar nº 123/2006
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas decorrentes da prestação de serviços 
relacionados no § 5o-I do art. 18 desta LC nº 123/2006
Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota Valor a Deduzir (em R$) 
1a Faixa Até 180.000,00 15,50% - 
2a Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% 4.500,00 
3a Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% 9.900,00 
4a Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,0020,50% 17.100,00 
5a Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% 62.100,00 
6a Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% 540.000,00 
 
 Faixas Percentual de Repartição dos Tributos 
 IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ISS 
1a Faixa 25,00% 15,00% 14,10% 3,05% 28,85% 14,00% 
2a Faixa 23,00% 15,00% 14,10% 3,05% 27,85% 17,00% 
3a Faixa 24,00% 15,00% 14,92% 3,23% 23,85% 19,00% 
4a Faixa 21,00% 15,00% 15,74% 3,41% 23,85% 21,00% 
5a Faixa 23,00% 12,50% 14,10% 3,05% 23,85% 23,50% 
6a Faixa 35,00% 15,50% 16,44% 3,56% 29,50% - 
 
Tabelas de alíquotas (Anexos)
• Receitas que podem ser excluídas do Simples Nacional
Exemplos:
Imunidade
Incidência Monofásica
Substituição Tributária
Simples Nacional
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Caso “Grendene” 
Grendene S/A
Lucro Real
Venda por preço de 
mercado
R$ 100
Representantes 
Comerciais Consumidor Final
Grendene S/A
Lucro Real
Venda por valor de 
custo
R$ 40
8 empresas dos 
sócios da Grendene
Lucro Presumido
Venda por preço de 
mercado
R$ 100
Representantes 
Comerciais Consumidor Final
Situação 1
Situação 2
Representantes faziam pedidos diretamente na 
Grendene S/A
Caso “Grendene”
• (...) Ao receber pedidos de seus representantes,
ao invés de emitir notas fiscais de venda
diretamente aos compradores, ela o fazia através
das empresas comerciais, cuja existência tinha por
única finalidade a de diminuir lucro tributável da
Grendene S.A., já que elas, as empresas
comerciais, não possuíam estrutura, instalação e
tudo o mas que uma empresa necessita para
exercer plenamente suas atividades. Das
empresas listadas, 4 não possuíam sequer um
funcionário, e as restantes tinham um funcionário
cada uma. Todas tinham endereço coincidente da
Grendene S.A. (...)
• Com efeito, se as receitas eram suas, e só não o
foram devido à simulação apontada, fica-se à
procura de um rótulo para a operação que
consistiu em transferir que eram suas, o que não
registrou, para entidades criadas com intuitos
desamparadas pela lei”
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Caso “KINABALU” 
KINABALU Ind. e 
Com.
PIS-COFINS 
Monofásico
12,5%
BC: R$ 100.000
Débito: R$ 12.500
Atacadistas e 
Varejistas
PIS-COFINS 
Monofásico
0%
Débito: R$ 0,00
KINABALU 
Ind. e Com.
PIS-COFINS 
Monofásico
12,5%
BC: R$ 
60.000
Débito: R$ 
7.500
Natural 
Distribuidora
Distribuidor 
Exclusivo
PIS-COFINS 
Monofásico
0%
Débito: R$ 
0,00
Atacadistas 
e Varejistas
PIS-COFINS 
Monofásico
0%
Débito: R$ 
0,00
Situação 1
Situação 2
Caso “KINABALU”
• Acórdão CARF nº 3403-002519, de 22/10/2013
• Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-
calendário: 2000, 2001, 2002, 2003 PIS. REGIME
MONOFÁSICO. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO.
SIMULAÇÃO ABSOLUTA. DESCONSIDERAÇÃO DE
ATOS E NEGÓCIOS JURÍDICOS. ART. 116, P.U. DO
CTN. UNIDADE ECONÔMICA. ART. 126, III, DO CTN.
NÃO CARACTERIZAÇÃO. Não se configura
simulação absoluta se a pessoa jurídica criada
para exercer a atividade de revendedor atacadista
efetivamente existe e exerce tal atividade,
praticando atos válidos e eficazes que evidenciam a
intenção negocial de atuar na fase de revenda dos
produtos. A alteração na estrutura de um grupo
econômico, separando em duas pessoas jurídicas
diferentes as diferentes atividades de industrialização
e de distribuição, não configura conduta abusiva
nem a dissimulação prevista no art. 116, p.u. do
CTN, nem autoriza o tratamento conjunto das duas
empresas como se fosse uma só, a pretexto de
configuração de unidade econômica, não se aplicando
ao caso o art. 126, III, do CTN. Recurso voluntário
provido. Recurso de ofício prejudicado.
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Elisão
• Condutas lícitas, não 
simuladas e anteriores 
ao fato gerador
Elisão
• Condutas lícitas, não 
simuladas e anteriores 
ao fato gerador
Evasão
• Condutas ilícitas ou 
posteriores ao fato gerador, 
incluindo fraude e sonegação
Evasão
• Condutas ilícitas ou 
posteriores ao fato gerador, 
incluindo fraude e sonegação
1. IRPJ e CSLL - LUCRO PRESUMIDO -
JUROS RECEBIDOS SOBRE INADIMPLÊNCIA
Danilo Marcelino
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Danilo Marcelino
REGIME CUMULATIVO
Lei nº 9.718/98
Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas
de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a
legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei.
Art. 3º O faturamento a que se refere o art. 2º compreende a receita bruta de que trata
o art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977.
Decreto-Lei nº 1.598/77
Art. 12. A receita bruta compreende:
I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria;
II - o preço da prestação de serviços em geral;
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica, não
compreendidas nos incisos I a III.
SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT nº 134/2018
Danilo Marcelino
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS
EMENTA: REGIME CUMULATIVO. BASE DE CÁLCULO. JUROS POR INADIMPLEMENTO.
VARIAÇÕES MONETÁRIAS. DESCONTOS CONDICIONAIS OBTIDOS.
Cuidando-se de pessoa jurídica que se dedica ao comércio varejista de automóveis, no
regime de apuração cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins:
a) estão sujeitas à incidência da contribuição as receitas auferidas em razão da
cobrança contra seus clientes de juros por atraso no adimplemento de obrigação;
b) não se sujeitam à incidência da contribuição as receitas financeiras decorrentes de:
b.1) rendimentos de aplicações de disponibilidades financeiras em investimentos com
rentabilidade fixa ou variável;
b.2) "variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em
função da taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes" (art. 9º da Lei nº 9.718, de 1998);
b.3) obtenção de descontos pela pessoa jurídica adquirente junto a seus fornecedores.
Dispositivos Legais: Lei nº 9.718, de 1998, arts. 2º, 3º e 9; Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art.
12; Decreto nº 3.000, de 1999, art. 373.
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SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT nº 134/2018
Danilo Marcelino
DOS JUROS RECEBIDOS SOBRE INADIMPLÊNCIA
19. No caso de receitas decorrentes da cobrança de juros de clientes por atraso
no pagamento, evidentemente se trata apenas de acréscimo à receita de
venda, e, portanto, sendo receitas resultantes do exercício da atividade
empresarial/principal da consulente, sujeitam-se à incidência da Contribuição
para o PIS/Pasep e da Cofins no regime de apuração cumulativa, nos termos do
art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998.
Exemplo prático
Danilo Marcelino
R$ 50.000,00 R$ 50.000,00
IRPJ 15% R$ 7.500,00 IRPJ 8% R$ 4.000,00
IRPJ 10% R$ 5.000,00 CSLL 12% R$ 6.000,00
CSLL 9% R$ 4.500,00 IRPJ 15% R$ 600,00
IRPJ 10% R$ 400,00
CSLL 9% R$ 540,00
Pis/Cofins 3,65% R$ 1.825,00
Carga total R$ 17.000,00 Carga tributária total R$ 3.365,00
Economia tributária R$ 13.635,00
Receita financeira Receita da atividade
R$ 1.000,00
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IRPJ e CSLL - LUCRO PRESUMIDO - JUROS RECEBIDOS SOBRE 
INADIMPLÊNCIA
Danilo Marcelino
De acordo com a IN RFB nº 1.700/2017, art. 215, o lucro presumido será determinado mediante
aplicação dos percentuais de que tratam o caput e os §§ 1º e 2º do art. 33 sobre a receita bruta
definida pelo art. 26, relativa a cada atividade, auferida em cada período de apuração trimestral,
deduzida das devoluções e vendas canceladas e dos descontos incondicionais concedidos.
“Art. 26. A receita bruta compreende:
I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria;
II - o preço da prestação de serviços em geral;
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica, não compreendidas nos incisos
I a III.”
DECRETO-LEI Nº 1.598/1977, art. 12.
2. IRPJ e CSLL – LUCRO PRESUMIDO -
SERVIÇOS HOSPITALARES
REDUÇÃO DOS PERCENTUAIS DE PRESUNÇÃO -
REGRAS
Danilo Marcelino
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REDUÇÃO DOS COEFICIENTES DO LUCRO PRESUMIDO PARA
SERVIÇOS HOSPITALARES
Danilo Marcelino
De acordo com a Lei nº 9.249/95, os contribuintesprestadores de serviços em geral estarão sujeitos a uma base de cálculo
de 32% (coeficiente) sobre a receita bruta para fins de incidência das alíquotas do IRPJ e CSLL na sistemática do
lucro presumido.
Entretanto, alguns serviços especificados em lei possuem coeficiente para se chegar a base de cálculo de 8% (oito por
cento) do IRPJ e de 12% (doze por cento) da CSLL respectivamente sobre a receita bruta auferida no período de apuração.
Dentre as atividades previstas pela norma, aplica-se o percentual de 8% de IRPJ e 12% da CSLL sobre a receita bruta
auferida na prestação de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e terapia, fisioterapia e terapia ocupacional,
fonoaudiologia, patologia clínica, imagenologia, radiologia, anatomia patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises
e patologias clínicas, exames por métodos gráficos, procedimentos endoscópicos, radioterapia, quimioterapia, diálise e
oxigenoterapia hiperbárica, desde que a prestadora desses serviços seja organizada sob a forma de sociedade
empresária e atenda às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Sobre o montante apurado haverá a incidência das alíquotas de 15% (mais o adicional de 10% se for o caso) para o IRPJ e
9% para a CSLL.
Base legal: Lei nº 9.249, de 1995, art. 15, caput e §§ 1º, II, "a“.
REQUISITOS
Danilo Marcelino
Para atuar em conformidade com as normas da Anvisa, o prestador do serviço deve dispor de ambientes e profissionais que
satisfaçam as determinações da Agência, delineada na Parte II – Programação Físico Funcional dos Estabelecimentos de Saúde,
item 3 – Dimensionamento, Quantificação e Instalações Prediais dos Ambientes, da RDC nº 50, de 2002. Condições cuja
comprovação deve ser feita mediante alvará da vigilância sanitária estadual ou municipal.
- Os serviços beneficiados pela alíquota reduzida não podem ser prestados com a utilização de ambiente de terceiros ou
prestados em residência (home care);
- A empresa deverá possuir endereço comercial próprio para usufruir do benefício de recolhimento de IRPJ a 8% e CSLL a
12%. De fato, a lei é clara ao dispor que para usufruir da alíquota reduzida a clínica médica, que pretende obter o benefício não
pode utilizar ambiente de terceiro. Dessa maneira, é de suma importância que a empresa possua registrado um endereço
comercial em nome próprio.
- Não haverá prejuízo se a empresa estiver localizada no endereço de um hospital, desde que seja locatária de alguma sala dentro
do hospital, e que possua um contrato de aluguel que comprove a locação em seu nome.
- Realizar consulta médica é uma atividade que não se enquadra dentre aquelas prestadas no âmbito hospitalar, visto que são
atividades inerentes aos consultórios médicos.
- Se a mesma pessoa jurídica prestar atividades beneficiadas e não beneficiadas pelas alíquota reduzidas deve aplicar percentual
de presunção correspondente a cada uma delas.
- Por tal razão, não se podem aplicar as alíquotas reduzidas a toda a receita bruta auferida pelo estabelecimento, mas apenas ao
montante recebido referente às atividades de natureza hospitalar praticadas e sujeitas ao benefício fiscal.
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REQUISITOS
Danilo Marcelino
JURISPRUDÊNCIA
- Não há que se falar, ainda, da necessidade de que a prestação do serviço hospitalar se
faça em instalação própria, consoante consta expressamente do art. 4º, §2º, II, alínea “a”, e
§10, da IN RFB 1.515/14, com a redação dada pela IN RFB 1.556/15.
- No caso concreto, não assiste razão à União Federal; da simples leitura das Instruções
Normativas se constata que houve desbordo de sua função meramente regulamentar,
apresentando limitações não previstas em lei para a incidência das alíquotas de 8% e 12%
para IRPJ e CSLL, respectivamente; ademais, o Resp 1.116.399/BA, em cuja observância as
INs teriam sido editadas, segundo a ré, não excepciona as hipóteses administrativamente
expressas, somente excluindo do escopo legal “as simples consultas médicas”, conforme
Ementa abaixo reproduzida:
REQUISITOS
Danilo Marcelino
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO
AOS ARTIGOS 535 e 468 DO CPC. VÍCIOS NÃO CONFIGURADOS. LEI 9.249/95.
IRPJ E CSLL COM BASE DE CÁLCULO REDUZIDA. DEFINIÇÃO DA EXPRESSÃO
"SERVIÇOS HOSPITALARES". INTERPRETAÇÃO OBJETIVA. DESNECESSIDADE
DE ESTRUTURA DISPONIBILIZADA PARA INTERNAÇÃO. ENTENDIMENTO
RECENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO. RECURSO SUBMETIDO AO REGIME PREVISTO
NO ARTIGO 543-C DO CPC.
1. Controvérsia envolvendo a forma de interpretação da expressão "serviços
hospitalares" prevista na Lei 9.429/95, para fins de obtenção da redução de alíquota
do IRPJ e da CSLL. Discute-se a possibilidade de, a despeito da generalidade da
expressão contida na lei, poder-se restringir o benefício fiscal, incluindo no conceito
de "serviços hospitalares" apenas aqueles estabelecimentos destinados ao
atendimento global ao paciente, mediante internação e assistência médica
integral.
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REQUISITOS
Danilo Marcelino
2. Por ocasião do julgamento do RESP 951.251-PR, da relatoria do eminente Ministro
Castro Meira, a 1ª Seção, modificando a orientação anterior, decidiu que, para fins do
pagamento dos tributos com as alíquotas reduzidas, a expressão "serviços
hospitalares", constante do artigo 15, § 1º, inciso III, da Lei 9.249/95, deve ser
interpretada de forma objetiva (ou seja, sob a perspectiva da atividade realizada
pelo contribuinte), porquanto a lei, ao conceder o benefício fiscal, não considerou a
característica ou a estrutura do contribuinte em si (critério subjetivo), mas a natureza
do próprio serviço prestado (assistência à saúde). Na mesma oportunidade, ficou
consignado que os regulamentos emanados da Receita Federal referentes aos
dispositivos legais acima mencionados não poderiam exigir que os
contribuintes cumprissem requisitos não previstos em lei (a exemplo da
necessidade de manter estrutura que permita a internação de pacientes) para a
obtenção do benefício. Daí a conclusão de que "a dispensa da capacidade de
internação hospitalar tem supedâneo diretamente na Lei 9.249/95, pelo que se
mostra irrelevante para tal intento as disposições constantes em atos
regulamentares".
REQUISITOS
Danilo Marcelino
3. Assim, devem ser considerados serviços hospitalares "aqueles que se vinculam
às atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente à promoção
da saúde", de sorte que, "em regra, mas não necessariamente, são prestados no
interior do estabelecimento hospitalar, excluindo-se as simples consultas médicas,
atividade que não se identifica com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos
consultórios médicos".
4. Ressalva de que as modificações introduzidas pela Lei 11.727/08 não se aplicam às
demandas decididas anteriormente à sua vigência, bem como de que a redução de
alíquota prevista na Lei 9.249/95 não se refere a toda a receita bruta da empresa
contribuinte genericamente considerada, mas sim àquela parcela da receita
proveniente unicamente da atividade específica sujeita ao benefício fiscal,
desenvolvida pelo contribuinte, nos exatos termos do § 2º do artigo 15 da Lei
9.249/95. (Segregar a receita).
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REQUISITOS
Danilo Marcelino
5. Hipótese em que o Tribunal de origem consignou que a empresa recorrida presta
serviços médicos laboratoriais (fl.. 389), atividade diretamente ligada à promoção da
saúde, que demanda maquinário específico, podendo ser realizada em ambientes
hospitalares ou similares, não se assemelhando a simples consultas médicas, motivo
pelo qual, segundo o novel entendimento desta Corte, faz jus ao benefício em
discussão (incidência dos percentuais de 8% (oito por cento), no caso do IRPJ, e de
12% (doze por cento), no caso de CSLL, sobre a receita bruta auferida pela atividade
específica de prestação de serviços médicos laboratoriais).
6. Recurso afetado à Seção, por ser representativo de controvérsia, submetido ao
regime do artigo 543-C do CPC e da Resolução 8/STJ.
7. Recurso especial não provido.
(STJ, REsp 1116399/BA, Rel. Min.Benedito Gonçalves, 1ª Seção, DJe 24.02.2010)
REQUISITOS
Danilo Marcelino
Quanto ao requisito relacionado ao atendimento das normas da Anvisa, adoto nas
minhas razões de decidir entendimento existente nesta E.Corte no sentido de que a
comprovação deve se dar através de alvará de funcionamento, expedido pela
vigilância sanitária estadual ou municipal, conforme o caso, nos termos do próprio
entendimento da administração tributária, constante na IN RFB nº 1.700/17, artigo 33,
§ 3º, in verbis:
(Alvará do hospital)
(...)
No caso dos autos, verifico que a impetrante carreou aos autos licença de
funcionamento da vigilância sanitária (ID n° 251868042), atendendo assim ao
requisito relacionado ao atendimento das normas da Anvisa.
Destaco, ainda, que esta E.Turma já se manifestou sobre o tema observando que a
legislação em vigor não define, especificamente a quais normas deve o
contribuinte submeter-se. Ademais disso, inexiste indicação nos autos de que a
impetrante não atenda às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária,
cabendo ao Fisco trazer elementos que indiquem o descumprimento de tais regras.
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Exemplo prático
Danilo Marcelino
Receita R$ 400.000,00 Receita R$ 400.000,00
IRPJ 32% R$ 128.000,00 IRPJ 8% R$ 32.000,00
CSLL 32% R$ 128.000,00 CSLL 12% R$ 48.000,00
IRPJ 15% R$ 19.200,00 IRPJ 15% R$ 4.800,00
IRPJ 10% R$ 6.800,00
CSLL 9% R$ 11.520,00 CSLL 9% R$ 4.320,00
Pis/Cofins 3,65% R$ 14.600,00 Pis/Cofins 3,65% R$ 14.600,00
Carga tributária total R$ 52.120,00 Carga tributária total R$ 23.720,00
Economia tributária R$ 28.400,00
Economia anual R$ 113.600,00
Prestação de serviços em geral Serviços hospitalares
R$ 4.800,00R$ 26.000,00
3. Perse – Regras Gerais
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Em 03 de maio de 2021, foi promulgada a Lei nº 14.148/2021, conhecida
como "Lei Perse" (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos),
que trouxe expressivos benefícios fiscais relativos a tributos federais do setor
de eventos.
Danilo Marcelino
3. Perse – Regras Gerais
As empresas que se enquadram no Perse podem usufruir da alíquota zero dos tributos
federais desde 18 de março de 2022.
Os códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE abrangidos pelo
disposto no art. 4º da Lei nº 14.148/2021, reduz a zero as alíquotas de IRPJ, CSLL, PIS/Pasep
e Cofins pelo prazo de sessenta meses (5 anos), incidentes sobre o resultado auferido pelas
pessoas jurídicas pertencentes ao setor de eventos.
Além disso, em relação aos regimes tributários, vale ressaltar que as empresas enquadradas
no Perse, optantes pelo Lucro Real ou Presumido, podem gozar das reduções à alíquota zero.
Todavia, o regime do Simples Nacional já é considerado um benefício tributário, pois é um
regime que recebe tratamento diferenciado e favorecido, fato pelo qual, os seus optantes não
podem se beneficiar de alíquota zero, isenção ou outros benefícios fiscais, nos termos do art.
24 da Lei Complementar nº 123/2006, sem que esteja previsto e autorizado nesta Lei
Complementar. Portanto, as empresas optantes pelo regime simplificado não podem se
beneficiar das alíquotas zero, visto que não houve edição de Lei Complementar.
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Setor de Eventos
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De acordo com o artigo 2º, §1º da Lei nº 14.148/2021, consideram-se
pertencentes ao setor de eventos as pessoas jurídicas, inclusive entidades sem
fins lucrativos, que exercem as seguintes atividades econômicas, direta ou
indiretamente:
- realização ou comercialização de congressos, feiras, eventos esportivos, sociais,
promocionais ou culturais, feiras de negócios, shows, festas, festivais,
simpósios ou espetáculos em geral, casas de eventos, buffets sociais
e infantis, casas noturnas e casas de espetáculos;
- hotelaria em geral;
- administração de salas de exibição cinematográfica; e
- prestação de serviços turísticos.
Portaria ME nº 11.266, de 29 de dezembro de 2022
Danilo Marcelino
Conforme a Portaria ME nº 11.266/2022, restou definido os códigos da
Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE abrangidos pelo
disposto no art. 4º da Lei nº 14.148/2021, que trata da redução a zero das
alíquotas de IRPJ, CSLL, PIS/Pasep e Cofins pelo prazo de sessenta meses,
incidentes sobre o resultado auferido pelas pessoas jurídicas pertencentes ao
setor de eventos.
Além disso, a referida Norma estabelece que as pessoas jurídicas, inclusive as
entidades sem fins lucrativos, que já exerciam, em 18 de março de 2022, as
atividades econômicas relacionadas nas tabelas a seguir poderão usufruir do
benefício de alíquota zero instituído pelo art. 4º da Lei nº 14.148/2021.
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Portaria ME nº 11.266, de 29 de dezembro de 2022
Danilo Marcelino
A fruição do benefício pelas pessoas jurídicas que exerciam as atividades
econômicas relacionadas na tabela II fica condicionada à regularidade, em 18
de março de 2022, de sua situação perante o Cadastro de Prestadores de
Serviços Turísticos (Cadastur), nos termos dos arts. 21 e 22 da Lei nº
11.771/2008.
Perse – Regras Gerais
1
Portaria ME nº 11.266, de 29 de dezembro de 2022
A fruição do benefício pelas pessoas jurídicas que exerciam as atividades
econômicas relacionadas na tabela II fica condicionada à regularidade,
em 18 de março de 2022, de sua situação perante o Cadastro de
Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), nos termos dos arts. 21 e
22 da Lei nº 11.771/2008.
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Tabela I
Danilo Marcelino
DescriçãoCnae subclasse
Hotéis5510-8/01
Apart hotéis5510-8/02
Albergues, exceto assistenciais5590-6/01
Campings5590-6/02
Pensões (alojamento)5590-6/03
Outros alojamentos não especificados anteriormente5590-6/99
Produtora de filmes para publicidade5911-1/02
Atividades de exibição cinematográfica5914-6/00
Criação estandes para feiras e exposições7319-0/01
Atividades de produção de fotografias, exceto aérea e submarina7420-0/01
Filmagem de festas e eventos7420-0/04
Agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas7490-1/05
Aluguel de equipamentos recreativos e esportivo7721-7/00
Aluguel de palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário, exceto andaimes7739-0/03
Serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas8230-0/01
Casas de festas e eventos8230-0/02
Produção teatral9001-9/01
Produção musical9001-9/02
Produção de espetáculos de dança9001-9/03
Produção de espetáculos circenses, de marionetes e similares9001-9/04
Atividades de sonorização e de iluminação9001-9/06
Artes cênicas, espetáculos e atividades complementares não especificadas anteriormente9001-9/99
Gestão de espaços para artes cênicas, espetáculos e outras atividades artísticas9003-5/00
Produção e promoção de eventos esportivos9319-1/01 Danilo Marcelino
Tabela II
Danilo Marcelino
DescriçãoCnae subclasse
Serviço de transporte de passageiros - locação de automóveis com motorista4923-0/02
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, municipal4929-9/01
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e
internacional
4929-9/02
Organização de excursões em veículos rodoviários próprios, municipal4929-9/03
Organização de excursões em veículos rodoviários próprios, intermunicipal, interestadual e internacional4929-9/04
Transporte marítimo de cabotagem - passageiros5011-4/02
Transporte marítimo de longo curso - passageiros5012-2/02
Transporte aquaviário para passeios turísticos5099-8/01
Restaurantes e similares5611-2/01
Agências de viagem7911-2/00
Operadores turísticos7912-1/00
Atividades de museus e de exploração de lugares e prédios históricos e atrações similares9102-3/01
Parques de diversão e parques temáticos9321-2/00
Atividades de organizações associativas ligadas à cultura e à arte9493-6/00 Danilo Marcelino
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Perse – Regras Gerais
1
Lei nº 14.592, de 30 de maio de 2023 – Vedado o direito ao crédito
Ressalte-se que as vendas efetuadas com suspensão,isenção, alíquota 0 ou não
incidência do PIS/Pasep e da Cofins não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos
créditos vinculados a essas operações, exceto os créditos vinculados às receitas
decorrentes das atividades do setor de eventos mencionados.
Fica dispensada a retenção do IRPJ, da CSLL, do PIS/Pasep e da Cofins quando o
pagamento ou o crédito referir-se a receitas desoneradas.
Perse – Regras Gerais
1
Lei nº 14.592, de 30 de maio de 2023 – Não é necessário Cadastur
- hotéis (5510-8/01); apart-hotéis (5510-8/02); albergues, exceto assistenciais (5590-6/01); campings (5590-6/02), pensões (alojamento) (5590-6/03); outros
alojamentos não especificados anteriormente (5590-6/99); serviços de alimentação para eventos e recepções - bufê (5620-1/02); produtora de filmes para
publicidade (5911-1/02); atividades de exibição cinematográfica (5914-6/00); criação de estandes para feiras e exposições (7319- 0/01); atividades de produção de
fotografias, exceto aérea e submarina (7420- 0/01); filmagem de festas e eventos (7420-0/04); agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais
e artísticas (7490-1/05); aluguel de equipamentos recreativos e esportivos (7721-7/00); aluguel de palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário, exceto
andaimes (7739-0/03); serviços de reservas e outros serviços de turismo não especificados anteriormente (7990-2/00); serviços de organização de feiras,
congressos, exposições e festas (8230-0/01); casas de festas e eventos (8230-0/02); produção teatral (9001-9/01); produção musical (9001-9/02); produção de
espetáculos de dança (9001-9/03); produção de espetáculos circenses, de marionetes e similares (9001-9/04); atividades de sonorização e de iluminação (9001-
9/06); artes cênicas, espetáculos e atividades complementares não especificadas anteriormente (9001-9/99); gestão de espaços para artes cênicas, espetáculos e
outras atividades artísticas (9003-5/00); produção e promoção de eventos esportivos (9319-1/01); discotecas, danceterias, salões de dança e similares (9329-
8/01); serviço de transporte de passageiros - locação de automóveis com motorista (4923-0/02); transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de
fretamento, municipal (4929-9/01); transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e internacional (4929-
9/02); organização de excursões em veículos rodoviários próprios, municipal (4929-9/03); organização de excursões em veículos rodoviários próprios,
intermunicipal, interestadual e internacional (4929-9/04); transporte marítimo de cabotagem - passageiros (5011-4/02); transporte marítimo de longo curso -
passageiros (5012-2/02); transporte aquaviário para passeios turísticos (5099-8/01); restaurantes e similares (5611-2/01); bares e outros estabelecimentos
especializados em servir bebidas, sem entretenimento (5611-2/04); bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, com entretenimento (5611-
2/05); agências de viagem (7911-2/00); operadores turísticos (7912-1/00); atividades de museus e de exploração de lugares e prédios históricos e atrações
similares (9102-3/01); atividades de jardins botânicos, zoológicos, parques nacionais, reservas ecológicas e áreas de proteção ambiental (9103-1/00); parques de
diversão e parques temáticos (9321-2/00); atividades de organizações associativas ligadas à cultura e à arte (9493-6/00).
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Perse – Regras Gerais
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Lei nº 14.592, de 30 de maio de 2023 – Cadastur
O direito à fruição do benefício, a pessoa jurídica abaixo relacionada fica condicionada à regularidade, em 18 de março
de 2022, de sua situação perante o Cadastur, nos termos dos arts. 21 e 22 da Lei de Política Nacional de Turismo:
serviço de transporte de passageiros
- locação de automóveis com motorista (4923-0/02);
- transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, municipal (4929- 9/01);
- transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e internacional
(4929-9/02);
- organização de excursões em veículos rodoviários próprios, municipal (4929-9/03);
Perse – Regras Gerais
1
Lei nº 14.592, de 30 de maio de 2023 – Cadastur
- organização de excursões em veículos rodoviários próprios, intermunicipal, interestadual e
internacional (4929-9/04);
- transporte marítimo de cabotagem - passageiros (5011-4/02);
- transporte marítimo de longo curso - passageiros (5012-2/02);
- transporte aquaviário para passeios turísticos (5099-8/01);
- restaurantes e similares (5611-2/01);
- bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, sem entretenimento (5611-2/04);
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Perse – Regras Gerais
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Lei nº 14.592, de 30 de maio de 2023 – Cadastur
- bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, com entretenimento (5611-2/05);
- agências de viagem (7911-2/00);
- operadores turísticos (7912-1/00);
- atividades de museus e de exploração de lugares e prédios históricos e atrações similares (9102-3/01);
- atividades de jardins botânicos, zoológicos, parques nacionais, reservas ecológicas e áreas de proteção
ambiental (9103-1/00);
- parques de diversão e parques temáticos (9321-2/00); e
- atividades de organizações associativas ligadas à cultura e à arte (9493-6/00).
Perse – Regras Gerais
1
Medida Provisória nº 1.202, de 28 de dezembro de 2023
Foi publicada no DOU de hoje, a Medida Provisória nº 1.202/2023, que revoga o benefício fiscal do
Perse, de que tratam o art. 4º da Lei nº 14.148/2021.
Produção de efeitos:
a) IRPJ - a partir de 1º de janeiro de 2025; e
b) CSLL, PIS/Pasep e a Cofins - a partir de 1º de abril de 2024.
ATENÇÃO – Revogação parcial do benefício
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Perse – Regras Gerais
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Lei nº 14.859/2024 - Alterações
Foi publicada, do DOU do dia 23.05.2024, a Lei nº 14.859/2024, que altera a Lei nº 14.148/2021, para estabelecer 
alíquotas reduzidas no âmbito do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos - Perse; e revoga 
dispositivo da Medida Provisória nº 1.202/2023.
Dentre as disposições, destacamos:
Ficam reduzidas a 0% pelo prazo de 60 meses, contando do início da produção de efeitos da referida Lei (18 de 
março de 2022), incidentes sobre o resultado auferido pelas pessoas jurídicas pertencentes ao setor de eventos 
abrangendo algumas atividades econômicas.
Terão direito à fruição do benefício fiscal, condicionada à regularidade, em 18 de março de 2022, ou adquirida entre 
essa data e 30 de maio de 2023, de sua situação perante o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos 
(Cadastur), nos termos dos arts. 21 e 22 da Lei nº 11.771/2008 (Política Nacional de Turismo), as pessoas jurídicas 
que exercem algumas atividades econômicas.
Perse – Regras Gerais
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Lei nº 14.859/2024 - Alterações
Apenas terão direito à redução de alíquota as pessoas jurídicas pertencentes ao 
setor de eventos que possuíam como código da CNAE principal ou 
atividade preponderante, em 18 de março de 2022, uma das atividades 
econômicas descritas nos códigos da CNAE referidos no caput ou no § 5º do 
art.4º da referida Lei.
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Perse – Regras Gerais
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Lei nº 14.859/2024 - Alterações
A fruição do benefício fiscal não se aplica às pessoas jurídicas pertencentes ao setor de 
eventos que estavam inativas e por essa razão não foram submetidas às condições 
onerosas decorrentes da pandemia de Covid-19, assim consideradas aquelas que, nos 
anos-calendários de 2017 a 2021, não tenham efetuado nenhuma atividade operacional, 
não operacional, patrimonial ou financeira, inclusive aplicação no mercado financeiro 
ou de capitais, em todos os seus códigos da CNAE.
Às pessoas jurídicas beneficiárias do Perse tributadas com base no lucro real ou no lucro 
arbitrado, a alíquota reduzida será restrita ao Pis e a Cofins, durante os exercícios de 
2025 e 2026.
Perse – Regras Gerais
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Lei nº 14.859/2024 - Alterações
O benefício fiscal estabelecido, terá o seu custo fiscalde gasto tributário fixado, nos meses de abril 
de 2024 a dezembro de 2026, no valor máximo de R$ 15.000.000.000,00 (quinze bilhões de 
reais), o qual será demonstrado pela Secretaria Especial da RFB em relatórios bimestrais de 
acompanhamento, contendo exclusivamente os valores da redução dos tributos das pessoas 
jurídicas de que trata o art. 4º supracitado que foram consideradas habilitadas na forma do art. 4º-B 
da Lei, com desagregação dos valores por item da CNAE e por forma de apuração da base de 
cálculo do IRPJ, sendo discriminados no relatório os valores de redução de tributos que sejam objeto 
de discussão judicial não transitada em julgado, ficando o benefício fiscal extinto a partir do mês 
subsequente àquele em que for demonstrado pelo Poder Executivo em audiência pública do 
Congresso Nacional que o custo fiscal acumulado atingiu o limite fixado.
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Perse – Regras Gerais
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Lei nº 14.859/2024 - Alterações
A fruição do benefício fiscal, relativo a redução a 0% (zero por cento) dos tributos federais, pelo 
prazo de 60 (sessenta) meses é condicionada à habilitação prévia, no prazo de 60 dias a 
contar da regulamentação, restrita exclusivamente à apresentação, por plataforma eletrônica 
automatizada da Secretaria Especial da RFB, dos atos constitutivos e respectivas alterações.
As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real ou no lucro arbitrado informarão no 
procedimento de habilitação prévia, se, durante a vigência do Perse, farão uso:
Perse – Regras Gerais
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Lei nº 14.859/2024 - Alterações
- de prejuízos fiscais acumulados, de base de cálculo negativa da CSLL e do 
desconto de créditos do PIS/Pasep e da Cofins em relação a bens e serviços 
utilizados como insumo nas aquisições de bens, de direitos ou de serviços para 
auferir receitas ou resultados das atividades do setor de eventos; ou
- da redução de alíquotas dos tributos federais.
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Perse – Regras Gerais
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Lei nº 14.859/2024 - Alterações
A habilitação posterior não impede a aplicação do benefício fiscal sobre períodos anteriores.
Transcorrido o prazo de 30 (trinta) dias após o pedido de habilitação da pessoa jurídica sem que tenha 
havido a manifestação da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, a pessoa jurídica será 
considerada habilitada para a fruição do benefício fiscal enquanto ele perdurar.
Os contribuintes que usufruíram indevidamente do benefício fiscal de que trata o art. 4º da Lei nº 
14.148/2021 em descumprimento ao disposto no art. 22 da Lei nº 11.771/2008, ou no art. 4º da Lei nº 
14.148/2021, com a redação dada pela Lei nº 14.592/2023, poderão aderir à autorregularização 
prevista na Lei nº 14.740/2023, em até 90 dias após a regulamentação da Lei.
Perse – Regras Gerais
1
Lei nº 14.859/2024 - Alterações
O PIS/Pasep, e a Cofins e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) eventualmente 
recolhidas tendo como base de cálculo os resultados e as receitas obtidos diretamente 
das atividades do setor de eventos pelas pessoas jurídicas de que trata o art. 4º da Lei nº 
14.148/2021, em virtude do disposto no art. 6º da Medida Provisória nº 1.202/2023, poderão 
ser compensadas com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos 
administrados pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, ou ressarcidas em 
espécie mediante solicitação, observada a legislação específica aplicável às matérias.
A Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil poderá disciplinar o disposto nesta Lei.
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4. IRPJ e CSLL - EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE 
DE CÁLCULO DO LUCRO PRESUMIDO
(“Teses Filhotes”)
Danilo Marcelino
Desdobramentos (“Teses Filhotes”)
Exclusão do ICMS já substituído do PIS/Cofins
• Sim: Resp 1.896.678 – STJ
Exclusão do ISS do PIS/Cofins
• RE 1233096 – STF – Pendente
Exclusão do PIS/Cofins do próprio PIS/Cofins
• RE – 592616 – STF – Pendente
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IRPJ e CSLL - EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO 
LUCRO PRESUMIDO
Danilo Marcelino
A tese promove uma discussão sobre o conceito constitucional de receita bruta das empresas e a base
de cálculo do IRPJ e CSLL, especificamente quando estas optam pela sistemática do lucro presumido.
De acordo com a IN RFB nº 1.700/2017, art. 215, o lucro presumido será determinado mediante aplicação
dos percentuais de que tratam o caput e os §§ 1º e 2º do art. 33 sobre a receita bruta definida pelo art. 26,
relativa a cada atividade, auferida em cada período de apuração trimestral, deduzida das devoluções e
vendas canceladas e dos descontos incondicionais concedidos.
“Art. 26. A receita bruta compreende:
I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria;
II - o preço da prestação de serviços em geral;
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica, não compreendidas nos incisos I a III.”
DECRETO-LEI Nº 1.598/1977, art. 12.
RE 574.706 – Repercussão Geral
Danilo Marcelino
A receita bruta é definida como o produto da venda de bens nas operações de
conta própria. Contudo, assim como ICMS – como decidiu o STF quando do
julgamento do RE 574.706 - não pode incidir sobre a base do PIS e da
COFINS, o IRPJ e a CSLL não podem conter na sua base de cálculo o ICMS,
pois este não se consubstancia em receita do contribuinte.
Raciocínio idêntico àquele desenvolvido para o pedido de exclusão do
ICMS da base do PIS e da COFINS pode ser aplicado à exclusão do ICMS da
base do IRPJ e CSLL quando no lucro presumido, pois não revelam medida
de riqueza do contribuinte. Isto porque, em conformidade com o que foi
decidido pelo STF em sede de repercussão geral no julgamento do RE
574.706/PR, o ICMS não constitui receita nem faturamento, pois se trata de
mero ingresso financeiro de caixa.
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Recurso Especial – Efeito repetitivo
Danilo Marcelino
Especificamente em relação ao IRPJ e CSLL, em 26/03/2019, o STJ afetou os
Recursos Especiais nº 1.767.631/SC, 1.772.634/RS e 1.774.470/RS (tema 1008), os
quais discutem a possibilidade de inclusão de valores de ICMS nas bases de
cálculo do IRPJ e da CSLL, quando apurados pela sistemática do lucro presumido.
A tendência era que o STJ aplicasse ao caso o mesmo entendimento firmado pelo STF
no RE 574.706/PR, acerca da inconstitucionalidade da inclusão do ICMS da base de
cálculo do PIS e da COFINS, porém não foi o que ocorreu.
Entretanto, os precedentes anteriores do próprio STJ e as decisões dos tribunais
inferiores são no sentido de não aplicação da tese, visto que o Lucro Presumido
seria uma opção do contribuinte e, por este ser uma simplificação da tributação, não
haveria como se excluir o ICMS da Receita Bruta. Vale ressaltar que a justificativa não
tem lógica quando analisado, repita-se, o landing case da exclusão do ICMS da base de
cálculo do PIS e da COFINS.
Recurso Especial – Efeito repetitivo
Danilo Marcelino
Embora o desfecho do julgamento, em âmbito do Superior Tribunal de Justiça, tenha
sido desfavorável, a matéria ainda merece análise do Supremo Tribunal Federal, sob
o viés da constitucionalidade, uma vez que, em linha com o voto da Ministra Regina
Helena Costa, se a receita não ingressa de forma definitiva nos cofres da empresa,
não há que se falar em tributação desses valores, sob pena de estabelecer um
conceito de “receita” diferente daquele já delimitado pelo STF no tema 69 que
optou por excluir o ICMS das bases imponíveis do PIS e da COFINS.
Ademais, o regime do lucro presumido não se configura como benefício fiscal, de
modo que a receita tributável deve ser composta apenas pelos montantes que possam
ser traduzidos como “acréscimo patrimonial”.
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Recurso Especial – Efeito repetitivo
Danilo Marcelino
Desse modo, diante desse cenário, embora o Supremo Tribunal Federal (STF)
ainda não tenha afetado a matéria para julgamento sob a sistemática da
repercussão geral, os contribuintes que já tenham ações em trâmite podem
seguir discutindo para que a controvérsiaseja analisada sob o aspecto
constitucional, levando-se em conta os contornos do conceito de “receita”,
princípio da capacidade contributiva (art. 145, §1º, CF) e princípio da isonomia
(art. 150, II, CF), dentre outros.
BASES TEÓRICAS
LUCRO PRESUMIDO
AÇÃO CABÍVEL
MANDADO DE SEGURANÇA
X
AÇÃO ORDINÁRIA
DOCUMENTOS 
NECESSÁRIOS
1. DARFs de pagamento do IRPJ dos últimos
dois meses;
2. Última DCTF enviada;
3. DARFs de pagamento CSLL dos últimos 
dois meses;
4. Extrato de arrecadação do CSLL e IRPJ;
5. Comprovante de inscrição Estadual.
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5. IRPJ e CSLL - Exclusão do crédito presumido do 
ICMS da base de cálculo do Lucro Real
Danilo Marcelino
IRPJ e CSLL - EXCLUSÃO DO CRÉDITO PRESUMIDO DO ICMS DA 
BASE DE CÁLCULO DO LUCRO REAL
Danilo Marcelino
Crédito presumido:
A concessão de crédito presumido é uma prerrogativa constitucional
concedida aos Entes Públicos por meio do art. 24 e 150, §6º da CF/88, com
o objetivo de promover o desenvolvimento socioeconômico estimulando
atividades e setores econômicos específicos ou incentivando
empresas a se estabelecerem em diferentes regiões do território nacional.
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Trata-se de um instrumento extrafiscal à disposição dos Entes
Federados para que, dentro de sua competência tributária, possam
estimular ou desestimular a prática de certas condutas por parte
dos contribuintes.
Dentro dessa perspectiva, o crédito presumido de ICMS funciona
como incentivo fiscal concedido por um Estado ou Distrito Federal
ao contribuinte, mediante a renúncia do recebimento do referido
imposto (art. 14 da LC 101/00 - Lei de Responsabilidade Fiscal -
"LRF"), a fim de alcançar o desenvolvimento econômico, regional ou
setorial.
Danilo Marcelino
Posicionamento da Fazenda (Parecer Normativo CST 112/1978 –
Solução de Consulta COSIT 438/2017 da RFB)
Danilo Marcelino
Apesar de a renúncia da própria receita se tratar de uma prerrogativa dos Estados
e do Distrito Federal, a Secretaria da Receita Federal do Brasil vem se
posicionando favoravelmente à tributação de IRPJ e da CSLL sobre os
valores referentes ao crédito presumido de ICMS concedido aos contribuintes,
adotando como base o Parecer Normativo CST nº 112/1978 e Solução de
Consulta COSIT nº 438/2017 da RFB.
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Posicionamento da Fazenda (Parecer Normativo CST 112/1978 –
Solução de Consulta COSIT 438/2017 da RFB)
Danilo Marcelino
Por meio do Parecer Normativo (PN) CST nº 112/1978, distinguiu-se o conceito de
subvenções para custeio e para operações, das subvenções para
investimentos: enquanto as para custeio ou operações referem-se a recursos
destinados a pessoas jurídicas para auxiliá-las em suas despesas correntes e
operações, as subvenções para investimento, quer por meio da liberação de
recursos ou a concessão de benefícios fiscais – inclusive isenção ou redução de
impostos, destinam-se ao estímulo para implantação ou expansão de
empreendimento econômico.
Na classificação empregada pelo Parecer, as subvenções para custeio ou operação
integrariam o resultado operacional da pessoa jurídica, o que atrairia a incidência do
IRPJ e CSLL sobre os valores oriundos desse tipo de subvenção. Por outro lado, as
subvenções de investimento se enquadrariam no resultado não operacional, o que
afastaria a incidência dos tributos.
Posicionamento da Fazenda (Parecer Normativo CST 112/1978 –
Solução de Consulta COSIT 438/2017 da RFB)
Danilo Marcelino
A Receita Federal, com fundamento no Parecer Normativo CST nº 112/1978 (item
7.1), tinha posicionamento no sentido de que seria considerado como subvenção para
investimento os incentivos concedidos em que restasse clara a intenção de
subvencionar para investimento, bem como a efetiva e específica aplicação da
subvenção, pelo beneficiário, nos investimentos previstos na implantação ou
expansão do empreendimento econômico projetado.
Assim, para ser considerada subvenção para investimento o Fisco exigia do
beneficiário a efetiva aplicação da renúncia fiscal em bens ou direitos utilizados
com o fim de implantação ou expansão de seu empreendimento econômico:
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IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Ano-calendário:
2002, 2003, 2004, 2005 INCENTIVOS FISCAIS. REDUÇÃO DO ICMS A
RECOLHER. SUBVENÇÃO PARA CUSTEIO. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
O incentivo fiscal concedido pelo Poder Público mediante restituição do ICMS, lançado diretamente em
conta do patrimônio líquido, e tendo como contrapartida a realização de investimentos em ativo fixo, à
implantação ou expansão de empreendimento econômico com a geração de novos empregos diretos e
indiretos, absorção de nova tecnologia de produto e/ou de processo, subsume-se como subvenção
para investimentos e, por conseguinte, descabe a sua tributação. Os incentivos concedidos pelo
Estado da Bahia, consistentes em redução do ICMS a recolher pela via do financiamento de longo
prazo, com descontos pela antecipação, ou do crédito presumido, cujos valores são mantidos em
contas de reserva no patrimônio líquido, não se caracterizam como subvenção para custeio a que se
refere o art. 392 do RIR/99. INCENTIVOS FISCAIS. SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. REDUÇÃO
DE ICMS. INEXISTÊNCIA DE MECANISMOS QUE ASSEGUREM A DESTINAÇÃO LEGAL. NÃO
CARACTERIZAÇÃO. A inexistência, na lei concessiva do benefício fiscal, de elementos que
permitem garantir que os recursos vertidos pelo ente subvencionador, ou próprios em montante
equivalente, foram efetivamente destinados à implantação ou expansão do empreendimento,
impede a qualificação do incentivo como subvenção para investimento. Os incentivos concedidos
pelo Estado de Pernambuco, sob a égide da Lei Estadual nº 11.675/1999 (Prodepe), devem ser
qualificados como subvenção para custeio e computados na determinação do lucro operacional (art.
44, inciso IV, da Lei nº 4.506, de 1964). (Acórdão: 9101-001.239. Número do Processo:
13502.000928/2006-89. Data de Publicação: 29/08/2012. Contribuinte: PRIMO SCHINCARIOL IND DE
CERV E REFRIG DO NORDESTE S/A. Relator(a): VALMIR SANDRI).
Danilo Marcelino
Danilo Marcelino
No entendimento do Fisco (Receita Federal), quando não atendidos os
requisitos para que o benefício fosse enquadrado como subvenção de
investimento, a concessão do crédito presumido de ICMS seria considerada
como subvenção de custeio, integrando o resultado operacional da pessoa
jurídica.
Deste modo, o crédito presumido de ICMS geraria ao contribuinte uma redução
da carga tributária, o que indiretamente acarreta aumento do lucro da pessoa
jurídica, e consequentemente, o aumento da base de cálculo para incidência
do IRPJ e da CSLL.
Em outras palavras, quando o benefício se caracteriza como subvenção de
custeio, o Fisco (Receita Federal) interpreta o crédito presumido concedido às
pessoas jurídicas como espécie de “receita própria” do contribuinte.
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Superior Tribunal de Justiça - IRPJ e CSLL - Crédito Presumido 
Danilo Marcelino
O posicionamento adotado pela Fazenda foi afastado pela 1ª seção do STJ no julgamento dos
EREsp 1.517.492/PR, de relatoria da ministra Regina Helena Costa. No precedente, foi
reconhecida a impossibilidade de incidência do IRPJ e da CSLL sobre o crédito presumido de
ICMS, sob o principal fundamento de violação ao pacto federativo (art. 150, VI, "a", da CF/88),
cláusula pétrea constitucional (art. 60, §4º, I).
O STJ entendeu que a pretensão da União acaba, por via oblíqua, esvaziando ou reduzindo os
efeitos do incentivo fiscal que é concedido pelo Estado ou pelo Distrito Federal, invadindo a 
competência outorgada a este Ente por meio do exercício de sua própria competência
(competência federal) e tributando receita que originariamente não lhe pertence.
No posicionamento consolidado pela Corte Superior, o crédito presumido de ICMS não pode ser
incluído nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, quer porque essa pretensão da União 
acarreta na invasão da competência constitucional outorgada ao Estado e ao Distrito Federal
para a concessão de incentivos fiscais, quer porque, ao entender que o

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