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AD 2 2024.1 Legislação Comercial 
– Curso de Administração CEDERJ 
Profa. Debora Lacs Sichel 
Aluna: Rebeca Oliveira Colares 
Matricula: 20215060284 
Polo: Saquarema 
 
Tarcisio Freitas emitiu quatro cheques em 27 de março de 2018, mas esqueceu de depositar um deles. Tendo um débito a 
honrar com Vicente Hills e sendo Tarcisio Freitas beneficiário desse quarto cheque, ele o endossou em preto, datando no 
verso “dia 19 de maio de 2018”. Sabe-se que o quarto cheque foi emitido em Arapoti/PR para ser pago nessa praça, e que 
sua apresentação ao sacado ocorreu em 23 de maio de 2018, sendo devolvido por insuficiência de fundos. Sobre a 
hipótese, responda aos itens a seguir. 
 
A) Considerando-se as datas de emissão e endosso do 4º cheque, qual o efeito do endosso? 
 
R= O Endosso do cheque foi realizado após a vida útil do título, passando o prazo de apresentação e tendo como 
efeito a cessão do crédito, de acordo com o Art.27 da lei n°7.357/85. 
 
B) O portador poderá promover ação de execução em face de Tarcisio Freitas, no dia 11 de outubro de 2018, diante do não 
pagamento do cheque pelo sacado? 
R= Sim, Pois mesmo que Tarcisio Freitas tenha endossado o cheque após o prazo de apresentação e como efeito o 
endosso teve a cessão do crédito, ele é emitente responsável pelo pagamento perante o portador, podendo ainda ser 
pomovida a execução no dia 11 de outubro de 2018, ainda que o cheque esteja legalmente dentro do prazo,, de acordo 
com o Art.15 da lei n°7.357/85. 
 
Vicente Kenedy teve seu nome negativado pela emissão de cheque sem suficiente provisão de fundos, apresentado 
pelo portador ao sacado por duas vezes e em ambas devolvido. O nome do devedor foi inscrito no Cadastro de 
Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), sem que tenha havido notificação prévia do devedor, acerca de sua inscrição 
no aludido cadastro, por parte do Banco do Brasil S/A, gestor do CCF. Sentindo se prejudicado pelos danos morais e 
materiais advindos da inscrição no CCF, Vicente Kenedy consulta seu advogado para que ele esclareça as questões a 
seguir. 
 
 
 
A) Houve conduta ilícita por parte do Banco do Brasil S/A? 
R= De acordo com o entendimento pacificado no STJ, contido na Súmula 572, não houve conduta ilícita por parte do 
Banco do Brasil S/A, pois a instituição não tem a responsabilidade de notificar previamente o devedor acerca da sua 
inscrição no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos, de acordo com o entendimento pacificado no STJ. 
 
B) A devolução do cheque por duas vezes impede o credor de realizar a sua cobrança judicial? 
 R= Não. Com base no Art. 15 da Lei nº 7.357/85 OU Art. 47, I, da Lei nº 7.357/85, que diz que pode o portador 
promover a execução do que cheque contra o emitente e seu avalista, a devolução do cheque por duas vezes não impede 
sua cobrança judicial, pois é possível ao credor promover a execução (ou ajuizar ação de execução) em face do emitente, já 
que esse é responsável pelo pagamento perante o portador. 
 
Uma nota promissória à ordem foi subscrita por A sem indicação da data de emissão e da época do pagamento. O 
beneficiário B transferiu o título para C mediante assinatura no verso e em branco, sem inserir os dados omitidos pelo 
subscritor. Com base na hipótese apresentada, responda aos questionamentos a seguir. 
A) Ao ser emitida, essa nota promissória reunia os requisitos formais para ser considerada um título de crédito? 
 
R= Não. Embora que neste caso ocorreu a omissão da data de vencimento, porém pelo título ser considerado a vista 
não prejudicou a validade da nota promissória, com base no Art. 76, 2ª alínea, da LUG. 
 
B) Impede o preenchimento do título o fato de C tê-lo recebido de B sem que os dados omitidos pelo subscritor 
tenham sido inseridos? 
 
R= Não. Porque de acordo com a Lei Art. 77 c/c Art. 10 da LUG e Súmula 387 do STF que trata-se da Boa-fé que se 
presume. Súmula 387 do STF: "a cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada 
pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto “. Ou seja, o título incompleto no momento de sua 
emissão pode ser preenchido posteriormente pelo portador de boa-fé até a cobrança ou o protesto. 
 
 
Antônio Carneiro sacou, em 02/12/2012, duplicata de prestação de serviço em face de Palmácia Cosméticos Ltda., 
no valor de R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais), com vencimento em 02/02/2013 e pagamento no domicílio 
do sacado, cidade de Barro. A duplicata não foi aceita, nem o pagamento foi efetuado no vencimento. Em 
07/05/2017, o título foi levado a protesto e o sacado, intimado de sua apresentação no dia seguinte. Em 
09/05/2017, o sacado apresentou ao tabelião suas razões para impedir o protesto, limitando-se a invocar a 
prescrição da pretensão à execução da duplicata, tendo em vista as datas de vencimento e de apresentação a 
protesto. O protesto foi lavrado em 10/05/2017, e Palmácia Cosméticos Ltda., por meio de seu advogado, ajuizou 
ação de cancelamento do protesto sem prestar caução no valor do título. Com base nas informações acima, 
responda aos itens a seguir. 
 
A) Deveria o tabelião ter acatado o argumento do sacado e não lavrar o protesto? 
 
R= Não, porque o tabelião é incompetente para conhecer e declarar a prescrição da pretensão à execução do 
título, tal alegação do sacado, ainda que comprovada, não impede a lavratura do protesto. com base 
no Art. 9º, caput, da Lei nº 9.492/97: Todos os títulos e documentos de dívida protocolizados serão 
examinados em seus caracteres formais e terão curso se não apresentarem vícios, não cabendo ao 
Tabelião de Protesto investigar a ocorrência de prescrição ou caducidade. 
 
B) Com fundamento na prescrição da pretensão executória, é cabível o cancelamento do protesto? 
 
R= Não. Mesmo que já tenha ocorrido a prescrição da ação executiva, pois entre o vencimento: 
(02/02/2013) e a apresentação da duplicata a protesto (07/05/2017) decorreram mais de 3 anos o 
protesto não deve ser cancelado porque o débito persiste com base no Art. 18, inciso I, da Lei nº 5.474/68.

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