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O Biociclo Vegetal Fisiologia Vegetal Deolinda Ferreira 1 BIOCICLO VEGETAL: definições desenvolvimento: sucessão de processos ordenados por eventos de natureza genética e ações do meio cada etapa não deve ser vista como evento isolado São cinco etapas: Desenvolvimento embrionário Germinação e crescimento inicial Fase vegetativa Fase reprodutiva Senescência 2 Fase Embrionária Período compreendido entre a fertilização e a maturação da semente Caracterizado por organogênese (cresc. e divisão celular; armazenamento de reservas em tecidos do embrião) ação hormonal e ambiental ambiente desfavorável: comprometimento do potencial reprodutivo da espécie 3 Estágios do desenvolvimento de uma semente • As divisões celulares são ordenadas e seguem uma sequência pré- estabelecida. 4 As reservas da semente • Localização: – Cotilédones – Endosperma – Perisperma – Eixo embrionário • Tipo de reservas: – Amido – Lipídeos – Proteínas – Parede celular – Açúcares solúveis 5 Germinação e Estabelecimento da Plântula Definição: “Conjunto de processos fisiológicos no embrião, que se iniciam com a embebição e culminam com a protrusão da radícula dos envoltórios da semente.” A germinação é uma fase sensível e decisiva para a sobrevivência e perpetuação da espécie Fases da germinação Embebição Restabelecimento do metabolismo Protrusão da radícula 6 Critérios de germinação • Botânico – Protrusão da radícula • Fitotécnico – Plântula normal • Do homem do campo – Emergência de parte aérea na superfície do solo • Vigor da sementes • Disponibilidade de água • Temperatura • Gases (O2, CO2) • Luz Fatores que afetam a germinação 7 Aspectos importantes da germinação • A respiração celular é um dos primeiros processo a se restabelecer durante a embebição. • A semente em germinação é um organismo heterótrofo, que se utiliza das reservas para obter energia • A plântula só se torna autótrofa quando a fotossíntese se estabelece • Se uma plântula for mantida no escuro, esgota suas reservas e morre. 8 Protrusão da radícula e emergência do epicótilo • Esgotamento das reservas e início da atividade fotossintética Germinação epígea X hipógea Cotilédones fotossintetizantes X Cotilédones de reserva 9 Dormência de sementes • Tipos de dormência – De acordo com a época de estabelecimento • Dormência primária • Dormência secundária – De acordo com a localização do impedimento à germinação: • Endógena – Fisiológica: inibidores químicos no embrião – Morfológica: embrião imaturo – Morfofisiológica: combinação de embrião imaturo com inibidores • Exógena – Física: impermeabilidade dos envoltórios á água ou gases – Química: Inibidores nos envoltórios – Mecânica: envoltórios lenhosos 10 Exemplos de sementes com revestimentos resistentes Para quebra de dormência desse tipo de sementes, algum processo de escarificação deve ser aplicado 11 Vantagens da dormência • A dormência distribui a germinação no tempo • tipos de dormência ligado ao ambiente (foto e termodormência) • É vantajosa para espécies oportunistas que dependem de condições ambientais específicas para sobreviver (pioneiras, ervas daninhas) 12 Fase Vegetativa crescimento rápido e vigoroso em extensão e diâmetro a planta é juvenil outros fatores importantes: rendimento fotossintético e translocação de assimilados 13 Crescimento primário e secundário • Depende da atividade dos meristemas • Aumento do número de células por mitose • Expansão celular pode ser prejudicada por déficit hídrico • O crescimento secundário só ocorre em espécies lenhosas 14 Juvenilidade e Maturidade • A transição da fase juvenil para a fase adulta vegetativa é controlada por alguns genes • As folhas da fase adulta são anatômica e morfologicamente diferentes da fase juvenil A duração do período juvenil varia entre espécies. Uma planta pode atingir a maturidade e não se tornar reprodutiva imediatamente 15 Heterofilia Folhagem juvenil Fase de transição Fase reprodutiva Acacia heterophylla 16 Fase Reprodutiva alteração no estado meristemático das gemas o processo indutivo pode ser: * Autoindução (desenvolvimento morfológico mínimo) * induzida mediante fatores externos adequados (foto e termoperíodo, deficiência hídrica) e endógenos (hormônios- expressão gênica) fatores externos são importantes na fase pós-floração 17 Evocação floral • A indução da floração pode ser subdividida em: – Aquisição de competência para floração (sair do estágio juvenil) – Indução por sinalização ambiental ou interna – Determinação do destino do meristema – Alterações morfo-anatômicas para o desenvolvimento do botão floral Aquisição de competência A planta torna-se sensível a sinais ambientais indutores de floração Floração Transformações anatômicas dos meristemas resultando na formação de botões florais Determinação Expressão Estado vegetativo Indução Os meristemas desenvolvem-se em botões florais mesmo que a planta não receba mais o sinal indutor Sinais hormonais alteram a expressão gênica nos meristemas 18 Estrutura floral 19 Iniciação floral C= pétala p= placenta A= antera Sg= Estigma G= gineceu Sy= Estilete K= sépala B= bráctea b= bractéola fa= ápice floral Meristema na fase vegetativa 20 O botão floral 21 Polinização Tipos de transferência do pólen Crescimento do tubo polínico e fecundação 22 Auto-incompatibilidade • Evita a auto- fecundação • Há vários mecanismos • É geneticamente controlada • Útil em programas de melhoramento 23 Eventos durante a polinização Contato do pólen com o estigma receptivo Aumento da atividade respiratória Síntese de RNA nos núcleos (vegetativos e germinativos) Emergência do tubo polínico (rompimento de vesículas pectinase) FecundaçãoAlongamento do tubo polínico 24 Desenvolvimento do fruto • Em alguns casos depende da presença de sementes em desenvolvimento • Aplicação exógena de hormônios substitui a fonte endógena • Competição por nutrientes resulta em frutos pequenos (muitos drenos) 25 Padrão de crescimento dos frutos • Taxa de crescimento dos frutos geralmente é maior à noite • Alta transpiração diurna de outras partes da planta reduz o movimento de água para os frutos • O desenvolvimento das partes do fruto tem taxas diferentes. Por ex. O desenvolvimento da epiderme continua por mais tempo do que a polpa • Diferentes frutos se desenvolvem em diferentes taxas de crescimento. Ex. 0,01 a 0,02 cm3/dia em azeitona a 35 cm3/dia em melão. • Medidas de crescimento: – Diâmetro, – Volume, – Peso fresco, – peso seco, etc... 26 Balanço hormonal durante o crescimento de frutos • Auxinas; • Giberelinas; • Citocininas; • Ácido abscísico; • Etileno Frutos climatéricos X não climatéricos 27 Modo de ação dos reguladores • Atração de nutrientes: fenômeno de competição; • Desenvolvimento vascular do pedúnculo; • Estimulação metabólica; • Competição entre frutos e crescimento vegetativo; • Regulação de divisão celular; • Regulação do aumento de volume celular; • Regulação da maturidade das células. • Competição entre frutos; 28 ➢Quanto à consistência do pericarpo ✓ Seco ✓ Carnoso ➢Quanto à deiscência do fruto ✓ Deiscente ✓ Indeiscente Tipos de frutos 29 Tipos de frutos ➢Quanto ao número de carpelos ✓ Monocárpico ou monocarpado ✓ Apocárpico ou apocarpado ✓ Sincárpico ou sincarpado ➢Quanto ao número de sementes ✓ Monospérmico ✓ Dispérmico ✓ Trispérmico ✓ Polispérmico 30 Classificação dos frutos ✓ Aquênio ✓ Cariópse (milho) ✓ Drupa ✓ Baga 31 Classificação dos frutos ➢ Frutos simples ✓ Folículo ✓ Legume ✓ Cápsulas ✓ Sâmara ✓ Samarídeo 32 Classificação dos frutos ➢ Fruto Múltiplo ➢ Fruto composto ou infrutescência ➢ Falsos frutos ou pseudofrutos 33 BIOCICLO VEGETAL:definições desenvolvimento: sucessão de processos ordenados por eventos de natureza genética e ações do meio cada etapa não deve ser vista como evento isolado São cinco etapas: Desenvolvimento embrionário Germinação e crescimento inicial Fase vegetativa Fase reprodutiva Senescência 34 Senescência Decréscimo nas atividades metabólicas e desarranjos estruturais nos tecidos (queda da Rubisco, clorofilas, aumento das hidrolases e degeneração celular) Também pode ser denominada DIFERENCIAÇÃO TERMINAL processo regulado geneticamente * plantas monocárpicas: sinal é dado pela maturação dos frutos e sementes * Plantas perenes: sinais do meio ambiente (luz, temperatura e estresses) * hormônios (ABA, etileno, ácido jasmônico) agem em toda planta acelerando sua morte 35 Senescência • É um processo ativo, controlado pelo núcleo celular, sendo geneticamente programada • Pode ser acelerada ou retardada por sinalizadores externos e internos • É parte integrante do ciclo vital • Resulta em perda progressiva de integridade das membranas celulares e finalmente a morte • A senescência é reversível dentro de certos limites • Consiste no acúmulo passivo de lesões com a idade • É acelerada em condições de stress • A seqüência de eventos não é pré-determinada • Não depende da disponibilidade de energia • A morte celular é aleatória Envelhecimento Necrose • Morte provocada por dano físico, venenos ou outra lesão externa. 36 Tipos de senescência • Monocárpica (plantas anuais) • Caules aéreos (perenes herbáceas) • Foliar sazonal (árvores decíduas) • Foliar sequencial (folhas + velhas) • Frutos carnosos e secos • Cotilédones de reserva de órgãos florais • Tipos celulares especializados (tricomas, aqueídeos e elementos de vasos). 37 Sintomas de senescência: o cloroplasto é a primeira organela a se degradar • Mudança de cor • Redução do conteúdo de clorofila • Diminuição do conteúdo protéico 38 Processos metabólicos durante a senescência • Predomina ação de enzimas que degradam moléculas maiores ( proteínas, ác. nucléicos) gerando moléculas menores (açúcares, aminoácidos), mais solúveis e mais fáceis de transportar. • Ocorre aumento do retículo endoplasmático e desaparecimento das vesículas de Golgi • Os núcleos permanecem intactos tanto estrutural quanto funcionalmente, até estádios tardios da senescência. 39 Iniciadores da Senescência (reguladores de crescimento, ambiente, doenças, desenvolvimento) Transdução do Sinal Ativação ou inativação de genes 1. Fase de Iniciação Ativação ou inativação de genes Inibidores da Senescência Ativação ou inativação de genes Inibidores da Senescência 2. Fase da Degeneração Aceleradores da senescência Aceleradores da senescência MORTE CELULAR 3. Fase Terminal Inibidores da Senescência (reguladores de crescimento, ambiente e desenvolvimento) FONTE: Noodén et al., (1997). Fases da senescência Inibidores da Senescência 40 Fatores hormonais • A senescência pode ser: – Induzida pelo ABA; – Acelerada pelo etileno; – Retardada pelas citocininas; – Indiretamente induzida pelas auxinas que induzem a síntese de etileno; – Promovida pelo jasmonato. 41 Abscisão foliar • Envolve eventos bioquímicos e anatômicos – As células da base do pecíolo são induzidas à mitose formando a camada de abscisão – Essas células tornam-se progressivamente sensíveis ao etileno à medida que a folha entra em senescência – A seguir ocorre produção de enzimas de afrouxamento de parede – A camada de separação é uma região de fraqueza no pecíolo foliar – Ocorre suberização no caule como forma de proteção na cicatriz foliar – A abscisão corresponde à fase final do processo de senescência foliar 42 Slide 1: O Biociclo Vegetal Slide 2: BIOCICLO VEGETAL: definições Slide 3: Fase Embrionária Slide 4: Estágios do desenvolvimento de uma semente Slide 5: As reservas da semente Slide 6: Germinação e Estabelecimento da Plântula Slide 7: Critérios de germinação Slide 8: Aspectos importantes da germinação Slide 9: Protrusão da radícula e emergência do epicótilo Slide 10: Dormência de sementes Slide 11 Slide 12: Vantagens da dormência Slide 13: Fase Vegetativa Slide 14: Crescimento primário e secundário Slide 15: Juvenilidade e Maturidade Slide 16: Heterofilia Slide 17: Fase Reprodutiva Slide 18: Evocação floral Slide 19: Estrutura floral Slide 20: Iniciação floral Slide 21: O botão floral Slide 22: Polinização Slide 23: Auto-incompatibilidade Slide 24: Eventos durante a polinização Slide 25: Desenvolvimento do fruto Slide 26: Padrão de crescimento dos frutos Slide 27: Balanço hormonal durante o crescimento de frutos Slide 28: Modo de ação dos reguladores Slide 29: Tipos de frutos Slide 30: Tipos de frutos Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34: BIOCICLO VEGETAL: definições Slide 35: Senescência Slide 36: Senescência Slide 37: Tipos de senescência Slide 38: Sintomas de senescência: o cloroplasto é a primeira organela a se degradar Slide 39: Processos metabólicos durante a senescência Slide 40: Fases da senescência Slide 41: Fatores hormonais Slide 42: Abscisão foliar