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ABRIL / 7201 CENTRAL DE TRATAMENTO E VALORIZAÇÃO AMBIENTAL ) - /(CTVA ESCADA PE RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL RIMA EMPRESA EMPREENDEDORA 01 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO................................................................................................................. 8 2. DADOS BÁSICOS............................................................................................................... 10 3. DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO .............................................................................. 13 4. ÁREAS AFETADAS ............................................................................................................ 24 5. CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS..................................................................................... 28 6. IMPACTOS AMBIENTAIS ................................................................................................... 53 7. MEDIDAS MITIGADORAS .................................................................................................. 65 8. PROGRAMAS BÁSICOS AMBIENTAIS .............................................................................. 76 9. PROGNÓSTICO AMBIENTAL............................................................................................. 79 10. CONCLUSÕES ................................................................................................................... 81 02 ÍNDICE DE QUADROS Quadro 1: Dados da Equipe Multidisciplinar ................................................................................... 06 Quadro 2: Dados da Equipe de Apoio............................................................................................. 07 Quadro 3: Cronograma de Implantação do Empreendimento ......................................................... 19 Quadro 4: Programa/ Projetos existentes ....................................................................................... 30 Quadro 5: Resultado das medições de ruído .................................................................................. 39 Quadro 6: Evolução demográfica da AID (1991 a 2010) ................................................................. 46 Quadro 7: Número total de domicílios atendidos por abastecimento de água (AID)........................ 47 Quadro 8: Quantidade total e percentual de domicílios atendidos por energia elétrica (AID). ......... 47 Quadro 9: Domicílios atendidos pela coleta de lixo......................................................................... 48 Quadro 10: Domicílios atendidos por esgotamento sanitário .......................................................... 48 Quadro 11: Equipamentos de esporte e lazer do município ............................................................ 49 Quadro 12: Quantidade segundo Tipo de Estabelecimento – AID (2012) ....................................... 49 Quadro 13: Descrição dos Programas Básicos Ambientais ............................................................ 79 03 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1. Coordenadas geográficas e suas descrições fitofisionômicas da ADA e da AID. ............ 42 Tabela 2: Valoração dos Impactos Ambientais ............................................................................... 58 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1. Temperatura................................................................................................................... 29 Gráfico 2: Evolução do PIB municipal por setor da economia ......................................................... 46 Gráfico 3. Resumo dos Impactos. ................................................................................................... 63 Gráfico 4: Impactos na fase de Planejamento e Implantação.......................................................... 63 Gráfico 5. Impactos na fase de Operação e Desativação. .............................................................. 64 04 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Localização do CTVA .................................................................................................... 18 Figura 2: Área de influência para o meio físico e biótico ............................................................... 26 Figura 3: Área de influência do meio socieconômico .................................................................... 27 Figura 4: Afloramento na ADA ...................................................................................................... 30 Figura 5: Afloramento na AID........................................................................................................ 30 Figura 6: Afloramento na AII ......................................................................................................... 30 Figura 7: Mapa geológico do Município de Escada....................................................................... 31 Figura 8: Relevo da AII ................................................................................................................. 32 Figura 9: Relevo da AID................................................................................................................ 32 Figura 10: Relevo da ADA ............................................................................................................ 32 Figura 11: Latossolos Amarelo ..................................................................................................... 33 Figura 12: Podzólicos Vermelho - Limite AII/AID........................................................................... 34 Figura 13: Gleissolo na AII............................................................................................................ 34 Figura 14: Mapa Hidrográfico das Áreas de Influência do Empreendimento ................................. 36 Figura 15: AID- drenagem secundária .......................................................................................... 37 Figura 16:AID - drenagem secundária .......................................................................................... 37 Figura 17: Mapa hidrográfico do rio Ipojuca. ................................................................................. 38 Figura 18: Rio Ipojuca na AII......................................................................................................... 39 Figura 19: Registro das medições de ruído................................................................................... 40 Figura 20: local de campo aberto – cultivo de cana-de-açúcar, com pequeno riacho intermitente (ambiente lacustre) – ADA. ........................................................................................................... 41 Figura 21: área de campo coberto com espécies herbáceas onde há inserido um fragmento com indivíduos de Ricinus communis L. (mamona) – ADA................................................................... 41 Figura 22: área de campo aberto – AID. ....................................................................................... 41 Figura 23: fragmento de Floreta Ombrófila Densa com misto de espécies de mata seca. ............ 41 Figura 24 - Rato de cana Cerradomys subflavus capturado. ((Foto: Monique Bastos, 2014) ........ 42 Figura 25- Timbu (Didelphis albiventris) capturado. ...................................................................... 42 Figura 26: Captura de morcegos em redes de neblina.................................................................. 43 Figura 27- A - Retirada de ave da rede de captura. B - Processamento dos animais capturados . 44 Figura 28. Espécies de peixes capturadas nas áreas do empreendimento (AID e AII). ................ 45 Figura 29: Casa Grande da Pompéia............................................................................................ 50 Figura 30: Casa nº. 51 da Rua da Matriz ...................................................................................... 50 Figura 31: Engenho Canto Escuro................................................................................................22 0 Levantamento arqueológico 0 0 0 0 0 0 0 0 12 12 12 12 0 0 0 22 22 0 Contratação de serviços temporários 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Divulgação do empreendimento 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 0 Reuniões com a comunidade local 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 21 0 Retirada de material para ensaios geotécnicos -10 -10 0 -12 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Estudos hidrológicos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Investigações geológico-geotécnicas 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Elaboração de projetos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 23 0 Encomenda de máquinas e equipamentos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 23 0 Seleção de empresas e pessoal para a fase de implantação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Aquisição de equipamentos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 0 Aspectos do Meio Socioeconômico A ti vi d a d e s re a li za d a s n a Fa se d e P la n e ja m e n to d a C T V A -P E Matriz de Impactos Ambientais Aspectos do Meio Físico Aspectos do Meio Biótico Solo Água Flora FaunaAtmosfera Social Econômico � Fase de Planejamento A fase de planejamento apresenta impactos de menor significância, mas que devem ser parte integrante da análise, uma vez que também estão associados ao empreendimento. 60 Cultural In ic io e / o u A ce le ra çã o d e P ro ce ss o s E ro si v o s A lt e ra çã o d a C u b e rt u ra d o S o lo P ro b a b il id a d e d e p o lu iç ã o d o so lo p e la e st o ca g e m e m a n u se io d e re sí d u o s p e ri g o so s n a Á re a C a r r e a m e n to d e p a r t íc u la s p a ra o s co rp o s d e á g u a e a ss o re a m e n to d o s m e sm o s A lt e ra çã o d a Q u a li d a d e d a á g u a S u p e rf ic ia l A lt e ra çã o d a Q u a li d a d e d a á g u a S u b te rr â n e a A u m e n to d a s co n ce n tr a çõ e s d e m a te ri a l p a rt ic u la d o n o a r e m d e co rr ê n ci a d a te rr a p le n a g e m A u m e n to d o n ív e l d e ru íd o s e v ib ra çõ e s S u p re ss ã o d a V e g e ta çã o P e rc a d a B io d iv e rs id a d e R e d u çã o d a F a u n a A fu g e n ta m e n to e A tr o p e la m e n to d a fa u n a Im p a ct o so b re a p o p u la çã o e m fu n çã o d a s in st a la çõ e s d a C T V A In te rf e rê n ci a n a Q u a li d a d e d e V id a In te rf e rê n ci a s co m in fr a e st ru tu ra e x is te n te D in a m iz a çã o d a e co n o m ia lo ca l p e la e x e cu çã o d e o b ra s e co n tr a ta çã o d e p e ss o a s G e ra çã o d e E m p re g o / R e n d a In te rf e rê n ci a n o P a tr i m ô n i o C u l t u ra l (a rq u e o l ó g i c o , h is tó ri co p a is a g ís ti co , im a te ri a l, e sp e le o ló g ic o e p a le o n to ló g ic o ) Contratação de serviços de terceiros e de mão-de-obra para as obras 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Operação de máquinas e equipamentos na fase de obras -11 -11 -11 -11 -11 -11 -11 -11 -13 -14 -14 -16 -13 -13 0 22 22 0 Aquisição e estocagem de bens e insumos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Implantação de canteiro de obras -11 -11 -11 -11 -11 -11 -11 -11 -13 -14 -15 -16 -15 -15 0 22 22 0 Instalação de cerca nova 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 0 Construção do novo acesso externo e de acessos internos -11 -11 0 -11 -11 -11 -11 -11 0 0 -15 -13 0 0 0 0 22 0 Remoção da vegetação -11 -11 0 -11 -11 -11 -11 0 -17 -17 -17 -17 0 0 0 0 0 0 Movimentação de terra (escavação, aterros e terraplenagem) para a implantação de todas as unidades da Central -11 -11 -11 -15 -12 -13 -13 -13 -14 -14 -15 -14 -15 -15 0 22 22 0 Estocagem do solo a ser reutilizado 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Implantação do sistema de drenagem subsuperficial e do sistema de drenagem de percolados das células do aterro 0 0 0 13 13 10 0 0 -14 -14 -14 -14 0 0 0 0 0 0 Implantação do sistema de impermeabilização das células do aterro 10 10 10 10 10 10 0 0 -14 -14 -14 -14 19 19 0 0 22 0 Implantação de fundações -11 -11 -11 0 0 0 -13 -13 -14 -14 -14 -14 0 0 0 0 22 -15 Construção das instalações de apoio (balança, laboratório e administração) -11 -11 -11 0 0 0 -13 -13 -14 -14 -14 -14 0 0 0 0 22 0 Construção do pavilhão de triagem e estocagem temporária -11 -11 -11 0 0 0 -13 -13 -14 -14 -14 -14 0 0 0 0 22 0 Instalação de drenos de gases 0 0 0 10 10 10 0 0 -14 -14 -14 -14 0 0 0 0 0 0 Implantação das redes de drenagem pluvial da Central 13 13 0 13 13 10 0 0 -14 -14 -14 -14 0 0 0 0 0 0 Implantação de instalações elétricas, hidráulicas e mecânicas 0 0 0 0 0 0 0 0 -14 -14 -14 -14 0 0 0 0 22 0 Implantação da unidade de educação ambiental 0 0 0 9 9 9 0 0 19 19 19 19 0 0 0 0 22 0 Implantação da cortina vegetal e ajardinamento 0 19 0 10 10 10 0 0 19 19 19 19 0 20 0 0 22 0 Implantação de viveiro de mudas 0 19 0 15 15 15 0 0 19 19 19 19 0 20 0 0 22 0 Implantação de sinalização 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 0 Etapa de desmobilização das obras 0 19 0 0 0 0 0 17 0 0 0 -13 0 0 0 0 -22 0 Desmontagem do canteiro de obras 0 19 0 0 0 0 0 17 0 0 0 -13 0 0 0 0 -22 0 Dispensa da mão-de-obra da fase de implantação e contratação de mão-de-obra para a fase de operação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -22 0 Aquisição de máquinas e equipamentos para a fase de operação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 0 Matriz de Impactos Ambientais Aspectos do Meio Físico Aspectos do Meio Biótico Aspectos do Meio Socioeconômico Solo Água Atmosfera Flora Fauna Social Econômico A ti vi d a d e s re a li za d a s n a Fa se d e Im p la n ta çã o d a C T V A -P E � Fase de Implantação A fase de implantação é a que apresenta os impactos de maior significância, especialmente sobre o meio físico e o meio biótico. 61 Cultural In ic io e/ ou A ce le ra çã o d e P ro ce ss o s E ro si v o s A lt e ra çã o da C ub e rt ur a d o So lo P ro b ab il id a d e de p ol ui çã o do so lo p el a e st o ca g em e m a nu se io de re sí du o s p er ig o so s n a Á re a C a rr ea m en to d e pa rt íc u la s pa ra os co rp o s d e ág ua e a ss o re am e nt o d o s m es m os A lt e ra çã o da Q ua lid a de d a ág ua S u pe rf ic ia l A lt e ra çã o da Q u a lid ad e da á g ua S ub te rr ân ea A um e nt o d a s co n ce n tr aç õ es d e m a te ri al pa rt ic u la do n o ar em d e co rr ê nc ia d a te rr ap le n ag em A um e nt o d o n ív el de ru íd os e v ib ra çõ es S u pr e ss ã o da V eg e ta çã o P e rc a da B io di ve rs id a d e R e du çã o d a F au na A fu ge n ta m e nt o e A tr o pe la m en to da fa u na Im pa ct o so b re a po pu la çã o e m fu nç ã o da s in st a la çõ es da C T V A In te rf e rê n ci a na Q ua lid a de d e V id a In te rf er ê nc ia s co m in fr ae st ru tu ra e xi st e n te D in am iz a çã o d a e co n om ia lo ca l p el a ex ec u çã o d e ob ra s e co nt ra ta çã o d e pe ss oa s G e ra çã o d e E m p re go / R e nd a In te rf e rê n ci a no P at ri m ôn io C u lt u ra l ( a rq u e ol óg ic o, h is tó ri co p a is ag ís ti co , im at e ri a l, es p el e o ló gi co e p al eo nt ol óg ic o) Contratação de serviços de terceiros e de mão-de-obra para a operação da Central 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Aplicação do sistema de controle das operações 0 0 0 0 0 0 0 0 12 12 12 12 0 0 0 0 0 0 Atividades administrativas 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Recebimento e pesagem de caminhões que transportam resíduos dos geradores industriais -16 0 -16 0 0 0 0 -16 0 -17 0 -17 0 0 0 0 22 0 Operação do laboratório de controle de entrada de resíduos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Descarga e permanência no pátio de armazenagemtemporária -16 -16 -16 -10 -10 -10 0 0 0 0 0 -15 0 0 0 0 0 0 Operação de máquinas e equipamentos 0 0 0 0 0 0 0 -16 0 0 0 -15 0 0 0 0 0 0 Operação do pavilhão de triagem e estocagem temporária de resíduos (descarga e manuseio) 0 0 -16 16 16 16 0 -16 0 0 0 -15 0 0 0 0 0 0 Operações de descarga de resíduos nas células 0 0 0 13 13 13 0 -16 0 0 0 -15 0 0 0 0 22 0 Coleta de percolados e lixiviados -16 0 0 14 14 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 0 Operação do sistema de cobertura das células do aterro 0 0 0 14 14 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 0 Fechamento e encerramento das células de disposição final 0 0 0 16 16 16 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Encaminhamento do percolado/lixiviado para ETE licenciada 0 0 0 15 15 15 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coleta de gás 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Monitoramento ambiental 23 23 23 17 17 17 23 23 6 6 6 6 25 25 25 25 25 25 Monitoramento geotécnico 23 23 23 9 9 9 23 23 0 0 0 0 25 25 25 25 25 25 Manutenção de estoque de insumos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Contratação de terceiros para a manutenção da Central (elétrica e mecânica) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 0 Conservação e manutenção da rede de drenagem pluvial da Central 13 0 0 13 13 13 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Conservação e manutenção do sistema de cobertura das células 13 0 0 16 16 16 0 0 6 6 6 6 0 0 0 0 0 0 Conservação e manutenção de áreas verdes e/ou ajardinadas 19 0 0 13 13 13 0 0 15 15 15 15 0 16 0 0 0 0 Conservação e manutenção dos acessos 19 0 0 14 14 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 0 Manutenção das células de disposição final 19 0 0 17 17 17 0 0 0 0 0 0 0 16 0 0 0 0 Manutenção de máquinas e equipamentos 0 0 0 17 17 17 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Matriz de Impactos Ambientais Aspectos do Meio Físico Aspectos do Meio Biótico Aspectos do Meio Socioeconômico Solo Água Atmosfera Flora Fauna Social Econômico A ti vi d a d e s re a li za d a s n a Fa se d e O p e ra çã o d a C T V A -P E � Fase de Operação A fase de operação é a que apresenta os impactos de maior duração, embora de menor magnitude e importância do que os atribuídos para a fase de implantação. 62 � Fase de Desativação A fase de desativação é caracterizada pela redução dos impactos negativos e positivos. Assim sendo, o impacto de maior significância é o associado à geração de trabalho e renda e o de geração de impactos, que passa a ser negativo, embora tenha sido positivo nas fases de planejamento, implantação e operação do empreendimento. A desativação da Central deverá provocar a perda de postos de trabalho, a redução da renda e a redução da arrecadação de impostos, que haviam sido gerados nas fases anteriores. Embora seja significativo, este impacto não apresenta a mesma magnitude do impacto positivo provocado pela geração de trabalho e renda porque permanecerão atividades de monitoramento ambiental e vigilância, além da contratação de serviços temporários. Além deste aspecto, a formação e capacitação do pessoal que trabalhará na Central deverá facilitar seu reingresso no mercado de trabalho. Cultural In ic io e /o u A ce le ra çã o de P ro ce ss os E ro si v os A lt er aç ão da C u be rt u ra do S ol o P ro b ab ili d ad e de po lu iç ão d o so lo p el a e st o ca ge m e m an us e io de re sí du o s pe ri g os os na Á re a C a rr e am en to de p ar tí cu la s p ar a o s co rp o s d e á gu a e as so re a m e nt o d os m es m o s A lt e ra çã o d a Q ua lid ad e da ág ua Su pe rf ic ia l A lt e ra çã o d a Q u al id ad e da ág ua Su bt er râ n ea A um en to da s co n ce nt ra çõ e s d e m a te ri al pa rt ic u la d o n o a r e m de co rr ê nc ia da te rr a pl e na ge m A um en to do ní ve l d e ru íd os e vi b ra çõ e s S up re ss ão da V e ge ta çã o P e rc a d a B io d iv er si d ad e R e du çã o d a F au na A fu g en ta m en to e A tr op el am en to da fa un a Im pa ct o so br e a p op ul a çã o e m fu n çã o da s in st al a çõ es da C T V A In te rf er ên ci a na Q ua lid ad e d e V id a In te rf e rê nc ia s co m in fr a es tr u tu ra e xi st e nt e D in a m iz a çã o d a ec o no m ia lo ca l pe la e xe cu çã o d e o br a s e co n tr a ta çã o d e p es so as G er aç ão de Em p re g o/ R en da In te rf er ên ci a no P at ri m ôn io C u lt u ra l (a rq ue ol ó gi co , hi st ór ic o p ai sa g ís ti co , i m a te ri al , e sp el e ol ó gi co e pa le o nt o ló gi co ) Desmontagem e remoção das estruturas de cobertura móvel 0 16 0 -12 -12 -12 0 -12 0 0 0 -13 0 19 0 0 22 0 Dispensa de pessoal contratado na fase de operação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -22 -22 0 Recobrimento definitivo com solo 0 16 0 21 21 21 0 0 12 12 12 12 0 0 0 0 0 0 Implantação de cobertura vegetal herbácea 0 16 0 16 16 16 0 0 13 13 13 13 0 19 0 0 22 0 Remoção de insumos estocados 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Demolição de estruturas prediais ou redirecionamento das atividades -12 0 0 0 0 0 -12 -12 0 0 0 -13 0 0 0 0 0 0 Manutenção do controle de acessos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Desmontagem das estruturas que não serão mais necessárias -12 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -13 0 0 0 0 0 0 Monitoramento geotécnico 0 9 0 9 9 9 0 0 0 0 0 0 9 9 0 0 0 0 Monitoramento ambiental 15 15 15 15 15 15 15 15 12 12 12 12 17 17 0 0 17 17 Coleta de percolado/lixiviado das células e envio para tratamento 15 0 0 16 16 16 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Recuperação paisagística 15 0 0 17 17 17 0 0 10 10 10 10 0 0 0 0 0 0 Encerramento das atividades, excetuando-se o monitoramento 15 0 0 17 17 17 0 0 10 10 10 10 0 17 0 0 -22 0 Matriz de Impactos Ambientais Aspectos do Meio Físico Aspectos do Meio Biótico Aspectos do Meio Socioeconômico Solo Água Atmosfera Social Econômico A ti vi d a d e s re a li za d a s n a Fa se d e D e sa ti va çã o d a C T V A - P E Flora Fauna 63 � Resumo dos Impactos Ambientais na Fase de Implantação e na Fase de Operação do Empreendimento No gráfico 03, pode ser observado que durante a fase de planejamento do empreendimento em epigrafe gerará apenas 02 impactos negativos e 39 impactos positivos. Já a fase de implantação do empreendimento deverá se ter cuidados minuciosos pois será a fase em que gerará mais impactos negativos. Todavia a fase de operação e desativação do empreendimento gerará mais impactos positivos do que negativos principalmente no que diz respeito ao aspectos socioeconômico. : Resumo dos Impactos Nos gráficos 04 e 05 pode ser observado de forma mais nítidas os impactos positivos e negativos causados no meio físico, biótico e socioeconômico durante a fase de planejamento, implantação, operação e desativação da CTVA - PE. Impactos na fase de Planejamento e Implantação Gráfico 3 Gráfico 4: 64 Impactos na fase de Operação e Desativação Vale ressaltar que a partir do conhecimento desses impactos poderão ser determinadas as medidas mitigadoras e/ou compensatórias e os Programas Básicos Ambientais que minimizaram os impactos decorrentes dessas atividades relacionadas na Matriz de Impactos. Gráfico 5: 7 MEDIDAS MITIGADORAS 7 MEDIDAS MITIGADORAS 66 7.1. MEDIDAS DE CONTROLE É o conjunto de operações e ferramentas destinadas ao controle dos impactos negativos decorrentes das intervenções nos meios físico, biótico e socioeconômico gerados devido a implantação e operação do empreendimento, de modo a corrigir ou reduzir os seus impactos sobre a qualidade ambiental, como também otimizar os impactos positivos. 7.1.1. MEDIDAS PROPOSTAS PARA O MEIO FÍSICO Todos os impactos sobre o meio físico foram considerados passíveis de prevenção ou mitigação e serão apresentados abaixo as medidas por fase do empreendimento. � Fase de Planejamento Na fase de planejamento não foram constatados impactos significativos passiveis de medidas de mitigadoras. � Fase de Implantação O impacto sobre o meio físico previsto na fase de Implantação consisteno risco de contaminação do solo e na possibilidade de alteração da qualidade da água subterrânea, gerado pelas atividades de perfuração dos poços de monitoramento e das sondagens, necessárias para os levantamentos geotécnicos e hidrogeológicos.Para prevenir este impacto devem-se adotar recomendações técnicas previstas em norma para a instalação de poços de monitoramento e de sondagens geotécnicas, evitando que passem a atuar como possíveis pontos de contaminação. � Fases de Operação Todos os impactos previstos sobre o meio físico que iniciam na fase de implantação se estendem até a fase de operação, portanto, as medidas também devem ser adotadas desde a implantação até a conclusão da operação do empreendimento. Em função desta característica do projeto, optou-se por agrupar as fases de implantação e operação na descrição das medidas previstas para o meio físico. Os impactos sobre o meio físico previstos para a fase de implantação e operação são os seguintes: Aumento de processos erosivos e consequente acumulo de área nos cursos d’água; Rupimento de taludes; Contaminação do solo e água subterrânea e superficial; Aumento do escoamento superficial e diminuição da recarga do aqüífero e Consumo de recursos naturais. Para prevenir ou mitigar os impactos mencionados foram propostas as medidas descritas a seguir. � Medidas propostas para a prevenção e mitigação de impactos associados à movimentação de terra Os principais impactos associados à movimentação de terra estão associados a degradação de áreas de material de jazida/ empréstimo e bota-fora, os processos erosivos e assoreamento dos recursos hídricos, bem como o risco de rupturas de taludes dos aterros de bota-fora. Por outro lado, tendo em vista que o empreendimento em si prevê a movimentação em escavação e aterro, a prevenção desse impacto é possível através de um planejamento das atividades do 67 empreendimento que busque a compensação de volumes e evite a exportação (bota-fora) de material. � A primeira medida associada a movimentação de terra é a busca da compensação de volumes de corte e aterro que resulta na minimização do impacto. Esta situação é possível observando-se a seguinte condição de escavações e aterro no empreendimento, considerada a implantação total, no limite da vida útil; � Todos os taludes de corte e aterro deverá receber proteção vegetal com gramíneas a fim de que estejam protegido contra erosões; � Utilização de solo local para impermeabilização; � Utilização de solo local para coberturas de resíduos. Além desse planejamento outras medidas podem ser tomadas como, por exemplo, demarcar na área a ser removida a camada superficial limpa, conforme a fase do corte ou aterro a ser implantada, preservando o local onde não estão previstas execuções de obras. As escavações devem estar organizadas de acordo com a implementação de cada módulo padrão do aterro, sincronizando com a operação do aterro, possibilitando a utilização do material escavado na cobertura da fase em operação, evitando disposição temporária no terreno, otimizando as atividades operacionais e reduzindo os custos de implantação e operação do aterro. Os caminhões encarregados de efetuar o transporte do material até o local indicado para o armazenamento deverão ter a caçamba obrigatoriamente recoberta por lonas em bom estado de conservação. Deverá ser priorizado, por parte do executor do projeto, o tráfego desses caminhões carregados de material de bota-fora, em horários que não interfiram significativamente no fluxo normal do trânsito ao longo do roteiro, em especial evitando os horários de pico. O material necessário para o aterro resultante de escavação para posterior uso nas células deverá ser armazenado em local indicado de modo a facilitar o transporte para uso futuro. Destaca-se também que o material importado para as obras da Central deverá ser buscado em jazidas licenciadas. Processos erosivos e acumulo de areia nos cursos de água Os impactos associados aos processos erosivos estão relacionados à exposição do solo devido às obras de movimentação de terra. A principal conseqüência dos processos erosivos é o acumulo de areia nos cursos d’água devido às diferentes fases do projeto. É previsto que durante a fase de operação das células do aterro e das demais unidades previstas, estejam ocorrendo escavações em outras áreas dentro da CTVA-PE. Assim sendo, as medidas preventivas e mitigadoras para evitar a dispersão e erosão do solo iniciam-se na etapa inicial de obras de terraplenagem e devem ser mantidas até o final da fase de operação. As medidas sugeridas são as seguintes: � Implantar sistema de drenagem superficial provisória (valas de drenagem e bacias de sedimentação) antes do início das obras de implantação das diversas unidades do sistema; � Transporte, disposição e armazenamento adequados dos materiais escavados; � Executar a limpeza do terreno gradativamente, à medida que a obra é executada, evitando a exposição desnecessária do solo nos locais onde as obras não serão executadas de imediato; � Evitar a movimentação de terra desnecessária; � Não executar serviços de limpeza de terreno em dias de chuva; 68 � Proteção dos taludes de corte e aterro contra erosão provocada pelas chuvas. Durante a execução dos taludes, estes podem ser revestidos com lonas e, depois de finalizados, a erosão pode ser evitada com o plantio de grama; � Em caso de paralisação da obra, o executor deverá implementar medidas de proteção para as áreas do terreno onde foram executados serviços de limpeza. Medidas para evitar a ruptura de taludes O impacto da ruptura de taludes de escavação e aterro está associado a falhas no projeto e/ ou procedimentos executivos. A estabilidade de talude está diretamente relacionada às condições de saturação do solo, portanto, além de um projeto geotécnico compatível com o perfil do subsolo, as principais medidas para evitar este impacto estão relacionadas à proteção dos taludes contras as águas da chuva. É imprescindível que se faça o revestimento de taludes de corte e aterro durante e após a execução dos mesmos, principalmente no caso de chuvas intensas e prolongadas. Durante a execução podem ser utilizadas lonas plásticas e após a execução deve ser feito revestimento definitivo com grama, o qual deve sofrer manutenção durante sua vida útil. Em caso de verificação de trincas de ruptura ou ocorrência de rupturas, devem ser realizadas imediatamente obras de reparo e contenção adequadas. Sistemas de drenagem provisória e definitiva devem ser instalados para proteção de topo e base de taludes. Medidas para prevenir a contaminação de águas superficiais O impacto relativo ao risco de contaminação de águas superficiais pode vir a ocorrer na fase de operação do empreendimento. As medidas relacionadas às águas superficiais são de caráter preventivo, com o objetivo de minimizar a geração de lixiviados nas células do aterro. Estas medidas devem ser adotadas na fase de implantação do empreendimento e se referem à implantação de sistema de drenagem e de sistema de coleta de percolados. Nesse contexto, a primeira medida a ser adotada refere-se à implantação de sistema de drenagem superficial, que objetive interceptar e desviar o escoamento superficial do contato com os resíduos. Em relação às águas pluviais incidentes diretamente sobre as células, vale lembrar que o projeto prevê também a cobertura durante a disposição dos resíduos, reduzindo em grande parte os fatores que potencializam a geração de lixiviado. Neste contexto, a geração de percolado motivada pela incidência das águas pluviais nas células atuando na lixiviação dos resíduos é inexistente. Na fase de operação, é importante que a manutenção da cobertura superior e lateral prevista no projeto seja efetivada na prática, evitando a geração de lixiviados. As características do acondicionamento previsto para os resíduos também deve colaborar para a prevenção da geração de percolados e de lixiviados. Embora esteja prevista a manutenção da cobertura superior e lateral,poderá ocorrer produção de percolados no interior das células na fase de operação do aterro, as quais devem dispor de um sistema de drenos, instaladas na fase de instalação, que possibilitem a coleta deste material. Neste caso particular, sabe-se a priori que o percolado acumulado na célula em operação será enviado para um dispositivo de armazenamento, coletado por bombeamento para, em seguida, ser conduzido para uma estação de tratamento de efluentes externa à área do empreendimento. A operação de qualquer aterro de resíduos industriais traz consigo o risco de uma eventual contaminação de águas superficiais e subterrâneas devido a uma possível falha no sistema de impermeabilização e, assim, o transporte da pluma de contaminantes no solo. Considerando a 69 possibilidade de falhas no sistema de impermeabilização, sugere-se a implementação de um Programa de Monitoramento da qualidade da água superficial inserida na área de influência direta (AID), conforme os pontos amostrados neste estudo. Neste contexto, além das medidas citadas, deve-se destacar para outras medidas relacionadas diretamente ao item de águas subterrâneas, apresentado na seqüência, pois envolvem diretamente a impermeabilização do aterro. Recomenda-se ainda que sejam adotados cuidados desde a fase de implantação do empreendimento, como a gestão adequada dos resíduos da construção civil, medidas que evitem vazamentos de combustível ou óleo lubrificante das máquinas e equipamentos que serão utilizados na fase de obras, bem como a destinação adequada para os efluentes gerados no refeitório e sanitários utilizados pelo pessoal empregado nas obras, evitando que resíduos ou efluentes entrem em contato com os recursos hídricos superficiais existentes na área. Medidas para prevenir a contaminação do solo e das águas subterrâneas Com o intuito de não somente impedir as potenciais causas de contaminação do solo e água subterrânea na fase de operação do aterro, mas inclusive investigar possíveis falhas nos sistemas de controle ao longo de sua vida útil, sugere-se a adoção das seguintes medidas: � Monitorar os níveis freáticos e a qualidade das águas subterrâneas através de poços de monitoramento e/ou piezômetros que deverão ser instalados na área; � Instalar sistema de drenagem de percolados, bem como dispositivo para acumulação do mesmo para viabilizar a coleta por bombeamento. � Instalação de drenos-testemunhos, conforme NBR 8418, a fim de poder manter o controle de possível ocorrência de infiltração de percolados através das camadas de impermeabilização, colocadas nas áreas de acondicionamento dos resíduos. � Instalar sistema de impermeabilização de fundo com multicamadas conforme especificações de projeto; � Sistema de drenagem específico para o pavilhão de triagem e recepção de resíduos; � Implantar um sistema de drenagem para escoamento das águas pluviais, diminuindo o contato destas águas com o aterro; Com o intuito de investigar possíveis falhas nos sistemas de controle na fase de operação, sugere-se a adoção das seguintes medidas: � Monitorar os níveis freáticos e a qualidade das águas subterrâneas através de poços de monitoramento e/ou piezômetros que deverão ser instalados na área; � Caso ocorra a produção de lixiviados e percolados nas células, não permitir o acúmulo excessivo de líquidos no aterro. � Impermeabilizar a parte superior do aterro. Isto evitará a infiltração da água pluvial e conseqüentemente menor geração de percolado. Medidas propostas para permitir a recarga do aquífero Como medida mitigadora, sugere-se a manutenção de jardins e áreas não impermeabilizadas, além da utilização preferencial de sistemas de drenagem que favoreçam a infiltração de água no solo. Neste sentido, sugere-se a execução de trincheiras de infiltração localizadas na base dos taludes externos do aterro. Desta forma, após as células concluídas, o escoamento superficial gerado é conduzido para as trincheiras, mantendo a recarga local. As trincheiras também são 70 recomendadas nas áreas de acessos e instalações ao invés de sistemas de drenagem convencionais. Assim, através da execução destes dispositivos, além de mitigar o impacto sobre a recarga, atenua a geração e propagação do escoamento superficial para o empreendimento não somente durante a operação, mas, sobretudo ao longo da vida útil do aterro. Medidas para monitorar o nível do lençol freático Com o intuito de verificar o nível do lençol freático dentro do limite da área, propõe-se o monitoramento contínuo do nível d’água nos poços instalados no interior da área. Através deste monitoramento será possível averiguar se o rebaixamento efetuado por drenos no local, onde há o conflito entre as células e o nível do lençol freático, está de alguma forma influenciando no suprimento dos recursos hídricos superficiais. Este monitoramento poderá ter frequências trimestral. A locação dos poços de monitoramento poderá ser ajustada na medida em que houver obra onde atualmente estão locados. � Fase de Desativação Os impactos adicionais sobre o meio físico na fase de desativação apresentam menor significância que nas fases de implantação e operação, contudo, esta etapa necessita de medidas específicas a serem adotadas, uma vez que os resíduos permanecerão aterrados, sendo necessário: � Manutenção dos cuidados relativos ao risco de contaminação do solo e das águas na fase de encerramento; � Continuidade do monitoramento das águas superficiais e subterrâneas conforme plano apresentado, até o prazo a ser estipulado pelo órgão fiscalizador; � Monitoramento através dos drenos localizados na base do aterro da produção de percolados no interior das células; � Impermeabilizar a parte superior do aterro. Isto evitará a infiltração da água pluvial e consequentemente menor geração de percolados; � Complementação de dispositivos como trincheiras de infiltração que possibilitem mitigar a geração de escoamento superficial e aumentar a recarga do aquífero local; � Monitoramento geotécnico do aterro encerrado, conforme Plano de Monitoramento específico. 7.1.2 MEDIDAS PROPOSTAS PARA IMPACTOS ADVERSOS SOBRE O MEIO BIÓTICO � Fase de Planejamento Os impactos previstos sobre o meio biótico na fase de Planejamento são decorrentes dos levantamentos técnicos necessários à elaboração do projeto e do EIA/RIMA. As atividades que podem gerar impactos nesta fase são: o levantamento topográfico, as sondagens geotécnicas e a maior circulação de veículos e pessoas, que estarão realizando diversos tipos de levantamentos, especialmente os de fauna, flora e geologia, cujos profissionais tendem a circular em toda a área. 71 As medidas propostas se referem aos cuidados técnicos para não impactar mais do que o absolutamente necessário para a obtenção das informações, como: Evitar abrir picadas largas para o levantamento topográfico, restringindo-se ao mínimo necessário para as visualizações; Não depositar solo escavado e equipamentos de sondagens sobre áreas vegetadas, além do mínimo necessário para a realização da operação. � Fase de Instalação Os impactos sobre o meio biótico previstos para a fase de implantação são os seguintes: Remoção da cobertura vegetal, Transplantes de vegetais protegidos por lei e/ou ameaçados, danos aos vegetais remanescentes, intervenção em área de preservação permanente, Supressão de abrigos naturais para a fauna. Para prevenir, mitigar ou compensar os impactos previstos foram propostas as medidas descritas a seguir. Implantação de viveiro de mudas O empreendimento prevê a implantação de um viveiro de mudas, que deverá receber as mudas de espécies arbóreas e de preferencia nativa. Esta é uma medida compensatória, que poderá ser útil para o resgate de espécimes da flora epífita e também para resgate de mudas de espécies arbustivas e arbóreas. Implantação de cortina vegetal A implantação de cortina vegetal é uma medida preventiva e mitigadora de impactos relativos à geração de odores e também uma medida compensatória para a remoção vegetal. O uso de cortinas vegetaisé recomendado pois tem como principal objetivo o isolamento visual do aterro, causando menor impacto na paisagem. Além disso, a presença de uma cortina vegetal em volta da área do empreendimento é importante quanto à possibilidade de geração de odores que pode ser produzido. A vegetação rebate o vento, que pode levar esses odores para a vizinhança, permitindo sua ascensão por convecção até uma altura que favoreça sua dispersão na atmosfera. Funciona também como barreira para evitar a dispersão de materiais leves, tal como poeira do solo. Para que os objetivos de uma cortina vegetal sejam atingidos, é importante selecionar espécies cujas características se prestem para tal fim. Por isso, é importante que as espécies selecionadas apresentem, se não todas, pelo menos a maioria das seguintes características: rápido crescimento, ausência (ou baixa) toxicidade e folhagem. As mudas a serem utilizadas no plantio devem apresentar bom estado fitossanitário, sendo características visuais importantes: a presença ou não de doenças, bom sistema radicular e o equilíbrio entre raiz e parte foliar. As covas devem ter dimensões suficientes para que as raízes fiquem totalmente enterradas e para a adição de composto orgânico. Deve-se ter o cuidado de enterrar as mudas à mesma altura em que se encontravam nas suas embalagens individuais, sendo que o colo da muda deve estar no mesmo nível do solo. O torrão deve ser mantido inteiro e agregado (irrigar o torrão antes do plantio), preenchendo-se a cova com a mistura preparada, bem compactada. Realizar o plantio em dias nublados (preferencialmente), evitando-se o período do verão. A muda deverá ser fixada junto a um tutor, podendo ser de eucalipto ou bambu. Pode-se cobrir o solo com matéria morta (palha, cascas, etc.), a fim de proteger o solo contra o impacto das gotas de chuva, aumentar a infiltração da água mantendo a umidade do solo. 72 Considerando-se a estrutura do empreendimento, recomenda-se que as mudas sejam dispostas, em cinco fileiras, cuja distância entre si é de 2,00 metros, em uma distribuição em quincôncio, conforme pode ser observado no esquema da Figura33, o que distribui uniformemente as plantas refletindo-se em um melhor recobrimento do solo. Figura 33: Esquema da disposição das mudas fonte: Via Ambiental, 2009 No limite oeste da área essa disposição poderá ser mais densa, incluindo exemplares de espécies de menor porte entre as árvores da borda, devido à direção predominante dos ventos. Por fim, recomenda-se que seja permitido o desenvolvimento da regeneração natural (vegetação espontânea) em meio à cortina vegetal, contribuindo para o seu adensamento. As árvores de grande porte deverão estar concentradas na parte central da cortina vegetal, as médias nas faixas intermediárias e nas bordas, buscando uma diferenciação estrutural das copas, de modo a criar uma obstrução visual e de baixa permeabilidade aos ventos. A localização da cortina vegetal nos limites do empreendimento e da área de recuperação de mata ciliar pode ser visualizada no anexo 01. A estimativa de mudas prevista para plantio, considerando a área a ser ocupada pela cortina vegetal de 57.881,912 m² é de 28.941 mudas. Recuperação da Área de Preservação Permanente - APP A conservação da fauna pressupõe necessariamente a manutenção e/ou melhoramento de seus habitats naturais, o que vale para todos os grupos de vertebrados terrestres inventariados neste trabalho. Na área de influência um dos principais fatores de constrangimento da fauna é a deficiência na conectividade entre os remanescentes de mata nativa ou destes com outras formações naturais ainda em bom estado de conservação. 73 A proteção de áreas naturais, particularmente de espaços que tenham a integração de ambientes heterogêneos (campos, matas e ambientes aquáticos) constitui uma estratégia fundamental para a conservação da biodiversidade. A interligação de áreas naturais aumenta as chances de sobrevivência das espécies em longo prazo, possibilitando o fluxo gênico de espécies ecologicamente mais exigentes entre os fragmentos de habitat. Assim sendo, manejo da paisagem conduzido de forma a aumentar a disponibilidade e conectividade dos hábitats representa uma prioridade em áreas onde os ambientes de refúgio da fauna encontram-se reduzidos e isolados. A área prevista para a implantação do empreendimento possui áreas de preservação permanente associadas aos cursos d’água intermitentes e as nascentes que se encontram atualmente sem mata ciliar, apresentando apenas campo pastejado ou campo úmido. � Fase de Operação Todos os impactos previstos sobre o meio biótico iniciam e apresentam maior intensidade na fase de implantação do empreendimento. Porém, parte das medidas propostas estende-se durante a operação do empreendimento. São elas: � Acompanhamento técnico dos vegetais transplantados durante, no mínimo, 12 meses; � Manutenção do viveiro de mudas � Manutenção da cortina vegetal � Manutenção dos plantios compensatórios e da recuperação de APP; � Execução do programa de monitoramento da fauna. Estas medidas já foram descritas no item anterior (fase de instalação). � Fase de Desativação O meio biótico tende a iniciar um processo de recuperação da cobertura vegetal e retorno da fauna na fase de desativação da CTVA-PE. Assim sendo, não estão previstos impactos negativos sobre o meio biótico na fase de desativação, porém, recomendam-se a adoção das medidas anteriormente relatadas, relativas aos cuidados a serem observados para evitar contaminação do solo e das águas subterrâneas após a desativação do aterro, uma vez que os resíduos permanecerão aterrados. Caso ocorra contaminação do solo e/ou da água, haverá impactos indiretos sobre o meio biótico. 7.1.3 MEDIDAS PROPOSTAS PARA IMPACTOS ADVERSOS SOBRE O MEIO ANTRÓPICO � Fase de Planejamento Na fase de planejamento não foram constatados impactos negativos passiveis de medidas de controle e sim positivos com a contratação de terceirizados. � Fase de implantação Acompanhamento arqueológico 74 Como já foi ressaltado anteriormente, não houve a confirmação da presença de sítios arqueológicos na área do empreendimento, neste sentido, a área de estudo aponta para a existência de um local com baixo potencial arqueológico. Cabe ser ressaltado que este trabalho foi realizado na forma de diagnóstico, restringindo-se exclusivamente à prospecção superficial da área. Assim sendo, considerando a avaliação do impacto resultante do empreendimento em questão, medidas preventivas e/ou mitigadoras podem ser adotadas de modo a assegurar em última instância, a preservação de recursos arqueológicos que eventualmente possam estar resguardados abaixo da superfície dos terrenos. Nesta perspectiva, uma recomendação pertinente de arqueologia preventiva refere-se ao acompanhamento de um arqueólogo nas frentes de trabalho, para que em caso no decorrer do desenvolvimento das obras for detectado algum sítio arqueológico não identificado, em razão de permanecer soterrado, se poder realizar o devido resgate dos remanescentes culturais. � Fase de implantação e operação Medidas propostas para mitigação do aumento de tráfego na BR-101 e na PE-51 Conforme apontado no item de Impactos, a operação do empreendimento acarretará aumento do tráfego de caminhões nas rodovias BR-101 e PE-051. Contudo, este volume de tráfego poderá ser absorvido pela capacidade atual da vias. Na PE-051, no entanto, ocorrerá aumento da insegurança viária devido a via não ser pavimentada e à criação do acesso ao empreendimento e à circulação dos veículos de carga. Para minimizar o efeito da incidência do tráfego dos caminhões que acessarão o empreendimento sobre a PE–051 recomenda-se: � Realização de projeto e implantação de acesso na PE–051 e no acesso ao empreendimento. O referido projeto de acesso deverá ser aprovado pelo DNIT e pelo DER-PE; � Realização de projeto e implantação de melhorias (pavimentação e sinalização) no acesso a Central de Tratamento e Valorização Ambiental na PE-051, de maneira a qualificá-laao tráfego de retorno da saída do empreendimento. Medidas propostas para mitigação do aumento de tráfego nas vias do entorno Conforme apresentado no item de Impactos, as vias secundárias do entorno do empreendimento poderão vir a ser utilizadas para o tráfego de acesso ao empreendimento. Ressalta-se que este tráfego deve ser evitado, para minimizar sua interferência com as comunidades do interior, evitar a maior degradação dos pavimentos destas vias e o evitar o aumento da insegurança viária nas mesmas. Recomenda-se: � Estabelecer o caminho preferencial de acesso e retorno ao empreendimento, para evitar a dispersão dos efeitos do tráfego de cargas, evitando, sempre que possível, o trânsito pelas vias secundárias; � Vias do entorno que, na etapa de projeto, vierem a ser consideradas de utilização indispensável, devem receber qualificação dos pavimentos e da sinalização, antes da entrada em operação do empreendimento. Medidas propostas para mitigação da alteração da paisagem 75 entorno do empreendimento e o ajardinamento no entorno do acesso e das instalações de apoio da CTVA-PE. Medidas propostas para a elevação do nível de ruído Na fase de implantação, apesar do impacto ser temporário, as alterações nos níveis de ruído poderão gerar perturbações ao conforto ambiental aos moradores na área do entorno. Desta forma, como medidas mitigadoras de caráter temporário sugerem-se evitar realizar as obras em horário noturno, concentrando as atividades ruidosas, entre as 7 às 19 horas. Outra medida que deve ser adotada é o uso de protetores auriculares pelos trabalhadores durante a operação de equipamentos ruidosos. Na fase de operação, a fim de alcançar uma diminuição na intensidade de ruído gerada no empreendimento, sugerem-se as seguintes medidas: Estabelecer velocidade máxima de circulação no interior da CTVA; Priorizar a aquisição de equipamentos menos ruidosos; Implantar cortina vegetal no entorno do empreendimento; e Coibição do uso de buzina e aceleração desnecessária do motor. Medidas propostas para o desemprego devido os encerramentos das atividades Na fase de desativação do referido empreendimento haverá o desligamento de alguns funcionários devido não haver demandas de atividades para manter os colaboradores, porém recomenda-se que seja realizado com antecedência palestra de conscientização/ preraração para tal acontecimento como também poderá ser e incentivo a procura de novas oportunidades. 8 PROGRAMAS B SICOSÁ AMBIENTAIS 8 PROGRAMAS B SICOSÁ AMBIENTAIS 77 Mais do que uma obrigação administrativa o PBA, constitui um instrumento de regulação, orientação e conscientização da responsabilidade socioambiental de todos os colaboradores do empreendimento, sendo o diretor do empreendimento o agente gestor que deve está consciente do seu papel, adotando postura proativa que proporcione benefícios com respeito ao meio ambiente. O Plano Básico Ambiental destina-se a orientar e especificar as ações e obras que devem ser planejadas e realizadas para a minimização dos impactos negativos e otimização dos impactos positivos advindo com a implantação do referido empreendimento e suas atividades efetivas e/ou potencialmente impactantes. O Plano Básico Ambiental em epigrafe consiste do detalhamento dos planos e programas ambientais propostos no Termo de Referencia proposto pelo CPRH referente a implantação da CTVA. Esse conjunto de programas e planos ambientais se caracteriza como um instrumento de Gestão Ambiental visando garantir o cumprimento dos compromissos assumidos pelo empreendedor no que concerne à correta gestão ambiental, buscando atender à legislação ambiental vigente. Os Programas Ambientais são concebidos e instituídos a partir de um processo de agregação e de consolidação das medidas de proteção ambiental cujas respectivas adoções foram, então, definidas durante a realização dos Estudos de Impactos Ambientais - EIA. Assim, basicamente, os Programas Ambientais a serem detalhados no PBA serão os relacionados com o mesmo. O objetivo principal dos PBA’s é detalhar a implementação das medidas mitigadoras e compensatórias sugeridas nos Estudos de Impactos Ambientais e as demais exigências do órgão ambiental responsável, organizando-os em programas socioambientais e estabelecendo procedimentos técnicos e de boas práticas a serem adotadas para atendimento à legislação ambiental vigente, buscando atender as legislações ambientais vigentes, garantir segurança, saúde e tranquilidade para a população local, contribuir para que o empreendimento seja inserido no meio ambiente de forma sustentável e contribuir com a preservação ambiental da área. Vale ressaltar que diante das características encontradas na Área Diretamente Afetada embasados em levantamentos primários não foi necessário a elaboração de todos os programas descrito no Termo de Referencia. 8.1 Introdução 78 PROGRAMA FINALIDADE PRAZO RESPONSÁVEIS PELA EXECUÇÃO PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL Este Programa caracteriza-se por estabelecer rotinas e procedimentos para o componente ambiental relativo ao empreendimento CTVA no Município de Escada/ ,PE promovendo uma gestão eficiente e eficaz dos parâmetros ambientais visando desenvolver ações pertinentes ao compromisso de proteção e preservação do meio ambiente e contribuindo para desenvolver valores e atitudes coerentes com os preceitos de sustentabilidade socioambiental o qual tem ligação com todos os demais programas contemplados neste estudo. Este programa deverá ser instituído logo na fase inicial do empreendimento e contemplará os diversos cronogramas dos programas ambientais propostos e aprovados para execução. A responsabilidade pela execução deste programa será do empreendedor PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Este programa tem o intuito de aproximar a população do novo empreendimento que está sendo inserido na comunidade, fazendo com que a população obtenham conhecimentos das questões ambientais e das atividades a serem realizadas no empreendimento. Este plano também contribuirá para que a população em geral tenha consciência de que esta interferência é algo que traz impactos positivos para comunidade e a preservação e conservação é uma obrigação e um direito de todos. O Programa de Educação Ambiental deverá ser iniciado em conjunto com a implantação do empreendimento e permanecer ativo até que sejam cumpridas todas as metas ou a critério da CPRH. Deverá ter um prazo anual com um planejamento adequado aos dozes meses com suas metas distribuídas ao longo de todo o ano. A responsabilidade pela execução deste programa será do empreendedor PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Divulgara implantação do empreendimentoe suas principais atividades antes mesmo da realização da audiênciapublica e criar canal continuo entre empreendedore a comunidade do entorno tendo com ponto a/ as lideranças comunitárias; Este programa deverá ser inicializado no momento da elaboração do EIA/ RIMA e finalizado após a desativação da sendo revisado anualmente.CTVA A responsabilidade pela execução deste programa será do empreendedor PROGRAMA DE LEVANTAMENTO RECUPERAÇÃO DE PASSIVOS AMBIENTAISE A Avaliação de Passivos Ambientais é um instrumento que visa principalmente fornecer uma avaliação dos potenciais riscos de determinado empreendimento, relacionados a cumprimento da legislação ambiental vigentenaqueladata ou a quaisquer obrigações de fazer, de deixar de fazer, de indenizar, de compensar ou de assumir qualquer outro compromisso de caráter ambiental com impacto econômico sobre o negócio. O levantamento dos passivos ambientais e monitoramento dos mesmos deverão ser realizados após a execução das obras de implantação e após a operação da CTVA de 2 em 2 anos até a sua desativação. A execução deste programa é de inteira responsabilidade do empreendedor sob fiscalização do .CPRH Este plano deve ser entendido como um conjunto de procedimentos necessários à prevenção e/ou mitigação/ correção de impactos ambientais adversos e que garantem, portanto, a viabilidadeambiental do empreendimento.O mesmo será compostos dos seguintes subprogramas: - Subprograma de Prevenção, Controle e Monitoramento de Processos Erosivos - Subprograma de Gerenciamento Integrado de resíduos Sólidos - Subprograma de monitoramento de Ruídos e Vibrações - Subprograma de Capacitação da Mão-de-Obra - Subprograma de Segurança e Sinalização - Subprograma de Segurança, Meio Ambiente e Saúde do Trabalhador PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS O Programa de recuperação de áreas degradadas visa o fortalecimento das ações em prol de um ambiente mais equilibradona área de influência do empreendimento CTVA - PE. Pretende-se assim desenvolver medidas mitigadoras e/ou compensatórias, a fim de minimizar os impactos negativos gerados com a implantação e operação do empreendimento em epigrafe. Tais medidas são fundamentais, por reestruturar aspectos ambientais imprescindíveisao meio, como a recomposição das vegetações de mananciais e a formação de uma cultura ambiental, com a utilização da qualificação ambiental continuada para equipe técnica do empreendimento e da comunidade circunvizinha. O cronograma para início das atividades do Programa deve ser concomitante com a fase de implantação do empreendimento. A implantação deste programa é de inteira responsabilidade do empreendedor sob fiscalização do órgão ambiental competente. PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA SUPERFICIAL SUBTERRÂNEAS( E ) O Programa de Monitoramentoda Qualidade das Águas Superficiais e Subterrâneas tem caráter preventivoe permitirá monitorar a qualidade da água com o intuito de prevenir possíveis poluições e terá como objetivo principal assegurar a implementação de possíveis ações corretivas durante a fase de implantação do empreendimento. O Programa de monitoramento da qualidade da água e do nível do lençol freático deve propiciar condições para avaliação dos reais impactos associados à implantação do aterro. Este programa representa um aspecto muito importante, principalmente no que se refere a possibilitar um parâmetro de comparação da situação atual com a situação futura. O monitoramento do nível do lençol freático deverá ser implantado no início da implementação dos sistemas de drenos e persistir durante o período de vida útil, com frequências trimestrais, durante a fase de implantação e operação. Este programa é de inteira responsabilidade de implementação do Empreendedor e deverá ser fiscalizado pelo órgão ambiental competente, neste caso o .CPRH PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS PLANO DE AÇÃO DE EMERGÊNCIAE O Plano de emergência apresenta a sequência de procedimentos que devem ser seguidos em caso de acidentes, indicandoas medidas que minimizem ou restrinjam os possíveis efeitos danosos decorrentes. Este programa deve ter seu inicio no momento de execução das obras e prevalecer até a desativação da - .CTVA PE A execução deste programa é de inteira responsabilidade do Empreendedor. PROGRAMA DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL A implantação do empreendimento CTVA - PE apresenta mitigação para os impactos previstos e levantados no estudo de impacto ambiental. Desta forma, indicamos não um programa de compensação ambiental, mas a potencialização do reflorestamento das áreas de mata ciliar presentes na AID e a implantação da cortina de vegetação com espécies nativas da mata atlântica previstas na concepção do empreendimento que circundará toda a .ADA O início do processo deverá ser antes da fase de implantação do empreendimento. A execução deste programa é de inteira responsabilidade do Empreendedor sob fiscalização do órgão ambiental competente. PROGRAMAS BÁSICOS AMBIENTAIS PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL DA OBRA Este programa deverá ser inicializado no momento da elaboração do / e finalizado após aEIA RIMA desativação da sendo revisado anualmente.CTVA Esse programa terá seu inicio no momento de inicio das obras e será realizado periodicamente até a desativação do empreendimento. Quadro 13: Descrição dos Programas Básicos Ambientais 9 PROGN STICOÓ AMBIENTAL 9 PROGN STICOÓ AMBIENTAL 80 O prognóstico da qualidade ambiental compreende o conhecimento do empreendimento denominado de Central de Tratamento e Valorização Ambiental – CTVA/ PE e a caracterização da área de estudos com a realização do diagnostico ambiental dos meios físico, biótico e socioeconômico o qual foram feitas previsões dos possíveis impactos negativos e positivos devido a inserção do empreendimento na localidade. Conforme estabelecido no TR NAIA Nº 04/2014 – CPRH foram considerados dois cenários: � Cenário sem o empreendimento A área na qual se pretende a implantação da Central de Tratamento e Valorização Ambiental – CTVA/ PE é uma área que se caracteriza por ações antrópicas devido ser vizinha ao atual aterro sanitário da Cidade de Escada/ PE. Na localidade não foram identificadas fauna e flora raras ou ameaçadas de extinção até porque a paisagem local já esta modificada devido a plantação de cana-de-açucar. No que diz respeito aos cursos d’água existem apenas duas nascentes que forma um curso d’água o qual o projeto prevê a Área de Proteção Permanente conforme determina a lei. No que diz respeito ao meio socioeconômico a área da futura CTVA - PE encontra-se distante de núcleos urbanos. � Cenário com o empreendimento Com os resultados do diagnostico ambiental o qual contemplou os meios físicos, bióticos e socioeconômico observa-se que em termos de qualidade ambiental o cenário com o empreendimento proporcionará impactos negativos mas todos possíveis de serem minimizados e/ ou sanados, em contrapartida esse mesmo cenário acarretará impactos positivos que contribuirá para o desenvolvimento do local e geração de emprego e renda, como também a recuperação da floresta nativa, proteção dos cursos de água e nascente com a implantação da cortina verde o qual será Área de Proteção Permanente. 9.1 Introdução 10 CONCLUS ESÕ 10 CONCLUS ESÕ 82 Tendo em vista todos os aspectos avaliados e as atividades a serem desenvolvidas, podemos concluir que a implantação da Central de Tratamento e Valorização Ambiental – PE poderá trazer diversas modificações ao meio ambiente, como toda atividade transformadora, porém este empreendimento se devidamente monitorado do ponto de vista ambiental e social, trará incontestáveis benefícios para a Cidade de Escada e principalmente para às comunidades do entorno da área de abrangência do empreendimento em epígrafe. No que diz respeito aos aspectos do meio físico o único fator de impossibilidade de implantação do empreendimento é a existência das nascentes na Área Diretamente Afetada, porém o projeto já prever a proteção das mesmas com a plantação da cortina vegetal num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura conforme diretrizes do Código Florestal Brasileiro. Nos estudos dos demais fatores do meio físico conclui-se que não haverá impactos negativos que pudessem inviabilizar a implantação e/ou operação da CTVA-PE. No que diz respeito aos aspectos levantados e catalogados sobre a flora e a fauna presentes nas áreas de influência do empreendimento CTVA-PE, conclui-se que a implantação do empreendimento, terá um impacto de menor grau, nos ecossistemas aquáticos e terrestres. Devido ao fato dá região se apresentar em estado avançado de degradação, a fitofisionomia demonstrou que tanto a ADA quanto a AID estão inseridas em áreas degradadas, constituídas em sua totalidade em cultivos de cana-de-açúcar. As espécies da fauna encontradas neste estudo são consideradas bastante comuns, generalistas e adaptam-se bem aos ambientes alterados. De acordo com a IUCN, atualmente nenhuma das espécies encontradas no local possuem algum grau de ameaça de extinção aparente. O número de espécies de mamíferos encontrados no levantamento direto nas áreas foi baixo quando comparado aos dados secundários. Isso é facilmente explicado devido à área estar bastante urbanizada, perturbada e degradada. Evidencia-se que todas as espécies registradas são bem adaptadas a modificações ambientais. O elevado número de espécimes de timbus ressaltaainda mais o grau de perturbação no qual a área já se encontrava. O rato de telhado, animal também encontrado no local, é um perigo para a saúde pública, visto que está associado a doenças perigosas. Diante destes resultados podemos afirmar que a área não tem uma grande diversidade de mamíferos. Os resultados nos levam a concluir que não haverá uma alteração real na riqueza e abundância das espécies, pois a área além de estar bastante comprometida, quase não tem mais nenhum fragmento de Mata Atlântica fechada, e sim pequenos resquícios, com predominância da monocultura da cana de açúcar, entremeada por vegetação arbustiva e pequenas propriedades com árvores frutíferas. As áreas de influência do empreendimento foram caracterizadas, principalmente, pela presença de diversas espécies exóticas, ausência de mata ciliar ao longo dos cursos d’água e baixa diversidade de táxons em geral. Esses fatores denotam marcante pressão antrópica no ambiente estudado. Resguardadas as devidas medidas de isolamento e impermeabilização, a implantação do empreendimento em questão terá pouco impacto direto sobre as comunidades aquáticas e terrestres. No que diz respeito aos aspectos socioeconômicos a implantação da CTVA – PE compreende uma alternativa estruturada e eficiente de forma sustentável com os aspectos socioeconômicos, numa área já antropizada, buscando garantir a participação da população local na implantação e operação do empreendimento. A iniciativa de implantação deste projeto pode ser considerada uma solução socioambiental o qual buscará abrir um canal de comunicação com os atores sociais 83 e comunidade local proporcionando a mesma uma oportunidade de melhoria social com geração de emprego e renda como também de conhecimento nas temáticas ambientais. Portanto de uma forma geral na análise ambiental não foram identificados nenhum fator dos meios físico, biótico ou socioeconômico que conflite com o empreendimento ao ponto de inviabilizá-lo ou modificá-lo, porém, os princípios, conceitos, ações de sustentabilidade estabelecidos pelo projeto em epigrafe traduzem a medida mitigadora mais adequada à recuperação socioambiental dessa região da cidade. Os resultados da avaliação dos impactos ambientais demonstram que o Projeto da Central de Tratamento e Valorização Ambiental/ PE é um empreendimento ambientalmente viável considerando as suas especificações técnicas, as características do meio circundante e o conjunto de medidas propostas para prevenir e/ou mitigar os efeitos indesejáveis na área de intervenção. Vale ressaltar que o projeto seguirá as leis e normas ambientais vigentes. EMPRESAS CONSULTORAS51 Figura 32: Engenho Jundiá........................................................................................................... 51 Figura 33: Esquema da disposição das mudas de árvores na cortina vegetal a ser implantada nos limites da área do empreendimento .............................................................................................. 72 EQUIPE MULTIDICIPLINAR 1 APRESENTA OÇà 1 APRESENTA OÇà 09 Este documento apresenta o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) referente à implantação do empreendimento denominado Central de Tratamento e Valoração Ambiental - CTVA a ser implantado no município de Escada no Estado de Pernambuco e subsidiará na análise da viabilidade ambiental do referido empreendimento ou de suas atividades considerada potencial ou efetivamente causador de significativa degradação do meio ambiente, buscando atender as legislações ambiental em vigência, de maneira a auxiliar o órgão ambiental responsável, neste caso, CPRH, na concessão da Licença Prévia (LP). As intervenções serão realizadas no município de Escada/ PE, numa área de aproximadamente 37 hectares, cujo principal acesso é realizado por meio das rodovias BR-101 e PE-51. O CTVA Pernambuco será uma unidade projetada para o atendimento da indústria local, ou seja, os resíduos recebidos na unidade serão Resíduos Classe I, Classe IIA e Classe IIB. Para isso as normas a serem seguidas são ABNT NBR 10.157 (Aterros de resíduos perigosos - critérios para projeto, construção e operação) e a ABNT NBR 13.896 (Aterros de resíduos não perigosos - Critérios para projeto implantação e operação). Porém tais ações poderão agredir o meio ambiente, fato que justifica um estudo ambiental, este, visando garantir ou mesmos ampliar a sustentabilidade da área. A ausência de estudos ambientais antes de qualquer intervenção no meio ambiente contribui para um processo de degradação do mesmo, portanto é de fundamental importância à realização dos estudos ambientais para a identificação dos impactos tantos negativos quanto positivos que as mesmas proporcionarão. Para este caso, serão levantados dados primários e secundários com o intuito de analisar a viabilidade ambiental e o nível de degradação e impactos, sejam negativos ou positivos das intervenções a serem realizadas na área. Para a elaboração deste RIMA foram realizadas as seguintes etapas: � Visita a campo para coleta de dados, que deram subsídios para a elaboração do diagnóstico, onde constarão as características do empreendimento e a situação do meio ambiente no que correspondem ao meio: físico, biológico e socioeconômico; � No que corresponde ao prognóstico, será caracterizada com base nos dados coletados e estudos realizados em campo, a situação futura do local, com e sem o empreendimento; e � E por fim o levantamento dos impactos ambientais propriamente ditos, além das medidas necessárias à mitigação das futuras intervenções. O Relatório de Impacto Ambiental visa esclarecer todos os fatores significativos que abrangem o meio ambiente local e tem como objetivo apoiar o empreendimento, no aspecto ambiental, em uma aprovação mais rápida, provando sua conformidade legal para o início de implantação mais breve do empreendimento. Este RIMA contribuirá para que o empreendimento seja inserido no meio ambiente de forma sustentável. O trabalho está orientado de acordo com o Termo de Referência Nº 04/2014 expedidos no dia 05 de maio de 2014 pela Agência Estadual de Meio Ambiente do Estado de Pernambuco – CPRH, cujo processo é Nº 007131/2013, como também seguirá as diretrizes das normas da ABNT para implantação de aterro industrial e demais normas ambientais vigentes. 2 DADOS B SICOSÁ 2 DADOS B SICOSÁ 11 1.1. Identificação do Empreendimento, do Proponente, da Empresa Consultora e da Equipe Técnica: � Identificação do Empreendimento Central de Tratamento e Valoração Ambiental - CTVA � Identificação e Qualificação do Proponente Nome da Empresa: Via Ambiental Engenharia e Serviços S/A CNPJ: 09.558.134/0001-05 CREA: PE 012830 CTF: 3902874 Site: www.viaeng.com Representante Legal: Laudenor Pereira Filho Endereço: Estrada das Ubaias, número 20, sala 704 CEP: 50.070-013 Fones/ Fax.: 81-33251604 Profissionais para contatos: Romero Leão – Diretor Presidente Email: romero@viaeng.com � Identificação das Empresas Consultoras Nome: ATP Engenharia Ltda CTF: 42105 Endereço: Rua Alfredo Fernandes, 115 - Casa Forte, Recife - PE, CEP: 52060-320 Fone: (81) 3878-4000/ (81) 3878-4065 Site: www.atp.eng.br Representante Legal: José Theodózio Netto Profissionais para contatos: Rosangela Monteiro Gomes Email: rosangela.monteiro@atp.eng.br CTF: 5418042 Edwilson Medeiros dos Santos Email: edwilson.santos@atp.eng.br CTF: 5511572 Nome: Omni do Brasil Empreendimento Tecnológicos LTDA CTF: 4887263 Endereço: Rua Dr. Eneas de Lucena, 265, APT 2801 – Rosarinho – Recife. CEP: 52.041- 090 12 Fone: (81) 3325-3494 Site: Representante Legal: Pedro Alexandre de Siqueira Gomes Profissionais para contatos: Pedro Alexandre Email: pedro@omnidobrasil.com.br CTF: 4887397 Nome: LEVALU SOLUÇÕES AMBIENTAIS Endereço: Rua do sossego, 298 50050/080 Boa Vista Recife /PE Fone: 81-92087698 Representante Legal: Leonardo Lopes de Azeredo Vieira Profissional para Contato: Patrícia Maria da Silva Caldas Email: patimary@gmail.com CTF: 2427209 Nome: ANGEA Consultores ltda Endereço: Rua arquiteto jose Geraldo de Castro Paes, 98, Pau Amarelo, Paulista/ PE Fone: 81 34263458 Site: www.engeaambiental.com Email: contato@engeaambiental.com CTF: 20.004 Nome: ECO AMBIENTAL COLETA DE RESÍDUOS LTDA - EPP CTF: 6107244 Endereço: Rua do Sossego, 298, cx postal 88, CEP: 50050-080 Fone: (81) 9962-7669 Site: www.ecoambientalresiduos.com.br Representante Legal: Lya Nadja Assef Profissionais para contatos: Lya Nadja Assef Email: lya.assef@ecoambientalresiduos.com.br CTF: 5228236 3 DESCRI O DOÇà EMPREENDIMENTO 3 DESCRI O DOÇà EMPREENDIMENTO 14 3.1. INFORMAÇÕES TÉCNICAS, ALTERNATIVAS TECNOLOGICAS E LOCACIONAIS O empreendimento em questão é uma Central de Tratamento e Valorização Ambiental para o recebimento de Resíduos Sólidos Industriais (Classe I e II) a qual ficará localizada na Fazenda Santa Cristana na Cidade de Escada/ PE. A mesma será composta por diferentes atividades, que atendem diversas tecnologias, além das células para resíduos industriais. � Entre as atividades estão: � Controle de Fluxo, Laboratório e Balanças � Armazenamento Temporário de Resíduos � Seleção / segregação � Isolamento, sinalização e controle da operação � Reciclagem � Unidade de recepção e blendagem � Estrutura de Apoio � Unidade de Educação Ambiental � Área recreativa � Estrutura de apoio administrativo � Viveiro de mudas. � Descrição técnica do Aterro de Resíduos Industriais Classes I e II O aterro é uma forma de disposição de resíduos no solo que, fundamentada em critérios de engenharia e normas operacionais específicas, garante um confinamento seguro em termos de poluição ambiental e proteção à saúde pública. A disposição indiscriminada de resíduos no solo pode causar poluição de ar, pela exalação de odores, fumaça, gases tóxicos ou materiais particulados; poluição das águas superficiais pelo escoamento de líquidos percolados ou carreamento de resíduos pela ação das águas de chuva e poluição do solo e das águas subterrâneas pela infiltração de líquidos percolados. Estes problemas são eliminados em um aterro pelo atendimento das seguintes medidas de proteção ambiental: � localização adequada; � elaboração de projeto criterioso; � implantação de infra-estrutura de apoio; � implantação de obras de controle da poluição e � adoção de regras operacionais específicas Desta forma o Empreendimento proposto tem a função de evitar a contaminação do subsolo e aqüíferos adjacentes pela migração do percolado e/ou de gases. O sistema de impermeabilização é constituído por: 15 Célula Classe I: �camada de 0,5 m de argila compactada, �geocomposto bentonítico, �geomembrana de 1,5 mm, �geossintético drenante (nos taludes) ouareia fina(na base), �geomenbrana de 2,0 mm, �geotêxtil de proteção. Célula Classe II: � camada de 0,5 m de argila compactada, � geocomposto bentonítico, � geomembrana de 2,0 mm, � geotêxtil de proteção. Como tecnologias complementares da CTVA estão previstos no projeto a instalação de galpões para blandagem de resíduos e estação de tratamento de efluentes (ETE) que tratará os efluentes da unidade e da indústria. A Unidade de Tratamento de Efluente inicialmente tratará os efluentes gerados na CTVA e posteriormente, poderá tratar efluentes da indústria. A ETE prevista será modular, podendo ter aumento de sua capacidade com a aquisição de mais módulos. Na área da CTVA está projetada a recuperação de vegetação da drenagem existente: um raio de 50 m da nascente e a distância de 10 m para ambos os lados do curso d’água existente dentro da área de implantação. O projeto também prevê uma cortina vegetal de 15 m a partir do limite do terreno no entorno da área. � Elementos Básicos do Projeto Os elementos básicos do projeto são: �Sistema de Impermeabilização Inferior �Sistema de Drenagem Testemunho �Sistema de Drenagem dos Líquidos Percolados �Sistema de Tratamento dos Líquidos Percolados �Sistema de Drenagem de Águas Pluviais �Cobertura das Células classe I sobre Rodas � Impermeabilização Superior �Área Não Edificada e Cortina Vegetal 16 3.2. OBJETIVO E JUSTIFICAVA DO EMPREENDIMENTO A Central de Tratamento e Valorização Ambiental – CTVA PE, tem como objetivo principal a valorização, o tratamento e disposição final adequada dos resíduos sólidos industriais perigosos e não perigosos (classe I e II respectivamente) gerados pelo setor industrial. A necessidade de implantação da CTVA Pernambuco é decorrente principalmente da situação atual do gerenciamento dos resíduos industriais na região, que aponta para a necessidade de maior oferta de centrais de processamento e disposição final de resíduos sólidos industriais. Tanto do ponto de vista econômico como ambiental, considerando-se como a solução mais adequada à implantação de um sistema que integre a valorização, o tratamento e a disposição final de resíduos, com o emprego de tecnologias adequadas e modernas. No contexto atual a CTVA se apresenta como uma das opções economicamente viáveis e ambientalmente adequadas para a gestão de resíduos sólidos industriais tanto no Município de Escada devido o desenvolvimento do ECOPOLO quanto no Estado de Pernambuco com o acelerado crescimento do Polo Industrial de SUAPE. A implantação da CTVA contribuirá com a redução dos impactos ambientais negativos causado pelo transporte em longas distâncias e otimização dos impactos positivos no que diz respeito ao aumento de emprego, e aumento dos trabalhos de conscientização ambiental através de programas socioambientais que serão realizados na Cidade de Escada/ PE. Vale ressaltar que a implantação da CTVA auxiliará as industrias no atendimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS. A implantação da Central de Tecnologia e Valoração Ambiental – CTVA é algo importantíssimo pelo fato de ter em seu projeto um eficiente gerenciamento dos resíduos industriais, disponibilizando diversas tecnologias as quais tem o intuito de proporcionar segurança ambiental. Neste, caso, o CTVA será construídos com tecnologia de última geração de impermeabilização de solos, adotam a técnica de confinamento total de resíduos, possuem drenagem e tratamento de efluentes líquidos e gasosos e são continuamente monitorados para a máxima segurança ambiental. A aplicação de aterro para a disposição final de resíduos é um método seguro, eficiente e com melhor custo para disposição final de resíduos classes I e II. 17 3.3. Área de Abrangência do Empreendimento O município de Escada situa-se na Microrregião da Mata Meridional Pernambucana, na vizinhança do sul Metropolitano, foi criado no dia 19 de abril de 1854 pela Lei Provincial nº 326. Limita-se ao norte com os municípios do Cabo de Santo Agostinho e Vitória de Santo Antão, ao sul com Sirinhaém e Ribeirão, a leste com Ipojuca e a oeste com o município de Primavera. A área de implantação da Central de Tratamento e Valoração Ambiental está localizada na região de desenvolvimento Mata Sul do estado de Pernambuco caracterizada como Mata Atlântica. Esta região é de predominância da monocultura da cana-de-açúcar em engenhos existentes a séculos e que ao longo dos anos descaracterizaram o bioma existente gerando a fragmentação de habitats e causando redução na biodiversidade local. O empreendimento em epigrafe está situado na bacia hidrográfica do Rio Ipojuca e segundo dados do CPRH essa bacia está totalmente localizada em território pernambucano, situando-se A área de implantação do Centro de Tratamento e Valoração Ambiental está localizado na região de desenvolvimento Mata Sul do estado de Pernambuco caracterizada como Mata Atlântica. Esta região é de predominância da monocultura da cana-de-açúcar em engenhos existentes a séculos e que ao longo dos anos descaracterizaram o bioma existente gerando a fragmentação de habitats e causando redução na biodiversidade local. O empreendimento em epigrafe está situado na bacia hidrográfica do Rio Ipojuca e segundo dados do CPRH essa bacia está totalmente localizada em território pernambucano, situando-se entre os paralelos 8º 09’ 50” e 8º 40’ 20” de latitude sul, e os meridianos 34º 57’ 52” e 37º 02’ 48” de longitude a oeste de Greenwich. Devido à sua conformação alongada no sentido oeste-leste, essa bacia tem uma posição estratégica no espaço estadual, servindo de grande calha hídrica de ligação entre a Região Metropolitana do Recife (RMR) e a região do Sertão do Estado, o qual será apresentado no decorrer do relatório. O principal acesso a área do futuro empreendimento se da pela BR-101 e pela PE-051. A área limita-se ao norte com o aterro sanitário da Cidade de Escada/ PE, ao sul, leste e oeste com o Engenho Canto Escuro. Como pode ser observado na figura logo abaixo. Figura 1: Localização do CTVA 18 19 3.4. Prazo de Implantação e Conclusão do Empreendimento Segue abaixo o cronograma de implantação do Empreendimento em estudo. Quadro 3: Cronograma de Implantação do Empreendimento O empreendimento está sendo projetado para ter vida útil de 20 anos. Porém vale ressaltar que todas as atividades realizadas na área serão monitoradas periodicamente com o intuito de evitar possíveis acidentes ambientais. Como sugestão inicial o ideal é que a localidade após a desativação seja coberta por vegetação. 3.5. Custo Total dos investimentos previstos para o Empreendimento O custo total previsto para a implantação da Central de Tratamento e Valorização Ambiental de Pernambuco são de 13 milhões. 3.6. Interfaces do Empreendimento com as politicas setoriais, planos e programas governamentais em desenvolvimento ou em implantação Nestes estudos foi analisado a compatibilidade do referido empreendimento com projetos, planos e programas governamentais, legalmente definidos, propostos e em implantação em sua área de influência, foi levando em consideração o Plano Pernambuco 2035, Plano Estratégico de Desenvolvimento de Longo Prazo para o Estado de Pernambuco. A seguir no quadro 4 estão descritos sucintamente os programas e projetos governamentais planejados que poderão afetar a gestão de resíduos industriais ou que dizem respeito à área do entorno do empreendimento. 20 ÂMBITO PROGRAMA E PROJETOS CARACTERIZAÇÃO Estadual Plano Pernambuco 2035 É um plano estratégico indicativo que está sendo feito de forma participativa, numa parceria entre o Governo e a Sociedade civil. Um dos pontos principal desse plano no que diz respeito a temática ambiental é chamar a atenção para a questão da escassez e a poluição dos cursos d’água do Estado de Pernambuco, pois o plano relata que segundo a Agência Nacional das Águas – ANA, o Estado de Pernambuco é o que apresenta a situação mais crítica quanto à oferta e reservas de água, poluídas e degradadas por diferentes fontes: agricultura (fertilizantes, pesticidas);geração de eletricidade (calor, biocidas); metalurgia (íons metálicos); química e eletrônica (disposição de resíduos, efluentes diversos, solventes); urbano (efluentes domésticos, detergentes, esgoto, óleos); resíduos sólidos (lixívia, chorume, microorganismos); transporte (combustível, e resíduos do trânsito). Estadual Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Pernambuco Este Plano está pautado em um conjunto de diretrizes traduzidas na integração das políticas ambientais, com as demais políticas setoriais de governo, setor produtivo e sociedade civil, procurando agregar transparência e efetividade ao processo, conferindo-lhe legitimidade, além da implementação de ações do governo compartilhadas entre o poder público e os demais setores da sociedade. Visando: Planejamento Ambiental de Pernambuco e o gerenciamento dos Resíduos Sólidos Industriais. Municipal Projeto Recicla PE O objetivo é proporcionar a execução de ações ambientais de coleta seletiva e estímulo à redução, à reutilização e à reciclagem de resíduos sólidos; a compostagem da matéria orgânica; logística reversa; ações sociais de inclusão socioeconômica dos catadores de materiais recicláveis a partir da sua organização em cooperativas; e estímulo à formação de consórcios públicos, de forma a melhorar a qualidade dos serviços de limpeza urbana nos municípios e a vida dos habitantes destes municípios. Ecopolo O novo condomínio de empresas, com foco na reciclagem e recuperação energética de resíduos sólidos. Quadro 4: Programas/ projetos existentes 21 3.7. Conformidade Legal do Empreendimento O empreendimento buscou está em conformidades com as legislações ambientais vigentes as quais estão relacionadas abaixo. BRASIL, Decreto nº 50.877/1961 Dispõe sobre o lançamento de resíduos líquidos, sólidos ou gasosos, domiciliares ou industriais às águas que impliquem na poluição das águas receptoras. BRASIL, Decreto nº 4.136/2002. Dispõe sobre as sanções aplicáveis às infrações e às regras de prevenção a lançamento de óleo e substâncias nocivas em águas nacionais. BRASIL, Lei nº 9.605/1998. Dispõe sobre as sansões penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. BRASIL, Lei nº 9985/2005. Dispõe sobre as Unidades de Conservação. BRASIL, Lei nº 6.766/1997. Dispõe sobre o parcelamento do solo urbano. BRASIL, Lei nº 9433/1997. Dispõe sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos; BRASIL, Lei nº 9.966/2000. Dispõe sobre a prevenção, controle e fiscalização causada por lançamento de óleo e substâncias nocivas em águas nacionais. BRASIL, Lei nº 6938/1981. Dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências Nacional da Política Ambiental. BRASIL, Lei nº 3824/1960. Torna obrigatório a destoca e consequente limpeza das bacias hidrográficas dos açudes, represas e lagos artificiais. BRASIL, Lei nº 11.428/2006. Dispõe sobre a implantação de novos empreendimentos que impliquem o corte ou a supressão da vegetação do Bioma Mata Atlântica. BRASIL, Lei nº 5197/67. Dispõe sobre a proteção à fauna e dá outras providências. BRASIL, Lei Complementar nº 140/2011. Fixa normas, nos termos dos incisos III, VI e VII do caput e do parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal, para a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas, da fauna e da Flora; e altera a Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981. BRASIL, Lei nº 12.305/2010. Instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. BRASIL, Lei nº 10.233/2001. Trata do transporte de produtos perigosos. 22 BRASIL, Lei nº 3.924/1961. Dispõe sobre a proteção ao Patrimônio Histórico Cultural. BRASIL. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 11ª ed. Editora Saraiva, São Paulo, 168p. PERNAMBUCO, Decreto nº 20.423/1998. Regulamenta a Lei nº 11.427/97 e dá outras providências. PERNAMBUCO, Decreto nº 7.269/1980. Regulamenta a Lei nº 8.361/1990 que dispõe sobre o sistema estadual de atividades potencialmente poluidoras. PERNAMBUCO, Decreto nº 4340/2002. Regulamenta artigos da Lei 9985/2000, que Dispõe Sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, e dá outras providências. PERNAMBUCO, Lei nº 9.860/1986. Dispõe sobre o uso dos recursos hídricos para fins industriais. PERNAMBUCO, Lei nº 12.984/2005. Dispõe que todos os poços a serem perfurados e utilizados para captação de água na RMR deverão se submeter a outorgas da Agência Pernambucana de Águas e Climas. PERNAMBUCO, Lei nº 12.789/2005. Dispõe sobre ruídos urbanos, poluição sonora e proteção do bem-estar e do sossego público. PERNAMBUCO, Lei nº 11206/1995. Dispõe sobre a Política Florestal no Estado. PERNAMBUCO, Lei nº 9860/1986. Dispõe sobre a área de proteção dos mananciais. PERNAMBUCO, Lei nº 9.931/1986. Dispõe sobre as Áreas de Proteção Ambiental – APA. PERNAMBUCO, Lei nº 9.989/1987. Dispõe sobre as Reservas Ecológicas da Região Metropolitana do Recife. PERNAMBUCO, Lei 13.287/2007. Dispõe sobre o plantio, o manejo e as vedações de uso exploratório mercantilistas da flora oriunda do bioma Mata Atlântica e dos Manguezais, no Estado de Pernambuco. PERNAMBUCO, Lei nº 14.249/2010. Dispõe sobre licenciamento ambiental, infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, e dá outras providências. PERNAMBUCO, Lei nº 14.549/2011. Altera a Lei 14.249 que dispõe sobre licenciamento ambiental, infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, e dá outras providências. PERNAMBUCO. Lei nº 14.236/2010. Dispõe sobre o Plano Estadual de Resíduos Sólidos. PERNAMBUCO. Resolução Consema – n º 04/2010. Estabelece metodologia de gradação de impactos ambientais e procedimentos para fixação e aplicação da compensação ambiental. 23 Portaria nº 230/2002 - IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Dispõe sobre os procedimentos para a obtenção das licenças ambientais das pesquisas arqueológicas no país. Portaria nº 07/1988 – IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Dispõe sobre a fiscalização das atividades que envolvam bens de interesse arqueológico e pré-histórico. Portaria IBAMA nº 348/1990. Dispõe sobre os padrões de qualidade do ar e concentrações e poluentes atmosféricos. 4 ÁREAS AFETADAS 4 ÁREAS AFETADAS 25 As áreas de influência de um determinado empreendimento abrangem os espaços geográficos afetados direta ou indiretamente pelas alterações ambientais decorrentes da implantação do empreendimento, tanto na fase de instalação como de operação. Esses espaços abrangem distintamente os meios físico, biótico e socioeconômico. As áreas de influências do empreendimento foram classificadas em três níveis: Área de Influência Indireta (AII), Área de Influência Direta (AID) e Área Diretamente Afetada (ADA). Estas áreas foram consideradas através da observação dos seguintes aspectos: � Área de Influência Indireta (AII): Aquela onde os aspectos provenientes da implantação e operação do empreendimento se fazem sentir de maneira indireta e com menor intensidade em relação à área de influencia direta; � Área de Influência Direta (AID): Aquela sujeita aos impactos diretos provenientes da implantação e operação do empreendimento; � Área Diretamente Afetada (ADA): Aquela onde ocorrem as intervenções relacionadas ao empreendimento, incluindo as áreas de apoio como canteiros de obras, acessos, áreas de empréstimo e áreas de deposito temporário, entre outras. No que diz respeito ás áreas de influência referente a implantação da Central de Tratamento e Valorização Ambiental – PE foi levado em consideração alguns fatores, como: �Para a delimitação da Área Diretamente Afetada – ADA levou em consideração a delimitação da área de abrangência do empreendimento em epigrafe. �Para a delimitação da Área de Influência Diretamente– AID levou em consideração a delimitação da microbacia onde o empreendimento está inserido, sendo baseada nas características do empreendimento em conjunto com a diversidade e especificidade dos ambientes afetados resultantes das atividades associadas à implantação e operação do empreendimento. �Já para a delimitação da Área de Influência Indireta - AII, para as analises do meio físico e meio biótico foi dado um buffer de 800m através do software QUANTUMGIS a partir da borda de delimitação da AID, pois está região receberá impactos indiretos e secundários devido a implantação e operação do empreendimento. �E para Área de Influência Indireta – AII do meio socioeconômico, foram estabelecidos os municípios fronteiriços ao município de Escada: Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Primavera, Ribeirão, Sirinhaém e Vitória de Santo Antão. A escolha desses municípios se deu pela questão logística no fornecimento de mão de obra e na disponibilidade de potenciais geradores de Resíduo Classe I. Cabe destacar que a AII abrange o território de Complexo Industrial de SUAPE. A delimitação das áreas de influências para o meio socioeconômico pode ser observado nas figuras 02 e 03. 26 Figura 2: Área de influencia para o meio fisico e biotico 27 Figura 3: Área de influência do meio socieconomico 5 CARACTER STICASÍ AMBIENTAIS 5 CARACTER STICASÍ AMBIENTAIS 29 5.1. INTRODUÇÃO A Caracterização Ambiental apresentada neste capítulo pretende reproduzir os aspectos dos meios físico, biótico e antrópico, objetivando situar o empreendimento no contexto local, subsidiando a avaliação dos impactos ambientais e as possíveis medidas corretivas dos problemas ambientais a serem gerados com a implantação do empreendimento. 5.2 Meio Físico 5.2.1 Clima A região estudada apresenta característica climática do tipo tropical chuvoso, definido pelo verão seco, situado numa região de transição entre os tipos climáticos Ams’ e As’, da classificação de Köppen (quente e úmido com taxa de precipitação superando a de evaporação). O período das chuvas situa-se entre os meses de março a agosto (outono inverno), sendo os meses mais úmidos os que vão de maio a agosto. Dentro deste período a precipitação pluviométrica oscila entre 140 e 270 mm mensais, com média anual variando entre 1.500 e 2.000mm anuais. A temperatura média anual é de 25,5 °C, com média anual máxima de 29,10 °C e média anual mínima de 21,9 °C, como pode ser observado no gráfico 01. Gráfico 1: Temperaturas Fonte: Adaptado da APAC, 2014 5.2.2 Geologia O município de Escada encontra-se inserido, geologicamente, na Província Borborema, sendo constituído pelos litotipos do Complexo Belém do São Francisco, das Suítes Intrusiva Leucocrática Peraluminosa e Calcialcalina de Médio a Alto Potássio Itaporanga, e de Granitóides indiscriminados, já devidamente caracterizados quando da descrição da Geologia. Os sedimentos quartenários são encontrados nas margens do rio Ipojuca e afluentes, como depósitos de origem fluvial, constituídos por areias, limos, siltes e argilas das planícies de inundação. Nas figuras de 04 a 06 pode ser observado alguns exemplos de afloramento de rochas nas áreas de influência do empreendimento. Afloramento na ADA Fonte: EQUIPE OMNI Afloramento na AID Fonte: EQUIPE OMNI Afloramento na AII Fonte: EQUIPE OMNI 30 A 07 ilustra o mapa geológico do Município de Escada, com as respectivas ÁreasFigura de Influência do empreendimento. Figura 4: Figura 5: Figura 6: 31 Figura 7: Mapa geológico do município de escada fonte: , 2010CPRM 32 5.2.3 Geomorfologia/ Geotécnia O relevo do município de Escada faz parte da unidade das Superfícies Retrabalhadas que é formada por áreas que têm sofrido retrabalhamento intenso, com relevo bastante dissecado e vales profundos. Na região litorânea de Pernambuco e Alagoas, é formada pelo “mar de morros” que antecedem a Chapada da Borborema(CPRM, 2005). A área do empreendimento está isenta de problemas geotécnicos relacionados com instabilidade de encostas. Nas vistorias de campo, não foi observado nenhum fenômeno significativo relacionado à instabilidade ou erosão do terreno. As figuras de 08 a 10 mostram a características do relevo das áreas de influência dos empreendimento. Relevo da AII Fonte: EQUIPE OMNI Relevo da AID Fonte: EQUIPE OMNI Relevo da ADA Fonte: EQUIPE OMNI Figura 10: Figura 09:Figura 08: 33 5.2.4 Solos Os solos na região são reflexos do intemperismo nas rochas cristalinas. Essas rochas do embasamento tiveram sua camada superficial modificada pela ação geológica das águas e formaram os solos ao longo de milhares de anos. Caracterizam-se por uma textura argilosa e profundidade média, cerca de dois metros, por causa do tipo de rocha original. Na região destacam-se os seguintes tipos de solos. Cerca de 40% da AII, repousa sobre uma associação de classe denominada de Latossolos amarelo + Podzólicos amarelo e vermelho-amarelo ambos distrófico + Gleissolo e Cambissolo gleico distrófico; 15% repousa sobre uma associação de classe denominada Podzólico vermelho- amarelo distrófico+ Podzólico vermelho escuro distrófico e eutrófico; 15% repousa sobre uma associação de classe denominada Gleissolo + Cambissolo, ambos distrófico + Solos Aluviais distrófico e eutrófico + Pdzólicos amarelo e acinzentado distrófico; 10% repousa sobre uma associação de classe denominada Podzólico vermelho-amarelo + Podzólico amarelo ambos Al e distrófico + Podzólico vermelho escuro distrófico e eutrófico, 10% repousa sobre uma associação de solos denominada Podzólico amarelo + Podzólico acinzentado ambos distrófico+ Gleissolo distrófico. Os tipos de solos podem ser observados nas figuras de 11 a 13. � Latossolos amarelos Os Latossolos Amarelo são solos desenvolvidos principalmente de sedimentos do Grupo Barreiras, que constitui a faixa sedimentar costeira paralela ao litoral. Podem também ser desenvolvidos pelo intemperismo de rochas cristalinas ou sob influência destas, como é o caso da área em questão. Latossolos Amarelo Fonte: EQUIPE OMNI � Os podzólicos vermelho/amarelo São solos, em geral, fortemente ácidos e de baixa fertilidade natural, apresentando perfis bem diferenciados, com sequência de horizontes A, Bt e C, e com horizonte Bt, frequentemente, mostrando, nas superfícies dos elementos estruturais, película de materiais coloidais (cerosidade). São solos de textura arenosa, média ou, mais raramente, argilosa. Figura 11: 34 Podzólicos Vermelho - Limite AII/AID Coordenadas: Lat 8º 22’ 59” S, Long 35º 14’ 57” W, Alt 124,2m Fonte: EQUIPE OMNI � Gleissolos Caracterizam-se pela forte gleização, em decorrência do regime de umidade redutor, virtualmente livre de oxigênio dissolvido, em razão da saturação por água durante todo o ano, ou pelo menos por um longo período, associado à demanda de oxigênio pela atividade biológica. Gleissolo na AII Coordenadas: Lat 8º 21’ 55” S, Long 35º 14’ 13” W, Alt 106,2m Fonte: EQUIPE OMNI Figura 13: Figura 12: 35 5.2.5 Recursos Hídricos A área deste estudo está inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, esta bacia encontra-se totalmente localizada em território pernambucano, situa-se entre os paralelos 8º09’50” e 8º40’20” de latitude sul, e os meridianos 34º57’52” e 37º02’48” de longitude a oeste de Greenwich. Devido à área recoberta no sentido oeste-leste, a bacia tem uma posição estratégica no espaço estadual, servindo de grande calha hídrica de ligação entre a Região Metropolitana do Recife (RMR) e a região do Sertão do Estado. O Município de Escada/ PE possui uma área total de 350,3 km², onde 203,73 km² pertencem a área da bacia, o que equivale a um percentual de 58,16% da área total do município contido na bacia. A bacia limita-se ao norte, com a bacia hidrográfica do rio Capibaribe, ao sul com as bacias hidrográficas dos rios Una e Sirinhaém, a leste com o segundo e terceiro grupos de bacias hidrográficas de pequenos rios litorâneos e o oceano Atlântico e a oeste com as bacias hidrográficas dos rios Ipanema e Moxotó e o Estado da Paraíba. A figura14 ilustra a hidrografia da área de influência do empreendimento. . 36 Figura 14: Mapa Hidrográfico das Áreas de Influência do Empreendimento Fonte: essencis, 2014 37 Rede de Drenagem das Áreas de Influência Na Área Diretamente Afetada não existe corpo hídrico superficial inserido. Foram observados dois riachos tributários cortando a AID, não existindo localmente mananciais de abastecimento público. No entanto, próximo à comunidade do Engenho Casa Grande existe um poço amazonas (figura 29) com profundidade de 5,5m, diâmetro de 1,5m e vazão de 1,0m³/h, utilizado pela população local para usos diversos. Existem também na AID (02) duas fontes catalogadas com dados de coordenadas: 8º 23’ 21” 35º 14” 29” S e 8º 23’ 34” S, 35º 14’ 32” W, figuras 15 e 16 respectivamente. AID- drenagem secundária EQUIPE OMNI AID - drenagem secundária EQUIPE OMNI Figura 15: Figura 16: 38 Figura 17: Mapa hidrográfico do rio Ipojuca. Fonte: Fidem, 2005 39 Na AII encontra-se inserida na área da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, especificamente no seu baixo curso. Na figura18 pode ser observado o Rio Ipojuca. 5.2.6 Qualidade do Ar Para a realização do monitoramento da qualidade do ar no entorno da futura área da CTVA foram instalados equipamentos para medição dos seguintes parâmetros: � Dióxido de Nitrogênio (NO2); � Dióxido de Enxofre (SO2). � Hidrocarbonetos (HC); � Monóxido de Carbono (CO); � Ozônio (O3); � Particulado (PM10) 5.2.7 Ruídos No que diz respeito ao ruído foi realizado visita a campo com o auxilio do decibelímetro para as medições dos ruídos na ADA e AID. Todas as medições foram realizadas no horários entre 09:00 até às 16:00 em pontos estratégicos anteriormente pré-definidos, onde foram obtidos os resultados descrito no quadro 05: Quadro 5: Resultado das medições de ruído RESULTADO DAS MEDIÇÕES DE RUÍDO NA ÁREA DIRETAMENTE AFETADA e ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA – ADA e AID Locais Coordenadas (UTM) Resultados Margens da BR-101 N: 90733096 71,5 dBA e 74,75 dBC E: 0253031 Em frente as edificações N: 90733024 48,0 dBA e 69,5 dBC E: 0253116 Em frente ao portão do atual aterro sanitário N: 9072685 40,5 dBA e 60,5 dBC E: 0253116 Nas margens da PE-051 N: 9072252 44,0 dBA e 63,5 dBC E: 0253543 Figura 18: Rio Ipojuca na AII Coordenadas: Lat 8º 23' 24”S, Long 35º 15' 08”W, Alt 123,3m EQUIPE OMNI 40 A figura 19 mostra as medições de ruídos nas áreas de influência do empreendimento. Registro das medições de ruído Equipe ATP Engenharia, 2014 Após a realização das medições foram observado que na AID, em frente a escola municipal e a igreja evangelica o ruído já ultrapassa os valores determinado na NBR 1015. Porém vale ressaltar que no momento de instalação e operação do empreendimento deverá ser colocado em pratica o subprograma de monitoramento de ruídos e vibrações com o intuito de monitorar o aumento do ruído e incomodar a população do entorno e fauna local ainda existente. Dentro da área da CTVA N: 9071924 E: 253310 45,5 dBA e 66,5 dBC Em frente ao engenho Canto Escuro N: 9071575 45,0 dBA e 54,5 dBC E: 0252884 Em frente as edificações N:9071790 46,5 dBA e 61,5 dBC E:0252276 Em frente a igreja evangélica N: 9072253 59,5 dBA e 74,5 dBC E: 0252103 Em frente a escola municipal N: 9074092 63,5 dBA e 66,0 dBC E: 0254355 Figura 19: 41 5.3 Meio Biótico 5.3.1 Flora A área afetada está inserida na Floresta Atlântica Ombrófila Densa constituída por fragmentos de matas úmidas e misto de espécies de matas secas. Quase sua totalidade já foi destruída através de ações antrópicas para cultivo de cana-de-açúcar, restando apenas pequenos fragmentos com presença de espécies arbóreas (ver figuras de 20 a 23). local de campo aberto – cultivo de cana-de-açúcar, com pequeno riacho intermitente (ambiente lacustre) – ADA. Equipe LÉVALU, 2014 área de campo coberto com espécies herbáceas onde há inserido um fragmento com indivíduos de Ricinus communis L. (mamona) – ADA Equipe LÉVALU, 2014 Tanto a ADA quanto a AID estão inserida em áreas degradadas, constituídas em sua totalidade em cultivos de cana-de-açúcar. Inseridos nesse cenário, existem pequenos fragmentos remanescentes de Floresta Ombrófila Densa com mistos de espécies de mata seca em campo aberto constituído apenas por espécies herbáceas. área de campo aberto – AID. Equipe LÉVALU, 2014 fragmento de Floreta Ombrófila Densa com misto de espécies de mata seca. Equipe LÉVALU, 2014 Figura 22: Figura 23: Figura 20: Figura 21: 42 Tabela 1. Coordenadas geográficas e suas descrições fitofisionômicas da ADA e da AID. Porém vale ressaltar que não foram encontrada nenhuma espécies rara ou ameaçada de extinção. 5.3.2 Fauna A maioria das espécies da fauna visualizadas são generalistas e possuem ampla distribuição geográfica com registros em regiões antropizadas. É importante frisar que a grande maioria dos animais avistados foram localizados ao redor dos pequenos fragmentos com a presença de árvores de médio porte (até quatro metros de altura), demonstrando a importância da cortina vegetal no entorno do empreendimento. � Mastofouna Foram registradas sete espécies de mamíferos durante a realização da campanha de levantamento da mastofauna terrestre: o timbú (Didelphis albiventris), o sagui do nordeste (Callithrix jacchus), a ratazana (Rattus rattus), o rato de cana (Cerradomys subflavus), a cuíca de rabo curto (Monodelphis doméstica), cuíca (Marmosa murina) e a raposa (Cerdocyon thous) de acordo com pode ser observado alguns exemplo nas figuras 24 e 25. - Rato de cana Cerradomys subflavus capturado. (Foto: Monique Bastos, 2014) Coordenada Fitofisionomia S 08º23.202’ W 035º14.284’ Campo aberto e riacho intermitente – ADA S 08º23.277’ W 035º14.232’ Fragmento com espécies de baixo porte – ADA. S 08º23.500’ W 035º14.251’ Campo aberto – cultivo de cana-de-açúcar, com pequeno riacho intermitente (ambiente lacustre) – ADA. S 08º23.489’ W 035º14.494’ Campo coberto com uma mancha de indivíduos de Ricinus communis L. (mamona) – ADA S 08°23.020' W 035°14.847' Fragmento de Floresta Ombrófila Densa com espécies arbóreas, arbustivas, herbáceas e pteridófitas – AID. S 08°23.419' W 035°14.343' Fragmento de Floresta Ombrófila Densa com espécies arbóreas exóticas – AID. S 08°23.078' W 035°14.870' área de campo aberto – AID. S 08º23.413’ W 035º14.345’ Fragmento de Floreta Ombrófila Densa com misto de espécies de mata seca. Grande quantitativo de indivíduos de Elaeis oleífera. - Timbu (Didelphis albiventris) capturado. (Foto: Monique Bastos, 2014) Figura 25Figura 24 43 � Quirópteros Foram capturados 81 indivíduos, correspondentes a oito espécies pertencentes a seis gêneros distribuídos em duas famílias da ordem Chiroptera. Quatro espécies foram comuns entre ADA e AID, e as quatro restantes foram exclusivas da AID. Na figura 26 podem ser observados alguns exemplos desse tipo de fauna nas áreas de influência do empreendimento. : Captura de morcegos em redes de neblina. A) Pesquisador retirando o animal da rede; B) Morcego capturado na rede; C) Soltura. � Avifauna Foram registradas 105 espécies de aves, distribuídas em 18 ordens e 40 famílias. Do total de espécies observadas, 52 espécies (49,5%) pertencem a táxons não-passeriformes e 53 (50,5%) de passeriformes. Entre os não-passeriformes, destacam-se Trochilidae com 7 espécies, Columbidae com 5, Ardeidae e Ralidae com 4 espécies para cada família, seguida de Cathardidae, Caprimulgidae, Alcedinidae e Psittacidae com apenas 3 espécies. Quanto aos passeriformes, Thraupidae foi a família mais representativa com 12 espécies, Tyrannidae com 9, seguida por Furnariidae e Icteridae com 4 espécies cada, Rhynchocyclidae e Hirundinidae com 3 espécies registradas. Na figura 27 podem ser observados a captura de algumas aves nas áreas de influência do empreendimento Figura 26 44 - A - Retirada de ave da rede de captura. B - Processamento dos animais capturados Fonte: Paulo Barros 09/2014. � Herpetofauna Terrestre Nas áreas afetadas direta e indiretamente pelo empreendimento foramregistradas um total de 30 espécies pertencentes à herpetofauna terrestre. De anfíbios anuros foram encontradas 16 espécies distribuídas nas famílias Bufonidae (2 espécies), Craugastoridae (1 espécie), Leptodactylidae (5 espécies) e Hylidae (8 espécies). De serpentes foram registradas sete espécies distribuídas nas famílias Boidae (2 espécies), Colubridae (1 espécie), Dipsadidae (2 espécies), Elapidae (1 espécie) e Viperidae (1 espécie). De lagartos (Lacertilia) foram registrados um total de seis espécies distribuídas nas famílias Iguanidae (1 espécie), Gekkonidae (1 espécie), Teiidae (3 espécies) e Tropiduridae (1 espécie). Para o grupo dos Amphisbaenidae anfísbaenídeos foi registrada apenas a espécie do gênero Amphisbaena, através do método de entrevista. � Ictiofauna Os peixes são, talvez, os organismos aquáticos mais familiares e comuns nos ecossistemas aquáticos (Freitas et al., 2009). Estão entre os organismos mais utilizados como bioindicadores nesses ecossistemas (Schulz & Martins-Junior, 2001), uma vez que ocupam os mais diversos níveis da cadeia trófica e respondem de diversas maneiras a contaminações (Viana, 2011). Na figura 28 pode ser observados os tipos de peixes existentes nas áreas de influência do empreendimento. Figura 27 45 . Espécies de peixes capturadas nas áreas do empreendimento (AID e AII). A: Aspidoras spilotus; B: Poecilia vivípara; C: Astyanax bimaculatus; D: Rhamdia sp.; E: Cichlasoma cf. orientale; F: Geophagus brasiliensis; G: Parotocinclus sp.; H: Trichogaster trichopterus; I: Synbranchus sp.; J: Trachelyopterus galeatus. Escala: 10 mm. Figura 28 46 5.4. MEIO SOCIOECONÔMICO 5.4.1. CARACTERIZAÇÃO O município de Escada possui uma densidade demográfica de 183,07 hab/km². Dados do último censo 2010 indicaram uma população de 63.517 habitantes. Destaca-se a evolução na quantidade de habitantes na última década, com índice maior que a média da RD da Mata Sul. � Uso e Ocupação do Solo Atualmente o principal uso do solo na AID é para a monocultura da cana de açúcar. Em termos legislativos, o município de Escada possui um Plano Diretor que sistematiza o uso do território local, Porém o mesmo está em processo de revisão. Vale ressaltar que a Àrea Diretamente Afetada existem apenas plantação de cana-de-açucar. � Estrutura produtiva e serviços - AID A população em idade economicamente ativa da AID representa 78,99% da população total, formada em sua maioria por mulheres. Município População total Variação (%) 1991 2000 2010 1991- 2000 2000- 2010 Escada 55.841 57.341 63.517 2,69% 10,77% RD Mata Sul 628.833 665.846 733.447 5,89% 10,15% Estado de PE 7.127.855 7.918.344 8.796.448 11,09% 11,09% Fonte: CONDEPE/FIDEM; IBGE 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 5.000 2007 2008 2009 2010 2011 (R $ 1 .0 0 0 ) Adm. Pública Industria Agropecuaria Serviços Fonte: DataSUS, IBGE Quadro 6: Evolução demográfica da (1991 a 2010)AID Gráfico 2: Evolução do municipal por setor da economiaPIB 47 5.4.2 Caracterizar a infraestrutura, os equipamentos e serviços públicos na AID � Abastecimento de água : Número total de domicílios atendidos por abastecimento de água (AID) � Energia elétrica Os números apresentados na AID são semelhantes aos apresentados na AII. A maior parcela da população dispõe de energia elétrica, estando o município de Escada com taxas equivalentes à média estadual e da RD. Quantidade total e percentual de domicílios atendidos por energia elétrica (AID). Total Domicílios Possuem energia elétrica de companhia distribuidora Possuem energia elétrica de outra fonte Não possuem energia elétrica (%) Domicílios com energia elétrica Escada 18.124 17.793 245 86 99,5 RD Mata Sul 193.810 189.019 3.603 1.188 99,3 Estado de PE 2.546.872 2.511.191 20.183 15.498 99,4 Fonte: CONDEPE/FIDEM � Esgotamento sanitário Semelhante ao que foi observado na AII, a AID apresenta maior parcela de seus domicílios atendidos através do sistema de fossas. R ed e g er al P o ço (p ro p ri ed ad e) P o ço (f o ra d a P ro p ri ed ad e) C ar ro -p ip a C is te rn a C h u va (o u tr a) R io , a çu d e O u tr o Escada 14.743 1.228 1.660 0 3 2 208 280 Urbana 14.561 400 660 0 0 0 16 90 Rural 182 828 1.000 0 3 2 192 190 (%) Urbana 92,59 2,54 4,20 - 0,00 0,00 0,10 0,57 (%) Rural 7,59 34,54 41,72 - 0,13 0,08 8,01 7,93 Fonte: IBGE Quadro 7 Quadro 8: 48 � Coleta e disposição de resíduos sólidos De acordo com o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, no município de Escada são geradas diariamente 75,71 toneladas de resíduos (2012). Segundo este Plano, a composição gravimétrica dos resíduos, em sua maioria, é formada por matéria orgânica (56,79%). Domicílios atendidos por esgotamento sanitário � Turismo e lazer. O município de Escada não apresenta destaque no setor do turismo. A rede hoteleira se resume a pequenas pousadas voltadas para os viajantes que trafegam pelo município, que em geral apenas pernoitam no local. No que diz respeito ao lazer, o município apresenta um perfil de cidade pacata. As atividades de lazer resumem-se a pratica de esportes e atividades que envolvem familiares e amigos. Destaca-se como importante área de lazer para a população o Parque Waldomiro Santos Silva, popularmente conhecido como Parque da Atalaia. O quadro 11 apresenta os equipamentos culturais do município. Quadro 9: Domicílios atendidos pela coleta de lixo Quadro 10: C o le ta d o L an ça d o em ri o , m ar o u la g o O u tr o d es ti n o Q u ei m ad o E n te rr ad o Jo g ad o em te rr en o b al d io Escada 13.859 66 126 1.468 29 2.576 Total (%) 76,47 0,36 0,70 8,10 0,16 14,21 F o ss a ru d im en ta r F o ss a sé p ti ca O u tr o R ed e g er al o u p lu vi al R io , l ag o o u m ar V al a Escada 7.456 1.217 312 5.757 1.498 1.173 Total (%) 42,82 6,99 1,79 33,06 8,60 6,74 Fonte: IBGE Fonte: IBGE 49 : Equipamentos de esporte e lazer do município � Caracterização da infraestrutura de saúde na AID Na AID a maior parte dos estabelecimentos de saúde são destinados a assistência de uma determinada população, de forma programada ou não, com o serviço realizado por profissional de nível médio, com a presença intermitente ou não do profissional médico. : Quantidade segundo Tipo de Estabelecimento – AID (2012) 5.4.3 Patrimônio Histórico, Cultural e Arqueológico Em pesquisa nos livros de tombo do IPHAN e da FUNDARPE, não consta nenhum patrimônio tombado ou em processo de tombamento, no entanto, no site da Fundarpe é possível localizar um Inventário do Patrimônio Cultural da Cidade, este inventário nos guiou na identificação do Patrimônio local. No centro da Escada é possível identificar imóveis remanescentes do Sec. XIX e do início do Sec. XX, no entanto, ações antrópicas modificou em muito as fachadas dos mesmos, principalmente para fins comerciais. Destacamos aqui alguns dos mais preservados, segundo dados da Diretoria de Cultura da Cidade, conforme pode ser observado nas figuras 29 e 30. Quadro 11 Quadro 12 Equipamento Existência Bibliotecas públicas Sim Museus Sim Teatros ou salas de espetác ulos Não Centro cultural1 Sim Cinemas Não Videolocadoras Sim Estádios ou ginásios poliesportivos Sim Shopping centers Não Livrarias Não Clubes e associações recreativas Sim Lan house Sim Arquivo público e/ou centro de documentação Não 1 Local destinado a atividades artístico-culturais e que conta com mais de dois tipos diferentes de equipamentos culturais em uso. Fonte: , Pesquisa de Informações Básicas Municipais - 2012IBGE Centro de apoio a saúde da família – CASF 1 Centro de saúde/Unidade básica de saúde 3 Clínica especializada/ambulatório especializado 1 Hospital geral 2 Posto de saúde 12 Secretaria de saúde 1 Unidade de serviço de apoio de diagnose e terapia 2 Unidade móvel de nível pré-hospitalar-urgência/emergência 1 Fonte: Ministério da Saúde - Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil - CNES 50 Casa Grande da PompéiaCasa nº. 51 da Rua da Matriz: Também construída no inicio do Século XX, situa-se próximo a Igreja Nossa Senhora da Escada. Casa nº. 51 da Rua da Matriz Área rural Na Zona Rural se destacam vários engenhos, com suas imponentes Casas Grandes, infelizmente muitos deles foram destruídos pela ação humana e muitas vezes pela ação institucional, até da Prefeitura da Cidade, dilapidando o Patrimônio em nome da criação de equipamentos públicos. Figura 29: Figura 30: 51 Engenho Canto Escuro: Distante cerca de 3 km da zona urbana, e acessível pela BR- 101 no sentido Escada/Ribeirão. O acesso a Casa Grande é feito em calçamento de pedras com flores silvestres em suas laterais, a casa foi construída em terreno inclinado no fim do Século XIX para o início do sec. XX. Engenho Canto Escuro Fotos: Equipe Omni do Brasil Engenho Jundiá: Distante aproximadamente 15 km da sede do município, encontra-se a Casa Grande de Engenho de maior valor artístico de Pernambuco, tendo sido a residência do Pintor Cícero Dias, conhecido mundialmente pela sua Arte e sem dúvida o maior Patrimônio Imaterial da Cidade. Engenho JundiáFigura 32: 2 Figura 31: 52 5.4.4 Diagnóstico Arqueológico O Empreendimento localiza-se numa área onde não foi identificado nenhum vestígio de achados arqueológicos, o terreno também não tem vestígio de nenhuma atividade produtiva recente, moradores próximos relatam que o terreno é improdutivo para a cana de açúcar, principal cultura local. Não foi encontrada nenhuma construção, quer seja recente, que sejam ruínas. Assim sendo, constatamos que as obras não envolvem riscos com relação ao patrimônio cultural, histórico e arqueológico. 5.4.5 Comunidades Tradicionais No que se refere às Comunidades Tradicionais foi buscado registros de processos de reconhecimentos destas comunidades, nos site dos órgãos governamentais que trabalham com as mesmas: Fundação Nacional do Índio – FUNAI, para o caso de haver comunidades indígenas e Fundação Cultural Palmares para encontrar registros de Comunidades Quilombolas. Em ambos os Sites não encontramos registros de tais comunidades, em nenhum estágio de reconhecimento. Também em visita as áreas de limite do empreendimento (AII, AID e ADA) não localizamos registros nos órgãos municipais, nem entre moradores da região, sobre existência de tais comunidades. Vale ressaltar que a Pesquisa foi limitada ao Município de Escada. 6 IMPACTOS AMBIENTAIS 6 IMPACTOS AMBIENTAIS 54 A análise dos prováveis impactos ambientais considera todas as etapas do empreendimento: planejamento, implantação, operação e desativação. Os impactos avaliados também consideram os meios, físico, biótico e antrópico em que provavelmente ocorrerão, definindo individualmente, as ações causadoras dos impactos ambientais, permitindo identificar tanto a relação direta de causa e efeito como os impactos indiretos, bem como o período de tempo em que estes se verificam. A Resolução CONAMA Nº 001, de 23 de janeiro de 1986 em seu artigo 1º define Impacto Ambiental, como sendo: Art. 01 - Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II - as atividades sociais e econômicas; III - a biota; IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V - a qualidade dos recursos ambientais. Tendo como base o artigo mencionado acima, pode-se concluir que o fato de inserir uma atividade modificadora do meio ambiente é motivo suficiente para a realização de estudos minuciosos dos possíveis impactos ambientais que a mesma poderá causar. Contudo, a aprovação ou reprovação referente à implantação da Central de Tratamento e Valorização Ambiental – CTVA é de responsabilidade do órgão ambiental competente, neste caso, CPRH. Porém vale ressaltar que a implantação de qualquer empreendimento de pequeno, médio e/ou grande porte favorece tanto no surgimento de impactos positivo quanto negativos que devem ser mitigados. Os impactos ambientais decorrente da implantação do empreendimento serão listados na Matriz de Impactos. A Metodologia adotada para a Avaliação dos Impactos nestes estudos, foi baseada na Matriz de Leopold (SUREHMA/GTZ,1992), da qual se fez uma adaptação para melhor interação com a realidade do empreendimento em questão, onde foram sistematizadas as características do empreendimento a ser implantado próximo à área de abrangência da CTVA e os dados obtido a partir do estudos realizado referentes ao diagnóstico físico-biótico, que deram base para a elaboração da Matriz de Impactos, mas adiante. Os impactos serão caracterizados de acordo com: o efeito, direcionalidade, natureza, periodicidade, temporalidade, abrangência, reversibilidade, probabilidade de ocorrência, magnitude e importância. � Efeito Indica quando o impacto tem efeitos benéficos/ positivos (POS), ou adversos/ negativos (NEG) sobre o meio ambiente ou neutro quando não altera nada: 6.1 Análise dos Impactos Ambientais 55 Positivo (POS) Negativo (NEG) Quando beneficia o meio ambiente como um todo Quando degrada ou contribui para a degradação do meio ambiente � Direcionalidade Caracteriza o impacto quanto ao componente do meio ambiente que recebe o efeito, como: meio físico (MF), meio biótico (MB) e meio socioeconômico (MS). Meio Físico (MF) Meio Biótico (MB) Meio Socioeconômico (MS) Clima; Geologia; Geomorfologia/ Geotécnica; Recursos Hídricos; Qualidade do ar; e Nível de ruídos Fauna; e Flora Dinâmica da população; Uso e ocupação do solo; Geração de emprego; Interferência cultural e patrimonial; � Natureza Os impactos diretos são aqueles claramente associados à instalação e operação do empreendimento, como por exemplo, a remoção da cobertura vegetal na área do empreendimento. Neste caso, se não houvesse o empreendimento, este impacto não ocorreria, portanto, ele é consequência direta da instalação do empreendimento. Os impactos indiretos são aqueles que não são exclusivamente relacionados ao empreendimento, mas que podem ser intensificados por ele ou por terceiros associados ao empreendimento, como por exemplo, o aumento do nível de ruído gerado por veículos de carga que acessam o empreendimento. Neste caso, já há ruído decorrente do fluxo de veículos de carga na rodovia, portanto, o impacto não foi gerado exclusivamente pelo empreendimento, mas a sua instalação/operação deverá ampliar o tráfego de veículos de carga nas vias próximas, que tende a aumentar o nível de ruído no ambiente. Direto (DIR) Indireto (IND) são aqueles claramente associados à instalação e operação do empreendimento são aqueles que não são exclusivamente relacionados ao empreendimento � Periodicidade Diz respeito a frequência esperada de ocorrência do impacto nas fases de planejamento, instalação e operação. 56 Temporário (TEM) Cíclico (CIC) Permanente (PER) Aqueles que ocorrem durante um período de tempo curto e depois cessam. Aqueles que ocorrem durante um período de tempo mais prolongado e depois cessam. Aqueles cujos efeitos manifestam- se indefinidamente � Temporalidade Os impactos podem ser imediatos, curto prazo, médio prazo ou de longo prazo. Este prazo refere- se ao tempo decorrido entre a instalação/operação do empreendimento e a ocorrência do referido impacto, considerando de acordo com a Resolução CONSEMA-PE Nº 04/ 2010: Imediato (I) Curto Prazo (CP) Médio Prazo (MP) Longo Prazo (LP) de 0 a 5 anos de 5 a 10 anos de 10 a 20 anos acima de 20 anos � Abrangência Indica os impactos cujos efeitos se fazem sentir em um ponto exato, num determinado local ou se esses efeitos atingem uma escala regional, podendo afetar áreas geográficas mais abrangentes. Local (LOC) Restrito (RES) Regional (REG) Global (GLO) O impacto tem efeito apenas na ADA O impacto tem efeito apenas na AID O impacto tem efeito apenas na AII O impacto tem efeito além da AII � Reversibilidade Classificam os impactos, segundoaqueles que, depois de manifestados seus efeitos, são irreversíveis ou reversíveis. Permite identificar que impactos poderão ser integralmente evitados ou poderão apenas ser mitigados ou compensados. Os impactos negativos reversíveis poderão ser evitados ou mitigados e os impactos negativos irreversíveis serão compensados. Irreversíveis (IRR) Reversíveis (REV) Quando NÃO é possível reverter à situação causada pelo impacto. Quando é possível reverter à situação causada pelo impacto negativo num período de tempo curto � Probabilidade de Ocorrência Os impactos classificados como certos são considerados os mais significativos. Para eles devem ser previstas medidas mitigadoras e/ou compensatórias. Os impactos prováveis e os impactos pouco prováveis estão associados à noção de risco, ou seja, não é certo que eles ocorrerão, mas existe uma probabilidade de ocorrerem. Se forem negativos, deverão ser previstas medidas preventivas para que se reduza a probabilidade de ocorrência. 57 Certo (C) Provável (P) Remoto (R) de 0 a 5 anos de 5 a 10 anos de 10 a 20 anos � Magnitude Este atributo, na metodologia utilizada, considera a intensidade com que o impacto pode se manifestar, isto é, a intensidade com que as características ambientais podem ser alteradas, adotando-se uma escala nominal que pode ser alta, média ou baixa. Alta Média Baixa Quando altera o ambiente completamente Quando altera o ambiente de forma intermediária Quando altera o ambiente sem distanciar do modo inicial � Importância Indica a importância do impacto em relação a todos os outros critérios avaliados. Baixa Moderada Alta Intensidade não significativa, não implica em alteração das características do meio. Intensidade da interferência com dimensões recuperáveis. Intensidade da interferência que acarreta perda considerável de qualidade do meio. 6.2 Metodologia proposta para avaliação de impactos As Matrizes de Impactos ambientais nada mais são do que uma ferramenta que permite visualizar com maior facilidade aquilo que o empreendimento irá proporcionar no local a ser inserido, no que diz respeito aos aspectos físico, biótico, socioeconômico e cultural dando subsídios para a necessidade dos Programas Básico Ambiental – PBA. Para o empreendimento em questão foi elaborado a matriz de impactos levando em consideração os possíveis efeitos que a Central de Tratamento e Valorização Ambienta,l - CTVA causará frente à fase de implantação e a fase de operação. As matrizes geralmente são compostas por duas listas dispostas em forma de linhas e colunas, onde podemos elencar as principais atividades ou ações que compõem o empreendimento analisado e na outra são apresentados os principais componentes do sistema ambiental. Para a elaboração desta matriz de análise de impactos ambientais foi levado em questão as prováveis alterações causadas ao meio ambiente durante as fases de Planejamento, Implantação, Operação e Desativação. Cada uma dessas interações foi avaliada considerando-se os impactos resultantes quanto aos seus Efeito, Direcionalidade, Natureza, Periodicidade, Temporalidade, Abrangência, Reversibilidade, Probabilidade de Ocorrência, Magnitude e Importância. Os diversos fatores ambientais presentes na Matriz de Impactos foram definidos e estabelecidos em função do diagnóstico ambiental realizado, cujos itens analisados foram pontuados tendo como base a Erro! Fonte de referência não encontrada.. Os impactos do empreendimento serão analisados a partir de versão adaptada da metodologia proposta por LEOPOLD et al. (1971). Após a identificação e avaliação dos impactos ambientais, serão propostas medidas preventivas, mitigadoras e/ou compensatórias que evitem minimizem 58 e/ou compensem os efeitos negativos decorrentes dos impactos gerados pelo empreendimento. Quando da ocorrência de impactos positivos, poderão propostas medidas potencializadoras. Como resultado desta metodologia, os impactos brutos serão apresentados em uma matriz, enquanto em outra matriz serão apresentados os impactos mitigados, isto é, supondo-se a aplicação das medidas propostas pelo estudo. Valoração dos Impactos Ambientais 6.3 Identificação e caracterização dos impactos nas diversas fases do Empreendimento Com relação às Fases do Empreendimento que serão analisadas para efeito de avaliação dos impactos foram estudadas as seguintes fases: Fase de Planejamento, Implantaçã, Operação e Desativação. Cada uma dessas fases que serão contempladas na matriz de impactos apresentam atividades que serão desenvolvidas e causadoras de impactos na região ora estudada e merecem atenção especial. Vale ressaltar que também faz parte da matriz de impactos a fase de planejamento do projeto, porém foi analisado como esta etapa é a fase onde estão sendo discutida a viabilidade ambiental e socioeconômica do mesmo pelos profissionais envolvidos, porém no que diz respeito aos impactos ambientais gerados na nesta fase, pode-se concluir que para a implantação do referido empreendimento não será gerados impactos, porém neste caso, foi excluída visto que não causará impactos modificadores do ambiente. Valoração dos Impactos Efeito (E) Positivo (1) Negativo (-1) Direcionalidade (D) Meio Físico (1) Meio Biótico (2) Meio Socioeconômico (3) Natureza (N) Direto (2) Indireto (1) Periodicidade (P) Temporário (1) Cíclico (2) Permanente (3) Temporalidade (T) Imediato (1) Curto Prazo (2) Médio Prazo (3) Longo Prazo (4) Abrangência (A) Local (1) Restrito (2) Regional (3) Global (4) Reversibilidade (R) Irreversíveis (2) Reversíveis (1) Probabilidade de Ocorrência (PO) Certo (3) Provável (2) Remoto (1) Magnitude (M) Alta (3) Média (2) Baixa (1) Importância (I) Alta (3) Moderada (2) Baixa (1) Impacto Total (IT): IT= E.(D + N + P + T + A + R + PO + M + I) Tabela 2: 59 Cultural In ic io e / o u A ce le ra çã o d e P ro ce ss o s E ro si v o s A lt e ra çã o d a C u b e rt u ra d o S o lo P ro b a b il id a d e d e p o lu iç ã o d o so lo p e la e st o ca g e m e m a n u se io d e re sí d u o s p e ri g o so s n a Á re a C a rr e a m e n to d e p a rt íc u la s p a ra o s co rp o s d e á g u a e a ss o re a m e n to d o s m e sm o s A lt e ra çã o d a Q u a li d a d e d a á g u a S u p e rf ic ia l A lt e ra çã o d a Q u a li d a d e d a á g u a S u b te rr â n e a A u m e n to d a s co n ce n tr a çõ e s d e m a te ri a l p a rt ic u la d o n o a r e m d e co rr ê n ci a d a te rr a p le n a g e m A u m e n to d o n ív e l d e ru íd o s e v ib ra çõ e s S u p re ss ã o d a V e g e ta çã o P e rc a d a B io d iv e rs id a d e R e d u çã o d a F a u n a A fu g e n ta m e n to e A tr o p e la m e n to d a fa u n a Im p a ct o so b re a p o p u la çã o e m fu n çã o d a s in st a la çõ e s d a C T V A In te rf e rê n ci a n a Q u a li d a d e d e V id a In te rf e rê n ci a s co m in fr a e st ru tu ra e x is te n te D in a m iz a çã o d a e co n o m ia lo ca l p e la e x e cu çã o d e o b ra s e co n tr a ta çã o d e p e ss o a s G e ra çã o d e E m p re g o / R e n d a In te rf e rê n ci a n o P a tr im ô n io C u lt u ra l ( a rq u e o ló g ic o , h is tó ri co p a is a g ís ti co , im a te ri a l, e sp e le o ló g ic o e p a le o n to ló g ic o ) Estudo de alternativas locacionais 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Aquisição da área 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Levantamentos topográficos e cadastrais 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Levantamento aerofotogramétrico 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Implantação de poços de monitoramento 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Análises da água subterrânea e superficial 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 22 22 0 Levantamento da cobertura vegetal e da fauna 0 0 0 0 0 0 0 0 13 13 14 15 0 0 0 22