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Autores: Prof. José Luis Fernandes
 Prof. Sérgio Baldassarre Pettorusso
Colaboradores: Profa. Vanessa Santhiago
 Prof. Mario André Sigoli
Futebol: Aspectos 
Pedagógicos e 
Aprofundamentos
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Professores conteudistas: José Luis Fernandes / Sérgio Baldassarre Pettorusso
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
F363f Fernandes, José Luis.
Futebol: Aspectos Pedagógicos e Aprofundamentos / José Luis 
Fernandes, Sérgio Baldassare Pettorusso. – São Paulo: Editora Sol, 2017.
112 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XXIII, n. 2-089/17, ISSN 1517-9230.
1. Futebol. 2. Futsal. 3. Aspectos pedagógicos. I. Pettorusso, 
Sérgio Baldassare II, Título.
CDU 796.332
José Luis Fernandes
Graduado em 1972 e mestre em 1981 pela Escola de 
Educação Física da Universidade de São Paulo (USP).
Professor de Atletismo e Futebol na USP e na 
Universidade Paulista (UNIP), além de outras faculdades 
de Educação Física. Possui também ampla vivência como 
preparador físico e técnico de futebol no Brasil e em 
diversos países.
Como preparador físico e técnico atuou em muitas 
competições internacionais com as seleções de base do Brasil e 
as seleções profissionais de Japão, Qatar, Peru, além de equipes 
profissionais no Brasil, Peru, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
Disputou o Campeonato Mundial Sub-20 da Fifa, a Copa 
do Golfo e da Ásia de seleções profissionais, bem como a Copa 
Libertadores da América, o Campeonato Brasileiro, a Copa do 
Brasil e alguns Campeonatos Estaduais, tendo conquistado 
vários títulos em todos os países por onde atuou.
Ele é autor de inúmeros artigos em revistas 
especializadas, palestrante em congressos, seminários e 
cursos de especialização no Brasil e no exterior.
Publicou os seguintes livros: Atletismo – Corridas; 
Atletismo – Os Saltos; Atletismo – Lançamentos e Arremesso; 
Futebol: da Escolinha de Futebol ao Futebol Profissional; O 
Treinamento Desportivo; Futebol: Ciência, Arte ou... Sorte!
Sérgio Baldassarre Pettorusso
Graduou-se em 1994 em Masc./Fem. e Técnicas 
Desportivas pelas Faculdades Integradas de Guarulhos 
(FIG) e fez pós-graduação em 2005 em Metodologia da 
Aprendizagem e Treinamento do Futebol e Futsal pela 
Universidade Gama Filho.
Possui 27 anos de experiência como professor do 
Ensino Médio, e atualmente dá aulas no Colégio Objetivo.
Com 14 anos de experiência no Ensino Superior, leciona, no 
presente momento, na UNIP, as matérias Futebol, Futsal e 
Basquetebol para turmas do curso de Educação Física.
Foi atleta de futsal, tendo atuado na categoria principal 
pelas seguintes equipes: São Paulo F. C., S. E. Palmeiras, S. C. 
Corinthians Paulista, Bordon, A. Portuguesa de Desportos, G. 
R. Barueri e Nacional A. C./Banco Nacional.
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Prof. Dr. João Carlos Di Genio
Reitor
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora de Unidades Universitárias
Prof. Dr. Yugo Okida
Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Unip Interativa – EaD
Profa. Elisabete Brihy 
Prof. Marcelo Souza
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Prof. Ivan Daliberto Frugoli
 Material Didático – EaD
 Comissão editorial: 
 Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)
 Dra. Divane Alves da Silva (UNIP)
 Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)
 Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)
 Dra. Valéria de Carvalho (UNIP)
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD
 Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
 Revisão:
 Kleber Nascimento
 Amanda Casale
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Sumário
Futebol: Aspectos Pedagógicos e Aprofundamentos 
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7
Unidade I
1 BREVE HISTÓRIA DO FUTEBOL ......................................................................................................................9
1.1 Origens do futebol ..................................................................................................................................9
1.2 Evolução do futebol ............................................................................................................................ 12
2 BREVE HISTÓRIA DO FUTSAL ...................................................................................................................... 13
3 PROCESSO PARA ENSINO E DESENVOLVIMENTO DO FUTEBOL E DO FUTSAL......................... 15
3.1 Futebol e futsal como esportes educacionais........................................................................... 15
3.2 Futebol e futsal voltados para a saúde e o lazer ..................................................................... 16
3.3 Futebol e futsal como esportes de rendimento ....................................................................... 17
3.3.1 Objetivos do treinamento .................................................................................................................... 18
3.3.2 Programas de treinamento ................................................................................................................. 18
3.3.3 Métodos de treinamento ..................................................................................................................... 19
4 PRINCÍPIOS DO TREINAMENTO ................................................................................................................. 22
Unidade II
5 PROCESSO PARA ENSINO E DESENVOLVIMENTO ............................................................................... 29
5.1 Componentes do processo para o ensino e desenvolvimento do jogador ................... 30
5.1.1 Condição técnica .................................................................................................................................... 30
5.1.2 Condição física ......................................................................................................................................... 31
5.1.3 Condição tática ........................................................................................................................................ 35
6 ESTÁGIOS PARA ENSINO E DESENVOLVIMENTO DO JOGADOR .................................................... 43
6.1 Estágio de iniciantes ........................................................................................................................... 44
6.2 Estágio de avançados ......................................................................................................................... 48
6.3 Estágio de domínio .............................................................................................................................. 53
Unidade III
7 REGRAS DO FUTEBOL .................................................................................................................................... 63
7.1 O campo ................................................................................................................................................... 64
7.2 A bola ........................................................................................................................................................35
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Essas três capacidades físicas, que acabamos citar, são consideradas as mais importantes para 
futebol e futsal, que se completam com a mobilidade e a flexibilidade no condicionamento físico 
dos jogadores.
5.1.3 Condição tática
A condição tática está relacionada com a distribuição e a organização dos jogadores dentro do 
campo ou da quadra, para que no conjunto da equipe se possam conseguir o melhor desempenho, 
de acordo com o nível de condicionamento adquirido no treinamento. Não basta apenas distribuir 
os jogadores em campo, também é preciso organizá‑los dentro do espaço que ocupam e conforme a 
função, que cada um desempenha no jogo.
A tática somente é exequível baseada na condição técnica, no condicionamento físico, na capacidade 
intelectual e psíquica, e seu emprego somente é possível quando se dispõe da técnica necessária para 
execução das funções e das estratégias preparadas para enfrentar os adversários.
Sistemas táticos no futebol
Essa organização da equipe no espaço do jogo é conhecida como sistema tático, que foi idealizado 
e colocado em prática pelos ingleses, logo nos primórdios do futebol moderno, por eles inventado, na 
década de 1860.
O primeiro sistema tático do futebol que se tem referência ficou conhecido como 1.1.8, portanto, 
visando aos aspectos ofensivos do jogo, ou seja, privilegiando o ataque.
Sempre em busca de um melhor equilíbrio entre as linhas que formam uma equipe ou zonas 
de referência no campo, os sistemas táticos foram se modificando, e a cada nova ideia que surgia 
era recuado um dos jogadores do ataque para compor os outros setores da equipe, algumas vezes 
recuando para o meio de campo e outras para a defesa, por exemplo: 1.2.7, 2.2.6, 2.3.5, 4.2.4, 4.4.2. 
Com esse sistema, começa a realidade de hoje, na qual não existe mais preferência por apenas um, 
mas por vários conforme as necessidades e as características dos jogadores, que a comissão técnica 
tem disponível em seu elenco.
Para o futebol, é preciso considerar três zonas ou setores nos quais os jogadores são colocados, 
que correspondem à base de sua atuação.
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Unidade II
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1 = Zona de defesa3 = Zona de ataque
2 = Zona de meio‑campo
2
Figura 13 – Divisão virtual do campo em seus três setores ou zonas
É preciso conhecer o nome das posições de cada um dos 11 jogadores que compõem a equipe e 
distribuí‑los entre os setores.
 Lembrete
O primeiro passo para se entender o sistema tático é o conhecimento 
de zonas ou setores que compõem um campo ou uma quadra.
Para isso, os nomes dados à posição, que identifica as funções de cada um, são:
• goleiro;
• laterais: direito e esquerdo;
• zagueiros: direito ou esquerdo (zagueiro central e quarto‑zagueiro);
• meio‑campistas: volantes e meias;
• atacantes: pontas (direita e esquerda) e centroavante.
Cada jogador é identificado pelo número que leva em sua camiseta, o que já se tornou tradicional 
para identificação das posições.
Assim, em uma escalação do time, é comum a utilização dos seguintes números:
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Tabela 1 – Escalação padrão
1 Goleiro
2 Lateral ou ala direita
3 Zagueiro central
4 Quarto‑zagueiro
5 Volante (meio‑campo)
6 Lateral ou ala esquerda
7 Meia‑direita (meio‑campo) ou ponta‑direita (atacante)
8 Meio‑campista (2º volante/meia de ligação)
9 Centroavante (atacante)
10 Meia‑esquerda ou armador (meio‑campo)
11 Ponta‑esquerda (atacante)
Conhecendo as posições dos jogadores, o passo seguinte é distribuí‑los em campo de acordo com o 
sistema tático a ser utilizado.
Na atualidade são utilizados vários sistemas táticos, que são definidos pelo treinador conforme suas 
convicções, as características individuais dos jogadores que possui em seu elenco e finalmente conforme 
o adversário que enfrentará.
Na sequência são apresentados os sistemas táticos usados atualmente, que são identificados por 
números que representam a quantidade de jogadores distribuídos em cada setor do campo. A soma 
dos três números do sistema totalizam dez jogadores, porque o goleiro não é contabilizado uma vez 
que tem a mesma função em cada diferente sistema.
O sistema tático do futebol que apresenta as maiores variantes de formação para uma equipe é 
o 4.4.2. Tais variações ocorrem no setor de meio‑campo, que pode ser formado por um, dois ou três 
volantes, conforme figuras a seguir.
Figura 14 – Distribuição dos jogadores no sistema 4.4.2 com quadrado no meio‑campo (dois volantes e dois meias)
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Unidade II
Figura 15 – Distribuição dos jogadores no sistema 4.4.2 com losango no meio‑campo (com um volante e três meias)
Figura 16 – Distribuição dos jogadores no sistema 4.4.2 com duas linhas de defesa
O sistema 4.3.3 conta com três jogadores no meio de campo: um volante e dois meias (direita e 
esquerda); o setor de ataque é formado por três atletas: ponta‑direita (nº 7), centroavante (nº 9) e 
ponta‑esquerda (nº 11).
Figura 17 – Distribuição dos jogadores no sistema 4.3.3 com um volante e dois meias
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
O sistema 4.5.1 é composto de cinco jogadores no meio‑campo, para diminuir os espaços do 
adversário quando ele estiver com a bola, ao mesmo tempo que possibilita uma série de estratégias de 
movimentação durante a posse da bola.
Figura 18 – Distribuição dos jogadores no sistema 4.5.1 com cinco jogadores no setor de meio‑campo
O sistema 3.5.2 é bastante aceito pelos treinadores, apesar de ter surgido há pouco tempo; trouxe 
uma inovação marcante, que é a utilização de três zagueiros, a fim de dar maior liberdade aos laterais 
para atacar. A partir dela, os laterais, com um novo conceito, passaram a ser denominados de alas, 
somando‑se aos três meio‑campistas de ofício, totalizando, portanto, cinco jogadores nessa zona. O 
ataque continuou com dois atacantes, passando o centroavante a atuar mais próximo da área adversária 
e o outro atleta tendo liberdade para cair pelos lados do campo.
Figura 19 – Distribuição dos jogadores no sistema 3.5.2 com três zagueiros
O sistema 3.4.3 é uma variação do 3.5.2, apenas com ideias mais ofensivas. Foram mantidos no 
setor de defesa: três zagueiros (ou dois zagueiros, mais um volante), quatro atletas no meio de campo, 
incluídos os dois alas, e três jogadores no ataque como no esquema 4.3.3.
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Figura 20 – Distribuição dos jogadores no sistema 3.4.3
Por sua vez, o sistema 4.1.4.1 é o mais atual entre os usados. Observamos nele uma distribuição em 
quatro setores, mas, na realidade, é apenas uma forma de explicar uma estratégia na qual se coloca 
um volante à frente da defesa e quatro meio‑campistas à frente dele; o que na prática significa uma 
variação do 4.5.1.
Figura 21 – Distribuição dos jogadores no sistema 4.1.4.1
Dentro de cada um dos sistemas táticos, além de os jogadores ocuparem um espaço ou setor do 
campo, existem as estratégias que definem o que cada atleta deverá fazer e como deverá se movimentar 
etc. Trata‑se das ações que se constituem no elemento surpresa durante o jogo.
Qualquer sistema tático, além da sua definição, precisa ser muito treinado para funcionar como um todo.
Sistemas táticos no futsal
Como vimos no futebol, as considerações feitas sobre sistemas táticos, com relação aos significados 
e definições, são válidas também para o futsal, considerando algumas de suas particularidades.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
O futsal é praticado em quadra, com cinco jogadores, e esses são os aspectos característicos para 
entender os sistemas táticos do esporte.
Os atletas são distribuídos e organizados em dois setores da quadra – setor de defesa e setor de 
ataque – ou seja, ataque e defesa.
Antes de tudo, conheceremos os nomes das posições dos jogadores: goleiro, fixo, ala‑direita, 
ala‑esquerda e pivô. Em seguida, os atletas ocuparão os seus lugares e então teremos o desenho tático, 
que será identificado por dois números que correspondem à quantidade de jogadores em cada setor, 
excluindo‑se o goleiro.
Os sistemas mais utilizados são:
A) B) 
Figura 22 – Representação esquemática dos sistemas A) 2.2 e B) 1.2.1
O sistema 2.2 é utilizado por iniciantes, porque não existe a preocupação com o nome das posições. 
São colocados dois atletas na defesa e dois no ataque, para que haja o desenvolvimento da noção tanto 
de defender e atacar.
Em seguida, começarão a ser definidas as posições e a distribuição dos jogadores, conforme a função 
que cada um cumprirá dentro de um sistema. Partiremos do mais simples, que é o 1.2.1, no qual teremos 
o fixo pelo centro da defesa, os alas mais adiantados (atacando e defendendo pelos lados da quadra) e 
o pivô, avançado no ataque.
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Unidade II
A) B) 
Figura 23 – Representação esquemática dos sistemas A) 3.1 e B) 1.3
Outros exemplos são: o esquema 3.1, com o fixo e os dois alas atuando mais na defesa e o pivô no 
ataque. O sistema é mais ofensivo quando usa o fixo atuando como defensor por trás dos alas e do pivô, 
que ficam no setor de ataque, mais concentrados em atacar.
O esquema 4.0 é o mais moderno e, por suas exigências técnicas, é utilizado apenas por equipes de 
alto nível. Sua formação básica é composta de quatro jogadores, posicionados em linha, na parte média 
da quadra do setor defensivo.
O emprego desse sistema requer jogadores mais ecléticos, que se movimentam muito por todos os 
setores da quadra, atacando e defendendo. Suas ações ofensivas têm início a partir do campo de defesa, 
evoluem para o ataque com muita movimentação e troca de posições para confundir a marcação adversária.
A) B) 
Figura 24 – Distribuição dos jogadores na quadra, conforme os sistemas táticos A) 4.0 e B) 0.5 (com goleiro na linha)
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Com as recentes mudanças na regra do goleiro, surgiu uma inovação tática em que ele é utilizado como 
atacante. Isso é possível, porque agora ele poderá, após a linha que divide a quadra, jogar normalmente 
no setor de ataque como se fosse um atacante normal. Com essa nova possibilidade, surgiu o sistema 
0.5, em que os cinco jogadores que compõem a equipe atuam no ataque com superioridade numérica.
Trata‑se de um sistema que precisa ser muito bem treinado e é utilizado, normalmente, nos minutos 
finais do jogo, quando a equipe estiver em desvantagem no placar.
 Lembrete
Os números que identificam os sistemas táticos, no futebol e no futsal, 
correspondem à quantidade de jogadores colocados em cada setor ou zona 
do campo (três zonas) de futebol ou da quadra de futsal (duas zonas).
6 ESTÁGIOS PARA ENSINO E DESENVOLVIMENTO DO JOGADOR
Como visto anteriormente, a prática do jogo de futebol exige uma adequada condição técnica, física 
e tática que varia de proporção conforme o nível do praticante ou do jogador. O rendimento do atleta 
está condicionado ao desenvolvimento das capacidades físicas, motoras, cognitivas, psíquicas e sociais.
Considerando todas as variáveis que interferem no treinamento das capacidades envolvidas 
na prática do jogo, torna‑se fundamental conhecer os melhores momentos para explorar cada 
uma delas.
O ser humano, como todos os animais, nasce e inicia o ciclo da vida, que passa por uma série de 
adaptações em que todas as capacidades vitais se desenvolvem, estabilizam e declinam ao longo 
da sobrevivência.
Essa natureza do ser humano no esporte pode ser usada, pedagogicamente, pelo professor ou 
treinador e será explorada com a finalidade de se aproveitar os melhores momentos para realizar o 
ensino e o desenvolvimento do esporte a ser praticado.
Todas as capacidades envolvidas na prática do jogo de futebol ou de futsal, passam por diferentes 
momentos de desenvolvimento ao longo da vida, por fases sensíveis, que são diferentes nas diversas 
faixas etárias.
Tal noção fica bastante clara quando analisamos um estudo feito por Martin apud Fernandes 
(2003 p. 12), em que é apresentado um quadro comparativo entre todas as fases sensíveis das 
capacidades físicas e motoras para justificar a divisão do processo de ensino e desenvolvimento, do 
futebol ou do futsal, em estágios ou etapas.
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Unidade II
Capacidades
Idades e fases sensíveis
Aprendizagem motora
Reação frente à estímulos 
acústicos e visuais
Orientação espacial
Ritmo
Equilíbrio
Resistência
Força
Velocidade
Flexibilidade
6 10 148 12 167 11 159 13 17 18
Figura 25 – Manifestação das capacidades físicas e motoras nas diversas faixas etárias
Assim, com base no comportamento da manifestação de cada uma das capacidades, o processo é 
composto dos seguintes estágios:
6.1 Estágio de iniciantes
Analisando a proporção de desenvolvimento de cada capacidade, podemos observar que a 
aprendizagem motora tem o seu momento mais sensível a partir dos 7 anos de idade, atingindo seu 
melhor nível entre os 11 e 12 anos de idade. Isso indica que o momento mais favorável para se ensinar 
a jogar (condição técnica) ocorre nessa faixa etária.
Outras competências também estão no auge, como a reação frente aos estímulos acústicos e visuais, 
o ritmo, o equilíbrio, a velocidade e a flexibilidade; todas elas muito importantes para se jogar futebol 
ou futsal. Portanto, a época mais conveniente para se aprender a jogar ocorre na faixa etária dos 8 aos 
12 anos de idade.
Os principais objetivos do treinamento técnico são o desenvolvimento de uma imagem global do 
movimento e a aquisição de experiências motrizes básicas.
Esse estágio, por se tratar da iniciação à aprendizagem, é dividido em dois:
• nível 1: corresponde à aprendizagem da técnica básica (entre 7 e 10 anos de idade);
• nível 2: envolve o treinamento intermediário para fixação da técnica (11 e 12 anos de idade).
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Para que esse primeiro passo seja dado em busca de uma aprendizagem eficiente, é preciso definir 
quais métodos de ensino serão mais adequados para se atingir esses objetivos.
Previamente foram mostrados todos os métodos mais utilizados para o ensino das técnicas esportivas. 
Na escolha de cada um deles, devem ser levados em consideração os pontos positivos e negativos, as 
vantagens e desvantagens, cabendo ao professor definir quais esquemas precisam ter a preferência de 
acordo com suas necessidades ou condições de trabalho.
Para que, na prática, sejam melhor compreendidos, daremos exemplos dos meios de aplicação de 
cada método como forma de orientação.
Método do jogo
Trata‑se do método mais utilizado por ser aplicado em forma de jogos adaptados ao ensino da técnica, 
em que se aprende jogando e divertindo‑se; o que o torna motivador, portanto bastante eficiente.
Divida a turma em grupos iguais e posicione‑os em colunas, lado a lado, atrás de uma linha. Ao sinal 
dado pelo professor, os primeiros correrão conduzindo a bola com os pés, contornarão um cone colocado 
10 m à frente, retornarão ao grupo, deixarão a bola com o companheiro seguinte e se colocarão atrás de 
sua coluna. Vencerá a equipe que finalizar em primeiro lugar, sem cometer erros.
A cada repetição deverá sermudada a posição final do grupo: terminar em pé, sentado, de cócoras etc.
O exercício poderá ser com e sem a bola, conforme a figura a seguir.
Figura 26 – Exemplo de atividade lúdica usada no método do jogo
Divida a turma em grupos de até 12 crianças das quais 4 estarão com bolas. Após um sinal dado pelo 
professor, todas começarão a correr e as que tiverem a posse das bolas deverão chutá‑las contra o corpo 
das que estiverem sem a sua posse (apenas da cintura para baixo). Aquelas que forem tocadas pela bola 
sairão e serão substituídas por um companheiro que estiver do lado externo. Aquelas que estiverem de 
fora ficarão com várias bolas para serem passadas aos companheiros de dentro que errarem; caso as 
bolas saiam do campo.
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Figura 27 – Exemplo de atividade lúdica usada no método do jogo
Divida a turma em grupos de 7 a 10 crianças, dentro do espaço do jogo deixe apenas uma delas sem a 
bola; ela será o pegador. Ao sinal do professor, todas começarão a correr, conduzindo a bola com os pés. A 
criança que ficar sem a bola correrá atrás das outras, tentando pegá‑las. Aquelas que forem pegas deixarão 
a bola e se sentarão nos cantos do espaço até serem substituídas pela próxima que for pega. Para aumentar 
a movimentação e as dificuldades, os pegadores poderão ser aumentados para dois e três.
Figura 28 – Exemplo de atividade lúdica usada no método do jogo
Divida as crianças em duas equipes, cada uma delas com uma bola. O jogo começará com todas 
conduzindo a bola pelo espaço determinado com uma das equipes tentando fugir, para não ser tocada 
com a mão pelo jogador da equipe adversária. Aquela que for acertada, deverá sair do espaço e esperar 
para voltar, após outra sair, pelo mesmo motivo. Enquanto espera fora, o jogador deverá praticar o 
controle da bola, fazendo embaixadinhas.
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Figura 29 – Exemplo de atividade lúdica usada no método do jogo
Método global
Caracteriza‑se pela utilização do jogo normal de futebol ou futsal, para promover o ensino.
Na aplicação desse método para a faixa etária, alguns cuidados deverão ser tomados, para que o 
jogo não saia de forma inadequada, por exemplo, utilizar um campo de medidas oficiais (para adultos).
Na Alemanha, concluiu‑se que o uso de um campo com medidas de 20 m x 40 m, onde jogam 7x7, 
é o mais eficiente entre todos utilizados no método global, pois constatou‑se que os jogadores (crianças, 
iniciantes) têm mais contato com a bola e participam mais do jogo coletivo; já a forma mais habitual, de 
11x11 em campo oficial, promove uma série de desvantagens com a criança correndo muito e jogando pouco.
Além disso, o campo oficial poderia ser melhor aproveitado, pois nele cabem quatro campos para o 
jogo de sete; o que implicaria 56 crianças jogando ao mesmo tempo.
Figura 30 – Futebol de 7x7 distribuídos em quatro campos, dentro do campo oficial
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Unidade II
Método analítico
É muito importante um aprendizado mais correto da técnica, principalmente, por desenvolver 
a coordenação bilateral, que possibilita a aprendizagem eficiente de execução da técnica com 
ambos os pés.
Como meio para aplicação dos exercícios, são utilizadas as sequências pedagógicas, ou seja, uma 
série de exercícios para um mesmo fundamento técnico que foi desenvolvida em dificuldade progressiva 
com a mesma quantidade e intensidade dos dois lados do corpo.
Segue exemplo de sequência pedagógica para aprendizagem do passe simples:
• Distribua os alunos em duas fileiras com 10 m de distância, sendo uma de frente para a outra, e 
dê bolas para cada componente em uma delas:
— realize a troca de passes simples, curtos e rasteiros com a parte interna do pé direito, durante 
três minutos. O aluno que receber o passe dominará a bola com o pé esquerdo para depois 
devolvê‑la com o pé direito ao seu companheiro da outra fileira;
— repita o exercício, dominando a bola com o pé direito e passando com esquerdo;
— idem, só que agora com apenas um toque. Passe com o pé direito, durante três minutos;
— idem, com o pé esquerdo;
— realize a sequência anterior alternando o pé que faz o passe;
— repita as etapas anteriores dos exercícios, mudando a parte do pé que toca na bola, para fazer 
o passe. Use a parte externa do pé;
— execute toda a sequência anterior, aumentando a distância do passe, para fazer o passe de 
média distância, acima de 10 m.
Daremos sequência pedagógica aos demais fundamentos técnicos para se jogar futebol ou futsal.
6.2 Estágio de avançados
A base da aprendizagem técnica, de todos os fundamentos técnicos do jogo, foi realizada 
anteriormente. A partir daí devem ser desenvolvidas e solidificadas todas as ações técnicas, buscando o 
aperfeiçoamento e eliminando as possíveis deficiências ocorridas.
Conforme citado, observamos que a fase sensível das capacidades exploradas no estágio de 
iniciantes tem um rápido declínio, enquanto as que estavam em baixo desenvolvimento começam a 
crescer rapidamente, como capacidade de orientação espacial (importante para a condição tática), 
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
equilíbrio, força e velocidade. É o momento de explorar as novas capacidades que serão somadas àquelas 
trabalhadas no estágio anterior.
Os alunos aprenderam os fundamentos técnicos do jogo e foi formada a base que começará a ser 
desenvolvida e aperfeiçoada nesse estágio. Também será explorada a capacidade de orientação espacial, 
importante para a condição tática a ser desenvolvida e efetivada.
Tem‑se início o jogo organizado com a compreensão dos sistemas táticos, além da percepção da 
utilidade e a importância de uma equipe.
Portanto, os objetivos principais desse estágio são voltados ao aperfeiçoamento da imagem dos 
movimentos técnicos, à eliminação de tensões musculares desnecessárias e às primeiras comprovações 
em competições.
As características didáticas fundamentais do professor, para essa finalidade, são as de um condutor 
observador e crítico apto a fazer correções individuais. A metodologia predominante nesse estágio deve 
dar ênfase ao uso do método global, ao método do jogo e ao método dos exercícios complexos.
Por exemplo:
Método do jogo
Os exercícios utilizados nesse método são elaborados utilizando‑se uma variedade de jogos em 
espaço reduzido, através de atividades envolvendo menor número de jogadores, que podem formar 
equipes para enfrentamentos de 2x2, 3x3, 4x4 ou equipes com números diferentes de jogadores, como 
2x1, 3x1, 4x2 e assim por diante, além dos enfrentamentos de 1x1 que são a base de um jogo.
Seguem exemplos de exercícios:
Primeiramente em um espaço quadrado, de 12 m x 12 m, ficam quatro jogadores fora do quadrado, 
contra dois na parte de dentro. Cada jogador de fora poderá atuar apenas do lado em que estiver, 
enquanto os do lado de dentro não poderão atuar da linha para fora.
O jogo consistirá em quatro jogadores que devem trocar passes rasteiros, realizando apenas um 
toque na bola, enquanto os de dentro tentarão impedi‑los.
Quando alguém de fora errar, ou os defensores interceptarem o passe, o jogador que errou será 
trocado pelo que está dentro.
A cada 15 ou 20 passes consecutivos, o que equivale a um gol, os indivíduos de dentro que impedirem 
o passe deverão passar mais uma rodada dentro do campo.
Os objetivos da atividade são: precisão e velocidade nos passes com um toque, triangulações, 
marcação e desmarcação e posse de bola.
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Unidade II
Como segundo modelo, em um campo de 12 m x 20 m, seis jogadores jogam do lado externo do 
campo, sendo dois por laterale um por linha de fundo. As pessoas de fora devem trocar passes rasteiros, 
fazendo a bola cruzar por dentro das quatro linhas, enquanto os de dentro tentarão interceptá‑la.
Cada série de 25 passes consecutivos equivale a um gol. A cada gol conseguido, os jogadores de 
dentro deverão pagar mais uma vez. Se conseguirem interceptar o passe antes de tomar o gol, o jogador 
que errou o passe é trocado por um dos que estavam dentro e assim vão se revezando.
Os objetivos do jogo são: posse de bola, precisão e velocidade nos passes, deslocamentos para os 
espaços vazios e marcação e desmarcação.
Figura 31 – Jogo 4x2 e 6x2
Há também um jogo realizado na área penal no qual participam 4x4 e um companheiro de apoio 
fora da área, na parte da frente.
O time que estiver de posse da bola deverá trocar passes, inclusive usando o companheiro fora da 
área, para marcar um gol após 25 toques consecutivos. Se o adversário tomar a bola, anulará o número 
de passes que o outro time conseguiu, que voltará ao zero na próxima tentativa. Observe que o time 
com a posse da bola contará com um jogador adicional, portanto o jogo se torna um 5x4.
A duração da partida será de dez minutos.
Os objetivos da partida são: manter a posse da bola em um espaço reduzido, para atacar ou defender, 
sem ter que se livrar dela em situação de pressão do adversário; deslocar‑se com triangulações, 
movimentar‑se constantemente, marcar e desmarcar‑se e ter precisão nos passes.
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Figura 32 – Jogo em espaço reduzido para 4x4 mais dois jogadores adicionais
Outro exemplar pode ser executado em um campo de 40 m x 60 m, dividido em três zonas de 20 m, 
jogam 3x3, um coringa e outro time com três jogadores esperando em uma das zonas. O time que ataca 
parte da zona central, em direção ao gol, trocando passes e é assistido pelo jogador adicional para tentar 
entrar na zona de defesa e marcar o gol.
O time defensor ganhará a bola quando interceptar o passe, quando o goleiro defender a bola, 
quando o gol for marcado ou quando a bola sair pela linha de fundo. Após uma dessas situações, o time 
defensor passará a atacar a equipe que estava esperando na outra zona de defesa e o time que atacava 
esperará a nova oportunidade. Se a bola sair pelas laterais, será cobrado o arremesso lateral normal.
Vencerá a equipe que anotar mais gols.
60 metros
40 m
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Figura 33 – Jogo de 3x3 mais um coringa, com três zonas de jogo
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Unidade II
Jogo com pontas
Em um campo de 50 m x 40 m, há uma divisão em três partes; a área central mais larga com traves 
normais nas linhas de fundo.
Participam 10 jogadores, dos quais jogam 3x3, na faixa central do campo e podem usar outros dois 
jogadores colocados nas faixas laterais que servem de apoio (pontas) para o time que estiver com a 
posse da bola.
Os gols poderão ser marcados diretamente da zona central ou completando um cruzamento dos pontas.
A duração da partida será de 25 minutos.
50 metros
40 m
etros
Figura 34 – Jogo com pontas
 Saiba mais
Exemplos de táticas para o futsal podem ser encontrados no livro: 
MUTTI, D. Futsal: da iniciação ao alto nível. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2003.
É importante observar que nos estágios de iniciantes e avançados, a condição técnica tem uma 
atenção especial sobre as demais capacidades envolvidas no ensino e desenvolvimento do futebolista, o 
que torna a metodologia fundamental nesse processo.
Bauer apud Fernandes (2003, p. 19) faz um resumo importante do significado dos diferentes métodos 
utilizados no treinamento da técnica; o que nos possibilita uma visão geral significante como base no 
planejamento das atividades voltadas para esse objetivo.
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Quadro 3 – Significado dos diferentes métodos para o treinamento da 
técnica baseada no nível de desenvolvimento
Idades e métodos 6‑10 
anos
10‑12 
anos
12‑14 
anos
14‑16 
anos
16‑18 
anos
Condicionamento geral sem bola O X XX XX XX
Jogos de abaixar e levantar XX XX XX X X
Exercícios para melhorar a habilidade XXX XX XX X X
Exercícios com o companheiro: parado e em movimento XXX XX XX X X
Exercícios de 1x1 em competição X XX XX XXX XXX
Jogos de estratégias combinando diferentes jogadores X XX XX XX XX
Exercícios complexos O X XX XXX XXX
Jogos em espaço reduzido XXX XXX XX XX XX
Jogo treino (coletivo) XXX XXX XXX XX X
Legendas: O = não importante, X = pouco importante, XX 
= importante, XXX = muito importante
Fonte: Fernandes (2003, p. 19).
6.3 Estágio de domínio
Ao chegar nesse estágio, o jogador já terá o jogo desenvolvido e aperfeiçoado. Trata‑se do momento 
que vai definir o rumo da continuidade do processo para cada praticante. Alguns param por aí, outros 
continuam como amadores e, principalmente, os mais insistentes e talentosos tentam a sorte nos clubes 
profissionais, mas poucos conseguem.
Esse nível de prática corresponde ao estágio de domínio, a partir dos 18 anos de idade. Dividem‑se 
em duas categorias: a dos juniores, de 18 a 20 anos, que busca o rendimento; e a dos profissionais, a 
partir dos 20 anos, a qual procura o alto rendimento.
A metodologia utilizada para essa finalidade é a do treinamento desportivo que visa à máxima 
condição em todos os seus componentes e o equilíbrio completo entre condição física, técnica e tática, 
aplicando‑se os princípios do treinamento esportivo, aos quais já fizemos referência.
Os objetivos do treinamento técnico são: estabilização da técnica, criação de técnicas novas ou 
variantes técnicas e criação da condição física através do treinamento especial.
Com relação à metodologia, deve haver atenção para o aumento da intensidade do exercício; 
inclusive criando situações de estresse e acentuação dos detalhes.
São exemplos de exercícios para o treinamento no estágio de domínio:
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Unidade II
Exemplo 1: usar metade do campo e distribuir duas equipes com oito jogadores cada.
O jogo consistirá na manutenção da posse de bola em situação de defesa ou ataque.
A equipe com a bola deverá tentar trocar o maior número de passes seguidos, sendo a sequência 
de 25 equivalentes a um gol. Se o adversário tomar a bola antes, a contagem precisará ser zerada para 
começar a nova série.
A duração do jogo será de dez minutos.
Como variação, existe a possibilidade de colocação de um jogador coringa, o qual atuará para o time 
que possui a bola, logo, ele contará com um jogador a mais.
Figura 35 – Jogo de posse de bola com 8x8
Exemplo 2: usar a metade do campo, dividindo‑a em três zonas. Na primeira, o número de 
toques na bola é liberado, a fim de possibilitar a posse para criar jogadas ofensivas. Na segunda, 
são permitidos no máximo dois toques para as jogadas ofensivas pelos lados do campo. Na terceira, 
pode‑se dar apenas um toque na bola para tentar marcar o gol; trata‑se da zona para as jogadas 
ofensivas de área.
Os gols marcados de cabeça valerão por dois, enquanto com o pé apenas um.
Quando os defensores tomarem a bola, eles deverão tentar atravessar a linha central do campo, o 
que equivalerá a um gol, e isso obrigará a equipe atacante a fazer marcação alta (pressão no ataque), 
para recuperar a bola o mais rápido possível.
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Zona 2 para 
dois toques
Zona 2 para 
dois toques
Zona 1 = 
toques livres
Zona 3 para 
um toque
Figura 36 – Jogo das três zonas de ações ofensivas e defensivas
Exemplo 3: jogo de posse de bola com minigols.
Usar a metade do campo para jogar 8x8.
Os jogadores deverão trocar passes dando apenas um toque na bola. Apósvinte passes consecutivos, 
dá‑se o direito à equipe de jogar livre para tentar marcar gols nos dois minigols colocados a 1 m de 
cada linha lateral do campo, enquanto a outra equipe continuará jogando em um toque até conseguir 
o direito de marcar gols.
A equipe que marcar o gol voltará a trocar passes para adquirir nova vantagem. No caso de perda de 
bola, antes da conclusão dos vinte passes, a contagem retornará a zero para uma nova tentativa.
Se a bola sair do campo por qualquer das quatro linhas, a favor da equipe que estava com 
sua posse, esta cobrará o lateral com o pé, seguindo a contagem do número de passes que tinha 
no momento da saída.
Como variação do jogo, poderá haver um coringa para a equipe com bola, o qual terá liberdade 
de toques.
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Figura 37 – jogo de posse de bola com minigols
Exemplo 4: jogo de ataque contra defesa.
Usar a metade do campo, com um goleiro e mais dois minigols colocados próximos das linhas 
laterais no campo de ataque, a 5 m da linha central.
A saída é dada pelo treinador, que chutará a bola para o alto, e o jogador que a pegar iniciará o jogo 
para seu time.
A equipe que tiver a posse da bola trocará passes para criar as situações de ataque ou defesa. 
Os atacantes farão as manobras ofensivas para envolver os defensores e chutar ao gol, enquanto os 
defensores tentarão impedi‑los de marcar gols e ao mesmo tempo evoluirão para o outro campo, saindo 
pelas laterais, para fazer a bola passar por um minigol; o que equivalerá a um gol marcado pela equipe 
dos defensores.
Quando os defensores tiverem a bola, deverão usar também o goleiro para a troca de passes.
A duração será de acordo com a programação do treinador.
Os objetivos são: treinamento de manobras de ataque e defesa, posse de bola, aprimoramento de 
passes e chutes em situação real de jogo, além de marcação e desmarcação.
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Defensores
Atacantes
Figura 38 – Jogo de ataque contra defesa
Exemplo 5: jogada de ataque pelas pontas, usando laterais ou alas.
Usar o campo inteiro com uma equipe tendo goleiro, quatro defensores e volante e os atacantes 
atuando com a equipe completa.
Os defensores ficarão postados no campo de defesa e a bola de saída começará com o goleiro da 
equipe que atacar. O goleiro lançará para um dos zagueiros que passará a um dos laterais. O lateral, por 
sua vez, tocará a um dos atacantes na parte central da intermediária e este devolverá a bola ao volante, 
que, com um toque, passará a bola ao lateral avançando para a linha de fundo do campo adversário. 
Nesse momento os atacantes correrão em direção ao gol, posicionados para receber o cruzamento feito 
pelo lateral, para tentar concluir a meta.
Figura 39 – Jogada ofensiva usando as laterais do campo
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Unidade II
 Saiba mais
Mais exemplos poderão ser encontrados no livro:
FERNANDES, J. L. Futebol: da escolinha de futebol ao futebol profissional. 
São Paulo: EPU, 2003.
O profissional, adequado para atuar nesse estágio, deverá possuir grande conhecimento teórico 
somado a uma vasta experiência prática.
É o fim do processo no qual duração ou longevidade do desempenho dependerá da forma pela qual 
a performance será administrada pelos treinadores e pelos próprios jogadores.
O quadro a seguir resume claramente a ideia geral da composição do processo de formação de um jogador.
Quadro 4 – Visão geral sobre os estágios e seus componentes metodológicos
 Estágios Iniciantes Avançados Domínio
Idades 7 a 12 anos 13 a 17 anos
18‑20 anos: juniores 
Acima de 20 anos: profissional
Objetivos Aprendizagem da técnica 
geral e específica 
Desenvolvimento e aperfeiçoamento 
da técnica
Rendimento 
Alto rendimento
Métodos
Método analítico 
Método do jogo 
Método global
Método global 
Método do jogo 
Método dos exercícios complexos 
Metodologia do treinamento esportivo
Meios
Sequência pedagógica
Jogos adaptados 
Jogo normal
Jogo normal 
Jogo em espaço reduzido 
Exercícios individuais, em duplas, 
trios etc.
Preparação técnica 
Preparação física 
Preparação tática
 Observação
As considerações feitas para esse assunto, que envolvem os estágios, 
correspondem à base do conhecimento e ao ponto de partida para um 
aprofundamento no assunto através de leituras específicas e experiências 
práticas desenvolvidas com trabalho diário.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Exemplo de aplicação
No processo para ensino e desenvolvimento do futebol e do futsal devem ser desenvolvidos os 
condicionamentos técnico, físico e tático. Todos os condicionamentos são componentes dos estágios nos quais 
forem desenvolvidos processos de ensino e desenvolvimento dessas modalidades, nas quais, em função das 
fases sensíveis das capacidades físicas e motoras, um dos condicionamentos tem prioridade sobre outros.
Reflita a respeito dessas ideias e de que maneira elas podem orientar e contribuir para elaboração do 
planejamento de ensino e desenvolvimento do futebol e do futsal.
 Resumo
O planejamento de aulas ou sessões de treinamento demanda reflexões do 
profissional que atua na área para que sua participação no processo de ensino e 
desenvolvimento do futebol e do futsal seja de forma consciente e responsável.
As considerações se baseiam em quatro palavras: quando, como, onde 
e por quê. Deve‑se ter sempre uma resposta para elas, independentemente 
das atividades aplicadas.
Os componentes das atividades envolvem as capacidades do rendimento 
esportivo que são: a condição técnica, a condição física, as capacidades 
táticas e cognitivas, os fatores constitucionais físicos e relacionados à 
aptidão, às capacidades psíquicas e à sociabilidade; todas diretamente 
referentes ao desempenho do aluno ou de um jogador.
A condição técnica é composta de um conjunto de ações, que definem 
de que maneira devem ser realizados todos os movimentos referentes à 
partida. Tal conjunto que compõe a técnica no futebol e no futsal pode ser 
executado com ou sem a bola e é denominado de fundamentos técnicos. 
Tratam‑se dos passes e de suas variedades, chutes e suas diversas formas, 
condução da bola, domínio, dribles e fintas.
A condição física compreende uma série de exigências funcionais 
e motoras, que influenciam diretamente o desempenho técnico e 
tático. As principais necessidades físicas para a prática do jogo são: 
velocidade, força e resistência e suas variantes, completadas com 
flexibilidade e mobilidade.
A capacidade tática está relacionada com a distribuição e a organização 
dos jogadores dentro do campo, para desempenhar funções individuais 
e estratégias coletivas em um jogo. Para isso, são escolhidos os sistemas 
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Unidade II
táticos mais adequados às características dos jogadores da equipe e o tipo 
de adversário a ser confrontado.
Para o condicionamento ideal, o processo de ensino e desenvolvimento 
é dividido em estágios nos quais são exploradas as fases sensíveis das 
capacidades físicas e motoras mais favoráveis a cada faixa etária. Os seus 
estágios são: iniciante, avançado e domínio. A metodologia utilizada em 
cada um deles deve ser aquela que melhor atenda às demandas para 
se atingir os objetivos técnicos, físicos e táticos através da aplicação de 
exercícios especiais à finalidade.
 Exercícios
Questão 1. (Enade 2013, adaptada) Observe a figura, a legenda e a afirmativa subsequentes a 
respeito da universalização de gênero da prática do futebol.
1 CHARGE
 
“Jason, eu bem que gostaria de deixá‑lo jogar, mas futebol é jogo de meninas.”
(The New York Times Journal, jan. 2001).
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2 AFIRMATIVA
O futebol é um esporte universal praticado e reverenciado em todo o mundo, envolvendo todas as 
classes culturais, sociais e econômicas, sem distinção de raça ou sexo.
A respeito da Charge (1) e da Afirmativa (2) pode‑se afirmar que:
I – Apesar da universalização do futebol atingir o mundo todo, existem culturas em que ele é tratado 
de maneira diferente para meninos e meninas.
II – Em qualquer lugar ou cultura, o futebol é visto de forma igual para pessoas de gêneros diferentes, 
sendo uma atividade isenta de preconceitos.
III – Em sociedades machistas, o futebol é tratado como atividade masculina e as mulheres que se 
engajam nesta modalidade são discriminadas.
IV – Em algumas culturas, o futebol é praticado de forma indistinta por meninos e meninas. As 
divisões por gêneros somente acontecem a partir da adolescência.
V – Por ser uma modalidade predominantemente baseada na agilidade, o futebol pode ser disputado 
por homens e mulheres em competições oficiais.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
A) I, II e III.
B) I, III e IV.
C) I, II e IV.
D) I, III e V.
E) I, IV e V.
Resposta correta: alternativa B.
Análise das afirmativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: em algumas sociedades com culturas conservadoras e machistas, o futebol somente é 
permitido como prática para meninos. No Brasil, esta proibição vigorou até a década de 1970.
II – Afirmativa incorreta.
Justificativa: existe muito preconceito com praticantes de futebol do sexo feminino e com atletas 
homossexuais. Tais pessoas são muitas vezes tratadas com frases pejorativas e jocosas, hostilizadas e insultadas.
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Unidade II
III – Afirmativa correta.
Justificativa: apesar de ser aceito e praticado por mulheres, o futebol feminino é malvisto, tem 
menos apoio de patrocinadores e as atletas muitas vezes são discriminadas.
IV – Afirmativa correta.
Justificativa: há, por exemplo, o futebol praticado nos Estados Unidos, o soccer, por crianças de 
ambos os sexos até a adolescência.
V – Afirmativa correta.
Justificativa: apesar de exigir grande nível de destreza técnica, o futebol é uma modalidade de 
contato físico dividido em categorias diferentes por gênero, evitando o uso desproporcional da força.
Questão 2. No processo de ensino e aprendizagem do futebol, o método global pode ser 
empregado como forma de vivenciar o jogo e suas ações. No entanto, algumas adaptações devem 
ser feitas para garantir o êxito no processo. São adaptações necessárias ao método global no 
ensino do futebol:
I – Diminuição das dimensões do campo (20 x 40 m) e da quantidade de jogadores, aumentando a 
oportunidade de contato com a bola e as experiências de jogo.
II – Adaptação de regras de acordo com faixa etária das crianças, tempo de duração, dimensões das traves.
III – Orientação atenta do professor, evitando ações agressivas e desleais durante o jogo.
IV – Segmentação das ações de jogo em fundamentos específicos, ocorrendo a aprendizagem gradual 
e acumulativa de padrões de movimento.
V – Criação de sequências pedagógicas visando uniformizar o ensino das ações técnicas.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
A) I, II e III.
B) I, III e IV.
C) I, II e IV.
D) I, III e V.
E) I, IV e V.
Resolução desta questão na plataforma.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Unidade III
7 REGRAS DO FUTEBOL
As pesquisas sobre a evolução do futebol mostram que no início era praticado um jogo com diferentes 
regras e o seu desenvolvimento está relacionado à uniformização delas. Sabendo‑se da importância do 
conhecimento das regras para todos os envolvidos em sua prática (jogadores, professores, treinadores, 
espectadores) e com a finalidade de tornar o jogo mais fácil de ser compreendido, foi elaborado o 
conteúdo a seguir buscando auxiliar em sua aprendizagem.
 Saiba mais
Acesse os sites da Fifa e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) 
para mais informações: 
.
.
As modificações nas regras do futebol somente serão permitidas com a aprovação da entidade 
International Football Association Board (Ifab), que surgiu por iniciativa da Federação Inglesa 
(FA) após reunião com as federações de futebol de Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte em 
junho de 1886.
A Ifab foi criada com o objetivo de elaborar um conjunto uniforme de regras e continua a preservar, 
controlar, estudar e aperfeiçoar as regras do futebol.
As regras do jogo poderão ser adaptadas e modificadas, desde que sejam 
respeitados os princípios fundamentais, para partidas disputadas por 
jogadores com menos de 16 anos, equipes femininas, veteranos (com mais 
de 35 anos) e jogadores com deficiência física (CBF, 2008, p. 3).
Primeiramente devemos identificar o espaço de jogo, com seus nomes, tipo de piso e 
dimensões, posteriormente iniciaremos um trabalho consciente voltado para o ensinamento de 
futebol aos nossos futuros alunos.
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Unidade III
7.1 O campo
O campo de jogo deve ser retangular, com a superfície totalmente natural, ou se o regulamento da 
competição permitir, poderá ser integralmente artificial (na cor verde), ou natural e artificial – sistema 
híbrido (não podendo haver uma zona com grama natural e outra com grama artificial).
As demarcações precisam ser feitas com linhas de 12 cm, sendo que as linhas laterais terão 
comprimento mínimo de 90 m e máximo de 120 m; e as linhas de meta um mínimo de 45 m e o 
máximo de 90 m.
Em jogos internacionais, as linhas laterais terão no mínimo 100 m e no máximo 120 m; e as linhas 
de meta o mínimo de 64 m e o máximo de 75 m.
A linha média (linha central) divide o campo em duas metades: o centro é marcado pelo ponto 
central com um círculo central ao seu redor com um raio de 9,15 m.
Linha lateral
Poste de bandeira (opcional) Poste de bandeira de tiro de canto
Ponto central
Sem
icírculo
Ponto penal
6. Área penal
5. Área de m
eta
Linha de m
eta
Área de 
tiro de canto
Marcas 
opcionais
Linha central
Círculo central
9,15 m
Raio 1 m
16,5 m
5,5 m
11 m5,5 m
16,5 m
9,15 m
9,15 m
Mín. 90 m / máx. 120 m
M
ín. 45 m
 / m
áx. 90 m
7,32 m
Figura 40 – Campo de jogo e suas dimensões
A área do tiro de canto (escanteio) é demarcada por um quarto de círculo com raio de 1 m e um 
poste de bandeira de canto (obrigatório) com 1,5 m, no mínimo, do chão.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
A área penal, conhecida como grande área, é traçada com duas linhas perpendiculares à linha de 
meta, a 16,50 m do interior de cada poste de meta. Essas linhas prolongam‑se para dentro de campo 
por 16,50 m e são unidas por outra, traçada paralelamente à linha de meta.
O ponto penal (pênalti) será marcado a 11 m do meio da linha que une os dois postes da meta dentro 
de cada área penal. Um arco (semicírculo) é traçado no exterior de cada área penal com 9,15 m de raio, 
tendo a marca do ponto penal como centro.
Dentro da área penal, serão traçadas duas linhas perpendiculares à linha de meta, a 5,50 m do 
interior de cada poste, e prolongam‑se para dentro do campo por 5,50 m além de serem unidas por 
uma linha paralela à linha de meta, formando a área de meta, também conhecida como pequena área.
As metas (gols) são colocadas no centro de cada linha de meta e formadas por dois postes verticais 
com distância entre eles de 7,32 m e serão unidos por uma barra horizontal (travessão) cuja medida da 
sua borda inferior até o solo é de 2,44 m.
7.2 A bola
A bola utilizada para a prática do futebol tem de ser esférica e devemos nos atentarà faixa 
etária dos praticantes, pois existem bolas com tamanhos e pesos variados adequados para a 
característica física pela qual se encontra o indivíduo em crescimento e, assim, não prejudicar o 
seu desenvolvimento. Como exemplo, a categoria adulta utiliza bolas com peso mínimo de 410 g e 
máximo de 450 g e tem circunferência de 70 cm no máximo e 68 cm no mínimo, logo, não devem 
ser utilizadas para as categorias de base.
Durante uma partida de futebol, a bola pode ficar defeituosa, e se isso ocorrer na execução de um 
tiro de meta, tiro de canto, tiro livre, tiro de saída, tiro penal ou arremesso lateral (situações em que a 
bola está fora de jogo), ela será trocada e o jogo reiniciado conforme a correspondente regra.
Caso a bola fique defeituosa depois da execução do tiro livre e do tiro penal e antes de tocar 
em qualquer jogador, no travessão ou nos postes da meta, a ação será repetida. E se acontecer 
com bola em jogo, deverá haver interrupção e reinício com a situação de bola ao chão no local em 
que ocorreu o defeito. Ao redor do campo, são colocadas bolas adicionais para serem utilizadas 
no decorrer do jogo.
O procedimento para a situação de bola ao chão acontece no local onde ela se encontrava no 
momento em que o árbitro interrompeu a partida, exceto se ocorrer dentro da área de meta (pequena 
área), que será realizado sobre a linha da área de meta paralela à linha de meta, no ponto mais próximo 
do local onde a bola se encontrava quando o jogo foi interrompido.
O árbitro deixará a bola cair no local e estará em jogo quando tocar no chão. A situação de bola ao 
chão pode ser disputada por qualquer número de jogadores, inclusive os goleiros, e será repetida caso 
ocorram as situações a seguir:
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• se um jogador tocar na bola antes de tocar no chão;
• se a bola sair do campo de jogo depois de tocar no chão, mas nenhum jogador tocá‑la.
• se, na disputa de bola ao chão, um jogador chutá‑la e ela entrar diretamente na meta, o gol não 
será valido.
O árbitro assinalará:
• um tiro de meta, se a bola entrar na meta adversária;
• um tiro de canto, se a bola entrar na própria meta.
 Observação
O gol, nessa situação, somente será assinalado se tocar em pelo menos 
dois jogadores.
7.3 Os jogadores
Uma partida de futebol terá, no máximo, 11 jogadores em cada equipe, sendo que um será 
obrigatoriamente o goleiro. Para a CBF (2008), o número mínimo para iniciar‑se um jogo ou continuar 
uma partida será de sete jogadores, e se uma equipe ficar com um número inferior, porque um ou mais 
jogadores abandonou o campo, o árbitro aguardará a bola sair do jogo e não poderá continuar a partida 
sem o número mínimo de jogadores.
Ao participar de uma competição de futebol, principalmente nas categorias de base ou recreativas, 
devemos ler o regulamento para identificar o que foi alterado das regras oficiais e, assim, orientarmos 
os jogadores, a comissão técnica, enfim, aqueles que estiverem no evento.
Como exemplo citamos a importância de relacionar todos os nomes dos jogadores e substitutos 
antes do início da partida, para que, mesmo chegando atrasados no jogo, possam completar a 
equipe e participar.
Outro padrão é o número de substituições que podem acontecer e o número de substitutos que 
participam no decorrer da partida. Em competição oficial organizada pela Fifa, devem ser feitas no 
máximo três substituições, e o número de substitutos será no mínimo 3 e no máximo 12.
Os procedimentos para a substituição dos jogadores obedecem algumas condições:
• é necessário informar o árbitro antes de qualquer substituição;
• o árbitro autoriza o jogador a sair do campo, exceto se já houver saído;
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• o jogador que sair da partida poderá utilizar qualquer lugar mais próximo do qual se encontra 
para deixar o campo e não deverá retornar e participar do jogo novamente, exceto nos casos que 
o regulamento permita, como nas categorias de base (que utiliza substituições ilimitadas).
O jogador que entrar:
• deve aguardar uma paralisação da partida após o indivíduo que for substituído deixar o campo 
de jogo;
• recebe autorização do árbitro;
• entra utilizando a linha central (média) do campo.
Qualquer jogador pode trocar de posição com o goleiro, desde que o árbitro seja informado e a 
mudança aconteça durante uma paralisação do jogo. Caso não seja respeitado esse procedimento, os 
jogadores envolvidos serão advertidos com cartão amarelo; cada equipe terá um capitão. Este jogador 
não tem qualquer privilégio, mas possuirá um certo grau de responsabilidade pela conduta de sua equipe.
Para se jogar o futebol, devem‑se utilizar os seguintes equipamentos obrigatórios:
• calçado, embora a regra não especifique o tipo que deva ser utilizado, porém, como a superfície 
do jogo é grama, o ideal é usar um par de chuteiras, uma vez que são desenvolvidas com material 
apropriado e, principalmente, por conter travas na sola para auxiliar a pisada dos jogadores nesse 
tipo de terreno;
• meias, normalmente compridas, para cobrir as caneleiras;
• caneleiras que são feitas com material apropriado para garantir uma proteção razoável;
• calções e, para o goleiro, calças compridas;
• camiseta com mangas.
 Observação
Se no decorrer da partida um jogador perder acidentalmente a caneleira 
ou o calçado, assim que possível, deverá recompor o equipamento, e no 
mais tardar, na primeira paralisação do jogo; se, antes de o fazer, jogar a 
bola e/ou marcar um gol, esse será válido.
Visando à segurança dos jogadores, não é permitido usar qualquer tipo de joia (anéis, colares, 
pulseiras, brincos etc.), devendo ser retiradas antes do início da partida. O árbitro e os outros oficiais da 
arbitragem inspecionam os atletas para evitar que estejam utilizando algum artigo que seja perigoso.
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As equipes devem utilizar uniformes com cores que as diferenciem entre si e também dos 
oficiais de arbitragem. O goleiro precisa usar cores diferentes dos outros jogadores e dos oficiais 
de arbitragem.
Alguns equipamentos para proteção, não perigosos, como bonés de goleiros, protetores de cabeça, 
máscaras faciais, óculos desportivos e cotoveleiras de materiais maleáveis, são autorizados.
 Saiba mais
Os detalhes sobre especificações da utilização desses materiais podem 
ser encontrados nas regras do jogo em: 
THE INTERNATIONAL FOOTBALL ASSOCIATION BOARD (Ifab). Laws of the 
game 2016/17. Zurich: Ifab, 2016. Disponível em: . Acesso em: 22 mar. 2017.
7.4 Os árbitros
As regras do futebol devem ser respeitadas e aplicadas, mas, para que isso aconteça, existe a figura 
do árbitro, que possui total autoridade e deve tomar medidas adequadas para se cumprir as regras. Terá 
a colaboração dos demais oficiais da equipe de arbitragem, atuando como cronometrista (controlando 
a duração da partida), supervisionará e/ou indicará o reinício do jogo, anotando os incidentes ocorridos 
antes, durante e depois do jogo e enviando‑os através de relatório às autoridades competentes.
As decisões tomadas não podem ser alteradas caso a partida já tenha sido reiniciada, ou se já houver 
saído do campo de jogo, após o encerramento do primeiro tempo, da partida, ou da prorrogação. 
Enfim, atua visando às medidas disciplinares e com informações dos outros oficiais de arbitragem sobre 
incidentes que estejam fora do seu campo visual.
O árbitro possui alguns equipamentos obrigatórios: apito, relógio, cartões amarelo e vermelho, além 
de um bloco de notas para registrar as ocorrências do jogo. Em competições oficiais, estão autorizados 
spray e equipamentos para comunicação entre os oficiaisde arbitragem, como fones auriculares, 
bandeiras eletrônicas etc.
Mesmo utilizando o apito, o árbitro deverá sinalizar tudo o que foi ou estiver sendo marcado:
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Tiro livre indireto
Pênalti
Tiro livre direto
Cartão vermelho 
ou amarelo
Vantagem (1)
Tiro de canto
Vantagem (2)
Tiro de meta
Figura 41 – Gestos realizados pelo árbitro para indicação das ações a serem realizadas na partida
Como mencionado, o árbitro é auxiliado por outros oficiais de arbitragem, que ajudam a inspecionar 
o campo de jogo, as bolas, o equipamento dos jogadores, além de fazerem registro do tempo de jogo, 
gols, condutas incorretas etc., que são árbitros assistentes, conhecidos como bandeirinhas; auxiliam o 
árbitro indicando quando:
• um jogador estiver em posição de impedimento;
• a bola sair completamente do campo e se o reinício acontecer por meio de tiro de meta ou de 
canto e qual equipe deve executar o arremesso lateral;
• for solicitada uma substituição e devem supervisionar esse procedimento;
• o goleiro se mover para frente antes que a bola seja tocada ou se ultrapassou totalmente a linha 
de gol nas cobranças de pênalti;
• estiverem mais próximo do lance, entrarem no campo para controlar a distância dos 9,15 m.
O quarto árbitro tem a função de:
• informar sobre qualquer conduta incorreta dos integrantes das áreas técnicas;
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• indicar o tempo de jogo adicional mínimo que o árbitro comunica que concederá no fim de cada 
período de jogo;
• supervisionar o procedimento de substituição e o equipamento do jogador;
• verificar o retorno do jogador ao campo depois do sinal de autorização do árbitro.
Árbitros assistentes adicionais se posicionam ao lado da meta (gol) e atrás da linha de meta (fundo) 
para indicar:
• quando a bola ultrapassar completamente a linha de meta, saindo do campo de jogo, informando 
se o reinício será através do tiro de meta ou de canto;
• se um gol for marcado;
• quando, nas cobranças de pênaltis (tiro penal), o goleiro se mover para frente antes que a bola seja 
tocada.
Árbitro assistente reserva deve substituir um árbitro assistente (bandeirinha) ou o quarto árbitro que 
não possa continuar a desempenhar suas funções.
Substituição Falta cometida 
por defensor
Tiro de canto Tiro de meta Impedimento Impedimento 
próximo ao árbitro 
assistente
Impedimento na 
zona central do 
campo
Impedimento do 
lado oposto ao 
árbitro assistente
Falta cometida 
por atacante
Arremeso lateral 
para o ataque
Arremeso lateral 
para a defesa
Figura 42 – Sinais do árbitro assistente
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7.5 Tempo de jogo
Uma partida de futebol terá duração de 90 minutos, divididos em dois períodos iguais de 45 
minutos cada, mais a recuperação do tempo perdido, em cada um deles, em razão de substituições, 
atos indisciplinares, perdas de tempo (como atraso na comemoração de gols ou a cera praticada pelo 
jogador na cobrança do tiro de meta), avaliação de lesões ou transporte dos jogadores lesionados para 
fora do campo de jogo, enfim, qualquer atraso significativo para o reinício de jogo será acrescido como 
tempo adicional, decidido pelo árbitro e indicado pelo quarto árbitro no fim do último minuto de cada 
período de jogo.
Um intervalo entre os dois períodos, normalmente de 15 minutos no máximo, acontece para o 
descanso dos jogadores e poderá ser modificado com a permissão do árbitro.
 Observação
A duração de cada período de jogo deve ser prolongada para que um 
tiro penal (pênalti) seja executado ou repetido.
Uma partida de futebol começará com o tiro inicial (saída executada no ponto central) em cada 
período, inclusive se houver prorrogações (também conhecido por tempo extra), e depois que um gol 
for marcado.
O procedimento para o tiro inicial, utilizando uma moeda, será realizado com um sorteio, e a equipe 
vencedora escolherá a direção para atacar no primeiro período, ficando com a posse de bola a outra 
equipe que perdeu o sorteio e fará o tiro inicial (saída).
Para iniciar o segundo período, as equipes trocam de lado (campo) e atacam na direção contrária ao 
do primeiro período, sendo que a equipe que venceu o sorteio (escolheu o lado de atacar no início do 
jogo) realiza o tiro de saída para começar o segundo período.
Sempre após a marcação de um gol, o tiro de saída acontece a favor da equipe que o sofreu.
No tiro de saída, a bola será colocada no chão sobre o ponto central; todos os jogadores devem 
permanecer na sua própria metade do campo (lado de defesa); e os adversários da equipe com o direito 
a executar o tiro de saída necessitam ficar a uma distância de 9,15 m da bola (fora do círculo central), 
até que ela entre em jogo.
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Figura 43 – Tiro de saída
O árbitro autoriza o tiro de saída dando o sinal, e a bola entra em jogo logo após ser tocada e se 
mover. Será válido o gol marcado diretamente de um tiro de saída contra a equipe adversária.
 Observação
Será marcado a favor da equipe adversária um tiro livre indireto se o 
jogador que executar o tiro de saída tocar a bola consecutivamente. Se 
utilizar as mãos, será marcado um tiro livre direto.
No futebol é comum ouvirmos as expressões bola fora de jogo e bola em jogo. Estará fora de jogo, 
quando o árbitro interromper a partida e ultrapassar completamente as linhas de meta ou as linhas 
laterais, pelo chão ou pelo alto, para fora do campo de jogo.
Estará em jogo se permanecer no campo em todas outras situações, mesmo se tocar em um oficial 
da equipe de arbitragem (posicionado dentro do campo) e nos postes e travessões da meta, além dos 
mastros de tiro de canto.
7.6 Determinação do resultado
Uma equipe será considerada vencedora quando marcar o maior número de gols; caso ambas 
marquem o mesmo número de gols ou não marquem nenhum, o jogo terminará empatado.
Será considerado gol, quando a bola ultrapassar completamente a linha de meta, entre os postes e 
por baixo do travessão, desde que nenhuma infração tenha sido cometida pela equipe que o marque.
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Figura 44 – É necessário que a bola passe completamente pela linha da meta
Dependendo do regulamento da competição na qual a partida está vinculada, e for exigido um 
vencedor após um jogo, ou uma série de jogos, serão permitidos os seguintes critérios de desempates:
• regra de gols marcados fora de casa (quando não é o mandante do jogo);
• prorrogação;
• tiros livres desde a marca penal.
7.7 Impedimento
O impedimento é uma regra do futebol que causa muita polêmica, principalmente quando acaba por 
interferir no resultado da partida; por exemplo, um gol é anulado devido a essa regra.
Com isso, para que o jogador seja considerado em posição de impedimento, é necessário que, no 
momento do passe:
• qualquer parte de sua cabeça, corpo ou pés esteja na metade do campo adversário (excluindo a 
linha de meio de campo);
• qualquer parte de sua cabeça, corpo ou pés esteja mais próxima à linha de meta adversária do que 
a bola e o penúltimo adversário (CBF, 2008).
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Figura 45 – Situação na qual o jogador que recebe o passe está em impedimento
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 Deslocamento da bola
Figura 46 – Situação na qual o jogador que recebe o passe não está em impedimentoE fique atento, pois um jogador que estiver em posição de impedimento não está infringindo as 
regras. Ele estará cometendo algo no momento em que a bola for jogada ou tocada por um companheiro 
de equipe e só deverá ser punido se participar ativamente, interferindo no jogo ao jogar ou ao tocar 
na bola, que foi passada ou tocada por um companheiro, ou interferir em um adversário de uma das 
seguintes maneiras:
• impedindo o adversário de jogar a bola, obstruindo sua linha de visão;
• disputando a bola com o adversário;
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• praticando uma ação clara que apresente um impacto efetivo na possibilidade de o adversário 
jogar a bola.
Também é considerado participar ativamente ao ganhar vantagem da posição de impedimento por 
jogar a bola ou interferir em um adversário, quando a bola tiver sido:
• desviada ou rebatida nos postes ou no travessão da meta ou em um adversário;
• jogada por um adversário para fazer uma defesa deliberada (impedir que a bola entre na meta).
 Observação
Uma defesa deliberada acontece quando um atleta, intencionalmente, 
joga a bola que vai em direção ou que está próxima de sua meta, com 
qualquer parte do corpo, exceto as mãos, a menos que seja o goleiro em 
sua própria área de pênalti.
O impedimento não acontecerá quando o indivíduo receber a bola diretamente em três situações:
• tiro de meta;
• arremesso lateral;
• tiro de canto.
Quando for cometido um impedimento, o árbitro irá conceder a favor da equipe adversária um tiro 
livre indireto, no local onde ocorreu a infração, inclusive se for na própria meta do campo do jogador.
7.8 Faltas e incorreções
7.8.1 Tiro livre direto
Para CBF (2008), o tiro livre direto será consentido à equipe adversária a do jogador que praticar 
ações julgadas pela arbitragem como imprudentes, temerárias ou com uso excessivo da força. São elas:
• fazer carga em um adversário;
• saltar sobre um adversário;
• dar ou tentar dar um pontapé em um adversário;
• empurrar um adversário;
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• golpear ou tentar golpear um adversário, inclusive com a cabeça;
• dar uma entrada ou disputar a bola com um adversário;
• dar ou tentar um calço ou uma rasteira em um adversário;
• tocar intencionalmente a bola com as mãos, com exceção do goleiro dentro de sua área penal;
• segurar ou agarrar um adversário;
• impedir que o adversário se movimente com um contato físico;
• cuspir em um adversário.
Se alguma dessas ações envolverem contato, a equipe do jogador que o cometeu será punida com 
um tiro livre direto ou pênalti.
A imprudência de um jogador se relaciona à falta de atenção ou sem preocupação no que se 
refere a seu adversário, quando participa de uma disputa com ele. Não é necessário qualquer tipo de 
sanção disciplinar.
Uma ação temerária se relaciona ao jogador que não considera os riscos ou as consequências que 
suas ações possam causar em seu adversário e com isso ele deva ser advertido com um cartão amarelo.
O uso da força excessiva significa que o jogador excedeu a força necessária para a realização de 
determinada ação e, assim, assume o risco de provocar uma lesão em seu adversário. Devido à gravidade, 
o jogador deverá ser expulso.
7.8.2 Tiro livre indireto
O gol, a partir da cobrança, somente será válido se a bola for tocada por outro atleta, 
independentemente se for ou não da equipe que realizou a cobrança. O tiro livre indireto será 
concedido à equipe contrária ao jogador que realizou alguma ação, como:
• Jogar de maneira perigosa: toda ação de tentar jogar a bola quando houver risco para alguém. As 
tesouras e as bicicletas são permitidas, desde que não causem perigo para o adversário.
• Impedir o movimento de um adversário sem qualquer contato: se colocar no caminho na tentativa 
de obstruir seu avanço, fazendo diminuir a velocidade ou alterar a direção, quando a bola não 
estiver em disputa.
• Impedir o goleiro de jogar ou tentar jogar a bola com as mãos ou com os pés quando estiver em 
processo de colocação da bola em disputa.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
 Observação
Todos os jogadores têm o direito de ocupar um espaço no campo, 
porém estar no caminho de um adversário é diferente de se colocar em 
seu caminho.
Para o goleiro, também existem algumas ações que não podem ser efetuadas ou resultarão em tiro 
livre indireto. São elas:
• manter a bola nas mãos durante mais de 6 segundos, antes de soltá‑la;
• tocar a bola com as mãos depois de:
— ter colocado em disputa e antes de a bola ser tocada por outro jogador;
— receber a bola passada intencionalmente com os pés por um companheiro;
— receber a bola diretamente de um arremesso lateral efetuado por um companheiro.
É considerado que o goleiro tenha o controle e a posse da bola quando:
• mantiver a bola nas mãos ou quando ela se encontrar entre a sua mão e uma superfície, por 
exemplo: o chão e seu corpo;
• estiver tocando na bola com qualquer parte das mãos ou dos braços, exceto se a bola rolar 
acidentalmente ou mesmo após fazer uma defesa intencional;
• tiver a bola na palma da mão aberta;
• estiver quicando a bola no chão ou a jogando para o ar.
Quando o goleiro possuir a bola em suas mãos sob seu controle ou domínio, nenhum jogador 
adversário poderá disputar a bola com ele.
7.8.3 Medidas disciplinares
O árbitro tem autoridade para aplicar as sanções disciplinares que a regra da modalidade coloca 
antes, durante ou após o término da partida. As sanções disciplinares são os cartões amarelo e vermelho. 
O cartão amarelo tem a função de comunicar uma advertência, enquanto o cartão vermelho serve 
para informar a expulsão do jogo. Tais cartões só podem ser mostrados para jogadores, substitutos e 
jogadores substituídos.
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Unidade III
Quando o árbitro decidir mostrar um cartão, ele poderá retardar o reinício da partida até aplicá‑lo. 
Porém em caso de lei da vantagem, após uma falta passível de cartão, a advertência ou a expulsão será 
aplicável quando a bola estiver fora de jogo ou quando ocorrer uma clara oportunidade de gol.
As infrações nas quais o jogador é punível com advertência, ou seja, o cartão amarelo são:
• retardar o reinício do jogo;
• discordar das decisões da arbitragem com palavras ou ações;
• entrar, regressar ou deixar o campo de jogo sem a autorização do árbitro;
• não respeitar a distância exigida para o reinício do jogo, como em tiros de canto, tiros livres e 
arremessos laterais;
• infringir por diversas vezes as regras do jogo;
• praticar atitude antidesportiva.
 Saiba mais
Para saber quais as atitudes antidesportivas passíveis de advertência, 
consulte as leis do jogo em: 
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF). Regras de futebol 
2016/17. Rio de Janeiro: CBF, 2016. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
Na comemoração de gols, são passíveis de punição com cartão amarelo as seguintes ações:
• subir nos equipamentos de proteção do campo;
• fazer gestos provocativos, debochados ou inflamatórios;
• cobrir a cabeça ou o rosto com máscaras ou artigo semelhante;
• tirar a camisa ou utilizá‑la para cobrir a cabeça.
No retardamento do reinício do jogo, as ações dos jogadores puníveis com cartão amarelo são:
• fingir executar um arremesso lateral, mas deixar a bola para o companheiro realizar a cobrança;
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
• demorar para sair do campo quando for substituído;
• retardar excessivamente o reinício do jogo;
• tocar ou carregar a bola para longe do local de reiníciodo jogo;
• cobrar o tiro de reinício no local errado para provocar a repetição no local correto.
As infrações que um jogador, um substituto ou um jogador substituído devem cometer para ser 
expulso são:
• impedir intencionalmente com a mão um gol ou uma clara oportunidade de gol para a equipe 
adversária; não se aplicando ao goleiro quando ele estiver em sua própria área penal;
• impedir uma clara oportunidade de gol, quando o adversário segue para meta contrária, cometendo 
uma ação punível com tiro direto;
• efetuar jogo brusco grave;
• cuspir em um adversário;
• usar linguagem ou gestos ofensivos, injuriosos ou grosseiros;
• receber uma segunda advertência (cartão amarelo) no mesmo jogo.
7.8.4 Reinício do jogo após faltas e incorreções
Se a bola não estiver em jogo e o jogador cometer qualquer infração dentro do campo de jogo contra:
• um adversário: tiro livre indireto, tiro livre direto ou pênalti;
• um companheiro, um substituto ou um jogador substituto, um oficial de equipe ou um oficial de 
arbitragem: tiro livre direto ou pênalti;
• qualquer outra pessoa: bola ao chão.
Quando a bola estiver em jogo e o jogador cometer a infração fora do campo de jogo:
• se o jogador se encontrava fora do campo de jogo: o reinício do jogo será dado com uma bola 
ao chão;
• se o jogador sair do campo de jogo para cometer a infração, o jogo será reiniciado com um tiro 
indireto do local em que a bola se encontrava no momento da interrupção.
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Unidade III
Quando um jogador atirar um objeto contra o seu adversário, será realizado um tiro livre direto no 
local onde acertar ou tentar acertar o adversário ou tiro penal.
O jogo será reiniciado com um tiro livre indireto quando:
• um jogador que se encontra dentro do campo lançar um objeto contra qualquer pessoa de fora 
do campo;
• um substituto ou jogador substituído lançar um objeto contra qualquer pessoa de fora do campo.
7.9 Tiro livre e penal
Os tiros livres direto e indireto são concedidos a favor da equipe adversária do jogador que cometeu 
uma infração ou falta. A indicação de qual tipo de tiro é marcado, relaciona‑se ao gesto executado pelo 
árbitro.
Para o árbitro indicar um tiro livre direto, deverá estender o braço na altura do ombro. Para informar 
um tiro livre indireto, o arbitro irá levantar o braço acima da cabeça. Ele permanecerá nesta posição até 
que o tiro indireto seja executado.
Tiro livre indireto Tiro livre direto
Figura 47 – Gesto do árbitro para indicar o tiro livre direto e indireto
A principal diferença entre os tiros direto e indireto está relacionada à questão de validação do 
gol a partir desse tiro. Sendo assim, se a bola entrar na meta adversária em um tiro livre direto, será 
validado o gol. Porém, se a bola entrar diretamente na meta adversária em um tiro indireto, será 
marcado tiro de meta.
É assinalado um tiro de meta em um tiro livre indireto, devido ao fato da necessidade de um segundo 
jogador ter que tocar na bola antes de ela entrar na meta adversária, por isso o nome de tiro indireto.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Os procedimentos para a realização dos tiros livres obedecem alguns requisitos, por exemplo, a sua 
execução sempre se dará no local onde a infração ou a falta ocorreu.
A bola deve estar imóvel e o jogador que executa o tiro, ou seja, efetua o primeiro toque, não poderá 
fazê‑lo novamente antes de outro atleta. Antes de a bola entrar em jogo, os adversários da equipe, que 
irá executar o tiro, devem estar pelo menos a 9,15 m da bola e fora da área penal quando for cobrado 
um tiro livre direto na área penal.
Um tiro penal ou pênalti será marcado quando um jogador cometer uma infração punível com um 
tiro livre direto dentro de sua própria área penal. Os procedimentos para execução do tiro livre direto na 
área penal são:
• a bola precisa estar imóvel na marca penal;
• o executante do pênalti tem de ser devidamente identificado, para que todos saibam que irá 
realizar o tiro;
• o goleiro deve permanecer sobre a linha da meta, de frente para o executante e entre os postes, 
ou seja, não poderá se movimentar para frente até a bola ser tocada.
Todos os outros jogadores, com exceção do goleiro, deverão estar:
• a pelo menos 9,15 m da marca penal;
• atrás da marca penal;
• dentro do campo de jogo;
• fora da área penal.
Com isso o árbitro irá autorizar a cobrança do tiro direto, a qual o executante deverá tocar a bola 
para frente, mesmo que seja de calcanhar. O jogador que realizar o tiro direto não poderá tocar na bola 
novamente, até que outro atleta o faça.
O tiro penal somente será concluído quando a bola parar completamente, sair do jogo ou o árbitro 
interromper o jogo por qualquer infração às regras do jogo.
Existem algumas regras que precisam ser observadas durante a execução do tiro penal que podem 
resultar em anulação do tiro, em repetição do tiro e em gol. A seguir identificaremos as ações e suas 
consequências para o tiro penal.
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Unidade III
Quadro 5 – Resultado do tiro penal
Gol Não gol
Invasão por jogador atacante Repete o pênalti Tiro livre indireto
Invasão por jogador defensor Gol Repete o pênalti
Infração do goleiro Gol Repete o pênalti e apresenta cartão 
amarelo para o goleiro
Bola tocada para trás Tiro livre indireto Tiro livre indireto
Finta ilegal Tiro livre indireto e apresenta cartão 
amarelo para o executante
Tiro livre indireto e apresenta cartão 
amarelo para o executante
Executante não identificado
Tiro livre indireto e apresenta cartão 
amarelo para o executante não 
identificado
Tiro livre indireto e apresenta cartão 
amarelo para o executante não 
identificado
Fonte: CBF (2016, p. 101).
7.10 Arremesso lateral, tiro de canto e tiro de meta
Conforme CBF (2008), o arremesso lateral é uma ação realizada a favor da equipe adversária a do 
último jogador que tocar na bola antes da sua saída total do campo de jogo pela linha lateral tanto pelo 
chão como pelo alto. Sendo que não poderá ser marcado gol diretamente do arremesso lateral.
Apesar dessa regra, o arremesso lateral é recurso muito utilizado principalmente por equipes 
que têm jogadores com grande potência em seus membros superiores, para arremessar a bola em 
longas distâncias, como dentro da área penal adversária, criando diversas situações que possam 
ser transformadas em gol.
Algumas situações precisam ser observadas para a execução correta do arremesso lateral. O jogador 
que irá executá‑lo deverá:
• estar de frente para o campo de jogo;
• ter parte de cada pé sobre a linha lateral ou no chão fora do campo de jogo;
• lançar a bola com ambas as mãos vindas de trás da cabeça, desde o local por onde a bola saiu do 
campo de jogo.
Todos os adversários deverão estar a pelo menos 2 m de distância do local de arremesso lateral.
Já o tiro de canto será marcado quando a bola ultrapassar por completo a linha de meta tanto 
pelo chão como pelo alto e for tocada por último em um jogador do time adversário. O gol marcado 
diretamente após o tiro de canto será válido somente se a bola entra na meta do adversário. Se a 
bola entrar diretamente na própria meta do executante, será marcado novo tiro de canto para a 
equipe adversária.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
A bola deverá ser colocada na área de canto mais próxima do local por onde ela saiu pela linha de 
meta. A bola precisará estar imóvel e ser tocada por um jogador da equipe que ataca, entrando, assim, 
em jogo no momento do toque.
Os jogadores da equipe adversária deverão estar a, pelo menos, 9,15 m da área de canto, até a bola 
entrar em jogo.
Para a concessão do tiro de meta, é necessário que a bola ultrapasse65
7.3 Os jogadores ........................................................................................................................................... 66
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7.4 Os árbitros ............................................................................................................................................... 68
7.5 Tempo de jogo ....................................................................................................................................... 71
7.6 Determinação do resultado .............................................................................................................. 72
7.7 Impedimento .......................................................................................................................................... 73
7.8 Faltas e incorreções ............................................................................................................................. 75
7.8.1 Tiro livre direto ......................................................................................................................................... 75
7.8.2 Tiro livre indireto ..................................................................................................................................... 76
7.8.3 Medidas disciplinares ............................................................................................................................ 77
7.8.4 Reinício do jogo após faltas e incorreções ................................................................................... 79
7.9 Tiro livre e penal .................................................................................................................................... 80
7.10 Arremesso lateral, tiro de canto e tiro de meta ..................................................................... 82
8 REGRAS DO FUTSAL ....................................................................................................................................... 83
8.1 O espaço de jogo .................................................................................................................................. 84
8.2 A bola ........................................................................................................................................................ 86
8.3 Número de jogadores ......................................................................................................................... 87
8.4 Duração da partida .............................................................................................................................. 88
8.5 Início da partida .................................................................................................................................... 89
8.6 Faltas ......................................................................................................................................................... 92
8.7 Tiro penal ................................................................................................................................................. 96
8.8 Ação do goleiro ..................................................................................................................................... 97
8.9 Retorno da bola em jogo ................................................................................................................100
8.10 A lei da vantagem ............................................................................................................................104
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APRESENTAÇÃO
A disciplina Futebol tem por objetivo estudar o futebol em todos os componentes que estão 
relacionados com o labor do professor de Educação Física, envolvendo o conhecimento da história 
desse esporte, a metodologia de ensino e desenvolvimento, além dos elementos técnicos e táticos e das 
regras básicas de competição.
Após a leitura deste livro-texto, você deverá ser capaz de:
• conhecer os principais fatos que deram origem e contribuíram com a evolução do futebol e do 
futsal;
• aplicar o esporte nas suas três principais dimensões, que abrangem educação, saúde, lazer e 
rendimento;
• identificar e escolher os métodos mais adequados ao ensino do futebol e do futsal;
• entender os componentes que fazem parte de cada uma das formas de condicionamento para a 
preparação do jogador em qualquer um dos níveis de atuação;
• observar os estágios do processo de ensino e seus componentes, além de aplicar a metodologia 
mais adequada aos objetivos de cada um;
• conhecer e interpretar as regras básicas de jogo tanto do futebol quanto do futsal;
• interpretar os diversos tipos de exercícios e suas finalidades;
• saber como, quando, onde e por quê de todos os componentes de uma aula ou um treinamento 
de futebol e futsal;
• atuar como pesquisador de futebol e de futsal.
INTRODUÇÃO
O futebol, eleito o esporte das multidões, movimenta de forma extraordinária a mídia e a 
economia de todo o mundo. Como paixão de muitas pessoas, é diariamente discutido de forma 
calorosa pela sociedade, de modo indiscriminado, em que todos se consideram entendidos do assunto. 
Evidentemente, pela penetração generalizada que o assunto oferece, as pessoas possuem argumentos 
para suas opiniões, porém, profissionais, de alguma forma envolvidos na questão, necessitam de um 
conhecimento mais abrangente.
Dessa forma, a disciplina Futebol busca proporcionar ao futuro professor de Educação Física 
um conhecimento mais envolvente e necessário para as obrigações da profissão nas diversas áreas 
de atuação.
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Para isso, os tópicos fundamentais a essa finalidade serão apresentados em três unidades, que irão 
tratar das bases do conhecimento teórico e da aplicação prática dessa modalidade esportiva, usada 
como ferramenta educacional nas escolas, recreação e lazer, pela sociedade em geral, e as bases para 
futura especialização em esporte de rendimento ou alto nível.
Para iniciarmos o estudo do futebol e do futsal, partiremos de uma apresentação desses esportes 
através de uma visão geral resumida da história de ambos, a fim de informar os acontecimentos 
mais relevantes ocorridos ao longo dos tempos que mostram como eles surgiram e evoluíram, 
tomando a forma do jogo que conhecemos hoje, ao mesmo tempo que essas informações se 
revestem de importância para entendermos que, como todas as coisas conhecidas pela humanidade, 
sempre se transformam e se atualizam na busca incessante da perfeição e, no caso dos esportes, as 
surpresas que se materializam em vitórias e conquistas de títulos, levando os protagonistas a serem 
reconhecidos pela própria história.
A evolução foi tão marcante, que tornou o futebol um esporte universal e o mais praticado no 
mundo. De tão envolvente, o jogo deixou de ser privilégio de poucos, dando acesso à participação de 
praticantes em todos os níveis de domínio, tornando-se ferramenta educacional nas escolas, além de ser 
executado como forma de lazer e manutenção de estado de saúde e finalmente aquele praticado por 
indivíduos que conseguiram desenvolver o máximo de suas potencialidades e talento para chegarem a 
um grupo especial, que envolve o futebol e o futsal profissionais.
Como o futebol e o futsal atingem todas essas situações?
Além de responder a essa pergunta, será apresentada uma breve história mostrando as caraterísticas 
envolvidas em cada forma prática desse tipo de jogo, para que o futuro professor possa ser preparado 
adequadamente ao desempenho da sua função.
Em seguida, serão abordados os componentes do processo para o ensino e desenvolvimento do 
praticante ou de um jogador através do esclarecimento dos significados dos condicionamentos técnico, 
físico e tático que envolvem a preparaçãotambém a linha de meta tanto 
pelo chão como pelo alto, depois de ser tocada por um jogador de equipe atacante, sem que seja 
marcado um gol.
Um gol poderá ser marcado a partir de um tiro de meta, desde que a bola entre na meta adversária. 
Se a bola entrar na meta do executante do tiro de meta, será marcado um tiro de canto a favor da 
equipe adversária.
A bola deverá estar imóvel e ser tocada de qualquer ponto da área de meta por um jogador da 
equipe defensora. Ela entrará em jogo assim que sair diretamente da área penal. Todos os jogadores da 
equipe adversária precisarão estar fora da área penal até que a bola entre no jogo.
8 REGRAS DO FUTSAL
A prática do futsal sob a orientação do profissional da educação física requer conhecimento sobre 
os detalhes que compõem cada regra da modalidade para obter um trabalho consciente no processo de 
ensino e desenvolvimento do futsal. Com a intenção de facilitar a aprendizagem, algumas adaptações 
devem acontecer nas atividades, buscando a prática do jogo de forma simples e aos poucos serão 
apresentadas com sua complexidade para que o praticante possa utilizá‑las quando jogar o futsal em 
qualquer parte do mundo.
O futsal surgiu como adaptação do futebol de campo para ser praticado em espaço reduzido, 
em uma quadra esportiva, com cinco jogadores em cada time. O objetivo, como no futebol, é de 
marcar gol, e um ponto será adicionado para a equipe que colocar a bola dentro da meta adversária, 
definida por dois postes verticais unidos por uma trave horizontal. O goleiro é o único jogador que, 
dentro de sua própria área penal, está autorizado a utilizar todas as estruturas corporais, inclusive 
as mãos, para evitar o gol. Sendo considerada vitoriosa a equipe que marcar o maior número de 
gols durante uma partida.
Contribuindo para o estudo do futsal, elaboramos um resumo sobre as regras que compõem 
a modalidade, mas lembramos que é indicado uma leitura minuciosa das regras do jogo com suas 
infrações, sanções e recomendações.
Com relação à demarcação da quadra: dimensões, linhas limítrofes, espessuras, diâmetros, 
formato da área penal e metas são previstos pelas regras internacionais e encontrados na literatura 
atual referenciada.
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Unidade III
Para auxiliar na identificação do espaço de jogo, relacionamos as demarcações com algumas medidas 
para efeito de conhecimento e não a necessidade de decorar, para ser utilizada durante aulas e treinos, 
além de contribuir na assimilação do conhecimento da modalidade.
8.1 O espaço de jogo
A quadra de jogo é um retângulo com o comprimento mínimo de 25 m e máximo de 42 m e 
sua largura mínima de 16 m e máxima 25 m. Em partidas internacionais, essas medidas têm uma 
pequena variação.
Todas as linhas demarcatórias, com 8 cm de largura, pertencem às zonas que delimitam. Portanto, se 
a bola estiver em contato com a linha lateral, estará em jogo.
Figura 48 – Espaço de jogo do futsal
Para CBFS (2015), as linhas limítrofes são denominadas como linhas laterais (de maior comprimento) 
e linhas de meta, também conhecida como linha de fundo (as de menor comprimento). A linha média 
é uma divisória na metade da quadra, também conhecida como linha central; é traçada de uma 
extremidade a outra das linhas laterais, equidistantes às linhas de meta.
Ainda, segundo CBFS (2015), o centro da quadra, situado no meio da linha divisória, é demarcado por 
um pequeno círculo com 10 cm de raio, onde acontece o início e o reinício da partida. O círculo central 
da quadra, formado com um raio de 3 m, será fixado ao redor do pequeno círculo.
A área penal, situada em ambas as extremidades da superfície de jogo, é demarcada a 6 m de 
distância de cada poste de meta, na parte externa, com um semicírculo perpendicular à linha de meta, 
que se estenderá ao interior da quadra com um raio de 6 m ligados à linha reta de 3,16 m, paralela à 
linha de meta, entre os postes.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
15,16 m
3 m
3,16 m
6 m
Figura 49 – Área penal e suas medidas
De acordo com CBFS (2015), a penalidade máxima (pênalti) será cobrada do ponto penal, a uma 
distância de 6 m do ponto central da meta, assinalada por um pequeno círculo de 10 cm de raio.
O tiro livre sem barreira, também cobrado no segundo ponto penal, está a uma distância de 10 m do 
ponto central da meta, marcado por um retângulo de 10 cm por 8 cm.
Para o tiro de canto (escanteio), será demarcado, nos quatro cantos da quadra, no encontro das 
linhas laterais com as linhas de meta, 1/4 de círculo com 25 cm de raio.
5 m
5 m
5 m
5 m
5 m
5 m
3 m10 m
6 m
r = 0,25 m
Figura 50 – Medidas do espaço de jogo do futsal
A zona de substituição está localizada na linha lateral, do lado onde se encontra a mesa de anotações 
e cronometragem, a uma distância de 5 m da linha divisória do meio da quadra.
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Unidade III
As metas (gols) são colocadas no centro de cada linha de meta e formadas por dois postes verticais 
separados em 3 m entre eles (medida interior) e ligados por um travessão horizontal cuja medida interior 
está a 2 m do solo.
0,08 m 0,08 m
0,08 m
2,08 m2 m
3 m
3,16 m
Figura 51 – Medidas do gol do futsal
8.2 A bola
Muitas vezes encontramos garotos jogando futsal com qualquer tipo de bola, principalmente pela 
força e influência que o futebol tem sobre a cultura do Brasil, porém é interessante a criança pequena 
desenvolver o jogo de futsal com uma bola de dimensões oficiais?
Se os alunos não tiverem orientação de professores, pais e entendidos da modalidade, jogarão futsal 
com qualquer tipo de bola. Em alguns lugares o aviso, por escrito, limita a utilização de bolas de futebol 
de campo e outras, mas o adequado seria os praticantes terem a consciência de utilizar a bola adequada 
para sua idade.
Com relação à bola, nos lembramos de que deve ser esférica e precisamos nos atentar à faixa 
etária dos praticantes, pois existem bolas com tamanhos e pesos variados adequados para a 
característica física pela qual se encontra o indivíduo em crescimento e assim não prejudicar o 
seu desenvolvimento.
A bola utilizada para jogar rúgbi e futebol americano é oval, e não esférica. Para a prática do futsal 
de forma adequada, é correto indicarmos uma bola apropriada conforme as regras do jogo.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Tabela 2 – Dimensões de bolas para as categorias
Categoria Sexo Peso Circunferência
Adulto
Sub‑20/17 e 15
Masc./Fem. 400 g a 440 g 62 cm a 64 cm
Sub‑13 Masc./Fem. 350 g a 380 g 55 cm a 59 cm
Sub‑11 e 9 Masc./Fem. 300 g a 330 g 50 cm a 55 cm
Inferior ao Sub‑9 Masc./Fem. 250 g a 280 g 40 cm a 43 cm
Adaptado de: CBFS, 2017.
8.3 Número de jogadores
Para CBFS (2015), o número de jogadores para disputar uma partida de futsal é de no máximo cinco 
jogadores por equipe, sendo que um será obrigatoriamente o goleiro. Atualmente o número de reservas 
para substituições em competição oficial é de nove jogadores, permitindo‑se um número indeterminado 
de substituições durante a partida.
Ao participar de uma competição, é necessário ficar atento ao regulamento, pois algumas alterações 
das regras oficiais devem estar claras para não acontecerem equívocos no dia do jogo, por exemplo, 
jogadores e membros da comissão técnica que não forem relacionados em súmula, antes do início da 
partida, não poderão participar dela.
Outro item importante é que será vedado o início da partida, como também não terá continuação 
ou prosseguimento, se uma das equipes tiver menos de três jogadores na quadra de jogo.
A regra permite ao jogador substituído voltar a participar da partida, exceto durante os pedidos de 
tempo técnico (sendo necessário aguardarseu término para entrar na partida) e desde que seja respeitado 
o procedimento de substituição. As alterações são realizadas com a bola em jogo ou fora de jogo e cada 
equipe tem sua zona de substituição, correspondente ao lado da quadra que está defendendo no período.
O jogador que entra na quadra de jogo deverá fazê‑lo pela zona de substituição (entregando seu 
colete, utilizado nos dias atuais para facilitar a visualização no momento da saída e entrada dos jogadores, 
nas mãos do jogador substituído) e nunca antes de o jogador que for substituído sair completamente da 
quadra, pois seria aplicado um cartão amarelo.
O jogador que sair também deverá fazê‑lo pela zona de substituição, e somente em caso de contusão 
grave por ele sofrida e com autorização do árbitro poderá deixar a quadra por outro local, assim, a 
partida será interrompida para a troca ser efetuada. Neste caso, o jogador que entrar no jogo entregará 
o colete ao árbitro/anotador.
Para a substituição do goleiro, não será necessário avisar aos árbitros e paralisar o jogo. Agora, se a 
equipe for trocar um jogador de quadra com o goleiro, isso será permitido, mas com a partida paralisada 
e avisando previamente os árbitros. Não podemos nos esquecer de que o jogador reserva ou de quadra 
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Unidade III
que trocar de posição com o goleiro deverá utilizar uma camisa de cor igual a dos goleiros, mas com o 
mesmo número que está relacionado em súmula.
Um jogador reserva substituirá um jogador expulso e entrará na partida depois de transcorridos 2 
minutos cronometrados após a expulsão. Ou se for marcado um gol antes dos 2 minutos transcorridos.
Algumas situações podem ocorrer durante os dois minutos para o cumprimento da expulsão:
• quando uma equipe com cinco jogadores enfrenta outra com quatro atletas e a equipe em 
superioridade numérica marcar um gol, aquela com inferioridade numérica poderá, nesse instante, 
ser completada com a entrada de um reserva;
• se a equipe em inferioridade numérica marcar um gol, o jogo continuará com o mesmo número 
de jogadores;
• se ambas as equipes jogam com quatro ou três jogadores e for marcado um gol, elas continuam 
com o mesmo número de atletas.
 Saiba mais
Outras situações que podem acontecer durante o jogo e suas explicações 
devem ser consultadas no livro de regras em: 
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL DE SALÃO (CBFS). Livro 
nacional de regras 2017. Fortaleza: CBFS, 2017. Disponível em: . 
Acesso em: 20 mar. 2017.
A função de capitão será atribuída a um jogador de cada equipe, identificado através do uso de 
uma braçadeira colocada em um dos braços. Ele representará sua equipe durante a partida, podendo 
dirigir‑se aos árbitros, buscando alguma informação ou interpretação, quando necessário, mas sempre 
com respeito e cortesia. Existe a possibilidade da substituição do jogador expulso por um reserva.
8.4 Duração da partida
A duração da partida será de 40 minutos cronometrados, divididos em dois períodos iguais, no 
masculino e no feminino, para as categorias Adulta, Sub‑20 e Sub‑17, com intervalo de até 15 minutos 
para descansar.
Para a categoria Sub‑15, a partida com 30 minutos de duração será dividida em dois tempos de 15 
minutos com intervalo de até 15 minutos.
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Para outras categorias menores, é necessário se observar as regras das federações estaduais a respeito 
da duração da partida e do intervalo, mas sempre tendo como referência a menor resistência dos indivíduos 
em formação e que não se pode exigir a mesma intensidade e duração do jogo de categorias maiores.
Durante a partida, as equipes terão direito a solicitar um tempo técnico, com duração de 1 minuto 
cada, por período. O capitão poderá solicitá‑lo ao árbitro ou uma plaqueta de pedido de tempo técnico 
deverá ser apresentada pelo técnico, treinador ou membro da comissão técnica ao anotador ou ao 
cronometrista, que o concederá quando a bola estiver fora de jogo e a reposição for a favor da equipe 
solicitante.
Atualmente, os jogadores podem permanecer dentro ou fora da quadra de jogo para ouvirem 
as orientações (caso queiram beber algum líquido para reidratar, deverão sair da quadra) e não será 
permitido que os reservas e os membros da comissão técnica entrem na quadra.
Se a equipe não o solicitar no primeiro período, não poderá usá‑lo no segundo período. Algumas 
partidas poderão ser decididas no tempo suplementar para que se conheça um vencedor, estipulado 
pelo regulamento, podendo ser de 3 ou 5 minutos cada. Vale lembrar que as equipes não terão direito à 
solicitação de tempo técnico durante a prorrogação. Deve‑se ficar atento para não perder o tempo técnico.
8.5 Início da partida
Para iniciar uma partida de futsal, o árbitro executará um sorteio com o capitão de cada equipe. É 
definido que o time perdedor começará com a posse de bola no primeiro período e a equipe vencedora 
escolherá a meia quadra onde começará defendendo. Após o intervalo, as equipes trocarão de lado e o 
reinício da partida será efetuado pela equipe contrária àquela que iniciou a partida no primeiro período. 
O mesmo procedimento, do sorteio, acontecerá se tiver tempo suplementar.
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Figura 52 – Início da partida, no qual cada equipe deverá estar posicionada em sua quadra defensiva
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Para iniciar a partida, cada equipe deverá estar na sua quadra de defesa e após o apito do árbitro, 
a bola (precisa estar imóvel no pequeno círculo no centro da quadra) será movimentada em direção à 
quadra de ataque com os pés, por um dos jogadores. Estará em jogo quando ultrapassar completamente 
a linha média.
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Figura 53 – Início da partida com a bola no centro da quadra
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Deslocamento da bola
Figura 54 – O início da partida, com a movimentação da bola em direção à quadra de ataque
Sempre que acontecer um gol, a partida recomeçará da mesma forma, com a posse de bola 
para a equipe que sofreu o gol. No tiro de saída, o gol não será válido se o jogador chutar e a bola 
entrar diretamente na meta adversária. Será reiniciado o jogo com um arremesso de meta para a 
equipe adversária.
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Finalização
Figura 55 – Não será validado o gol no tiro de saída, se a bola entrar diretamente no gol
Não é permitido ao jogador que executar o tiro de saída ter contato com ela pela segunda vez antes de 
ser jogada ou tocada por outro jogador da mesma equipe ou do adversário. Caso ocorra, será concedido 
um tiro livre indireto em favor da equipe adversária, e a bola será colocada no local onde o toque ocorreu. 
Para qualquer outra incorreção, será repetida a bola de saída, mantendo a posse para a mesma equipe.
Se durante uma partida de futsal a bola bater no teto ou em equipamentos de outros desportos, 
como a tabela de basquetebol colocada nos limites da quadra de jogo, ou atravessar completamente as 
linhas laterais ou de meta, pelo solo ou pelo alto, ou o árbitro interromper a partida, será considerado 
bola fora de jogo.
Em outras ocasiões, a bola estará em jogo, inclusive se tocar nos árbitros e eles estiverem dentro da 
quadra, ou se bater no travessão ou nas traves, permanecendo dentro da quadra de jogo.
Para que o gol seja válido, a bola deverá ultrapassar completamente a linha de meta entre os postes 
de meta e sob o travessão.
Não é comum acontecer, mas ao cobrar um tiro lateral, tiro de canto ou tiro livre direto ou indireto 
contra sua própria meta e a bola entrar diretamente, não será válido o gol. Nessassituações, seria válido 
somente se a bola tocasse em qualquer outro jogador.
 Observação
Se o goleiro arremessa a bola com as mãos, após uma defesa ou na 
reposição através do arremesso (tiro) de meta, e essa entra diretamente 
no gol adversário, não será válido. Se na sua trajetória a bola tocar ou for 
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tocada por qualquer outro jogador, será marcado gol. Para ser válido o gol 
na cobrança do tiro livre indireto ou tiro lateral contra o gol adversário, será 
necessário que na sua trajetória a bola toque, ou seja tocada por qualquer 
outro atleta.
8.6 Faltas
As faltas no futsal são penalizadas com tiro livre direto e tiro livre indireto, mas devem acontecer 
com bola em jogo e na superfície do jogo. O tiro livre direto é indicado pelo árbitro levantando um dos 
braços na horizontal, informando a direção que deve ser cobrada.
Figura 56 – Indicação do árbitro para marcação de tiro livre direto e tiro penal
O tiro livre direto e/ou tiro penal é anotado em súmula como falta acumulativa. Para ser classificada 
como tiro livre direto, o jogador cometerá uma das seguintes infrações contra o seu adversário, conforme 
estipulado na regra 12 (CBFS, 2017, p. 51):
• dar ou tentar dar pontapé em adversário;
• calçar o adversário;
• pular ou atirar‑se sobre o adversário;
• trancar o adversário por trás ou de maneira violenta e perigosa;
• bater, tentar bater ou lançar uma cusparada no adversário;
• segurar um adversário com as mãos ou impedi‑lo de ação com qualquer parte do braço;
• empurrar o adversário;
• trancar o adversário com o ombro;
• segurar ou desviar a bola, carregá‑la, batê‑la ou impulsioná‑la com a mão ou o braço, 
excetuando‑se o goleiro dentro de sua área penal;
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• projetar‑se ao solo, deliberadamente, de maneira deslizante, e com uso dos pés tentar tirar a bola 
que esteja sendo jogada ou de posse do adversário, levando perigo;
• sendo o goleiro, com a bola em jogo, ao arremessá‑la com as mãos, ultrapassar o limite da área 
penal, com a bola ainda em seu poder;
• praticar qualquer jogada, sem visar ao adversário, mas involuntariamente atingi‑lo.
As infrações que acontecerem durante a partida, e não forem classificadas na relação mencionada, 
serão penalizadas com tiro livre indireto.
O árbitro indicará esse tipo de falta com um dos braços erguido para o alto. Não será anotado em súmula 
e será executado no local onde ocorreu a infração, se acontecer fora da área penal da equipe infratora.
Figura 57 – Indicação do árbitro para marcação de um tiro livre indireto
Se acontecer dentro da área penal da equipe infratora, deverá ser executado sobre a linha da área 
penal, no ponto mais próximo do local onde ocorreu a infração.
Figura 58 – Indicação de onde deverá ser executado o tiro livre indireto, quando for cometido dentro da área penal
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 Lembrete
As faltas classificadas como tiros livres direto serão registradas em 
súmula como faltas acumulativas.
As cinco primeiras faltas acumulativas (em cada período de jogo) serão anotadas em súmula, 
e a equipe infratora terá direito à formação de barreira de atletas. A bola será colocada no local 
onde foi executada a infração, exceto dentro da área penal, que será posicionada sobre a marca 
do tiro penal. A barreira de atletas (e qualquer jogador da equipe infratora) ficará a uma distância 
de 5 m da bola.
A partir da sexta falta, em cada período de jogo, classificada como tiro livre direto, não haverá 
mais a formação de barreira e a colocação da bola para a cobrança do tiro livre direto acontecerá 
de modo diferente:
I ‑ da marca do segundo ponto penal se o jogador cometer uma falta na meia quadra adversária 
ou em sua meia quadra (no espaço que corresponde à linha do meio da quadra e uma linha 
imaginária, ligando as linhas laterais e passando pelo segundo ponto penal).
Figura 59 – Se a equipe sofrer a sexta falta na área destacada, a bola seguirá para o segundo ponto penal
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Figura 60 – Local para cobranças a partir da 6ª falta
II ‑ a equipe atacante decidirá se cobra do local onde ocorreu a infração ou na marca do segundo ponto 
penal se o jogador cometer uma falta na sua meia quadra de jogo, no espaço que corresponde à 
linha imaginária, ligando as linhas laterais e passando pelo segundo ponto penal até a linha de 
meta (e fora da área penal).
Figura 61 – Se a equipe sofrer a sexta falta na área destacada, o atacante irá decidir se 
a falta será cobrada onde o jogador da equipe a sofreu ou no segundo ponto penal
A bola estará em jogo no momento em que for chutada e entrar em movimento. Na cobrança do tiro 
livre direto, a partir da sexta falta acumulativa, o jogador deverá chutar com a intenção de marcar o gol; 
se isso não acontecer, o árbitro paralisa a partida e marca um tiro livre indireto para a equipe adversária 
no local onde foi cobrado o referido tiro. A bola não poderá ser passada para outro companheiro de 
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equipe. Após o chute, nenhum jogador poderá tocar na bola enquanto ela não tocar no goleiro defensor, 
rebater nos postes ou no travessão ou sair da quadra de jogo.
8.7 Tiro penal
Se um jogador dentro de sua própria área penal cometer uma falta classificada como tiro livre 
direto, será marcado um tiro penal para a equipe adversária, estando a bola em jogo em qualquer 
parte da quadra.
O tiro penal (pênalti) será dado contra a equipe que cometer uma das infrações classificadas como 
tiro livre direto, dentro de sua própria área penal quando a bola estiver em jogo.
Para ser cobrado um tiro penal, será concedido tempo adicional, seja no fim de cada período, seja no 
fim do tempo suplementar. A bola estará colocada no ponto penal e entrará em jogo no momento em 
que for chutada e entrar em movimento. Os jogadores adversários devem respeitar a distância de 5 m 
da bola e posicionarem‑se fora da área penal.
O jogador que fará a cobrança do tiro penal deverá ser identificado e chutará a bola para frente. 
Caso isso não aconteça, o árbitro marcará um tiro livre indireto a favor da equipe adversária, colocando 
a bola no ponto penal.
O goleiro defensor do tiro penal poderá se movimentar lateralmente sobre a linha de meta (entre os 
postes), de frente para o executor do tiro até que a bola esteja em jogo.
Os demais jogadores deverão estar dentro da quadra de jogo, fora da área penal, atrás do ponto 
penal e a uma distância mínima de 5 m da bola. Após o árbitro autorizar a cobrança do tiro penal e 
antes que a bola esteja em jogo, não será permitido que um ou mais jogadores da equipe, beneficiada 
ou infratora, descumpram a regra ao mesmo tempo. O tiro penal será repetido.
• Caso o jogador da equipe beneficiada com o tiro penal infrinja a regra, o árbitro permitirá que 
seja executado:
— se a bola entrar na meta, o tiro penal será repetido;
— se a bola não entrar na meta, será marcado um tiro livre indireto, com a bola colocada na 
marca penal, a favor da equipe adversária.
• Caso o jogador da equipe infratora descumpra a regra, o árbitro permitirá que o tiro penal 
seja executado:
— se a bola entrar na meta, o gol será válido;
— se a bola não entrar na meta, será repetida a cobrança.
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• Depois que foi cobrado o tiro penal, se o jogador que executou a cobrança tocar na bola pela 
segunda vez consecutiva, antes que tenha tocado em outrojogador, será marcado um tiro livre 
indireto para a equipe adversária no local onde ocorreu a infração. Essa situação inclui:
— se ao cobrar o tiro penal a bola rebate no travessão ou nas traves e o mesmo jogador tocar na bola 
em seguida.
• Se o goleiro se adiantar antes de a bola ser movimentada:
— e mesmo assim a bola entrar na meta, o gol será validado;
— e não resultar em gol, o tiro será repetido.
8.8 Ação do goleiro
A participação do goleiro em uma partida de futsal requer atenção especial, pois está limitada quanto 
às regras do jogo. É considerado como infração do goleiro e será concedido um tiro livre indireto se:
• Ficar de posse de bola em sua meia quadra de jogo por mais de 4 segundos. Lembrando‑se de que ao 
executar uma defesa ou na cobrança do arremesso de meta, ele controla a bola com as mãos dentro 
de sua área penal e esta fica na sua meia quadra, valendo também o mesmo tempo de posse.
G
G
Figura 62 – A ação do goleiro é restrita a uma posse de bola de 4 segundos dentro da área penal ou em sua meia quadra de jogo
• Tocar na bola, em qualquer parte da quadra, e fazê‑lo novamente em sua meia quadra, jogada 
intencionalmente por um companheiro de equipe, sem que a bola tenha sido jogada ou tocada 
por um adversário.
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3 3
(1) (2)
Deslocamento da bola
Figura 63 – Ação em que o goleiro recebe a bola após ter realizado um toque, resultando em tiro livre indireto
Deslocamento da bola
G GG
3 33
2 22
(2) (3)(1)
Figura 64 – Ação incorreta na qual o goleiro recebe a bola de um companheiro após realizar um toque, resultando em tiro livre 
indireto
• Receber a bola de um companheiro, na meia quadra ofensiva (adversária) e conduzi‑la para sua 
meia quadra (defensiva); será considerada como segunda devolução.
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G
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Deslocamento dos jogadores com a bola
Figura 65
• Tocar ou controlar a bola com suas mãos, dentro de sua própria área penal, depois que um jogador 
da sua equipe tenha passado intencionalmente com os pés; ou vinda diretamente de tiro lateral, 
tiro de canto, tiro livre direto e tiro livre indireto, cobrado por um companheiro de equipe.
G G
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3
1
1
2 ‑ Recepção com as mãos2 ‑ Recepção com as mãos
Deslocamento da bola
Figura 66 – Ação de recepção com as mãos do goleiro, onde a bola vem de seu companheiro de equipe, resultando em tiro indireto
O tiro livre indireto será cobrado no local onde o goleiro tocou ou jogou irregularmente. Caso ocorra 
dentro de sua própria área penal, a bola será colocada sobre a linha da área penal, no ponto mais 
próximo da infração.
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 Observação
Na meia quadra ofensiva (adversária), o goleiro poderá permanecer 
com posse de bola por tempo indeterminado, trocar passes e receber a bola 
diretamente de seus companheiros normalmente.
Quando um tiro livre direto ou indireto, a favor da equipe defensora, ocorrer dentro da sua própria 
área penal, a bola somente estará em jogo quando for chutada diretamente para fora (e sair) da área 
penal. O tiro livre será repetido se algum jogador impedir que tal situação seja cumprida.
8.9 Retorno da bola em jogo
Quando a bola sair da quadra de jogo atravessando completamente as linhas laterais, pelo 
solo, pelo alto ou tocar no teto, será marcado um tiro lateral. No futsal, o retorno da bola ao jogo 
acontece com a utilização dos pés e a equipe deverá fazê‑lo nos 4 segundos posteriores aos quais 
a bola esteja à disposição.
Um jogador adversário da equipe que tocou a bola por último deverá colocá‑la no local da saída, 
podendo ser jogada em qualquer direção. A bola precisará estar apoiada no solo, sobre a linha lateral ou 
no máximo 25 cm para fora da linha, imóvel (ou podendo mover‑se levemente).
O indivíduo poderá estar com a parte de um dos pés sobre a linha lateral ou na parte externa da 
quadra de jogo. Não poderá estar com o pé totalmente dentro da quadra, pois será marcada a reversão, 
com a posse de bola a favor da equipe adversária.
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Errado Certo
Figura 67 – Cobrança correta e incorreta do tiro de lateral
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A bola estará em jogo, seguindo as observações citadas, e depois de movimentada entrará ou tocará 
a linha lateral da quadra.
Se o jogador que executar o tiro lateral tocar na bola pela segunda vez consecutiva, ocorrerá 
penalização com tiro livre indireto para a equipe adversária no local da infração. Se tocar com a mão, 
será penalizado com tiro livre direto.
Não será valido o gol marcado diretamente, sem tocar ou ser jogada por qualquer outro jogador, 
na cobrança do tiro lateral. Seja contra a meta adversária, e nessa situação a reposição da bola em jogo 
será feita através da cobrança do arremesso de meta, em favor da equipe adversária ou contra a própria 
meta, em que a reposição se dará através do tiro de canto a favor da equipe adversária.
Os adversários deverão estar na quadra, exceto quando em uma jogada saírem e a equipe beneficiada 
executar rapidamente a cobrança, e respeitar a distância mínima de 5 m da bola. Será advertido com 
cartão amarelo, o jogador que se aproximar da bola tentando impedir ou dificultar a cobrança, retardando 
o reinício da partida.
Se o goleiro cobrar o tiro lateral, não poderá receber a bola em sua meia quadra vinda de um 
companheiro enquanto ela não tocar em um jogador adversário.
Se for um companheiro que executou a cobrança, o goleiro poderá receber uma vez em sua meia 
quadra, desde que ainda não tenha tocado no ataque; por exemplo na situação em que o jogador realiza 
a cobrança para o goleiro, que está na quadra de ataque, faz o passe a qualquer atleta da sua equipe e 
retorna para a quadra de defesa e recebe a bola novamente (em sua quadra de defesa) sem que tenha 
sido tocada ou jogada por um adversário, será marcado um tiro livre indireto.
O goleiro poderá receber a bola, utilizando os pés em qualquer setor da quadra, quando esta se encontra 
fora de jogo, por exemplo, em tiro de canto, tiro lateral, tiro livre direto e indireto.
Quando a bola atravessar completamente a linha de meta (linha de fundo) pelo alto ou pelo solo 
e passar fora da meta (gol), após ter sido tocada ou jogada por um indivíduo da equipe atacante pela 
última vez, será marcada uma reposição de bola para a equipe adversária, através do arremesso de meta.
Somente o goleiro com o uso das mãos e respeitando o tempo máximo de 4 segundos, de qualquer 
parte da sua área penal, poderá executar o arremesso de meta. A bola entrará em jogo quando ultrapassar 
inteiramente a linha demarcatória e sair da área penal.
Se o goleiro demorar mais de 4 segundos para a reposição da bola em jogo, um tiro livre indireto a 
favor da equipe adversária será marcado, e a bola será colocada sobre a linha da área penal e no ponto 
mais próximo de onde ocorreu a infração.
Após a bola entrar em jogo, o goleiro não poderá recebê‑la de um companheiro de equipe, em sua 
meia quadra (de defesa), sem que a bola tenha antes sido jogada ou tocada por um adversário. Essa 
situação será punida com tiro livre indireto no local onde ocorreu a infração. Se o contato do goleiro 
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ocorreu dentro de sua própria área penal, a bola será colocada sobre a linha da área penal e no ponto 
mais próximo de onde ocorreu a infração, como já citado.
 Observação
Essa situação deve ser bem explicada aos jogadores, uma vez que eles 
confundem achando que o goleiro, ao sair da área penal, estará apto a 
participar do jogo; e isto só poderá acontecer se a bola tocar ou for jogadapor um adversário.
Mesmo na execução do arremesso de meta, após a bola sair da área penal, o goleiro não deverá tocar 
na bola novamente antes que ela seja tocada ou jogada por qualquer outro jogador. Será marcado um 
tiro livre indireto a favor da equipe adversária no local onde ocorreu a infração e um tiro livre direto se 
ele tocar com as mãos fora da sua área penal.
O goleiro e os demais jogadores devem ser orientados sobre a importância do local da bola quando 
ele estiver efetuando uma defesa com as mãos ou no momento do arremesso, de meta ou na reposição 
de bola após a defesa efetuada. Pois, se estiver com o corpo fora, mas com as mãos, segurando a bola, 
dentro da sua própria área, será permitida a continuação do lance. Porém, deve‑se ficar atento às 
seguintes situações:
• se ao efetuar um arremesso colocando a bola em jogo, o seu corpo estiver dentro, mas com a mão 
que está a bola, fora da sua própria área penal, será marcado um tiro livre direto a favor da equipe 
adversária;
• se após o arremesso de meta a bola entrar diretamente na meta adversária, não será válido o gol. 
Será marcado um arremesso de meta para a equipe adversária;
• se após o arremesso de meta a bola tocar em qualquer outro jogador, inclusive o goleiro adversário, 
e entrar na meta, o gol será válido;
• no arremesso de meta, os jogadores adversários deverão estar posicionados fora da área penal 
do goleiro executor. Se algum jogador adversário estiver na área penal, mas não atrapalhar o 
lançamento, o goleiro poderá fazê‑lo;
• se após o arremesso do goleiro a bola não sair da área (não entrou em jogo) e qualquer outro 
jogador tocá‑la ou jogá‑la, será repetido o arremesso de meta.
Um tiro de canto (escanteio) será marcado quando a bola atravessar completamente a linha de 
meta (linha de fundo) pelo alto ou pelo solo, e passar fora da meta (gol), após ter sido tocada ou jogada 
pela última vez por um jogador da equipe que está na defensiva e deverá ser executado no canto mais 
próximo de onde saiu a bola.
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Para a execução do tiro de canto, a bola deverá estar apoiada no solo, dentro do quadrante (espaço 
demarcado onde se unem as linhas laterais e de meta), podendo mover‑se levemente.
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Figura 68 – Tiro de canto
O jogador executante do tiro de canto deverá fazê‑lo em até 4 segundos, utilizando os pés para 
repor a bola em jogo, não existindo restrição para a colocação do pé de apoio, ou seja, poderá estar com 
o pé de apoio em cima da linha lateral, da linha de meta e dentro ou fora da quadra.
A bola estará em jogo, de acordo com o supracitado, e após ter sido movimentada, não sendo 
necessário sair do quadrante.
Se ao chutar a bola contra sua própria meta, ela entrar diretamente, não será válido o gol. A partida 
será reiniciada com a cobrança de tiro de canto a favor da equipe adversária.
A distância mínima de 5 m da bola deverá ser respeitada pelos jogadores adversários. E se a bola 
estiver fora do quadrante no momento da execução, o árbitro mandará repetir a cobrança, mas levará 
em consideração o tempo que já tinha passado após a primeira autorização.
Se ultrapassar os 4 segundos para execução do tiro de canto, a equipe perderá a posse de bola e a 
partida será reiniciada com a cobrança de um arremesso de meta para a equipe adversária.
Se o jogador ao executar o tiro de canto tocar na bola pela segunda vez consecutiva, será penalizado 
com tiro livre indireto para a equipe adversária no local da infração.
 Lembrete
O gol marcado diretamente através do tiro de canto será válido somente 
contra a equipe adversária.
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Unidade III
8.10 A lei da vantagem
A lei da vantagem no futsal deve ser empregada em todos os momentos da partida, assegurando 
aos árbitros deixar de assinalar faltas nas quais os infratores se beneficiem e após a conclusão do lance 
o árbitro pode mandar anotar na súmula uma falta acumulativa, ou aplicará um cartão amarelo ou 
vermelho ao infrator que tentou impedir, sem êxito, a continuação do lance que resultará na punição 
maior, a conquista do gol pelo adversário.
Se na continuidade da jogada a equipe atacante não aproveitar a vantagem, o árbitro não precisará 
beneficiá‑la uma segunda vez, marcando a falta.
Exemplo de aplicação
As regras oficiais do jogo são fundamentais para que uma partida seja realizada, e para o professor 
de Educação Física é imprescindível que se conheça, no mínimo, as exigências básicas de cada uma das 
regras para que possa orientar seus alunos sobre o comportamento necessário na sua participação em 
um jogo.
Após o conhecimento delas, em especial as que fazem parte do jogo em si e que envolvem além 
do conhecimento, também interpretação, assista a alguns jogos para avaliar todo o seu aprendizado e 
comparar com a maneira pela qual o árbitro se comportou na aplicação das regras.
 Resumo
É do conhecimento de todos aqueles que, de alguma maneira, estão 
envolvidos com o futebol e o futsal – professores, treinadores, jogadores, imprensa 
e torcedores – a importância do saber das regras e de sua compreensão.
Apresentamos no livro‑texto uma leitura especial de todas as 
regras dessas modalidades esportivas, de forma resumida e comentada, 
principalmente no que tange à parte envolvida em interpretações pessoais. 
No conteúdo, são mostrados apenas seus aspectos básicos necessários para 
que se entenda como eles interferem em um jogo.
As regras podem ser adaptadas e modificadas, desde que respeitados 
os princípios fundamentais, para partidas disputadas por jogadores com 
menos de 16 anos, equipes femininas, veteranos (com mais de 35 anos) e 
jogadores com deficiência física.
Primeiramente devemos identificar o espaço de jogo, com seus nomes, 
tipo de piso, dimensões para, assim, iniciamos um trabalho consciente 
voltado ao ensinamento do futebol aos nossos futuros alunos. O campo e 
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
a quadra, com suas formas e medidas externas e internas, com suas linhas 
demarcatórias nos seus padrões internacionais – mínimos e máximos –, o 
que as tornam oficiais.
As bolas também seguem padrões definidos, em tamanho, peso e 
circunferência para as diversas categorias que envolvem a prática do jogo.
Para cada uma dessas modalidades, é permitida a participação de um 
número mínimo e máximo no espaço de jogo para que a partida possa 
começar ou terminar. Os jogadores devem usar equipamentos (uniformes 
e calçados) definidos.
A condução do jogo é realizada por árbitros e auxiliares que possuem 
direitos e deveres como autoridades para aplicação das regras durante a 
partida, sempre lembrando que algumas formas de sansões, podem ser 
aplicadas antes do início ou após o término do jogo.
O tempo de jogo no futebol é controlado exclusivamente pelo árbitro 
principal, enquanto no futsal isso é feito por um cronometrista; uma vez 
que o cronômetro será paralisado quando a bola estiver fora de jogo e com 
isso é considerado apenas o tempo de bola em jogo. O jogo se desenvolve 
com início e reinício, pautado por paralizações e continuidade, o que define 
quando a bola está em jogo ou fora dele.
A partir da regra oito, começam a ser aplicadas as regras do jogo, às 
quais exigem, além do conhecimento, muita sensibilidade de interpretação 
e tomadas de decisão rápidas por parte da arbitragem. Essas interpretações 
estão diretamente relacionadas com os lances capitais e é preciso que todos os 
envolvidos na partida saibam os significados, os procedimentos e as punições. 
As regras nessas situações se referem às condições para se considerar gol, 
impedimento, faltas e incorreções, pênalti, lateral, tiro de meta e escanteio.
 Exercícios
Questão 1. No que diz respeito às regras do futebol, analiseas seguintes situações ocorridas no jogo 
oficial do Campeonato Estadual da província de Kwata, na República de Mobuta (país fictício da África 
setentrional), e as afirmativas abaixo.
Em rodada válida pelas quartas de final, a equipe dos Gnus Grenás F. C. enfrentava os Guepardos 
do Vale Sport Club e o mando de campo era dos Gnus, em seu gramado com dimensões de 85 m x 
65 m. Devido a uma forte gripe generalizada, a equipe dos Guepardos entrou em campo com apenas 
nove jogadores, enquanto os Gnus estavam completos. Com o desenrolar do jogo, dois jogadores dos 
Guepardos e um dos Gnus foram expulsos. Ao fim do jogo, o goleiro dos Guepardos se machucou, teve 
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Unidade III
que deixar o campo e não havia jogadores para substituí‑lo no banco de reservas. A partida prosseguiu 
com a entrada do zagueiro Mebembe no lugar do goleiro, com a autorização do árbitro.
I – O jogo não deveria acontecer no campo dos Gnus, pois a medida para uma partida oficial deve 
ser de, no mínimo, 90 m de comprimento.
II – O jogo não deveria ter sido iniciado com número reduzido de jogadores na equipe dos Guepardos.
III – O jogo pode continuar com o mínimo de sete jogadores, portanto deveria ter sido encerrado 
pelo árbitro quando o goleiro se machucou e deixou o campo sem ter substituto.
IV – Um jogador de linha que esteja jogando não pode substituir o goleiro.
V – No caso de mando de campo dos Gnus, a equipe pode sugerir adequações nas regras que 
permitam a continuidade do jogo.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
A) I e II.
B) I e III.
C) I e IV.
D) I, III e IV.
E) I, III e V.
Resposta correta: alternativa B.
Análise das afirmativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: em um jogo oficial, as medidas do campo devem ter comprimento mínimo de 90 m e 
máximo de 120 m; além de largura de, no mínimo, 45 m e no máximo de 90 m.
II – Afirmativa incorreta.
Justificativa: a equipe deve ter o mínimo de sete jogadores para iniciar ou continuar uma partida.
III – Afirmativa correta.
Justificativa: para continuar a partida uma equipe deve ter sete integrantes. Caso um jogador tenha que 
deixar o campo por lesão ou expulsão, o árbitro deve encerrar a partida assim que a bola sair de campo.
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IV – Afirmativa incorreta.
Justificativa: um jogador qualquer pode substituir o goleiro expulso ou machucado, devendo para 
isso ter a autorização do árbitro.
V – Afirmativa incorreta.
Justificativa: as regras de uma competição não podem ser alteradas pelas equipes participantes. 
Elas somente devem ser adaptadas, em congresso técnico, desde que sejam respeitados os princípios 
fundamentais, para partidas disputadas por jogadores com menos de 16 anos, equipes femininas, 
veteranos (com mais de 35 anos) e jogadores com deficiência física.
Questão 2. O árbitro tem autoridade para aplicar as sanções disciplinares que a regra da modalidade 
dispõe, antes, durante ou após o término da partida. As sanções disciplinares são os cartões amarelo e 
vermelho. O cartão amarelo tem a função de comunicar uma advertência, enquanto o cartão vermelho 
serve para informar uma expulsão do jogo.
Relacione as infrações abaixo relacionadas com as abreviações (A) – cartão Amarelo e (V) – cartão Vermelho:
I – Discordar das decisões da arbitragem com palavras ou ações ( ).
II –Tirar ou cobrir a cabeça com a camisa na comemoração de gol ( ).
III – Impedir intencionalmente com a mão um gol ou uma clara oportunidade de gol para a equipe 
adversária, exceto para o goleiro ( ).
IV – Subir nos equipamentos de proteção do campo ( ).
V – Cuspir em um adversário ( ).
A sequência CORRETA de associações é:
A) I‑A; II‑V; III‑V; IV‑V; V‑V.
B) I‑V; II‑A; III‑V; IV‑V; V‑V.
C) I‑A; II‑V; III‑V; IV‑A; V‑V.
D) I‑A; II‑A; III‑A; IV‑V; V‑V.
E) I‑A; II‑A; III‑V; IV‑A; V‑V.
Resolução desta questão na plataforma.
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FIGURAS E ILUSTRAÇÕES
Figura 5
WEINECK, J. Treinamento ideal. Barueri: Manole, 2003. Adaptado.
Figura 6
Grupo UNIP‑Objetivo.
Figura 7
Grupo UNIP‑Objetivo.
Figura 8
Grupo UNIP‑Objetivo.
Figura 25
FERNANDES, J. L. Futebol: da escolinha de futebol ao futebol profissional. São Paulo: EPU, 2003. p. 12.
Figura 40
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF). Regras de futebol 2016/17. Rio de Janeiro: CBF, 2016. 
p. 25. Disponível em: . Acesso em: 20 
mar. 2017.
Figura 41
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF). Regras de futebol 2016/17. Rio de Janeiro: CBF, 2016. 
Adaptado. Disponível em: . Acesso 
em: 20 mar. 2017.
Figura 42
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF). Regras de futebol 2016/17. Rio de Janeiro: CBF, 2016. 
Adaptado. Disponível em: . Acesso 
em: 20 mar. 2017.
Figura 44
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF). Regras de futebol 2016/17. Rio de Janeiro: CBF, 2016. p. 76. 
Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
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Figura 47
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF). Regras de futebol 2016/17. Rio de Janeiro: CBF, 2016. 
p. 53. Disponível em: . Acesso em: 20 
mar. 2017.
Figura 48
FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE FOOTBALL ASSOCIATION. Futsal: laws of the game. Zurich: Fifa, 2014. 
p. 10. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
Figura 49
FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE FOOTBALL ASSOCIATION. Futsal: laws of the game. Zurich: Fifa, 2014. 
p. 11. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
Figura 50
FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE FOOTBALL ASSOCIATION. Futsal: laws of the game. Zurich: Fifa, 2014. 
p. 10. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
Figura 51
FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE FOOTBALL ASSOCIATION. Futsal: laws of the game. Zurich: Fifa, 2014. 
p. 11. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
Figura 56
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL DE SALÃO (CBFS). Livro de regras 2017. Fortaleza: CBFS, 
2017. p. 92. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
Figura 57
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL DE SALÃO (CBFS). Livro de regras 2017. Fortaleza: CBFS, 
2017. p. 96. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
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Figura 58
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL DE SALÃO (CBFS). Livro de regras 2017. Fortaleza: CBFS, 
2017. p. 66. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
REFERÊNCIAS
Textuais
AS ORIGENS DO PLANETA BOLA. São Paulo: Abril, 1998. (Coleção Placar – História do Futebol, v. 1).
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF). Regras do jogo de futebol 2008/09. Rio de Janeiro: 
CBF, 2008. Disponível em: . 
Acesso em: 22 mar. 2017.
___. Regras de futebol 2016/17. Rio de Janeiro: CBF, 2016. Disponível em: .Acesso em: 20 mar. 2017.
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL DE SALÃO (CBFS). Livro nacional de regras 2015. Fortaleza: 
CBFS, 2015. Disponível em: . Acesso em: 22 mar. 2017.
___. Livro nacional de regras 2017. Fortaleza: CBFS, 2017. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
DE ROSE JUNIOR. Esporte e atividade física na infância e na adolescência: uma abordagem 
multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2002.
FERNANDES, J. L. Futebol: da escolinha de futebol ao futebol profissional. São Paulo: EPU, 2003.
FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE FOOTBALL ASSOCIATION. Futsal: laws of the game. Zurich: Fifa, 
2014. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2017.
GERMAN FOOTBALL ASSOCIATION. Success in Soccer. Advanced Training. Münster: 
Philippka‑Sportverlag, 2000.
LUXBACHER, J. A. Soccer practice games. USA: Human Kinetics, 1995.
MELO, R. S. Futebol 1000 exercícios. 2. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 1998.
MUTTI, D. Futsal: da iniciação ao alto nível. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2003.
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O SONHO VIRA REALIDADE. São Paulo: Abril, 1998. (Coleção Placar – História do Futebol, v. 2).
SANTOS NETO, J. M. Visão do jogo: primórdios do futebol no Brasil. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
THE INTERNATIONAL FOOTBALL ASSOCIATION BOARD (Ifab). Laws of the game 2016/17. 
Zurich: Ifab, 2016. Disponível em: . Acesso em: 22 mar. 2017.
WEINECK, J. Treinamento ideal. Barueri: Manole, 2003.
Sites
Exercícios
Unidade II – Questão 1: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO 
TEIXEIRA (Inep). Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2013: Educação Física. 
Questão discursiva 3. Disponível em: . Acesso em: 24 maio 2017.
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Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000para jogar.
Também serão apresentados e explicados os estágios que envolvem todo o processo de formação 
de um jogador, mostrando as fases sensíveis das capacidades físicas e motoras, solicitadas no 
desenvolvimento da prática dessas modalidades esportivas.
Finalmente, será feito um apanhado comentado das regras básicas de competição necessárias a um 
jogador, para que ele entenda o que pode ou não ser feito durante uma partida.
Em resumo, o conteúdo deste livro-texto deverá preparar o profissional para usar o futebol e o futsal de 
forma consciente, a fim de colocar em prática todos os princípios teóricos fundamentais para alguém da área.
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Unidade I
1 BREVE HISTÓRIA DO FUTEBOL
1.1 Origens do futebol
Dentre os esportes conhecidos na atualidade, o futebol tem sua origem mais antiga entre todos, 
uma vez que muitos pesquisadores encontraram evidências e documentos que mostram a prática de 
muitos jogos com bola, em várias partes do mundo, considerados os ancestrais do esporte moderno.
O futebol é o esporte contemporâneo mais praticado no mundo, com quase 300 milhões de 
adeptos, além de ser considerado o esporte nacional do Brasil.
Li Bin Gu, pesquisador da Universidade de Pequim, encontrou alguns manuscritos no interior 
da China que mostram a existência de três tipos de jogos com bola praticados 5.000 a.C. Um 
desses jogos era individual, no qual se procurava demonstrar a habilidade pessoal; em uma 
outra forma, dois times competiam entre si, em um campo com seis gols, um em cada canto. 
Um terceiro tipo de jogo consistia em cada jogador controlar a bola e ir passando entre todos, 
sem que ela fosse derrubada ao chão. São considerados tataravós do futebol (AS ORIGENS DO 
PLANETA BOLA, 1998).
A) B) 
Figura 1 – A) e B) Desenhos de manuscritos da antiga China mostrando um dos jogos com bola praticado na época
Também na China, por volta de 2.500 a.C., durante a Dinastia Han, havia um jogo chamado Tsu Chu, 
mais uma demonstração de habilidade individual, que também era praticado pelo imperador amarelo, 
que gravou nas pedras de um túmulo encontrado no interior sua imagem e se considerava o primeiro 
jogador de futebol da história.
Outro jogo com bola era praticado pelos nobres japoneses, por volta de 2.000 a.C. Denominado de 
kemari, até hoje é realizado em algumas festas religiosas japonesas, em especial, na cidade de Quioto. 
O jogo consiste em reunir um grupo de jogadores com trajes típicos especiais e tem como objetivo 
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Unidade I
controlar a bola feita de bexiga de boi ou fibras de bambu, que, sem deixar cair, vão passando de pé em 
pé entre todos os participantes.
Figura 2 – Cerimônia inicial que antecede o jogo Kemari praticado no Japão há 2.500 a.C.
Mais recente que o jogo dos japoneses, a cerca de 800 a.C., na Grécia Antiga, os soldados gregos 
praticavam um jogo com bola mais organizado, em equipes de 15 jogadores, distribuídos em um campo 
retangular, usando uma bola de bexiga de boi recheada de areia e ar. Ele era executado também pela 
população nos quartéis; a sua finalidade principal era o treinamento físico dos militares.
Quando os romanos dominaram a Grécia, entraram em contato com a cultura desse povo e 
assimilaram muitas de suas atividades. Dentre elas, passaram a usar também o Epyskiros dos gregos 
para treinamento de seus soldados, porém com regras mais rígidas tanto na disputa quanto no 
posicionamento dos jogadores em campo. No campo, os jogadores eram distribuídos em linha de defesa 
e ataque e tinham que atravessar as linhas inimigas, usando uma bola de bexiga de boi coberta por uma 
capa de couro, combinando passes com os pés e as mãos, esse jogo era denominado de Harpastum.
Na Bretanha, em 50 a.C., era praticado um jogo chamado choule. Não existe uma prova com 
documentos, mas os moradores dizem que foi trazido pelo imperador romano Júlio Cesar e consistia em 
manter a posse de bola nas mãos durante o maior tempo possível.
Figura 3 – Desenho de gravuras antigas mostrando a prática de jogo de índios do norte do Canadá
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Já na nossa Era, na Inglaterra, em 1175, havia um tipo de jogo praticado em várias cidades inglesas, 
no qual os moradores chutavam uma bola de couro pelas ruas representando a cabeça de oficiais do 
exército invasor na Guerra Anglo-saxônica que tinham suas cabeças decepadas e entregues para os 
soldados vitoriosos chutarem.
A popularidade desse jogo cresceu muito e se tornou violenta e desleal, com socos, pontapés e 
relatos até de pauladas nos adversários, além de desviar a atenção dos jovens da prática do arco e flecha, 
considerado um esporte mais útil no seu preparo para as guerras. Em função desse lado negativo, o rei 
Eduardo II proibiu a prática do jogo de forma definitiva.
Apenas em 1529, surge na cidade de Florença, na Itália, uma manifestação futebolística mais 
semelhante ao jogo praticado nos dias de hoje, que foi o calcio fiorentino. A partir de 1580, o jogo 
chamado giogo del calcio recebeu as primeiras regras normativas, nas quais as equipes deveriam ser 
formadas por 27 jogadores, distribuídos em linhas de 15 atacantes, 5 defensores avançados, 4 em uma 
terceira linha e 3 defensores de meta.
Figura 4 – Reprodução de uma cena do calcio fiorentino
Esse jogo dos italianos é considerado o que evoluiu para se transformar no futebol moderno alterado 
pelos ingleses.
No século XVII, os reis britânicos permitiram a volta da prática dos jogos com bola no país, através do 
retorno de refugiados ingleses que viviam na Itália e foram contaminados pelo calcio italiano. Em 1681, 
foi disputado o primeiro jogo entre os servos do rei Carlos II e do conde D’Albemarie. Começava assim 
o futebol dos tempos modernos.
O jogo se popularizou de forma muito rápida em toda a Inglaterra, chegando às escolas públicas, 
principalmente à Escola Harrow, em 1830, que fez algumas mudanças para evitar a violência, eliminando 
as corridas com a bola nas mãos e permitindo apenas o uso dos pés.
A nova regra começou a confundir os praticantes, que quando entravam nas universidades 
encontravam a prática do jogo tradicional. Ao chegar na Universidade de Cambridge, aconteceu uma 
reunião para unificação das regras.
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Unidade I
Mais tarde, em 1857, é fundado o primeiro clube de futebol fora do ambiente escolar, o tradicional 
Shefield F.C., e, em 1861, o Wanderers, que praticavam um jogo igual ao da Escola Harrow, dando início 
à popularização do jogo com os pés.
Dois tipos de jogos eram, então, praticados, mas na tentativa de definir o mais popular e torná-lo 
único foi realizada uma reunião entre todos os dirigentes para determinar o destino desse jogo com 
bola. O encontro aconteceu em 1862, em uma taberna de Londres, e, como não houve consenso para a 
escolha, foi feita uma votação entre os participantes; o jogo com os pés da Escola Harrow foi o escolhido, 
dando origem ao futebol, enquanto o que usava a corrida com a bola nas mãos se tornou o Rugby.
1.2 Evolução do futebol
Definido o jogo a ser oficializado, ele passou a ser chamado de futebol para se diferenciar dos 
demais. Nessa mesma reunião, foram escritas as primeiras regras e fundada a primeira confederação de 
futebol, a Football Association (FA). Começa assim, a história do esporte das multidões.
Na década de 1870, o esporte começou a ser conhecido e jogado em todo o mundo, através de 
operários e imigrantes ingleses; também ocorreu o primeiro jogo entre seleções de dois países, Inglaterra 
e Escócia, que terminou em 0 x 0, em 1872.
O futebol chegou à América do Sul em 1862, através dos ingleses, que vieram para a construçãoda 
estrada de ferro de Buenos Aires e jogavam aos finais de semana, logo, eles criaram o primeiro time no 
colégio inglês dessa cidade, o Alumini.
A equipe de futebol Alumini também foi a primeira a fazer um jogo internacional no continente 
sul-americano e saiu vitoriosa contra um combinado de ingleses da África do Sul, em 1906.
Nessa mesma época, o futebol chegou ao Uruguai quando ingleses se estabeleceram na capital, 
Montevidéu, para a construção da estrada de ferro daquele país. Fundaram o Colégio Britânico, no 
qual os seus filhos estudariam e aprenderiam a jogar futebol, através do diretor da escola que lhes 
ensinava o jogo.
Foi também fundado o Clube de Críquete, que mais tarde se tornaria o tradicional Penãrol, uma das 
grandes equipes do futebol sul-americano.
Embora no Brasil esse jogo já fosse praticado desde 1874 por marinheiros ingleses quando aportavam 
no Brasil, oficialmente o esporte apenas chegou em 1894, através de um filho de ingleses aqui residentes, 
que ao voltar da Inglaterra, onde completou seus estudos, aprendeu a jogar e trouxe bolas de futebol, 
pensando em ensinar o jogo em alguns clubes paulistas, como Paulistano, Internacional, São Paulo 
Athletic Club (Spac) e Mackenzie, equipes essas que jogaram o primeiro campeonato de futebol no 
Brasil, a partir de 1900.
Esse jovem, brasileiro, filho de ingleses, se chamava Charles William Miller, que se tornou o patrono 
do futebol brasileiro.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Existem muitos relatos de outros locais onde se jogava o futebol em nosso País, porém essa breve 
introdução já é suficiente para dar uma pequena dimensão da chegada do esporte. O futebol já era uma 
realidade na Europa e na América do Sul e começaram a ser realizados jogos entre seleções nos dois 
continentes, nos jogos olímpicos, o futebol já era a maior atração.
Os sul-americanos se tornaram grandes expressões dos jogos e o Uruguai se tornou o primeiro 
campeão olímpico ao vencer em duas ocasiões, 1924 e 1928.
O sucesso do esporte nos jogos olímpicos originou a ideia através do então presidente da Fédération 
Internationale de Football Association (Fifa), o francês, Jules Rimet, de se realizar uma Copa do Mundo 
só com equipes de futebol, que seria disputada em 1930.
A sede escolhida foi o Uruguai, e 13 países participaram dessa primeira Copa do Mundo de futebol, 
na qual aconteceu uma final sul-americana entre Uruguai e Argentina, vencida pelos donos da casa, que 
se tornaram os primeiros campões mundiais do esporte.
 Saiba mais
Para obter uma complementação importante e detalhada sobre os 
primórdios do futebol no Brasil, leia: 
SANTOS NETO, J. M. Visão do jogo: primórdios do futebol no Brasil. São 
Paulo: Cosac & Naify, 2002.
2 BREVE HISTÓRIA DO FUTSAL
A vitória do Uruguai na primeira Copa do Mundo de futebol, em 1930, causou uma motivação 
ainda maior pela prática do esporte no país. Embarcando nessa realidade vigente do futebol em alta, a 
Associação Cristã de Moços (ACM) de Montevidéu introduziu um novo jogo derivado do futebol, a ser 
jogado em quadras de esportes, denominado inicialmente de Indoor Football, com as regras adaptadas 
e menor número de jogadores, de cinco a sete.
Esse novo jogo passou a ser praticado em todas as ACMs espalhadas por outros países. No Brasil, 
foi introduzido por dois professores secretários e diretores de Educação Física da ACM, e passou a ser 
chamado de futebol de salão.
Apenas em 1933 foram escritas pelo professor Juan Carlos Ceriani, da ACM de Montevidéu, as 
primeiras regras desse novo jogo com bola, baseadas em futebol, polo aquático, handebol e basquetebol.
No início, o número de atletas variava muito, com cinco, seis e sete jogadores por equipe, até ficar 
definitivamente estabelecido o total de cinco jogadores, como é atualmente.
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Unidade I
A bola passou por uma série de transformações que, para serem mais pesadas, eram recheadas de 
serragem, crina vegetal, cortiça granulada para diminuir o tamanho e aumentar o peso, até atingirem o 
ideal regulamentado usado pelas regras atuais.
A partir das ACMs de São Paulo e Rio de Janeiro, o esporte passou a ser mais divulgado e assim 
chegou aos clubes e às escolas que começaram a massificar a prática do jogo, tornando-o cada vez 
mais popular.
O primeiro torneio aberto da modalidade, para homens entre 10 e 15 anos, se deu no Rio 
de Janeiro, em 1949, e no ano seguinte, aconteceu em São Paulo o grande campeonato aberto 
da cidade, que estimulou a formação de várias entidades oficiais e também autônomas para 
organizar torneios.
Em 1954, foi fundada no Rio de Janeiro a Federação Metropolitana de Futebol de Salão e, 
em 1955, a Federação Paulista de Futebol de Salão que, em conjunto, iniciaram os primeiros 
intercâmbios de caráter nacional.
Em 1958, a então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), oficializou o jogo nas entidades 
filiadas, por todo o Brasil, e passaram a ser realizados, os campeonatos estaduais e nacionais de 
clubes e seleções.
Nas décadas de 1960 e 1970, com a modalidade como desporto organizado e regulamentado começa 
a se espalhar pelo continente, é fundada a Confederação Sul-americana de Futebol de Salão (CSFS) e 
tem início os primeiros campeonatos de clubes e seleções.
A Federação Internacional de Futebol de Salão (Fifusa) foi fundada no Rio de Janeiro, e com a 
extinção da então CBD foram criadas várias confederações desportivas, dentre elas, a Confederação 
Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) com sede no Rio de Janeiro. No ano de 1982, foi disputado o 
primeiro Campeonato Mundial de Futebol de Salão em São Paulo, no qual o Brasil se sagrou campeão, 
vencendo o Paraguai na final.
Na mesma década de 1980, em uma fusão com o futebol de cinco, que era uma prática já 
reconhecida pela Fifa, surge o Futsal e com essa nova denominação se torna, oficialmente, um 
esporte internacional, dando o primeiro passo para transformar-se num esporte olímpico, com a 
inclusão nos Jogos Olímpicos de Sidney, na Austrália, em 2000, e nos Jogos Pan-americanos de 
2007, no Rio de Janeiro.
Embora a origem desse esporte tenha sido o Uruguai, a sua evolução ocorreu no Brasil, daí a ser 
reconhecido como um esporte genuinamente do nosso País.
Os fatos históricos são de grande relevância para a evolução de todas as coisas. Da mesma forma, 
o conhecimento da história do futebol e do futsal contribuíram para dar a forma final ao jogo que 
conhecemos hoje e são a base para novas descobertas.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
3 PROCESSO PARA ENSINO E DESENVOLVIMENTO DO FUTEBOL E DO FUTSAL
O futebol é um esporte universal praticado e reverenciado em todo o mundo, envolvendo todas as 
classes culturais, sociais e econômicas, sem distinção de raça ou sexo.
Dentre muitos outros fatores, é uma atividade esportiva de fácil acesso, pois qualquer espaço é o 
suficiente para se ter o primeiro contato com a bola, que também é o primeiro presente que os pais 
costumam dar aos seus filhos, logo no princípio de suas vidas.
Toda a iniciação a esse esporte é feita em locais às vezes inimagináveis, como no interior da própria 
casa, quintais, ruas com os mais variados tipos de piso, terrenos baldios, recreio escolar, praias etc., e a 
partir daí se desenvolve em diversos níveis, dentro de um processo em longo prazo.
Conforme os objetivos de cada pessoa, o jogo pode ser praticado como esporte escolar, usado como 
ferramenta educacional, e aí temos uma primeira modalidade desse jogo, identificado como futebol escolar.
Outra forma de uso envolve a prática da atividade em busca de uma vida mais saudável, 
usando-a de modo motivacional, no formato de jogo, com isso, o indivíduo mantém o corpo em 
atividade física e mental, ao mesmo tempo sustentandoou desenvolvendo a sua vida social, através 
da convivência em grupo, que se une em torno da prática do esporte.
Finalmente, o futebol foi jogado como competição de alto nível; atividade essa voltada para o 
rendimento de profissionais.
3.1 Futebol e futsal como esportes educacionais
Na atual conjuntura da educação como um todo, e da educação física, em especial, o Brasil passa por 
momentos de interrogações e incertezas sobre a eficiência do sistema educacional, visto que os índices 
de avaliação da eficiência do nosso ensino não é motivo de entusiasmo para os responsáveis.
Muitos são os problemas que estão influenciando negativamente esses resultados, e para os 
professores de Educação Física a análise da realidade deve ser voltada à eficiência da aplicação da 
matéria como contribuição no processo educacional em sua totalidade.
Diante do problema, muito se tem discutido na área da educação física, em particular, com 
relação ao uso do esporte como uma ferramenta da educação integral das crianças e jovens em 
sua formação.
Entre os educadores, técnicos, pais e atletas existe unanimidade em afirmar que o esporte é de 
grande importância dentro do processo educacional e social.
Muitas reflexões, debates e pesquisas têm mostrado o quanto o esporte é benéfico para a educação 
em diversas circunstâncias e de forma incontestável e prazerosa.
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Unidade I
O futebol como tal, além de entusiasmar as pessoas a praticá-lo, por ser um esporte muito 
popular e de fácil aplicação, no sentido educacional, é composto de muitas peças indispensáveis 
à formação das crianças.
Evidentemente, existem pontos negativos que podem ser evitados quando a sua aplicação com essa 
finalidade educativa é feita com critérios e objetivos definidos.
Ferraz apud De Rose Junior (2002, p. 25-38), lembra que a competição deve ser considerada sob o 
ponto de vista da criança e, não, do adulto.
Na literatura podem ser encontradas as opiniões de muitos especialistas e estudiosos no assunto. 
Em resumo, apenas para ilustrar esse assunto, vamos citar algumas das conclusões importantes 
encontradas em várias publicações, nas quais todos são unânimes em afirmar quais são as mais 
relevantes contribuições educacionais do esporte, incluídos o futebol e o futsal:
• formação do caráter;
• desenvolvimento da personalidade;
• elaboração de um estilo de vida;
• aquisição dos valores do fair play;
• evolução pessoal;
• socialização;
• aceitação de regras;
• submissão à hierarquia e as autoridades, como professores, técnicos, árbitros e dirigentes.
A inclinação educativa ou não do esporte depende apenas da maneira como ele é conduzido, da 
forma como é elaborado o projeto pedagógico da escola, de quais objetivos se visam com a sua prática 
e qual é a sua orientação.
Assim, para que o esporte através do futebol possa contribuir no processo educacional, ele deverá 
ser utilizado como um meio e, não, um fim.
3.2 Futebol e futsal voltados para a saúde e o lazer
A consciência da necessidade de se ter uma qualidade de vida, no mínimo boa, tem levado a 
população a considerar a prática de atividades físicas como elemento fundamental na busca de uma 
vida saudável, que vêm contribuindo, dentre outros fatores, com o aumento da expectativa de vida, 
tornando os índices de avaliação dessa conquista cada vez mais altos.
Um dos fatores que vêm favorecendo para isso é a prática de atividades físicas não apenas na idade 
adulta, mas principalmente na terceira idade.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
A execução do futebol e do futsal está entre as atividades mais utilizadas com finalidades de lazer 
e, ao mesmo tempo, como forma de atividade física voltada para se manter um estado de saúde 
importante, para enfrentar as dificuldades da vida cotidiana e minimizar os problemas físicos naturais 
das idades avançadas.
Exemplo de aplicação
O futebol e o futsal, como esportes universais, são adorados e praticados em todos os níveis da 
sociedade e fazem parte do currículo escolar, para serem utilizados de ferramenta educacional ou nas 
atividades físicas da população, em geral, como lazer e saúde, além da prática profissional.
Reflita sobre as formas de utilização dessas modalidades esportivas, procurando entender claramente 
de que maneira podem ser pedagogicamente utilizados para atender aos verdadeiros objetivos de suas 
diferentes formas de aplicação.
3.3 Futebol e futsal como esportes de rendimento
Agora, trataremos do lado mais complexo do esporte, o esporte de rendimento, resultados, cobranças 
e alta complexidade, aquele para profissionais e atletas de alto-nível.
Quando se pensa no futebol ou futsal nesse patamar, tanto o praticante (atleta) quanto o professor 
(técnico) são indivíduos selecionados para esse fim, que envolve um alto preparo físico, técnico, tático 
e psicológico da parte do jogador e do professor, um elevado nível de conhecimento específico em 
metodologia do treinamento esportivo e ciências do esporte, sem se esquecer de que a vivência prática 
anterior é uma ajuda muito importante.
Portanto, o professor precisa estar preparado nesse alto grau de conhecimento, para que possa 
explorar em seu jogador a capacidade de desempenho esportivo que o conduza no caminho para atingir 
o desempenho ou rendimento esperado.
A capacidade de desempenho esportivo é, devido a sua composição 
multifatorial, de difícil treinamento. Somente o desenvolvimento harmônico 
de todos os fatores determinantes do desempenho possibilita que se obtenha 
um alto desempenho individual (WEINECK, 2003, p. 22).
 Lembrete
A capacidade de desempenho esportivo representa o grau de expressão 
de uma determinada performance motora e esportiva e, devido à 
complexidade, é estabelecida por inúmeros fatores específicos.
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Unidade I
A seguir, serão apresentados todos os componentes da capacidade de desempenho esportivo, nos 
quais fica claro a complexidade do assunto e também como orientação para o nível de preparação do 
professor como condutor do treinamento nesse nível de esporte.
Capacidade 
de rendimento 
esportivo
Capacidades táticas 
e cognitivas
Fatores constitucionais, 
físico e relacionados à 
aptidão
SociabilidadeCapacidades 
psiquicas
Técnica
Capacidades 
coordenativas
Aptidão para 
movimentos
Força Velocidade Resistência Flexibilidade
Condição
Figura 5 – Componentes da capacidade de rendimento ou desempenho esportivo
Para Weineck (2003), o planejamento da capacidade de desempenho esportivo envolve uma série 
de componentes que devem ser constantemente revistos e aperfeiçoados, tais como: objetivos do 
treinamento, programas de treinamento, meios de treinamento e métodos de treinamento.
3.3.1 Objetivos do treinamento
Dentro de um processo em longo prazo, os seguintes objetivos devem ser considerados:
• objetivos psicomotores, que compreendem os fatores condicionais do desempenho, como a força, a 
resistência, a velocidade e suas subcategorias, mais as capacidades coordenativas e aptidões técnicas;
• objetivos cognitivos, ligados aos conhecimentos da área técnica e tática;
• objetivos afetivos, representados pela força de vontade, autoconfiança e autocontrole, que estão 
relacionados com os fatores de desempenho físico.
3.3.2 Programas de treinamento
Aqui está o âmago do treinamento esportivo, é a parte concreta na qual será colocado em prática 
tudo o que foi planejado para se atingir o desempenho desejado. O tempo e a velocidade para se 
conseguir a boa performance estão diretamente ligados com a escolha dos exercícios adequados, ao 
fim que se persegue, a economia e a eficácia desses exercícios.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOSDependendo da finalidade do treinamento, os exercícios podem ser dirigidos para o condicionamento 
físico, aprendizagem, desenvolvimento, aperfeiçoamento e melhora da performance técnica e tática, 
portanto, o condutor do treinamento precisa não apenas conhecer uma gama extensa e variada 
de exercícios, mas saber a que propósito cada um deles serve, a fim de que realmente atendam às 
necessidades reais, para que o praticante ou jogador possam usufruir dos seus benefícios.
Uma terminologia muito adequada e fácil de ser entendida, identifica esses exercícios de forma 
diretamente ligada aos propósitos e às utilidades de cada um, assim denominados:
• exercícios formativos: visam ao condicionamento físico, podendo ser classificados de acordo com 
sua abrangência, geral ou especial;
• exercícios formativos gerais: utilizados no condicionamento físico geral, dirigidos, por exemplo, 
para os músculos ou grupos musculares considerados pilares que sustentarão a base geral do 
condicionamento;
• exercícios formativos específicos: responsáveis pelo desenvolvimento da cadeia muscular, 
especificamente solicitada na prática de futebol ou futsal;
• exercícios educativos: dirigidos para movimentos ou ações técnicas solicitadas na prática do jogo. 
São os movimentos particulares de cada um dos fundamentos técnicos requeridos para se jogar 
futebol ou futsal.
3.3.3 Métodos de treinamento
No treinamento esportivo, os métodos significam os procedimentos didáticos utilizados pelo 
professor, pelos quais ele utiliza com mais eficiência os exercícios selecionados no desenvolvimento do 
treinamento para atingir com eficiência os objetivos propostos.
Dependendo da finalidade, do nível ou do estágio em que o treinamento vai ser aplicado, existe 
uma metodologia mais apropriada para se atingir os objetivos. De forma geral, de acordo com o 
objetivo, a escolha da metodologia se torna opcional entre os muitos métodos existentes, método 
analítico, método global, método do jogo, método dos exercícios complexos e a metodologia do 
treinamento esportivo.
3.3.3.1 Método analítico
É muito eficiente para o ensino da técnica esportiva, porém adequado quando feito em partes, 
passo a passo, até que todas as ações sejam aprendidas para se tornarem uma unidade, e, assim, cada 
fundamento técnico é construído separadamente envolvendo um trabalho em longo prazo.
Como virtude, esse processo é o mais eficiente para um aprendizado sem erros, por possibilitar um 
trabalho conduzido e o desenvolvimento da coordenação bilateral, que proporciona a aprendizagem da 
técnica executada com pé direito e esquerdo, com a mesma eficiência.
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Unidade I
Por outro lado, a aprendizagem é mais demorada e, por isso, dependendo da atuação do professor, 
pode não motivar o aprendiz. Ela também torna a prática muito mecanizada, sem desenvolver a 
naturalidade e a criatividade do aluno.
3.3.3.2 Método global
Ele é caracterizado pela utilização do jogo em si, no qual se aprende jogando futebol ou futsal 
com as regras normais ou adaptando algumas delas, caso seja necessário, por exemplo, eliminando 
impedimento ou cobrando lateral com o pé, como no futsal etc.
Esse método é aquele que mais motiva os praticantes, principalmente a criança, porque ela 
quer jogar, porém a partida deve ser conduzida com cuidados, pois se não houver a interferência 
do professor quando ocorrerem erros, a aprendizagem pode acarretar problemas de execução 
técnica, que podem prejudicar o desempenho futuro. Além disso, por ser a forma mais natural de 
aprender a jogar, cada praticante usará o pé que ele tem mais facilidade e, com isso, atrapalhará a 
aprendizagem completa ou o desenvolvimento bilateral da coordenação motora. Essa deficiência 
em utilizar ambos os pés para jogar se tornará um problema, praticamente sem possibilidades de 
correção adequada no futuro.
Em contrapartida, é o modo mais adequado para desenvolver a criatividade, em função de que cada 
jogador precisará encontrar as soluções adequadas para as dificuldades que surgem a todo momento, 
são as denominadas tomadas de decisões.
3.3.3.3 Método do jogo
Não deve ser confundido com o método global. Ele usa formas de jogos adaptados não só 
para a aprendizagem, mas também para praticantes em estágio avançado; é muito utilizado no 
estágio de alto nível por jogadores profissionais, visto que é uma tendência no treinamento do 
futebol moderno.
Os jogos utilizados são desenvolvidos em espaços reduzidos adequados ao número de alunos ou 
jogadores participantes, envolvendo disputas de 1x1, 2x2, 3x3 e, assim por diante, além de equipes em 
inferioridade numérica, como 2x3, 3x4, 4x5 etc.
Apresentaremos um exemplo para que a ideia desse método seja entendida a partir de um jogo 
adaptado de 1x1, no qual é treinada a base da partida, que é o confronto direto.
A partida é disputada em um campo de 15 m x 25 m, com cones separados em 1 m. Próximo aos 
gols se coloca um jogador, que rapidamente substituirá aquele do lado em que acontecer o gol, e assim 
vão se revezando.
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Figura 6 – Exemplo de um jogo de 1x1 aplicado ao futebol e ao futsal
3.3.3.4 Método dos exercícios complexos
Como a própria denominação sugere, esse processo é aplicado através da utilização de exercícios 
educativos de elevado grau de habilidade técnica, o que os torna de grande complexidade e, por isso, é 
usado apenas para aperfeiçoamento e domínio dos fundamentos técnicos.
 Observação
Não é adequado para crianças ou iniciantes, uma vez que não se 
encontram preparados para realizar os exercícios devido às dificuldades 
mecânicas exigidas na sua execução. Trata-se de um método usado apenas 
no estágio de avançados e domínio.
Através dele, se consegue aperfeiçoar e lapidar as ações técnicas, preparando o jogador para executar, 
com segurança, todos os fundamentos técnicos que compõem o jogo.
Por exemplo, temos:
Figura 7
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Unidade I
No exercício individual, o atleta executa o controle da bola e, ao sinal do professor, o aluno dá um 
toque alto na bola, para trás, faz um giro e retoma o controle da bola, antes que ela caia no chão e 
assim prossiga.
Figura 8
Em duplas, cada um com uma bola, de frente para o outro, controlando-a. Ao sinal dado pelo 
professor, eles trocam de bolas, fazendo um passe pelo alto e retomando o controle da bola sem que ela 
caia no chão.
 Observação
Todos os métodos utilizados para ensino e desenvolvimento da técnica 
possuem seus pontos positivos e negativos, o que torna de extrema 
importância a escolha que atenda às necessidades.
4 PRINCÍPIOS DO TREINAMENTO
Correspondem a muitos fatores que influenciam um processo de treinamento – biológicos, 
psicológicos, pedagógicos etc. (WEINECK, 2003). As considerações aqui apresentadas são apenas 
como fonte de orientação e esclarecimento dos cuidados a serem tomados pelo profissional 
que pretende atuar no futebol ou no futsal de alto rendimento. São os princípios gerais do 
treinamento desportivo.
Esses princípios servem para todas as modalidades esportivas e funções 
do treinamento. Eles determinam o programa e o método a ser utilizado, 
bem como a organização do treinamento, e constituem parâmetros para o 
treinador e atleta, uma vez que se relacionam com a utilização consciente 
e complexa de normas e regularidades em um processo de treinamento 
(WEINECK, 2003, p. 27).
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Em resumo, suas características envolvem os seguintes princípios:
• Princípio da sobrecarga para a ruptura do efeito de adaptação:
— princípio da sobrecarga eficaz;
— princípio da sobrecarga individualizada;
— princípioda sobrecarga progressiva;
— princípio da sequência correta da sobrecarga;
— princípio da variação da sobrecarga;
— princípio da alternância da sobrecarga;
— princípio da relação ideal entre sobrecarga e recuperação.
• Princípio dos ciclos para assegurar a adaptação:
— princípio da sobrecarga progressiva;
— princípio da periodização da sobrecarga.
• Princípios da especialização para especificação do treinamento:
— princípio de adequação à idade;
— princípio do direcionamento da sobrecarga.
• Princípio da proporcionalidade:
— princípio da relação ideal entre formação geral e específica;
— princípios da relação ideal entre desenvolvimento e componentes do desempenho.
• Elaboração do treinamento.
E finalmente, a parte de escrever seu plano de treinamento, que envolve local, material, sessão de 
treinamento (parte inicial: aquecimento, parte principal – aplicação do conteúdo programado – e a 
parte final – recuperação.
Todas as considerações feitas até o momento estão direcionadas para a visão geral, necessária como 
base para entender todo o processo ao ensino e desenvolvimento do futebol e do futsal, conforme o 
nível de atuação de um profissional da área.
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Unidade I
Esse aspecto está representado a seguir e sintetiza as preocupações básicas como ponto de partida 
para a compreensão de todo o processo de atuação dos responsáveis pelo desenvolvimento de um 
programa com suas diferentes finalidades.
 Lembrete
A sessão de treinamento é composta de aquecimento em sua parte 
inicial e aplicação do conteúdo programado na parte principal, além de 
recuperação na parte final.
Quadro 1 – Visão geral de objetivos, metodologia e meios para o planejamento das 
atividades ligadas aos diferentes níveis em que se pratica o jogo
Níveis Objetivos Metodologia Meios
Futebol/futsal escolar
Aprendizagem da 
técnica ou gesto 
motor
Método do jogo
Método global
Método analítico
Jogos adaptados
Jogo normal
Sequência pedagógica
Futebol/futsal saúde e lazer
Desenvolver e 
aperfeiçoar a técnica
Método global
Método do jogo
Método dos exercícios 
complexos
Jogo normal
Jogos adaptados
Exercícios educativos: 
individuais, em duplas, trios etc.
Futebol/futsal alto 
rendimento (profissional)
Performance ou alto 
nível
Aplicação dos princípios do 
treinamento esportivo
Preparação física, técnica e 
tática
 Saiba mais
Para que possa ter informações mais detalhadas sobre os temas 
abordados, leia: 
WEINECK, J. Treinamento ideal. Barueri: Manole, 2003.
 Resumo
O futebol é um esporte universal cuja origem remonta há séculos. As 
referências mais antigas datam de 5.000 a.C., através de documentos e 
outras evidências arqueológicas encontradas na China, os quais mostram 
que os chineses praticavam três tipos de jogos com bola, usando os pés 
para movimentá-la.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Ao longo da história, muitos outros achados comprovam que em todas 
as partes do mundo ocorriam jogos semelhantes com finalidades diversas, 
como: cultos religiosos, preparação dos soldados nos quartéis e demonstração 
individual de habilidades; controlando a bola com os pés; além de diversas 
outras formas que foram evoluindo para o futebol moderno.
Os responsáveis pelo estabelecimento do jogo atual foram os alunos 
de uma escola pública inglesa que, na década de 1830, definiram uma 
forma de jogo diferente da que era usada na época; um jogo entre duas 
equipes, que consistia em correr com a bola nas mãos, além de chutá-la 
e até agarrar o adversário. Nessa escola, o jogo foi modificado, passando 
a ser praticado apenas usando os pés para fazer o gol.
Essa nova forma ganhou a simpatia de todos até que sua popularidade 
levou dirigentes da época a adotarem-no oficialmente e chamá-lo de 
futebol. Escreveram suas regras e fundaram a primeira associação do 
jogo, a FA, em 1862.
O novo jogo passou a ser praticado em vários países da Europa, onde 
também fundaram associações e ligas. Posteriormente, o esporte chegou 
à América do Sul, trazido pelos marinheiros e ferroviários ingleses que 
vieram a trabalho em alguns países desse continente. E, assim, o esporte 
desembarcou no Brasil.
Começaram campeonatos e jogos de seleções entre muitos países e o 
jogo passou a ser um esporte olímpico já nos primeiros Jogos Olímpicos da 
Era Moderna em 1896, embora somente como esporte de demonstração, 
tornando-se universal.
Em virtude do seu desempenho nas olimpíadas, os dirigentes de várias 
partes do mundo discutiram e concluíram pela realização de uma copa mundial 
de futebol entre todas as seleções do mundo. Assim, aconteceu o primeiro 
campeonato mundial de futebol que ocorreu no Uruguai em 1930.
Devido ao sucesso da realização da copa em seu país, todos queriam 
jogar futebol; foi quando a ACM de Montevidéu passou a usar suas quadras 
para jogar futebol com menor número de jogadores.
Dessa forma, através dessa entidade, essa adaptação do futebol chegou 
ao Brasil, onde foi, constantemente, recebendo mudanças e passou a ser 
chamado de futebol de salão.
O sucesso do futebol de salão ganhou o mundo até que a Fifa 
consolidando-o oficial, mudando o seu nome para futsal, tornando esse 
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Unidade I
jogo praticado em todo o mundo. Hoje, o futebol e o futsal são populares 
e praticados em todas as faixas etárias, com várias finalidades e usados 
como ferramentas educacionais nas escolas.
Dependendo dos objetivos com que são praticados, envolvem um tipo 
de preparação diferenciada para atender às suas finalidades. O preparo 
para a atuação como professor, que irá conduzir o treinamento nesses 
diversos níveis, envolve conhecimentos teórico e prático diferenciados a 
fim de suprir as exigências de cada praticante. Para isso, mostramos quais 
são os primeiros passos na formação do condutor desse processo, que 
corresponde à base para a compreensão necessária.
 Exercícios
Questão 1. Diversas atividades com bola foram registradas na história antiga, muitas delas jogadas 
com os pés e com características organizadas de ataque e defesa. No entanto, o futebol contemporâneo 
organizado como modalidade esportiva regulamentada, institucionalizada, foi desenvolvido na 
Inglaterra, no século XIX. Qual alternativa explica melhor como ocorreu o processo de formação do 
futebol moderno?
A) O futebol se desenvolveu, a princípio, em fábricas de tecido nas periferias de Londres, quando, 
nos intervalos de trabalho, os funcionários praticavam um jogo rudimentar com uma bola feita 
de couro com estopa. Mais tarde, estas fábricas fundaram clubes para a prática e campeonatos 
para entreter os funcionários.
B) Os marinheiros ingleses, influenciados por um jogo com bola denominado choule desenvolvido 
nas ilhas escocesas, praticavam a modalidade bastante violenta em quaisquer praias e portos que 
se instalavam, por todo mundo, ajudando a criar unidades de prática e clubes por todo o planeta.
C) O futebol se desenvolveu nas escolas aristocráticas inglesas, onde foi regulamentado e 
sistematizado para ser um jogo menos violento e mais dinâmico, e teve sua origem no cálcio 
fiorentino; modalidade bastante violenta praticada em Florença.
D) O futebol se desenvolveu a partir do rugby, modalidade praticada na Inglaterra há muitos séculos, 
que consistia em conduzir a bola com passes e chutes até a linha adversária. Esta atividade teve 
origem em uma prática dos exércitos anglo-saxões do século XI, quando os inimigos vencidos 
tinham suas cabeças decepadas e lançadas aos soldados para diversão e exemplo.
E) O futebol se desenvolveu na China, a partir de uma modalidade muito antiga chamada Tsu Chu, 
por volta de 2.500 a.C., durante a dinastia Han. O próprio imperador chinês praticava a modalidade 
que serviu de base para as regras do futebolmoderno.
Resposta correta: alternativa C.
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Análise das alternativas
A) Alternativa incorreta.
Justificativa: as fábricas instituíram equipes de futebol apenas após a regulamentação da modalidade 
feita nas escolas aristocratas.
B) Alternativa incorreta.
Justificativa: os marinheiros jogavam diversas modalidades em suas viagens e passaram a praticar o 
futebol após sua institucionalização em meados de 1850, mas a origem do desenvolvimento do futebol 
se deve às escolas inglesas.
C) Alternativa correta.
Justificativa: nas escolas aristocráticas, diretores e professores promoveram assembleias 
com os alunos e determinaram regras que deixassem o jogo menos violento, mais dinâmico e 
mais pedagógico.
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: o futebol e o rugby têm a mesma origem, o jogo popular praticado na Inglaterra; 
ambas as modalidades foram regulamentadas visando definir os padrões de jogos e evitar a violência.
E) Alternativa incorreta.
Justificativa: o jogo com bola praticado na China é apenas uma ilustração de como em vários lugares 
do mundo e em diversas épocas distintas os povos tinham jogos praticados com bolas. No entanto, a 
modalidade chinesa antiga não tem qualquer relação cronológica com o futebol moderno.
Questão 2. “O futebol já era uma modalidade bastante popular na Europa e na América do Sul 
no início do século XX, quando começam a ser realizados jogos entre equipes e seleções dos dois 
continentes; nos Jogos Olímpicos, o futebol era uma grande atração. Os selecionados sul-americanos 
eram referências nos Jogos e o Uruguai se tornou o primeiro bicampeão olímpico, em 1924 e 1928. 
O sucesso da modalidade, nos Jogos Olímpicos, fez surgir o projeto do então presidente da Fifa, o 
francês Jules Rimet, de se realizar uma Copa do Mundo só com equipes de futebol, que seria disputada 
no ano de 1930. O país sede para a primeira Copa do Mundo de Futebol foi o Uruguai e treze países 
participaram dessa edição, que teve uma final sul-americana entre Uruguai e Argentina, vencida pelo 
Uruguai, o primeiro campeão mundial de futebol” (Santos Neto, 2002).
De acordo com o texto acima pode-se afirmar que:
I – O futebol já era uma modalidade mundialmente conhecida no início do século XX.
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Unidade I
II – O futebol tinha se espalhado por todos os continentes do globo e se tornara um esporte de 
multidões.
III – O futebol já era uma grande atração no início do século XX por ocasião da realização dos Jogos 
Olímpicos.
IV – A seleção da Argentina foi bicampeão olímpica de futebol nos anos de 1924 e 1928.
V – A primeira edição da Copa do Mundo de Futebol aconteceu, em 1930, no Uruguai, e na ocasião 
os anfitriões foram campeões.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
A) I, II e III.
B) I, III e IV.
C) I, II e IV.
D) I, III e V.
E) I, IV e V.
Resolução desta questão na plataforma.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Unidade II
5 PROCESSO PARA ENSINO E DESENVOLVIMENTO
Procuramos fazer uma apresentação do futebol e do futsal no sentido de que fossem entendidos 
como modalidades de grande aceitação, as quais estão envolvidas a participação de um público muito 
variado que usufrui de sua prática com finalidades distintas dependentes de vários fatores; os quais 
determinam o rumo a ser tomado por todos os usuários dessas modalidades esportivas. Conforme o 
nível com que são praticados, professores ou treinadores precisam de um conhecimento muito particular 
dirigido para cada fim.
Em última análise, sempre é necessário visualizar no planejamento das atividades quatro ideias ou 
palavras que definem os rumos a serem perseguidos: quando, como, onde e porquê.
• Quando: ensino e desenvolvimento de futebol ou futsal podem ser realizados em um processo em 
longo prazo, composto de estágios ou etapas, ou conforme um planejamento em médio prazo em 
um ciclo que pode ser o período de formação escolar ou em escolinhas de futebol e, finalmente, um 
trabalho de curto prazo, quando os objetivos devem ser alcançados em alguns meses ou em uma 
temporada de competições. Portanto, nesse contexto, a aplicação do trabalho está diretamente 
relacionada com o tempo disponível para se desenvolver um planejamento e atingir os objetivos. 
Uma outra situação a ser considerada está ligada à faixa etária envolvida e, nesse caso, é preciso 
perguntar: quando devo aplicar, com maior ou menor intensidade, um trabalho com ênfase na 
técnica, na velocidade, na resistência? Quando é mais propício o treinamento para os aspectos 
táticos? Em que idade se torna mais favorável o ensino da técnica? E assim por diante.
• Como: aqui, a interrogação gira em torno da segurança do professor na escolha para encontrar 
a solução mais adequada, a fim de conseguir seus objetivos. Como vou ensinar a jogar futebol 
ou futsal? Que método devo utilizar para uma aprendizagem mais eficiente? Quais os meios 
mais adequados para aplicar determinada metodologia? Como avaliar a eficiência do conteúdo 
utilizado? Enfim, tudo se resume ao conhecimento dos recursos disponíveis pelo profissional, para 
aplicação adequada dos meios que ele dispõe para cada finalidade.
• Onde: tudo que será feito requer condições locais para que possam ser aplicados determinados 
tipos de aulas ou formas de treinamento. São locais apropriados, espaços adequados etc.
• Porque: corresponde às indagações a fim de obter as respostas para justificar todas as escolhas 
feitas dentro do planejamento.
Todas essas considerações se relacionam diretamente entre si, portanto, o professor só estará seguro 
de sua capacidade quando tiver a resposta para todas essas indagações.
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Unidade II
5.1 Componentes do processo para o ensino e desenvolvimento do jogador
A prática de futebol ou futsal, como qualquer outra modalidade, dependendo do nível em que é 
desenvolvida, envolve três componentes básicos que são condição técnica, física e tática e, no caso dos 
profissionais, acrescenta‑se preparação psicológica.
5.1.1 Condição técnica
Técnica no futebol ou futsal é definida como sendo a forma ideal de 
um movimento específico em um esporte, para a solução dos problemas 
motores que envolvem a sua prática ou maestria com que se executa 
determinados movimentos para resolver eficazmente uma tarefa motora 
(FERNANDES, 2003 p. 18).
Esse conjunto de ações, que compõem a técnica em futebol e futsal, pode ser realizado com ou sem 
a bola e são denominados de fundamentos técnicos. Apresentaremos a seguir uma visão de todos os 
componentes da técnica.
Técnica 
com bola
Fundamentos 
técnicos
Formas de 
locomoção
Antecipações
• Pelo chão: “carrinho”
• Pelo ar
a) Domínio: condução, 
drible e controle
b) Receber: abafamentos
c) Impulsionar: passe, 
chute e cabeceio
• Correr para frente e para 
trás
• Andar
• Saltar
Técnicas no 
futebol
Técnica 
sem bola
Figura 9 – Divisão da técnica em futebol e futsal
De acordo com a maneira em que são realizados, os fundamentos recebem as seguintes classificações.
Quadro 2 – Classificação dos fundamentos técnicos de Futebol/Futsal
Fundamento Tipo Execução Trajetória Outras formas
Condução da bola
Simples
Empurrando a bola
Puxando a bola
Interior do pé
Exterior do pé
Sola do pé
Retilínea
Sinuosa
Passe
Curto
Médio
Longo
Interior do pé
Exterior do pé
Dorso (peito do pé)
Anterior (bico)
Rasteiro
Meia altura
Alto
Parabólico
Coxa
Peito
Cabeça
Ombro
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Finalização (chute)
Simples
Voleio
Bico
Bate‑pronto
Cobertura
Interna do pé
Externa do pé
Anterior (bico)Dorso (peito do pé)
Rasteira
Meia altura
Alto
Cobertura
Cabeça
Peito
Coxa
Drible Simples
Corpo
Parado
Deslocamento
Reta
Sinuosa
Recepção (domínio)
Rasteira
Meia altura
Alta
Parabólica
Interior do pé
Exterior do pé
Sola do pé
Dorso do pé
Peito
Coxa
Cabeça
Cabeceio Frontal
Lateral
Ofensivo
Defensivo
5.1.2 Condição física
A solidez da base de todas as ações técnicas e táticas realizadas nos jogos, bem como o desempenho 
nos treinamentos, que envolvem uma temporada completa, estão na dependência direta de um 
respeitável condicionamento físico.
Antes de tudo, para desenvolver a preparação física, é preciso definir quais são as capacidades físicas 
envolvidas no jogo, as mais solicitadas, que chamamos de predominantes, e aquelas que completam o 
condicionamento geral.
O futebol e o futsal, em especial o futebol, são modalidades que envolvem disputas pela posse de 
bola e de espaços no campo ou na quadra durante um tempo bastante prolongado, além de ocorrer 
uma quantidade elevada de jogos disputados durante toda a temporada. Também existe a disputa corpo 
a corpo, as solicitações ininterruptas de deslocamentos curtos e longos em alta velocidade, além das 
tomadas de decisões para resolver os desafios constantes da dinâmica de jogo.
Na realidade são esportes que solicitam, em maior ou menor grau, todas as capacidades físicas; cada 
uma delas com um grau de solicitação diferenciado.
Não é objetivo da disciplina Futebol: Aspectos Pedagógicos e Aprofundamentos envolver as 
definições e os conceitos, porém devemos mencionar, para esclarecimentos, quais são as capacidades 
incluídas no condicionamento.
Os componentes físicos dessas modalidades contêm a resistência e suas diferentes formas, a 
velocidade e seus tipos de manifestações, os tipos de força exigidos, além de flexibilidade, mobilidade e 
equilíbrio. Portanto, fazem parte do condicionamento físico as capacidades para treinamento do sistema 
cardiorrespiratório, além do treinamento do sistema articular, muscular e nervoso.
Resistência
A resistência, com a velocidade e a força, podem ser entendidas como capacidades físicas primárias 
para a condição física dos jogadores de futebol e futsal.
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Unidade II
Ela desempenha um importante papel em, praticamente, quase todas as modalidades esportivas, 
constituindo‑se como um requisito básico para o aumento do desempenho. Ela se manifesta de diferentes 
formas e todas são muito importantes na preparação do jogador, pois, segundo Weineck (2003), resulta em:
• aumento da capacidade física;
• otimização da capacidade de recuperação;
• redução de lesões;
• aumento de tolerância a cargas de treinamento;
• manutenção da alta velocidade de reação;
• minimiza os erros técnicos;
• prevenção das falhas táticas decorrentes da fadiga;
• estabilização da saúde.
Evidentemente, todos esses benefícios são de extrema importância para o jogador.
Ofereceremos uma visão geral das formas de resistência, presentes na maioria dos esportes, em 
particular no futebol e no futsal.
Resistência
Resistência 
muscular localizada – Resitência de força
– Resistência de força rápida
– Resistência de sprint
– Resistência de velocidade
Metabolismo muscular
Resistência 
muscular geral
Aeróbia AeróbiaAnaeróbia Anaeróbia
Exigências motoras
Figura 10 – Tipos de resistências presentes na prática do futebol
 Observação
Não faz parte dos objetivos desse livro‑texto definir ou conceituar todas 
as variantes da resistência, mas esclarecer a importância da capacidade 
física para a preparação dos jogadores.
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FUTEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS
Velocidade
Velocidade não é somente a capacidade de poder correr rapidamente, mas também de coordenar 
movimentos cíclicos (em linha reta) e acíclicos (com mudança de direção).
Benedek/Palfai apud Weineck, consideram que a velocidade dos jogadores de futebol é uma 
capacidade múltipla que depende da rápida reação, do manuseio da situação, da rapidez em iniciar 
o movimento e dar sequência, da aptidão com bola, do drible e também do rápido reconhecimento e 
utilização das respectivas situações (WEINECK, 2003, p. 378).
Em um jogo de futebol, dentre os requisitos de velocidade, convém notar as aptidões secundárias, 
tais como: velocidade de reação, de movimento, de decisão, de percepção, de antecipação, além de com 
e sem bola.
Portanto, na preparação de um jogador, o treinamento deve contemplar todos esses requisitos, não 
é apenas correr mais depressa.
Velocidade 
do jogador
Velocidade de ação
Agir o mais rápido e eficazmente em uma situação 
dentro das condições técnico‑táticas e das 
possibilidades de condicionamento
Velocidade de ação 
com bola Ações com a bola em alta velocidade
Velocidade de 
movimentação sem 
bola
Movimentos de natureza cíclica ou acíclica em 
velocidade máxima
Velocidade 
de decisão Decisão rápida por uma das inúmeras possibilidades
Velocidade de 
reação
Rápida reação ao receber uma bola, ao confrontar o 
parceiro ou o adversário
Velocidade de 
antecipação
Capacidade de reconhecimento da situação vivida 
e de previsão das ações dos parceiros ou dos 
adversários
Velocidade de 
avaliação
Capacidade de avaliação rápida da situação através 
dos sentidos (visão e audição)
Figura 11 – Características parciais da velocidade e seu significado para a capacidade de desempenho de jogadores de futebol
Força
A definição de força é muito ampla e complexa, uma vez que envolve diversos aspectos, que fogem 
dos nossos objetivos. Assim, faremos apenas uma classificação dos tipos de força e suas diversas 
manifestações, consideradas sob os aspectos orientados para a força geral e a força específicas, que 
guiam o planejamento geral do treinamento.
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Unidade II
Quando nos referimos à força geral, entendemos que é a força pela qual estão envolvidos todos 
os grupos musculares, independentemente do esporte praticado, enquanto a força específica é aquela 
que inclui o uso de certo músculo ou grupo de músculos solicitados na prática de uma determinada 
modalidade esportiva.
Nessa visão geral do significado da força, é importante considerar o que alguns fisiologistas 
e treinadores identificam como subcategorias de força, que são: a força máxima, a força rápida e a 
resistência de força.
Força máxima
Esse tipo de força representa a maior força disponível que o sistema neuromuscular 
pode mobilizar através de uma contração máxima voluntária e a força absoluta é 
ainda maior do que a força máxima, que representa a soma da força máxima e da 
força reserva, mobilizada apenas em condições extremas, como em caso de risco 
de vida, hipnose etc. (WEINECK, 2003, p. 225).
Força rápida
Quando se utiliza a capacidade do sistema neuromuscular, para movimentar o corpo ou parte dele (os 
membros) ou ainda objetos (qualquer objeto usado no esporte), dizemos que está sendo solicitada a força 
rápida. É a capacidade de realizar movimentos rápidos, processados através do sistema nervoso central.
Resistência de força
Esse tipo de força está relacionado com a capacidade de resistir à fadiga em condições de desempenho 
prolongado de força; ela é bastante solicitada no futebol e no futsal, em função do longo tempo de 
duração de uma partida.
Força máxima
Dinâmica
– Força de tração
– Força de pressão
Estática
– Força de tração
– Força de pressão
Força rápida
– Força de sprint
– Força de saltos
– Força de chutes
– Força de 
arremessos
– Força de tração
– Força de impacto
Resistência de 
força
– Resistência de força de sprint
– Resistência de força de saltos
– Resistência de força de chutes
– Resistência de força de 
arremessos
– Resistência de força de tração
– Resistência de força de impacto
FORÇA
Figura 12 – Força e suas diferentes formas de manifestação

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