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Prof. Esp. John Lenor M. C. Nascimento Sistema tegumentar; Sistema esquelético; Sistema muscular; Sistema nervoso; Sistema circulatório; Sistema respiratório; Sistema digestivo; Sistema urinário; Sistema genital (masculino e feminino); Sistema endócrino; Sistema sensorial; Anatomia é a ciência que estuda macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados. A palavra é de origem grega, que significa ana = em partes; tomein – cortar. Os sistemas que, em conjunto, compõem o organismo do indivíduo são: A observação de um grupamento humano evidência as variações anatômicas, que são diferenças morfológicas (externamente ou em qualquer dos sistemas do organismo) entre o grupo, sem que isto traga prejuízo funcional para o indivíduo. Quando o desvio do padrão anatômico perturba a função, trata-se de uma anomalia e não de uma variação. Se a anomalia for tão acentuada de modo a deformar profundamente a construção do corpo do indivíduo, sendo, em geral, incompatível com a vida, denomina-se monstruosidade. Lábio Leporino Variações Anatômicas Anomalia Monstruosidade Idade: várias modificações anatômicas ocorrem nas fases da vida intra e extra-uterina; Sexo: é possível reconhecer órgãos masculinos ou femininos graças as características especiais, mesmo fora da esfera genital; Raça: denominação conferida a cada grupamento que possui caracteres físicos comuns, externa e internamente, pelos quais se distinguem dos demais; Comparação de crânios humanos de diferentes raças (europeia, indo- americana e africana). Biótipo: conjunto das características do indivíduo. o Indivíduos longilíneos: indivíduos magros, em geral altos, com pescoço longo, tórax muito achatado ântero- posteriormente, com membros longos em relação à altura do tronco. o Indivíduos brevilíneos: indivíduos atarracados, em geral baixos, com pescoço curto, tórax de grande diâmetro ântero- posterior, membros curtos em relação à altura do tronco . o Indivíduos mediolíneos: apresentam caracteres intermediários aos dois tipos precedentes. • Evolução: influencia o aparecimento de diferenças morfológicas, no decorrer dos tempos (estudo em fósseis ) É o conjunto de termos empregados para designar e descrever o organismo ou suas partes. • a. – artéria • m. – músculo • lig. – ligamento • n. – nervo • r. – ramo • aa. – artérias • mm. – músculos • ligg.– ligamentos • nn. – nervos • rr. – ramos • fasc. – fascículos • gl. – glândula • v. – veia • vv. - veias Cabeça Pescoço Tronco oTórax oAbdome Membros o Superiores (torácicos) ▪Raiz – ombro ▪Parte livre – braço, antebraço, mão o Inferiores (pélvicos) ▪Raiz – quadril ▪Parte livre – coxa, perna, pé Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode ser variável, optou-se por uma posição padrão, denominada posição de descrição anatômica (posição anatômica): indivíduo em posição ereta (em pé, posição ortostática, bípede), com a face voltada para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés voltadas para frente e braços ao longo do corpo com a palma das mãos voltadas para frente. O movimento de qualquer articulação ocorre dentro de um plano imaginário. Cada plano se projeta em torno de um eixo que lhe é perpendicular. Plano Sagital ou Mediano – divide o corpo em metades direita e esquerda. Os movimentos giram em torno de um eixo látero- lateral (transversal) Ex: Flexão e extensão do joelho e cotovelo. Plano Frontal ou Coronal – divide o corpo em ventral (anterior) e dorsal (posterior). Os movimentos acontecem ao redor de um eixo anteroposterior (sagital). Obs.: Via de regra, as denominações Ventral e Dorsal são reservadas ao tronco e anterior e posterior aos membros. Ex: Inclinação lateral do tronco ou pescoço, adução e abdução do ombro. Plano horizontal ou transversal – divide o corpo em cranial (superior) e caudal (inferior). Os movimentos deste plano ocorrem ao redor de um eixo craniocaudal (longitudinal). Ex: Movimentos rotacionais. Rotação medial e lateral da articulação do ombro, prono-supinação do antebraço. Plano Sagital ou Mediano Plano Frontal ou Coronal Plano horizontal ou transversal A partir da posição anatômica os seguintes termos de orientação são utilizados para descrever a localização (ou posição) de estruturas no corpo: • Anterior: relativo à superfície frontal (à frente); • Posterior: relativo à superfície dorsal (por trás); • Superior: mais próximo da cabeça; • Inferior: mais próximo dos pés; • Medial: mais próximo da linha mediana; • Lateral: afastado da linha mediana Com relação ao TRONCO: Ventral: relativo à superfície abdominal; Dorsal: relativo à superfície dorsal (posterior); Cranial/cefálico: mais próximo da cabeça (ou em direção à); Caudal: mais próximo da base da coluna (ou em direção à); Medial Lateral Com relação aos MEMBROS: Proximal: mais próximo do tronco; Distal: afastado do tronco. Com relação às MÃOS e PÉS: Superfície palmar: superfície anterior da mão; Dorso: superfície posterior da mão e superior do pé; Superfície plantar: superfície inferior do pé. Outros termos utilizados para descrever posicionamento anatômico: Interior: estrutura dentro da cavidade (interna); Exterior: estrutura fora da cavidade (externa); Homolateral: estrutura relativa à outra localizada no mesmo lado do corpo; Contralateral: estrutura relativa à outra localizada no lado oposto do corpo Muitos dos termos são comuns a diferentes articulações. Entretanto, alguns são utilizados apenas para descrever o movimento de uma articulação específica. Flexão: movimento que cria uma diminuição do ângulo da articulação; Extensão: movimento que cria um aumento do ângulo na articulação; Obs.: Exceção: Articulação glenoumeral – na flexão a partir da posição anatômica, o ângulo da articulação na realidade aumenta, e diminui durante a extensão. Hiperflexão e hiperextensão: quando a articulação é mobilizada para além dos seus limites anatômicos fisiológicos em relação à flexão e à extensão; Flexão lateral e inclinação lateral: são aplicados os termos direita e esquerda para descrever a direção do movimento; Rotação: os termos direita e esquerda são aplicados quando se faz referência ao pescoço e ao tronco, e com relação aos membros, os termos rotação medial e lateral; Hiperflexão e hiperextensão Flexão lateral e inclinação lateral Circundução: movimentos que ocorre em amplitude de 360°; Abdução: o segmento se afasta da linha mediana do corpo; Adução: o segmento se move em direção à linha mediana do corpo. Obs.: Os movimentos de adução e abdução no plano horizontal são denominados adução e abdução horizontais, como é observado na articulação glenoumeral. Punho • Desvio radial e ulnar (abdução e adução do punho) Tornozelo • Dorsiflexão e flexão plantar • Inversão e eversão Antebraço e pé • Pronação e supinação (rotação medial e rotação lateral) Pelve • Anteversão e retroversão Sacro Punho • Desvio radial e ulnar (abdução e adução do punho) Tornozelo • Dorsiflexão e flexão plantar • Inversão e eversão Antebraço e pé • Pronação e supinação (rotação medial e rotação lateral) Pelve • Anteversão e retroversão Osteologia (estudo dos ossos) – estudo das formações intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos, com ele formando um todo, o esqueleto. Esqueleto – conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para formar o arcabouço do corpo e desempenhar várias funções. Ossos – Peças rijas, de número, coloração e forma variáveis e que, em conjunto, constituem o esqueleto. O osso é considerado o mais rígido dos tecidos conjuntivos do corpo. É composto de matriz que contém muitos minerais. A idade, o sexo e outros fatores da fisiologia do indivíduo podem influenciar as propriedades materiais de um osso. • Proteção (para órgãos como o coração,pulmões e sistema nervoso central); • Sustentação e conformação do corpo; • Local de armazenamento de íons Ca e P (durante a gravidez a calcificação fetal se faz, em grande parte, pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo humano); • Sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem os deslocamentos do corpo; • Local de produção de certas células do sangue O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes, esqueleto axial e apendicular. A união entre essas duas porções se faz por meio de cinturas: escapular (formada pelas escápulas e clavículas) e pélvica (formada pelos ossos ilíacos. Esqueleto axial: formado pela caixa craniana, coluna vertebral e caixa torácica; Esqueleto apendicular: formado pelos membros (superiores e inferiores). No indivíduo adulto, idade na qual se considera completado o desenvolvimento orgânico, o número de ossos é de 206. Este número, todavia, varia, se levarmos em consideração os seguintes fatores: Fatores etários – do nascimento à senilidade há uma diminuição do número de ossos. Isto se deve ao fato de que certos ossos, no recém-nascido, são formados por partes ósseas que se soldam durante o desenvolvimento do indivíduo para constituir um osso único no adulto. Fatores individuais – em alguns indivíduos pode haver persistência da divisão do osso frontal no adulto e ossos extranumerários podem ocorrer, determinando variação no número de ossos. Critérios de contagem – os anatomistas utilizam às vezes critérios muito pessoais para fazer a contagem do número de ossos do esqueleto e isto explica a divergência de resultados quando os comparamos. Assim, os ossos chamados sesamoides (inclusos em tendões musculares) são computados ou não na contagem global, segundo o autor. O mesmo ocorre com os ossículos do ouvido médio, ora computados, ora não. Classificação de acordo com a sua forma: Osso longo Forma a estrutura do esqueleto apendicular (encontrados nos membros). As extremidades são cobertas pela cartilagem articular, que protege os mesmos do desgaste nos pontos de contato com outros ossos. Tem a função de suporte de peso e deslocamentos espaciais. Ex: fêmur, tíbia, úmero, rádio, clavícula. Osso curto Têm o formato pequeno e cubóide. São encontrados nas mãos (carpo) e nos pés (tarso). Funcionam tanto para permitir mobilidade como para auxiliar na estabilidade. Executam limitados movimentos de deslizamento e servem para absorver impactos. Osso laminar São por natureza mais largos e apresentam grandes áreas de inserção para fixação de músculos e ligamentos. Ex: esterno, escápula, ossos do crânio e da bacia, costelas. Osso irregular Não se enquadram em uma classificação única, sendo diferentes mesmo entre si. Tem diferentes formas e desempenham funções especiais no corpo. Ex.: mandíbula, vértebras (fornecem um canal ósseo protetor para a medula espinhal, oferecem vários processos para inserção de músculos e ligamentos e sustentam o peso da parte superior do corpo). Osso pneumático Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável, revestidas de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seio. Os ossos pneumáticos estão situados no crânio: frontal, maxilar, temporal, etmóide e esfenóide. Ossos sesamóides Desenvolvem-se na substância de certos tendões (intratendíneos) ou da capsula fibrosa que envolve certas articulações (Peri - articulares). A patela é um exemplo típico de osso sesamoide intratendíneo. O estudo microscópico do tecido ósseo distingue a substância óssea compacta e esponjosa. Embora os elementos constituintes sejam os mesmos nos dois tipos de substância óssea, eles dispõem-se diferentemente conforme o tipo considerado e seu aspecto macroscópico também difere. Substância óssea compacta As lamínulas de tecido ósseo encontram-se fortemente unidas umas às outras pelas suas faces, sem que haja espaço livre interposto. Por esta razão, este tipo é mais denso e rijo. Substância óssea esponjosa As lamínulas ósseas, mais irregulares em forma e tamanho, se arranjam de forma a deixar entre si espaços ou lacunas que se comunicam umas às outras. O osso se encontra sempre revestido por delicada membrana conjuntiva, com exceção das superfícies articulares. Esta membrana é denominada periósteo e apresenta dois folhetos: um superficial e outro profundo, este em contato direto com a superfície óssea. A camada profunda é chamada osteogênica pelo fato de suas células se transformarem em células ósseas, que são incorporadas à superfície do osso, promovendo assim o seu espessamento. Os ossos são altamente vascularizados. As artérias do periósteo penetram no osso, irrigando-o e distribuindo-se na medula óssea. Por esta razão, desprovido do seu periósteo o osso deixa de ser nutrido e morre. Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto. Esta união não tem a finalidade exclusiva de colocar os ossos em contato, mas também a de permitir mobilidade. Como esta união não se faz da mesma maneira entre todos os ossos, a maior ou menor possibilidade de movimento varia com o tipo de união. Para designar a conexão existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto, quer sejam ossos, quer cartilagens, empregamos os termos juntura ou articulação. As articulações em geral servem para dar mobilidade ou estabilidade. A relação é de natureza inversa. Uma articulação que fornece muita mobilidade provavelmente será mais instável. Além disso, uma articulação para fins de estabilidade, em geral, apresentará estrutura menos complexa, enquanto uma articulação que funciona permitindo vários movimentos apresentará estrutura muito mais complexa. 1. Articulações fibrosas ( ou sinartroses) Articulações nas quais o elemento que se interpõe às peças que se articulam é o tecido conjuntivo fibroso e a grande maioria delas se apresenta do crânio. O grau de mobilidade delas é extremamente reduzido, embora o tecido conectivo interposto confira uma certa elasticidade ao crânio. Existem três tipos de articulações fibrosas: sutura, sindesmose e gonfose. Suturas São encontradas somente entre os ossos do crânio, são formadas por várias camadas fibrosas, sendo a união suficientemente íntima de modo a limitar intensamente os movimentos, embora confiram uma certa elasticidade ao crânio. A maneira pela qual as bordas dos ossos articulados entram em contato é variável, reconhecendo-se suturas planas (união linear retilínea ou aproximadamente retilínea), suturas escamosas (união em bisel) e suturas serreadas (união em linha “denteada”). No crânio do feto e recém-nascido, onde a ossificação é incompleta, a quantidade de tecido conectivo fibroso interposto é muito maior, explicando a grande separação entre os ossos e uma maior mobilidade. É isto que permite, no momento do parto, uma redução apreciável do volume da cabeça fetal pelo “cavalgamento” dos ossos do crânio. Esta redução de volume facilita a expulsão do feto para o meio exterior. Na idade avançada pode ocorrer ossificação do tecido interposto , fazendo com que as suturas, pouco a pouco, desapareçam e, com elas, a elasticidade do crânio. Sindesmoses Os ossos estão unidos por uma faixa de tecido conjuntivo fibroso, relativamente longa, formando ou um ligamento interósseo ou uma membrana interóssea, nos casos, respectivamente de menor ou maior comprimento das fibras, o que condiciona um menor ou maior grau de movimentação. Exemplos típicos são a sindesmose tíbio-fibular e a membrana interóssea radio-ulnar. Gonfose É a articulação específica entre os dentes e seus receptáculos, os alvéolos dentários. O tecido fibroso do ligamento periodontal segura firmemente o dente no seu alvéolo. A presença de movimentos nesta articulação significa uma condição patológica. 2. Articulações cartilaginosas Nas articulações cartilaginosas o tecido que se interpõe é o cartilaginoso. Em ambas a mobilidade é reduzida. Sincondroses Quando se trata de cartilagem hialina. São raras e o exemplo mais típico é a sincondrose esfeno-occipital que pode ser visualizada na base do crânio. Sínfises A cartilagem é fibrosa. Exemplo de sínfise é a união, no plano mediano, entre as porções púbicas dos ossos do quadril, constituindo a sínfise púbica. Também as articulações que se fazem entre os corpos das vértebras podem ser consideradas como sínfise, uma vez que se interpõe entre eles um disco de fibrocartilagem- o disco intervertebral. 3. Articulações sinoviais A mobilidade exige livre deslizamento de uma superfície óssea contra outra e isto é impossível quando entre elas interpõe-se um meio de ligação, seja fibroso ou cartilaginoso. Para que haja o grau desejável de movimento, em muitas articulações, o elemento que se interpõe às peças que se articulam é um líquido denominado sinovial, ou líquido sinovial. Deste modo, os meios de união entre as peças esqueléticas articuladas não se prendem nas superfícies de articulação, como ocorre nas junturas fibrosas e cartilaginosas: nas articulações sinoviais o principal meio de união é representado pela cápsula articular (manguito que envolve a articulação prendendo-se nos ossos que se articulam). O critério de base para a classificação morfológica das articulações sinoviais é a forma das superfícies articulares. Contudo, às vezes é difícil fazer esta correlação. Além disto, existem divergências entre anatomistas quanto não só a classificação de determinadas articulações, mas também quanto a denominação dos tipos. De acordo com a nomenclatura anatômica, os tipos morfológicos de articulações sinoviais são: Plana As superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, permitindo deslizamento de uma superfície sobre a outra em qualquer direção. A articulação sacro-ilíaca (entre o sacro e a porção ilíaca do osso do quadril) é um exemplo. Deslizamento existe em todas as articulações sinoviais, mas nas articulações planas ele é discreto, fazendo com que a amplitude do movimento seja bastante reduzida. Entretanto, deve-se ressaltar que pequenos deslizamentos entre vários ossos articulados permitem apreciável variedade e amplitude de movimento. É isto que ocorre, por exemplo, nas articulações entre os ossos curtos do carpo, do tarso e entre os corpos das vértebras Gínglimo ou dobradiça Os nomes referem-se muito mais ao movimento (flexão e extensão) que elas realizam do que à forma das superfícies articulares. A articulação do cotovelo é um bom exemplo de gínglimo e a mais simples observação mostra como a superfície articular do úmero, que entra em contato com a ulna, apresenta-se em forma de carretel. Todavia, as articulações entre as falanges também são do tipo gínglimo e nelas a forma das superfícies articulares não se assemelha a um carretel. Este é um caso concreto em que o critério morfológico não foi rigorosamente obedecido. Realizando apenas flexão e extensão, as articulações sinoviais do tipo gíglimo são mono-axiais. Trocóide As superfícies são segmentos de cilindro e, por esta razão, cilindróides talvez fosse um termo mais apropriado para designá-las. Estas articulações permitem e seu eixo de movimento, único, é vertical: são mono-axiais. Um exemplo típico é a articulação radio- ulnar proximal ( entre o rádio e a ulna) responsável pelos movimentos de pronação e supinação do antebraço. Na pronação ocorre uma rotação medial do rádio e, na supinação, rotação lateral. Na posição de descrição anatômica o antebraço está em supinação. Condilar As superfícies articulares são de forma elíptica e elipsóide seria talvez um termo mais adequado. Estas articulações permitem flexão, extensão, abdução e adução, mas não a rotação. Possuem dois eixos de movimento, sendo, portanto bi-axiais. A articulação rádio-cárpica ( ou do punho) é um exemplo. Outro é a articulação temporomandibular e as articulações metacarpofalângicas. Sela A superfície articular de uma peça esquelética tem a forma de sela, apresentando concavidade num sentido e convexidade em outro, e se encaixa numa segunda peça onde convexidade e concavidade apresentam-se no sentido no sentido inverso da primeira. A articulação carpo-metacárpica do polegar é um exemplo típico. É interessante notar que esta articulação permite flexão, extensão, abdução, adução e rotação (consequentemente, também Circundução), mas é classificada como bi-axial. O fato é justificado porque a rotação isolada não pode ser realizada ativamente pelo polegar sendo só possível com a combinação dos outros movimentos. Esferóide Apresenta superfícies articulares que são segmentos de esferas e se encaixam em receptáculos ocos. O suporte de uma caneta de mesa, que pode ser movimentado em qualquer direção, é um exemplo não anatômico de uma articulação esferóide. Este tipo de articulação permite movimentos em torno de três eixos, sendo, portanto, tri- axial. Assim, a articulação do ombro (entre o úmero e a escápula) e a do quadril ( entre o osso do quadril e o fêmur) permitem movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação e Circundução. O movimento nas articulações depende, essencialmente, da forma das superfícies que entram em contato e dos meios de união que podem limitá-lo. Na dependência destes fatores as articulações podem realizar movimentos em torno de um, dois ou três eixos. Este é o critério adotado para classificá-las funcionalmente. Quando uma articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo, diz-se que é mono-axial ou que possui um só grau de liberdade; será bi-axial a que os realiza em torno de dois eixos ( dois graus de liberdade); e tri-axial se eles forem realizados em torno de três eixos ( três graus de liberdade). Assim, as articulações que só permitem a flexão e extensão, como a do cotovelo, são mono-axiais; aquelas que realizam extensão, flexão, adução e abdução, como a radiocárpica (articulação do punho), são bi-axiais; finalmente, as que além de flexão, extensão, abdução e adução, permitem a rotação, são ditas tri-axiais, cujos exemplos típicos são as articulações do ombro e do quadril. Várias estruturas anatômicas são utilizadas para ajudar as articulações a realizarem sua função: Cavidade articular o Espaço virtual onde se encontra o líquido sinovial. Superfícies articulares (cartilagem hialina) o São aquelas que entram em contato numa determinada articulação. o São revestidas em toda a sua extensão por cartilagem hialina. Cartilagem articular o Cobertura translúcida que protege as extremidades do osso. o A cartilagem articular é avascular e não possui inervação. Sua nutrição, portanto, principalmente nas áreas mais centrais, é precária, o que torna a regeneração, em casos de lesão mais difícil e lenta. Cápsula articular o Membrana conjuntiva que envolve a articulação sinovial como um manguito. o Apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a membrana sinovial (interna). Membrana sinovial o É a mais interna das camadas da cápsula articular. o É abundantemente vascularizada e inervada, sendo encarregada ela produção do líquido sinovial. Fibrocartilagem (menisco ou disco) o Cartilagem mais resistente que contém propriedades elásticas. o Permitem a acomodação de forças de pressão, fricção e cisalhamento nas superfícies articulares. o Promovem melhor adaptação das superfícies que se articulam Líquido sinovial o Líquido transparente e espesso que lubrifica uma articulação sinovial. o Promove menor atrito ao movimento articular e, também ajuda a nutrir as estruturas cartilaginosas. Ligamento o Tecido conjuntivo denso que une um osso a outro, promovendo estabilidade. o Impede o movimento em planos indesejáveis e limita a amplitude dos movimentos considerados normais. Músculo o Tecido conjuntivo que se contrai para criar movimento de uma articulação, bem como participa na estabilidade de uma articulação. OBS.: A cápsula articular, cavidade articular e líquidosinovial (sinóvia) são características da articulação sinovial. Ligamentos do Joelho Disco da ATM Meniscos do Joelho Bolsas (Bursas) Sinoviais do Ombro Bainhas Sinoviais Palma da Mão Vista Anterior das Estruturas Articulares do Cotovelo O movimento de uma articulação faz-se obrigatoriamente, em torno de um eixo, denominado eixo de movimento. Na análise do movimento realizado, a determinação do eixo de movimento é feita obedecendo à regra, segundo a qual, a direção do eixo e movimento é sempre perpendicular ao plano no qual se realiza o movimento em questão. Assim, todo movimento é realizado em um plano determinado e o seu eixo de movimento é perpendicular àquele plano. Flexão e extensão- plano sagital, eixo látero-lateral. Adução e abdução- plano frontal, eixo ântero-posterior Rotação- plano horizontal, eixo crânio-caudal. Capacidade de resistir ao deslocamento, prevenindo lesões dos ligamentos, músculos e tendões que circundam a articulação. Formas das superfícies articulares Em muitas articulações mecânicas, as partes articulares são exatamente opostas em forma, de maneira que elas se ajustam perfeitamente (geralmente superfícies convexas e côncavas). Embora a maioria das articulações tenha superfícies que se encaixem reciprocamente, estas superfícies não são simétricas e existe tipicamente uma posição de melhor ajuste na qual a área de contato é máxima (posição trancada). Ex.: o acetábulo fornece um encaixe relativamente profundo para a cabeça do fêmur (grande área de contato entre os dois ossos), o que fornece à articulação coxofemoral. No ombro, a área de contato entre a cavidade glenóide (rasa) e a cabeça umeral é pequena, contribuindo para a relativa instabilidade do complexo do ombro. Disposição dos ligamentos e músculos Ligamentos e músculos fortes frequentemente aumentam a estabilidade articular.