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Prof. Esp. John Lenor M. C. Nascimento
 Sistema tegumentar;
 Sistema esquelético;
 Sistema muscular;
 Sistema nervoso;
 Sistema circulatório;
 Sistema respiratório;
 Sistema digestivo;
 Sistema urinário;
 Sistema genital (masculino e
feminino);
 Sistema endócrino;
 Sistema sensorial;
Anatomia é a ciência que estuda
macro e microscopicamente, a
constituição e o desenvolvimento
dos seres organizados.
A palavra é de origem grega, que
significa ana = em partes; tomein
– cortar. Os sistemas que, em
conjunto, compõem o organismo
do indivíduo são:
A observação de um grupamento humano evidência
as variações anatômicas, que são diferenças
morfológicas (externamente ou em qualquer dos
sistemas do organismo) entre o grupo, sem que isto
traga prejuízo funcional para o indivíduo. Quando o
desvio do padrão anatômico perturba a função, trata-se
de uma anomalia e não de uma variação. Se a
anomalia for tão acentuada de modo a deformar
profundamente a construção do corpo do indivíduo,
sendo, em geral, incompatível com a vida, denomina-se
monstruosidade.
Lábio Leporino
Variações Anatômicas
Anomalia
Monstruosidade
 Idade: várias modificações anatômicas ocorrem nas fases da
vida intra e extra-uterina;
 Sexo: é possível reconhecer órgãos masculinos ou femininos
graças as características especiais, mesmo fora da esfera genital;
 Raça: denominação conferida a cada grupamento que possui
caracteres físicos comuns, externa e internamente, pelos quais se
distinguem dos demais;
Comparação de crânios humanos de 
diferentes raças (europeia, indo-
americana e africana).
 Biótipo: conjunto das características do indivíduo.
o Indivíduos longilíneos: indivíduos magros, em geral altos,
com pescoço longo, tórax muito achatado ântero-
posteriormente, com membros longos em relação à altura do
tronco.
o Indivíduos brevilíneos: indivíduos atarracados, em geral
baixos, com pescoço curto, tórax de grande diâmetro ântero-
posterior, membros curtos em relação à altura do tronco .
o Indivíduos mediolíneos: apresentam caracteres
intermediários aos dois tipos precedentes.
• Evolução: influencia o aparecimento de diferenças morfológicas,
no decorrer dos tempos (estudo em fósseis )
É o conjunto de termos empregados para designar e 
descrever o organismo ou suas partes.
• a. – artéria
• m. – músculo
• lig. – ligamento
• n. – nervo
• r. – ramo
• aa. – artérias
• mm. – músculos
• ligg.– ligamentos
• nn. – nervos
• rr. – ramos
• fasc. – fascículos
• gl. – glândula
• v. – veia
• vv. - veias
Cabeça
Pescoço
Tronco
oTórax
oAbdome
Membros
o Superiores (torácicos)
▪Raiz – ombro
▪Parte livre – braço, antebraço, 
mão
o Inferiores (pélvicos)
▪Raiz – quadril
▪Parte livre – coxa, perna, pé
Para evitar o uso de termos diferentes nas
descrições anatômicas, considerando-se que a
posição pode ser variável, optou-se por uma posição
padrão, denominada posição de descrição anatômica
(posição anatômica): indivíduo em posição ereta (em
pé, posição ortostática, bípede), com a face voltada
para frente, membros inferiores unidos, com as
pontas dos pés voltadas para frente e braços ao longo
do corpo com a palma das mãos voltadas para frente.
O movimento de qualquer articulação ocorre dentro de um plano
imaginário. Cada plano se projeta em torno de um eixo que lhe é
perpendicular.
Plano Sagital ou Mediano – divide o corpo em metades direita e
esquerda. Os movimentos giram em torno de um eixo látero-
lateral (transversal)
Ex: Flexão e extensão do joelho e cotovelo.
Plano Frontal ou Coronal – divide o corpo em ventral (anterior)
e dorsal (posterior). Os movimentos acontecem ao redor de um
eixo anteroposterior (sagital).
Obs.: Via de regra, as denominações Ventral e Dorsal são
reservadas ao tronco e anterior e posterior aos membros.
Ex: Inclinação lateral do tronco ou pescoço, adução e abdução do
ombro.
Plano horizontal ou transversal – divide o corpo em cranial
(superior) e caudal (inferior). Os movimentos deste plano
ocorrem ao redor de um eixo craniocaudal (longitudinal).
Ex: Movimentos rotacionais. Rotação medial e lateral da
articulação do ombro, prono-supinação do antebraço.
Plano Sagital ou Mediano
Plano Frontal ou Coronal 
Plano horizontal ou transversal 
A partir da posição anatômica os seguintes termos de
orientação são utilizados para descrever a localização
(ou posição) de estruturas no corpo:
• Anterior: relativo à superfície frontal (à frente);
• Posterior: relativo à superfície dorsal (por trás);
• Superior: mais próximo da cabeça;
• Inferior: mais próximo dos pés;
• Medial: mais próximo da linha mediana;
• Lateral: afastado da linha mediana
Com relação ao TRONCO:
Ventral: relativo à superfície abdominal;
Dorsal: relativo à superfície dorsal (posterior);
Cranial/cefálico: mais próximo da cabeça (ou em direção à);
Caudal: mais próximo da base da coluna (ou em direção à);
Medial
Lateral
Com relação aos MEMBROS:
Proximal: mais próximo do tronco;
Distal: afastado do tronco.
Com relação às MÃOS e PÉS:
Superfície palmar: superfície anterior da mão;
Dorso: superfície posterior da mão e superior do pé;
Superfície plantar: superfície inferior do pé.
Outros termos utilizados para descrever posicionamento
anatômico:
Interior: estrutura dentro da cavidade (interna);
Exterior: estrutura fora da cavidade (externa);
Homolateral: estrutura relativa à outra localizada no mesmo lado
do corpo;
Contralateral: estrutura relativa à outra localizada no lado oposto
do corpo
Muitos dos termos são comuns a diferentes
articulações. Entretanto, alguns são utilizados
apenas para descrever o movimento de uma
articulação específica.
Flexão: movimento que cria uma diminuição do
ângulo da articulação;
Extensão: movimento que cria um aumento do
ângulo na articulação;
Obs.: Exceção: Articulação glenoumeral – na flexão a
partir da posição anatômica, o ângulo da articulação na
realidade aumenta, e diminui durante a extensão.
Hiperflexão e hiperextensão: quando a articulação é
mobilizada para além dos seus limites anatômicos
fisiológicos em relação à flexão e à extensão;
Flexão lateral e inclinação lateral: são aplicados os
termos direita e esquerda para descrever a direção do
movimento;
Rotação: os termos direita e esquerda são aplicados quando
se faz referência ao pescoço e ao tronco, e com relação aos
membros, os termos rotação medial e lateral;
Hiperflexão e hiperextensão Flexão lateral e inclinação lateral
Circundução: movimentos que ocorre em amplitude de 360°;
Abdução: o segmento se afasta da linha mediana do corpo;
Adução: o segmento se move em direção à linha mediana do corpo.
Obs.: Os movimentos de adução e abdução no plano horizontal são
denominados adução e abdução horizontais, como é observado na
articulação glenoumeral.
Punho
• Desvio radial e ulnar (abdução e adução do punho)
Tornozelo
• Dorsiflexão e flexão plantar
• Inversão e eversão
Antebraço e pé
• Pronação e supinação (rotação medial e rotação
lateral)
Pelve
• Anteversão e retroversão
Sacro
Punho
• Desvio radial e ulnar (abdução e adução do punho)
Tornozelo
• Dorsiflexão e flexão plantar
• Inversão e eversão
Antebraço e pé
• Pronação e supinação (rotação medial e rotação lateral)
Pelve
• Anteversão e retroversão
Osteologia (estudo dos ossos) – estudo das formações
intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos, com ele
formando um todo, o esqueleto.
Esqueleto – conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para
formar o arcabouço do corpo e desempenhar várias funções.
Ossos – Peças rijas, de número, coloração e forma variáveis e que,
em conjunto, constituem o esqueleto.
O osso é considerado o mais rígido dos tecidos conjuntivos
do corpo. É composto de matriz que contém muitos minerais. A
idade, o sexo e outros fatores da fisiologia do indivíduo podem
influenciar as propriedades materiais de um osso.
• Proteção (para órgãos como o coração,pulmões e sistema
nervoso central);
• Sustentação e conformação do corpo;
• Local de armazenamento de íons Ca e P (durante a
gravidez a calcificação fetal se faz, em grande parte, pela
reabsorção destes elementos armazenados no organismo
humano);
• Sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos
permitem os deslocamentos do corpo;
• Local de produção de certas células do sangue
O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes,
esqueleto axial e apendicular. A união entre essas duas
porções se faz por meio de cinturas: escapular (formada
pelas escápulas e clavículas) e pélvica (formada pelos ossos
ilíacos.
Esqueleto axial: formado pela caixa craniana, coluna
vertebral e caixa torácica;
Esqueleto apendicular: formado pelos membros (superiores
e inferiores).
No indivíduo adulto, idade na qual se considera completado o
desenvolvimento orgânico, o número de ossos é de 206. Este
número, todavia, varia, se levarmos em consideração os
seguintes fatores:
Fatores etários – do nascimento à senilidade há uma
diminuição do número de ossos. Isto se deve ao fato de que
certos ossos, no recém-nascido, são formados por partes ósseas
que se soldam durante o desenvolvimento do indivíduo para
constituir um osso único no adulto.
Fatores individuais – em alguns indivíduos pode haver
persistência da divisão do osso frontal no adulto e ossos
extranumerários podem ocorrer, determinando variação no
número de ossos.
Critérios de contagem – os anatomistas utilizam às vezes
critérios muito pessoais para fazer a contagem do número de
ossos do esqueleto e isto explica a divergência de resultados
quando os comparamos. Assim, os ossos chamados
sesamoides (inclusos em tendões musculares) são
computados ou não na contagem global, segundo o autor. O
mesmo ocorre com os ossículos do ouvido médio, ora
computados, ora não.
Classificação de acordo com a sua forma:
 Osso longo
Forma a estrutura do esqueleto apendicular
(encontrados nos membros). As
extremidades são cobertas pela cartilagem
articular, que protege os mesmos do
desgaste nos pontos de contato com outros
ossos. Tem a função de suporte de peso e
deslocamentos espaciais. Ex: fêmur, tíbia,
úmero, rádio, clavícula.
 Osso curto
Têm o formato pequeno e 
cubóide. São encontrados nas 
mãos (carpo) e nos pés 
(tarso). Funcionam tanto para 
permitir mobilidade como 
para auxiliar na estabilidade. 
Executam limitados 
movimentos de deslizamento 
e servem para absorver 
impactos.
 Osso laminar
São por natureza mais largos e apresentam grandes áreas de
inserção para fixação de músculos e ligamentos. Ex: esterno,
escápula, ossos do crânio e da bacia, costelas.
 Osso irregular
Não se enquadram em uma classificação única, sendo
diferentes mesmo entre si. Tem diferentes formas e
desempenham funções especiais no corpo.
Ex.: mandíbula, vértebras (fornecem um canal ósseo protetor
para a medula espinhal, oferecem vários processos para
inserção de músculos e ligamentos e sustentam o peso da parte
superior do corpo).
 Osso pneumático
Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável,
revestidas de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o
nome de sinus ou seio. Os ossos pneumáticos estão situados no
crânio: frontal, maxilar, temporal, etmóide e esfenóide.
 Ossos sesamóides
Desenvolvem-se na substância de certos tendões
(intratendíneos) ou da capsula fibrosa que envolve certas
articulações (Peri - articulares). A patela é um exemplo típico
de osso sesamoide intratendíneo.
O estudo microscópico do tecido ósseo distingue a substância
óssea compacta e esponjosa. Embora os elementos
constituintes sejam os mesmos nos dois tipos de substância
óssea, eles dispõem-se diferentemente conforme o tipo
considerado e seu aspecto macroscópico também difere.
 Substância óssea compacta
As lamínulas de tecido ósseo encontram-se fortemente unidas
umas às outras pelas suas faces, sem que haja espaço livre
interposto. Por esta razão, este tipo é mais denso e rijo.
 Substância óssea esponjosa
As lamínulas ósseas, mais
irregulares em forma e tamanho,
se arranjam de forma a deixar
entre si espaços ou lacunas que se
comunicam umas às outras.
O osso se encontra sempre revestido por delicada membrana
conjuntiva, com exceção das superfícies articulares. Esta
membrana é denominada periósteo e apresenta dois folhetos:
um superficial e outro profundo, este em contato direto com a
superfície óssea. A camada profunda é chamada osteogênica
pelo fato de suas células se transformarem em células ósseas,
que são incorporadas à superfície do osso, promovendo assim
o seu espessamento.
Os ossos são altamente
vascularizados. As artérias do
periósteo penetram no osso,
irrigando-o e distribuindo-se na
medula óssea. Por esta razão,
desprovido do seu periósteo o
osso deixa de ser nutrido e morre.
Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto.
Esta união não tem a finalidade exclusiva de colocar os ossos
em contato, mas também a de permitir mobilidade. Como esta
união não se faz da mesma maneira entre todos os ossos, a
maior ou menor possibilidade de movimento varia com o tipo
de união. Para designar a conexão existente entre quaisquer
partes rígidas do esqueleto, quer sejam ossos, quer cartilagens,
empregamos os termos juntura ou articulação.
As articulações em geral servem para dar mobilidade ou
estabilidade. A relação é de natureza inversa. Uma articulação
que fornece muita mobilidade provavelmente será mais
instável. Além disso, uma articulação para fins de estabilidade,
em geral, apresentará estrutura menos complexa, enquanto
uma articulação que funciona permitindo vários movimentos
apresentará estrutura muito mais complexa.
1. Articulações fibrosas ( ou sinartroses)
Articulações nas quais o elemento que se interpõe às peças que se
articulam é o tecido conjuntivo fibroso e a grande maioria delas se
apresenta do crânio. O grau de mobilidade delas é extremamente
reduzido, embora o tecido conectivo interposto confira uma certa
elasticidade ao crânio. Existem três tipos de articulações fibrosas: sutura,
sindesmose e gonfose.
 Suturas
São encontradas somente entre os ossos do crânio, são formadas por
várias camadas fibrosas, sendo a união suficientemente íntima de modo a
limitar intensamente os movimentos, embora confiram uma certa
elasticidade ao crânio. A maneira pela qual as bordas dos ossos
articulados entram em contato é variável, reconhecendo-se suturas
planas (união linear retilínea ou aproximadamente retilínea), suturas
escamosas (união em bisel) e suturas serreadas (união em linha
“denteada”).
No crânio do feto e recém-nascido, onde a ossificação é
incompleta, a quantidade de tecido conectivo fibroso
interposto é muito maior, explicando a grande separação entre
os ossos e uma maior mobilidade. É isto que permite, no
momento do parto, uma redução apreciável do volume da
cabeça fetal pelo “cavalgamento” dos ossos do crânio. Esta
redução de volume facilita a expulsão do feto para o meio
exterior.
Na idade avançada pode ocorrer ossificação do tecido
interposto , fazendo com que as suturas, pouco a pouco,
desapareçam e, com elas, a elasticidade do crânio.
 Sindesmoses
Os ossos estão unidos por uma faixa de tecido conjuntivo
fibroso, relativamente longa, formando ou um ligamento
interósseo ou uma membrana interóssea, nos casos,
respectivamente de menor ou maior comprimento das fibras, o
que condiciona um menor ou maior grau de movimentação.
Exemplos típicos são a sindesmose tíbio-fibular e a membrana
interóssea radio-ulnar.
 Gonfose
É a articulação específica entre os dentes e seus receptáculos,
os alvéolos dentários. O tecido fibroso do ligamento
periodontal segura firmemente o dente no seu alvéolo. A
presença de movimentos nesta articulação significa uma
condição patológica.
2. Articulações cartilaginosas
Nas articulações cartilaginosas o tecido que se interpõe é o
cartilaginoso. Em ambas a mobilidade é reduzida. Sincondroses
Quando se trata de cartilagem hialina. São raras e o exemplo
mais típico é a sincondrose esfeno-occipital que pode ser
visualizada na base do crânio.
 Sínfises
A cartilagem é fibrosa. Exemplo de sínfise é a união, no plano
mediano, entre as porções púbicas dos ossos do quadril,
constituindo a sínfise púbica. Também as articulações que se fazem
entre os corpos das vértebras podem ser consideradas como sínfise,
uma vez que se interpõe entre eles um disco de fibrocartilagem- o
disco intervertebral.
3. Articulações sinoviais
A mobilidade exige livre deslizamento de uma superfície
óssea contra outra e isto é impossível quando entre elas
interpõe-se um meio de ligação, seja fibroso ou cartilaginoso.
Para que haja o grau desejável de movimento, em muitas
articulações, o elemento que se interpõe às peças que se
articulam é um líquido denominado sinovial, ou líquido
sinovial. Deste modo, os meios de união entre as peças
esqueléticas articuladas não se prendem nas superfícies de
articulação, como ocorre nas junturas fibrosas e cartilaginosas:
nas articulações sinoviais o principal meio de união é
representado pela cápsula articular (manguito que envolve a
articulação prendendo-se nos ossos que se articulam).
O critério de base para a classificação morfológica das
articulações sinoviais é a forma das superfícies articulares.
Contudo, às vezes é difícil fazer esta correlação. Além disto,
existem divergências entre anatomistas quanto não só a
classificação de determinadas articulações, mas também
quanto a denominação dos tipos. De acordo com a
nomenclatura anatômica, os tipos morfológicos de
articulações sinoviais são:
 Plana
As superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas,
permitindo deslizamento de uma superfície sobre a outra em
qualquer direção. A articulação sacro-ilíaca (entre o sacro e a
porção ilíaca do osso do quadril) é um exemplo.
Deslizamento existe em todas as articulações sinoviais, mas nas
articulações planas ele é discreto, fazendo com que a
amplitude do movimento seja bastante reduzida. Entretanto,
deve-se ressaltar que pequenos deslizamentos entre vários
ossos articulados permitem apreciável variedade e amplitude
de movimento. É isto que ocorre, por exemplo, nas
articulações entre os ossos curtos do carpo, do tarso e entre os
corpos das vértebras
 Gínglimo ou dobradiça
Os nomes referem-se muito mais ao movimento (flexão e
extensão) que elas realizam do que à forma das superfícies
articulares. A articulação do cotovelo é um bom exemplo de
gínglimo e a mais simples observação mostra como a
superfície articular do úmero, que entra em contato com a
ulna, apresenta-se em forma de carretel.
Todavia, as articulações entre as falanges também são do tipo
gínglimo e nelas a forma das superfícies articulares não se
assemelha a um carretel. Este é um caso concreto em que o critério
morfológico não foi rigorosamente obedecido. Realizando apenas
flexão e extensão, as articulações sinoviais do tipo gíglimo são
mono-axiais.
 Trocóide
As superfícies são segmentos de cilindro e, por esta razão,
cilindróides talvez fosse um termo mais apropriado para designá-las.
Estas articulações permitem e seu eixo de movimento, único, é
vertical: são mono-axiais. Um exemplo típico é a articulação radio-
ulnar proximal ( entre o rádio e a ulna) responsável pelos
movimentos de pronação e supinação do antebraço. Na pronação
ocorre uma rotação medial do rádio e, na supinação, rotação lateral.
Na posição de descrição anatômica o antebraço está em supinação.
 Condilar
As superfícies articulares são de forma elíptica e elipsóide seria
talvez um termo mais adequado. Estas articulações permitem flexão,
extensão, abdução e adução, mas não a rotação. Possuem dois eixos
de movimento, sendo, portanto bi-axiais. A articulação rádio-cárpica
( ou do punho) é um exemplo. Outro é a articulação
temporomandibular e as articulações metacarpofalângicas.
 Sela
A superfície articular de uma peça esquelética tem a forma de sela,
apresentando concavidade num sentido e convexidade em outro, e se
encaixa numa segunda peça onde convexidade e concavidade
apresentam-se no sentido no sentido inverso da primeira. A
articulação carpo-metacárpica do polegar é um exemplo típico.
É interessante notar que esta articulação permite flexão, extensão,
abdução, adução e rotação (consequentemente, também
Circundução), mas é classificada como bi-axial. O fato é justificado
porque a rotação isolada não pode ser realizada ativamente pelo
polegar sendo só possível com a combinação dos outros
movimentos.
 Esferóide
Apresenta superfícies articulares que são segmentos de esferas e se
encaixam em receptáculos ocos. O suporte de uma caneta de mesa,
que pode ser movimentado em qualquer direção, é um exemplo não
anatômico de uma articulação esferóide. Este tipo de articulação
permite movimentos em torno de três eixos, sendo, portanto, tri-
axial. Assim, a articulação do ombro (entre o úmero e a escápula) e
a do quadril ( entre o osso do quadril e o fêmur) permitem
movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação e
Circundução.
O movimento nas articulações depende, essencialmente, da forma
das superfícies que entram em contato e dos meios de união que
podem limitá-lo. Na dependência destes fatores as articulações podem
realizar movimentos em torno de um, dois ou três eixos. Este é o
critério adotado para classificá-las funcionalmente. Quando uma
articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo, diz-se
que é mono-axial ou que possui um só grau de liberdade; será bi-axial
a que os realiza em torno de dois eixos ( dois graus de liberdade); e
tri-axial se eles forem realizados em torno de três eixos ( três graus de
liberdade). Assim, as articulações que só permitem a flexão e
extensão, como a do cotovelo, são mono-axiais; aquelas que realizam
extensão, flexão, adução e abdução, como a radiocárpica (articulação
do punho), são bi-axiais; finalmente, as que além de flexão, extensão,
abdução e adução, permitem a rotação, são ditas tri-axiais, cujos
exemplos típicos são as articulações do ombro e do quadril.
Várias estruturas anatômicas são utilizadas para ajudar as articulações a
realizarem sua função:
 Cavidade articular
o Espaço virtual onde se encontra o líquido sinovial.
 Superfícies articulares (cartilagem hialina)
o São aquelas que entram em contato numa determinada articulação.
o São revestidas em toda a sua extensão por cartilagem hialina.
 Cartilagem articular
o Cobertura translúcida que protege as extremidades do osso.
o A cartilagem articular é avascular e não possui inervação. Sua nutrição,
portanto, principalmente nas áreas mais centrais, é precária, o que torna
a regeneração, em casos de lesão mais difícil e lenta.
 Cápsula articular
o Membrana conjuntiva que envolve a articulação sinovial como um manguito.
o Apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a membrana
sinovial (interna).
 Membrana sinovial
o É a mais interna das camadas da cápsula articular.
o É abundantemente vascularizada e inervada, sendo encarregada ela produção
do líquido sinovial.
 Fibrocartilagem (menisco ou disco)
o Cartilagem mais resistente que contém propriedades elásticas.
o Permitem a acomodação de forças de pressão, fricção e cisalhamento nas
superfícies articulares.
o Promovem melhor adaptação das superfícies que se articulam
 Líquido sinovial
o Líquido transparente e espesso que lubrifica uma articulação sinovial.
o Promove menor atrito ao movimento articular e, também ajuda a nutrir
as estruturas cartilaginosas.
 Ligamento
o Tecido conjuntivo denso que une um osso a outro, promovendo
estabilidade.
o Impede o movimento em planos indesejáveis e limita a amplitude dos
movimentos considerados normais.
 Músculo
o Tecido conjuntivo que se contrai para criar movimento de uma
articulação, bem como participa na estabilidade de uma articulação.
OBS.: A cápsula articular, cavidade articular e líquidosinovial (sinóvia) são
características da articulação sinovial.
Ligamentos do Joelho
Disco da ATM 
Meniscos do Joelho 
Bolsas (Bursas) Sinoviais do Ombro
Bainhas Sinoviais
Palma da Mão 
Vista Anterior das Estruturas Articulares do Cotovelo 
O movimento de uma articulação faz-se obrigatoriamente, em
torno de um eixo, denominado eixo de movimento. Na análise do
movimento realizado, a determinação do eixo de movimento é
feita obedecendo à regra, segundo a qual, a direção do eixo e
movimento é sempre perpendicular ao plano no qual se realiza o
movimento em questão. Assim, todo movimento é realizado em
um plano determinado e o seu eixo de movimento é perpendicular
àquele plano.
 Flexão e extensão- plano sagital, eixo látero-lateral.
 Adução e abdução- plano frontal, eixo ântero-posterior
 Rotação- plano horizontal, eixo crânio-caudal.
Capacidade de resistir ao deslocamento, prevenindo lesões
dos ligamentos, músculos e tendões que circundam a
articulação.
 Formas das superfícies articulares
Em muitas articulações mecânicas, as partes
articulares são exatamente opostas em forma, de
maneira que elas se ajustam perfeitamente (geralmente
superfícies convexas e côncavas).
Embora a maioria das articulações tenha superfícies
que se encaixem reciprocamente, estas superfícies não
são simétricas e existe tipicamente uma posição de
melhor ajuste na qual a área de contato é máxima
(posição trancada).
Ex.: o acetábulo fornece um encaixe relativamente profundo
para a cabeça do fêmur (grande área de contato entre os dois
ossos), o que fornece à articulação coxofemoral. No ombro, a
área de contato entre a cavidade glenóide (rasa) e a cabeça
umeral é pequena, contribuindo para a relativa instabilidade
do complexo do ombro.
 Disposição dos ligamentos e músculos
Ligamentos e músculos fortes frequentemente aumentam a
estabilidade articular.

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