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APOSTILA V1 FENOMENOLOGIA

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Sumário 
 
1 FENOMENOLOGIA 
2 TEORIA DE CAMPO 
3 GESTALT-TERAPIA 
4 EXISTENCIALISMO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hussel e Fenomenologia 
É um método desenvolvido por Edmund Husserl, para ele o mundo só pode ser 
compreendido a partir da forma como se manifesta, ou seja, como aparece a 
consciência humana. 
Husserl trouxe indagações sobre como os conhecimentos eram produzidos, trouxe 
consigo as influências de Franz Brentano, tradição grega e escolástica, Bolzano, 
Descartes, Leibniz, empirismo inglês e o kantismo. Ele buscou realizar uma 
profunda crítica da ciência positivista e da razão objetiva vigentes em sua época. 
Para ele: 
1) Não há um mundo em si e nem uma consciência em si: são coisas integradas. 
2) A consciência é responsável por dar sentido às coisas. 
 
Para ele, era necessário construir um novo método para o conhecimento, que 
deveria dotar uma perspectiva fenomenológica. A fenomenologia seria então um 
método para conhecer a essência das coisas e da própria consciência. Husserl 
retoma a interrogação sistemática que analisa as condições, os limites e as 
possibilidades de um conhecimento das coisas mesmas. 
O filosofo diz que não é possível fazer uma neutralidade total dentro dessa 
produção de conhecimento, ou seja, não é possível separar INTERIORIDADE de 
EXTERIORIDADE. 
A fenomenologia, como método filosófico, consiste primeiramente numa mudança 
de atitude, do “olhar natural” para o “ver essencial”. 
 
Heidegger e fenomenologia 
Martin Heidegger, que inicialmente foi discípulo de Husserl, desenvolveu uma 
fenomenologia própria, mais orientada para questões existenciais e ontológicas. 
Embora tenha sido influenciado pelo método de Husserl, Heidegger propôs um giro 
radical ao foco da fenomenologia, deslocando a atenção da experiência subjetiva 
para a natureza do ser e a experiência do ser-no-mundo. 
 
 
 
Ser-no-mundo de Heidegger 
Heidegger parte de uma visão radicalmente diferente da consciência. 
Para ele, o ser humano não é uma entidade isolada que observa o mundo, mas um 
ser que está sempre já envolvido no mundo. Ele chama isso de ser-no-mundo, o 
que significa que o ser humano não pode ser compreendido fora do contexto de 
suas relações com o mundo. 
Em vez de pensar na consciência como uma subjetividade que reflete sobre o 
mundo, Heidegger vê o ser humano como inextricavelmente ligado ao mundo. 
 
Conceito de Fenomenologia 
A fenomenologia busca compreender a experiência humana de maneira diferente 
das abordagens psicológicas tradicionais ao focar na vivência subjetiva, sem recorrer 
a explicações causais ou teóricas que reduzam a experiência a categorias externas. 
Em vez disso, busca entender a experiência como ela é vivida, a partir da 
perspectiva da própria pessoa. 
Se estuda os fenômenos, as essências, daquilo que aparece a consciência, 
buscando sempre explorar esse fenômeno, e todos os problemas segundo ela, 
resumem-se em definir essências, a essência da percepção, a essência da 
consciência e etc. 
A fenomenologia lida com a subjetividade de tal forma que privilegia a descrição 
detalhada das experiências, sem preconceitos ou pressuposições. Isso significa que a 
realidade é entendida como algo que aparece para a consciência do sujeito, sendo 
moldada pelas suas percepções e intenções. 
A fenomenologia é também uma filosofia que repõe as essências na existência, e 
não pensa que se possa compreender o nem e o mundo de outra maneira senão 
a partir de sua “facticidade” 
Fenômeno (fato em movimento) 
Fato (fenômeno parado) 
Objetivo da fenomenologia: Auxilia na compreensão dos processos de interação 
psicoterapêutica a partir da análise da subjetividade e da colocação ser-no-mundo. 
O mundo em que o ser é, o quem que é no mundo, e o modo de ser-em em si 
mesmo. 
Fenômeno 
Na filosofia, um fenômeno designa, simplesmente: a forma como uma coisa 
aparece, ou manifesta-se, para o sujeito, ou seja, trata-se da aparência das coisas. 
Sendo assim, todo o conhecimento que tenha como ponto de partida os 
fenômenos das coisas podem ser compreendidos como fenomenológicos. 
É tudo aquilo que aparece a consciência numa relação, e são integrados. Esse 
fenômeno integra CONSCIÊNCIA + OBJETO = SIGNIFICAÇÃO. 
Nós conseguimos acessar o fenômeno, mas ele não é dado, pronto ou finalizado, 
ele está sempre em relação e a PERCEPÇÃO dele é colocada como uma marca 
central, por isso faz um resgate da SUBJETIVIDADE - pois não existe consciência 
de um lado e o mundo de outro - e não na neutralidade, como no positivismo. 
Toda consciência é uma consciência de _________ (OBJETO), com isso, Husserl 
nega a ideia tradicional da consciência como uma qualidade humana, vazia, que pode 
ser preenchida com algo. 
 
Atitude Fenomenológica 
A atitude fenomenológica é uma postura que consiste em acolher as manifestações 
únicas que chegam à percepção, suspendendo ideias a priori e avaliações 
prematuras. 
É uma forma de permitir que os fenômenos se mostrem a partir de si mesmos, e 
não de pressupostos sobre eles. 
A atitude fenomenológica é diferente da atitude natural, que se insere no mundo 
por meio da experiência sensível, sem reflexão ou análise. A atitude 
fenomenológica, por outro lado, é reflexiva e analítica sobre os fatos. 
 
Epoché 
Suspender os juízos prévios no contexto clínico significa adotar uma postura de 
neutralidade em relação às suposições, teorias e preconceitos. Essa suspensão é 
crucial para uma prática clínica fenomenológica porque permite que o terapeuta se 
aproxime das vivências do paciente sem distorções prévias, ouvindo-o de maneira 
mais aberta e genuína. 
As dificuldades que um terapeuta pode encontrar ao tentar suspender seus juízos 
ao ouvir um paciente incluem a tendência de recorrer a categorias diagnósticas 
estabelecidas ou interpretações automáticas baseadas em sua própria experiência, 
o que pode limitar a escuta profunda e a compreensão do que o paciente está 
realmente vivenciando. 
DE MODO GERAL: colocar o mundo entre parênteses, excluir e suspender tudo o 
que eu sei sobre o objeto, inclui crenças e paradigmas, excluir afirmações pré 
existente. 
OBJETIVO: compreender o fenômeno, sem nenhuma contaminação social e se 
concentrar no fenômeno em si. 
 
Intencionalidade 
O conceito de intencionalidade é central na fenomenologia. Ele se aplica na prática 
clínica ao tentar entender o comportamento e os relatos de experiências do 
paciente como direcionados a algo no mundo, ou seja, as experiências do paciente 
sempre se referem a objetos ou situações externas, ainda que de maneira 
subjetiva. 
Um exemplo prático de como o terapeuta pode observar a intencionalidade nas 
falas de um paciente durante uma consulta clínica é perceber como o paciente 
descreve suas emoções em relação a eventos específicos, como a raiva em 
relação a uma pessoa ou a ansiedade diante de uma situação futura, entendendo 
que essas emoções estão sempre ligadas a algo fora do sujeito. 
 
Postura fenomenológica 
É a atitude ou orientação adotada pelo pesquisador ou filósofo fenomenológico. Ao 
assumir essa postura, o indivíduo decide focar na experiência subjetiva e nos 
fenômenos conforme aparecem à sua consciência. Trata-se de uma mudança de 
perspectiva, onde se dá prioridade à experiência direta e às aparências 
fenomenológicas, em vez de explicações teóricas ou pré-concepções. 
 
 
 
 
 
Redução fenomenológica 
Pode ser vista como um convite à mudança de atitude, especialmente no sentido 
de alterar a forma como nos relacionamos com o mundo e os fenômenos ao 
nosso redor. Na fenomenologia de Husserl, esse método implica uma 
transformação na maneira como percebemos e interpretamos nossas experiências 
cotidianas. 
 
Descrição fenomenológica 
A importância da descrição fiel e detalhada das experiências do paciente sem 
interpretar ou reduzir a vivência dele a categorias diagnósticas é que isso respeita a 
singularidadeda experiência vivida, permitindo que o terapeuta compreenda a 
subjetividade do paciente sem impô-la em moldes pré-definidos. 
O terapeuta pode garantir que está capturando de maneira precisa as descrições 
dos fenômenos apresentados pelo paciente ao adotar uma postura de escuta ativa, 
refletindo de volta as descrições do paciente e perguntando se aquilo que foi 
ouvido corresponde à experiência que o paciente tentou transmitir. 
 
Aplicação da fenomenologia na prática clínica 
A prática clínica pode se beneficiar de uma abordagem fenomenológica ao lidar 
com transtornos mentais comuns, como ansiedade e depressão, ao focar na 
experiência vivida e nas significações subjetivas desses transtornos, em vez de 
categorizá-los imediatamente dentro de um sistema de diagnóstico. Isso permite 
uma maior compreensão da vivência única do paciente. 
Diferenças entre uma prática clínica baseada em fenomenologia e prática que utiliza 
diagnósticos psiquiátricos tradicionais: 
1) Fenomenologia: Foca na experiência subjetiva, buscando descrever o 
fenômeno como ele aparece na consciência do paciente, sem impor categorias ou 
teorias externas. 
2) Clássico: Usa categorias diagnósticas estabelecidas para interpretar e classificar 
os sintomas do paciente, buscando causas subjacentes e padrões que se encaixam 
em quadros diagnósticos predefinidos 
 
A fenomenologia na clínica valoriza e privilegia o encontro, o “estar junto” no 
presente, o que determina a diferença crucial entre a relação médica (que é um e 
caracterizada pelo uso de agentes intermediários – físicos ou bioquímicos, que são 
“aplicados” a um “paciente” que se submete ao tratamento) e a relação 
psicoterapeuta. 
A psicoterapia deve ser entendida como um processo, onde a base é a relação de 
significados que o cliente traz. Nesse processo o atendimento psicoterápico é uma 
possibilidade de auxiliar ao paciente na compreensão do seu processo de significar. 
 
O psicoterapeuta na Fenomenologia 
Situação específica: está exatamente no esforço em nos posicionarmos “sem 
misturas”, sem amálgamas, diante das coisas, numa posição de observador que 
participa, mas não interfere. 
Espaço vital: a situação da psicoterapia é uma situação de campo, onde nosso 
campo fenomenológico – nosso campo vivencial, ou nosso “espaço vital”, na 
expressão de Kurt Lewin – se relaciona e interage com os outros campos 
fenomenológicos, partilhando experiências e sentimentos mútuos, mesmo 
reconhecendo a impossibilidade de uma troca de posição. 
Se não podemos trocar de posição com o outro, não podemos afirmar nada a 
este outro, dado que isto seria apenas minha projeção sobre o outro. Assim, 
podemos apenas acompanhar o processo do outro. 
 
Empatia fenomenológica 
A fenomenologia contribui para o desenvolvimento de uma postura empática 
durante a interação terapeuta-paciente ao incentivar o terapeuta a colocar de lado 
seus próprios julgamentos e teorias, buscando compreender a experiência do 
paciente em seus próprios termos, como ela é vivida. 
A empatia fenomenológica difere da empatia de outros modelos de psicoterapias à 
medida que envolve uma suspensão ativa de pressupostos e interpretações por 
parte do terapeuta, enquanto outras abordagens podem se basear em um 
entendimento mais automático e baseado em categorias preexistentes sobre as 
emoções do paciente. 
 
 
Fala: Signo e Fenômeno 
 
 
Signo 
Nessa perspectiva o que se fala - o que é dito - não corresponde ao que é 
expresso, ou seja, aquilo que se mostra "esconde" algo, não representa um sentido 
em si mesmo, se assim for, este signo precisa ser "decifrado" e essa decoração se 
dá pela interpretação, que irá "revelar" o sentido "oculto" e não 
acessível diretamente. 
 
Fenômeno 
A fala é tomada como "fenômeno" em si, e como tal, o "dito" encontra 
correspondência com seus modos de expressão. Em outras palavras, o sentido não 
está mais oculto, mas igualmente presente na diversidade dos modos de 
expressão, bastante para tal que seja acessado pela "compreensão". 
 
Tarefa da psicoterapia fenomenológica 
Fazer a palavra falar: está é a tarefa da psicoterapia. 
Uma psicoterapia fenomenológica caminha na direção de reunir palavras e sentido, 
dito e vivido, mas não através de imposição de sentido, mas de dentro para fora, 
como a transformação que se dá no fenômeno próprio do ser do outro, através 
dele mesmo, permeado pela escuta do terapeuta. 
Ouvir - não a palavra dita - mas o que diz a palavra. 
 
Teoria de Campo de Kurt Lewin 
Lewin usou o conceito físico de “campo de forças” para explicar os fatores 
ambientais que influenciam o comportamento humano, este comportamento em 
sua opinião, NÃO depende do passado, nem do futuro e SIM dos fatos e 
acontecimentos atuais. 
Esses fatos estão interconectados e constituem um campo de forças dinâmico que 
podemos denominar espaço vital. 
Lewin propôs que o comportamento (B) de uma pessoa é uma função de sua 
personalidade (P) e do ambiente (E) em que ela se encontra, ou seja, 
comportamento é sempre uma interação dinâmica entre o indivíduo e o ambiente. 
Isso implica que mudanças no ambiente ou nas condições internas do indivíduo 
podem alterar seu comportamento 
 
DE MODO GERAL: essa teoria explica que os padrões de comportamento 
acontecem a partir da interação e da influência que o indivíduo estabelece com o 
meio. 
 
Campo 
Teoria de campo: O campo é concebido como uma totalidade de fatos que afetam 
diretamente o comportamento, mas só são considerados campo os fatos que 
podem incluir no comportamento, em determinado momento. ~Kurt Lewin 
O campo não é estático. Alterando-se qualquer das variáveis do campo, ele se 
reconfigura à procura de uma nova unidade de sentido, para que a pessoa possa 
ter acesso às variáveis que interferem em seus sintomas de auto-equilibração. 
Saúde e doença são funções de um campo bem ou mal experienciados: O que é 
considerado saudável ou doentio depende, portanto, da forma como a pessoa 
vivencia e responde a esse campo. A saúde não é algo fixo, mas um processo que 
envolve flexibilidade e capacidade de adaptação contínua. A doença, nesse sentido, 
surge quando esse processo de contato com o campo é perturbado, levando a 
experiências rígidas ou disfuncionais. 
 
 
Campo psicológico 
Totalidade da situação em que o indivíduo está inserido, incluindo tanto suas 
condições internas quanto as forças externas que atuam sobre ele. 
 
Variáveis do campo 
1) Psicológicas: ligadas à forma como a pessoa experimenta seu mundo interno 
e interage com o ambiente a partir da sua subjetividade. 
Exemplo: percepções, emoções, memorias e crenças 
 
2) Não Psicológicas: fatores externos que influenciam o comportamento e a 
experiencia do indivíduo, mas que não fazem parte do seu mundo interno 
Exemplo: ambiente físico, circunstâncias sociais, contexto econômico, aspectos 
políticos e culturais 
 
De modo geral, alterando-se qualquer das variáveis do campo, ele todo se 
reconfigura a procura de uma nova unidade de sentido, para que a pessoa possa 
ter acesso as variáveis que interferem em seus sintomas de auto-equilibração 
 
 
Fritz Perls 
Diferente de Freud que acreditava que o material era profundamente reprimido, 
Perls acredita que o material é obvio, ou seja, o indivíduo pelo simples fato de 
existir, tem muito material de fácil acesso para o processo terapêutico. 
Esse material é presente, ou seja, o paciente vai fechar o livro de seus problemas 
passados, deve fechá-lo no presente, se os seus problemas fossem realmente do 
passado, não seriam mais problemas. 
Trabalha-se como o indivíduo se comporto no momento, ou seja, no aqui e agora 
 
Gestalt-terapia 
Para a Gestalt-terapia o homem é um ser de escolha. Ao se dar conta de que a 
existência é construída por si mesma , fruto das suas próprias escolhas, se 
estabelece no ser humano a noção de responsabilidade: de “personagem” ou ator, o 
homem passa a ser autorda sua própria história, sendo livre, a cada momento, para 
trilhar um outro caminho. 
Com uma sólida base epistemológica, concebe o ser humano como um fenômeno 
que engloba dimensões bio-psico-sócio-espirituais, não como um somatório de 
aspectos, mas como um todo, um novo evento que se configura, a cada momento, 
como uma pessoa indivisível, com todas suas dimensões, em uma relação de campo 
meio-organismo. O homem é um ser em relação, existe sempre como parte de 
algum campo e seu comportamento só pode ser compreendido como função da 
totalidade desse campo , que inclui tanto ele quanto o ambiente. 
Para a Gestalt-terapia, o princípio subjacente à existência é o princípio da 
homeostase: toda vida tende, naturalmente, para a auto regulação, através da qual o 
organismo satisfaz suas necessidades, interagindo com o ambiente, buscando um 
equilíbrio que é dinâmico, em sistema vivo e aberto em equilibração, des-equilibração, 
re-equilibração. 
Este processo do criar um campo de atenção e atividade é chamado de “abrir uma 
gestalt” ou “formar uma figura”. Por sua vez, o processo de gratificação e 
desaparecimento da necessidade é chamado de “fechar ou destruir gestalten”, sendo 
tecnicamente descrito como ciclo de auto-regulação organísmica ou ciclo de contato 
 
 
Visão de homem 
Visão holística de homem e de mundo, o que envolve compreender o homem, a 
natureza, o planeta, cada ser vivo, cada objeto ou fenômeno do Universo enquanto 
uma unidade indivisível, um todo que é muito maior que a soma de suas partes, 
pois só pode ser compreendido pelas interações entre as partes que o compõem. 
 
Figura e fundo 
O conceito de figura e fundo é um dos princípios centrais da Gestalt-terapia e vem 
da psicologia da Gestalt. Ele descreve a forma como percebemos e organizamos 
nossa experiência de maneira dinâmica, sempre distinguindo o que está em foco 
(figura) do que está em segundo plano (fundo). Esse processo é essencial para 
entender como as pessoas atribuem significado às suas vivências. 
Figura 
É aquilo que, em um dado momento, aparece como mais importante ou relevante 
para a consciência. Por exemplo, quando estamos com fome, o desejo de comer 
pode se tornar a figura em nossa consciência, dominando nossos pensamentos e 
ações. 
SÓ É DEMANDA O QUE O SUJEITO TRÁS COMO FIGURA 
FIGURA E DEMANDA SÃO AS MESMAS COISAS 
 
Fundo 
É o pano de fundo que apoia a figura. O fundo contém tudo aquilo que, em um 
momento, não é o foco da nossa consciência, mas pode se tornar figura quando a 
situação mudar. Usando o exemplo anterior, enquanto a fome é a figura, o 
ambiente em que você está, a temperatura, os sons ao redor, tudo isso compõe o 
fundo. 
O CAMPO É O FUNDO 
 
 
 
Ciclo de contato 
O contato é a troca constante com o mundo, muito mais do que o sentido de “atritar” 
ou “relacionar”, o contato é o processo contínuo de retomar nossos vividos e coloca-
los em relação com o novo, produzindo uma solução criativa para nossas 
experiências. 
O contato é estabelecido para que o indivíduo possa satisfazer uma necessidade ou 
fechar uma figura. O ciclo é, portanto, concebido como um sistema self-eu-mundo. 
Permite-nos ler a realidade por intermédio dele, bem como entender o processo 
pelo qual este sistema foi se estruturando ao longo do tempo. 
CICLO: SELF-EU-MUNDO 
 
Aqui e agora 
Conceito holístico que representa a junção do espaço e tempo, criando a 
possibilidade de plenitude. 
O “aqui e agora” é a totalidade da experiência humana. Inclui tudo e registra, no 
momento, as emoções e a solução do seu cotidiano. 
Não se trata de imediatismo irresponsável, e sim de uma responsabilidade engajada 
na totalidade do presente. 
É um processo totalizador que colhe no imediato todas as possibilidades do agir 
humano. 
Na intervenção clínica em vez de promover a busca “arqueológica” no passado 
pelas causas do sofrimento atual, o terapeuta incentiva a “concentração” do 
consulente nas manifestações presentes desse passado, tal como elas se dão a 
conhecer na atualidade da sessão (Dicionário de Gesltat-terapia) 
 
Ajustamento criativo 
Atuam no processo de autorregulação (sobreviver e crescer) 
Natureza do contato que o indivíduo mantém na fronteira do campo 
organismo/ambiente, visando a sua autorregulação sob condições diversas. 
Criativo: ajustamento resultante do sistema de contatos intencionais que o indivíduo 
mantém com seu ambiente. 
Dois tipos: 
1. Ajustamento saudável: sujeito ativo, posse de sua aptidão de se orientar 
pelas exigências das novas circunstâncias; 
2. Ajustamento cristalizado: sujeito alienado das condições presentes e atuais; 
 
De modo geral, refere-se aos ajustamentos possíveis entre o indivíduo e o meio 
que possam promover de alguma forma o fechamento de figuras 
O indivíduo possa optar por uma decisão que lhe pareça a melhor no sentido de 
cumprir a demanda organísmica que se torna figura naquele momento. 
 
Awareness 
A noção de awareness na Gestalt-terapia, foi por muitas vezes reduzida ao “dar-se-
conta” de um determinado processo, mas podemos se referir ao processo de 
tomada de consciência. 
De modo geral, é a abertura sensível (para dados materiais), excitação (como 
escoamento temporal pelas possibilidades abertas pelos dados) e unificação 
presuntiva (ou transcendente) de uma história (que são minhas experiências de 
contato retiradas) 
 
Self 
Senso de Self: sei quem eu sou; parte das relações 
Foge da concepção de outras abordagens, para a GT o self é concebido como Eu 
vivido e construído em contato com o meio e consigo mesmo, em uma relação 
interacional 
Self, ainda é compreendido também como um complexo sistema de contatos 
fundamentais para os ajustamentos, sendo este, no campo, onde o “Eu” pensa, 
sente e age, objetivando a satisfação de suas necessidades e a sua auto-regulação. 
 
Teoria do self 
Função Id – Isso 
Função Ego – Ato 
Função Personalidade 
 
1) Função Id: também chamado de função Isso, é o fundo de hábitos que se 
dissolvem nas possibilidades, incluindo seus excitamentos e hábitos linguangeiros, 
concebidos no passado e que retornam na atualidade. EU-EU 
2) Função Ego ou Função Ato: é o próprio ato inserido no campo de forma 
intencional. MUNDO-EU 
3) Função Personalidade: sendo a construção social produzida pelo Self. É o 
registro imaginário que constitui a fantasia do eu. Em outros termos é a figura 
criada a partir do self. EU-MUNDO 
 
Gestalt na clínica 
Não se planeja sessão, exceto se houver anamnese, portanto, trabalha em cima do 
que surge, já que é uma abordagem fenomenológica 
O experimentado é aplicado de acordo com o que faz sentido para o sujeito, isso é 
percebido pelo terapeuta através da relação com o consulente e preparação 
teórico. 
 
Gestalt e diagnóstico 
Na Gestalt se acolhe o indivíduo e não o transtorno, o indivíduo é visto primeiro e 
como é a sua vivência particular, se trabalha na individualidade do indivíduo. 
O crescimento pessoal é singular para cada pessoa, dentro dos seus limites e 
padrões 
A Gestalt trabalha muito com arte nas diversas idades 
 
Bloqueios de contato 
Referem-se às maneiras pelas quais os indivíduos se relacionam com o ambiente e 
as outras pessoas durante o processo de contato. 
 
1) Introjeção 
Ele existe, eu não 
Obedeço e aceito opiniões arbitrarias, normas e valores que pertencem a outros, 
engolindo coisas dos outros sem querer, e sem conseguir defender meus direitos 
por medo da minha própria agressividade e dos outros. Desejo de mudar, mas 
temo a minha própria mudança, prefiro a rotina, simplificações e as situações 
facilmente controláveis. 
Penso que as pessoas sabem melhor do que eu o que é bom para mim. Gosto de 
ser mimado. 
Fator de cura: mobilização -> questionar 
 
2) Projeção 
Eu existo, o outro eu crio 
A projeção é um mecanismo de defesa em que o indivíduo atribui a outras 
pessoas ou situações sentimentos, necessidades ou características que, na verdade,pertencem a si mesmo. Essa defesa é usada para evitar a confrontação de 
emoções desconfortáveis. 
Fator de cura: ação -> se responsabilizar pela sua projeção 
 
3) Retroflexão 
Ele existe em mim 
Me culpar por algo que o outro fez 
Um pouco de projeção, é importante nessa relação 
A retroflexão é um processo em que a energia ou a ação que deveria ser dirigida 
para o ambiente ou para os outros é revertida para dentro, resultando em 
autocrítica, repressão de emoções ou comportamentos autodestrutivos. 
Fator de cura: contato final -> se enxergar como alguém e ter responsabilidade 
 
 
 
4) Fixação 
Processo pelo o qual eu me apego 
A fixação é um estilo de contato em que um indivíduo se apega a uma 
experiência, emoção ou padrão de comportamento específico, muitas vezes 
devido a uma dificuldade em processar ou resolver uma situação. Essa fixação 
pode ocorrer em diferentes áreas da vida, como relacionamentos, trabalho ou 
padrões emocionais. 
Fator de cura: fluidez -> mudança 
 
 5) Dessensibilização 
Não sei se existo 
A dessensibilização é um processo em que uma pessoa se torna menos sensível a 
estímulos emocionais ou experiências desconfortáveis, geralmente como um 
mecanismo de defesa contra a dor ou a ansiedade. Por diversas vezes parece que 
nada importa para ele. 
Fator de cura: sensação 
Exemplo: Uma notícia que deveria impactar de alguma forma, e a pessoa reage de 
forma como se nada tivesse acontecido. 
 
 
6) Deflexão 
Nem ele, nem eu existimos 
Pessoa prolixa, constrói muito discurso, mas não diz nada 
A deflexão é um estilo de contato em que o indivíduo evita o contato direto ou a 
comunicação clara com seus sentimentos, necessidades ou com o ambiente. Em 
vez de se engajar plenamente, a pessoa desvia a atenção, utilizando estratégias 
como humor, distração ou desvio de assunto. 
Fator de cura: consciência -> ser mais objetivo 
 
 
7) Proflexão 
Eu existo nela 
Nós somos: se eu gosto de algo, fulano também tem que gostar 
Pessoas que vivem no mesmo local que pessoas iguais a elas 
Fator de cura: interação -> agir de igual por igual 
Exemplo: Meninas Malvadas 
 
8) Confluência 
Nos existimos, eu não 
Ocorre quando não há uma clara distinção entre o eu e o outro, as fronteiras 
entre o indivíduo e o ambiente se dissolvem, e a pessoa pode sentir que sua 
identidade se mistura com a do outro. 
Fator de cura: retirada -> aceito ser diferente, o outro pode viver com sua vida 
tranquila 
 
9) Egotismo 
Eu existo, eles não 
A pessoa se isola no seu próprio EU, supervalorizando seus pensamentos, 
sentimentos e necessidades, enquanto mantem uma distância emocional dos outros. 
Ao contrário da confluência, que há uma perda da identidade, no egotismo há uma 
superproteção da individualidade. 
Fator de cura: valorização do outro 
Exemplo: alguém que só se preocupa consigo mesmo 
 
Técnicas em Gestalt-terapia 
Hot seat (cadeira quente ou lugar quente): trabalho com grupos 
Cadeira vazia: individual ou em grupo 
Representação: individual ou em grupo 
Identificação: individual 
Presentificação 
Experimentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A filosofia Existencialista 
Surgiu no século XIX, através de Kierkegaard (considerado pai do existencialismo) e 
Nietzshe, mas chegou ao século XX, principalmente através do francês Jean-Paul 
Sartre (propagou as ideias do existencialismo). 
Os filósofos existencialistas tem diferenças teóricas, mas o que os aproxima é o 
foco de seus estudos nos seres humanos, em seus sentimentos e em suas vidas, 
enquanto seres individuais, ou seja, eles não estão buscando uma verdade para o 
ser humano, nem um destino para aonde vamos, nem origens do ser e da 
natureza, mas sim no sentimento, na angústia que as pessoas sofrem, na vida 
cotidiana e no individual. É a existência em jogo. 
Absurdo existencialista: Ausência de um proposito racional. Como caraterística 
marcante do Existencialismo, temos a concepção sobre o Absurdo (ausência de 
um propósito), que não há sentido no mundo a ser encontrado, além do significado 
que damos a ele. Somos livres para tomar decisões. 
 
Críticas de Kierkegaard – Século XIX 
Kierkegaard não criticava diretamente Parmêdines - um dos precursores da lógica 
e metafísica -, mas sim o essencialismo e o pensamento filosófico da época. 
A filosofia de Parmênides foi uma das bases para muitas correntes essencialistas, 
essas correntes negavam a importância da mudança e enfatizavam essências fixas 
e universais. O filosofo Parmênides lançou uma tese fundamental para toda a história 
da filosofia: “Aquilo que é e aquilo que não é” 
Essa frase que a primeira vista poderia ser compreendida como óbvia estabelece 
um princípio que é levado a cabo pela humanidade, a saber, a de que uma coisa 
não pode ser outra coisa que não ela mesma, estabelecendo um princípio de 
identidade. 
Para ele, as coisas possuem algo imutável e universal que as definem, ou seja, a 
mudança, o movimento e transformação, não fariam parte das coisas. 
 
Filosofias essencialistas 
Os filósofos essencialistas acreditavam que existe uma essência imutável e universal 
que define as coisas, eles acreditavam que MUDANÇA, MOVIMENTO e 
TRANSFORMAÇÃO não alteram essa essência. 
Os aspectos objetivos e racionais são suficientes para compreender a realidade, 
pois, o essencialismo busca verdades universais, acessíveis pela razão, como 
fundamento do ser e da existência. 
Kierkegaard criticava isso porque ele entendia o ser humano como um ser em 
constante transformação, e a existência humana não pode ser reduzida a uma 
essência universal ou imutável, para ele, cada pessoa é única, com escolhas, 
angústias e experiências que moldam quem ela é. 
Kierkegaard também rejeitou a ideia de que o ser humano pudesse ser 
completamente compreendido por critérios objetivos ou científicos, pois ele 
valorizava a subjetividade. 
 
Hegel 
Acreditava que a razão não é algo imutável e eterna, mas se desenvolve 
historicamente. Ele argumentava que a razão humana evolui por meio da história, e 
o desenvolvimento das ideias e da consciência ocorre em uma sequência lógica e 
progressiva. 
Para Hegel, a história não é um mero acaso ou uma sequência de eventos 
desconexos, mas segue um processo dialético (conflito e resolução de opostos) 
que leva à autocompreensão da razão 
Hegel via o mundo como uma unidade orgânica, onde tudo está interconectado. 
Para ele, a realidade não pode ser reduzida a elementos ou categorias separadas. A 
compreensão do mundo, do espírito, da história e da razão só é completa quando 
se observa o todo, porque as partes só têm significado no contexto da totalidade. 
Totalidade, saber absoluto, dedução da realidade a partir do conceito de identidade 
que não permite espaço para a diferença 
Ênfase universalista: Hegel acreditava que a razão e o desenvolvimento do espírito 
eram universais e aplicáveis a toda a humanidade, mas com um foco especial na 
história da filosofia e no desenvolvimento do espírito nas sociedades ocidentais. 
 
Existencialismo Cristão – Kiekergaard SÉC 19 
Um modo de criticar as verdades absolutas e a hegemonia racional, e trazer uma 
filosofia que parte de uma experiência concreta. 
Compreender a singularidade da experiência humana 
Reconhecimento da finitude, da angustia, do sofrimento como tão constituintes 
quanto a alegria, a beleza e o conhecimento 
Para ele, o objeto de estudo parte do concreto, da nossa existência, e não do 
abstrato. Nós damos sentido a nossa existência. Porém, conseguimos suprir os 
vazios da vida através da fé em Deus. 
Não é Deus que dá sentido a sua vida e sim você, mas somente tendo fé em 
Deus que você consegue preencher o vazio da vida e superar as angustias 
Angústia para ele não é uma patologia ou falha racional, mas o verdadeiro encontro 
com os paradoxos e com a finitude. A angústia se constitui com o encontro com o 
nada. 
 
Existencialismo – Nietzsche 
Criticava a lógica modernade tornar a razão como a característica humana mais 
importante. A racionalidade moderna era uma forma de atraso, pois era meio de 
controle da natureza, do corpo e da negação dos afetos. 
Visão ateísta, para ele, nós construímos Deus e nós mesmos matamos ele; ele 
ficou famoso pela frase: “Deus está morto” 
Vai trazer para o existencialismo a importância da potência da vida, do lugar da 
racionalidade e sensibilidade como forma de ultrapassar as amarras sociais 
construídas por filosofias ou cristianismo. 
A potência acontecia a partir das tensões dos movimentos, não do equilíbrio. 
Para ele, nós utilizamos tanto a razão, que nós criamos o caos na sociedade que 
estamos hoje, criticava a lógica moderna de tornar a razão como a característica 
humana mais importante. A racionalidade moderna era uma forma de atraso, pois 
era meio de controle da natureza, do corpo e da negação dos afetos. A potência 
acontecia a partir das tensões dos movimentos, não do equilíbrio. 
A moral é aquilo que é tido como virtuoso ou como bem, na verdade, é uma 
forma de um grupo dominar o outro. 
 
 
 
 
Existencialismo – Sartre 
Popularizou o termo e teve atravessamento do pensamento fenomenológico de 
Hurssel 
Foi o filósofo que mais procurou propagar a filosofia existencialista definindo que “A 
existência precede a essência”. Ou seja, o próprio ser humano define sua essência, 
a sua vida, e não Deus, ou nenhuma outra forma preconcebida. Assim, cada um 
responde pelos próprios atos. As nossas escolhas podem causar nossas angústias, 
pois podem afetar o mundo de maneira irreversível. 
Para Sartre, os intelectuais devem desempenhar um papel ativo na sociedade, 
contribuindo para o uso de nossa consciência e escolhas de forma adequada. 
De modo geral, o homem existe primeiro, se encontra, surge no mundo e se 
define em seguida. Como a pessoa estabelece sua essência, precisa tomar decisões 
de certa forma “correta”. 
 
Alguns tópicos dos livros que Itana passou: 
1) Movimento fenomenológico e existencial na filosofia 
Foram fundamentais para a reformulação de várias perspectivas na psicanálise e na 
psicopatologia, elas duas nasceram separadas e mantém caminhos teóricos que 
sustentam essa separação. 
Existencialismo nasce no século 19 e Fenomenologia só irá aparecer no início do 
século XX com Heidegger em Ser e Tempo 
 
2) Movimento existencialista 
Kierkegaard como pai do existencialismo, suas críticas ao pensamento de Hegel e 
sua ênfase nos aspectos subjetivos da experiência humana, principalmente ao 
modo peculiar como vivemos as vicissitudes próprias do existir, criaram uma 
verdadeira revolução no modo de fazer filosofia. 
Para Hegel, seu foco era entender como a razão (enquanto espiríto) se apresenta 
de maneira histórica, e como o espírito caminha para a evolução e o 
desenvolvimento, dando mais ênfase a como a razão se transforma na história, se 
desdobrando no campo epistemológico (teoria do conhecimento), no campo 
estético (teoria do belo e do prazer) e etc. 
Kierkegaard era radicalmente contra à ênfase universalista do pensamento 
hegeliano, assim como a intgração que esta apresentava entre o campo da 
racionalidade, da fé e da construção do estado 
Já a filosofia nietzschiana ataca diretamente toda forma de se pensar a verdade e 
moral como categorias universais e necessárias, pois entende que toda vez que se 
impunha noção de verdade, de bem ou de certo, faz-se isso em nome de uma 
estratégia de dominação do outro. 
Nietzsche era um ferrenho crítico à lógica moderna de tornar a razão como a 
característica humana mais importante, para ele, a racionalidade moderna era uma 
forma de atraso, dado que ela tinha como pressuposto as formas de controle da 
natureza, controle do corpo e negação dos afetos. 
 
IMPORTANTE: 
Este material foi construído com o material da sala de aula (livros, slides) e também 
vídeo-aulas. É importante que estudem fora a parte, que leiam os textos, pois este 
é apenas um resumo, ou seja, não contempla exatamente tudo do que está nos 
textos. ;) 
 
Confere os links dos vídeos para a construção desse material: 
Playlist de Fenomenologia: 
https://youtube.com/playlist?list=PLgFZ1-
SO8zLyh6l7fah8hLyH0vnpPDTWN&si=YHQqF4Zd8cK0ymOJ 
 
Video de Existencialismo: 
https://youtu.be/9Dd4b36lHng?si=-T7sKCrIfimoHy0z 
 
Teoria de Campo de Kurt Lewin: 
https://youtu.be/SjFgWCut_yI?si=EoTHc3ZyKkg-yYq7 
https://youtube.com/playlist?list=PLgFZ1-SO8zLyh6l7fah8hLyH0vnpPDTWN&si=YHQqF4Zd8cK0ymOJ
https://youtube.com/playlist?list=PLgFZ1-SO8zLyh6l7fah8hLyH0vnpPDTWN&si=YHQqF4Zd8cK0ymOJ
https://youtu.be/9Dd4b36lHng?si=-T7sKCrIfimoHy0z
https://youtu.be/SjFgWCut_yI?si=EoTHc3ZyKkg-yYq7

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