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Urbanismo Moderno: Características e Críticas

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Jonatan Sá

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DIÁLOGOS URBANOS E 
PAISAGÍSTICOS 
(FUNDAMENTOS DE 
URBANISMO) 
AULA 4 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Daniela Tahira Munhoz da Rocha 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Nesta etapa, ainda estamos estudando o Movimento Moderno e nos 
aproximaremos mais dos conceitos modernistas em relação ao planejamento 
urbano. Primeiramente, abordaremos as características do urbanismo moderno 
e a aplicação do modernismo nas cidades existentes. Vamos discutir alguns 
exemplos no mundo e no Brasil e, por fim, faremos algumas críticas à cidade 
modernista. 
CONTEXTUALIZANDO 
O Movimento Moderno (também chamado de Modernista) no 
planejamento urbano surgiu como resposta aos efeitos da Revolução Industrial 
nos centros urbanos e foi fundamental para confirmar a necessidade e 
importância do planejamento mais integrado e adaptável, levando em 
consideração diversos aspectos da cidade, como ruas, quadras, habitações, 
áreas verdes etc. 
Embora sua importância e impacto não sejam negados, essa corrente não 
está imune a críticas, como destacou Scopel (2020) ao afirmar que “esse 
movimento foi um marco para o século XX porque trouxe novas visões sobre a 
vida nos centros urbanos; por outro lado, após alguns anos, sofreu duras críticas 
em virtude de uma nova perspectiva levantada por outros estudiosos.” 
Como por exemplo Lefebvre, que faz críticas relacionadas à setorização 
e organização ortogonal da quadra, fazendo com que as pessoas se adaptassem 
ao espaço moderno projetado, e não o contrário, quando a cidade se molda em 
função do habitante. 
TEMA 1 – ESTUDOS DE CASOS DE URBANISMO MODERNO NO MUNDO 
PARTE I 
Como já vimos anteriormente, o Movimento Moderno surgiu com a 
Revolução Industrial e causou um enorme impacto na sociedade como um todo, 
especialmente nos centros urbanos. 
 
 
 
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1.1. Características do urbanismo modernista 
De fato, a mudança do paradigma econômico, com o rápido crescimento 
dos parques industriais, ocasionou uma grande migração de pessoas das áreas 
rurais para as cidades, resultando em novos problemas, como 
congestionamento, insalubridade, falta de espaços livres de qualidade, 
surgimento de construções de baixa habitabilidade, carência de sistemas de 
esgoto e abastecimento, tudo isso associado a um crescimento populacional 
sem o devido planejamento urbano prévio. 
Os problemas mencionados no parágrafo anterior trouxeram como 
consequência a proliferação de doenças, aumento da violência e baixa qualidade 
de vida. 
Em reação a essa nova realidade, surgiram diferentes experiências para 
encontrar modelos de planejamento urbano capazes de criar novos desenhos 
urbanos que pudessem combater e mudar a realidade das cidades, diminuindo 
seus problemas e proporcionando maior eficiência e qualidade de vida. 
Este ponto foi destacado por Barreiros ao afirmar que “surge então a 
necessidade de uma ação pública, ordenando e propondo soluções que até o 
momento eram implementadas apenas pelo setor privado, com objetivos 
individuais, de curto prazo e em escala reduzida” (Abiko; Almeida; Barreiros, 
1995, documento on-line). 
Nesse novo cenário, o Urbanismo, séculos após a Grécia e Roma da 
antiguidade, volta a ganhar grande importância e relevância, uma vez que o 
planejamento urbano bem-feito e contínuo não apenas é capaz de reduzir os 
problemas já existentes, mas também, e o mais importante, pode preparar a 
cidade para evitar os problemas das próximas décadas. 
Em um primeiro momento, esta reação do planejamento urbano aos 
problemas decorrentes da Revolução Industrial se preocupou com o problema 
sanitário, priorizando o abastecimento de água e o melhoramento do sistema de 
esgoto, com a intenção de promover a salubridade das cidades e, como 
consequência, reduzir o surgimento de doenças e epidemias. 
O planejamento urbano foi acompanhado da publicação de leis que 
regulamentassem novas construções, delimitando áreas específicas para 
 
 
4 
atividades industriais, por exemplo, principalmente em cidades com importantes 
atividades de fábricas como Londres, Liverpool e Manchester. 
Outro importante marco foi o 4º Congresso Internacional da Arquitetura 
Moderna (CIAM), ocorrido em 1933 na Grécia e que originou a Carta de Atenas, 
considerada pedra fundamental para consolidar mudanças qualitativas nas 
cidades. 
Dentre os principais elementos do Movimento Modernista no Urbanismo, 
reunidos e consolidados na Carta de Atenas, podem-se destacar: 
• o urbanismo não pode se submeter a regras estéticas gratuitas; 
• a cidade é parte do conjunto político, econômico e social; 
• o urbanismo deve ser sua própria essência, tendo ordem funcional; 
• as cidades devem ter quatro funções principais, as quais o urbanismo 
deve zelar: habitar, trabalhar, circular e cultivar o corpo e o espírito; 
• o parcelamento do solo fruto de partilhas, vendas e especulações deve 
ser alterado por uma economia de reagrupamento; 
• o urbanismo deve proporcionar condições para a criação de circulações 
modernas; 
• deve priorizar a criação de espaços livres; 
• o planejamento regional deve ser obrigatório; 
• a propriedade privada do solo urbano deve ser submetida aos interesses 
coletivos, à industrialização dos componentes e à padronização das 
construções; 
• edificação concentrada, mas adequadamente relacionada com amplas 
áreas de vegetação; 
• admite ainda o uso intensivo da técnica moderna na organização das 
cidades, o zoneamento funcional, a separação da circulação de veículos 
e pedestres, a eliminação da rua corredor e uma estética geometrizante; 
• zonas urbanas definidas e separadas; 
• grandes espaços livres entre as edificações; 
• circulações bem definidas. 
Esta vertente do urbanismo funcionalista/racionalista que deu origem ao 
Urbanismo Moderno tinha a premissa de que seus modelos e estratégias 
 
 
5 
poderiam ser utilizados em qualquer cidade e local, tendo, portanto, um caráter 
universal. 
Nesse sentido, outra característica dessa vertente é que ela é marcada 
por uma simplificação funcional, cuidando para que todo espaço público (ruas, 
praças etc.) bem como as edificações tenham formas projetadas de forma 
funcional, com um objetivo específico, e não meramente decorativo, buscando 
promover o desenvolvimento da via material, social e econômica. 
1.2. Urbanismo modernista em cidades existentes 
Como constatado nos itens anteriores, o Movimento Modernista no 
Urbanismo trouxe um olhar sobre elementos até então ignorados e/ou 
negligenciados, como ventilação, áreas verdes, iluminação natural, recuos, 
desenho e funções de quadras e edifícios, esgoto etc. 
Esta nova maneira de pensar o planejamento urbano trouxe reflexos para 
as cidades já existentes e, sobretudo, para o planejamento de novos centros 
urbanos, que já nasceriam com esses pensamentos em seu DNA. 
O conceito modernista de urbanismo se alastrou globalmente e ao longo 
do século XX vimos o surgimento, por todo o mundo, de cidades planejadas com 
os conceitos consagrados na Carta de Atenas. 
A título de exemplo dessa influência global do urbanismo modernista, 
pode-se citar Brasília, projetada e criada do zero no final da década de 50 e início 
da década de 60, na região central do Brasil, e que teve como principais 
planejadores dois expoentes do modernismo, Oscar Niemeyer e Lucio Costa. 
Brasília é hoje uma das maiores cidades do Brasil, com mais de dois milhões de 
habitantes, além de ser o centro político do país. 
Outro exemplo dessa influência global fora da Europa e dos Estados 
Unidos é a cidade de Chandigarh, a capital dos estados de Punjab na Índia. 
Fundada no ano de 1947, após a divisão do país, com o objetivo de servir como 
capital da porção indiana do Punjab. 
 
 
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TEMA 2 – ESTUDOS DE CASOS DE URBANISMO MODERNO NO MUNDO 
PARTE II 
Ao estudar o Movimento Modernista do planejamento urbano e sua 
evolução ao longo do tempo, é de fundamental importância abordar algumas de 
suas experiênciaspráticas mais paradigmáticas. 
2.1. Cidade Jardim de Ebenezer Howard 
Uma destas experiências são as célebres cidades jardins propostas por 
Ebenezer Howard em 1898 em seu livro To-morrow: a peaceful path to real 
reform (posteriormente republicado em 1902 com o título Garden cities of to-
morrow). 
Howard entendia que o problema da superpopulação dos centros 
urbanos, decorrente da migração da população da área rural para as cidades, 
deveria ser enfrentado e que as pessoas deveriam ser reconduzidas ao campo, 
através da criação de elementos que pudessem contrabalançar as forças 
atrativas representadas pela cidade, criando uma alternativa que mesclasse 
pontos positivos das áreas urbanas e rurais. 
Esse conceito representou uma ruptura na concepção existente na época 
e teve influência no pensamento urbanístico posterior. 
Saiba mais 
Vale a pena darmos uma olhada no texto do ArchDaily sobre o que são 
Cidades Jardim? Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/961040/o-
que-sao-cidades-jardim>. Acesso em: 4 jul. 2023. 
2.2. Cidade Industrial de Tony Garnier 
Outro modelo foi o da Cidade Industrial proposto por Tony Garnier em 
1904, que, tendo como base o urbanismo progressista e racionalista, buscou a 
ordenação das cidades através de soluções plásticas e utilitárias. 
A proposta de Tony Garnier para a Cidade Industrial era marcada pelo 
fato de que todas as áreas não construídas seriam parques públicos. Além disso, 
Garnier separava as zonas industriais da administração e das residências. 
 
 
7 
Outra importante característica desse modelo era a utilização do então 
novo material, o concreto armado. 
O modelo proposto por Garnier pressupunha que a rede viária, o 
transporte, a água e o esgoto seriam de responsabilidade pública, assim como 
a definição do uso do solo, o seu loteamento, o abastecimento, a saúde e o lixo. 
Achei bem interessante esse link do Museu Tony Garnier em Lyon, na França1. 
Há algumas imagens dos planos de Tony Garnier nas fachadas dos edifícios do 
museu. 
TEMA 3 – URBANISMO MODERNISTA NO BRASIL 
Antes de falar especificamente do Urbanismo Modernista no Brasil, é 
importante fazer uma breve referência ao célebre urbanista francês Charles-
Edouard Jeanneret-Gris, conhecido pelo apelido Le Corbusier. 
Le Corbusier foi um dos maiores expoentes da arquitetura modernista do 
século XX, tendo influenciado fortemente arquitetos e urbanistas por todo o 
mundo com seus conceitos de construção racionalista e funcional. 
Outro marco importante em sua vida foi a criação das Unités d’Habitation, 
quando estabeleceu a dinâmica da vida urbana em um edifício de proporções 
imensas e com grande número de unidades. 
Ainda, Le Corbusier foi um dos primeiros a antecipar a influência do 
automóvel no desenvolvimento das cidades. 
Os conceitos aplicados pelo arquiteto Le Corbusier são relevantes até 
hoje, tendo antecipado problemas como o grande número de automóveis, o 
crescimento das cidades e a integração com a natureza. 
Le Corbusier esteve algumas vezes no Brasil, tendo trabalhado e 
influenciado dois grandes ícones da Arquitetura e Urbanismo Modernista no 
Brasil, Lucio Costa e Oscar Niemeyer. 
Como já destacado, um dos grandes marcos do urbanismo modernista foi 
a Carta de Atenas, publicada em 1933 pelo arquiteto suíço Le Corbusier. 
Como também já visto anteriormente, no documento, defendiam-se os 
princípios do zoneamento de atividades, de grandes blocos edificados afastados 
e ensolarados, cruzados por grandes vias. 
 
1 Disponível em: <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/20.236/7610>. Acesso em: 4 
jul. 2023. 
 
 
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O Brasil foi terreno fértil para a aplicação e influência dos conceitos do 
modernismo, em razão de ainda não ter entrado em seu período acelerado de 
industrialização, que ocorreria na segunda metade do século XX. 
Dessa forma, as cidades seguiram se desenvolvendo incorporando a 
arquitetura modernista ao tecido urbano tradicional, e entre as décadas de 30 e 
60, o desenvolvimento dos principais ícones arquitetônicos modernistas ocorreu 
nesse período em que as metrópoles respondiam à demanda com edificações 
maiores, ao mesmo tempo em que produziam ampla diversidade e vida urbana. 
No campo urbanístico, o principal exemplo do Urbanismo Modernista no 
Brasil é, sem dúvidas, a cidade de Brasília, que será objeto do próximo item 
deste conteúdo. 
TEMA 4 – BRASÍLIA: ANÁLISE E RELEVÂNCIA 
Como já visto, o Brasil foi terreno fértil para a aplicação e influência dos 
conceitos do modernismo. Alguns dos maiores nomes do urbanismo e 
paisagismo do Brasil, como, por exemplo, Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, ambos 
com grande projeção internacional, tiveram forte influência desse movimento. 
Entre seus inúmeros projetos, o maior e mais conhecido é, sem dúvida, a 
cidade de Brasília, projetada e construída em tempo recorde entre os anos de 
1957 e 1960, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek. 
Lucio Costa foi o vencedor do concurso para o projeto do plano piloto da 
nova capital do Brasil, a ser construída na região central do país, e que se tornou 
um dos maiores marcos do urbanismo modernista no mundo. 
A cidade foi projetada de forma grandiloquente. O plano piloto (de autoria 
de Lucio Costa), em forma de “avião” ou “libélula”, trazia enormes espaços 
abertos e superquadras, sendo claramente projetado em uma escala que 
privilegia o automóvel em detrimento do pedestre, prevendo a movimentação em 
um eixo Leste-Oeste (eixo monumental) e outro eixo Norte-Sul (eixo Rodoviário-
Residencial). 
Além disso, o projeto previa a setorização de atividades, distribuídas pelas 
superquadras e grandes praças, como, por exemplo, a esplanada onde se 
localizam as sedes dos três poderes. 
Outra característica marcante do projeto são os prédios de autoria de 
Oscar Niemeyer, que acompanham a escala monumental do Plano Piloto e, 
 
 
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utilizando concreto armado, apresentam grandes vãos livres e parecem flutuar 
sobre a paisagem do planalto central. Até os dias de hoje, eles são reverenciados 
por sua beleza e harmonia do conjunto, sendo a primeira cidade modernista a 
ser considerada patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO. 
Entretanto, apesar das virtudes acima destacadas e de ter sido muito 
incensada à época, o projeto padece dos vícios comuns do urbanismo 
modernista. 
TEMA 5 – CRÍTICA À CIDADE MODERNISTA 
Não se pode perder de vista o fato de que a visão da cidade modernista 
surge no quadro geral do urbanismo do século XIX, com cidades cheias de 
pessoas, cavalos e carruagens. Essas cidades eram, em geral, sujas, sem 
ventilação ou iluminação natural e com grande aglomeração, sendo, portanto, 
propensas ao surgimento de problemas de saúde. 
Como já destacado anteriormente, o urbanismo modernista trouxe 
importantes inovações, como luz e ventilação para as cidades, e contribuiu para 
solucionar questões sanitárias e de saúde. 
Entretanto, os projetos do urbanismo modernista pecam por ignorar o que 
acontece no espaço entre essas edificações, o imprevisto, as apropriações, o 
uso das pessoas sobre o espaço urbano. 
Isso é evidente, por exemplo, em Brasília, que claramente não foi 
projetada pensando na escala do homem, resultando em enormes espaços 
vazios genéricos que não atendem às necessidades reais de bem-estar do 
cidadão médio. 
Ao privilegiar a separação dos usos dos espaços, o urbanismo modernista 
ignora a indispensável interação entre eles, retirando a vitalidade dos espaços 
integrados. A diversidade é indispensável para todo centro urbano. 
A vida pública informal impulsiona a vida pública formal e associativa. 
Essa autogestão democrática aumenta muito a probabilidade de sucesso dos 
bairros e distritos que, com espaços integrados e sempre movimentados e cheios 
de vida, apresentam maior vitalidade e segurança. 
 
 
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TROCANDO IDEIAS 
Em sentido contrário ao modernismo puro aplicado em Brasília,pode-se 
citar a cidade de Curitiba, que, desde os anos 1950, já adotava uma filosofia 
oposta ao modernismo ao privilegiar sempre a integração dos espaços, 
planejando o uso e crescimento da cidade tendo como foco a escala do homem. 
Projetou-se espaços integrados aptos a permitir justamente a constante 
circulação do pedestre por ruas e praças, além de instalar um sistema de 
transporte coletivo em detrimento da utilização do automóvel particular. 
Um exemplo do conceito de priorização do pedestre foi a implantação do 
primeiro calçadão de pedestres do Brasil, a Rua XV de Novembro, ou Rua das 
Flores, em 19 de maio de 1972. A Rua XV de Novembro, localizada no coração 
da cidade de Curitiba, foi fechada para veículos e transformada em um calçadão 
de pedestres feito com pedrinhas de petit pavê, com desenhos de pinhões. 
“A rua XV era o nosso ponto de encontro. Onde temos as funções de um 
centro de cidade: sociais, de lazer, ponto de encontro mesmo. Enfim, para que 
isso acontecesse, eu teria que criar um cenário”, comenta Abraão Assad, 
arquiteto do projeto do primeiro calçadão do Brasil. 
Acesse o link da prefeitura de Curitiba para ler um pouco sobre como 
aconteceu essa transformação, um importante elemento de valorização do 
pedestre na cidade de Curitiba. Disponível em: 
<https://www.curitiba.pr.gov.br/noticiasespeciais/calcadao-da-rua-xv-faz-50-
anos/23>. Acesso em: 4 jul. 2023. 
 
 
 
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Figura 1 – Primeira rua de pedestres do Brasil 
 
Crédito: Zig Koch/Natureza Brasileira 
Figura 2 – Rua XV de Novembro, em Curitiba 
 
Crédito: Zig Koch/Natureza Brasileira 
NA PRÁTICA 
Quem é Jane Jacobs? Vamos acessar este site para conhecer essa 
personalidade do urbanismo? Disponível em: 
<https://www.archdaily.com.br/br/01-73577/quem-e-jane-jacobs?>. Acesso em: 
30 jun. 2023. 
 
 
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Nada melhor do que conhecer uma mulher que colaborou com a transição 
e crítica do Modernismo, principalmente na questão comunitária. A cidade ficou 
mais humana. 
FINALIZANDO 
Nesta etapa, pudemos entender melhor o que foi o Movimento Moderno 
no planejamento urbano. É importante sabermos identificar alguns exemplos de 
cidades internacionais e nacionais que implementaram o conceito modernista na 
prática. 
Ao analisarmos o exemplo de Brasília, também foi possível verificar 
pontos de crítica ao Movimento Moderno, mas, por fim, encerramos esta etapa 
com um exemplo inspirador da iniciativa da cidade de Curitiba para a valorização 
da escala humana. 
Uma cidade nunca está pronta, acabada e finalizada como uma obra 
de arte. Ela é dinâmica, respira, cresce, tem problemas. O papel do 
planejamento urbano é permitir às cidades a possibilidade de se 
refazer, reinventar-se e revalorizar-se. Há limitações que devem ser 
encaradas como um desafio a ser enfrentado, considerando a 
capacidade técnica dos gestores, a criatividade e a participação dos 
habitantes para uma solução conjunta, na busca de um modelo 
harmônico de cidade ideal. (Rocha; Hayakawa, 2020) 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
DUARTE, F. Planejamento urbano. Curitiba: InterSaberes, 2012. 
HAYAKAWA,I.; ROCHA, D. Traços de Curitiba: 50 anos de planejamento 
urbano. Curitiba: Edição do Autor, 2020. 
MACEDO, R. Espaço urbano. Revista do Instituto de Pesquisa e 
Planejamento Urbano de Curitiba, n. 13, dez. 2020. 
REINERT, R. Urbanismo e planejamento urbano. Ciclo de Capacitação em 
Planejamento Urbano, Curitiba, ago. 2008. 
SCOPEL, V. Estudo da cidade. Porto Alegre: SAGAH, 2020.

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