Prévia do material em texto
QUESTÕES DIREITO CIVIL. 1. Assinale a alternativa incorreta: a) A compra e venda, quando pura, considerar-se-á obrigatória e perfeita, desde que as partes acordarem no objeto e no preço. b) A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Neste caso, ficará sem efeito o contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das partes era de concluir contrato aleatório. c) Se a venda se realizar à vista de amostras, protótipos ou modelos, entender-se-á que o vendedor assegura ter a coisa as qualidades que a elas correspondem. d). A fixação do preço não pode ser deixada ao arbítrio de terceiro. 2. Assinale a alternativa incorreta: a) Prescreve em três anos a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. b) Prescreve em cinco anos a pretensão de reparação civil; c) A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. d) Prescreve em um ano a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele. 3. É nulo o negócio jurídico, quando: I - celebrado por pessoa absolutamente incapaz; II - for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto; III - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. IV - não revestir a forma prescrita em lei; 1 Em relação às assertivas acima, aponte a alternativa correta: a) todas são verdadeiras. b) nenhuma é verdadeira. c) apenas as assertivas I, II e IV são verdadeiras. d) apenas as assertivas I e IV são verdadeiras. DIREITO PROCESSUAL CIVIL 4.Assinale a alternativa incorreta, em relação ao litisconsórcio: a) Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito. b) O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença. c) O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes. d) A sentença de mérito, quando proferida sem a integração do contraditório, será ineficaz, se a decisão deveria ser uniforme em relação a todos que deveriam ter integrado o processo. 5. Analise as seguintes assertivas: I - Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. II - Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. III - Há litispendência quando se repete ação que está em curso. 2 IV - Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada em julgado. Em relação às assertivas acima, aponte a alternativa correta: a) todas são verdadeiras. b) nenhuma é verdadeira. c) apenas as assertivas I, II e IV são verdadeiras. d) apenas as assertivas I e IV são verdadeiras. 6. Em relação ao cumprimento de sentença, é incorreto afirmar: a) Não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública que enseje expedição de precatório, desde que não tenha sido impugnada. b) No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo de 10 (dez) dias, acrescido de custas, se houver. c) No cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade de obrigação de fazer ou de não fazer, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento, para a efetivação da tutela específica ou a obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente, determinar as medidas necessárias à satisfação do exequente. d) Não efetuado tempestivamente o pagamento voluntário, será expedido, desde logo, mandado de penhora e avaliação, seguindo-se os atos de expropriação. DIREITO ADMINISTRATIVO. 7. Consoante a Lei 8.429/92, que trata das sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional, é INCORRETO afirmar que: 3 a) Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos. b) Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano. c) No caso de enriquecimento ilícito, não perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio. d) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. 8. Compõem a Administração Pública Indireta, exceto: a) Autarquia. b) Organização Social. c) Fundações públicas. d) Empresas públicas. 9. Acerca do Mandado de Segurança, é incorreto afirmar: a) Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. b) Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o mandado de segurança. c) O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, de terceiro poderá impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu titular não o fizer, no prazo de 30 (trinta) dias, quando notificado judicialmente. d) Não é permitido, em nenhuma hipótese, impetrar mandado de segurança por telegrama, radiograma, fax ou outro meio eletrônico mesmo que de autenticidade comprovada. 4 DIREITO TRIBUTÁRIO. 10. A respeito do lançamento tributário, é incorreto afirmar que: a) Compete privativamente ao próprio contribuinte constituir o crédito tributário pelo lançamento. b) Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. c) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. d) Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. 11. Sobre o sistema tributário nacional, é incorreto afirmar: a) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. b) Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. c) As taxas poderão ter base de cálculo própria de impostos. d) Cabe à lei complementar dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 5 JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS: 12. O processo perante o Juizado Especial orientar-se-ápelos seguintes critérios: a) oralidade. b) simplicidade. c) informalidade. d) instrumentalidade processual. 13. O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas, exceto: a) as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário-mínimo. b) as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil. c) a ação de despejo, salvo se para uso próprio. d) as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo. 14. Em relação ao atos processuais, é incorreto afirmar: a) Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno, conforme dispuserem as normas de organização judiciária. b) Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, para a prática de qualquer ato processual, inclusive para a interposição de recursos, computar-se-ão os dias não úteis. c) Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo. d) A prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio idôneo de comunicação. 6 15. É incorreto afirmar que: a) A conciliação será conduzida pelo Juiz togado ou leigo ou por conciliador sob sua orientação. b) Obtida a conciliação, esta será reduzida a escrito e homologada pelo Juiz togado mediante sentença com eficácia de título executivo. c) É cabível a conciliação não presencial conduzida pelo Juizado mediante o emprego dos recursos tecnológicos disponíveis de transmissão de sons e imagens em tempo real, devendo o resultado da tentativa de conciliação ser reduzido a escrito com os anexos pertinentes. d) Não obtida a conciliação, as partes não poderão optar pelo juízo arbitral. DIREITO DO CONSUMIDOR: 16. Acerca da responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço, assinale a alternativa incorreta: a) O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. b) O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais, o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam. c) O produto é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. d) O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. 7 17. Sobre a decadência e a prescrição no Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que: a) O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis e, em sessenta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. b) Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. c) Não obsta a decadência a instauração de inquérito civil. d) Prescreve em três anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço. 18. Aponte a afirmação incorreta: a) O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem pelo prazo de até 10 (dez) anos. b) É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. c) É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina. 19. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, exceto: 8 a) condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos; b) recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes; c) enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço; d) Estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação. 20. Marque a alternativa incorreta: a) Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. b) Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. c) Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, excetuada as de natureza bancária e financeira. d) Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. 9 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Questões numeradas de 01 a 10 INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões propostas. Somos mais de 160 milhões de vítimas Há nove anos chegam a meu computador denúncias de um golpe típico de vigarista: quase 3 mil famílias de associados entraram na Justiça contra a administração da Cooperativa dos Bancários (Bancoop), fundada por Ricardo Berzoini, secretário da presidente Dilma Rousseff. Eles se queixam de ter pago prestações de apartamentos em que não puderam morar. O acusado é o ex-presidente da instituição João Vaccari Neto, suspeito de haver desviado o dinheiro dos cooperados para beneficiar o Partido dos Trabalhadores (PT), de que foi tesoureiro. Do grupo que mandou no Sindicato dos Bancários de São Paulo sob a égide de Luiz Gushiken, absolvido no mensalão pelo Supremo Tribunal Federal e saudado como herói, quase santo, pelo revisor do processo, Ricardo Lewandowski, Vaccari ficou livre, leve e solto até cair na rede da Operação Lava Jato. E, aí, ser recolhido à prisão em Curitiba, onde cumpre penas. Aplaudido de pé em reuniões do partido, tratado pelo presidente nacional petista, Rui Falcão, e pelo ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva como companheiro prestimoso, Vaccari vê agora ressuscitarem nas mãos do promotor José Carlos Blat as queixas das vítimas da Bancoop, que têm complicado sua situação. Nos processos há evidências que desfazem a aura de santidade que Lula se outorgou ao falar a blogueiros fiéis: sem ter dado um dia de expediente em agência bancária na vida, o ex-presidente é acusado de ter adquirido a preço de banana um triplex de 294 metros quadrados com elevador privativo na praia do Guarujá. A revista VEJA circula com reportagem de capa que reproduz trechos de depoimentos ao Ministério Público de São Paulo com testemunhos de que o imóvel, cuja propriedade o ex nega, não pertence à empreiteira OAS, acusada de participar do propinoduto da Petrobras, mas à família Lula da Silva. Outro promotor, Cássio Conserino, informou que “Lula eMarisa serão denunciados” pelo crime de ocultação de patrimônio, que caracteriza lavagem de dinheiro. A bomba revelada pelo semanário causou controvérsias. O promotor não podia ter dado a entrevista e a revista não devia ter 10 noticiado a perspectiva de denúncia não concretizada? Desde que Guttenberg decidiu imprimir sua Bíblia até nossos dias de internet, o debate sobre o direito à privacidade de homens públicos e o dever dos meios de comunicação de noticiar o que lhes cai nas mãos foi aberto, repetido e dificilmente um dia se resolverá. Mas há algo mais grave omitido na polêmica: os quase 3 mil chefes de família cuja poupança virou pó de calcário não têm direito a ver punidos o mau gestor que levou a cooperativa à falência e os que o protegeram tanto nela quanto no partido que dela tirou proveito? Esse episódio pungente e revoltante retrata apenas um tijolo do muro das lamentações a cujas proximidades as vítimas da desumana rapacidade das castas dirigentes sindical, política e burocrática nacionais nunca tiveram sequer acesso. É o caso do camponês diante da lei na fábula de Kafka que Orson Welles usou como prólogo do filme O Processo, lançado em DVD pela Versátil. Outra evidência de que as vítimas de ignomínias similares são tratadas no Brasil como párias destinadas à danação é a chicana mal disfarçada no desabafo de famosos causídicos na tentativa esdrúxula de configurar a ação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do juiz federal do Paraná Sérgio Moro, que devassam as petrorroubalheiras, como caudatária de métodos neoinquisitoriais da ditadura militar. Em defesa de seus polpudos proventos, os “profissionais da lei” não invocaram um único fato para execrar o trabalho honesto e competente dos agentes do Estado, que cometem o pecado de introduzir na história penal do país condenações de milionários e meliantes de colarinho branco flagrados em delito. A mistura cavilosa de alhos com bugalhos chega a ser um escárnio, de tão cínica. Ao tratar acusados de rapina do patrimônio público como se fossem vítimas desse saque, os signatários escarram nos rostos honrados dos mais de 160 milhões de brasileiros que sabem que são espoliados sem dó por um desgoverno de desmandos, um Congresso com muitos representantes venais deles próprios e um Judiciário cuja lerdeza é uma forma de opressão. O número citado não é aleatório, consta do furo de José Roberto de Toledo publicado neste jornal: segundo o Ibope, 82% dos entrevistados sabem que nunca podem contar com a gestão federal do PT, PMDB e aliados para nada. Difícil é encontrar alguma razão para 14% ainda alimentarem a vã ilusão de que Dilma Rousseff e seus asseclas estejam levando o Brasil para um rumo qualquer. Na semana passada, Tania Monteiro, da sucursal do Estadão em Brasília, informou que a presidente ainda não demitiu o ministro da Saúde, Marcelo de Castro, por não querer desagradar a seu candidato a líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, e assim evitar transtornos à condução de seu único projeto de governo: evitar o próprio impeachment. Cem anos após Oswaldo Cruz ter combatido a febre amarela expulsando o 11 mosquito Aedes aegypti do Brasil, esse senhor cometeu a insânia de dizer, entre risos de mofa, em entrevista, que torce para as mulheres contraírem o vírus da zika antes da fertilidade, ficarem imunes e assim seu desgoverno sem caixa não ter de comprar vacinas caras. Dois séculos depois de José Bonifácio de Andrada e Silva ter articulado a nossa independência, contamos com um líder do pré-sal do baixíssimo clero da Câmara para garantir no posto um ministro que atua como se sua missão fosse disseminar a doença, e não proteger a saúde das vítimas de sua incúria. O pior é que combate essa súcia uma oposição que, limitada a atuar para pôr fim a um desgoverno desastrado, em vez de apresentar alternativa decente de poder, só propõe patacoadas como a extinção do partido adversário. Pobres de nós, vítimas dessa vil politicagem! (NÊUMANNE, José. Somos mais de 160 milhões de vítimas. Jornal O Estado de São Paulo, 27 de janeiro de 2016.) QUESTÕES 01. Considere o trecho: “Há nove anos chegam a meu computador denúncias de um golpe típico de vigarista”. (Linha 1) Em relação aos praticantes do golpe, tendo em vista a palavra negritada, pode-se afirmar que A) são tidos pela sociedade como vigaristas, mas não agem como tal. B) socialmente, não se colocam como vigaristas, mas agem como tal. C) são considerados vigaristas e agem como tal. D) não são considerados vigaristas e não agem como tal 02. Todos os termos abaixo possuem o mesmo referente, EXCETO A) “[...] bancários de São Paulo [...]” (Linha 7) B) “[...] vítimas da Bancoop [...]” (Linha 13) C) “[...] vítimas de ignomínias similares [...]” (Linha 34) D) “[...] 3 mil chefes de família [...]” (27) 03. Todos os termos abaixo foram usados com referência negativa aos políticos brasileiros, EXCETO: A) “[...] rapinas do patrimônio público [...]” (Linha 42) 12 B) “[...] milionários e meliantes de colarinho branco [...]” (Linha 40) C) “[...] representantes venais deles próprios [...]” (Linhas 44-45) D) “[...] ‘profissionais da lei’ [...]” (Linha 38) 04. O texto apresenta-se como instrumento de, EXCETO: A) Autocrítica. B) Denúncia. C) Crítica. D) Informação. 05. O autor expõe argumentos que defendem que houve um retrocesso no Brasil. Assinale a alternativa em que NÃO se verifica a defesa dessa ideia. A) “Cem anos após Oswaldo Cruz ter combatido a febre amarela expulsando o mosquito Aedes aegypti do Brasil, esse senhor cometeu a insânia de dizer, entre risos de mofa, em entrevista, que torce para as mulheres contraírem o vírus da zika antes da fertilidade, ficarem imunes e assim seu desgoverno sem caixa não ter de comprar vacinas caras.” (Linhas 53-56) B) “Dois séculos depois de José Bonifácio de Andrada e Silva ter articulado a nossa independência, contamos com um líder do pré-sal do baixíssimo clero da Câmara para garantir no posto um ministro que atua como se sua missão fosse disseminar a doença, e não proteger a saúde das vítimas de sua incúria.” (Linhas 56-59) C) “A bomba revelada pelo semanário causou controvérsias. O promotor não podia ter dado a entrevista e a revista não devia ter noticiado a perspectiva de denúncia não concretizada? Desde que Guttenberg decidiu imprimir sua Bíblia até nossos dias de internet, o debate sobre o direito à privacidade de homens públicos e o dever dos meios de comunicação de noticiar o que lhes cai nas mãos foi aberto, repetido e dificilmente um dia se resolverá.” (Linhas 22-26) D) “Outra evidência de que as vítimas de ignomínias similares são tratadas no Brasil como párias destinadas à danação é a chicana mal disfarçada no desabafo de famosos causídicos na tentativa esdrúxula de configurar a ação da Polícia Federal, do Ministério 13 Público Federal e do juiz federal do Paraná Sergio Moro, que devassam as petrorroubalheiras, como caudatária de métodos neoinquisitoriais da ditadura militar.” (Linhas 34-38) 06. Considere o trecho: “Nos processos há evidências que desfazem a aura de santidade que Lula se outorgou ao falar a blogueiros fiéis: sem ter dado um dia de expediente em agência bancária na vida, o ex-presidente é acusado de ter adquirido a preço de banana um triplex de 294 metros quadrados com elevador privativo na praia do Guarujá.” (Linhas 14-17) Com base nesse trecho e em outros argumentos usados no texto, NÃO se pode afirmar que o articulista defende a seguinte ideia: A) O ex-presidente Lula teria declarado, através das redes sociais, que é incapaz de atitudes ilícitas. B) O ex-presidente Lula não era bancário, mas teria se beneficiado de recursos da Cooperativa dos Bancários. C) O ex-presidente Lula teria usufruído de um benefício a que não teria direito. D) O ex-presidenteLula, como qualquer outro cidadão, teria direito a comprar um imóvel a preço promocional. 07. O autor cita nomes que estariam ligados ao PT e a atos de corrupção no país, entre os quais estão, EXCETO: A) Luiz Gushiken. B) José Carlos Blat. C) Ricardo Berzoini. D) João Vaccari Neto. 08. Nesse contexto de escândalos de corrupção no Brasil, vários termos têm surgido e se incorporado ao léxico brasileiro. São exemplos desses termos dos quais o autor lança mão no texto, EXCETO: A) Ignomínias. B) Propinoduto. C) Mensalão. 14 D) Petrorroubalheiras. 09. As novas palavras que se formam, revelando o dinamismo da língua, são denominadas: A) Homônimos. B) Parônimos. C) Neologismos. D) Heterônimos. 10. Ao longo do texto, verificam-se muitas palavras que foram usadas em sentido negativo, com referência a políticos brasileiros e suas ações, entre as quais NÃO se encontra: A) “[...] súcia [...]”. (Linha 60) B) “[...] pária [...]”. (Linha 34) C) “[...] incúria [...]”. (Linha 59) D) “[...] asseclas [...]”. (Linha 49) 15 SENTENÇA DE NATUREZA CÍVEL Leia os seguintes fatos e dados. ESPEDITO DA SILVA LOUREIRO, teve ciência de que o seu nome foi inscrito no SPC - Serviço de Proteção ao Crédito pelo BANCO BRASILEIRO POPULAR DE EMPRÉSTIMOS S/A, em razão de uma dívida no valor de R$ 20.000,00, de um suposto contrato de mútuo oneroso realizado entre as partes. Diante dos fatos, Espedito da Silva Loureiro ajuíza uma ação declaratória de inexistência de débito c/c indenização por danos morais, em face do BANCO BRASILEIRO POPULAR DE EMPRÉSTIMOS S/A, ao argumento de que jamais manteve qualquer tipo de relação jurídica com o referido Banco, razão pela qual deverá ser declarada a inexistência do débito, bem como ser condenado o sempre citado Banco ao pagamento dos danos morais sofridos pela inscrição do seu nome no órgão de proteção ao crédito, sugerindo, a título de indenização, o valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais). Com a inicial, a parte autora juntou certidão do SPC com o seu nome inscrito pelo Banco réu, para provar o alegado. Citado, o Banco apresenta defesa argumentando, em preliminar, sua ilegitimidade passiva, pois, na verdade, o que ocorreu é que foi vítima de fraude praticada por terceiros, uma vez que o contrato foi assinado por terceiro em nome do autor, com apresentação de documentos falsos. Alegou que se cercou de todos os cuidados necessários para realizar a contratação do mútuo e que também foi vítima do negócio, não podendo, por isso, ser responsabilizado. No mérito, argumentou, caso ultrapassada a preliminar, que o fato de ter sido fraudado por terceiros descaracteriza o caráter ilícito atribuído à sua conduta, não gerando, portanto, o dano. Ademais, alegou, em sua defesa, que os danos morais não foram demonstrados pelo autor da ação, tendo este experimentado somente meros dissabores. Por fim, pleiteou, em caso de procedência da ação, que, se fixado valor para os danos morais, que sejam observados os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, evitando-se o enriquecimento sem causa da parte autora. Destaca-se que o Banco réu não trouxe, com a contestação, o referido contrato que diz ser fruto de fraude. 16 As partes pugnaram pelo julgamento antecipado. Com base na situação hipotética apresentada, na qualidade de Juiz Leigo, ELABORE O PROJETO DE SENTENÇA, devidamente embasado na legislação, na doutrina e/ou na jurisprudência. Analise toda a matéria de direito processual e material pertinente para o julgamento. Deve se basear apenas nos fatos narrados e, em hipótese alguma, crie fatos e dados novos. 17