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COMUNICAÇÃO VISUAL Aula 1 COMUNICAÇÃO VISUAL NA HISTÓRIA DA ARTE MODERNA Comunicação visual na história da Arte Moderna Olá, estudante! Nesta videoaula, descubra como desde o Art Decó, passando pelas Vanguardas europeias, até a Bauhaus, a estética e a expressão criativa em nosso mundo visual são influenciadas pelos movimentos artísticos. Vamos olhar para exemplos de comunicação visual atual, de modo a compreender as tendências e inovações estéticas que permeiam nossa sociedade, e como essas são influenciadas pela produção artística. Prepare-se para expandir sua criatividade! Vamos lá! 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 1/84 Ponto de Partida Bem-vindos à nossa aula! Vamos tratar sobre os movimentos artísticos e sua influência na cultura visual. Durante esta sessão, iremos mergulhar nas transformações históricas que moldaram nossa percepção visual e compreensão da arte. Discutiremos a importância desses movimentos e como eles refletem e influenciam o contexto social e tecnológico em que surgem. Esse conhecimento é crucial para entendermos como a arte e o design evoluíram ao longo do tempo, e como suas manifestações continuam a nos impactar até os dias de hoje. Fique atento às seguintes questões: Como as transformações sociais influenciaram os temas e estilos artísticos? De que forma os avanços tecnológicos afetaram a produção e a disseminação da arte? Quais são as conexões entre arte, design e outros campos do conhecimento? Vamos Começar! Nesta jornada rumo ao entendimento da comunicação visual, vamos explorar não apenas a superfície das imagens, mas também as profundezas das ideias por trás delas. Antes de mergulharmos nos intricados movimentos artísticos que moldaram a paisagem visual ao 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 2/84 longo dos séculos, é essencial compreender o poder e a importância da comunicação visual em nossas vidas cotidianas. A comunicação visual permeia cada aspecto de nosso mundo, desde a publicidade que nos cerca nas ruas até as interfaces dos aplicativos que usamos diariamente. Ela transcende barreiras linguísticas e culturais, transmitindo mensagens e emoções de forma instantânea e universal. Mas, além de sua onipresença, a comunicação visual é uma poderosa ferramenta de expressão e conexão. A comunicação visual é, resumidamente, a transmissão de mensagens, ideias e emoções através de elementos visuais, como imagens, gráficos, cores e design. A relação entre a forma como nos comunicamos visualmente hoje e os movimentos artísticos está profundamente enraizada na história da arte e da cultura visual. Os movimentos artísticos buscam experimentar novas formas de expressão para produzir um texto visual. Vamos olhar com atenção algumas características dos movimentos artísticos mais importantes a partir do século XIX. E é por esse caminho que começaremos a compreender as nuances de se comunicar visualmente nos dias de hoje. Art nouveau, Art déco, Cubismo Em meados do século XIX, iniciou-se, na Inglaterra, o movimento Arts and Crafts, estilo que influenciou o movimento francês Art Nouveau, sendo considerado por historiadores como uma das raízes do modernismo no design gráfico e na arquitetura. O Art Nouveau influenciou o formato de letras e marcas, dirigindo o design nas áreas de gráfico, moda, interiores (móveis) e objetos populares. Seu estilo é caraterizado por decorações incomuns bizarras e formas arredondadas e sinuosas. O Art Nouveau foi (e ainda é) importante para o designer gráfico por causa do estilo diferenciado na página 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 3/84 impressa, nas letras, nas marcações e no desenvolvimento posterior de pôsteres modernos, como na Figura 1. Figura 1 | Bergère. Les Girard, 1879. Fonte: Barnicoat (1972, p. 21). Anos depois, surgiu o movimento Art Déco. Segundo Fonseca (2006), o qual foi impulsionado pela Exposition Internationale des Artes Décoratifs et Industriels Modernes (Exposição Internacional de Arte Decorativa e Industrial), realizada em Paris, em 1925, que buscava apresentar a vida moderna, acompanhando, dessa forma, as tendências que surgiam no campo das artes visuais. No entanto, a sua estética existiu e se desenvolveu já em 1909, adotada pela arquitetura, pelas artes decorativas, pelos produtos industriais e têxteis, pelas artes plásticas, pelo cinema e pela fotografia. Esse estilo reflete diretamente novas tecnologias, mecanização e velocidade, conforme explica Fonseca (2006). Esse novo movimento 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 4/84 abandonou as curvas de fluxo livre em favor de um design que apresenta uma “ordem geométrica", como é possível observar no design de uma porta (Figura 2). Figura 2 | Padronagem Art Déco ressaltando uma geometria clara e explícita nos ornamentos. Fonte: Fonseca (2006, p. 48). Muito popular nas décadas de 1920 e 1930, o Art Déco consistia em uma das mais notáveis sensibilidades estéticas em artes gráficas, arquitetura e design de produto nas décadas entre as duas guerras mundiais. Os papéis centrais dessa nova abordagem sofreram forte influência das vanguardas cubistas, futuristas e construtivistas. Um dos nomes mais representativos desse movimento foi A. M. Cassandre, famoso por seu design de pôster com linhas fortemente marcadas, concentradas no componente aerodinâmico. Em um de seus cartazes mais famosos para o transatlântico L’ATLANTIQUE, 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 5/84 ele exagera na escala de proporção entre o navio e o rebocador com a intenção de demonstrar a força e a imponência do navio (Figura 3). Figura 3 | Cartaz para o transatlântico L’ATLANTIQUE. Fonte: Meggs e Purvis (2009, p. 363). Já o Cubismo se destaca como o movimento que influenciou o design gráfico e, portanto, outros campos afins no uso da colagem de letras com diferentes tipos de montagem, como se fossem elementos plásticos rompendo com as regras tradicionais de representação e sua respectiva forma, produzindo efeitos perceptíveis no mundo do desenvolvimento da comunicação visual. Artistas como Picasso e Braque trazem essa nova abordagem quando em seus estudos estão determinados a explorar novas abordagens visuais, trazendo a decomposição dos objetos para o plano bidimensional, o que significou renunciar à intenção de apresentá-los em perspectiva, ou seja, em três dimensões: altura, 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 6/84 largura e profundidade, como ilustrado na Figura 4. Os estudos dos artistas começaram com o conceito de separar as formas e, depois, reagrupá-las, um processo que nenhum outro artista havia tentado antes; isso deu origem ao Cubismo. Figura 4 | Picasso. Estudo para "As Meninas de Avignon", Paris, março-abril de 1907. Lápis e pastel sobre papel. Fonte: Warncke (2007, p. 65). Os estudos dos artistas se baseavam no conceito de desmembramento das formas para depois reagrupar, processo que nenhum outro artista ousara tentar até então, e o que os pintores Picasso e Braque fizeram foi olhar pontos diferentes de um mesmo objeto. Esse processo criativo trouxe uma nova concepção na associação visual e na transmissão de ideias através da analogia de elementos figurativos. A influência dominante desse estilo de design de interface reside nas colagens e justaposições. A combinação e/ou justaposição de imagens é em si um ato interativo, como meio de interação autor/público, e é o observador que cria seu conceito de espaço de interação a partir de diferentes estímulos de artistas e designersB. S.; BATISTA, V. J. Tipografia e baixa visão: uma discussão sobre a legibilidade. Projetica, v. 5, n. 2, p. 33-46, 2014. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/projetica/article/view/19904. Acesso em: 25 abr. 2023. NAZARIAN, E. Como criar em Tipografia. Belo Horizonte: Gutenberg, 2011. NIEMEYER, L. Tipografia: uma apresentação. 4. ed. Rio de Janeiro: 2AB, 2006. OLIVEIRA, E. R. et al. Formação em Linguagem Visual. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOMETRIA DESCRITIVA E DESENHO TÉCNICO, 18., 2007, Curitiba. Anais [...]. Curitiba: Graphica, 2007. Disponível em: http://www.exatas.ufpr.br/portal/docs_degraf/artigos_graphica/FORM ACAOEMLINGUAGEM.pdf. Acesso em: 25 abr. 2023. OSTROWER, F. Criatividade e Processos de Criação. São Paulo: Vozes, 1997. 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Explore o uso versátil da fotografia, desde a 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 56/84 https://pointdaarte.webnode.com.br/news/os-elementos-da-linguagem-visual1/ https://pointdaarte.webnode.com.br/news/os-elementos-da-linguagem-visual1/ https://books.scielo.org/id/387/pdf/mattos-9788523208943-08.pdf. expressão artística até sua aplicação prática na complementação de textos. Descubra também os materiais e técnicas para criar ilustrações cativantes e entenda como o humor pode ser uma ferramenta poderosa em diversas formas de comunicação. Esses conhecimentos são fundamentais para sua prática profissional, preparando-o para criar conteúdos impactantes. Não perca! Ponto de Partida Nesta aula, adentramos no universo da fotografia e a ilustração, explorando como ambas desempenham papéis fundamentais na transmissão de mensagens, estabelecendo conexões emocionais e comunicativas com o público-alvo. Durante nossa jornada, questionaremos: como a fotografia e a ilustração moldam a percepção do espectador? Qual é o impacto emocional e psicológico de cada uma dessas formas de arte na comunicação visual? Como podemos utilizar essas técnicas de maneira eficaz para transmitir mensagens claras e impactantes? Aprender sobre essas técnicas não é apenas adquirir conhecimento teórico, mas, sim, cultivar uma sensibilidade artística e uma capacidade de comunicação que lhe serão valiosas. Então, sorria para a câmera e vamos nessa! Vamos Começar! 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 57/84 Nessa aula, vamos entender que o uso da fotografia, da ilustração e do humor na comunicação visual é bastante comum, e cada uma dessas técnicas possui características e aplicações distintas. A fotografia é uma forma de comunicação visual que utiliza imagens reais para transmitir uma mensagem ou ideia. A ilustração, por outro lado, é uma técnica que utiliza imagens criadas por um artista para transmitir uma mensagem ou ideia. Ela permite uma grande flexibilidade em termos de estilo, técnica e abordagem, o que possibilita a criação de imagens únicas e personalizadas. Já o humor utiliza a comédia e o entretenimento para chamar a atenção do público e transmitir uma mensagem de forma leve e descontraída. O uso combinado dessas técnicas pode ser uma excelente forma de criar uma comunicação visual mais impactante e efetiva. Imagem fotográfica e efeitos fotográficos A linguagem visual como meio de expressão é cada vez mais importante na sociedade contemporânea. Com o desenvolvimento dos meios de comunicação e a modernização acelerada dos processos imagéticos, o acervo de informações visuais presentes no cotidiano da sociedade está se tornando cada vez mais rico e, muitas vezes, a sociedade mal consegue acompanhar tais avanços. A fotografia pode ser encarada como uma forma de linguagem visual, pois “é uma manifestação imagética e, portanto, capaz de gerar múltiplas leituras; consequentemente, múltiplos sentidos [...]” (CAMARGO; COSTA, 2008, p. 83). Tudo o que o olho humano vê é composto de formas básicas, que são elementos visuais. Uma obra visual consiste em fragmentos de elementos visuais interativos, como pontos, linhas, formas, direções, tons, cores, texturas, tamanhos, escalas e movimentos, para formar um todo equilibrado. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 58/84 A escolha dos elementos a serem utilizados e de como manipulá- los, tendo em conta o efeito pretendido, é propriedade do artista fotógrafo. As opções de composição que darão valor conceitual à fotografia são infinitas e dependem dos princípios de composição, que podem ser: simples, agressivos, fluidos, realistas, surreais, provendo aos artistas amplas oportunidades para resolução de problemas e criatividade. Um estilo fotográfico envolve o uso de diferentes técnicas de composição, bem como a iluminação correta, a distância focal, a temporização e o efeito das lentes. O estilo é sempre pessoal, mas se encaixa em algum outro grupo. A fotografia contemporânea trabalha com um estilo simples, incluindo o estilo de assimetria na colocação de elementos no quadro, como um estilo de caos controlado (Figura 1), uma falsa desorganização, entre muitos outros estilos. Mas o estilo mais aceito pelos observadores e ainda mais pelos fotógrafos profissionais é o estilo clássico e equilibrado. “A composição clássica é o estilo que usa convenções amplamente aceitas de enquadramento, posicionamento, equilíbrio, divisão e assim por diante, e ela provou ser notavelmente resiliente ao longo de décadas de fotografia.” (FREEMAN, 2012, p. 78). Figura 1 | Fotografia que apresenta uma falsa organização. Fonte: Freepik. A imagem fotográfica é um meio poderoso de comunicação visual, capaz de transmitir mensagens, emoções e ideias com grande 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 59/84 impacto. A fotografia é utilizada em diversos contextos, desde a publicidade até a arte, passando pelo jornalismo, pela documentação, entre outros, como as fotos de Sebastião Salgado (1944-), fotógrafo brasileiro considerado um dos maiores talentos dafotografia mundial pelo teor social de seu trabalho que, além de transmitir emoções, retrata cenas de guerra, fome e desigualdade social. Os efeitos fotográficos podem ser descritos como técnicas aplicadas à imagem fotográfica para alterar sua aparência, criar um estilo específico ou transmitir uma mensagem específica. Esses efeitos podem ser aplicados tanto durante o processo de captura da imagem quanto na pós-produção, utilizando softwares de edição de imagem. Alguns exemplos de efeitos fotográficos comuns incluem: alterações na exposição: ajustes na luminosidade, contraste e saturação da imagem para criar um clima específico. filtros: filtros de cor ou textura podem ser aplicados para criar uma atmosfera diferente ou uma aparência vintage. desfoque: pode ser utilizado para destacar determinados elementos da imagem ou criar uma sensação de movimento. recorte e enquadramento: a escolha do ângulo de captura e do enquadramento pode ter um impacto significativo na mensagem transmitida pela imagem. A imagem fotográfica e os efeitos fotográficos são ferramentas importantes na comunicação visual, capazes de transmitir ideias e emoções com grande impacto. A escolha dos efeitos utilizados deve levar em consideração o contexto e o objetivo da comunicação visual. Siga em Frente... Ilustração como produto de comunicação 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 60/84 A ilustração é um processo criativo em que o ilustrador faz do uso de imagens a sua comunicação. Normalmente, acreditamos que a ilustração precisa estar vinculada a um texto, o que não é necessariamente verdade: o sentido de uma ilustração deve complementar o texto, e vice-versa, não existindo hierarquia entre ambos. A ilustração deve propiciar ao observador a possibilidade de uma interpretação diferenciada do texto (Figura 2), através de signos e sentidos, sem nunca perder o objetivo principal, que é a comunicação de uma ideia. Figura 2 | Ilustração vetorial de um jardim. Fonte: Freepik. É possível dizer que a ilustração é uma arte visual que pode ser utilizada como produto de comunicação em diversos contextos, desde a publicidade até a educação, passando pela literatura, pelo design gráfico e outros contextos. A ilustração tem como objetivo 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 61/84 principal comunicar uma ideia ou uma mensagem visualmente, utilizando técnicas de desenho, pintura, colagem, entre outras. A possibilidade de criar uma ilustração, seja ela para um projeto gráfico de revista, um livro, um cartaz ou uma campanha publicitária, deve considerar que sua essência fundamental está na capacidade de se comunicar. A função do ilustrador é, através de suas linhas e cores, dar forma visual à mensagem que quer transmitir. Na publicidade, a ilustração pode ser utilizada para criar anúncios ou campanhas publicitárias, transmitindo uma mensagem de forma visualmente impactante e memorável. Ou, ainda, na literatura, na qual a ilustração pode ser utilizada para complementar a narrativa, ajudando a criar uma atmosfera ou ilustrar um personagem ou uma cena específica. Observe a Figura 3, que traz a capa de uma versão comemorativa do livro Harry Potter e a pedra filosofal, na Tailândia, feita pelo ilustrador tailandês Arch Apolar . Figura 3 | Capa comemorativa dos 20 anos de lançamento do livro Harry Potter e a Pedra Filosofal. Fonte: Marchi (2020, [s. p.]). No design gráfico, a ilustração pode ser utilizada para criar logotipos, embalagens, cartazes, entre outros materiais de comunicação visual (Figura 4). A ilustração pode ser também 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 62/84 utilizada em jogos e animações, criando personagens e ambientes únicos. Figura 4 | Ilustrações presentes em embalagens. Fonte: ChefAirfryer ([s.d.], [s.p.]). A escolha do estilo e das técnicas utilizadas na ilustração deve levar em consideração o público-alvo, o contexto da comunicação e o objetivo da mensagem a ser transmitida. A ilustração pode ser tanto abstrata quanto figurativa, utilizando técnicas como aquarela, lápis 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 63/84 de cor, grafite, colagem, entre outras. Veja os exemplos de técnicas no Quadro 1: Quadro 1| Algumas técnicas utilizadas na ilustração. Fonte: elaborado pelo autor. A ilustração é um produto de comunicação visual versátil e impactante, capaz de transmitir ideias e emoções de forma criativa e memorável. A escolha da técnica e do estilo adequados é fundamental para garantir a efetividade da comunicação visual. Humor na comunicação O humor é um estado emocional do ser humano que está relacionado a fatores externos e endógenos de cada indivíduo. Cada um de nós reage de maneira diferente a cada estímulo que recebemos. Em geral, a presença desse recurso é cada vez mais percebida na comunicação visual e na publicidade. Mas para que o uso do humorismo seja bem-sucedido, é importante estar atento às suas diversas manifestações e efeitos no ser humano. Quase ninguém ficará inerte diante de um anúncio humorístico. Descobriu- se que, além de ser divertido nas artes em geral, como teatro, cinema e literatura, o humorismo também é útil nas campanhas Aquarela Tinta acrílica Guache Lápis de cor 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 64/84 publicitárias e em anúncios, induzindo as pessoas a comprarem produtos anunciados com essa característica. O objetivo do humorismo não deve se concentrar em fazer o consumidor rir ou morrer de tanto rir, mas, de alguma forma, fazer o consumidor pensar na mensagem transmitida sobre o produto, para que haja uma interação do observador/consumidor com a mensagem. Isso torna mais fácil para a pessoa memorizar o produto. O humor mostra diferentes ângulos do mesmo objeto ou situação. Sua função é dar à realidade um significado diferente. “A intenção do humorismo é sempre tirar a seriedade e o drama da realidade e imprimir lúdico e atitude crítica.” (CASTRO, 2003, p. 132). Ele recorre às ferramentas da linguagem para exagerar a verdade. Consequentemente, pode-se dizer que a estratégia é honesta com o consumidor, na forma como interage com ele. Segundo Castro (2003, p. 133), “através dos artifícios e das artimanhas de linguagem, o movimento do humor consiste em descer ao fundo das coisas para revelá-las de maneira não convencional. O humor hiperboliza, acentua, exagera, mas não inventa ou cria a partir do nada: seu fundamento é a realidade, a vida de todos nós. É nessa direção que pode, muitas vezes, converter-se em um caminho para se chegar à verdade. Nesse caso, não é a verdade que é engraçada e, sim, a maneira como o humor faz chegar a ela.” O uso do humor na comunicação visual é uma técnica muito efetiva para chamar a atenção do público e transmitir uma mensagem de forma leve e descontraída. O humor pode ser utilizado em variados contextos, como na educação, no design gráfico, na ilustração, entre outros. O humor na comunicação visual pode ser utilizado de 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 65/84 diversas formas, desde a criação de personagens engraçados até a utilização de trocadilhos e piadas visuais. O objetivo é criar uma conexão emocional com o público, fazendo com que ele se sinta mais receptivo à mensagem que está sendo transmitida. Observe a Figura 5, a qual mostra uma campanha, realizada por uma rede de hortifruti, relacionando legumes e frutas a nomes de séries ou filmes de grande repercussão na mídia. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html66/84 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 67/84 Figura 5 | Campanhas de um hortifruti. Fonte: Incrível.club ([s.d.], [s.p.]). Na publicidade, o humor pode ser utilizado para criar anúncios memoráveis e chamativos, que se destacam em meio a um mar de mensagens publicitárias. Veja um exemplo na Figura 6, de campanha publicitária de O Boticário. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 68/84 Figura 7 | Campanha publicitária “Contos de Fadas” (2005). Fonte: Agostini ([s. d.], [s. p.]). No entanto, é importante você lembrar que o uso do humor na comunicação visual deve ser adequado ao contexto e ao público- alvo. O humor inadequado ou ofensivo pode ter o efeito contrário, afastando o público e prejudicando a mensagem que está sendo transmitida. Por isso, considerar cuidadosamente o tom e o estilo de humor a ser utilizado, além das características do público e do contexto da comunicação. Vamos Exercitar? Ao ingressarmos no universo da fotografia e da ilustração, confrontamos as seguintes indagações: Como moldam a percepção do espectador essas formas de arte? Qual é o impacto emocional e psicológico que ambas exercem na comunicação visual? E, por fim, como podemos eficazmente utilizar essas técnicas para transmitir mensagens claras e impactantes? Durante nossa exploração, destacamos que a fotografia, ao utilizar imagens reais, captura momentos autênticos e transmite uma autenticidade que ressoa emocionalmente com o público. Por outro lado, a ilustração, sendo uma criação artística, oferece flexibilidade e personalização, 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 69/84 permitindo abordagens únicas e criativas. Para moldar a percepção do espectador, é crucial considerar o estilo e os elementos visuais envolvidos em ambas as técnicas, além de compreender o contexto e o público-alvo. Para utilizar essas técnicas de maneira eficaz, sugere-se praticar a experimentação e aplicação prática. Que tal explorar diferentes estilos fotográficos e experimentar efeitos e técnicas ilustrativas variadas? Esperamos que você sorria para a câmera e abrace não apenas os conhecimentos teóricos adquiridos, mas também a jornada contínua de estudo e aprimoramento dessas técnicas. Saiba Mais Assista ao documentário O Sal da Terra (2014) para entender a jornada do renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. A produção retrata a expedição do projeto "Genesis", revelando regiões e civilizações pouco exploradas. Indicado ao Oscar de melhor documentário em 2015, o filme oferece uma visão única do poder da fotografia na comunicação visual. E leia o artigo "Ilustrações na Mídia Impressa Contemporânea: Hibridações Estéticas e Imagens Complexas", de Laan Mendes de Barros e Márcia Rodrigues da Costa. Aprofunde seus conhecimentos sobre ilustração na comunicação visual através desse artigo, que aborda hibridações estéticas e imagens complexas na mídia impressa contemporânea. Referências Bibliográficas AGOSTINI, D. Wordpress. Disponível em: https://dudaagostini.files.wordpress.com/2013/08/cats.jpg. Acesso em: 19 jul. 2023. AUMONT, J. A imagem. 13. ed. Campinas: Papirus, 1993. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 70/84 https://dudaagostini.files.wordpress.com/2013/08/cats.jpg. BALLIN, V. A importância da imagem fotográfica na valorização da imagem de marca. Chapecó, SC: Unochapecó, 2013. Disponível em: http://www.uniedu.sed.sc.gov.br/wp- content/uploads/2013/10/Valquiria-Ballin.pdf. Acesso em: 5 maio 2023. BARROS, L. M.; COSTA, M. R. Ilustrações na mídia impressa contemporânea: hibridações estéticas e imagens complexas. 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Compreender como esses movimentos moldaram a linguagem visual é essencial para desenvolver uma prática profissional sólida e 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 73/84 https://oscarenfotos.com/2013/02/23/galeria-sebastiao-salgado/sebastiao-salgado-sebastiao-salgado-44/ https://oscarenfotos.com/2013/02/23/galeria-sebastiao-salgado/sebastiao-salgado-sebastiao-salgado-44/ criativa. Prepare-se para mergulhar nessa jornada de aprendizado e descoberta! Não deixe de assistir! Ponto de Chegada Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que é analisar conceitualmente o impacto da comunicação visual, você pôde, primeiramente, conhecer os conceitos fundamentais relacionados a cada um dos movimentos artísticos que moldaram a comunicação visual contemporânea. Aprofundar-se na compreensão da forma como esses movimentos influenciaram a comunicação visual ao longo da história é importante para nossa tarefa. Ao analisar a comunicação visual, é necessário examinar elementos fundamentais como imagem, cor, palavra e texto, compreendendo como cada um desempenha um papel na transmissão eficaz de mensagens visuais. A identificação da relação entre esses elementos e a sua aplicabilidade prática em projetos contemporâneos é parte integrante do desenvolvimento desta competência. A análise conceitual não se limita à mera observação dos movimentos artísticos, mas envolve a reflexão sobre como esses elementos se entrelaçam e influenciam a comunicação visual. Essa 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 74/84 compreensão mais profunda dos fundamentos da comunicação visual permitirá que você aplique de maneira mais assertiva esses conhecimentos em seus próprios projetos. É Hora de Praticar! No cenário atual, as marcas precisam se comunicar com consumidores ávidos por novidades e com amplo acesso a informações que, em muitos casos, preocupam seus concorrentes. O consumidor não é mais apenas um comprador, mas também um receptor ao se comunicar com as marcas. Esse fato tem praticamente forçado as marcas a serem cada vez mais abertas às opiniões e percepções de quem consome seus produtos e serviços. A comunicação deixou de ser uma via de mão única para se tornar uma via de mão dupla: uma marca que ouve e entende seu consumidor pode aprender muito sobre si mesma e, por sua vez, se reinventar para ocupar um lugar de destaque no mercado. Diante disso, muitas marcas têm procurado ajuda em agências de comunicação visual, na busca de construir uma nova identidade visual. Há muito tempo a importância da identidade corporativa de uma empresa é reconhecida: em 1977, Costa defendia que a imagem corporativa é um elemento importante para a eficácia das empresas porque, se bem desenvolvida, pode potencializar as demais atividades desta. Chaves (1988) chama a atenção para o fato de que a imagem institucional de uma empresa é "leitura pública", ou seja, interpretações feitas por grupos, setores e/ou sociedades. Além disso, uma imagem institucional positiva é considerada essencial para a percepção corporativa (Colnago, 2011). O objeto neste estudo de caso é que você, atuante em uma agência de comunicação visual, fortaleça uma marca de sorvete chamada No Palito (nome fictício): 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 75/84 Figura 1 | Sorvetes da marca No Palito. Fonte: Adobe Stock. Os proprietários instalaram a sorveteria em uma praça de alimentação que fica localizada em um grande shopping center, acreditando que apenas a localização e o número de pessoas fariam com que sua marca se tornasse conhecida no mercado, o que não ocorreu. Restaurantes, sorveterias e docerias que estão em praças de alimentação de shoppings centers precisam se destacar da concorrência. Não basta um bom produto, um bom atendimento e um preço competitivo: é preciso criar valor para a marca, bem como destacá-la em um ambiente visualmente poluído. Além disso, é importante encontrar novas estratégias de design visual e atender às necessidades do consumidor. Conhecer tendências em seu comportamento e percepção visual é uma questão de sobrevivência no mercado. Dessa forma, os proprietários da marca No Palito procuraram você para elaborar uma estratégia visual que transmita os conceitos de sabor natural de cada sorvete. Eles querem mostrar que a marca traz um sorvete feito com a própria fruta, totalmente natural e sem conservantes. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 76/84 De que maneira você construiria uma nova identidade visual para a marca No Palito, conquistando o consumidor em um ambiente tão poluído visualmente como a praça de alimentação de um shopping center? Reflita Agora, considere as seguintes questões para refletir sobre os conteúdos da unidade: Como os movimentos artísticos abordados nessa unidade impactaram diretamente a evolução da comunicação visual ao longo do tempo? De que forma a análise conceitual dos elementos fundamentais, como imagem, cor, palavra e texto, contribui para a eficácia na transmissão de mensagens visuais? Em que medida a compreensão profunda dos fundamentos da comunicação visual pode influenciar e aprimorar a aplicação prática desses conceitos em projetos contemporâneos? Resolução do estudo de caso Após visitar e observar por alguns dias a sorveteria No Palito, foi utilizado o conceito "atmosfera da loja”, criado por Kotler (1973, p. 50) para descrever as qualidades sensoriais de um ponto de venda, que, muitas vezes, são projetadas para obter respostas velozes e responsivas do consumidor específico. Percebeu-se que o ambiente da loja pode determinar o modelo de consumo, e isso pode ser mais importante na decisão de compra do próprio produto. A disposição visual pode, assim, destacar-se como um elemento estratégico que lhe permite se diferenciar e se posicionar, bem como reforçar a percepção dos seus produtos e a experiência global de compra do cliente em relação à marca. A marca da sorveteria tinha toda sua fachada em uma paleta de tons ocres entre o claro e o escuro, ficando quase que imperceptível diante das cores primárias e chamativas dos fast-foods. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 77/84 Figura 2 | Paleta de tons ocres. Fonte: Casamentos.com.br. Figura 3 | Paleta de cores primárias quentes. Fonte: EscolaCasa. Além de mudar a imagem visual da marca, era necessária uma mudançano ambiente da sorveteria. Sendo assim, o slogan da sorveteria se modificou: No Palito trouxe como referência para sua marca: 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 78/84 Figura 4 | Slogan da marca de sorvetes No Palito. Fonte: adaptado Adobestock. O fundo das imagens seria em uma paleta em tons de azul, do escuro para o claro, começando do alto. E no lado oposto, ou no fundo da loja, o oposto seria em degradê, como se fosse o céu. Assim, as imagens seriam realçadas e trariam ao consumidor uma ideia de frescor, fruta, pomar, verão, calor. Memórias são importantes para o consumo de produtos. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 79/84 Figura 5 | Paleta azul. Fonte: EscolaCasa. Nas laterais da sorveteria, haveria imagens plotadas de frutas cítricas, como laranja, limão etc. Figura 6 | Imagens para as laterais da sorveteria. Fonte: Adobestock. Ou, criando uma unidade, pode-se repetir a mesma imagem do slogan no fim do balcão. Figura 7 | Recorte da parte superior da imagem do slogan. Fonte: Adobestock. Para transmitir conceitos que reforçam o sabor do slogan, as imagens foram refinadas. A paleta de cores foi reinventada para suavizar a impressão de tristeza e falta de sabor, e aumentar a percepção de que, apesar de ser sorvete, é mais saudável e saboroso porque é de fruta de verdade. Dê o play! 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 80/84 Assimile Referências APOLLINAIRE, G. Caligramas. Introdução, organização, tradução e notas de Álvaro Faleiros. Cotia, SP: Ateliê Editorial; Brasília: Editora UnB, 2008. ARGAN, G. C. Arte moderna: do Iluminismo aos movimentos contemporâneos. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. AUMONT, J. A imagem. 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Descubra como esses conceitos, mesmo sutis, são essenciais para estruturar o design e criar mensagens persuasivas. Entenda a importância das formas orgânicas e geométricas, além de aprender sobre as leis da Gestalt na composição visual. Prepare-se para ampliar suas habilidades profissionais e transmitir suas ideias de forma mais impactante! Vamos lá! 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 1/74 Ponto de Partida Boas-vindas à nossa aula sobre os princípios fundamentais da forma e da comunicação visual! Vamos mergulhar em um universo essencial para todo profissional criativo. Primeiramente, exploraremos como os elementos conceituais da forma constroem a estrutura do design, possibilitando a criação de mensagens persuasivas e impactantes. Compreender essa base é fundamental para qualquer área que envolva comunicação visual, desde design gráfico até publicidade e marketing. Ao longo da aula, estaremos atentos a uma questão central: como podemos utilizar os princípios da forma e da composição visual para criar conexões mais profundas com o nosso público-alvo? Para responder a essa pergunta, vamos analisar exemplos práticos e discutir como as formas orgânicas e geométricas, juntamente com as leis da Gestalt, influenciam a percepção e interpretação das mensagens visuais. Quero incentivar você, estudante, a se manter engajado e atento aos detalhes. Cada tópico abordado nessa aula será uma peça- chave para desvendar os segredos por trás de um design eficaz e impactante. Então, prepare-se para embarcar nessa jornada de aprendizado e descoberta! No final, você estará mais preparado 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 2/74 para aplicar esses conhecimentos em seu cotidiano profissional, transformando suas ideias em mensagens visualmente poderosas. Vamos Começar! Nessa aula, você conhecerá os princípios da forma e como esses elementos conceituais, mesmo não visíveis, constroem a estrutura da comunicação visual, a fim de estruturar o desenho, para que seja possível construir umainformação ou mensagem persuasiva. Você verá também que as formas orgânicas são baseadas em elementos naturais, inspiradas em formas da natureza. Quando falamos em composição livre, apresentamos a combinação entre as duas formas, orgânicas e geométricas. Por fim, você conhecerá os princípios da composição visual e as leis da Gestalt, e como suas aplicações modificam a peça gráfica, com o propósito de criar conexão visual com o leitor e passar a mensagem planejada. Símbolos e sinais como pontos e linhas Para abordar o tema da comunicação visual, símbolos e sinais, é preciso entender que, desde quando nascemos, somos inseridos em uma sociedade imersa em informações e estímulos, e são esses estímulos que permitem a compreensão e conexão visual de todo nosso entorno, dos significados das imagens, e a memorização de nossas experiências para, a partir disso, interagir com o meio. Esses estímulos nada mais são que um “banco de dados” de informações, imagens e conexões que, conforme evoluímos, se desenvolve baseado em novas relações com o mundo, formando um grande ciclo de experiências. Sendo assim, é a partir da construção de experiências desde a nossa primeira infância que criamos a capacidade de ver, 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 3/74 compreender e identificar, de maneira visual, os acontecimentos e fenômenos ao nosso redor. Daí em diante, organizamos nossas necessidades, preferências, prazeres e medos a partir do que vimos, vemos e queremos ver. Princípios da forma Para compreender a imagem, ela é representada a partir de formas, construídas através de um desenho, por exemplo, e contém uma mensagem, consequentemente. Por isso, devemos entender “forma” como o conjunto de elementos da comunicação visual, segundo conceitua Wong (2010). E são os elementos conceituais que constroem a forma e estruturam a comunicação visual. Os elementos conceituais não são visíveis, porém são a base para a construção da forma e, consequentemente, dos símbolos e sinais. São eles: ponto, linha, forma e volume. Por exemplo: toda linha inicia-se com um ponto, todo plano inicia-se a partir de uma linha, todo volume inicia-se a partir de um plano inserido em um. Ponto: simboliza uma posição, não ocupa uma área específica nem mesmo tem comprimento ou largura. É considerado o menor elemento visual na superfície. Linha: ao inserir um ponto, ele pode se mover, criar uma trajetória e se tornar uma linha. A linha, no caso, tem comprimento, mas não tem largura. Plano: uma linha em pequenos movimentos se torna um plano, apresentando comprimento e largura. Volume: a direção do plano se torna um volume, que, além de comprimento e largura, ocupa um lugar no espaço com a profundidade. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 4/74 Figura 1 | Elementos conceituais da comunicação visual. Fonte: Wong (2010, p. 42). O neurocientista britânico Steven Rose (2006) defende que “o cérebro humano trabalha com significados”. Por isso, a ideia dos símbolos e sinais na comunicação visual é estruturar o desenho para que seja possível construir uma informação ou mensagem persuasiva. Portanto, não se pode esquecer que a comunicação visual não é apenas construída por um suporte ou desenho, mas, sim, pela soma de todos os elementos envolvidos nela e, segundo defende a teoria da psicologia da Gestalt: identificação e compreensão baseadas na percepção das formas e figuras (GOMES FILHO, 2015). 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 5/74 Símbolos e sinais como pontos e linhas A forma é considerada, segundo Wong (2010, p. 141), um “espaço positivo e que está ocupado”. Conforme a forma se transforma em formato, em um suporte bidimensional, pode ser mostrada e, consequentemente, visualizada segundo seu tamanho, sua cor, posição ou direção, tudo através da aplicação de pontos, linhas e planos. As formas orgânicas (Figura 2), segundo o autor, são formas produzidas a partir de “curvas que fluem suavemente com transições imperceptíveis ou conexões salientes” (WONG, 2010, p. 172). Elas são baseadas em coisas naturais e vivas, inspiradas em formas da natureza, como paisagens, flores, folhas, frutos, plantas, pássaros, entre outras. Possuem contorno irregular e não apresentam forma limitada, expressando movimento e direção. Podem ser desenhadas à mão livre, com ou sem instrumentos de desenho, como as curvas francesas ou curvas flexíveis, e raramente são desenhadas com linhas retas. Figura 2 | Forma orgânica. Fonte: Pixabay. Composição da linguagem visual 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 6/74 Na composição visual, são apresentados os princípios e as teorias que atuam como ferramentas importantes na concepção e criação de uma peça gráfica com princípios visuais. São conhecimentos visuais que influenciam e auxiliam na construção e obtenção dos resultados esperados, distribuídos com elementos diversos e de diferentes maneiras em determinado projeto gráfico. Segundo o designer, professor e autor João Gomes Filho (2015), os princípios da linguagem visual são: Ponto: menor unidade visual, tem alto poder de atração (Figura 3); Figura 3 | Ponto como linguagem visual. Fonte: Freepik. Linha: a partir da proximidade de muitos pontos, percebe-se visualmente uma linha, tendo como expressão o movimento e a energia. Forma: refere-se às três formas básicas: círculo, triângulo equilátero e retângulo, e cada uma delas possui significados, sendo responsáveis pela construção de tantas outras formas. Direção: parte do princípio de que as formas básicas exercem três direções principais: retângulo, a horizontalidade e verticalidade; triângulo, a diagonal; o círculo, a curva (Figura 4). 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 7/74 Figura 4 | Direção. Fonte: Pixabay. Tom: a diferenciação entre a percepção do claro e do escuro, ou seja, só existe o claro porque há a presença do escuro. Cor: possui diversos significados simbólicos e associativos, e apresenta três outras dimensões: a matiz, que é a cor em si; a saturação, que é acrescida do escuro ou preto, até perder sua originalidade; e a luminosidade, que, acrescida da luz ou do branco, tende a desaparecer. Textura: explora os sentidos, o tato e a visão, como elementos de comunicação visual. Escala: não existe uma imagem grande se não existir uma comparação pequena, dessa forma, a escala demonstra não só o tamanho do produto, mas, também, do ambiente (Figura 5). 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 8/74 Figura 5 | Escala. Fonte: Pixabay. Movimento: a partir do uso de linhas e do conceito de direção, é possível perceber o movimento. A composição livre na comunicação visual permite a integração de todos os elementos, a fim de construir uma imagem que transmita um significado e, assim como toda representação visual, tenha um objetivo. Siga em Frente... Ângulos e diagonais na composição gráfica A produção da composição na comunicação visual é a grande resposta para oferecer e manifestar coerentemente a mensagem planejada na peça gráfica. Designer gráficos estão sempre atentos quando o assunto é compor e recompor seus projetos, a fim de chamar a atenção do leitor e fazê-lo interpretar corretamente o conceito e/ou os significados presentes na mensagem. Para isso, é necessário conhecer e aplicar os princípios básicos da composição visual, para torná-la uma ferramenta comunicativa e persuasiva. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html9/74 Para a designer, autora e professora Donis A. Dondis (1991, p. 165), “os dados visuais podem transmitir informação: mensagens específicas ou sentimentos expressivos, tanto intencionalmente, com um objetivo definido, quanto obliquamente, como um subproduto da utilidade”. Esses princípios e teorias da linguagem visual são ferramentas utilizadas na hora de conceituar e projetar peças gráficas, já que auxiliam na produção de projetos visualmente equilibrados – quando distribuídos elementos visuais propositalmente –, para que se chegue ao objetivo esperado. Esses elementos, segundo Williams (2009), são: cor, forma, unidade visual, equilíbrio, hierarquia das informações, legibilidade e organização desses elementos na composição visual que será produzida. Embora sejam apresentados separados, raramente apenas um dos princípios é utilizado em uma composição visual. Vamos entendê-los mais detalhadamente: Contraste: evite elementos similares na peça gráfica: procure usar cores, tamanhos, linhas, formas e espaços, diferenciando- os para enfatizar a comunicação. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 10/74 Figura 6 | Contraste. Fonte: Williams (2009, p. 54-55). Repetição: repita elementos visuais do projeto no material, ou seja, repita formas, texturas, espessuras e tamanhos. Isso ajudará a criar organização e unidade visual. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 11/74 Figura 7 | Repetição. Fonte: Williams (2009, p. 48). Alinhamento: todos os elementos devem ter uma ligação um com o outro na composição da página. Isso ajudará a criar uma imagem limpa, sofisticada e suave. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 12/74 Figura 8 | Alinhamento. Fonte: Williams (2009, p. 31). Proximidade: elementos relacionados entre si devem permanecer agrupados, criando a sensação de proximidade e unidade visual, pois isso auxilia na organização das informações e reduz a desordem. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 13/74 Figura 9 - Proximidade. Fonte: Williams (2009, p. 18). Gomes Filho (2015) apresenta os princípios da Gestalt baseados na identificação e compreensão da percepção das formas e figuras e apresenta-as como as Leis da Gestalt: unidade (Figura 10); segregação, unificação, fechamento, continuidade (Figura 11); proximidade, semelhança e pregnância da forma. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 14/74 Figura 10 | Lei da Gestalt: unidade. Cartaz do filme The Hustler, 1961. Fonte: Wikimedia. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 15/74 Figura 11 | Lei da Gestalt: continuidade. Cartaz da Revolução Paulista de 1932. Fonte: Wikimedia. Além disso, apresenta categorias conceituais, que são: harmonia e desarmonia; ordem e desordem; equilíbrio e desiquilíbrio; simetria e assimetria (Figura 12); e contraste, que inclui: luz e tom, cor, movimento (Figura 13), dinamismo, ritmo, passividade, proporção, escala e agudeza. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 16/74 Figura 12 | Simetria e assimetria, respectivamente. Fonte: Pixabay e Pexels. Figura 13 | Movimento. Fonte: Wikimedia. E no que diz respeito às técnicas visuais aplicadas: clareza, simplicidade, minimidade, complexidade, profusão, coerência, incoerência, exageração (Figura 14), arredondamento, transparência física e sensorial, opacidade, redundância, ambiguidade, espontaneidade, aleatoriedade, fragmentação, sutileza, diluição, distorção, profundidade, superficialidade, sequencialidade, sobreposição, ajuste óptico e ruído visual. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 17/74 Figura 14 | Técnica visual de exageração. Fonte: Pixabay. Portanto, não podemos considerar que a comunicação visual é apenas construída no suporte em que está inserida, e sim pela união de todos os elementos reunidos e da aplicabilidade da psicologia da Gestalt e dos princípios da forma. Vamos Exercitar? O ponto de partida nos trouxe à reflexão sobre a importância dos princípios fundamentais da forma e comunicação visual no contexto 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 18/74 profissional criativo. Durante nossa jornada, exploramos como esses princípios constroem a estrutura do design e permitem a criação de mensagens persuasivas e impactantes. Ao analisar exemplos práticos e discutir as influências das formas orgânicas, geométricas e das leis da Gestalt na percepção visual, encontramos caminhos para estabelecer conexões mais profundas com nosso público-alvo. Encerramos essa aula incentivando você, estudante, a continuar explorando e aplicando esses conhecimentos em prática. Lembre-se de que a criatividade é uma ferramenta poderosa, e suas possibilidades são infinitas. A jornada está apenas começando! Saiba Mais Para expandir seu entendimento sobre criatividade e sua aplicação na prática profissional, assista ao documentário Como o Cérebro Cria (2019), que entrevista profissionais de diversas áreas para explorar seus processos criativos. Essa diversidade de perspectivas revela que a criatividade é pessoal e individual, e que há uma variedade de métodos e abordagens para ser criativo. Além disso, você pode ler o artigo "O Experimentalismo e a influência da Teoria da Gestalt na área de Design", de Natália Bortolás, Gustavo Boehs, Richard Perassi e Milton L. H. Vieira. Esse artigo oferece reflexões valiosas sobre como a teoria da Gestalt influencia o design e como o experimentalismo pode ser aplicado na prática criativa. Referências Bibliográficas ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp, 2004. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 19/74 BORTOLÁS, N. et al. O experimentalismo e a influência da Teoria da Gestalt na área do Design. Estudo em Design, Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, p. 1-15, 2013. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/22407/22407.PDF. Acesso em: 20 abr. 2023. DONDIS, A. D. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 2015. ROSE, S. O cérebro do século 21. São Paulo,: Globo, 2006. WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas de planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis Edições, 2009. WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010. Aula 2 FORMA E CONTEÚDO NA COMUNICAÇÃO VISUAL Forma e Conteúdo na Comunicação Visual Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos explorar as estruturas visuais. Você aprenderá sobre o ciclo básico da forma, incluindo 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 20/74 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/22407/22407.PDF elementos como ponto, linha, plano e volume. Entenderemos a diferença entre simetria e assimetria, e como esses conceitos influenciam o sucesso de um projeto gráfico. Além disso, discutiremos o papel dos ângulos e diagonais na comunicação visual. Esses conhecimentos são essenciais para sua prática profissional, pois ajudam a criar designs visualmente impactantes e eficazes. Está preparado para mergulhar nessa jornada? Vamoslá! Ponto de Partida Boas-vindas à nossa aula sobre estruturas visuais! Vamos explorar os fundamentos essenciais que compõem a linguagem visual, desde os elementos básicos como ponto, linha, plano e volume, até conceitos mais avançados como simetria, assimetria, ângulos e diagonais. Entender esses conceitos é crucial para qualquer profissional criativo, pois eles formam a base para a criação de designs visualmente impactantes e eficazes. Ao longo dessa aula, estaremos nos perguntando: como podemos utilizar a simetria e a assimetria de forma estratégica para comunicar uma mensagem? Como os ângulos e diagonais podem ser empregados para criar dinamismo e interesse visual em nossos projetos? Essas questões nos guiarão durante nossas discussões! 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 21/74 Então, estudante, esteja preparado para mergulhar neste universo. A cada conceito explorado, você estará mais capacitado para aplicar esses conhecimentos em sua prática profissional, criando designs que não apenas agradam esteticamente, mas também comunicam de forma eficaz. Vamos explorar as possibilidades infinitas que as estruturas visuais oferecem. Estamos animados para começar essa jornada de aprendizado com você! Vamos Começar! Nessa aula, mergulharemos nos intricados aspectos da definição de estrutura na composição visual. Desde os elementos básicos, como ponto, linha, plano e volume, até os conceitos mais avançados de simetria, assimetria, ângulos e diagonais, exploraremos a essência do design gráfico. Compreender esses elementos não apenas aprimora nossa capacidade de criar designs esteticamente atraentes, mas também fortalece nossa habilidade de comunicar mensagens de forma eficaz. Ao investigarmos a simetria e a assimetria, aprenderemos a equilibrar elementos visuais para transmitir emoções e significados sutis. Da mesma forma, ao compreendermos a influência dos ângulos e diagonais, seremos capazes de criar composições dinâmicas e envolventes, direcionando o olhar do espectador de maneira estratégica. Prepare-se para uma imersão no mundo das estruturas visuais e suas aplicações na comunicação visual. Vamos explorar como esses elementos formam a base para o design gráfico e descobrir como podem ser utilizados para criar peças gráficas impactantes e memoráveis. Definição de estrutura 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 22/74 Na comunicação visual, todos os elementos e configurações visuais são reconhecidos como forma, sendo ela não apenas um resumo do como é observada, e sim como é reconhecida por seus elementos, os quais envolvem formato, tamanho, textura e cor definidas (Figura 1). Segundo Wong (2010, p. 44), a forma possui um determinado ciclo; ela “é criada, construída ou organizada em conjunto com outras formas é frequentemente governada por certa disciplina a qual chamamos estrutura”. Figura 1 | Estrutura e forma. Fonte: Pixabay. Os elementos conceituais da forma são conhecidos, e sua estrutura se dá a partir da união e composição desses elementos (formato, tamanho, textura e cor definidas), por exemplo: ao construir uma linha, ela apresentará os elementos mencionados. Ainda, segundo Wong (2010), a estrutura formal se apropria de elementos conceituais e essenciais para sua construção e organização: Forma enquanto ponto: um ponto, embora simples, pode ter diversos formatos: circular, quadrado, triangular ou mesmo 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 23/74 irregular, e seu tamanho é comparativo ao conceito de grande e pequeno, possui a definição de cor e textura. Forma enquanto linha: uma linha é reconhecida por sua largura estreita e seu comprimento reconhecido, e apresenta três aspectos importantes (Figura 2): o formato em si, que pode ser uma reta, curva, irregular, construída à mão e até quebrada; o corpo: está conciso entre as duas bordas e a relação entre elas pode ter suas extremidades pararelas, lisas, afiadas, nodosas, onludalas e irregulares; e as extremidades: quando a espessura da linha é larga, é possível observar suas extremidades, apresentando formatos, como redondas, quadradas, pontiagudas ou qualquer outro. Figura 2 | Forma enquanto linha. Fonte: Paradella ([s.d.], p. 4). Forma enquanto plano: a forma plana consiste em linhas conceituais que se apresentam como forma bidimensional (comprimento x largura) e, dessa maneira, apresentam variados formatos (Figura 3): geométricos (1), orgânicos (2), retilíneos (3), irregulares (4), feitos artesanalmente (5) ou até mesmo acidentais (6). 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 24/74 Figura 3 | Forma enquanto plano. Fonte: Paradella ([s.d.], p. 5). Forma enquanto volume: considerado o conceito do espaço, que pode ser apresentado como positivo ou negativo, plano ou ilusório, ambíguo ou conflitante. Além dessas estruturas apresentadas, devem ser consideradas também a forma e a distribuição da cor, sendo o mesmo elemento apresentado em diferentes variações. As inter-relações da forma, apresentadas como separação, contato, superposição, interpenetração, união, subtração, intersecção e coincidência e, por último, os efeitos especiais entre as inter-relações que essas variações produzem, oferecendo diferentes efeitos visuais espaciais. Portanto, a estrutura da forma apresenta-se a partir da somatória de diversos elementos que, ao se conectarem, revelam-se como estrutura básica para a linguagem e mensagem visual a que se destina. Siga em Frente... Simetria e assimetria em peças gráficas Sem dúvida, muitas são as técnicas visuais existentes, e todas elas concentram importantes aplicações com o objetivo de criar peças 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 25/74 gráficas atrativas, estimulantes e provocantes. As técnicas visuais de simetria e assimetria são muito utilizadas na comunicação visual em geral. Segundo Gomes Filho (2015), a configuração da simetria é apresentada a partir da construção e formação de elementos visuais iguais ou com grande semelhança (Figura 4), de tal forma que esses componentes e referências aconteçam de maneira idêntica dos dois lados da imagem, seja a partir de eixos visíveis ou imaginários nas posições horizontal, vertical, diagonal ou em qualquer inclinação. O grande atributo da simetria é o equilíbrio visual de seus lados, utilizando elementos que se configuram da mesma forma e com as mesmas cores e proporções. Figura 4 | Conceito de simetria. Fonte: Pixabay. Para Dondis (1991, p. 142), a simetria é percebida quando “cada unidade situada de um lado de uma linha central é rigorosamente repetida do outro lado. Trata-se de uma concepção visual caracterizada pela lógica e pela simplicidade, mas que pode tornar- se estática, e mesmo enfadonha”. Nesse caso, a autora apresenta que os elementos visuais precisam, necessariamente, estar em conformidade idêntica dos dois lados da imagem. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 26/74 Considerado por muitos como sinônimo de beleza e perfeição, o conceito de simetria é aplicado desde a Grécia Antiga, encontrado em suas construções com a intenção de transmitir a sensação de ordem e harmonia (Figura 5). Figura 5 | Paestrum, Itália. Fonte: Pixabay. Dessa forma, para uma peça gráfica apresentar o conceito de simetria, pode-se considerar que, sendo o elemento visual separado em ambos os lados do eixo, que pode ser uma linha real ou imaginária atravessando o centro da página, quando sobrepostos, têm a mesma proporção ou tamanho, pode-se considerar uma peça simétrica (Figura 6).É possível, ainda, esclarecer a simetria como elementos visuais que remetem à concordância, à proporção, à equivalência, ao paralelismo, à correspondência e à conformidade. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 27/74 Figura 6 | Cartaz publicitário da década de 1900. Fonte: Wikimedia. O conceito de assimetria, para Gomes Filho (2008), é a ausência de simetria e do equilíbrio por meio da repetição das formas a partir de um eixo central, quando nenhum dos lados opostos apresentam elementos visuais iguais ou semelhantes, independentemente do eixo de referência (vertical, horizontal ou diagonal). Construir uma composição visual interessante utilizando o conceito de assimetria é custoso e demanda um olhar com afinco sobre a composição para que se torne instigante, mas, quando concebido de tal forma que existam ajustes de peso e forças visuais, a peça gráfica se torna 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 28/74 extremamente interessante (Figura 7), instigando o olhar e a “excitação psicológica” (GOMES FILHO, 2008, p. 53). Figura 7 | Composição gráfica assimétrica. Fonte: Freepik. Já Dondis (2003) revela que o conceito de assimetria visualmente interessante e instigante pode ser encontrado a partir da variação de formas, cores, elementos e posições distintas, desde que seja trabalhado o conceito de equilíbrio por compensação (Figura 8). 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 29/74 Figura 8 -|Exemplos de assimetria. Fonte: Dondis (2000, p. 77). Portanto, a construção de peças gráficas a partir de elementos visuais simétricos ou assimétricos deve respeitar técnicas visuais que expressem tais conceitos, de tal maneira que seja possível elaborar materiais interessantes e coerentes com a mensagem que se deseja expressar. Ângulos e diagonais na composição gráfica A construção de uma composição gráfica é uma preocupação estudada e desenvolvida há milhares de anos, sendo de grande importância nas relações sociais e comerciais a partir da utilização de materiais construídos a partir de mensagens visuais. Para o investimento em materiais gráficos consistentes e persuasivos, devemos levar em conta os elementos visuais que serão contextualizados e utilizados na formatação da peça gráfica. Para isso, compor uma mensagem e, consequentemente, uma imagem requer conhecimento, posicionamento e técnicas para criar o material conforme a necessidade que se apresenta. Para Dondis (2003), “os dados visuais podem transmitir informação: mensagens específicas ou sentimentos expressivos, tanto intencionalmente, com um objetivo definido, quanto obliquamente, como um subproduto da utilidade”. Sendo assim, a composição da imagem atinge um nível inconsciente que acessa as preferências já introduzidas e com 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 30/74 significado em nossa mente, causando, assim, uma ação com o meio (Figura 9). Nesse momento, assumir que existem muitos meios, técnicas e regras para planejar e construir uma peça gráfica é fundamental, conhecê-las, então, é essencial. No caso das composições a partir de ângulos e diagonais, é criar, além de um sentido para o material, movimento. Essa predominância do movimento será o responsável por tornar a imagem mais dinâmica e viva. Figura 9 | Composição visual angular, capa de revista (1943). Fonte: Wikimedia. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 31/74 Os ângulos são linhas imaginárias que se encontram em um ponto chamado vértice. Eles podem ser expressos em graus e são essenciais para a criação de composições visualmente interessantes. Os ângulos podem transmitir diferentes sensações e emoções, dependendo de sua orientação e inclinação. Já diagonais são linhas que conectam dois cantos não adjacentes de um objeto ou espaço. Elas podem ser horizontais, verticais ou inclinadas, e são elementos poderosos na composição gráfica. As diagonais adicionam dinamismo, movimento e profundidade às imagens. A composição angular ou diagonal pode ser composta a partir de linhas existentes já inseridas nos elementos gráficos (Figura 10) ou ainda, serem imaginárias, por exemplo, girando o suporte e criando um novo olhar para a mensagem. Como dito anteriormente, a composição com linhas diagonais apresenta uma peça gráfica dinâmica, construindo a direção do olhar e, possivelmente, o destaque para algum elemento específico. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 32/74 Figura 10 | Capa de revista Marcel Science Stories, de 1939, com composição diagonal. Fonte: Wikimedia. O objetivo da composição angular ou diagonal é, também, além de movimento, propagar energia e dinamismo. Sua construção permite que o expectador conduza seu olhar de um lado para o outro, de baixo para cima, da esquerda para a direita da imagem (Figura 11), criando pontos-chave de interesse, a fim de transmitir uma mensagem ou ideia. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 33/74 Figura 11 | Condução do olhar sobre a imagem. Fonte: Shutterstock. Outro ponto importante nesse tipo de composição visual é manter um eixo axial, seja ele vertical ou horizontal, para que o aguçamento diagonal possa ser percebido com maior intensidade. A utilização de linhas diagonais e angulares predispõe uma sensação de tridimensionalidade, conduzindo para que o elemento visual em questão se torne o tema central da imagem construída. Vamos Exercitar? Durante a aula, exploramos como esses elementos são aplicados na prática, discutindo a simetria, a assimetria, os ângulos e as diagonais na composição visual. Ao abordarmos a simetria e a assimetria, percebemos que esses conceitos podem ser utilizados de forma estratégica para equilibrar elementos visuais e transmitir mensagens sutis ou impactantes. A simetria proporciona uma sensação de ordem e harmonia, enquanto a assimetria pode criar composições dinâmicas e instigantes. A resolução dessas questões envolve a compreensão do equilíbrio visual e a escolha cuidadosa dos elementos na composição. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 34/74 Da mesma forma, ao explorarmos os ângulos e as diagonais, descobrimos como podem ser empregados para criar dinamismo e interesse visual. Utilizando esses elementos, podemos direcionar o olhar do espectador e transmitir uma sensação de movimento ou profundidade. Como reflexão adicional, você pode considerar como diferentes combinações de simetria, assimetria, ângulos e diagonais podem ser utilizadas para transmitir diferentes mensagens e criar diferentes experiências visuais. Que tal tentar experimentar essas possibilidades? Saiba Mais Quer mergulhar ainda mais fundo no mundo da composição visual e dos elementos formais? O filme No Ateliê de Mondrian (2010) oferece uma jornada pela vida e obra do renomado pintor Piet Mondrian, um dos ícones do Neoplasticismo. Ao assistir a esse filme, você poderá expandir seus horizontes sobre o uso de elementos como linha, ponto e plano, além de explorar a aplicação da assimetria na composição visual. Além disso, o livro Percepção e Composição, escrito por Bettina Gatti Caiado da Rocha, é uma fonte de conhecimento sobre percepção e composição gráfica. Nele, você terá acesso a um material abrangente que explora como o contexto da composição se desenvolve a partir da união de diversos elementos, todos contribuindo para a construção da mensagemvisual. Referências Bibliográficas ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp, 2004. DONDIS, A. D. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 35/74 GATTI, B. Percepção e composição. Vitória: UFES, 2009. Disponível em: https://acervo.sead.ufes.br/arquivos/percepcao-e- composicao.pdf. Acesso em: 10 maio 2023. GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 2015. PARADELLA, F. S. Teoria da forma: ponto, linha, plano. Rio de Janeiro: Universidade Estácio de Sá, [s. d.]. Disponível em: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/_uploads/documentos- pessoais/documento-pessoal_314.pdf. Acesso em: 2 maio 2023. WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010. Aula 3 USO DE CONTRASTE NA COMUNICAÇÃO VISUAL Uso de Contraste na Comunicação Visual Olá, estudante! Está preparado para esta jornada na nossa videoaula? Vamos explorar os segredos da comunicação visual, compreendendo contraste de tons e cores, tamanho e dimensão em designs gráficos e muito mais! Esses conhecimentos não só vão aprimorar suas habilidades profissionais, mas também abrirão portas para criar trabalhos visualmente deslumbrantes. Não perca 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 36/74 https://acervo.sead.ufes.br/arquivos/percepcao-e-composicao.pdf. https://acervo.sead.ufes.br/arquivos/percepcao-e-composicao.pdf. http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/_uploads/documentos-pessoais/documento-pessoal_314.pdf. http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/_uploads/documentos-pessoais/documento-pessoal_314.pdf. essa oportunidade! Prepare-se para embarcar nessa aventura conosco! Ponto de Partida Nesta aula, abordaremos os princípios do contraste visual, desde a manipulação de tons e cores até a exploração de tamanho e dimensão. Esses conceitos são fundamentais para a criação de designs impactantes e eficazes. Como artistas, enfrentamos constantemente o desafio de transmitir mensagens de forma clara e cativante. Como podemos utilizar o contraste com inteligência para destacar informações importantes e guiar o olhar do espectador em meio à saturação de estímulos visuais? Essa é a questão central que exploraremos durante a aula. Caro estudante, dominar o contraste visual não é apenas uma habilidade técnica, mas uma ferramenta poderosa para se destacar no mercado de trabalho. Ao compreender como aplicar o contraste de forma estratégica em seus projetos, você estará preparado para criar designs que não apenas impressionam, mas também comunicam efetivamente sua mensagem ao público-alvo. Está pronto para enfrentar esse desafio? 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 37/74 Vamos Começar! Ao longo dessa aula, vamos entrar em três aspectos essenciais do contraste visual: tom e cor, tamanho e dimensão. Cada um desses elementos desempenha um papel único na comunicação visual, influenciando a maneira como percebemos e interpretamos as informações apresentadas. Começaremos nossa jornada abordando o contraste de tom e cor. Examinaremos como a escolha e combinação de tons e cores podem criar pontos de interesse, direcionar o olhar do espectador e transmitir mensagens específicas. Em seguida, exploraremos o contraste de tamanho. Veremos como o dimensionamento diferenciado de elementos dentro de uma composição pode criar hierarquias visuais, destacando informações importantes e organizando o conteúdo de forma clara e eficaz. Por fim, abordaremos o contraste de dimensão, utilizando técnicas de perspectiva e isometria para adicionar profundidade e realismo às nossas criações visuais. Contraste de tom e cor Os contrastes na comunicação visual acontecem de diversas maneiras, sejam em contrastes de cor, tamanho, tom, dimensão e até mesmo de isometria. O contraste na linguagem visual está relacionado à representação da imagem, apresentado sempre no campo de visão. O contraste tonal se inicia de maneira bastante simples, com ausência ou presença de luz, ou seja, é a aparência do elemento visual e destaca-se em relação a outros ou a ele mesmo, quando relacionado a um fundo. O contraste é responsável por uma estratégia visual que estimula instantaneamente a atenção ao elemento visual e, consequentemente, ao seu significado, atraído pelo dinamismo e 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 38/74 pela importância. Saber projetar com contraste é importante para criar diferentes soluções e sensações, e pode ser apresentado como: Contraste de valores (claro/escuro): acontece quando um objeto fica claro quando inserido em fundo escuro, ou escuro quando inserido em fundo claro (Figura 1). Figura 1 | Contraste de valor. Fonte: Pixabay. Indução cromática: um elemento vermelho exposto em fundo cinza tende a ter sensação da presença de sua cor oposta, o verde. Já no fundo branco, a percepção da matiz não se altera (Figura 2). 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 39/74 Figura 2 | Indução cromática. Fonte: Pixabay. Forma e linha de contorno: ao utilizar uma forma quadrada na cor preta em fundo branco ou forma quadrada na cor branca em fundo preto, a sensação de dimensão do quadrado branco tende a ser maior que a do quadrado preto, pois a sensação visual de um fundo escuro conduz à expansão, e o fundo claro tende a contrair o elemento exposto (Figura 3). Figura 3 | Contraste de forma e linha de contorno. Fonte: Pixabay. Falando do contraste de cor, é preciso entender os conceitos relacionados à teoria da cor e às suas aplicações, pois a composição visual do material define não só o conceito, mas também o significado da mensagem a partir desta orientação. Na teoria da cor, o círculo cromático (Figura 4), apresentado por 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 40/74 Johannes Itten, apresenta as cores primárias, secundárias e terciárias, além de seus contrastes. Figura 4 | Círculo cromático de Johannes Itten. Fonte: Wikimedia. Os contrastes de cores ou cores harmoniosas funcionam bem em conjunto ou justapostas. No caso, o círculo cromático pode ser utilizado ajudando na escolha das cores e combinações harmônicas, podendo ser complementares, análogas ou triádicas. A relação contrastante, a harmonia, acontece quando associamos cores opostas no círculo cromático (Figura 5). Também conhecida como harmonia complementar, ela deve ser utilizada com cautela, escolhendo uma cor dominante, e uma complementar para alguns destaques. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 41/74 Figura 5 | Cores complementares. Fonte: Wikipedia. A harmonia de contraste oferece uma combinação de alto contraste ideal para atrair a máxima atenção do espectador. Já as cores análogas (Figura 6) apresentam contrastes mais sutis. Seus contrastes são combinados com duas ou mais cores vizinhas apresentadas no círculo cromático, sendo que uma delas é utilizada como a dominante, enquanto as próximas são utilizadas para enriquecer o contraste escolhido. Vale ressaltar que as cores análogas não são uma harmonia tão vibrante como a harmonia de complementares. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 42/74 Figura 6 | Cores análogas. Fonte: Wikipedia. Por fim, as cores triádicas (Figura 7) trabalham com três cores equidistantes no círculo cromático,que usam os mesmos métodos de comunicação como forma de implementar esse princípio. Essa nova expressão de comunicar uma mensagem faz do design um elemento-chave do processo criativo, desde a combinação de imagens até a comunicação de ideias. Observe o cartaz a seguir, inspirado no Cubismo de Picasso. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 7/84 Figura 5 | A. M. Cassandre Wagon Bar, 1932. Fonte: Barnicoat (1972, p. 100). O uso de caracteres carimbados (e/ou gravados) resultou em novos padrões de impressão. Observe, na Figura 6, a homenagem a Bach feita por Braque; nela, é perceptível como a inspiração cubista 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 8/84 absorveu vários aspectos da arte comercial que influenciaram decisivamente na criação de cartazes e esboços publicitários na década de 1920. Figura 6 | Georges Braque, homenagem a J.S. Bach, 1912. Fonte: Flickr. Siga em Frente... Futurismo, Dadaísmo e Surrealismo O movimento futurista (1909) se tornou uma expressão poderosa da visão do futuro, servindo também como ponte da Art Déco. O Futurismo, como estilo artístico, desempenhou um papel importante nas extensões da ilustração, mas, ao mesmo tempo, influenciou grupos de designers europeus. Os intelectuais e artistas da época usaram temáticas de protestos em sua proposta, nascendo, assim, o movimento futurista, a exemplo do jornal La Demolizione, meio de comunicação de Filippo Tommaso Marinetti (1876-1944), escritor, poeta, ideólogo, jornalista e precursor do movimento futurista. Nos poemas pictóricos, Marinetti uniu o conteúdo verbal a imagens visuais em uma mesma manifestação, como podemos observar na Figura 7, em que, 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 9/84 utilizando um conjunto de elementos visuais de diferentes tamanhos e colocações tipográficas no papel com o objetivo de dar-lhes uma ênfase sensorial para além do meio escrito, as letras parecem alcançar o componente de sonoro. Figura 7 | Filippo Marinetti, poema de Les Mots en liberté futuristes, 1919. Fonte: Meggs e Purvis (2009, p. 320). No início do século XX, o mundo estava em constante mudança, a qual deu origem a uma nova ideia: velocidade no desenvolvimento 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 10/84 de navios a vapor e automóveis motorizados, além das primeiras conexões telefônicas intercontinentais. O uso da decomposição/composição do objeto e/ou espaço, para a representação da forma, do movimento da figura como processo construtivista, o mais importante do ponto de vista da percepção visual, torna-se um pré-requisito e uma tendência funcional do design gráfico como atividade de interação com o público. Tanto nas tendências artísticas iniciadas no Cubismo quanto no Futurismo, as formas de movimento que surgiram tinham como principal busca figurar a quarta dimensão: o movimento. O Dadaísmo, para além de um movimento artístico, também se caracterizou por ser um “estado de espírito” individual e coletivo. Esse estilo negou e desafiou a estrutura da representação racional, reduzindo drasticamente os conceitos tradicionais. Associado ao movimento anarquista, o Dadaísmo direcionou os designers gráficos a se expandirem das restrições retilíneas (ideia inicialmente cubista) e utilizarem a “letra” como experiência visual através do valor do humor e do chocante, minimizando, dessa forma, o sentimento de apatia do observador perante algo. O Dadaísmo surgiu simultaneamente em Zurique e nos Estados Unidos. Foi um movimento de teor artístico provocativo e irônico, e seu objeto de crítica era através da arte. Para a sociedade, o termo “função” se refere à forma como o objeto permite seu uso, enquanto “fruição” faz referência à contemplação do objeto. Ou seja, quando nos referirmos ao uso, relacionamos o valor da “peça” à sua função para a qual foi concebida e, se nos atentarmos apenas para o momento da fruição, estaremos, na verdade, avaliando apenas o seu elemento estético. Esse conteúdo artístico no Dadaísmo era projetado em diferentes suportes, desde as artes plásticas até a pintura, a fotografia, a poesia e o teatro. Um exemplo dessa quebra de função de objeto é a obra de Marcel Duchamp (1887-1968), renomado pintor e escultor francês, bem como um ícone das vanguardas artísticas europeias do início do século XX. Ele foi um 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 11/84 dos precursores da arte conceitual, do Dadaísmo, do Surrealismo, do Expressionismo abstrato e o inventor dos ready-made. O termo ready-made foi criado por Marcel Duchamp para designar um tipo de objeto por ele inventado que consiste em um ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critérios estéticos e expostos como obras de arte em espaços especializados (museus e galerias), que podemos observar logo a seguir, na Figura 8. Figura 8 | Roda da Bicicleta, de Marcel Duchamp, 1913. Fonte: Hurlburt (2002, p. 20). Concentrando-se, principalmente, na década de 1920, os surrealistas contribuíram para uma nova abordagem de imagens e conteúdos visuais apoiada nas conjeturas de Sigmund Freud (1856- 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 12/84 1939), neurologista e psicanalista conhecido como o “pai da psicanálise”, por conta da sua extensa contribuição para o surgimento desse campo clínico que tem enfoque na psique humana. Ao longo de sua carreira, Freud teorizou ideias a respeito da interpretação dos sonhos e do papel deles em retratar desejos que são reprimidos na mente humana ou memórias recentes que estão bloqueadas no inconsciente. A respeito do inconsciente, disse que a mente humana funciona como um iceberg, em que parte dos pensamentos é perceptível, e a outra parte, não. A obra Interpretação dos Sonhos (1900), de Freud, deu origem a uma nova expressão da arte baseada na subjetividade e no inconsciente do artista, adotando como tema o simbolismo, as justaposições imprevisíveis do inconsciente, como acontece nos sonhos. Nas obras do artista Réne Magritte (1898-1967), é bastante perceptível o quanto suas pinturas apresentam elementos do cotidiano (Figura 9), os quais, juntos, não fazem sentido como em um sonho, tornando-se provocador, espirituoso e que desafia as percepções dos observadores, pois não está condicionado à realidade. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 13/84 Figura 9 | Pintura Filho do Homem, de René Magritte, de 1964 (retrato surrealista). Fonte: Hurlburt (2002, p. 24). Dessa forma, os surrealistas contribuíram para as artes gráficas ao explorar novas técnicas visuais e um estilo de abstração que influenciou a comunicação visual e a ilustração, sobretudo por revelar uma nova dimensão da realidade possível quando se renuncia à lógica racional e a substitui por uma associação arbitrária de imagens do mundo real. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 14/84 A Figura 10 traz um cartaz surrealista feito pelo artista Tetsuo Miyahara, em que ficam bastante evidentes as razões pelas quais os designers de cartazes utilizaram o Surrealismo. E são três razões muito simples (BARNICOAT, 1972): Uso de elementos familiares e aceitáveis pelo público moderno. O cartaz da Figura 10 é composto por elementos familiares a quase todas as pessoas: chapéu, cigarro, um perfil de mulher, nuvens e um corvo. A utilização do elemento-surpresa. No caso,por exemplo, azul, amarelo e vermelho. Esta harmonia é bastante utilizada, pois oferece um alto contraste visual, ao mesmo tempo que equilibra o balanço e a riqueza das cores. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 43/74 Figura 7 | Cores triádicas. Fonte: Wikipedia. Portanto, saber projetar utilizando contrastes de tom e de cores é essencial para produzir materiais de comunicação visual eficazes e que alcancem não só o público esperado, mas também transmitam a mensagem na qual foi determinante para a sua produção. Siga em Frente... Contraste de tamanho Contrastes acontecem a todo o tempo, embora algumas vezes de formas despercebidas. A comunicação visual apresenta cotidianamente todo tipo de contraste, como em uma decoração, em que vemos um sofá retrô (Figura 8) em contraposição a uma cadeira contemporânea. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 44/74 Figura 8 | Sofá com estilo retrô. Fonte: Freepik. Sua conceituação é flexível e, segundo Wong (2010, p. 105), pode ser apresentado como “moderado ou severo, vago ou óbvio, simples ou complexo”. Conforme o autor, o contraste é base para comparações, para que, assim, as diferenças possam se tornar claras e, no caso do contraste de tamanho, a diferença aparece quando um elemento maior é comparado com outras formas menores, distribuídas propositalmente ao seu redor. Figura 9 | Contraste pequeno/grande. Fonte: Shutterstock. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 45/74 Ainda segundo Wong (2010), o contraste de tamanho é direto e objetivo, e se apresenta grande/pequeno quando aplicado em formas planas, ou comprido/curto quando em formas lineares. Além disso, o tamanho pode ser modificado quando ampliadas ou reduzidas suas formas apresentadas em sequência, geralmente quando utilizada a lei da repetição (Figura 10). Figura 10 | Contraste de tamanho. Fonte: Pixabay. Para Gomes Filho (2015), as relações comparativas acontecem dentro de um campo visual determinado, e suas medidas e condições são apresentadas por elementos visuais nele dispostos, mostrando-se arbitrária, intuitiva ou seguindo uma ordem de contexto matemático ou geométrico. Segundo o autor, “os elementos devem ser combinados com um sentido de ordem e unificação, de maneira que cada um deles seja parte integrante do todo. A proporção implica, obviamente, sempre uma comparação entre os dois ou mais elementos” (GOMES FILHO, 2008, p. 64). 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 46/74 É importante pensar que o conceito de contraste de tamanho é aplicável em vários elementos visuais, sejam eles no comparativo de imagens, objetos, fonte tipográfica, entre outros. Willians (2009) comenta que, quando o objetivo é criar um contraste de tamanho que realmente se destaque e que chame a atenção do observador, esse mesmo contraste não deve ser tímido, para ser eficaz. Dondis (1991) afirma que, ao manipular o tamanho dos elementos na peça gráfica, pode-se chocar o expectador devido à proporção dos objetos, contradizendo a continuidade comum do que se espera ver, construindo um olhar de atenção e desconstruindo o sentido lógico da imagem. A autora, ainda, apresenta que o contraste pode ser mais intensificado a partir do elemento tonal e da justaposição, a partir da comparação com desenhos, fotos ou colagens, tornando a imagem impactante e alcançando o contraste através da sua diferenciação e do seu significado (Figura 11). Figura 11 | Manipulação de tamanho. Fonte: Pixabay. O contraste é responsável pelo controle do significado ao combinar elementos de interação complexos que, ao se revelarem no mesmo plano e ao mesmo tempo, constroem o dinamismo da leitura e, consequentemente, da interpretação. Para isso, as decisões na utilização dos elementos básicos, como linha, tom, direção, cor, movimento, forma e, principalmente, o que se entende por 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 47/74 proporção e escala, devem ser constituídas na direção da percepção precisa e específica. Portanto, existem muitas possibilidades para criar um contraste de tamanho marcante, porém deve-se levar em conta que não é apenas modificando o tamanho dos elementos que se constrói tal objetivo, é preciso planejamento, ordem e sequência para que a mensagem seja interpretada corretamente. Contraste de dimensão por meio da perspectiva e da isometria Sem dúvida, a representação visual da perspectiva é uma das técnicas mais elaboradas na comunicação visual, visto que ela representa o desenho do objeto e de elementos de modo a simular o objeto ou espaço “real” em três dimensões. Mas seria impossível iniciar sua apresentação sem organizar a ideia do que é desenho (Figura 12). Figura 12 | Desenho em perspectiva. Fonte: Pixabay. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 48/74 O desenho vai além do embelezar ou ornamentar. Seu objetivo é, a partir de uma representação útil, comunicar uma mensagem. Enfim, o desenho tem uma utilidade prática, criativa, dinâmica e constante propósito, seja em um momento efêmero ou contínuo. Toda imagem é por si só um desenho, representando tudo o que vemos e interpretamos, e transmitindo sempre uma mensagem. Sendo assim, a perspectiva é uma representação gráfica que retrata um objeto e como ele se manifesta à nossa vista, considerando as três dimensões: largura, altura e profundidade. A perspectiva tem como objetivo representar objetos sobre um plano, utilizando-se de procedimentos para que tal representação se aproxime o máximo possível da realidade. Perceba que, quando olhamos para um objeto qualquer, percebemos a sensação de profundidade e relevo, em que as partes mais próximas da nossa vista parecem maiores, e as partes mais distantes parecem menores. Portanto, a perspectiva é uma forma de representação bastante utilizada no contraste de tamanho, justamente por essa sensação. Dessa forma, podemos considerar os modelos de perspectiva: cônica, cavaleira e isométrica (Figura 13), todas aplicadas na comunicação visual. Figura 13 | Modelos de perspectivas. Fonte: elaborado pelo autor. A perspectiva isométrica caracteriza-se como um desenho que se representa na proporção mais próxima da ilustração, já que o desenho isométrico apresenta todos os pontos do objeto na mesma distância entre si, preservando as principais características em sua posição inicial e evitando, assim, deformações da forma. Por isso, a perspectiva isométrica é tão utilizada na linguagem visual. É muito utilizada também no design, na infografia, no jornalismo, na 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 49/74 arquitetura, na engenharia, no desenho industrial e em ilustrações em geral (Figura 14). Figura 14 | Ilustração isométrica no design de interiores. Fonte: Adobe Stock. Observe que, na produção de ilustrações e na construção de infográficos, a isometria é construída para simular objetos tridimensionais para um cenário bidimensional. Essa técnica permite que essas imagens se tornem mais atrativas e dinâmicas, possibilitando efeitos visuais que reforçam o volume, aproximando- se da realidade. Caso contrário, o objeto desenhado ficaria com um visual chapado, prejudicando a percepção, a atenção e a própria compreensão dele. Essas características fizeram que a projeção isométrica, antes utilizada, principalmente, em desenhos técnicos, pudesse ser “descoberta” e implantada, a fim de se fundir com outras técnicas e visuais, como fotografia, ilustrações, jogos,vídeos, sites, iconografia e modelação 3D, construindo uma imagem muito mais agradável e interessante. Dessa forma, utilizar a isometria em projetos de comunicação visual é uma decisão sábia, principalmente quando relacionada aos conceitos de contrastes de tom, cor e tamanho, permitindo uma 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 50/74 conexão visual não apenas atraente, mas imponente, curiosa e dinâmica. Vamos Exercitar? Durante a aula, exploramos como o contraste visual pode destacar informações importantes e guiar o olhar do espectador. Depois de compreender os princípios do contraste de tom e cor, tamanho e dimensão, aprendemos a aplicá-los de forma estratégica em nossos projetos de design. Para resolver a questão central, devemos considerar o contexto e os objetivos específicos de cada projeto. Ao utilizar o contraste de maneira inteligente, podemos direcionar a atenção do espectador para elementos-chave e comunicar nossa mensagem de forma eficaz. Como estudantes e profissionais do design, é importante continuarmos experimentando e explorando novas formas de utilizar o contraste visual em nossos trabalhos. Ao fazê-lo, estaremos preparados para enfrentar os desafios do mercado e criar designs impactantes e eficazes. Esperamos que você se sinta motivado a aplicar os princípios do contraste visual em seus próprios projetos. Saiba Mais Para expandir seus conhecimentos sobre o uso da cor e da perspectiva na arte e no design, sugerimos assistir ao filme Com amor, Van Gogh (2017), que oferece uma experiência única ao recriar a vida de Vincent van Gogh através de sua própria arte, destacando o uso magistral da cor e da perspectiva. Além disso, recomendamos a leitura do artigo "O uso da cor em sistemas de sinalização", de Fabiano de Vargas Scherer e Simone Mello Pereira Uriartt, que aborda como aplicar os princípios de cor e design em contextos práticos, como sistemas de sinalização em 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 51/74 espaços públicos. Essas fontes ampliarão sua compreensão e inspirarão suas próprias criações no campo do design visual. Referências Bibliográficas ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp, 2004. DONDIS, A. D. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 2015. ITTEN, J. The Art of Color: the subjective experience and objective rationale of color. London: Van Nostrand Reinhold, 1970. WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas de planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis Edições, 2009. WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010. Aula 4 DIAGRAMAS E SISTEMAS COMO ELEMENTOS DE COMUNICAÇÃO 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 52/74 Diagramas e sistemas como elementos de comunicação Bem-vindo à nossa videoaula sobre diagramação! Aqui, vamos explorar como a organização visual impacta a clareza e eficácia das peças gráficas. Vamos discutir a importância dos conceitos de sequencialidade, unidade, contraste de movimento e dominância, e como aplicá-los na prática profissional para criar materiais visualmente atraentes e comunicativos. Não perca essa oportunidade de aprimorar suas habilidades! Assista agora e eleve seu design para o próximo nível. Ponto de Partida Nesta aula, exploraremos os fundamentos essenciais da diagramação e como ela influencia a percepção visual e a funcionalidade das peças gráficas. Discutiremos o sentido de sequência e unidade na disposição dos elementos, destacando a importância de uma organização coesa. Além disso, abordaremos os conceitos de dominância e movimento, essenciais para direcionar o olhar do espectador e criar peças visualmente impactantes. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 53/74 Para isso, tenha em mente: Como garantir que a disposição dos elementos siga uma sequência lógica, facilitando a compreensão do conteúdo? Com essa compreensão, você estará mais capacitado a criar materiais visuais impactantes e comunicativos em sua prática profissional. Não subestime o poder da diagramação e como ela pode fazer a diferença no sucesso de suas criações. Vamos juntos explorar esse universo e transformar teoria em prática! Vamos Começar! Seja bem-vindo à nossa jornada pelo mundo da diagramação! A diagramação, muitas vezes chamada de leiaute, refere-se à organização visual dos elementos em uma página ou tela. É a maneira como textos, imagens e outros elementos visuais são dispostos para transmitir uma mensagem de forma clara, coerente e atrativa. A importância da diagramação vai além da simples estética. Ela desempenha um papel fundamental na comunicação visual, influenciando a forma como as informações são percebidas e compreendidas pelo espectador. Uma boa diagramação pode cativar a atenção do público-alvo, facilitar a absorção do conteúdo e até mesmo orientar o comportamento do usuário. Conteúdo em relação ao espaço: diagramação A diagramação, segundo Ribeiro (1993, p. 7), “é a arte de conjuminar texto, ilustração, cor e espaço, a fim de tornar a mensagem mais legível e agradável”. Ela é um conjunto de práticas do design gráfico que tem como objetivo distribuir e organizar os elementos em uma página, construindo um maior potencial de interesse, legibilidade e comunicação. Cada peça gráfica apresenta características, necessidades e objetivos distintos, sendo importante 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 54/74 compreendê-las para que seja projetada para suprir essa demanda, sendo para sites, revistas, folders, catálogos, jornais, aplicativos, entre outros. A diagramação não é apenas considerada uma questão estética, mas, principalmente, uma técnica funcional para a organização visual da peça gráfica. Para Ribeiro (1993, p. 154), a composição gráfica é o resultado subjetivo entre os elementos e suas relações, sendo “a arte de se distribuir os elementos integrantes de um projeto gráfico. A linha, a unidade, o equilíbrio e demais fatores conjugados ao tema, criam uma mensagem, chamando a atenção, determinando o interesse, propondo a motivação para o fim específico da comunicação”. Dessa forma, é possível considerar oito diretrizes importantes para a diagramação: Grid: o grid (ou “grade”) é um recurso da organização da página. É a definição das áreas que receberão os elementos visuais, como uma espécie de grade estruturante (Figura 1), apresentando a melhor distribuição e coerência visual. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 55/74 Figura 1 | Possíveis grids. Fonte: Pixabay. Colunas: a quantidade de texto determinará o número de colunas do material. Não há regras para a quantidade de colunas (Figura 2), pois o que define a quantidade é o volume de informação. Porém, existem algumas orientações: 1. Colunas largas deixam a peça gráfica com peso visual maior e parecem cansativas de serem lidas. 2. Colunas curtas deixam o texto dinâmico e leve, causando curiosidade e interação. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 56/74 Figura 2 | Colunas de textos e elementos gráficos. Fonte: Pixabay. Espaços em branco: também chamados de “respiros”, são responsáveis pela identificação das informações apresentadas no material, criando contraste entre o fundo e o que estiver no primeiro plano. Podem acontecer entre os textos, imagensou qualquer outro elemento visual. Esses espaços, quando bem empregados, sinalizam que o projeto é profissional e que houve preocupação em evitar confusão visual, tornando a página o mais atraente possível (Figura 3). 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 57/74 Figura 3 | Espaço em branco ou “respiro”. Fonte: Shutterstock. Tipografia: definir a tipografia, bem como o espaçamento entre letras e linhas, é essencial para a legibilidade e fluidez da página. Podemos definir as fontes como serifada (indicada para materiais impressos) e sem serifa (indicada para materiais digitais) (Figura 4). Além disso, a definição da família tipográfica que será utilizada acontece mediante o conceito do projeto. Evite utilizar mais de dois tipos de família tipográfica em um mesmo material, evitando confusão visual. Figura 4 | Fontes com serifa e sem serifa. Fonte: elaborada pelo autor. Alinhamento: refere-se à coerência do material e ao estilo da criação do projeto (Figura 5). É possível usar textos justificados, principalmente em materiais impressos, ou alinhados à esquerda, para materiais digitais; e alinhamentos diferentes, conforme o destaque que se pretende criar. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 58/74 Figura 5 | Alinhamento. Fonte: Williams (2009, p. 33). Imagens: elas dão vida ao material e, por isso, precisam ser consideradas na diagramação e no conceito do projeto (Figura 6). Usar imagens de alta qualidade deixam o material primoroso e auxiliam na comunicação da mensagem. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 59/74 Figura 6 | Uso de imagens no projeto gráfico. Fonte: Shutterstock. Hierarquia das informações: priorize, na diagramação, a sequência de importância de cada elemento visual, dos mais importantes aos menos importantes, criando hierarquia e construindo um guia no olhar do espectador (Figura 7). Figura 7 | Hierarquia das informações. Fonte: Shutterstock. Identidade visual: respeite a identidade visual da empresa para a qual se projeta o material, como as formas, as fontes, as cores e os estilos já padronizados por ela (Figura 8). 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 60/74 Figura 8 | Identidade visual. Fonte: Shutterstock. Portanto, a diagramação deve ser prioridade no projeto da peça gráfica. Quando bem diagramada, tende a ter fácil leitura e compreensão, além de auxiliar na execução do comportamento esperado do leitor. Siga em Frente... Sentido de sequência e unidade Todo projeto gráfico, independentemente da peça, do suporte ou da utilização, demanda conceitos importantes no seu desenvolvimento. Para o designer, professor e autor João Gomes Filho (2015), a sequencialidade é uma técnica que se refere à ordenação, disposição e organização contínua de unidades visuais, ou seja, que apresenta uma sequência lógica relacionada aos princípios estéticos de harmonia e equilíbrio em expressões visuais. A técnica da sequencialidade é utilizada a partir de elementos visuais, como: pontos, linhas, planos, texturas, volumes, cores, brilhos, entre outros, organizados de maneiras livres, porém de forma ordenada, por exemplo: espiralado, justaposto, alinhado, sobreposto, com profundidade, circularmente etc. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 61/74 Perceba, na Figura 9, que a técnica de sequencialidade se dá através da repetição contínua dos degraus da escada, pelas linhas curvas de seus corrimões e pela repetição organizada das janelas do prédio à direita da imagem. Figura 9 | Sequencialidade. Fonte: Pixabay. Dondis (1991), ilustradora, professora universitária e autora de um dos livros mais conhecidos sobre o tema (Elementos básicos da comunicação visual), apresenta a mesma opinião que Gomes Filho (2015), para quem a sequencialidade baseia-se na composição visual com ordem lógica, seguindo de um padrão rítmico, ou seja, ela deve apresentar um planejamento ou mesmo uma organização intencional. Note, na Figura 10, que a percepção da sequencialidade e do conceito de profundidade se dá a partir da repetição organizada dos lápis, assim como das linhas que representam a cortina do lado 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 62/74 direito da imagem. Nesse caso, essa organização se dá através da sequencialidade intencional. Figura 10 | Efeito visual da sequencialidade. Fonte: Pixabay. Ao falar de unidade, Dondis (1991, p. 145) apresenta que seu conceito se relaciona com um “equilíbrio adequado de elementos diversos em uma totalidade que se percebe visualmente”, ou seja, a repetição ou junção dessas unidades apresenta-se intencionalmente de maneira tão integrada que, ao ser visualizada, é percebida como um único elemento visual. Gomes Filho (2015, p. 24) divide a mesma interpretação, apresentando que a unidade pode ser percebia como um único elemento ou como parte de um todo; o autor afirma que ela “[...] pode ser compreendida como o conjunto de mais de um elemento, que configura o ‘todo’ propriamente dito. Ou seja, o próprio objeto”. Para ele, os elementos visuais são vistos como unidades a partir de suas relações, seja por meios formais, cromáticos ou até dimensionais, em que tais unidades são visualizadas dentro de um contexto ou elementos básicos que, isolados ou combinados entre si, aparentam o conjunto de unidade, levando à interpretação visual 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 63/74 da forma, a partir da escolha inconsciente de uma unidade principal (Figura 11). Figura 11 | Efeito visual da técnica de unidade. Fonte: Pixabay. Dessa forma, perceba que as técnicas de sequencialidade e unidade produzem na peça gráfica a sensação da percepção da forma, assim como na continuação da leitura, unindo, muitas vezes, o contexto à própria aplicabilidade da mensagem que se quer transmitir. Dominância e movimento As leis da Gestalt são essenciais para o desenvolvimento de projetos gráficos funcionais e que, visualmente, alcancem os objetivos determinados. Por isso, é necessário conhecer suas diferentes aplicabilidades, variações e características. A dominância ou ênfase (Figura 12) é uma variação específica que tem como objetivo realçar determinada área, elemento ou conteúdo da peça gráfica; seu uso proporciona a criação de um foco principal de atenção e, consequentemente, a construção da percepção de 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 64/74 áreas secundárias, criando um impacto visual sobre a hierarquia das informações. Figura 12 | Efeito de ênfase ou dominância da imagem. Fonte: Pixabay. Para tanto, Ocvirk (2014) relata que a dominância é alcançada a partir de técnicas visuais, como: Isolamento: técnica de separar um ou mais elementos das demais partes. Direção: conjunto de elementos que orientam e dirigem o foco. Localização: apelo visual central, a posição dominante em relação ao entorno. Caráter: diferença visual significativa, que pode ser a mudança de cor, estilo, forma etc. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 65/74 Escala: uso de distintas proporções visuais. O autor ainda apresenta mais alguns elementos, como cor, textura, elementos visuais, valor tonal, entre outros, que auxiliam a construção dessa orientação visual percebida pelo observador. Podemos citar, por exemplo, o uso do espaçoem branco, ou mesmo o “respiro” com aplicação de cores. Dondis (1991) menciona que a dominância acontece apenas quando uma única mensagem ganha realce em relação a um fundo em que predomina a uniformidade dos elementos. Já o movimento, ação constante em nosso cotidiano, quando brusco ou inesperado, pode proporcionar uma sensação de atenção ou perigo, ou algo interessante, importante e dinâmico, pois as coisas se movem constantemente de um lado para o outro, em diferentes direções e velocidades (Figura 13). Além disso, a própria movimentação do espectador pode causar uma mudança na percepção visual, ou seja, a mudança é contínua. Figura 13 | A imagem em movimento. Fonte: Pixabay. Gomes Filho (2015, p. 60) apresenta que a técnica é definida a partir da fusão entre velocidade e direção e que “está relacionado ao 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 66/74 sistema nervoso que cria a sensação de mobilidade e rapidez”. Dessa forma, a percepção de movimento acontece a partir de acontecimentos visuais sequenciais, construídos a partir de estimulações instantâneas, contradizendo um visual estático. O autor indica que a percepção de movimento se dá a partir da aplicação de elementos visuais específicos que apresentam qualidades perceptivas, como: triângulos, cunha, linhas ou formas e linhas angulares ou onduladas. Vamos Exercitar? Ao explorar os fundamentos da diagramação, percebemos como a disposição dos elementos influencia diretamente na percepção visual e na funcionalidade das peças gráficas. A discussão sobre o sentido de sequência e unidade nos permitiu compreender a importância de uma organização coesa para facilitar a compreensão do conteúdo. Além disso, ao abordarmos os conceitos de dominância e movimento, aprendemos como direcionar o olhar do espectador e criar peças visualmente impactantes. Para garantir que a disposição dos elementos siga uma sequência lógica, facilitando a compreensão do conteúdo, é essencial considerar a hierarquia das informações, utilizando técnicas como a definição de grids, espaços em branco e hierarquia visual. Isso ajuda a guiar o olhar do espectador de forma intuitiva e eficaz. A diagramação não deve ser subestimada, pois tem o poder de fazer a diferença no sucesso de suas criações. Portanto, vamos continuar explorando esse universo e transformando teoria em prática! Que tal rediagramar algum material que você tenha em casa e que acha que poderia ser diagramado de outra forma? Lembre-se sempre de refletir sobre novas possibilidades de resolução, experimentando diferentes abordagens e técnicas. A 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 67/74 criatividade e a prática constante são fundamentais para se destacar no mundo da comunicação visual. Saiba Mais Para expandir ainda mais seus conhecimentos sobre diagramação, recomendamos assistir ao episódio 8 da 1ª temporada da série Abstract: The Art of Design, de 2017. Esse episódio, intitulado "Ilse Crawford: designer de interiores", oferece uma visão interessante sobre o uso da diagramação criativa na prática do design de interiores. Você terá a oportunidade de explorar como os princípios da diagramação são aplicados em um contexto específico e como podem influenciar a experiência dos usuários em espaços físicos. Outra sugestão é a leitura da dissertação "Diagramação: um sistema para previsão e improviso na mancha de texto", escrito por João Batista de Macedo Júnior. Nela, você terá acesso a uma pesquisa aprofundada sobre a diagramação de um livro e o cuidado com o planejamento visual e a mancha de texto, no qual é projetado a partir de seu formato. Referências Bibliográficas ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp, 2004. DONDIS, A. D. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 2015. OCVIRK, O Fundamentos de Arte: teoria e prática. Porto Alegre: AMGH, 2014. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 68/74 RIBEIRO, M. Planejamento visual gráfico. Brasília, DF: Linha,1993. WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas de planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis Edições, 2009. WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010. Encerramento da Unidade LINGUAGEM VISUAL Videoaula de Encerramento Olá, estudante! Na jornada final desta série de videoaulas, você terá a oportunidade de consolidar todo o conhecimento adquirido ao longo das aulas anteriores. Exploraremos a importância dos elementos formais na comunicação visual, compreendendo sua relevância para a prática profissional. Prepare-se para aprofundar seus conhecimentos sobre harmonia visual, dinâmica espacial e expressão visual. Não perca a oportunidade de aprimorar suas habilidades! Vamos lá! 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 69/74 Ponto de Chegada Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que é interpretar os elementos formais na comunicação visual, compreendendo como símbolos e sinais, pontos e linhas, formas orgânicas e composição livre são utilizados para transmitir mensagens visuais de forma eficaz, você deverá primeiramente conhecer os conceitos fundamentais que permeiam a linguagem visual. Explore como cada elemento, desde símbolos e sinais até formas orgânicas, é habilmente empregado na composição visual para transmitir mensagens claras e impactantes. Reflita sobre como a manipulação desses elementos influencia a percepção do espectador e a eficácia da comunicação visual. É Hora de Praticar! Você foi um dos três estudantes da sua turma escolhido para fazer um teste que, caso seja positivo, resultará em uma vaga de estágio em uma grande agência de design. Essa vaga tem como objetivo selecionar um estudante que domine a aplicabilidade dos elementos, princípios e leis da linguagem visual para que, junto à equipe interna, desenvolva projetos de identidade visual e peças gráficas on-line e off-line para grandes marcas. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 70/74 Dessa forma, o seu teste resume-se em criar um anúncio para a divulgação um treinamento sobre reutilização de lixo reciclado e a construção de produtos a partir dessa matéria-prima pela população de baixa renda. Esse anúncio será distribuído em mídias impressas e digitais e terá como patrocinador do evento uma grande marca que defende causas sustentáveis. Nesse anúncio, você deve apresentar os conceitos de unidade, semelhança e movimento. Deve considerar também a diagramação e a hierarquia da informação, além da aplicabilidade da teoria da cor. O arquivo desse anúncio deve ser entregue com um relatório, no qual você defenderá a utilização de cada elemento visual, a fim de proporcionar os conceitos solicitados, ou seja, você deverá explicar por que usou cada elemento ou forma. Reflita Como os símbolos e sinais são utilizados na prática profissional para transmitir mensagens complexas de forma simples e direta? De que maneira a composição livre pode ser empregada para criar narrativas visuais envolventes? Como os pontos e linhas são utilizados para guiar o olhar do espectador e transmitir uma mensagem visual coesa? Resolução do estudo de caso Você viverá uma grande experiência ao participar de um teste para uma vaga de estágio em uma renomada agência de design e trabalhar com uma equipe de sucesso e com marcas de destaque no mercado. Como solicitado, você desenvolverá um anúncio para a divulgação de um treinamento sobre reutilização de lixo reciclado ea construção de produtos a partir dessa matéria-prima pela população de baixa renda. Esse anúncio será disponibilizado em mídias impressas e digitais. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 71/74 Então, como começar essa atividade? Primeiramente, você deve atentar aos requisitos das mídias impressas e digitais e produzir o anúncio de tal maneira que possa ser utilizado em ambas as mídias. Você também precisa separar livros, artigos e materiais que lhe deem sustentação teórica sobre como proporcionar visualmente os conceitos solicitados: conceitos de unidade, semelhança e movimento, construção da diagramação, uso da hierarquia da informação e aplicabilidade da teoria da cor. A partir disso, separe o texto que a empresa lhe forneceu; procure imagens coerentes com o tema; se possível, converse e investigue como funciona o recolhimento e o uso de materiais reciclados; pesquise e separe elementos visuais que lhe auxiliarão na construção dos conceitos; e, então, inicie a criação de seu anúncio. Lembre-se de que as imagens devem ser de alta qualidade, já que serão utilizadas em mídias impressas. Utilize as regras da diagramação e estabeleça um bom agrupamento dos elementos visuais de tal maneira que seja de fácil identificação os conceitos solicitados. Prepare um documento organizado para apresentar suas escolhas e definições sobre a composição visual que você criou, defendendo cada elemento visual baseado no conteúdo teórico pesquisado. Entregue na data solicitada e boa sorte! Dê o play! 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 72/74 Assimile Referências ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp, 2004. DONDIS, A. D. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 2015. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 73/74 WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas de planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis Edições, 2009. WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010. 02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/278f8e62-083e-409b-93a2-67a9667545ab/v1/index.html 74/74 ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO VISUAL Aula 1 BRAINSTORMING COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO VISUAL Brainstorming como Ferramenta de Comunicação Visual Olá, estudante! Nesta videoaula, você mergulhará no mundo do brainstorming como uma ferramenta vital na comunicação visual. Descobrirá como gerar ideias inovadoras, conceituar briefings detalhados e conectar marcas ao seu público-alvo de maneira eficaz. Esses conhecimentos são cruciais para sua prática profissional, pois aprimoram sua capacidade de criar soluções visuais impactantes e alinhadas às necessidades estratégicas. Você está pronto para explorar essas estratégias dinâmicas e elevar seus 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 1/65 projetos a um novo patamar? Vamos começar a chover ideias juntos! Ponto de Partida Boas-vindas à nossa aula, em que exploraremos o brainstorming, uma ferramenta essencial na comunicação visual. Você descobrirá como ela pode gerar ideias inovadoras, moldar briefings eficazes e fortalecer a conexão entre marcas e público. Mas como podemos transformar uma sessão de brainstorming em uma fonte de ideias que realmente se traduzam em projetos visuais impactantes e alinhados com as expectativas do público? Esse é o desafio que vamos explorar. Esteja pronto para aplicar os conhecimentos em seu contexto profissional, aprimorando sua capacidade de desenvolver soluções visuais impactantes. Em todo tipo de projeto que for se envolver, o brainstorming sempre funciona! Vamos Começar! A técnica de brainstorming, chamada também de tempestade de ideias, envolve um grupo de pessoas que se reúnem com o intuito de estimular a criatividade para que, por meio de ideias inovadoras, levem um determinado projeto adiante. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 2/65 Na prática, é importante que tenha um número elevado de participantes, de preferência com perspectivas distintas. Essa pluralidade de ideias é o ponto focal da técnica. Em um primeiro momento, para que tenha um resultado satisfatório, é necessário ter o maior número de ideias, sem pensar, ainda, na qualidade. Ressalta-se também que é fundamental que o brainstorming seja totalmente livre de críticas. Até mesmo as ideias que parecem inicialmente ineficientes devem ser consideradas, pois podem servir como um ponto de partida. E aí, está preparado para começar a aprofundar e executar o brainstorming em seus projetos de design? Vamos continuar aprendendo mais sobre o assunto? Geração de ideias criativas com brainstorming Conceituando o brainstorming O brainstorming é um termo em inglês que une as palavras brain (mente) e storming (tempestade). Essa técnica foi criada pelo publicitário norte-americano Alex Faickney Osborn, em 1938, ao perceber que seus colaboradores não conseguiam desenvolver campanhas criativas para sua agência, deixando-o extremamente frustrado devido a essa falta de ideias e criatividade. Porém, foi somente em 1957 que ele apresentou o brainstorming ao mundo no seu livro Applied Imagination (Imaginação Aplicada); essa técnica seria uma importante ferramenta para gerar insights criativos. Para Baxter (2008, p. 67), [...] Brainstorming ou sessão de “agitação” de ideias é realizado em grupo, composto de um líder e cerca de cinco membros regulares e outros cinco convidados. Os membros 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 3/65 regulares servem para dar ritmo ao processo e outros cinco convidados podem ser especialistas. Segundo Coutinho e Bottentuit (2007, p. 107), apontam que o brainstorming é uma técnica que visa à reunião de informações para que seja feita a exploração de novas ideias acerca de contextos ou problemas. De acordo com Harris (2002, p. 1), esta técnica é eficaz quando tem como propósito solucionar um problema específico onde é necessária grande quantidade de ideias. O principal objetivo desta técnica é a liberdade da imaginação dos indivíduos participantes, sem haver críticas para que não haja nenhuma interferência no processo criativo. Brainstorming na prática Na prática, consiste em uma reunião com 6 a 12 pessoas, sendo uma delas um mediador que seja responsável por dar um direcionamento e garantir que todas as etapas sejam cumpridas e as ideias sejam respeitadas. Esses colaboradores devem ser de áreas distintas dentro da empresa, de preferência com perspectivas e opiniões totalmente distintas, com o objetivo de gerar ideias para criar campanhas publicitárias, melhorar processos dentro da empresa, buscar soluções para problemas diversos e desenvolver ou melhorar produtos já existentes. Ao se reunirem para propor soluções, devem ser consideradas, até mesmo, as ideias consideradas sem sentido, pois o importante é que mais à frente surgirá uma ideia para o projeto seguir. Regras básicas do brainstorming Não pode haver críticas, ou seja, deve ser feito dentro de um ambiente em que todos os envolvidos se sintam livres para expor as suas ideias. Deve-se levantar o maior número de ideias possíveis, pois é o momento de ter quantidade de ideias e não julgar as ideias geradas. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html4/65 Além disso, é importante relacionar as ideias similares e que estejam dentro do mesmo contexto, pois, dessa forma, elas se agruparão por similaridade e abre-se espaço para continuar buscando novas ideias. Agora que já entendemos sobre a origem do brainstorming, bem como os conceitos, as características e sua aplicabilidade no prisma de diversos autores, aprofundaremos um pouco mais sobre o assunto, abordando as etapas dessa técnica. Siga em Frente... Conceituando briefing e suas etapas Briefing É um documento que reúne todas as informações que o cliente deseja. Ele serve como um guia para auxiliar na execução de um projeto, como a criação de uma logo e identidade visual, uma peça publicitária, o desenvolvimento de um site, a elaboração de uma interface gráfica para um game, entre outros. Segundo S'antanna (1989, p.109), “chama-se briefing todas as informações preliminares que contém as instruções que o cliente fornece à agência para orientar os seus trabalhos.”. De acordo com Phillips (2007), o briefing pode ser utilizado como um roteiro com os passos a serem seguidos para o desenvolvimento dos projetos. Pode ser utilizado também como contrato ou acordo entre o contratante e contratado, e, ainda, como cronograma com os prazos estabelecidos para o desenvolvimento de um projeto. De forma geral, podemos entender o briefing como um manual de instruções para que toda a equipe de designers se guie por ele, pois constam todas as informações que foram coletadas e solicitadas pelo cliente. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 5/65 A importância do briefing Como você já notou, o briefing é fundamental para ter um projeto de sucesso. Na prática, podemos afirmar que ele contribui para: 1. Organização: em um único documento, temos todas as informações importantes para a realização do projeto. 2. Inspiração: quando a equipe começa o trabalho sem ter a noção do que o cliente realmente quer, apostando na sorte da aprovação, normalmente o trabalho fica paralisado, não dando prosseguimento na sua execução. Com o briefing, isso nunca acontecerá ao desenvolver seus projetos de design. 3. Planejamento: conseguirá definir melhor os processos que envolverão o projeto, evitando sair do foco principal do que é solicitado no documento pelo cliente. Etapas do briefing 1. Informações gerais da empresa (perfil da instituição, produtos e serviços, concorrentes). 2. Posicionamento da empresa (quais são os diferenciais frente à concorrência, ou seja, o que a empresa faz de único). 3. Objetivo do projeto (definir as necessidades do cliente por meio de perguntas, tais como: onde queremos chegar? O que devemos transmitir? Qual a mensagem que comunicaremos? Qual é o maior desafio enfrentado pela marca hoje?). 4. Público-alvo (identificar, a partir dos dados demográficos, geográficos, socioeconômicos e comportamentais, as informações: sexo, faixa etária, hábitos de consumo e nível de escolaridade). 5. Sobre o projeto (O que será desenvolvido? Quais são as características principais do produto ou serviço? Existe algo específico que precisa constar no projeto – tipografia, cores? 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 6/65 Quais são as objeções no projeto, ou seja, o que não deve estar presente nele? Quais são os elementos visuais que te agradam? Quais são as mensagens comunicativas que devem ser transmitidas ao público?). 6. Orçamento (definir os valores detalhados para cada peça, incluindo valores para as alterações). 7. Prazo de entrega (definir os prazos alinhados com todos os processos envolvidos, buscando sempre priorizar a qualidade na entrega). Além de tudo que foi mencionado, é importante solicitar à empresa outros projetos que foram realizados, para ter uma base e evitar retrabalho por, de repente, faltar algum pré-requisito que não constou nas etapas do briefing. Aplicação do brainstorming conectando marca e público-alvo Estudo de caso do redesenho da logo da marca Tic Tac A Tic Tac, marca do grupo Ferrero, foi repaginada, com novo logotipo e novos rótulos nas suas embalagens. O objetivo determinado para a equipe de designers era fazer o rebranding, ou seja, dar um novo visual para as balas Tic Tac, de forma a mostrar que o produto incentiva momentos de leveza no dia a dia, inspirando as pessoas a verem a vida de forma diferente, ou seja, sendo mais positivas. A equipe de designers estava com um desafio, que era rever a marca como um todo e encontrar um conceito-chave que pudesse conectar todos os elementos visuais com seu público-alvo e, ao mesmo tempo, manter o DNA da marca. Para isso, fizeram reuniões 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 7/65 utilizando a técnica de brainstorming, em que puderam reunir diversas ideias a respeito do problema relatado. Aplicação do brainstorming na comunicação visual Na fase de imersão da construção de ideias, a equipe se reúne para a tempestade de ideias, em que todos farão anotações de suas sugestões, e um dos integrantes da equipe juntará todas as ideias para a escolha da mais relevante. É lógico que esse momento é a etapa mais difícil, pois gera uma frustação, uma vez que, mesmo que não se tenha deixado nada ao acaso, não existe uma única solução, mas, sim, várias soluções. É por esse motivo que é sempre importante ser trabalhado em várias trilhas criativas, sem perder o foco na proposta do problema inicial e respeitando todos os pontos que não podem deixar de faltar. Ao final, foi definido o melhor conceito criativo para o desafio em questão e seguiu-se com uma linha mais clean. Na logo, foi mantida a imagem da folha de menta, porém, agora, de forma simples e minimalista para remeter à origem da marca (Figura 1). Devido a essa mudança, o produto também passa a ganhar novo slogan, “Refresca no Ponto”, para transmitir a verdadeira essência da marca, ou seja, o frescor na medida certa. Figura 1 | Redesign das embalagens da marca Tic Tac. Fonte: Marca Mais (2023, [s. p.]). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 8/65 Na embalagem, foram acrescentadas a descrição do sabor e uma ilustração, e, para fortalecer ainda mais a ideia de leveza do dia a dia, Tic Tac ganha os “raios de positividade”. Além disso, o movimento e o formato das pílulas dão um ar de modernidade e dinamismo na sua concepção. Quanto às cores, continuam chamando atenção pela escolha vibrante, despertando o olhar do consumidor. Diante do lançamento da nova logo e dos raios de luminosidade indicando positividade e da embalagem, a marca reforça seu posicionamento, que é encarar os momentos da vida com mais leveza e dar uma refrescância nos pequenos momentos do dia a dia. Vamos Exercitar? Nesta aula, mergulhamos no universo do brainstorming, uma técnica crucial para impulsionar a criatividade na comunicação visual. Demonstramos como essa abordagem pode moldar briefings eficazes e fortalecer a ligação entre marcas e seu público. A problemática central abordada foi: como transformar sessões de brainstorming em fontes de ideias que evoluam para projetos visuais impactantes e alinhados com as expectativas do público? Discutimos a importância de acolher uma diversidade de perspectivas e a necessidade de um ambiente onde todas as ideias sejam consideradas. Enfatizamos como um briefing bem estruturado serve como um norte para que as ideias geradas no brainstorming se alinhem com os objetivos do projeto e as necessidades do público e exploramos um estudo de caso interessante. Após a leitura desse estudo de caso do redesenho da logo da marca Tic Tac, como você poderia contribuir, junto à sua equipe, para fazer mudanças na marca,utilizando a técnica do brainstorming para o desenvolvimento de ideias criativas? 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 9/65 Esperamos que você aplique esses conhecimentos em sua jornada acadêmica e profissional, utilizando o brainstorming para enriquecer seus projetos de comunicação visual. Que essas estratégias inspirem você a explorar novas possibilidades criativas, sempre com foco nos objetivos e no público-alvo. Saiba Mais Para expandir ainda mais seu conhecimento sobre o brainstorming e sua aplicação em campos criativos, recomendamos a leitura do artigo "A exploração da criatividade, através do uso da Técnica de brainstorming, adaptada ao processo de criação em moda", de Karla Mazzotti, Ana Cristina Broega e Luiz Vidal Negreiros Gomes. Esse estudo oferece uma perspectiva detalhada sobre como o brainstorming pode ser adaptado e utilizado no processo criativo, especialmente no contexto da moda, destacando a versatilidade dessa técnica. Além disso, sugerimos que assista ao episódio 1 da série Abstract: The Art of Design, intitulado "Christoph Niemann: ilustrador", disponível na Netflix. Esse episódio proporciona uma imersão no mundo da ilustração, mostrando como a criatividade e o design se interconectam para criar obras visuais impactantes e inovadoras. Referências Bibliográficas GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2008. KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah, 2020. LUPTON, H.; PHILLIPS, J. Novos fundamentos do design. São Paulo: Cosac Naify, 2008. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 10/65 MARCA MAIS. Tic Tac está de cara nova! Marca ganha novo logotipo e nova embalagem. Marketing. 2023. Disponível em: https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta- de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/. Acesso em: 9 abr. 2024. MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo Almedina (Portugal), 2018. NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. PHILLIPS, P. L. Briefing: A Gestão do Projeto de Design. São Paulo: Editora Blücher, 2007. SANGALETTI. L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah, 2018. SANT’ANNA, A. Propaganda: teoria, técnica e prática. 7.ed. São Paulo: Pioneira, 1996. WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017. Aula 2 PÚBLICO-ALVO NA COMUNICAÇÃO VISUAL Público-Alvo na Comunicação Visual 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 11/65 https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/ https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/ Olá, estudante! Nesta videoaula, mergulharemos no mundo da comunicação visual, focando no público-alvo. Vamos explorar como conceituar o público-alvo, entender os diferentes tipos de recortes e como a comunicação visual se adapta aos novos públicos. Esse conhecimento é crucial para sua prática profissional, pois permite criar mensagens visuais mais eficazes e direcionadas, aumentando o impacto e a conexão com a audiência. Prepare-se para aprofundar seu entendimento e aplicar esses conceitos em seus futuros projetos. Não perca! Ponto de Partida Nesta aula, exploramos o público-alvo na comunicação visual, essencial para o êxito de projetos de design. Você aprenderá a definir o público-alvo e a adaptar a comunicação visual para novas audiências. Refletiremos sobre como o conhecimento do público- alvo potencializa a eficácia comunicativa. A problematização que guiará nossa jornada de aprendizado questiona: Como a compreensão detalhada do público-alvo influencia a eficácia da comunicação visual? Permaneça atento a como esse entendimento influencia a conexão e o engajamento com a audiência. Esse aprendizado é um trampolim para aprimorar suas estratégias de design, tornando-as mais impactantes e alinhadas às 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 12/65 necessidades e aos interesses do seu público. Vamos iniciar essa jornada para enriquecer sua prática profissional com uma comunicação visual mais assertiva e engajadora! Vamos Começar! Boas-vindas, estudante! Em um primeiro momento, conceituaremos público-alvo e entenderemos a sua importância ao desenvolver projetos de design, pois, se você busca atender a todo mundo, não direciona os seus esforços para quem realmente interessa. Em seguida, serão apresentados os tipos de recortes de público-alvo quanto aos aspectos demográficos, geográficos, econômicos e comportamentais. Por fim, mostraremos projetos que envolvem a aplicabilidade da comunicação visual com os seus diversos públicos, observando a acessibilidade, a diversidade e a inclusão. No design de acessibilidade, você pensará: como meu projeto pode ser acessível? Quais os elementos que devem existir no projeto para facilitar que pessoas com deficiências visuais, auditivas ou motoras consumam as mensagens veiculadas na comunicação visual? Agora que já apresentamos o que você aprenderá nessa aula, vamos continuar aprendendo mais sobre o assunto? Conceituando o público-alvo Conceituando o público-alvo (target) É comum vermos projetos de design gráfico que não “funcionaram”, em que foi investido muito dinheiro e tempo. Mas o que muitos profissionais não observaram é que o que está por trás para um projeto de design realmente dar certo é conhecer o seu público-alvo. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 13/65 Público-alvo É um grupo de consumidores que possuem necessidades e desejos em comuns (Figura 1), e que estão dispostos a adquirir produtos ou serviços que uma empresa tem a oferecer. Segundo Kotler (2006), público-alvo corresponde a um grupo de consumidores que possuem um mesmo perfil demográfico, psicográfico e comportamental, e que oferece mais oportunidades de crescimento em comparação com os públicos já explorados pela concorrência. Strunck (2007) afirma que compreender o público-alvo proporciona o conhecimento para selecionar e manipular uma série de signos, de forma a estabelecer uma comunicação num nível ideal com essas pessoas. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 14/65 Figura 1 | Público-alvo. Fonte: Unsplash. Agora que você já sabe a definição de público-alvo, aprenderemos a identificar, por meio de estudos e pesquisas, informações sobre idade, gênero, classe social, preferências, objeções, entre outras, para traçarmos o perfil mais correto possível e aplicarmos os 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 15/65 elementos visuais correspondentes dentro do público-alvo do projeto. Antes de começar a fazer a pesquisa para identificação do público- alvo, é importante definir qual será a melhor forma de elaborá-la. Existem diversas maneiras, mas, aqui, destacamos três: por formulário (devem ser objetivos, claros e diretos para conseguir obter respostas precisas), pela internet (permite a facilidade da coleta dos dados, bem como a qualidade das informações extraídas) e pela forma direta com o público (coleta informações em tempo real, o que permite analisar dados psicológicos e comportamentais). Algumas perguntas para identificar o público-alvo: Quais são as necessidadese/ou problemas para atender ao meu cliente? Quais são os desejos e/ou as demandas do consumidor? Quais são os canais off-line e/ou on-line que o meu público acessa informações? Quais são as marcas que trazem credibilidade e confiança? Quais são os concorrentes diretos e indiretos da empresa? Quais são as objeções, ou seja, o que não pode ter no projeto de design? Tipos de recortes de público-alvo Agrupar pessoas com determinada necessidade e desejo envolve uma série de variáveis, ou seja, é preciso levantar o máximo de informações para que a comunicação se torne mais clara e precisa. Um exemplo disso é você conseguir desenvolver um projeto de um cartaz apenas com a informação de que será direcionado para mulheres acima de 40 anos de idade. Somente com essa informação, você desenvolverá para uma grande massa de mulheres, e não para um grupo específico. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 16/65 Por isso, é importante fazer os recortes no mercado para melhor identificar quais grupos têm mais afinidade com a marca e direcionar todo o projeto para o público-alvo correto. Podemos dividir o público-alvo, chamado de também mercado-alvo, em quatro variáveis: demográfico, geográfico, psicográfico e comportamental (OGDEN, 2002). Demográfico É um tipo de classificação e agrupamento do público-alvo por categorias, como: sexo, faixa etária, classe social, renda, escolaridade, ocupação profissional, etnia e nacionalidade (Figura 2). As características sexo, classe social e faixa etária são variáveis fundamentais para direcionar o projeto de comunicação visual na sua utilização de cores, tipografia, estilo de design e forma. Os desejos dos consumidores variam muito conforme essas variáveis dentro do escopo do projeto a ser realizado. Conforme Hooley (2005), a classe social exerce uma forte influência sobre a preferência por carros, roupas, mobília, atividades de lazer, hábitos de leitura e compras de varejo. Muitas empresas oferecem produtos e serviços para classes sociais específicas. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 17/65 Figura 2 | Recorte demográfico. Fonte: Vinícius (2021, [s. p.]). Geográfico Consiste em dividir o mercado-alvo com base nas suas localizações físicas, ou seja, regiões, país, estado, cidade e bairro (Figura 3). É utilizada porque a demanda de produtos ou serviços pode variar regionalmente. Ao se criar uma logo, é importante entender as especificidades de cada localização onde a empresa atua, trazendo elementos regionalizados nas suas aplicações. Para Kotler e Keller (2002, p. 285), “a segmentação geográfica requer a divisão do mercado em diferentes unidades geográficas, como nações, estados, regiões, condados, cidades ou bairros. A empresa pode atuar em uma, em algumas ou em todas as áreas geográficas, prestando atenção nas variações locais”. Figura 3 | Recorte geográfico. Fonte: Brasil Away (2022, [s. p.]). Psicográfico Esse recorte se divide em grupos de pessoas, e nele busca-se entender as suas personalidades, por meio da coleta dos seus valores, hábitos, estilo de vida, opiniões e interesses. Podemos 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 18/65 também extrair elementos emocionais, os quais influenciarão na criação de uma peça de comunicação visual. As variáveis psicográficas ajudam a compreender por que as pessoas compram determinado produto ou serviço em determinada loja. A compreensão dessas características contribuirá para a definição de alguns aspectos do produto, como o desenho, a forma e os melhores canais de comunicação com o consumidor. De acordo com Kotler e Keller (2002, p. 288), “na segmentação psicográfica, os compradores são divididos em diferentes grupos, com base em seu estilo de vida, sua personalidade e seus valores. Pessoas do mesmo grupo demográfico podem ter perfis psicográficos diferentes”. Comportamental Utiliza como dados a maneira como os clientes interagem com a marca, por exemplo, onde compram e com qual frequência. Isso pode ajudar a expandir o produto e melhor compreender os consumidores, de acordo com a ocasião em que sentem uma necessidade, adquirem um produto ou utilizam (Figura 4). Segundo Kotler (2006), as variáveis comportamentais são: ocasiões, benefícios, status do usuário, índice de utilização, estágio de prontidão e atitudes com relação ao produto. Com base no que aprendemos, ficou claro que compreender todos os recortes de público-alvo é fundamental para facilitar a identificação dos usuários reais e quais as suas devidas necessidades a serem atendidas. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 19/65 Figura 4 | Recorte comportamental. Fonte: Thiel ([s. p.], [s. d.]). Siga em Frente... Comunicação visual e “novos” públicos Nas relações humanas, é fundamental haver a comunicação, pois é considerada uma questão vital para os seres humanos. Para quem não possui nenhuma deficiência física, intelectual ou motora, fica difícil imaginar que algumas ações do nosso dia a dia, como fazer compras, seja off-line ou on-line, assistir à televisão ou acessar as redes sociais, tornam-se uma grande dificuldade, em particular para as pessoas com deficiência visual. Dentro desse contexto, cabe ao profissional de design ficar atento a esse público, o qual requer uma atenção especial, quando for criar seus projetos, e incluir recursos que permitam acessibilidade, diversidade e inclusão. As barreiras da comunicação não acontecem somente com aquelas pessoas que têm deficiências visuais, mas também auditiva, intelectual e outras, que são impedidas de receber uma mensagem com integridade. Ao se pensar nesse perfil de público com falta de acessibilidade, o designer pode adicionar alguns recursos em seus projetos de sites, interface de games e aplicativos, tais como: audiodescrição, legenda 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 20/65 para surdos e ensurdecidos, e Libras, porém, antes disso, entenderemos melhor o que é acessibilidade. Conceito de acessibilidade É a possibilidade de pessoas com deficiência visual, auditiva ou intelectual acessarem um produto, serviço ou informação sem haver barreira, com segurança e autonomia. Acessibilidade no design No design acessível, existem diversas possibilidades que podem ser incluídas, por exemplo, nas redes sociais, pode-se evitar fonte decorativa, ter um cuidado maior com contraste de cores, bem como o uso de enfeites, pois isso tudo pode atrapalhar a visualização e a compreensão das informações visuais. Ao utilizar vídeos, deve sempre incluir a audiodescrição, pois é uma forma complementar e extremamente funcional para quem tem deficiência visual. Segundo a Web Accessibility Initiative (2013), a acessibilidade na web tem como objetivo permitir que qualquer indivíduo navegue por qualquer site e tenha total entendimento em igualdade de oportunidades, com segurança e autonomia. É pensar no design centrado no usuário que facilita e permite uma melhor acessibilidade na web, pois se concentra todo o seu foco no usuário e em suas necessidades (Figura 5). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 21/65 Figura 5 | Acessibilidade para pessoas com dificuldade de leitura. Fonte: Audima (2023, [s. p.]). Conceito de diversidade Ao se pensar em diversidade, logo vem à nossa mente a ideia de diferente, algo que foge de um padrão pré-estabelecido pela sociedade e, ao mesmo tempo, podemos associar também a algo que possa estar“errado” ou resulta em estereótipos negativos, estigmas e discriminação. No entanto, podemos enxergar de maneira contrária, entendendo que ser diverso é uma característica única dos seres vivos, então a pluralidade, heterogeneidade e variedade podem ser valorizadas em projetos criativos. Diversidade no design Ao pensar em diversidade dentro do design, podemos destacar uma marca que pode servir de inspiração: a Natura. Em todo o seu material de comunicação, ela faz questão de ampliar a representatividade de negros, mulheres, pessoas com alguma deficiência e grupos LGBTQIA+ (Figura 6). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 22/65 Figura 6 | Design da diversidade: LGBTQIA+. Fonte: Oliveira (2022, [s. p.]). Inclusão Conforme vimos até aqui, a diversidade está associada a diversos grupos sociais, enquanto a inclusão se refere a termos uma sociedade igualitária, ou seja, entender que todos somos iguais e sem nenhuma distinção. Design da inclusão Tem como objetivo principal criar interfaces de comunicação e interação de tal maneira que possam ser acessadas pelo maior número de pessoas possível. Por exemplo, ao produzir um cartaz, o ideal é considerar as divergências físicas e mentais da audiência, para permitir uma maior abrangência da mensagem. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 23/65 Vamos Exercitar? Ao longo dessa aula, mergulhamos na identificação e compreensão do público-alvo, um aspecto crítico para o sucesso de qualquer iniciativa de comunicação visual. Abordamos como a definição precisa do público-alvo, através de recortes demográficos, geográficos, econômicos, comportamentais e psicográficos, pode aprimorar significativamente a relevância e o impacto da comunicação visual. A problematização inicial questionou como a compreensão detalhada do público-alvo influencia a eficácia da comunicação visual. Vimos que conhecer profundamente o público permite criar mensagens visuais que não só capturam a atenção, mas também ressoam significativamente com a audiência. Isso leva a um engajamento mais profundo e a uma maior eficácia comunicativa. Por exemplo, ao aplicar o conhecimento sobre o público-alvo em projetos de acessibilidade, diversidade e inclusão, os designers podem criar soluções que não só atendem às necessidades específicas de grupos diversos, mas também promovem uma inclusão mais ampla, demonstrando como o design pode ser uma poderosa ferramenta de mudança social. Encerramos essa aula convidando você a continuar refletindo sobre como aplicar seu aprendizado na sua prática profissional. Considere como o aprofundamento na compreensão do público-alvo pode transformar não apenas a eficácia de suas comunicações visuais, mas também contribuir para uma sociedade mais inclusiva e diversificada. Que outras formas você pode imaginar para aplicar esse conhecimento de maneira inovadora em seus futuros projetos de design? Saiba Mais 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 24/65 Para complementar nosso aprendizado, recomendamos a leitura do artigo "Definição do público-alvo em startups: reflexões a partir de duas startups tecnológicas de Lages/SC", de Denise Righez dos Santos de Souza, Douglas Parizotto Jacinto e Larisse Kupski, que oferece insights sobre a importância da definição do público-alvo em contextos inovadores. Além disso, assista ao filme A rede social (2010) para observar como um entendimento profundo do público-alvo universitário contribuiu para o sucesso do Facebook. Essas recomendações irão enriquecer sua compreensão e aplicação dos conceitos que discutimos. Referências Bibliográficas CONSOLO, C. Marcas-Design Estratégico: do símbolo à gestão da identidade corporativa. São Paulo: Blücher, 2018. LUPON, E. O Design como Storytelling. São Paulo: Olhares, 2020. WHELLER, A. Design de Identidade da Marca: guia essencial para toda equipe de gestão de marcas. Porto Alegre: Bookman, 2019. Aula 3 CONCEITO "CRIADOR" NA COMUNICAÇÃO VISUAL 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 25/65 Conceito "Criador" na Comunicação Visual Olá, estudante! Na jornada desta videoaula, exploraremos a intersecção entre semiótica e comunicação visual, desvendando os segredos dos signos e suas nuances linguísticas e visuais. Adentraremos também o mundo da narrativa visual, mergulhando na cocriação de experiências e na arte de contar histórias através do design. Por fim, desvendaremos os mistérios do storytelling e sua relevância na construção de marcas impactantes. Prepare-se para essa aventura de aprendizado e inspiração! Vamos juntos nessa! Ponto de Partida Nesta aula, mergulharemos em uma exploração dos conceitos de semiótica, narrativa visual e storytelling na comunicação visual. Esses conteúdos são fundamentais para qualquer profissional que busca compreender a complexidade da interação entre mensagem, público-alvo e objetivos em projetos de comunicação visual. Ao longo dessa aula, estaremos atentos a uma questão central: como utilizar a linguagem visual de forma eficaz para contar histórias que cativem e envolvam o espectador? Nossa análise nos 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 26/65 levará a refletir sobre os signos presentes na comunicação visual, explorar a importância da narrativa na construção de experiências memoráveis e entender como o storytelling pode ser uma ferramenta poderosa para estabelecer conexões emocionais com o público. Estimulamos você, estudante, a permanecer atento aos detalhes que surgirão ao longo da aula. Cada conceito discutido aqui será uma peça-chave para desvendar os desafios e as oportunidades que surgem no dia a dia profissional da comunicação visual. Prepare-se para uma aprendizagem estimulante e inspiradora, em que o conhecimento teórico se encontra com a prática profissional. Vamos explorar juntos as possibilidades infinitas da comunicação visual! Vamos Começar! Essa aula está dividida em três pontos: Semiótica e comunicação visual: reúne o entendimento do conceito sobre semiótica, sua importância e aplicação dentro de projetos de comunicação visual. A narrativa e sua utilização na comunicação visual: exploraremos diversas narrativas visuais que serão fundamentais na construção da comunicação. Compreenderemos como a linguagem pode ser mais bem explorada por meio de imagens, símbolos, cores etc. Como contar histórias? Usando storytelling: apresentaremos a técnica do storytelling para você aplicar em seus projetos e criar uma relação de empatia emocional, que pode ser feito desde o planejamento até a execução final do projeto. Vamos iniciar esse novo aprendizado? Temos certeza de que essa aula contribuirá muito para o seu aprendizado e os seus projetos de 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 27/65 comunicação visual. Boa sorte e bons estudos! Semiótica e comunicação visual Toda forma de comunicação entre os indivíduos depende de uma linguagem verbal e não verbal, que, por sua vez, é formada por signos. No caso da comunicação visual, os signos podem ser traduzidos pelas cores dos semáforos, placas de trânsito, formas e ilustrações, por exemplo. Na prática, eles podem ser vistos em toda parte e estão relacionados a elementos que podem ser naturais e culturais. Portanto, podemos observar que a semiótica, ciência dos signos, está intrinsecamente interligada com a comunicação. Origem da semiótica A palavra “semiótica” vem do grego semeion, que significa signo. A suaorigem teve primeira aparição nos estudos linguísticos, e seu apogeu foi na década de 1960, por meio das pesquisas do linguista lituano Algirdas Julius Greimas (1917-1992). Apesar disso, o termo foi usado, pela primeira vez, por meio do linguista americano Charles Sanders Peirce (1839-1914). Definindo semiótica A semiótica pode ser definida como estudo dos signos, que consiste na reunião de todos os elementos que representarão algum significado e sentido para o ser humano, abrangendo tanto as linguagens verbais quanto as não verbais. O objetivo da semiótica é buscar entender como o ser humano consegue interpretar os signos e, com isso, aprimorar a forma de comunicação. Assim, é também fundamental analisar e entender o comportamento humano e de toda uma sociedade, já que as linguagens representam a forma de expressarmos os nossos pensamentos e as nossas emoções. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 28/65 Segundo Pierce (2005), é o estudo dos signos e das suas ações. Já o signo é entendido como aquilo que representa algo para alguém. Os signos, que podem ser objetos, palavras ou desenhos, representam e transmitem alguma informação, ou inúmeras informações. Quando nos referimos à semiótica, podemos dividir em alguns ramos de forma aplicada, por exemplo, a semiótica visual como sinônimo de estudo dos signos comunicados visualmente. Para Nöth e Santaella (2010), desenhos, pinturas, fotografias, cores, anúncios impressos, pôsteres, design, diagramas, logogramas, sinais de trânsito e mapas são tópicos da semiótica visual. Relação da semiótica com a comunicação visual Todo e qualquer signo, para servir como base da linguagem verbal ou não verbal, é formado por uma relação triádica: representâmen, objeto e interpretante (Figura 1). Representâmen Corresponde a algo que representa alguma coisa para alguém, ou seja, podemos afirmar que é a percepção externa do que estamos vendo, traduzida pela sua forma, cor etc. Um exemplo de um representâmen é a imagem de um milho, que traz uma forma específica e sua cor (Figura 1). Objeto Refere-se à tradução do significado da imagem, da ideia que se quer transmitir ao mostrar a imagem de um milho (Figura 1), em que esse objeto pode trazer como significado imediato a correlação com a imagem de uma pipoca. Interpretante 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 29/65 É a conexão mental e que se encontra numa posição entre o representâmen e o objeto, para trazer um significado do objeto, podendo ser representado pela embalagem de pipoca, (Figura 1). A partir dessas abordagens, podemos notar que a semiótica é fundamental nos projetos de comunicação visual, pois é uma ferramenta para ajudar a inovar e comunicar de forma eficiente, eficaz e estratégica. Figura 1 | Semiótica de Pierce. Fonte: adaptada de Pierce (2005, [s. p.]). Siga em Frente... A narrativa e sua utilização na comunicação visual Entendendo a narrativa A narrativa corresponde à representação de uma sucessão de fatos que são conectados entre si para contar uma história, podendo ser escrita, oral, visual e audiovisual, normalmente extraídas de temas do nosso cotidiano. No que tange às narrativas visuais, podemos entender como uma forma de contar histórias, sem uso de palavras, mas, sim, por meio de imagens, desenhos ou ilustrações, 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 30/65 transmitindo sentimentos e guiando o leitor por um caminho semelhante àquele formado somente por texto. Por meio dessa perspectiva, as narrativas visuais se estabelecem como um gênero que se utiliza das imagens que se relacionam entre si, transmitindo um sentido narrativo. Segundo Aumont (2003, p. 209), “uma narrativa conta uma história: por conseguinte, ela superpõe ao tempo imaginário dos acontecimentos contados, o tempo do próprio ato narrativo”. O autor nos mostra que, nas narrativas visuais, por meio de imagens, conseguimos contar histórias. Figura 2 | Narrativa visual em histórias em quadrinhos (HQ). Fonte: Freepik. Um exemplo de narrativas visuais são as histórias em quadrinhos (Figura 2), cheias de elementos visuais, personagens e texto. Para construir a narrativa de uma HQ, primeiramente, devemos responder a algumas perguntas: O quê? Quando? Onde? Com quem? Por 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 31/65 quê? Como? Qual resultado é esperado? Em segundo lugar, é importante definirmos: O que está acontecendo na cena? Qual o local que está acontecendo? Quais são os personagens na cena? Como a cena está sendo desenvolvida e quais são suas conexões entre os quadros? Qual a consequência que se espera ao final da cena? Após responder a todas essas perguntas, você estará diante de uma estrutura de narrativa visual para uma história em quadrinhos. Como construir o roteiro de HQ para a construção da narrativa visual O próximo passo é partir para a estrutura do roteiro, definir quais os personagens que estarão na cena, mostrar a trajetória do herói e do vilão, trazer elementos que mostrem conflitos, sentimentos, ou seja, fazer com que o leitor se envolva com a história. Podemos dividir nas seguintes etapas: Roteiro deve ser objetivo, simples e claro Deverá contar uma história de forma agradável, de preferência, pode utilizar o humor, se for melhor esclarecer cada quadro, conforme no esboço da Figura 3. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 32/65 Figura 3 | Roteiro de HQFonte: Shutterstock. Definir as características de cada personagem Cada personagem deve ser único, ou seja, deve-se pensar nas suas características, como cor do cabelo, tom da pele, fala, roupas e acessórios. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 33/65 Figura 4 | Personagens para HQ. Fonte: Freepik. Utilize apenas uma ação por quadro Como em uma HQ, a narrativa visual é estática, e cada ação deve ser colocada num único quadro. Por exemplo, caso queira que o personagem entre na sala, bata a porta e, em seguida, comece a discussão com alguém, deverá representar essas ações em três quadros. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 34/65 Figura 5 | Ação por quadro (frame). Fonte: Unsplash. Estude como será a transição das páginas e dos quadros É fundamental criar sempre uma expectativa, curiosidade e desejo de continuar a ler a história. Como contar histórias usando storytelling Definindo storytelling O storytelling, a arte de contar histórias, é uma prática que já faz parte do cotidiano de nossas vidas há muito tempo. Desde os nossos ancestrais, o hábito de contar histórias era corriqueiro. Sempre ao final do dia, eles se reuniam em volta das fogueiras para contar a respeito de suas caçada e conquistas. De acordo com Palacios e Terenzzo (2016), desde os tempos mais remotos, muito antes de inventarmos uma forma de registrar pensamentos e descobertas, os seres humanos contam histórias uns aos outros como forma de transmitir conhecimento. O termo storytelling se originou em 1993, nos Estados Unidos, sendo utilizado como uma importante ferramenta de comunicação 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 35/65 digital que era utilizada pelo diretor da Storycenter em um projeto da American Film Institute, na qual as pessoas de sua equipeo elemento- surpresa, se prestarmos muita atenção ao olho do perfil da mulher, é o corvo. Algumas pessoas não verão o corvo na imagem. A possibilidade de apresentar uma única ideia de modos diferentes, sem muitas explicações. O artista representa a ideia, e como explicar essa ou outra ideia? Do sonho? Do inconsciente? 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 15/84 Figura 10 | Tetsuo Miyahara Jazz St. Germain, 1968. Fonte: Barnicoat (1972, p. 161). Design Revolucionário Russo e Bauhaus O movimento artístico conhecido como Construtivismo se baseia na simplicidade formal e no uso frequente da geometria em projetos revolucionários que foram incorporados ao construtivismo de diferentes correntes, utilizando palavras e imagens em experiência simultânea na comunicação de uma ideia. Iniciou-se na Rússia, em 1913, durando até 1934, com forte influência nas artes plásticas, na arquitetura e no design. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 16/84 Observe a imagem feita por Dmitry Moor, em 1920 (Figura 11). A imagem de um soldado do Exército Vermelho, com fumaça escura subindo das chaminés de fábrica no fundo, questionando o trabalhador russo sobre a sua contribuição para a defesa da Revolução de Outubro, tornou-se peça icônica da propaganda soviética. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 17/84 Figura 11 | Dmitry Moor, “Você já se alistou no exército?”, 1920. Fonte: SovietPosters. A busca pela extrema simplicidade na pintura e o uso de formas geométricas básicas tiveram forte influência sobre os designers construtivistas russos, resolvendo problemas de comunicação e descartando os aspectos mais relevantes da estética em favor da utilidade geral. Já o movimento artístico De Stijl ajudou a firmar o estilo do design do século XX, sobretudo no contexto modernista-racionalista. O movimento ocorreu na Holanda (entre 1917 e 1928), pois, não tendo sido abalada pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ela se tornou um local propício para o desenvolvimento tecnológico das artes visuais e da arquitetura. Seu nome é derivado da revista com mesmo nome, De Stijl, que pode ser traduzido como “O estilo”. Em termos de valor, este grupo distinguiu-se pela rigorosa precisão na divisão espacial, por vezes dividida por linhas pretas, pela tensão e pelo equilíbrio alcançados pela assimetria (assimetria é a ausência da simetria ou o seu inverso), bem como pelo uso arrojado e criativo de formas básicas, cores básicas e simplicidade formal. Muitas ideias, como o neoplasticismo – que é uma doutrina que busca a síntese gráfica reduzindo elementos para as formas básicas e cores primárias, aspirando a ser um tipo de arte que transcende a realidade externa através de uma linguagem plástica objetiva –, foram apresentadas na revista De Stijl. A necessidade de ressaltar o aspecto artificial da arte (criação humana) fez com que o artista holandês Piet Mondrian (1872-1944), um dos mais importantes membros do movimento, usasse em suas pinturas apenas as cores primárias (vermelho, amarelo e azul) em seu estado máximo de saturação, assim como cores neutras (branco, cinza e preto), como vemos em sua obra Composição em vermelho, preto, azul, amarelo e cinza (1920), apresentada na Figura 12. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 18/84 Figura 12 | Piet Mondrian, Composição em vermelho, preto, azul, amarelo e cinza, 1920. Fonte: Gombrich (1993 p. 582). A Escola Bauhaus também se destaca nesse contexto histórico do Modernismo, pois ela não foi apenas um movimento, mas um centro de estudos dotado de valores que arriscavam testar novas invenções artísticas, ideias acumuladas até então nas duas primeiras décadas do século XX. Foi uma escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda que funcionou entre 1919 e 1933, na Alemanha, e foi considerada uma das maiores e mais importantes representantes do que se chama de Modernismo em design e arquitetura, sendo considerada a primeira escola de design do mundo. A Bauhaus desenvolveu um design, incorporando “novos materiais”, como concreto armado, vidro e aço, e evitando embelezamentos. Esteticamente expresso na produção de objetos industriais. À medida que a sociedade evoluía e tecnologicamente avançava, objetos simples e funcionais começaram a ser criados para servir à sociedade de massa. Em sua raiz, está a necessidade de reorganizar a indústria alemã no período pós-guerra, quando o governo germânico e os industriais perceberam que uma reforma no design de objetos era vital para a competitividade da economia. Um exemplo da influência dessa funcionalidade está no design da 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 19/84 cadeira de pedestal de Eero Saarinen (Figura 13), desenhada em 1957, na qual as formas curvilíneas começavam a ameaçar o predomínio do estilo. Figura 13 | Cadeira pedestal de Eero Saarinen (1957), Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque. Fonte: Hurlburt (2002, p. 42). Conclusão Os movimentos artísticos não apenas refletem a comunicação visual como conceito, mas também influenciam significativamente a maneira como nos comunicamos visualmente hoje. Ao observarmos o desenvolvimento histórico da arte e da cultura visual, percebemos como esses movimentos moldaram não apenas o campo artístico, mas também a forma como entendemos e utilizamos a comunicação visual em nosso cotidiano. Desde o movimento Art Nouveau até o Bauhaus, os artistas e designers exploraram novas formas de expressão e experimentaram técnicas inovadoras que desafiaram as normas estabelecidas. Por exemplo, o Art Nouveau introduziu formas orgânicas e curvilíneas, influenciando não apenas o design gráfico, mas também a arquitetura e as artes decorativas. Já o movimento Art Déco trouxe 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 20/84 uma estética mais geométrica e ordenada, refletindo a modernidade e as novas tecnologias da época. O Cubismo, por sua vez, revolucionou a forma como percebemos o espaço e o movimento, influenciando diretamente o design gráfico e outras formas de comunicação visual. Ao decompor e reorganizar formas e elementos visuais, os artistas cubistas abriram caminho para uma abordagem mais abstrata e expressiva, que continua a influenciar o design contemporâneo. Além disso, movimentos como o Futurismo, o Dadaísmo e o Surrealismo exploraram novas técnicas visuais e um estilo de abstração que influenciou profundamente a comunicação visual e a ilustração. O Futurismo, por exemplo, capturou a velocidade e a dinâmica da vida moderna, enquanto o Surrealismo mergulhou nas profundezas do inconsciente, criando imagens surrealistas que desafiavam as percepções tradicionais da realidade. Vamos Exercitar? Durante essa aula, exploramos como os movimentos artísticos históricos influenciaram a comunicação visual contemporânea. A problematização inicial nos levou a refletir sobre como a forma como nos comunicamos visualmente hoje está relacionada com esses movimentos de vanguarda. Ao longo da aula, analisamos exemplos concretos de como o Art Nouveau, Art Déco, Cubismo, Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo, Design Revolucionário Russo e Bauhaus impactaram a estética e a prática da comunicação visual. Para resolver essa questão, destacamos como os conceitos e as técnicas introduzidas por esses movimentos ainda ressoam em nossos designs, publicidade e interfaces digitais. Encorajamos você a explorar mais essas influências em seus próprios trabalhos, buscando inspiração nas abordagens inovadoras e experimentais dos artistaseram estimuladas a contar histórias através de uma linguagem digital. Importância do storytelling Ao começar a contar uma história, por mais que o tema já seja de conhecimento de todos, a forma de transmitir a mensagem será única. Em função disso, você pode levar seu leitor a entrar numa jornada em que ele terá uma experiência ímpar e fará com que ele esteja em total sintonia. As histórias, em sua maioria, geram essa identificação; você pode até não lembrar quem foi o autor ou título, mas do conteúdo jamais você esquecerá. Além disso, despertam emoções, fazendo o leitor guardá-las em sua memória ou até mesmo se colocar na pele do personagem. Por fim, podemos dizer também que o uso dessa técnica, quando feita de forma bem- estruturada e elaborada, consegue seduzir com facilidade o seu público. Principais elementos que compõem um storytelling Mensagem: é o ponto-chave de onde partirá todo o discurso narrativo, no qual será construído, e a mensagem precisa ser forte o suficiente para despertar o interesse do público e ficar na sua memória. Ambiente: é o lugar onde acontecerá a história, e é importante que seja descrito de forma detalhada para aumentar a imersão e o envolvimento do público. Personagem: podemos dizer que é figura principal da narrativa, pois é ele que guiará o público para essa jornada, buscando criar essa sinergia para gerar uma identificação. Conflito: é o elemento que dará sentido à narrativa da história, e é importante que a jornada seja difícil de ser alcançada, mas alcançável, de forma que o personagem consiga atingir o objetivo esperado. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 36/65 Storytelling aplicado em marcas A Dove é uma marca que tem como objetivo trazer a autoestima às suas consumidoras. Na visão da empresa, todos os seus produtos devem transformar a beleza em confiança, e não em ansiedade. Na campanha “Retratos da Beleza” (Figura 6), um artista faz retratos- falados das mulheres de acordo com suas autodescrições; depois, por meio da descrição de terceiros a respeito da mesma mulher, mostra que há uma grande diferença entre os dois relatos. O resultado é que a descrição do desconhecido era muito mais bonita e real do que a da própria pessoa. Figura 6 | Campanha “Retratos da Beleza”, da marca Dove. Fonte: Costa (2013, [s. p.]). Vamos Exercitar? Ao concluirmos essa aula, estabelecemos uma compreensão sólida da semiótica, da narrativa visual e do storytelling na comunicação visual, elementos cruciais para a eficácia comunicativa em qualquer projeto visual. A problematização inicial nos levou a questionar como a linguagem visual pode ser otimizada para narrar histórias que não apenas capturam a atenção, mas também ressoam profundamente com o público. Durante nossa jornada, exploramos como a semiótica oferece as bases para entender e utilizar signos de forma que comuniquem efetivamente a mensagem desejada. Vimos que a narrativa visual não se limita a uma simples disposição de imagens, mas é uma 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 37/65 construção cuidadosa que guia o espectador por uma experiência significativa e envolvente. Além disso, descobrimos como o storytelling, ao ser incorporado na comunicação visual, transforma informações em histórias memoráveis e estabelece uma conexão emocional forte com o público. Para aplicar esses conhecimentos, encorajamos você a considerar não apenas o que sua mensagem comunica, mas como ela é percebida e interpretada pelo público. Pense em como os elementos visuais podem ser alinhados para contar uma história coesa, e como o storytelling pode ser integrado para dar vida a essa narrativa, garantindo que sua comunicação seja não apenas vista, mas sentida e lembrada. Como caminhos adicionais de resolução, reflita sobre como esses conceitos podem ser adaptados e aplicados em diferentes contextos de comunicação visual, desde o marketing até a arte, e como podem ser usados para abordar e resolver desafios específicos do seu campo de atuação. Saiba Mais Queremos compartilhar com você duas preciosidades que certamente vão enriquecer sua compreensão sobre comunicação visual. Primeiro, recomendamos a leitura do artigo "A relação entre semiótica e design", de Gabriela B. Mager. Essa leitura vai abrir novas perspectivas sobre como a semiótica se entrelaça com o design, mostrando como os signos e símbolos são essenciais na criação de mensagens visuais impactantes. Além disso, não deixe de conferir o episódio "REPRISE: O vale-tudo das ‘narrativas’", do podcast O Assunto, de 24 de dezembro de 2021. Esse episódio trata do uso de narrativas no contexto político- social do Brasil. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 38/65 Referências Bibliográficas AUMONT, J. Dicionário teórico e crítico de cinema. Campinas: Papirus, 2003. GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2008. KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah, 2020. LUPTON, E. O design como storytelling. São Paulo: Olhares, 2022. MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo Almedina (Portugal), 2018. NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. NÖTH, W.; SANTAELLA, L. Imagem: Cognição, Semiótica, Mídia. São Paulo: Iluminuras, 1998. PALACIOS, F.; TERENZZO, M. O Guia Completo do Storytelling. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016. PIERCE, C. S. Semiótica. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005. SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah, 2018. WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017. Aula 4 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 39/65 IDENTIDADE VISUAL Identidade Visual Olá, estudante! Nesta videoaula, você irá explorar os fundamentos essenciais da comunicação visual. Descubra o papel crucial dos signos visuais na transmissão de mensagens, aprenda a criar moodboards para potencializar sua criatividade e mergulhe na importância da paleta de cores e identidade visual. Esses conhecimentos são fundamentais para o desenvolvimento de projetos de design impactantes e eficazes. Prepare-se para essa jornada de aprendizado! Vamos lá! Ponto de Partida Boas-vindas à nossa aula sobre identidade visual! Vamos explorar aspectos essenciais que permeiam a construção de uma identidade visual sólida e eficaz. Nossa problematização central será: Como podemos utilizar os signos visuais, moodboards e paletas de cores para construir uma 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 40/65 identidade visual coesa e impactante? Fique atento a cada tópico abordado! Ao longo dessa aula, convido você a refletir não apenas sobre os conceitos teóricos, mas também sobre sua aplicabilidade prática. Lembre-se de que os conhecimentos adquiridos aqui não são apenas acadêmicos, mas têm um impacto direto em sua prática profissional. Então, esteja preparado para absorver todo o conteúdo e descobrir como ele pode transformar suas futuras criações. Vamos Começar! Essa aula está dividida em três pontos: 1. Sistema de signos visuais: abordaremos os signos que servem de instrumentos para a comunicação visual transmitir uma informação ou mensagem para uma pessoa. 2. Referências visuais e moodboard: mostraremos como criar um moodboard para ajudar na sua produção de qualquer projeto de comunicação visual. 3. Paleta de cores e identidade visual: apresentaremos os diversos tipos de modos de cores, tanto para impressão quanto para web; além disso, aprenderemos comoelaborar uma identidade visual completa de uma marca de uma empresa. Boas-vindas a esse novo aprendizado! Iniciaremos a imersão deste vasto conteúdo que contribuirá muito para o seu aprendizado e os seus projetos de design. Boa sorte e bons estudos! Sistema de signos visuais Charles Sanders Pierce, o pai da semiótica, junto ao seu seguidor, Charles Morris (1901-1979), filósofo americano, definem os signos visuais como imagens que são representadas por um objeto ou alguma coisa por sua semelhança e que possua as mesmas características do objeto. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 41/65 Segundo Santaella (2002), existem instrumentos que possibilitam de tal forma observar diferentes tipos de signos e os modos como se relacionam entre si. Em Semiótica aplicada, de Santaella (2002), através de um percurso metodológico-analítico, você compreende as diferentes naturezas das mensagens verbais e não verbais, ou seja, as visuais. Além disso, é possível fazer uma relação direta entre os tipos de signos e as diferentes formas de representação da imagem. Definição de signo visual O signo visual pode ser caracterizado como um instrumento da comunicação visual para transmitir uma informação ou mensagem, ou até mesmo para indicar alguma coisa a alguém. Os signos visuais estão presentes em todos os lugares que utilizamos, desde as sinalizações dentro do aeroporto, indicações das salas dos hospitais, silhuetas utilizadas em portas de banheiros para identificação do sexo masculino e feminino, ou seja, faz parte de todo o nosso universo espacial. Segundo Pierce e Charles Morris, o signo é dividido em três tipos básicos: ícone, índice e símbolo. Ícone: a palavra ícone vem do grego eikon (significa imagem) e representa um objeto por sua semelhança, já que tem as mesmas características e especificidades que o objeto. Um ícone pode utilizar vários elementos, como forma, cor, textura ou até mesmo som para criar essa relação entre a imagem e a ideia (Figura 1). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 42/65 Figura 1 | Ícones das redes sociais. Fonte: Freepik. Índice: é o primeiro signo utilizado pelo ser humano, pois busca uma relação contínua como representação. Estabelece uma associação quase que imediata de uma coisa à outra, por meio da experiência adquirida anteriormente. Ele é representado por uma ação ou algum processo físico. No exemplo da ação, podemos mencionar a fumaça que indica fogo, uma nuvem escura indicando chuva (Figura 2), uma seta indicando uma direção; no caso do processo físico, folhas caídas no chão representando a mudança de estação do ano. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 43/65 Figura 2 | Representação do índice: nuvem escura no céu indicando chuva. Fonte: Unsplash. Símbolos: são signos visuais normalmente feitos de forma abstrata e se referem a um objeto por mera associação de ideias, ou seja, por convenção. Eles são facilmente compreendidos por todos, independentemente de sua nacionalidade. Por trás de sua construção, os símbolos representam ideias, conceitos em suas composições (Figura 3). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 44/65 Figura 3 | Símbolos visuais religiosos. Fonte: Freepik. Referências visuais e moodboard Moodboard É uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento criativo, que corresponde na prática a um mural de referências visuais composto por cores, formas, imagens, estilos e vídeos para representar o conceito do projeto a ser desenvolvido. Segundo Lopes (2018, [s. p.]), “[...] embora o Moodboard ou painel semântico seja uma técnica usada por designers para facilitar a criação de artes que devem seguir uma unidade visual, ela pode ser adaptada para o dia a dia de profissionais ‘não designers’ e empresas”. A sua principal função é servir de inspiração, pois você terá reunido em um único local todos os elementos visuais que ajudaram a definir o conceito, a identidade, ou melhor dizendo, a essência do que 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 45/65 faltava para tornar o projeto final ainda mais especial. Normalmente, essa ferramenta de trabalho é utilizada por designers e pelas áreas de publicidade, arquitetura e moda. Um moodboard pode ser feito de maneira física, utilizando recortes, colagens, desenhos, pinturas, jornais e revistas (Figura 4). Figura 4 | Moodboard físico. Fonte: Freepik. Moodboard digital é utilizado por meio de programas, como Adobe Photoshop ou similares, como GoMoodboard e Canva, para reunir as informações e imagens da internet ou sites de referências de imagem, como o Pinterest (Figura 5). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 46/65 Figura 5 | Moodboard digital. Fonte: Freepik. Dentro do moodboard, podem ser adotados três títulos para melhorar organizar as ideias: painel para público-alvo, painel para o conceito criativo e painel visual do produto. No painel para o público-alvo, após o estudo e a entrevista para a busca de informações concretas, fica mais fácil o desenvolvimento das características da marca a ser elaborada e da apresentação do projeto para o cliente (Figura 6). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 47/65 Figura 6 | Painel de público-alvo (moodboard). Fonte: Pazmino (2017, p. 106-107). O painel conceitual é todo direcionado ao produto que se venderá, trazendo significado e não somente buscando ideias por meio de imagens, mas, sim, envolvendo todo o contexto. Esse painel tem que ser direto, claro, simples e trazer o estilo do comportamento do público-alvo, fazendo com que o designer consiga ter um direcionamento melhor no momento da execução (Figura 7). Para Pazmino (2017, p. 163), “a técnica serve como meio de comunicação que permite que toda a equipe entre em consenso em relação à interpretação de mesmo significado de forma a alcançar o mesmo objetivo projetual.”. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 48/65 Figura 7 | Painel conceitual (moodboard). Fonte: Freepik. Já o painel visual tem como funcionalidade estabelecer o tema ou conceito para que toda a equipe envolvida no projeto criativo entre em consenso, e ele deve ser confrontado com as demais informações anteriormente coletadas nos outros painéis (público e conceitual) (Figura 8). Figura 8 | Painel visual (moodboard). Fonte: Freepik. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 49/65 Podemos afirmar que, ao utilizar o moodboard, o designer consegue fazer um projeto com muito mais detalhamento, de forma mais direcionada para o seu público-alvo, e ainda consegue progredir de maneira mais consistente na construção dos projetos criativos, havendo uma identidade e uma linguagem visual única. Siga em Frente... Paleta de cores e identidade visual Corresponde a um conjunto de cores que são previamente selecionadas e utilizadas de forma harmônica, com o objetivo de transmitir uma ideia para quem visualiza dentro de uma identidade visual. A paleta de cores deve ser utilizada em todos os produtos gráficos que a logo estiver presente, por exemplo, cartão de visita, folheto, cartaz e até na assinatura digital; além disso, deve ser aplicadano site, no aplicativo e nas redes sociais. Tipos de paleta de cores CMYK: chamado também de Escala Europa, é a paleta de cores utilizada para impressão em gráfica, em que o C é ciano, M é magenta, Y é amarelo e K é preto. Quando utilizamos as quatro cores, estamos diante de policromia (Figura 9). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 50/65 Figura 9 | Paleta de cores – CMYK. Fonte: Shutterstock. RGB: esse modo de cores de paleta é utilizado em dispositivos eletrônicos, como TV, monitores de computador, mídias digitais e sites. É formado pelas cores vermelho (R), verde (G) e azul (B) (Figura 10). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 51/65 Figura 10 | Paleta de cores – RGB. Fonte: Shutterstock. Segundo Pedrosa (2002), as cores aditivas possuem como cores primárias o vermelho, o verde e o azul; quando somadas, obtém-se o branco. Elas ficaram originalmente conhecidas pela sigla em inglês RGB (Red, Green, Blue) e são utilizadas no meio digital, isto é, nas telas de computadores e smartphones. Já as cores subtrativas têm como cores primárias ciano, magenta e amarelo, logo a soma delas gera o preto, e assim foram denominadas de CYMK (Cyan, Magenta, Yellow e Key). Esse sistema de cor é utilizado em impressões como jornais e revistas. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 52/65 PANTONE: é uma escala de cores representada por um sistema numérico com alta precisão, padronização e regularidade. Além disso, é uma paleta de cores de uso universal (Figura 11). Figura 11 | Paleta de cores PANTONE.Fonte: Freepik. Conceituando identidade visual Identidade visual é a combinação de vários elementos gráficos, que tem como objetivo comunicar uma ideia, um produto, um serviço ou uma empresa. Os principais elementos que fazem parte da identidade visual são: a marca (que pode ser um logotipo, por exemplo), tipografia, paleta de cores e materiais de aplicação (folhetos, cartazes, outdoor, material de papelaria etc.) (Figura 12). A identidade é a expressão visual e verbal de uma marca. Ela dá apoio, expressão e comunicação à marca, além de sintetizar e dar visibilidade a ela. Você pode vê-la, tocá-la, agarrá-la, ouvi-la, observá-la se mover (WHEELER, 2008). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 53/65 Figura 12 | Manual de identidade visual. Fonte: Freepik. Elementos da identidade visual Logotipo: é o nome da marca representado com tipografia que pode estar na sua forma original, alterada ou redesenhada, cujo objetivo principal é mostrar a personalidade e as características da empresa de uma forma única (Figura 13). Figura 13 | Logotipo da Coca-Cola. Fonte: Freepik. Símbolo: quando um desenho é feito de maneira minimalista, ou seja, com poucos traços e que representa e identifica um nome, uma ideia, um produto ou um serviço, ele passa a ser o símbolo da marca (Figura 14). 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 54/65 Figura 14 | Símbolo da Nike. Fonte: Wikimedia Commons. Tipografia: é o estudo de tipos de letra, chamado também de fonte de letra, que faz parte do arranjo visual tanto na composição do logotipo quanto na definição da fonte padrão para usar nos materiais de aplicação (Figura 15). Figura 15 | Tipografia. Fonte: Shutterstock. Vamos Exercitar? Ao longo dessa aula, exploramos como os signos visuais, os moodboards e as paletas de cores são essenciais para construir uma identidade visual coesa e impactante. A problematização inicial questionava como utilizar esses elementos para alcançar esse objetivo. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 55/65 Para resolver essa questão, aprendemos que os signos visuais, como ícones, índices e símbolos, são fundamentais na transmissão de mensagens visuais. Compreendemos como cada tipo de signo pode ser utilizado de forma estratégica para comunicar ideias específicas. Em seguida, ao explorar o conceito de moodboard, entendemos como essa ferramenta pode auxiliar na visualização e organização de conceitos, inspirando e direcionando o processo criativo. Finalmente, discutimos a importância da paleta de cores na identidade visual, explorando os diferentes sistemas de cores e suas aplicações. Ao relacionar esses conteúdos com a problematização inicial, percebemos que a utilização consciente e estratégica desses elementos é essencial para construir uma identidade visual coesa e eficaz. Como reflexão adicional, convido você a explorar como esses elementos podem ser adaptados e combinados de maneira única para atender às necessidades específicas de cada projeto. Experimente aplicar os conhecimentos adquiridos nessa aula em suas futuras criações, explorando diferentes combinações e abordagens para alcançar resultados ainda mais impactantes. Saiba Mais Que tal mergulhar em duas fontes ricas de conhecimento e inspiração? Para expandir seus horizontes no mundo do branding e da comunicação visual, leia o artigo "Análise da influência dos elementos da identidade visual no reconhecimento das marcas por parte do consumidor”, de Maurício Bramorvsky Junior e Gisele Baumgarten Rosumek. Descubra como os elementos visuais moldam a percepção das marcas pelos consumidores. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 56/65 E que tal uma sessão de cinema para aprender com uma história real de sucesso empresarial? Assista ao filme Fome de poder (2017), que narra a ascensão do McDonald's e oferece insights valiosos sobre empreendedorismo, branding e construção de identidade corporativa. Não perca essa oportunidade de aprender e se inspirar! Referências Bibliográficas GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2008. KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah, 2020. MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo Almedina (Portugal), 2018. NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. PAZMINO, A. V. Como se cria: 40 métodos para design de produtos. São Paulo: Blücher, 2017. PEDROSA, I. Da cor à cor inexistente. 8. ed. Rio de Janeiro: Léo Christiano Editorial Ltda., 2002. SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah, 2018. SANTAELLA, L. Semiótica aplicada. São Paulo: Thomson, 2002. WHEELER, A. Design de Identidade da Marca. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 57/65 Encerramento da Unidade ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO VISUAL Videoaula de Encerramento Olá, estudante! Nesta videoaula de encerramento, você mergulhará na análise crítica de um projeto de identidade visual. Exploraremos como elementos como paleta de cores, tipografia e símbolos visuais se integram para criar uma comunicação eficaz e alinhada ao público-alvo. Esse conteúdo é crucial para sua prática profissional, pois destaca a importância de uma narrativa visual coesa e impactante. Prepare-se para aplicar esses conhecimentos em seus futuros projetos. Não perca! Ponto de Chegada Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que é avaliar criticamente os desafios e necessidades que precedem um projeto de comunicação visual, é essencial conhecer os conceitos 02/10/2024, 19:31 Estratégias deComunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 58/65 fundamentais que moldam a interação entre a mensagem a ser transmitida, o público-alvo e os objetivos definidos. Inicia-se com a geração de ideias criativas através do brainstorming, que alimenta a construção de briefing detalhado e estratégico. Isso permite conectar a marca ao público-alvo de forma inovadora e eficaz. Compreender as nuances do público-alvo é fundamental para que a comunicação visual ressoe de forma genuína e impactante. A partir daí, constrói-se uma narrativa visual envolvente usando a semiótica para analisar e aplicar o sistema de signos visuais de maneira que fortaleça a mensagem desejada. A identidade visual é, então, definida utilizando ferramentas como referências visuais e moodboards, e uma paleta de cores cuidadosamente escolhida, estabelecendo um padrão visual coeso que reflete os valores e a essência da marca. É Hora de Praticar! Este estudo de caso é uma adaptação do projeto de redesenho da marca Tic Tac feita pela agência Blippu, sob a coordenação do diretor de marketing Fabio Pessoa. A proposta de estudo de caso é para você sedimentar a sua aprendizagem obtida ao longo da unidade. Descrição do problema estudado A pastilha Tic Tac é uma marca do grupo Ferrero, indústria italiana criada em 1969. Para poder se tornar uma marca de sucesso, ela não se pautou nas outras marcas consagradas da empresa, como Kinder ou Nutella, e, sim, buscou fazer algo diferente e lançou as pequenas balas de menta, as quais receberam o nome, inicialmente, de Refreshing Mints. Pouco tempo depois, devido à forma divertida de se consumir o produto, além de refrescar momentos do dia a dia, uma das principais características de comunicação foi explorar as 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 59/65 caixinhas. Por causa do barulho emitido ao balançar as balas, o nome da pastilha passou a ser Tic Tac. O sucesso foi quase que instantâneo, por ser um produto refrescante e que cabia no bolso, sendo fácil de ser transportada. No Brasil, somente em 1995 é que foi lançada a pastilha Tic Tac. Nessa época, a marca começou com vários sabores clássicos, como menta, canela, laranja, hortelã, acerola e manga, e, atualmente, tem mais de 50 sabores, variando de país para país, não incluindo as edições limitadas, como as feitas para momentos específicos, como Halloween e Natal. São vendidas em uma embalagem plástica transparente para ser levada no bolso. O símbolo da marca é representado pela folha de hortelã. Ela tem como característica ser um produto que traz refrescância para o ritmo e os hábitos frenéticos da vida moderna. Objetivo proposto A empresa do grupo Ferrero contratou um escritório de design, e você será o designer que ficará responsável por fazer o redesign da marca Tic Tac e a sua identidade visual. Como a marca possui em sua essência o frescor e a refrescância ao consumir as pastilhas, foi solicitado que ela tivesse um novo reposicionamento, de tal maneira que incentivasse ainda mais o momento de leveza quando as pastilhas fossem consumidas, frente aos momentos cada vez mais frenéticos do nosso dia a dia. Além disso, a logo deverá seguir uma linha mais clean, minimalista, com poucos traços, e a embalagem deve ter uma característica única na sua imagem para cada sabor, mas, ao mesmo tempo, todos os sabores devem se conectar entre si, mostrando sua importância para o enfrentamento dos desafios dos nossos dias atuais. Ainda dentro dessa proposta, é importante que se crie um personagem que possa trazer uma narrativa contando a história do motivo desta mudança. Reflita 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 60/65 Agora, reflita sobre o seguinte: Como o processo de brainstorming pode influenciar a eficácia da comunicação visual em um projeto? De que maneira a compreensão detalhada do público-alvo contribui para a construção de uma narrativa visual mais eficaz? Qual a importância da escolha dos elementos visuais, como a paleta de cores, na definição da identidade visual de um projeto? Para solucionar esse estudo de caso, avalie o contexto que foi apresentado. E responda às seguintes perguntas: Esse projeto será direcionado para qual público-alvo? Quais são as informações fundamentais que devem estar contempladas no briefing para sua fiel execução? Quais são os elementos essenciais para a construção da identidade visual? Quais etapas serão necessárias para a elaboração de uma narrativa utilizando a técnica do storytelling? Utilize o que você aprendeu para encontrar uma solução para esse caso. Resolução do estudo de caso Para solucionar esse estudo de caso, antes de começar a criar a logo e, sem seguida, desenvolver a identidade visual, é fundamental que se conheça a fundo quem é o público-alvo, ou seja, o grupo para o qual será direcionado todo o projeto de comunicação visual. Tendo em vista que o público-alvo será jovens, na faixa etária entre 18 a 30 anos, correspondentes à geração dos millenials, e o propósito é incentivar mais leveza ao consumir as pastilhas em nosso dia a dia frenético, ao começar a desenvolver a logo, deve-se investir em traços e cores que remetam à criatividade, ao despojamento, à diversão e à descontração. Para isso, é 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 61/65 fundamental trazer todos esses elementos para dentro de um moodboard, quadro de referências visuais, que pode ser feito na rede social Pinterest. Ao começar a desenvolver a novo logo para as pastilhas Tic Tac, conforme se encontra no briefing do estudo de caso, deve-se manter a folha de menta, que corresponde ao símbolo característico da marca, remetendo às suas próprias origens, porém trabalhando de forma mais clean, minimalista, ou seja, com poucos traços. Com a mudança da nova logo, pode-se incluir uma frase curta para ser colocada no slogan, como “Refresca no Ponto”, fortalecendo ainda mais a leveza que foi proposta inicialmente. Nos rótulos, em que estarão a nova logo e os sabores, elementos gráficos que transmitam mais positividade para encarar os desafios do dia a dia agitado podem ser incluídos. Para haver a distinção dos sabores, é fundamental a escolha de cores que possam remeter diretamente ao sabor da pastilha. Nesse momento, fazemos um resgate do aprendizado sobre semiótica de Charles Pierce, em que cada objeto terá um significado único, mas, ao mesmo tempo, devemos pensar na conexão de todos os sabores, formando uma identidade dessa linguagem visual. Após ter definidos a logo e os rótulos, passamos para a próxima etapa, que é a reunião de todos esses elementos visuais em um manual de identidade visual. Deverá contemplar, no primeiro momento, a defesa do processo criativo da nova logo; em seguida, a estrutura de construção da logo com sua malha, as proporções de tamanhos que podem ser utilizados e as versões em quadricromia, positiva e negativa. Quanto à tipografia, deve-se definir uma fonte principal e uma secundária que acompanhará a logo, para uso nos títulos e na parte escrita em todos os meios de comunicação que forem produzidos. Ao definir a paleta de cores para a logo e os seus sabores, é importante de incluir os modos CMYK (para impressão), RGB (para os meios digitais) e PANTONE (para cores especiais). Lembrando que as cores devem ser vivas, para haver uma 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 62/65 comunicação direta com o público jovem. Nas aplicações das marcas, pode-se pensar em brindes que podem levar a marca, como chaveiros, bonés, camisetas etc. Para completar esse estudo de caso, respeitandoo briefing, podemos pensar em um personagem com certas características, ou seja, cor da pele, cabelo, corpo, altura e forma de falar. Dessa maneira, começamos o processo de construção narrativa que deverá ter roteiro, cenário, tempo e narrador para contar, por meio da técnica do storytelling, sobre a mudança da nova logo. Dê o play! Assimile 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 63/65 Referências GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2008. GOMES, D. et al. Introdução ao Design Inclusivo. Curitiba: Appris, 2020. KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah, 2020. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2006. MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo Almedina (Portugal), 2018. NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 64/65 OGDEN, J. R. Comunicação Integrada de Marketing: modelo prático para um plano criativo e inovador. São Paulo: Pearson- Prentice Hall, 2002. SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah, 2018. STRUNCK, G. Como criar identidades visuais para marcas de sucesso: um guia sobre o marketing das marcas e como representar graficamente seus valores. Rio de Janeiro: Riobooks, 2007. WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017. HOLLEY, G. J. et al . Estratégias de Marketing e Posicionamento Competitivo. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005. 02/10/2024, 19:31 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 65/65 ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO VISUAL Aula 1 BRAINSTORMING COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO VISUAL Brainstorming como Ferramenta de Comunicação Visual Olá, estudante! Nesta videoaula, você mergulhará no mundo do brainstorming como uma ferramenta vital na comunicação visual. Descobrirá como gerar ideias inovadoras, conceituar briefings detalhados e conectar marcas ao seu público-alvo de maneira eficaz. Esses conhecimentos são cruciais para sua prática profissional, pois aprimoram sua capacidade de criar soluções visuais impactantes e alinhadas às necessidades estratégicas. Você está pronto para explorar essas estratégias dinâmicas e elevar seus 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 1/65 projetos a um novo patamar? Vamos começar a chover ideias juntos! Ponto de Partida Boas-vindas à nossa aula, em que exploraremos o brainstorming, uma ferramenta essencial na comunicação visual. Você descobrirá como ela pode gerar ideias inovadoras, moldar briefings eficazes e fortalecer a conexão entre marcas e público. Mas como podemos transformar uma sessão de brainstorming em uma fonte de ideias que realmente se traduzam em projetos visuais impactantes e alinhados com as expectativas do público? Esse é o desafio que vamos explorar. Esteja pronto para aplicar os conhecimentos em seu contexto profissional, aprimorando sua capacidade de desenvolver soluções visuais impactantes. Em todo tipo de projeto que for se envolver, o brainstorming sempre funciona! Vamos Começar! A técnica de brainstorming, chamada também de tempestade de ideias, envolve um grupo de pessoas que se reúnem com o intuito de estimular a criatividade para que, por meio de ideias inovadoras, levem um determinado projeto adiante. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 2/65 Na prática, é importante que tenha um número elevado de participantes, de preferência com perspectivas distintas. Essa pluralidade de ideias é o ponto focal da técnica. Em um primeiro momento, para que tenha um resultado satisfatório, é necessário ter o maior número de ideias, sem pensar, ainda, na qualidade. Ressalta-se também que é fundamental que o brainstorming seja totalmente livre de críticas. Até mesmo as ideias que parecem inicialmente ineficientes devem ser consideradas, pois podem servir como um ponto de partida. E aí, está preparado para começar a aprofundar e executar o brainstorming em seus projetos de design? Vamos continuar aprendendo mais sobre o assunto? Geração de ideias criativas com brainstorming Conceituando o brainstorming O brainstorming é um termo em inglês que une as palavras brain (mente) e storming (tempestade). Essa técnica foi criada pelo publicitário norte-americano Alex Faickney Osborn, em 1938, ao perceber que seus colaboradores não conseguiam desenvolver campanhas criativas para sua agência, deixando-o extremamente frustrado devido a essa falta de ideias e criatividade. Porém, foi somente em 1957 que ele apresentou o brainstorming ao mundo no seu livro Applied Imagination (Imaginação Aplicada); essa técnica seria uma importante ferramenta para gerar insights criativos. Para Baxter (2008, p. 67), [...] Brainstorming ou sessão de “agitação” de ideias é realizado em grupo, composto de um líder e cerca de cinco membros regulares e outros cinco convidados. Os membros 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 3/65 regulares servem para dar ritmo ao processo e outros cinco convidados podem ser especialistas. Segundo Coutinho e Bottentuit (2007, p. 107), apontam que o brainstorming é uma técnica que visa à reunião de informações para que seja feita a exploração de novas ideias acerca de contextos ou problemas. De acordo com Harris (2002, p. 1), esta técnica é eficaz quando tem como propósito solucionar um problema específico onde é necessária grande quantidade de ideias. O principal objetivo desta técnica é a liberdade da imaginação dos indivíduos participantes, sem haver críticas para que não haja nenhuma interferência no processo criativo. Brainstorming na prática Na prática, consiste em uma reunião com 6 a 12 pessoas, sendo uma delas um mediador que seja responsável por dar um direcionamento e garantir que todas as etapas sejam cumpridas e as ideias sejam respeitadas. Esses colaboradores devem ser de áreas distintas dentro da empresa, de preferência com perspectivas e opiniões totalmente distintas, com o objetivo de gerar ideias para criar campanhas publicitárias, melhorar processos dentro da empresa, buscar soluções para problemas diversos e desenvolver ou melhorar produtos já existentes. Ao se reunirem para propor soluções, devem ser consideradas, até mesmo, as ideias consideradas sem sentido, pois o importante é que mais à frente surgirá uma ideia para o projeto seguir. Regras básicas do brainstorming Não pode haver críticas, ou seja, deve ser feito dentro de um ambiente em que todos os envolvidos se sintam livres para expor as suas ideias. Deve-se levantar o maior número de ideias possíveis, pois é o momento de ter quantidade de ideias e não julgar as ideias geradas. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 4/65 Além disso, é importante relacionar as ideias similares e que estejam dentro do mesmo contexto, pois, dessa forma, elas se agruparão por similaridade e abre-se espaço para continuar buscando novas ideias. Agora que já entendemos sobre a origem do brainstorming, bem como os conceitos, as características e sua aplicabilidade no prisma de diversos autores, aprofundaremos um pouco mais sobre o assunto, abordando as etapas dessa técnica. Siga em Frente... Conceituando briefing e suas etapas Briefing É um documento que reúne todas as informaçõesque o cliente deseja. Ele serve como um guia para auxiliar na execução de um projeto, como a criação de uma logo e identidade visual, uma peça publicitária, o desenvolvimento de um site, a elaboração de uma interface gráfica para um game, entre outros. Segundo S'antanna (1989, p.109), “chama-se briefing todas as informações preliminares que contém as instruções que o cliente fornece à agência para orientar os seus trabalhos.”. De acordo com Phillips (2007), o briefing pode ser utilizado como um roteiro com os passos a serem seguidos para o desenvolvimento dos projetos. Pode ser utilizado também como contrato ou acordo entre o contratante e contratado, e, ainda, como cronograma com os prazos estabelecidos para o desenvolvimento de um projeto. De forma geral, podemos entender o briefing como um manual de instruções para que toda a equipe de designers se guie por ele, pois constam todas as informações que foram coletadas e solicitadas pelo cliente. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 5/65 A importância do briefing Como você já notou, o briefing é fundamental para ter um projeto de sucesso. Na prática, podemos afirmar que ele contribui para: 1. Organização: em um único documento, temos todas as informações importantes para a realização do projeto. 2. Inspiração: quando a equipe começa o trabalho sem ter a noção do que o cliente realmente quer, apostando na sorte da aprovação, normalmente o trabalho fica paralisado, não dando prosseguimento na sua execução. Com o briefing, isso nunca acontecerá ao desenvolver seus projetos de design. 3. Planejamento: conseguirá definir melhor os processos que envolverão o projeto, evitando sair do foco principal do que é solicitado no documento pelo cliente. Etapas do briefing 1. Informações gerais da empresa (perfil da instituição, produtos e serviços, concorrentes). 2. Posicionamento da empresa (quais são os diferenciais frente à concorrência, ou seja, o que a empresa faz de único). 3. Objetivo do projeto (definir as necessidades do cliente por meio de perguntas, tais como: onde queremos chegar? O que devemos transmitir? Qual a mensagem que comunicaremos? Qual é o maior desafio enfrentado pela marca hoje?). 4. Público-alvo (identificar, a partir dos dados demográficos, geográficos, socioeconômicos e comportamentais, as informações: sexo, faixa etária, hábitos de consumo e nível de escolaridade). 5. Sobre o projeto (O que será desenvolvido? Quais são as características principais do produto ou serviço? Existe algo específico que precisa constar no projeto – tipografia, cores? 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 6/65 Quais são as objeções no projeto, ou seja, o que não deve estar presente nele? Quais são os elementos visuais que te agradam? Quais são as mensagens comunicativas que devem ser transmitidas ao público?). 6. Orçamento (definir os valores detalhados para cada peça, incluindo valores para as alterações). 7. Prazo de entrega (definir os prazos alinhados com todos os processos envolvidos, buscando sempre priorizar a qualidade na entrega). Além de tudo que foi mencionado, é importante solicitar à empresa outros projetos que foram realizados, para ter uma base e evitar retrabalho por, de repente, faltar algum pré-requisito que não constou nas etapas do briefing. Aplicação do brainstorming conectando marca e público-alvo Estudo de caso do redesenho da logo da marca Tic Tac A Tic Tac, marca do grupo Ferrero, foi repaginada, com novo logotipo e novos rótulos nas suas embalagens. O objetivo determinado para a equipe de designers era fazer o rebranding, ou seja, dar um novo visual para as balas Tic Tac, de forma a mostrar que o produto incentiva momentos de leveza no dia a dia, inspirando as pessoas a verem a vida de forma diferente, ou seja, sendo mais positivas. A equipe de designers estava com um desafio, que era rever a marca como um todo e encontrar um conceito-chave que pudesse conectar todos os elementos visuais com seu público-alvo e, ao mesmo tempo, manter o DNA da marca. Para isso, fizeram reuniões 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 7/65 utilizando a técnica de brainstorming, em que puderam reunir diversas ideias a respeito do problema relatado. Aplicação do brainstorming na comunicação visual Na fase de imersão da construção de ideias, a equipe se reúne para a tempestade de ideias, em que todos farão anotações de suas sugestões, e um dos integrantes da equipe juntará todas as ideias para a escolha da mais relevante. É lógico que esse momento é a etapa mais difícil, pois gera uma frustação, uma vez que, mesmo que não se tenha deixado nada ao acaso, não existe uma única solução, mas, sim, várias soluções. É por esse motivo que é sempre importante ser trabalhado em várias trilhas criativas, sem perder o foco na proposta do problema inicial e respeitando todos os pontos que não podem deixar de faltar. Ao final, foi definido o melhor conceito criativo para o desafio em questão e seguiu-se com uma linha mais clean. Na logo, foi mantida a imagem da folha de menta, porém, agora, de forma simples e minimalista para remeter à origem da marca (Figura 1). Devido a essa mudança, o produto também passa a ganhar novo slogan, “Refresca no Ponto”, para transmitir a verdadeira essência da marca, ou seja, o frescor na medida certa. Figura 1 | Redesign das embalagens da marca Tic Tac. Fonte: Marca Mais (2023, [s. p.]). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 8/65 Na embalagem, foram acrescentadas a descrição do sabor e uma ilustração, e, para fortalecer ainda mais a ideia de leveza do dia a dia, Tic Tac ganha os “raios de positividade”. Além disso, o movimento e o formato das pílulas dão um ar de modernidade e dinamismo na sua concepção. Quanto às cores, continuam chamando atenção pela escolha vibrante, despertando o olhar do consumidor. Diante do lançamento da nova logo e dos raios de luminosidade indicando positividade e da embalagem, a marca reforça seu posicionamento, que é encarar os momentos da vida com mais leveza e dar uma refrescância nos pequenos momentos do dia a dia. Vamos Exercitar? Nesta aula, mergulhamos no universo do brainstorming, uma técnica crucial para impulsionar a criatividade na comunicação visual. Demonstramos como essa abordagem pode moldar briefings eficazes e fortalecer a ligação entre marcas e seu público. A problemática central abordada foi: como transformar sessões de brainstorming em fontes de ideias que evoluam para projetos visuais impactantes e alinhados com as expectativas do público? Discutimos a importância de acolher uma diversidade de perspectivas e a necessidade de um ambiente onde todas as ideias sejam consideradas. Enfatizamos como um briefing bem estruturado serve como um norte para que as ideias geradas no brainstorming se alinhem com os objetivos do projeto e as necessidades do público e exploramos um estudo de caso interessante. Após a leitura desse estudo de caso do redesenho da logo da marca Tic Tac, como você poderia contribuir, junto à sua equipe, para fazer mudanças na marca, utilizando a técnica do brainstorming para o desenvolvimento de ideias criativas? 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 9/65 Esperamos que você aplique esses conhecimentos em sua jornada acadêmica e profissional, utilizando o brainstorming para enriquecer seus projetos de comunicação visual. Que essas estratégias inspirem você a explorar novas possibilidades criativas, sempre com foco nos objetivos e no público-alvo. Saiba Mais Para expandirainda mais seu conhecimento sobre o brainstorming e sua aplicação em campos criativos, recomendamos a leitura do artigo "A exploração da criatividade, através do uso da Técnica de brainstorming, adaptada ao processo de criação em moda", de Karla Mazzotti, Ana Cristina Broega e Luiz Vidal Negreiros Gomes. Esse estudo oferece uma perspectiva detalhada sobre como o brainstorming pode ser adaptado e utilizado no processo criativo, especialmente no contexto da moda, destacando a versatilidade dessa técnica. Além disso, sugerimos que assista ao episódio 1 da série Abstract: The Art of Design, intitulado "Christoph Niemann: ilustrador", disponível na Netflix. Esse episódio proporciona uma imersão no mundo da ilustração, mostrando como a criatividade e o design se interconectam para criar obras visuais impactantes e inovadoras. Referências Bibliográficas GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2008. KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah, 2020. LUPTON, H.; PHILLIPS, J. Novos fundamentos do design. São Paulo: Cosac Naify, 2008. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 10/65 MARCA MAIS. Tic Tac está de cara nova! Marca ganha novo logotipo e nova embalagem. Marketing. 2023. Disponível em: https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta- de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/. Acesso em: 9 abr. 2024. MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo Almedina (Portugal), 2018. NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. PHILLIPS, P. L. Briefing: A Gestão do Projeto de Design. São Paulo: Editora Blücher, 2007. SANGALETTI. L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah, 2018. SANT’ANNA, A. Propaganda: teoria, técnica e prática. 7.ed. São Paulo: Pioneira, 1996. WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017. Aula 2 PÚBLICO-ALVO NA COMUNICAÇÃO VISUAL Público-Alvo na Comunicação Visual 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 11/65 https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/ https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/ Olá, estudante! Nesta videoaula, mergulharemos no mundo da comunicação visual, focando no público-alvo. Vamos explorar como conceituar o público-alvo, entender os diferentes tipos de recortes e como a comunicação visual se adapta aos novos públicos. Esse conhecimento é crucial para sua prática profissional, pois permite criar mensagens visuais mais eficazes e direcionadas, aumentando o impacto e a conexão com a audiência. Prepare-se para aprofundar seu entendimento e aplicar esses conceitos em seus futuros projetos. Não perca! Ponto de Partida Nesta aula, exploramos o público-alvo na comunicação visual, essencial para o êxito de projetos de design. Você aprenderá a definir o público-alvo e a adaptar a comunicação visual para novas audiências. Refletiremos sobre como o conhecimento do público- alvo potencializa a eficácia comunicativa. A problematização que guiará nossa jornada de aprendizado questiona: Como a compreensão detalhada do público-alvo influencia a eficácia da comunicação visual? Permaneça atento a como esse entendimento influencia a conexão e o engajamento com a audiência. Esse aprendizado é um trampolim para aprimorar suas estratégias de design, tornando-as mais impactantes e alinhadas às 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 12/65 necessidades e aos interesses do seu público. Vamos iniciar essa jornada para enriquecer sua prática profissional com uma comunicação visual mais assertiva e engajadora! Vamos Começar! Boas-vindas, estudante! Em um primeiro momento, conceituaremos público-alvo e entenderemos a sua importância ao desenvolver projetos de design, pois, se você busca atender a todo mundo, não direciona os seus esforços para quem realmente interessa. Em seguida, serão apresentados os tipos de recortes de público-alvo quanto aos aspectos demográficos, geográficos, econômicos e comportamentais. Por fim, mostraremos projetos que envolvem a aplicabilidade da comunicação visual com os seus diversos públicos, observando a acessibilidade, a diversidade e a inclusão. No design de acessibilidade, você pensará: como meu projeto pode ser acessível? Quais os elementos que devem existir no projeto para facilitar que pessoas com deficiências visuais, auditivas ou motoras consumam as mensagens veiculadas na comunicação visual? Agora que já apresentamos o que você aprenderá nessa aula, vamos continuar aprendendo mais sobre o assunto? Conceituando o público-alvo Conceituando o público-alvo (target) É comum vermos projetos de design gráfico que não “funcionaram”, em que foi investido muito dinheiro e tempo. Mas o que muitos profissionais não observaram é que o que está por trás para um projeto de design realmente dar certo é conhecer o seu público-alvo. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 13/65 Público-alvo É um grupo de consumidores que possuem necessidades e desejos em comuns (Figura 1), e que estão dispostos a adquirir produtos ou serviços que uma empresa tem a oferecer. Segundo Kotler (2006), público-alvo corresponde a um grupo de consumidores que possuem um mesmo perfil demográfico, psicográfico e comportamental, e que oferece mais oportunidades de crescimento em comparação com os públicos já explorados pela concorrência. Strunck (2007) afirma que compreender o público-alvo proporciona o conhecimento para selecionar e manipular uma série de signos, de forma a estabelecer uma comunicação num nível ideal com essas pessoas. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 14/65 Figura 1 | Público-alvo. Fonte: Unsplash. Agora que você já sabe a definição de público-alvo, aprenderemos a identificar, por meio de estudos e pesquisas, informações sobre idade, gênero, classe social, preferências, objeções, entre outras, para traçarmos o perfil mais correto possível e aplicarmos os 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 15/65 elementos visuais correspondentes dentro do público-alvo do projeto. Antes de começar a fazer a pesquisa para identificação do público- alvo, é importante definir qual será a melhor forma de elaborá-la. Existem diversas maneiras, mas, aqui, destacamos três: por formulário (devem ser objetivos, claros e diretos para conseguir obter respostas precisas), pela internet (permite a facilidade da coleta dos dados, bem como a qualidade das informações extraídas) e pela forma direta com o público (coleta informações em tempo real, o que permite analisar dados psicológicos e comportamentais). Algumas perguntas para identificar o público-alvo: Quais são as necessidades e/ou problemas para atender ao meu cliente? Quais são os desejos e/ou as demandas do consumidor? Quais são os canais off-line e/ou on-line que o meu público acessa informações? Quais são as marcas que trazem credibilidade e confiança? Quais são os concorrentes diretos e indiretos da empresa? Quais são as objeções, ou seja, o que não pode ter no projeto de design? Tipos de recortes de público-alvo Agrupar pessoas com determinada necessidade e desejo envolve uma série de variáveis, ou seja, é preciso levantar o máximo de informações para que a comunicaçãose torne mais clara e precisa. Um exemplo disso é você conseguir desenvolver um projeto de um cartaz apenas com a informação de que será direcionado para mulheres acima de 40 anos de idade. Somente com essa informação, você desenvolverá para uma grande massa de mulheres, e não para um grupo específico. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 16/65 Por isso, é importante fazer os recortes no mercado para melhor identificar quais grupos têm mais afinidade com a marca e direcionar todo o projeto para o público-alvo correto. Podemos dividir o público-alvo, chamado de também mercado-alvo, em quatro variáveis: demográfico, geográfico, psicográfico e comportamental (OGDEN, 2002). Demográfico É um tipo de classificação e agrupamento do público-alvo por categorias, como: sexo, faixa etária, classe social, renda, escolaridade, ocupação profissional, etnia e nacionalidade (Figura 2). As características sexo, classe social e faixa etária são variáveis fundamentais para direcionar o projeto de comunicação visual na sua utilização de cores, tipografia, estilo de design e forma. Os desejos dos consumidores variam muito conforme essas variáveis dentro do escopo do projeto a ser realizado. Conforme Hooley (2005), a classe social exerce uma forte influência sobre a preferência por carros, roupas, mobília, atividades de lazer, hábitos de leitura e compras de varejo. Muitas empresas oferecem produtos e serviços para classes sociais específicas. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 17/65 Figura 2 | Recorte demográfico. Fonte: Vinícius (2021, [s. p.]). Geográfico Consiste em dividir o mercado-alvo com base nas suas localizações físicas, ou seja, regiões, país, estado, cidade e bairro (Figura 3). É utilizada porque a demanda de produtos ou serviços pode variar regionalmente. Ao se criar uma logo, é importante entender as especificidades de cada localização onde a empresa atua, trazendo elementos regionalizados nas suas aplicações. Para Kotler e Keller (2002, p. 285), “a segmentação geográfica requer a divisão do mercado em diferentes unidades geográficas, como nações, estados, regiões, condados, cidades ou bairros. A empresa pode atuar em uma, em algumas ou em todas as áreas geográficas, prestando atenção nas variações locais”. Figura 3 | Recorte geográfico. Fonte: Brasil Away (2022, [s. p.]). Psicográfico Esse recorte se divide em grupos de pessoas, e nele busca-se entender as suas personalidades, por meio da coleta dos seus valores, hábitos, estilo de vida, opiniões e interesses. Podemos 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 18/65 também extrair elementos emocionais, os quais influenciarão na criação de uma peça de comunicação visual. As variáveis psicográficas ajudam a compreender por que as pessoas compram determinado produto ou serviço em determinada loja. A compreensão dessas características contribuirá para a definição de alguns aspectos do produto, como o desenho, a forma e os melhores canais de comunicação com o consumidor. De acordo com Kotler e Keller (2002, p. 288), “na segmentação psicográfica, os compradores são divididos em diferentes grupos, com base em seu estilo de vida, sua personalidade e seus valores. Pessoas do mesmo grupo demográfico podem ter perfis psicográficos diferentes”. Comportamental Utiliza como dados a maneira como os clientes interagem com a marca, por exemplo, onde compram e com qual frequência. Isso pode ajudar a expandir o produto e melhor compreender os consumidores, de acordo com a ocasião em que sentem uma necessidade, adquirem um produto ou utilizam (Figura 4). Segundo Kotler (2006), as variáveis comportamentais são: ocasiões, benefícios, status do usuário, índice de utilização, estágio de prontidão e atitudes com relação ao produto. Com base no que aprendemos, ficou claro que compreender todos os recortes de público-alvo é fundamental para facilitar a identificação dos usuários reais e quais as suas devidas necessidades a serem atendidas. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 19/65 Figura 4 | Recorte comportamental. Fonte: Thiel ([s. p.], [s. d.]). Siga em Frente... Comunicação visual e “novos” públicos Nas relações humanas, é fundamental haver a comunicação, pois é considerada uma questão vital para os seres humanos. Para quem não possui nenhuma deficiência física, intelectual ou motora, fica difícil imaginar que algumas ações do nosso dia a dia, como fazer compras, seja off-line ou on-line, assistir à televisão ou acessar as redes sociais, tornam-se uma grande dificuldade, em particular para as pessoas com deficiência visual. Dentro desse contexto, cabe ao profissional de design ficar atento a esse público, o qual requer uma atenção especial, quando for criar seus projetos, e incluir recursos que permitam acessibilidade, diversidade e inclusão. As barreiras da comunicação não acontecem somente com aquelas pessoas que têm deficiências visuais, mas também auditiva, intelectual e outras, que são impedidas de receber uma mensagem com integridade. Ao se pensar nesse perfil de público com falta de acessibilidade, o designer pode adicionar alguns recursos em seus projetos de sites, interface de games e aplicativos, tais como: audiodescrição, legenda 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 20/65 para surdos e ensurdecidos, e Libras, porém, antes disso, entenderemos melhor o que é acessibilidade. Conceito de acessibilidade É a possibilidade de pessoas com deficiência visual, auditiva ou intelectual acessarem um produto, serviço ou informação sem haver barreira, com segurança e autonomia. Acessibilidade no design No design acessível, existem diversas possibilidades que podem ser incluídas, por exemplo, nas redes sociais, pode-se evitar fonte decorativa, ter um cuidado maior com contraste de cores, bem como o uso de enfeites, pois isso tudo pode atrapalhar a visualização e a compreensão das informações visuais. Ao utilizar vídeos, deve sempre incluir a audiodescrição, pois é uma forma complementar e extremamente funcional para quem tem deficiência visual. Segundo a Web Accessibility Initiative (2013), a acessibilidade na web tem como objetivo permitir que qualquer indivíduo navegue por qualquer site e tenha total entendimento em igualdade de oportunidades, com segurança e autonomia. É pensar no design centrado no usuário que facilita e permite uma melhor acessibilidade na web, pois se concentra todo o seu foco no usuário e em suas necessidades (Figura 5). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 21/65 Figura 5 | Acessibilidade para pessoas com dificuldade de leitura. Fonte: Audima (2023, [s. p.]). Conceito de diversidade Ao se pensar em diversidade, logo vem à nossa mente a ideia de diferente, algo que foge de um padrão pré-estabelecido pela sociedade e, ao mesmo tempo, podemos associar também a algo que possa estar “errado” ou resulta em estereótipos negativos, estigmas e discriminação. No entanto, podemos enxergar de maneira contrária, entendendo que ser diverso é uma característica única dos seres vivos, então a pluralidade, heterogeneidade e variedade podem ser valorizadas em projetos criativos. Diversidade no design Ao pensar em diversidade dentro do design, podemos destacar uma marca que pode servir de inspiração: a Natura. Em todo o seu material de comunicação, ela faz questão de ampliar a representatividade de negros, mulheres, pessoas com alguma deficiênciae grupos LGBTQIA+ (Figura 6). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 22/65 Figura 6 | Design da diversidade: LGBTQIA+. Fonte: Oliveira (2022, [s. p.]). Inclusão Conforme vimos até aqui, a diversidade está associada a diversos grupos sociais, enquanto a inclusão se refere a termos uma sociedade igualitária, ou seja, entender que todos somos iguais e sem nenhuma distinção. Design da inclusão Tem como objetivo principal criar interfaces de comunicação e interação de tal maneira que possam ser acessadas pelo maior número de pessoas possível. Por exemplo, ao produzir um cartaz, o ideal é considerar as divergências físicas e mentais da audiência, para permitir uma maior abrangência da mensagem. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 23/65 Vamos Exercitar? Ao longo dessa aula, mergulhamos na identificação e compreensão do público-alvo, um aspecto crítico para o sucesso de qualquer iniciativa de comunicação visual. Abordamos como a definição precisa do público-alvo, através de recortes demográficos, geográficos, econômicos, comportamentais e psicográficos, pode aprimorar significativamente a relevância e o impacto da comunicação visual. A problematização inicial questionou como a compreensão detalhada do público-alvo influencia a eficácia da comunicação visual. Vimos que conhecer profundamente o público permite criar mensagens visuais que não só capturam a atenção, mas também ressoam significativamente com a audiência. Isso leva a um engajamento mais profundo e a uma maior eficácia comunicativa. Por exemplo, ao aplicar o conhecimento sobre o público-alvo em projetos de acessibilidade, diversidade e inclusão, os designers podem criar soluções que não só atendem às necessidades específicas de grupos diversos, mas também promovem uma inclusão mais ampla, demonstrando como o design pode ser uma poderosa ferramenta de mudança social. Encerramos essa aula convidando você a continuar refletindo sobre como aplicar seu aprendizado na sua prática profissional. Considere como o aprofundamento na compreensão do público-alvo pode transformar não apenas a eficácia de suas comunicações visuais, mas também contribuir para uma sociedade mais inclusiva e diversificada. Que outras formas você pode imaginar para aplicar esse conhecimento de maneira inovadora em seus futuros projetos de design? Saiba Mais 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 24/65 Para complementar nosso aprendizado, recomendamos a leitura do artigo "Definição do público-alvo em startups: reflexões a partir de duas startups tecnológicas de Lages/SC", de Denise Righez dos Santos de Souza, Douglas Parizotto Jacinto e Larisse Kupski, que oferece insights sobre a importância da definição do público-alvo em contextos inovadores. Além disso, assista ao filme A rede social (2010) para observar como um entendimento profundo do público-alvo universitário contribuiu para o sucesso do Facebook. Essas recomendações irão enriquecer sua compreensão e aplicação dos conceitos que discutimos. Referências Bibliográficas CONSOLO, C. Marcas-Design Estratégico: do símbolo à gestão da identidade corporativa. São Paulo: Blücher, 2018. LUPON, E. O Design como Storytelling. São Paulo: Olhares, 2020. WHELLER, A. Design de Identidade da Marca: guia essencial para toda equipe de gestão de marcas. Porto Alegre: Bookman, 2019. Aula 3 CONCEITO "CRIADOR" NA COMUNICAÇÃO VISUAL 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 25/65 Conceito "Criador" na Comunicação Visual Olá, estudante! Na jornada desta videoaula, exploraremos a intersecção entre semiótica e comunicação visual, desvendando os segredos dos signos e suas nuances linguísticas e visuais. Adentraremos também o mundo da narrativa visual, mergulhando na cocriação de experiências e na arte de contar histórias através do design. Por fim, desvendaremos os mistérios do storytelling e sua relevância na construção de marcas impactantes. Prepare-se para essa aventura de aprendizado e inspiração! Vamos juntos nessa! Ponto de Partida Nesta aula, mergulharemos em uma exploração dos conceitos de semiótica, narrativa visual e storytelling na comunicação visual. Esses conteúdos são fundamentais para qualquer profissional que busca compreender a complexidade da interação entre mensagem, público-alvo e objetivos em projetos de comunicação visual. Ao longo dessa aula, estaremos atentos a uma questão central: como utilizar a linguagem visual de forma eficaz para contar histórias que cativem e envolvam o espectador? Nossa análise nos 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 26/65 levará a refletir sobre os signos presentes na comunicação visual, explorar a importância da narrativa na construção de experiências memoráveis e entender como o storytelling pode ser uma ferramenta poderosa para estabelecer conexões emocionais com o público. Estimulamos você, estudante, a permanecer atento aos detalhes que surgirão ao longo da aula. Cada conceito discutido aqui será uma peça-chave para desvendar os desafios e as oportunidades que surgem no dia a dia profissional da comunicação visual. Prepare-se para uma aprendizagem estimulante e inspiradora, em que o conhecimento teórico se encontra com a prática profissional. Vamos explorar juntos as possibilidades infinitas da comunicação visual! Vamos Começar! Essa aula está dividida em três pontos: Semiótica e comunicação visual: reúne o entendimento do conceito sobre semiótica, sua importância e aplicação dentro de projetos de comunicação visual. A narrativa e sua utilização na comunicação visual: exploraremos diversas narrativas visuais que serão fundamentais na construção da comunicação. Compreenderemos como a linguagem pode ser mais bem explorada por meio de imagens, símbolos, cores etc. Como contar histórias? Usando storytelling: apresentaremos a técnica do storytelling para você aplicar em seus projetos e criar uma relação de empatia emocional, que pode ser feito desde o planejamento até a execução final do projeto. Vamos iniciar esse novo aprendizado? Temos certeza de que essa aula contribuirá muito para o seu aprendizado e os seus projetos de 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 27/65 comunicação visual. Boa sorte e bons estudos! Semiótica e comunicação visual Toda forma de comunicação entre os indivíduos depende de uma linguagem verbal e não verbal, que, por sua vez, é formada por signos. No caso da comunicação visual, os signos podem ser traduzidos pelas cores dos semáforos, placas de trânsito, formas e ilustrações, por exemplo. Na prática, eles podem ser vistos em toda parte e estão relacionados a elementos que podem ser naturais e culturais. Portanto, podemos observar que a semiótica, ciência dos signos, está intrinsecamente interligada com a comunicação. Origem da semiótica A palavra “semiótica” vem do grego semeion, que significa signo. A sua origem teve primeira aparição nos estudos linguísticos, e seu apogeu foi na década de 1960, por meio das pesquisas do linguista lituano Algirdas Julius Greimas (1917-1992). Apesar disso, o termo foi usado, pela primeira vez, por meio do linguista americano Charles Sanders Peirce (1839-1914). Definindo semiótica A semiótica pode ser definida como estudo dos signos, que consiste na reunião de todos os elementos que representarão algum significado e sentido para o ser humano, abrangendo tanto as linguagens verbais quanto as não verbais. O objetivo da semióticaé buscar entender como o ser humano consegue interpretar os signos e, com isso, aprimorar a forma de comunicação. Assim, é também fundamental analisar e entender o comportamento humano e de toda uma sociedade, já que as linguagens representam a forma de expressarmos os nossos pensamentos e as nossas emoções. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 28/65 Segundo Pierce (2005), é o estudo dos signos e das suas ações. Já o signo é entendido como aquilo que representa algo para alguém. Os signos, que podem ser objetos, palavras ou desenhos, representam e transmitem alguma informação, ou inúmeras informações. Quando nos referimos à semiótica, podemos dividir em alguns ramos de forma aplicada, por exemplo, a semiótica visual como sinônimo de estudo dos signos comunicados visualmente. Para Nöth e Santaella (2010), desenhos, pinturas, fotografias, cores, anúncios impressos, pôsteres, design, diagramas, logogramas, sinais de trânsito e mapas são tópicos da semiótica visual. Relação da semiótica com a comunicação visual Todo e qualquer signo, para servir como base da linguagem verbal ou não verbal, é formado por uma relação triádica: representâmen, objeto e interpretante (Figura 1). Representâmen Corresponde a algo que representa alguma coisa para alguém, ou seja, podemos afirmar que é a percepção externa do que estamos vendo, traduzida pela sua forma, cor etc. Um exemplo de um representâmen é a imagem de um milho, que traz uma forma específica e sua cor (Figura 1). Objeto Refere-se à tradução do significado da imagem, da ideia que se quer transmitir ao mostrar a imagem de um milho (Figura 1), em que esse objeto pode trazer como significado imediato a correlação com a imagem de uma pipoca. Interpretante 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 29/65 É a conexão mental e que se encontra numa posição entre o representâmen e o objeto, para trazer um significado do objeto, podendo ser representado pela embalagem de pipoca, (Figura 1). A partir dessas abordagens, podemos notar que a semiótica é fundamental nos projetos de comunicação visual, pois é uma ferramenta para ajudar a inovar e comunicar de forma eficiente, eficaz e estratégica. Figura 1 | Semiótica de Pierce. Fonte: adaptada de Pierce (2005, [s. p.]). Siga em Frente... A narrativa e sua utilização na comunicação visual Entendendo a narrativa A narrativa corresponde à representação de uma sucessão de fatos que são conectados entre si para contar uma história, podendo ser escrita, oral, visual e audiovisual, normalmente extraídas de temas do nosso cotidiano. No que tange às narrativas visuais, podemos entender como uma forma de contar histórias, sem uso de palavras, mas, sim, por meio de imagens, desenhos ou ilustrações, 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 30/65 transmitindo sentimentos e guiando o leitor por um caminho semelhante àquele formado somente por texto. Por meio dessa perspectiva, as narrativas visuais se estabelecem como um gênero que se utiliza das imagens que se relacionam entre si, transmitindo um sentido narrativo. Segundo Aumont (2003, p. 209), “uma narrativa conta uma história: por conseguinte, ela superpõe ao tempo imaginário dos acontecimentos contados, o tempo do próprio ato narrativo”. O autor nos mostra que, nas narrativas visuais, por meio de imagens, conseguimos contar histórias. Figura 2 | Narrativa visual em histórias em quadrinhos (HQ). Fonte: Freepik. Um exemplo de narrativas visuais são as histórias em quadrinhos (Figura 2), cheias de elementos visuais, personagens e texto. Para construir a narrativa de uma HQ, primeiramente, devemos responder a algumas perguntas: O quê? Quando? Onde? Com quem? Por 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 31/65 quê? Como? Qual resultado é esperado? Em segundo lugar, é importante definirmos: O que está acontecendo na cena? Qual o local que está acontecendo? Quais são os personagens na cena? Como a cena está sendo desenvolvida e quais são suas conexões entre os quadros? Qual a consequência que se espera ao final da cena? Após responder a todas essas perguntas, você estará diante de uma estrutura de narrativa visual para uma história em quadrinhos. Como construir o roteiro de HQ para a construção da narrativa visual O próximo passo é partir para a estrutura do roteiro, definir quais os personagens que estarão na cena, mostrar a trajetória do herói e do vilão, trazer elementos que mostrem conflitos, sentimentos, ou seja, fazer com que o leitor se envolva com a história. Podemos dividir nas seguintes etapas: Roteiro deve ser objetivo, simples e claro Deverá contar uma história de forma agradável, de preferência, pode utilizar o humor, se for melhor esclarecer cada quadro, conforme no esboço da Figura 3. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 32/65 Figura 3 | Roteiro de HQFonte: Shutterstock. Definir as características de cada personagem Cada personagem deve ser único, ou seja, deve-se pensar nas suas características, como cor do cabelo, tom da pele, fala, roupas e acessórios. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 33/65 Figura 4 | Personagens para HQ. Fonte: Freepik. Utilize apenas uma ação por quadro Como em uma HQ, a narrativa visual é estática, e cada ação deve ser colocada num único quadro. Por exemplo, caso queira que o personagem entre na sala, bata a porta e, em seguida, comece a discussão com alguém, deverá representar essas ações em três quadros. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 34/65 Figura 5 | Ação por quadro (frame). Fonte: Unsplash. Estude como será a transição das páginas e dos quadros É fundamental criar sempre uma expectativa, curiosidade e desejo de continuar a ler a história. Como contar histórias usando storytelling Definindo storytelling O storytelling, a arte de contar histórias, é uma prática que já faz parte do cotidiano de nossas vidas há muito tempo. Desde os nossos ancestrais, o hábito de contar histórias era corriqueiro. Sempre ao final do dia, eles se reuniam em volta das fogueiras para contar a respeito de suas caçada e conquistas. De acordo com Palacios e Terenzzo (2016), desde os tempos mais remotos, muito antes de inventarmos uma forma de registrar pensamentos e descobertas, os seres humanos contam histórias uns aos outros como forma de transmitir conhecimento. O termo storytelling se originou em 1993, nos Estados Unidos, sendo utilizado como uma importante ferramenta de comunicação 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 35/65 digital que era utilizada pelo diretor da Storycenter em um projeto da American Film Institute, na qual as pessoas de sua equipe eram estimuladas a contar histórias através de uma linguagem digital. Importância do storytelling Ao começar a contar uma história, por mais que o tema já seja de conhecimento de todos, a forma de transmitir a mensagem será única. Em função disso, você pode levar seu leitor a entrar numa jornada em que ele terá uma experiência ímpar e fará com que ele esteja em total sintonia. As histórias, em sua maioria, geram essa identificação; você pode até não lembrar quem foi o autor ou título, mas do conteúdo jamais você esquecerá. Além disso, despertam emoções, fazendopioneiros. Além disso, faça uma reflexão sobre como podem ser incorporados elementos desses movimentos em suas 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 21/84 práticas profissionais, adaptando-os às demandas contemporâneas e às necessidades do público atual. Afinal, as lições aprendidas com a história da Arte e da comunicação visual são fundamentais para impulsionar a criatividade e a inovação em nossos projetos futuros. Saiba Mais Para expandir seus conhecimentos sobre arte e comunicação visual, assista ao filme Magritte: Noite e Dia (2009), dirigido por Henri de Gerlache. Esse filme oferece uma visão da vida e obra do renomado artista surrealista René Magritte, mergulhando em sua mente criativa e explorando sua influência duradoura na arte contemporânea. Outra sugestão é a leitura do artigo "Chico Xavier em várias cores: uma análise do uso da Art Déco na capa da Superinteressante", escrito por Hanna Bárbara Noronha de Sousa Lima. Esta análise oferece uma compreensão sobre o uso da estética Art Déco na mídia contemporânea, destacando como os elementos visuais podem ser empregados para transmitir mensagens e criar impacto visual. Referências Bibliográficas ARGAN, G. C. Arte moderna: do Iluminismo aos movimentos contemporâneos. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. BARNICOAT, J. Los carteles. Barcelona: Gustavo Gili, 1972. BAZIN, G. História da arte. Lisboa: Martins Fontes, 1980. BENJAMIN, W. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994. BORBA, M. Teoria do efeito estético. Niterói, RJ: Eduff, 2003. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 22/84 CAUQUELIN, A. Teorias da arte. São Paulo: Martins Fontes, 2005. DONDIS, D. A sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. FONSECA, J. O diretor artístico. In: RAMOS, P. (org.) A Madrugada da Modernidade (1926). Porto Alegre: UniRitter, 2006. GOMBRICH, E. H. A História da Arte. 15 ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1993. HURLBURT, A. Layout: o Design da Página Impressa. São Paulo: Nobel, 2002. LEVY, P. Cibercultura. Lisboa: Instituto Piaget, 1997. LIMA, H. B. N. de S. Chico Xavier em várias cores: uma análise do uso da Art Déco na capa da Superinteressante. In: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO NORDESTE, 14, 2012, Recife. Anais [...]. Recife, PE: Intercom, 2012. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2012/resumos/ R32-0264-1.pdf. Acesso em: 8 abr. 2023. JOLY, M. Introdução à análise da imagem. Trad. José Eduardo Rodil. Lisboa: Edições 70, 2007. MEGGS, P. B.; PURVIS, A. W. História do design gráfico. 4. ed. Trad. Cid Knipel. São Paulo: Cosac Naify, 2009. MOLES, A. O cartaz. Trad. Miriam Garcia Mendes. São Paulo: Perspectiva, 1974. OLIVEIRA, C. de et al. Construtivismo Russo. In: XXI Prêmio Expocom, 21, 2014, [S. l.]. Anais [...]. [S. l.]: Intercom, 2014. Disponível em: https://www.portalintercom.org.br/anais/sul2014/expocom/EX40- 1687-1.pdf. Acesso em: 8 abr. 2023. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 23/84 http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2012/resumos/R32-0264-1.pdf. http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2012/resumos/R32-0264-1.pdf. https://www.portalintercom.org.br/anais/sul2014/expocom/EX40-1687-1.pdf. https://www.portalintercom.org.br/anais/sul2014/expocom/EX40-1687-1.pdf. ROSA, L. J. Mutações da temporalidade estética: a cultura das redes. Lisboa: Relógio d’Água Editores, 2002. SANTAELLA, L.; NÖTH, W. Imagem: cognição, semiótica, mídia. 2. ed. São Paulo: Iluminuras, 1999. SILVA, R. S. O grafismo como linguagem. Revista de Comunicação, Cultura e Teoria da Mídia, São Paulo, n. 3, p. 109- 169, jul. 2003. Disponível em: http://www.cisc.org.br/portal/jdownloads/Ghrebh/Ghrebh- %203/10_souza_silva0.pdf. Acesso em: 8 abr. 2023. WARNCKE, C. Pablo Picasso 1881-1973. Los Angeles: Taschen America Llc, 2007. Aula 2 RELAÇÕES ENTRE IMAGEM E TEXTO NA COMUNICAÇÃO VISUAL Relações entre Imagem e Texto na Comunicação Visual Olá, estudante! Nesta aula, mergulharemos no universo da criação de campanhas visuais impactantes. Você sabe o que é a Teoria da Gestalt? Ela pode revolucionar suas estratégias de comunicação e ajudá-lo a conquistar seu espaço em um mercado cada vez mais competitivo. Não perca essa oportunidade de aprimorar suas 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 24/84 http://www.cisc.org.br/portal/jdownloads/Ghrebh/Ghrebh-%203/10_souza_silva0.pdf. http://www.cisc.org.br/portal/jdownloads/Ghrebh/Ghrebh-%203/10_souza_silva0.pdf. habilidades! Pronto para transformar conceitos em resultados? Vamos lá! Ponto de Partida Bem-vindo à nossa aula sobre a importância do uso estratégico de palavras e imagens na comunicação visual. Vamos explorar como esses elementos desempenham um papel fundamental no mercado de vendas de produtos e serviços, e como podem impactar positivamente o sucesso de uma marca. A problematização que nos guiará nessa aula é: como podemos utilizar palavras e imagens de forma estratégica para aumentar a visibilidade e o sucesso de um produto ou serviço no mercado? Aproveite essa oportunidade para aprender e descobrir como aplicar esses conceitos no seu cotidiano profissional. Lembre-se de que entender a importância da comunicação visual pode ser a chave para diferenciar uma marca e alcançar os objetivos de negócio. Vamos Começar! Nessa aula, abordaremos como o emprego de termos e representações gráficas na elaboração de comunicações visuais constitui uma das principais táticas para gerar efeito no âmbito comercial de bens e serviços. A seleção adequada de termos e 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 25/84 representações gráficas deve ser pautada pela mensagem a ser transmitida e pelo público-alvo a ser alcançado. Esse conteúdo evidencia a eficácia de uma linguagem visual clara e de fácil compreensão, ou seja, que seja prontamente identificável e entendível pelo público-alvo. Ademais, a escolha criteriosa das tonalidades e do design é também crucial para conceber uma comunicação visual singular e distintiva. São estratégias simples que geram impacto no mercado quando se empregam termos e representações gráficas de forma criativa, ampliando a visibilidade e o êxito de uma marca, produto ou serviço no mercado. Palavra e imagem Atualmente, a sociedade se apresenta imersa em elementos visuais. Seja no dia a dia ou no ambiente de trabalho, quase tudo ao nosso redor é rodeado por elementos visuais. A contemporaneidade é vista como a “era da informação visual”, e, perante esse grande fluxo de informações, estruturar visualmente as informações torna mais simples e claro o entendimento da mensagem. A Teoria da Gestalt, que surgiu no campo da psicologia alemã na década de 1920, teve como seus fundadores os alemães Max Wertheimer (1880-1943) e Kurt Koffka (1886-1941), que a definiram com o aforisma "o todo é maior que a soma de suas partes". Analise a Figura 1: o que é possível identificar? Dois perfis? Um cálice? Para compreender as partes, é preciso, primeiro, que se compreenda o significado do todo. As formas, juntas, compreendem o todo. Isso determina a forma como o indivíduo percebe a informação visual que o cerca através da lei da proximidade, da semelhança, da boa continuação e do destino comum. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 26/84 Figura 1 | Forma e percepção. Fonte: Pixabay. De acordo com O’Connor (2013, p. 87): A lei da Proximidade consisteo leitor guardá-las em sua memória ou até mesmo se colocar na pele do personagem. Por fim, podemos dizer também que o uso dessa técnica, quando feita de forma bem- estruturada e elaborada, consegue seduzir com facilidade o seu público. Principais elementos que compõem um storytelling Mensagem: é o ponto-chave de onde partirá todo o discurso narrativo, no qual será construído, e a mensagem precisa ser forte o suficiente para despertar o interesse do público e ficar na sua memória. Ambiente: é o lugar onde acontecerá a história, e é importante que seja descrito de forma detalhada para aumentar a imersão e o envolvimento do público. Personagem: podemos dizer que é figura principal da narrativa, pois é ele que guiará o público para essa jornada, buscando criar essa sinergia para gerar uma identificação. Conflito: é o elemento que dará sentido à narrativa da história, e é importante que a jornada seja difícil de ser alcançada, mas alcançável, de forma que o personagem consiga atingir o objetivo esperado. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 36/65 Storytelling aplicado em marcas A Dove é uma marca que tem como objetivo trazer a autoestima às suas consumidoras. Na visão da empresa, todos os seus produtos devem transformar a beleza em confiança, e não em ansiedade. Na campanha “Retratos da Beleza” (Figura 6), um artista faz retratos- falados das mulheres de acordo com suas autodescrições; depois, por meio da descrição de terceiros a respeito da mesma mulher, mostra que há uma grande diferença entre os dois relatos. O resultado é que a descrição do desconhecido era muito mais bonita e real do que a da própria pessoa. Figura 6 | Campanha “Retratos da Beleza”, da marca Dove. Fonte: Costa (2013, [s. p.]). Vamos Exercitar? Ao concluirmos essa aula, estabelecemos uma compreensão sólida da semiótica, da narrativa visual e do storytelling na comunicação visual, elementos cruciais para a eficácia comunicativa em qualquer projeto visual. A problematização inicial nos levou a questionar como a linguagem visual pode ser otimizada para narrar histórias que não apenas capturam a atenção, mas também ressoam profundamente com o público. Durante nossa jornada, exploramos como a semiótica oferece as bases para entender e utilizar signos de forma que comuniquem efetivamente a mensagem desejada. Vimos que a narrativa visual não se limita a uma simples disposição de imagens, mas é uma 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 37/65 construção cuidadosa que guia o espectador por uma experiência significativa e envolvente. Além disso, descobrimos como o storytelling, ao ser incorporado na comunicação visual, transforma informações em histórias memoráveis e estabelece uma conexão emocional forte com o público. Para aplicar esses conhecimentos, encorajamos você a considerar não apenas o que sua mensagem comunica, mas como ela é percebida e interpretada pelo público. Pense em como os elementos visuais podem ser alinhados para contar uma história coesa, e como o storytelling pode ser integrado para dar vida a essa narrativa, garantindo que sua comunicação seja não apenas vista, mas sentida e lembrada. Como caminhos adicionais de resolução, reflita sobre como esses conceitos podem ser adaptados e aplicados em diferentes contextos de comunicação visual, desde o marketing até a arte, e como podem ser usados para abordar e resolver desafios específicos do seu campo de atuação. Saiba Mais Queremos compartilhar com você duas preciosidades que certamente vão enriquecer sua compreensão sobre comunicação visual. Primeiro, recomendamos a leitura do artigo "A relação entre semiótica e design", de Gabriela B. Mager. Essa leitura vai abrir novas perspectivas sobre como a semiótica se entrelaça com o design, mostrando como os signos e símbolos são essenciais na criação de mensagens visuais impactantes. Além disso, não deixe de conferir o episódio "REPRISE: O vale-tudo das ‘narrativas’", do podcast O Assunto, de 24 de dezembro de 2021. Esse episódio trata do uso de narrativas no contexto político- social do Brasil. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 38/65 Referências Bibliográficas AUMONT, J. Dicionário teórico e crítico de cinema. Campinas: Papirus, 2003. GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2008. KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah, 2020. LUPTON, E. O design como storytelling. São Paulo: Olhares, 2022. MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo Almedina (Portugal), 2018. NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. NÖTH, W.; SANTAELLA, L. Imagem: Cognição, Semiótica, Mídia. São Paulo: Iluminuras, 1998. PALACIOS, F.; TERENZZO, M. O Guia Completo do Storytelling. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016. PIERCE, C. S. Semiótica. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005. SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah, 2018. WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017. Aula 4 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 39/65 IDENTIDADE VISUAL Identidade Visual Olá, estudante! Nesta videoaula, você irá explorar os fundamentos essenciais da comunicação visual. Descubra o papel crucial dos signos visuais na transmissão de mensagens, aprenda a criar moodboards para potencializar sua criatividade e mergulhe na importância da paleta de cores e identidade visual. Esses conhecimentos são fundamentais para o desenvolvimento de projetos de design impactantes e eficazes. Prepare-se para essa jornada de aprendizado! Vamos lá! Ponto de Partida Boas-vindas à nossa aula sobre identidade visual! Vamos explorar aspectos essenciais que permeiam a construção de uma identidade visual sólida e eficaz. Nossa problematização central será: Como podemos utilizar os signos visuais, moodboards e paletas de cores para construir uma 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 40/65 identidade visual coesa e impactante? Fique atento a cada tópico abordado! Ao longo dessa aula, convido você a refletir não apenas sobre os conceitos teóricos, mas também sobre sua aplicabilidade prática. Lembre-se de que os conhecimentos adquiridos aqui não são apenas acadêmicos, mas têm um impacto direto em sua prática profissional. Então, esteja preparado para absorver todo o conteúdo e descobrir como ele pode transformar suas futuras criações. Vamos Começar! Essa aula está dividida em três pontos: 1. Sistema de signos visuais: abordaremos os signos que servem de instrumentos para a comunicação visual transmitir uma informação ou mensagem para uma pessoa. 2. Referências visuais e moodboard: mostraremos como criar um moodboard para ajudar na sua produção de qualquer projeto de comunicação visual. 3. Paleta de cores e identidade visual: apresentaremos os diversos tipos de modos de cores, tanto para impressão quanto para web; além disso, aprenderemos como elaborar uma identidade visual completa de uma marca de uma empresa. Boas-vindas a esse novo aprendizado! Iniciaremos a imersão deste vasto conteúdo que contribuirá muito para o seu aprendizado e os seus projetos de design. Boa sorte e bons estudos! Sistema de signos visuais Charles Sanders Pierce, o pai da semiótica, junto ao seu seguidor, Charles Morris (1901-1979), filósofo americano, definem os signos visuais como imagens que são representadas por um objeto ou alguma coisa por sua semelhança e que possua as mesmas características do objeto. 02/10/2024, 19:32Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 41/65 Segundo Santaella (2002), existem instrumentos que possibilitam de tal forma observar diferentes tipos de signos e os modos como se relacionam entre si. Em Semiótica aplicada, de Santaella (2002), através de um percurso metodológico-analítico, você compreende as diferentes naturezas das mensagens verbais e não verbais, ou seja, as visuais. Além disso, é possível fazer uma relação direta entre os tipos de signos e as diferentes formas de representação da imagem. Definição de signo visual O signo visual pode ser caracterizado como um instrumento da comunicação visual para transmitir uma informação ou mensagem, ou até mesmo para indicar alguma coisa a alguém. Os signos visuais estão presentes em todos os lugares que utilizamos, desde as sinalizações dentro do aeroporto, indicações das salas dos hospitais, silhuetas utilizadas em portas de banheiros para identificação do sexo masculino e feminino, ou seja, faz parte de todo o nosso universo espacial. Segundo Pierce e Charles Morris, o signo é dividido em três tipos básicos: ícone, índice e símbolo. Ícone: a palavra ícone vem do grego eikon (significa imagem) e representa um objeto por sua semelhança, já que tem as mesmas características e especificidades que o objeto. Um ícone pode utilizar vários elementos, como forma, cor, textura ou até mesmo som para criar essa relação entre a imagem e a ideia (Figura 1). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 42/65 Figura 1 | Ícones das redes sociais. Fonte: Freepik. Índice: é o primeiro signo utilizado pelo ser humano, pois busca uma relação contínua como representação. Estabelece uma associação quase que imediata de uma coisa à outra, por meio da experiência adquirida anteriormente. Ele é representado por uma ação ou algum processo físico. No exemplo da ação, podemos mencionar a fumaça que indica fogo, uma nuvem escura indicando chuva (Figura 2), uma seta indicando uma direção; no caso do processo físico, folhas caídas no chão representando a mudança de estação do ano. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 43/65 Figura 2 | Representação do índice: nuvem escura no céu indicando chuva. Fonte: Unsplash. Símbolos: são signos visuais normalmente feitos de forma abstrata e se referem a um objeto por mera associação de ideias, ou seja, por convenção. Eles são facilmente compreendidos por todos, independentemente de sua nacionalidade. Por trás de sua construção, os símbolos representam ideias, conceitos em suas composições (Figura 3). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 44/65 Figura 3 | Símbolos visuais religiosos. Fonte: Freepik. Referências visuais e moodboard Moodboard É uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento criativo, que corresponde na prática a um mural de referências visuais composto por cores, formas, imagens, estilos e vídeos para representar o conceito do projeto a ser desenvolvido. Segundo Lopes (2018, [s. p.]), “[...] embora o Moodboard ou painel semântico seja uma técnica usada por designers para facilitar a criação de artes que devem seguir uma unidade visual, ela pode ser adaptada para o dia a dia de profissionais ‘não designers’ e empresas”. A sua principal função é servir de inspiração, pois você terá reunido em um único local todos os elementos visuais que ajudaram a definir o conceito, a identidade, ou melhor dizendo, a essência do que 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 45/65 faltava para tornar o projeto final ainda mais especial. Normalmente, essa ferramenta de trabalho é utilizada por designers e pelas áreas de publicidade, arquitetura e moda. Um moodboard pode ser feito de maneira física, utilizando recortes, colagens, desenhos, pinturas, jornais e revistas (Figura 4). Figura 4 | Moodboard físico. Fonte: Freepik. Moodboard digital é utilizado por meio de programas, como Adobe Photoshop ou similares, como GoMoodboard e Canva, para reunir as informações e imagens da internet ou sites de referências de imagem, como o Pinterest (Figura 5). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 46/65 Figura 5 | Moodboard digital. Fonte: Freepik. Dentro do moodboard, podem ser adotados três títulos para melhorar organizar as ideias: painel para público-alvo, painel para o conceito criativo e painel visual do produto. No painel para o público-alvo, após o estudo e a entrevista para a busca de informações concretas, fica mais fácil o desenvolvimento das características da marca a ser elaborada e da apresentação do projeto para o cliente (Figura 6). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 47/65 Figura 6 | Painel de público-alvo (moodboard). Fonte: Pazmino (2017, p. 106-107). O painel conceitual é todo direcionado ao produto que se venderá, trazendo significado e não somente buscando ideias por meio de imagens, mas, sim, envolvendo todo o contexto. Esse painel tem que ser direto, claro, simples e trazer o estilo do comportamento do público-alvo, fazendo com que o designer consiga ter um direcionamento melhor no momento da execução (Figura 7). Para Pazmino (2017, p. 163), “a técnica serve como meio de comunicação que permite que toda a equipe entre em consenso em relação à interpretação de mesmo significado de forma a alcançar o mesmo objetivo projetual.”. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 48/65 Figura 7 | Painel conceitual (moodboard). Fonte: Freepik. Já o painel visual tem como funcionalidade estabelecer o tema ou conceito para que toda a equipe envolvida no projeto criativo entre em consenso, e ele deve ser confrontado com as demais informações anteriormente coletadas nos outros painéis (público e conceitual) (Figura 8). Figura 8 | Painel visual (moodboard). Fonte: Freepik. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 49/65 Podemos afirmar que, ao utilizar o moodboard, o designer consegue fazer um projeto com muito mais detalhamento, de forma mais direcionada para o seu público-alvo, e ainda consegue progredir de maneira mais consistente na construção dos projetos criativos, havendo uma identidade e uma linguagem visual única. Siga em Frente... Paleta de cores e identidade visual Corresponde a um conjunto de cores que são previamente selecionadas e utilizadas de forma harmônica, com o objetivo de transmitir uma ideia para quem visualiza dentro de uma identidade visual. A paleta de cores deve ser utilizada em todos os produtos gráficos que a logo estiver presente, por exemplo, cartão de visita, folheto, cartaz e até na assinatura digital; além disso, deve ser aplicada no site, no aplicativo e nas redes sociais. Tipos de paleta de cores CMYK: chamado também de Escala Europa, é a paleta de cores utilizada para impressão em gráfica, em que o C é ciano, M é magenta, Y é amarelo e K é preto. Quando utilizamos as quatro cores, estamos diante de policromia (Figura 9). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 50/65 Figura 9 | Paleta de cores – CMYK. Fonte: Shutterstock. RGB: esse modo de cores de paleta é utilizado emdispositivos eletrônicos, como TV, monitores de computador, mídias digitais e sites. É formado pelas cores vermelho (R), verde (G) e azul (B) (Figura 10). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 51/65 Figura 10 | Paleta de cores – RGB. Fonte: Shutterstock. Segundo Pedrosa (2002), as cores aditivas possuem como cores primárias o vermelho, o verde e o azul; quando somadas, obtém-se o branco. Elas ficaram originalmente conhecidas pela sigla em inglês RGB (Red, Green, Blue) e são utilizadas no meio digital, isto é, nas telas de computadores e smartphones. Já as cores subtrativas têm como cores primárias ciano, magenta e amarelo, logo a soma delas gera o preto, e assim foram denominadas de CYMK (Cyan, Magenta, Yellow e Key). Esse sistema de cor é utilizado em impressões como jornais e revistas. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 52/65 PANTONE: é uma escala de cores representada por um sistema numérico com alta precisão, padronização e regularidade. Além disso, é uma paleta de cores de uso universal (Figura 11). Figura 11 | Paleta de cores PANTONE.Fonte: Freepik. Conceituando identidade visual Identidade visual é a combinação de vários elementos gráficos, que tem como objetivo comunicar uma ideia, um produto, um serviço ou uma empresa. Os principais elementos que fazem parte da identidade visual são: a marca (que pode ser um logotipo, por exemplo), tipografia, paleta de cores e materiais de aplicação (folhetos, cartazes, outdoor, material de papelaria etc.) (Figura 12). A identidade é a expressão visual e verbal de uma marca. Ela dá apoio, expressão e comunicação à marca, além de sintetizar e dar visibilidade a ela. Você pode vê-la, tocá-la, agarrá-la, ouvi-la, observá-la se mover (WHEELER, 2008). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 53/65 Figura 12 | Manual de identidade visual. Fonte: Freepik. Elementos da identidade visual Logotipo: é o nome da marca representado com tipografia que pode estar na sua forma original, alterada ou redesenhada, cujo objetivo principal é mostrar a personalidade e as características da empresa de uma forma única (Figura 13). Figura 13 | Logotipo da Coca-Cola. Fonte: Freepik. Símbolo: quando um desenho é feito de maneira minimalista, ou seja, com poucos traços e que representa e identifica um nome, uma ideia, um produto ou um serviço, ele passa a ser o símbolo da marca (Figura 14). 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 54/65 Figura 14 | Símbolo da Nike. Fonte: Wikimedia Commons. Tipografia: é o estudo de tipos de letra, chamado também de fonte de letra, que faz parte do arranjo visual tanto na composição do logotipo quanto na definição da fonte padrão para usar nos materiais de aplicação (Figura 15). Figura 15 | Tipografia. Fonte: Shutterstock. Vamos Exercitar? Ao longo dessa aula, exploramos como os signos visuais, os moodboards e as paletas de cores são essenciais para construir uma identidade visual coesa e impactante. A problematização inicial questionava como utilizar esses elementos para alcançar esse objetivo. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 55/65 Para resolver essa questão, aprendemos que os signos visuais, como ícones, índices e símbolos, são fundamentais na transmissão de mensagens visuais. Compreendemos como cada tipo de signo pode ser utilizado de forma estratégica para comunicar ideias específicas. Em seguida, ao explorar o conceito de moodboard, entendemos como essa ferramenta pode auxiliar na visualização e organização de conceitos, inspirando e direcionando o processo criativo. Finalmente, discutimos a importância da paleta de cores na identidade visual, explorando os diferentes sistemas de cores e suas aplicações. Ao relacionar esses conteúdos com a problematização inicial, percebemos que a utilização consciente e estratégica desses elementos é essencial para construir uma identidade visual coesa e eficaz. Como reflexão adicional, convido você a explorar como esses elementos podem ser adaptados e combinados de maneira única para atender às necessidades específicas de cada projeto. Experimente aplicar os conhecimentos adquiridos nessa aula em suas futuras criações, explorando diferentes combinações e abordagens para alcançar resultados ainda mais impactantes. Saiba Mais Que tal mergulhar em duas fontes ricas de conhecimento e inspiração? Para expandir seus horizontes no mundo do branding e da comunicação visual, leia o artigo "Análise da influência dos elementos da identidade visual no reconhecimento das marcas por parte do consumidor”, de Maurício Bramorvsky Junior e Gisele Baumgarten Rosumek. Descubra como os elementos visuais moldam a percepção das marcas pelos consumidores. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 56/65 E que tal uma sessão de cinema para aprender com uma história real de sucesso empresarial? Assista ao filme Fome de poder (2017), que narra a ascensão do McDonald's e oferece insights valiosos sobre empreendedorismo, branding e construção de identidade corporativa. Não perca essa oportunidade de aprender e se inspirar! Referências Bibliográficas GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2008. KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah, 2020. MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo Almedina (Portugal), 2018. NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. PAZMINO, A. V. Como se cria: 40 métodos para design de produtos. São Paulo: Blücher, 2017. PEDROSA, I. Da cor à cor inexistente. 8. ed. Rio de Janeiro: Léo Christiano Editorial Ltda., 2002. SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah, 2018. SANTAELLA, L. Semiótica aplicada. São Paulo: Thomson, 2002. WHEELER, A. Design de Identidade da Marca. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 57/65 Encerramento da Unidade ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO VISUAL Videoaula de Encerramento Olá, estudante! Nesta videoaula de encerramento, você mergulhará na análise crítica de um projeto de identidade visual. Exploraremos como elementos como paleta de cores, tipografia e símbolos visuais se integram para criar uma comunicação eficaz e alinhada ao público-alvo. Esse conteúdo é crucial para sua prática profissional, pois destaca a importância de uma narrativa visual coesa e impactante. Prepare-se para aplicar esses conhecimentos em seus futuros projetos. Não perca! Ponto de Chegada Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que é avaliar criticamente os desafios e necessidades que precedem um projeto de comunicação visual, é essencial conhecer os conceitos 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 58/65 fundamentais que moldam a interação entre a mensagem a ser transmitida, o público-alvo e os objetivos definidos. Inicia-se com a geração de ideias criativas através do brainstorming, que alimenta a construção de briefing detalhado e estratégico. Isso permite conectar a marca ao público-alvo de forma inovadora e eficaz. Compreender as nuances do público-alvo é fundamental para que a comunicação visual ressoe de forma genuína e impactante.A partir daí, constrói-se uma narrativa visual envolvente usando a semiótica para analisar e aplicar o sistema de signos visuais de maneira que fortaleça a mensagem desejada. A identidade visual é, então, definida utilizando ferramentas como referências visuais e moodboards, e uma paleta de cores cuidadosamente escolhida, estabelecendo um padrão visual coeso que reflete os valores e a essência da marca. É Hora de Praticar! Este estudo de caso é uma adaptação do projeto de redesenho da marca Tic Tac feita pela agência Blippu, sob a coordenação do diretor de marketing Fabio Pessoa. A proposta de estudo de caso é para você sedimentar a sua aprendizagem obtida ao longo da unidade. Descrição do problema estudado A pastilha Tic Tac é uma marca do grupo Ferrero, indústria italiana criada em 1969. Para poder se tornar uma marca de sucesso, ela não se pautou nas outras marcas consagradas da empresa, como Kinder ou Nutella, e, sim, buscou fazer algo diferente e lançou as pequenas balas de menta, as quais receberam o nome, inicialmente, de Refreshing Mints. Pouco tempo depois, devido à forma divertida de se consumir o produto, além de refrescar momentos do dia a dia, uma das principais características de comunicação foi explorar as 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 59/65 caixinhas. Por causa do barulho emitido ao balançar as balas, o nome da pastilha passou a ser Tic Tac. O sucesso foi quase que instantâneo, por ser um produto refrescante e que cabia no bolso, sendo fácil de ser transportada. No Brasil, somente em 1995 é que foi lançada a pastilha Tic Tac. Nessa época, a marca começou com vários sabores clássicos, como menta, canela, laranja, hortelã, acerola e manga, e, atualmente, tem mais de 50 sabores, variando de país para país, não incluindo as edições limitadas, como as feitas para momentos específicos, como Halloween e Natal. São vendidas em uma embalagem plástica transparente para ser levada no bolso. O símbolo da marca é representado pela folha de hortelã. Ela tem como característica ser um produto que traz refrescância para o ritmo e os hábitos frenéticos da vida moderna. Objetivo proposto A empresa do grupo Ferrero contratou um escritório de design, e você será o designer que ficará responsável por fazer o redesign da marca Tic Tac e a sua identidade visual. Como a marca possui em sua essência o frescor e a refrescância ao consumir as pastilhas, foi solicitado que ela tivesse um novo reposicionamento, de tal maneira que incentivasse ainda mais o momento de leveza quando as pastilhas fossem consumidas, frente aos momentos cada vez mais frenéticos do nosso dia a dia. Além disso, a logo deverá seguir uma linha mais clean, minimalista, com poucos traços, e a embalagem deve ter uma característica única na sua imagem para cada sabor, mas, ao mesmo tempo, todos os sabores devem se conectar entre si, mostrando sua importância para o enfrentamento dos desafios dos nossos dias atuais. Ainda dentro dessa proposta, é importante que se crie um personagem que possa trazer uma narrativa contando a história do motivo desta mudança. Reflita 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 60/65 Agora, reflita sobre o seguinte: Como o processo de brainstorming pode influenciar a eficácia da comunicação visual em um projeto? De que maneira a compreensão detalhada do público-alvo contribui para a construção de uma narrativa visual mais eficaz? Qual a importância da escolha dos elementos visuais, como a paleta de cores, na definição da identidade visual de um projeto? Para solucionar esse estudo de caso, avalie o contexto que foi apresentado. E responda às seguintes perguntas: Esse projeto será direcionado para qual público-alvo? Quais são as informações fundamentais que devem estar contempladas no briefing para sua fiel execução? Quais são os elementos essenciais para a construção da identidade visual? Quais etapas serão necessárias para a elaboração de uma narrativa utilizando a técnica do storytelling? Utilize o que você aprendeu para encontrar uma solução para esse caso. Resolução do estudo de caso Para solucionar esse estudo de caso, antes de começar a criar a logo e, sem seguida, desenvolver a identidade visual, é fundamental que se conheça a fundo quem é o público-alvo, ou seja, o grupo para o qual será direcionado todo o projeto de comunicação visual. Tendo em vista que o público-alvo será jovens, na faixa etária entre 18 a 30 anos, correspondentes à geração dos millenials, e o propósito é incentivar mais leveza ao consumir as pastilhas em nosso dia a dia frenético, ao começar a desenvolver a logo, deve-se investir em traços e cores que remetam à criatividade, ao despojamento, à diversão e à descontração. Para isso, é 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 61/65 fundamental trazer todos esses elementos para dentro de um moodboard, quadro de referências visuais, que pode ser feito na rede social Pinterest. Ao começar a desenvolver a novo logo para as pastilhas Tic Tac, conforme se encontra no briefing do estudo de caso, deve-se manter a folha de menta, que corresponde ao símbolo característico da marca, remetendo às suas próprias origens, porém trabalhando de forma mais clean, minimalista, ou seja, com poucos traços. Com a mudança da nova logo, pode-se incluir uma frase curta para ser colocada no slogan, como “Refresca no Ponto”, fortalecendo ainda mais a leveza que foi proposta inicialmente. Nos rótulos, em que estarão a nova logo e os sabores, elementos gráficos que transmitam mais positividade para encarar os desafios do dia a dia agitado podem ser incluídos. Para haver a distinção dos sabores, é fundamental a escolha de cores que possam remeter diretamente ao sabor da pastilha. Nesse momento, fazemos um resgate do aprendizado sobre semiótica de Charles Pierce, em que cada objeto terá um significado único, mas, ao mesmo tempo, devemos pensar na conexão de todos os sabores, formando uma identidade dessa linguagem visual. Após ter definidos a logo e os rótulos, passamos para a próxima etapa, que é a reunião de todos esses elementos visuais em um manual de identidade visual. Deverá contemplar, no primeiro momento, a defesa do processo criativo da nova logo; em seguida, a estrutura de construção da logo com sua malha, as proporções de tamanhos que podem ser utilizados e as versões em quadricromia, positiva e negativa. Quanto à tipografia, deve-se definir uma fonte principal e uma secundária que acompanhará a logo, para uso nos títulos e na parte escrita em todos os meios de comunicação que forem produzidos. Ao definir a paleta de cores para a logo e os seus sabores, é importante de incluir os modos CMYK (para impressão), RGB (para os meios digitais) e PANTONE (para cores especiais). Lembrando que as cores devem ser vivas, para haver uma 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 62/65 comunicação direta com o público jovem. Nas aplicações das marcas, pode-se pensar em brindes que podem levar a marca, como chaveiros, bonés, camisetas etc. Para completar esse estudo de caso, respeitando o briefing, podemos pensar em um personagem com certas características, ou seja, cor da pele, cabelo, corpo, altura e forma de falar. Dessa maneira, começamos o processo de construção narrativa que deverá ter roteiro, cenário, tempo e narrador para contar, por meio da técnica do storytelling, sobre a mudança da nova logo. Dê o play! Assimile 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 63/65 Referências GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráficamoderna. Porto Alegre: Bookman, 2008. GOMES, D. et al. Introdução ao Design Inclusivo. Curitiba: Appris, 2020. KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah, 2020. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2006. MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo Almedina (Portugal), 2018. NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. 02/10/2024, 19:32 Estratégias de Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 64/65 OGDEN, J. R. Comunicação Integrada de Marketing: modelo prático para um plano criativo e inovador. 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No que refere-se à lei da Boa Continuação, as formas, objetos ou elementos de design que sugerem linhas ou curvas são percebidos como elementos visuais distintos, mas percentualmente são agrupados de maneira que se crie um 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 27/84 novo elemento visual. Por último, a lei de Destino Comum propõe que grupos de formas ou elementos de design que partilham uma orientação semelhante, movimento ou configuração, tendem a ser percebidos como um grupo. Texto e elementos visuais formam diferentes imagens; juntos, são elementos fundamentais na comunicação visual. Eles são capazes de transmitir uma mensagem de forma clara e eficiente (Figura 2). A palavra, em forma de texto, é capaz de expressar ideias, conceitos e informações precisas. Ela pode ser usada para fornecer detalhes específicos, instruções ou para transmitir uma mensagem emocional. A escolha das palavras corretas e sua disposição no design da comunicação visual é essencial para garantir que a mensagem seja transmitida de forma clara e eficiente. A imagem, por outro lado, é capaz de evocar emoções, sensações e ideias através de elementos visuais, como cores, formas e texturas. Ela pode ser usada para transmitir uma mensagem de forma instantânea e impactante, sem a necessidade de muito texto ou explicação. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 28/84 Figura 2 | Cartaz da Oficina “Viver sem fumo é melhor”, da Escola de Medicina da Bahia. Fonte: Escola de Medicina e Saúde Pública Bahiana (2013, [s. p.]). Na comunicação visual, a imagem pode ser usada para chamar a atenção, criar uma atmosfera, reforçar uma ideia ou representar um conceito abstrato. Quando palavra e imagem são combinadas, pode-se criar uma comunicação visual que seja poderosa e eficaz. Ao escolher as palavras e imagens corretas, é possível gerar um design que transmita uma mensagem coerente e que seja capaz de comunicar com eficiência a ideia desejada. Portanto, elementos tipográficos e configurações visuais são diretrizes, ferramentas ou técnicas básicas para o desenvolvimento de cartazes, leiautes, embalagens, banners ou qualquer outro meio de mensagem que utilize elementos gráficos impressos ou digitais. É, portanto, incessantemente moldado e atualizado para definir uma forma clara e concisa para atender aos objetivos de comunicação desejados. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 29/84 Análise e compreensão do produto e do problema Atualmente, características como disponibilidade e preços baixos não são mais diferenciais suficientes para a maioria dos produtos e marcas. Não é mais aceitável que determinados produtos sejam de qualidade questionável ou estejam esgotados no mercado para o consumidor. Um dos pontos fundamentais para o sucesso de um produto é entender como funciona o design de comunicação visual para o varejo e quais as vantagens que isso traz de impacto na fidelização com o consumidor. A embalagem, o rótulo e o leiaute de um produto são muito mais do que simplesmente o que envolve ou difere o produto dos demais. Eles são, ao mesmo tempo, uma entidade física, estática e finita que está na prateleira esperando por nós. Entretanto, o aspecto perceptual de uma marca ou produto existe no espaço psicológico – em nosso subconsciente, onde é dinâmico e maleável. Para que isso seja alcançado, é necessário entender a relação entre imagem, produto e consumo para diferentes mercados consumidores. A imagem que um produto transmite é um dos principais fatores que influenciam a decisão de compra dos consumidores. A comunicação visual é uma ferramenta poderosa para transmitir essa imagem e influenciar o comportamento do consumidor. É importante entender as necessidades, os desejos e as expectativas dos consumidores em relação ao produto e identificar as tendências e os padrões de consumo desse mercado. A partir desse conhecimento, pode-se desenvolver embalagens, campanhas e rótulos que atendam às demandas do mercado e que sejam atrativos para o público-alvo. A escolha da imagem e da comunicação visual é fundamental para transmitir a mensagem e os 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 30/84 valores do produto, e criar uma identidade visual forte e coerente com a mensagem e os valores de uma marca. O uso da palavra e da imagem em embalagens de produtos é muito importante para atrair e informar o consumidor. A embalagem é a primeira impressão que o consumidor tem do produto e, por isso, deve ser bem pensada e elaborada. Por exemplo, na Figura 3, referente a alimentos orgânicos, a imagem de produtos naturais e saudáveis é um fator decisivo na escolha do consumidor. A comunicação visual deve transmitir essa imagem, utilizando cores e elementos que remetam à natureza e ao bem-estar, além de informações claras sobre a origem e a qualidade dos produtos. Figura 3 | Embalagem dos produtos orgânicos Terra Mãe. Fonte: Food Innovation (2022, [s. p.]). A imagem na embalagem é responsável por chamar a atenção do consumidor e apresentar a ideia do produto. Ela pode ser usada para ilustrar o produto, destacar suas características, mostrar seus benefícios, transmitir uma sensação ou criar uma identidade visual que se conecte com o público-alvo. A imagem também pode ser utilizada para trazer informações importantes, como a forma de uso, a composição ou os ingredientes do produto. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 31/84 Já no mercado de tecnologia (Figura 4), a imagem de produtos modernos e inovadores é um fator importante para a decisão de compra do consumidor. A comunicação visual deve transmitir essa imagem, utilizando cores e elementos que remetam à tecnologia e à inovação, além de informações claras sobre as funcionalidades e a qualidade dos produtos. Figura 4 | Anúncio dos smartphones Galaxy Z Flip 4 e do Galaxy Z Fold 4. Fonte: Submarino (2022, [s. p.]). Para desenvolver produtos diversos, é necessário entender a relação entre imagem, produto e consumo para diferentes mercados consumidores, e utilizar a comunicação visual de forma estratégica para transmitir a mensagem e os valores do produto. A imagem e a comunicação visual são fatores decisivos para influenciar o comportamento do consumidor e criar uma identidade visual forte e coerente com a mensagem e os valores da marca. Siga em Frente... Relação do produto com objetivos de venda e do mercado 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 32/84 Novas tendências relacionadas ao mercado da comunicação visual de produtos demonstram que as pessoas estão saturadas de muita informação, publicitária ou não, em seu cotidiano, assim como banalização dos meios de comunicação, como outdoors, comerciais de televisão e revistas. Além disso, a maioria dos anúncios se apresenta ineficaz e cria poluição visual. Os métodos tradicionais, muitas vezes, já não dão os resultados esperados. Chamar a atenção nesse meio é um papel desafiador que requer percepção e inovação. As mudanças no mundo da comunicação e da mercadologia estão se acelerando, e todos os anos há novas mídias e novas abordagens. Nesse contexto, múltiplas mensagens são construídas e difundidas, levando as pessoasa filtrarem e selecionarem o que desejam ver com base em seus interesses e suas necessidades. Um exemplo é a internet e seus adds (propagandas ou anúncios que aparecem no alto nos cantos da página) (Figura 5) ou lojas virtuais (Figura 6). Figura 5 | Exemplo de site com adds. Fonte: UOL (2023, [s. p.]). 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 33/84 Figura 6 | Exemplo de loja virtual (e-commerce). Fonte: Lett Blog (2018, [s. p.]). Para Perez e Byron (2002), a tarefa da comunicação visual inclui criar boas imagens para identificar potenciais clientes, construir e fortalecer relacionamentos (por exemplo, por meio de fidelização) e atraí-los para a compra. A comunicação visual e suas ferramentas ajudam a diferenciar, posicionar e destacar o produto, o que estimula o consumidor a fazer uma escolha sobre determinado produto, serviço ou marca no momento da compra. Porém, o crescimento do número de marcas e produtos traz ao consumidor que se vê cercado por milhares de mensagens visuais que lutam para alcançá-lo. Esse fato tem levado a comunicação de marketing a buscar alternativas para dialogar com os consumidores, ora de forma mais sutil, ora de forma mais criativa e alternativa. Seja realizando intervenções na própria cidade, como pintar a faixa de pedestres (Figura 7), seja trazendo objetos pequenos em grandes dimensões, para que o observador fique espantado, como o caso dos smartphones em calçadas (Figura 8) ou das imagens plotadas que são colocadas estrategicamente em locais que fazem com que o consumidor possa sentir emoções ao olhá-las (Figura 9). Perceba que as campanhas visuais são cada vez mais criativas para chamar a atenção do consumidor, mesmo o mais exigente, com o objetivo de conquistar a simpatia dele. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 34/84 Figura 7 | McDonalds pinta faixa de pedestres. Fonte: Arch daily (2014, [s. p.]). Figura 8 | Campanha Banco Itaú – Smartphone na calçada da Avenida Paulista em São Paulo. Fonte: Marcas pelo mundo (2022, [s. p.]). 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 35/84 Figura 9 | Anúncio de estreia de série no National Geographic Channel colocado no fim da escada do metrô. Fonte: Designers.Brasileiros (2021, [s. p.]). O desenvolvimento de mensagens visuais eficientes para produtos de comunicação diversos, como displays, outdoors, hotsites de lançamentos de produtos e campanhas em redes sociais, requer uma abordagem estratégica e criativa. Seguem algumas etapas que podem ajudar na criação de mensagens visuais impactantes: 1. Conheça seu público-alvo: antes de começar a criar uma mensagem visual, é importante entender o público-alvo para o qual a mensagem será direcionada, assim como o produto da mensagem. Conhecer as preferências, as necessidades e os hábitos desse público ajuda a definir a linguagem, os elementos visuais e a abordagem que serão utilizados. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 36/84 2. Defina a mensagem visual: o objetivo da mensagem visual deve ser claro, e ela definida desde o início do processo criativo, sendo simples, objetiva e fácil de ser compreendida pelo público-alvo. 3. Utilize elementos visuais impactantes: a escolha dos elementos visuais deve ser feita com cuidado, levando em consideração a mensagem que se deseja transmitir. Cores, formas, imagens e tipografias diferenciadas podem ser utilizadas para chamar a atenção do público e criar um impacto visual positivo. Desenvolver mensagens visuais de produtos, ou campanhas que se utilizem da comunicação visual em diversas frentes requer planejamento, criatividade e estratégia para que o objetivo principal seja alcançado: comunicar-se visualmente. Vamos Exercitar? Nessa aula, exploramos a importância do uso estratégico de palavras e imagens na comunicação visual, especialmente no mercado de vendas de produtos e serviços. Ao confrontarmos a problematização sobre como utilizar esses elementos de forma estratégica para aumentar a visibilidade e o sucesso de um produto ou serviço, identificamos várias abordagens eficazes. Para alcançar o sucesso no uso estratégico de palavras e imagens na comunicação visual, é crucial que os profissionais estejam constantemente atentos às mudanças no mercado e às tendências de design. Adaptabilidade e criatividade são essenciais para manter a relevância e a eficácia das estratégias de comunicação visual ao longo do tempo, sempre lembrando de conhecer o público-alvo e fazer uma comunicação clara. Encorajamos você a aplicar esses conceitos em sua prática. Lembre-se de considerar sempre o público-alvo, utilizar os princípios da Teoria da Gestalt e buscar constantemente aprimorar suas 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 37/84 habilidades de design e comunicação. Que tal tentar criar uma peça publicitária para um colega? Saiba Mais Para os entusiastas de branding e comunicação visual, o filme AIR: A história por trás do logo (2023), dirigido por Ben Affleck, é uma obra imperdível que revela os bastidores da construção de uma das marcas mais icônicas e valiosas do mundo: a Nike. Desde sua fundação até os momentos decisivos que moldaram sua identidade, o filme oferece uma visão sobre a importância do branding e da comunicação visual no sucesso de uma empresa. Além disso, o artigo "A imagem como ferramenta da comunicação contemporânea", de Lucas Pereira Matos, Monithelle da Silva Cardoso e Flávia Martins dos Santos, publicado em 2014, é uma leitura fundamental para entender a relevância da imagem na comunicação moderna. Referências Bibliográficas 10 CAMPANHAS publicitárias criativas, Designers Brasileiros, 17 out. 2017. Disponível em: https://designersbrasileiros.com.br/campanhas-publicitarias- criativas/. Acesso em: 19 jul. 2023. ALENCAR, E. M. L. S. Criatividade. 2. ed. 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Prepare-se para expandir seus horizontes e aprimorar suas habilidades de comunicação visual e aprenda a escolher as melhores tipografias para o seu projeto! 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 41/84 https://oglobo.globo.com/conteudo-de-marca/submarino/noticia/2022/09/confira-os-principais-lancamentos-da-samsung-para-2022.ghtml. https://oglobo.globo.com/conteudo-de-marca/submarino/noticia/2022/09/confira-os-principais-lancamentos-da-samsung-para-2022.ghtml. https://www.uol.com.br/ Ponto de Partida Atente para as letras que escrevem essa frase: será que tem um motivo para elas serem desse jeito? Você já deve ter reparado em vários tipos diferentes de letras, escritas e fontes. Nessa aula, nossa atenção vai ser direcionada para as tipografias. Como as diferentes maneiras de se desenhar uma letra vão interferir em como comunicamos um texto? A importância desse tema vai muito além da mera estética visual; ele influencia diretamente na legibilidade, na transmissão de mensagens e até mesmo na percepção emocional que um texto pode evocar. Essa aula vai ser importante para qualquer projeto que envolva comunicação visual. Qual fonte escolher? Essa resposta vamos descobrir juntos! Vamos Começar! Nessa aula, apresentaremos os elementos básicos da linguagem visual como o suporte para o desenvolvimento de ferramentas que podem ser utilizadas na comunicação, fazendo uso de imagens, tipos ou, mesmo, de ambos. Elemento essencial e enriquecedor da comunicação, a tipografia está presente no cotidiano do ser humano desde sua base, com a possibilidade de gravar e divulgar textos através de livros e jornais. Independentemente da sua proposta de comunicação, é fundamental que você conheça e se utilize dos elementos visuais e das formas tipográficas como meios de expressão e mensagem, seja através de suporte físico ou digital. A atualidade nos trouxe um cenário de rapidez, no qual as representações escritas e visuais da linguagem e do pensamento humano precisam de fluência, clareza e fácil compreensão. Entendemos que esses conhecimentos colaborarão em projetos visuais, tipográficos ou mistos. Boa aula! 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 42/84 A linguagem visual Temos a necessidade de compartilhar diferentes conhecimentos entre nós, e fazemos isso por meio da comunicação, a qual, desde o início dos tempos, foi essencial para a sobrevivência como ferramenta de integração, informação e desenvolvimento humano. O principal meio de comunicação do ser humano é a linguagem, por meio da qual transmitimos ideias e sentimentos. Utilizamos sistemas simbólicos como suporte para a troca de experiências; o ser humano organiza sinais, formas, luzes, cores, gestos, objetos, sons, cheiros, olhares e expressões para repassar uma mensagem. Essa ordenação acontece através dos vários sistemas de linguagem que utilizamos para codificar, armazenar e decodificar informações. Existe uma ampla gama de símbolos que conceituam e constituem os sistemas sociais e históricos de representação do mundo e comunicação social. É comum nos comunicarmos através da linguagem verbal como principal fonte de informação, talvez por ser uma forma convencional e formal de troca de conhecimento. Porém, somos capazes de produzir, agir e interagir de diversas formas uns com os outros, por isso as linguagens não verbais de representação do mundo também têm um lugar em nosso cotidiano e não podem ser consideradas secundárias; elas merecem ser conhecidas, discutidas e estudadas. Existem muitas formas para que a comunicação ocorra, como podemos ver na Figura 1. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 43/84 Figura 1 | Formas de comunicação verbal e não verbal. Fonte:Pereira (2013, p. 13). Atualmente, as imagens estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano. As linguagens verbal e não verbal interagem para chegar ao observador: a imagem atinge muitas pessoas e vai além das palavras. Dada a sua importância para nós, é necessário tentar entender como e por meio de quais regras ou conceitos elas são formadas. Compreender a linguagem visual nos permite entrar em contato com os fundamentos usados para desenvolver uma imagem como elemento de comunicação, para que, assim, possamos entender melhor sua estrutura e como ela se apresenta diante da nossa visão. As linguagens contam com conjuntos de caracteres organizados para facilitar a troca de informações. Dondis (2003) apresenta uma sintaxe da linguagem visual com a ideia de expansão da capacidade óptica, que amplia a compreensão e produção de uma mensagem visual. Ela propõe um alfabetismo que envolve entender a forma como uma imagem é vista e compartilhada pelo seu observador. A composição visual de uma obra consiste em uma lista básica de elementos. Ela é projetada, rabiscada, desenhada, esculpida, gesticulada, e esses elementos formam a realidade fundamental do que vemos e fazemos. Para a autora, partimos sempre dos elementos básicos da linguagem visual para compor qualquer 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 44/84 imagem. São eles: ponto, linha, forma, cor e textura, como é possível identificar a seguir: Elementos da linguagem visual: Ponto: é o elemento mais simples da linguagem visual. Normalmente, quando imaginamos um ponto, imaginamos um pequeno círculo. No entanto, o ponto pode ter outras formas, como um quadrado ou uma mancha. Uma linha é desenhada quando um ponto se conecta a outro ponto, que se conecta a outro ponto, e assim por diante. Linha: uma linha ou traço pode ser definido como o traço deixado por um ponto ao se mover no espaço, ou como uma série de pontos muito próximos uns dos outros, formando, assim, uma linha grossa, fina, colorida, contínua, dura, fraca e intermitente. Textura: as superfícies dos objetos se apresentam diante de nós diferentes e podemos perceber ao tocá-las. As rochas são ásperas, os troncos são ásperos, o algodão é macio e liso. Para saber se um tecido, por exemplo, é liso ou áspero, não precisamos mexer nele; basta olhar. Essa apresentação da superfície do objeto é chamada de textura. Cor: há muitas cores ao nosso redor. No estudo das cores, o primeiro passo é aprender que existem cores primárias e secundárias. As cores primárias são cores puras que não se fundem. Elas dão origem a todas as outras cores. Forma: quando desenhamos uma linha fechada na superfície, separamos o espaço do resto do papel, e isso é uma forma. Existem formas simples, como círculos, triângulos e quadrados, e formas mais complexas. Se observarmos uma figura simples, podemos facilmente memorizá-la e até mesmo reproduzi-la, como na obra ao lado, da artista Tarsila do Amaral. Os elementos visuais constituem a matéria-prima para os diferentes níveis de produção da imagem visual, a partir dos quais se planejam 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 45/84 e expressam variadas manifestações visuais: esboços, pinturas, esculturas, arquitetura etc. Os elementos visuais são manipulados com técnicas específicas, apresentando elementos associados ao caráter do que se projeta e ao objetivo da mensagem a ser comunicada. Siga em Frente... Serifas e simplicidade A tipografia é um campo científico que estuda o efeito estético formal e a funcionalidade das fontes (compostas por letras, caracteres e/ou símbolos), conforme afirma Jury (2006). A representação gráfica das letras afeta o leitor, e o uso delas pelo designer deve estar de acordo com sua estrutura técnica específica, incluindo família, largura, altura, pontuação, linhas e espaçamento. A natureza comunicativa do gênero vai além da capacitância de ler mensagens. Ela guia e facilita a leitura. Veja o exemplo de duas famílias tipográficas na Figura 2. Figura 2 | Famílias tipográficas. Fonte: Tipografart (2012, [s .p.]). Não existe um padrão que descreva com precisão o que pode constituir estruturalmente caracteres alfabéticos, números e pontuação. Na sua formação, serão levados em conta determinados critérios, como peso, por exemplo, e ainda terão outras variantes. Observe, na Figura 3, que, na mesma palavra “coffee” (café), você pode considerar também estabelecer regras na atribuição de letras: 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 46/84 o espaço entre os caracteres, que expressam uma textura mais leve e uma textura mais densa do texto quando estão mais próximos; o itálico, que pode ser desenhado individualmente com uma fonte ou mesmo com o recurso opcional, mas com efeito de velocidade ou de aproximação da caligrafia; o negrito (ou bold) também pode ser específico para digitar ou para um efeito opcional e pode ser usado para dar ênfase visual. Figura 3 | Estrutura de caracteres tipográficos. Fonte: Shutterstock. Ribeiro (1998) afirma que a tecnologia tem desempenhado um papel importante nas mudanças ocorridas na linguagem tipográfica, proporcionando independência e oportunidade de experimentação. No entanto, as regras e convenções não alteraram; o que está acontecendo é a constante evolução da linguagem falada e sua adaptação visual. Desde Gutenberg (c.1396-1468), que foi um inventor alemão e o primeiro a usar a prensa e os tipos móveis de metal (Figura 4), a classificação das fontes tipográficas era feita pelo nome da obra impressa ou pelo sobrenome do impressor. Com a evolução da produção gráfica e a Revolução Industrial (1760), 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 47/84 tornou-se quase impossível catalogar tipos, devido à grande variedade de fontes. Figura 4 | Ilustração da prensa de Johannes Gutenberg. Fonte: Wikipedia. Ainda de acordo com Ribeiro (1998), no início do século XX, em 1921, o artista gráfico francês Francis Thibaudeau (1860-1925) classificou os tipos em quatro famílias básicas. Ele se concentrou em exames minuciosos da serifa, largura, altura e cor que levaram a 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 48/84 uma construção quase infinita de tipos. São eles: 1. Bastão, 2. Elzevir, 3. Egipciana e 4. Didot, categorizados por Thibaudeau (Figura 5). Figura 5 | Famílias dos tipos e suas características, por Francis Thibaudeau. Fonte: Reis (2008, [s. p.]). É comum, entre muitas famílias tipográficas, a distinção entre “com serifas” e “sem serifas”, como podemos visualizar na Figura 6. As sem serifa são mais fáceis de ver e são usadas para dar suporte às comunicações de rápida leitura, como letreiros de lojas. As com serifas têm uma composição mais complexa e com mais acabamentos na sua anatomia, e são utilizadas em suportes comunicativos com muito texto (livros, jornais e revistas, por exemplo), para permitir uma leitura mais fluida e mais reconhecível à visão ou ao olho humano. Figura 6 | Fonte com e sem serifa. Fonte: Acessibilidade Digital (2020, [s. p.]). A tipografia é um elemento enriquecedor da comunicação e, desde a sua criação, tem sido uma forma de as pessoas partilharem pensamentos e ideias. Ela organiza o texto visualmente, definindo forma, cor e tamanho, e criando uma estrutura visual coerente ao observador. Tipografia: a voz da comunicação escrita 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 49/84 Considerando que a tipografia é pensada para comunicar, ela é a voz da comunicação escrita. Nesse sentido, uma das primeirascoisas a se levar em conta na hora de escolher uma família de fontes para uma mensagem é saber qual voz é a mais adequada para transmitir a informação. A tipografia pode manipular a maneira como o leitor reage a determinada palavra, dependendo da fonte em que ela aparece. Desse ponto de vista, é possível afirmar que a tipografia cumpre finalidades comunicativas, afinal, sua aplicação envolve a transmissão/troca de algum tipo de informação. Para se comunicar de forma eficaz usando símbolos datilografados, Niemeyer (2006) relaciona uma questão importante pertinente ao uso de fontes: o uso efetivo dessa ferramenta ao atendimento dos requisitos de legibilidade e leiturabilidade. A legibilidade se refere ao reconhecimento dos sinais gráficos e à facilidade com que se distinguem os caracteres (Figura 7), determinando não só a velocidade de leitura como também o esforço mental necessário para a identificação exata das letras e a compreensão do texto. “Quando as formas de diferentes letras de um mesmo desenho de tipo podem ser discriminadas com rapidez, diz-se que esse tipo é altamente legível.” (NIEMEYER, 2006, p. 82). Figura 7 | Exemplos de legibilidade. Fonte: elaborada pelo autor. Há uma diferença entre a clareza dos caracteres e a clareza do texto impresso. A primeira significa especificar cada caractere como um tipo único, que é feito pelo usuário sem problemas. A segunda se refere à facilidade de identificar conjuntos de caracteres corretamente como palavras. Como resultado, o leitor entende a frase significativamente. 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 50/84 A leiturabilidade, por sua vez, é entendida como a qualidade que permite reconhecer o conteúdo da informação quando esta é representada por caracteres alfanuméricos em grupos significativos (palavras, frases ou textos). Assim, a leiturabilidade depende menos da configuração específica do próprio caractere e mais do espaçamento entre caracteres e grupos de caracteres, da combinação em frases ou não, aponta Niemeyer (2006). Assim, é importante observar que um tipo de letra pode ser legível, mas não ter boa leiturabilidade, e pode ser legível e ter muita leiturabilidade. Do contrário, a baixa legibilidade inevitavelmente levará a uma baixa leiturabilidade. Se o projeto desenvolvido para a leitura requer atenção, números, pontuação e sinais são necessários. Além disso, é imprescindível a opção de uma tipografia que permita uma leitura agradável em textos longos. Quando esse é o objetivo almejado, a tipografia escolhida deve permitir boa legibilidade, mas, acima de tudo, um alto índice de leiturabilidade. Por exemplo, em mídias como jornais, livros e revistas, o aspecto visual não deve ser tão prioritário, e sim a leitura, que é o primeiro e mais importante fator. Observe, nas 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 51/84 imagens do Quadro 1, a diferença de legibilidade e leiturabilidade do texto conforme o tipo utilizado. Quadro 1 | Exemplo de texto com legibilidade e leiturabilidade. Fonte: elaborado pelo autor. Quando o projeto é para ser visto, ou melhor, o apelo visual é o que precisa causar impacto, ele exige uma tipografia legível, porém a preocupação com a legibilidade é menor. As peças publicitárias, geralmente, seguem esse objetivo, portanto pôsteres, capas, logotipos, embalagens e anúncios exigem tipos mais decorativos do que legíveis, para atender apropriadamente aos objetivos de uma comunicação mais persuasiva. A escolha do tipo depende do seu projeto e seu público-alvo. Vamos Exercitar? Cochocib Script Bernard MT Condensed Calibri 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 52/84 No ponto de partida, questionamos a influência das diferentes maneiras de desenhar uma letra na comunicação textual, destacando a importância da tipografia além da estética visual, que influencia também na legibilidade, transmissão de mensagens e percepção emocional do texto. Durante a aula, exploramos como a escolha cuidadosa da fonte pode impactar diretamente na eficácia da comunicação visual. Discutimos os elementos fundamentais da tipografia, como serifas, simplicidade, legibilidade e leiturabilidade. Ao compreendermos esses conceitos, estamos aptos a fazer escolhas conscientes na seleção de fontes para nossos projetos, considerando o contexto, o público-alvo e o objetivo da comunicação. Além disso, aprendemos a adaptar as tipografias de acordo com as necessidades específicas de cada projeto, garantindo uma comunicação clara e impactante. Convidamos você a experimentar seus tipos preferidos de tipografia e, quem sabe, criar sua própria fonte. Saiba Mais Após explorarmos os fundamentos da tipografia, você está convidado a se aprofundar ainda mais no mundo das letras e fontes. Assista ao documentário Helvetica, dirigido por Gary Hustwit, que mergulha na história da fonte mais famosa do mundo e nos convida a refletir sobre seu impacto na cultura visual contemporânea. Além disso, você também pode fazer a leitura do artigo "A arte sutil da tipografia", escrito por Matilde Eugênia Schnitman, que oferece perspectivas sobre os diferentes tipos de tipografia e seus usos ao longo da história, enriquecendo ainda mais nossa compreensão sobre esse tema fascinante. Prepare-se para ampliar seus horizontes e aprimorar seus conhecimentos! Referências Bibliográficas 02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 53/84 ACESSIBILIDADE DIGITAL. Tipo de Fonte. UFRGS, abr. 2020. Disponível em: https://www.ufrgs.br/acessibilidadedigital/tipo-de- fonte/. Acesso em: 19 jul. 2023. APOLLINAIRE, G. Caligramas. Introdução, organização, tradução e notas de Álvaro Faleiros. Cotia: Ateliê Editorial; Brasília, DF: Editora UnB, 2008. AUMONT, J. A imagem. Campinas: Papirus, 1993. BAER, L. Produção Gráfica. São Paulo: SENAC, 1999. BANN, D. Novo manual de produção gráfica. 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