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COMUNICAÇÃO
VISUAL
Aula 1
COMUNICAÇÃO VISUAL NA
HISTÓRIA DA ARTE
MODERNA
Comunicação visual na história da
Arte Moderna
Olá, estudante! Nesta videoaula, descubra como desde o Art Decó,
passando pelas Vanguardas europeias, até a Bauhaus, a estética e
a expressão criativa em nosso mundo visual são influenciadas pelos
movimentos artísticos. Vamos olhar para exemplos de comunicação
visual atual, de modo a compreender as tendências e inovações
estéticas que permeiam nossa sociedade, e como essas são
influenciadas pela produção artística. Prepare-se para expandir sua
criatividade! Vamos lá!
02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual
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Ponto de Partida
Bem-vindos à nossa aula! Vamos tratar sobre os movimentos
artísticos e sua influência na cultura visual. Durante esta sessão,
iremos mergulhar nas transformações históricas que moldaram
nossa percepção visual e compreensão da arte. Discutiremos a
importância desses movimentos e como eles refletem e influenciam
o contexto social e tecnológico em que surgem. Esse conhecimento
é crucial para entendermos como a arte e o design evoluíram ao
longo do tempo, e como suas manifestações continuam a nos
impactar até os dias de hoje. Fique atento às seguintes questões:
Como as transformações sociais influenciaram os temas e estilos
artísticos? De que forma os avanços tecnológicos afetaram a
produção e a disseminação da arte? Quais são as conexões entre
arte, design e outros campos do conhecimento? 
Vamos Começar!
Nesta jornada rumo ao entendimento da comunicação visual, vamos
explorar não apenas a superfície das imagens, mas também as
profundezas das ideias por trás delas. Antes de mergulharmos nos
intricados movimentos artísticos que moldaram a paisagem visual ao
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longo dos séculos, é essencial compreender o poder e a importância
da comunicação visual em nossas vidas cotidianas.
A comunicação visual permeia cada aspecto de nosso mundo,
desde a publicidade que nos cerca nas ruas até as interfaces dos
aplicativos que usamos diariamente. Ela transcende barreiras
linguísticas e culturais, transmitindo mensagens e emoções de
forma instantânea e universal. Mas, além de sua onipresença, a
comunicação visual é uma poderosa ferramenta de expressão e
conexão.
A comunicação visual é, resumidamente, a transmissão de
mensagens, ideias e emoções através de elementos visuais, como
imagens, gráficos, cores e design. A relação entre a forma como nos
comunicamos visualmente hoje e os movimentos artísticos está
profundamente enraizada na história da arte e da cultura visual. Os
movimentos artísticos buscam experimentar novas formas de
expressão para produzir um texto visual. Vamos olhar com atenção
algumas características dos movimentos artísticos mais importantes
a partir do século XIX. E é por esse caminho que começaremos a
compreender as nuances de se comunicar visualmente nos dias de
hoje.
Art nouveau, Art déco, Cubismo
Em meados do século XIX, iniciou-se, na Inglaterra, o movimento
Arts and Crafts, estilo que influenciou o movimento francês Art
Nouveau, sendo considerado por historiadores como uma das raízes
do modernismo no design gráfico e na arquitetura. O Art Nouveau
influenciou o formato de letras e marcas, dirigindo o design nas
áreas de gráfico, moda, interiores (móveis) e objetos populares. Seu
estilo é caraterizado por decorações incomuns bizarras e formas
arredondadas e sinuosas. O Art Nouveau foi (e ainda é) importante
para o designer gráfico por causa do estilo diferenciado na página
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impressa, nas letras, nas marcações e no desenvolvimento posterior
de pôsteres modernos, como na Figura 1.
Figura 1 | Bergère. Les Girard, 1879. Fonte: Barnicoat (1972, p. 21).
Anos depois, surgiu o movimento Art Déco. Segundo Fonseca
(2006), o qual foi impulsionado pela Exposition Internationale des
Artes Décoratifs et Industriels Modernes (Exposição Internacional de
Arte Decorativa e Industrial), realizada em Paris, em 1925, que
buscava apresentar a vida moderna, acompanhando, dessa forma,
as tendências que surgiam no campo das artes visuais. No entanto,
a sua estética existiu e se desenvolveu já em 1909, adotada pela
arquitetura, pelas artes decorativas, pelos produtos industriais e
têxteis, pelas artes plásticas, pelo cinema e pela fotografia. Esse
estilo reflete diretamente novas tecnologias, mecanização e
velocidade, conforme explica Fonseca (2006). Esse novo movimento
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abandonou as curvas de fluxo livre em favor de um design que
apresenta uma “ordem geométrica", como é possível observar no
design de uma porta (Figura 2).
Figura 2 | Padronagem Art Déco ressaltando uma geometria clara e
explícita nos ornamentos. Fonte: Fonseca (2006, p. 48).
Muito popular nas décadas de 1920 e 1930, o Art Déco consistia em
uma das mais notáveis sensibilidades estéticas em artes gráficas,
arquitetura e design de produto nas décadas entre as duas guerras
mundiais. Os papéis centrais dessa nova abordagem sofreram forte
influência das vanguardas cubistas, futuristas e construtivistas. Um
dos nomes mais representativos desse movimento foi A. M.
Cassandre, famoso por seu design de pôster com linhas fortemente
marcadas, concentradas no componente aerodinâmico. Em um de
seus cartazes mais famosos para o transatlântico L’ATLANTIQUE,
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ele exagera na escala de proporção entre o navio e o rebocador
com a intenção de demonstrar a força e a imponência do navio
(Figura 3).
Figura 3 | Cartaz para o transatlântico L’ATLANTIQUE.
Fonte: Meggs e Purvis (2009, p. 363).
Já o Cubismo se destaca como o movimento que influenciou o
design gráfico e, portanto, outros campos afins no uso da colagem
de letras com diferentes tipos de montagem, como se fossem
elementos plásticos rompendo com as regras tradicionais de
representação e sua respectiva forma, produzindo efeitos
perceptíveis no mundo do desenvolvimento da comunicação visual.
Artistas como Picasso e Braque trazem essa nova abordagem
quando em seus estudos estão determinados a explorar novas
abordagens visuais, trazendo a decomposição dos objetos para o
plano bidimensional, o que significou renunciar à intenção de
apresentá-los em perspectiva, ou seja, em três dimensões: altura,
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largura e profundidade, como ilustrado na Figura 4. Os estudos dos
artistas começaram com o conceito de separar as formas e, depois,
reagrupá-las, um processo que nenhum outro artista havia tentado
antes; isso deu origem ao Cubismo.
Figura 4 | Picasso. Estudo para "As Meninas de Avignon", Paris, março-abril de 1907. Lápis e pastel
sobre papel. Fonte: Warncke (2007, p. 65).
Os estudos dos artistas se baseavam no conceito de
desmembramento das formas para depois reagrupar, processo que
nenhum outro artista ousara tentar até então, e o que os pintores
Picasso e Braque fizeram foi olhar pontos diferentes de um mesmo
objeto. Esse processo criativo trouxe uma nova concepção na
associação visual e na transmissão de ideias através da analogia de
elementos figurativos. A influência dominante desse estilo de design
de interface reside nas colagens e justaposições. A combinação e/ou
justaposição de imagens é em si um ato interativo, como meio de
interação autor/público, e é o observador que cria seu conceito de
espaço de interação a partir de diferentes estímulos de artistas e
designersB. S.; BATISTA, V. J. Tipografia e
baixa visão: uma discussão sobre a legibilidade. Projetica, v. 5, n. 2,
p. 33-46, 2014. Disponível em:
https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/projetica/article/view/19904.
Acesso em: 25 abr. 2023. NAZARIAN, E. Como criar em
Tipografia. Belo Horizonte: Gutenberg, 2011.
NIEMEYER, L. Tipografia: uma apresentação. 4. ed. Rio de Janeiro:
2AB, 2006.
OLIVEIRA, E. R. et al. Formação em Linguagem Visual. In:
SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOMETRIA DESCRITIVA E DESENHO
TÉCNICO, 18., 2007, Curitiba. Anais [...]. Curitiba: Graphica, 2007.
Disponível em:
http://www.exatas.ufpr.br/portal/docs_degraf/artigos_graphica/FORM
ACAOEMLINGUAGEM.pdf. Acesso em: 25 abr. 2023.
OSTROWER, F. Criatividade e Processos de Criação. São Paulo:
Vozes, 1997.
PEREIRA, L. S. A. A imagem como linguagem: linguagem visual e
seus elementos básicos. Trabalho de conclusão do curso de Artes
Visuais. Universidade de Brasília, 2013. Disponível em:
https://bdm.unb.br/bitstream/10483/6534/1/2013_LucileneSilvaAlmei
daPereira.pdf. Acesso em: 19 jul. 2023. 
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https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/projetica/article/view/19904.
http://www.exatas.ufpr.br/portal/docs_degraf/artigos_graphica/FORMACAOEMLINGUAGEM.pdf.
http://www.exatas.ufpr.br/portal/docs_degraf/artigos_graphica/FORMACAOEMLINGUAGEM.pdf.
https://bdm.unb.br/bitstream/10483/6534/1/2013_LucileneSilvaAlmeidaPereira.pdf.
https://bdm.unb.br/bitstream/10483/6534/1/2013_LucileneSilvaAlmeidaPereira.pdf.
POINT DA ARTE. Os elementos da linguagem visual. 16 jun.
2011. Disponível em: https://pointdaarte.webnode.com.br/news/os-
elementos-da-linguagem-visual1/. Acesso em: 19 jul. 2023.
RAMALHO E OLIVEIRA, S. Imagem também se lê. São Paulo:
Edições Rosari, 2009.
REIS, J. Classificação estilística: na senda de um paradigma
tipográfico. Convergências – Revista de Investigação e Ensino
das Artes, v. 1 (2), 2008. Disponível em:
http://convergencias.esart.ipcb.pt/?p=article&id=35. Acesso em: 19
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RIBEIRO, M. Planejamento Visual Gráfico. Brasília, DF: Linha
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SCHNITMAN, M. E. A arte sutil da tipografia. In: MATTOS, S. (org.). 
Comunicação plural. Salvador: EDUFBA, 2007. Disponível em:
https://books.scielo.org/id/387/pdf/mattos-9788523208943-08.pdf.
Acesso em: 25 abr. 2023. 
Aula 4
FOTOGRAFIA E
ILUSTRAÇÃO
Fotografia e Ilustração
Olá, estudante! Nesta videoaula, você terá acesso a técnicas
diferenciadas essenciais para o desenvolvimento de projetos de
comunicação visual. Explore o uso versátil da fotografia, desde a
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https://pointdaarte.webnode.com.br/news/os-elementos-da-linguagem-visual1/
https://pointdaarte.webnode.com.br/news/os-elementos-da-linguagem-visual1/
https://books.scielo.org/id/387/pdf/mattos-9788523208943-08.pdf.
expressão artística até sua aplicação prática na complementação de
textos. Descubra também os materiais e técnicas para criar
ilustrações cativantes e entenda como o humor pode ser uma
ferramenta poderosa em diversas formas de comunicação. Esses
conhecimentos são fundamentais para sua prática profissional,
preparando-o para criar conteúdos impactantes. Não perca!
Ponto de Partida
Nesta aula, adentramos no universo da fotografia e a ilustração,
explorando como ambas desempenham papéis fundamentais na
transmissão de mensagens, estabelecendo conexões emocionais e
comunicativas com o público-alvo. Durante nossa jornada,
questionaremos: como a fotografia e a ilustração moldam a
percepção do espectador? Qual é o impacto emocional e psicológico
de cada uma dessas formas de arte na comunicação visual? Como
podemos utilizar essas técnicas de maneira eficaz para transmitir
mensagens claras e impactantes? Aprender sobre essas técnicas
não é apenas adquirir conhecimento teórico, mas, sim, cultivar uma
sensibilidade artística e uma capacidade de comunicação que lhe
serão valiosas. Então, sorria para a câmera e vamos nessa!
Vamos Começar!
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Nessa aula, vamos entender que o uso da fotografia, da ilustração e
do humor na comunicação visual é bastante comum, e cada uma
dessas técnicas possui características e aplicações distintas. A
fotografia é uma forma de comunicação visual que utiliza imagens
reais para transmitir uma mensagem ou ideia. A ilustração, por outro
lado, é uma técnica que utiliza imagens criadas por um artista para
transmitir uma mensagem ou ideia. Ela permite uma grande
flexibilidade em termos de estilo, técnica e abordagem, o que
possibilita a criação de imagens únicas e personalizadas. Já o
humor utiliza a comédia e o entretenimento para chamar a atenção
do público e transmitir uma mensagem de forma leve e
descontraída. O uso combinado dessas técnicas pode ser uma
excelente forma de criar uma comunicação visual mais impactante e
efetiva.
Imagem fotográfica e efeitos fotográficos
A linguagem visual como meio de expressão é cada vez mais
importante na sociedade contemporânea. Com o desenvolvimento
dos meios de comunicação e a modernização acelerada dos
processos imagéticos, o acervo de informações visuais presentes no
cotidiano da sociedade está se tornando cada vez mais rico e,
muitas vezes, a sociedade mal consegue acompanhar tais avanços.
A fotografia pode ser encarada como uma forma de linguagem
visual, pois “é uma manifestação imagética e, portanto, capaz de
gerar múltiplas leituras; consequentemente, múltiplos sentidos [...]”
(CAMARGO; COSTA, 2008, p. 83).
Tudo o que o olho humano vê é composto de formas básicas, que
são elementos visuais. Uma obra visual consiste em fragmentos de
elementos visuais interativos, como pontos, linhas, formas, direções,
tons, cores, texturas, tamanhos, escalas e movimentos, para formar
um todo equilibrado.
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A escolha dos elementos a serem utilizados e de como manipulá-
los, tendo em conta o efeito pretendido, é propriedade do artista
fotógrafo. As opções de composição que darão valor conceitual à
fotografia são infinitas e dependem dos princípios de composição,
que podem ser: simples, agressivos, fluidos, realistas, surreais,
provendo aos artistas amplas oportunidades para resolução de
problemas e criatividade.
Um estilo fotográfico envolve o uso de diferentes técnicas de
composição, bem como a iluminação correta, a distância focal, a
temporização e o efeito das lentes. O estilo é sempre pessoal, mas
se encaixa em algum outro grupo. A fotografia contemporânea
trabalha com um estilo simples, incluindo o estilo de assimetria na
colocação de elementos no quadro, como um estilo de caos
controlado (Figura 1), uma falsa desorganização, entre muitos
outros estilos. Mas o estilo mais aceito pelos observadores e ainda
mais pelos fotógrafos profissionais é o estilo clássico e equilibrado.
“A composição clássica é o estilo que usa convenções amplamente
aceitas de enquadramento, posicionamento, equilíbrio, divisão e
assim por diante, e ela provou ser notavelmente resiliente ao longo
de décadas de fotografia.” (FREEMAN, 2012, p. 78).
Figura 1 | Fotografia que apresenta uma falsa organização. Fonte: Freepik.
A imagem fotográfica é um meio poderoso de comunicação visual,
capaz de transmitir mensagens, emoções e ideias com grande
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impacto. A fotografia é utilizada em diversos contextos, desde a
publicidade até a arte, passando pelo jornalismo, pela
documentação, entre outros, como as fotos de Sebastião Salgado
(1944-), fotógrafo brasileiro considerado um dos maiores talentos dafotografia mundial pelo teor social de seu trabalho que, além de
transmitir emoções, retrata cenas de guerra, fome e desigualdade
social. Os efeitos fotográficos podem ser descritos como técnicas
aplicadas à imagem fotográfica para alterar sua aparência, criar um
estilo específico ou transmitir uma mensagem específica.
Esses efeitos podem ser aplicados tanto durante o processo de
captura da imagem quanto na pós-produção, utilizando softwares de
edição de imagem.
Alguns exemplos de efeitos fotográficos comuns incluem:
alterações na exposição: ajustes na luminosidade, contraste e
saturação da imagem para criar um clima específico.
filtros: filtros de cor ou textura podem ser aplicados para criar
uma atmosfera diferente ou uma aparência vintage.
desfoque: pode ser utilizado para destacar determinados
elementos da imagem ou criar uma sensação de movimento.
recorte e enquadramento: a escolha do ângulo de captura e do
enquadramento pode ter um impacto significativo na
mensagem transmitida pela imagem.
A imagem fotográfica e os efeitos fotográficos são ferramentas
importantes na comunicação visual, capazes de transmitir ideias e
emoções com grande impacto. A escolha dos efeitos utilizados deve
levar em consideração o contexto e o objetivo da comunicação
visual.
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Ilustração como produto de comunicação
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A ilustração é um processo criativo em que o ilustrador faz do uso de
imagens a sua comunicação. Normalmente, acreditamos que a
ilustração precisa estar vinculada a um texto, o que não é
necessariamente verdade: o sentido de uma ilustração deve
complementar o texto, e vice-versa, não existindo hierarquia entre
ambos. A ilustração deve propiciar ao observador a possibilidade de
uma interpretação diferenciada do texto (Figura 2), através de
signos e sentidos, sem nunca perder o objetivo principal, que é a
comunicação de uma ideia.
Figura 2 | Ilustração vetorial de um jardim. Fonte: Freepik.
É possível dizer que a ilustração é uma arte visual que pode ser
utilizada como produto de comunicação em diversos contextos,
desde a publicidade até a educação, passando pela literatura, pelo
design gráfico e outros contextos. A ilustração tem como objetivo
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principal comunicar uma ideia ou uma mensagem visualmente,
utilizando técnicas de desenho, pintura, colagem, entre outras.
A possibilidade de criar uma ilustração, seja ela para um projeto
gráfico de revista, um livro, um cartaz ou uma campanha publicitária,
deve considerar que sua essência fundamental está na capacidade
de se comunicar. A função do ilustrador é, através de suas linhas e
cores, dar forma visual à mensagem que quer transmitir.
Na publicidade, a ilustração pode ser utilizada para criar anúncios ou
campanhas publicitárias, transmitindo uma mensagem de forma
visualmente impactante e memorável. Ou, ainda, na literatura, na
qual a ilustração pode ser utilizada para complementar a narrativa,
ajudando a criar uma atmosfera ou ilustrar um personagem ou uma
cena específica. Observe a Figura 3, que traz a capa de uma versão
comemorativa do livro Harry Potter e a pedra filosofal, na Tailândia,
feita pelo ilustrador tailandês Arch Apolar .
Figura 3 | Capa comemorativa dos 20 anos de lançamento do livro Harry Potter e a Pedra Filosofal.
Fonte: Marchi (2020, [s. p.]).
No design gráfico, a ilustração pode ser utilizada para criar
logotipos, embalagens, cartazes, entre outros materiais de
comunicação visual (Figura 4). A ilustração pode ser também
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utilizada em jogos e animações, criando personagens e ambientes
únicos.
Figura 4 | Ilustrações presentes em embalagens. Fonte: ChefAirfryer ([s.d.], [s.p.]).
A escolha do estilo e das técnicas utilizadas na ilustração deve levar
em consideração o público-alvo, o contexto da comunicação e o
objetivo da mensagem a ser transmitida. A ilustração pode ser tanto
abstrata quanto figurativa, utilizando técnicas como aquarela, lápis
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de cor, grafite, colagem, entre outras. Veja os exemplos de técnicas
no Quadro 1:
Quadro 1| Algumas técnicas utilizadas na ilustração. Fonte:
elaborado pelo autor.
A ilustração é um produto de comunicação visual versátil e
impactante, capaz de transmitir ideias e emoções de forma criativa e
memorável. A escolha da técnica e do estilo adequados é
fundamental para garantir a efetividade da comunicação visual.
Humor na comunicação
O humor é um estado emocional do ser humano que está
relacionado a fatores externos e endógenos de cada indivíduo. Cada
um de nós reage de maneira diferente a cada estímulo que
recebemos. Em geral, a presença desse recurso é cada vez mais
percebida na comunicação visual e na publicidade. Mas para que o
uso do humorismo seja bem-sucedido, é importante estar atento às
suas diversas manifestações e efeitos no ser humano. Quase
ninguém ficará inerte diante de um anúncio humorístico. Descobriu-
se que, além de ser divertido nas artes em geral, como teatro,
cinema e literatura, o humorismo também é útil nas campanhas
Aquarela Tinta acrílica Guache Lápis de cor
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publicitárias e em anúncios, induzindo as pessoas a comprarem
produtos anunciados com essa característica.
O objetivo do humorismo não deve se concentrar em fazer o
consumidor rir ou morrer de tanto rir, mas, de alguma forma, fazer o
consumidor pensar na mensagem transmitida sobre o produto, para
que haja uma interação do observador/consumidor com a
mensagem. Isso torna mais fácil para a pessoa memorizar o
produto.
O humor mostra diferentes ângulos do mesmo objeto ou situação.
Sua função é dar à realidade um significado diferente. “A intenção
do humorismo é sempre tirar a seriedade e o drama da realidade e
imprimir lúdico e atitude crítica.” (CASTRO, 2003, p. 132). Ele
recorre às ferramentas da linguagem para exagerar a verdade.
Consequentemente, pode-se dizer que a estratégia é honesta com o
consumidor, na forma como interage com ele.
Segundo Castro (2003, p. 133),
“através dos artifícios e das artimanhas de linguagem, o
movimento do humor consiste em descer ao fundo das coisas
para revelá-las de maneira não convencional. O humor
hiperboliza, acentua, exagera, mas não inventa ou cria a
partir do nada: seu fundamento é a realidade, a vida de todos
nós. É nessa direção que pode, muitas vezes, converter-se
em um caminho para se chegar à verdade. Nesse caso, não é
a verdade que é engraçada e, sim, a maneira como o humor
faz chegar a ela.”
O uso do humor na comunicação visual é uma técnica muito efetiva
para chamar a atenção do público e transmitir uma mensagem de
forma leve e descontraída. O humor pode ser utilizado em variados
contextos, como na educação, no design gráfico, na ilustração, entre
outros. O humor na comunicação visual pode ser utilizado de
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diversas formas, desde a criação de personagens engraçados até a
utilização de trocadilhos e piadas visuais. O objetivo é criar uma
conexão emocional com o público, fazendo com que ele se sinta
mais receptivo à mensagem que está sendo transmitida. Observe a
Figura 5, a qual mostra uma campanha, realizada por uma rede de
hortifruti, relacionando legumes e frutas a nomes de séries ou filmes
de grande repercussão na mídia.
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Figura 5 | Campanhas de um hortifruti. Fonte: Incrível.club ([s.d.], [s.p.]).
Na publicidade, o humor pode ser utilizado para criar anúncios
memoráveis e chamativos, que se destacam em meio a um mar de
mensagens publicitárias. Veja um exemplo na Figura 6, de
campanha publicitária de O Boticário.
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Figura 7 | Campanha publicitária “Contos de Fadas” (2005). Fonte: Agostini ([s. d.], [s. p.]).
No entanto, é importante você lembrar que o uso do humor na
comunicação visual deve ser adequado ao contexto e ao público-
alvo. O humor inadequado ou ofensivo pode ter o efeito contrário,
afastando o público e prejudicando a mensagem que está sendo
transmitida. Por isso, considerar cuidadosamente o tom e o estilo de
humor a ser utilizado, além das características do público e do
contexto da comunicação.
Vamos Exercitar?
Ao ingressarmos no universo da fotografia e da ilustração,
confrontamos as seguintes indagações: Como moldam a percepção
do espectador essas formas de arte? Qual é o impacto emocional e
psicológico que ambas exercem na comunicação visual? E, por fim,
como podemos eficazmente utilizar essas técnicas para transmitir
mensagens claras e impactantes? Durante nossa exploração,
destacamos que a fotografia, ao utilizar imagens reais, captura
momentos autênticos e transmite uma autenticidade que ressoa
emocionalmente com o público. Por outro lado, a ilustração, sendo
uma criação artística, oferece flexibilidade e personalização,
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permitindo abordagens únicas e criativas. Para moldar a percepção
do espectador, é crucial considerar o estilo e os elementos visuais
envolvidos em ambas as técnicas, além de compreender o contexto
e o público-alvo.
Para utilizar essas técnicas de maneira eficaz, sugere-se praticar a
experimentação e aplicação prática. Que tal explorar diferentes
estilos fotográficos e experimentar efeitos e técnicas ilustrativas
variadas? Esperamos que você sorria para a câmera e abrace não
apenas os conhecimentos teóricos adquiridos, mas também a
jornada contínua de estudo e aprimoramento dessas técnicas. 
Saiba Mais
Assista ao documentário O Sal da Terra (2014) para entender a
jornada do renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. A
produção retrata a expedição do projeto "Genesis", revelando
regiões e civilizações pouco exploradas. Indicado ao Oscar de
melhor documentário em 2015, o filme oferece uma visão única do
poder da fotografia na comunicação visual.
E leia o artigo "Ilustrações na Mídia Impressa Contemporânea:
Hibridações Estéticas e Imagens Complexas", de Laan Mendes de
Barros e Márcia Rodrigues da Costa. Aprofunde seus
conhecimentos sobre ilustração na comunicação visual através
desse artigo, que aborda hibridações estéticas e imagens
complexas na mídia impressa contemporânea.
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ZWAHLEN JR., F.; LOVELL, R. P.; FOLTS, J. A. Manual de
Fotografia. São Paulo: Thomson Learning, 2007.
Encerramento da Unidade
COMUNICAÇÃO VISUAL
Videoaula de Encerramento
Olá, estudante! Nesta aula, você aprenderá a aplicar os principais
fundamentos da comunicação visual, explorando sua relação com
os movimentos artísticos mais influentes ao longo da história.
Compreender como esses movimentos moldaram a linguagem
visual é essencial para desenvolver uma prática profissional sólida e
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criativa. Prepare-se para mergulhar nessa jornada de aprendizado e
descoberta! Não deixe de assistir!
Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que
é analisar conceitualmente o impacto da comunicação visual, você
pôde, primeiramente, conhecer os conceitos fundamentais
relacionados a cada um dos movimentos artísticos que moldaram a
comunicação visual contemporânea. Aprofundar-se na compreensão
da forma como esses movimentos influenciaram a comunicação
visual ao longo da história é importante para nossa tarefa.
Ao analisar a comunicação visual, é necessário examinar elementos
fundamentais como imagem, cor, palavra e texto, compreendendo
como cada um desempenha um papel na transmissão eficaz de
mensagens visuais. A identificação da relação entre esses
elementos e a sua aplicabilidade prática em projetos
contemporâneos é parte integrante do desenvolvimento desta
competência.
A análise conceitual não se limita à mera observação dos
movimentos artísticos, mas envolve a reflexão sobre como esses
elementos se entrelaçam e influenciam a comunicação visual. Essa
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compreensão mais profunda dos fundamentos da comunicação
visual permitirá que você aplique de maneira mais assertiva esses
conhecimentos em seus próprios projetos.
É Hora de Praticar!
No cenário atual, as marcas precisam se comunicar com
consumidores ávidos por novidades e com amplo acesso a
informações que, em muitos casos, preocupam seus concorrentes.
O consumidor não é mais apenas um comprador, mas também um
receptor ao se comunicar com as marcas. Esse fato tem
praticamente forçado as marcas a serem cada vez mais abertas às
opiniões e percepções de quem consome seus produtos e serviços.
A comunicação deixou de ser uma via de mão única para se tornar
uma via de mão dupla: uma marca que ouve e entende seu
consumidor pode aprender muito sobre si mesma e, por sua vez, se
reinventar para ocupar um lugar de destaque no mercado.
Diante disso, muitas marcas têm procurado ajuda em agências de
comunicação visual, na busca de construir uma nova identidade
visual. Há muito tempo a importância da identidade corporativa de
uma empresa é reconhecida: em 1977, Costa defendia que a
imagem corporativa é um elemento importante para a eficácia das
empresas porque, se bem desenvolvida, pode potencializar as
demais atividades desta. Chaves (1988) chama a atenção para o
fato de que a imagem institucional de uma empresa é "leitura
pública", ou seja, interpretações feitas por grupos, setores e/ou
sociedades. Além disso, uma imagem institucional positiva é
considerada essencial para a percepção corporativa (Colnago,
2011).
O objeto neste estudo de caso é que você, atuante em uma agência
de comunicação visual, fortaleça uma marca de sorvete chamada
No Palito (nome fictício):
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Figura 1 | Sorvetes da marca No Palito. Fonte: Adobe Stock.
Os proprietários instalaram a sorveteria em uma praça de
alimentação que fica localizada em um grande shopping center,
acreditando que apenas a localização e o número de pessoas fariam
com que sua marca se tornasse conhecida no mercado, o que não
ocorreu. Restaurantes, sorveterias e docerias que estão em praças
de alimentação de shoppings centers precisam se destacar da
concorrência. Não basta um bom produto, um bom atendimento e
um preço competitivo: é preciso criar valor para a marca, bem como
destacá-la em um ambiente visualmente poluído. Além disso, é
importante encontrar novas estratégias de design visual e atender
às necessidades do consumidor. Conhecer tendências em seu
comportamento e percepção visual é uma questão de sobrevivência
no mercado.
Dessa forma, os proprietários da marca No Palito procuraram você
para elaborar uma estratégia visual que transmita os conceitos de
sabor natural de cada sorvete. Eles querem mostrar que a marca
traz um sorvete feito com a própria fruta, totalmente natural e sem
conservantes.
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De que maneira você construiria uma nova identidade visual para a
marca No Palito, conquistando o consumidor em um ambiente tão
poluído visualmente como a praça de alimentação de um shopping
center?
Reflita
Agora, considere as seguintes questões para refletir sobre os
conteúdos da unidade:
Como os movimentos artísticos abordados nessa unidade
impactaram diretamente a evolução da comunicação visual ao
longo do tempo?
De que forma a análise conceitual dos elementos
fundamentais, como imagem, cor, palavra e texto, contribui
para a eficácia na transmissão de mensagens visuais?
Em que medida a compreensão profunda dos fundamentos da
comunicação visual pode influenciar e aprimorar a aplicação
prática desses conceitos em projetos contemporâneos?
Resolução do estudo de caso
Após visitar e observar por alguns dias a sorveteria No Palito, foi
utilizado o conceito "atmosfera da loja”, criado por Kotler (1973, p.
50) para descrever as qualidades sensoriais de um ponto de venda,
que, muitas vezes, são projetadas para obter respostas velozes e
responsivas do consumidor específico. Percebeu-se que o ambiente
da loja pode determinar o modelo de consumo, e isso pode ser mais
importante na decisão de compra do próprio produto. A disposição
visual pode, assim, destacar-se como um elemento estratégico que
lhe permite se diferenciar e se posicionar, bem como reforçar a
percepção dos seus produtos e a experiência global de compra do
cliente em relação à marca. A marca da sorveteria tinha toda sua
fachada em uma paleta de tons ocres entre o claro e o escuro,
ficando quase que imperceptível diante das cores primárias e
chamativas dos fast-foods.
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 Figura 2 | Paleta de tons ocres. Fonte: Casamentos.com.br.
Figura 3 | Paleta de cores primárias quentes. Fonte: EscolaCasa.
Além de mudar a imagem visual da marca, era necessária uma
mudançano ambiente da sorveteria. Sendo assim, o slogan da
sorveteria se modificou: No Palito trouxe como referência para sua
marca:
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Figura 4 | Slogan da marca de sorvetes No Palito. Fonte: adaptado Adobestock.
O fundo das imagens seria em uma paleta em tons de azul, do
escuro para o claro, começando do alto. E no lado oposto, ou no
fundo da loja, o oposto seria em degradê, como se fosse o céu.
Assim, as imagens seriam realçadas e trariam ao consumidor uma
ideia de frescor, fruta, pomar, verão, calor. Memórias são
importantes para o consumo de produtos.
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Figura 5 | Paleta azul. Fonte: EscolaCasa.
Nas laterais da sorveteria, haveria imagens plotadas de frutas
cítricas, como laranja, limão etc.
Figura 6 | Imagens para as laterais da sorveteria. Fonte: Adobestock.
Ou, criando uma unidade, pode-se repetir a mesma imagem do
slogan no fim do balcão.
Figura 7 | Recorte da parte superior da imagem do slogan. Fonte: Adobestock.
Para transmitir conceitos que reforçam o sabor do slogan, as
imagens foram refinadas. A paleta de cores foi reinventada para
suavizar a impressão de tristeza e falta de sabor, e aumentar a
percepção de que, apesar de ser sorvete, é mais saudável e
saboroso porque é de fruta de verdade.
Dê o play!
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Assimile
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LINGUAGEM VISUAL
Aula 1
ELEMENTOS FORMAIS NA
COMUNICAÇÃO VISUAL
Elementos formais na comunicação
visual
Olá, estudante! Nesta videoaula, você irá explorar os princípios
fundamentais da forma e comunicação visual. Descubra como esses
conceitos, mesmo sutis, são essenciais para estruturar o design e
criar mensagens persuasivas. Entenda a importância das formas
orgânicas e geométricas, além de aprender sobre as leis da Gestalt
na composição visual. Prepare-se para ampliar suas habilidades
profissionais e transmitir suas ideias de forma mais impactante!
Vamos lá!
02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual
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Ponto de Partida
Boas-vindas à nossa aula sobre os princípios fundamentais da
forma e da comunicação visual! Vamos mergulhar em um universo
essencial para todo profissional criativo. Primeiramente,
exploraremos como os elementos conceituais da forma constroem a
estrutura do design, possibilitando a criação de mensagens
persuasivas e impactantes. Compreender essa base é fundamental
para qualquer área que envolva comunicação visual, desde design
gráfico até publicidade e marketing.
Ao longo da aula, estaremos atentos a uma questão central: como
podemos utilizar os princípios da forma e da composição visual para
criar conexões mais profundas com o nosso público-alvo? Para
responder a essa pergunta, vamos analisar exemplos práticos e
discutir como as formas orgânicas e geométricas, juntamente com
as leis da Gestalt, influenciam a percepção e interpretação das
mensagens visuais.
Quero incentivar você, estudante, a se manter engajado e atento
aos detalhes. Cada tópico abordado nessa aula será uma peça-
chave para desvendar os segredos por trás de um design eficaz e
impactante. Então, prepare-se para embarcar nessa jornada de
aprendizado e descoberta! No final, você estará mais preparado
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para aplicar esses conhecimentos em seu cotidiano profissional,
transformando suas ideias em mensagens visualmente poderosas.
Vamos Começar!
Nessa aula, você conhecerá os princípios da forma e como esses
elementos conceituais, mesmo não visíveis, constroem a estrutura
da comunicação visual, a fim de estruturar o desenho, para que seja
possível construir umainformação ou mensagem persuasiva.
Você verá também que as formas orgânicas são baseadas em
elementos naturais, inspiradas em formas da natureza. Quando
falamos em composição livre, apresentamos a combinação entre as
duas formas, orgânicas e geométricas.
Por fim, você conhecerá os princípios da composição visual e as leis
da Gestalt, e como suas aplicações modificam a peça gráfica, com o
propósito de criar conexão visual com o leitor e passar a mensagem
planejada.
Símbolos e sinais como pontos e linhas
Para abordar o tema da comunicação visual, símbolos e sinais, é
preciso entender que, desde quando nascemos, somos inseridos em
uma sociedade imersa em informações e estímulos, e são esses
estímulos que permitem a compreensão e conexão visual de todo
nosso entorno, dos significados das imagens, e a memorização de
nossas experiências para, a partir disso, interagir com o meio.
Esses estímulos nada mais são que um “banco de dados” de
informações, imagens e conexões que, conforme evoluímos, se
desenvolve baseado em novas relações com o mundo, formando
um grande ciclo de experiências.
Sendo assim, é a partir da construção de experiências desde a
nossa primeira infância que criamos a capacidade de ver,
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compreender e identificar, de maneira visual, os acontecimentos e
fenômenos ao nosso redor. Daí em diante, organizamos nossas
necessidades, preferências, prazeres e medos a partir do que
vimos, vemos e queremos ver.
Princípios da forma
Para compreender a imagem, ela é representada a partir de formas,
construídas através de um desenho, por exemplo, e contém uma
mensagem, consequentemente. Por isso, devemos entender “forma”
como o conjunto de elementos da comunicação visual, segundo
conceitua Wong (2010). E são os elementos conceituais que
constroem a forma e estruturam a comunicação visual.
Os elementos conceituais não são visíveis, porém são a base para a
construção da forma e, consequentemente, dos símbolos e sinais.
São eles: ponto, linha, forma e volume. Por exemplo: toda linha
inicia-se com um ponto, todo plano inicia-se a partir de uma linha,
todo volume inicia-se a partir de um plano inserido em um.
Ponto: simboliza uma posição, não ocupa uma área específica
nem mesmo tem comprimento ou largura. É considerado o
menor elemento visual na superfície.
Linha: ao inserir um ponto, ele pode se mover, criar uma
trajetória e se tornar uma linha. A linha, no caso, tem
comprimento, mas não tem largura.
Plano: uma linha em pequenos movimentos se torna um plano,
apresentando comprimento e largura.
Volume: a direção do plano se torna um volume, que, além de
comprimento e largura, ocupa um lugar no espaço com a
profundidade.
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Figura 1 | Elementos conceituais da comunicação visual. Fonte: Wong (2010, p. 42).
O neurocientista britânico Steven Rose (2006) defende que “o
cérebro humano trabalha com significados”. Por isso, a ideia dos
símbolos e sinais na comunicação visual é estruturar o desenho
para que seja possível construir uma informação ou mensagem
persuasiva.
Portanto, não se pode esquecer que a comunicação visual não é
apenas construída por um suporte ou desenho, mas, sim, pela soma
de todos os elementos envolvidos nela e, segundo defende a teoria
da psicologia da Gestalt: identificação e compreensão baseadas na
percepção das formas e figuras (GOMES FILHO, 2015).
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Símbolos e sinais como pontos e linhas
A forma é considerada, segundo Wong (2010, p. 141), um “espaço
positivo e que está ocupado”. Conforme a forma se transforma em
formato, em um suporte bidimensional, pode ser mostrada e,
consequentemente, visualizada segundo seu tamanho, sua cor,
posição ou direção, tudo através da aplicação de pontos, linhas e
planos.
As formas orgânicas (Figura 2), segundo o autor, são formas
produzidas a partir de “curvas que fluem suavemente com
transições imperceptíveis ou conexões salientes” (WONG, 2010, p.
172). Elas são baseadas em coisas naturais e vivas, inspiradas em
formas da natureza, como paisagens, flores, folhas, frutos, plantas,
pássaros, entre outras. Possuem contorno irregular e não
apresentam forma limitada, expressando movimento e direção.
Podem ser desenhadas à mão livre, com ou sem instrumentos de
desenho, como as curvas francesas ou curvas flexíveis, e raramente
são desenhadas com linhas retas.
Figura 2 | Forma orgânica. Fonte: Pixabay.
Composição da linguagem visual
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Na composição visual, são apresentados os princípios e as teorias
que atuam como ferramentas importantes na concepção e criação
de uma peça gráfica com princípios visuais. São conhecimentos
visuais que influenciam e auxiliam na construção e obtenção dos
resultados esperados, distribuídos com elementos diversos e de
diferentes maneiras em determinado projeto gráfico.
Segundo o designer, professor e autor João Gomes Filho (2015), os
princípios da linguagem visual são:
Ponto: menor unidade visual, tem alto poder de atração (Figura
3);
Figura 3 | Ponto como linguagem visual. Fonte: Freepik.
Linha: a partir da proximidade de muitos pontos, percebe-se
visualmente uma linha, tendo como expressão o movimento e a
energia.
Forma: refere-se às três formas básicas: círculo, triângulo
equilátero e retângulo, e cada uma delas possui significados,
sendo responsáveis pela construção de tantas outras formas.
Direção: parte do princípio de que as formas básicas exercem
três direções principais: retângulo, a horizontalidade e
verticalidade; triângulo, a diagonal; o círculo, a curva (Figura 4).
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Figura 4 | Direção. Fonte: Pixabay.
Tom: a diferenciação entre a percepção do claro e do escuro,
ou seja, só existe o claro porque há a presença do escuro.
Cor: possui diversos significados simbólicos e associativos, e
apresenta três outras dimensões: a matiz, que é a cor em si; a
saturação, que é acrescida do escuro ou preto, até perder sua
originalidade; e a luminosidade, que, acrescida da luz ou do
branco, tende a desaparecer.
Textura: explora os sentidos, o tato e a visão, como elementos
de comunicação visual.
Escala: não existe uma imagem grande se não existir uma
comparação pequena, dessa forma, a escala demonstra não só
o tamanho do produto, mas, também, do ambiente (Figura 5).
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Figura 5 | Escala. Fonte: Pixabay.
Movimento: a partir do uso de linhas e do conceito de direção,
é possível perceber o movimento.
A composição livre na comunicação visual permite a integração de
todos os elementos, a fim de construir uma imagem que transmita
um significado e, assim como toda representação visual, tenha um
objetivo.
Siga em Frente...
Ângulos e diagonais na composição gráfica
A produção da composição na comunicação visual é a grande
resposta para oferecer e manifestar coerentemente a mensagem
planejada na peça gráfica. Designer gráficos estão sempre atentos
quando o assunto é compor e recompor seus projetos, a fim de
chamar a atenção do leitor e fazê-lo interpretar corretamente o
conceito e/ou os significados presentes na mensagem. Para isso, é
necessário conhecer e aplicar os princípios básicos da composição
visual, para torná-la uma ferramenta comunicativa e persuasiva.
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Para a designer, autora e professora Donis A. Dondis (1991, p. 165),
“os dados visuais podem transmitir informação: mensagens
específicas ou sentimentos expressivos, tanto intencionalmente,
com um objetivo definido, quanto obliquamente, como um
subproduto da utilidade”.
Esses princípios e teorias da linguagem visual são ferramentas
utilizadas na hora de conceituar e projetar peças gráficas, já que
auxiliam na produção de projetos visualmente equilibrados – quando
distribuídos elementos visuais propositalmente –, para que se
chegue ao objetivo esperado.
Esses elementos, segundo Williams (2009), são: cor, forma, unidade
visual, equilíbrio, hierarquia das informações, legibilidade e
organização desses elementos na composição visual que será
produzida. Embora sejam apresentados separados, raramente
apenas um dos princípios é utilizado em uma composição visual.
Vamos entendê-los mais detalhadamente:
Contraste: evite elementos similares na peça gráfica: procure
usar cores, tamanhos, linhas, formas e espaços, diferenciando-
os para enfatizar a comunicação.
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Figura 6 | Contraste. Fonte: Williams (2009, p. 54-55).
Repetição: repita elementos visuais do projeto no material, ou
seja, repita formas, texturas, espessuras e tamanhos. Isso
ajudará a criar organização e unidade visual.
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Figura 7 | Repetição. Fonte: Williams (2009, p. 48).
Alinhamento: todos os elementos devem ter uma ligação um
com o outro na composição da página. Isso ajudará a criar uma
imagem limpa, sofisticada e suave.
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Figura 8 | Alinhamento. Fonte: Williams (2009, p. 31).
Proximidade: elementos relacionados entre si devem
permanecer agrupados, criando a sensação de proximidade e
unidade visual, pois isso auxilia na organização das
informações e reduz a desordem.
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Figura 9 - Proximidade. Fonte: Williams (2009, p. 18).
Gomes Filho (2015) apresenta os princípios da Gestalt baseados na
identificação e compreensão da percepção das formas e figuras e
apresenta-as como as Leis da Gestalt: unidade (Figura 10);
segregação, unificação, fechamento, continuidade (Figura 11);
proximidade, semelhança e pregnância da forma.
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Figura 10 | Lei da Gestalt: unidade. Cartaz do filme The Hustler, 1961. Fonte: Wikimedia.
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Figura 11 | Lei da Gestalt: continuidade. Cartaz da Revolução Paulista de 1932. Fonte:
Wikimedia.
Além disso, apresenta categorias conceituais, que são: harmonia e
desarmonia; ordem e desordem; equilíbrio e desiquilíbrio; simetria e
assimetria (Figura 12); e contraste, que inclui: luz e tom, cor,
movimento (Figura 13), dinamismo, ritmo, passividade, proporção,
escala e agudeza.
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Figura 12 | Simetria e assimetria, respectivamente. Fonte: Pixabay e Pexels.
Figura 13 | Movimento. Fonte: Wikimedia.
E no que diz respeito às técnicas visuais aplicadas: clareza,
simplicidade, minimidade, complexidade, profusão, coerência,
incoerência, exageração (Figura 14), arredondamento, transparência
física e sensorial, opacidade, redundância, ambiguidade,
espontaneidade, aleatoriedade, fragmentação, sutileza, diluição,
distorção, profundidade, superficialidade, sequencialidade,
sobreposição, ajuste óptico e ruído visual.
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Figura 14 | Técnica visual de exageração. Fonte: Pixabay.
Portanto, não podemos considerar que a comunicação visual é
apenas construída no suporte em que está inserida, e sim pela
união de todos os elementos reunidos e da aplicabilidade da
psicologia da Gestalt e dos princípios da forma.
Vamos Exercitar?
O ponto de partida nos trouxe à reflexão sobre a importância dos
princípios fundamentais da forma e comunicação visual no contexto
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profissional criativo. Durante nossa jornada, exploramos como esses
princípios constroem a estrutura do design e permitem a criação de
mensagens persuasivas e impactantes.
Ao analisar exemplos práticos e discutir as influências das formas
orgânicas, geométricas e das leis da Gestalt na percepção visual,
encontramos caminhos para estabelecer conexões mais profundas
com nosso público-alvo.
Encerramos essa aula incentivando você, estudante, a continuar
explorando e aplicando esses conhecimentos em prática. Lembre-se
de que a criatividade é uma ferramenta poderosa, e suas
possibilidades são infinitas. A jornada está apenas começando!
Saiba Mais
Para expandir seu entendimento sobre criatividade e sua aplicação
na prática profissional, assista ao documentário Como o Cérebro
Cria (2019), que entrevista profissionais de diversas áreas para
explorar seus processos criativos. Essa diversidade de perspectivas
revela que a criatividade é pessoal e individual, e que há uma
variedade de métodos e abordagens para ser criativo.
Além disso, você pode ler o artigo "O Experimentalismo e a
influência da Teoria da Gestalt na área de Design", de Natália
Bortolás, Gustavo Boehs, Richard Perassi e Milton L. H. Vieira. Esse
artigo oferece reflexões valiosas sobre como a teoria da Gestalt
influencia o design e como o experimentalismo pode ser aplicado na
prática criativa.
Referências Bibliográficas
ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp,
2004.
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BORTOLÁS, N. et al. O experimentalismo e a influência da Teoria da
Gestalt na área do Design. Estudo em Design, Rio de Janeiro, v.
21, n. 1, p. 1-15, 2013. Disponível em:
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/22407/22407.PDF. Acesso em:
20 abr. 2023.
DONDIS, A. D. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins
Fontes, 1991.
GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual
da forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros
Ltda., 2015.
ROSE, S. O cérebro do século 21. São Paulo,: Globo, 2006.
WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas
de planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis Edições, 2009.
WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2010.
Aula 2
FORMA E CONTEÚDO NA
COMUNICAÇÃO VISUAL
Forma e Conteúdo na
Comunicação Visual
Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos explorar as estruturas
visuais. Você aprenderá sobre o ciclo básico da forma, incluindo
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elementos como ponto, linha, plano e volume. Entenderemos a
diferença entre simetria e assimetria, e como esses conceitos
influenciam o sucesso de um projeto gráfico. Além disso,
discutiremos o papel dos ângulos e diagonais na comunicação
visual. Esses conhecimentos são essenciais para sua prática
profissional, pois ajudam a criar designs visualmente impactantes e
eficazes. Está preparado para mergulhar nessa jornada? Vamoslá!
Ponto de Partida
Boas-vindas à nossa aula sobre estruturas visuais! Vamos explorar
os fundamentos essenciais que compõem a linguagem visual, desde
os elementos básicos como ponto, linha, plano e volume, até
conceitos mais avançados como simetria, assimetria, ângulos e
diagonais. Entender esses conceitos é crucial para qualquer
profissional criativo, pois eles formam a base para a criação de
designs visualmente impactantes e eficazes.
Ao longo dessa aula, estaremos nos perguntando: como podemos
utilizar a simetria e a assimetria de forma estratégica para comunicar
uma mensagem? Como os ângulos e diagonais podem ser
empregados para criar dinamismo e interesse visual em nossos
projetos? Essas questões nos guiarão durante nossas discussões!
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Então, estudante, esteja preparado para mergulhar neste universo. A
cada conceito explorado, você estará mais capacitado para aplicar
esses conhecimentos em sua prática profissional, criando designs
que não apenas agradam esteticamente, mas também comunicam
de forma eficaz. Vamos explorar as possibilidades infinitas que as
estruturas visuais oferecem. Estamos animados para começar essa
jornada de aprendizado com você!
Vamos Começar!
Nessa aula, mergulharemos nos intricados aspectos da definição de
estrutura na composição visual. Desde os elementos básicos, como
ponto, linha, plano e volume, até os conceitos mais avançados de
simetria, assimetria, ângulos e diagonais, exploraremos a essência
do design gráfico.
Compreender esses elementos não apenas aprimora nossa
capacidade de criar designs esteticamente atraentes, mas também
fortalece nossa habilidade de comunicar mensagens de forma
eficaz. Ao investigarmos a simetria e a assimetria, aprenderemos a
equilibrar elementos visuais para transmitir emoções e significados
sutis. Da mesma forma, ao compreendermos a influência dos
ângulos e diagonais, seremos capazes de criar composições
dinâmicas e envolventes, direcionando o olhar do espectador de
maneira estratégica.
Prepare-se para uma imersão no mundo das estruturas visuais e
suas aplicações na comunicação visual. Vamos explorar como esses
elementos formam a base para o design gráfico e descobrir como
podem ser utilizados para criar peças gráficas impactantes e
memoráveis.
Definição de estrutura
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Na comunicação visual, todos os elementos e configurações visuais
são reconhecidos como forma, sendo ela não apenas um resumo do
como é observada, e sim como é reconhecida por seus elementos,
os quais envolvem formato, tamanho, textura e cor definidas (Figura
1).
Segundo Wong (2010, p. 44), a forma possui um determinado ciclo;
ela “é criada, construída ou organizada em conjunto com outras
formas é frequentemente governada por certa disciplina a qual
chamamos estrutura”.
Figura 1 | Estrutura e forma. Fonte: Pixabay.
Os elementos conceituais da forma são conhecidos, e sua estrutura
se dá a partir da união e composição desses elementos (formato,
tamanho, textura e cor definidas), por exemplo: ao construir uma
linha, ela apresentará os elementos mencionados.
Ainda, segundo Wong (2010), a estrutura formal se apropria de
elementos conceituais e essenciais para sua construção e
organização:
Forma enquanto ponto: um ponto, embora simples, pode ter
diversos formatos: circular, quadrado, triangular ou mesmo
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irregular, e seu tamanho é comparativo ao conceito de grande e
pequeno, possui a definição de cor e textura.
Forma enquanto linha: uma linha é reconhecida por sua
largura estreita e seu comprimento reconhecido, e apresenta
três aspectos importantes (Figura 2): o formato em si, que pode
ser uma reta, curva, irregular, construída à mão e até quebrada;
o corpo: está conciso entre as duas bordas e a relação entre
elas pode ter suas extremidades pararelas, lisas, afiadas,
nodosas, onludalas e irregulares; e as extremidades: quando a
espessura da linha é larga, é possível observar suas
extremidades, apresentando formatos, como redondas,
quadradas, pontiagudas ou qualquer outro.
Figura 2 | Forma enquanto linha. Fonte: Paradella ([s.d.], p. 4).
Forma enquanto plano: a forma plana consiste em linhas
conceituais que se apresentam como forma bidimensional
(comprimento x largura) e, dessa maneira, apresentam
variados formatos (Figura 3): geométricos (1), orgânicos (2),
retilíneos (3), irregulares (4), feitos artesanalmente (5) ou até
mesmo acidentais (6).
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Figura 3 | Forma enquanto plano. Fonte: Paradella ([s.d.], p. 5).
Forma enquanto volume: considerado o conceito do espaço, que
pode ser apresentado como positivo ou negativo, plano ou ilusório,
ambíguo ou conflitante.
Além dessas estruturas apresentadas, devem ser consideradas
também a forma e a distribuição da cor, sendo o mesmo elemento
apresentado em diferentes variações. As inter-relações da forma,
apresentadas como separação, contato, superposição,
interpenetração, união, subtração, intersecção e coincidência e, por
último, os efeitos especiais entre as inter-relações que essas
variações produzem, oferecendo diferentes efeitos visuais espaciais.
Portanto, a estrutura da forma apresenta-se a partir da somatória de
diversos elementos que, ao se conectarem, revelam-se como
estrutura básica para a linguagem e mensagem visual a que se
destina.
Siga em Frente...
Simetria e assimetria em peças gráficas
Sem dúvida, muitas são as técnicas visuais existentes, e todas elas
concentram importantes aplicações com o objetivo de criar peças
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gráficas atrativas, estimulantes e provocantes.
As técnicas visuais de simetria e assimetria são muito utilizadas na
comunicação visual em geral. Segundo Gomes Filho (2015), a
configuração da simetria é apresentada a partir da construção e
formação de elementos visuais iguais ou com grande semelhança
(Figura 4), de tal forma que esses componentes e referências
aconteçam de maneira idêntica dos dois lados da imagem, seja a
partir de eixos visíveis ou imaginários nas posições horizontal,
vertical, diagonal ou em qualquer inclinação. O grande atributo da
simetria é o equilíbrio visual de seus lados, utilizando elementos que
se configuram da mesma forma e com as mesmas cores e
proporções.
Figura 4 | Conceito de simetria. Fonte: Pixabay.
Para Dondis (1991, p. 142), a simetria é percebida quando “cada
unidade situada de um lado de uma linha central é rigorosamente
repetida do outro lado. Trata-se de uma concepção visual
caracterizada pela lógica e pela simplicidade, mas que pode tornar-
se estática, e mesmo enfadonha”. Nesse caso, a autora apresenta
que os elementos visuais precisam, necessariamente, estar em
conformidade idêntica dos dois lados da imagem.
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Considerado por muitos como sinônimo de beleza e perfeição, o
conceito de simetria é aplicado desde a Grécia Antiga, encontrado
em suas construções com a intenção de transmitir a sensação de
ordem e harmonia (Figura 5).
Figura 5 | Paestrum, Itália. Fonte: Pixabay.
Dessa forma, para uma peça gráfica apresentar o conceito de
simetria, pode-se considerar que, sendo o elemento visual separado
em ambos os lados do eixo, que pode ser uma linha real ou
imaginária atravessando o centro da página, quando sobrepostos,
têm a mesma proporção ou tamanho, pode-se considerar uma peça
simétrica (Figura 6).É possível, ainda, esclarecer a simetria como elementos visuais que
remetem à concordância, à proporção, à equivalência, ao
paralelismo, à correspondência e à conformidade.
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Figura 6 | Cartaz publicitário da década de 1900. Fonte: Wikimedia.
O conceito de assimetria, para Gomes Filho (2008), é a ausência de
simetria e do equilíbrio por meio da repetição das formas a partir de
um eixo central, quando nenhum dos lados opostos apresentam
elementos visuais iguais ou semelhantes, independentemente do
eixo de referência (vertical, horizontal ou diagonal). Construir uma
composição visual interessante utilizando o conceito de assimetria é
custoso e demanda um olhar com afinco sobre a composição para
que se torne instigante, mas, quando concebido de tal forma que
existam ajustes de peso e forças visuais, a peça gráfica se torna
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extremamente interessante (Figura 7), instigando o olhar e a
“excitação psicológica” (GOMES FILHO, 2008, p. 53).
Figura 7 | Composição gráfica assimétrica. Fonte: Freepik.
Já Dondis (2003) revela que o conceito de assimetria visualmente
interessante e instigante pode ser encontrado a partir da variação de
formas, cores, elementos e posições distintas, desde que seja
trabalhado o conceito de equilíbrio por compensação (Figura 8).
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Figura 8 -|Exemplos de assimetria. Fonte: Dondis (2000, p. 77).
Portanto, a construção de peças gráficas a partir de elementos
visuais simétricos ou assimétricos deve respeitar técnicas visuais
que expressem tais conceitos, de tal maneira que seja possível
elaborar materiais interessantes e coerentes com a mensagem que
se deseja expressar.
Ângulos e diagonais na composição gráfica
A construção de uma composição gráfica é uma preocupação
estudada e desenvolvida há milhares de anos, sendo de grande
importância nas relações sociais e comerciais a partir da utilização
de materiais construídos a partir de mensagens visuais.
Para o investimento em materiais gráficos consistentes e
persuasivos, devemos levar em conta os elementos visuais que
serão contextualizados e utilizados na formatação da peça gráfica.
Para isso, compor uma mensagem e, consequentemente, uma
imagem requer conhecimento, posicionamento e técnicas para criar
o material conforme a necessidade que se apresenta.
Para Dondis (2003), “os dados visuais podem transmitir informação:
mensagens específicas ou sentimentos expressivos, tanto
intencionalmente, com um objetivo definido, quanto obliquamente,
como um subproduto da utilidade”.
Sendo assim, a composição da imagem atinge um nível
inconsciente que acessa as preferências já introduzidas e com
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significado em nossa mente, causando, assim, uma ação com o
meio (Figura 9). Nesse momento, assumir que existem muitos
meios, técnicas e regras para planejar e construir uma peça gráfica
é fundamental, conhecê-las, então, é essencial. No caso das
composições a partir de ângulos e diagonais, é criar, além de um
sentido para o material, movimento. Essa predominância do
movimento será o responsável por tornar a imagem mais dinâmica e
viva.
Figura 9 | Composição visual angular, capa de revista (1943). Fonte: Wikimedia.
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Os ângulos são linhas imaginárias que se encontram em um ponto
chamado vértice. Eles podem ser expressos em graus e são
essenciais para a criação de composições visualmente
interessantes. Os ângulos podem transmitir diferentes sensações e
emoções, dependendo de sua orientação e inclinação. Já diagonais
são linhas que conectam dois cantos não adjacentes de um objeto
ou espaço. Elas podem ser horizontais, verticais ou inclinadas, e são
elementos poderosos na composição gráfica. As diagonais
adicionam dinamismo, movimento e profundidade às imagens.
A composição angular ou diagonal pode ser composta a partir de
linhas existentes já inseridas nos elementos gráficos (Figura 10) ou
ainda, serem imaginárias, por exemplo, girando o suporte e criando
um novo olhar para a mensagem. Como dito anteriormente, a
composição com linhas diagonais apresenta uma peça gráfica
dinâmica, construindo a direção do olhar e, possivelmente, o
destaque para algum elemento específico.
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Figura 10 | Capa de revista Marcel Science Stories, de 1939, com composição diagonal. Fonte:
Wikimedia.
O objetivo da composição angular ou diagonal é, também, além de
movimento, propagar energia e dinamismo. Sua construção permite
que o expectador conduza seu olhar de um lado para o outro, de
baixo para cima, da esquerda para a direita da imagem (Figura 11),
criando pontos-chave de interesse, a fim de transmitir uma
mensagem ou ideia.
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Figura 11 | Condução do olhar sobre a imagem. Fonte: Shutterstock.
Outro ponto importante nesse tipo de composição visual é manter
um eixo axial, seja ele vertical ou horizontal, para que o aguçamento
diagonal possa ser percebido com maior intensidade. A utilização de
linhas diagonais e angulares predispõe uma sensação de
tridimensionalidade, conduzindo para que o elemento visual em
questão se torne o tema central da imagem construída.
Vamos Exercitar?
Durante a aula, exploramos como esses elementos são aplicados na
prática, discutindo a simetria, a assimetria, os ângulos e as
diagonais na composição visual.
Ao abordarmos a simetria e a assimetria, percebemos que esses
conceitos podem ser utilizados de forma estratégica para equilibrar
elementos visuais e transmitir mensagens sutis ou impactantes. A
simetria proporciona uma sensação de ordem e harmonia, enquanto
a assimetria pode criar composições dinâmicas e instigantes. A
resolução dessas questões envolve a compreensão do equilíbrio
visual e a escolha cuidadosa dos elementos na composição.
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Da mesma forma, ao explorarmos os ângulos e as diagonais,
descobrimos como podem ser empregados para criar dinamismo e
interesse visual. Utilizando esses elementos, podemos direcionar o
olhar do espectador e transmitir uma sensação de movimento ou
profundidade.
Como reflexão adicional, você pode considerar como diferentes
combinações de simetria, assimetria, ângulos e diagonais podem
ser utilizadas para transmitir diferentes mensagens e criar diferentes
experiências visuais. Que tal tentar experimentar essas
possibilidades?
Saiba Mais
Quer mergulhar ainda mais fundo no mundo da composição visual e
dos elementos formais? O filme No Ateliê de Mondrian (2010)
oferece uma jornada pela vida e obra do renomado pintor Piet
Mondrian, um dos ícones do Neoplasticismo. Ao assistir a esse
filme, você poderá expandir seus horizontes sobre o uso de
elementos como linha, ponto e plano, além de explorar a aplicação
da assimetria na composição visual.
Além disso, o livro Percepção e Composição, escrito por Bettina
Gatti Caiado da Rocha, é uma fonte de conhecimento sobre
percepção e composição gráfica. Nele, você terá acesso a um
material abrangente que explora como o contexto da composição se
desenvolve a partir da união de diversos elementos, todos
contribuindo para a construção da mensagemvisual.
Referências Bibliográficas
ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp,
2004.
DONDIS, A. D. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins
Fontes, 1991.
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GATTI, B. Percepção e composição. Vitória: UFES, 2009.
Disponível em: https://acervo.sead.ufes.br/arquivos/percepcao-e-
composicao.pdf. Acesso em: 10 maio 2023.
GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da
forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda.,
2015.
PARADELLA, F. S. Teoria da forma: ponto, linha, plano. Rio de
Janeiro: Universidade Estácio de Sá, [s. d.]. Disponível em:
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/_uploads/documentos-
pessoais/documento-pessoal_314.pdf. Acesso em: 2 maio 2023.
WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2010.
Aula 3
USO DE CONTRASTE NA
COMUNICAÇÃO VISUAL
Uso de Contraste na Comunicação
Visual
Olá, estudante! Está preparado para esta jornada na nossa
videoaula? Vamos explorar os segredos da comunicação visual,
compreendendo contraste de tons e cores, tamanho e dimensão em
designs gráficos e muito mais! Esses conhecimentos não só vão
aprimorar suas habilidades profissionais, mas também abrirão
portas para criar trabalhos visualmente deslumbrantes. Não perca
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https://acervo.sead.ufes.br/arquivos/percepcao-e-composicao.pdf.
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http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/_uploads/documentos-pessoais/documento-pessoal_314.pdf.
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essa oportunidade! Prepare-se para embarcar nessa aventura
conosco!
Ponto de Partida
Nesta aula, abordaremos os princípios do contraste visual, desde a
manipulação de tons e cores até a exploração de tamanho e
dimensão. Esses conceitos são fundamentais para a criação de
designs impactantes e eficazes.
Como artistas, enfrentamos constantemente o desafio de transmitir
mensagens de forma clara e cativante. Como podemos utilizar o
contraste com inteligência para destacar informações importantes e
guiar o olhar do espectador em meio à saturação de estímulos
visuais? Essa é a questão central que exploraremos durante a aula.
Caro estudante, dominar o contraste visual não é apenas uma
habilidade técnica, mas uma ferramenta poderosa para se destacar
no mercado de trabalho. Ao compreender como aplicar o contraste
de forma estratégica em seus projetos, você estará preparado para
criar designs que não apenas impressionam, mas também
comunicam efetivamente sua mensagem ao público-alvo. Está
pronto para enfrentar esse desafio?
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Vamos Começar!
Ao longo dessa aula, vamos entrar em três aspectos essenciais do
contraste visual: tom e cor, tamanho e dimensão. Cada um desses
elementos desempenha um papel único na comunicação visual,
influenciando a maneira como percebemos e interpretamos as
informações apresentadas.
Começaremos nossa jornada abordando o contraste de tom e cor.
Examinaremos como a escolha e combinação de tons e cores
podem criar pontos de interesse, direcionar o olhar do espectador e
transmitir mensagens específicas. Em seguida, exploraremos o
contraste de tamanho. Veremos como o dimensionamento
diferenciado de elementos dentro de uma composição pode criar
hierarquias visuais, destacando informações importantes e
organizando o conteúdo de forma clara e eficaz. Por fim,
abordaremos o contraste de dimensão, utilizando técnicas de
perspectiva e isometria para adicionar profundidade e realismo às
nossas criações visuais.
Contraste de tom e cor
Os contrastes na comunicação visual acontecem de diversas
maneiras, sejam em contrastes de cor, tamanho, tom, dimensão e
até mesmo de isometria. O contraste na linguagem visual está
relacionado à representação da imagem, apresentado sempre no
campo de visão.
O contraste tonal se inicia de maneira bastante simples, com
ausência ou presença de luz, ou seja, é a aparência do elemento
visual e destaca-se em relação a outros ou a ele mesmo, quando
relacionado a um fundo.
O contraste é responsável por uma estratégia visual que estimula
instantaneamente a atenção ao elemento visual e,
consequentemente, ao seu significado, atraído pelo dinamismo e
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pela importância. Saber projetar com contraste é importante para
criar diferentes soluções e sensações, e pode ser apresentado
como:
Contraste de valores (claro/escuro): acontece quando um
objeto fica claro quando inserido em fundo escuro, ou escuro
quando inserido em fundo claro (Figura 1).
Figura 1 | Contraste de valor. Fonte: Pixabay.
Indução cromática: um elemento vermelho exposto em fundo
cinza tende a ter sensação da presença de sua cor oposta, o
verde. Já no fundo branco, a percepção da matiz não se altera
(Figura 2).
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Figura 2 | Indução cromática. Fonte: Pixabay.
Forma e linha de contorno: ao utilizar uma forma quadrada na
cor preta em fundo branco ou forma quadrada na cor branca
em fundo preto, a sensação de dimensão do quadrado branco
tende a ser maior que a do quadrado preto, pois a sensação
visual de um fundo escuro conduz à expansão, e o fundo claro
tende a contrair o elemento exposto (Figura 3).
Figura 3 | Contraste de forma e linha de contorno. Fonte: Pixabay.
Falando do contraste de cor, é preciso entender os conceitos
relacionados à teoria da cor e às suas aplicações, pois a
composição visual do material define não só o conceito, mas
também o significado da mensagem a partir desta orientação. Na
teoria da cor, o círculo cromático (Figura 4), apresentado por
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Johannes Itten, apresenta as cores primárias, secundárias e
terciárias, além de seus contrastes.
Figura 4 | Círculo cromático de Johannes Itten. Fonte: Wikimedia.
Os contrastes de cores ou cores harmoniosas funcionam bem em
conjunto ou justapostas. No caso, o círculo cromático pode ser
utilizado ajudando na escolha das cores e combinações harmônicas,
podendo ser complementares, análogas ou triádicas.
A relação contrastante, a harmonia, acontece quando associamos
cores opostas no círculo cromático (Figura 5). Também conhecida
como harmonia complementar, ela deve ser utilizada com cautela,
escolhendo uma cor dominante, e uma complementar para alguns
destaques.
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Figura 5 | Cores complementares. Fonte: Wikipedia.
A harmonia de contraste oferece uma combinação de alto contraste
ideal para atrair a máxima atenção do espectador.
Já as cores análogas (Figura 6) apresentam contrastes mais sutis.
Seus contrastes são combinados com duas ou mais cores vizinhas
apresentadas no círculo cromático, sendo que uma delas é utilizada
como a dominante, enquanto as próximas são utilizadas para
enriquecer o contraste escolhido. Vale ressaltar que as cores
análogas não são uma harmonia tão vibrante como a harmonia de
complementares.
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Figura 6 | Cores análogas. Fonte: Wikipedia.
Por fim, as cores triádicas (Figura 7) trabalham com três cores
equidistantes no círculo cromático,que usam os mesmos métodos de comunicação como
forma de implementar esse princípio. Essa nova expressão de
comunicar uma mensagem faz do design um elemento-chave do
processo criativo, desde a combinação de imagens até a
comunicação de ideias. Observe o cartaz a seguir, inspirado no
Cubismo de Picasso.
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Figura 5 | A. M. Cassandre Wagon Bar, 1932. Fonte: Barnicoat (1972, p. 100).
O uso de caracteres carimbados (e/ou gravados) resultou em novos
padrões de impressão. Observe, na Figura 6, a homenagem a Bach
feita por Braque; nela, é perceptível como a inspiração cubista
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absorveu vários aspectos da arte comercial que influenciaram
decisivamente na criação de cartazes e esboços publicitários na
década de 1920.
Figura 6 | Georges Braque, homenagem a J.S. Bach, 1912. Fonte: Flickr.
Siga em Frente...
Futurismo, Dadaísmo e Surrealismo
O movimento futurista (1909) se tornou uma expressão poderosa da
visão do futuro, servindo também como ponte da Art Déco. O
Futurismo, como estilo artístico, desempenhou um papel importante
nas extensões da ilustração, mas, ao mesmo tempo, influenciou
grupos de designers europeus.
Os intelectuais e artistas da época usaram temáticas de protestos
em sua proposta, nascendo, assim, o movimento futurista, a
exemplo do jornal La Demolizione, meio de comunicação de Filippo
Tommaso Marinetti (1876-1944), escritor, poeta, ideólogo, jornalista
e precursor do movimento futurista. Nos poemas pictóricos, Marinetti
uniu o conteúdo verbal a imagens visuais em uma mesma
manifestação, como podemos observar na Figura 7, em que,
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utilizando um conjunto de elementos visuais de diferentes tamanhos
e colocações tipográficas no papel com o objetivo de dar-lhes uma
ênfase sensorial para além do meio escrito, as letras parecem
alcançar o componente de sonoro.
Figura 7 | Filippo Marinetti, poema de Les Mots en liberté futuristes, 1919. Fonte: Meggs e
Purvis (2009, p. 320).
No início do século XX, o mundo estava em constante mudança, a
qual deu origem a uma nova ideia: velocidade no desenvolvimento
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de navios a vapor e automóveis motorizados, além das primeiras
conexões telefônicas intercontinentais.
O uso da decomposição/composição do objeto e/ou espaço, para a
representação da forma, do movimento da figura como processo
construtivista, o mais importante do ponto de vista da percepção
visual, torna-se um pré-requisito e uma tendência funcional do
design gráfico como atividade de interação com o público. Tanto nas
tendências artísticas iniciadas no Cubismo quanto no Futurismo, as
formas de movimento que surgiram tinham como principal busca
figurar a quarta dimensão: o movimento.
O Dadaísmo, para além de um movimento artístico, também se
caracterizou por ser um “estado de espírito” individual e coletivo.
Esse estilo negou e desafiou a estrutura da representação racional,
reduzindo drasticamente os conceitos tradicionais. Associado ao
movimento anarquista, o Dadaísmo direcionou os designers gráficos
a se expandirem das restrições retilíneas (ideia inicialmente cubista)
e utilizarem a “letra” como experiência visual através do valor do
humor e do chocante, minimizando, dessa forma, o sentimento de
apatia do observador perante algo.
O Dadaísmo surgiu simultaneamente em Zurique e nos Estados
Unidos. Foi um movimento de teor artístico provocativo e irônico, e
seu objeto de crítica era através da arte. Para a sociedade, o termo
“função” se refere à forma como o objeto permite seu uso, enquanto
“fruição” faz referência à contemplação do objeto. Ou seja, quando
nos referirmos ao uso, relacionamos o valor da “peça” à sua função
para a qual foi concebida e, se nos atentarmos apenas para o
momento da fruição, estaremos, na verdade, avaliando apenas o
seu elemento estético. Esse conteúdo artístico no Dadaísmo era
projetado em diferentes suportes, desde as artes plásticas até a
pintura, a fotografia, a poesia e o teatro. Um exemplo dessa quebra
de função de objeto é a obra de Marcel Duchamp (1887-1968),
renomado pintor e escultor francês, bem como um ícone das
vanguardas artísticas europeias do início do século XX. Ele foi um
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dos precursores da arte conceitual, do Dadaísmo, do Surrealismo,
do Expressionismo abstrato e o inventor dos ready-made. O termo
ready-made foi criado por Marcel Duchamp para designar um tipo de
objeto por ele inventado que consiste em um ou mais artigos de uso
cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critérios
estéticos e expostos como obras de arte em espaços especializados
(museus e galerias), que podemos observar logo a seguir, na Figura
8.
Figura 8 | Roda da Bicicleta, de Marcel Duchamp, 1913. Fonte: Hurlburt (2002, p. 20).
Concentrando-se, principalmente, na década de 1920, os
surrealistas contribuíram para uma nova abordagem de imagens e
conteúdos visuais apoiada nas conjeturas de Sigmund Freud (1856-
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1939), neurologista e psicanalista conhecido como o “pai da
psicanálise”, por conta da sua extensa contribuição para o
surgimento desse campo clínico que tem enfoque na psique
humana. Ao longo de sua carreira, Freud teorizou ideias a respeito
da interpretação dos sonhos e do papel deles em retratar desejos
que são reprimidos na mente humana ou memórias recentes que
estão bloqueadas no inconsciente. A respeito do inconsciente, disse
que a mente humana funciona como um iceberg, em que parte dos
pensamentos é perceptível, e a outra parte, não.
A obra Interpretação dos Sonhos (1900), de Freud, deu origem a
uma nova expressão da arte baseada na subjetividade e no
inconsciente do artista, adotando como tema o simbolismo, as
justaposições imprevisíveis do inconsciente, como acontece nos
sonhos. Nas obras do artista Réne Magritte (1898-1967), é bastante
perceptível o quanto suas pinturas apresentam elementos do
cotidiano (Figura 9), os quais, juntos, não fazem sentido como em
um sonho, tornando-se provocador, espirituoso e que desafia as
percepções dos observadores, pois não está condicionado à
realidade.
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Figura 9 | Pintura Filho do Homem, de René Magritte, de 1964 (retrato surrealista). Fonte: Hurlburt
(2002, p. 24).
Dessa forma, os surrealistas contribuíram para as artes gráficas ao
explorar novas técnicas visuais e um estilo de abstração que
influenciou a comunicação visual e a ilustração, sobretudo por
revelar uma nova dimensão da realidade possível quando se
renuncia à lógica racional e a substitui por uma associação arbitrária
de imagens do mundo real.
02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual
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A Figura 10 traz um cartaz surrealista feito pelo artista Tetsuo
Miyahara, em que ficam bastante evidentes as razões pelas quais
os designers de cartazes utilizaram o Surrealismo. E são três razões
muito simples (BARNICOAT, 1972):
Uso de elementos familiares e aceitáveis pelo público moderno.
O cartaz da Figura 10 é composto por elementos familiares a
quase todas as pessoas: chapéu, cigarro, um perfil de mulher,
nuvens e um corvo.
A utilização do elemento-surpresa. No caso,por exemplo, azul, amarelo e
vermelho. Esta harmonia é bastante utilizada, pois oferece um alto
contraste visual, ao mesmo tempo que equilibra o balanço e a
riqueza das cores.
02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual
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Figura 7 | Cores triádicas. Fonte: Wikipedia.
Portanto, saber projetar utilizando contrastes de tom e de cores é
essencial para produzir materiais de comunicação visual eficazes e
que alcancem não só o público esperado, mas também transmitam
a mensagem na qual foi determinante para a sua produção.
Siga em Frente...
Contraste de tamanho
Contrastes acontecem a todo o tempo, embora algumas vezes de
formas despercebidas. A comunicação visual apresenta
cotidianamente todo tipo de contraste, como em uma decoração, em
que vemos um sofá retrô (Figura 8) em contraposição a uma cadeira
contemporânea.
02/10/2024, 19:30 Linguagem Visual
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Figura 8 | Sofá com estilo retrô. Fonte: Freepik.
Sua conceituação é flexível e, segundo Wong (2010, p. 105), pode
ser apresentado como “moderado ou severo, vago ou óbvio, simples
ou complexo”. Conforme o autor, o contraste é base para
comparações, para que, assim, as diferenças possam se tornar
claras e, no caso do contraste de tamanho, a diferença aparece
quando um elemento maior é comparado com outras formas
menores, distribuídas propositalmente ao seu redor.
Figura 9 | Contraste pequeno/grande. Fonte: Shutterstock.
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Ainda segundo Wong (2010), o contraste de tamanho é direto e
objetivo, e se apresenta grande/pequeno quando aplicado em
formas planas, ou comprido/curto quando em formas lineares. Além
disso, o tamanho pode ser modificado quando ampliadas ou
reduzidas suas formas apresentadas em sequência, geralmente
quando utilizada a lei da repetição (Figura 10).
Figura 10 | Contraste de tamanho. Fonte: Pixabay.
Para Gomes Filho (2015), as relações comparativas acontecem
dentro de um campo visual determinado, e suas medidas e
condições são apresentadas por elementos visuais nele dispostos,
mostrando-se arbitrária, intuitiva ou seguindo uma ordem de
contexto matemático ou geométrico. Segundo o autor, “os elementos
devem ser combinados com um sentido de ordem e unificação, de
maneira que cada um deles seja parte integrante do todo. A
proporção implica, obviamente, sempre uma comparação entre os
dois ou mais elementos” (GOMES FILHO, 2008, p. 64).
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É importante pensar que o conceito de contraste de tamanho é
aplicável em vários elementos visuais, sejam eles no comparativo de
imagens, objetos, fonte tipográfica, entre outros. Willians (2009)
comenta que, quando o objetivo é criar um contraste de tamanho
que realmente se destaque e que chame a atenção do observador,
esse mesmo contraste não deve ser tímido, para ser eficaz.
Dondis (1991) afirma que, ao manipular o tamanho dos elementos
na peça gráfica, pode-se chocar o expectador devido à proporção
dos objetos, contradizendo a continuidade comum do que se espera
ver, construindo um olhar de atenção e desconstruindo o sentido
lógico da imagem. A autora, ainda, apresenta que o contraste pode
ser mais intensificado a partir do elemento tonal e da justaposição, a
partir da comparação com desenhos, fotos ou colagens, tornando a
imagem impactante e alcançando o contraste através da sua
diferenciação e do seu significado (Figura 11).
Figura 11 | Manipulação de tamanho. Fonte: Pixabay.
O contraste é responsável pelo controle do significado ao combinar
elementos de interação complexos que, ao se revelarem no mesmo
plano e ao mesmo tempo, constroem o dinamismo da leitura e,
consequentemente, da interpretação. Para isso, as decisões na
utilização dos elementos básicos, como linha, tom, direção, cor,
movimento, forma e, principalmente, o que se entende por
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proporção e escala, devem ser constituídas na direção da
percepção precisa e específica.
Portanto, existem muitas possibilidades para criar um contraste de
tamanho marcante, porém deve-se levar em conta que não é
apenas modificando o tamanho dos elementos que se constrói tal
objetivo, é preciso planejamento, ordem e sequência para que a
mensagem seja interpretada corretamente.
Contraste de dimensão por meio da
perspectiva e da isometria
Sem dúvida, a representação visual da perspectiva é uma das
técnicas mais elaboradas na comunicação visual, visto que ela
representa o desenho do objeto e de elementos de modo a simular o
objeto ou espaço “real” em três dimensões. Mas seria impossível
iniciar sua apresentação sem organizar a ideia do que é desenho
(Figura 12).
Figura 12 | Desenho em perspectiva. Fonte: Pixabay.
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O desenho vai além do embelezar ou ornamentar. Seu objetivo é, a
partir de uma representação útil, comunicar uma mensagem. Enfim,
o desenho tem uma utilidade prática, criativa, dinâmica e constante
propósito, seja em um momento efêmero ou contínuo. Toda imagem
é por si só um desenho, representando tudo o que vemos e
interpretamos, e transmitindo sempre uma mensagem.
Sendo assim, a perspectiva é uma representação gráfica que retrata
um objeto e como ele se manifesta à nossa vista, considerando as
três dimensões: largura, altura e profundidade. A perspectiva tem
como objetivo representar objetos sobre um plano, utilizando-se de
procedimentos para que tal representação se aproxime o máximo
possível da realidade. Perceba que, quando olhamos para um objeto
qualquer, percebemos a sensação de profundidade e relevo, em que
as partes mais próximas da nossa vista parecem maiores, e as
partes mais distantes parecem menores. Portanto, a perspectiva é
uma forma de representação bastante utilizada no contraste de
tamanho, justamente por essa sensação.
Dessa forma, podemos considerar os modelos de perspectiva:
cônica, cavaleira e isométrica (Figura 13), todas aplicadas na
comunicação visual.
Figura 13 | Modelos de perspectivas. Fonte: elaborado pelo autor.
A perspectiva isométrica caracteriza-se como um desenho que se
representa na proporção mais próxima da ilustração, já que o
desenho isométrico apresenta todos os pontos do objeto na mesma
distância entre si, preservando as principais características em sua
posição inicial e evitando, assim, deformações da forma. Por isso, a
perspectiva isométrica é tão utilizada na linguagem visual. É muito
utilizada também no design, na infografia, no jornalismo, na
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arquitetura, na engenharia, no desenho industrial e em ilustrações
em geral (Figura 14).
Figura 14 | Ilustração isométrica no design de interiores. Fonte: Adobe Stock.
Observe que, na produção de ilustrações e na construção de
infográficos, a isometria é construída para simular objetos
tridimensionais para um cenário bidimensional. Essa técnica permite
que essas imagens se tornem mais atrativas e dinâmicas,
possibilitando efeitos visuais que reforçam o volume, aproximando-
se da realidade. Caso contrário, o objeto desenhado ficaria com um
visual chapado, prejudicando a percepção, a atenção e a própria
compreensão dele. Essas características fizeram que a projeção
isométrica, antes utilizada, principalmente, em desenhos técnicos,
pudesse ser “descoberta” e implantada, a fim de se fundir com
outras técnicas e visuais, como fotografia, ilustrações, jogos,vídeos,
sites, iconografia e modelação 3D, construindo uma imagem muito
mais agradável e interessante.
Dessa forma, utilizar a isometria em projetos de comunicação visual
é uma decisão sábia, principalmente quando relacionada aos
conceitos de contrastes de tom, cor e tamanho, permitindo uma
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conexão visual não apenas atraente, mas imponente, curiosa e
dinâmica.
Vamos Exercitar?
Durante a aula, exploramos como o contraste visual pode destacar
informações importantes e guiar o olhar do espectador. Depois de
compreender os princípios do contraste de tom e cor, tamanho e
dimensão, aprendemos a aplicá-los de forma estratégica em nossos
projetos de design. Para resolver a questão central, devemos
considerar o contexto e os objetivos específicos de cada projeto. Ao
utilizar o contraste de maneira inteligente, podemos direcionar a
atenção do espectador para elementos-chave e comunicar nossa
mensagem de forma eficaz.
Como estudantes e profissionais do design, é importante
continuarmos experimentando e explorando novas formas de utilizar
o contraste visual em nossos trabalhos. Ao fazê-lo, estaremos
preparados para enfrentar os desafios do mercado e criar designs
impactantes e eficazes. Esperamos que você se sinta motivado a
aplicar os princípios do contraste visual em seus próprios projetos.
Saiba Mais
Para expandir seus conhecimentos sobre o uso da cor e da
perspectiva na arte e no design, sugerimos assistir ao filme Com
amor, Van Gogh (2017), que oferece uma experiência única ao
recriar a vida de Vincent van Gogh através de sua própria arte,
destacando o uso magistral da cor e da perspectiva.
Além disso, recomendamos a leitura do artigo "O uso da cor em
sistemas de sinalização", de Fabiano de Vargas Scherer e Simone
Mello Pereira Uriartt, que aborda como aplicar os princípios de cor e
design em contextos práticos, como sistemas de sinalização em
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espaços públicos. Essas fontes ampliarão sua compreensão e
inspirarão suas próprias criações no campo do design visual.
Referências Bibliográficas
ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp,
2004.
DONDIS, A. D. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins
Fontes, 1991.
GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da
forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda.,
2015.
ITTEN, J. The Art of Color: the subjective experience and objective
rationale of color. London: Van Nostrand Reinhold, 1970.
WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas
de planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis Edições, 2009.
WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2010. 
Aula 4
DIAGRAMAS E SISTEMAS
COMO ELEMENTOS DE
COMUNICAÇÃO
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Diagramas e sistemas como
elementos de comunicação
Bem-vindo à nossa videoaula sobre diagramação! Aqui, vamos
explorar como a organização visual impacta a clareza e eficácia das
peças gráficas. Vamos discutir a importância dos conceitos de
sequencialidade, unidade, contraste de movimento e dominância, e
como aplicá-los na prática profissional para criar materiais
visualmente atraentes e comunicativos. Não perca essa
oportunidade de aprimorar suas habilidades! Assista agora e eleve
seu design para o próximo nível.
Ponto de Partida
Nesta aula, exploraremos os fundamentos essenciais da
diagramação e como ela influencia a percepção visual e a
funcionalidade das peças gráficas. Discutiremos o sentido de
sequência e unidade na disposição dos elementos, destacando a
importância de uma organização coesa. Além disso, abordaremos
os conceitos de dominância e movimento, essenciais para direcionar
o olhar do espectador e criar peças visualmente impactantes.
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Para isso, tenha em mente: Como garantir que a disposição dos
elementos siga uma sequência lógica, facilitando a compreensão do
conteúdo? Com essa compreensão, você estará mais capacitado a
criar materiais visuais impactantes e comunicativos em sua prática
profissional. Não subestime o poder da diagramação e como ela
pode fazer a diferença no sucesso de suas criações. Vamos juntos
explorar esse universo e transformar teoria em prática!
Vamos Começar!
Seja bem-vindo à nossa jornada pelo mundo da diagramação! A
diagramação, muitas vezes chamada de leiaute, refere-se à
organização visual dos elementos em uma página ou tela. É a
maneira como textos, imagens e outros elementos visuais são
dispostos para transmitir uma mensagem de forma clara, coerente e
atrativa.
A importância da diagramação vai além da simples estética. Ela
desempenha um papel fundamental na comunicação visual,
influenciando a forma como as informações são percebidas e
compreendidas pelo espectador. Uma boa diagramação pode cativar
a atenção do público-alvo, facilitar a absorção do conteúdo e até
mesmo orientar o comportamento do usuário.
Conteúdo em relação ao espaço:
diagramação
A diagramação, segundo Ribeiro (1993, p. 7), “é a arte de
conjuminar texto, ilustração, cor e espaço, a fim de tornar a
mensagem mais legível e agradável”. Ela é um conjunto de práticas
do design gráfico que tem como objetivo distribuir e organizar os
elementos em uma página, construindo um maior potencial de
interesse, legibilidade e comunicação. Cada peça gráfica apresenta
características, necessidades e objetivos distintos, sendo importante
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compreendê-las para que seja projetada para suprir essa demanda,
sendo para sites, revistas, folders, catálogos, jornais, aplicativos,
entre outros.
A diagramação não é apenas considerada uma questão estética,
mas, principalmente, uma técnica funcional para a organização
visual da peça gráfica. Para Ribeiro (1993, p. 154), a composição
gráfica é o resultado subjetivo entre os elementos e suas relações,
sendo “a arte de se distribuir os elementos integrantes de um projeto
gráfico. A linha, a unidade, o equilíbrio e demais fatores conjugados
ao tema, criam uma mensagem, chamando a atenção,
determinando o interesse, propondo a motivação para o fim
específico da comunicação”.
Dessa forma, é possível considerar oito diretrizes importantes para a
diagramação:
Grid: o grid (ou “grade”) é um recurso da organização da
página. É a definição das áreas que receberão os elementos
visuais, como uma espécie de grade estruturante (Figura 1),
apresentando a melhor distribuição e coerência visual.
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Figura 1 | Possíveis grids. Fonte: Pixabay.
Colunas: a quantidade de texto determinará o número de colunas
do material. Não há regras para a quantidade de colunas (Figura 2),
pois o que define a quantidade é o volume de informação. Porém,
existem algumas orientações:
1. Colunas largas deixam a peça gráfica com peso visual maior e
parecem cansativas de serem lidas.
2. Colunas curtas deixam o texto dinâmico e leve, causando
curiosidade e interação.
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Figura 2 | Colunas de textos e elementos gráficos. Fonte: Pixabay.
Espaços em branco: também chamados de “respiros”, são
responsáveis pela identificação das informações apresentadas
no material, criando contraste entre o fundo e o que estiver no
primeiro plano. Podem acontecer entre os textos, imagensou
qualquer outro elemento visual. Esses espaços, quando bem
empregados, sinalizam que o projeto é profissional e que houve
preocupação em evitar confusão visual, tornando a página o
mais atraente possível (Figura 3).
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Figura 3 | Espaço em branco ou “respiro”. Fonte: Shutterstock.
Tipografia: definir a tipografia, bem como o espaçamento entre
letras e linhas, é essencial para a legibilidade e fluidez da
página. Podemos definir as fontes como serifada (indicada para
materiais impressos) e sem serifa (indicada para materiais
digitais) (Figura 4). Além disso, a definição da família tipográfica
que será utilizada acontece mediante o conceito do projeto.
Evite utilizar mais de dois tipos de família tipográfica em um
mesmo material, evitando confusão visual.
Figura 4 | Fontes com serifa e sem serifa. Fonte: elaborada pelo autor.
Alinhamento: refere-se à coerência do material e ao estilo da
criação do projeto (Figura 5). É possível usar textos
justificados, principalmente em materiais impressos, ou
alinhados à esquerda, para materiais digitais; e alinhamentos
diferentes, conforme o destaque que se pretende criar.
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Figura 5 | Alinhamento. Fonte: Williams (2009, p. 33).
Imagens: elas dão vida ao material e, por isso, precisam ser
consideradas na diagramação e no conceito do projeto (Figura
6). Usar imagens de alta qualidade deixam o material
primoroso e auxiliam na comunicação da mensagem.
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Figura 6 | Uso de imagens no projeto gráfico. Fonte: Shutterstock.
Hierarquia das informações: priorize, na diagramação, a
sequência de importância de cada elemento visual, dos mais
importantes aos menos importantes, criando hierarquia e
construindo um guia no olhar do espectador (Figura 7).
Figura 7 | Hierarquia das informações. Fonte: Shutterstock.
Identidade visual: respeite a identidade visual da empresa
para a qual se projeta o material, como as formas, as fontes, as
cores e os estilos já padronizados por ela (Figura 8).
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Figura 8 | Identidade visual. Fonte: Shutterstock.
Portanto, a diagramação deve ser prioridade no projeto da peça
gráfica. Quando bem diagramada, tende a ter fácil leitura e
compreensão, além de auxiliar na execução do comportamento
esperado do leitor.
Siga em Frente...
Sentido de sequência e unidade
Todo projeto gráfico, independentemente da peça, do suporte ou da
utilização, demanda conceitos importantes no seu desenvolvimento.
Para o designer, professor e autor João Gomes Filho (2015), a
sequencialidade é uma técnica que se refere à ordenação,
disposição e organização contínua de unidades visuais, ou seja, que
apresenta uma sequência lógica relacionada aos princípios estéticos
de harmonia e equilíbrio em expressões visuais.
A técnica da sequencialidade é utilizada a partir de elementos
visuais, como: pontos, linhas, planos, texturas, volumes, cores,
brilhos, entre outros, organizados de maneiras livres, porém de
forma ordenada, por exemplo: espiralado, justaposto, alinhado,
sobreposto, com profundidade, circularmente etc.
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Perceba, na Figura 9, que a técnica de sequencialidade se dá
através da repetição contínua dos degraus da escada, pelas linhas
curvas de seus corrimões e pela repetição organizada das janelas
do prédio à direita da imagem.
Figura 9 | Sequencialidade. Fonte: Pixabay.
Dondis (1991), ilustradora, professora universitária e autora de um
dos livros mais conhecidos sobre o tema (Elementos básicos da
comunicação visual), apresenta a mesma opinião que Gomes Filho
(2015), para quem a sequencialidade baseia-se na composição
visual com ordem lógica, seguindo de um padrão rítmico, ou seja,
ela deve apresentar um planejamento ou mesmo uma organização
intencional. Note, na Figura 10, que a percepção da sequencialidade
e do conceito de profundidade se dá a partir da repetição organizada
dos lápis, assim como das linhas que representam a cortina do lado
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direito da imagem. Nesse caso, essa organização se dá através da
sequencialidade intencional.
Figura 10 | Efeito visual da sequencialidade. Fonte: Pixabay.
Ao falar de unidade, Dondis (1991, p. 145) apresenta que seu
conceito se relaciona com um “equilíbrio adequado de elementos
diversos em uma totalidade que se percebe visualmente”, ou seja, a
repetição ou junção dessas unidades apresenta-se intencionalmente
de maneira tão integrada que, ao ser visualizada, é percebida como
um único elemento visual.
Gomes Filho (2015, p. 24) divide a mesma interpretação,
apresentando que a unidade pode ser percebia como um único
elemento ou como parte de um todo; o autor afirma que ela “[...]
pode ser compreendida como o conjunto de mais de um elemento,
que configura o ‘todo’ propriamente dito. Ou seja, o próprio objeto”.
Para ele, os elementos visuais são vistos como unidades a partir de
suas relações, seja por meios formais, cromáticos ou até
dimensionais, em que tais unidades são visualizadas dentro de um
contexto ou elementos básicos que, isolados ou combinados entre
si, aparentam o conjunto de unidade, levando à interpretação visual
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da forma, a partir da escolha inconsciente de uma unidade principal
(Figura 11).
Figura 11 | Efeito visual da técnica de unidade. Fonte: Pixabay.
Dessa forma, perceba que as técnicas de sequencialidade e
unidade produzem na peça gráfica a sensação da percepção da
forma, assim como na continuação da leitura, unindo, muitas vezes,
o contexto à própria aplicabilidade da mensagem que se quer
transmitir.
Dominância e movimento
As leis da Gestalt são essenciais para o desenvolvimento de
projetos gráficos funcionais e que, visualmente, alcancem os
objetivos determinados. Por isso, é necessário conhecer suas
diferentes aplicabilidades, variações e características.
A dominância ou ênfase (Figura 12) é uma variação específica que
tem como objetivo realçar determinada área, elemento ou conteúdo
da peça gráfica; seu uso proporciona a criação de um foco principal
de atenção e, consequentemente, a construção da percepção de
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áreas secundárias, criando um impacto visual sobre a hierarquia das
informações.
Figura 12 | Efeito de ênfase ou dominância da imagem. Fonte: Pixabay.
Para tanto, Ocvirk (2014) relata que a dominância é alcançada a
partir de técnicas visuais, como:
Isolamento: técnica de separar um ou mais elementos das
demais partes.
Direção: conjunto de elementos que orientam e dirigem o foco.
Localização: apelo visual central, a posição dominante em
relação ao entorno.
Caráter: diferença visual significativa, que pode ser a mudança
de cor, estilo, forma etc.
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Escala: uso de distintas proporções visuais.
O autor ainda apresenta mais alguns elementos, como cor, textura,
elementos visuais, valor tonal, entre outros, que auxiliam a
construção dessa orientação visual percebida pelo observador.
Podemos citar, por exemplo, o uso do espaçoem branco, ou mesmo
o “respiro” com aplicação de cores.
Dondis (1991) menciona que a dominância acontece apenas quando
uma única mensagem ganha realce em relação a um fundo em que
predomina a uniformidade dos elementos.
Já o movimento, ação constante em nosso cotidiano, quando brusco
ou inesperado, pode proporcionar uma sensação de atenção ou
perigo, ou algo interessante, importante e dinâmico, pois as coisas
se movem constantemente de um lado para o outro, em diferentes
direções e velocidades (Figura 13). Além disso, a própria
movimentação do espectador pode causar uma mudança na
percepção visual, ou seja, a mudança é contínua.
Figura 13 | A imagem em movimento. Fonte: Pixabay.
Gomes Filho (2015, p. 60) apresenta que a técnica é definida a partir
da fusão entre velocidade e direção e que “está relacionado ao
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sistema nervoso que cria a sensação de mobilidade e rapidez”.
Dessa forma, a percepção de movimento acontece a partir de
acontecimentos visuais sequenciais, construídos a partir de
estimulações instantâneas, contradizendo um visual estático.
O autor indica que a percepção de movimento se dá a partir da
aplicação de elementos visuais específicos que apresentam
qualidades perceptivas, como: triângulos, cunha, linhas ou formas e
linhas angulares ou onduladas.
Vamos Exercitar?
Ao explorar os fundamentos da diagramação, percebemos como a
disposição dos elementos influencia diretamente na percepção
visual e na funcionalidade das peças gráficas. A discussão sobre o
sentido de sequência e unidade nos permitiu compreender a
importância de uma organização coesa para facilitar a compreensão
do conteúdo. Além disso, ao abordarmos os conceitos de
dominância e movimento, aprendemos como direcionar o olhar do
espectador e criar peças visualmente impactantes.
Para garantir que a disposição dos elementos siga uma sequência
lógica, facilitando a compreensão do conteúdo, é essencial
considerar a hierarquia das informações, utilizando técnicas como a
definição de grids, espaços em branco e hierarquia visual. Isso
ajuda a guiar o olhar do espectador de forma intuitiva e eficaz.
A diagramação não deve ser subestimada, pois tem o poder de fazer
a diferença no sucesso de suas criações. Portanto, vamos continuar
explorando esse universo e transformando teoria em prática! Que tal
rediagramar algum material que você tenha em casa e que acha que
poderia ser diagramado de outra forma?
Lembre-se sempre de refletir sobre novas possibilidades de
resolução, experimentando diferentes abordagens e técnicas. A
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criatividade e a prática constante são fundamentais para se destacar
no mundo da comunicação visual. 
Saiba Mais
Para expandir ainda mais seus conhecimentos sobre diagramação,
recomendamos assistir ao episódio 8 da 1ª temporada da série
Abstract: The Art of Design, de 2017. Esse episódio, intitulado "Ilse
Crawford: designer de interiores", oferece uma visão interessante
sobre o uso da diagramação criativa na prática do design de
interiores. Você terá a oportunidade de explorar como os princípios
da diagramação são aplicados em um contexto específico e como
podem influenciar a experiência dos usuários em espaços físicos.
Outra sugestão é a leitura da dissertação "Diagramação: um sistema
para previsão e improviso na mancha de texto", escrito por João
Batista de Macedo Júnior. Nela, você terá acesso a uma pesquisa
aprofundada sobre a diagramação de um livro e o cuidado com o
planejamento visual e a mancha de texto, no qual é projetado a
partir de seu formato.
Referências Bibliográficas
ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp,
2004.
DONDIS, A. D. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins
Fontes, 1991.
GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da
forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda.,
2015.
OCVIRK, O Fundamentos de Arte: teoria e prática. Porto Alegre:
AMGH, 2014.
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RIBEIRO, M. Planejamento visual gráfico. Brasília, DF:
Linha,1993.
WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas
de planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis Edições, 2009.
WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2010.
Encerramento da Unidade
LINGUAGEM VISUAL
Videoaula de Encerramento
Olá, estudante! Na jornada final desta série de videoaulas, você terá
a oportunidade de consolidar todo o conhecimento adquirido ao
longo das aulas anteriores. Exploraremos a importância dos
elementos formais na comunicação visual, compreendendo sua
relevância para a prática profissional. Prepare-se para aprofundar
seus conhecimentos sobre harmonia visual, dinâmica espacial e
expressão visual. Não perca a oportunidade de aprimorar suas
habilidades! Vamos lá!
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Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que
é interpretar os elementos formais na comunicação visual,
compreendendo como símbolos e sinais, pontos e linhas, formas
orgânicas e composição livre são utilizados para transmitir
mensagens visuais de forma eficaz, você deverá primeiramente
conhecer os conceitos fundamentais que permeiam a linguagem
visual. Explore como cada elemento, desde símbolos e sinais até
formas orgânicas, é habilmente empregado na composição visual
para transmitir mensagens claras e impactantes. Reflita sobre como
a manipulação desses elementos influencia a percepção do
espectador e a eficácia da comunicação visual.
É Hora de Praticar!
Você foi um dos três estudantes da sua turma escolhido para fazer
um teste que, caso seja positivo, resultará em uma vaga de estágio
em uma grande agência de design. Essa vaga tem como objetivo
selecionar um estudante que domine a aplicabilidade dos
elementos, princípios e leis da linguagem visual para que, junto à
equipe interna, desenvolva projetos de identidade visual e peças
gráficas on-line e off-line para grandes marcas.
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Dessa forma, o seu teste resume-se em criar um anúncio para a
divulgação um treinamento sobre reutilização de lixo reciclado e a
construção de produtos a partir dessa matéria-prima pela população
de baixa renda. Esse anúncio será distribuído em mídias impressas
e digitais e terá como patrocinador do evento uma grande marca
que defende causas sustentáveis.
Nesse anúncio, você deve apresentar os conceitos de unidade,
semelhança e movimento. Deve considerar também a diagramação
e a hierarquia da informação, além da aplicabilidade da teoria da
cor.
O arquivo desse anúncio deve ser entregue com um relatório, no
qual você defenderá a utilização de cada elemento visual, a fim de
proporcionar os conceitos solicitados, ou seja, você deverá explicar
por que usou cada elemento ou forma.
Reflita
Como os símbolos e sinais são utilizados na prática profissional para
transmitir mensagens complexas de forma simples e direta? De que
maneira a composição livre pode ser empregada para criar
narrativas visuais envolventes? Como os pontos e linhas são
utilizados para guiar o olhar do espectador e transmitir uma
mensagem visual coesa?
Resolução do estudo de caso
Você viverá uma grande experiência ao participar de um teste para
uma vaga de estágio em uma renomada agência de design e
trabalhar com uma equipe de sucesso e com marcas de destaque
no mercado. Como solicitado, você desenvolverá um anúncio para a
divulgação de um treinamento sobre reutilização de lixo reciclado ea construção de produtos a partir dessa matéria-prima pela
população de baixa renda. Esse anúncio será disponibilizado em
mídias impressas e digitais.
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Então, como começar essa atividade? Primeiramente, você deve
atentar aos requisitos das mídias impressas e digitais e produzir o
anúncio de tal maneira que possa ser utilizado em ambas as mídias.
Você também precisa separar livros, artigos e materiais que lhe
deem sustentação teórica sobre como proporcionar visualmente os
conceitos solicitados: conceitos de unidade, semelhança e
movimento, construção da diagramação, uso da hierarquia da
informação e aplicabilidade da teoria da cor.
A partir disso, separe o texto que a empresa lhe forneceu; procure
imagens coerentes com o tema; se possível, converse e investigue
como funciona o recolhimento e o uso de materiais reciclados;
pesquise e separe elementos visuais que lhe auxiliarão na
construção dos conceitos; e, então, inicie a criação de seu anúncio.
Lembre-se de que as imagens devem ser de alta qualidade, já que
serão utilizadas em mídias impressas.
Utilize as regras da diagramação e estabeleça um bom
agrupamento dos elementos visuais de tal maneira que seja de fácil
identificação os conceitos solicitados.
Prepare um documento organizado para apresentar suas escolhas e
definições sobre a composição visual que você criou, defendendo
cada elemento visual baseado no conteúdo teórico pesquisado.
Entregue na data solicitada e boa sorte!
Dê o play!
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Assimile
Referências
ARNHEIM, R. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp,
2004.
DONDIS, A. D. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins
Fontes, 1991.
GOMES FILHO, J. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da
forma. São Paulo: Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda.,
2015.
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WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas
de planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis Edições, 2009.
WONG, W. Princípios de forma e desenho. 2. Ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2010.
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ESTRATÉGIAS DE
COMUNICAÇÃO
VISUAL
Aula 1
BRAINSTORMING COMO
FERRAMENTA DE
COMUNICAÇÃO VISUAL
Brainstorming como Ferramenta de
Comunicação Visual
Olá, estudante! Nesta videoaula, você mergulhará no mundo do
brainstorming como uma ferramenta vital na comunicação visual.
Descobrirá como gerar ideias inovadoras, conceituar briefings
detalhados e conectar marcas ao seu público-alvo de maneira
eficaz. Esses conhecimentos são cruciais para sua prática
profissional, pois aprimoram sua capacidade de criar soluções
visuais impactantes e alinhadas às necessidades estratégicas. Você
está pronto para explorar essas estratégias dinâmicas e elevar seus
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projetos a um novo patamar? Vamos começar a chover ideias
juntos!
Ponto de Partida
Boas-vindas à nossa aula, em que exploraremos o brainstorming,
uma ferramenta essencial na comunicação visual. Você descobrirá
como ela pode gerar ideias inovadoras, moldar briefings eficazes e
fortalecer a conexão entre marcas e público. Mas como podemos
transformar uma sessão de brainstorming em uma fonte de ideias
que realmente se traduzam em projetos visuais impactantes e
alinhados com as expectativas do público? Esse é o desafio que
vamos explorar. Esteja pronto para aplicar os conhecimentos em
seu contexto profissional, aprimorando sua capacidade de
desenvolver soluções visuais impactantes. Em todo tipo de projeto
que for se envolver, o brainstorming sempre funciona!
Vamos Começar!
A técnica de brainstorming, chamada também de tempestade de
ideias, envolve um grupo de pessoas que se reúnem com o intuito
de estimular a criatividade para que, por meio de ideias inovadoras,
levem um determinado projeto adiante.
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Na prática, é importante que tenha um número elevado de
participantes, de preferência com perspectivas distintas. Essa
pluralidade de ideias é o ponto focal da técnica. Em um primeiro
momento, para que tenha um resultado satisfatório, é necessário ter
o maior número de ideias, sem pensar, ainda, na qualidade.
Ressalta-se também que é fundamental que o brainstorming seja
totalmente livre de críticas. Até mesmo as ideias que parecem
inicialmente ineficientes devem ser consideradas, pois podem servir
como um ponto de partida.
E aí, está preparado para começar a aprofundar e executar o
brainstorming em seus projetos de design? Vamos continuar
aprendendo mais sobre o assunto?
Geração de ideias criativas com
brainstorming
Conceituando o brainstorming
O brainstorming é um termo em inglês que une as palavras brain
(mente) e storming (tempestade). Essa técnica foi criada pelo
publicitário norte-americano Alex Faickney Osborn, em 1938, ao
perceber que seus colaboradores não conseguiam desenvolver
campanhas criativas para sua agência, deixando-o extremamente
frustrado devido a essa falta de ideias e criatividade. Porém, foi
somente em 1957 que ele apresentou o brainstorming ao mundo no
seu livro Applied Imagination (Imaginação Aplicada); essa técnica
seria uma importante ferramenta para gerar insights criativos. Para
Baxter (2008, p. 67),
[...] Brainstorming ou sessão de “agitação” de ideias é
realizado em grupo, composto de um líder e cerca de cinco
membros regulares e outros cinco convidados. Os membros
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regulares servem para dar ritmo ao processo e outros cinco
convidados podem ser especialistas. Segundo Coutinho e
Bottentuit (2007, p. 107), apontam que o brainstorming é uma
técnica que visa à reunião de informações para que seja feita
a exploração de novas ideias acerca de contextos ou
problemas. De acordo com Harris (2002, p. 1), esta técnica é
eficaz quando tem como propósito solucionar um problema
específico onde é necessária grande quantidade de ideias. O
principal objetivo desta técnica é a liberdade da imaginação
dos indivíduos participantes, sem haver críticas para que não
haja nenhuma interferência no processo criativo. 
Brainstorming na prática
Na prática, consiste em uma reunião com 6 a 12 pessoas, sendo
uma delas um mediador que seja responsável por dar um
direcionamento e garantir que todas as etapas sejam cumpridas e
as ideias sejam respeitadas. Esses colaboradores devem ser de
áreas distintas dentro da empresa, de preferência com perspectivas
e opiniões totalmente distintas, com o objetivo de gerar ideias para
criar campanhas publicitárias, melhorar processos dentro da
empresa, buscar soluções para problemas diversos e desenvolver
ou melhorar produtos já existentes. Ao se reunirem para propor
soluções, devem ser consideradas, até mesmo, as ideias
consideradas sem sentido, pois o importante é que mais à frente
surgirá uma ideia para o projeto seguir.
Regras básicas do brainstorming
Não pode haver críticas, ou seja, deve ser feito dentro de um
ambiente em que todos os envolvidos se sintam livres para expor as
suas ideias.
Deve-se levantar o maior número de ideias possíveis, pois é o
momento de ter quantidade de ideias e não julgar as ideias geradas.
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Além disso, é importante relacionar as ideias similares e que
estejam dentro do mesmo contexto, pois, dessa forma, elas se
agruparão por similaridade e abre-se espaço para continuar
buscando novas ideias.
Agora que já entendemos sobre a origem do brainstorming, bem
como os conceitos, as características e sua aplicabilidade no prisma
de diversos autores, aprofundaremos um pouco mais sobre o
assunto, abordando as etapas dessa técnica.
Siga em Frente...
Conceituando briefing e suas etapas
Briefing
É um documento que reúne todas as informações que o cliente
deseja. Ele serve como um guia para auxiliar na execução de um
projeto, como a criação de uma logo e identidade visual, uma peça
publicitária, o desenvolvimento de um site, a elaboração de uma
interface gráfica para um game, entre outros. Segundo S'antanna
(1989, p.109), “chama-se briefing todas as informações preliminares
que contém as instruções que o cliente fornece à agência para
orientar os seus trabalhos.”.
De acordo com Phillips (2007), o briefing pode ser utilizado como um
roteiro com os passos a serem seguidos para o desenvolvimento
dos projetos. Pode ser utilizado também como contrato ou acordo
entre o contratante e contratado, e, ainda, como cronograma com os
prazos estabelecidos para o desenvolvimento de um projeto.
De forma geral, podemos entender o briefing como um manual de
instruções para que toda a equipe de designers se guie por ele, pois
constam todas as informações que foram coletadas e solicitadas
pelo cliente.
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A importância do briefing
Como você já notou, o briefing é fundamental para ter um projeto de
sucesso.
Na prática, podemos afirmar que ele contribui para:
1. Organização: em um único documento, temos todas as
informações importantes para a realização do projeto.
2. Inspiração: quando a equipe começa o trabalho sem ter a
noção do que o cliente realmente quer, apostando na sorte da
aprovação, normalmente o trabalho fica paralisado, não dando
prosseguimento na sua execução. Com o briefing, isso nunca
acontecerá ao desenvolver seus projetos de design.
3. Planejamento: conseguirá definir melhor os processos que
envolverão o projeto, evitando sair do foco principal do que é
solicitado no documento pelo cliente.
Etapas do briefing
1. Informações gerais da empresa (perfil da instituição, produtos e
serviços, concorrentes).
2. Posicionamento da empresa (quais são os diferenciais frente à
concorrência, ou seja, o que a empresa faz de único).
3. Objetivo do projeto (definir as necessidades do cliente por meio
de perguntas, tais como: onde queremos chegar? O que
devemos transmitir? Qual a mensagem que comunicaremos?
Qual é o maior desafio enfrentado pela marca hoje?).
4. Público-alvo (identificar, a partir dos dados demográficos,
geográficos, socioeconômicos e comportamentais, as
informações: sexo, faixa etária, hábitos de consumo e nível de
escolaridade).
5. Sobre o projeto (O que será desenvolvido? Quais são as
características principais do produto ou serviço? Existe algo
específico que precisa constar no projeto – tipografia, cores?
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Quais são as objeções no projeto, ou seja, o que não deve
estar presente nele? Quais são os elementos visuais que te
agradam? Quais são as mensagens comunicativas que devem
ser transmitidas ao público?).
6. Orçamento (definir os valores detalhados para cada peça,
incluindo valores para as alterações).
7. Prazo de entrega (definir os prazos alinhados com todos os
processos envolvidos, buscando sempre priorizar a qualidade
na entrega).
Além de tudo que foi mencionado, é importante solicitar à empresa
outros projetos que foram realizados, para ter uma base e evitar
retrabalho por, de repente, faltar algum pré-requisito que não
constou nas etapas do briefing.
Aplicação do brainstorming conectando
marca e público-alvo
Estudo de caso do redesenho da logo da marca Tic
Tac
A Tic Tac, marca do grupo Ferrero, foi repaginada, com novo
logotipo e novos rótulos nas suas embalagens. O objetivo
determinado para a equipe de designers era fazer o rebranding, ou
seja, dar um novo visual para as balas Tic Tac, de forma a mostrar
que o produto incentiva momentos de leveza no dia a dia, inspirando
as pessoas a verem a vida de forma diferente, ou seja, sendo mais
positivas.
A equipe de designers estava com um desafio, que era rever a
marca como um todo e encontrar um conceito-chave que pudesse
conectar todos os elementos visuais com seu público-alvo e, ao
mesmo tempo, manter o DNA da marca. Para isso, fizeram reuniões
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utilizando a técnica de brainstorming, em que puderam reunir
diversas ideias a respeito do problema relatado.
Aplicação do brainstorming na comunicação visual
Na fase de imersão da construção de ideias, a equipe se reúne para
a tempestade de ideias, em que todos farão anotações de suas
sugestões, e um dos integrantes da equipe juntará todas as ideias
para a escolha da mais relevante. É lógico que esse momento é a
etapa mais difícil, pois gera uma frustação, uma vez que, mesmo
que não se tenha deixado nada ao acaso, não existe uma única
solução, mas, sim, várias soluções. É por esse motivo que é sempre
importante ser trabalhado em várias trilhas criativas, sem perder o
foco na proposta do problema inicial e respeitando todos os pontos
que não podem deixar de faltar. Ao final, foi definido o melhor
conceito criativo para o desafio em questão e seguiu-se com uma
linha mais clean.
Na logo, foi mantida a imagem da folha de menta, porém, agora, de
forma simples e minimalista para remeter à origem da marca (Figura
1). Devido a essa mudança, o produto também passa a ganhar novo
slogan, “Refresca no Ponto”, para transmitir a verdadeira essência
da marca, ou seja, o frescor na medida certa.
Figura 1 | Redesign das embalagens da marca Tic Tac. Fonte: Marca Mais (2023, [s. p.]).
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Na embalagem, foram acrescentadas a descrição do sabor e uma
ilustração, e, para fortalecer ainda mais a ideia de leveza do dia a
dia, Tic Tac ganha os “raios de positividade”. Além disso, o
movimento e o formato das pílulas dão um ar de modernidade e
dinamismo na sua concepção. Quanto às cores, continuam
chamando atenção pela escolha vibrante, despertando o olhar do
consumidor.
Diante do lançamento da nova logo e dos raios de luminosidade
indicando positividade e da embalagem, a marca reforça seu
posicionamento, que é encarar os momentos da vida com mais
leveza e dar uma refrescância nos pequenos momentos do dia a
dia.
Vamos Exercitar?
Nesta aula, mergulhamos no universo do brainstorming, uma técnica
crucial para impulsionar a criatividade na comunicação visual.
Demonstramos como essa abordagem pode moldar briefings
eficazes e fortalecer a ligação entre marcas e seu público. A
problemática central abordada foi: como transformar sessões de
brainstorming em fontes de ideias que evoluam para projetos visuais
impactantes e alinhados com as expectativas do público?
Discutimos a importância de acolher uma diversidade de
perspectivas e a necessidade de um ambiente onde todas as ideias
sejam consideradas. Enfatizamos como um briefing bem estruturado
serve como um norte para que as ideias geradas no brainstorming
se alinhem com os objetivos do projeto e as necessidades do
público e exploramos um estudo de caso interessante. Após a leitura
desse estudo de caso do redesenho da logo da marca Tic Tac, como
você poderia contribuir, junto à sua equipe, para fazer mudanças na
marca,utilizando a técnica do brainstorming para o desenvolvimento
de ideias criativas?
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Esperamos que você aplique esses conhecimentos em sua jornada
acadêmica e profissional, utilizando o brainstorming para enriquecer
seus projetos de comunicação visual. Que essas estratégias
inspirem você a explorar novas possibilidades criativas, sempre com
foco nos objetivos e no público-alvo.
Saiba Mais
Para expandir ainda mais seu conhecimento sobre o brainstorming e
sua aplicação em campos criativos, recomendamos a leitura do
artigo "A exploração da criatividade, através do uso da Técnica de
brainstorming, adaptada ao processo de criação em moda", de Karla
Mazzotti, Ana Cristina Broega e Luiz Vidal Negreiros Gomes. Esse
estudo oferece uma perspectiva detalhada sobre como o
brainstorming pode ser adaptado e utilizado no processo criativo,
especialmente no contexto da moda, destacando a versatilidade
dessa técnica.
Além disso, sugerimos que assista ao episódio 1 da série Abstract:
The Art of Design, intitulado "Christoph Niemann: ilustrador",
disponível na Netflix. Esse episódio proporciona uma imersão no
mundo da ilustração, mostrando como a criatividade e o design se
interconectam para criar obras visuais impactantes e inovadoras.
Referências Bibliográficas
GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto
Alegre: Bookman, 2008.
KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah,
2020.
LUPTON, H.; PHILLIPS, J. Novos fundamentos do design. São
Paulo: Cosac Naify, 2008.
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MARCA MAIS. Tic Tac está de cara nova! Marca ganha novo
logotipo e nova embalagem. Marketing. 2023. Disponível em:
https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-
de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/.
Acesso em: 9 abr. 2024.
MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo
Almedina (Portugal), 2018.
NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às
metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2013.
PHILLIPS, P. L. Briefing: A Gestão do Projeto de Design. São Paulo:
Editora Blücher, 2007.
SANGALETTI. L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah,
2018.
SANT’ANNA, A. Propaganda: teoria, técnica e prática. 7.ed. São
Paulo: Pioneira, 1996.
WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017.
Aula 2
PÚBLICO-ALVO NA
COMUNICAÇÃO VISUAL
Público-Alvo na Comunicação
Visual
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https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/
https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/
Olá, estudante! Nesta videoaula, mergulharemos no mundo da
comunicação visual, focando no público-alvo. Vamos explorar como
conceituar o público-alvo, entender os diferentes tipos de recortes e
como a comunicação visual se adapta aos novos públicos. Esse
conhecimento é crucial para sua prática profissional, pois permite
criar mensagens visuais mais eficazes e direcionadas, aumentando
o impacto e a conexão com a audiência. Prepare-se para aprofundar
seu entendimento e aplicar esses conceitos em seus futuros
projetos. Não perca!
Ponto de Partida
Nesta aula, exploramos o público-alvo na comunicação visual,
essencial para o êxito de projetos de design. Você aprenderá a
definir o público-alvo e a adaptar a comunicação visual para novas
audiências. Refletiremos sobre como o conhecimento do público-
alvo potencializa a eficácia comunicativa.
A problematização que guiará nossa jornada de aprendizado
questiona: Como a compreensão detalhada do público-alvo
influencia a eficácia da comunicação visual? Permaneça atento a
como esse entendimento influencia a conexão e o engajamento com
a audiência. Esse aprendizado é um trampolim para aprimorar suas
estratégias de design, tornando-as mais impactantes e alinhadas às
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necessidades e aos interesses do seu público. Vamos iniciar essa
jornada para enriquecer sua prática profissional com uma
comunicação visual mais assertiva e engajadora!
Vamos Começar!
Boas-vindas, estudante!
Em um primeiro momento, conceituaremos público-alvo e
entenderemos a sua importância ao desenvolver projetos de design,
pois, se você busca atender a todo mundo, não direciona os seus
esforços para quem realmente interessa. Em seguida, serão
apresentados os tipos de recortes de público-alvo quanto aos
aspectos demográficos, geográficos, econômicos e
comportamentais.
Por fim, mostraremos projetos que envolvem a aplicabilidade da
comunicação visual com os seus diversos públicos, observando a
acessibilidade, a diversidade e a inclusão. No design de
acessibilidade, você pensará: como meu projeto pode ser acessível?
Quais os elementos que devem existir no projeto para facilitar que
pessoas com deficiências visuais, auditivas ou motoras consumam
as mensagens veiculadas na comunicação visual?
Agora que já apresentamos o que você aprenderá nessa aula,
vamos continuar aprendendo mais sobre o assunto?
Conceituando o público-alvo
Conceituando o público-alvo (target)
É comum vermos projetos de design gráfico que não “funcionaram”,
em que foi investido muito dinheiro e tempo. Mas o que muitos
profissionais não observaram é que o que está por trás para um
projeto de design realmente dar certo é conhecer o seu público-alvo.
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Público-alvo
É um grupo de consumidores que possuem necessidades e desejos
em comuns (Figura 1), e que estão dispostos a adquirir produtos ou
serviços que uma empresa tem a oferecer.
Segundo Kotler (2006), público-alvo corresponde a um grupo de
consumidores que possuem um mesmo perfil demográfico,
psicográfico e comportamental, e que oferece mais oportunidades
de crescimento em comparação com os públicos já explorados pela
concorrência.
Strunck (2007) afirma que compreender o público-alvo proporciona o
conhecimento para selecionar e manipular uma série de signos, de
forma a estabelecer uma comunicação num nível ideal com essas
pessoas.
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Figura 1 | Público-alvo. Fonte: Unsplash.
Agora que você já sabe a definição de público-alvo, aprenderemos a
identificar, por meio de estudos e pesquisas, informações sobre
idade, gênero, classe social, preferências, objeções, entre outras,
para traçarmos o perfil mais correto possível e aplicarmos os
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elementos visuais correspondentes dentro do público-alvo do
projeto.
Antes de começar a fazer a pesquisa para identificação do público-
alvo, é importante definir qual será a melhor forma de elaborá-la.
Existem diversas maneiras, mas, aqui, destacamos três: por
formulário (devem ser objetivos, claros e diretos para conseguir
obter respostas precisas), pela internet (permite a facilidade da
coleta dos dados, bem como a qualidade das informações extraídas)
e pela forma direta com o público (coleta informações em tempo
real, o que permite analisar dados psicológicos e comportamentais).
Algumas perguntas para identificar o público-alvo:
Quais são as necessidadese/ou problemas para atender ao
meu cliente?
Quais são os desejos e/ou as demandas do consumidor?
Quais são os canais off-line e/ou on-line que o meu público
acessa informações?
Quais são as marcas que trazem credibilidade e confiança?
Quais são os concorrentes diretos e indiretos da empresa?
Quais são as objeções, ou seja, o que não pode ter no projeto
de design?
Tipos de recortes de público-alvo
Agrupar pessoas com determinada necessidade e desejo envolve
uma série de variáveis, ou seja, é preciso levantar o máximo de
informações para que a comunicação se torne mais clara e precisa.
Um exemplo disso é você conseguir desenvolver um projeto de um
cartaz apenas com a informação de que será direcionado para
mulheres acima de 40 anos de idade. Somente com essa
informação, você desenvolverá para uma grande massa de
mulheres, e não para um grupo específico.
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Por isso, é importante fazer os recortes no mercado para melhor
identificar quais grupos têm mais afinidade com a marca e direcionar
todo o projeto para o público-alvo correto.
Podemos dividir o público-alvo, chamado de também mercado-alvo,
em quatro variáveis: demográfico, geográfico, psicográfico e
comportamental (OGDEN, 2002).
Demográfico
É um tipo de classificação e agrupamento do público-alvo por
categorias, como: sexo, faixa etária, classe social, renda,
escolaridade, ocupação profissional, etnia e nacionalidade (Figura
2).
As características sexo, classe social e faixa etária são variáveis
fundamentais para direcionar o projeto de comunicação visual na
sua utilização de cores, tipografia, estilo de design e forma. Os
desejos dos consumidores variam muito conforme essas variáveis
dentro do escopo do projeto a ser realizado.
Conforme Hooley (2005), a classe social exerce uma forte influência
sobre a preferência por carros, roupas, mobília, atividades de lazer,
hábitos de leitura e compras de varejo. Muitas empresas oferecem
produtos e serviços para classes sociais específicas.
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Figura 2 | Recorte demográfico. Fonte: Vinícius (2021, [s. p.]).
Geográfico
Consiste em dividir o mercado-alvo com base nas suas localizações
físicas, ou seja, regiões, país, estado, cidade e bairro (Figura 3). É
utilizada porque a demanda de produtos ou serviços pode variar
regionalmente. Ao se criar uma logo, é importante entender as
especificidades de cada localização onde a empresa atua, trazendo
elementos regionalizados nas suas aplicações.
Para Kotler e Keller (2002, p. 285), “a segmentação geográfica
requer a divisão do mercado em diferentes unidades geográficas,
como nações, estados, regiões, condados, cidades ou bairros. A
empresa pode atuar em uma, em algumas ou em todas as áreas
geográficas, prestando atenção nas variações locais”.
Figura 3 | Recorte geográfico. Fonte: Brasil Away (2022, [s. p.]).
Psicográfico
Esse recorte se divide em grupos de pessoas, e nele busca-se
entender as suas personalidades, por meio da coleta dos seus
valores, hábitos, estilo de vida, opiniões e interesses. Podemos
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também extrair elementos emocionais, os quais influenciarão na
criação de uma peça de comunicação visual.
As variáveis psicográficas ajudam a compreender por que as
pessoas compram determinado produto ou serviço em determinada
loja. A compreensão dessas características contribuirá para a
definição de alguns aspectos do produto, como o desenho, a forma
e os melhores canais de comunicação com o consumidor.
De acordo com Kotler e Keller (2002, p. 288), “na segmentação
psicográfica, os compradores são divididos em diferentes grupos,
com base em seu estilo de vida, sua personalidade e seus valores.
Pessoas do mesmo grupo demográfico podem ter perfis
psicográficos diferentes”.
Comportamental
Utiliza como dados a maneira como os clientes interagem com a
marca, por exemplo, onde compram e com qual frequência. Isso
pode ajudar a expandir o produto e melhor compreender os
consumidores, de acordo com a ocasião em que sentem uma
necessidade, adquirem um produto ou utilizam (Figura 4).
Segundo Kotler (2006), as variáveis comportamentais são: ocasiões,
benefícios, status do usuário, índice de utilização, estágio de
prontidão e atitudes com relação ao produto.
Com base no que aprendemos, ficou claro que compreender todos
os recortes de público-alvo é fundamental para facilitar a
identificação dos usuários reais e quais as suas devidas
necessidades a serem atendidas.
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Figura 4 | Recorte comportamental. Fonte: Thiel ([s. p.], [s. d.]).
Siga em Frente...
Comunicação visual e “novos” públicos
Nas relações humanas, é fundamental haver a comunicação, pois é
considerada uma questão vital para os seres humanos. Para quem
não possui nenhuma deficiência física, intelectual ou motora, fica
difícil imaginar que algumas ações do nosso dia a dia, como fazer
compras, seja off-line ou on-line, assistir à televisão ou acessar as
redes sociais, tornam-se uma grande dificuldade, em particular para
as pessoas com deficiência visual. Dentro desse contexto, cabe ao
profissional de design ficar atento a esse público, o qual requer uma
atenção especial, quando for criar seus projetos, e incluir recursos
que permitam acessibilidade, diversidade e inclusão.
As barreiras da comunicação não acontecem somente com aquelas
pessoas que têm deficiências visuais, mas também auditiva,
intelectual e outras, que são impedidas de receber uma mensagem
com integridade.
Ao se pensar nesse perfil de público com falta de acessibilidade, o
designer pode adicionar alguns recursos em seus projetos de sites,
interface de games e aplicativos, tais como: audiodescrição, legenda
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para surdos e ensurdecidos, e Libras, porém, antes disso,
entenderemos melhor o que é acessibilidade.
Conceito de acessibilidade
É a possibilidade de pessoas com deficiência visual, auditiva ou
intelectual acessarem um produto, serviço ou informação sem haver
barreira, com segurança e autonomia.
Acessibilidade no design
No design acessível, existem diversas possibilidades que podem ser
incluídas, por exemplo, nas redes sociais, pode-se evitar fonte
decorativa, ter um cuidado maior com contraste de cores, bem como
o uso de enfeites, pois isso tudo pode atrapalhar a visualização e a
compreensão das informações visuais. Ao utilizar vídeos, deve
sempre incluir a audiodescrição, pois é uma forma complementar e
extremamente funcional para quem tem deficiência visual.
Segundo a Web Accessibility Initiative (2013), a acessibilidade na
web tem como objetivo permitir que qualquer indivíduo navegue por
qualquer site e tenha total entendimento em igualdade de
oportunidades, com segurança e autonomia.
É pensar no design centrado no usuário que facilita e permite uma
melhor acessibilidade na web, pois se concentra todo o seu foco no
usuário e em suas necessidades (Figura 5).
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Figura 5 | Acessibilidade para pessoas com dificuldade de leitura. Fonte: Audima (2023, [s. p.]).
Conceito de diversidade
Ao se pensar em diversidade, logo vem à nossa mente a ideia de
diferente, algo que foge de um padrão pré-estabelecido pela
sociedade e, ao mesmo tempo, podemos associar também a algo
que possa estar“errado” ou resulta em estereótipos negativos,
estigmas e discriminação. No entanto, podemos enxergar de
maneira contrária, entendendo que ser diverso é uma característica
única dos seres vivos, então a pluralidade, heterogeneidade e
variedade podem ser valorizadas em projetos criativos.
Diversidade no design
Ao pensar em diversidade dentro do design, podemos destacar uma
marca que pode servir de inspiração: a Natura. Em todo o seu
material de comunicação, ela faz questão de ampliar a
representatividade de negros, mulheres, pessoas com alguma
deficiência e grupos LGBTQIA+ (Figura 6).
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Figura 6 | Design da diversidade: LGBTQIA+. Fonte: Oliveira (2022, [s. p.]).
Inclusão
Conforme vimos até aqui, a diversidade está associada a diversos
grupos sociais, enquanto a inclusão se refere a termos uma
sociedade igualitária, ou seja, entender que todos somos iguais e
sem nenhuma distinção.
Design da inclusão
Tem como objetivo principal criar interfaces de comunicação e
interação de tal maneira que possam ser acessadas pelo maior
número de pessoas possível. Por exemplo, ao produzir um cartaz, o
ideal é considerar as divergências físicas e mentais da audiência,
para permitir uma maior abrangência da mensagem.
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Vamos Exercitar?
Ao longo dessa aula, mergulhamos na identificação e compreensão
do público-alvo, um aspecto crítico para o sucesso de qualquer
iniciativa de comunicação visual. Abordamos como a definição
precisa do público-alvo, através de recortes demográficos,
geográficos, econômicos, comportamentais e psicográficos, pode
aprimorar significativamente a relevância e o impacto da
comunicação visual.
A problematização inicial questionou como a compreensão
detalhada do público-alvo influencia a eficácia da comunicação
visual. Vimos que conhecer profundamente o público permite criar
mensagens visuais que não só capturam a atenção, mas também
ressoam significativamente com a audiência. Isso leva a um
engajamento mais profundo e a uma maior eficácia comunicativa.
Por exemplo, ao aplicar o conhecimento sobre o público-alvo em
projetos de acessibilidade, diversidade e inclusão, os designers
podem criar soluções que não só atendem às necessidades
específicas de grupos diversos, mas também promovem uma
inclusão mais ampla, demonstrando como o design pode ser uma
poderosa ferramenta de mudança social.
Encerramos essa aula convidando você a continuar refletindo sobre
como aplicar seu aprendizado na sua prática profissional. Considere
como o aprofundamento na compreensão do público-alvo pode
transformar não apenas a eficácia de suas comunicações visuais,
mas também contribuir para uma sociedade mais inclusiva e
diversificada. Que outras formas você pode imaginar para aplicar
esse conhecimento de maneira inovadora em seus futuros projetos
de design?
Saiba Mais
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Para complementar nosso aprendizado, recomendamos a leitura do
artigo "Definição do público-alvo em startups: reflexões a partir de
duas startups tecnológicas de Lages/SC", de Denise Righez dos
Santos de Souza, Douglas Parizotto Jacinto e Larisse Kupski, que
oferece insights sobre a importância da definição do público-alvo em
contextos inovadores.
Além disso, assista ao filme A rede social (2010) para observar
como um entendimento profundo do público-alvo universitário
contribuiu para o sucesso do Facebook. Essas recomendações irão
enriquecer sua compreensão e aplicação dos conceitos que
discutimos.
Referências Bibliográficas
CONSOLO, C. Marcas-Design Estratégico: do símbolo à gestão
da identidade corporativa. São Paulo: Blücher, 2018.
LUPON, E. O Design como Storytelling. São Paulo: Olhares,
2020.
WHELLER, A. Design de Identidade da Marca: guia essencial para
toda equipe de gestão de marcas. Porto Alegre: Bookman, 2019.
Aula 3
CONCEITO "CRIADOR" NA
COMUNICAÇÃO VISUAL
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Conceito "Criador" na
Comunicação Visual
Olá, estudante! Na jornada desta videoaula, exploraremos a
intersecção entre semiótica e comunicação visual, desvendando os
segredos dos signos e suas nuances linguísticas e visuais.
Adentraremos também o mundo da narrativa visual, mergulhando na
cocriação de experiências e na arte de contar histórias através do
design. Por fim, desvendaremos os mistérios do storytelling e sua
relevância na construção de marcas impactantes. Prepare-se para
essa aventura de aprendizado e inspiração! Vamos juntos nessa!
Ponto de Partida
Nesta aula, mergulharemos em uma exploração dos conceitos de
semiótica, narrativa visual e storytelling na comunicação visual.
Esses conteúdos são fundamentais para qualquer profissional que
busca compreender a complexidade da interação entre mensagem,
público-alvo e objetivos em projetos de comunicação visual.
Ao longo dessa aula, estaremos atentos a uma questão central:
como utilizar a linguagem visual de forma eficaz para contar
histórias que cativem e envolvam o espectador? Nossa análise nos
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levará a refletir sobre os signos presentes na comunicação visual,
explorar a importância da narrativa na construção de experiências
memoráveis e entender como o storytelling pode ser uma
ferramenta poderosa para estabelecer conexões emocionais com o
público.
Estimulamos você, estudante, a permanecer atento aos detalhes
que surgirão ao longo da aula. Cada conceito discutido aqui será
uma peça-chave para desvendar os desafios e as oportunidades
que surgem no dia a dia profissional da comunicação visual.
Prepare-se para uma aprendizagem estimulante e inspiradora, em
que o conhecimento teórico se encontra com a prática profissional.
Vamos explorar juntos as possibilidades infinitas da comunicação
visual!
Vamos Começar!
Essa aula está dividida em três pontos:
Semiótica e comunicação visual: reúne o entendimento do
conceito sobre semiótica, sua importância e aplicação dentro de
projetos de comunicação visual.
A narrativa e sua utilização na comunicação visual:
exploraremos diversas narrativas visuais que serão fundamentais na
construção da comunicação. Compreenderemos como a linguagem
pode ser mais bem explorada por meio de imagens, símbolos, cores
etc.
Como contar histórias? Usando storytelling: apresentaremos a
técnica do storytelling para você aplicar em seus projetos e criar
uma relação de empatia emocional, que pode ser feito desde o
planejamento até a execução final do projeto.
Vamos iniciar esse novo aprendizado? Temos certeza de que essa
aula contribuirá muito para o seu aprendizado e os seus projetos de
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comunicação visual. Boa sorte e bons estudos!
Semiótica e comunicação visual
Toda forma de comunicação entre os indivíduos depende de uma
linguagem verbal e não verbal, que, por sua vez, é formada por
signos. No caso da comunicação visual, os signos podem ser
traduzidos pelas cores dos semáforos, placas de trânsito, formas e
ilustrações, por exemplo. Na prática, eles podem ser vistos em toda
parte e estão relacionados a elementos que podem ser naturais e
culturais. Portanto, podemos observar que a semiótica, ciência dos
signos, está intrinsecamente interligada com a comunicação.
Origem da semiótica
A palavra “semiótica” vem do grego semeion, que significa signo. A
suaorigem teve primeira aparição nos estudos linguísticos, e seu
apogeu foi na década de 1960, por meio das pesquisas do linguista
lituano Algirdas Julius Greimas (1917-1992). Apesar disso, o termo
foi usado, pela primeira vez, por meio do linguista americano
Charles Sanders Peirce (1839-1914).
Definindo semiótica
A semiótica pode ser definida como estudo dos signos, que consiste
na reunião de todos os elementos que representarão algum
significado e sentido para o ser humano, abrangendo tanto as
linguagens verbais quanto as não verbais. O objetivo da semiótica é
buscar entender como o ser humano consegue interpretar os signos
e, com isso, aprimorar a forma de comunicação. Assim, é também
fundamental analisar e entender o comportamento humano e de
toda uma sociedade, já que as linguagens representam a forma de
expressarmos os nossos pensamentos e as nossas emoções.
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Segundo Pierce (2005), é o estudo dos signos e das suas ações. Já
o signo é entendido como aquilo que representa algo para alguém.
Os signos, que podem ser objetos, palavras ou desenhos,
representam e transmitem alguma informação, ou inúmeras
informações.
Quando nos referimos à semiótica, podemos dividir em alguns
ramos de forma aplicada, por exemplo, a semiótica visual como
sinônimo de estudo dos signos comunicados visualmente. Para Nöth
e Santaella (2010), desenhos, pinturas, fotografias, cores, anúncios
impressos, pôsteres, design, diagramas, logogramas, sinais de
trânsito e mapas são tópicos da semiótica visual.
Relação da semiótica com a comunicação visual
Todo e qualquer signo, para servir como base da linguagem verbal
ou não verbal, é formado por uma relação triádica: representâmen,
objeto e interpretante (Figura 1).
Representâmen
Corresponde a algo que representa alguma coisa para alguém, ou
seja, podemos afirmar que é a percepção externa do que estamos
vendo, traduzida pela sua forma, cor etc. Um exemplo de um
representâmen é a imagem de um milho, que traz uma forma
específica e sua cor (Figura 1).
Objeto
Refere-se à tradução do significado da imagem, da ideia que se
quer transmitir ao mostrar a imagem de um milho (Figura 1), em que
esse objeto pode trazer como significado imediato a correlação com
a imagem de uma pipoca.
Interpretante
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É a conexão mental e que se encontra numa posição entre o
representâmen e o objeto, para trazer um significado do objeto,
podendo ser representado pela embalagem de pipoca, (Figura 1).
A partir dessas abordagens, podemos notar que a semiótica é
fundamental nos projetos de comunicação visual, pois é uma
ferramenta para ajudar a inovar e comunicar de forma eficiente,
eficaz e estratégica.
Figura 1 | Semiótica de Pierce. Fonte: adaptada de Pierce (2005, [s. p.]).
Siga em Frente...
A narrativa e sua utilização na comunicação
visual
Entendendo a narrativa
A narrativa corresponde à representação de uma sucessão de fatos
que são conectados entre si para contar uma história, podendo ser
escrita, oral, visual e audiovisual, normalmente extraídas de temas
do nosso cotidiano. No que tange às narrativas visuais, podemos
entender como uma forma de contar histórias, sem uso de palavras,
mas, sim, por meio de imagens, desenhos ou ilustrações,
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transmitindo sentimentos e guiando o leitor por um caminho
semelhante àquele formado somente por texto.
Por meio dessa perspectiva, as narrativas visuais se estabelecem
como um gênero que se utiliza das imagens que se relacionam entre
si, transmitindo um sentido narrativo.
Segundo Aumont (2003, p. 209), “uma narrativa conta uma história:
por conseguinte, ela superpõe ao tempo imaginário dos
acontecimentos contados, o tempo do próprio ato narrativo”. O autor
nos mostra que, nas narrativas visuais, por meio de imagens,
conseguimos contar histórias.
Figura 2 | Narrativa visual em histórias em quadrinhos (HQ). Fonte: Freepik.
Um exemplo de narrativas visuais são as histórias em quadrinhos
(Figura 2), cheias de elementos visuais, personagens e texto. Para
construir a narrativa de uma HQ, primeiramente, devemos responder
a algumas perguntas: O quê? Quando? Onde? Com quem? Por
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quê? Como? Qual resultado é esperado? Em segundo lugar, é
importante definirmos:
O que está acontecendo na cena?
Qual o local que está acontecendo?
Quais são os personagens na cena?
Como a cena está sendo desenvolvida e quais são suas
conexões entre os quadros?
Qual a consequência que se espera ao final da cena?
Após responder a todas essas perguntas, você estará diante de uma
estrutura de narrativa visual para uma história em quadrinhos.
Como construir o roteiro de HQ para a construção
da narrativa visual
O próximo passo é partir para a estrutura do roteiro, definir quais os
personagens que estarão na cena, mostrar a trajetória do herói e do
vilão, trazer elementos que mostrem conflitos, sentimentos, ou seja,
fazer com que o leitor se envolva com a história.
Podemos dividir nas seguintes etapas:
Roteiro deve ser objetivo, simples e claro
Deverá contar uma história de forma agradável, de preferência,
pode utilizar o humor, se for melhor esclarecer cada quadro,
conforme no esboço da Figura 3.
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Figura 3 | Roteiro de HQFonte: Shutterstock.
Definir as características de cada personagem
Cada personagem deve ser único, ou seja, deve-se pensar nas suas
características, como cor do cabelo, tom da pele, fala, roupas e
acessórios.
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Figura 4 | Personagens para HQ. Fonte: Freepik.
Utilize apenas uma ação por quadro
Como em uma HQ, a narrativa visual é estática, e cada ação deve
ser colocada num único quadro. Por exemplo, caso queira que o
personagem entre na sala, bata a porta e, em seguida, comece a
discussão com alguém, deverá representar essas ações em três
quadros.
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Figura 5 | Ação por quadro (frame). Fonte: Unsplash.
Estude como será a transição das páginas e dos quadros
É fundamental criar sempre uma expectativa, curiosidade e desejo
de continuar a ler a história.
Como contar histórias usando storytelling
Definindo storytelling
O storytelling, a arte de contar histórias, é uma prática que já faz
parte do cotidiano de nossas vidas há muito tempo. Desde os
nossos ancestrais, o hábito de contar histórias era corriqueiro.
Sempre ao final do dia, eles se reuniam em volta das fogueiras para
contar a respeito de suas caçada e conquistas.
De acordo com Palacios e Terenzzo (2016), desde os tempos mais
remotos, muito antes de inventarmos uma forma de registrar
pensamentos e descobertas, os seres humanos contam histórias
uns aos outros como forma de transmitir conhecimento.
O termo storytelling se originou em 1993, nos Estados Unidos,
sendo utilizado como uma importante ferramenta de comunicação
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digital que era utilizada pelo diretor da Storycenter em um projeto da
American Film Institute, na qual as pessoas de sua equipeo elemento-
surpresa, se prestarmos muita atenção ao olho do perfil da
mulher, é o corvo. Algumas pessoas não verão o corvo na
imagem.
A possibilidade de apresentar uma única ideia de modos
diferentes, sem muitas explicações. O artista representa a
ideia, e como explicar essa ou outra ideia? Do sonho? Do
inconsciente?
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Figura 10 | Tetsuo Miyahara Jazz St. Germain, 1968. Fonte: Barnicoat (1972, p. 161).
Design Revolucionário Russo e Bauhaus
O movimento artístico conhecido como Construtivismo se baseia na
simplicidade formal e no uso frequente da geometria em projetos
revolucionários que foram incorporados ao construtivismo de
diferentes correntes, utilizando palavras e imagens em experiência
simultânea na comunicação de uma ideia. Iniciou-se na Rússia, em
1913, durando até 1934, com forte influência nas artes plásticas, na
arquitetura e no design.
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Observe a imagem feita por Dmitry Moor, em 1920 (Figura 11). A
imagem de um soldado do Exército Vermelho, com fumaça escura
subindo das chaminés de fábrica no fundo, questionando o
trabalhador russo sobre a sua contribuição para a defesa da
Revolução de Outubro, tornou-se peça icônica da propaganda
soviética.
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Figura 11 | Dmitry Moor, “Você já se alistou no exército?”, 1920. Fonte: SovietPosters.
A busca pela extrema simplicidade na pintura e o uso de formas
geométricas básicas tiveram forte influência sobre os designers
construtivistas russos, resolvendo problemas de comunicação e
descartando os aspectos mais relevantes da estética em favor da
utilidade geral.
Já o movimento artístico De Stijl ajudou a firmar o estilo do design
do século XX, sobretudo no contexto modernista-racionalista. O
movimento ocorreu na Holanda (entre 1917 e 1928), pois, não tendo
sido abalada pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ela se
tornou um local propício para o desenvolvimento tecnológico das
artes visuais e da arquitetura. Seu nome é derivado da revista com
mesmo nome, De Stijl, que pode ser traduzido como “O estilo”. Em
termos de valor, este grupo distinguiu-se pela rigorosa precisão na
divisão espacial, por vezes dividida por linhas pretas, pela tensão e
pelo equilíbrio alcançados pela assimetria (assimetria é a ausência
da simetria ou o seu inverso), bem como pelo uso arrojado e criativo
de formas básicas, cores básicas e simplicidade formal.
Muitas ideias, como o neoplasticismo – que é uma doutrina que
busca a síntese gráfica reduzindo elementos para as formas básicas
e cores primárias, aspirando a ser um tipo de arte que transcende a
realidade externa através de uma linguagem plástica objetiva –,
foram apresentadas na revista De Stijl. A necessidade de ressaltar o
aspecto artificial da arte (criação humana) fez com que o artista
holandês Piet Mondrian (1872-1944), um dos mais importantes
membros do movimento, usasse em suas pinturas apenas as cores
primárias (vermelho, amarelo e azul) em seu estado máximo de
saturação, assim como cores neutras (branco, cinza e preto), como
vemos em sua obra Composição em vermelho, preto, azul, amarelo
e cinza (1920), apresentada na Figura 12.
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Figura 12 | Piet Mondrian, Composição em vermelho, preto,
azul, amarelo e cinza, 1920. Fonte: Gombrich (1993 p. 582).
A Escola Bauhaus também se destaca nesse contexto histórico do
Modernismo, pois ela não foi apenas um movimento, mas um centro
de estudos dotado de valores que arriscavam testar novas
invenções artísticas, ideias acumuladas até então nas duas
primeiras décadas do século XX. Foi uma escola de design, artes
plásticas e arquitetura de vanguarda que funcionou entre 1919 e
1933, na Alemanha, e foi considerada uma das maiores e mais
importantes representantes do que se chama de Modernismo em
design e arquitetura, sendo considerada a primeira escola de design
do mundo.
A Bauhaus desenvolveu um design, incorporando “novos materiais”,
como concreto armado, vidro e aço, e evitando embelezamentos.
Esteticamente expresso na produção de objetos industriais. À
medida que a sociedade evoluía e tecnologicamente avançava,
objetos simples e funcionais começaram a ser criados para servir à
sociedade de massa. Em sua raiz, está a necessidade de
reorganizar a indústria alemã no período pós-guerra, quando o
governo germânico e os industriais perceberam que uma reforma no
design de objetos era vital para a competitividade da economia. Um
exemplo da influência dessa funcionalidade está no design da
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cadeira de pedestal de Eero Saarinen (Figura 13), desenhada em
1957, na qual as formas curvilíneas começavam a ameaçar o
predomínio do estilo.
Figura 13 | Cadeira pedestal de Eero Saarinen (1957), Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque.
Fonte: Hurlburt (2002, p. 42).
Conclusão
Os movimentos artísticos não apenas refletem a comunicação visual
como conceito, mas também influenciam significativamente a
maneira como nos comunicamos visualmente hoje. Ao observarmos
o desenvolvimento histórico da arte e da cultura visual, percebemos
como esses movimentos moldaram não apenas o campo artístico,
mas também a forma como entendemos e utilizamos a comunicação
visual em nosso cotidiano.
Desde o movimento Art Nouveau até o Bauhaus, os artistas e
designers exploraram novas formas de expressão e experimentaram
técnicas inovadoras que desafiaram as normas estabelecidas. Por
exemplo, o Art Nouveau introduziu formas orgânicas e curvilíneas,
influenciando não apenas o design gráfico, mas também a
arquitetura e as artes decorativas. Já o movimento Art Déco trouxe
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uma estética mais geométrica e ordenada, refletindo a modernidade
e as novas tecnologias da época.
O Cubismo, por sua vez, revolucionou a forma como percebemos o
espaço e o movimento, influenciando diretamente o design gráfico e
outras formas de comunicação visual. Ao decompor e reorganizar
formas e elementos visuais, os artistas cubistas abriram caminho
para uma abordagem mais abstrata e expressiva, que continua a
influenciar o design contemporâneo.
Além disso, movimentos como o Futurismo, o Dadaísmo e o
Surrealismo exploraram novas técnicas visuais e um estilo de
abstração que influenciou profundamente a comunicação visual e a
ilustração. O Futurismo, por exemplo, capturou a velocidade e a
dinâmica da vida moderna, enquanto o Surrealismo mergulhou nas
profundezas do inconsciente, criando imagens surrealistas que
desafiavam as percepções tradicionais da realidade.
Vamos Exercitar?
Durante essa aula, exploramos como os movimentos artísticos
históricos influenciaram a comunicação visual contemporânea. A
problematização inicial nos levou a refletir sobre como a forma como
nos comunicamos visualmente hoje está relacionada com esses
movimentos de vanguarda. Ao longo da aula, analisamos exemplos
concretos de como o Art Nouveau, Art Déco, Cubismo, Futurismo,
Dadaísmo, Surrealismo, Design Revolucionário Russo e Bauhaus
impactaram a estética e a prática da comunicação visual.
Para resolver essa questão, destacamos como os conceitos e as
técnicas introduzidas por esses movimentos ainda ressoam em
nossos designs, publicidade e interfaces digitais. Encorajamos você
a explorar mais essas influências em seus próprios trabalhos,
buscando inspiração nas abordagens inovadoras e experimentais
dos artistaseram
estimuladas a contar histórias através de uma linguagem digital.
Importância do storytelling
Ao começar a contar uma história, por mais que o tema já seja de
conhecimento de todos, a forma de transmitir a mensagem será
única. Em função disso, você pode levar seu leitor a entrar numa
jornada em que ele terá uma experiência ímpar e fará com que ele
esteja em total sintonia. As histórias, em sua maioria, geram essa
identificação; você pode até não lembrar quem foi o autor ou título,
mas do conteúdo jamais você esquecerá. Além disso, despertam
emoções, fazendo o leitor guardá-las em sua memória ou até
mesmo se colocar na pele do personagem. Por fim, podemos dizer
também que o uso dessa técnica, quando feita de forma bem-
estruturada e elaborada, consegue seduzir com facilidade o seu
público.
Principais elementos que compõem um storytelling
Mensagem: é o ponto-chave de onde partirá todo o discurso
narrativo, no qual será construído, e a mensagem precisa ser
forte o suficiente para despertar o interesse do público e ficar
na sua memória.
Ambiente: é o lugar onde acontecerá a história, e é importante
que seja descrito de forma detalhada para aumentar a imersão
e o envolvimento do público.
Personagem: podemos dizer que é figura principal da narrativa,
pois é ele que guiará o público para essa jornada, buscando
criar essa sinergia para gerar uma identificação.
Conflito: é o elemento que dará sentido à narrativa da história,
e é importante que a jornada seja difícil de ser alcançada, mas
alcançável, de forma que o personagem consiga atingir o
objetivo esperado.
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Storytelling aplicado em marcas
A Dove é uma marca que tem como objetivo trazer a autoestima às
suas consumidoras. Na visão da empresa, todos os seus produtos
devem transformar a beleza em confiança, e não em ansiedade. Na
campanha “Retratos da Beleza” (Figura 6), um artista faz retratos-
falados das mulheres de acordo com suas autodescrições; depois,
por meio da descrição de terceiros a respeito da mesma mulher,
mostra que há uma grande diferença entre os dois relatos. O
resultado é que a descrição do desconhecido era muito mais bonita
e real do que a da própria pessoa.
Figura 6 | Campanha “Retratos da Beleza”, da marca Dove. Fonte: Costa (2013, [s. p.]).
Vamos Exercitar?
Ao concluirmos essa aula, estabelecemos uma compreensão sólida
da semiótica, da narrativa visual e do storytelling na comunicação
visual, elementos cruciais para a eficácia comunicativa em qualquer
projeto visual. A problematização inicial nos levou a questionar como
a linguagem visual pode ser otimizada para narrar histórias que não
apenas capturam a atenção, mas também ressoam profundamente
com o público.
Durante nossa jornada, exploramos como a semiótica oferece as
bases para entender e utilizar signos de forma que comuniquem
efetivamente a mensagem desejada. Vimos que a narrativa visual
não se limita a uma simples disposição de imagens, mas é uma
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construção cuidadosa que guia o espectador por uma experiência
significativa e envolvente. Além disso, descobrimos como o
storytelling, ao ser incorporado na comunicação visual, transforma
informações em histórias memoráveis e estabelece uma conexão
emocional forte com o público.
Para aplicar esses conhecimentos, encorajamos você a considerar
não apenas o que sua mensagem comunica, mas como ela é
percebida e interpretada pelo público. Pense em como os elementos
visuais podem ser alinhados para contar uma história coesa, e como
o storytelling pode ser integrado para dar vida a essa narrativa,
garantindo que sua comunicação seja não apenas vista, mas
sentida e lembrada.
Como caminhos adicionais de resolução, reflita sobre como esses
conceitos podem ser adaptados e aplicados em diferentes contextos
de comunicação visual, desde o marketing até a arte, e como podem
ser usados para abordar e resolver desafios específicos do seu
campo de atuação.
Saiba Mais
Queremos compartilhar com você duas preciosidades que
certamente vão enriquecer sua compreensão sobre comunicação
visual. Primeiro, recomendamos a leitura do artigo "A relação entre
semiótica e design", de Gabriela B. Mager. Essa leitura vai abrir
novas perspectivas sobre como a semiótica se entrelaça com o
design, mostrando como os signos e símbolos são essenciais na
criação de mensagens visuais impactantes.
Além disso, não deixe de conferir o episódio "REPRISE: O vale-tudo
das ‘narrativas’", do podcast O Assunto, de 24 de dezembro de
2021. Esse episódio trata do uso de narrativas no contexto político-
social do Brasil. 
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Referências Bibliográficas
AUMONT, J. Dicionário teórico e crítico de cinema. Campinas:
Papirus, 2003.
GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto
Alegre: Bookman, 2008.
KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah,
2020.
LUPTON, E. O design como storytelling. São Paulo: Olhares,
2022.
MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo
Almedina (Portugal), 2018.
NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às
metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2013.
NÖTH, W.; SANTAELLA, L. Imagem: Cognição, Semiótica, Mídia.
São Paulo: Iluminuras, 1998.
PALACIOS, F.; TERENZZO, M. O Guia Completo do Storytelling.
Rio de Janeiro: Alta Books, 2016.
PIERCE, C. S. Semiótica. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005.
SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah,
2018.
WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017.
Aula 4
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IDENTIDADE VISUAL
Identidade Visual
Olá, estudante! Nesta videoaula, você irá explorar os fundamentos
essenciais da comunicação visual. Descubra o papel crucial dos
signos visuais na transmissão de mensagens, aprenda a criar
moodboards para potencializar sua criatividade e mergulhe na
importância da paleta de cores e identidade visual. Esses
conhecimentos são fundamentais para o desenvolvimento de
projetos de design impactantes e eficazes. Prepare-se para essa
jornada de aprendizado! Vamos lá!
Ponto de Partida
Boas-vindas à nossa aula sobre identidade visual! Vamos explorar
aspectos essenciais que permeiam a construção de uma identidade
visual sólida e eficaz.
Nossa problematização central será: Como podemos utilizar os
signos visuais, moodboards e paletas de cores para construir uma
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identidade visual coesa e impactante? Fique atento a cada tópico
abordado!
Ao longo dessa aula, convido você a refletir não apenas sobre os
conceitos teóricos, mas também sobre sua aplicabilidade prática.
Lembre-se de que os conhecimentos adquiridos aqui não são
apenas acadêmicos, mas têm um impacto direto em sua prática
profissional. Então, esteja preparado para absorver todo o conteúdo
e descobrir como ele pode transformar suas futuras criações. 
Vamos Começar!
Essa aula está dividida em três pontos:
1. Sistema de signos visuais: abordaremos os signos que servem
de instrumentos para a comunicação visual transmitir uma
informação ou mensagem para uma pessoa.
2. Referências visuais e moodboard: mostraremos como criar um
moodboard para ajudar na sua produção de qualquer projeto
de comunicação visual.
3. Paleta de cores e identidade visual: apresentaremos os
diversos tipos de modos de cores, tanto para impressão quanto
para web; além disso, aprenderemos comoelaborar uma
identidade visual completa de uma marca de uma empresa.
Boas-vindas a esse novo aprendizado! Iniciaremos a imersão deste
vasto conteúdo que contribuirá muito para o seu aprendizado e os
seus projetos de design. Boa sorte e bons estudos!
Sistema de signos visuais
Charles Sanders Pierce, o pai da semiótica, junto ao seu seguidor,
Charles Morris (1901-1979), filósofo americano, definem os signos
visuais como imagens que são representadas por um objeto ou
alguma coisa por sua semelhança e que possua as mesmas
características do objeto.
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Segundo Santaella (2002), existem instrumentos que possibilitam de
tal forma observar diferentes tipos de signos e os modos como se
relacionam entre si.
Em Semiótica aplicada, de Santaella (2002), através de um percurso
metodológico-analítico, você compreende as diferentes naturezas
das mensagens verbais e não verbais, ou seja, as visuais. Além
disso, é possível fazer uma relação direta entre os tipos de signos e
as diferentes formas de representação da imagem.
Definição de signo visual
O signo visual pode ser caracterizado como um instrumento da
comunicação visual para transmitir uma informação ou mensagem,
ou até mesmo para indicar alguma coisa a alguém. Os signos
visuais estão presentes em todos os lugares que utilizamos, desde
as sinalizações dentro do aeroporto, indicações das salas dos
hospitais, silhuetas utilizadas em portas de banheiros para
identificação do sexo masculino e feminino, ou seja, faz parte de
todo o nosso universo espacial.
Segundo Pierce e Charles Morris, o signo é dividido em três tipos
básicos: ícone, índice e símbolo.
Ícone: a palavra ícone vem do grego eikon (significa imagem) e
representa um objeto por sua semelhança, já que tem as mesmas
características e especificidades que o objeto. Um ícone pode
utilizar vários elementos, como forma, cor, textura ou até mesmo
som para criar essa relação entre a imagem e a ideia (Figura 1).
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Figura 1 | Ícones das redes sociais. Fonte: Freepik.
Índice: é o primeiro signo utilizado pelo ser humano, pois busca
uma relação contínua como representação. Estabelece uma
associação quase que imediata de uma coisa à outra, por meio da
experiência adquirida anteriormente. Ele é representado por uma
ação ou algum processo físico. No exemplo da ação, podemos
mencionar a fumaça que indica fogo, uma nuvem escura indicando
chuva (Figura 2), uma seta indicando uma direção; no caso do
processo físico, folhas caídas no chão representando a mudança de
estação do ano.
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Figura 2 | Representação do índice: nuvem escura no céu indicando chuva. Fonte: Unsplash.
Símbolos: são signos visuais normalmente feitos de forma abstrata
e se referem a um objeto por mera associação de ideias, ou seja,
por convenção. Eles são facilmente compreendidos por todos,
independentemente de sua nacionalidade. Por trás de sua
construção, os símbolos representam ideias, conceitos em suas
composições (Figura 3).
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Figura 3 | Símbolos visuais religiosos. Fonte: Freepik.
Referências visuais e moodboard
Moodboard
É uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento criativo, que
corresponde na prática a um mural de referências visuais composto
por cores, formas, imagens, estilos e vídeos para representar o
conceito do projeto a ser desenvolvido.
Segundo Lopes (2018, [s. p.]), “[...] embora o Moodboard ou painel
semântico seja uma técnica usada por designers para facilitar a
criação de artes que devem seguir uma unidade visual, ela pode ser
adaptada para o dia a dia de profissionais ‘não designers’ e
empresas”.
A sua principal função é servir de inspiração, pois você terá reunido
em um único local todos os elementos visuais que ajudaram a definir
o conceito, a identidade, ou melhor dizendo, a essência do que
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faltava para tornar o projeto final ainda mais especial. Normalmente,
essa ferramenta de trabalho é utilizada por designers e pelas áreas
de publicidade, arquitetura e moda. Um moodboard pode ser feito de
maneira física, utilizando recortes, colagens, desenhos, pinturas,
jornais e revistas (Figura 4).
Figura 4 | Moodboard físico. Fonte: Freepik.
Moodboard digital é utilizado por meio de programas, como Adobe
Photoshop ou similares, como GoMoodboard e Canva, para reunir
as informações e imagens da internet ou sites de referências de
imagem, como o Pinterest (Figura 5).
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Figura 5 | Moodboard digital. Fonte: Freepik.
Dentro do moodboard, podem ser adotados três títulos para
melhorar organizar as ideias: painel para público-alvo, painel para o
conceito criativo e painel visual do produto.
No painel para o público-alvo, após o estudo e a entrevista para a
busca de informações concretas, fica mais fácil o desenvolvimento
das características da marca a ser elaborada e da apresentação do
projeto para o cliente (Figura 6).
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Figura 6 | Painel de público-alvo (moodboard). Fonte: Pazmino (2017, p. 106-107).
O painel conceitual é todo direcionado ao produto que se venderá,
trazendo significado e não somente buscando ideias por meio de
imagens, mas, sim, envolvendo todo o contexto. Esse painel tem
que ser direto, claro, simples e trazer o estilo do comportamento do
público-alvo, fazendo com que o designer consiga ter um
direcionamento melhor no momento da execução (Figura 7).
Para Pazmino (2017, p. 163), “a técnica serve como meio de
comunicação que permite que toda a equipe entre em consenso em
relação à interpretação de mesmo significado de forma a alcançar o
mesmo objetivo projetual.”.
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Figura 7 | Painel conceitual (moodboard). Fonte: Freepik.
Já o painel visual tem como funcionalidade estabelecer o tema ou
conceito para que toda a equipe envolvida no projeto criativo entre
em consenso, e ele deve ser confrontado com as demais
informações anteriormente coletadas nos outros painéis (público e
conceitual) (Figura 8).
Figura 8 | Painel visual (moodboard). Fonte: Freepik.
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Podemos afirmar que, ao utilizar o moodboard, o designer consegue
fazer um projeto com muito mais detalhamento, de forma mais
direcionada para o seu público-alvo, e ainda consegue progredir de
maneira mais consistente na construção dos projetos criativos,
havendo uma identidade e uma linguagem visual única.
Siga em Frente...
Paleta de cores e identidade visual
Corresponde a um conjunto de cores que são previamente
selecionadas e utilizadas de forma harmônica, com o objetivo de
transmitir uma ideia para quem visualiza dentro de uma identidade
visual. A paleta de cores deve ser utilizada em todos os produtos
gráficos que a logo estiver presente, por exemplo, cartão de visita,
folheto, cartaz e até na assinatura digital; além disso, deve ser
aplicadano site, no aplicativo e nas redes sociais.
Tipos de paleta de cores
CMYK: chamado também de Escala Europa, é a paleta de cores
utilizada para impressão em gráfica, em que o C é ciano, M é
magenta, Y é amarelo e K é preto. Quando utilizamos as quatro
cores, estamos diante de policromia (Figura 9).
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Figura 9 | Paleta de cores – CMYK. Fonte: Shutterstock.
RGB: esse modo de cores de paleta é utilizado em dispositivos
eletrônicos, como TV, monitores de computador, mídias digitais e
sites. É formado pelas cores vermelho (R), verde (G) e azul (B)
(Figura 10).
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Figura 10 | Paleta de cores – RGB. Fonte: Shutterstock.
Segundo Pedrosa (2002), as cores aditivas possuem como cores
primárias o vermelho, o verde e o azul; quando somadas, obtém-se
o branco. Elas ficaram originalmente conhecidas pela sigla em
inglês RGB (Red, Green, Blue) e são utilizadas no meio digital, isto
é, nas telas de computadores e smartphones. Já as cores
subtrativas têm como cores primárias ciano, magenta e amarelo,
logo a soma delas gera o preto, e assim foram denominadas de
CYMK (Cyan, Magenta, Yellow e Key). Esse sistema de cor é
utilizado em impressões como jornais e revistas.
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PANTONE: é uma escala de cores representada por um sistema
numérico com alta precisão, padronização e regularidade. Além
disso, é uma paleta de cores de uso universal (Figura 11).
Figura 11 | Paleta de cores PANTONE.Fonte: Freepik.
Conceituando identidade visual
Identidade visual é a combinação de vários elementos gráficos, que
tem como objetivo comunicar uma ideia, um produto, um serviço ou
uma empresa. Os principais elementos que fazem parte da
identidade visual são: a marca (que pode ser um logotipo, por
exemplo), tipografia, paleta de cores e materiais de aplicação
(folhetos, cartazes, outdoor, material de papelaria etc.) (Figura 12).
A identidade é a expressão visual e verbal de uma marca. Ela dá
apoio, expressão e comunicação à marca, além de sintetizar e dar
visibilidade a ela. Você pode vê-la, tocá-la, agarrá-la, ouvi-la,
observá-la se mover (WHEELER, 2008).
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Figura 12 | Manual de identidade visual. Fonte: Freepik.
Elementos da identidade visual
Logotipo: é o nome da marca representado com tipografia que
pode estar na sua forma original, alterada ou redesenhada, cujo
objetivo principal é mostrar a personalidade e as características da
empresa de uma forma única (Figura 13).
Figura 13 | Logotipo da Coca-Cola. Fonte: Freepik.
Símbolo: quando um desenho é feito de maneira minimalista, ou
seja, com poucos traços e que representa e identifica um nome,
uma ideia, um produto ou um serviço, ele passa a ser o símbolo da
marca (Figura 14).
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Figura 14 | Símbolo da Nike. Fonte: Wikimedia Commons.
Tipografia: é o estudo de tipos de letra, chamado também de fonte
de letra, que faz parte do arranjo visual tanto na composição do
logotipo quanto na definição da fonte padrão para usar nos materiais
de aplicação (Figura 15).
Figura 15 | Tipografia. Fonte: Shutterstock.
Vamos Exercitar?
Ao longo dessa aula, exploramos como os signos visuais, os
moodboards e as paletas de cores são essenciais para construir
uma identidade visual coesa e impactante. A problematização inicial
questionava como utilizar esses elementos para alcançar esse
objetivo.
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Para resolver essa questão, aprendemos que os signos visuais,
como ícones, índices e símbolos, são fundamentais na transmissão
de mensagens visuais. Compreendemos como cada tipo de signo
pode ser utilizado de forma estratégica para comunicar ideias
específicas. Em seguida, ao explorar o conceito de moodboard,
entendemos como essa ferramenta pode auxiliar na visualização e
organização de conceitos, inspirando e direcionando o processo
criativo.
Finalmente, discutimos a importância da paleta de cores na
identidade visual, explorando os diferentes sistemas de cores e suas
aplicações. Ao relacionar esses conteúdos com a problematização
inicial, percebemos que a utilização consciente e estratégica desses
elementos é essencial para construir uma identidade visual coesa e
eficaz.
Como reflexão adicional, convido você a explorar como esses
elementos podem ser adaptados e combinados de maneira única
para atender às necessidades específicas de cada projeto.
Experimente aplicar os conhecimentos adquiridos nessa aula em
suas futuras criações, explorando diferentes combinações e
abordagens para alcançar resultados ainda mais impactantes.
Saiba Mais
Que tal mergulhar em duas fontes ricas de conhecimento e
inspiração?
Para expandir seus horizontes no mundo do branding e da
comunicação visual, leia o artigo "Análise da influência dos
elementos da identidade visual no reconhecimento das marcas por
parte do consumidor”, de Maurício Bramorvsky Junior e Gisele
Baumgarten Rosumek. Descubra como os elementos visuais
moldam a percepção das marcas pelos consumidores.
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E que tal uma sessão de cinema para aprender com uma história
real de sucesso empresarial? Assista ao filme Fome de poder
(2017), que narra a ascensão do McDonald's e oferece insights
valiosos sobre empreendedorismo, branding e construção de
identidade corporativa.
Não perca essa oportunidade de aprender e se inspirar!
Referências Bibliográficas
GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto
Alegre: Bookman, 2008.
KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah,
2020.
MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo
Almedina (Portugal), 2018.
NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às
metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2013.
PAZMINO, A. V. Como se cria: 40 métodos para design de
produtos. São Paulo: Blücher, 2017.
PEDROSA, I. Da cor à cor inexistente. 8. ed. Rio de Janeiro: Léo
Christiano Editorial Ltda., 2002.
SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah,
2018.
SANTAELLA, L. Semiótica aplicada. São Paulo: Thomson, 2002.
WHEELER, A. Design de Identidade da Marca. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2008.
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Encerramento da Unidade
ESTRATÉGIAS DE
COMUNICAÇÃO VISUAL
Videoaula de Encerramento
Olá, estudante! Nesta videoaula de encerramento, você mergulhará
na análise crítica de um projeto de identidade visual. Exploraremos
como elementos como paleta de cores, tipografia e símbolos visuais
se integram para criar uma comunicação eficaz e alinhada ao
público-alvo. Esse conteúdo é crucial para sua prática profissional,
pois destaca a importância de uma narrativa visual coesa e
impactante. Prepare-se para aplicar esses conhecimentos em seus
futuros projetos. Não perca!
Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que
é avaliar criticamente os desafios e necessidades que precedem um
projeto de comunicação visual, é essencial conhecer os conceitos
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fundamentais que moldam a interação entre a mensagem a ser
transmitida, o público-alvo e os objetivos definidos.
Inicia-se com a geração de ideias criativas através do brainstorming,
que alimenta a construção de briefing detalhado e estratégico. Isso
permite conectar a marca ao público-alvo de forma inovadora e
eficaz. Compreender as nuances do público-alvo é fundamental para
que a comunicação visual ressoe de forma genuína e impactante. A
partir daí, constrói-se uma narrativa visual envolvente usando a
semiótica para analisar e aplicar o sistema de signos visuais de
maneira que fortaleça a mensagem desejada.
A identidade visual é, então, definida utilizando ferramentas como
referências visuais e moodboards, e uma paleta de cores
cuidadosamente escolhida, estabelecendo um padrão visual coeso
que reflete os valores e a essência da marca.
É Hora de Praticar!
Este estudo de caso é uma adaptação do projeto de redesenho da
marca Tic Tac feita pela agência Blippu, sob a coordenação do
diretor de marketing Fabio Pessoa. A proposta de estudo de caso é
para você sedimentar a sua aprendizagem obtida ao longo da
unidade.
Descrição do problema estudado
A pastilha Tic Tac é uma marca do grupo Ferrero, indústria italiana
criada em 1969. Para poder se tornar uma marca de sucesso, ela
não se pautou nas outras marcas consagradas da empresa, como
Kinder ou Nutella, e, sim, buscou fazer algo diferente e lançou as
pequenas balas de menta, as quais receberam o nome, inicialmente,
de Refreshing Mints. Pouco tempo depois, devido à forma divertida
de se consumir o produto, além de refrescar momentos do dia a dia,
uma das principais características de comunicação foi explorar as
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caixinhas. Por causa do barulho emitido ao balançar as balas, o
nome da pastilha passou a ser Tic Tac. O sucesso foi quase que
instantâneo, por ser um produto refrescante e que cabia no bolso,
sendo fácil de ser transportada.
No Brasil, somente em 1995 é que foi lançada a pastilha Tic Tac.
Nessa época, a marca começou com vários sabores clássicos,
como menta, canela, laranja, hortelã, acerola e manga, e,
atualmente, tem mais de 50 sabores, variando de país para país,
não incluindo as edições limitadas, como as feitas para momentos
específicos, como Halloween e Natal. São vendidas em uma
embalagem plástica transparente para ser levada no bolso. O
símbolo da marca é representado pela folha de hortelã. Ela tem
como característica ser um produto que traz refrescância para o
ritmo e os hábitos frenéticos da vida moderna.
Objetivo proposto
A empresa do grupo Ferrero contratou um escritório de design, e
você será o designer que ficará responsável por fazer o redesign da
marca Tic Tac e a sua identidade visual. Como a marca possui em
sua essência o frescor e a refrescância ao consumir as pastilhas, foi
solicitado que ela tivesse um novo reposicionamento, de tal maneira
que incentivasse ainda mais o momento de leveza quando as
pastilhas fossem consumidas, frente aos momentos cada vez mais
frenéticos do nosso dia a dia. Além disso, a logo deverá seguir uma
linha mais clean, minimalista, com poucos traços, e a embalagem
deve ter uma característica única na sua imagem para cada sabor,
mas, ao mesmo tempo, todos os sabores devem se conectar entre
si, mostrando sua importância para o enfrentamento dos desafios
dos nossos dias atuais. Ainda dentro dessa proposta, é importante
que se crie um personagem que possa trazer uma narrativa
contando a história do motivo desta mudança.
Reflita
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Agora, reflita sobre o seguinte:
Como o processo de brainstorming pode influenciar a eficácia da
comunicação visual em um projeto?
De que maneira a compreensão detalhada do público-alvo contribui
para a construção de uma narrativa visual mais eficaz?
Qual a importância da escolha dos elementos visuais, como a paleta
de cores, na definição da identidade visual de um projeto?
Para solucionar esse estudo de caso, avalie o contexto que foi
apresentado. E responda às seguintes perguntas:
Esse projeto será direcionado para qual público-alvo?
Quais são as informações fundamentais que devem estar
contempladas no briefing para sua fiel execução?
Quais são os elementos essenciais para a construção da
identidade visual?
Quais etapas serão necessárias para a elaboração de uma
narrativa utilizando a técnica do storytelling?
Utilize o que você aprendeu para encontrar uma solução para esse
caso.
Resolução do estudo de caso
Para solucionar esse estudo de caso, antes de começar a criar a
logo e, sem seguida, desenvolver a identidade visual, é fundamental
que se conheça a fundo quem é o público-alvo, ou seja, o grupo
para o qual será direcionado todo o projeto de comunicação visual.
Tendo em vista que o público-alvo será jovens, na faixa etária entre
18 a 30 anos, correspondentes à geração dos millenials, e o
propósito é incentivar mais leveza ao consumir as pastilhas em
nosso dia a dia frenético, ao começar a desenvolver a logo, deve-se
investir em traços e cores que remetam à criatividade, ao
despojamento, à diversão e à descontração. Para isso, é
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fundamental trazer todos esses elementos para dentro de um
moodboard, quadro de referências visuais, que pode ser feito na
rede social Pinterest.
Ao começar a desenvolver a novo logo para as pastilhas Tic Tac,
conforme se encontra no briefing do estudo de caso, deve-se manter
a folha de menta, que corresponde ao símbolo característico da
marca, remetendo às suas próprias origens, porém trabalhando de
forma mais clean, minimalista, ou seja, com poucos traços. Com a
mudança da nova logo, pode-se incluir uma frase curta para ser
colocada no slogan, como “Refresca no Ponto”, fortalecendo ainda
mais a leveza que foi proposta inicialmente.
Nos rótulos, em que estarão a nova logo e os sabores, elementos
gráficos que transmitam mais positividade para encarar os desafios
do dia a dia agitado podem ser incluídos. Para haver a distinção dos
sabores, é fundamental a escolha de cores que possam remeter
diretamente ao sabor da pastilha. Nesse momento, fazemos um
resgate do aprendizado sobre semiótica de Charles Pierce, em que
cada objeto terá um significado único, mas, ao mesmo tempo,
devemos pensar na conexão de todos os sabores, formando uma
identidade dessa linguagem visual.
Após ter definidos a logo e os rótulos, passamos para a próxima
etapa, que é a reunião de todos esses elementos visuais em um
manual de identidade visual. Deverá contemplar, no primeiro
momento, a defesa do processo criativo da nova logo; em seguida, a
estrutura de construção da logo com sua malha, as proporções de
tamanhos que podem ser utilizados e as versões em quadricromia,
positiva e negativa. Quanto à tipografia, deve-se definir uma fonte
principal e uma secundária que acompanhará a logo, para uso nos
títulos e na parte escrita em todos os meios de comunicação que
forem produzidos. Ao definir a paleta de cores para a logo e os seus
sabores, é importante de incluir os modos CMYK (para impressão),
RGB (para os meios digitais) e PANTONE (para cores especiais).
Lembrando que as cores devem ser vivas, para haver uma
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comunicação direta com o público jovem. Nas aplicações das
marcas, pode-se pensar em brindes que podem levar a marca,
como chaveiros, bonés, camisetas etc.
Para completar esse estudo de caso, respeitandoo briefing,
podemos pensar em um personagem com certas características, ou
seja, cor da pele, cabelo, corpo, altura e forma de falar. Dessa
maneira, começamos o processo de construção narrativa que
deverá ter roteiro, cenário, tempo e narrador para contar, por meio
da técnica do storytelling, sobre a mudança da nova logo.
Dê o play!
Assimile
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Referências
GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto
Alegre: Bookman, 2008.
GOMES, D. et al. Introdução ao Design Inclusivo. Curitiba: Appris,
2020.
KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah,
2020.
KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 12. ed.
São Paulo: Pearson, 2006.
MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo
Almedina (Portugal), 2018.
NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às
metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2013.
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OGDEN, J. R. Comunicação Integrada de Marketing: modelo
prático para um plano criativo e inovador. São Paulo: Pearson-
Prentice Hall, 2002.
SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah,
2018.
STRUNCK, G. Como criar identidades visuais para marcas de
sucesso: um guia sobre o marketing das marcas e como
representar graficamente seus valores. Rio de Janeiro: Riobooks,
2007.
WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017.
HOLLEY, G. J. et al . Estratégias de Marketing e Posicionamento
Competitivo. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
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ESTRATÉGIAS DE
COMUNICAÇÃO
VISUAL
Aula 1
BRAINSTORMING COMO
FERRAMENTA DE
COMUNICAÇÃO VISUAL
Brainstorming como Ferramenta de
Comunicação Visual
Olá, estudante! Nesta videoaula, você mergulhará no mundo do
brainstorming como uma ferramenta vital na comunicação visual.
Descobrirá como gerar ideias inovadoras, conceituar briefings
detalhados e conectar marcas ao seu público-alvo de maneira
eficaz. Esses conhecimentos são cruciais para sua prática
profissional, pois aprimoram sua capacidade de criar soluções
visuais impactantes e alinhadas às necessidades estratégicas. Você
está pronto para explorar essas estratégias dinâmicas e elevar seus
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projetos a um novo patamar? Vamos começar a chover ideias
juntos!
Ponto de Partida
Boas-vindas à nossa aula, em que exploraremos o brainstorming,
uma ferramenta essencial na comunicação visual. Você descobrirá
como ela pode gerar ideias inovadoras, moldar briefings eficazes e
fortalecer a conexão entre marcas e público. Mas como podemos
transformar uma sessão de brainstorming em uma fonte de ideias
que realmente se traduzam em projetos visuais impactantes e
alinhados com as expectativas do público? Esse é o desafio que
vamos explorar. Esteja pronto para aplicar os conhecimentos em
seu contexto profissional, aprimorando sua capacidade de
desenvolver soluções visuais impactantes. Em todo tipo de projeto
que for se envolver, o brainstorming sempre funciona!
Vamos Começar!
A técnica de brainstorming, chamada também de tempestade de
ideias, envolve um grupo de pessoas que se reúnem com o intuito
de estimular a criatividade para que, por meio de ideias inovadoras,
levem um determinado projeto adiante.
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Na prática, é importante que tenha um número elevado de
participantes, de preferência com perspectivas distintas. Essa
pluralidade de ideias é o ponto focal da técnica. Em um primeiro
momento, para que tenha um resultado satisfatório, é necessário ter
o maior número de ideias, sem pensar, ainda, na qualidade.
Ressalta-se também que é fundamental que o brainstorming seja
totalmente livre de críticas. Até mesmo as ideias que parecem
inicialmente ineficientes devem ser consideradas, pois podem servir
como um ponto de partida.
E aí, está preparado para começar a aprofundar e executar o
brainstorming em seus projetos de design? Vamos continuar
aprendendo mais sobre o assunto?
Geração de ideias criativas com
brainstorming
Conceituando o brainstorming
O brainstorming é um termo em inglês que une as palavras brain
(mente) e storming (tempestade). Essa técnica foi criada pelo
publicitário norte-americano Alex Faickney Osborn, em 1938, ao
perceber que seus colaboradores não conseguiam desenvolver
campanhas criativas para sua agência, deixando-o extremamente
frustrado devido a essa falta de ideias e criatividade. Porém, foi
somente em 1957 que ele apresentou o brainstorming ao mundo no
seu livro Applied Imagination (Imaginação Aplicada); essa técnica
seria uma importante ferramenta para gerar insights criativos. Para
Baxter (2008, p. 67),
[...] Brainstorming ou sessão de “agitação” de ideias é
realizado em grupo, composto de um líder e cerca de cinco
membros regulares e outros cinco convidados. Os membros
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regulares servem para dar ritmo ao processo e outros cinco
convidados podem ser especialistas. Segundo Coutinho e
Bottentuit (2007, p. 107), apontam que o brainstorming é uma
técnica que visa à reunião de informações para que seja feita
a exploração de novas ideias acerca de contextos ou
problemas. De acordo com Harris (2002, p. 1), esta técnica é
eficaz quando tem como propósito solucionar um problema
específico onde é necessária grande quantidade de ideias. O
principal objetivo desta técnica é a liberdade da imaginação
dos indivíduos participantes, sem haver críticas para que não
haja nenhuma interferência no processo criativo. 
Brainstorming na prática
Na prática, consiste em uma reunião com 6 a 12 pessoas, sendo
uma delas um mediador que seja responsável por dar um
direcionamento e garantir que todas as etapas sejam cumpridas e
as ideias sejam respeitadas. Esses colaboradores devem ser de
áreas distintas dentro da empresa, de preferência com perspectivas
e opiniões totalmente distintas, com o objetivo de gerar ideias para
criar campanhas publicitárias, melhorar processos dentro da
empresa, buscar soluções para problemas diversos e desenvolver
ou melhorar produtos já existentes. Ao se reunirem para propor
soluções, devem ser consideradas, até mesmo, as ideias
consideradas sem sentido, pois o importante é que mais à frente
surgirá uma ideia para o projeto seguir.
Regras básicas do brainstorming
Não pode haver críticas, ou seja, deve ser feito dentro de um
ambiente em que todos os envolvidos se sintam livres para expor as
suas ideias.
Deve-se levantar o maior número de ideias possíveis, pois é o
momento de ter quantidade de ideias e não julgar as ideias geradas.
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Além disso, é importante relacionar as ideias similares e que
estejam dentro do mesmo contexto, pois, dessa forma, elas se
agruparão por similaridade e abre-se espaço para continuar
buscando novas ideias.
Agora que já entendemos sobre a origem do brainstorming, bem
como os conceitos, as características e sua aplicabilidade no prisma
de diversos autores, aprofundaremos um pouco mais sobre o
assunto, abordando as etapas dessa técnica.
Siga em Frente...
Conceituando briefing e suas etapas
Briefing
É um documento que reúne todas as informaçõesque o cliente
deseja. Ele serve como um guia para auxiliar na execução de um
projeto, como a criação de uma logo e identidade visual, uma peça
publicitária, o desenvolvimento de um site, a elaboração de uma
interface gráfica para um game, entre outros. Segundo S'antanna
(1989, p.109), “chama-se briefing todas as informações preliminares
que contém as instruções que o cliente fornece à agência para
orientar os seus trabalhos.”.
De acordo com Phillips (2007), o briefing pode ser utilizado como um
roteiro com os passos a serem seguidos para o desenvolvimento
dos projetos. Pode ser utilizado também como contrato ou acordo
entre o contratante e contratado, e, ainda, como cronograma com os
prazos estabelecidos para o desenvolvimento de um projeto.
De forma geral, podemos entender o briefing como um manual de
instruções para que toda a equipe de designers se guie por ele, pois
constam todas as informações que foram coletadas e solicitadas
pelo cliente.
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A importância do briefing
Como você já notou, o briefing é fundamental para ter um projeto de
sucesso.
Na prática, podemos afirmar que ele contribui para:
1. Organização: em um único documento, temos todas as
informações importantes para a realização do projeto.
2. Inspiração: quando a equipe começa o trabalho sem ter a
noção do que o cliente realmente quer, apostando na sorte da
aprovação, normalmente o trabalho fica paralisado, não dando
prosseguimento na sua execução. Com o briefing, isso nunca
acontecerá ao desenvolver seus projetos de design.
3. Planejamento: conseguirá definir melhor os processos que
envolverão o projeto, evitando sair do foco principal do que é
solicitado no documento pelo cliente.
Etapas do briefing
1. Informações gerais da empresa (perfil da instituição, produtos e
serviços, concorrentes).
2. Posicionamento da empresa (quais são os diferenciais frente à
concorrência, ou seja, o que a empresa faz de único).
3. Objetivo do projeto (definir as necessidades do cliente por meio
de perguntas, tais como: onde queremos chegar? O que
devemos transmitir? Qual a mensagem que comunicaremos?
Qual é o maior desafio enfrentado pela marca hoje?).
4. Público-alvo (identificar, a partir dos dados demográficos,
geográficos, socioeconômicos e comportamentais, as
informações: sexo, faixa etária, hábitos de consumo e nível de
escolaridade).
5. Sobre o projeto (O que será desenvolvido? Quais são as
características principais do produto ou serviço? Existe algo
específico que precisa constar no projeto – tipografia, cores?
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Quais são as objeções no projeto, ou seja, o que não deve
estar presente nele? Quais são os elementos visuais que te
agradam? Quais são as mensagens comunicativas que devem
ser transmitidas ao público?).
6. Orçamento (definir os valores detalhados para cada peça,
incluindo valores para as alterações).
7. Prazo de entrega (definir os prazos alinhados com todos os
processos envolvidos, buscando sempre priorizar a qualidade
na entrega).
Além de tudo que foi mencionado, é importante solicitar à empresa
outros projetos que foram realizados, para ter uma base e evitar
retrabalho por, de repente, faltar algum pré-requisito que não
constou nas etapas do briefing.
Aplicação do brainstorming conectando
marca e público-alvo
Estudo de caso do redesenho da logo da marca Tic
Tac
A Tic Tac, marca do grupo Ferrero, foi repaginada, com novo
logotipo e novos rótulos nas suas embalagens. O objetivo
determinado para a equipe de designers era fazer o rebranding, ou
seja, dar um novo visual para as balas Tic Tac, de forma a mostrar
que o produto incentiva momentos de leveza no dia a dia, inspirando
as pessoas a verem a vida de forma diferente, ou seja, sendo mais
positivas.
A equipe de designers estava com um desafio, que era rever a
marca como um todo e encontrar um conceito-chave que pudesse
conectar todos os elementos visuais com seu público-alvo e, ao
mesmo tempo, manter o DNA da marca. Para isso, fizeram reuniões
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utilizando a técnica de brainstorming, em que puderam reunir
diversas ideias a respeito do problema relatado.
Aplicação do brainstorming na comunicação visual
Na fase de imersão da construção de ideias, a equipe se reúne para
a tempestade de ideias, em que todos farão anotações de suas
sugestões, e um dos integrantes da equipe juntará todas as ideias
para a escolha da mais relevante. É lógico que esse momento é a
etapa mais difícil, pois gera uma frustação, uma vez que, mesmo
que não se tenha deixado nada ao acaso, não existe uma única
solução, mas, sim, várias soluções. É por esse motivo que é sempre
importante ser trabalhado em várias trilhas criativas, sem perder o
foco na proposta do problema inicial e respeitando todos os pontos
que não podem deixar de faltar. Ao final, foi definido o melhor
conceito criativo para o desafio em questão e seguiu-se com uma
linha mais clean.
Na logo, foi mantida a imagem da folha de menta, porém, agora, de
forma simples e minimalista para remeter à origem da marca (Figura
1). Devido a essa mudança, o produto também passa a ganhar novo
slogan, “Refresca no Ponto”, para transmitir a verdadeira essência
da marca, ou seja, o frescor na medida certa.
Figura 1 | Redesign das embalagens da marca Tic Tac. Fonte: Marca Mais (2023, [s. p.]).
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Na embalagem, foram acrescentadas a descrição do sabor e uma
ilustração, e, para fortalecer ainda mais a ideia de leveza do dia a
dia, Tic Tac ganha os “raios de positividade”. Além disso, o
movimento e o formato das pílulas dão um ar de modernidade e
dinamismo na sua concepção. Quanto às cores, continuam
chamando atenção pela escolha vibrante, despertando o olhar do
consumidor.
Diante do lançamento da nova logo e dos raios de luminosidade
indicando positividade e da embalagem, a marca reforça seu
posicionamento, que é encarar os momentos da vida com mais
leveza e dar uma refrescância nos pequenos momentos do dia a
dia.
Vamos Exercitar?
Nesta aula, mergulhamos no universo do brainstorming, uma técnica
crucial para impulsionar a criatividade na comunicação visual.
Demonstramos como essa abordagem pode moldar briefings
eficazes e fortalecer a ligação entre marcas e seu público. A
problemática central abordada foi: como transformar sessões de
brainstorming em fontes de ideias que evoluam para projetos visuais
impactantes e alinhados com as expectativas do público?
Discutimos a importância de acolher uma diversidade de
perspectivas e a necessidade de um ambiente onde todas as ideias
sejam consideradas. Enfatizamos como um briefing bem estruturado
serve como um norte para que as ideias geradas no brainstorming
se alinhem com os objetivos do projeto e as necessidades do
público e exploramos um estudo de caso interessante. Após a leitura
desse estudo de caso do redesenho da logo da marca Tic Tac, como
você poderia contribuir, junto à sua equipe, para fazer mudanças na
marca, utilizando a técnica do brainstorming para o desenvolvimento
de ideias criativas?
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Esperamos que você aplique esses conhecimentos em sua jornada
acadêmica e profissional, utilizando o brainstorming para enriquecer
seus projetos de comunicação visual. Que essas estratégias
inspirem você a explorar novas possibilidades criativas, sempre com
foco nos objetivos e no público-alvo.
Saiba Mais
Para expandirainda mais seu conhecimento sobre o brainstorming e
sua aplicação em campos criativos, recomendamos a leitura do
artigo "A exploração da criatividade, através do uso da Técnica de
brainstorming, adaptada ao processo de criação em moda", de Karla
Mazzotti, Ana Cristina Broega e Luiz Vidal Negreiros Gomes. Esse
estudo oferece uma perspectiva detalhada sobre como o
brainstorming pode ser adaptado e utilizado no processo criativo,
especialmente no contexto da moda, destacando a versatilidade
dessa técnica.
Além disso, sugerimos que assista ao episódio 1 da série Abstract:
The Art of Design, intitulado "Christoph Niemann: ilustrador",
disponível na Netflix. Esse episódio proporciona uma imersão no
mundo da ilustração, mostrando como a criatividade e o design se
interconectam para criar obras visuais impactantes e inovadoras.
Referências Bibliográficas
GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto
Alegre: Bookman, 2008.
KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah,
2020.
LUPTON, H.; PHILLIPS, J. Novos fundamentos do design. São
Paulo: Cosac Naify, 2008.
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MARCA MAIS. Tic Tac está de cara nova! Marca ganha novo
logotipo e nova embalagem. Marketing. 2023. Disponível em:
https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-
de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/.
Acesso em: 9 abr. 2024.
MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo
Almedina (Portugal), 2018.
NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às
metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2013.
PHILLIPS, P. L. Briefing: A Gestão do Projeto de Design. São Paulo:
Editora Blücher, 2007.
SANGALETTI. L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah,
2018.
SANT’ANNA, A. Propaganda: teoria, técnica e prática. 7.ed. São
Paulo: Pioneira, 1996.
WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017.
Aula 2
PÚBLICO-ALVO NA
COMUNICAÇÃO VISUAL
Público-Alvo na Comunicação
Visual
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https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/
https://marcasmais.com.br/minforma/noticias/marketing/tic-tac-esta-de-cara-nova-marca-ganha-novo-logotipo-e-nova-embalagem/
Olá, estudante! Nesta videoaula, mergulharemos no mundo da
comunicação visual, focando no público-alvo. Vamos explorar como
conceituar o público-alvo, entender os diferentes tipos de recortes e
como a comunicação visual se adapta aos novos públicos. Esse
conhecimento é crucial para sua prática profissional, pois permite
criar mensagens visuais mais eficazes e direcionadas, aumentando
o impacto e a conexão com a audiência. Prepare-se para aprofundar
seu entendimento e aplicar esses conceitos em seus futuros
projetos. Não perca!
Ponto de Partida
Nesta aula, exploramos o público-alvo na comunicação visual,
essencial para o êxito de projetos de design. Você aprenderá a
definir o público-alvo e a adaptar a comunicação visual para novas
audiências. Refletiremos sobre como o conhecimento do público-
alvo potencializa a eficácia comunicativa.
A problematização que guiará nossa jornada de aprendizado
questiona: Como a compreensão detalhada do público-alvo
influencia a eficácia da comunicação visual? Permaneça atento a
como esse entendimento influencia a conexão e o engajamento com
a audiência. Esse aprendizado é um trampolim para aprimorar suas
estratégias de design, tornando-as mais impactantes e alinhadas às
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necessidades e aos interesses do seu público. Vamos iniciar essa
jornada para enriquecer sua prática profissional com uma
comunicação visual mais assertiva e engajadora!
Vamos Começar!
Boas-vindas, estudante!
Em um primeiro momento, conceituaremos público-alvo e
entenderemos a sua importância ao desenvolver projetos de design,
pois, se você busca atender a todo mundo, não direciona os seus
esforços para quem realmente interessa. Em seguida, serão
apresentados os tipos de recortes de público-alvo quanto aos
aspectos demográficos, geográficos, econômicos e
comportamentais.
Por fim, mostraremos projetos que envolvem a aplicabilidade da
comunicação visual com os seus diversos públicos, observando a
acessibilidade, a diversidade e a inclusão. No design de
acessibilidade, você pensará: como meu projeto pode ser acessível?
Quais os elementos que devem existir no projeto para facilitar que
pessoas com deficiências visuais, auditivas ou motoras consumam
as mensagens veiculadas na comunicação visual?
Agora que já apresentamos o que você aprenderá nessa aula,
vamos continuar aprendendo mais sobre o assunto?
Conceituando o público-alvo
Conceituando o público-alvo (target)
É comum vermos projetos de design gráfico que não “funcionaram”,
em que foi investido muito dinheiro e tempo. Mas o que muitos
profissionais não observaram é que o que está por trás para um
projeto de design realmente dar certo é conhecer o seu público-alvo.
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Público-alvo
É um grupo de consumidores que possuem necessidades e desejos
em comuns (Figura 1), e que estão dispostos a adquirir produtos ou
serviços que uma empresa tem a oferecer.
Segundo Kotler (2006), público-alvo corresponde a um grupo de
consumidores que possuem um mesmo perfil demográfico,
psicográfico e comportamental, e que oferece mais oportunidades
de crescimento em comparação com os públicos já explorados pela
concorrência.
Strunck (2007) afirma que compreender o público-alvo proporciona o
conhecimento para selecionar e manipular uma série de signos, de
forma a estabelecer uma comunicação num nível ideal com essas
pessoas.
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Figura 1 | Público-alvo. Fonte: Unsplash.
Agora que você já sabe a definição de público-alvo, aprenderemos a
identificar, por meio de estudos e pesquisas, informações sobre
idade, gênero, classe social, preferências, objeções, entre outras,
para traçarmos o perfil mais correto possível e aplicarmos os
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elementos visuais correspondentes dentro do público-alvo do
projeto.
Antes de começar a fazer a pesquisa para identificação do público-
alvo, é importante definir qual será a melhor forma de elaborá-la.
Existem diversas maneiras, mas, aqui, destacamos três: por
formulário (devem ser objetivos, claros e diretos para conseguir
obter respostas precisas), pela internet (permite a facilidade da
coleta dos dados, bem como a qualidade das informações extraídas)
e pela forma direta com o público (coleta informações em tempo
real, o que permite analisar dados psicológicos e comportamentais).
Algumas perguntas para identificar o público-alvo:
Quais são as necessidades e/ou problemas para atender ao
meu cliente?
Quais são os desejos e/ou as demandas do consumidor?
Quais são os canais off-line e/ou on-line que o meu público
acessa informações?
Quais são as marcas que trazem credibilidade e confiança?
Quais são os concorrentes diretos e indiretos da empresa?
Quais são as objeções, ou seja, o que não pode ter no projeto
de design?
Tipos de recortes de público-alvo
Agrupar pessoas com determinada necessidade e desejo envolve
uma série de variáveis, ou seja, é preciso levantar o máximo de
informações para que a comunicaçãose torne mais clara e precisa.
Um exemplo disso é você conseguir desenvolver um projeto de um
cartaz apenas com a informação de que será direcionado para
mulheres acima de 40 anos de idade. Somente com essa
informação, você desenvolverá para uma grande massa de
mulheres, e não para um grupo específico.
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Por isso, é importante fazer os recortes no mercado para melhor
identificar quais grupos têm mais afinidade com a marca e direcionar
todo o projeto para o público-alvo correto.
Podemos dividir o público-alvo, chamado de também mercado-alvo,
em quatro variáveis: demográfico, geográfico, psicográfico e
comportamental (OGDEN, 2002).
Demográfico
É um tipo de classificação e agrupamento do público-alvo por
categorias, como: sexo, faixa etária, classe social, renda,
escolaridade, ocupação profissional, etnia e nacionalidade (Figura
2).
As características sexo, classe social e faixa etária são variáveis
fundamentais para direcionar o projeto de comunicação visual na
sua utilização de cores, tipografia, estilo de design e forma. Os
desejos dos consumidores variam muito conforme essas variáveis
dentro do escopo do projeto a ser realizado.
Conforme Hooley (2005), a classe social exerce uma forte influência
sobre a preferência por carros, roupas, mobília, atividades de lazer,
hábitos de leitura e compras de varejo. Muitas empresas oferecem
produtos e serviços para classes sociais específicas.
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Figura 2 | Recorte demográfico. Fonte: Vinícius (2021, [s. p.]).
Geográfico
Consiste em dividir o mercado-alvo com base nas suas localizações
físicas, ou seja, regiões, país, estado, cidade e bairro (Figura 3). É
utilizada porque a demanda de produtos ou serviços pode variar
regionalmente. Ao se criar uma logo, é importante entender as
especificidades de cada localização onde a empresa atua, trazendo
elementos regionalizados nas suas aplicações.
Para Kotler e Keller (2002, p. 285), “a segmentação geográfica
requer a divisão do mercado em diferentes unidades geográficas,
como nações, estados, regiões, condados, cidades ou bairros. A
empresa pode atuar em uma, em algumas ou em todas as áreas
geográficas, prestando atenção nas variações locais”.
Figura 3 | Recorte geográfico. Fonte: Brasil Away (2022, [s. p.]).
Psicográfico
Esse recorte se divide em grupos de pessoas, e nele busca-se
entender as suas personalidades, por meio da coleta dos seus
valores, hábitos, estilo de vida, opiniões e interesses. Podemos
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também extrair elementos emocionais, os quais influenciarão na
criação de uma peça de comunicação visual.
As variáveis psicográficas ajudam a compreender por que as
pessoas compram determinado produto ou serviço em determinada
loja. A compreensão dessas características contribuirá para a
definição de alguns aspectos do produto, como o desenho, a forma
e os melhores canais de comunicação com o consumidor.
De acordo com Kotler e Keller (2002, p. 288), “na segmentação
psicográfica, os compradores são divididos em diferentes grupos,
com base em seu estilo de vida, sua personalidade e seus valores.
Pessoas do mesmo grupo demográfico podem ter perfis
psicográficos diferentes”.
Comportamental
Utiliza como dados a maneira como os clientes interagem com a
marca, por exemplo, onde compram e com qual frequência. Isso
pode ajudar a expandir o produto e melhor compreender os
consumidores, de acordo com a ocasião em que sentem uma
necessidade, adquirem um produto ou utilizam (Figura 4).
Segundo Kotler (2006), as variáveis comportamentais são: ocasiões,
benefícios, status do usuário, índice de utilização, estágio de
prontidão e atitudes com relação ao produto.
Com base no que aprendemos, ficou claro que compreender todos
os recortes de público-alvo é fundamental para facilitar a
identificação dos usuários reais e quais as suas devidas
necessidades a serem atendidas.
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Figura 4 | Recorte comportamental. Fonte: Thiel ([s. p.], [s. d.]).
Siga em Frente...
Comunicação visual e “novos” públicos
Nas relações humanas, é fundamental haver a comunicação, pois é
considerada uma questão vital para os seres humanos. Para quem
não possui nenhuma deficiência física, intelectual ou motora, fica
difícil imaginar que algumas ações do nosso dia a dia, como fazer
compras, seja off-line ou on-line, assistir à televisão ou acessar as
redes sociais, tornam-se uma grande dificuldade, em particular para
as pessoas com deficiência visual. Dentro desse contexto, cabe ao
profissional de design ficar atento a esse público, o qual requer uma
atenção especial, quando for criar seus projetos, e incluir recursos
que permitam acessibilidade, diversidade e inclusão.
As barreiras da comunicação não acontecem somente com aquelas
pessoas que têm deficiências visuais, mas também auditiva,
intelectual e outras, que são impedidas de receber uma mensagem
com integridade.
Ao se pensar nesse perfil de público com falta de acessibilidade, o
designer pode adicionar alguns recursos em seus projetos de sites,
interface de games e aplicativos, tais como: audiodescrição, legenda
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para surdos e ensurdecidos, e Libras, porém, antes disso,
entenderemos melhor o que é acessibilidade.
Conceito de acessibilidade
É a possibilidade de pessoas com deficiência visual, auditiva ou
intelectual acessarem um produto, serviço ou informação sem haver
barreira, com segurança e autonomia.
Acessibilidade no design
No design acessível, existem diversas possibilidades que podem ser
incluídas, por exemplo, nas redes sociais, pode-se evitar fonte
decorativa, ter um cuidado maior com contraste de cores, bem como
o uso de enfeites, pois isso tudo pode atrapalhar a visualização e a
compreensão das informações visuais. Ao utilizar vídeos, deve
sempre incluir a audiodescrição, pois é uma forma complementar e
extremamente funcional para quem tem deficiência visual.
Segundo a Web Accessibility Initiative (2013), a acessibilidade na
web tem como objetivo permitir que qualquer indivíduo navegue por
qualquer site e tenha total entendimento em igualdade de
oportunidades, com segurança e autonomia.
É pensar no design centrado no usuário que facilita e permite uma
melhor acessibilidade na web, pois se concentra todo o seu foco no
usuário e em suas necessidades (Figura 5).
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Figura 5 | Acessibilidade para pessoas com dificuldade de leitura. Fonte: Audima (2023, [s. p.]).
Conceito de diversidade
Ao se pensar em diversidade, logo vem à nossa mente a ideia de
diferente, algo que foge de um padrão pré-estabelecido pela
sociedade e, ao mesmo tempo, podemos associar também a algo
que possa estar “errado” ou resulta em estereótipos negativos,
estigmas e discriminação. No entanto, podemos enxergar de
maneira contrária, entendendo que ser diverso é uma característica
única dos seres vivos, então a pluralidade, heterogeneidade e
variedade podem ser valorizadas em projetos criativos.
Diversidade no design
Ao pensar em diversidade dentro do design, podemos destacar uma
marca que pode servir de inspiração: a Natura. Em todo o seu
material de comunicação, ela faz questão de ampliar a
representatividade de negros, mulheres, pessoas com alguma
deficiênciae grupos LGBTQIA+ (Figura 6).
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Figura 6 | Design da diversidade: LGBTQIA+. Fonte: Oliveira (2022, [s. p.]).
Inclusão
Conforme vimos até aqui, a diversidade está associada a diversos
grupos sociais, enquanto a inclusão se refere a termos uma
sociedade igualitária, ou seja, entender que todos somos iguais e
sem nenhuma distinção.
Design da inclusão
Tem como objetivo principal criar interfaces de comunicação e
interação de tal maneira que possam ser acessadas pelo maior
número de pessoas possível. Por exemplo, ao produzir um cartaz, o
ideal é considerar as divergências físicas e mentais da audiência,
para permitir uma maior abrangência da mensagem.
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Vamos Exercitar?
Ao longo dessa aula, mergulhamos na identificação e compreensão
do público-alvo, um aspecto crítico para o sucesso de qualquer
iniciativa de comunicação visual. Abordamos como a definição
precisa do público-alvo, através de recortes demográficos,
geográficos, econômicos, comportamentais e psicográficos, pode
aprimorar significativamente a relevância e o impacto da
comunicação visual.
A problematização inicial questionou como a compreensão
detalhada do público-alvo influencia a eficácia da comunicação
visual. Vimos que conhecer profundamente o público permite criar
mensagens visuais que não só capturam a atenção, mas também
ressoam significativamente com a audiência. Isso leva a um
engajamento mais profundo e a uma maior eficácia comunicativa.
Por exemplo, ao aplicar o conhecimento sobre o público-alvo em
projetos de acessibilidade, diversidade e inclusão, os designers
podem criar soluções que não só atendem às necessidades
específicas de grupos diversos, mas também promovem uma
inclusão mais ampla, demonstrando como o design pode ser uma
poderosa ferramenta de mudança social.
Encerramos essa aula convidando você a continuar refletindo sobre
como aplicar seu aprendizado na sua prática profissional. Considere
como o aprofundamento na compreensão do público-alvo pode
transformar não apenas a eficácia de suas comunicações visuais,
mas também contribuir para uma sociedade mais inclusiva e
diversificada. Que outras formas você pode imaginar para aplicar
esse conhecimento de maneira inovadora em seus futuros projetos
de design?
Saiba Mais
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Para complementar nosso aprendizado, recomendamos a leitura do
artigo "Definição do público-alvo em startups: reflexões a partir de
duas startups tecnológicas de Lages/SC", de Denise Righez dos
Santos de Souza, Douglas Parizotto Jacinto e Larisse Kupski, que
oferece insights sobre a importância da definição do público-alvo em
contextos inovadores.
Além disso, assista ao filme A rede social (2010) para observar
como um entendimento profundo do público-alvo universitário
contribuiu para o sucesso do Facebook. Essas recomendações irão
enriquecer sua compreensão e aplicação dos conceitos que
discutimos.
Referências Bibliográficas
CONSOLO, C. Marcas-Design Estratégico: do símbolo à gestão
da identidade corporativa. São Paulo: Blücher, 2018.
LUPON, E. O Design como Storytelling. São Paulo: Olhares,
2020.
WHELLER, A. Design de Identidade da Marca: guia essencial para
toda equipe de gestão de marcas. Porto Alegre: Bookman, 2019.
Aula 3
CONCEITO "CRIADOR" NA
COMUNICAÇÃO VISUAL
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Conceito "Criador" na
Comunicação Visual
Olá, estudante! Na jornada desta videoaula, exploraremos a
intersecção entre semiótica e comunicação visual, desvendando os
segredos dos signos e suas nuances linguísticas e visuais.
Adentraremos também o mundo da narrativa visual, mergulhando na
cocriação de experiências e na arte de contar histórias através do
design. Por fim, desvendaremos os mistérios do storytelling e sua
relevância na construção de marcas impactantes. Prepare-se para
essa aventura de aprendizado e inspiração! Vamos juntos nessa!
Ponto de Partida
Nesta aula, mergulharemos em uma exploração dos conceitos de
semiótica, narrativa visual e storytelling na comunicação visual.
Esses conteúdos são fundamentais para qualquer profissional que
busca compreender a complexidade da interação entre mensagem,
público-alvo e objetivos em projetos de comunicação visual.
Ao longo dessa aula, estaremos atentos a uma questão central:
como utilizar a linguagem visual de forma eficaz para contar
histórias que cativem e envolvam o espectador? Nossa análise nos
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levará a refletir sobre os signos presentes na comunicação visual,
explorar a importância da narrativa na construção de experiências
memoráveis e entender como o storytelling pode ser uma
ferramenta poderosa para estabelecer conexões emocionais com o
público.
Estimulamos você, estudante, a permanecer atento aos detalhes
que surgirão ao longo da aula. Cada conceito discutido aqui será
uma peça-chave para desvendar os desafios e as oportunidades
que surgem no dia a dia profissional da comunicação visual.
Prepare-se para uma aprendizagem estimulante e inspiradora, em
que o conhecimento teórico se encontra com a prática profissional.
Vamos explorar juntos as possibilidades infinitas da comunicação
visual!
Vamos Começar!
Essa aula está dividida em três pontos:
Semiótica e comunicação visual: reúne o entendimento do
conceito sobre semiótica, sua importância e aplicação dentro de
projetos de comunicação visual.
A narrativa e sua utilização na comunicação visual:
exploraremos diversas narrativas visuais que serão fundamentais na
construção da comunicação. Compreenderemos como a linguagem
pode ser mais bem explorada por meio de imagens, símbolos, cores
etc.
Como contar histórias? Usando storytelling: apresentaremos a
técnica do storytelling para você aplicar em seus projetos e criar
uma relação de empatia emocional, que pode ser feito desde o
planejamento até a execução final do projeto.
Vamos iniciar esse novo aprendizado? Temos certeza de que essa
aula contribuirá muito para o seu aprendizado e os seus projetos de
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comunicação visual. Boa sorte e bons estudos!
Semiótica e comunicação visual
Toda forma de comunicação entre os indivíduos depende de uma
linguagem verbal e não verbal, que, por sua vez, é formada por
signos. No caso da comunicação visual, os signos podem ser
traduzidos pelas cores dos semáforos, placas de trânsito, formas e
ilustrações, por exemplo. Na prática, eles podem ser vistos em toda
parte e estão relacionados a elementos que podem ser naturais e
culturais. Portanto, podemos observar que a semiótica, ciência dos
signos, está intrinsecamente interligada com a comunicação.
Origem da semiótica
A palavra “semiótica” vem do grego semeion, que significa signo. A
sua origem teve primeira aparição nos estudos linguísticos, e seu
apogeu foi na década de 1960, por meio das pesquisas do linguista
lituano Algirdas Julius Greimas (1917-1992). Apesar disso, o termo
foi usado, pela primeira vez, por meio do linguista americano
Charles Sanders Peirce (1839-1914).
Definindo semiótica
A semiótica pode ser definida como estudo dos signos, que consiste
na reunião de todos os elementos que representarão algum
significado e sentido para o ser humano, abrangendo tanto as
linguagens verbais quanto as não verbais. O objetivo da semióticaé
buscar entender como o ser humano consegue interpretar os signos
e, com isso, aprimorar a forma de comunicação. Assim, é também
fundamental analisar e entender o comportamento humano e de
toda uma sociedade, já que as linguagens representam a forma de
expressarmos os nossos pensamentos e as nossas emoções.
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Segundo Pierce (2005), é o estudo dos signos e das suas ações. Já
o signo é entendido como aquilo que representa algo para alguém.
Os signos, que podem ser objetos, palavras ou desenhos,
representam e transmitem alguma informação, ou inúmeras
informações.
Quando nos referimos à semiótica, podemos dividir em alguns
ramos de forma aplicada, por exemplo, a semiótica visual como
sinônimo de estudo dos signos comunicados visualmente. Para Nöth
e Santaella (2010), desenhos, pinturas, fotografias, cores, anúncios
impressos, pôsteres, design, diagramas, logogramas, sinais de
trânsito e mapas são tópicos da semiótica visual.
Relação da semiótica com a comunicação visual
Todo e qualquer signo, para servir como base da linguagem verbal
ou não verbal, é formado por uma relação triádica: representâmen,
objeto e interpretante (Figura 1).
Representâmen
Corresponde a algo que representa alguma coisa para alguém, ou
seja, podemos afirmar que é a percepção externa do que estamos
vendo, traduzida pela sua forma, cor etc. Um exemplo de um
representâmen é a imagem de um milho, que traz uma forma
específica e sua cor (Figura 1).
Objeto
Refere-se à tradução do significado da imagem, da ideia que se
quer transmitir ao mostrar a imagem de um milho (Figura 1), em que
esse objeto pode trazer como significado imediato a correlação com
a imagem de uma pipoca.
Interpretante
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É a conexão mental e que se encontra numa posição entre o
representâmen e o objeto, para trazer um significado do objeto,
podendo ser representado pela embalagem de pipoca, (Figura 1).
A partir dessas abordagens, podemos notar que a semiótica é
fundamental nos projetos de comunicação visual, pois é uma
ferramenta para ajudar a inovar e comunicar de forma eficiente,
eficaz e estratégica.
Figura 1 | Semiótica de Pierce. Fonte: adaptada de Pierce (2005, [s. p.]).
Siga em Frente...
A narrativa e sua utilização na comunicação
visual
Entendendo a narrativa
A narrativa corresponde à representação de uma sucessão de fatos
que são conectados entre si para contar uma história, podendo ser
escrita, oral, visual e audiovisual, normalmente extraídas de temas
do nosso cotidiano. No que tange às narrativas visuais, podemos
entender como uma forma de contar histórias, sem uso de palavras,
mas, sim, por meio de imagens, desenhos ou ilustrações,
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transmitindo sentimentos e guiando o leitor por um caminho
semelhante àquele formado somente por texto.
Por meio dessa perspectiva, as narrativas visuais se estabelecem
como um gênero que se utiliza das imagens que se relacionam entre
si, transmitindo um sentido narrativo.
Segundo Aumont (2003, p. 209), “uma narrativa conta uma história:
por conseguinte, ela superpõe ao tempo imaginário dos
acontecimentos contados, o tempo do próprio ato narrativo”. O autor
nos mostra que, nas narrativas visuais, por meio de imagens,
conseguimos contar histórias.
Figura 2 | Narrativa visual em histórias em quadrinhos (HQ). Fonte: Freepik.
Um exemplo de narrativas visuais são as histórias em quadrinhos
(Figura 2), cheias de elementos visuais, personagens e texto. Para
construir a narrativa de uma HQ, primeiramente, devemos responder
a algumas perguntas: O quê? Quando? Onde? Com quem? Por
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quê? Como? Qual resultado é esperado? Em segundo lugar, é
importante definirmos:
O que está acontecendo na cena?
Qual o local que está acontecendo?
Quais são os personagens na cena?
Como a cena está sendo desenvolvida e quais são suas
conexões entre os quadros?
Qual a consequência que se espera ao final da cena?
Após responder a todas essas perguntas, você estará diante de uma
estrutura de narrativa visual para uma história em quadrinhos.
Como construir o roteiro de HQ para a construção
da narrativa visual
O próximo passo é partir para a estrutura do roteiro, definir quais os
personagens que estarão na cena, mostrar a trajetória do herói e do
vilão, trazer elementos que mostrem conflitos, sentimentos, ou seja,
fazer com que o leitor se envolva com a história.
Podemos dividir nas seguintes etapas:
Roteiro deve ser objetivo, simples e claro
Deverá contar uma história de forma agradável, de preferência,
pode utilizar o humor, se for melhor esclarecer cada quadro,
conforme no esboço da Figura 3.
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Figura 3 | Roteiro de HQFonte: Shutterstock.
Definir as características de cada personagem
Cada personagem deve ser único, ou seja, deve-se pensar nas suas
características, como cor do cabelo, tom da pele, fala, roupas e
acessórios.
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Figura 4 | Personagens para HQ. Fonte: Freepik.
Utilize apenas uma ação por quadro
Como em uma HQ, a narrativa visual é estática, e cada ação deve
ser colocada num único quadro. Por exemplo, caso queira que o
personagem entre na sala, bata a porta e, em seguida, comece a
discussão com alguém, deverá representar essas ações em três
quadros.
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Figura 5 | Ação por quadro (frame). Fonte: Unsplash.
Estude como será a transição das páginas e dos quadros
É fundamental criar sempre uma expectativa, curiosidade e desejo
de continuar a ler a história.
Como contar histórias usando storytelling
Definindo storytelling
O storytelling, a arte de contar histórias, é uma prática que já faz
parte do cotidiano de nossas vidas há muito tempo. Desde os
nossos ancestrais, o hábito de contar histórias era corriqueiro.
Sempre ao final do dia, eles se reuniam em volta das fogueiras para
contar a respeito de suas caçada e conquistas.
De acordo com Palacios e Terenzzo (2016), desde os tempos mais
remotos, muito antes de inventarmos uma forma de registrar
pensamentos e descobertas, os seres humanos contam histórias
uns aos outros como forma de transmitir conhecimento.
O termo storytelling se originou em 1993, nos Estados Unidos,
sendo utilizado como uma importante ferramenta de comunicação
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digital que era utilizada pelo diretor da Storycenter em um projeto da
American Film Institute, na qual as pessoas de sua equipe eram
estimuladas a contar histórias através de uma linguagem digital.
Importância do storytelling
Ao começar a contar uma história, por mais que o tema já seja de
conhecimento de todos, a forma de transmitir a mensagem será
única. Em função disso, você pode levar seu leitor a entrar numa
jornada em que ele terá uma experiência ímpar e fará com que ele
esteja em total sintonia. As histórias, em sua maioria, geram essa
identificação; você pode até não lembrar quem foi o autor ou título,
mas do conteúdo jamais você esquecerá. Além disso, despertam
emoções, fazendopioneiros. Além disso, faça uma reflexão sobre como
podem ser incorporados elementos desses movimentos em suas
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práticas profissionais, adaptando-os às demandas contemporâneas
e às necessidades do público atual. Afinal, as lições aprendidas com
a história da Arte e da comunicação visual são fundamentais para
impulsionar a criatividade e a inovação em nossos projetos futuros.
Saiba Mais
Para expandir seus conhecimentos sobre arte e comunicação visual,
assista ao filme Magritte: Noite e Dia (2009), dirigido por Henri de
Gerlache. Esse filme oferece uma visão da vida e obra do renomado
artista surrealista René Magritte, mergulhando em sua mente
criativa e explorando sua influência duradoura na arte
contemporânea.
Outra sugestão é a leitura do artigo "Chico Xavier em várias cores:
uma análise do uso da Art Déco na capa da Superinteressante",
escrito por Hanna Bárbara Noronha de Sousa Lima. Esta análise
oferece uma compreensão sobre o uso da estética Art Déco na
mídia contemporânea, destacando como os elementos visuais
podem ser empregados para transmitir mensagens e criar impacto
visual.
Referências Bibliográficas
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contemporâneos. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
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uso da Art Déco na capa da Superinteressante. In: CONGRESSO
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Rodil. Lisboa: Edições 70, 2007.
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Trad. Cid Knipel. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
MOLES, A. O cartaz. Trad. Miriam Garcia Mendes. São Paulo:
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1687-1.pdf. Acesso em: 8 abr. 2023.
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ROSA, L. J. Mutações da temporalidade estética: a cultura das
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WARNCKE, C. Pablo Picasso 1881-1973. Los Angeles: Taschen
America Llc, 2007.
Aula 2
RELAÇÕES ENTRE IMAGEM
E TEXTO NA
COMUNICAÇÃO VISUAL
Relações entre Imagem e Texto na
Comunicação Visual
Olá, estudante! Nesta aula, mergulharemos no universo da criação
de campanhas visuais impactantes. Você sabe o que é a Teoria da
Gestalt? Ela pode revolucionar suas estratégias de comunicação e
ajudá-lo a conquistar seu espaço em um mercado cada vez mais
competitivo. Não perca essa oportunidade de aprimorar suas
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http://www.cisc.org.br/portal/jdownloads/Ghrebh/Ghrebh-%203/10_souza_silva0.pdf.
http://www.cisc.org.br/portal/jdownloads/Ghrebh/Ghrebh-%203/10_souza_silva0.pdf.
habilidades! Pronto para transformar conceitos em resultados?
Vamos lá!
Ponto de Partida
Bem-vindo à nossa aula sobre a importância do uso estratégico de
palavras e imagens na comunicação visual. Vamos explorar como
esses elementos desempenham um papel fundamental no mercado
de vendas de produtos e serviços, e como podem impactar
positivamente o sucesso de uma marca. A problematização que nos
guiará nessa aula é: como podemos utilizar palavras e imagens de
forma estratégica para aumentar a visibilidade e o sucesso de um
produto ou serviço no mercado? Aproveite essa oportunidade para
aprender e descobrir como aplicar esses conceitos no seu cotidiano
profissional. Lembre-se de que entender a importância da
comunicação visual pode ser a chave para diferenciar uma marca e
alcançar os objetivos de negócio.
Vamos Começar!
Nessa aula, abordaremos como o emprego de termos e
representações gráficas na elaboração de comunicações visuais
constitui uma das principais táticas para gerar efeito no âmbito
comercial de bens e serviços. A seleção adequada de termos e
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representações gráficas deve ser pautada pela mensagem a ser
transmitida e pelo público-alvo a ser alcançado. Esse conteúdo
evidencia a eficácia de uma linguagem visual clara e de fácil
compreensão, ou seja, que seja prontamente identificável e
entendível pelo público-alvo. Ademais, a escolha criteriosa das
tonalidades e do design é também crucial para conceber uma
comunicação visual singular e distintiva. São estratégias simples
que geram impacto no mercado quando se empregam termos e
representações gráficas de forma criativa, ampliando a visibilidade e
o êxito de uma marca, produto ou serviço no mercado.
Palavra e imagem
Atualmente, a sociedade se apresenta imersa em elementos visuais.
Seja no dia a dia ou no ambiente de trabalho, quase tudo ao nosso
redor é rodeado por elementos visuais. A contemporaneidade é vista
como a “era da informação visual”, e, perante esse grande fluxo de
informações, estruturar visualmente as informações torna mais
simples e claro o entendimento da mensagem.
A Teoria da Gestalt, que surgiu no campo da psicologia alemã na
década de 1920, teve como seus fundadores os alemães Max
Wertheimer (1880-1943) e Kurt Koffka (1886-1941), que a definiram
com o aforisma "o todo é maior que a soma de suas partes". Analise
a Figura 1: o que é possível identificar? Dois perfis? Um cálice?
Para compreender as partes, é preciso, primeiro, que se
compreenda o significado do todo. As formas, juntas, compreendem
o todo. Isso determina a forma como o indivíduo percebe a
informação visual que o cerca através da lei da proximidade, da
semelhança, da boa continuação e do destino comum.
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Figura 1 | Forma e percepção. Fonte: Pixabay.
De acordo com O’Connor (2013, p. 87):
A lei da Proximidade consisteo leitor guardá-las em sua memória ou até
mesmo se colocar na pele do personagem. Por fim, podemos dizer
também que o uso dessa técnica, quando feita de forma bem-
estruturada e elaborada, consegue seduzir com facilidade o seu
público.
Principais elementos que compõem um storytelling
Mensagem: é o ponto-chave de onde partirá todo o discurso
narrativo, no qual será construído, e a mensagem precisa ser
forte o suficiente para despertar o interesse do público e ficar
na sua memória.
Ambiente: é o lugar onde acontecerá a história, e é importante
que seja descrito de forma detalhada para aumentar a imersão
e o envolvimento do público.
Personagem: podemos dizer que é figura principal da narrativa,
pois é ele que guiará o público para essa jornada, buscando
criar essa sinergia para gerar uma identificação.
Conflito: é o elemento que dará sentido à narrativa da história,
e é importante que a jornada seja difícil de ser alcançada, mas
alcançável, de forma que o personagem consiga atingir o
objetivo esperado.
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Storytelling aplicado em marcas
A Dove é uma marca que tem como objetivo trazer a autoestima às
suas consumidoras. Na visão da empresa, todos os seus produtos
devem transformar a beleza em confiança, e não em ansiedade. Na
campanha “Retratos da Beleza” (Figura 6), um artista faz retratos-
falados das mulheres de acordo com suas autodescrições; depois,
por meio da descrição de terceiros a respeito da mesma mulher,
mostra que há uma grande diferença entre os dois relatos. O
resultado é que a descrição do desconhecido era muito mais bonita
e real do que a da própria pessoa.
Figura 6 | Campanha “Retratos da Beleza”, da marca Dove. Fonte: Costa (2013, [s. p.]).
Vamos Exercitar?
Ao concluirmos essa aula, estabelecemos uma compreensão sólida
da semiótica, da narrativa visual e do storytelling na comunicação
visual, elementos cruciais para a eficácia comunicativa em qualquer
projeto visual. A problematização inicial nos levou a questionar como
a linguagem visual pode ser otimizada para narrar histórias que não
apenas capturam a atenção, mas também ressoam profundamente
com o público.
Durante nossa jornada, exploramos como a semiótica oferece as
bases para entender e utilizar signos de forma que comuniquem
efetivamente a mensagem desejada. Vimos que a narrativa visual
não se limita a uma simples disposição de imagens, mas é uma
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construção cuidadosa que guia o espectador por uma experiência
significativa e envolvente. Além disso, descobrimos como o
storytelling, ao ser incorporado na comunicação visual, transforma
informações em histórias memoráveis e estabelece uma conexão
emocional forte com o público.
Para aplicar esses conhecimentos, encorajamos você a considerar
não apenas o que sua mensagem comunica, mas como ela é
percebida e interpretada pelo público. Pense em como os elementos
visuais podem ser alinhados para contar uma história coesa, e como
o storytelling pode ser integrado para dar vida a essa narrativa,
garantindo que sua comunicação seja não apenas vista, mas
sentida e lembrada.
Como caminhos adicionais de resolução, reflita sobre como esses
conceitos podem ser adaptados e aplicados em diferentes contextos
de comunicação visual, desde o marketing até a arte, e como podem
ser usados para abordar e resolver desafios específicos do seu
campo de atuação.
Saiba Mais
Queremos compartilhar com você duas preciosidades que
certamente vão enriquecer sua compreensão sobre comunicação
visual. Primeiro, recomendamos a leitura do artigo "A relação entre
semiótica e design", de Gabriela B. Mager. Essa leitura vai abrir
novas perspectivas sobre como a semiótica se entrelaça com o
design, mostrando como os signos e símbolos são essenciais na
criação de mensagens visuais impactantes.
Além disso, não deixe de conferir o episódio "REPRISE: O vale-tudo
das ‘narrativas’", do podcast O Assunto, de 24 de dezembro de
2021. Esse episódio trata do uso de narrativas no contexto político-
social do Brasil. 
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Referências Bibliográficas
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Papirus, 2003.
GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto
Alegre: Bookman, 2008.
KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah,
2020.
LUPTON, E. O design como storytelling. São Paulo: Olhares,
2022.
MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo
Almedina (Portugal), 2018.
NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às
metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2013.
NÖTH, W.; SANTAELLA, L. Imagem: Cognição, Semiótica, Mídia.
São Paulo: Iluminuras, 1998.
PALACIOS, F.; TERENZZO, M. O Guia Completo do Storytelling.
Rio de Janeiro: Alta Books, 2016.
PIERCE, C. S. Semiótica. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005.
SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah,
2018.
WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017.
Aula 4
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IDENTIDADE VISUAL
Identidade Visual
Olá, estudante! Nesta videoaula, você irá explorar os fundamentos
essenciais da comunicação visual. Descubra o papel crucial dos
signos visuais na transmissão de mensagens, aprenda a criar
moodboards para potencializar sua criatividade e mergulhe na
importância da paleta de cores e identidade visual. Esses
conhecimentos são fundamentais para o desenvolvimento de
projetos de design impactantes e eficazes. Prepare-se para essa
jornada de aprendizado! Vamos lá!
Ponto de Partida
Boas-vindas à nossa aula sobre identidade visual! Vamos explorar
aspectos essenciais que permeiam a construção de uma identidade
visual sólida e eficaz.
Nossa problematização central será: Como podemos utilizar os
signos visuais, moodboards e paletas de cores para construir uma
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identidade visual coesa e impactante? Fique atento a cada tópico
abordado!
Ao longo dessa aula, convido você a refletir não apenas sobre os
conceitos teóricos, mas também sobre sua aplicabilidade prática.
Lembre-se de que os conhecimentos adquiridos aqui não são
apenas acadêmicos, mas têm um impacto direto em sua prática
profissional. Então, esteja preparado para absorver todo o conteúdo
e descobrir como ele pode transformar suas futuras criações. 
Vamos Começar!
Essa aula está dividida em três pontos:
1. Sistema de signos visuais: abordaremos os signos que servem
de instrumentos para a comunicação visual transmitir uma
informação ou mensagem para uma pessoa.
2. Referências visuais e moodboard: mostraremos como criar um
moodboard para ajudar na sua produção de qualquer projeto
de comunicação visual.
3. Paleta de cores e identidade visual: apresentaremos os
diversos tipos de modos de cores, tanto para impressão quanto
para web; além disso, aprenderemos como elaborar uma
identidade visual completa de uma marca de uma empresa.
Boas-vindas a esse novo aprendizado! Iniciaremos a imersão deste
vasto conteúdo que contribuirá muito para o seu aprendizado e os
seus projetos de design. Boa sorte e bons estudos!
Sistema de signos visuais
Charles Sanders Pierce, o pai da semiótica, junto ao seu seguidor,
Charles Morris (1901-1979), filósofo americano, definem os signos
visuais como imagens que são representadas por um objeto ou
alguma coisa por sua semelhança e que possua as mesmas
características do objeto.
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Segundo Santaella (2002), existem instrumentos que possibilitam de
tal forma observar diferentes tipos de signos e os modos como se
relacionam entre si.
Em Semiótica aplicada, de Santaella (2002), através de um percurso
metodológico-analítico, você compreende as diferentes naturezas
das mensagens verbais e não verbais, ou seja, as visuais. Além
disso, é possível fazer uma relação direta entre os tipos de signos e
as diferentes formas de representação da imagem.
Definição de signo visual
O signo visual pode ser caracterizado como um instrumento da
comunicação visual para transmitir uma informação ou mensagem,
ou até mesmo para indicar alguma coisa a alguém. Os signos
visuais estão presentes em todos os lugares que utilizamos, desde
as sinalizações dentro do aeroporto, indicações das salas dos
hospitais, silhuetas utilizadas em portas de banheiros para
identificação do sexo masculino e feminino, ou seja, faz parte de
todo o nosso universo espacial.
Segundo Pierce e Charles Morris, o signo é dividido em três tipos
básicos: ícone, índice e símbolo.
Ícone: a palavra ícone vem do grego eikon (significa imagem) e
representa um objeto por sua semelhança, já que tem as mesmas
características e especificidades que o objeto. Um ícone pode
utilizar vários elementos, como forma, cor, textura ou até mesmo
som para criar essa relação entre a imagem e a ideia (Figura 1).
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Figura 1 | Ícones das redes sociais. Fonte: Freepik.
Índice: é o primeiro signo utilizado pelo ser humano, pois busca
uma relação contínua como representação. Estabelece uma
associação quase que imediata de uma coisa à outra, por meio da
experiência adquirida anteriormente. Ele é representado por uma
ação ou algum processo físico. No exemplo da ação, podemos
mencionar a fumaça que indica fogo, uma nuvem escura indicando
chuva (Figura 2), uma seta indicando uma direção; no caso do
processo físico, folhas caídas no chão representando a mudança de
estação do ano.
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Figura 2 | Representação do índice: nuvem escura no céu indicando chuva. Fonte: Unsplash.
Símbolos: são signos visuais normalmente feitos de forma abstrata
e se referem a um objeto por mera associação de ideias, ou seja,
por convenção. Eles são facilmente compreendidos por todos,
independentemente de sua nacionalidade. Por trás de sua
construção, os símbolos representam ideias, conceitos em suas
composições (Figura 3).
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Figura 3 | Símbolos visuais religiosos. Fonte: Freepik.
Referências visuais e moodboard
Moodboard
É uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento criativo, que
corresponde na prática a um mural de referências visuais composto
por cores, formas, imagens, estilos e vídeos para representar o
conceito do projeto a ser desenvolvido.
Segundo Lopes (2018, [s. p.]), “[...] embora o Moodboard ou painel
semântico seja uma técnica usada por designers para facilitar a
criação de artes que devem seguir uma unidade visual, ela pode ser
adaptada para o dia a dia de profissionais ‘não designers’ e
empresas”.
A sua principal função é servir de inspiração, pois você terá reunido
em um único local todos os elementos visuais que ajudaram a definir
o conceito, a identidade, ou melhor dizendo, a essência do que
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faltava para tornar o projeto final ainda mais especial. Normalmente,
essa ferramenta de trabalho é utilizada por designers e pelas áreas
de publicidade, arquitetura e moda. Um moodboard pode ser feito de
maneira física, utilizando recortes, colagens, desenhos, pinturas,
jornais e revistas (Figura 4).
Figura 4 | Moodboard físico. Fonte: Freepik.
Moodboard digital é utilizado por meio de programas, como Adobe
Photoshop ou similares, como GoMoodboard e Canva, para reunir
as informações e imagens da internet ou sites de referências de
imagem, como o Pinterest (Figura 5).
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Figura 5 | Moodboard digital. Fonte: Freepik.
Dentro do moodboard, podem ser adotados três títulos para
melhorar organizar as ideias: painel para público-alvo, painel para o
conceito criativo e painel visual do produto.
No painel para o público-alvo, após o estudo e a entrevista para a
busca de informações concretas, fica mais fácil o desenvolvimento
das características da marca a ser elaborada e da apresentação do
projeto para o cliente (Figura 6).
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Figura 6 | Painel de público-alvo (moodboard). Fonte: Pazmino (2017, p. 106-107).
O painel conceitual é todo direcionado ao produto que se venderá,
trazendo significado e não somente buscando ideias por meio de
imagens, mas, sim, envolvendo todo o contexto. Esse painel tem
que ser direto, claro, simples e trazer o estilo do comportamento do
público-alvo, fazendo com que o designer consiga ter um
direcionamento melhor no momento da execução (Figura 7).
Para Pazmino (2017, p. 163), “a técnica serve como meio de
comunicação que permite que toda a equipe entre em consenso em
relação à interpretação de mesmo significado de forma a alcançar o
mesmo objetivo projetual.”.
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Figura 7 | Painel conceitual (moodboard). Fonte: Freepik.
Já o painel visual tem como funcionalidade estabelecer o tema ou
conceito para que toda a equipe envolvida no projeto criativo entre
em consenso, e ele deve ser confrontado com as demais
informações anteriormente coletadas nos outros painéis (público e
conceitual) (Figura 8).
Figura 8 | Painel visual (moodboard). Fonte: Freepik.
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Podemos afirmar que, ao utilizar o moodboard, o designer consegue
fazer um projeto com muito mais detalhamento, de forma mais
direcionada para o seu público-alvo, e ainda consegue progredir de
maneira mais consistente na construção dos projetos criativos,
havendo uma identidade e uma linguagem visual única.
Siga em Frente...
Paleta de cores e identidade visual
Corresponde a um conjunto de cores que são previamente
selecionadas e utilizadas de forma harmônica, com o objetivo de
transmitir uma ideia para quem visualiza dentro de uma identidade
visual. A paleta de cores deve ser utilizada em todos os produtos
gráficos que a logo estiver presente, por exemplo, cartão de visita,
folheto, cartaz e até na assinatura digital; além disso, deve ser
aplicada no site, no aplicativo e nas redes sociais.
Tipos de paleta de cores
CMYK: chamado também de Escala Europa, é a paleta de cores
utilizada para impressão em gráfica, em que o C é ciano, M é
magenta, Y é amarelo e K é preto. Quando utilizamos as quatro
cores, estamos diante de policromia (Figura 9).
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Figura 9 | Paleta de cores – CMYK. Fonte: Shutterstock.
RGB: esse modo de cores de paleta é utilizado emdispositivos
eletrônicos, como TV, monitores de computador, mídias digitais e
sites. É formado pelas cores vermelho (R), verde (G) e azul (B)
(Figura 10).
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Figura 10 | Paleta de cores – RGB. Fonte: Shutterstock.
Segundo Pedrosa (2002), as cores aditivas possuem como cores
primárias o vermelho, o verde e o azul; quando somadas, obtém-se
o branco. Elas ficaram originalmente conhecidas pela sigla em
inglês RGB (Red, Green, Blue) e são utilizadas no meio digital, isto
é, nas telas de computadores e smartphones. Já as cores
subtrativas têm como cores primárias ciano, magenta e amarelo,
logo a soma delas gera o preto, e assim foram denominadas de
CYMK (Cyan, Magenta, Yellow e Key). Esse sistema de cor é
utilizado em impressões como jornais e revistas.
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PANTONE: é uma escala de cores representada por um sistema
numérico com alta precisão, padronização e regularidade. Além
disso, é uma paleta de cores de uso universal (Figura 11).
Figura 11 | Paleta de cores PANTONE.Fonte: Freepik.
Conceituando identidade visual
Identidade visual é a combinação de vários elementos gráficos, que
tem como objetivo comunicar uma ideia, um produto, um serviço ou
uma empresa. Os principais elementos que fazem parte da
identidade visual são: a marca (que pode ser um logotipo, por
exemplo), tipografia, paleta de cores e materiais de aplicação
(folhetos, cartazes, outdoor, material de papelaria etc.) (Figura 12).
A identidade é a expressão visual e verbal de uma marca. Ela dá
apoio, expressão e comunicação à marca, além de sintetizar e dar
visibilidade a ela. Você pode vê-la, tocá-la, agarrá-la, ouvi-la,
observá-la se mover (WHEELER, 2008).
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Figura 12 | Manual de identidade visual. Fonte: Freepik.
Elementos da identidade visual
Logotipo: é o nome da marca representado com tipografia que
pode estar na sua forma original, alterada ou redesenhada, cujo
objetivo principal é mostrar a personalidade e as características da
empresa de uma forma única (Figura 13).
Figura 13 | Logotipo da Coca-Cola. Fonte: Freepik.
Símbolo: quando um desenho é feito de maneira minimalista, ou
seja, com poucos traços e que representa e identifica um nome,
uma ideia, um produto ou um serviço, ele passa a ser o símbolo da
marca (Figura 14).
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Figura 14 | Símbolo da Nike. Fonte: Wikimedia Commons.
Tipografia: é o estudo de tipos de letra, chamado também de fonte
de letra, que faz parte do arranjo visual tanto na composição do
logotipo quanto na definição da fonte padrão para usar nos materiais
de aplicação (Figura 15).
Figura 15 | Tipografia. Fonte: Shutterstock.
Vamos Exercitar?
Ao longo dessa aula, exploramos como os signos visuais, os
moodboards e as paletas de cores são essenciais para construir
uma identidade visual coesa e impactante. A problematização inicial
questionava como utilizar esses elementos para alcançar esse
objetivo.
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Para resolver essa questão, aprendemos que os signos visuais,
como ícones, índices e símbolos, são fundamentais na transmissão
de mensagens visuais. Compreendemos como cada tipo de signo
pode ser utilizado de forma estratégica para comunicar ideias
específicas. Em seguida, ao explorar o conceito de moodboard,
entendemos como essa ferramenta pode auxiliar na visualização e
organização de conceitos, inspirando e direcionando o processo
criativo.
Finalmente, discutimos a importância da paleta de cores na
identidade visual, explorando os diferentes sistemas de cores e suas
aplicações. Ao relacionar esses conteúdos com a problematização
inicial, percebemos que a utilização consciente e estratégica desses
elementos é essencial para construir uma identidade visual coesa e
eficaz.
Como reflexão adicional, convido você a explorar como esses
elementos podem ser adaptados e combinados de maneira única
para atender às necessidades específicas de cada projeto.
Experimente aplicar os conhecimentos adquiridos nessa aula em
suas futuras criações, explorando diferentes combinações e
abordagens para alcançar resultados ainda mais impactantes.
Saiba Mais
Que tal mergulhar em duas fontes ricas de conhecimento e
inspiração?
Para expandir seus horizontes no mundo do branding e da
comunicação visual, leia o artigo "Análise da influência dos
elementos da identidade visual no reconhecimento das marcas por
parte do consumidor”, de Maurício Bramorvsky Junior e Gisele
Baumgarten Rosumek. Descubra como os elementos visuais
moldam a percepção das marcas pelos consumidores.
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E que tal uma sessão de cinema para aprender com uma história
real de sucesso empresarial? Assista ao filme Fome de poder
(2017), que narra a ascensão do McDonald's e oferece insights
valiosos sobre empreendedorismo, branding e construção de
identidade corporativa.
Não perca essa oportunidade de aprender e se inspirar!
Referências Bibliográficas
GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto
Alegre: Bookman, 2008.
KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah,
2020.
MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo
Almedina (Portugal), 2018.
NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às
metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2013.
PAZMINO, A. V. Como se cria: 40 métodos para design de
produtos. São Paulo: Blücher, 2017.
PEDROSA, I. Da cor à cor inexistente. 8. ed. Rio de Janeiro: Léo
Christiano Editorial Ltda., 2002.
SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah,
2018.
SANTAELLA, L. Semiótica aplicada. São Paulo: Thomson, 2002.
WHEELER, A. Design de Identidade da Marca. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2008.
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Encerramento da Unidade
ESTRATÉGIAS DE
COMUNICAÇÃO VISUAL
Videoaula de Encerramento
Olá, estudante! Nesta videoaula de encerramento, você mergulhará
na análise crítica de um projeto de identidade visual. Exploraremos
como elementos como paleta de cores, tipografia e símbolos visuais
se integram para criar uma comunicação eficaz e alinhada ao
público-alvo. Esse conteúdo é crucial para sua prática profissional,
pois destaca a importância de uma narrativa visual coesa e
impactante. Prepare-se para aplicar esses conhecimentos em seus
futuros projetos. Não perca!
Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que
é avaliar criticamente os desafios e necessidades que precedem um
projeto de comunicação visual, é essencial conhecer os conceitos
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fundamentais que moldam a interação entre a mensagem a ser
transmitida, o público-alvo e os objetivos definidos.
Inicia-se com a geração de ideias criativas através do brainstorming,
que alimenta a construção de briefing detalhado e estratégico. Isso
permite conectar a marca ao público-alvo de forma inovadora e
eficaz. Compreender as nuances do público-alvo é fundamental para
que a comunicação visual ressoe de forma genuína e impactante.A
partir daí, constrói-se uma narrativa visual envolvente usando a
semiótica para analisar e aplicar o sistema de signos visuais de
maneira que fortaleça a mensagem desejada.
A identidade visual é, então, definida utilizando ferramentas como
referências visuais e moodboards, e uma paleta de cores
cuidadosamente escolhida, estabelecendo um padrão visual coeso
que reflete os valores e a essência da marca.
É Hora de Praticar!
Este estudo de caso é uma adaptação do projeto de redesenho da
marca Tic Tac feita pela agência Blippu, sob a coordenação do
diretor de marketing Fabio Pessoa. A proposta de estudo de caso é
para você sedimentar a sua aprendizagem obtida ao longo da
unidade.
Descrição do problema estudado
A pastilha Tic Tac é uma marca do grupo Ferrero, indústria italiana
criada em 1969. Para poder se tornar uma marca de sucesso, ela
não se pautou nas outras marcas consagradas da empresa, como
Kinder ou Nutella, e, sim, buscou fazer algo diferente e lançou as
pequenas balas de menta, as quais receberam o nome, inicialmente,
de Refreshing Mints. Pouco tempo depois, devido à forma divertida
de se consumir o produto, além de refrescar momentos do dia a dia,
uma das principais características de comunicação foi explorar as
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caixinhas. Por causa do barulho emitido ao balançar as balas, o
nome da pastilha passou a ser Tic Tac. O sucesso foi quase que
instantâneo, por ser um produto refrescante e que cabia no bolso,
sendo fácil de ser transportada.
No Brasil, somente em 1995 é que foi lançada a pastilha Tic Tac.
Nessa época, a marca começou com vários sabores clássicos,
como menta, canela, laranja, hortelã, acerola e manga, e,
atualmente, tem mais de 50 sabores, variando de país para país,
não incluindo as edições limitadas, como as feitas para momentos
específicos, como Halloween e Natal. São vendidas em uma
embalagem plástica transparente para ser levada no bolso. O
símbolo da marca é representado pela folha de hortelã. Ela tem
como característica ser um produto que traz refrescância para o
ritmo e os hábitos frenéticos da vida moderna.
Objetivo proposto
A empresa do grupo Ferrero contratou um escritório de design, e
você será o designer que ficará responsável por fazer o redesign da
marca Tic Tac e a sua identidade visual. Como a marca possui em
sua essência o frescor e a refrescância ao consumir as pastilhas, foi
solicitado que ela tivesse um novo reposicionamento, de tal maneira
que incentivasse ainda mais o momento de leveza quando as
pastilhas fossem consumidas, frente aos momentos cada vez mais
frenéticos do nosso dia a dia. Além disso, a logo deverá seguir uma
linha mais clean, minimalista, com poucos traços, e a embalagem
deve ter uma característica única na sua imagem para cada sabor,
mas, ao mesmo tempo, todos os sabores devem se conectar entre
si, mostrando sua importância para o enfrentamento dos desafios
dos nossos dias atuais. Ainda dentro dessa proposta, é importante
que se crie um personagem que possa trazer uma narrativa
contando a história do motivo desta mudança.
Reflita
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Agora, reflita sobre o seguinte:
Como o processo de brainstorming pode influenciar a eficácia da
comunicação visual em um projeto?
De que maneira a compreensão detalhada do público-alvo contribui
para a construção de uma narrativa visual mais eficaz?
Qual a importância da escolha dos elementos visuais, como a paleta
de cores, na definição da identidade visual de um projeto?
Para solucionar esse estudo de caso, avalie o contexto que foi
apresentado. E responda às seguintes perguntas:
Esse projeto será direcionado para qual público-alvo?
Quais são as informações fundamentais que devem estar
contempladas no briefing para sua fiel execução?
Quais são os elementos essenciais para a construção da
identidade visual?
Quais etapas serão necessárias para a elaboração de uma
narrativa utilizando a técnica do storytelling?
Utilize o que você aprendeu para encontrar uma solução para esse
caso.
Resolução do estudo de caso
Para solucionar esse estudo de caso, antes de começar a criar a
logo e, sem seguida, desenvolver a identidade visual, é fundamental
que se conheça a fundo quem é o público-alvo, ou seja, o grupo
para o qual será direcionado todo o projeto de comunicação visual.
Tendo em vista que o público-alvo será jovens, na faixa etária entre
18 a 30 anos, correspondentes à geração dos millenials, e o
propósito é incentivar mais leveza ao consumir as pastilhas em
nosso dia a dia frenético, ao começar a desenvolver a logo, deve-se
investir em traços e cores que remetam à criatividade, ao
despojamento, à diversão e à descontração. Para isso, é
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fundamental trazer todos esses elementos para dentro de um
moodboard, quadro de referências visuais, que pode ser feito na
rede social Pinterest.
Ao começar a desenvolver a novo logo para as pastilhas Tic Tac,
conforme se encontra no briefing do estudo de caso, deve-se manter
a folha de menta, que corresponde ao símbolo característico da
marca, remetendo às suas próprias origens, porém trabalhando de
forma mais clean, minimalista, ou seja, com poucos traços. Com a
mudança da nova logo, pode-se incluir uma frase curta para ser
colocada no slogan, como “Refresca no Ponto”, fortalecendo ainda
mais a leveza que foi proposta inicialmente.
Nos rótulos, em que estarão a nova logo e os sabores, elementos
gráficos que transmitam mais positividade para encarar os desafios
do dia a dia agitado podem ser incluídos. Para haver a distinção dos
sabores, é fundamental a escolha de cores que possam remeter
diretamente ao sabor da pastilha. Nesse momento, fazemos um
resgate do aprendizado sobre semiótica de Charles Pierce, em que
cada objeto terá um significado único, mas, ao mesmo tempo,
devemos pensar na conexão de todos os sabores, formando uma
identidade dessa linguagem visual.
Após ter definidos a logo e os rótulos, passamos para a próxima
etapa, que é a reunião de todos esses elementos visuais em um
manual de identidade visual. Deverá contemplar, no primeiro
momento, a defesa do processo criativo da nova logo; em seguida, a
estrutura de construção da logo com sua malha, as proporções de
tamanhos que podem ser utilizados e as versões em quadricromia,
positiva e negativa. Quanto à tipografia, deve-se definir uma fonte
principal e uma secundária que acompanhará a logo, para uso nos
títulos e na parte escrita em todos os meios de comunicação que
forem produzidos. Ao definir a paleta de cores para a logo e os seus
sabores, é importante de incluir os modos CMYK (para impressão),
RGB (para os meios digitais) e PANTONE (para cores especiais).
Lembrando que as cores devem ser vivas, para haver uma
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comunicação direta com o público jovem. Nas aplicações das
marcas, pode-se pensar em brindes que podem levar a marca,
como chaveiros, bonés, camisetas etc.
Para completar esse estudo de caso, respeitando o briefing,
podemos pensar em um personagem com certas características, ou
seja, cor da pele, cabelo, corpo, altura e forma de falar. Dessa
maneira, começamos o processo de construção narrativa que
deverá ter roteiro, cenário, tempo e narrador para contar, por meio
da técnica do storytelling, sobre a mudança da nova logo.
Dê o play!
Assimile
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Referências
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Alegre: Bookman, 2008.
GOMES, D. et al. Introdução ao Design Inclusivo. Curitiba: Appris,
2020.
KERR, M. A. et al. Produção audiovisual. Porto Alegre: Sagah,
2020.
KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 12. ed.
São Paulo: Pearson, 2006.
MARQUES, V. Marketing Digital 360. 2. ed. São Paulo: Grupo
Almedina (Portugal), 2018.
NOBLE, I.; BESTLEY, R. Pesquisa visual: introdução às
metodologias de pesquisa em design gráfico. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2013.
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OGDEN, J. R. Comunicação Integrada de Marketing: modelo
prático para um plano criativo e inovador. São Paulo: Pearson-
Prentice Hall, 2002.
SANGALETTI, L. Comunicação e expressão. Porto Alegre: Sagah,
2018.
STRUNCK, G. Como criar identidades visuais para marcas de
sucesso: um guia sobre o marketing das marcas e como
representar graficamente seus valores. Rio de Janeiro: Riobooks,
2007.
WHITE, A. Mídias digitais e sociedade. São Paulo: Saraiva, 2017.
HOLLEY, G. J. et al . Estratégias de Marketing e Posicionamento
Competitivo. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
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https://alexandria-html-published.platosedu.io/e59742ee-1596-417b-8114-ea8582eb598c/v1/index.html 65/65em sugerir
que formas, objetos ou elementos de
design localizados nas proximidades
tendem a ser percebidos como um grupo.
A lei da Similaridade revela que tendem a
se agrupar formas, objetos ou elementos
de design que compartilhem algum nível
de semelhança em termos de cor, tom,
textura, forma, orientação ou tamanho. No
que refere-se à lei da Boa Continuação, as
formas, objetos ou elementos de design
que sugerem linhas ou curvas são
percebidos como elementos visuais
distintos, mas percentualmente são
agrupados de maneira que se crie um
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novo elemento visual. Por último, a lei de
Destino Comum propõe que grupos de
formas ou elementos de design que
partilham uma orientação semelhante,
movimento ou configuração, tendem a ser
percebidos como um grupo.
Texto e elementos visuais formam diferentes imagens; juntos, são
elementos fundamentais na comunicação visual. Eles são capazes
de transmitir uma mensagem de forma clara e eficiente (Figura 2). A
palavra, em forma de texto, é capaz de expressar ideias, conceitos e
informações precisas. Ela pode ser usada para fornecer detalhes
específicos, instruções ou para transmitir uma mensagem
emocional. A escolha das palavras corretas e sua disposição no
design da comunicação visual é essencial para garantir que a
mensagem seja transmitida de forma clara e eficiente. A imagem,
por outro lado, é capaz de evocar emoções, sensações e ideias
através de elementos visuais, como cores, formas e texturas. Ela
pode ser usada para transmitir uma mensagem de forma
instantânea e impactante, sem a necessidade de muito texto ou
explicação.
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Figura 2 | Cartaz da Oficina “Viver sem fumo é melhor”, da Escola
de Medicina da Bahia. Fonte: Escola de Medicina e Saúde Pública
Bahiana (2013, [s. p.]).
Na comunicação visual, a imagem pode ser usada para chamar a
atenção, criar uma atmosfera, reforçar uma ideia ou representar um
conceito abstrato. Quando palavra e imagem são combinadas,
pode-se criar uma comunicação visual que seja poderosa e eficaz.
Ao escolher as palavras e imagens corretas, é possível gerar um
design que transmita uma mensagem coerente e que seja capaz de
comunicar com eficiência a ideia desejada.
Portanto, elementos tipográficos e configurações visuais são
diretrizes, ferramentas ou técnicas básicas para o desenvolvimento
de cartazes, leiautes, embalagens, banners ou qualquer outro meio
de mensagem que utilize elementos gráficos impressos ou digitais.
É, portanto, incessantemente moldado e atualizado para definir uma
forma clara e concisa para atender aos objetivos de comunicação
desejados.
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Análise e compreensão do produto e do
problema
Atualmente, características como disponibilidade e preços baixos
não são mais diferenciais suficientes para a maioria dos produtos e
marcas. Não é mais aceitável que determinados produtos sejam de
qualidade questionável ou estejam esgotados no mercado para o
consumidor. Um dos pontos fundamentais para o sucesso de um
produto é entender como funciona o design de comunicação visual
para o varejo e quais as vantagens que isso traz de impacto na
fidelização com o consumidor.
A embalagem, o rótulo e o leiaute de um produto são muito mais do
que simplesmente o que envolve ou difere o produto dos demais.
Eles são, ao mesmo tempo, uma entidade física, estática e finita que
está na prateleira esperando por nós. Entretanto, o aspecto
perceptual de uma marca ou produto existe no espaço psicológico –
em nosso subconsciente, onde é dinâmico e maleável.
Para que isso seja alcançado, é necessário entender a relação entre
imagem, produto e consumo para diferentes mercados
consumidores. A imagem que um produto transmite é um dos
principais fatores que influenciam a decisão de compra dos
consumidores. A comunicação visual é uma ferramenta poderosa
para transmitir essa imagem e influenciar o comportamento do
consumidor.
É importante entender as necessidades, os desejos e as
expectativas dos consumidores em relação ao produto e identificar
as tendências e os padrões de consumo desse mercado. A partir
desse conhecimento, pode-se desenvolver embalagens, campanhas
e rótulos que atendam às demandas do mercado e que sejam
atrativos para o público-alvo. A escolha da imagem e da
comunicação visual é fundamental para transmitir a mensagem e os
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valores do produto, e criar uma identidade visual forte e coerente
com a mensagem e os valores de uma marca.
O uso da palavra e da imagem em embalagens de produtos é muito
importante para atrair e informar o consumidor. A embalagem é a
primeira impressão que o consumidor tem do produto e, por isso,
deve ser bem pensada e elaborada.
Por exemplo, na Figura 3, referente a alimentos orgânicos, a
imagem de produtos naturais e saudáveis é um fator decisivo na
escolha do consumidor. A comunicação visual deve transmitir essa
imagem, utilizando cores e elementos que remetam à natureza e ao
bem-estar, além de informações claras sobre a origem e a qualidade
dos produtos.
Figura 3 | Embalagem dos produtos orgânicos Terra Mãe. Fonte: Food Innovation (2022, [s. p.]).
A imagem na embalagem é responsável por chamar a atenção do
consumidor e apresentar a ideia do produto. Ela pode ser usada
para ilustrar o produto, destacar suas características, mostrar seus
benefícios, transmitir uma sensação ou criar uma identidade visual
que se conecte com o público-alvo. A imagem também pode ser
utilizada para trazer informações importantes, como a forma de uso,
a composição ou os ingredientes do produto.
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Já no mercado de tecnologia (Figura 4), a imagem de produtos
modernos e inovadores é um fator importante para a decisão de
compra do consumidor. A comunicação visual deve transmitir essa
imagem, utilizando cores e elementos que remetam à tecnologia e à
inovação, além de informações claras sobre as funcionalidades e a
qualidade dos produtos.
Figura 4 | Anúncio dos smartphones Galaxy Z Flip 4 e do Galaxy Z Fold 4. Fonte: Submarino (2022,
[s. p.]).
Para desenvolver produtos diversos, é necessário entender a
relação entre imagem, produto e consumo para diferentes mercados
consumidores, e utilizar a comunicação visual de forma estratégica
para transmitir a mensagem e os valores do produto. A imagem e a
comunicação visual são fatores decisivos para influenciar o
comportamento do consumidor e criar uma identidade visual forte e
coerente com a mensagem e os valores da marca.
Siga em Frente...
Relação do produto com objetivos de venda
e do mercado
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Novas tendências relacionadas ao mercado da comunicação visual
de produtos demonstram que as pessoas estão saturadas de muita
informação, publicitária ou não, em seu cotidiano, assim como
banalização dos meios de comunicação, como outdoors, comerciais
de televisão e revistas. Além disso, a maioria dos anúncios se
apresenta ineficaz e cria poluição visual.
Os métodos tradicionais, muitas vezes, já não dão os resultados
esperados. Chamar a atenção nesse meio é um papel desafiador
que requer percepção e inovação. As mudanças no mundo da
comunicação e da mercadologia estão se acelerando, e todos os
anos há novas mídias e novas abordagens. Nesse contexto,
múltiplas mensagens são construídas e difundidas, levando as
pessoasa filtrarem e selecionarem o que desejam ver com base em
seus interesses e suas necessidades. Um exemplo é a internet e
seus adds (propagandas ou anúncios que aparecem no alto nos
cantos da página) (Figura 5) ou lojas virtuais (Figura 6).
Figura 5 | Exemplo de site com adds. Fonte: UOL (2023, [s. p.]).
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Figura 6 | Exemplo de loja virtual (e-commerce). Fonte: Lett Blog (2018, [s. p.]).
Para Perez e Byron (2002), a tarefa da comunicação visual inclui
criar boas imagens para identificar potenciais clientes, construir e
fortalecer relacionamentos (por exemplo, por meio de fidelização) e
atraí-los para a compra. A comunicação visual e suas ferramentas
ajudam a diferenciar, posicionar e destacar o produto, o que
estimula o consumidor a fazer uma escolha sobre determinado
produto, serviço ou marca no momento da compra.
Porém, o crescimento do número de marcas e produtos traz ao
consumidor que se vê cercado por milhares de mensagens visuais
que lutam para alcançá-lo. Esse fato tem levado a comunicação de
marketing a buscar alternativas para dialogar com os consumidores,
ora de forma mais sutil, ora de forma mais criativa e alternativa. Seja
realizando intervenções na própria cidade, como pintar a faixa de
pedestres (Figura 7), seja trazendo objetos pequenos em grandes
dimensões, para que o observador fique espantado, como o caso
dos smartphones em calçadas (Figura 8) ou das imagens plotadas
que são colocadas estrategicamente em locais que fazem com que
o consumidor possa sentir emoções ao olhá-las (Figura 9). Perceba
que as campanhas visuais são cada vez mais criativas para chamar
a atenção do consumidor, mesmo o mais exigente, com o objetivo
de conquistar a simpatia dele.
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Figura 7 | McDonalds pinta faixa de pedestres. Fonte: Arch daily (2014, [s. p.]).
Figura 8 | Campanha Banco Itaú – Smartphone na calçada da
Avenida Paulista em São Paulo. Fonte: Marcas pelo mundo
(2022, [s. p.]).
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Figura 9 | Anúncio de estreia de série no National
Geographic Channel colocado no fim da escada do
metrô. Fonte: Designers.Brasileiros (2021, [s. p.]).
O desenvolvimento de mensagens visuais eficientes para produtos
de comunicação diversos, como displays, outdoors, hotsites de
lançamentos de produtos e campanhas em redes sociais, requer
uma abordagem estratégica e criativa. Seguem algumas etapas que
podem ajudar na criação de mensagens visuais impactantes:
1. Conheça seu público-alvo: antes de começar a criar uma
mensagem visual, é importante entender o público-alvo para o
qual a mensagem será direcionada, assim como o produto da
mensagem. Conhecer as preferências, as necessidades e os
hábitos desse público ajuda a definir a linguagem, os
elementos visuais e a abordagem que serão utilizados.
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2. Defina a mensagem visual: o objetivo da mensagem visual
deve ser claro, e ela definida desde o início do processo
criativo, sendo simples, objetiva e fácil de ser compreendida
pelo público-alvo.
3. Utilize elementos visuais impactantes: a escolha dos
elementos visuais deve ser feita com cuidado, levando em
consideração a mensagem que se deseja transmitir. Cores,
formas, imagens e tipografias diferenciadas podem ser
utilizadas para chamar a atenção do público e criar um impacto
visual positivo.
Desenvolver mensagens visuais de produtos, ou campanhas que se
utilizem da comunicação visual em diversas frentes requer
planejamento, criatividade e estratégia para que o objetivo principal
seja alcançado: comunicar-se visualmente.
Vamos Exercitar?
Nessa aula, exploramos a importância do uso estratégico de
palavras e imagens na comunicação visual, especialmente no
mercado de vendas de produtos e serviços. Ao confrontarmos a
problematização sobre como utilizar esses elementos de forma
estratégica para aumentar a visibilidade e o sucesso de um produto
ou serviço, identificamos várias abordagens eficazes.
Para alcançar o sucesso no uso estratégico de palavras e imagens
na comunicação visual, é crucial que os profissionais estejam
constantemente atentos às mudanças no mercado e às tendências
de design. Adaptabilidade e criatividade são essenciais para manter
a relevância e a eficácia das estratégias de comunicação visual ao
longo do tempo, sempre lembrando de conhecer o público-alvo e
fazer uma comunicação clara.
Encorajamos você a aplicar esses conceitos em sua prática.
Lembre-se de considerar sempre o público-alvo, utilizar os princípios
da Teoria da Gestalt e buscar constantemente aprimorar suas
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habilidades de design e comunicação. Que tal tentar criar uma peça
publicitária para um colega?
Saiba Mais
Para os entusiastas de branding e comunicação visual, o filme AIR:
A história por trás do logo (2023), dirigido por Ben Affleck, é uma
obra imperdível que revela os bastidores da construção de uma das
marcas mais icônicas e valiosas do mundo: a Nike. Desde sua
fundação até os momentos decisivos que moldaram sua identidade,
o filme oferece uma visão sobre a importância do branding e da
comunicação visual no sucesso de uma empresa.
Além disso, o artigo "A imagem como ferramenta da comunicação
contemporânea", de Lucas Pereira Matos, Monithelle da Silva
Cardoso e Flávia Martins dos Santos, publicado em 2014, é uma
leitura fundamental para entender a relevância da imagem na
comunicação moderna.
Referências Bibliográficas
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edição especial, 2000.
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da-samsung-para-2022.ghtml. Acesso em: 19 jul. 2023.
UOL. Disponível em: https://www.uol.com.br. Acesso em: 9 abr.
2023.
Aula 3
TIPOGRAFIAS FORMAIS
Tipografias formais
Olá, estudante! Nesta aula, embarcaremos em uma jornada pelo
mundo da linguagem visual e da tipografia. Você terá a oportunidade
de explorar os elementos fundamentais que compõem a linguagem
visual, desde os conceitos básicos até a aplicação prática na
comunicação escrita. Prepare-se para expandir seus horizontes e
aprimorar suas habilidades de comunicação visual e aprenda a
escolher as melhores tipografias para o seu projeto!
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https://www.uol.com.br/
Ponto de Partida
Atente para as letras que escrevem essa frase: será que tem um
motivo para elas serem desse jeito? Você já deve ter reparado em
vários tipos diferentes de letras, escritas e fontes. Nessa aula, nossa
atenção vai ser direcionada para as tipografias. Como as diferentes
maneiras de se desenhar uma letra vão interferir em como
comunicamos um texto? A importância desse tema vai muito além
da mera estética visual; ele influencia diretamente na legibilidade, na
transmissão de mensagens e até mesmo na percepção emocional
que um texto pode evocar. 
Essa aula vai ser importante para qualquer projeto que envolva
comunicação visual. Qual fonte escolher? Essa resposta vamos
descobrir juntos!
Vamos Começar!
Nessa aula, apresentaremos os elementos básicos da linguagem
visual como o suporte para o desenvolvimento de ferramentas que
podem ser utilizadas na comunicação, fazendo uso de imagens,
tipos ou, mesmo, de ambos. Elemento essencial e enriquecedor da
comunicação, a tipografia está presente no cotidiano do ser humano
desde sua base, com a possibilidade de gravar e divulgar textos
através de livros e jornais. Independentemente da sua proposta de
comunicação, é fundamental que você conheça e se utilize dos
elementos visuais e das formas tipográficas como meios de
expressão e mensagem, seja através de suporte físico ou digital. A
atualidade nos trouxe um cenário de rapidez, no qual as
representações escritas e visuais da linguagem e do pensamento
humano precisam de fluência, clareza e fácil compreensão.
Entendemos que esses conhecimentos colaborarão em projetos
visuais, tipográficos ou mistos. Boa aula!
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A linguagem visual
Temos a necessidade de compartilhar diferentes conhecimentos
entre nós, e fazemos isso por meio da comunicação, a qual, desde o
início dos tempos, foi essencial para a sobrevivência como
ferramenta de integração, informação e desenvolvimento humano. O
principal meio de comunicação do ser humano é a linguagem, por
meio da qual transmitimos ideias e sentimentos.
Utilizamos sistemas simbólicos como suporte para a troca de
experiências; o ser humano organiza sinais, formas, luzes, cores,
gestos, objetos, sons, cheiros, olhares e expressões para repassar
uma mensagem. Essa ordenação acontece através dos vários
sistemas de linguagem que utilizamos para codificar, armazenar e
decodificar informações.
Existe uma ampla gama de símbolos que conceituam e constituem
os sistemas sociais e históricos de representação do mundo e
comunicação social. É comum nos comunicarmos através da
linguagem verbal como principal fonte de informação, talvez por ser
uma forma convencional e formal de troca de conhecimento. Porém,
somos capazes de produzir, agir e interagir de diversas formas uns
com os outros, por isso as linguagens não verbais de representação
do mundo também têm um lugar em nosso cotidiano e não podem
ser consideradas secundárias; elas merecem ser conhecidas,
discutidas e estudadas. Existem muitas formas para que a
comunicação ocorra, como podemos ver na Figura 1.
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Figura 1 | Formas de comunicação verbal e não verbal. Fonte:Pereira (2013, p. 13).
Atualmente, as imagens estão cada vez mais presentes no nosso
cotidiano. As linguagens verbal e não verbal interagem para chegar
ao observador: a imagem atinge muitas pessoas e vai além das
palavras. Dada a sua importância para nós, é necessário tentar
entender como e por meio de quais regras ou conceitos elas são
formadas. Compreender a linguagem visual nos permite entrar em
contato com os fundamentos usados para desenvolver uma imagem
como elemento de comunicação, para que, assim, possamos
entender melhor sua estrutura e como ela se apresenta diante da
nossa visão.
As linguagens contam com conjuntos de caracteres organizados
para facilitar a troca de informações. Dondis (2003) apresenta uma
sintaxe da linguagem visual com a ideia de expansão da capacidade
óptica, que amplia a compreensão e produção de uma mensagem
visual. Ela propõe um alfabetismo que envolve entender a forma
como uma imagem é vista e compartilhada pelo seu observador. A
composição visual de uma obra consiste em uma lista básica de
elementos. Ela é projetada, rabiscada, desenhada, esculpida,
gesticulada, e esses elementos formam a realidade fundamental do
que vemos e fazemos. Para a autora, partimos sempre dos
elementos básicos da linguagem visual para compor qualquer
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imagem. São eles: ponto, linha, forma, cor e textura, como é
possível identificar a seguir:
Elementos da linguagem visual:
Ponto: é o elemento mais simples da linguagem visual.
Normalmente, quando imaginamos um ponto, imaginamos um
pequeno círculo. No entanto, o ponto pode ter outras formas,
como um quadrado ou uma mancha. Uma linha é desenhada
quando um ponto se conecta a outro ponto, que se conecta a
outro ponto, e assim por diante.
Linha: uma linha ou traço pode ser definido como o traço
deixado por um ponto ao se mover no espaço, ou como uma
série de pontos muito próximos uns dos outros, formando,
assim, uma linha grossa, fina, colorida, contínua, dura, fraca e
intermitente.
Textura: as superfícies dos objetos se apresentam diante de
nós diferentes e podemos perceber ao tocá-las. As rochas são
ásperas, os troncos são ásperos, o algodão é macio e liso.
Para saber se um tecido, por exemplo, é liso ou áspero, não
precisamos mexer nele; basta olhar. Essa apresentação da
superfície do objeto é chamada de textura.
Cor: há muitas cores ao nosso redor. No estudo das cores, o
primeiro passo é aprender que existem cores primárias e
secundárias. As cores primárias são cores puras que não se
fundem. Elas dão origem a todas as outras cores.
Forma: quando desenhamos uma linha fechada na superfície,
separamos o espaço do resto do papel, e isso é uma forma.
Existem formas simples, como círculos, triângulos e quadrados,
e formas mais complexas. Se observarmos uma figura simples,
podemos facilmente memorizá-la e até mesmo reproduzi-la,
como na obra ao lado, da artista Tarsila do Amaral.
Os elementos visuais constituem a matéria-prima para os diferentes
níveis de produção da imagem visual, a partir dos quais se planejam
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e expressam variadas manifestações visuais: esboços, pinturas,
esculturas, arquitetura etc. Os elementos visuais são manipulados
com técnicas específicas, apresentando elementos associados ao
caráter do que se projeta e ao objetivo da mensagem a ser
comunicada.
Siga em Frente...
Serifas e simplicidade
A tipografia é um campo científico que estuda o efeito estético formal
e a funcionalidade das fontes (compostas por letras, caracteres e/ou
símbolos), conforme afirma Jury (2006). A representação gráfica das
letras afeta o leitor, e o uso delas pelo designer deve estar de
acordo com sua estrutura técnica específica, incluindo família,
largura, altura, pontuação, linhas e espaçamento. A natureza
comunicativa do gênero vai além da capacitância de ler mensagens.
Ela guia e facilita a leitura. Veja o exemplo de duas famílias
tipográficas na Figura 2.
Figura 2 | Famílias tipográficas. Fonte: Tipografart (2012, [s .p.]).
Não existe um padrão que descreva com precisão o que pode
constituir estruturalmente caracteres alfabéticos, números e
pontuação. Na sua formação, serão levados em conta determinados
critérios, como peso, por exemplo, e ainda terão outras variantes.
Observe, na Figura 3, que, na mesma palavra “coffee” (café), você
pode considerar também estabelecer regras na atribuição de letras:
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o espaço entre os caracteres, que expressam uma textura mais leve
e uma textura mais densa do texto quando estão mais próximos; o
itálico, que pode ser desenhado individualmente com uma fonte ou
mesmo com o recurso opcional, mas com efeito de velocidade ou de
aproximação da caligrafia; o negrito (ou bold) também pode ser
específico para digitar ou para um efeito opcional e pode ser usado
para dar ênfase visual.
Figura 3 | Estrutura de caracteres tipográficos. Fonte: Shutterstock.
Ribeiro (1998) afirma que a tecnologia tem desempenhado um papel
importante nas mudanças ocorridas na linguagem tipográfica,
proporcionando independência e oportunidade de experimentação.
No entanto, as regras e convenções não alteraram; o que está
acontecendo é a constante evolução da linguagem falada e sua
adaptação visual. Desde Gutenberg (c.1396-1468), que foi um
inventor alemão e o primeiro a usar a prensa e os tipos móveis de
metal (Figura 4), a classificação das fontes tipográficas era feita pelo
nome da obra impressa ou pelo sobrenome do impressor. Com a
evolução da produção gráfica e a Revolução Industrial (1760),
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tornou-se quase impossível catalogar tipos, devido à grande
variedade de fontes.
Figura 4 | Ilustração da prensa de Johannes Gutenberg. Fonte: Wikipedia.
Ainda de acordo com Ribeiro (1998), no início do século XX, em
1921, o artista gráfico francês Francis Thibaudeau (1860-1925)
classificou os tipos em quatro famílias básicas. Ele se concentrou
em exames minuciosos da serifa, largura, altura e cor que levaram a
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uma construção quase infinita de tipos. São eles: 1. Bastão, 2.
Elzevir, 3. Egipciana e 4. Didot, categorizados por Thibaudeau
(Figura 5).
Figura 5 | Famílias dos tipos e suas características, por Francis Thibaudeau. Fonte: Reis (2008, [s.
p.]).
É comum, entre muitas famílias tipográficas, a distinção entre “com
serifas” e “sem serifas”, como podemos visualizar na Figura 6. As
sem serifa são mais fáceis de ver e são usadas para dar suporte às
comunicações de rápida leitura, como letreiros de lojas. As com
serifas têm uma composição mais complexa e com mais
acabamentos na sua anatomia, e são utilizadas em suportes
comunicativos com muito texto (livros, jornais e revistas, por
exemplo), para permitir uma leitura mais fluida e mais reconhecível à
visão ou ao olho humano.
Figura 6 | Fonte com e sem serifa. Fonte: Acessibilidade Digital (2020, [s. p.]).
A tipografia é um elemento enriquecedor da comunicação e, desde a
sua criação, tem sido uma forma de as pessoas partilharem
pensamentos e ideias. Ela organiza o texto visualmente, definindo
forma, cor e tamanho, e criando uma estrutura visual coerente ao
observador.
Tipografia: a voz da comunicação escrita
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Considerando que a tipografia é pensada para comunicar, ela é a
voz da comunicação escrita. Nesse sentido, uma das primeirascoisas a se levar em conta na hora de escolher uma família de
fontes para uma mensagem é saber qual voz é a mais adequada
para transmitir a informação.
A tipografia pode manipular a maneira como o leitor reage a
determinada palavra, dependendo da fonte em que ela aparece.
Desse ponto de vista, é possível afirmar que a tipografia cumpre
finalidades comunicativas, afinal, sua aplicação envolve a
transmissão/troca de algum tipo de informação. Para se comunicar
de forma eficaz usando símbolos datilografados, Niemeyer (2006)
relaciona uma questão importante pertinente ao uso de fontes: o uso
efetivo dessa ferramenta ao atendimento dos requisitos de
legibilidade e leiturabilidade.
A legibilidade se refere ao reconhecimento dos sinais gráficos e à
facilidade com que se distinguem os caracteres (Figura 7),
determinando não só a velocidade de leitura como também o
esforço mental necessário para a identificação exata das letras e a
compreensão do texto. “Quando as formas de diferentes letras de
um mesmo desenho de tipo podem ser discriminadas com rapidez,
diz-se que esse tipo é altamente legível.” (NIEMEYER, 2006, p. 82).
Figura 7 | Exemplos de legibilidade. Fonte: elaborada pelo autor.
Há uma diferença entre a clareza dos caracteres e a clareza do
texto impresso. A primeira significa especificar cada caractere como
um tipo único, que é feito pelo usuário sem problemas. A segunda se
refere à facilidade de identificar conjuntos de caracteres
corretamente como palavras. Como resultado, o leitor entende a
frase significativamente.
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A leiturabilidade, por sua vez, é entendida como a qualidade que
permite reconhecer o conteúdo da informação quando esta é
representada por caracteres alfanuméricos em grupos significativos
(palavras, frases ou textos). Assim, a leiturabilidade depende menos
da configuração específica do próprio caractere e mais do
espaçamento entre caracteres e grupos de caracteres, da
combinação em frases ou não, aponta Niemeyer (2006). Assim, é
importante observar que um tipo de letra pode ser legível, mas não
ter boa leiturabilidade, e pode ser legível e ter muita leiturabilidade.
Do contrário, a baixa legibilidade inevitavelmente levará a uma baixa
leiturabilidade.
Se o projeto desenvolvido para a leitura requer atenção, números,
pontuação e sinais são necessários. Além disso, é imprescindível a
opção de uma tipografia que permita uma leitura agradável em
textos longos. Quando esse é o objetivo almejado, a tipografia
escolhida deve permitir boa legibilidade, mas, acima de tudo, um
alto índice de leiturabilidade. Por exemplo, em mídias como jornais,
livros e revistas, o aspecto visual não deve ser tão prioritário, e sim a
leitura, que é o primeiro e mais importante fator. Observe, nas
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imagens do Quadro 1, a diferença de legibilidade e leiturabilidade do
texto conforme o tipo utilizado.
Quadro 1 | Exemplo de texto com legibilidade e leiturabilidade.
Fonte: elaborado pelo autor.
Quando o projeto é para ser visto, ou melhor, o apelo visual é o que
precisa causar impacto, ele exige uma tipografia legível, porém a
preocupação com a legibilidade é menor. As peças publicitárias,
geralmente, seguem esse objetivo, portanto pôsteres, capas,
logotipos, embalagens e anúncios exigem tipos mais decorativos do
que legíveis, para atender apropriadamente aos objetivos de uma
comunicação mais persuasiva. A escolha do tipo depende do seu
projeto e seu público-alvo.
Vamos Exercitar?
Cochocib Script
Bernard MT
Condensed
Calibri
02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual
https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 52/84
No ponto de partida, questionamos a influência das diferentes
maneiras de desenhar uma letra na comunicação textual,
destacando a importância da tipografia além da estética visual, que
influencia também na legibilidade, transmissão de mensagens e
percepção emocional do texto. Durante a aula, exploramos como a
escolha cuidadosa da fonte pode impactar diretamente na eficácia
da comunicação visual. Discutimos os elementos fundamentais da
tipografia, como serifas, simplicidade, legibilidade e leiturabilidade.
Ao compreendermos esses conceitos, estamos aptos a fazer
escolhas conscientes na seleção de fontes para nossos projetos,
considerando o contexto, o público-alvo e o objetivo da
comunicação. Além disso, aprendemos a adaptar as tipografias de
acordo com as necessidades específicas de cada projeto,
garantindo uma comunicação clara e impactante. Convidamos você
a experimentar seus tipos preferidos de tipografia e, quem sabe,
criar sua própria fonte.
Saiba Mais
Após explorarmos os fundamentos da tipografia, você está
convidado a se aprofundar ainda mais no mundo das letras e fontes.
Assista ao documentário Helvetica, dirigido por Gary Hustwit, que
mergulha na história da fonte mais famosa do mundo e nos convida
a refletir sobre seu impacto na cultura visual contemporânea.
Além disso, você também pode fazer a leitura do artigo "A arte sutil
da tipografia", escrito por Matilde Eugênia Schnitman, que oferece
perspectivas sobre os diferentes tipos de tipografia e seus usos ao
longo da história, enriquecendo ainda mais nossa compreensão
sobre esse tema fascinante. Prepare-se para ampliar seus
horizontes e aprimorar seus conhecimentos!
Referências Bibliográficas
02/10/2024, 19:29 Comunicação Visual
https://alexandria-html-published.platosedu.io/bc13c40c-f2ae-4539-9b1a-8dda3299d131/v1/index.html 53/84
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MEÜRER, M. V.; GONÇALVES,

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