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Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ Resum� P2: Nefrologi� ____________________ — Distúrbios Ácido Básico — __________ ___________ ➥ 1ª defesa contra o equilíbrio: Tampões ⇥ Extracelulares: HCO3, fosfato, albumina ⇥ Intracelulares: Hb, proteínas, ossos ➥ CO2: Controle pulmonar (parte respiratória, deixa o meio ácido — inversamente proporcional ao pH ➥ HCO3: Controle renal (parte metabólica), deixa o meio alcalino — diretamente proporcional ao pH ⇥ Rim controla por reabsorção de HCO3 filtrado na porção proximal ou secreção de H+ no néfron distal ; ➤ Acidemia: pH 7,45 ○ Distúrbios que levam à acidose e à alcalose, respec�vamente, exceto quando são impedidos por distúrbio misto; ○ Resposta compensatória exemplo: Bradipneia > retenção de CO2 > pH diminui > acidemia. Mecanismo tenta compensar com balanceamento renal, com resposta metabólica, mas não como um distúrbio e sim como resposta compensatória; ■ Cada distúrbio gera uma resposta compensatória crontária que tenta equilibrar o pH do sangue ○ Exemplo 2.: Cetoacidose diabé�ca, desidratada, hipovolêmica → taquiven�lação em kussmaul com respiração acidó�ca (aumento da pCO2) para compensar a acidose metabólica (queda do HCO3) ■ Geralmente a resposta compensatória não é suficiente para conseguir reduzir o pH ➽ Teste de Allen: Verificar se o arco palmar recebe oxigenação pela artéria ulnar para adquirir gasometria; ➽ PROVA: Para colher HCO3 não é preciso gasometria arterial, pois os valores da venosa são muito semelhantes. Logo, pode-se optar pela gasometria venosa ou por dosagem de reserva alcalina (2 pontos acima do HCO3 em sangue venoso) 1. Acidose (pH reduzido) Metabólica (redução do HCO3 pelos rins) ______ ➸ Situações que gerem ácido na corrente sanguínea; ★ Ânion GAP ⇒ Em sangue temos íons posi�vos e nega�vos, com equilíbrio entre elas. A principal carga posi�va ( cá�on ) é o Sódio em meio-extracelular, devendo ser igual à carga nega�va ( cloro e HCO3-, e os AG imensuráveis) ➘ Importante dosarmos AG em acidose metabólica para diagnós�co diferencial: ➘ AG = [Na+] - (Cl- + HCO3-) ■ Hipoalbuminemia: Cada 1g/dL 12) ★ Normoclorêmica (aumenta ácido) ■ Cetoacidose diabé�ca, acidose lác�ca, toxinas (metanol, salicilatos, e�lenoglicol), IRA ou crônica, rabdomiólise ■ Se aumentado, devemos fazer Δ/Δ Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ● Dela/Delta (Δ/Δ) → Realizado na acidose metabólica com AG aumentado (> 12) ⇒ ΔAG / ΔHCO3 (HCO3 24) ○ 2 ⇒ Acidose metabólica normoclorêmica (ag aumentado) + alcalose metabólica 2. Alcalose (pH aumentado) Metabólica (por aumento do HCO3) ______ ➸ Gera hipoven�lação compensatória (bradipneia) — aumento do CO2 ➸ Vômitos excessivos podem induzir a perda do ácido clorídrico, alcalinizando o meio ➸ Causas = Ingestão de sais básicos, produção endógena de HCO3 e perda de ácidos não voláteis (HCl) ➸ Sempre haverá redução da excreção renal de HCO3 3. Acidose (pH diminuído) Respiratória (por aumento da PaCO2) ______ ➸ Causas = DPOC, obesidade mórbida, pneumotórax… ➸ Resposta compensatória → Aumentar o HCO3 para aumentar o pH, gerando tampões e fazendo retenção renal de HCO3 precisando de até 3-5 dias ■ Pneumotórax é um quadro agudo, que não dá tempo da resposta compensatória agir ■ O HCO3 não estará tão elevado inicialmente, diferentemente da crônica que há resp. compens. 4. Alcalose (pH aumentado) Respiratória (por diminuição da PaCO2) ______ ➸ Causa = Hipoven�lação, geralmente psiquiátricos, ansiedade excessiva, taquiven�lação excessiva; ➸ Resposta compensatória → Diminuição do HCO3 aguda pela liberação de H+ pelos tampões e, depois, em dias, pela excreção renal de HCO3- e/ou retenção de ácidos ➤ Resposta Compensatória: Valores proporcionais à gravidade do distúrbio primário, seguindo a tabela; ⟾ Dist. Metabólico ⇒ Resposta compensatória respiratória em 01 hora, estabelecendo-se em 12-36h ⟾ Dist. Respiratório ⇒ Resposta compensatória metabólica demora dias até que seja completa pelos rins ★ Ex. Acidose Metabólica: A média do HCO3- é de 24, caso esteja 14 teve uma queda de 10 pontos. Logo, espera-se que a PCO2 caia para 10-15 pontos. Se média da PCO2 é 40, então espera-se que a resposta compensatória seja de 25-30, ⟾ Se a compensação for inadequada ao esperado, é porque existe um distúrbio misto; ⟾ Geralmente as respostas compensatórias não normalizam o pH; ⟾ Na resp. compensatória PaCO2 e o HCO3 caminham na mesma direção, caso contrário é distúrbio misto; ➤ Distúrbio Misto Adi�vo: Mesma direção em relação ao pH, como na acidose metabólica + respiratório, ambos reduzindo o pH → maior impacto e mais severo ➤ Distúrbio Misto Contrário: Acidose metabólica + alcalose respiratória, logo, pH pode estar normal; ➤ Cetoacidose Diabé�ca + Vômito: acidose metabólica com AG aumentado e alcalose metabólica queda de K+ e Cl- Highlight Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➤ Fórmula Acidose Metabólica ( clínica médica ): PCO2 esperado = (1,5 x HCO3 + 8) +- 2 ➤ Fórmula Alcalose Metabólica ( clínica médica ): PCO2 esperado = HCO3 + 15 ● CASO1) 67 anos, queixa tosse e expectoração há 1 semana, associado a prostração e dor ven�latório dependente. Tabagista CT 40 maços/ano. TC com consolidação extensa em base direita; ○ pH: 7,32 / pO2 70 mmHg / pcO2 54 / HCO3 28 ○ pH baixo → Acidemia / pcO2 → acidose respiratória crônica ○ pco2 14 pontos acima da média de 40 . A cada 10mmHg, o HCO3 deve subir 4,0 +-2 ○ Regra de três → o HCO3 deve estar para 29,6 (+- 2) → HCO3 com resposta esperada. ● CASO2) 35 anos, 3º dia pós operatório, em ven�lação mecânica. ○ pH: 7,12 / HCO2: 18 / PCO2: 58 / Na 138 / Cl 108 / Albu 2 ⇒ Acidemia ⇒ Acidose Metabólica ○ Acidose metabólica → Para cada 1 mmol HCO3 abaixo, deve haver 1-1,5 abaixo de PCO2 = Se há 6 abaixo, deve haver 6-9 abaixo de PCO2 (34-30) ⇒ PCO2 acima do esperado → Acidose respiratória ○ AG = Na - (Cl + HCO3) ⇒ 138 – (108 + 18) ⇒ 138 - 126 → 12 = AG esperado, devendo fazer correção albu ○ Cada -1 ponto de albumina 2 = alcalose metabólica + acidose metabólica com AG aumentado (normo) ↳ Se valor normal, segue para o que encontramos anteriormente: acidose metabólica com AG elevado com acidose respiratória ● CASO 3) : Mulher com síndrome nefró�ca em uso prolongado de Furosemida. Vem ao PS por fraqueza difusa; ○ pH: 7,56 / HCO3: 32 / PCO2: 60 / pO2 90/ SaO2 mmHg / SaO2 97% / Na 134 / K 2,4 / Cr 1,6 ○ pH elevado ⇒ Alcalemia — acompanhando HCO3 como alcalose metabólica ■ pCO2 esperado = HCO3 + 15 ou para cada 1 de HCO3 acima, elevar 0,25-1 de pCO2 ■ HCO3 + 15 = 47 //// 11 pontos acima, elevar 2,75-1,0 ⇒ 42,75 a 51 (média de 48,25) ■ Elevado em ambos os casos, pois PCO2 está 60 ⇒ Alcalose metabólica + Acidose respiratória ● CASO 5) pH 7,5 / hCO3 40 / PCO2 30 ⇒ Alcalemia por alcalose metabólica e alcalose respiratória ○ pco2 esperado = HCO3 + 15 → 55 /// PCO2 muito baixo → Alcalose respiratória associada Highlight Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ____________________ — Doença Renal Crônica — ________________________ ➤ Rastreamento: Somente a quem realmente precise, desde que possa fazer intervenção. Triagem de albuminúria pode ser custo-efe�va em adultos; São fatores de risco: ⥧ Idosos > 60 anos ⥧ DM, HAS, HF DRC ⥧ Obesos ⥧ Doenças auto-imunes ⥧ ITU / Nefroli�ase repe�ção ➤ Definição DRC: Anormalidades estruturais ou funcionais do rim por > 3 meses, desde que com implicação na saúde (idosos pode ser fisiológico); ⟾ Pelo menos 01 marcador de lesão renal ou queda da TFG ( 30 mg/d 3. Relação proteína/cr > 500 mg/g ou em 24h > 500 mg/d ⦽ Sedimento Urinário : Hematúria persistente!! Cilíndros hemá�cos (glomerulonefrite), cilindro leucocitário, hemácias dismórficas, piócitos. Por 3 meses; ⦽ Alterações Histológica s: GESF, fibrose na biópsia, atrofia → critério independente – Quando solicitar biópsia? 1. Perda aguda ou inexplicável da função renal, dúvida diagnós�ca 2. Proteinúria persistente (1g/d) ★ Premissa: rins USG normal, viáveis, relação cor�co-medular preservada ⦽ USG : Perda da relação cór�co-medular com rins diminuídos de tamanho ( 3 meses 2. Doença renal policís�ca: Crônica, irreversível, gené�ca. Prejuízo da f. renal aos 50a ⇒ configura DRC ★ Normal: Córtex iso/hipoecoico em relação ao �gado/baço e hipoecoico em relação à medula usg normal: policística, dm, amiloidose, doença falciforme SPOT urinário Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ⦽ Cin�lografia renal com DMSA : Cicatrizes renais por história de pielonefrite de repe�ção por refluxo vesicoureteral ⦽ Alterações Eletrolí�cas : Persistentes por doenças tubulares , como a sd. fanconi, guitelman, bar�er. Encaminhar ao nefrologista ⦽ História de Transplante Renal : Critério independente → Define por si só doente renal crônico, pois o transplante é uma modalidade terapêu�ca e não cura�va, além do paciente ter que u�lizar imunossupressor pelo resto da vida; ★ Fora os critérios independentes, os exames requerem uma persistência de 3 meses para comprovar DRC; ⧭ Classificação da DRC: U�lizamos a relação albumina/crea�nina e a TFG 1. Ex: GALO COSTA, 67a, DM2. Urina há 6 meses com +++ proteínas ( DRC ). RAC recente = 2000 mg/G. CKD-EPI = 82 mL/min e albuminú�ra > 3000 mg/g ⇒ DRC G2 A3 2. RITO LEE, 18a, maratonista. Assintomá�co. HF pai DRC G5 D(diálise). Exames normais. Após USG, encontramos múl�plos cistos ⇒ DRC G1 A1 (drc policís�ca com exames normais) 3. BIA ON C, maratonista, transplantada. Cr = 1,3 / EAS ok / RAC = 50 — CKD-EPI = 49 mL/min, RAC 30-300 ■ DRC G3a A2 T( transplantada ) ⧭ Inves�gação : Direcionamos o tratamento quando sabemos a causa — anamnese, exames…; ★ Hipertensão como maior causa de DRC no Brasil ★ DRC costuma ser extremamente silenciosa, com eventual noctúria, edema, descontrole da PA, dor lombar, hematúria, proteinúria, até apresentação de síndrome urêmica: anorexia, perda de peso, enjoo, gosto metálico, fadiga, anemia, hipervolemia (EAP, edema), pericardite, neuropa�a periférica, comprome�mento de SNC (letargia, convulsão, dificuldade de concentração)... ⥹ Síndrome Urêmica ⇒ Constelação de sinais e sintomas mul�ssistêmicos por acúmulo de toxinas urêmicas (azotemia) que causa a uremia ( manifestação da azotemia ) – síndrome das pernas inquietas, flapping, asterix… ⥲ DRC 5 — Dialí�co? ⇒ Explicar o paciente evitar fatores de agudização, como remédios específicos, infecções, contrastes, desidratação, hipertensão ⥲ Idade avançada ( fator de risco não modificável ) /// Frear fatores de risco: ■ Albuminúria, tabagismo, doenças cardiovasculares, exposição a nefrotoxinas, episódios de IRA ■ Acidose metabólica, presença de síndrome metabólica (esta�na, perda de peso) ⥹ Quando encaminhar ao Nefrologista? TFG 300 mg/g (A3) ou proteinúria > 4500 mg/24h, cilindros hemá�cos, dismorfismo, DRC com HAS refratária, cálculo renal recorrente; Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ _____________))_______ — Tratamento da DRC — _____))___________________ ▚ Retardar a progressão da DRC – Es�lo de vida: ⥧ Dieta saudável (DASH ou Mediterrânea) ⥧ Dieta hipoproteica (0,8g/kg/d, melhorar hemodinâmica renal ao contrair as arteríolas aferentes e diminuir PA intraglomerular por menos sangue) ⥧ Controle glicêmico (alvo HbA/1cassociar BCCa ou Diuré�co, se meta não a�ngida II. Caso haja hipertensão refratária com TFG > 45 → podemos associar Espironolactona III. Se houve queda muito brusca da TFG após início do iECA/BRA, podemos suspeitar de estenose da artéria renal , que faz uma injúria renal aguda IV. Podemos optar por �rar caso haja sintomas urêmicos ⟾ Se TFG 25 mL/min, após a�ngir dose máxima iECA/BRA que persis�u albuminúria (> 30) e com potássio sérico normal ★ DM2 com alto risco de progressão para DRC e eventos CV, com albuminúria persistente apesar de outras terapias ⟾ Pode ser associado ao iECA/BRA ou iSGLT2 Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➽ DRC G3 (TFG 100 e sat. transf. > 20%), depois pode usar eritropoe�na sinté�ca ★ Principal mecanismo anemia: Def. de eritropoe�na // 1º passo: Repôr ferro parenteral, se preciso ▚ Dislipidemia: Adultos ≥ 50 anos + DRC + TFG ≥ 60 Esta�na Adultos ≥ 50 anos + TFG 10%) ▚ Terapia de Subs�tuição Renal — O que indica o início da diálise ou transplante? ↳ Síndrome urêmica ↳ Hipercalemia refratária a tratamento conservador ↳ Acidose metabólica refratária a tratamento conservador ↳ Hipervolemia refratária a tratamento conservador __________________ — Nefroesclerose Hipertensiva — ____________________ ➥ Censo BRASIL: HAS como principal causa de DRC dialí�ca ! (em país desenvolvido é a DM) ⇥ Seguidos de glomerulonefrite crõnica, rins policís�cos e outros ⦽ Definição Histopatológica: Alteração predominante da microvasculatura pré-glomerular, que aumenta a pressão do sangue ao chegar no glomérulo. A aferente para compensar faz vasoconstrição, que em muitos casos acaba por ser de forma exacerbada e levando a isquemia ao glomérulo, e em outros pode ser eficaz; ⦽ Nefroesclerose Hip. Benigna : HAS crônica que piora função renal ao longo dos anos, diagnós�co clínico. Se dúvida, podemos fazer biópsia (aterosclerose glomerular) → padrão ouro, mas nem sempre necessário; ⥤ Proteinúria: Baixa, torno de Pós-glomerular (li�ase, CA renal, próstata, bexiga - cistoscopia ) ▚ Tratamento Escolha ⇒ iECA/BRA (vasodilatação da eferente, sangue sai com menos pressão, diminui pressão no glomérulo) – tende a diminuir TFG inicialmente até 30% — alvo disfunção renal e f. risco MAPA PAS 30% ■ Hipercalcemia > 5,8 a 6 ▚ Hipertensão Renal Crônica é causa de Hipertensão Secundária → Di�cil controle, comum usar 4-5 medicações ◉ iECA/BRA → +BCCA ou Diuré�co → + BCCa + Diuré�co (3 fármacos) ◉ 4º Fármaco → Espironolactona ◉ Opções de 5º → BB (específico para IC, pós-IAM, angina, DAC, FA, mulheres jovens férteis), alfabloqueadores, vasodilatadores, simpatolí�cos centrais ➤ Nefroesclerose Maligna – Hipertensão Acelerada: Emergência Hipertensiva ______ ➨ Causa mais comum de DRC terminal, mais comum em nefros/afrodescendentes. É definida por: ★ PAD > 120-130 mmHG abrupto ★ PAS > 200-220 mmHg abrupto ★ Injúria renal aguda (l. órgão alvo) ★ Re�nopa�a hip. III - IV ★ Encefalopa�a hipertensiva ( desorientação, convulsão, AVE) ★ Disfunção renal ★ Edema agudo de pulmão hipertensivo ➽ Hip. Acelerada: Fundoscopia com hemorragia e exsudatos, grau III, usualmente PAD > 120 mmHg ➽ Hip. Maligna: Fundoscopia com edema de papila, grau IV, usualmente PAD > 120 mmHg ➽ Lesão de órgão alvo: aumento abrupto da hipertensão sem possibilitar autorregulação (rim, cérebro, re�na) ★ Proteinúria evidente, podendo até ser proteinúria nefró�ca ➽ Clínica ⇒ Proteinúria, hematúria micro (50%) e macro (20%), IRA é comum, re�nopa�a III-IV, perda ponderal! ★ Pode haver oligossintomá�cos, portanto recomendamos sempre o fundo de olho para hipertensão renal ➽ Re�nopa�a Hipertensiva → Hip. a par�r do grau III ⇒ Preditores de morte em hipertensos ★ Biópsia da re�nopa�a hip. III/IV ⇒ aspecto de casca de cebola / bulbo de cebola em necrose fibrinoide Highlight Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ▚ Tratamento das Emergências Hipertensivas = EV (Maioria não iremos normalizara PA) ◉ Nitroprussiato de Sódio: não fazemos em SCA (infarto do miocárdio e gestantes) ■ 1 ampola (50mg/2mL) em 248mL de SG5% protegido da luz (diluição final de 200 ug/mL) – 0,25 – 10 ug/kg/min ◉ Nitroglicerina: 1ª escolha em SCA – síndrome coronariana aguda ■ 50 mg (10mL de solução 5 mg/mL) em 240 mL de SG5% ou SF (diluição final de 0,2 mg/mL) – 5-100 ug/min ◉ Metoprolol: Contra-indicado em ICC, cocaína ■ Bolus de 5mg a 1-2 mg/min, podendo repe�r a cada 5 min, com dose máxima de 20mg ◉ Hidralazina ■ Bolus de 10-20 mg – ação em 10-20 minutos _____________________ — Doença Renal Diabética — _____________________ ➥ Evolução comum, mas não regra: Hiperfiltração glomerular > microalbuminúria > macroalbuminúria > redução da função renal > injúria celular, expansão mesangial, esclerose glomerular, fibrose tubular e inflamação; ⇥ Complicações: Anemia, doenças do metabolismo ósseo, re�nopa�a, neuropa�as ⇥ Principal causa de DRC e DRC dialí�ca em países desenvolvidos ( no Brasil é a 2ª causa ) ⇥ Americanos na�vos, afro-americanos, maori, polinésias, história familiar diabé�ca, polimorfismos gené�cos, idade, obesidade, hiperglicemia, HAS, dislipidemias, tabagismo, refrigerantes, hiperuricemia; ⦽ DRD: Complicada, heterogênea, estresse oxida�vo e fibrose inters�cial — hiperglicemia -> AGEs ( produtos finais da glicosilação avançada) e ROS (espécies rea�vas de O2) → expressam genes pró-fibró�cos e pró-inflamatórios ⥱ Hiperglicemia + Resistência insulínica + Dislipidemia ⇒ Induz produção de citocinas inflamatórias, como a TGF Beta, esta que se relaciona com a hipertrofia da célula mesangial e expansão da matriz ⥱ Membrana basal fibrosada, espessa, desorganizada ⇒ Perde o sulfato de heparana e sua energia nega�va, deixando a albumina passar ⥱ Aferente : Moléculas relaxam, dilatando, diminuindo a resistência ■ Óxido nítrico, FNA, prostanoides, resistência insulínica ⥱ Eferente : Moléculas fazem vasoconstrição, aumentando a resistência e aumentando a pressão nos rins ■ Tromboxano, angiotensina II (iECA age aqui) e endotelina 1 ⦽ TCProximal : Co-transportador de Na e Glc → Reabsorve-os – ( iSGLT2 inibe o co-transporte Na e Glc) ⥱ Hiperglicemia (> 180) → Up-regula�on → Fisiologicamente reabsorve mais Na e Glc do que deveria, não sobrando sódio suficiente para chegar no TCDistal. A mácula densa, sensor do TCD , percebe a pouca chegada de Na e Glc e es�mula a vasodilatação da aferente para chegar mais sangue e es�mular a hiperfiltração, na aferente também existem células produtoras de renina ⥱ Renina é conver�da para angiotensina II e faz vasoconstrição da eferente , aumentando mais a hiperfilt. ⦽ Diabé�co + HAS: Perda da capacidade de auto regulação do tônus, perde a proteção da aferente e leva a pressão integral ao glomérulo, hiperfiltrando e lesando por este aumento da pressão; Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ⦽ Histopatológico ⇒ Espessamento da membrana basal por acúmulo do colágeno �po IV, perda de heparana; ⥱ Podócitos: Aumento dos processos podocitários -> apoptose -> perca da mobilidade-> red. nefrina ⥱ Expansão mesangial inicial , que depois sofre apoptose ★ Nódulos Kimmels�el-Wilson ⇒ Patognomônico, correlaciona com fundo de olho e esclerose mesangial ■ Re�nopa�a diabé�ca + DM1 + DRD ★ Imunofluorescência ⇒ Depósitos inespecíficos de IgG, IgM e C3 ★ Microscopia eletrônica ⇒ Sem depósitos imunes ★ Alterações vasculares ⇒ Aterosclerose hialina e hipertensiva, graus variáveis de glomeruloesclerose ⥹ Rastreamento da DRD : RAC, Cr sérica (CKD-EPI → TFG) ⥭ DM1: 5 anos após diagnós�co, depois anualmente ⥭ DM2: No diagnós�co, depois anualmente ⥭ Kids e adolescentes 11-17 anos: Rastreio com 2-5 do início da doença ⟾ RAC elevado 1º rastreio → Realizar mais 02 exames com intervalo de 3-6 meses ⥹ Diagnós�co : Clínico, com 02 critérios 1. Persistência de microalbuminúria e/ou TFG 03 meses 2. Longa duração do DM ou Re�nopa�a Diabé�ca Estabelecida ( DM1 > 5a / DM2 no diagnós�co ) ➽ Biópsia: Rara indicação na DRD – apenas quando forte suspeita de diagnós�co alterna�vo, como: 1. DM1 4mL/min/ano) 3. Presença de outras doenças sistêmicas que se relacionem com a doença renal 4. Hematúria glomerular (cilindros hemá�cos, hemácias dismórficas) ou cilindros leucocitários 5. Macroalbuminúria em pacientes com DM1 30% após início de iECA/BRA → sugere estenose de artérias bilateral (fazer doppler de artérias renais) ➽ USG DRD: Pode não ter alterações, com tamanho renal ou até mesmo aumentado (nefropa�a avançada); ➢ Relação cór�co-medular preservada ▚ Tratamento DRD: Controle glicêmico, da PA, redução da ingesta de Na, controle da dislipidemia, redução da proteinúria ( 30% → Estenose de arteria renal, hipovolemia, rever medicações, AINES, IRA – reduzir/suspender ↳ Se não a�ngir alvo terapêu�co pode associar BCCa ou diuré�co ↳ Se man�ver albuminúria, pode associar finerenone, de acordo com o potássio ▚ Ingestão de Sódio: Dieta DASH — 300 lesão instalada glomeruloesclerose difusa - GESP Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ▚ Controle Glicêmico para DM2 e DRD com TFG 30-60 mL/min ou albuminúria > 200 mg/g : Indicado, alvo 30 mL/min ↳ Se ainda não a�ngir meta, ainda pode associar análogos do iSGLT1 ou outros hipogleciamentos orais ★ Riscos ao uso do iSGLT2: Orientar higiene pessoal na região genital pelo risco de infecção genital e ITU; ○ Canaglifozina: fraturas ósseas e amputações de MMII ○ Gangrena de fournier ○ Cetoacidose euglicêmica rara ★ iDPP-4: Não possui restrições, pode ser usado em qualquer estágio da DRC (quadro) ▚ Finerenonee recomendado em: DM2 + Albuminúria > 30 mg/g associado a iECA/BRA em dose máxima tolerável ◉ Com TFG 25-75 e K sérico ≤ 4,8 mEq/L ◉ Menos ginecomas�a e disfunção sexual que a espironolactona ▚ Doença Renal do Diabetes Grave: Quando TFGcom retenção de ureia e outros compostos nitrogenados, além da desregulação do volume extracelular e eletrólitos; ➥ Estadiamento: 3 estágios, devendo saber a Cr basal (di�cil na emergência) em exames prévios, ambulatoriais; IRA -> Até 7 dias ➥ É uma síndrome: prejuízo de diversos órgãos por queda abrupta da TFG, oligúria, retenção salínica, descompensação cardíaca, pulmonar, arritmias, desorientação, encefalopa�a, edema pulmonar não cardiogênico, congestão pulmonar, imunossupressão, anemias, plaquetopenias, descompensação hepá�ca… ⦽ Novos Biomarcadores: Diagnós�co mais precoce, estes marcam dano rena l (Cr marca TFG, e é mais tardio quanto à demonstração de dano renal); ⇥ Novos biomarcadores + Cr aumentados → desfecho pior ⦽ Nova Classificação IRA por Novos Biomarcadores: também é marcador prognós�co – põe B para bio posi�vo ⇥ É a mesma classificação do kdigo, mas divide em 1S, 1A, 1B, 2A, 2B, 3A e 3B; ⇥ 1S: Sem alteração da crea�nina ou da TFG, mas há biomarcador posi�vo ; ⇥ Biomarcador posi�vo não relaciona gravidade em nível diferente, mas relaciona piora em mesmo nivel ■ Ex.: 2B pode ser mais grave que 3A, ao passo que 3B é certamente mais grave que 3A ⧭ Fatores de Risco ______ ⟾ Paciente: idade, passado de doença renal, DM, HAS, cálculo, HIV, ITU, obstrução, IAM, doenças crônicas, agudas, crianças, grávidas, doenças crônicas pulmonares, anemia Hb menos sangue > menos filtrados ⥬ Maioria hipovolêmicos: dar soro ⥬ Não Hipovolêmicos: ICC (ieca/bra e vasodilatador ou ionotrópico), insuficiência hepá�ca (tratar cirrose) 2. Intrínsecos ( maioria dos pacientes hospitalizados ) : glomerulonefrite, isquemia, sepse, nefrotoxicidade, hemólise, rabdomiólise, mieloma, cristais intratubulares, 3. Pós-Renal ⇒ Obstrução do trato de saída da bexiga / obstrução pélvico ureteral / CA colo útero / li�ase bilateral ⥬ Bexiga hidronefró�ca bilateral por HPB: sonda vesical de demora, se não resolver faz cistostomia ⥬ Bexiga neurogênica: cateterismo vesical intermitente azotemia, hipervolemia acidose > K+ = Leptospirose, Anfo B, Aminoglicosídeos polaciúria, dor em flanco, retenção urinária extra-hosp. + comum anúria = diurese 40% e FENa > 1% ★ Pacientes que usam diuré�co podem elevar o valor ➤ Sd. Cardiorrenal : Um sempre influencia o outro → tratamento: causa base 1. Tipo 1: ICC aguda, descompensação de ICC crônica, infarto supra ST, choque cardiogênico- levam à IRA 2. Tipo 2: ICC crônica que ocasiona a DRC 3. Tipo 3: IRA grave oligúrica que ocasiona Cardiopa�a 4. Tipo 4: DRC que ocasiona a ICC crônica 5. Tipo 5: Evolui com IRA aguda e disfunção cardíaca, sem relação entre elas, como na sepse ➤ Sd. Hepatorrenal : Vasodilatação sistêmica, aumento da resistência vascular renal, da retenção Na e água ➢ Cirrose hepá�ca com piora da função renal aguda ➢ Paracentese > 5L sem reposição de albumina → IRA pré-renal ★ Diferenciar pré-renal de hepatorrenal: Prova de Volume com Albumina 2d 1g/kg ■ Se melhorou ⇒ pré-renal, se não melhorar é hepatorrenal ◉ Tratar hepatorrenal: Terlipressina + Albumina ◉ Encefalopa�a hepá�ca: Lactulose, com alvo 3-4 evacuações pastosas/dia ➤ Necrose Tubular Aguda : Morte das células do túbulo renal, os quais entopem o tubo renal 1. Isquêmica: Choque, sepse, pós-operatório, SIRS — rápida reversão não evoluirá com IRA 2. Nefrotóxica: Pigmentos (hemólise, rabdomiólise), medicações ★ Principal causa de IRA intra-hospitalar ➤ Sepse (isquêmica) : Corrigir hipovolemia e tratar sepse. Causas: necrose tubular aguda, nefrotoxidade, baixo DC, nefrite inters�cial… Tratamento: tratar sepse e reduzir tempo de hipotensão, iniciar ATB, evitar sobrecarga hídrica, ajuste de drogas, evitar nefrotóxicos, suporte renal ★ Se piora abrupta ⇒ diálise cilindro granuloso intrinseca cilindro hialino cilindros granulares Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➤ IRA isquêmica normotensiva : pacientes em que o organismo se acostuma com a pressão alta e quando a PAM diminui rapidamente acaba sendo insustentável para os órgãos que estavam acostumados à alta pressão, principalmente em idosos, ateroscleró�cos, por disfunção mitocondrial ➤ Rabdomiólise (lise muscular) : EAS com hemoglobina ++, com poucas hemácias. Mioglobina são tóxicas, que podem entupir o túbulo renal por cilindros que causam a necrose tubular aguda e piora da função renal ★ Diagnós�co: Pico de CK em 24-72h — CKMB é a cardíaca e deve estar 5% pensar em diagnós�co diferencial de infarto); ★ Hipercalemia + hiperfosfatemia + hiperuricemia + hipocalcemia ⟾ Causas: Traumas, esta�na, fibrato, cocaína, álcool, heroína, fetamina, ectasy, o�dico, crotálico, botrópico ➤ Síndrome de Lise Tumoral : Frequente em neoplasias hematológicas, com turnover alto – morte de células neoplásicas que levam à injúria renal aguda e possuem laboratório parecido da rabdomiólise ( hipercalcemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia, hipocalcemia) ⟾ Manejo: Hidratação venosa rigorosa + alopurinol e rasburicase – evitar aumento do ácido úrico ➤ Nefrotóxicos : Nefropa�a por contraste —> IRA não oligúrica ⟾ Pacientes de risco (disfunção renal prévia): profilaxia ao contraste → Hidratação venosa ■ SF 3 mL/kg/h 1h antes e 1 mL/kg/h 4-6h após ⟾ Arterioembolia por aterosclerose ➤ Nefrite Inters�cial Aguda (NIA) : Indução farmacológica, seja por omeprazol (nefrite inters�cial alérgica), AINES (síndrome febril ), beta lactâmicos (ce�riaxona) ou qualquer outro fármaco – a outra metade são auto-imune (lúpus, sjogren) e infecções (leptospirose, mycoplasma, tuberculose) ★ Clínica: Piora da função renal além de 01 de: rash cutâneo, eosinofilia ★ Diag. defini�vo: Biópsia renal – se risco iminente de diálise (pior se fibrose na biópsia) ★ Tratamento: Re�rar fármaco causador — pode precisar de cor�coide se não houver melhora ▚ Tratamento IRA – Manejo volêmico : Evitar hipotensão, usar vasopressores se necessário e monitorizar ◉ Preferir cristaloides (RL) para reposição volêmica◉ Diuré�co para hipervolemia, ou diálise se refratário ▚ Manejo Nutricional: Controle da glicemia 110-140 mg/dL, usando insulina se necessário ◉ Preferir dieta via enteral; Não restringir tanto a proteína; Ingestão energé�ca; ▚ Medicações: Não usar diuré�cos para prevenir IRA, apenas se hipervolemia ◉ Evitar nefrotóxicos (aminoglicosídeos) – se preciso, 1 dose diária e monitorizar nível sérico ◉ Ajustar doses de acordo com nível sérico ▚ Monitorização: Cr, eletrólitos, débito urinário – evitar cateter em subclávia e exames contrastados ▚ Indicações de Biópsia → apenas em exceções 1. Evidência de doença sistêmica, glomerulopa�a 2. Lesão renal aguda inexplicada 3. 4-5 semanas sem recuperação da função renal hipercalemia Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ______________________ — Síndrome Nefrítica — ________________________ ➥ Apresentação: Difusa, aguda , com hematúria glomerular (dismorfismo e/ou cilindros hemá�cos), oligúria ( inflamação no glomérulo ) -> edema ( pela oligúria ) -> hipertensão ; ⇥ Proteinúria nefrí�ca → diminui TFG > IRA ➥ Doença que acomete podócito/subepitélio: Inflamação epitelial, perde barreira, faz proteinúria ➥ Doença que acomete mesângio: proteinúria e hematúria I. Síndrome Nefrí�ca → Proteinúria 3,5g/d, hipoalbuminemia 3g/d, rins diminuídos em USG __ — 1. Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica (GNPE) — _______________________ ➤ Glomerulonefrite pós infecção por cepas nefritogênicas de streptococos b-hemolí�co grupo A (pyogenes); ➔ Mais comum da infância, é uma reação com período de incubação que faz an�corpo com imunocomplexos que entram no rim e geram a síndrome nefrí�ca; Pior em adultos; ➔ Período Incubação Impe�go → 2-6 semanas ⇒ Relação com An�-DNAse (70%) ➔ Período Incubação Faringoamigdalite → 1-3 semanas ⇒ Relação com ASLO (30%) ➔ Consumo de complemento via alterna�va C3 — (c4 normal) ■ Queda dura no máximo 8 semanas ➔ Imunocomplexos circulantes ( subendoteliais ) e in situ ( corcovas ou humps subepiteliais ) ➔ Glomerulonefrite difusa e prolifera�va, com hipercelularidade ⦽ Diagnós�c o : Dor em flancos por distensão da cápsula (50%), mais comum é a proteinúria em faixa subnefró�ca; ⥱ ASLO (30%) - amigdalite; An�-hialuronidase (40%); An�-DNAse (70%) - piodermite, impe�go; ⥱ Se nenhum posi�vo ⇒ Biópsia ⥱ Resolução completa da hematúria em 3-6 semanas ⦽ Quando pedir biópsia? Caso algo fuja da história natural da doença ou piora do quadro: ⥤ Queda C3 > 8 semanas ⥤ Oligúria > 1 semana ⥤ Proteinúria nefró�ca ⥤ Evidência de doença sistêmica ⥤ Evolução com GNRP ⥤ História familiar de nefropa�a ⥤ Persistência de HAS ▚ Tratamento : ATB caso não tenha usado para tratar a infecção prévia + profilaxia para contatos domiciliares ◉ Suporte → dieta hipossódica, diuré�co de alça (hipervolemia), an�-hipertensivos (hipertensos) e diálise em úl�mo caso Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ __ — 2. Endocardite Bacteriana Subaguda — ______________________________ ➤ Infecção valvar grave, que pode gerar febre, sopro, embolia, fenômenos vasculares, imunológicos e glomerulonefrite (pós infecção da endocardite – 02 semanas para deposição de imunocomplexos); ➔ Eventual progressão para GNRP; ➔ Pode abrir quadro de glomerulonefrite sem saber que houve endocardite prévia; ⦽ Diagnós�co: Consumo de complemento (C3), podendo haver associação com p-anca ▚ Tratamento: Erradicação da infecção com ATB __ — 3. Nefrite Lúpica — _____________________________________________ ➤ Mulheres 9:1 , deposição glomerular de imunocomplexos, consumo de C3/C4; ★ Prova: ANTI-DNAds ⇒ Acome�mento renal do lupus e a�vidade da doença; ➠ Prognós�co complicado se não tratar; proteinúria como quadro mais comum; ➤ Geralmente pedimos biópsia para classificar a lesão histológica renal – faz prognós�co e indica tratamento. O mais comum da biópsia na nefrite lúpica é o IV, quando já está bem acome�do; ▚ Tratamento da Nefrite Lúpica: ◉ Indução: Cor�coide dose elevada + Ciclofosfamida ou Micofenolato de mofe�la por 2-6 meses ◉ Manutenção: Desmame do cor�coide + Micofenolato de mofe�la ou Aza�oprina __ — 4. Nefropatia por IgA – Doença de Berger — ____________________________ ➤ Glomerulopa�a primária mais comum do mundo , é secundária quando por cirrose, doença celíaca, HIV, nplsia; ➔ Não apresenta consumo de complemento (C3-C4 normal) ★ Imunofluorescência: granular por deposição mesangial de IgA com hipercelularidade mesangial ⦽ Clínica: Hematúria macro scópica recorrente (40-50%), geralmente é um esforço �sico ou uma infecção viral ( 0,5 g/d, mesmo na ausência de HAS ■ Proteinúria 1g: 1g/d : evitar progressão da doença, por 90 dias ◉ Dapaglifozina → Bene�cios em pacientes albuminúria > 200 mg/g apesar de iECA/BRA ◉ Sd. nefró�ca com lesão mínima → Cor�coterapia em casos graves ◉ GNRP → Ciclofosfamida + Cor�coide (como nas vasculites ANCA) fases injúria renal aguda Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➽ Diagnós�cos Diferencias da IgA —> certeza apenas por meio da biópsia, mas clínica sugere: ⥹ Doença da Membrana Fina ______ ⥤ Microscopia eletrônica: Redução da espessura da membrana basal ⥤ Defeito no colágeno �po IV ⥤ Hematúria glomerular assintomá�ca (sem piora de função renal/proteinúria importante) ⥹ Síndrome de Alport – Hereditária ______ ⥤ Surdez neurossensorial + anormalidades o�almológicas (len�cone anterior, re�nite pigmentar), distrofia polimorfa posterior) ⥤ Defeito no colágeno �po IV ⥤ Hematúria glomerular __ — 5. GNRP - Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva — __________________ ➤ Histopatológico patognomônico —> Crescentes celulares em > 50% dos glomérulos – infiltrado de células inflamatórias que empurram as alças capilares, piorando a função renal desses pacientes. Qualquer doença pode evoluir como GNRP, mas há algumas com maior prevalência devido padrões de an�-corpos diferenciados via imunofluorescência: ★ Linear (10%): Sobre a membrana basal — comum na Síndrome de Goodpasture (An�-MBG) ★ Granular (45%): Salpicado, como no LUPUS, pós estreptocócica e na nefropa�a por IgA com GNRP ★ Pauci-Imune : Pouca deposição de imunocomplexos no glomérulo, como as vasculites ANCA posi�vas ■ Citoplasmá�ca → C-ANCA / An�-PR3⇒ Wegener / Poliangeíte com Granulomatose ■ Perinuclear → P-ANCA / An�-MPO ⇒ Poliangeíte microscópica ou Sd. Churg-Strauss ( eosino�lica ) ⧭ Síndrome de Goodpasture = An�-Membrana Basal Glomerular (an�-MBG) – padrão linear ⟾ Pulmão-rim ou só rim dramá�ca, com alveolite hemorrágica + glomerulonefrite ⟾ Exposição por infecção, tabagismo, oxidantes, solventes – homens jovens ou 7-8ª década ▚ Tratamento → Plasmaférese para hemop�se ◉ Doença branda responde à plasmaférese + prednisona oral e ciclofosfamida ⧭ Vasculites ANCA+ = Acome�mento de pequenos vasos ( glomerulonefrite + alveolite) – Pauci-imunes ⟾ Pode ser causada por uso de hidralazina — não há consumo de complemento ▚ Indução → Cor�coide + ciclofosfamida ou rituximab ◉ Plasmaferese para hemorragia alveolar ou GNRP ◉ Manutenção: Reduz cor�coide + ciclofosfamida ou aza�oprina por até 1 ano Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ __ — 6. Membrano Proliferativa — ______________________________________ ➤ Se comporta de forma mista – nefrí�ca/nefró�ca ; ➔ Por depósitos subendoteliais, infiltrando e espessamento da membrana basal; ➔ Depósito de imunocomplexos circulantes e in situ , proliferação celular, proteinúria, hematúria, piúria ➔ 70% consomem complemento — diagnós�co diferencial de pós-estreptocócica; ⦽ PROVA : Associação com Hepa�te C ⇒ Tipo 1: Crioglobulinemia mista associada à hepa�te C ▚ Tratar Hepa�te C, caso posi�va! ______________________ — Síndrome Nefrótica — _______________________ ➥ Apresentação: Proteinúria > 3,5 g/24h, hipoalbuminemia impede o mecanismo compensatório hepá�co de normalização da albumina; Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➤ Hiperlipidemia e Lipidúria —> Aumento de LDL; Es�mulo da síntese hepá�ca de lipoproteínas por redução da pressão oncó�ca (aumento do risco cardiovascular) e redução do catabolismo do VLDL (perda urinária de lipoproteína lipase – aumenta TGL) ⦽ Complicações ______ I. Susce�bilitade a infecções por perda de IgG (imunoglobulinas) e componentes de complemento ⇒ aumento do risco de infecção por germes encapsulados (pneumococo) e PBE caso ascite II. Hipercoagulabilidade ⇒ aumenta trombose (trombose de veia renal gera dor em flancos, edema local, dor, distensão da cápsula, assimetria renal, varicocele, hematúria macro, mudança da proteinúria, oligúria rela�va – especialmente em GN membranosa, GN membranoprolifera�va, amiloidose e albumina 2-3 mudar para Varfarina) ⦽ Conduta Inicial : EAS, proteinúria 24h (proteína/cr), albumina sérica, eletroforese de proteínas, crea�nina, lipidograma, glicose, USG rena~l; ➸ Sedimento urinário: Proteinúria franca, lipidúria ( cilindros/corpos gordurosos ) ➸ Sob luz polaridade no microscópio: cruz de malta ➸ Inves�gar causas secundárias (doenças sistêmicas, FAN, C3, C4, eletroforese, sífilis, HIV, hepa�tes… PLA2R por elisa, crioglobulinas com hepa�te C) ■ GN Lesão Mínima ⇒ Linfoma de hodgkin e AINES ■ Glomerulonefrite prolifera�va e mesangial ⇒ Lúpus ■ Glomerulopa�a Membranosa ⇒ Neoplasias ocultas, lúpus, hepa�te B/C e drogas (sais de ouro, d-penicilamina, iECA, AINES ■ GESF ⇒ Tudo que não for acima, faz por exclusão ▚ Abordagem Geral : Restrição de Na até 5g/d NaCl que equivale 2g Na, furosemida EV (anasarca), iECA/BRA, esta�na e considerar an�coagulação profilá�ca (glomerulopa�a membranosa, hipoalbuminemia severa(trata causa base/sintomas) por HIV, obesidade, falciforme… tudo que fazer diagnós�co de exclusão das outras ⦽ Patogênese como doença de Linfócitos T: Secreta citocina que lesa podócito e inibe síntese de heparana, gerando proteinúria não sele�va ⇒ uma forma da DLM mais grave; ★ GESF Microscopia Óp�ca → Esclerose + colabamento da luz e alguns glomérulos preservados ★ GESF Imunofluorescência → Pode ou não encontrar IgM e C3 na área de esclerose ★ GESF Microscopia Eletrônica → Fusão dos pés dos podócitos ▚ Tratamento = Cor�costeroide 8-12 semanas e/ou inibidor de Calcineurina (tacrolimus ou ciclosporina) ◉ Faz de forma mais prolongada, geralmente associando ◉ Nefroproteção com iECA/BRA e esta�na ◉ Alterna�vos: Micofenolato mofe�l, micofenolato de sódio, rituximab __ — 3. GNM – Glomerulonefrite Membranosa — ____________________________ ➤ Mais comum como Sd. Nefró�ca de Cr normal, sem hematúria; ➔ Primária : 2ª GN mais comum em adultos homens, brancos, > 40 anos ➔ Secundária: Ao LES em mulheres jovens – classe V do LES ★ Trombose de Veia Renal ⇒ Complicação mais frequente em relação às outras glomerulopa�as ★ Relação com neoplasias ocultas ( inves�gar tumores ocultos de acordo com o perfil do paciente) , lupus, hepa�te B, C e drogas (sais de ouro, d-penicilamina, iECA, captopril, AINES - diclofenatos) ⦽ Patogênese imunomediada com depósito subepitelial de IgG e C3: Forma complexo an�geno-an�corpo; ↳ Perda da integridade do diafragma das fendas de filtração – proteinúria ↳ Espessamento da membrana basal pelo excesso de colágeno IV e laminina pelo podócito lesado, crescendo em torno dos imunocomplexos ⦽ Primária → Dosagem de ANTI-PLA2R + 70-80% — Diagnós�co e prognós�co, evita biópsia renal! ★ Títulos baixos: Maior remissão → quando nega�va no tratamento é menos risco de reicidiva ★ Títulos altos: Menor resposta à imunossupressão ★ Títulos muito altos: Maior chance de DRC ★ Microscopia eletrônica/óp�ca → Espículas em torno dos imunocomplexos depositados na região subepitelial ★ Imunofluorescência → Depósito granular de deposição de IgG ao longo da membrana basal ▚ Tratamento : Ponderar risco x bene�cio de acordo com proteinúria, TFG e �tulo de ANTI-PLA2R ◉ Conservador: Edema, HAS, minimizar risco cardiovascular e tromboembolismo ◉ 50% evolui para DRC5 em 3-10 anos Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ◉ Não responde bem ao tratamento com cor�coide sozinho, necessitando de associação à citotóxicos -> Ciclofosfamida ou inibidor da Calcineurina ou Rituximab ▚ Quando biopsia na síndrome nefró�ca? Na síndrome nefró�ca é na maioria dos casos, sendo: I. Sí ndrome nefró�ca em adultos (incluindo LES) II. Crianças 10 anos que fogem do padrão da DLM ✖ Quando não biopsiar? ■ Crianças (cór�co-sensíveis) ■ DM com evolução �pica ■ Neoplasias previamente diagnos�cadas ■ Doenças sistêmicas (com possibilidade de biopsiar tecidos mais superficiais) ✖ Kids: Diagnós�co presun�vo de DLM ✖ Membranosa primária: Diagnós�co em caso de ANTI-PLA2R posi�vo > 70% ✔ GESF: Requer biópsia 10-20 glomérulos para evitar erro de amostragem ______________________ — Infecção Urinária — _________________________ ➥ Classificação An�ga – Dividindo cis�te (baixa) e pielonefrite (alta) de acordo com: I. ITU Não Complicada : Mulheres não grávidas, pré-menopausa, sem anormalidades urológicas, sem imunossupressão ou outro fator que favorece infecção e gravidade II. ITU Complicada : Todos os outros pacientes que não se enquadram acima ( homem, DM… ) ➥ Nova Classificação, de acordo com extensão, severidade e risco do paciente: I. Cis�te Aguda confinada à bexiga : Não complicada, sem repercussão sistêmica II. ITU complicada (pielonefrite aguda ou ITU com repercussão sistêmica) : Todo sinal de repercussão ■ Febre > 37,7°c ■ Calafrios, fadiga intensa, mal estar ■ Dor em flanco ou sensibilidade no ângulo costovertebral ■ Idosos com alteração da consciência, letargia ■ Homens: considerar dor pélvica ou perineal ( prosta�te) ➤ Comorbidades/Homens: Não muda esquema inicial, mas requer acompanhamento em intervalos mais curtos, além de valorização de queixas su�s que possam sugerir ITU alta/sistêmica; ➢ Homens: Necessário avaliar a próstata ➢ Imunossuprimidos ( cor�coide, DM, procedimento urológico ) Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➤ E. Coli → Principal bactéria, além de proteus, klebsiella, enterobacter ➢ Mulheres jovens com vida sexual a�va: Staphylus sapro��cos ➢ Pielonefrite: mesmos germes, adicionando pseudomonas, s. aureus sensíveis e resistentes ⦽ Fatores de Risco ______ ⥹ Extremos de idade ( 50-60a) favorece ITU em homens por malformações ou problemas de próstata ⥹ A�vidade sexual recente (60x até 48h), novo parceiro sexual ⥹ História materna de infecção urinária ⥹ Uso de espermicida ⥹ DM: Aumenta a bacteriúria assintomá�ca e a suscep�bilidade a complicações da ITU, mas não aumenta ITU sintomá�ca ⥹ Anormalidade funcinoais ou estruturais (bexiga neurogênica) ⥹ Homens: penetração anal e não circuncisã ★ Quando suspeitar de Germes Mul� Resistentes (G mul� R)? ______ I. Internação nos úl�mos 3 meses II. Urinocultura/Hemocultua com G mul� R nos úl�mos 3 meses ■ Resistência à fluorquinolonas, aminoglicosídeos e cefalosporinas III. Uso de ATB de amplo espectro nos úl�mos 3 meses ■ Uso de fluorquinolonas, cefalosporinas de 3ª ou + geração, bactrim IV. Pessoas que viajaram para países com bactérias mul� R (Israel, Índia, México, Espanha) ➤ Cis�te Aguda : Diagnós�co certeiro com disúria + polaciúria (urgência, dor suprapúbica) ⥅ Descartar sintomas vaginais, repercussões sistêmicas, alergias, g Mul� R ⥅ Homens: descartar prosta�te ⥅ Sinais vitais avaliam gravidade ⥅ EAS: Piócitos/piúria fundamental, com nitrito posi�vo e estearase leucocitária ( não precisa de EAS ) ■ Só pede na cis�te quando sintomas a�picos (hematúria, piora da urgência, incon�nência) ■ Se não vier piúria, pensar em outros diagnós�cos → fazer urocultura e TSA ⧭ Quando pedir Urocultura e TSA? ⥅ Suspeita de g Mul� R ⥅ Comorbidade com evolução desfavorável ⥅ Ausência de piúria no EAS (dúvida diagnós�ca) ⥅ Gestação ⥅ Infecção de repe�ção ★ BACTRIM: Não faz pra G mul� R ★ Nitrofurantoína: Requer TFG>30 e não usar na 38ª semana de gestação ★ Fosfomicina: Não usa para infecção de repe�ção ★ 1ªL: Nitro ou Fosfomicina ○ Sintomá�co: Associar com Fenazopiridina para pacientes muito sintomá�cas Alexandre Garrido __ P2: Nefrologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➤ Infecção Urinária Complicada : Risco de mortalidade, nem sempre tem febre ou sinais de infecção urinária baixa — atenção aos sintomas com repercussão sistêmica; ➢ Disreflexia autonômica → Bexiga neurogênica e TRM – ví�mas de trauma raqui-medular ➢ Prosta�te → Cis�te de repe�ção com dor perineal, pélvica ( Quinolona) – Próstata edemaciada-sensível ★ Sempre pedir urinálise e urocultura com TSA ★ EAS: Apenas em dúvida diagnós�ca ★ Imagem: Apenas em casos específicos, como obstrução ➽ Critérios de Internação ______ ! Sepse : alta chance com ITU alta ! Febre persistentemente alta (> 38,4°c) ! Dor persistente ! Claramente debilitado! Incapaz de tomar medicação/hidratação por via oral (vomitando) ! Suspeita de obstrução de via urinária → pedir imagem e desobstruir via urinária ! Dúvida quanto a aderência do paciente ao tratamento → paciente que provavelmente não vai seguir o tratamento em casa ★ Contra-Indicação Quinolonas ( alergia, intolerância, interação medicamentosa, cardiopata, arritmias - alargam QT) ★ QUICK SOFA → Não é bom, mas é mais fácil – > ou igual a 2 tem risco maior de disfunção orgânica ○ Glasgow 22 ○ PAS