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Adulto-Jovem e Adulto-Intermediário
GRIFFA, M. C. A. MATURIDADE, VIDA ADULTA E VELHICE. In: Chaves para a psicologia do desenvolvimento; tomo 2. 8ª ed. São Paulo: Paulinas, 2011. Cap.7 p. 73-95. 
O que já sabemos?
Adolescência
GRIFFA, M. C. Adolescência. In: Chaves para a psicologia do desenvolvimento; tomo 2. 8ª ed. São Paulo: Paulinas, 2011. Cap.6, p. 9- 50
Fases da puberdade / Adolescência
Para Griffa e Moreno (2001), há três fases na adolescência:
Adolescência inicial (11 a 13 anos).
Adolescência propriamente dita ou média (12-13 a 16 anos).
Adolescência final ou alta adolescência (16 a 18 anos).
Desenvolvimento físico e motor 12 aos 18 anos
Considerado o momento crucial do desenvolvimento do indivíduo.
Marca a aquisição da imagem corporal definitiva e estruturação final 
da personalidade.
Puberdade e adolescência.
Puberdade ou processo puberal 12 a 18 anos
Início:
Aparecimento dos pêlos em função da ação hormonal (desenvolvimento das gônadas - testículos e ovários).
Puberdade
Do latim pubertate.
Dois tipos de mudanças biológicas e físicas:
Estirão do crescimento - peso, altura, gordura, músculos.
Maturação sexual e desenvolvimento das características sexuais secundárias - como pelos faciais e corporais e o crescimento dos seios nas meninas.
Puberdade
Um indício de amadurecimento sexual na puberdade para os meninos é a produção de espermatozoides vivos – espermarca - e para as meninas é a menarca, que ocorre por volta dos 12 aos 15 anos.
12 a 15 anos - menarca e espermarca.
Adolescência
Do latim adolescere.
Diz respeito às transformações psicossociais que acompanham o 
processo biológico.
As transformações físicas e a importância da aceitação por parte dos outros fazem com que o adolescente se preocupe demasiadamente com a sua imagem corporal.
Signo do espelho.
Adolescência
Signo do espelho:
Perda do corpo infantil.
Aquisição corpo adulto.
Independência simbiótica dos pais.
Construção de escalas de valores.
Identificação no grupo de iguais.
Conflitos com a geração precedente na busca de separação/individuação.
Final da puberdade e adolescência
O final da puberdade se caracteriza pelo amadurecimento gonodal e o fim do crescimento esquelético que ocorre em torno dos 18 anos.
O final da adolescência não é tão claramente demarcado, porque está inter-relacionado com fatores socioculturais.
Final da adolescência
Por volta dos 25 anos.
Por quê?
Estabelecimento de uma identidade sexual e possibilidade de estabelecer relações afetivas estáveis.
Capacidade de assumir compromissos profissionais e manter-se 
(independência econômica).
Aquisição de um sistema de valores pessoais.
Relação de reciprocidade com a geração precedente (sobretudo com os pais).
“Aquele era seu pior inimigo (espelho). O mais cruel, o mais cínico, o mais sem piedade. Um inimigo que falava a verdade. Ainda com a escova de cabelo na mão, ela não podia deixar de encará-lo. “Feia...” Isabel sufocou um soluço. “Gorducha...” Uma lágrima formou-se na pontinha da pálpebra. “Que óculos horrorosos...” Você plantou uma rosa no nariz, é?” Sabe que essa rosa vai ficar amarela? Amarela e grande...” “O seu nariz vai inchar...” Aquela garota que sempre tinha uma resposta para tudo, sempre uma gozação na hora certa, não sabia o que dizer quando seu grande inimigo apontava sadicamente cada ponto fraco que havia para apontar.” (BANDEIRA, Pedro – A marca de uma lágrima, 1988, p. 6)
O QUE ACONTECE COM ISABEL?
De acordo com o conteúdo estudado como você analisa a situação?
Se trata da perda do corpo infantil e aquisição do corpo adulto.
O sujeito se desenvolveu intelectual e socialmente, mas é imaturo em relação as mudanças em seu corpo.
Período de conflitos internos sendo necessária a intervenção médica 
e psicológica.
O sujeito apresenta condições de estabelecer relacionamentos estáveis.
A imagem corporal indica sérios problemas relacionados a personalidade.
Resposta
Se trata da perda do corpo infantil e aquisição do corpo adulto.
Puberdade e Adolescência (12 a 18 anos)
Se trata da perda do corpo infantil e aquisição do corpo adulto.
Signo ou Idade do Espelho.
Redefinição da imagem corporal – perda do corpo infantil e da consequente aquisição do corpo adulto.
Culminação do processo de separação/individuação dos pais da infância.
Elaboração de lutos referentes à perda da condição infantil.
Estabelecimento de uma escala de valores ou código de ética próprio.
Busca de pautas de identificação no grupo de iguais.
Características do processo psicossocial da adolescência 
Estabelecimento de um padrão de luta/fuga no relacionamento com 
a geração precedente.
Aceitação dos ritos de iniciação como condição de ingresso ao status adulto.
Assunção de funções ou papéis sexuais auto-outorgados, ou seja, consoantes a inclinações pessoais (papeis de gênero) independentemente das expectativas familiares e eventualmente até mesmo das imposições biológicas do gênero a que pertence.
Características do processo psicossocial da adolescência 
Segunda etapa da vida ou vida adulta
Vida adulta:
Adulto jovem (18/20 a 40 anos).
Adulto na meia-idade (40 a 65 anos).
Fonte: http://psicologiad03.blogspot.com/2012/06/fases-da-vida-adulta.html
As idades em cada período
As idades sempre são parâmetros aproximados e condizentes com o momento sócio histórico de determinada sociedade. Em nossa sociedade o período da adolescência está cada vez mais ampliado.
Adulto jovem (18/20 a 40 anos).
Juventude – 18/20 a 25 anos.
Adulto jovem – 25 a 40 anos.
Adulto na meia-idade (40 a 65 anos).
Vida adulta média – 40 a 50 anos.
Vida adulta tardia – 50 a 65 anos.
Juventude - 18 a 25 anos
Também chamada de:
Segunda adolescência.
Adolescência superior.
Período de amadurecimento adolescente.
Período de transição até o sujeito chegar 
à autonomia e responsabilidade plena.
Fonte: https://carlaspeaks.files.wordpress.com/2011/09/cockatiels.jpg?w=500
Juventude
18 a 25 anos
Estruturas intelectuais, morais e físicas atingem o auge.
Diminuem as mudanças fisiológicas.
Ingresso na vida social plena.
Há estabilização afetiva.
Início na vida matrimonial (escolha de um parceiro, namoro, noivado).
Início do trabalho e dos estudos superiores (escolha e definição de um trabalho).
Há o auto sustento social, psicológico e econômico.
Juventude
18 a 25 anos
Período da conquista da intimidade = solidariedade entre amigos, união sexual, intimidade do casal.
O fracasso pode levar ao isolamento.
A ausência da construção de um projeto de vida - na escolha de parceiro ou trabalho - pode levar a dependência familiar e favorecer as flutuações afetivas, falta de experiências vitais e as idealizações.
A busca de uma autonomia leva a conflitos entre gerações.
Juventude
Desenvolvimento físico
18 a 25 anos
Época da plenitude do desenvolvimento físico.
A mulher atinge altura máxima aos 18 anos e o homem aos 21 anos.
O jovem apresenta força, energia e resistência.
São menos frequentes as doenças, mas há maior índice de morte por:
Acidentes de carro (alta velocidade).
Atos de violência (brigas).
Consumo de drogas.
Suicídio. 
Bulimia/anorexia.
Juventude
Desenvolvimento afetivo
18 a 25 anos
É a etapa em que se pode desenvolver a genitalidade – Intimidade:
Mutualidade do orgasmo.
Com um companheiro(a) amado(a).
Do outro sexo.
Para partilhar confiança mútua.
Para partilhar os ciclos de trabalho, procriação e lazer.
Para garantir à descendência todas as etapas de um desenvolvimento satisfatório.
Portanto, a relação de intimidade marca o fim da adolescência e início da vida adulta.
Níveis de relação interpessoal
18 a 25 anos
Nível:
O encontro com o outro é mediatizado por uma Tarefa comum (jogo, trabalho).
Nível:
A relação deixa de ser mediatizada pela tarefa e passa a ser regulada por um Sistema de Normas - desempenho de papéis para ser aceito no grupo.
Nível:
Conhecimento mútuo em profundidade - com criatividade e com menor preocupação consigo mesmo e sim com o outro. Intimidade.Vida adulta jovem
25 a 40 anos
Caracteriza-se pela continuidade da fase anterior.
Começou a ser estudada recentemente.
Por quê?
Há mais pessoas adultas e idosas do 
que crianças - apresentando exigências 
tanto para a ciência como para 
a indústria.
Fonte: https://sophimania.pe/media/images/articulos/05_14/perfume_home.jpg
Vida adulta jovem
25 a 40 anos
Estágios dessa etapa da vida.
Saída do lar (18 a 25 anos):
Passagem da vida pré-adulta para adulta.
Maior independência psicológica e econômica dos pais.
Contato com instituições dando-lhe status (universidade, exército, empresa, estágio).
2 - Ingresso no mundo adulto (25 a 40 anos):
Está mais no mundo adulto.
Adquiri autonomia / independência.
Constrói uma estrutura de vida estável.
Vida adulta jovem
25 a 40 anos
Transição para a quarta década (25 a 40 anos):
Período de reafirmação (ou não) de compromissos com maior gama de possibilidades.
O eixo central da vida o amor, o trabalho e a ética.
Máxima saúde.
Melhor época para ter filhos (20 a 30 anos).
Anos estressantes e difíceis em comparação com outras fases.
Por quê?
Busca de satisfação e realização afetiva e profissional.
Construção de papéis (marido/esposa/pai/mãe/profissional).
Adulto jovem 
18/20 a 40 anos
Período que é determinado por um conjunto de escolhas pessoais - acabar os estudos, casar, ter filhos, trabalhar, ter autonomia...
Quando as expectativas do sujeito não são satisfeitas pode:
Gerar sofrimento psicológico.
Efeito negativo de se estar fora do momento certo.
Casar tarde, ter filhos tarde, não entrar na faculdade, não conseguir um emprego, engravidar antes de casar.
Características 
18/20 a 40 anos
“Eu estou muito confusa. Tenho um namoro de 2 anos. Nós sempre nos demos muito bem, eu gosto dele, acho que eu o amo. Mas não sei o que acontece comigo, ele quer casar. Quando ele fala nisso me dá muito medo, não quero perder a minha vida, está tudo tão organizado, por outro lado, eu não quero perdê-lo.”
Utilizando a teoria estudada, como você analisa o relato de Mariana 26 anos?
A DÚVIDA DE MARIANA
Mariana encontra-se no período de elaboração do luto pela juventude perdida e pelos objetivos não alcançados.
Mariana encontra-se na vida adulta jovem, período de reafirmação de compromissos com maior gama de possibilidades.
Mariana encontra-se no período da construção de grupos homogêneos (Clube do Bolinha e da Luluzinha).
Mariana encontra-se no período em que a realização escolar é mais importante que a familiar.
 Mariana encontra-se na adolescência período marcado pela labilidade emocional.
b) Mariana encontra-se na vida adulta jovem, período de reafirmação de compromissos com maior gama de possibilidades.
Resposta
Na passagem para a vida adulta-média, as dúvidas sobre o tempo que já passou...
Adulta na Meia Idade
40 a 65 anos
Também chamada de:
Amadurecimento.
Idade madura.
Idade adulta propriamente dita.
Idade da plenitude.
Momento de avaliar as decisões tomadas na vida e de verificar se as decisões foram certas (crise da meia idade).
Vida adulta média – 40 a 50 anos.
Vida adulta tardia – 50 a 65 anos.
Amadurecimento:
É atingido quando a pessoa cuida de coisas e de outras pessoas.
Quando aceita seus limites.
Amadurecer:
É progredir paulatinamente em direção a uma meta.
Maturidade:
Maturus vem de mane  de manhã cedo, aquele que se levanta cedo para fazer algo / aquele que está preparado para tudo.
Vida adulta média
40 a 50 anos
Amadurecimento envolve:
Harmonia das funções que supõe o autogoverno.
Visão global objetiva do mundo.
Aceitação das limitações.
Aceitação de responsabilidades.
Autoconfiança e seriedade.
Vida adulta média
40 a 50 anos
Capacidade generativa:
Preocupação em orientar as novas gerações.
Inclui produtividade e criatividade.
Precisa se sentir útil e valorizado por aqueles que orienta.
Vida adulta média
40 a 50 anos
Período de paradoxos:
Satisfação conjugal e profissional X declínio físico.
Papéis profissionais e familiares se afrouxam X aquisição de novos papeis.
Exercem influência sobre o casamento 
dos filhos X nenhuma influência sobre 
o tempo certo dos netos 
ou incapacitação dos pais.
Vida adulta tardia
50 a 65 anos
Aspectos que contribuem para a sensação de envelhecimento:
Modificações físicas - menor resistência, lentidão física, cansaço geral, perda da elasticidade, perda do vigor e tônus.
Modificações corporais - rugas, cabelo branco, queda de cabelo, usar óculos
Socialmente é tratado como mais velho.
Elaboração do luto pela juventude perdida e pelos objetivos não alcançados.
A idade avançada dos pais (ou morte) - próxima geração a envelhecer 
e morrer.
Vida adulta tardia
50 a 65 anos
Crises da meia-idade:
Negação (roupas jovens, plásticas, atitudes hostis para os jovens).
Depressão.
Menopausa (45 a 53 anos).
Andropausa (50 anos - climatério masculino).
Sexualidade sublimada: arte, ciência, cuidado com o outro.
Vida adulta tardia
50 a 65 anos
Síndrome do ninho vazio:
Filhos crescidos, casados, independentes, deixam os pais com menos obrigações e mais sozinhos.
O casal vê-se novamente sozinho e com necessidade de fixar novas metas.
Tornam-se avós e precisam cuidar de seus pais envelhecidos.
Vida adulta tardia
50 a 65 anos
A vida saudável na meia-idade (40 a 65 anos) depende de alguns fatores:
Saúde.
Momento certo para os acontecimentos familiares e profissionais.
A não existência de crises ou a plena elaboração dos mesmos (divórcio, perda de emprego, perda de filho).
Portanto,
Aspectos que podem repercutir na vida adulta tardia:
Não consumo de drogas na fase adulto-jovem.
Medicamentos que alteram o humor.
Características de personalidade.
Família afetiva, cuidados consigo.
Portanto,
Sofrendo com a ausência do filho, uma mãe volta a ver sentido na vida quando um dos bolinhos que preparou ganha vida. Ela então começa a cuidar da criatura dando-lhe todo o amor e carinho. Mas, de forma inesperada, ele cresce e ganha independência, deixando sua criadora triste mais uma vez.
BAO – CURTA DA DISNEY
PRÓXIMA AULA - Temas da aula: Adulto Idoso e Morte e Luto 
Adulto-Idoso 
Objetivo: Conhecer o processo do envelhecimento - mudanças biológicas, cognitivas e psicossociais, e as mudanças na atualidade para proteção e inserção do idoso na vida social. 
Bibliografia básica:  
GRIFFA, M. C. Maturidade, Vida Adulta, Velhice. In: Chaves para a psicologia do desenvolvimento, tomo 2. 8ª ed. São Paulo: Paulinas, 2011. Cap.7p. 95-113.
Morte e luto
Objetivo: Discutir o tema Morte na visão histórica, social e cultural. A morte nas diferentes etapas do desenvolvimento humano: separação, perdas e o processo de luto. Bibliografia básica:  
KOVÁCS, M. J. A Morte e o Desenvolvimento Humano. 4ª ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002, Cap. 1 e 9.
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