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28/08/2015 1 REGIME DE ESCOAMENTO EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE Profa DRA SIMONI M GHENO REGIMES DE ESCOAMENTO Regime permanente é aquele no qual as condições do fluido são invariáveis em cada ponto em relação ao tempo. Note-se que as propriedades do fluido podem variar de um ponto para outro, desde que não haja variação com o tempo. Significado: configuração de suas propriedades em qualquer instante permanece a mesma. Um exemplo prático disto será o esvaziamento do tanque (Figura) desde que o nível do mesmo seja mantido constante. 28/08/2015 2 REGIMES DE ESCOAMENTO Tanque: a quantidade de água que entra (1) é idêntica à quantidade de água que sai (2), nestas condições, a configuração de todas as propriedades do fluido como velocidade, massa específica, pressão, etc. será em cada ponto a mesma em qualquer instante. Note-se que em cada ponto a velocidade, por exemplo, é diferente, assim como a pressão o será, pela Lei de Stevin. REGIMES DE ESCOAMENTO Reservatório de grandes dimensões é um reservatório do qual se extrai ou no qual se admite fluido, mas devido à sua dimensão transversal muito extensa, o nível não varia sensivelmente com o passar do tempo (Figura) nível constante Reservatório de grandes dimensões 28/08/2015 3 ESCOAMENTO LAMINAR E TURBULENTO Para definir dois tipos de movimentos iremos recorrer à experiência de Osborne Reynolds (1883) que demonstrou sua experiência. Exemplo: Um reservatório com água. Um tubo é ligado ao reservatório e no fim deste uma válvula permite a variação da velocidade de descarga da água. No eixo do tubo é injetado um líquido corante do qual se deseja observar o comportamento (Figura). (1) água (γ, ν) (2) líquido colorido (3) Filete de líquido colorido (4) Tubo de vidro (diâmetro D) (5) Válvula para regulagem da velocidade ESCOAMENTO LAMINAR E TURBULENTO Ao abrir pouco a válvula (pequenas velocidades de descarga), forma- se um filete contínuo de fluido colorido no eixo. Ao abrir mais a válvula (5) o filete começa a apresentar ondulações e finalmente desaparece a uma pequena distância do ponto de injeção. 28/08/2015 4 ESCOAMENTO LAMINAR E TURBULENTO Neste último caso, como o nível (2) continua descende, conclui-se que o fluido colorido é injetado, mas devido a movimento do escoamento, é totalmente diluído na água do tubo (3). Estes fatos denotam a existência de dois tipos de escoamento separados por um escoamento separados por escoamento de transição. ESCOAMENTO LAMINAR E TURBULENTO primeiro desenho • é observável o filete colorido, • partículas viajam sem agitações transversais • partículas mantem-se em lâminas concêntricas entre as quais não há troca macroscópica de partículas. 28/08/2015 5 ESCOAMENTO LAMINAR E TURBULENTO Segundo desenho • as partículas apresentam velocidades transversais importantes • o filete desaparece pela diluição de suas partículas no volume de água ESCOAMENTO LAMINAR E TURBULENTO Escoamento laminar: partículas deslocam-se em lâminas individualizadas, sem troca de massa entre as mesmas. Escoamento turbulento: partículas apresentam movimento caótico macroscópico, isto é, a velocidade apresenta componentes transversais ao movimento do fluido. 28/08/2015 6 ESCOAMENTO LAMINAR E TURBULENTO Reynolds verificou que o movimento ser laminar ou turbulento dependia do valor de um número adimensional dado por: vDvD Re número de Reynolds o turbulentEscoamento 2400Re transiçãode Escoamento 2400Re2000 Laminar Escoamento 2000Re VAZÃO, VELOCIDADE MÉDIA Vazão em volume Q: É o volume de fluido que atravessa certa seção do escoamento na unidade de tempo. V=5l t V Q (m3/s, l/s, m3/h, l/min) 28/08/2015 7 VAZÃO, VELOCIDADE MÉDIA Relação entre vazão em volume e velocidade do fluido: • Suponha-se o fluido em movimento • Intervalo de tempo t o fluido desloca-se através da seção de área A - uma distância d. • volume do fluido que atravessa a seção de área A no intervalo de tempo t é v. VAZÃO, VELOCIDADE MÉDIA Relação entre vazão em volume e velocidade do fluido: • Suponha-se o fluido em movimento • Intervalo de tempo t o fluido desloca-se através da seção de área A - uma distância d. • volume do fluido que atravessa a seção de área A no intervalo de tempo t é v. Logo a vazão será: v t Ad t V Q t d mas AvQ 28/08/2015 8 VAZÃO, VELOCIDADE MÉDIA Assim como se define a vazão em volume, podem ser analogamente definidas a vazão em massa (Qm) e vazão em em peso (QG). fluido do massam onde t m Qm t V Q e Q mas m t V t m AQQm v VAZÃO, VELOCIDADE MÉDIA Assim como se define a vazão em volume, podem ser analogamente definidas a vazão em massa (Qm) e vazão em em peso (QG). fluido do pG onde eso t G QG AvγQγ t Vγ t G QG QgQ GQ (Kgf/s, N/s, Kgf/h) 28/08/2015 9 EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE PARA REGIME PERMANENTE Suponhamos o escoamento de um fluido por um tubo de corrente Hipótese de Regime Permanente Ponto 1: m1= 1 A1 v1 t Ponto 2: m2= 2 A2 v2 t Não estamos criando nem destruindo massa. Logo: m1= m2 1 A1 v1 t= 2 A2 v2 t 1 A1 v1 = 2 A2 v2 Equação da continuidade EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE PARA REGIME PERMANENTE Fluido incompressível: então a massa específica na entrada na entrada, no volume V e na saída deverá ser a mesma: Equação da continuidade 21Q Q v1 e v2 são as velocidades médias nas seções (1) e (2) 21Q Q 2211 AvAv 28/08/2015 10 EXEMPLO Um medidor Venturi consiste de um tubo convergente-divergente seguido de um conduto de diâmetro constante chamado garganta, e, posteriormente, de uma porção gradualmente divergente. É utilizado para determinar a vazão num conduto. Sendo o diâmetro da seção 1 igual a 6” e o diâmetro da seção 2 igual a 4”, determinar a vazão no conduto se o fluido que escoa é óleo com peso específico relativo igual a 0,90. Considere v1=3,4m/s (1) (2) Pela equação da continuidade: 1 A1 v1 = 2 A2 v2 A1 v1 = A2 v2 2 2 2 1 2 1 v 4 v 4 dd Peso específico do óleo: .ref R 33 900100090,0 m Kgf m Kgf s mm Q s md Q 4,3 4 )1524,0( 4,3 4 2 2 1 sLsmQ /98,61/062,0 3 Então: