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COMPACTAÇÃO DO SOLO PROF.ª ANDRESSA ANGELIN Por que é tão importante o conhecimento sobre a compactação de um solo? a compactação dos solos tem uma grande importância para as obras geotécnicas, já que por meio dessa técnica é possível fornecer ao solo um aumento de sua resistência e uma diminuição de sua compressibilidade e permeabilidade. a compactação pode ser feita mecanicamente por meio de rolos compactadores, por exemplo, ou mesmo manualmente, com soquetes manuais. podemos dizer que o principal objetivo da compactação seria a redução da compressibilidade, da variação volumétrica por umedecimento e secagem, da permeabilidade e da absorção de água. quando um solo é retirado do seu local de origem, transportado e depositado para a construção de um aterro, ele tem seu estado alterado (solo fofo e heterogêneo). Além de pouco resistente e muito deformável, apresenta comportamento diferente de local para local. A compactação é uma técnica que busca o melhoramento do solo em sua nova condição. “A densidade que o solo apresenta após a compactação, realizada com uma determinada energia, depende da umidade do solo naquele instante” Ralph Proctor (1933). • a massa específica de um solo compactado é dependente fundamentalmente da energia dispendida e do teor de umidade do solo. ensaios para a determinação da compactação → campo e laboratório. correlações entre: massa específica aparente seca (ρd), umidade (w) e, energia que será empregada na compactação. umidade ótima necessária para compactação para uma dada energia. • ENSAIO NORMAL DE COMPACTAÇÃO (PROCTOR) • obtemos a massa específica e o teor de umidade do solo. • ÍNDICE DE SUPORTE CALIFÓRNIA • indica a expansão e a perda de resistência do solo com a saturação. em campo, a compactação por impacto é amplamente utilizada. Podemos exemplificar, ao observar os equipamentos, que normalmente são utilizados nas obras, tais como rolos compressores (liso, vibratório, pneumático, pé-de- carneiro, combinados e especiais com grade e placas) e compactadores de impacto/vibratórios, queda livre de grandes pesos e vibroflotação. ETAPAS DA COMPACTAÇÃO EM CAMPO quando executamos a compactação no solo, são utilizadas diversas condições de umidade em função de uma determinada energia de compactação. quando executamos a compactação no solo, são utilizadas diversas condições de umidade em função de uma determinada energia de compactação. a curva de compactação apresenta a variação dos pesos específicos ou mesmo da massa específica, ambos secos, em função do teor de umidade (w). para uma massa específica seca máxima existe uma umidade ótima. para cada solo, sob uma dada energia de compactação, existe uma umidade ótima e uma massa específica seca máxima. antes desse ponto, temos o ramo seco (parte crescente) e o ramo úmido (parte decrescente). • o comportamento do solo, indicado na curva de compactação, pode ser explicado considerando que à medida que cresce o teor de umidade, até certo valor (w ótimo), o solo se torna mais “trabalhável”, resultando em massas e pesos específicos maiores e teores de ar no solo menores. para um baixo teor de umidade, o atrito entre partículas é alto, dificultando a compactação. Quando ocorre o aumento no teor de umidade, há um efeito de lubrificação entre as partículas, aumentando a compactação enquanto a saída de ar é facilitada. após certo teor de umidade próximo à saturação (w ótimo), a compactação não consegue mais expulsar o ar dos vazios. Assim, a maior quantidade de água presente resulta em redução da massa específica do solo. um solo é considerado com grau de compactação (Gc) 100%, quando: energia de compactação (E) é o esforço de compactação de um trabalho executado, por uma unidade de volume de solo após compactação. Ela pode ser determinada pela expressão: E = P x h x N x n/V, onde E corresponde à energia de compactação (por volume, representado por V), P é o peso do soquete, h representa a altura de queda do soquete e N e n são o número de golpes por camada e o número de camadas, respectivamente. podemos observar a influência da energia de compactação nos parâmetros físicos dos solos: • a medida que a energia vai aumentando, a massa específica seca do solo também aumenta, com a redução do teor de umidade. Além da energia, as características dos solos na eficiência da compactação são fundamentais. podemos exemplificar essa variação da massa específica pelo teor de umidade, para uma dada energia, ensaiando diferentes solos. SOLO Wótima (%) γdsmáx (kN/m³) ARGILOSO 25 a 30 14 a 15 SILTOSO Curvas abatidas e baixos valores de AREIAS BEM GRADUADAS COM PEDREGULHOS 9 a 10 20 a 21 AREIAS FINAS ARGILOSAS LATERÍTICAS 12 a 14 19 assim, podemos esperar que, por exemplo, as areias puras sejam totalmente ineficientes à compactação, porém solos arenosos com uma pequena porcentagem de argila respondam bem. no caso de argilas muito plásticas, a tentativa do uso do rolo compressor não permite que ocorra uma compactação eficiente, pois o solo se comporta analogamente como uma “massa de pão”. se tivermos em nosso solo a presença de matéria orgânica, haverá redução da massa específica seca máxima na compactação e ao mesmo tempo aumento da compressibilidade do solo, muito prejudicial para obras como aterros e fundações, por exemplo. Neste caso, se a fração for inferior a 10%, a massa específica seca diminuirá consideravelmente. Da mesma forma, o teor de umidade ótima aumentará com o aumento da matéria orgânica. • os soquetes são equipamentos compactos utilizados em locais de difícil acesso a outros equipamentos, podendo ser manuais ou mecânicos. Algumas limitações dos soquetes estão relacionadas às camadas compactadas. Elas devem ter de 10 a 15 cm para solos finos e 15 cm para solos grossos. os rolos pé-de-carneiros são adequados para camadas com 15 cm de espessura e um número de passadas que varia de 4 a 6 (solos finos) e de 6 a 8 (solos grossos), sendo muito indicados para solos não arenosos, promovendo um maior entrosamento entre as camadas pós-compactação. são equipamentos robustos compostos por cilindros metálicos com protuberâncias, em formato troncal cônico, com 20 cm de altura. A eficácia em sua utilização está relacionada com a pressão e a área de contato de cada pé, com o peso do rolo, o número de pés por tambor que estão em contato com o solo. os rolos lisos são indicados para camadas com espessura entre 5 e 15 cm, com 4 a 5 passadas, sendo muito indicados em base de estradas, capeamentos, onde os solos sejam arenosos, pedregulhosos ou compostos por agregados graúdos. trata-se de um cilindro oco de aço, preenchido ou não por areia umedecida ou água, objetivando aumentar a pressão. Em solos finos, o peso do rolo varia em função da baixa ou da alta plasticidade. Assim, em solos de baixa plasticidade são usados rolos de 7 ton. e para alta, rolos de 10 ton. quanto à sua utilização, ele apresenta pequena área de contato (devido às dimensões do rolo e às partes que tocam o solo) e, em solos muito moles, ele afunda, dificultando a tração do equipamento, sendo esta uma desvantagem. já os rolos pneumáticos são muito indicados para compactação de solos finos a arenosos, bem como capas asfálticas, bases e sub-bases de estradas. Recomendados para camadas com 40 cm de espessura, sua eficiência na compactação está relacionada com a área de contato, pressão dos pneus e peso do equipamento. cabe ressaltar que pesos muito elevados podem causar rupturas no solo. por fim, temos os rolos vibratórios, cuja compactação do solo é consequência da vibração do equipamento, sendo eficientes em solos arenosos (camadas de até 15 cm) e, desta forma, com grande vantagem sobre os rolos pé-de-carneiro e pneumáticos. A frequência de vibração possui um efeito singular no processo de compactação, todavia o uso incorretocausa a supercompactação. siltes e argilas → rolos pé-de-carneiro. solos granulares → rolos lisos vibratórios. mistura de solos → rolo pé-de-carneiro vibratório. na dúvida de qual equipamento usar, recomendam-se rolos pneumáticos pesados, com grande diâmetro e largura, para qualquer tipo de solo. CONTROLE DA COMPACTAÇÃO: para que ele ocorra de forma adequada, alguns aspectos devem ser considerados, como: (i) o tipo de solo, (ii) a espessura da camada, (iii) o entrosamento entre as camadas, (iv) o número de passadas, (v) o tipo de equipamento, (vi) a umidade do solo em campo e (vii) o grau de compactação atingido. CUIDADOS EM UMA COMPACTAÇÃO ETAPAS NA COMPACTAÇÃO DE PAVIMENTOS • CBR: medir a resistência à penetração dos solos a partir da capacidade de suporte das bases compactadas. • Leitura complementar sobre o ensaio CBR: páginas 139 – 141 • Próxima aula (03/10): Prova #1