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Glândulas Suprarrenais e Timo SUMÁRIO ANATOMIA DAS GLÂNDULAS SUPRARRENAIS ................................................ 4 1. Definição ........................................................................................................ 4 2. Localização .................................................................................................... 5 3. Revestimento ................................................................................................. 5 4. Divisão funcional ............................................................................................ 6 Córtex suprarrenal ........................................................................................................ 6 Medula suprarrenal ...................................................................................................... 6 5. Formato ......................................................................................................... 7 6. Relações com outros órgãos e estruturas ........................................................ 7 7. Irrigação arterial ............................................................................................. 8 8. Drenagem venosa ......................................................................................... 10 9. Drenagem linfática ....................................................................................... 10 10. Inervação .................................................................................................. 11 11. Características radiográficas ....................................................................... 12 ANATOMIA DO TIMO ...................................................................................... 13 1. Definição ..................................................................................................... 13 2. Alterações com a idade ................................................................................. 14 3. Formato ....................................................................................................... 15 4. Localização ................................................................................................. 15 Mediastino superior ................................................................................................... 16 Mediastino anterior ................................................................................................... 17 5. Irrigação arterial .......................................................................................... 17 6. Drenagem venosa ......................................................................................... 18 7. Drenagem linfática ....................................................................................... 18 8. Inervação ..................................................................................................... 19 9. Características radiográficas ......................................................................... 20 Referências .......................................................................................................................21 Glândulas Suprarrenais e Timo 4 ANATOMIA DAS GLÂNDULAS SUPRARRENAIS 1. DEFINIÇÃO As glândulas suprarrenais podem ser chamadas também de glândulas adrenais. Apesar de sua localização próxima aos rins ser evidenciada no próprio nome, as glândulas suprarrenais são parte do sistema endócrino, possuindo função comple- mente separada da função renal. Figura 1: Glândulas adrenais em suas posições: superiores aos respectivos rins. Fonte: Double Brain/Shutterstock.com Glândulas Suprarrenais e Timo 5 2. LOCALIZAÇÃO As glândulas suprarrenais são duas, direita e esquerda, e, como o nome revela, estão situadas superiormente aos rins. Mais exatamente, localizam-se entre o diafragma e as faces superomediais dos rins. Elas são revestidas pela fáscia renal, que, superiormente, é contínua com a fáscia diafragmática. Dessa forma, a fixação principal de tais glândulas consiste nos pila- res diafragmáticos e não nos rins, como é comum imaginar. As glândulas são, inclu- sive, separadas dos rins por um fino septo formado por parte da fáscia renal. Se liga! A existência do fraco septo de fáscia renal que separa o rim da glândula suprarrenal permite que, em transplantes renais, o rim do doa- dor seja removido sem lesão à glândula. Assim como os rins, são estruturas retroperitoneais primárias, isso é, foram ori- ginalmente formadas como vísceras retroperitoneais. Portanto, estão localizadas na parede posterior do abdome. 3. REVESTIMENTO As adrenais, juntamente com os rins, são circundadas por uma cápsula adiposa (gor- dura perirrenal) que, por sua vez, é revestida (exceto inferiormente) por uma camada membranácea e condensada de fáscia renal. Além disso, ainda há uma cobertura pelo corpo adiposo pararrenal (gordura pararrenal). Todas essas estruturas contribuem para a posição relativamente fixa dos rins e das glândulas suprarrenais. Glândulas Suprarrenais e Timo 6 4. DIVISÃO FUNCIONAL Cada glândula suprarrenal tem duas partes: o córtex e a medula. Essas partes têm diferentes origens embriológicas e diferentes funções. Córtex suprarrenal Essa parte deriva do mesoderma e é responsável pela secreção de corticosteroi- des e androgênios. Esses hormônios causam retenção renal de sódio e água em res- posta ao estresse, aumentando o volume sanguíneo e a pressão arterial. Medula suprarrenal A medula suprarrenal tem origem nervosa, sendo derivada das células da crista neural associadas à divisão simpática do sistema nervoso. Possui células cromafins, que secretam catecolaminas (noradrenalina e, principalmente, adrenalina) para a corrente sanguínea em resposta a sinais neuronais. Essas substâncias, por sua vez, ativam o corpo para uma resposta de fuga ou luta ao estresse traumático, aumentan- do a frequência cardíaca e a pressão arterial, dilatando os bronquíolos e modificando os padrões de fluxo sanguíneo. Figura 2: Corte transversal de glândula suprarrenal, evidenciando suas divisões. Fonte: Shanvood/Shutterstock.com Glândulas Suprarrenais e Timo 7 5. FORMATO As glândulas suprarrenais, de cor amarelada em pessoas vivas, se apresentam de diferentes formas do lado direito e esquerdo. A glândula direita possui formato piramidal, é menor e tem posição mais apical no rim direito. Já a glândula adrenal esquerda possui formato semilunar, é a maior das duas e é medial à metade superior do rim esquerdo. Comparação entre as glândulas suprarrenais direita e esquerda GLÂNDULA ADRENAL DIREITA GLÂNDULA ADRENAL ESQUERDA Formato piramidal Formato semilunar Tamanho menor Tamanho maior Posição apical ao rim direito Medial à metade superior do rim esquerdo Figura 3: Glândulas adrenais direita e esquerda. Fonte: Elaborado pelo autor, com ilustrações de marina_ua/Shutterstock.com. Cada uma possui um hilo, pelo qual saem da glândula somente as veias e os va- sos linfáticos. As artérias e os nervos entram nas glândulas por diversos locais. 6. RELAÇÕES COM OUTROS ÓRGÃOS E ESTRUTURAS Anteriormente à glândula suprarrenal direita estão parte do lobo hepático direito e a veia cava inferior. Anteriormente à glândula esquerda encontram-se parte do es- tômago, o pâncreas e o baço, ocasionalmente. Posteriormente, ambas as glândulas relacionam-se com o pilar diafragmático de seu respectivo lado. Há, aproximadamente, de 4 a 5 cm de distância entre as margens mediais das glândulas suprarrenais direita e esquerda. Nessa área entre elas encontramos, da di- reita para a esquerda, a veia cava inferior, o pilar direito do diafragma, o gânglio celía- co, o tronco celíaco, a artéria mesentérica superior e o pilar esquerdo do diafragma. Glândulas Suprarrenais e Timo 8 7. IRRIGAÇÃO ARTERIAL Devido à sua função endócrina, o suprimento arterial para as glândulas suprarre- nais é abundante. Para isso, as artérias suprarrenais se ramificam livremente antesde entrarem, fazendo com que aproximadamente 50 ou 60 artérias adentrem cada uma das duas glândulas em múltiplos pontos de sua superfície, após penetrarem pela cápsula. As artérias suprarrenais têm 3 origens principais, segundo as quais são classifica- das em superiores, médias e inferiores, conforme descrito a seguir. MAPA MENTAL – ESQUEMA DAS ESTRUTURAS QUE SE ENCONTRAM NO ESPAÇO ENTRE AS DUAS GLÂNDULAS SUPRARRENAIS Veia cava inferior Pilar diafragmático direito Artéria mesentérica superior Pilar diafragmático esquerdo Gânglio e tronco celíacos EsquerdaDireita 4 a 5 centímetros Fonte: Elaborado pelo autor. Glândulas Suprarrenais e Timo 9 Figura 4: Suprimento arterial para as glândulas suprarrenais. Fonte: VectorMine/Shutterstock.com MAPA MENTAL – ORIGEM DAS ARTÉRIAS SUPRARRENAIS origina originam Origem das artérias que irrigam as glândulas suprarrenais originam Artérias frênicas inferiores Artérias suprarrenais superiores Parte abdominal da aorta Artéria suprarrenal média Artérias renais Artérias suprarrenais inferiores Próximo ao nível de origem da artéria mesentérica superior Fonte: Elaborado pelo autor. Glândulas Suprarrenais e Timo 10 8. DRENAGEM VENOSA Em contrapartida ao suprimento arterial múltiplo, a drenagem venosa consiste, de cada lado, em uma única veia que deixa o hilo de cada glândula, a veia suprarrenal. A veia suprarrenal direita é curta e drena para a veia cava inferior, enquanto a veia su- prarrenal esquerda é mais longa e drena para a veia renal esquerda, frequentemente se unindo à veia frênica inferior nesse trajeto. 9. DRENAGEM LINFÁTICA Os vasos linfáticos suprarrenais originam-se de um plexo situado profundamente à cápsula da glândula e de um plexo em sua medula. Muitos vasos linfáticos saem das glândulas adrenais, pelo hilo. A linfa segue então para os linfonodos lombares. Estes, por sua vez, drenam atra- vés dos troncos linfáticos lombares para a cisterna do quilo. Veia suprarrenal direita Drenagem direta para a veia cava inferior Curta Mais longa Drenagem para a veia renal esquerda x MAPA MENTAL – COMPARAÇÃO ENTRE AS VEIAS SUPRARRENAIS DIREITA E ESQUERDA Veia suprarrenal esquerda Fonte: Elaborado pelo autor. Glândulas Suprarrenais e Timo 11 Figura 5: Vasos linfáticos e linfonodos dos rins e glândulas suprarrenais. Fonte: Blamb/Shutterstock.com 10. INERVAÇÃO As glândulas suprarrenais são ricamente inervadas, pelos plexos suprarrenais di- reito e esquerdo. A inervação é proveniente do plexo celíaco e dos nervos esplâncni- cos abdominopélvicos (maior, menor e imo). As fibras simpáticas pré-ganglionares mielínicas dos segmentos medulares T10 a L1 atravessam os gânglios paravertebrais e pré-vertebrais, sem fazer sinapse, e são distribuídas para as células cromafins da medula suprarrenal. Glândulas Suprarrenais e Timo 12 11. CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS Na ultrassonografia, a varredura transversal anterior é a melhor abordagem, mas as glândulas suprarrenais geralmente são difíceis de ver. A glândula adrenal esquer- da é mais difícil de visualizar do que a direita, porque geralmente é posterior ao es- tômago e obscurecida por gases; isso pode ser superado por varredura intercostal na linha axilar posterior e varredura através do baço e do rim esquerdo com o lado esquerdo do paciente elevado. Os avanços tecnológicos em imagem, como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM), e seu amplo uso na prática clínica resultam em achados ocasionais de lesão de glândula adrenal durante a realização de um exame de imagem, chamados de incidentalomas. Esse conceito é aplicável somente para pacientes que não sejam portadores de sinais e sintomas associados a patologias adrenais que podem ter passado despercebidos ao médico responsável pela solici- tação do exame de imagem. Essas imagens, conforme suas características, indicam ou não uma intervenção cirúrgica. A glândula adrenal direita está localizada superior ao polo superior do rim direito aparece como linear, em forma de V ou em vírgula. A glândula adrenal esquerda está localizada superior e anteromedial ao polo superior do rim esquerdo e aparece como uma forma triangular ou em Y. Glândulas Suprarrenais e Timo 13 ANATOMIA DO TIMO 1. DEFINIÇÃO O timo é um órgão linfoide primário, essencial principalmente na infância. Ele é responsável pelo desenvolvimento, pela seleção e pela liberação dos linfócitos T, células importantíssimas na resposta imunológica. Os linfócitos T são produzidos na medula óssea, mas somente após maturação e seleção no timo essas células estão aptas a realizarem corretamente o seu papel no organismo. Além disso, o timo também atua como uma glândula, produzindo e liberando a timosina. Esse hormônio é responsável por estimular a maturação dos linfócitos T e, também, atua como um imunomodulador. Figura 6: Anatomia do Timo. Fonte: Lightspring/Shutterstock.com Glândulas Suprarrenais e Timo 14 Se liga! As glândulas paratireoides desenvolvem-se a partir da terceira bolsa faríngea que também forma o timo. O timo é, portanto, um local comum para glândulas paratireoides ectópicas e, potencialmente, para a produ- ção ectópica do paratormônio. 2. ALTERAÇÕES COM A IDADE Em um mesmo indivíduo, o timo sofre alterações de tamanho ao decorrer do tem- po. Envolvido no desenvolvimento inicial do sistema imune, o timo é uma estrutura grande na criança. Após a puberdade, começa a atrofiar, sofrendo involução gradual devido à substituição do parênquima por tecido adiposo em sua maior parte. Figura 7: Involução do timo. Na infância, esse órgão linfoide é proporcionalmente maior em relação às outras vísceras torácicas. Fonte: Alila Medical Media/Shutterstock.com Glândulas Suprarrenais e Timo 15 3. FORMATO É um órgão único, de estrutura assimétrica, plano e bilobado. Seus lobos têm for- mato de cantil. Figura 8: Timo e sua localização no tórax. Fonte: medicalstocks/Shutterstock.com 4. LOCALIZAÇÃO O timo localiza-se na região do tórax. É o componente mais anterior do mediasti- no superior, situando-se imediatamente posterior ao manúbrio do esterno. O prolon- gamento da sua parte superior pode ocupar, também, a parte inferior do pescoço. A parte inferior do timo estende-se ao mediastino anterior, estando anteriormente ao pericárdio fibroso. Sobre o mediastino, é um grande compartimento que se estende do esterno, ante- riormente, às vértebras torácicas, posteriormente, e da abertura superior à abertura inferior do tórax. Lateralmente, é delimitado pela parte mediastinal da pleura parietal nos dois lados. Ele contém o timo, o pericárdio, o coração, a traqueia e as grandes artérias e veias. Além disso, serve também como passagem para estruturas que atravessam o tórax em direção ao abdome, tal como o esôfago, o ducto torácico e componentes do sistema nervoso. O mediastino é didaticamente dividido em superior e inferior pelo plano trans- verso do tórax, que inclui, anteriormente, o ângulo do esterno e se estende pos- teriormente até a junção das vértebras T IV e T V. O mediastino inferior é também subdivido em mediastino anterior, médio e posterior, sendo o médio constituído pelo pericárdio e pelo coração. Dessa forma, o mediastino anterior situa-se entre o ester- no e o pericárdio e o posterior, entre o pericárdio e as vértebras torácicas. Glândulas Suprarrenais e Timo 16 Mediastino superior O mediastino superior é posterior ao manúbrio do esterno. É contínuo com o pes- coço superiormente, sendo o seu limite o plano entre a incisura jugular superior e a margem superior da vértebra T I. Inferiormente, é contínuo com o mediastino inferior. As estruturas do mediastino superior apresentam-se em camadas ordenadas. MAPA MENTAL – CAMADAS DAS ESTRUTURAS DO MEDIASTINO SUPERIOR Estruturas do mediastino superior, em direção anteroposterior ANTERIOR Nervo frênico e nervo vago Veias braquiocefálicas e veia cava superior TimoGrandes vasos e nervos relacionados Arco da aorta e raízes dos seus principais ramos Vias respiratórias (traqueia) Continuação inferior das vísceras cervicais e nervos relacionados Sistema digestório (esôfago) Ducto torácico e troncos linfáticos POSTERIOR Nervos laríngeos recorrentes Fonte: Elaborado pelo autor. Glândulas Suprarrenais e Timo 17 Se liga! Durante a lactância e a infância, o timo é o componente proeminente do mediastino superior, podendo chegar até a comprimir a tra- queia em alguns lactentes. Mediastino anterior Situa-se entre o corpo do esterno e músculos transversos do tórax e o pericárdio. É formado por tecido conectivo frouxo, gordura, vasos linfáticos, alguns linfonodos e ramos dos vasos torácicos internos. Em lactentes e crianças, o mediastino anterior contém a parte inferior do timo. Em casos incomuns, o timo pode estender-se até o nível das quartas cartilagens costais. 5. IRRIGAÇÃO ARTERIAL Substancialmente, a irrigação arterial do timo provém principalmente dos ramos intercostais anteriores e mediastinais anteriores das artérias torácicas internas. Além disso, há vascularização proveniente dos vasos pericárdicos e dos vasos da parede torácica. Figura 9: Parte da vascularização arterial torácica. Fonte: Acervo Sanar. Glândulas Suprarrenais e Timo 18 6. DRENAGEM VENOSA As veias do timo terminam nas veias braquiocefálica esquerda, torácica interna e tireóideas inferiores. Figura 10: Dissecção superficial do mediastino superior, com destaque para a vascularizaçãodo timo. Fonte: Acervo Sanar. 7. DRENAGEM LINFÁTICA Os vasos linfáticos do timo seguem para os linfonodos mediastinais anteriores e, então para os linfonodos paraesternais (ao longo das artérias torácicas inter- nas), traqueobronquiais (na bifurcação da traqueia) e braquiocefálicos (na raiz do pescoço). Glândulas Suprarrenais e Timo 19 8. INERVAÇÃO O timo recebe inervação parassimpática pelo nervo vago e inervação simpática através do gânglio estrelado, formado pela união do gânglio cervical inferior (C7) e do primeiro gânglio torácico (T1). MAPA MENTAL – DRENAGEM LINFÁTICA DO TIMO E IMAGEM DA DRENAGEM LINFÁTICA TORÁCICA Vasos linfáticos do timo Linfonodos mediastinais anteriores Linfonodos paraesternais Linfonodos braquiocefálicos Linfonodos traqueobronquiais Fonte: Elaborado pelo autor. Glândulas Suprarrenais e Timo 20 9. CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS O timo do recém-nascido caracteriza-se, radiologicamente, por alargamento do mediastino acima da imagem cardíaca na incidência anteroposterior e por aumento da densidade retroesternal na incidência em perfil. O timo também pode apresentar configurações peculiares normais, compreen- dendo o sinal da onda, que corresponde a uma suave ondulação em seus contornos produzida pela compressão dos arcos costais anteriores, mais comum à esquerda; o sinal da incisura, representado pela junção do timo normal com a silhueta cardíaca; e o sinal da vela, decorrente de um formato peculiar do timo, apresentando uma con- figuração triangular da silhueta mediastinal superior, sendo mais comum à direita. Na ultrassonografia, a ecogenicidade é tipicamente homogênea semelhante ou ligeiramente menor que a do fígado e baço, com focos hiperecoicos dispersos seme- lhantes a um céu estrelado. A forma pode ser distorcida por pulsações cardíacas e movimentos respiratórios, pois é flexível e não deve comprimir ou deslocar estrutu- ras adjacentes. A tomografia computadorizada (TC) do tórax com contraste intravenoso é normal- mente usada para avaliar as anormalidades observadas nas radiografias simples. A ressonância magnética (RM) no tórax e/ou cardíaca é útil para distinguir compres- são versus invasão, particularmente em casos de grandes massas mediastinais anteriores em que essa distinção pode ser difícil na TC, mesmo quando se usa con- traste intravenoso. As lesões do timo estão entre as mais frequentes causas de massas mediasti- nais, sendo a maioria benigna, representada principalmente por timomas, timolipo- mas e hiperplasia tímica. Os timomas benignos apresentam baixo sinal T1, alto sinal T2, às vezes com componentes císticos, e sua cápsula contínua pode ser demons- trada na RM, enquanto o timoma invasivo apresenta descontinuidade da cápsula, aspecto multinodular e invasão das estruturas adjacentes. O carcinoma tímico é menos frequente e apresenta sinal heterogêneo, com áreas císticas irregulares, ne- crose e hemorragia. O timolipoma contém gordura, facilmente identificada pela RM. A hiperplasia tímica normalmente representa uma glândula aumentada, com morfo- logia e intensidade de sinal conservada, e a RM pode auxiliar na diferenciação entre hiperplasia e tumores em casos duvidosos ou atípicos. Glândulas Suprarrenais e Timo 21 REFERÊNCIAS Moore, Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. – Rio de Janeiro: Koogan, 2014. Drake, Richard L. Gray’s Anatomia Clínica para Estudantes. 3 ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. Netter, Frank H. Altas de anatomia humana. 6 ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 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Imagem 5: Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: https:// www.shutterstock.com/pt/image-illustration/abdominal-lymph-nodes-iliac-cisterna- -chyli-280030742 Acesso em: 01/03/2023. Imagem 6: Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: https:// www.shutterstock.com/pt/image-illustration/thymus-gland-anatomy-icon-isolated- -on-1338693422 Acesso em: 01/03/2023. Imagem 7: Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: https:// www.shutterstock.com/pt/image-illustration/thymus-gland-anatomy-147789452 Acesso em: 01/03/2023. Imagem 8: Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: https:// www.shutterstock.com/pt/image-vector/thymus-gland-endocrine-system-3d-medi- cal-1316035037 Acesso em: 01/03/2023. sanarflix.com.br Copyright © SanarFlix. Todos os direitos reservados. Sanar Rua Alceu Amoroso Lima, 172, 3º andar, Salvador-BA, 41820-770