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de Janeiro: DIP, 1942. Apud BERCITO, S. R. Nos Tempos de Getúlio: da revolução de 30 ao fim do Estado Novo. São Paulo: Atual, 1990. A adoção de novas políticas públicas e as mudanças jurídico-institucionais ocorridas no Brasil, com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, evidenciam o papel histórico de certas lideranças e a importância das lutas sociais na conquista da cidadania. Desse processo resultou a a) criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, que garantiu ao operariado autonomia para o exercício de atividades sindicais. b) legislação previdenciária, que proibiu migrantes de ocuparem cargos de direção nos sindicatos c) criação da Justiça do Trabalho, para coibir ideologias consideradas perturbadoras da “harmonia social”. d) legislação trabalhista que atendeu reivindicações dos operários, garantido-lhes vários direitos e formas de proteção. e) decretação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que impediu o controle estatal sobre as atividades políticas da classe operária. 172 - (ENEM) Cartaz da Revolução Constitucionalista. Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jun. 2012.) http://veja.abril.com.br/ Elaborado pelos partidários da Revolução Constitucionalista de 1932, o cartaz apresentado pretendia mobilizar a população paulista contra o governo federal. Essa mobilização utilizou-se de uma referência histórica, associando o processo revolucionário a) à experiência francesa, expressa no chamado à luta contra a ditadura. b) aos ideais republicanos, indicados no destaque à bandeira paulista. c) ao protagonismo das Forças Armadas, representadas pelo militar que empunha a bandeira. d) ao bandeirantismo, símbolo paulista apresentado em primeiro plano. e) ao papel figurativo de Vargas na política, enfatizado pela pequenez de sua figura no cartaz. 173 - (ENEM) O que o projeto governamental tem em vista é poupar à Nação o prejuízo irreparável do perecimento e da evasão do que há de mais precioso no seu patrimônio. Grande parte das obras de arte até mais valiosas e dos bens de maior interesse histórico, de que a coletividade brasileira era depositária, têm desaparecido ou se arruinado irremediavelmente. As obras de arte típicas e as relíquias da história de cada país não constituem o seu patrimônio privado, e sim um patrimônio comum de todos os povos. (ANDRADE, R. M. F. Defesa do patrimônio artístico e histórico. O Jornal, 30 out. 1936. In: ALVES FILHO, I. Brasil, 500 anos em documentos. Rio de Janeiro: Mauad, 1999 – Adaptado) A criação no Brasil do Serviço do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (SPHAN), em 1937, foi orientada por ideias como as descritas no texto, que visavam a) submeter a memória e o patrimônio nacional ao controle dos órgãos públicos, de acordo com a tendência autoritária do Estado Novo. b) transferir para a iniciativa privada a responsabilidade de preservação do patrimônio nacional, por meio de leis de incentivo fiscal. c) definir os fatos e personagens históricos a serem cultuados pela sociedade brasileira, de acordo com o interesse público. d) resguardar da destruição as obras representativas da cultura nacional, por meio de políticas públicas preservacionistas. e) determinar as responsabilidades pela destruição do patrimônio nacional, de acordo com a legislação brasileira. 174 - (ENEM) Estatuto da Frente Negra Brasileira (FNB) Art. 1º - Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se irradiar por todo o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união política e social da Gente Negra Nacional, para a afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude da sua atividade material e moral no passado e para reivindicação de seus direitos sociais e políticos, atuais, na Comunhão Brasileira. Diário Oficial do Estado de São Paulo, 4 nov. 1931. Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, em 1937, a FNB caracterizava-se como uma organização a) política, engajada na luta por direitos sociais para a população negra no Brasil. b) beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres brasileiros depois da abolição. c) paramilitar, voltada para o alistamento de negros na luta contra as oligarquias regionais. d) democrático-liberal, envolvida na Revolução Constitucionalista conduzida a partir de São Paulo. e) internacionalista, ligada à exaltação da identidade das populações africanas em situação de diáspora. 175 - (CEFET MG) Analise o quadro seguinte. DISTRIBUIÇÃO SETORIALDO PIBBRASILEIRO,1910-1950(%) Ano Agricultuar Indústria Serviços* 1910 35,8 14,0 50,2 1920 32,0 17,1 50,9 1930 30,6 16,5 52,9 1940 25,0 20,8 54,2 1950 24,3 24,1 51,6 *Inclui governo. Fonte: Haddad, C. Crescimento do produto real. Brasil 1900-1947. Rio de Janeiro: FGV,1978 e IBGE (1990) Estatísticas Históricas do Brasil apud Abreu, M. e Vernes, D. (1997, p. 26). Sobre a distribuição setorial do PIB brasileiro nos primeiros 50 anos do século XX, é correto afirmar que a a) indústria passou a ser o setor econômico preponderante. b) agricultura deixou de ser um setor econômico expressivo. c) produção industrial passou por um lento processo de incremento. d) a produção de bens de capital é hegemônica na economia do período. e) expansão do setor de serviços seguiu o mesmo ritmo da industrialização. 176 - (CEFET MG) Os homens e as classes, pois, podem e devem viver em harmonia. É possível ao mais modesto operário galgar uma elevada posição financeira ou intelectual. Cumpre que cada um se eleve segundo sua vocação. Todos os homens são susceptíveis de harmonização social e toda superioridade provém de uma só superioridade que existe acima dos homens: a sua comum e suprema finalidade. Esse é um pensamento profundamente brasileiro, que vem das raízes da nossa História e estará no íntimo de todos os corações.