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Remédios Constitucionais · Habeas corpus: Ação judicial para garantir liberdade diante de prisão ilegal. O habeas-corpus é considerado um remédio constitucional, ou seja, um instrumento processual para garantir a liberdade de alguém, quando a pessoa for presa ilegalmente ou tiver sua liberdade ameaçada por abuso de poder ou ato ilegal. · Habeas data: O habeas data é um instrumento processual, constante do rol dos remédios constitucionais, que tem como finalidade garantir que a pessoa física ou jurídica tenha acesso ou promova a retificação de suas informações, que estejam registradas em banco de dados de órgão públicos ou instituições similares. A lei afirma que as informações passíveis de habeas data são as de caráter público, ou seja, “todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações”. Para ingressar com um habeas data na Justiça, é necessária a atuação de um advogado ou defensor público. · Mandado de Segurança: O mandado de segurança é um instrumento jurídico, cuja finalidade é proteger direito líquido e certo, ou seja, provado por documentos, que tenha sido violado por ato ilegal ou abusivo de autoridade pública ou de agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. · Mandado de injunção: O mandado de injunção é uma ferramenta para fazer valer os direitos assegurados pela Constituição e que precisam de uma lei ou norma específica para serem implementados ou exercidos. Considerado um remédio constitucional, o mandado de injunção está previsto no inciso LXXI do artigo 5º da Constituição Federal de 1988. · Ação Ordinária: Ação ordinária, é uma ação por exclusão, quando não couber qualquer outro procedimento especifico, no qual, visa provimento jurisdicional de mérito. Em regra, ter-se á como base para a estrutura da peça processual o art. 319 do CPC. Remédios e Garantias Constitucionais, Direitos Individuais - Remédios Constitucionais e Garantias Processuais Prova: FGV - 2019 - OAB - XXVIII O artigo 5º da nossa lex mater dispõe nos incisos XXXIII e XXXIV que: XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; Direitos Individuais - Remédios Constitucionais e Garantias Processuais, Mandado de Segurança Prova: FGV - 2024 - OAB XL; Prova: FGV - 2018 - OAB XXVI; · ADI não serve para impedir votação de PEC, mas apenas para contestar a constitucionalidade de leis ou de atos normativos federais ou estaduais já consolidados. · Uma ADPF - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental tem como objeto reparar lesões a preceitos fundamentais que se originam de atos do poder público, podendo ser aplicada na análise de legislações municipais ou mesmo de normas anteriores a promulgação da CF/88. Essa ação tem caráter subdisiário, conforme regulamentado na lei 9.882 de 1999. Mas a ADPF, assim como a ADI, não serve para questionar PEC. · O art. 60, § 4º - II da CF/88 veda que propostas de emenda à Constituição tenham como objeto de deliberação o voto direto, secreto, universal e periódico. No caso em exame, a PEC tem como objeto de deliberação o caráter secreto do voto. Portanto, essa PEC viola a Carta Magna. Noutro giro, sabe-se que o mandado de segurança serve para proteger direito líquido e certo, não amparado por Habeas Corpus ou Habeas Data (art. 5º - LXIX da CF/88). A tramitação de uma PEC com o objeto de deliberação susodito fere direito líquido e certo dos cidadãos, pois rasga disposição explícita na Carta Política, relacionada aos direitos políticos. Surge, assim, para os parlamentares, a prerrogativa de impetração de mandado de segurança preventivo. · Mandado de segurança: É um instrumento jurídico que visa proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. Parlamentares têm legitimidade para impetrar mandado de segurança preventivo para assegurar o respeito ao devido processo legislativo, especialmente quando se trata de impedir a deliberação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que possa violar cláusulas pétreas da Constituição. Cláusulas Pétreas: 1. Forma federativa de Estado; 2. O voto direto, secreto, universal e periódico; 3. Separação dos Poderes; 4. Direitos e garantias individuais. · o STF pode determinar o arquivamento da propositura de Pec em duas situações: a) proposta de emenda constitucional que viole cláusula pétrea; b) proposta de emenda constitucional ou projeto de lei cuja tramitação esteja ocorrendo com violação às regras constitucionais sobre o processo legislativo. Direitos Individuais - Remédios Constitucionais e Garantias Processuais, Mandado de Injunção Prova: FGV - 2023 - OAB XXXIX; Prova: FGV - 2023 - OAB XXXVII É cabível Mandado de Injunção a ser impetrado perante o STF, conforme preconiza o art. 102, inciso I, alínea “q” e o art. 5º, LXXI da CF. Vejamos: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - Processar e julgar, originariamente:[...] q) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma dessas Casas Legislativas, do Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais Superiores, ou do próprio Supremo Tribunal Federal; Art. 5º, LXXI da CF: conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Nos termos do art. 12, III, da Lei 13.300/16, verifica-se que a aludida associação de classe atende aos critérios exigidos para a impetração de mandado de injunção coletivo, haja vista que (i) foi devidamente constituída e está em funcionamento há mais de um ano e (ii) o estatuto prevê a possibilidade de atuar judicial e extrajudicialmente no interesse de seus associados. Também pode ser COLETIVO, sendo a legitimidade ativa da ação: Partido Político com representação no Congresso Nacional; Organização Sindical; Entidade de classe; Associações constituídas e em funcionamento há pelo menos 1 ano; MP e Defensoria Pública. OBS: No MI coletivo é dispensada autorização especial dos seus membros. Direitos Individuais - Remédios Constitucionais e Garantias Processuais, Ação Popular; Prova: FGV - 2022 - OAB XXXVI; Prova: FGV - 2014 - OAB XIV; Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data , e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania. Quem pode propor uma AÇÃO POPULAR? Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular. Qual objetivo da ação popular? Vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidadeadministrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. O autor precisa pagar? ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. Direitos Individuais - Remédios Constitucionais e Garantias Processuais, Habeas Data Prova: FGV - 2022 - OAB XXXVI; Prova: FGV - 2015 - OAB – XVI; LXXII - conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; Habeas Data - é remédio constitucional que assegura o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constante de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público e também retificação de dados, abrange tanto informações erradas quanto imprecisas, discriminadoras, desatualizadas. HD: você QUER uma informação ou busca RETIFICAR uma informação (mas você não tem essa informação) MS: você já tem essa informação, mas quer uma certidão sobre dela (ex: certidão de nascimento), que é um direito líquido e certo de ter. A tríade do Habeas Data: 1 - Para acessar informações a teu respeito em entidades do governo/órgãos públicos; 2 - Quando quiser corrigir (retificar) essas informações, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;. 3 - Para incluir anotações nos assentamentos, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável, desde que esteja sob pendência judicial ou amigável.