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Nome: Jose Suderlan Teixeira Filho R.A.: 2022105648 Eng. Civil Atividade 3 Libras A Língua Brasileira de Sinais (Libras) se comporta estruturalmente como outras línguas, mas existem características que a diferenciam das línguas faladas, especialmente na forma como é expressa e percebida. Aqui estão algumas das principais diferenças: 1. Modalidade Visual-espacial: Enquanto as línguas faladas são baseadas em sons e articulações orais, a Libras é uma língua visual-espacial. Isso significa que sua estrutura gramatical, vocabulário e expressões dependem de sinais realizados com as mãos, expressões faciais e a utilização do espaço. A comunicação em Libras envolve uma construção que considera a posição e o movimento das mãos em relação ao espaço ao redor, o que não tem paralelo nas línguas orais. 2. Gramática e Sintaxe: A gramática da Libras é distinta. Por exemplo, a ordem das palavras em uma frase pode variar e é frequentemente mais flexível do que em línguas orais. A Libras pode utilizar a expressão facial e a postura corporal para indicar aspectos gramaticais, como tempo verbal ou a ênfase em certas partes da frase, algo que não ocorre da mesma forma em línguas faladas. 3. Cultural e Identitária: A Libras não é apenas um meio de comunicação; ela é também um símbolo de identidade cultural para a comunidade surda. A língua está imersa em uma cultura que possui suas próprias normas, valores e histórias, diferentemente das línguas faladas, que, embora também tenham contextos culturais, podem ser mais universalmente reconhecidas ou normalizadas. 4. Criação de Signos: A Libras é uma língua viva, em constante evolução, e novos sinais podem ser criados e adotados pela comunidade surda de maneira diferente do que ocorre com a formação de novas palavras em línguas faladas, que geralmente passam por processos formais de aceitação. 5. Escrita e Registro: A forma escrita da Libras, que ainda está em desenvolvimento, não é tão estabelecida quanto a escrita das línguas orais. Enquanto as línguas faladas têm gramáticas e ortografias bem definidas, a representação escrita da Libras é menos padronizada, o que pode dificultar a transcrição e o registro. Essas diferenças ressaltam a riqueza e a complexidade da Libras como uma língua em si, com suas próprias regras e formas de expressão. Reconhecer e valorizar essas características é essencial para promover uma compreensão mais ampla da comunicação e da cultura surda.