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ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
Planejamento Regional 
 
 
1 
 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER ESCOLA 
SUPERIOR POLITÉCNICA 
BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL 
ATIVIDADE EXTENCIONISTA IV 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE MEIO AMBIENTE E 
PLANEJAMENTO REGIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEANDRO RIBEIRO BRITTO 
 RU 3622034 
 
 
 
 
 
SALINAS MG 
01/04/2024 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
Planejamento Regional 
 
 
2
 
PROJETO MEIO AMBIENTE E PLANEJAMENTO REGIONAL 
 
 
LEANDRO RIBEIRO BRITTO 
3622034 
Centro Universitário UNINTER – PAP Montes Claros MG - Fone (38) 3221 7476 
Rua Pires e Albuquerque – CEP-39440 057 – Montes Claros MG 
 
 
1- INTRODUÇÃO 
O planejamento admite, como ponto de partida, que existe uma correlação 
entre o plano material e plano das ideias. Os elementos do processo social estão 
contidos no plano material enquanto no plano das ideias elabora-se uma forma 
de representação destes elementos na atualidade e no que se deseja alcançar 
no futuro. Partindo desse pressuposto, damos início a realização desta atividade; 
buscando aqui evidenciar a importância do planejamento urbano local e o 
planejamento de desenvolvimento regional e como estes, influenciam, e 
conduzem uma série de acontecimentos em nossa realidade cotidiana. 
 Seguindo esse horizonte buscamos aqui desenvolver o nosso trabalho 
evidenciado de maneira real como ações de planejamento tomados ao longo dos 
anos tiveram várias consequências ao município e a vida das pessoas de um 
determinado espaço social. Dentro desta problemática vamos analisar como o 
tratamento e combate às enchentes no município de Salinas-Mg, 
compreendendo ações iniciadas no ano de 2015, medidas tomadas inicialmente, 
cujo planejamento não adequando tiveram como consequências, uma enchente 
de grandes proporções no final do ano de 2021. E na sequencia ver as ações 
assertivas tomadas após enchente, e ver que, como um planejamento adequado 
minimizaram e devolveram a segurança a cidade no tocante de combate às 
enchentes. 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
Planejamento Regional 
 
 
3
 
1.1 O MUNICIPIO SALINAS 
Temos como cenário para desenvolvimento desta atividade o município 
de Salinas-MG, fundado em 18 de dezembro de 1880, estando situado na região 
Norte de Minas. O município ocupa uma área de 1.862,117 Km² estando distante 
da capital Belo Horizonte 640 Km. A altitude na área central da cidade é de 
476.34 m. O município está inserido nos biomas do Cerrado e Mata Atlântica, e 
na Região Hidrográfica Atlântico Leste. Cerrado e Mata Atlântica, e na Região 
Hidrográfica Atlântico Leste. 
A cidade integra a microrregião de Salinas, e faz divisa com os municípios 
de Rio Pardo de Minas, Taiobeiras, Santa Cruz de Salinas, Comercinho, 
Rubelita, Fruta de Leite, Curral de Dentro e Novorizonte. 
Considerada uma capital sub-regional de alta influência na região, o 
município de Salinas fica perto da região de Montes Claros, Minas Gerais. Dentro 
de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes pelos serviços 
de saúde básica. Salinas é o 1º município mais populoso da pequena região de 
 
ENCHETENTE 
LIMPEZA 
INPLANTAÇÃO 
PROJETOS 
MATA CILIAR 
GABIAO OPERARIO
CACAMBA
TRATORES 
CONCRETOENGENHEIROS 
LIMPEZA 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
Planejamento Regional 
 
 
4
 
Salinas, com 40,2 mil habitantes. O PIB da cidade é de cerca de R$ 667,4 
milhões de reais, sendo que 52,5% do valor adicionado advém dos serviços, na 
sequência aparecem as participações da administração pública (32,7%), da 
indústria (10,3%) e da agropecuária (4,6%). Com esta estrutura, o PIB per capita 
de Salinas é de R$ 15,9 mil, valor inferior à média do estado (R$ 40,1 mil) e da 
grande região de Montes Claros (R$ 19,4 mil), mas superior à média dos 
municípios da pequena região de Salinas (R$ 13,3 mil). 
No clima prevalecente é conhecido com um clima de estepe local. Durante 
todo o ano, a precipitação é escassa em Salinas. De acordo com a classificação 
de Köppen-Geiger, as condições climatéricas prevalecentes nesta região são 
categorizadas em BSh. 23.6 °C é a temperatura média em Salinas. O nível de 
precipitação numa base anual é de 716 mm, de acordo com os registos 
meteorológicos. Com intervalos bem marcados entre o período seco e os 
períodos chuvosos. Durante o ano inteiro, o clima é quente, com estação 
chuvosa predominante no período de outubro a março, e o período seco de abril 
a setembro. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 16 °C a 33 °C e 
raramente é inferior a 13 °C ou superior a 37 °C. 
 
Dados Climatológicos Salinas MG 
 
 
 
Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
Temperatur
a média (°C)
25.1 25.5 25 24 22.5 21.1 20.6 21.6 23.6 24.9 24.3 24.6
Temperatur
a mínima 
(°C)
20.7 21 20.8 20 18.3 16.9 16.1 16.5 18.2 19.9 20.3 20.6
Temperatur
a máxima 
(°C)
30.2 30.7 30 28.8 27.3 26.1 25.9 27.4 29.9 30.9 29.3 29.5
Chuva (mm) 96 75 93 46 20 9 9 7 15 53 140 153
Umidade(%) 66% 62% 67% 67% 66% 65% 62% 56% 50% 53% 65% 69%
Dias 
chuvosos 
(d)
7 6 8 6 3 2 2 1 2 5 10 11
Horas de 
sol (h)
8.9 8.9 7.9 6.5 5.9 5.6 5.9 6.8 7.6 8.3 7.6 8.6
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Planejamento Regional 
 
 
5
 
2 JUSTIFICATIVA DE ESTUDO: 
2.1- COMBATE A ENCHENTES EM SALINAS- MG 
Enchentes são eventos climáticos extremos que ocorrem quando rios ou 
corpos d'água transbordam, causando inundações em áreas adjacentes. Elas 
podem ser causadas por chuvas intensas, deslizamentos de terra, 
derramamentos de barragens e outros fatores, e representam riscos sociais e 
econômicos, cujos os principais problemas a exemplo de danos às propriedades, 
desalojamento de comunidades, interrupção de serviços essenciais 
(abastecimento de água, eletricidade, saneamento) e perda de vidas. 
Uma alternativa para se mitigar o seu surgimento, causas e efeitos são o 
planejamento urbano adequado: levando em consideração as áreas de risco de 
enchente, incluindo a identificação de áreas vulneráveis e a implementação de 
medidas para protegê-las. Isso inclui a construção de diques, barragens e 
sistemas de drenagem adequados para a região; gerenciamento de águas 
pluviais, onde se inclui a coleta e o armazenamento de águas pluviais, bem como 
a gestão dos escoamentos de águas pluviais nas áreas urbanas. 
 As enchentes que ocorrem no Brasil podem ser classificadas em dois 
tipos, de acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, órgão do Ministério 
da Integração Nacional. Que as classifica como: 
 - Enchentes repentinas, bruscas e ou enxurradas: ocorrem em regiões de 
relevo acentuado e montanhoso e se caracterizam pelo acúmulo de grande 
quantidade de água num curto período. São frequentes em rios de zonas 
montanhosas e vales profundos. Muitas vezes as águas de chuva arrastam terra 
sem vegetação devido aos deslizamentos nas margens dos rios. Chuvas fortes 
ou moderadas, mas duradouras, também podem originar enchentes repentinas, 
quando o solo esgota sua capacidade de infiltração. 
 - Enchentes em cidades ou alagamentos: águas se acumulam nas ruas e nos 
perímetros urbanos por fortes chuvas em cidades com sistema de drenagem 
deficiente. O fenômeno está relacionado à redução da infiltração natural nos 
solos urbanos, provocada por: compactação e impermeabilização do solo; 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
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6
 
Pavimentação de ruas e construção de calçadas; adensamento de edificações, 
que contribuem para reduzir o solo exposto e concentrar o escoamento das 
águas; desmatamento de encostas e assoreamento dos rios; acúmulo de detritos 
em galerias pluviais, canais de drenagem e cursos d’água. 
2.2 COMBATE ENCHENTES EM SALINAS MG 
Consta em pesquisa realizadaa legislação municipal, um dos últimos 
registros de combate e prevenção a enchentes e inundações, um estudo 
formalizado pelo Ministério de Minas e Energia do Governo Federal, através da 
Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral; Serviço Geológico 
do Brasil – CPRM e do Departamento de Gestão Territorial – DEGET, estudo 
denominado: Ação Emergencial para Delimitação de Áreas em Alto e Muito Alto 
Risco a Enchentes, Inundações e Movimentos de Massa. Cujo objetivo era 
mapear, descrever e classificar as situações de risco geológico alto e muito alto. 
Os mapas resultantes deste trabalho emergencial foram disponibilizados em 
caráter primário às defesas civis de cada município e os dados finais irão 
alimentar o banco nacional de dados do CEMADEN (Centro de Monitoramento 
e Alertas de Desastres Naturais). 
 Este estudo realizado no ano de 2015 abordou: a avaliação das áreas que 
apresentam histórico ou potencial de ocorrência de inundações, processos 
erosivos ou de movimentação de massa em taludes e encostas, que ameaçam 
diretamente a integridade da vida humana. Nas áreas localizadas em encostas, 
foram observadas as características topográficas e geomorfológicas do terreno, 
assim como a existência de possíveis intervenções antrópicas como, por 
exemplo, escavações e lançamento de aterros. Também sendo avaliadas as 
condições estruturais das construções, o grau de saturação do solo, capacidade 
de escoamento de águas pluviais, possíveis focos de lançamento de águas 
servidas e/ou esgoto, além de indícios de processos desestabilizadores dos 
terrenos. 
 
 
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7
 
Verifica-se na cidade de Salinas que, a drenagem e o manejo das águas 
pluviais urbanas, constituídos pelas atividades de planejamento, gestão e 
manutenção, pela infraestrutura e pelas instalações operacionais de drenagem 
de águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de 
vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas, 
assim como as ações de limpeza e a fiscalização preventiva das redes, quase 
em sua totalidade, de responsabilidade da prefeitura municipal. 
De acordo com o estudo foram indicadas então no município principais, 
áreas localizadas em planícies de inundação, escolhidas tendo como referência 
a coleta de informações junto aos moradores e ao membro da defesa civil sobre 
a intensidade e recorrência dos processos de inundação que atingem o local. 
Adicionalmente, foram observadas marcas de água nas construções ou qualquer 
outra evidência que possa indicar o nível máximo atingido pelos eventos. Além 
disso, são analisados fatores que possam contribuir para o agravamento do 
processo como, por exemplo, a vulnerabilidade das construções, entupimentos 
na rede de drenagem, obstruções e afunilamentos no canal de drenagem e a 
distância das casas em relação à margem. 
Conforme apuramos, de acordo com estudo realizado pelo ministério da 
cidade, junto técnicos e atores locais, os principais áreas sujeitas ao tocante de 
inundações, temos então indicado, o apontamento de dos locais recorrentes de 
inundações quando da chegada do período de chuvas conforme tabela abaixo 
extraída do próprio estudo. 
Tabela: Síntese dos setores de risco alto bairros Salinas-MG. 
 
 
 
 
BAIRRO/DISTRITO LOCAL CÓDIGO OFICIAL DO SETOR TIPOLOGIA DO PROCESSO
Muritiba/Silvio 
Santiago/Floresta
Av. Asdrubal Oliveira 
Santos
MG_SALINAS_SR_01_CPRM Inundação (instalado)
Nova Esperança/Santa 
Mônica
Rua Quinze de Novembro MG_SALINAS_SR_02_CPRM Inundação (instalado)
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Projeto Meio ambiente e 
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8
 
Segundo o estudo esses setores de risco estão inseridos na planície de 
inundação de dois córregos intermitentes: um deles intercepta os Bairros 
Muritiba, Sílvio Santiago, Floresta e Industrial; e o outro intercepta os Bairros 
Santa Mônica e Nova Esperança. E aponta como causas: Ocupação 
desordenada da planície de inundação, eem alguns casos, parte do leito dos 
córregos, por meio da implantação de edificações sobre aterros heterogêneos, 
lançados sem controle no local com a finalidade de aplainar o terreno; 
Implantação de obras inadequadas ou mal planejadas como, por exemplo, a 
instalação de passarelas e pontes consecutivas, utilizando manilhas de 
diâmetros aparentemente insuficientes, que acabam se tornando barramentos e 
afunilamentos no canal, que reduzem a capacidade de escoamento do fluxo de 
água durante eventos de chuvas intensas. 
 
 
 
 
 
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9
 
 
Este estudo apontou também como outro problema identificado no 
município diz respeito à ausência e/ou insuficiência de sistemas de drenagem 
pluvial eficientes. Muitos locais não apresentam elementos de drenagem e 
outros exibem bueiros totalmente ou parcialmente obstruídos, o que é reflexo do 
grande acúmulo de lixo nas ruas e margens de canais de drenagem existentes 
na cidade. Essa falta ou inoperância dos sistemas de drenagem causa, de 
acordo com o representante municipal, alagamentos em alguns pontos da cidade 
como, por exemplo, na região do Mercado Municipal. 
2.3 ENCHENTE DE 2021 - PRELUDIO 
No ano de 2021 uma grande enchente que alagou praticamente toda a 
área central da cidade margeada pelo rio Salinas, principal rio perene que corta 
o município e um dos grandes responsáveis pelo abastecimento de agua potável 
do município, dentro da sua área de drenagem temos uma grande barragem que 
serve como reservatório de agua potável para uso humano, atividades 
agropecuárias e desendentação animal, este rio tem como afluentes o rio 
Ribeirão e rio Bananal. 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
Planejamento Regional 
 
 
10
 
 
 
Esses dois afluentes se encontram com o rio Salinas em uma área 
próximo a região urbana do município, e assim este dá sequência a seu leito de 
drenagem e escoamento passando pela área central da cidade. Embora o rio 
Salinas, e o rio Bananal tenham parte de sua vazão controlas por duas 
barragens construídas a montante, de seus respectivos leitos, com a chegada 
do período de chuvas, estas barragens ao atingirem sua cota máxima de soleira 
suas comportas se abrem para liberação da vazão excedente com uma 
descarga massiva de agua para o leito de drenagem dos mesmos, corroborados 
pela também aumento vazão do rio Ribeirão que não tem nenhum obstáculo o 
retenção de parte do seu volume hídrico durante o período de chuvas/cheia, o 
que eleva massivamente fluxo de agua dentro leito de escoamento do rio 
principal, o rio Salinas. 
 
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11
 
 
 
Barragem Rio Salinas durante a cheia cota máxima de transbordo 
 
Conforme seguimos observando, vê-se então que embora um estudo 
anterior já ter sido formalizado no município, visando identificar possíveis áreas 
sujeitas a inundações, hora nenhuma foi observado a situação do principal rio 
que corta a área urbana da sede municipal. Os pontos outrora indicados no 
estudo apontaram apenas duas áreas de influência de dois córregos temporários 
cujos fluxos de agua ocorrem somente no período de chuvas, em eventos 
isolados pois, estes dois córregos têm seu aporte hídrico oriundos da drenagem 
das aguas pluviais quando da sua área de saturação atingem limites além da 
absorção do solo formando o que conhecemos por enxurradas. E as inundações 
ou enchentes observadas nas áreas indicadas nunca tiveram grandes 
proporções ou prejuízos materiais e pessoais. E a maioria das causas desses 
eventos tem sua origem em razões mais antropomórficas do que propriamente 
naturais, a exemplo de construções irregulares dentro as áreas de escoamento 
dos córregos bem como da construção, ou falta de sistemas de drenagem 
eficientese em sua maioria sem nenhum acompanhamento e orientação técnica. 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
Planejamento Regional 
 
 
12
 
 
 Embora o estudo que outrora foi realizado em caráter avaliativo, este em 
suas indicações passou ao poder público, que estava à frente da gestão, 
algumas medidas indicativas para controle de enchentes, onde, diga-se de 
passagem, são praxe para todo e qualquer gerenciamento e mitigação dos 
efeitos de danos de enchentes, sejam de origem pluvial ou fluvial. Medidas 
simples como a limpeza e desobstrução de galerias e dutos de escoamento dos 
sistemas de drenagem pluvial, desassoreamento de córregos e rios aumentando 
a sua capacidade de vazão e drenagem entre outros. Só que até então nenhuma 
delas foram tomadas 
 Quando do documento fala em poucas laudas sobre possíveis 
alagamentos na área central da cidade este traz apenas uma pequena alusão 
sobre o ineficiente sistema de drenagem hora existente e propõe apenas 
medidas como a limpeza das mesmas, e acabou esquecendo por completo do 
próprio rio que corta toda a área central da cidade. Fora este estudo cuja 
verificamos uma pífia contribuição, tivemos ainda a realização de duas outras 
obras, diga-se de passagem, desastrosas cujo planejando sequer observou as 
diretrizes deste estudo. Que culminaram ou corroboraram para a grande 
enchente que devastou o centro da cidade trazendo enormes danos matérias e 
também percas humanas, no ano de 2021. 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
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13
 
Figura 1 Enchente região central de Salinas-MG 
 
 
Figura 2 Salinas MG área central Rio salinas 
 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
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14
 
Figura 3 Centro Salinas Mercado Municipal 
 
 
 
Figura 4 Mercado Municipal de Salinas enchente ano 2021 
 
 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
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15
 
No referido ano em questão o leito do rio Salinas que passa pela área 
central encontrava-se demasiadamente assoreado devido ao acumulo de lixo, 
material sedimentar trazido pelo próprio rio, e principalmente pela falta de 
limpeza e dragagem de areia do seu leito. Nesse mesmo ano numa tentativa 
equivocada de contar o assoreamento foi proposto fazer uma recomposição de 
parte das matas ciliares, foi realizado plantio de arvores de médio e grande porte 
dentro da área de vazante do rio, e em parte do leito seco pelo assoreamento. E 
mais desastrosa ainda construção de uma ponte sobre o rio não obedecendo os 
critérios mínimos de altura e afastamento em relação as margens e a lamina de 
agua do já estreito canal assoreado. Foi instalada a viga central da ponte com 
uma altura de menos de 1 metro da parte seca do rio bem como da lamina de 
agua do curso. 
Vemos a adiante o rio na área central totalmente assoreado e ao invés de 
realizar a limpeza realizaram o plantio de arvores no seu leito. 
 
Figura 5 Rio Salinas Área Central totalmente assoreado 
 
 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
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16
 
Ponte construída sob o rio Salinas foi uma das grandes causadoras da 
enchente no rio Salinas. 
 
Figura 6 Placa inauguração Ponte Sobre Rio Salinas 
 
Figura 7 visao de cima ponte 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
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17
 
A mesma ponte vista por baixo cuja viga central encontrava-se a menos de um 
metro do solo e do curso do rio Salinas 
 
Figura 8 Vista de Baixo da Ponte 
 
 
Figura 9 Ponte enchente ano 2021 
Visão da ponte que dado a sua construção serviu como uma espécie de 
barragem represando rio que veio a transbordar em toda área central da cidade. 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
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18
 
Com a chegada do período das chuvas, causando um aumento significativo da 
vazão do rio devido as descargas das barragens, como já falamos anteriormente, 
junto com uma chuva torrencial de mais de 140 mm, tivemos exatamente na 
noite do dia 27 de dezembro de 2021 uma grande enchente. Colaborados pelos 
fatos que falamos acima, o acumulo expressivo de material orgânico vegetação 
e entulho trazidos pela forte correnteza ao chegar ao vigamento central desta 
ponte obstrui-o consideravelmente a vazão de escoamento, ficando esta ponte 
como uma espécie de barramento ao fluxo da agua, que causou o transbordo do 
rio em mais de 5 metros do seu curso natural causando a enchente. 
 
 
 
Figura 10 enchente e fúria das aguas. 
 
 Em suma o conjunto da falta de adoção de políticas e ações ineficazes, 
aliados a implementação de ações desastrosas, obras sem a referida análise 
técnica, projeto e execuções inadequadas culminaram nessa tragédia anunciada 
que deixaram aproximadamente mil pessoas desabrigadas desalojadas, devido 
às enchentes e ao temporal. O rio Salinas, que atravessa todo o município, 
transbordou e causou enchentes. Vemos aqui as consequências de erros de 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
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19
 
projeto sub dimensionamento, junto com eventos naturais estremos tivemos 
essa grande inundação que trouxe junto destruição de boa parte do centro do 
município, destruição de redes de abastecimento de agua e esgoto, energia 
elétrica, e grande prejuízo material ao comercio local. 
 
 
Figura 11 Área central totalmente alagada. 
 
Figura 12 área central margeada pelo rio Salinas 
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20
 
 
 
Região central da cidade Salinas enchente ano 2021. 
 
Figura 13 área central de Salinas 
 
Figura 14 Área Central após inundação 
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21
 
3 – POS ENCHENTE MEDIDAS E AÇÕES. 
 Passado a crise causada pela enchente, o poder público, atores locais 
entram em consenso, uma vez que é chegado a hora de reparar os estragos 
causados pela enchente, e de forma acertada tomar medidas cabíveis para 
contenção da causa e efeito de inundações. Implementar a adoção de medidas 
estruturais intensivas e definitivas a partir da implementação de obras de 
engenharia para reduzir o risco de enchentes, atacando diretamente os 
principais causadores de risco contra eventos climáticos. 
 Foram adotadas uma série de medidas tanto preventivas quanto 
corretivas, aliadas a reconstrução das áreas atingidas pela enchente. Dentre as 
quais detalhamos algumas das principais adotadas: 
 - Plano de limpeza dos rios – foi realizado a dragagem para remover resíduos, 
acumulado nos rios, concatenados com obras de ampliação da seção hidráulica 
dos leitos e afluentes, visando ao aumento da capacidade de vazão e descarga. 
Tendo como obra principal limpeza e desassoreamento do rio Salinas; ea 
reconstrução da sua orla. 
 
Figura 15 inicio das obras de limpeza e desaoreamento do leito do Rio Salinas 
 
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Limpeza em Andamento. 
 
Obra executada limpeza geral e ampliação do canal de escoamento do rio 
salinas 
 
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23
 
- Instalação de contenção em Gabião no canal do rio. 
 
 
 
Revitalização reconstrução da Orla do rio Salinas 
 
Figura 16 Rio Salinas area central 
 
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24
 
- Limpeza do rio Ribeirão e córregos afluentes aumentado tamanho da sua calha 
e otimizando a velocidade de escoamento. 
 
 
Figura 17 limpeza córrego Candido Vilage afluente rio ribeiro/ salinas 
 
 
Figura 18 dragagem e remoção de área entulho limpeza geral e alargamento da afluência rio Salinas/Ribeiro 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambientee 
Planejamento Regional 
 
 
25
 
 
Figura 19 Limpeza foz descarga rio Salinas área situada no entorno da área 
central. 
Sobre o rio Salinas também existia uma segunda ponte cujo vão central 
era feito com um aterro que também barrava parte do escamento, este aterro foi 
removido sendo um instalado uma ponte sobre o vão central, limpeza do canal 
que antes funcionava como uma ilha circulando as duas pontes laterais. 
 
 
 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
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26
 
Remoção do aterro central para construção de ponte central, e melhorias, 
limpeza e correção do curso do rio. 
 
Figura 20 Remoção de aterro para construção de ponte. 
Visão da ponte vista Area. 
 
Figura 21 Ponte Rio salinas Bairro Muritiba 
 
 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
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27
 
Vemos antes e depois dos ajustes e limpeza do curso do rio nesse trecho 
 
Figura 22 Remoção do aterro e construção de ponte vao central 
 
 
Figura 23 fluxo de escoamento após regularização do curso rio 
 
 
 
 
ATIVIDADE ESTENSIONISTA IV 
Projeto Meio ambiente e 
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28
 
 
Construção de uma nova Ponte sobre leito do rio salinas para posterior 
desativação da ponte antiga que foi umas das grandes causas do enchente 
bairro progresso. 
 
Figura 24 Ponte sobre rio Salinas bairro Progreso 
Ponte antiga teve seu vão ampliado para altura que não comprometa o 
escoamento após limpeza e dragagem do rio. 
 
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Limpeza de demais córregos que circundam o perímetro urbano. .
 
Figura 25 limpeza canal corrego bairro muritibado bairro Muritiba. 
Construção/Ampliação de canal de Drenagem bairro Nova Esperança 
 
 
Figura 26 canal de drenagem bairro Nova Esperança 
 
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Ampliação rede drenagem/construção de novo canal Bairros Nova Esperança/ 
Santa Monica. 
 
Figura 27 canal de drenagem Santa monica/ Nova esperança 
 
4 – CONCLUSÃO ANALISE E RESULTADOS 
Enchentes são um fenômeno de origem natural e potencializado pelas 
intervenções antrópicas no meio, elas têm origem prioritariamente natural, sendo 
diretamente influenciadas por aspectos ligados à ocupação e transformação do 
espaço pelo homem, são fenômenos prioritariamente naturais. Elas são 
provocadas especialmente por grandes eventos chuvosos, em termos de 
quantidade e/ou constância. Assim, o acúmulo de água da chuva provoca o 
transbordamento dos cursos de água. Esse extravasamento é um processo 
natural nas zonas de inundação dos rios, chamadas de vales fluviais ou planícies 
de inundação, e sempre ocorrem de forma periódica, com destaque para as 
épocas mais chuvosas do ano. 
 
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Embora as enchentes, enquanto processo natural e cíclico, ocorrem de 
forma periódica, são fenômenos que acontecem de maneira recorrente; porém, 
seus desdobramentos, como os prejuízos humanos e econômicos, podem e 
devem ser evitados. Nesse sentido, a prevenção das enchentes passa 
prioritariamente pelo controle do processo de ocupação do meio natural, uma 
vez que os seus desdobramentos podem ser evitados mediante adoção e 
implantação políticas de planejamento de uso e ocupação do solo, 
principalmente das margens e planícies de inundação. 
De acordo com nosso estudo vemos então na cidade de Salinas como se 
deu resultado da implantação de obras e ações inadequadas e ineficientes 
culminaram numa grande catástrofe no ano de 2021. Vimos que se o estudo 
apontado pelo Ministério das Cidades para enfrentamento de inundações tivesse 
sido melhor elaborado e que as medidas por ele levantadas fossem 
implementadas, nada disso teria ocorrido. 
Paralelo a esta realidade vimos que o após a Enchente, a adoção de 
medidas corretas e acertadas, a partir da realização de obras de infraestrutura 
que atacaram diretamente os principais pontos causadores de enchentes e 
alagamentos, conforme evidenciamos neste estudo, tivemos uma grande 
redução dessas ocorrências na cidade, e nenhum evento de enchentes 
registrados nos anos subsequentes. O que diga se de passagem segundo 
registros do IMEP no ano de 2023 tivemos na estação chuvosa indicies 
pluviométricos superiores, ao ano da enchente, porém sem a ocorrência de 
nenhum evento do tipo registrado no município. 
Ao final desse estudo nos permite afirmar, que eventos de inundações, 
alagamentos, entre outros impactos, são fenômenos naturais que ocorrem com 
frequência nos cursos d'água, geralmente deflagrados por chuvas fortes e 
rápidas ou chuvas de longa duração. Estes eventos naturais têm sido 
intensificados, principalmente nas áreas urbanas, por alterações antrópicas, em 
ambientes urbanos já consolidados, e que se faz necessária a implementação 
de uma série de medidas, que visam o controle do escoamento da água pluvial, 
antes de sua descarga nos corpos receptores. 
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Vendo que que a correta gestão da água no meio e que as obras 
implementadas principalmente no leito de drenagem do rio salinas a exemplo da 
reconstrução das pontes, e da limpeza do canal do rio a reconstrução da sua 
referida orla, foram cruciais para devolver a segurança a cidade, ver que o 
planejamento de atividades urbanas relacionadas à água deve estar integrado 
ao próprio planejamento urbano que, a implantação correta de obras de 
infraestrutura minimiza ou mitigam causas e efeitos de enchentes em ambientes 
urbanos e adjacências. 
 
REFERENCIAS: 
 
 
 
Prefeitura da salinas . Plano Diretor Municipal . Salinas mg, 2008. 
Site: www.salinas.mg.gov.br

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