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Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 1 
 
 
 
Um aspecto muito cobrado nas provas de 
concurso é a interpretação de texto. Para 
uns, a parte mais fácil da prova; para outros, 
a mais difícil. 
O candidato que almeja ter uma boa pontua-
ção nesta seção precisará ler mais, seja jor-
nal ou livro de sua preferência, pois através 
da leitura, conseguimos melhorar cada vez 
mais o nosso nível de interpretação. 
Este segmento da prova nada mais é do que 
perguntas nas quais a banca faz a respeito 
do entendimento do texto para o candidato, 
através do que está ali escrito ou através da 
inferência (dedução). 
Na prova, esta interpretação será abrangen-
te. Então, vocês poderão interpretar: 
 Texto verbal: é aquele que se faz 
apenas através da unidade verbal 
concreta, ou seja, se faz através da 
escrita. Ex: livros; 
 Texto não verbal: é aquele propõe 
uma comunicação através da imagem, 
do desenho, símbolo... Não vai conter 
palavras na construção dele. Ex: se-
máforo, placas de trânsito; 
 Texto literário: é aquele que preza o 
subjetivismo, a conotação... Ex: poe-
ma; 
 Texto não literário: é aquele que preza 
pela objetividade com a linguagem 
impessoal e denotativa. Ex: matéria de 
jornal. 
Dentro da interpretação textual, temos um 
aspecto chamado intertextualidade que é 
como a conversa entre os textos. Isto é, atra-
vés da criação de um texto original, serão 
criados outros que critiquem, citem, expan-
dam (...) a ideia deste primeiro. 
A intertextualidade, nesta prova, divide-se 
em: 
 Paródia: é a forma crítica, irônica, do 
texto original. Na maioria das vezes, 
tem caráter humorístico; 
 Paráfrase: é quando a ideia original é 
mantida, mas ocorre uma expansão, 
um “aprimoramento” desta. 
Nem tudo estará escrito no texto. Então, vo-
cê precisará de um mecanismo chamado 
inferência que nada mais é do que a dedu-
ção sobre o que está escrito. 
Através dos seus conhecimentos de mundo e 
da sua interpretação, a inferência ocorrerá. 
Temos a seguinte frase: Garfield bebeu 
umas e ficou acordado. 
O que significa, no nosso tempo, tomar 
umas? Sim, é isto mesmo que você está 
pensando! É beber algo com álcool ou até, 
puramente, beber cerveja. Mas isto está es-
crito no texto? Não! Através da inferência 
você conseguiu resolver o enigma  
 
Todo texto precisa de coesão que é a ligação 
entre as partes do texto a fim de “amarrar” as 
ideias para que elas se completem e façam 
sentido. 
Algumas palavras como pronomes, conjun-
ções e preposições são usadas para fazerem 
referência e relação com as partes do texto. 
E essa relação pode ocorrer em dois movi-
mentos: o progressivo (catáfora) e retrospec-
tivo (anáfora). 
1. A catáfora é uma palavra ou expres-
são que antecede o que será dito, fa-
zendo movimento progressivo. 
Ex: Só te desejo isto: paz e amor. 
O pronome “isto” está antecedendo o desejo 
desse autor e logo depois é explicado o de-
sejo, então temos o fenômeno da coesão 
chamado catáfora. 
2. A anáfora é uma palavra ou expressão 
que retoma a algo que já foi dito, fa-
zendo movimento retrospectivo. 
Ex: Comprei novos sapatos. Usarei os ama-
nhã. 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 2 
 
O pronome oblíquo “os” foi utilizado para re-
tomar o termo sapato que já foi expresso an-
teriormente, então, temos o fenômeno co-
nhecido como anáfora. 
 
 
POEMA TRANSITÓRIO 
Eu que nasci na Era da Fumaça: − trenzinho 
vagaroso com vagarosas 
paradas 
em cada estaçãozinha pobre 
para comprar 
pastéis 
pés-de-moleque 
sonhos 
− principalmente sonhos! 
porque as moças da cidade vinham olhar o 
trem passar; 
elas suspirando maravilhosas viagens 
e a gente com um desejo súbito de ali ficar 
morando 
sempre...Nisto, 
o apito da locomotiva 
e o trem se afastando 
e o trem arquejando 
é preciso partir 
é preciso chegar 
é preciso partir 
é preciso chegar... 
Ah, como esta vida é urgente! 
...no entanto eu gostava 
era mesmo de partir... 
e − até hoje − quando acaso embarco 
para alguma parte 
acomodo-me no meu lugar 
fecho os olhos e sonho: 
viajar, viajar 
mas para parte nenhuma... 
viajar indefinidamente... 
como uma nave espacial perdida entre as 
estrelas. 
(QUINTANA, Mário. Baú de Espantos. in: 
MARÇAL, Iguami Antônio T. Antologia Esco-
lar, Vol.1; BIBLIEX; p. 169.) 
1-Em função do que é dito nos versos do 
poema (Texto de Interpretação), observa-se 
que o “eu lírico”: 
A) viaja, não só fisicamente, mas também 
por meio de seus pensamentos. 
B) é um homem agitado, que leva uma vida 
de passageiro com luxo e mordomias. 
C) deseja ser mau e mórbido, por isso faz 
suas viagens pelas estrelas. 
D) tem fome e pouco dinheiro, logo não gas-
ta com comidas que não alimentam. 
E) é uma voz que clama por tranquilidade e 
brada contra a poluição do ar. 
2- Levando em conta o contexto do poema 
(Texto de Interpretação), em qual das alter-
nativas há um sentido semelhante ao de 
“acomodo-me no meu lugar”? 
A) Ajeito-me no meu canto. 
B) Entendo-me com minhas ideias. 
C) Adapto-me ao meio em que vivo. 
D) Limito-me a ficar pensativo. 
E) Satisfaço-me com o lugar que me dão. 
3- A expressão “viajar indefinidamente”, no 
Texto de Interpretação, só NÃO significa: 
A) viajar sem se preocupar com o tempo de 
chegar. 
B) aventurar-se pelo mundo sem ter um obje-
tivo definido. 
C) passear de modo errante, a esmo. 
D) sair por aí sem definir o nome das pesso-
as conhecidas. 
E ) não ter a preocupação de saber o lugar 
para onde se vai. 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 3 
 
 
 
4-No cartum apresentado, o significado da 
palavra escrita é reforçado pelos elementos 
visuais, próprios da linguagem não verbal. A 
separação das letras da palavra em balões 
distintos contribui para expressar principal-
mente a seguinte ideia: 
a) dificuldade de conexão entre as pessoas 
b) aceleração da vida na contemporaneidade 
c) desconhecimento das possibilidades de 
diálogo 
d) desencontro de pensamentos sobre um 
assunto 
 
5- 
Na tira do cartunista argentino Quino, utili-
zam-se recursos gráficos que lembram o ci-
nema. A associação com a linguagem artísti-
ca do cinema, que lida com o movimento e 
com o instrumento da câmera, é garantida 
pelo procedimento do cartunista demonstra-
do a seguir: 
a) ressaltar o trabalho com a vassoura para 
sugerir ação. 
b) ampliar a imagem da mulher para indicar 
aproximação. 
c) destacar a figura da cadeira para indiciar 
sua importância. 
d) apresentar a sombra dos personagens 
para sugerir veracidade. 
6-
 
Sobre a tirinha de Garfield, é correto afirmar 
que: 
a) A linguagem verbal é o elemento principal 
para o entendimento da tirinha. 
b) O uso da linguagem verbal não faz dife-
rença para a compreensão da tirinha. 
c) O uso simultâneo das linguagens verbal e 
não verbal colabora para o entendimento da 
tirinha. 
d) A sequência cronológica dos fatos relata-
dos nas imagens não influencia na compre-
ensão da tirinha. 
 
 
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Tel.: 4106-3757 
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 pág. 4 
 
7-
 
Nos gráficos, os elementos visuais e os ele-
mentos textuais são fundamentais para o 
entendimento total da mensagem transmiti-
da. No gráfico em questão, a linguagem ver-
bal e a linguagem não verbal têm como in-
tenção mostrar ao leitor que: 
a) O número de casamentos entre pessoas 
acima de 60 anos diminuiu em um período 
de cinco anos. 
b) O número de pessoas acima de 60 anos 
que estão inseridas no mercado de trabalho 
é proporcionalmente inverso à quantidade de 
pessoas que se casam nessa faixa etária. 
c) Apresenta dados para o leitor quee vírgula, ponto 
e vírgula; 
b) vírgula, vírgula,vírgula; 
c) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
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 pág. 32 
 
d) dois pontos, vírgula, ponto e vírgu-
la; 
e) ponto e vírgula, dois pontos, vírgu-
la. 
6- Assinale a série de sinais cujo empre-
go corresponde, na mesma ordem, 
aos parênteses indicados no texto: 
“Pergunta-se ( ) qual é a ideia principal 
desse parágrafo ( ) A chegada de re-
forços ( ) a condecoração ( ) o escân-
dalo da opinião pública ou a renúncia 
do presidente ( ) Se é a chegada de 
reforços ( ) que relação há ( ) ou mos-
trou seu autor haver ( ) entre esse fato 
e os restantes ( )”. 
a) , , ? ? ? , , , . 
b) : ? , , ? , ___ ___ ? 
c) ___ ? , , . ___ ___ ___ . 
d) : ? , . ___ , , , ? 
e) : . , , ? , , , . 
 
7-(IBGE) Assinale a seqüência correta dos 
sinais de pontuação que devem ser usados 
nas lacunas da frase abaixo. Não cabendo 
qualquer sinal, O indicará essa inexistência: 
Aos poucos .... a necessidade de mão-de-
obra foi aumentando .... tornando-se neces-
sária a abertura dos portos .... para uma ou-
tra população de trabalhadores ..... os imi-
grantes. 
a) O - ponto e vírgula - vírgula - vírgula 
b) O - O - dois pontos - vírgula 
c) vírgula, vírgula - O - dois pontos 
d) vírgula - ponto e vírgula - O - dois pontos 
e) vírgula - dois pontos - vírgula - vírgula 
 
8- (IBGE) Assinale a seqüência correta dos 
sinais de pontuação que devem preencher as 
lacunas da frase abaixo. Não havendo si-
nal, O indicará essa inexistência. Na época 
da colonização ..... os negros e os indígenas 
escravizados pelos brancos ..... reagiram ..... 
indiscutivelmente ..... de forma diferente. 
a) O - O - vírgula - vírgula 
b) O - dois pontos - O - vírgula 
c) O - dois pontos - vírgula - vírgula 
d) vírgula - vírgula - O - O 
e) vírgula - O - vírgula - vírgula 
 
9-(ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase 
está corretamente pontuada: 
a) O sol que é uma estrela, é o centro do 
nosso sistema planetário. 
b) Ele, modestamente se retirou. 
c) Você pretende cursar Medicina; ela, Odon-
tologia. 
d) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja. 
e) Estas cidades se constituem, na maior 
parte de imigrantes alemães. 
 
10- (BB) "Os textos são bons e entre outras 
coisas demonstram que há criatividade". Ca-
bem no máximo: 
a) 3 vírgulas 
b) 4 vírgulas 
c) 2 vírgulas 
d) 1 vírgula 
e) 5 vírgulas 
 
 
 Gabarito: 
1- C 
2- C 
3- C 
4- E 
5- C 
6- B 
7- C 
8- E 
9- C 
10- C 
 
 
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 pág. 33 
 
 
 
As classes de palavras são divididas em dez 
de acordo com sua finalidade, sua função. 
Antes de mostrar a divisão das classes, é 
importante saber que existe classe variável 
(aquela que varia em número, gênero ou 
grau) e classe invariável (aquela que não 
varia). 
 
1. Substantivo (é variável): 
É a classe responsável em dar nome, seja 
em pessoas, seja em objetos... 
Ex: Lâmpada. 
 
Os substantivos se classificam em: 
 Comum: nome dos seres/objetos em 
geral. 
Ex: Casa, beijo, rua, menina... 
 
 Próprio: nome específico/particular de 
pessoa, estado, empresa... 
Ex: Julia, Rio de Janeiro, Mcdonalds... 
 
 Abstrato: é aquele nome na qual a 
existência depende de um ser. 
Ex: Beleza (Não conseguimos imaginar o 
que é beleza sem remeter a alguém ou a 
algo). 
 
 Concreto: é aquele nome que existe 
independente da existência do ser. 
Ex: Estojo (Não precisamos remeter a ima-
gem do estojo a nenhuma pessoa. Conse-
guimos imaginar o objeto sem dificuldade 
alguma.). 
 
 Primitivo: é o nome que não deriva de 
nenhum outro. Podemos dizer que ele 
veio primeiro. 
Ex: Pedra. 
 
 Derivado: é o nome que se formou a 
partir de outro. 
Ex: Pedreiro. 
 Simples: é o nome que apresenta um 
núcleo. 
Ex: Menino. 
 
 Composto: é o nome que se forma a 
partir da presença de dois ou mais nú-
cleos. 
Ex: Segunda- Feira. 
 
 Coletivo: é o nome designado para re-
ferir-se a um grupo. 
Ex: Álbum (junção de fotos). 
 
2. Verbo (é variável): 
É a classe responsável por designar uma 
ação num tempo. 
Ex: Joguei. 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 34 
 
O verbo tem modos e esses modos expri-
mem situações diferentes. 
1) Indicativo: é aquele que indica certeza da 
ação. 
Ex: Joguei bola. 
2) Subjuntivo: é aquele que indica dúvida 
em relação à ação. 
Ex: Se eu soubesse, não teria vindo. 
3) Imperativo: indica ordem. 
Ex: Beba isso! 
Além dos modos, o verbo tem tempos, isto é, 
quando foi realizada a ação. 
Os tempos verbais dividem se em: 
1) Presente: ação acontecendo no mo-
mento. 
Ex: Jogo bola. 
2) Pretérito: ação aconteceu no passado. 
Ex: Joguei bola. 
 É importante ressaltar que o 
pretérito se divide em: 
 Pretérito perfeito: a ação foi concluída. 
Ex: Dancei muito. 
 Pretérito imperfeito: algo aconteceu e 
a ação foi interrompida. 
Ex: Dançava na festa. 
 Pretérito mais que perfeito: a ação foi 
acabada num passado anterior a outro 
passado. 
Ex: Quando cheguei ontem, ele já comera 
macarrão. 
3) Futuro: a ação ainda acontecerá. 
Ex: Comerei macarrão. 
 É importante ressaltar que o fu-
turo se divide em: 
 Futuro do pretérito: a ação poderia ter 
acontecido numa situação passada. 
Ex: Eu amaria você o resto da minha vida. 
 Futuro do presente: a ação acontecerá 
num momento posterior a fala. 
Ex: Amarei você. 
 
 Vale ressaltar que no modo 
subjuntivo só existe o tempo 
presente, pretérito imperfeito e 
futuro. 
 Vale ressaltar que o modo im-
perativo divide se em imperati-
vo afirmativo e imperativo ne-
gativo. 
Para a prova, é importante saber que o verbo 
se classifica em: 
1) Regular: aquele que seu radical segue 
o mesmo padrão quando ocorre a fle-
xão; 
2) Irregular: quando o radical do verbo 
não segue o padrão na flexão; 
3) Impessoal: aquele que não tem sujei-
to. 
 Existem outras classificações 
do verbo, mas não são aborda-
das no concurso. 
 
3. Adjetivo (é variável): 
É a classe responsável por caracterizar os 
nomes. 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
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DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 35 
 
Ex: Bonita. 
 
4. Pronome (é variável): 
É a classe que se refere ou substitui o nome. 
Ex: A garota é estudiosa. Ela tem um futuro 
promissor. 
O pronome divide- se em: 
 Pronome pessoal: o pronome pessoal 
também possui ramificações. 
1) Pronome pessoal do caso reto: é 
aquele que torna- se sujeito na frase. 
Ex: Eu comprei a roupa 
2) Pronome pessoal oblíquo: é aquele 
que completa o sentido do verbo. 
Ex: Observei-o na rua. 
 
 Pronome possessivo: aquele que dá 
ideia de posse. 
Ex: Minha saia rasgou. 
 Pronome demonstrativo: é usado para 
demonstrar algo ou alguém num es-
paço. 
Ex: Aquele menino vai à festa? 
 É importante ressaltar que os 
pronomes demonstrativos são 
usados dependendo da posição 
de quem fala ou dependendo 
da posição com quem se fala. 
Este= quando o objeto está próximo de quem 
fala. 
Esse=quando o objeto está próximo de com 
quem se fala. 
Aquele= quando o objeto está longe de quem 
fala e de com quem se fala. 
 
 Pronome de tratamento: é usado em 
situação formal para referir se a uma 
pessoa. 
Ex: Vossa Excelência deseja um café? 
Usamos o pronome vossa excelência quando 
nos referimos às altas autoridades. 
 
 Pronome indefinido: é aquele que in-
dica algo vago ou até mesmo indefini-
do. 
Obs: alguns pronomes indefinidos são invari-
áveis.Ex: Ninguém compareceu à reunião. 
 
 Pronome relativo: além de ligar ora-
ções, refere-se a algo que já foi dito 
anteriormente a fim de evitar repeti-
ções. 
Ex: A aldeia onde moro é histórica. 
 
 Pronome interrogativo: é aquele que 
tem o objetivo de fazer uma pergunta 
direta ou indireta. 
Ex: Quem foi selecionado? 
 
5. Artigo (é variável): 
É a classe que antecede o nome, definindo-o 
ou indefinindo- o. 
Ex: Esse é um estudante. 
Ex²: Essa é a caneta. 
 
 
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Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 36 
 
 
6. Numeral (é variável): 
É a classe responsável por indicar ordem ou 
número dos elementos. 
Ex: Cadê o primeiro da fila? 
O numeral pode ser dividido em: 
1) Ordinal: o responsável para indicar or-
dem. Ex: Você é o segundo. 
2) Cardinal: indica a quantidade de ele-
mentos. 
Ex: Quero duas coxinhas. 
3) Multiplicativo: aquele que provoca a 
multiplicação. 
Ex: Quero o dobro de queijo. 
4) Fracionário: aquele que indica fração. 
Ex: Um quarto dos funcionários faltou. 
 
7. Preposição (é invariável): 
É a classe de palavras que liga termos. 
Ex: Casaco da mamãe. 
 
8. Conjunção (é invariável): 
É a classe que liga orações. 
Ex: Não vou porque está chovendo. 
 
9. Interjeição (é invariável): 
É a classe responsável por demonstrar sen-
timentos, emoções. 
Ex: Ah! Que bom ver você. 
 
10. Advérbio (é invariável): 
É a classe que se liga ao verbo, adjetivo ou 
ao próprio advérbio com a intenção de dar 
circunstância ou intensidade. 
Ex: Corri lentamente. 
As circunstâncias que os advérbios podem 
exprimir são: 
1) Modo 
2) Lugar 
3) Tempo 
4) Negação 
5) Afirmação 
6) Dúvida 
7) Instrumento 
8) Meio 
 Existem algumas outras cir-
cunstâncias que não são muito 
cobradas nesta prova. 
 
 
 
 É importante ressaltar que quando 
temos um artigo na frente de qual-
quer classe gramatical, essa pala-
vra torna se substantivada. 
Ex: Almoço cedo. 
Nesta frase, a palavra grifada é um verbo 
porque é a ação de almoçar. 
Ex²: O almoço será servido. 
Nesta frase, a palavra grifada tornou-se um 
substantivo por ter um artigo na frente dela, 
substantivando-a. 
A palavra, agora, significa refeição. 
 
 
 
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 pág. 37 
 
 
1- A alternativa que apresenta classes de 
palavras cujos sentidos podem ser modifica-
dos pelo advérbio são: 
a) adjetivo – advérbio – verbo. 
b) verbo – interjeição – conjunção. 
c) conjunção – numeral – adjetivo. 
d) adjetivo – verbo – interjeição. 
e) interjeição – advérbio – verbo. 
2-Na oração “Ninguém está perdido se der 
amor…”, a palavra grifada pode ser classifi-
cada como: 
a) advérbio de modo. 
b) conjunção adversativa. 
c) advérbio de condição. 
d) conjunção condicional. 
e) preposição essencial. 
 
3-Em “Tem bocas que murmuram preces…”, 
a seqüência morfológica é: 
a) verbo-substantivo-pronome relativo-verbo-
substantivo. 
b) verbo-substantivo-conjunção integrante-
verbo-substantivo. 
c) verbo-substantivo-conjunção coordenativa-
verbo-adjetivo. 
d) verbo-adjetivo-pronome indefinido-verbo-
substantivo. 
e) verbo-advérbio-pronome relativo-verbo-
substantivo. 
4- “…os cipós que se emaranhavam…” . A 
palavra sublinhada é: 
a) conjunção explicativa. 
b) conjunção integrante. 
c) pronome relativo. 
d) advérbio interrogativo. 
e) preposição acidental. 
5-Em “Escrever é alguma coisa extremamen-
te forte, mas que pode me trair e me aban-
donar.”, as palavras grifadas podem ser clas-
sificadas como, respectivamente: 
a) pronome adjetivo – conjunção aditiva. 
b) pronome interrogativo – conjunção aditiva. 
c) pronome substantivo – conjunção alterna-
tiva. 
d) pronome adjetivo – conjunção adversativa. 
e) pronome interrogativo – conjunção alterna-
tiva. 
6- Marque o item em que a análise morfoló-
gica da palavra sublinhada não está correta: 
a) Ele dirige perigosamente – (advérbio). 
b) Nada foi feito para resolver a questão – 
(pronome indefinido). 
c) O cantar dos pássaros alegra as manhãs – 
(verbo). 
d) A metade da classe já chegou – (numeral). 
e) Os jovens gostam de cantar música mo-
derna – (verbo) 
7-Assinale a frase cujas palavras sublinha-
das sejam substantivo e pronome, respecti-
vamente: 
a) A lata de doce é dele. 
b) A Inglaterra é um país muito bonito. 
c) Fale sobre tudo o que lhe perguntar. 
d) As pessoas estão inconformadas. 
e) Os refugiados não queriam sa-
ir do alojamento 
8-As expressões sublinhadas correspondem 
a um adjetivo, exceto em: 
a) João Fanhoso anda amanhecendo sem 
entusiasmo. 
b) Demorava-se de propósito naquele com-
plicado banho. 
 
 
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DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 38 
 
c) Os bichos da terra fugiam em desabalada 
carreira. 
d) Noite fechada sobre aqueles ermos perdi-
dos da caatinga sem fim. 
e) E ainda me vem com essa conversa de 
homem da roça. 
9-A palavra 'encarecidamente' pertence à 
classe dos(as): 
a) Substantivos 
b) Verbos 
c) Adjetivos 
d) Advérbios 
e) Artigos 
 
10-Marque a alternativa em que haja um arti-
go definido e um artigo indefinido, respecti-
vamente: 
a) Roberta é a melhor aluna dessa classe. 
b) Gostaria de comprar um celular novo e a 
sandália daquela loja. 
c) Uma boa noite de sono é a melhor manei-
ra de evitar o estresse. 
d) A casa que comprei é um pouco antiga. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
 
 
 Gabarito 
1- a 
2- d 
3- a 
4- c 
5- d 
6- c 
7- a 
8- b 
9- d 
10- d 
 
 
 
Estrutura das palavras são os elementos 
mórficos que compõem cada palavra. 
 Radical: é a base que serve de signifi-
cado a palavra. Ex: Quadro; 
 Vogal temática: é a vogal que se liga 
ao radical para formar o tema. Ex: Es-
tuda; 
 Afixos: são elementos que se ligam ao 
radical. Eles podem ser: 
 Prefixos: ligam-se ao início do 
radical. Ex: infeliz; 
 Sufixos: ligam-se ao final do 
radical. Ex: felizmente 
 Desinências: são morfemas acresci-
dos ao final do radical que indicam fle-
xões das palavras. As desinências 
podem ser nominais ou verbais. 
 Nominais: menina. Este “a” é uma 
desinência de gênero, pois indica 
gênero. 
Obs: a desinência de gênero pode indicar 
masculino e/ou feminino. 
-Meninas. Este “s” é uma desinên-
cia de número, pois indica plural. 
 Verbais: vimos. Este “mos” é uma 
desinência número- pessoal, pois 
indica que o verbo encontra-se no 
plural e na 1° pessoa. 
 
 
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 pág. 39 
 
Já no verbo viajava, este “va” é 
uma desinência modo-temporal, 
pois indica que o verbo encontra-
se no modo indicativo e no tempo 
pretérito. 
 Vogal/ consoante de ligação: só ser-
vem para facilitar a pronúncia da pala-
vra. 
Ex: Cafeteira/ Gasômetro 
 
 
1-(Fuvest-SP) Assinalar a alternativa que 
registra a palavra que tem o sufixo formador 
de advérbio: 
a) desesperança 
b) pessimismo 
c) empobrecimento 
d) extremamente 
e) sociedade 
2- (Unirio-RJ) O elemento destacado NÃO é 
vogal temática em: 
a) está 
b) coalhou 
c) beber 
d) poupei 
e) calço 
3-Marque a alternativa incorreta com rela-
ção à classificação dos elementos mórficos 
destacados nas palavras: 
a) Planejam – M – desinência número-
pessoal 
b) Vejo – O – desinência modo-temporal 
c) Bonita – A – desinência de gênero. 
d) Embelezar – EM – prefixo. 
e) Lealdade – DADE – prefixo. 
4-Assinalar a alternativa correta. Na palavra 
“empedramento”. 
a) o sufixo é ento 
b) o prefixo é empe 
c) o tema é pedra 
d) o radical é emped. 
 
5-Em “.. conhecendo nosso medo...”,o vo-
cábulo sublinhado apresenta em sua estru-
tura os seguintes elementos mórficos: 
a) o radical conhece, o prefixo ndo. 
b) o radical ndo, o tema conhece, a vogal 
temática e. 
c) o prefixo com, o radical conhece, a vogal 
temática e. a desinência ndo. 
d) o radical conhec, a vogal temática e , o 
tema conhece , a desinência ndo. 
 
 Gabarito 
1- d 
2- d 
3- e 
4- c 
5- d 
 
 
 Derivação: é o acréscimo ou retirada 
de morfemas. Existem diversos pro-
cessos de derivações e veremos a 
seguir: 
 Derivação prefixal: é a colocação 
de um prefixo na palavra. Ex: infe-
liz; 
 Derivação sufixal: é a colocação de 
um sufixo na palavra. Ex: felizmen-
te; 
 
 
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 pág. 40 
 
 Derivação prefixal e sufixal: é a co-
locação de um prefixo e um sufixo 
ao mesmo tempo. Caso haja a reti-
rada de um, a palavra continuará 
existindo. Ex: infelizmente; 
 Derivação parassintética: é a colo-
cação de um prefixo e um sufixo 
na palavra ao mesmo tempo. Caso 
haja a retirada de um, a palavra 
deixa de existir. Ex: desalmada; 
 Derivação regressiva: é a perda de 
morfema. Ex: pescar  pesca; 
 Derivação imprópria: é a mudança 
de classe gramatical da palavra. 
Ex: almoço (verbo)/ almoço (subs-
tantivo) 
 Composição: é quando trabalhamos 
com radical um ao lado do outro. A 
composição divide-se em: 
 Composição por justaposição: 
ao colocar um radical ao lado 
do outro, não existirá nenhum 
tipo de perda. Ex: segunda-
feira; 
 Composição por aglutinação: 
ao colocar um radical ao lado 
do outro, existirá perda. Ex: 
aguardente (água + ardente). 
Percebe-se que houve a perda 
da letra “a”. 
 Neologismo: criação de uma palavra. 
Esta palavra não estará no dicionário 
e nem todas as outras pessoas serão 
obrigadas a entender. Ex: Larilândia 
(meu mundo encantado) 
 
 Hibridismo: formação de palavras 
através de idiomas diferentes. Ex: So-
ciologia. (sócio – latim; logia- grego) 
 Abreviação: consiste na diminuição da 
palavra para gerar rapidez na fala e/ou 
escrita. Ex: fotografia foto; 
 Sigla: é formada por letra de forma e 
consiste na inicial do conjunto de pa-
lavras. Ex: RG (registro geral); 
 Onomatopeia: é a tentativa da repre-
sentação dos barulhos do cotidiano na 
escrita. Ex: poow! ; 
 Reduplicação: é a repetição de vogais 
ou consoantes. Ex: reco-reco. 
 
 
1-A palavra boteco é formada por derivação. 
a) prefixal; 
b) sufixal; 
c) regressiva; 
d) parassintética; 
e) imprópria. 
 
 
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 pág. 41 
 
2- Indique em qual alternativa a palavra 
não é formada por composição por 
justaposição. 
a) quinta-feira; 
b) paraquedas; 
c) guarda-sol; 
d) tique-taque. 
3- (IBGE) Assinale a opção em que to-
das as palavras se formam pelo mes-
mo processo: 
 
a) ajoelhar / antebraço / assinatura 
 b) atraso / embarque / pesca 
c) o jota / o sim / o tropeço 
d) entrega / estupidez / sobreviver 
4- (BB) A palavra "aguardente" formou-
se por: 
 a) hibridismo 
b) aglutinação 
 c) justaposição 
d) parassíntese 
d) parassíntese 
5-(AMAN) Que item contém somente pala-
vras formadas por justaposição? 
 a) desagradável - complemente 
 b) vaga-lume - pé-de-cabra 
 c) encruzilhada - estremeceu 
 d) supersticiosa - valiosas 
 e) desatarraxou - estremeceu 
6-(UE-PR) "Sarampo" é: 
 a) forma primitiva 
 b) formado por derivação parassintética 
 c) formado por derivação regressiva 
 d) formado por derivação imprópria 
 e) formado por onomatopeia 
7-(EPCAR) Numere as palavras da primeira 
coluna conforme os processos de formação 
numerados à direita. Em seguida, marque a 
alternativa que corresponde à sequência 
numérica encontrada: 
 ( ) aguardente 1) justaposição 
 ( ) casamento 2) aglutinação 
 ( ) portuário 3) parassíntese 
 ( ) pontapé 4) derivação sufixal 
 ( ) os contras 5) derivação imprópria 
 ( ) submarino 6) derivação prefixal 
 ( ) hipótese 
 a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1 
 b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6 
 c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6 
 d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6 
 e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6 
8-(CESGRANRIO) Indique a palavra que fo-
ge ao processo de formação de chapechape: 
 a) zunzum 
 b) reco-reco 
 c) toque-toque 
 
 
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 pág. 42 
 
 d) tlim-tlim 
 e) vivido 
9-(FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras cou-
ve-flor, planalto e aguardente são formadas 
por: 
 a) derivação 
 b) onomatopeia 
 c) hibridismo 
 d) composição 
 e) prefixação 
 
10-(LONDRINA-PR) A palavra resgate é formada 
por derivação: 
 a) prefixal 
 b) sufixal 
 c) regressiva 
 d) parassintética 
 e) imprópria 
 
 Gabarito 
1- C 
2- D 
3- B 
4- B 
5- B 
6- C (vem de sarampão) 
7- E 
8- E 
9- D 
10- C 
 
 
É a contração da preposição “a” com o artigo 
“a” que forma a crase “à”. 
 
 A crase não ocorre: 
 Antes de palavra masculina (incluindo 
nome, pronome...); 
 Antes de verbo; 
 Antes de numeral (exceto horas); 
 Antes da palavra casa quando tem 
significado da própria casa; 
 Antes da palavra terra quando signifi-
ca solo; 
 Antes de expressões com palavras 
repetidas (gota a gota, dia a dia...); 
 Antes de pronome pessoal, geralmen-
te. 
 
 
 A crase ocorre: 
 Sua regra geral é quando o verbo ne-
cessitada de preposição (verbo transi-
tivo indireto) e a palavra posterior é 
feminina, logo necessitada do artigo 
feminino. 
Ex: Fui à praia. 
 Quando existe expressão que 
marca o tempo ou em algumas 
locuções. Ex: à noite, à medi-
da... 
 
 
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 pág. 43 
 
 Antes das horas. Ex: O curso 
começa às 19h. 
 Obs: Se tiver preposição 
antes do horário, NÃO 
usaremos crase. Ex: Es-
tou aqui desde as 19h. 
 Quando a palavra moda ou 
maneira estiver subentendida. 
Ex: Macarrão à (moda) bolo-
nhesa. 
 
 A crase é facultativa: 
 Antes de pronome possessivo 
(feminino); 
 Antes de nomes próprios femi-
ninos (Na formalidade, não 
usamos crase e nem antes de 
nomes de pessoas ilustres); 
 
 
 Observação para o uso de crase de 
acordo com a localidade: 
 
“Vou a Bahia.” 
 Como saberemos se este “a” será precedido 
de crase? Simples!!!! 
Pensaremos no contrário. “Volto da Bahia.” 
Se no pensamento contrário aparecer à pre-
posição “da”, crase ocorrerá. 
Logo, a frase acima terá crase. “Vou à Ba-
hia.” 
 
“Vou a Salvador.” 
E agora??? Pensaremos no contrário do 
mesmo jeito. 
“Volto de Salvador.” 
Se no pensamento contrário aparecer à pre-
posição “de”, crase não ocorrerá. 
Logo a frase acima não terá crase. “Vou a 
Salvador.” 
 
 
 
1-(ABC - MED.) 
A alternativa em que o acento indicativo de 
crase não procede é: 
a) Tais informações são iguais às que recebi 
ontem. 
b) Perdi uma caneta semelhante à sua. 
c) A construção da casa obedece às especi-
ficações da Prefeitura. 
d) O remédio devia ser ingerido gota à gota, 
e não de uma só vez. 
e) Não assistiu a essa operação, mas à de 
seu irmão. 
 
2-Leia a tirinha de Hagar, o Horrível, para 
responder à questão: 
 
 
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 pág. 44 
 
 
Hagar,o Horrível. Tirinha do cartunista ame-
ricano Dik Browne 
Em “eu também não obedecia à minha mãe”, 
analise a questão que melhor justifique o 
emprego da crase: 
a) Antes de pronomes possessivos masculi-
nos há o uso obrigatório da crase. 
b) O uso da crase é opcional, pois geralmen-
te o acento indicador da existência de crase 
é facultativo antes de pronomes possessivos 
femininos. 
c) Para saber se há crase antes do pronome 
possessivo feminino, basta substituí-lo por 
um pronome possessivo masculino: se no 
masculino aparecer ao ou aos, então não 
haverá crase no feminino. 
d) A crase nunca deverá ser empregada an-
tes de pronomes possessivos femininos. 
 
3-Leia a tirinha da Mafalda para responder à 
questão sobre crase: 
 
O uso da crase está condicionado a diversas 
regras. Aprendê-las é muito importante para 
o emprego correto do acento grave (`) 
Quais palavras preenchem adequadamente 
as lacunas indicadas na tirinha? 
a) há – às – há 
b) à – às – a 
c) a – as – à 
d) a – as – a 
 
4-IBFC – EBSERH – CRASE – 2017 
O emprego do acento grave em “Às vezes, 
aparecem nos rostos sorrisos de confiança.“ 
justifica-se pela mesma razão do que ocorre 
no seguinte exemplo: 
 
a) Entregou o documento às meninas. 
b) Manteve-se sempre fiel às suas convic-
ções. 
c) Saiu, às pressas, mas não reclamou. 
d) Às experiências, dedicou sua vida. 
e) Deu um retorno às fãs. 
5-IBFC – PREFEITURA DE JANDIRA – 
CRASE – 2016 
Em “E quando estendeu a mão àquela que 
tanto amara”, há uma ocorrência de crase 
sobre a qual faz-se o seguinte comentário 
 
 
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 pág. 45 
 
corretamente: 
 
a) Trata-se de um caso facultativo em função 
do pronome demonstrativo. 
b) Não deveria ocorrer em função da falta da 
preposição “a” explícita. 
c) O acento grave deveria ser deslocado pa-
ra o “a” que precede o termo “mão”. 
d) Ocorre devido à regência do verbo esten-
der e sua relação com o termo regido. 
6-IBFC – EMBASA – CRASE – 2017 
Assinale a alternativa em que o sinal indicati-
vo da crase está corretamente empregado. 
 
a) Eu gosto de estudar à noite. 
b) Agradeci à todos o apoio. 
c) O curso é de 2 à 7 de maio. 
7-IBFC – EMBASA – CRASE – 2017 
Assinale a alternativa que completa, correta 
e respectivamente, as lacunas. 
As inscrições acontecerão no período de 
10____20 de março das 8h____16h. 
 
a) à – as 
b) a – às 
c) à – às 
d) a – as 
8-(Banco do Brasil) Opção que preenche cor-
retamente as lacunas: O gerente dirigiu-se 
___ sua sala e pôs-se ___ falar ___ todas as 
pessoas convocadas. 
a) à - à - à 
b) a - à - à 
c) à - a - a 
d) a - a - à 
e) à - a - à 
 
9- (Banespa) Assinale a alternativa que pre-
enche corretamente as lacunas do texto ao 
lado: "Recorreu ___ irmã e ___ ela se ape-
gou como ___ uma tábua de salvação." 
a) à - à - a 
b) à - a - à 
c) a - a - a 
d) à - à - à 
e) à - a - a 
10-(FEI - 1995) Assinalar a alternativa que 
preenche corretamente as lacunas das se-
guintes orações: 
I. Precisa falar ___ cerca de três mil operá-
rios. 
II. Daqui ___ alguns anos tudo estará muda-
do. 
III. ___ dias está desaparecido. 
IV. Vindos de locais distantes, todos chega-
ram ___ tempo ___ reunião. 
a) a - a - há - a - à 
b) à - a - a - há - a 
c) a - à - a - a - há 
d) há - a - à - a - a 
e) a - há - a - à – a. 
 
Gabarito 
1- D 
2- B 
3- C 
4- C 
5- D 
6- A 
7- B 
8- C 
9- E 
10- A 
 
 
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 pág. 46 
 
 
Frase é todo enunciado que contenha 
sentido. Pode ter ou não a presença 
de verbo e precisa de uma pontuação 
para encerrar a mensagem. 
Ex: Saída. 
Ex²: Bom dia. 
Ex³: Vamos passear? 
 
Oração é tudo que tem verbo. 
Ex: Acordei! 
Ex²: Vamos passear? 
 
 Obs: Nem toda frase será uma oração 
já que nem todas terão verbos, mas 
toda oração que contenha sentido se-
rá uma frase. 
 
Período: é uma frase organizada por 
uma ou mais orações. 
O período divide-se em: 
1) Simples: é aquele que apresenta ape-
nas UM verbo. 
Ex: Acorda a Maria, por favor. 
 
2) Composto: é aquele que apresenta 
DOIS ou MAIS verbos. 
Ex: Li e reli o livro. 
 
 
1-Analise as frases seguintes e identifique as 
que também são orações: 
a) Parabéns por tudo. 
b) Que comportamento agressivo! 
c) Será que ele vem hoje? 
d) Eu quero! 
e) Agora, por favor! 
f) Nem pense nisso. 
2-Indique por quantas orações são formados 
os seguintes períodos: 
a) Eu li e reli, mas mesmo assim não entendi. 
b) Na semana passada fomos ver o filme do 
Batman. 
c) A professora pediu atenção e os alunos 
ouviram em silêncio. 
d) A minha vizinha me emprestou esse livro. 
e) Desejo que você concretize todos os seus 
desejos e seja feliz para sempre. 
3-De acordo com a quantidade de orações 
identificadas, classifique os períodos acima 
em simples ou compostos. 
4-Eis os seguintes enunciados linguísticos. 
Analise-os atentamente e em seguida res-
ponda às questões que a eles se referem: 
Momentos vida de cheia a imprevisíveis é. 
Férias ordem de palavra nas diversão é a. 
Ano este de realizações será muitas. 
a – Em se tratando de discurso, esse apre-
senta-se como lógico e coerente com vistas 
a promover uma efetiva interação entre os 
interlocutores? Comente sua afirmativa. 
b – No que se refere à ordem direta dos ele-
mentos constituintes de uma oração, os 
enunciados propostos retratam tal ocorrên-
 
 
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 pág. 47 
 
cia? Caso não, reescreva-os de modo a 
atender a este propósito. 
5-Atribua o conceito de frase, oração ou pe-
ríodo às lacunas a seguir, levando em consi-
deração o discurso por elas apresentados: 
a –Nossa! Que dia belo! 
______________________ 
b –Preciso revelar-lhe um grande segredo. 
___________________ 
c –Participamos da reunião, embora não ti-
véssemos sido convocados. ___________ 
d –“E agora, José? _______________ 
e –Durante a viagem, visitamos lindos luga-
res. ___________________ 
f - Não me peças para perdoar-lhe, pois ain-
da estou magoada. _______________ 
 Gabarito 
1- C,D, F 
2- a) três orações 
b) uma oração 
c) duas orações 
d) uma oração 
e) três orações 
3- a) período composto 
b) período simples 
c) período composto 
d) período simples 
e) período composto 
4- a – Não, pois os elementos estão dis-
postos de forma desordenada, com-
prometendo a clareza no que se refere 
à mensagem. 
b – Como dito anteriormente, nenhu-
ma das frases encontra-se na ordem 
direta. Transformando-os, obteríamos: 
A vida é cheia de momentos imprevi-
síveis. 
Nas férias a palavra de ordem é diver-
são. 
Este ano será de muitas realizações. 
5- a – frase 
b – período 
c – período 
d – frase 
e – oração 
f – período 
 
 
 
 
 
Os termos estão localizados, obviamente, 
na oração. Por isso, entramos nos ele-
mentos sintáticos, ou seja, geralmente, é 
pedido para se classificar os termos sinta-
ticamente. 
Eles são classificados em essenciais, in-
tegrantes e acessórios. 
 OBS: Essa classificação, geralmente, 
não é cobrada nas provas. As ques-
tões contêm termos grifados e vocês 
precisarão classificar esses termos, 
independente de serem essenciais, in-
tegrantes e/ou acessórios. 
 
 Termos essenciais da oração: 
1. Sujeito: é aquele que flexiona o 
verbo. O sujeito divide-se em: 
 
a) Simples: é aquele que só tem um nú-
cleo para flexionar o verbo. 
 
 
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 pág. 48 
 
Ex: Maria foi à feira. 
 
b) Composto: é aquele que tem dois ou 
mais núcleos para flexionarem o ver-
bo.Ex: Maria e João foram à feira. 
 
c) Oculto ou desinencial: está omitido na 
frase, porém é identificado pela conju-
gação verbal. 
Ex: Gostamos de pizza. (Sujeito oculto 
nós) 
 
d) Indeterminado: como o nome já diz, 
não conseguirá saber quem faz a 
ação. 
Ex: Roubaram a farmácia. (Não foi citado 
anteriormente quem roubou. Por mais 
que você pense que foram “eles”, não 
conseguimos saber quem estava nesse 
grupo). 
Ex²: Dorme- se bem (verbo na terceira 
pessoa do singular+ partícula “se” inde-
termina o sujeito). 
Ex³: Navegar é preciso (verbo no infinitivo 
impessoal faz com que o sujeito seja in-
determinado). 
 
e) Oração sem sujeito: o sujeito é inexis-
tente. 
Ex: Ventou muito. (Fenômenos da natu-
reza constituem uma oração sem sujeito). 
Ex²: Há duas crianças na sala. (Verbo ha-
ver no sentido de existência torna inexis-
tente o sujeito) 
Ex³: Há um ano me formei. (Verbo com 
sentido de tempo decorrido ou distância 
torna inexistente o sujeito) 
 
2. Predicado: é o que encerra o 
enunciado de uma oração, 
além de falar acerca do sujeito. 
O predicado divide-se em: 
 OBS: É importante destacar que clas-
sificamos o predicado de acordo com 
seu núcleo, ou seja, a palavra mais 
significativa contida nele. 
a) Verbal: é quando o verbo é o núcleo. 
Ex: A turma correu muito. 
 
b) Nominal: é quando o nome é o núcleo. 
Ex: Juliana está cansada. 
 
c) Verbo-nominal: neste caso, tanto o 
nome quanto o verbo são importantes 
e significativos. 
Ex: A chuva caia fina. (Nesta frase, o ver-
bo é importante por indicar a ação que 
está sendo realizada e o nome também é 
importante por dar característica à ação). 
 
 Termos integrantes da oração: 
1. Agente da passiva: é quem 
pratica a ação na voz passi-
va. 
 
 
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 pág. 49 
 
Ex: A calçada foi construída pela prefeitu-
ra. 
 
2. Complemento nominal: 
completa nome, além disso, 
recebe a ação. 
Ex: Tenho medo do escuro. 
 
3. Complemento verbal: como 
o nome já diz, completa os 
verbos, porém, divide se 
em: 
 
a. Objeto direto: completa o sentido do 
verbo sem auxílio de preposição. 
Ex: Comprei doces. 
 
b. Objeto indireto: completa o sentido do 
verbo com auxílio de preposição. 
Ex: Gosto de você. 
 
 Termos acessórios da oração: 
1. Adjunto adnominal: modifica, caracte-
riza, determina um nome. Além de 
praticar a ação. 
 Ex: Dois meninos faltaram. 
 
2. Adjunto adverbial: modifica o sentido 
do verbo, adjetivo e advérbio. 
 Ex: Amanhã, irei ao shopping. 
 
3. Aposto: explica sobre algo ou alguém. 
O aposto também pode enumerar. 
 Ex: Carlos, aluno da 1001, faltou. 
 
4. Vocativo: é um chamamento. 
Ex: Julia, não mexa nisso! 
 
IMPORTANTE!!!!!! 
 
Tanto o adjunto adnominal como o com-
plemento nominal modifica/ completa o 
sentido do nome e você precisará identifi-
ca-los na prova. Mas como? Aí vai uma 
dica  
 
O adjunto adnominal pratica a ação em 
relação ao nome e o complemento nomi-
nal recebe a ação em relação ao nome. 
Ex: A invenção do cientista = adjunto 
adnominal. 
Ex²: A invenção da máquina = comple-
mento nominal. 
 
Vamos lá: quem está fazendo a ação de 
inventar? O cientista ou a máquina? Isso! 
O cientista, por isso ele é adjunto adno-
minal já que faz a ação. 
 
A máquina está recebendo a ação de ser 
inventada, por isso é complemento nomi-
nal. 
 
 
 
 
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 pág. 50 
 
 
1-Na oração: “Foram chamados às pres-
sas todos os vaqueiros da fazenda vizi-
nha”, o núcleo do sujeito é: 
a) todos 
b) fazenda 
c) vaqueiros 
d) vizinha 
2-Assinale a alternativa em que o sujeito 
está incorretamente classificado: 
a) Chegaram, de manhã, o mensageiro e 
o guia. (composto) 
b) Fala-se muito neste assunto. (indeter-
minado) 
c) Vai fazer frio à noite. (inexistente) 
d) Não existem flores no vaso. (inexisten-
te) 
3-Considere a frase: “Ele andava triste 
porque não encontrava companheira”, os 
verbos grifados são respectivamente: 
a) de ligação – transitivo direto; 
b) de ligação – intransitivo; 
c) de ligação – transitivo indireto; 
d) transitivo direto – transitivo indireto; 
4-“O toque dos sinos, ao cair da noite, era 
trazido lá da cidade pelo vento”. O termo 
grifado é: 
a) sujeito 
b) objeto direto 
c) agente da passiva 
d) complemento nominal 
5-Na oração “Mestre Reginaldo, o impolu-
to, é uma sumidade no campo das ciên-
cias”. O termo destacado é: 
a) adjunto adnominal 
b) vocativo 
c) predicativo 
d) aposto 
6-Em “a linguagem do amor está nos 
olhos” _ os termos grifados são respecti-
vamente: 
a) adjunto adnominal e adjunto adverbial; 
b) adjunto adnominal e predicativo do su-
jeito; 
c) adjunto adnominal e objeto direto; 
d) complemento nominal e adjunto adver-
bial; 
7-O predicado é nominal em: 
I. Você acha Cristina bonita, mamãe? 
II. O mundo podia ser tranquilo. 
III. “Zé Mané” não estava embriagado. 
IV. O guarda noturno permanece atento a 
todos os perigos. 
V. Os transeuntes ficaram assustados. 
a)I – II – III; 
b)II – III; 
c)II – IV; 
d) III – IV – V – II; 
8-Dê a função sintática do elemento grifa-
do: Mestre Cupijó, ouviu-se há dias a sua 
grande obra”. 
a) adjunto adnominal; 
b) sujeito; 
c) vocativo; 
d) aposto. 
 
 
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 pág. 51 
 
9-Em: “A terra era povoada de selvagens”, o 
termo grifado é: 
a) objeto direto; 
b) objeto indireto; 
c) agente da passiva; 
d) complemento nominal. 
10-Indique a função sintática dos termos des-
tacados. 
“A cara parecia uma perna 
Não vi mais nada”. 
a) objeto direto e aposto; 
b) predicativo do sujeito e aposto; 
c) objeto direto e predicativo do sujeito; 
d) predicativo do sujeito e objeto direto; 
 
 Gabarito 
1- C 
2- D 
3- A 
4- C 
5- D 
6- A 
7- D 
8- C 
9- D 
10- D 
 
 
 
 
 
 
 
 
Concordância verbal 
 
De acordo com a regra básica, o verbo preci-
sa concordar com o sujeito como na seguinte 
frase: As meninas brincam na rua. Todavia, 
existem regras mais específicas e veremos 
algumas a seguir. 
 
 Quando existir uma palavra no coleti-
vo e outra no plural ou especificada, o 
verbo pode estar no singular ou no 
plural. 
Ex: A maioria dos alunos faltou/ faltaram a 
prova. 
 
 Quando o sujeito for pronome de tra-
tamento, o verbo ficará flexionado na 
3° pessoa. 
Ex: Vossa Alteza sempre será bem-vinda. 
 
 Pronome relativo “quem” ou “que” fará 
o verbo concordar com seu anteces-
sor. 
Ex: Foi ele que derramou o leite no chão. 
 
 Pronome interrogativo faz o verbo 
concordar com o termo posterior. 
Ex: Quem são eles? 
 
 
 
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 pág. 52 
 
 Verbo irá concordar com o numeral, 
por mais que ele esteja numa expres-
são. Ex: Mais de um aluno faltou. 
 
 Quando o sujeito for composto e liga-
do pela conjunção “e”, o verbo con-
cordará com os dois núcleos. Ex: Julia 
e Marcela andaram na cidade. 
 
 Vale lembrar que se o sujeito 
estiver posposto ao verbo, a 
concordância pode ser com o 
termo mais próximo ao invés de 
concordar com os dois. Ex: 
Comeu hambúrguer a Marcela 
e a Carina. 
 
 Verbo com sentido de existência e/ou 
tempo decorrido (haver / fazer) não vai 
ao plural por ser impessoal. 
Ex: Há cinco alunos na sala. 
 
 Quando o verbo concordar com a pa-
lavra dia, só irá ao plural se dia estiver 
no plural… Mas se concordar com o 
numeral,só vai ao plural se for acima 
de um. 
Ex: Hoje, são 11 de dezembro. 
Ex²: Hoje é dia 11 de dezembro. 
 
 Quando existir gradação no sujeito 
composto, o verbo pode ou não ir ao 
plural. 
Ex: Nascer, crescer e morrer são partes da 
vida. 
Ex²: Nascer, crescer e morrer é parte da vi-
da. 
 
 Concordância Nominal 
 
É a concordância do sujeito com o adjetivo, 
pronome, artigo (...) em número e gênero. 
Ex: Os meninos bonitos foram lanchar. 
 
Como na concordância verbal, existem re-
gras específicas e veremos algumas a se-
guir. 
 
 Quando existir mais de um substanti-
vo, o adjetivo deve concordar com o 
mais próximo ou com todos eles. 
Ex: Clima e terra desconhecida. (O adjetivo 
está concordando apenas com o substantivo 
mais próximo.). 
Ex²: Clima e terra desconhecidos. ( O adjeti-
vo está concordando com todos os substan-
tivos, ficando assim no gênero masculino que 
é conhecido como o gênero neutro da lín-
gua). 
 
 Quando a frase for composta por mais 
de um adjetivo ou substantivo, colo-
camos artigo antes de todo especifi-
cadamente, ou antes, da enumeração. 
Ex: Adoro as comidas japonesas e as comi-
das italianas. 
 
 
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 pág. 53 
 
Ex²: Adoro as comidas japonesas e italianas. 
 
 A expressão “é necessário”, “é bom” 
(...) é invariável a menos que coloque 
um artigo. 
Ex: É proibido entrada. 
Ex²: É proibida a entrada. 
 
 
1-(CESGRANRIO) Há concordância nominal 
inadequada em: 
a) clima e terras desconhecidas; 
b) clima e terra desconhecidos; 
c) terras e clima desconhecidas; 
d) terras e clima desconhecido; 
e) terras e clima desconhecidos. 
2-(CESCEM–SP) Já ___ anos, ___ neste 
local árvores e flores. Hoje, só ___ ervas da-
ninhas. 
a) fazem, havia, existe 
b) fazem, havia, existe 
c) fazem, haviam, existem 
d) faz, havia, existem 
e) faz, havia, existe 
Ver Resposta 
3-(Cesgranrio) Tendo em vista as regras de 
concordância, assinale a opção em que a 
forma verbal está errada: 
a) Existem na atualidade diferentes tipos de 
inseticidas prejudiciais à saúde do homem. 
b) Podem provocar sérias lesões hepáticas, 
os defensivos agrícolas à base de DDT. 
c) Faltam aos países subdesenvolvidos uma 
legislação mais rigorosa sobre os agrotóxi-
cos. 
d) Persistem por muito tempo no meio ambi-
ente os efeitos nocivos dos inseticidas clora-
dos. 
e) Possuem elevado grau de toxidade os de-
fensivos do tipo fosforado. 
4- (IFSP) Conversar pressupõe um diálogo 
produtivo entre as pessoas. Significa dizer 
que conversar é um processo cooperativo 
entre interlocutores. 
Leia o texto abaixo, que representa uma 
conversa. 
 
No trecho “a gente pode ter conversas literá-
rias”, substituindo-se o sujeito por outro de 
primeira pessoa do plural, no tempo pretérito 
perfeito, o resultado é o seguinte: 
a) podemos ter conversas literárias 
b) podíamos ter conversas literárias 
c) poderíamos ter conversas literárias 
d) pudemos ter conversas literárias 
e) pudéssemos ter conversas literárias 
5- (PUC-RS) Asseguro a V.Sra. que não ___ 
incomodar ___ com a elaboração dos testes; 
___ ficar tranquilo. 
a) precisa, se, pode 
b) precisa, se, podes 
c) precisas, te, podes 
d) precisais, vos, podeis 
e) precisa, vos, pode 
 
6-(UFRGS) Leia: “[Eu] Disse que competên-
cia não era uma coisa tão relativa assim, que 
seriam as mesmas, para ele e para mim, as 
expectativas sobre a competência que deve-
ria trazer consigo o cirurgião cardiovascular 
que...” 
Se substituíssemos “expectativas” por “ex-
pectativa”, quantas outras palavras precisari-
 
 
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 pág. 54 
 
am obrigatoriamente de ajuste para fins de 
concordância? 
a) uma 
b) duas 
c) três 
d) quatro 
e) cinco 
7- (UNEB – BA) Assinale a alternativa em 
que, pluralizando-se a frase, as palavras des-
tacadas permanecem invariáveis: 
 
a) Este é o meio mais exato para você resol-
ver o problema: estude só. 
b) Meia palavra, meio tom - índice de sua 
sensatez. 
c) Estava só naquela ocasião; acreditei, pois 
em sua meia promessa. 
d) Passei muito inverno só. 
e) Só estudei o elementar, o que me deixa 
meio apreensivo. 
8-Complete os espaços com um dos nomes 
colocados nos parênteses. 
 
a) Será que é __________________ essa 
confusão toda? 
 (necessário/ necessária) 
b) Quero que todos fiquem 
________________. 
 (alerta/ alertas) 
c) Houve ____________ razões para eu não 
voltar lá. 
 (bastante/ bastantes) 
d) Encontrei ____________ a sala e os quar-
tos. 
 (vazia/vazios) 
e) A dona do imóvel ficou __________ desi-
ludida com o inquilino. 
 (meio/ meia) 
9-(CESGRANRIO) “Noites pesadas de chei-
ros e calores amontoados...” 
 
Aponte a opção em que, substituídos os 
substantivos destacados acima, fica incorreta 
a concordância de “amontoado”. 
 
a) nuvens e brisas amontoadas 
b) odores e brisas amontoadas 
c) nuvens e morros amontoados 
d) morros e nuvens amontoados 
e) brisas e odores amontoadas. 
10-(TJ-SP) Considerando a concordância 
nominal, assinale a frase correta: 
 
a) Ela mesmo confirmou a realização do en-
contro. 
b) Foi muito criticado pelos jornais a reedição 
da obra. 
c) Ela ficou meia preocupada com a notícia. 
d) Muito obrigada, querido, falou-me emocio-
nada. 
e) Anexos, remeto-lhes nossas últimas foto-
grafias 
 
 
 Gabarito 
1- C 
2- D 
3- C 
4- D 
5- A 
6- D (seria a mesma- a) 
7- E 
8- a) necessária b) alerta c) bastante 
 d) vazia e) meio 
9- E 
10- D 
 
 
 
 
 
 
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 pág. 55 
 
 
 Regência Verbal 
 
É a relação do termo regente (verbo) 
com o termo regido (preposição). 
 
 Nem todo verbo exigirá preposição. 
 
Temos inúmeros verbos na Língua 
Portuguesa, portanto, não consegui-
remos ver todos aqui. 
 
É importante ressaltar que o verbo 
pode mudar de significado de acordo 
com o contexto, então, um verbo pode 
ter várias regências. 
 
1- Assistir 
a) Com o sentido de ver, irá precisar da 
preposição “a”. 
Ex: Assisto ao filme. 
 
b) Com sentido de ajudar, não irá preci-
sar de preposição. 
Ex: Assisto meu amigo doente. 
 
c) Com sentido de residir, irá precisar da 
preposição “em”. 
Ex: Assisto em Minas Gerais. 
 
2- Ir 
Precisa da preposição “a”. 
Ex: Vou à praia. 
 
3- Namorar 
Não precisa de preposição. 
Ex: Cleber namora Julia. 
 
4- Simpatizar 
Precisa da preposição “com”. 
Ex: Simpatizo com Karol. 
 
5- Preferir 
Exige dois complementos, porém um 
não precisa de preposição e o outro 
precisa da preposição “a”. 
Ex: Prefiro chocolate a sorvete. 
 
6- Aspirar 
a) No sentido de cheirar, não usa 
preposição. 
Ex: Aspiro a romã. 
 
b) Com sentido de desejar, precisa 
da preposição “a”. 
Ex: Aspirei ao cargo de gerente. 
 
 
 Regência Nominal 
 
É a relação do termo regente (nome) 
com o termo regido (preposição). 
 
 Nem todo o nome exigirá preposição. 
 
 
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 pág. 56 
 
 
Temos inúmeros nomes na Língua 
Portuguesa, portanto, não consegui-
remos ver todos aqui. 
 
Exemplos: 
 
1- Apto a. Ex: Sou apta à mudança. 
 
2- Capaz de. Ex: Sou capaz de transfor-
mar água em vinho. 
3- Cruel com. Ex: Você é cruel com ca-
chorros. 
 
 
1-A única frase que NÃO apresenta desvio 
em relação à regência (nominal e verbal) re-
comendada pela norma culta é: 
a) O governador insistia em afirmar que o 
assuntoprincipal seria “as grandes questões 
nacionais”, com o que discordavam líderes 
pefelistas. 
b) Enquanto Cuba monopolizava as atenções 
de um clube, do qual nem sequer pediu para 
integrar, a situação dos outros países passou 
despercebida. 
c) Em busca da realização pessoal, profissi-
onais escolhem a dedo aonde trabalhar, prio-
rizando à empresas com atuação social. 
d) Uma família de sem-teto descobriu um 
sofá deixado por um morador não muito 
consciente com a limpeza da cidade. 
e) O roteiro do filme oferece uma versão de 
como conseguimos um dia preferir a estrada 
à casa, a paixão e o sonho à regra, a aventu-
ra à repetição. 
2-(IBGE) Assinale a opção que apresenta a 
regência verbal incorreta, de acordo com a 
norma culta da língua: 
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais 
confortável. 
b) Obedeceu rigorosamente ao horário de 
trabalho do corte de cana. 
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavi-
eiros. 
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessida-
de. 
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, 
apenas, ao lucro pretendido. 
1) 3-(CFN) No texto 1, na frase “ O ale-
mão deu-lhe uma porrada na cabeça 
com tanta força(…)” - linhas 36, 37 e 
38 - o pronome oblíquo foi utilizado 
como complemento do verbo em fun-
ção da regência verbal. Assinale abai-
xo a sentença que apresenta ERRO 
na regência verbal. 
(A) Encontrei-os na festa de ontem à noite. 
(B) Não deixei de explicar-lhes a situação 
ocorrida. 
(C) Os militares foram a Brasília. 
(D) Aspiramos a uma maravilhosa carreira. 
(E) Os adolescentes assistiram o filme nesta 
manhã. 
2- (CFN)Leia o fragmento retirado do texto: “- 
Assisti a uma fita de cinema com um artista 
que representa muito bem.” - linhas 24 e 25. 
Assinale a opção na qual o verbo “assistir” 
 
 
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 pág. 57 
 
possui significado semelhante ao apresenta-
do no trecho acima. 
(A) O médico assistia os acidentados. 
 (B) Este direito assiste aos brasilei-
ros. 
 (C) Assisto em São Paulo há anos. 
 (D) Venha assistir ao espetáculo da 
noite. 
 (E) Quem no Brasil assiste é Brasi-
leiro. 
 
3- (CFN)No trecho: “dos anúncios prescritos 
(...) 
- brotam como balões meus sábados azuis.” 
A regência verbal do trecho acima está corre-
ta. O mesmo ocorre em: 
(A) É um jovem despido de quaisquer pre-
conceitos. 
(B) Suas ideias são inconciliáveis às minhas. 
(C) A preservação ao meio ambiente 
 (D) A intervenção com os bancos protegeu 
os correntistas. 
(E) Ele sempre foi propenso de lutar até o 
fim. 
 
 
 Gabarito 
1- E 
As regências adequadas seriam: 
em a) discordar de; 
em b) integrar algo (sem preposição); 
em c) priorizar algo (sem preposição); 
em d) consciente de 
2- D 
3- E 
4- D 
5- A 
 
 
É a posição do pronome oblíquo átono na 
frase. 
Esse posicionamento pode ser de três ma-
neiras: 
 Próclise: é o pronome antes do verbo. 
Ex: Me dá uma bala. 
 
 Mesóclise: é o pronome no meio do 
verbo. (Este posicionamento não é 
mais usado pelos falantes). 
Ex: Dar-me-ão uma bala. 
 
 Ênclise: é o pronome usado depois 
do verbo. 
Ex: Dá-me uma bala. 
 
Existem algumas regras para sabermos qual 
posicionamento será adequado nas frases e 
por isso trabalharemos a seguir cada regra 
específica. 
 
 
Usamos a próclise em: 
 
 
 
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 pág. 58 
 
 Orações que exprimem desejo ou ora-
ções exclamativas. Ex: Deus te guar-
de! 
 
 Orações iniciadas por palavras inter-
rogativas. Ex: Quem te perguntou? 
 
 Algumas palavras atraem o 
pronome para perto delas. São 
elas: 
 
 Palavras negativas. Ex: Não o quero 
aqui. 
 Advérbios. Ex: Agora se esquecem da 
dívida. 
 Conjunções subordinativas. Ex: É ne-
cessário que me entregue o livro. 
 Pronomes relativos. Ex: Eles moram 
onde me encontro todo dia. 
 Pronome indefinido. Ex: Tudo se aca-
ba. 
 Pronome demonstrativo. Ex: Isto me 
pertence. 
 
Usamos a ênclise: 
 No início das frases. Ex: Dá- me 
uma bala. 
 Quando verbo estiver no imperati-
vo afirmativo. Ex: Sente- se agora. 
 Quando o verbo estiver no infinitivo 
pessoal. Ex: Não queria machucar-
te. 
 Quando o verbo estiver no gerún-
dio. Ex: Namorando- te, eu vou. 
 Quando houver pausa na frase. 
Ex: Se quiser, dispenso-me hoje. 
 
(ENEM) 
O uso do pronome átono no início das frases 
é destacado por um poeta e por um gramáti-
co nos textos abaixo. 
 
Pronominais 
 
Dê-me um cigarro 
Diz a gramática 
Do professor e do aluno 
E do mulato sabido 
Mas o bom negro e o bom branco 
Da Nação Brasileira 
Dizem todos os dias 
Deixa disso camarada 
Me dá um cigarro. 
(ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. 
São Paulo: Nova Cultural, 1988.) 
“Iniciar a frase com pronome átono só é lícito 
na conversação familiar, despreocupada, ou 
na língua escrita quando se deseja reprodu-
zir a fala dos personagens (...)”. 
(CEGALLA. Domingos Paschoal. Novíssima 
gramática da língua portuguesa. São Paulo: 
Nacional, 1980.) 
Comparando a explicação dada pelos auto-
res sobre essa regra, pode-se afirmar que 
ambos: 
a) Condenam essa regra gramatical. 
b) Acreditam que apenas os esclarecidos 
sabem essa regra. 
c) Criticam a presença de regras na gramáti-
ca. 
 
 
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 pág. 59 
 
d) Afirmam que não há regras para uso de 
pronomes. 
e) Relativizam essa regra gramatical. 
 
2-(UFSM-RS) 
Uma revista utilizou em sua capa a seguinte 
frase, típica da linguagem coloquial: 
“Me aqueça neste inverno”. 
Nessa frase, a colocação pronominal está 
em desacordo com a norma culta, que esta-
belece: “É proibido iniciar período com pro-
nome oblíquo”. 
Se forem feitas alterações na estrutura da 
frase, qual delas estará também em desa-
cordo com a norma culta? 
a) Quero que me aqueça neste inverno. 
b) É preciso que me aqueça neste inverno. 
c) Quando me aquecerá neste inverno? 
d) Aquecer-me-á no inverno? 
e) Não aqueça-me neste inverno. 
 
3-Assinale a alternativa que apresenta um 
erro de colocação pronominal: 
a) Alguns alunos fizeram a lição, outros se 
fizeram de desentendidos. 
b) Contar-lhe-emos toda a verdade sobre o 
assunto. 
c) Me perdi porque anotei seu endereço de 
maneira errada! 
d) Por favor, peça-lhe que venha ao meu es-
critório. 
e) Nunca se queixou dos problemas, era re-
signado e otimista. 
4-Classifique a colocação pronominal das 
seguintes frases em próclise, ênclise e me-
sóclise. 
a) Meu irmão não me ajudou a arrumar o 
quarto. 
b) Viram-nos na rua e atravessaram! 
Acredita? 
c) Os meus pais já te deram os para-
béns? 
d) A Mariana chamou-a de chata. 
e) Tratar-me-ão com mais respeito a 
partir de hoje. 
f) Talvez lhe conte a verdade. Ainda 
não decidi… 
g) Quem me chama? 
h) Sentem-se, por favor, e prestem 
atenção! 
5-Assinale as opções em que o uso da pró-
clise segue as regras da norma culta. 
a) Solange me pediu um presente muito ca-
ro. 
b) Solange nunca me pediu um presente 
muito caro. 
c) Foi Solange quem me pediu um presente 
muito caro. 
d) Sua filha Solange me pediu um presente 
muito caro. 
6- Complete a frase seguinte com a opção 
correta: 
Quando _______________ que havia um 
erro no projeto, ele _______________. 
a) lhe disseram, se culpou 
b) disseram-lhe, se culpou 
c) lhe disseram, culpou-se 
d) disseram-lhe, culpou-se 
7-Identifique nas frases a colocação prono-
minal, justificando-as. 
 
a) "Vou-me embora pra Pasárgada ..." 
 
b) Nunca me deram amor. 
 
 
c) Nem tudo se compra. 
 
 
 
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 pág. 60 
 
 
d) Consumir-se-á a vida toda em palavras. 
 
 
e) Recusou a proposta de emprego, fazendo-
se de desentendida. 
 
 Gabarito 
1- E 
2- E 
3- C 
4- a) próclise 
b) ênclise 
c) próclise 
d) ênclise 
e) mesóclise 
f) próclise 
g) próclise 
h) ênclise 
5- B/ C 
6- C 
7- 
a- R. Ênclise - quando o verbo inicia 
oração. 
 
b) R. Próclise - o advérbio nunca atrai 
o pronome oblíquo. 
 
c)R. Próclise - a palavra negativa nem 
e o pronome indefinido tudo atraem o 
pronome se. 
 
d) R. Mesóclise - o verbo se encontra 
no futuro de presente e não é antece-
dido de palavra atrativa. 
 
e) R. Ênclise - verbo no gerúndio. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
 
1 CONSTITUIÇÃO. 1.1 CONCEITO, CLASSI- 
FICAÇÕES, PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS. 
 
 
1 Conceito de Constituição. A “Constituição” é o conjunto 
de normas, escritas ou não, que rege um Estado. Através da 
Constituição é que se busca limitar esse poder absoluto estatal. 
A Constituição é a lei máxima de um Estado. É a lei que está 
acima de todas as leis. Representa a identidade de um povo. Toda 
Constituição deve ser moldada à imagem e semelhança do povo 
que representa. Nela estão previstas as pilastras sobre as quais o 
Estado se erguerá, dentre as quais se pode mencionar a 
organização estatal, os Poderes Públicos, os direitos e garantias 
fundamentais, a soberania nacional, e a proteção da população. 
Isto posto, as principais ideias atreladas à Constituição são as 
ideias de separação dos poderes; de garantia dos direitos 
fundamentais dos indivíduos; e de princípio do governo limitado 
(isto é, todo governo constitucional é um governo limitado). 
 
2 Classificações das Constituições. A seguir, se verá tanto a 
classificação tradicional, como a ontológica de Karl Loewenstein. 
 
2.1 Classificação tradicional. Vejamos: 
A) Quanto ao conteúdo. Quanto ao conteúdo, uma 
Constituição pode ser material (conjunto de normas que regulam 
as matérias tipicamente constitucionais, a saber, a estrutura do 
Estado, a organização dos Poderes e os direitos e garantias 
fundamentais) ou formal (a Constituição é o conjunto de normas 
solenemente reunidas num documento. Não interessa se a matéria 
é ou não tipicamente constitucional, o que importa é que ela está 
formalmente prevista na Constituição); 
B) Quanto à forma. Quanto à forma, uma Constituição pode 
ser escrita (ou instrumental, em que as normas estão devidamente 
codificadas) ou não escrita (ou costumeira, quando as normas 
não estão em texto único, mas sim em costumes, jurisprudência e 
dispositivos de natureza constitucional esparsos); 
C) Quanto à origem. Quanto à origem, uma Constituição 
pode ser democrática (ou promulgada, quando elaborada por 
representantes legítimos do povo, por meio de um órgão 
constituinte) ou outorgada (quando fruto do autoritarismo, isto é, 
sem qualquer participação do povo); 
 
 1 
 
 
D) Quanto à estabilidade. A Constituição pode ser imutável 
(se não prevê nenhum processo de alteração de suas normas), 
rígida (quando não pode ser alterada com a mesma simplicidade 
que se altera uma lei, isto é, demanda procedimento especial para 
modificação), flexível (quando pode ser alterada pelo mesmo 
procedimento que se altera as leis), ou semi-flexível (ou 
semirrígida, quando a Constituição possui uma parte rígida, a 
qual exige método dificultado de alteração, e outra parte flexível, 
a qual exige método simplificado de alteração tal como se 
procede para com as leis); 
E) Quanto à extensão. Quanto à extensão a Constituição pode 
ser sintética (ou resumida, ou concisa, quando o texto 
constitucional regula apenas questões básicas da organização 
estatal) ou analítica (ou prolixa, quando a Constituição regula 
minuciosamente várias questões pertinentes à sociedade, como 
Administração Pública, Finanças Públicas, Tributação e 
Orçamento, Direitos e Garantias Fundamentais etc.); 
F) Quanto à finalidade. A Constituição pode ser liberal (ou 
defensiva, quando visa limitar o poder estatal assegurando aos 
indivíduos liberdades públicas individuais) ou dirigente (ou 
social, quando, além de liberdades individuais, se consagra 
também programas, metas e linhas de direção para o futuro, a 
serem atingidas pelos Poderes constituídos); 
G) Quanto ao modo de elaboração. Quanto ao modo de 
elaboração, a Constituição pode ser dogmática (quando elaborada 
por um órgão constituinte em determinado momento histórico, o 
que se reflete numa Constituição necessariamente escrita e 
sistematizada) ou histórica (quando sua elaboração é lenta, e 
ocorre de acordo com as transformações sociais, o que se reflete 
numa Constituição costumeira, e não escrita); 
H) Quanto a ideologia. A Constituição pode ser ortodoxa 
(quando resulta da consagração de uma só ideologia, como o 
socialismo, p. ex.) ou eclética (ou heterodoxa, ou pluralista, 
quando almeja coadunar diversas ideologias). 
 
2.2 Classificação ontológica de Karl Loewenstein. Para 
Karl Loewenstein, uma Constituição pode ser normativa (com 
valor jurídico), nominal (sem valor jurídico), ou semântica 
(utilizada apenas para justificar o exercício autoritário do poder). 
 
2.3 Classificação da Constituição brasileira de 1988, de 
acordo com todas as classificações que se acabou de ver. Com 
efeito, a Constituição pátria é formal (pois todas as normas 
constitucionais estão formalizadas num documento uno), escrita, 
democrática (porque elaborada por uma Assembleia Nacional 
Constituinte), rígida (pois demanda procedimento de alteração 
qualificado), analítica (pois regula uma ampla gama de matérias), 
dirigente (por conter uma série de institutos e programas de 
governo), dogmática (pois elaborada num determinado momento 
histórico, a saber, a Assembleia Nacional Constituinte, o que 
resultou na Carta de 1988), eclética (por consagrar diversas 
ideologias), e normativa (por ter valor jurídico). 
 
3 Princípios fundamentais. A seguir, há se estudar os quatro 
primeiros artigos da Constituição Federal, que trazem os 
princípios fundamentais da República Federativa do Brasil. Para 
tanto, convém a análise de cada dispositivo separadamente, para 
sua melhor compreensão. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
3.1 Art. 1º, CF. Reproduzamos o dispositivo, para facilitar o 
entendimento do leitor: 
 
 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união 
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, 
constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce 
por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos 
desta Constituição. 
 
Os “princípios fundamentais” da República Federativa do 
Brasil estão posicionados logo no início da Constituição pátria, 
após o preâmbulo constitucional, e antes dos direitos e garantias 
fundamentais. Representam as premissas especiais e majoritárias 
que norteiam todo o ordenamento pátrio, como a dignidade da 
pessoa humana, o pluralismo político, a prevalência dos direitos 
humanos, a harmonia entre os três Poderes etc. 
Há se tomar cuidado, contudo, para eventuais “pegadinhas” 
de concurso. Se a questão perguntar “quais são os fundamentos 
da República Federativa do Brasil”, há se responder aqueles 
previstos no art. 1º, caput, CF. Agora, se a questão perguntar 
“quais são os objetivos fundamentais da República Federativa do 
Brasil”, há se responder aqueles previstos no art. 3º. Por fim, se a 
questão perguntar “quais são os princípios seguidos pelo Brasil 
nas relações internacionais”, há se responder aqueles previstos no 
art. 4º, da Lei Fundamental.3.2 Art. 2º, CF. Reproduzamos o dispositivo, para facilitar o 
entendimento do leitor: 
 
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos 
entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
 
São três os Poderes da República, a saber, o Executivo (ou 
Administrativo), o Legislativo e o Judiciário, todos independentes 
e harmônicos entre si. 
Por independência, significa que cada Poder pode realizar 
seus próprios concursos, pode destinar o orçamento da maneira 
que lhe convier, pode estruturar seu quadro de cargos e 
funcionários livremente, pode criar ou suprimir funções, pode 
gastar ou suprimir despesas de acordo com suas necessidades, 
dentre inúmeras outras atribuições. 
Por harmonia, significa que cada Poder deve respeitar a esfera de 
atribuição dos outros Poderes. Assim, dentro de suas atribuições 
típicas, ao Judiciário não compete legislar (caso em que estaria 
invadindo a esfera de atuação típica do Poder Legislativo), ao 
Executivo não compete julgar, e ao Executivo não compete editar 
leis (repete-se: em sua esfera de atribuições típica). 
Essa harmonia, também, pode ser vista no controle que um 
Poder exerce sobre o outro, na conhecida “Teoria dos Freios e 
Contrapesos”. 
 
 
 2 
 
 
É óbvio que cada Poder tem suas funções atípicas (ex.: em 
alguns casos o Judiciário legisla) (ex. 2: em alguns casos o 
Legislativo julga). Isso não representa óbice, todavia, que a 
atuação funcional de cada Poder corra de maneira independente, 
desde que respeitada a harmonia de cada um para com seus 
“Poderes-irmãos”, obviamente. 
 
3.3 Art. 3º, CF. Reproduzamos o dispositivo, para facilitar o 
entendimento do leitor: 
 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República 
Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II 
- garantir o desenvolvimento nacional; 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as 
desigualdades sociais e regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, 
raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
 
Logo no início do estudo dos “princípios fundamentais”, 
localizados entre os arts. 1º e 4º, da Constituição, foi dito que os 
“fundamentos da República Federativa do Brasil” não são a 
mesma coisa que os “objetivos fundamentais da República 
Federativa do Brasil”. 
Melhor explica-se: por “fundamentos” entende-se aquelas 
situações que já são inerentes ao sistema constitucional pátrio. A 
dignidade da pessoa humana, p. ex., não é um objetivo a ser 
alcançado num futuro próximo, mas uma exigência prevista para 
o presente. Já os “objetivos fundamentais” são as premissas a que 
o Brasil se compromete a alcançar o quanto antes em prol da 
consolidação da sua democracia. 
Graças a este art. 3º, pode-se falar que o Brasil vive à égide 
de uma Constituição compromissária, dirigente. O art. 3º nos 
revela que temos um caminho a ser percorrido. O art. 3º é a busca 
pela concretização dos princípios fundamentais do art. 1º. 
E, como objetivos fundamentais, se elenca a construção de 
uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I), a garantia do 
desenvolvimento nacional (art. 3º, II), a erradicação da pobreza e 
da marginalidade, e a redução das desigualdades sociais e 
regionais (art. 3º, III), e a promoção do bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, idade, cor, e quaisquer outras 
formas de discriminação (art. 3º, IV). 
 
3.4 Art. 4º, CF. Reproduzamos o dispositivo, para facilitar o 
entendimento do leitor: 
 
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas 
relações internacionais pelos seguintes princípios: 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos 
humanos; III - autodeterminação dos 
povos; IV - não intervenção; 
V - igualdade entre os 
Estados; VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da 
humanidade; X - concessão de asilo político. 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará 
a integração econômica, política, social e cultural dos povos da 
América Latina, visando à formação de uma comunidade latino- 
americana de nações. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
O art. 4º é a revelação de que vivemos em um “Estado 
Constitucional Cooperativo”, expressão esta utilizada por Peter 
Häberle, defensor de uma concepção culturalista de Constituição. 
Por “Estado Constitucional Cooperativo” se entende um Estado 
que se disponibiliza para outros Estados, que se abre para outros 
Estados, mas que exige algum grau de reciprocidade em troca, a 
bem do desenvolvimento de um constitucionalismo mundial, ou, 
ao menos, ocidental. 
 
2 DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMEN-
TAIS. 2.1 DIREITOS E DEVERES INDIVI- 
DUAIS E COLETIVOS, DIREITOS SOCIAIS, 
NACIONALIDADE, CIDADANIA, DIREITOS 
POLÍTICOS, 
 
 
 
A seguir, há se estudar as quatro espécies de direitos 
fundamentais - direitos e deveres individuais e coletivos, direitos 
sociais, direitos da nacionalidade e direitos políticos - 
separadamente, para facilitar sua compreensão. 
 
1 Direitos e deveres individuais e coletivos. Reproduzamos 
o art. 5º, CF, para facilitar o estudo: 
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer 
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes 
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à 
segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, 
nos termos desta Constituição; 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma 
coisa senão em virtude de lei; 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento 
desumano ou degradante; 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o 
anonimato; 
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, 
além da indenização por dano material, moral ou à imagem; 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo 
assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na 
forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência 
religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença 
religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as 
invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e 
recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, 
científica e de comunicação, independentemente de censura ou 
licença; 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a 
imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo 
dano material ou moral decorrente de sua violação; 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela 
podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso 
de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, 
durante o dia, por determinação judicial; 
 
 3 
 
 
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das 
comunicações telegráficas, de dados e das comunicações 
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas 
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de 
investigação criminal ou instrução processual penal; 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou 
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei 
estabelecer; 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado 
o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de 
paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, 
permanecer ou dele sair com seus bens; 
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em 
locais abertos ao público, independentemente de autorização, 
desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocadapara o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à 
autoridade competente; 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, 
vedada a de caráter paramilitar; 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de 
cooperativas independem de autorização, sendo vedada a 
interferência estatal em seu funcionamento; 
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente 
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, 
exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a 
permanecer associado; 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente 
autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados 
judicial ou extrajudicialmente; 
XXII - é garantido o direito de propriedade; XXIII 
- a propriedade atenderá a sua função social; 
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para 
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por 
interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, 
ressalvados os casos previstos nesta Constituição; 
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade 
competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao 
proprietário indenização ulterior, se houver dano; 
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, 
desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para 
pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, 
dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; 
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de 
utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível 
aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e 
à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades 
desportivas; 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das 
obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos 
intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; 
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio 
temporário para sua utilização, bem como proteção às criações 
industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a 
outros signos distintivos, tendo em vista o interesse 
social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
XXX - é garantido o direito de herança; 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País 
será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos 
filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei 
pessoal do “de cujus”; 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do 
consumidor; 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos 
informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo 
ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do 
pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de 
direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa 
de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário 
lesão ou ameaça a direito; 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato 
jurídico perfeito e a coisa julgada; 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; XXXVIII 
- é reconhecida a instituição do júri, com a 
organização que lhe der a lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra 
a vida; 
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem 
pena sem prévia cominação legal; 
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos 
direitos e liberdades fundamentais; 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e 
imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis 
de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como 
crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os 
executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de 
grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional 
e o Estado Democrático; 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo 
a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens 
ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles 
executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, 
entre outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do 
art. 84, XIX; 
 
 
 4 
 
 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de 
acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física 
e moral; 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam 
permanecer com seus filhos durante o período de amamentação; 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, 
em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de 
comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins, na forma da lei; 
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime 
político ou de opinião; 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela 
autoridade competente; 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem 
o devido processo legal; 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e 
aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla 
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por 
meios ilícitos; 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em 
julgado de sentença penal condenatória; 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido à 
identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, 
se esta não for intentada no prazo legal; 
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais 
quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem; 
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por 
ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária 
competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime 
propriamente militar, definidos em lei; 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre 
serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família 
do preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais 
o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da 
família e de advogado; 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis 
por sua prisão ou por seu interrogatório policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela 
autoridade judiciária; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, 
quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do 
responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de 
obrigação alimentícia e a do depositário infiel; 
LXVIIIcom-
provam o aumento no número de casamen-
tos entre pessoas acima de 60 anos, assim 
como o aumento da inserção de pessoas 
acima de 60 anos no mercado de trabalho. 
d) Apresenta a preocupação com a diminui-
ção no número de casamentos entre pesso-
as de várias faixas etárias da população bra-
sileira, assim como a dificuldade dessas pes-
soas para conseguir emprego no mercado de 
trabalho. 
 Gabarito 
1- A 
2- A 
3- D 
4- A 
5- B 
6- C 
7- C 
 
 
 
A semântica é o estudo do significado e a 
interpretação de uma palavra, frase ou ex-
pressão de um determinado contexto. Esse 
processo é importante no estudo de portu-
guês para concursos porque o significado 
das palavras é essencial para quem fala e 
escreve. 
Algumas palavras podem ter diferentes signi-
ficados dependendo do contexto e esses 
significados estão na área de sentido da Lín-
gua Portuguesa. 
Então, veremos cada relação existe neste 
módulo. 
 Sinonímia: é quando a palavra 
ou expressão tem significado 
semelhante, isto é, são sinôni-
mos. Ex: Menino – garoto. 
 Antonímia: é quando a palavra 
ou expressão tem significado 
oposto, isto é, são antônimos. 
Ex: claro- escuro. 
 Hiperonímia: é a palavra que 
engloba outras mais específi-
cas, o todo. Ex: inseto, verdura. 
 Hiponímia: é a palavra de sen-
tido mais específico. Ex: mos-
quito, abobrinha. 
 Polissemia: é a multiplicidade 
de sentidos que uma palavra 
tem. Ex: Banco (pode ser o 
banco da praça, uma instituição 
financeira...). 
 Homonímia: são palavras que 
se assemelham. A homonímia 
divide se em: 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 5 
 
 Homônimas homógrafas: são iguais 
nas escritas e diferentes nas pronún-
cias. 
Ex: Governo (substantivo)/ governo (verbo). 
 Homônimas homófonas: são iguais 
nas pronúncias, mas diferentes nas 
escritas. 
Ex: ascender (elevar)/ acender (ligar). 
 Homônimos perfeitos: são iguais na 
escrita e na pronúncia. 
Ex: cura(verbo)/ cura (substantivo). 
 Paronímia: são palavras pare-
cidas, mas com significados di-
ferentes. 
Ex: ratificar (confirmar)/ retificar (corrigir). 
 
1-(ESAF) Indique a opção que preenche cor-
retamente todas as lacunas das frases. I – 
Na última _____ do grêmio, o orador foi bri-
lhante. II – Comprei os livros na _____ de 
brinquedos. III – Solicitamos ao diretor a 
_____ de duas salas. 
a. Sessão –seção – cessão. 
b. Seção – cessão – sessão. 
c. Cessão – seção – sessão. 
d. Sessão – cessão – seção. 
e. Seção – sessão – cessão. 
 
2- (IBFC) Chapeuzinho Vermelho foi seguida 
pelo lobo ______. O Apocalipse será a bata-
lha entre o Bem e o ______. 
Assinale abaixo a alternativa que preenche 
corretamente as lacunas. 
a. Mau/Mau. 
b. Mau/Mal. 
c. Mal/Mau. 
d. Mal/Mal 
 
3- Utilize a palavra adequada em cada uma 
das frases abaixo: 
a. (acender/ascender) O secretário 
__________ na empresa por meio de 
muito esforço e dedicação. Os funcio-
nários __________ as luzes externas 
do edifício. 
b. (concerto/conserto) O __________ do 
prédio ficou a um preço absurdo. O 
__________ será no Teatro Nacional, 
às 20h. 
c. (comprimento/cumprimento) Feito o 
__________, o senador deu início a 
seu discurso. O __________ da lei é 
essencial para que a ordem permane-
ça. Analisou o __________ do corre-
dor que levava ao gabinete presiden-
cial. 
d. (inflação/infração) Os jornais anunci-
am o aumento da __________. A 
__________ cometida pelo caseiro 
chocou o Brasil. 
e. (descrição/discrição) A __________ é 
uma virtude rara. Ele fez corretamente 
a __________ dos fatos. 
f. (senso/censo) Faltou __________ nos 
funcionários que analisaram a situa-
ção. O governo local realizará um no-
vo __________ este ano. 
g. . (ratificar/retificar) A afirmação a res-
peito do réu foi __________, pois con-
seguiu-se provar sua inocência. A tes-
temunha __________ que havia sido 
agredida, já que as marcas da violên-
cia eram evidentes. 
 
 
SORTE: TODO MUNDO MERECE 
Afinal, existe sorte e azar? 
 
No fundo, a diferença entre sorte e 
azar está no jeito como olhamos para 
o acaso. Um bom exemplo é o número 
13. Nos EUA, a expedição da Apollo 
13 foi uma das mais desastrosas de 
todos os tempos, e o número levou a 
culpa. Pelo mundo, existem construto-
res que fazem prédios que nem têm o 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 6 
 
13º andar, só para fugir do azar. Por 
outro lado, muita gente acha que o 13 
é, na verdade, o número da sorte. Um 
exemplo famoso disso foi o então au-
xiliar técnico do Brasil, Zagallo, que foi 
para a Copa do Mundo de (19)94 (a 
soma dá 13) dizendo que o Mundial ia 
terminar com o Brasil campeão devido 
a uma série de coincidências envol-
vendo o número. No final, o Brasil foi 
campeão mesmo, e a Apollo 13 retor-
nou a salvo para o planeta Terra, ape-
sar de problemas gravíssimos. Até ho-
je não se sabe quem foi o primeiro 
sortudo que quis homenagear a sorte 
com uma palavra só para ela. Os ro-
manos criaram o verbo sors, do qual 
deriva a “sorte” de todos nós que fa-
lamos português. Sors designava vá-
rios processos do que chamamos hoje 
de tirar a sorte e originou, entre outras 
palavras, a inglesa sorcerer, feiticeiro. 
O azar veio de um pouco mais longe. 
A palavra vem do idioma árabe e deri-
va do nome de um jogo de dados (no 
qual o criador provavelmente não era 
muito bom). Na verdade, ele poderia 
até ser bom, já que azar e sorte são 
sinônimos da mesma palavra: acaso. 
Matematicamente, o acaso – a sorte e 
o azar – é a aleatoriedade. E, pelas 
leis da probabilidade, no longo prazo, 
todos teremos as mesmas chances de 
nos depararmos com a sorte. Segun-
do essas leis, se você quer aumentar 
as suas chances, só existe uma saída: 
aposte mais no que você quer de ver-
dade. 
Revista Conhecer. São Paulo: Duetto. 
n. 28, out. 2011, p. 49. Adaptado. 
4-(CESGRANRIO) De acordo com o texto, a 
pergunta feita no subtítulo “Afinal, existe sor-
te e azar?” é respondida da seguinte manei-
ra: 
a. Depende das pessoas, umas têm mais 
sorte. 
b. A sorte e o azar podem estar, ou não, no 
número 13. 
c. Sorte e azar são frutos do acaso ou da 
aleatoriedade. 
d. Como são ocorrências prováveis, pode-se 
ter mais azar. 
e. A fé de cada um em elementos, como os 
números, pode dar sorte. 
5-(CESGRANRIO) No trecho “Os romanos 
criaram o verbo sors, do qual deriva a ‘sorte’ 
de todos nós que falamos português” (l.12-
13), sorte designa a. 
a) uma ideia. 
b) uma palavra. 
c) um conceito. 
d) o contrário de azar. 
e) o adjetivo do verbo sortear. 
6- (CESGRANRIO) A oração “envolvendo o 
número” (l. 9) pode ser substituída, sem pre-
juízo do sentido original, pela seguinte ora-
ção: 
a. por envolver o número. 
b. que envolviam o número. 
c. se envolvessem o número. 
d. já que envolvem o número. 
e. quando envolveram o número. 
 Gabarito 
1- A 
2- B 
3- ascendeu/acenderam 
conserto/ concerto 
cumprimen-
to/cumprimento/comprimento 
inflação/infração 
discrição/descrição 
senso/censo 
retificada/ratificou 
4- c 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 7 
 
5- b 
6- b 
 
 
 Denotação é o sentido real das 
palavras. 
Ex: Os alunos chegaram. 
 Conotação é o sentido imaginá-
rio das palavras. 
Ex: O jardim abraça a rosa. 
 
 
1- Escreva quais dos textos foram escri-
tos em linguagem conotativa (emotiva) 
e quais foram escritos em linguagem 
denotativa (informativa). 
a. “O homem velho deixa vida e morte pa-
ra trás Cabeça a prumo, segue rumo e 
nunca, nunca mais O grande espelho que 
é o mundo ousaria refletir os seus sinais, 
O homem velho é o rei dos animais” (Ca-
etano Veloso) 
b. “Para o mundo, quando era quinhentos 
anos mais- conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém 
sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua 
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger 
direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou 
habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de 
poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no 
exercício de atribuições do Poder Público; 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado 
por: 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação 
legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um 
ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a 
falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos 
direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes 
à nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
LXXII - conceder-se-á habeas data: 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à 
pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados 
de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo 
por processo sigiloso, judicial ou administrativo; 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação 
popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de 
entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, 
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o 
autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do 
ônus da sucumbência; 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e 
gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, 
assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença; 
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na 
forma da lei: 
a) o registro civil de nascimento; 
b) a certidão de óbito; 
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, 
e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania; 
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são 
assegurados a razoável duração do processo e os meios que 
garantam a celeridade de sua tramitação. 
§1º. As normas definidoras dos direitos e garantias 
fundamentais têm aplicação imediata. 
§2º. Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não 
excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela 
adotados, ou dos tratados internacionais em que a República 
Federativa do Brasil seja parte. 
§3º. Os tratados e convenções internacionais sobre direitos 
humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos 
membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. 
§4º. O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal 
Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. 
 
1.1 Direito à vida. O art. 5º, caput, da Constituição Federal, 
dispõe que o direito à vida é inviolável. Dividamos em subtópicos: 
A) Acepções do direito à vida. São duas as acepções deste direito 
à vida, a saber, o direito de permanecer vivo (ex.: o Brasil veda a 
pena de morte, salvo em caso de guerra declarada pelo Presidente da 
República em resposta à agressão estrangeira, conforme o art. 5º, 
XLVII, “a” c.c. art. 84, XIX, CF), e o direito de viver com dignidade 
(ex.: conforme o art. 5º, III, CF, ninguém será submetido à tortura 
nem a tratamento desumano ou degradante) (ex. 2: consoante o art. 
5º, XLV, CF, nenhuma pena passará da pessoa do condenado, 
podendo a obrigação de reparar o dano 
 
 5 
 
 
e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos de lei, 
estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do 
valor do patrimônio transferido) (ex. 3: são absolutamente 
vedadas neste ordenamento constitucional penas de caráter 
perpétuo, de banimento, cruéis, e de trabalhos forçados) (ex. 4: a 
pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com 
a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado, conforme o 
inciso XLVIII, do art. 5º, CF) (ex. 5: pelo art. 5º, XLIX, é 
assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral); 
B) Algumas questões práticas sobre o direito à vida. Como fica 
o caso das Testemunhas de Jeová, que não admitem receber 
transfusão de sangue? Como fica a questão do conflito entre o direito 
à vida e a liberdade religiosa? O entendimento prevalente é o de que 
o direito à vida deve prevalecer sobre a liberdade religiosa. 
E o caso da eutanásia/ortotanásia? São escassas as decisões 
judiciais admitindo o “direito de morrer”, condicionando isso ao 
elevado grau de sofrimento de quem pede, bem como a 
impossibilidade de recuperação deste. Há se lembrar que, tal como o 
direito de permanecer vivo, o direito à vida também engloba o direito 
de viver com dignidade, e conviver com o sofrimento físico 
é um profundo golpe a esta dignidade do agente. 
E a legalização do aborto? Também há grande celeuma em 
torno da questão. Quem se põe favoravelmente ao aborto o faz 
com base no direito à privacidade e à intimidade, de modo que 
não caberia ao Estado obrigar uma pessoa a ter seu filho. Quem 
se põe de maneira contrária ao aborto, contudo, o faz com base na 
vida do feto que se está dando fim com o procedimento abortivo. 
E a hipótese de fetos anencéfalos? O Supremo Tribunal Federal 
decidiu pela possibilidade de extirpação do feto anencefálico do 
ventre materno, sem que isso configure o crime de aborto previsto no 
Código Penal. Isto posto, em entendendo que o feto anencefálico tem 
vida, agora são três as hipóteses de aborto: em caso de estupro, em 
caso de risco à vida da gestante, e em caso de feto anencefálico. Por 
outro lado, em entendendo que o feto anencefálico não tem vida, não 
haverá crime de aborto por se tratar de crime impossível, afinal, para 
que haja o delito é necessário que o feto esteja vivo. De toda 
maneira, qualquer que seja o entendimento adotado, agora é possível 
tal hipótese, independentemente de autorização judicial. 
 
1.2 Direito à liberdade. O direito à liberdade, consagrado no 
caput do art. 5º, CF, é genericamente previsto no segundo inciso 
do mesmo artigo, quando se afirma que ninguém será obrigado a 
fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Tal 
dispositivo representa a consagração da autonomia privada. 
Trata-se a liberdade, contudo, de direito amplíssimo, por 
compreender, dentre outros, a liberdade de opinião, a liberdade 
de pensamento, a liberdade de locomoção, a liberdade de 
consciência e crença, a liberdade de reunião, a liberdade de 
associação, e a liberdade de expressão. 
Dividamos em subtópicos: 
A) Liberdade de consciência, de crença e de culto. O art. 5º, VI, 
da Constituição Federal, prevê que é inviolável a liberdade de 
consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos 
cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de 
culto e a suas liturgias. Ademais, o inciso VII, do art. 5º, dispõe que é 
assegurada, nos termos de lei, a prestação de assistência religiosa nas 
entidades civis e militares de internação coletiva. 
 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
Há se ressaltar, preliminarmente, que a “consciência” é mais 
algo amplo que “crença”. A “crença” tem aspecto essencialmente 
religioso, enquanto a “consciência” abrange até mesmo a 
ausência de uma crença. 
Isto posto, o “culto” é a forma de exteriorização da crença. O 
culto se realiza em templos ou em locais públicos (desde que 
atenda à ordem pública e não desrespeite terceiros). 
O Brasil não adota qualquer religião oficial, como a República 
Islâmica do Irã, p. ex. Em outros tempos, o Brasil já foi uma nação 
oficialmente católica.Com a Lei Fundamental de 1988, o seu art. 19 
vedou o estabelecimento de religiões oficiais pelo Estado. 
O que é a “escusa de consciência”? Está prevista no art. 5º, 
VIII, da Constituição, segundo o qual ninguém será privado de 
direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica 
ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal 
a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa 
fixada em lei. 
Enfim, a escusa de consciência representa a possibilidade que a 
pessoa tem de alegar algum imperativo filosófico/religioso/político 
para se eximir de alguma obrigação, cumprindo, em contrapartida, 
uma prestação alternativa fixada em lei. 
A prestação alternativa não tem qualquer cunho sancionatório. 
É apenas uma forma de se respeitar a convicção de alguém. 
E se não houver prestação alternativa fixada em lei, fica 
inviabilizada a escusa de consciência? Não, a possibilidade é ampla. 
Mesmo se a lei não existir, a pessoa poderá alegar o imperativo de 
consciência, independentemente de qualquer contraprestação. 
E se a pessoa se recusa a cumprir, também, a prestação 
alternativa? Ficará com seus direitos políticos suspensos (há quem 
diga que seja hipótese de perda dos direitos políticos, na verdade), 
por força do que prevê o art. 15, IV, da Constituição Federal; 
B) Liberdade de locomoção. Consoante o inciso XV, do art. 
5º, da Lei Fundamental, é livre a locomoção no território nacional 
em tempos de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos de lei 
(essa lei é a de nº 6.815 - Estatuto do Estrangeiro), nele entrar, 
permanecer ou dele sair com seus bens. 
Isso nada mais representa que a “liberdade de ir e vir”; 
C) Liberdade da manifestação do pensamento. Conforme o art. 
5º, IV, da Constituição pátria, é livre a manifestação do pensamento, 
sendo vedado o anonimato. Por outro lado, o inciso subsequente a 
este assegura o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da 
indenização por dano material, moral ou à imagem. 
Veja-se, pois, que a Constituição protege a “manifestação” do 
pensamento, isto é, sua exteriorização, já que o “pensamento em 
si” já é livre por sua própria natureza de atributo inerente ao 
homem. 
Ademais, a vedação ao anonimato existe justamente para 
permitir a responsabilização quando houver uma manifestação 
abusiva do pensamento; 
D) Liberdade de profissão. É livre o exercício de qualquer 
trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer (art. 5º, XIII, CF). 
Trata-se de norma constitucional de eficácia contida, seguindo a 
tradicional classificação de José Afonso da Silva, pois o exercício de 
qualquer trabalho é livre embora a lei possa estabelecer restrições. É 
o caso do exercício da advocacia, p. ex., condicionado 
à prévia composição dos quadros da Ordem dos Advogados do 
Brasil por meio de exame de admissão. 
Tal liberdade representa tanto o exercício de qualquer 
profissão como a escolha de qualquer profissão; 
 
 
 6 
 
 
E) Liberdade de expressão. Trata-se de liberdade amplíssima. 
Conforme o nono inciso, do art. 5º, da Lei Fundamental, é livre a 
expressão da atividade intelectual, artística, científica e de 
comunicação, independentemente de censura ou licença. 
Tal dispositivo é a consagração do direito à manifestação do 
pensamento, ao estabelecer meios que deem efetividade a tal 
direito, afinal, o rol exemplificativo de meios de expressão 
previstos no mencionado inciso trata das atividades intelectuais, 
melhor compreendidas como o direito à elaboração de raciocínios 
independentes de modelos preexistentes, impostos ou 
negativamente dogmatizados; das atividades artísticas, que 
representam o incentivo à cena cultural, sem que músicas, livros, 
obras de arte e espetáculos teatrais, por exemplo, sejam objeto de 
censura prévia, como houve no passado recente do país; das 
atividades científicas, aqui entendidas como o direito à pesquisa e 
ao desenvolvimento tecnológico; e da comunicação, termo 
abrangente, se considerada a imprensa, a televisão, o rádio, a 
telefonia, a internet, a transferência de dados etc.; 
F) Liberdade de informação. É assegurado a todos o acesso à 
informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao 
exercício profissional (art. 5º, XIV, CF). 
Tal liberdade engloba tanto o direito de informar 
(prerrogativa de transmitir informações pelos meios de 
comunicação), como o direito de ser informado. 
Vale lembrar, inclusive, que conforme o art. 5º, XXXIII, da 
Constituição, todos têm direito a receber dos órgãos públicos 
informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo 
ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
G) Liberdade de reunião e de associação. Pelo art. 5º, XVI, 
CF, todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais 
abertos ao público, independentemente de autorização, desde que 
não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o 
mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade 
competente. Eis a liberdade de reunião. 
Já pelo art. 5º, XVII, CF, é plena a liberdade de associação 
para fins lícitos, sendo vedado que associações tenham caráter 
paramilitar. Eis a liberdade de associação. 
O que diferencia a “reunião” da “associação”, basicamente, é o 
espaço temporal em que existem. As reuniões são temporárias, para 
fins específicos (ex.: protesto contra a legalização das drogas). 
Já as associações são permanentes, ou, ao menos, duram por mais 
tempo que as reuniões (ex.: associação dos plantadores de tomate). 
Ademais, a criação de associações independe de lei, sendo 
vedada a interferência estatal em seu funcionamento (art. 5º, 
XVIII, CF). As associações poderão ter suas atividades suspensas 
(para isso não se exige decisão judicial transitada em julgado), ou 
poderão ser dissolvidas (para isso se exige decisão judicial 
transitada em julgado) (art. 5º, XIX, CF). Ninguém poderá ser 
compelido a associar-se ou manter-se associado, contudo (art. 5º, 
XX, CF). 
Também, o art. 5º, XXI, da CF, estabelece a possibilidade de 
representação processual dos associados pelas entidades 
associativas. Trata-se de verdadeira representação processual 
(não é substituição), que depende de autorização expressão dos 
associados nesse sentido, que pode ser dada em assembleia ou 
mediante previsão genérica no Estatuto. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
1.3 Direito à igualdade. Um dos mais importantes direitos 
fundamentais, convém dividi-lo em subtópicos para melhor 
análise: 
A) Igualdade formal e material. A igualdade deve ser analisada 
tanto em seu prisma formal, como em seu enfoque material. 
Sob enfoque formal, a igualdade consiste em tratar a todos 
igualmente (ex.: para os maiores de dezesseis anos e menores de 
dezoito anos, o voto é facultativo. Todos que se situam nesta 
faixa etária têm o direito ao voto, embora ele seja facultativo). 
Ademais, neste enfoque formal, a igualdade pode ser na lei 
(normas jurídicas não podem fazer distinções que não sejam 
autorizadas pela Constituição), bem como perante a lei (a lei deve 
ser aplicada igualmente a todos, mesmo que isso crie desigualdade). 
Já sob enfoque material, a igualdade consiste em tratar de 
forma desigual os desiguais (ex: o voto é facultativo para os 
analfabetos. Todavia, os analfabetos não podem ser votados. A 
alfabetização é uma condição de elegibilidade. Significa que, se o 
indivíduo souber ler e escrever, poderá ser votado. Se não, há 
óbice constitucional a que ocupe cargo eletivo); 
B) Igualdade de gênero. A CF é expressa, em seu art. 5º, I: 
homens e mulheres são iguais nos termos da Constituição Federal. 
Isso significa que a CF pode fixar distinções, como o faz quanto 
aos requisitos para aposentadoria, quanto à licença-gestante, e 
quanto ao serviço militar obrigatórioapenas para os indivíduos 
do sexo masculino, p. ex. Quanto à legislação infraconstitucional, 
é possível fixar distinções, desde que isso seja feito em 
consonância com a Constituição Federal, isto é, sem excedê-la ou 
for-lhe insuficiente. 
 
1.4 Direito à segurança. A segurança é tratada tanto no caput do 
art. 5º, como no caput do art. 6º, ambos da Constituição Federal. 
No caput do art. 6º, se refere à segurança pública, que será 
estudada quando da análise dos direitos sociais. A segurança a 
que se refere o caput do art. 5º é a segurança jurídica, que impõe 
aos Poderes públicos o respeito à estabilidade das relações 
jurídicas já constituídas. 
Engloba-se, pois, o direito adquirido (o direito já se 
incorporou a seu titular), o ato jurídico perfeito (há se preservar a 
manifestação de vontade de quem editou algum ato, desde que ele 
não atente contra a lei, a moral e os bons costumes), e a coisa 
julgada (é a imutabilidade de uma decisão que impede que a 
mesma questão seja debatida pela via processual novamente), 
consagrados todos no art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. 
 
1.5 Direito de propriedade. Conforme o art. 5º, caput e 
inciso XXII, da Constituição Federal, é assegurado o direito de 
propriedade. Há limitações, contudo, a tal direito, como a função 
social da propriedade. Para melhor compreender tal instituto 
fundamental, pois, há se dividi-lo em temas específicos: 
A) Função social da propriedade. A função social, consagrada 
no art. 5º, XXIII, CF, não é apenas um limite ao direito de 
propriedade, mas, sim, faz parte da própria estrutura deste direito. 
“Trocando em miúdos”, só há direito de propriedade se atendida sua 
função social (há, minoritariamente, quem pense o contrário). 
Aliás, é esta função social da propriedade que assegura que a 
pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que 
trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento 
de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei 
sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento (art. 5º, XXVI, 
CF); 
 
B) Inviolabilidade do domicílio. A Constituição Federal 
assegura, em seu art. 5º, XI, que a casa é asilo inviolável do 
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para 
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. 
Veja-se que, em caso de flagrante delito, para prestar socorro, 
ou evitar desastre, na casa se pode entrar a qualquer hora do dia. 
Se houver necessidade de determinação judicial, a entrada na 
residência, salvo consentimento do morador, somente pode ser 
feita durante o dia; 
C) Requisição da propriedade. A Constituição Federal prevê 
duas hipóteses de requisição: no caso de iminente perigo público, 
a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, 
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano 
(art. 5º, XXV, CF); e no caso de vigência de estado de sítio, 
decretado em caso de comoção grave de repercussão nacional ou 
ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia da medida 
tomada durante o estado de defesa, é possível a requisição de 
bens (art. 139, VII, CF). 
Na requisição civil não há transferência de propriedade. Há 
apenas uso ou ocupação temporários da propriedade particular. 
Trata-se de ocupação emergencial, de modo que só caberá 
indenização posterior, e, ainda, se houver dano. 
A requisição militar também é emergencial. Também só 
haverá indenização posterior, diante de dano; 
D) Desapropriação da propriedade. Prevista no art. 5º, 
XXIV, da CF, é cabível em três casos: necessidade pública; 
utilidade pública; e interesse social. 
Na desapropriação, dá-se retirada compulsória da propriedade 
do particular. 
Se em razão de interesse social, exige-se indenização em 
dinheiro justa e prévia, como regra geral. 
E, nos casos de necessidade e utilidade pública, o particular não 
tem culpa alguma. Trata-se, meramente, de situação de prevalência 
do interesse público sobre o interesse privado. A indenização, como 
regra geral, também deve ser prévia, justa, e em dinheiro. 
Ainda, no caso de desapropriação por interesse social, pode 
ocorrer a chamada “desapropriação sanção”, pelo desatendimento 
da função social da propriedade. Nesse caso, diante da “culpa” do 
proprietário, a indenização será prévia, justa, porém não será em 
dinheiro, mas sim em títulos públicos. Com efeito, são duas as 
hipóteses de desapropriação-sanção: desapropriação-sanção de 
imóvel urbano, prevista no art. 182, §4º, III, CF (o pagamento é 
feito em títulos da dívida pública, com prazo de resgate de até dez 
anos); desapropriação-sanção de imóvel rural, prevista no art. 
184, CF (ela é feita para fins de reforma agrária, e o pagamento é 
feito em títulos da dívida agrária, com prazo de resgate de até 
vinte anos, contados a partir do segundo ano de sua emissão); 
E) Confisco da propriedade. O confisco está previsto no art. 
243 da CF. Também é hipótese de transferência compulsória da 
propriedade, como a desapropriação. Mas, dela se distingue 
porque no confisco não há pagamento de qualquer indenização. 
Isto posto, são duas as hipóteses de confisco: as propriedades 
urbanas e rurais de qualquer região do país onde forem localizadas 
culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho 
escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma 
agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer 
indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções 
previstas em lei, observado, no que couber, o disposto no art. 5º 
 
 7 
 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
(art. 243, caput, CF, com redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 81/2014); bem como todo e qualquer bem de 
valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins e da exploração de trabalho escravo 
será confiscado e reverterá a fundo especial com destinação 
específica, na forma da lei (art. 243, parágrafo único, CF, também 
com redação dada pela EC nº 81/2014); 
F) Usucapião da propriedade (aquelas previstas na 
Constituição). Há duas previsões constitucionais acerca de 
usucapião, em que o prazo para aquisição da propriedade é 
reduzido: usucapião urbano (aquele que possuir como sua área 
urbana de até duzentos e cinquenta metros quadrados, por cinco 
anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua 
moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que 
não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural, conforme o 
art. 183, caput, da CF); e usucapião rural (aquele que, não sendo 
proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por 
cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona 
rural, não superior a cinquenta hectares, tornando-a produtiva por 
seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-
lhe-á a propriedade, consoante o art. 191, caput, da CF). 
Não custa chamar a atenção, veja-se, que as hipóteses 
constitucionais também exigem os requisitos tradicionais da 
usucapião, a saber, a posse mansa e pacífica, a posse ininterrupta, 
e a posse não precária. 
Não custa lembrar, por fim, que imóveis públicos não podem 
ser adquiridos por usucapião; 
G) Propriedade intelectual. A Constituição protege a 
propriedade intelectual como direito fundamental. 
Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, 
publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos 
herdeiros pelo tempo que a lei fixar (art. 5º, XXVII, CF). 
São assegurados, nos termos de lei, a proteção às participações 
individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz 
humanas, inclusive nas atividades esportivas (art. 5º, XXVIII, 
“a”, CF), bem como direito de fiscalização do aproveitamento 
econômico das obras que criarem ou de que participarem (art. 5º, 
XXVIII, “b”, CF). 
A lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégiotemporário para sua utilização, bem como proteção às criações 
industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a 
outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o 
desenvolvimento tecnológico e econômico do país (art. 5º, XXIX, 
CF); 
H) Direito de herança. Tal direito está previsto, de maneira 
pioneira, no trigésimo inciso, do art. 5º, CF. Nas outras 
Constituições, ele era apenas deduzido do direito de propriedade. 
Ademais, a sucessão de bens de estrangeiros situados no país 
será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos 
filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei 
pessoal do “de cujus” (art. 5º, XXXI, CF). 
 
1.6 Direito à privacidade. Para o estudo do Direito 
Constitucional, a privacidade é o gênero, do qual são espécies a 
intimidade, a honra, a vida privada e a imagem. Neste sentido, o 
inciso X, do art. 5º, da Constituição, prevê que são invioláveis a 
intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral 
decorrente de sua violação: 
 
A) Intimidade, vida privada e publicidade (imagem). Pela 
“Teoria das Esferas”, importada do direito alemão, quanto mais 
próxima do indivíduo, maior a proteção a ser conferida à esfera 
(as esferas são representadas pela intimidade, pela vida privada, e 
pela publicidade). 
Desta maneira, a intimidade merece maior proteção. São 
questões de foro personalíssimo de seu detentor, não competindo 
a terceiros invadir este universo íntimo. 
Já a vida privada merece proteção intermediária. São 
questões que apenas dizem respeito a seu detentor, desde que 
realizadas em ambiente íntimo. Se momentos da vida privada são 
expostos ao público, pouco pode fazer a proteção legal que não 
resguardar a honra e a imagem do indivíduo. 
Por fim, na publicidade a proteção é mínima. Compete à 
proteção legal apenas resguardar a honra do indivíduo, já que o 
ato é público; 
B) Honra. O direito à honra almeja tutelar o conjunto de 
atributos pertinentes à reputação do cidadão sujeito de direitos. 
Exatamente por isso o Código Penal prevê os chamados “crimes 
contra a honra”. 
 
 
1.7 Direitos de acesso à justiça. São vários os 
desdobramentos desta garantia: 
A) Defesa do consumidor. Conforme o inciso XXXII, do art. 
5º, da Constituição, o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa 
do consumidor. Tal lei existe, e foi editada em 1990. É a Lei nº 
8.078 - Código de Defesa do Consumidor; 
B) Inafastabilidade do Poder Judiciário. A lei não excluirá da 
apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça de direito (art. 5º, 
XXXV, CF). Junte-se a isso o fato de que os juízes não podem se 
furtar de decidir (proibição do “non liquet”). Isso tanto é verdade 
que, na ausência de lei, ou quando esta for omissa, o juiz decidirá o 
caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de 
direito (art. 4º, da Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro); 
C) Direito de petição e direito de certidão. São a todos 
assegurados, independentemente do pagamento de taxas, o direito 
de petição aos Poderes públicos em defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, XXXIV, “a”, CF), bem 
como a obtenção de certidões em repartições públicas, para 
defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse 
pessoal (art. 5º, XXXIV, “b”, CF); 
D) Direito ao juiz natural. A Constituição veda, em seu art. 
5º, XXXVII, a criação de juízos ou tribunais de exceção. Desta 
maneira, todos devem ser processados e julgados por autoridade 
judicial previamente estabelecida e constitucionalmente investida 
em seu ofício. Não é possível a criação de um tribunal de 
julgamento após a prática do fato tão somente para apreciá-lo. 
Em mesmo sentido, o art. 5º, LIII, CF prevê que ninguém será 
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
E) Direito ao tribunal do júri. Ao tribunal do júri compete o 
julgamento dos crimes dolosos contra a vida, salvo se tiver o 
agente prerrogativa de foro assegurada na Constituição Federal, 
caso em que esta prerrogativa prevalecerá sobre o júri (é o caso 
do Prefeito Municipal, p. ex., que será julgado pelo Tribunal de 
Justiça, pelo Tribunal Regional Federal ou pelo Tribunal Regional 
Eleitoral a depender da natureza do delito perpetrado). 
 
 8 
 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
Ademais, além da competência para crimes dolosos contra a 
vida, norteiam o júri a plenitude de defesa (que é mais que a 
ampla defesa), o sigilo das votações, e a soberania dos veredictos; 
F) Direito ao devido processo legal. Ninguém será privado da 
liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal (art. 5º, 
LIV). Em verdade, o termo correto é “devido procedimento 
legal”, pois todo processo, para ser processo, deve ser legal. O 
que pode ser legal ou ilegal é o “procedimento”. 
Ademais, há se lembrar que também na esfera administrativa 
(e não só na judicial) o direito ao procedimento é devido. 
Por fim, insere-se na cláusula do devido processo legal o 
direito ao duplo grau de jurisdição, consistente na possibilidade 
de que as decisões emanadas sejam revistas por outra autoridade 
também constitucionalmente investida; 
G) Direito ao contraditório e à ampla defesa. 
“Contraditório” e “ampla defesa” não são a mesma coisa, se 
entendendo pelo primeiro o direito vigente a ambas as partes de 
serem informadas dos atos processuais praticados, e pelo segundo 
o direito do acusado de se defender das imputações que lhe são 
feitas. Assim, enquanto o contraditório vale para ambas as partes, 
a ampla defesa só vale para o acusado. 
O contraditório e a ampla defesa vigem tanto para o 
procedimento judicial como para o administrativo. Neste sentido, 
o art. 5º, LV, CF prevê que aos litigantes, em processo judicial ou 
administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o 
contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela 
inerentes; 
H) Inadmissibilidade de provas ilícitas. São inadmissíveis no 
processo tanto as provas obtidas ilicitamente (quanto contrárias à 
Constituição) como as obtidas ilegitimamente (quando contrários 
aos procedimentos estabelecidos pela lei processual). Prova 
“ilícita” e “ilegítima” são espécies do gênero “prova ilegal”. 
O art. 5º, LVI, CF diz “menos do que queria dizer”, por se 
referir apenas às provas ilícitas; 
I) Direito à ação penal privada subsidiária da pública. O titular 
da ação penal pública é o Ministério Público, e a ele compete, pois, 
manejar esta espécie de ação penal. Se isto não for feito por pura 
desídia do órgão ministerial, é possível o manejo de ação penal 
privada subsidiária da pública pela vítima (art. 5º, LIX, CF); 
J) Direito à publicidade dos atos processuais. Todos os atos 
processuais serão públicos (art. 5º, LX, CF) e as decisões deverão 
ser devidamente fundamentadas (art. 93, IX, CF). É possível 
impor o sigilo processual se o interesse público ou motivo de 
força maior assim indicar; 
K) Direito à assistência judiciária. O Estado prestará assistência 
jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de 
recursos (art. 5º, LXXIV, CF). À Defensoria Pública competirá tal 
função, nos moldes do art. 134, caput, da Constituição Federal. 
Ademais, são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na 
forma da lei, o registro civil de nascimento (art. 5º, LXXVI, “a”, 
CF) e a certidão de óbito (art. 5º, LXXVI, “b”, CF); 
L) Direito à duração razoável do processo. Trata-se de inciso 
acrescido à Constituição Federal pela Emenda Constitucional nº 
45/2004. 
Objetiva-se fazer cessar as pelejas judiciais infindáveis. Para 
se aferir a duração razoável do processo, é preciso analisar o grau 
de complexidade da causa, a disposição das partes no resultado 
da demanda, e a atividade jurisdicional que caminhe no sentido 
de prezar ou não por um fim célere (mas com qualidade). 
 
 
 
1.8Direitos constitucionais penais. Vejamos: 
A) Princípio da legalidade. Não há crime sem lei anterior que 
o defina, nem pena sem prévia cominação legal (art. 5º, XXXIX, 
CF). Ademais, a lei penal somente retroagirá se para beneficiar o 
acusado (art. 5º, XL, CF); 
B) Princípio da pessoalidade das penas. Nenhuma pena 
passará da pessoa do condenado (apenas a obrigação de reparar o 
dano e a decretação do perdimento de bens podem passar da 
pessoa do condenado, se estendendo aos seus sucessores até o 
limite do patrimônio transferido). Eis o teor inciso XLV, do art. 
5º, da Lei Fundamental pátria; 
C) Princípio da presunção de inocência (ou presunção de 
não culpabilidade). Ninguém será considerado culpado até o 
trânsito em julgado de sentença penal condenatória (art. 5º, LVII, 
CF). Assim, enquanto for possível algum recurso, a presunção do 
acusado é de inocência. 
Isso não represente um óbice à imposição de prisões 
processuais/medidas cautelares diversas da prisão, todavia; 
D) Crimes previstos na Constituição. A prática do racismo 
constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de 
reclusão, nos termos da lei (art. 5º, XLII). 
A lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou 
anistia a prática de tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas 
afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles 
respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-
los, se omitirem (art. 5º, XLIII, CF). 
Por fim, constitui crime inafiançável e imprescritível a ação 
de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático (art. 5º, XLIV, CF); 
E) Direitos relacionados a prisões. Em regra, toda prisão deve 
ser determinada pela autoridade judicial, mediante ordem escrita e 
fundamentada, salvo se em caso de flagrante delito (art. 5º, LXI, 
CF). 
Ato contínuo, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se 
encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e 
à família do preso ou à pessoa por ele indicada (art. 5º, LXII, CF). 
Nada obstante, o preso será informado de seus direitos, dentre 
os quais o de permanecer calado (direito a não autoincriminação), 
sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado (art. 
5º, LXIII, CF). 
O preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua 
prisão ou por seu interrogatório policial (art. 5º, LXIV, CF), 
valendo lembrar que toda prisão ilegal será imediatamente 
relaxada pela autoridade judicial (art. 5º, LXV, CF). 
Ademais, ninguém será levado à prisão ou nela mantido 
quando a lei admitir a liberdade provisória com ou sem fiança 
(art. 5, LXVI, CF). 
Por fim, às presidiárias serão asseguradas condições para que 
possam permanecer com seus filhos durante o período de 
amamentação (art. 5º, L, CF); 
F) Penas admitidas e vedadas pelo ordenamento pátrio. São 
admitidas as penas de privação ou restrição de liberdade, perda 
de bens, multa, prestação social alternativa, bem como suspensão 
ou interdição de direitos. 
Por outro lado, não haverá penas de morte (salvo em caso de 
guerra declarada pelo Presidente da República contra nação 
estrangeira), de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de 
banimento e cruéis. Eis o teor do inciso XLVII, do art. 5º, da 
Magna Carta pátria; 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
G) Uso de algemas. Consoante a Súmula Vinculante nº 11, só é 
lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio 
de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte 
do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, 
sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou 
da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se 
refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado; 
H) Sigilosidade do inquérito policial para o defensor do 
acusado. De acordo com o art. 20, do Código de Processo Penal, a 
autoridade policial assegurará no inquérito o sigilo necessário à 
elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. Mas, esse 
sigilo não é absoluto, pois, em verdade, tem acesso aos autos do 
inquérito o juiz, o promotor de justiça, e a autoridade policial, e, 
ainda, de acordo com o art. 5º, LXIII, CF, com o art. 7º, XIV, da Lei 
nº 8.906/94 (“Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil”), e com a 
Súmula Vinculante nº 14, o advogado tem acesso aos atos já 
documentados nos autos, independentemente de procuração, para 
assegurar direito de assistência do preso e investigado. 
Desta forma, veja-se, o acesso do advogado não é amplo e 
irrestrito. Seu acesso é apenas às informações já introduzidas nos 
autos, mas não em relação às diligências em andamento. 
Caso o delegado não permita o acesso do advogado aos atos já 
documentados, é cabível reclamação ao STF para ter acesso às 
informações (por desrespeito a teor de Súmula Vinculante), habeas 
corpus em nome de seu cliente, ou o meio mais rápido que 
é o mandado de segurança em nome do próprio advogado, já que 
a prerrogativa violada de ter acesso aos autos é dele. 
 
 
2 Direitos sociais. Convém reproduzir os dispositivos 
constitucionais pertinentes ao tema: 
 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a 
alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a 
previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a 
assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. 
 
Art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além 
de outros que visem à melhoria de sua condição social: 
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária 
ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá 
indenização compensatória, dentre outros direitos; 
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; 
III - fundo de garantia do tempo de serviço; 
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, 
capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua 
família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, 
vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes 
periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada 
sua vinculação para qualquer fim; 
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do 
trabalho; 
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em 
convenção ou acordo coletivo; 
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os 
que percebem remuneração variável; 
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração 
integral ou no valor da aposentadoria; 
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; X 
- proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua 
retenção dolosa; 
 
 
 
 
XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da 
remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da 
empresa, conforme definido em lei; 
XII - salário-família pago em razão do dependente do 
trabalhador de baixa renda nos termos da lei; 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas 
diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de 
horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção 
coletiva de trabalho; 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em 
turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos 
domingos; 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no 
mínimo, em cinquenta por cento à do normal; 
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 
um terço a mais do que o salário normal; 
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do 
salário, com a duração de cento e vinte dias; 
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante 
incentivos específicos, nos termos da lei; 
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo 
no mínimo de trinta dias, nos termos da lei; 
XXII - reduçãodos riscos inerentes ao trabalho, por meio de 
normas de saúde, higiene e segurança; 
XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, 
insalubres ou perigosas, na forma da lei; 
XXIV - aposentadoria; 
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o 
nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas; 
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos 
de trabalho; 
XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei; 
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do 
empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, 
quando incorrer em dolo ou culpa; 
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de 
trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os 
trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a 
extinção do contrato de trabalho; 
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de 
funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor 
ou estado civil; 
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a 
salário e critérios de admissão do trabalhador portador de 
deficiência; 
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico 
e intelectual ou entre os profissionais respectivos; 
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a 
menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis 
anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; 
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com 
vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. 
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores 
domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, 
XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, 
XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e 
observada a simplificação do cumprimento das obrigações 
tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de 
trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, 
IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à 
previdência social. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
Art. 8º. É livre a associação profissional ou sindical, 
observado o seguinte: 
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a 
fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, 
vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na 
organização sindical; 
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, 
em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou 
econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos 
trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser 
inferior à área de um Município; 
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses 
coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões 
judiciais ou administrativas; 
IV - a assembleia geral fixará a contribuição que, em se 
tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para 
custeio do sistema confederativo da representação sindical 
respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei; 
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a 
sindicato; 
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas 
negociações coletivas de trabalho; 
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas 
organizações sindicais; 
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do 
registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical 
e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, 
salvo se cometer falta grave nos termos da lei. 
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à 
organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores, 
atendidas as condições que a lei estabelecer. 
 
Art. 9º. É assegurado o direito de greve, competindo aos 
trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre 
os interesses que devam por meio dele defender. 
§1º. A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá 
sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 
§2º. Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas 
da lei. 
 
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e 
empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus 
interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de 
discussão e deliberação. 
 
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é 
assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade 
exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os 
empregadores. 
 
2.1 Finalidade dos direitos sociais. Os direitos sociais 
pertencem à segunda geração/dimensão de direitos fundamentais, 
ligando-se ao valor “igualdade”. 
Com efeito, o grande objetivo dos direitos sociais é 
concretizar a igualdade material, através do reconhecimento da 
existência de diferenças na condição econômico-financeira da 
população, o que faz necessário uma atuação do Estado na busca 
deste substrato da igualdade. Disso infere-se, pois, que a principal 
(mas não única) finalidade dos direitos sociais é proteger os 
marginalizados e/ou os hipossuficientes. 
 
2.2 Direitos sociais em espécie. São os previstos no art. 6º, da 
Constituição Federal, em rol não exauriente: 
A) Direito social à educação. Possui o direito social à 
educação grande assunção de conteúdo auto obrigacional pelo 
Estado, nos arts. 205 a 214 da Constituição. 
Destes, o art. 205 afirma que a educação é “dever do Estado”, o 
art. 206, I, preceitua que a “igualdade de condições para o acesso e 
permanência na escola” é um dos princípios norteadores do tema, o 
art. 208, I, normatiza que o dever do Estado com a educação será 
efetivado mediante a garantia de “educação básica obrigatória e 
gratuita dos quatro aos dezessete anos de idade, assegurada sua oferta 
gratuita para todos os que a ela não tiverem acesso na idade própria”, 
e o inciso IV do mesmo dispositivo fala em “educação infantil em 
creche e pré-escola para crianças de até cinco anos de idade”. 
Ademais, os parágrafos primeiro e segundo do art. 208 cravam, 
respectivamente, que o “acesso ao ensino obrigatório e gratuito é 
direito público subjetivo”, e que o “não oferecimento do ensino 
obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa 
responsabilidade da autoridade competente”. Por fim, o art. 212 e 
seus parágrafos tratam da porcentagem de distribuição de tributos 
pelas pessoas da Administração Pública Direta entre si e na educação 
propriamente. 
Interessante notar, em primeira análise, que o Estado se exime da 
obrigatoriedade no fornecimento de educação superior, no art. 208, 
V, quando assegura, apenas, o “acesso” aos níveis mais elevados de 
ensino, pesquisa e criação artística. Fica denotada ausência de 
comprometimento orçamentário e infraestrutural estatal com um 
número suficiente de universidades/faculdades públicas aptas a 
recepcionar o maciço contingente de alunos que saem da camada 
básica de ensino, sendo, pois, clarividente exemplo de aplicação da 
reserva do possível dentro da Constituição. Aliás, vale lembrar, foi 
esse o motivo - o direito à matrícula numa universidade pública 
- que ensejou o desenvolvimento da “reserva” no direito alemão, 
com a diferença de que lá se trabalha com extensão territorial, 
populacional e financeira muito diferente daqui. Enfim, “trocando 
em miúdos”, tem-se que o Estado apenas assume compromisso 
no acesso ao ensino superior, via meios de preparo e inclusão 
para isso, mas não garante, em momento algum, a presença de 
todos que tiverem este almejo neste nível de capacitação. 
Noutra consideração ainda sobre o inciso V, é preciso 
observar que se utiliza a expressão “segundo a capacidade de 
cada um”, de forma que o critério para admissão em 
universidades/faculdades públicas é, somente, pelo preparo 
intelectual do cidadão, a ser testado em avaliações com tal fito, 
como o vestibular e o exame nacional do ensino médio.Trata-se 
de método no qual, através de filtragem darwinista social, se 
define aqueles que prosseguirão em seu aprendizado, formando 
massa rara de portadores de diploma universitário. 
Assim, o que se observa é que o Estado assume compromisso 
educacional com os brasileiros de até dezessete anos de idade, via 
educação infantil em creche e pré-escola até os cinco anos (art. 
208, IV, CF), e via educação básica e obrigatória dos quatro até 
dezessete anos (art. 208, I). Afora esta faixa etária, somente terão 
acesso à educação básica aqueles que não a tiveram em seu 
devido tempo; 
B) Direito social à saúde. De maneira indúbia, é no direito à 
saúde que se concentram as principais discussões recentes do 
Direito Constitucional. 
 
 11 
 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
Esse acirramento de ânimos no que diz respeito à saúde se dá 
tanto porque, de todos os direitos sociais, este é o que mais perto 
está do direito fundamental individual à vida, do art. 5º, caput, da 
Constituição pátria, como porque são visíveis os avanços da 
medicina/indústria farmacêutica nos últimos tempos - embora não 
sejam menos cristalinos os preços praticados no setor. É dizer: o 
direito fundamental à saúde tem custo de individualização 
exacerbado, se comparado com o anterior direito social à educação. 
Como se não bastasse, é ululante o caráter híbrido da saúde, em 
considerando seus enfoques positivo - o direito individual de receber 
saúde -, e negativo - o dever do Estado de fornecer saúde. Tal direito 
está disciplinado na Lei Fundamental nos arts. 196 a 200, e, dentre 
estes, o art. 196 afirma ser a saúde “direito de todos e dever do 
Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem 
à redução do risco de doença e outros agravos e ao acesso universal e 
igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e 
recuperação”, e o art. 198, parágrafos primeiro a terceiro, tratam da 
distribuição de recursos para 
manutenção desta garantia fundamental. 
Some-se a isso o fato do direito à saúde ser amplíssimo, bastando 
para essa conclusão a análise superficial do rol de funções do 
Sistema Único de Saúde contido no art. 200 da Constituição, pelo 
qual, dentre outras, são atribuições do SUS a execução de ações de 
vigilância sanitária e epidemiológica (inciso II), a ordenação da 
formação de recursos humanos na área (inciso III), a participação da 
formulação da política e da execução das ações de saneamento básico 
(inciso IV), a colaboração na proteção do meio ambiente, nele 
comprometido o do trabalho (inciso VIII) etc. Outrossim, há ainda 
outra extensa gama de questões circundantes, como a determinação 
de internação de pacientes em unidades de terapia intensiva, a 
insuficiência de leitos hospitalares comuns, o fornecimento de 
medicamentos importados e de alto custo, o envio de pacientes para 
tratamento no exterior etc.; 
C) Direito social à alimentação. Há ausência de regulamentação 
deste direito no Texto Constitucional, tendo em vista sua inclusão 
apenas em 2010, pela Emenda Constitucional nº 64. 
Com efeito, o conceito de “alimentação” é amplíssimo, não se 
restringindo apenas ao estritamente necessário à sobrevivência, 
abrangendo, também, aquilo que seja fundamental para uma 
existência digna. Ou seja, não basta sobreviver, é preciso que se 
viva com dignidade e respeito; 
D) Direito social ao trabalho. O trabalho é o direito 
fundamental social que maior guarida encontra na Constituição, haja 
vista a grande quantidade de mecanismos assecuratórios dos arts. 7º a 
11 - que só perdem para o art. 5º -, dentre os quais se podem 
destacar, no art. 7º, o “seguro-desemprego, em caso de desemprego 
involuntário” (inciso II), o “salário mínimo, fixado em lei, 
nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais 
básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, 
saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com 
reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo 
vedada sua vinculação para qualquer fim” (inciso 
IV), a “remuneração do trabalho noturno superior à do diurno” 
(inciso IX), o “salário-família pago em razão do dependente do 
trabalhador de baixa renda nos termos da lei” (inciso XII), o 
“gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a 
mais do que o salário normal” (inciso XVII), a “proteção do 
mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, 
nos termos da lei” (inciso XX), a “redução dos riscos inerentes ao 
trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança” 
(inciso XXII), a “proteção em face da automação, na forma da 
lei” (inciso XXVII), dentre outros. 
 
 
 12 
 
 
Em análise à gama de direitos atrelados ao trabalho, percebe-se 
que se pode distribuí-los em blocos, de forma que a Constituição 
enfatiza o direito de trabalhar - isto é, o direito de não ficar 
desempregado, como quando assegura o mercado de trabalho da 
mulher (art. 7º, XX), ou quando protege os trabalhadores contra a 
automação (art. 7º, XXVII) -, o direito de trabalhar com dignidade 
- isto é, a preconização da necessidade de condições humanas de 
trabalho, como quando prevê adicional de remuneração para 
atividades penosas, insalubres ou perigosas (art. 7º, XXIII) ou 
trata da duração do trabalho normal não superior a oito horas 
diárias e quarenta e quatro horas semanais (art. 7º, XIII) -, bem 
como o direito de perceber rendimentos pelo trabalho - isto é, a 
remuneração devida pelo labor, como quando trata do salário 
mínimo (art. 7º, IV) ou do décimo terceiro salário (art. 7º, VIII); 
E) Direito social à moradia. Tal direito não encontra 
regulamentação no texto constitucional, tal como o direito social 
à alimentação, já que a moradia só foi acrescida à Constituição 
Federal no ano 2000, pela Emenda Constitucional nº 26. 
A moradia é mais uma promessa feita pelo Estado de 
conceder um lar a quem não o tenha, bem como de oferecer 
saneamento básico àqueles que já tenham um lar, embora vivam 
em condições insalubres. 
A “tese do patrimônio mínimo”, ou a proteção do bem de 
família são materializações do direito social à moradia; 
F) Direito social ao lazer. A Constituição não tem tópico 
específico destinado a explicar “o quê” é o direito social ao lazer, 
podendo-se extraí-lo, sem pretensões exaurientes ao tema, da 
cultura (arts. 215 e 216) e do desporto (art. 217). Ademais, o 
lazer aparece como componente teleológico do salário mínimo, 
no art. 7º, IV, da Lei Fundamental; 
G) Direito social à segurança. O art. 196 da Constituição 
Federal preceitua que a saúde é “direito de todos e dever do 
Estado”. Em mesma frequência, o art. 205 diz que a educação é 
“direito de todos e dever do Estado e da família”. Já o art. 144 
prevê que a segurança pública é “dever do Estado, direito e 
responsabilidade de todos”. 
Nos casos dos direitos fundamentais sociais à saúde e à 
educação, toma-se o sentido direito-dever, isto é, primeiro se 
assegura ao cidadão o direito, depois se cobra do agente estatal o 
dever. Já na segurança pública essa ordem é invertida, somente se 
reconhecendo o direito depois de atribuído ao Estado o dever. 
Essa factualidade, mais que um mero desapercebimento do 
constituinte, se dá por três motivos: o primeiro é a vedação da 
justiça por mãos próprias, que impede, como regra, a autotutela, 
inclusive havendo previsão penal para o exercício arbitrário das 
próprias razões, tudo em prol da jurisdicionalização dos conflitos 
particulares; o segundo, pela própria impossibilidade do cidadão 
se defender proficuamente da violência fruto da marginalização 
social à sua volta, o que faz com que a segurança pública seja, 
sim, imprescindível à manutenção de um estado almejado de 
tranquilidade; e o terceiro, pela natural exigibilidade pelo cidadão 
em face do Estado, de ordem, caso se sinta ameaçado em seus 
direitos individuais. 
É ululante, pois, o conteúdo prestacional da segurança pública 
como direito social,neste terceiro enfoque. Não menos notória, 
contudo, é a exígua carga principiológica do art. 144 e parágrafos 
da Constituição, cujo caput se limita a falar na segurança pública 
“exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade 
das pessoas e do patrimônio”. Afora isso, o que se tem é uma 
básica previsão funcional de cada uma das polícias elencadas nos 
cinco incisos do artigo em evidência; 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
H) Direito social à previdência social. O direito fundamental 
social à previdência social está mais bem regulamentado nos arts. 
201 e 202 da Constituição - sem prejuízo do contido em legislação 
infraconstitucional, instância na qual abunda a matéria -, sendo 
destinado à cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade 
avançada (inciso I), proteção à maternidade, especialmente 
à gestante (inciso II), proteção ao trabalhador em situação de 
desemprego involuntário (inciso III), salário-família e auxílio-
reclusão (inciso IV), e pensão por morte (inciso VI), todos do art. 
201 da Lei Fundamental. 
Com efeito, a previdência decorre de situações justificadas nas 
quais o labor não se faz possível, de maneira que o indivíduo só não 
está trabalhando porque já adquiriu este direito ou porque 
acontecimento superveniente impediu isso. Só que o fato da pessoa 
não trabalhar não enseja autorizativo para que possa, simplesmente, 
deixar de receber rendimentos, mesmo porque há quem, além do 
próprio incapacitado, necessite da renda para subsistência; 
I) Direito social à proteção à maternidade e à infância. O 
direito fundamental social à proteção à maternidade e à infância 
não se encontra concentrado em parte específica da Constituição, 
numa seção autônoma, como a previdência social e a educação, p. 
ex., mas espalhado por toda a Lei Fundamental. É o que se pode 
inferir se analisado o art. 5º, L, que assegura às presidiárias 
“condições para que possam permanecer com seus filhos durante 
o período de amamentação”, o art. 7º, XVIII, que prevê a licença 
à gestante, o art. 7º, XXV, que constitucionaliza a “assistência 
gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até cinco anos 
em creches e pré-escolas”, o art. 201, II, que protege a maternidade, 
especialmente a gestante, o art. 203, I, que prevê como objetivo da 
assistência social à proteção “à família, à maternidade, à infância, 
à adolescência e à velhice”, o art. 203, II, que normatiza “o 
amparo às crianças e adolescentes carentes”, dentre outros; 
J) Direito social à assistência aos desamparados. O direito 
fundamental à assistência aos desamparados encerra com 
maestria o longo rol de direitos sociais constitucionalmente 
assegurados no art. 6º. Primeiro, por seu cristalino conteúdo 
prestacional, típico dos direitos sociais de segunda dimensão, e, 
segundo, por tentar, tal como um revisor de direitos, suprir 
eventuais lacunas que tenham sido deixadas pelo constituinte ao 
regulamentar outros direitos sociais. É dizer: a assistência aos 
desamparados é um típico “direito tampão”. 
Neste prumo, prevê o art. 203 da Constituição que a assistência 
social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de 
contribuição à seguridade social, tendo por objetivos a proteção 
à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice 
(inciso I), o amparo às crianças e adolescentes carentes (inciso 
II), a promoção da integração ao mercado de trabalho (inciso III), 
a habilitação e a reabilitação das pessoas portadoras de 
deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária 
(inciso IV), e a garantia de um salário mínimo de benefício 
mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que 
comprovarem não possuir meios de provimento da própria 
manutenção ou de tê-las providas por familiares (inciso V). 
 
2.3 Direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Eles estão 
previstos no art. 7º, da Constituição Federal: 
A) Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária 
ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá 
indenização compensatória, dentre outros direitos (inciso I); 
 
 13 
 
 
B) Seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário 
(inciso II); 
C) Fundo de garantia do tempo de serviço (inciso III); 
D) Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, 
capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua 
família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, 
vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes 
periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada 
sua vinculação para qualquer fim (inciso IV); 
E) Piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do 
trabalho (inciso V); 
F) Irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção 
ou acordo coletivo (inciso VI); 
G) Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que 
percebem remuneração variável (inciso VII), bem como décimo 
terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da 
aposentadoria (inciso VIII); 
H) Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno 
(inciso IX); 
I) Proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua 
retenção dolosa (inciso X); 
J) Participação nos lucros ou resultados, desvinculada da 
remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da 
empresa, conforme definido em lei (inciso XI); 
K) Salário-família pago em razão do dependente do 
trabalhador de baixa renda nos termos da lei (inciso XII), bem 
como duração do trabalho normal não superior a oito horas 
diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de 
horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção 
coletiva de trabalho (inciso XIII); 
L) Jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos 
ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva (inciso 
XIV); 
M) Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos 
domingos (inciso XV); 
N) Remuneração do serviço extraordinário superior, no 
mínimo, em cinquenta por cento à do normal (inciso XVI); 
O) Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um 
terço a mais do que o salário normal (inciso XVII), bem como 
licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a 
duração de cento e vinte dias (inciso XVIII); 
P) Licença-paternidade, nos termos fixados em lei (inciso 
XIX); 
Q) Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante 
incentivos específicos, nos termos da lei (inciso XX); 
R) Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no 
mínimo de trinta dias, nos termos da lei (inciso XXI). Vale 
chamar a atenção para este inciso, tendo em vista a edição da 
Lei nº 12.506/11, que regulamentou tal norma de eficácia até então 
limitada. Segundo tal comando legislativo, o aviso-prévio respeitará 
um mínimo de trinta dias para os empregados que contêm até um 
ano de serviço na mesma empresa, e que serão acrescidos três dias 
por ano de serviço prestado na mesma empresa até o máximo de 
sessenta dias, perfazendo, portanto, noventa dias; 
S) Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de 
normas de saúde, higiene e segurança (inciso XXII), bem como 
adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres 
ou perigosas, na forma da lei (inciso XXIII); 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
T) Aposentadoria (inciso XXIV), bem como assistência 
gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até cinco 
anos de idade em creches e pré-escolas (inciso XXV); 
U) Reconhecimento das convenções e acordos coletivos de 
trabalho (inciso XXVI), bem como proteção em face da 
automação, na forma da lei (inciso XXVII); 
V) Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, 
sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer 
em dolo ou culpa (inciso XXVIII), bem como ação, quanto aos 
créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional 
de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limitede 
dois anos após a extinção do contrato de trabalho 
(inciso XXIX); 
X) Proibição de diferença de salários, de exercício de funções 
e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado 
civil (inciso XXX), bem como proibição de qualquer 
discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do 
trabalhador portador de deficiência (inciso XXXI); 
Z) Proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e 
intelectual ou entre os profissionais respectivos (inciso XXXII), 
bem como proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a 
menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de 
dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 
quatorze anos (inciso XXXIII); 
W) Igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo 
empregatício permanente e o trabalhador avulso (inciso XXXIV). 
Y) À categoria dos trabalhadores domésticos, após a alteração 
promovida pela Emenda Constitucional nº 72/2013, são assegurados, 
dentre os direitos previstos no art. 7º, CF, aqueles dispostos nos 
incisos IV (salário mínimo fixado em lei e nacionalmente unificado, 
capaz de atender a necessidades vitais básicas), VI (irredutibilidade 
do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo), VII 
(garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem 
remuneração variável), VIII (décimo terceiro salário com base na 
remuneração integral ou no valor da aposentadoria), X (proteção do 
salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa), XIII 
(duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e 
quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a 
redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de 
trabalho), XV (repouso semanal remunerado, preferencialmente aos 
domingos), XVI (remuneração do serviço extraordinário superior, no 
mínimo, em cinquenta por cento à do normal), XVII (gozo de férias 
anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais que o salário 
normal), XVIII (licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do 
salário, com a duração de cento e vinte dias), 
 
XIX (licença-paternidade, nos termos fixados em lei), XXI (aviso 
prévio proporcional ao tempo de serviço), XXII (redução dos riscos 
inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e 
segurança), XXIV (aposentadoria), XXVI (reconhecimento das 
convenções e acordos coletivos de trabalho), XXX (proibição de 
diferença de salários, de exercício de funções e de critério de 
admissão por motivo de sexo, cor, idade ou estado civil), XXXI 
(proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios 
de admissão do trabalhador portador de deficiência) e XXXIII 
(proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 
dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, 
salvo a partir de catorze anos na condição de aprendiz), todos do art. 
7º, e, atendidas as condições estabelecidas 
 
 14 
 
 
em lei e observada a simplificação do cumprimento das obrigações 
tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho 
e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I (relação de emprego 
protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos 
de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre 
outros direitos), II (seguro-desemprego, em caso de desemprego 
involuntário), III (FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), 
IX (remuneração do trabalho noturno superior à do diurno), XII 
(salário-família, pago em razão do dependente do trabalhador de 
baixa renda nos termos da lei), XXV (assistência gratuita aos filhos e 
dependentes desde o nascimento até cinco anos de idade em creches 
e pré-escolas) e XXVIII (seguro contra acidentes de trabalho, a cargo 
do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, 
quando incorrer em dolo ou culpa), bem como sua integração à 
previdência social. Com efeito, a Emenda Constitucional nº 72 
ampliou os direitos assegurados aos trabalhadores domésticos, já 
que o antigo parágrafo único, do art. 7º, da Constituição pátria já 
previa aos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos 
IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX e XXIV, bem como a sua 
integração à previdência social. 
 
 
3 Direitos da nacionalidade. Dispositivos constitucionais 
pertinentes ao tema: 
 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que 
de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu 
país; 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe 
brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República 
Federativa do Brasil; 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe 
brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira 
competente ou venham a residir na República Federativa do 
Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a 
maioridade, pela nacionalidade brasileira; 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade 
brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa 
apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na 
República Federativa do Brasil há mais de quinze anos 
ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira. 
§1º. Aos portugueses com residência permanente no País, se 
houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os 
direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta 
Constituição. 
§2º. A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos 
e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição. 
§3º. São privativos de brasileiro nato os cargos: I - 
de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal 
Federal; V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas; 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
VII - de Ministro de Estado da Defesa. 
§4º. Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em 
virtude de atividade nociva ao interesse nacional; 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo no casos: 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei 
estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao 
brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para 
permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. 
 
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República 
Federativa do Brasil. 
§1º. São símbolos da República Federativa do Brasil a 
bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. 
§2º. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão 
ter símbolos próprios. 
 
3.1 Espécies de nacionalidade. São elas: 
A) Nacionalidade originária (ou primária). É aquela que 
resulta do nascimento. O Estado atribui-a ao indivíduo num ato 
unilateral, isto é, independentemente da vontade do indivíduo; 
B) Nacionalidade secundária (ou adquirida). É aquela que 
decorre de uma manifestação conjunta de vontades. Ao 
indivíduo, competirá demonstrar seu interesse em adquirir a 
nacionalidade de um país; ao Estado, competirá decidir se aceita 
ou não tal indivíduo como seu nacional. 
 
3.2 Modos de aquisição da nacionalidade. Tratam-se de 
critérios através dos quais a nacionalidade é fixada em um país. 
São eles: 
A) Critério territorial (ou jus solis). A nacionalidade é 
definida pelo local do nascimento. Países que recebem muitos 
imigrantes costumam adotar tal critério; 
B) Critério sanguíneo (ou jus sanguinis). A nacionalidade é 
definida pelo vínculo de descendência. Países que sofrem uma 
debandada muito grande de nacionais, em razão de conflitos, 
doenças, necessidades econômicas, ou oportunidades promissorasem terras estrangeiras, costumam adotar tal critério; 
C) Critério misto. A nacionalidade pode ser definida tanto em 
razão do local do nascimento, como pelo vínculo de 
descendência. Pode-se dizer que a República Federativa do Brasil 
adota tal critério, pois tanto são brasileiros natos os filhos 
nascidos no exterior de pais brasileiros desde que qualquer deles 
esteja a serviço do país (critério sanguíneo), p. ex., como o são os 
nascidos em território nacional, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que qualquer deles não esteja a serviço de seu país (critério 
territorial), noutro exemplo. 
 
3.3 Brasileiros natos. São eles: 
A) Os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que 
de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu 
país (art. 12, I, “a”, CF); 
B) Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe 
brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República 
Federativa do Brasil (art. 12, I, “b”, CF); 
C) Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou mãe 
brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira 
competente ou venham a residir na República Federativa do 
Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a 
maioridade, pela nacionalidade brasileira (art. 12, I, “c”, CF). 
 
 15 
 
 
3.4 Brasileiros naturalizados. São eles: 
A) Os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, 
exigidas aos originários dos países de língua portuguesa apenas 
residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral (art. 12, 
II, “a”, CF). Trata-se de hipótese conhecida por “naturalização 
ordinária”; 
Convém observar que, aqui, há um desdobramento em duas 
situações, a saber, o caso dos estrangeiros que não são 
originários de países de língua portuguesa, e o caso dos 
estrangeiros originários dos países de língua portuguesa. 
Para os estrangeiros advindos de países de língua portuguesa 
(Portugal, Timor Leste, Macau, Angola etc.), a própria 
Constituição fixa os requisitos: residência por um ano 
ininterrupto e idoneidade moral. Prevalece que há direito público 
subjetivo de quem se encontra nesta condição, ou seja, não se 
trata de mera faculdade do Poder Executivo. 
Já para os estrangeiros advindos de países que não falam a 
língua portuguesa, as condições estão previstas no Estatuto do 
Estrangeiro (Lei nº 6.815/80), cujo art. 112 fala, cumulativamente, 
em capacidade civil segundo a lei brasileira; registro como 
permanente no Brasil; residência contínua no território nacional pelo 
prazo mínimo de quatro anos imediatamente anteriores ao pedido de 
naturalização; saber ler e escrever a língua portuguesa 
(considerando as condições do naturalizando); ter uma profissão e 
bens suficientes à manutenção própria e da família; ter boa saúde 
(não se exige a prova de boa saúde a nenhum estrangeiro que já 
resida no Brasil há mais de dois anos); ter boa conduta; bem 
como inexistência de denúncia, pronúncia ou condenação no 
Brasil ou no exterior por crime doloso a que seja cominada pena 
mínima de prisão, abstratamente considerada, superior a um ano. 
Vale lembrar que, neste caso, a concessão da naturalização 
(que se fará mediante “portaria do Ministro da Justiça”) é uma 
faculdade do Poder Executivo, ou seja, a existência dos requisitos 
constantes do art. 112, da Lei nº 6.815/80, não assegura a 
naturalização; 
B) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na 
República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos 
e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade 
brasileira (art. 12, II, “b”, CF). Trata-se de hipótese conhecida por 
“naturalização extraordinária”, segundo a qual, uma vez presentes 
os requisitos, prevalece na doutrina o entendimento de que há direito 
público subjetivo à aquisição da nacionalidade. 
 
3.5 “Quase nacionalidade”. É aquela prevista no art. 12, §1º, da 
CF. Nesse dispositivo, a Lei Fundamental pátria não atribui 
nacionalidade aos portugueses, mas cria uma situação de quase 
nacionalidade desde que exista reciprocidade por parte de Portugal. 
Mas, o português é equiparado ao brasileiro nato ou ao 
naturalizado? Analisando o dispositivo constitucional, verifica-se 
que há ressalva quanto às previsões constitucionais específicas 
(utiliza-se a expressão “salvo os casos previstos nesta 
Constituição”). Disso conclui-se que o português (diante de 
reciprocidade) equipara-se ao brasileiro naturalizado. 
 
3.6 Diferenças entre brasileiros natos e naturalizados. De 
acordo com o art. 12, §2º, da Constituição Federal, apenas o texto 
constitucional pode fixar distinções entre brasileiros natos e 
naturalizados. Lei infraconstitucional não pode fazê-lo, salvo se 
respeitar ou reforçar o que diz a Lei Fundamental pátria. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
Neste diapasão, a Constituição Federal fixa cinco diferenças: 
A) Cargos públicos privativos de brasileiros natos (art. 12, 
§3º, CF). Há três cargos que, por questão de segurança nacional, 
apenas podem ser ocupados por brasileiros natos, a saber, os 
cargos de diplomata, de oficial das Forças Armadas, e de 
Ministro de Estado da Defesa; 
B) Linha sucessória da Presidência da República (art. 12, §3º, 
CF). O Presidente da República, o Vice-Presidente da República, o 
Presidente da Câmara dos Deputados, o Presidente do Senado, e os 
Ministros do STF, devem ser brasileiros natos. Eis a linha sucessória 
da Presidência da República, consoante previsto no art. 
80, da Constituição; 
C) Assentos do Conselho da República (art. 89, VII, da 
Constituição Federal). Integrarão o Conselho da República, nos 
moldes do art. 89, VII, CF, seis brasileiros natos, com mais de 
trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente 
da República, dois eleitos pelo Senado Federal, e dois eleitos pela 
Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada 
a recondução; 
D) Propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão 
(art. 222, caput, da CF). A propriedade de empresa jornalística e 
de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de 
brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de 
pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham 
sede no país. Também, conforme o segundo parágrafo do mesmo 
dispositivo, a responsabilidade editorial e as atividades de seleção 
e direção da programação veiculada são privativas de brasileiros 
natos ou naturalizados há mais de dez anos, em qualquer meio de 
comunicação social; 
E) Vedação de extradição (art. 5º, LI, da CF). Veda-se, de 
forma absoluta, a extradição do brasileiro nato. 
Quanto ao brasileiro naturalizado, a regra é que também não 
possa ser extraditado, com duas exceções: em caso de crime 
comum praticado antes da naturalização (exceto crime político ou 
de opinião), ou em caso de tráfico ilícito de entorpecentes, ainda 
que praticado após a naturalização. 
 
3.7 Perda da nacionalidade. A Constituição Federal prevê 
duas hipóteses de perda de nacionalidade, em seu art. 12, §4º: 
A) Se o brasileiro tiver cancelada sua naturalização por 
sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse 
nacional; 
B) Se o brasileiro adquirir outra nacionalidade, salvo em caso de 
reconhecimento da nacionalidade originária pela lei estrangeira, ou 
em caso de imposição de naturalização pela norma estrangeira ao 
brasileiro residente em Estado estrangeiro como condição para 
permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. 
 
4 Cidadania, direitos políticos e partidos políticos. Convém 
reproduzir os dispositivos constitucionais pertinentes ao tema: 
 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio 
universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, 
e, nos termos da lei, mediante: 
I - plebiscito; 
II - referendo; 
III - iniciativa popular. 
§1º. O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
 
 
16 
 
 
IInovo, os contornos de todas as 
coisas pareciam mais nitidamente traça-
dos do que nos nossos dias. O contraste 
entre o sofrimento e a alegria, entre a ad-
versidade e a felicidade aparecia mais 
forte.” (Johan Huizinga) 
c. “A rede de tricô era áspera entre os 
dedos, não íntima como quando a tricota-
ra. A rede perdera o sentido e estar num 
bonde era um fio partido; não sabia o que 
fazer com as compras no colo. E como 
uma estranha música , o mundo recome-
çava ao redor.” (Clarice Lispector) 
d. “Autoridades culturais italianas estão 
tentando levantar fundos (com participa-
ção internacional) para desenterrar e re-
cuperar os tesouros arqueológicos da ci-
dade de Herculano, destruída com Pom-
péia pelo vulcão Vesúvio (sul de Nápo-
les).” (Folha de São Paulo) 
e. “Os sapatos ficam entre os pés e o 
chão, no que são como as palavras. As 
meias entre os pés e os sapatos, como 
adjetivos. Os verbos, passos, cadarços, 
laços. Os pés caminham lado a lado, cal-
çados. Sapatos são calçados. Porque são 
e porque são usados. Palavras são peda-
ços. Os pés descalços caminham cala-
dos.” (Arnaldo Antunes) 
2-(IBFC) Uma Canção No Rádio Uma 
canção no rádio Eu me lembro de nós 
dois Penso, rio, sofro, choro Deixo a vida 
pra depois O amor é um filme antigo Co-
ração ama e não diz Tive prazer e ternura 
Mas eu nunca fui feliz Tenho um coração 
Raso de razão Eu amei o quanto pude 
Deixei pelo chão rastros de ilusão Meu 
coração não se ilude Tudo se desfaz, vida 
leva e traz Fica só o pó da estrada Que o 
céu me roube a luz Mas me reste a voz 
(Fagner) 
Considere as afirmações que seguem. 
I – Há presença de conotação na letra. 
II – Nos versos “tenho um coração/raso 
de razão”, o compositor afirma que não é 
capaz de sentimentos profundos. 
Está correto o que se afirma em: 
a. somente I. 
 
 
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Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 8 
 
b. somente II. 
c. I e II. 
d. nenhuma. 
3-Assinale a alternativa que apresenta 
uma frase de sentido denotativo, isto é, 
cujo sentido não seja figurado, mas literal. 
a. A vida deve ser preservada desde a 
aurora até o seu natural ocaso. 
b. Saiu para trabalhar logo que raiou a 
aurora. c. És jovem ainda, estás na auro-
ra da vida. 
d. Depois do apogeu de um império, logo 
vem o seu ocaso. 
Para responder às questões seguintes, 
leia o texto abaixo, de Rubem Braga. 
O PAVÃO 
Eu considerei a glória de um pavão osten-
tando o esplendor de suas cores; é um 
luxo imperial. Mas andei lendo livros e 
descobri que aquelas cores todas não 
existem na pena do pavão. Não há pig-
mentos. O que há são minúsculas bolhas 
d’água em que a luz se fragmenta, como 
em um prisma. O pavão é um arco-íris de 
plumas. Eu considerei que este é o luxo 
do grande artista, atingir o máximo de 
matizes com o mínimo de elementos. De 
água e luz ele faz seu esplendor; seu 
grande mistério é a simplicidade. Consi-
derei, por fim, que assim é o amor, oh! 
minha amada; de tudo que ele suscita e 
esplende e estremece e delira em mim 
existem apenas meus olhos recebendo a 
luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e 
me faz magnífico. 
4- (IBFC) Considere as afirmações abai-
xo. 
I – O tema do texto é exclusivamente a 
natureza das cores e do esplendor do pa-
vão. 
II – A partir da observação da beleza do 
pavão, o narrador tece considerações so-
bre a natureza da arte e do amor que 
sente. 
Está correto o que se afirma em 
a. somente I. 
b. somente II. 
c. I e II. 
d. nenhuma. 
5- Considere as afirmações abaixo. 
I – Há a presença de linguagem conotati-
va no texto. 
II – O verbo “suscita” pode ser substituí-
do, sem alteração de sentido, por “des-
perta”. 
Está correto o que se afirma em 
a. somente I. 
b. somente II. 
c. I e II. 
d. nenhuma 
 
 Gabarito 
1- A-conotativa/ B-denotativa/ C-
conotativa/ D-denotativa/ E-conotativa. 
2- A 
3- B 
4- B 
5- C 
 
 
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 pág. 9 
 
 
Os tipos textuais são classificados de 
acordo com suas características e por is-
so são agrupados a outros textos que têm 
características semelhantes. 
Em outras palavras, tipos textuais são es-
truturas textuais peculiares que surgem 
dos tipos de textos: narrativo, descritivo, 
dissertativo-argumentativo, expositivo e 
injuntivo. 
 Texto narrativo: 
Apresenta ações de personagens num tempo 
e espaço. 
Ex: novela. 
 Texto descritivo: 
Os textos descritivos se ocupam de relatar e 
expor determinada pessoa, objeto, lugar, 
acontecimento. Dessa forma, são textos re-
pletos de adjetivos, os quais descrevem ou 
apresentam imagens a partir das percepções 
sensoriais do locutor (emissor). 
Ex: Cardápio. 
 Texto dissertativo- argumentati-
vo: 
Os textos dissertativos são aqueles encarre-
gados de expor um tema ou assunto por 
meio de argumentações. São marcados pela 
defesa de um ponto de vista, ao mesmo 
tempo em que tentam persuadir o leitor. 
Ex: Artigo. 
 Texto expositivo: 
Os textos expositivos possuem a função de 
expor determinada ideia, por meio de recur-
sos como: definição, conceituação, informa-
ção, descrição e comparação. 
Ex: Seminário. 
 Texto injuntivo: 
O texto injuntivo, também chamado de texto 
instrucional, é aquele que indica uma ordem, 
de modo que o locutor (emissor) tem o obje-
tivo de orientar e persuadir o interlocutor (re-
ceptor). Por isso, apresentam, na maioria dos 
casos, verbos no imperativo. 
Ex: Receita. 
 
1-Enem 2013 
A diva 
Vamos ao teatro, Maria José? 
Quem me dera, 
desmanchei em rosca quinze kilos de fari-
nha, 
tou podre. Outro dia a gente vamos. 
Falou meio triste, culpada, 
e um pouco alegre por recusar com orgulho. 
TEATRO! Disse no espelho. 
TEATRO! Mais alto, desgrenhada. 
TEATRO! E os cacos voaram 
sem nenhum aplauso. 
Perfeita. 
 
 
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 pág. 10 
 
PRADO, A. Oráculos de maio. São Paulo: 
Siciliano, 1999. 
Os diferentes gêneros textuais desempe-
nham funções sociais diversas, reconhecidas 
pelo leitor com base em suas características 
específicas, bem como na situação comuni-
cativa em que ele é produzido. Assim, o tex-
to A diva 
a) narra um fato real vivido por Maria José. 
b) surpreende o leitor pelo seu efeito poético. 
c) relata uma experiência teatral profissional. 
d) descreve uma ação típica de uma mulher 
sonhadora. 
e) defende um ponto de vista relativo ao 
exercício teatral. 
2-Enem 2012 
 
Disponível em: 
www.portaldapropaganda.com.br 
A publicidade, de uma forma geral, alia ele-
mentos verbais e imagéticos na constituição 
de seus textos. Nessa peça publicitária, cujo 
tema é a sustentabilidade, o autor procura 
convencer o leitor a 
a) assumir uma atitude reflexiva diante dos 
fenômenos naturais. 
b) evitar o consumo excessivo de produtos 
reutilizáveis. 
c) aderir à onda sustentável, evitando o con-
sumo excessivo. 
d) abraçar a campanha, desenvolvendo pro-
jetos sustentáveis. 
e) consumir produtos de modo responsável e 
ecológico. 
3-Sobre as características dos gêneros tex-
tuais, é INCORRETO afirmar que: 
a) Os gêneros textuais desempenham fun-
ções sociais diversas, reconhecidas pelo lei-
tor com base em suas características especí-
ficas, bem como na situação comunicativa 
em que ele é produzido. 
b) Os gêneros textuais são estruturas relati-
vamente padronizadas que variam de acordo 
com as várias situações comunicativas. 
c) Os gêneros textuais são estruturas bem 
definidas, limitadas, e podem apresentar-se 
sob a forma de cinco diferentes tipos de tex-
to. 
d) Os gêneros textuais podem ser represen-
tados na linguagem verbal e não verbal, em 
anúncios publicitários, charges, tirinhas e 
também em reportagens,- facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
§2º. Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, 
durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos. 
§3º. São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
I - a nacionalidade brasileira; 
II - o pleno exercício dos direitos 
políticos; III - o alistamento eleitoral; 
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; 
V - a filiação partidária; 
VI - a idade mínima de: 
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da 
República e Senador; 
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado 
e do Distrito Federal; 
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual 
ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; 
d) dezoito anos para Vereador. 
§4º. São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. 
§5º. O Presidente da República, os Governadores de Estado e 
do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou 
substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um 
único período subsequente. 
§6º. Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da 
República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os 
Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis 
meses antes do pleito. 
§7º. São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o 
cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau 
ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de 
Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem 
os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, 
salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
§8º. O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes 
condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se 
da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato 
da diplomação, para a inatividade. 
§9º. Lei complementar estabelecerá outros casos de 
inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a 
probidade administrativa, a moralidade para exercício de 
mandato considerada vida pregressa do candidato, e a 
normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do 
poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou 
emprego na administração direta ou indireta. 
§10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça 
Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, 
instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, 
corrupção ou fraude. 
§11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo 
de justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou 
de manifesta má-fé. 
 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda 
ou suspensão só se dará nos casos de: 
 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em 
julgado; 
II - incapacidade civil absoluta; 
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto 
durarem seus efeitos; 
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou 
prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; 
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, §4º. 
 
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor 
na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra 
até um ano da data de sua vigência. 
 
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de 
partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime 
democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da 
pessoa humana e observados os seguintes preceitos: 
I - caráter nacional; 
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de 
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
§1º. É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir 
sua estrutura interna, organização e funcionamento e para adotar os 
critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem 
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito 
nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos 
estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. 
§2º. Os partidos políticos, após adquirirem personalidade 
jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos no 
Tribunal Superior Eleitoral. 
§3º. Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo 
partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei. 
§4º. É vedada a utilização pelos partidos políticos de 
organização paramilitar. 
 
4.1 Cidadão. De acordo com a Constituição Federal, é 
considerado “cidadão” o nacional que esteja no gozo dos direitos 
políticos e que participe da vida política do Estado. Veja-se, pois, 
que o conceito de nacionalidade, visto na espécie anterior de 
direitos fundamentais, é muito mais amplo que o de cidadão. 
 
4.2 Exercício da soberania nacional. Se faz através de: 
A) Plebiscito (art. 14, I, CF). Consiste na consulta prévia à 
população acerca de um ato que se pretende tomar. Consoante o 
primeiro parágrafo, do art. 2º, da Lei nº 9.709/98, o plebiscito é 
convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, 
cabendo ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha 
sido prometido; 
B) Referendo (art. 14, II, CF). Consiste na consulta posterior 
à população acerca de um ato que já foi praticado, mas que ainda 
não entrou em vigor (e somente entrará caso isso seja da vontade 
da população). Consoante o segundo parágrafo, do art. 2º, da Lei 
nº 9.709/98, o referendo é convocado com posterioridade a ato 
legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a respectiva 
ratificação ou rejeição; 
 
C) Iniciativa popular (art. 14, III, CF). Consoante o art. 13, da 
Lei nº 9.709/98, consiste a iniciativa popular na apresentação de 
projeto de lei à Câmara dos Deputados, subscrito por, no mínimo, 
um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por 
cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos 
eleitores de cada um deles. Tal projeto deve dizer respeito tão 
somente a um só assunto, e não poderá ser rejeitado por vício de 
forma (caso em que caberá à Câmara dos Deputados providenciar 
a correção de eventuais impropriedades de técnica legislativa ou 
de redação). 
 
4.3 Espécies (modalidades) de direitos políticos. Os direitos 
políticos são divididos em duas grandes espécies: 
A) Direitos políticos positivos. Permitem a participação do 
indivíduo na vida política do Estado. 
Tais direitos podem ser ativos (capacidade eleitoral ativa), 
quando permitem ao indivíduo votar, ou passivos (capacidade 
eleitoral passiva), quando permitem ao indivíduo ser votado e, se 
for o caso, eleito; 
B) Direitos políticos negativos. Consistem em uma privação dos 
direitos políticos. Deles decorrem as inelegibilidades (absolutas e 
relativas), a perda, e a suspensão de direitos políticos. 
 
4.4 Alistabilidade. É a capacidade eleitoral ativa, isto é, trata-
se do direito de votar. 
Isto posto, no Brasil são inalistáveis (isto é, que não podem 
votar), por força do segundo parágrafo, do art. 14, da 
Constituição Federal: 
A) Conscritos, durante o serviço militar obrigatório. 
“Conscrito” é aquele que se alista nas Forças Armadas aos 
17/18 anos, prestando o serviço militar obrigatório. O conceito de 
conscrito abrange também médicos, dentistas, farmacêuticos e 
veterinários que prestem o serviço militar obrigatório após a 
conclusão do curso superior; 
B) Estrangeiros. Exceto os portugueses equiparados (“quase 
nacionais”); 
C) Os menores de 16 anos. Conforme entendimento do 
Tribunal Superior Eleitoral, um menor de dezesseis anos pode 
requerer seu título de eleitor, desde que possua dezesseis anos 
completos no dia das eleições.4.5 Obrigatoriedade/facultatividade do alistamento e do 
voto. No Brasil, o alistamento e o voto são obrigatórios para os 
maiores de dezoito, e menores de setenta anos. 
Desta maneira, uma pessoa com dezesseis anos completos, e 
menos de dezoito anos, não está obrigada a se alistar (e, conforme 
entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, ainda que possua o 
título de eleitor, não está obrigada a votar). 
Também, a pessoa com mais de setenta anos não está 
obrigada a se alistar ou votar. 
Por fim, o analfabeto não está obrigado a se alistar e/ou votar. 
 
4.6 Elegibilidade. É a capacidade eleitoral passiva, isto é, 
trata-se do direito de ser votado. 
Quando se atinge a plena cidadania no Brasil? No Brasil, a 
cidadania vai se adquirindo progressivamente e, aos trinta e cinco 
anos, a pessoa atinge a cidadania plena. Isto porque, é apenas aos 
trinta e cinco anos que a pessoa passa a poder ser eleita para 
Presidente da República, Vice-Presidente da República ou 
Senador da República. 
 
 17 
 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
4.7 Idades mínimas para exercer um mandato eletivo. São 
elas: 
A) 35 anos. Presidente da República, Vice-Presidente da 
República e Senador da República; 
B) 30 anos. Governador de Estado e do Distrito Federal, e 
Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; 
C) 21 anos. Prefeito, Vice-Prefeito, Deputado Federal, 
Deputado Distrital, Deputado Estadual, e Juiz de Paz; 
D) 18 anos. Vereador. 
 
4.8 Condições de elegibilidade. Elas estão no art. 14, §3º, da 
CF: 
A) Nacionalidade brasileira. Os “quase nacionais” do art. 12, 
§1º (portugueses com residência permanente no Brasil) podem 
ser eleitos (exceto para os cargos privativos de brasileiros natos), 
desde que haja reciprocidade para os brasileiros que estejam em 
mesma situação em Portugal. Trata-se de exceção à exigência da 
nacionalidade brasileira; 
B) Pleno exercício dos direitos políticos. O cidadão não pode 
incorrer em nenhuma hipótese de perda/suspensão de direitos 
políticos; 
C) Alistamento eleitoral. Para ser votado, o indivíduo deve, 
antes de tudo, poder votar, isto é, ser “eleitor”; 
D) Domicílio eleitoral na circunscrição. “Domicílio eleitoral” 
é a sede eleitoral em que o cidadão se encontra alistado. Assim, se 
“X” tem domicílio eleitoral no Estado de São Paulo, p. ex., e quiser 
se candidatar a Governador de Estado, só pode fazê-lo pelo Estado de 
São Paulo, mas não pelo Estado do Rio Grande do Sul. Noutro 
exemplo, se “Y” tem domicílio eleitoral na cidade de Belo Horizonte, 
não pode se candidatar à Prefeitura pela cidade de 
Uberlândia, mas apenas pela capital mineira; 
E) Filiação partidária. No Brasil, não se admite “candidato 
sem partido”; 
F) Idade mínima. Já trabalhado alhures. 
 
4.9 Espécies de inelegibilidade. Na condição de “direitos 
políticos negativos”, as inelegibilidades podem ser: 
A) Inelegibilidades absolutas. São situações insuperáveis, em 
que não será possível a superação do obstáculo. As inelegibilidades 
absolutas, por serem restrições graves a direitos políticos, apenas 
podem ser estabelecidas pela Constituição Federal. 
São duas as hipóteses de inelegibilidade absoluta, constantes 
do art. 14 §4º, da CF, a saber, os inalistáveis (conscritos, menores 
de dezesseis anos, e estrangeiros), e os analfabetos; 
B) Inelegibilidade relativa. Aqui, é possível a 
desincompatibilização. 
 
4.10 Espécies de inelegibilidade relativa. Vejamos: 
A) Reeleição para cargos de Chefe do Executivo. Isso foi 
permitido em 1997, pela Emenda Constitucional nº 16. Conforme 
o quinto parágrafo, do art. 14, da Constituição Federal, o 
Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito 
Federal, os Prefeitos, e quem os houver substituído no curso dos 
mandatos poderão ser reeleitos para um único período 
subsequente. Isso significa que somente é possível um segundo 
mandato subsequente, jamais um terceiro. 
E se os agentes aqui mencionados tencionarem concorrer a 
outros cargos? Devem renunciar aos respectivos mandatos até 
seis meses antes do pleito. O objetivo é que a máquina pública 
administrativa não seja utilizada como instrumento de captação 
de votos; 
 
 18 
 
 
B) Inelegibilidade em razão do parentesco. Consoante o art. 
14, §7º, da Constituição, são inelegíveis, no território de jurisdição 
do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o 
segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, do 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito 
ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao 
pleito, salvo e já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
Assim, suponha-se que “X” é Governadora do Estado do 
Amapá. “Y”, seu filho, não pode concorrer à Prefeitura de Macapá, 
capital do Amapá, por ser território de circunscrição de “X”, salvo se 
“Y” apenas estiver tentando à reeleição. Isso não obsta, todavia, que 
“Y” concorra a Prefeito por algum Município do Estado do 
Acre, afinal, isso está fora da circunscrição do Estado do Amapá, 
da qual “X”, mãe de “Y”, é Governadora. 
Noutro exemplo, suponha-se que “A” é Prefeito da cidade do 
Rio de Janeiro. “B”, cônjuge de “A”, não pode se candidatar a 
Vereador pela cidade do Rio de Janeiro, salvo se candidato à 
reeleição. Isso não representa óbice a que “A” se candidate a 
Vereador na cidade de Niterói, pois tal Município está fora da 
circunscrição da cidade do Rio de Janeiro, da qual “A” é Prefeito; 
C) Elegibilidade do militar alistável. Se contar com menos 
de dez anos de serviço, o militar alistável deverá afastar-se da 
atividade; se contar mais de dez anos de serviço, será agregado 
pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no 
ato da diplomação, para a inatividade. Eis a essência do oitavo 
parágrafo, do art. 14, da Lei Fundamental pátria. 
 
4.11 Possibilidade de estabelecer outras inelegibilidades 
relativas. Outrasinelegibilidadesrelativas poderãoserdeterminadas 
por lei complementar. Tal lei já existe, e é a Lei Complementar nº 
64/90. A “Lei da Ficha Limpa” (Lei Complementar nº 135/2010) 
promoveu alterações nesta Lei Complementar. 
 
4.12 Suspensão ou perda dos direitos políticos. Nos termos 
do art. 15, caput, da Constituição Federal, é vedada a cassação de 
direitos políticos. Só é possível a “perda” (quando se dá de forma 
definitiva) ou a “suspensão” (quando se dá de forma provisória) 
dos direitos políticos nos seguintes casos: 
A) Cancelamento da naturalização por sentença transitada 
em julgado. Trata-se de hipótese de perda dos direitos políticos; 
B) Incapacidade civil absoluta. Trata-se de hipótese de 
suspensão dos direitos políticos, afinal, pode-se recuperar a 
capacidade; 
C) Condenação criminal transitada em julgado, enquanto 
durarem seus efeitos. Trata-se de hipótese de suspensão dos 
direitos políticos; 
D) Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou 
prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII. Aqui há 
divergência sobre ser perda ou suspensão dos direitos políticos. 
Prevalece que é hipótese de suspensão dos direitos políticos; 
E) Improbidade administrativa, nos termos do art. 37, §4º. 
Trata-se de hipótese de suspensão dos direitos políticos. Ademais, o 
juiz deve apontar expressamente essa suspensão em sua sentença. 
 
4.13 Partidos políticos. Os partidos políticos estão 
genericamente tratados em apenas um dispositivo da Constituição 
Federal, a saber, o art. 17. 
Sem prejuízo deste dispositivo constitucional, há a Lei nº 
9.096/95, que trata especificamente da organização dos partidos 
políticos. Esta lei é usualmente conhecida como “Lei dos Partidos 
Políticos”. 
 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
Com efeito, a despeito de outros tempos, ditatoriais, em que a 
pluralidade de partidos era algo inimaginável, com a 
redemocratização promovida em 1988 tornou-se livre a criação, a 
fusão, a incorporação, e a extinção de partidos políticos, 
resguardados a soberania nacional,o regime democrático, o 
pluripartidarismo, e os direitos fundamentais da pessoa humana. 
Veja-se, pois, que uma vez observadas a soberania nacional, 
o regime democrático, o pluripartidarismo, e os direitos 
fundamentais, há uma liberdade partidária como nunca se viu na 
democracia deste país. Desta maneira, um partido nazista 
(nacional-socialista), p. ex., por não respeitar os direitos 
fundamentais nem o regime democrático, tem sua criação/atuação 
vedada. Um partido defensor do desmembramento de parte do 
Brasil para formar outra nação, p. ex., por atentar contra a 
segurança nacional, tem sua criação/atuação vedada. 
Ademais, para se criar um partido político, alguns preceitos 
necessitam ser observados. Vejamos: 
A) O caráter nacional. Um partido político deve se propor a 
agir no país inteiro; 
B) A proibição de recebimento de recursos financeiros de 
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. 
Exige-se que os partidos tenham aspecto nacional. Não pode um 
partido ser sustentado pelo governo da Venezuela, p. ex., pois 
teme-se que isso atente contra a soberania pátria; 
C) A prestação de contas junto à Justiça Eleitoral. A Justiça 
Eleitoral é fiscal da atuação administrativa/financeira dos partidos 
políticos; 
D) O funcionamento parlamentar de acordo com a lei. Um 
partido político não pode querer ter suas próprias regras de 
atuação no Congresso Nacional, se isso afrontar ao senso comum 
e às disposições constitucionais acerca da competência das Casas 
Legislativas; 
E) Não pode um partido político se utilizar de organização 
paramilitar. Eis a essência do previsto no parágrafo quarto, do 
art. 17, CF. Não pode um partido defender a utilização de armas/ 
violência para o atingimento de seus objetivos. 
 
 
3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 3.1 
DISPOSI-ÇÕES GERAIS, SERVIDORES 
PÚBLICOS. 
 
 
 
Dispositivos constitucionais cobrados no presente tópico: 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos 
brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, 
assim como aos estrangeiros, na forma da lei; 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de 
aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e 
títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou 
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações 
para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e 
exoneração; 
 
 19 
 
 
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois 
anos, prorrogável uma vez, por igual período; 
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de 
convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou 
de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos 
concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; 
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por 
servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a 
serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, 
condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se 
apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; 
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre 
associação sindical; 
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites 
definidos em lei específica; 
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos 
públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os 
critérios de sua admissão; 
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo 
determinado para atender a necessidade temporária de 
excepcional interesse público; 
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de 
que trata o §4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou 
alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em 
cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data 
e sem distinção de índices; 
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, 
funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e 
fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de 
mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, 
pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente 
ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra 
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos 
Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, 
nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito 
Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder 
Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito 
do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal 
de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por 
cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo 
Tribunal Federal, no 
âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do 
Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; 
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do 
Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder 
Executivo; 
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer 
espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal 
do serviço público; 
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor 
público não serão computados nem acumulados para fins de 
concessão de acréscimos ulteriores; 
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e 
empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos 
incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, §4º, 150, II, 153, III, 
e 153, §2º, I; 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, 
exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado 
em qualquer caso o disposto no inciso XI. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
a) a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de 
saúde, com profissões regulamentadas; 
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e 
funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, 
sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades 
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público; 
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais 
terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência 
sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; 
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e 
autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de 
economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste 
último caso, definir as áreas de sua atuação; 
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a 
criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso 
anterior, assim como a participação de qualquer delas em 
empresa privada; 
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as 
obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante 
processo de licitação pública que assegure igualdade de 
condições a todos os concorrentes, com cláusulas que 
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições 
efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá 
as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis 
à garantia do cumprimento das obrigações; 
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao 
funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras 
específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas 
atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o 
compartilhamento decadastros e de informações fiscais, na forma 
da lei ou convênio. 
§1º. A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e 
campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, 
informativo ou de orientação social, dela não podendo constar 
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal 
de autoridades ou servidores públicos. 
§2º. A não observância do disposto nos incisos II e III 
implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade 
responsável, nos termos da lei. 
§3º. A lei disciplinará as formas de participação do usuário na 
administração pública direta e indireta, regulando especialmente: 
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos 
em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento 
ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade 
dos serviços; 
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a 
informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 
5º, X e XXXIII; 
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente 
ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública. 
§4º. Os atos de improbidade administrativa importarão a 
suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a 
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma 
e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
§5º. A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos 
praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem 
prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de 
ressarcimento. 
 
 
20 
 
 
§6º. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito 
privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos 
que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, 
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos 
de dolo ou culpa. 
§7º. A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao 
ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta 
que possibilite o acesso a informações privilegiadas. 
§8º. A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos 
órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser 
ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus 
administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação 
de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei 
dispor sobre: 
I - o prazo de duração do contrato; 
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, 
direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes; 
III - a remuneração do pessoal. 
§9º. O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e 
às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que 
receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou 
dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de 
custeio em geral. 
§10. É vedada a percepção simultânea de proventos de 
aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a 
remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados 
os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos 
eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre 
nomeação e exoneração. 
§11. Não serão computadas, para efeito dos limites 
remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as 
parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. 
§12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste 
artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em 
seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei 
Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos 
Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a 
noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio 
mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se 
aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados 
Estaduais e Distritais e dos Vereadores. 
 
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, 
autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, 
aplicam-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou 
distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, 
emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua 
remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade 
de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou 
função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não 
havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de 
mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos 
os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; 
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de 
afastamento, os valores serão determinados como se no exercício 
estivesse. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e 
planos de carreira para os servidores da administração pública direta, 
das autarquias e das fundações públicas. (* O STF, em cautelar 
concedida na ADI nº 2.135-4, suspendeu a eficácia deste caput, e por 
efeito repristinatório tácito voltou a vigorar a redação de antes da 
EC nº 19/98, a saber: “Art. 39. A União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, 
regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da 
administração pública direta, das autarquias e das fundações 
públicas”) 
§1º. A fixação dos padrões de vencimento e dos demais 
componentes do sistema remuneratório observará: 
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade 
dos cargos componentes de cada carreira; 
II - os requisitos para a investidura; 
III - as peculiaridades dos cargos. 
§2º. A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas 
de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores 
públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos 
requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a 
celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. 
§3º. Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o 
disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, 
XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos 
diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. 
§4º. O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os 
Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão 
remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, 
vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, 
prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, 
obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. 
§5º. Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor 
remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer 
caso, o disposto no art. 37, XI. 
§6º. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário 
publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração 
dos cargos e empregos públicos. 
§7º. Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários 
provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, 
autarquia e fundação, para aplicação no desenvolvimento de 
programas de qualidade e produtividade, treinamento e 
desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e 
racionalização do serviço público, inclusive sob a forma de 
adicional ou prêmio de produtividade. 
§8º. A remuneração dos servidores públicos organizados em 
carreira poderá ser fixada nos termos do §4º. 
 
Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas 
autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de 
caráter contributivo e solidário,mediante contribuição do 
respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos 
pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio 
financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. 
§1º. Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de 
que trata este artigo serão aposentados, calculados os seus 
proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: 
 
 
21 
 
 
I - por invalidez permanente, sendo os proventos 
proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de 
acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, 
contagiosa ou incurável, na forma da lei; 
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com 
proventos proporcionais ao tempo de contribuição; 
III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de 
dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no 
cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as 
seguintes condições: 
a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se 
homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de 
contribuição, se mulher; 
b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos 
de idade, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de 
contribuição. 
§2º. Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de 
sua concessão, não poderão exceder a remuneração do respectivo 
servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que 
serviu de referência para a concessão da pensão. 
§3º. Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião 
da sua concessão, serão consideradas as remunerações utilizadas 
como base para as contribuições do servidor aos regimes de 
previdência de que tratam este artigo e o art. 201, na forma da lei. 
§4º. É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados 
para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de 
que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis 
complementares, os casos de servidores: 
I - portadores de deficiência; 
II - que exerçam atividades de risco; 
III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais 
que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 
§5º. Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão 
reduzidos em cinco anos, em relação ao disposto no §1º, III, “a”, 
para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo 
exercício das funções de magistério na educação infantil e no 
ensino fundamental e médio. 
§6º. Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos 
acumuláveis na forma desta Constituição, é vedada a percepção 
de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência 
previsto neste artigo. 
§7º. Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por 
morte, que será igual: 
I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, 
até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime 
geral de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de 
setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso 
aposentado à data do óbito; ou 
II - ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo 
efetivo em que se deu o falecimento, até o limite máximo 
estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social 
de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela 
excedente a este limite, caso em atividade na data do óbito. 
§8º. É assegurado o reajustamento dos benefícios para 
preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme 
critérios estabelecidos em lei. 
§9º. O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal 
será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço 
correspondente para efeito de disponibilidade. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
§10. A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem 
de tempo de contribuição fictício. 
§11. Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total 
dos proventos de inatividade, inclusive quando decorrentes da 
acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de 
outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de 
previdência social, e ao montante resultante da adição de 
proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável 
na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei 
de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. 
§12. Além do disposto neste artigo, o regime de previdência 
dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará, no 
que couber, os requisitos e critérios fixados para o regime geral 
de previdência social. 
§13. Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em 
comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem 
como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se 
o regime geral de previdência social. 
§14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 
desde que instituam regime de previdência complementar para os 
seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, poderão 
fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem 
concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo 
estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência 
social de que trata o art. 201. 
§15. O regime de previdência complementar de que trata o 
§14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder 
Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos, no 
que couber, por intermédio de entidades fechadas de previdência 
complementar, de natureza pública, que oferecerão aos 
respectivos participantes planos de benefícios somente na 
modalidade de contribuição definida. 
§16. Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto 
nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado 
no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do 
correspondente regime de previdência complementar. 
§17. Todos os valores de remuneração considerados para o 
cálculo do benefício previsto no §3º serão devidamente 
atualizados, na forma da lei. 
§18. Incidirá contribuição sobre os proventos de 
aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata 
este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os 
benefícios do regime geral de previdência social de que trata o 
art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os servidores 
titulares de cargos efetivos. 
§19. O servidor de que trata este artigo que tenha completado 
as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no §1º, 
III, a, e que opte por permanecer em atividade fará jus a um 
abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição 
previdenciária até completar as exigências para aposentadoria 
compulsória contidas no §1º, II. 
§20. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio 
de previdência social para os servidores titulares de cargos 
efetivos, e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime 
em cada ente estatal, ressalvado o disposto no art. 142, §3º, X. 
§21. A contribuição prevista no §18 deste artigo incidirá apenas 
sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que 
superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios 
do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 desta 
Constituição, quando o beneficiário, na forma da lei, for portador 
de doença incapacitante. 
 
 
 22 
 
 
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os 
servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em 
virtude de concurso público. 
§1º. O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja 
assegurada ampla defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de 
desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla 
defesa. 
§2º. Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor 
estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se 
estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, 
aproveitadoem outro cargo ou posto em disponibilidade com 
remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
§3º. Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o 
servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração 
proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado 
aproveitamento em outro cargo. 
§4º. Como condição para a aquisição da estabilidade, é 
obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão 
instituída para essa finalidade. 
 
1 Disposições gerais. Vejamos: 
 
1.1 Atividade administrativa. A atividade administrativa 
poderá ser prestada de maneira centralizada, pelos entes políticos 
componentes da Administração Direta (União, Estados, 
Municípios e Distrito Federal), ou de maneira descentralizada, 
pelos entes componentes da Administração Indireta (Autarquias, 
Fundações Públicas, Empresas Públicas e Sociedades de 
Economia Mista) bem como por particulares (através de 
concessionárias e permissionárias de serviços públicos, p. ex.). 
 
1.2 Administração direta e indireta. Os órgãos da 
Administração Pública direta são aqueles componentes dos 
Poderes da República propriamente ditos. Tais órgãos são 
despersonalizados. 
Já os órgãos da Administração Pública indireta são as 
autarquias, fundações, empresas públicas, e sociedades de 
economia mista. Tais órgãos têm personalidade jurídica própria, 
ou de direito público (autarquias e fundações públicas de direito 
público) ou de direito privado (fundações públicas de direito 
privado, empresas públicas, e sociedades de economia mista). 
 
1.3 Alguns princípios aplicáveis à Administração Pública. 
São eles: 
A) Princípio da legalidade. Para o direito privado, legalidade 
significa poder fazer tudo o que a lei não proíbe (autonomia 
privada). Já para a Administração Pública, legalidade significa 
somente poder fazer aquilo previsto em lei; 
B) Princípio da impessoalidade. Impessoalidade denota 
ausência de subjetividade. O administrador não pode se utilizar 
da coisa pública para satisfazer interesses pessoais; 
C) Princípio da moralidade. Traduz a ideia de honestidade, 
de ética, de correção de atitudes, de boa-fé. A moralidade 
administrativa representa mais que a moralidade comum, porque 
enquanto nesta as relações são interpessoais, na moralidade 
administrativa envolve-se o trato da coisa pública; 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
D) Princípio da publicidade. Tal princípio significa 
conhecimento, ciência, divulgação ao titular dos interesses em jogo, a 
saber, o povo. Disso infere-se que a publicidade acaba sendo 
condição de eficácia, em regra, do ato administrativo (como ocorre 
nos procedimentos licitatórios, p. ex.). Neste diapasão, o primeiro 
parágrafo, do art. 37, da Constituição, preceitua que a publicidade 
dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos 
órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de 
orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou 
imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou 
servidores públicos; 
E) Princípio da eficiência. Tal princípio não estava previsto 
no texto originário da Constituição Federal em 1988. Foi ele 
acrescido pela Emenda Constitucional nº 19/1998, e significa 
presteza, qualidade no serviço, agilidade, economia, ausência de 
desperdício; 
F) Princípio da supremacia do interesse público. Em um 
eventual conflito entre um interesse particular e outro da 
coletividade, este último deverá prevalecer, como regra geral. Tal 
princípio decorre de outro axioma, a saber, o “da 
Indisponibilidade do Interesse Público”, segundo o qual, sendo a 
coisa pública pertencente a todos, não pode o agente 
administrador dela utilizar livremente; 
G) Princípio da presunção de legitimidade dos atos 
administrativos. Há uma presunção relativa (isto é, que admite 
prova em contrário) em torno dos atos administrativos, de que são 
legítimos, válidos e eficazes. 
É óbvio que, além destes, há outros princípios vigentes para a 
Administração Pública, como o da isonomia, o da razoabilidade/ 
proporcionalidade, o da autotutela etc. Mas, tais matérias não 
serão aqui explicadas, por serem da alçada do Direito 
Administrativo propriamente dito. 
 
1.4 Ocupantes de cargos, empregos e funções públicas. 
Tanto brasileiros (que preencham os requisitos estabelecidos em 
lei) como os estrangeiros (na forma da lei) podem ocupar cargos, 
empregos e funções públicas. 
 
1.5 Investidura em cargo ou emprego público. Em regra, a 
investidura em cargo ou emprego público se dá mediante 
aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e 
títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou 
emprego. As exceções são os cargos em comissão, de livre 
nomeação e exoneração. 
Em situações excepcionais, como urgência ou interesse 
público de duração temporária, se pode dispensar o concurso 
público, ou, ao menos, realizar processo seletivo simplificado. 
Neste diapasão, a Lei nº 8.745/93 disciplina os casos de 
contratação por tempo determinado para atender a necessidade 
temporária de excepcional interesse público, p. ex. 
 
1.6 Prazo de validade do concurso público. O prazo de 
validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável 
uma vez por igual período. Convém lembrar que, durante o prazo 
improrrogável previsto no edital, aquele aprovado em concurso 
público será convocado com prioridade sobre novos concursados 
para assumir cargo ou emprego. 
 
 23 
 
 
1.7 Contratação pela Administração Publica de obras, 
serviços, compras e alienações. Ressalvadas as hipóteses de 
dispensa ou inexigibilidade, a contratação, pela Administração 
Pública, de obras, serviços, compras ou alienações se dá mediante 
procedimento licitatório. A lei que dispõe sobre normas gerais de 
licitação é a de nº 8.666/93. 
Consoante o art. 37, XXI, da Lei Fundamental pátria, os 
procedimentos licitatórios devem ser públicos, e devem assegurar 
igualdade de condições a todos os concorrentes (com cláusulas 
que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as 
condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente 
permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica 
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações). 
 
2 Servidores públicos. Utilizando a expressão “servidor 
público” em sentido genérico, por tais se pode entender os 
agentes que trabalham em prol do funcionamento e das 
obrigações assumidas pelo Estado. 
 
2.1 Direito à livre associação sindical do servidor público. 
O servidor público, tal como na iniciativa privada, tem direito à 
livre associação sindical, independentemente da existência de lei 
regulamentadora neste sentido. 
 
2.2 Direito de greve do servidor público. Ao servidor público 
é assegurado o direito de greve, a ser exercido nos termos e nos 
limites definidos em lei específica (art. 37, VII, CF). O problema 
é que essa lei não foi regulamentada até hoje, razão pela qual o 
Supremo Tribunal Federal vem mandando aplicar, no que couber, 
a lei de greve da iniciativa privada (Lei nº 7.783/89) aos 
servidores públicos. Tais decisões vêm ocorrendo em sede de 
mandados de injunção. 
 
2.3 Algumas nuanças atinentes à remuneração de pessoal 
de serviço público. Vejamos: 
A) É vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer 
espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoa 
do serviço público; 
B) É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, 
exceto, quando houver disponibilidade de horários, na hipótese de 
dois cargos de professor, ou de um cargo de professor com outro 
técnico ou químico, ou de dois cargos ou empregos privativos de 
profissionais de saúde com profissões regulamentadas; 
C) Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do 
Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder 
Executivo; 
D) A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, 
funções e empregos públicos da administração direta, autárquica 
e fundacional, dos membros de qualquerdos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores 
de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, 
pensões de outra espécie remuneratória, percebidos 
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de 
qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, 
em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, 
aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, 
e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do 
Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos 
Deputados Estaduais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio 
dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa 
inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, 
em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no 
âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do 
Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
2.4 Fixação dos padrões de vencimento do sistema 
remuneratório do servidor público. A fixação dos padrões de 
vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório 
observará: 
A) A natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade 
dos cargos componentes de cada carreira; 
B) Os requisitos para a investidura; 
C) As peculiaridades dos cargos. 
 
2.5 Nuanças em relação aos padrões de vencimento do 
sistema remuneratório do servidor público. Vejamos: 
A) O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os 
Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão 
remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela 
única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, 
abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie 
remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 
37, X e XI, da Constituição Federal; 
B) Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor 
remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer 
caso, o disposto no art. 37, XI, da Constituição; 
C) Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão 
anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e 
empregos públicos; 
D) A remuneração dos servidores públicos organizados em 
carreira poderá ser fixada nos termos do art. 39, §4º, CF. 
 
2.6 Aposentadoria dos servidores públicos. Os servidores 
abrangidos pelo regime de previdência de que trata o art. 40, CF, 
serão aposentados: 
A) Por invalidez permanente, sendo os proventos 
proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de 
acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, 
contagiosa ou incurável, na forma da lei; 
B) Compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com 
proventos proporcionais ao tempo de contribuição; 
C) Voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de 
dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no 
cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as 
seguintes condições: 1) Sessenta anos de idade e trinta e cinco de 
contribuição, se homem, e cinquenta e cinco anos de idade e 
trinta de contribuição, se mulher; 2) Sessenta e cinco anos de 
idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com 
proventos proporcionais ao tempo de contribuição. 
Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão 
reduzidos em cinco anos, em relação ao disposto na primeira 
condição da hipótese “C” acima vista, para o professor que 
comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções 
de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e 
médio. 
Ainda, há se lembrar que os proventos de aposentadoria e as 
pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a 
remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se 
deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão 
da pensão. 
Há se lembrar, por fim, que para o cálculo dos proventos de 
aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão consideradas 
as remunerações utilizadas como base para as contribuições do 
servidor aos regimes de previdência de que tratam os arts. 40 e 
201, da Constituição Federal, na forma da lei. 
 
 24 
 
 
2.7 Possibilidade de adoção de critérios diferenciados para 
a concessão de aposentadoria, na forma do art. 40, da 
Constituição Federal. Não é possível a adoção de critérios 
diferenciados para a concessão de aposentadoria, ressalvados, nos 
termos definidos em leis complementares, os casos de servidores: 
A) Portadores de deficiência; 
B) Que exerçam atividades de risco; 
C) Cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais 
que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 
 
2.8 Possibilidade de cumulação de aposentadorias, na forma 
do art. 40, da Constituição. Ressalvadas as aposentadorias 
decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição, 
é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do 
regime de previdência previsto no art. 40, CF. 
 
2.9 Estabilidade dos servidores públicos. São estáveis após 
três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo 
de provimento efetivo em virtude de concurso público. 
O servidor público estável só perderá o cargo: 
A) Em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
B) Mediante processo administrativo em que lhe seja 
assegurada ampla defesa; 
C) Mediante procedimento de avaliação periódica de 
desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla 
defesa. 
Há se lembrar que, invalidada por sentença judicial a 
demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual 
ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, 
sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto 
em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de 
serviço. 
Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor 
estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional 
ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro 
cargo. 
Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a 
avaliação especial de desempenho por comissão instituída para 
essa finalidade. 
 
QUESTÕES DE FIXAÇÃO 
 
1. (TRF/4ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - 2014 - 
FCC) A dignidade da pessoa humana, no âmbito da Constituição 
Brasileira de 1988, deve ser entendida como: 
(A) uma exemplificação do princípio de cooperação entre os 
povos para o progresso da humanidade reconhecida pela 
Constituição. 
(B) um direito individual garantido somente aos brasileiros 
natos. 
(C) uma decorrência do princípio constitucional da soberania 
do Estado Brasileiro. 
(D) um direito social decorrente de convenção internacional 
ratificada pelo Estado Brasileiro. 
(E) um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito 
da República Federativa do Brasil. 
 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
2. (MS - ANALISTA ADMINISTRATIVO - 2013 - 
CESPE) Considerando as disposições constitucionais a respeito 
dos princípios fundamentais, julgue o item a seguir: “Com a 
promulgação da Emenda Constitucional nº 73/2013, são 
considerados Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, 
o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o Tribunal de Contas”. 
 
3. (MS - ENGENHEIRO CIVIL - 2013 - CESPE) Com 
relação aos direitos e garantias fundamentais, julgue o item que 
se segue: “O direito de herança no Brasil é garantido pela 
Constituição Federal de 1988”. 
 
4. (PC/ES - DELEGADO DE POLÍCIA - 2013 - FUNCAB) 
São direitos sociais preceituados na Constituição de 1988: 
(A) a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, 
o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à 
maternidade e à infância, a assistência aos desamparados. 
(B) a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a 
previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a 
assistência aos desamparados. 
(C) a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a 
segurança,a previdência social, a proteção à maternidade e à 
infância, a assistência aos desamparados. 
(D) o direito de herança, a intimidade, a privacidade, a 
informação dos órgãos públicos. 
(E) a livre locomoção no território nacional em tempo de paz, 
podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, 
permanecer, ou dele sair com seus bens. 
 
5. (TCE/SP - TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO - 
2011 - FCC) Paulo, brasileiro nato, é jogador de futebol e atua 
em um determinado clube da Itália. Como condição de 
permanência no País onde atua e manutenção do exercício de sua 
atividade profissional, a Itália impõe a Paulo a sua naturalização. 
Nesse caso, Paulo: 
(A) não terá declarada a perda da nacionalidade brasileira. 
(B) terá declarada a suspensão da nacionalidade brasileira até 
o momento em que ele regressar ao Brasil e optar novamente pela 
nacionalidade brasileira. 
(C) perderá automaticamente a nacionalidade brasileira, mas 
poderá solicitar a sua reaquisição ao Ministro da Justiça, quando 
retornar ao Brasil. 
(D) terá declarada a perda da nacionalidade brasileira. 
(E) terá declarada a suspensão da nacionalidade brasileira 
enquanto não cancelar a naturalização italiana. 
 
6. (AL/PB - ASSESSOR TÉCNICO LEGISLATIVO 
- 2013 - FCC) Marta, filha de mãe e pai argentinos, nasceu no 
Brasil quando os mesmos passavam férias na cidade do Rio de 
Janeiro. Glaide, filha de mãe brasileira e pai americano, nasceu em 
Orlando, quando a sua mãe, a serviço da República Federativa do 
Brasil apresentava palestra sobre Direitos Humanos. Hernandes, 
filho de pai brasileiro e mãe uruguaia, nasceu em Montevidéu 
quando seu pai, a serviço da República Federativa do Brasil, 
laborava nos portos do referido local. Nestes casos, segundo a 
Constituição Federal brasileira: 
(A) apenas Glaide e Hernandes são brasileiros natos. 
(B) apenas Marta e Glaide são brasileiras natas. 
(C) Marta, Glaide e Hernandes são brasileiros natos. 
(D) apenas Marta e Hernandes são brasileiros natos. 
(E) apenas Glaide é brasileira nata. 
 
 25 
 
 
7. (TJ/PE - OFICIAL DE JUSTIÇA - 2012 - FCC) Epitácio, 
na condição de conscrito, durante o serviço militar obrigatório: 
(A) pode se eleger ao cargo de Governador, se tiver no 
mínimo trinta e cinco anos de idade. 
(B) não pode alistar-se como eleitor. 
(C) se não for analfabeto, pode alistar-se como eleitor. 
(D) pode candidatar-se para Deputado Federal, se tiver no 
mínimo vinte e cinco anos de idade. 
(E) se for filiado à partido político, pode alistar-se como eleitor. 
 
8. (PGE/BA - ANALISTA DE PROCURADORIA - 2013 
- FCC) Ao enunciar a liberdade de criação, fusão, incorporação e 
extinção de partidos políticos, a Constituição Federal determina 
expressamente que o exercício desse direito deve resguardar 
determinados bens ou valores constitucionais. Encontram-se, 
entre eles: 
(A) o pluripartidarismo, a soberania nacional e a separação 
dos poderes. 
(B) a forma federativa de Estado, os direitos fundamentais da 
pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
(C) o pluralismo político, a forma federativa de Estado e a 
redução das desigualdades regionais e sociais. 
(D) a soberania nacional, os direitos fundamentais da pessoa 
humana e a forma federativa de Estado. 
(E) o pluripartidarismo, a soberania nacional e o regime 
democrático. 
 
9. (PM/PI - CABO - 2013 - NUCEPE) São princípios de 
obediência obrigatória pela Administração Pública, previstos 
expressamente no artigo 37 da nossa Constituição Federal: 
(A) moralidade, impessoalidade, razoabilidade, motivação e 
legalidade. 
(B) eficiência, legalidade, publicidade, impessoalidade e 
moralidade. 
(C) publicidade, legalidade, motivação, eficiência e 
razoabilidade. 
(D) legalidade, eficiência, razoabilidade, supremacia do 
interesse público e impessoalidade. 
(E) impessoalidade, publicidade, supremacia do interesse 
público, eficiência e motivação. 
 
10. (TRE/PE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - 2011 - FCC) 
Tibério, servidor público estável, foi demitido, cujo cargo de diretor 
foi ocupado por Pilatos, também servidor público estável, que 
ocupava cargo de auxiliar na mesma repartição pública. A demissão 
de Tibério foi invalidada por sentença judicial e, conforme previsto 
na Constituição Federal, por consequência será: 
(A) reintegrado ao cargo de diretor e Pilatos será reconduzido 
ao seu cargo de origem que se encontra vago, sem direito à 
indenização. 
(B) diretamente conduzido ao cargo de origem de Pilatos, que 
se encontra vago. 
(C) posto em disponibilidade porque seu cargo está ocupado 
por Pilatos e não pode ser rebaixado de função. 
(D) promovido de cargo à titulo de compensação por ter sido 
demitido. 
(E) avaliado previamente por psicólogo, que emitirá laudo 
sobre os efeitos da demissão e se tem condições ou não de voltar 
ao trabalho público. 
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
GABARITO 
 
1. RESPOSTA: “E” 
A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos do 
Estado Democrático de Direito, conforme consta no art. 1º, III, da 
Constituição da República. 
Deve ser assinalado, portanto, a alternativa “E”. 
 
2. RESPOSTA: “ERRADA” 
A Emenda Constitucional nº 73/2013 acrescentou o §11, do art. 
27 do ato das disposições constitucionais transitórias, que cria os 
Tribunais Regionais Federais da 6ª, 7ª e 8ª região. 
Assim, referida emenda não tornou o Tribunal de Contas um 
dos Poderes da União, pois não alterou o art. 2º, que estabelece 
que são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o 
Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
Com fundamento na explanação acima, a alternativa deve ser 
assinalada como errada. 
 
3. RESPOSTA: “CORRETA” 
A garantia do direito de herança está expressamente previsto 
no artigo 5º, XXX, da Constituição da República. Com este 
fundamento, a alternativa deve ser assinalada como correta. 
 
4. RESPOSTA: “A” 
A alternativa “A” elenca os direitos sociais expressamente 
previstos no art. 6º, CF, que foi modificado pela Emenda 
Constitucional nº 64/2010, quais sejam: a educação, a saúde, a 
alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a 
previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a 
assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. 
As alternativas “B”, “C”, “D” e “E”, não representam a 
literalidade do artigo acima mencionado, por isso estão incorretos. 
Neste caso deve ser assinalada como certa a alternativa “A”. 
 
5. RESPOSTA: “A” 
Em regra, adquirir outra nacionalidade importa a perda da 
brasileira, salvo nos casos de reconhecimento da nacionalidade 
originária pela lei estrangeira (art. 12, §4º, II, “a”, CF), ou de 
imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro 
residente em Estado estrangeiro, como condição para 
permanência em seu território ou para o exercício de direitos 
civis (art. 12, §4º, II, “b”, CF). O caso de Paulo, jogador de 
futebol que atua na Itália, se encaixa nesta segunda situação, e, 
neste caso, Paulo não perderá sua nacionalidade brasileira. 
Convém assinalar, pois, a alternativa “A”. 
 
6. RESPOSTA: “C” 
De acordo com a Lei Fundamental, art. 12, inciso I, são 
brasileiros natos os nascidos na República Federativa do Brasil, 
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a 
serviço de seu país (alínea “a”); os nascidos no estrangeiro, de pai 
brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a 
serviço da República Federativa do Brasil (alínea “b”). 
Diante desse panorama, é possível afirmar que Marta, Glaide 
e Hernandes são brasileiros natos. 
 
 
 26 
 
 
Marta nasceu em solo brasileiro e é filha de pais estrangeiros 
que não estavam a serviço do país estrangeiro. Marta é brasileira 
nata, portanto, nos termos do art. 12, I, “a”, CF. Glaide nasceu em 
Orlando, local onde a mãe brasileira estava a serviço do Brasil. 
Nestes termos Glaide é brasileira nata por força do art. 12, I, 
“b”, CF. Por fim, Hernandesnasceu em Montevidéu, onde o pai 
brasileiro estava a serviço do Brasil, o que o torna brasileiro nato, 
com fundamento no art. 12, I, “b”, CF. 
A alternativa correta é a letra “C”. 
 
7. RESPOSTA: “B” 
Os conscritos, durante o período militar obrigatório, não podem 
alistar-se como eleitor, consoante preceitua o parágrafo segundo, 
do art. 14, da Constituição da República. Por tal razão, a 
alternativa correta é a letra “B”. 
 
8. RESPOSTA: “E” 
Extrai-se o art. 17, caput, da Lei Fundamental, que é livre a 
criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, 
resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o 
pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana, 
observados os preceitos estabelecidos nos quatro incisos do 
referido artigo. 
Diante disso, apenas a alternativa “E” está certa, pois está 
devidamente amparada pela norma acima transcrita. 
 
9. RESPOSTA: “B” 
A questão trata dos princípios expressamente elencados no 
caput, do art. 37, CF: legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência. 
Por esta razão, deve ser assinalada a alternativa “B”. 
 
10. RESPOSTA: “A” 
Consoante o parágrafo segundo, do art. 41, da Constituição 
Federal, invalidada por sentença judicial a demissão do servidor 
estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se 
estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, 
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com 
remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
Isto posto, a alternativa que melhor representa uma das 
hipóteses neste dispositivo prevista é a letra “A”. 
 
REFERÊNCIAS 
 
CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito constitucional. 
6. ed. Salvador: JusPODIUM, 2012. 
LAZARI, Rafael de; GARCIA, Bruna Pinotti. Manual de di-
reitos humanos. Salvador: JusPODIVM, 2014. 
 
______; BERNARDI, Renato. Ensaios escolhidos de direito 
constitucional. Brasília: Kiron, 2013. 
 
MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; 
BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de direito 
constitucional. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. 
 
LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 17. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2013. 
 
VADE MECUM SARAIVA. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 201
 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
 
 
ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: 
CONCEITOS, ELEMENTOS, PODERES E 
ORGANIZAÇÃO; NATUREZA, FINS E PRINCÍPIOS. 
 
 
“O conceito de Estado varia segundo o ângulo em que 
é considerado. Do ponto de vista sociológico, é corpora-ção 
territorial dotada de um poder de mando originário; sob o 
aspecto político, é comunidade de homens, fixada sobre um 
território, com potestade superior de ação, de mando e de 
coerção; sob o prisma constitucional, é pessoa jurídica 
territorial soberana; na conceituação do nosso Có-digo Civil, 
é pessoa jurídica de Direito Público Interno (art. 14, I). Como 
ente personalizado, o Estado tanto pode atuar no campo do 
Direito Público como no do Direito Priva-do, mantendo 
sempre sua única personalidade de Direito Público, pois a 
teoria da dupla personalidade do Estado acha-se 
definitivamente superada. O Estado é constituído de três 
elementos originários e indissociáveis: Povo, Terri-tório e 
Governo soberano. Povo é o componente humano do 
Estado; Território, a sua base física; Governo sobera-no, o 
elemento condutor do Estado, que detém e exerce o poder 
absoluto de autodeterminação e auto-organização emanado 
do Povo. Não há nem pode haver Estado inde-pendente sem 
Soberania, isto é, sem esse poder absoluto, indivisível e 
incontrastável de organizar-se e de conduzir--se segundo a 
vontade livre de seu Povo e de fazer cum-prir as suas 
decisões inclusive pela força, se necessário. A vontade estatal 
apresenta-se e se manifesta através dos denominados 
Poderes de Estado. Os Poderes de Estado, na clássica 
tripartição de Montesquieu, até hoje adotada nos Estados de 
Direito, são o Legislativo, o Executivo e o judiciário, 
independentes e harmônicos entre si e com suas funções 
reciprocamente indelegáveis (CF, art. 2º). A orga-nização do 
Estado é matéria constitucional no que concer-ne à divisão 
política do território nacional, a estruturação dos Poderes, à 
forma de Governo, ao modo de investidura dos governantes, 
aos direitos e garantias dos governados. 
Após as disposições constitucionais que moldam a orga-
nização política do Estado soberano, surgem, através da 
legislação complementar e ordinária, e organização ad-
ministrativa das entidades estatais, de suas autarquias e 
entidades paraestatais instituídas para a execução descon-
centrada e descentralizada de serviços públicos e outras 
atividades de interesse coletivo, objeto do Direito Admi-
nistrativo e das modernas técnicas de administração” . 
Com efeito, o Estado é uma organização dotada de 
personalidade jurídica que é composta por povo, territó-
rio e soberania. Logo, possui homens situados em deter-
minada localização e sobre eles e em nome deles exerce 
poder. É dotado de personalidade jurídica, isto é, possui a 
aptidão genérica para adquirir direitos e contrair deveres. 
Nestes moldes, o Estado tem natureza de pessoa jurídica 
de direito público. 
 
Trata -se de pessoa jurídica, e não física, porque o 
Esta-do não é uma pessoa natural determinada, mas uma 
estru-tura organizada e administrada por pessoas que 
ocupam cargos, empregos e funções em seu quadro. 
Logo, pode-se dizer que o Estado é uma ficção, eis que 
não existe em si, mas sim como uma estrutura organizada 
pelos próprios homens. 
É de direito público porque administra interesses que 
pertencem a toda sociedade e a ela respondem por 
desvios na conduta administrativa, de modo que se sujeita 
a um regime jurídico próprio, que é objeto de estudo do 
direito administrativo. 
Em face da organização do Estado, e pelo fato deste 
assumir funções primordiais à coletividade, no interesse 
desta, fez-se necessário criar e aperfeiçoar um sistema ju-
rídico que fosse capaz de regrar e viabilizar a execução de 
tais funções, buscando atingir da melhor maneira possível o 
interesse público visado. A execução de funções exclusi-
vamente administrativas constitui, assim, o objeto do Direi-to 
Administrativo, ramo do Direito Público. A função admi-
nistrativa é toda atividade desenvolvida pela Administração 
(Estado) representando os interesses de terceiros, ou seja, 
os interesses da coletividade. 
Devido à natureza desses interesses, são conferidos à 
Administração direitos e obrigações que não se estendem 
aos particulares. Logo, a Administração encontra-se numa 
posição de superioridade em relação a estes. 
Se, por um lado, o Estado é uno, até mesmo por se 
legitimar na soberania popular; por outro lado, é necessá-
ria a divisão de funções das atividades estatais de maneira 
equilibrada, o que se faz pela divisão de Poderes, a qual 
resta assegurada no artigo 2º da Constituição Federal. A 
função típica de administrar – gerir a coisa pública e 
aplicar a lei – é do Poder Executivo; cabendo ao Poder 
Legislativo a função típica de legislar e ao Poder Judiciário 
a função típica de julgar. Em situações específicas, será 
possível que no exercício de funções atípicas o Legislativo 
e o Judiciário exerçam administração. 
Destaca-se o artigo 41 do Código Civil: 
 
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno: 
I - a União; 
II - os Estados, o Distrito Federal e os 
Territórios; III - os Municípios; 
IV - as autarquias; 
V - as demais entidades de caráter público criadas por lei. 
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pes- 
soas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estru-
tura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao 
seu funcionamento, pelas normas deste Código. 
 
Nestes moldes, o Estado é pessoa jurídica de direito 
público interno. Mas há características peculiares distintivas 
que fazem com que afirmá-lo apenas como pessoa jurídicade direito público interno seja correto, mas não suficiente. 
Pela peculiaridade da função que desempenha, o Estado é 
verdadeira pessoa administrativa, eis que concentra para si o 
exercício das atividades de administração pública. 
 
1 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
A expressão pessoa administrativa também pode ser 
colocada em sentido estrito, segundo o qual seriam pes-soas 
administrativas aquelas pessoas jurídicas que inte-gram a 
administração pública sem dispor de autonomia política 
(capacidade de auto-organização). Em contraponto, pessoas 
políticas seriam as pessoas jurídicas de direito pú-blico 
interno – União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 
Princípios constitucionais expressos 
São princípios da administração pública, nesta ordem: 
Legalidade 
Impessoalidade 
Moralidade 
Publicidade 
Eficiência 
Para memorizar: veja que as iniciais das palavras for-
mam o vocábulo LIMPE, que remete à limpeza esperada 
da Administração Pública. É de fundamental importância 
um olhar atento ao significado de cada um destes 
princípios, posto que eles estruturam todas as regras 
éticas prescritas no Código de Ética e na Lei de 
Improbidade Administrativa, tomando como base os 
ensinamentos de Carvalho Filho1 e Spitzcovsky2: 
a) Princípio da legalidade: Para o particular, 
legalidade significa a permissão de fazer tudo o que a lei 
não proíbe. Contudo, como a administração pública 
representa os inte-resses da coletividade, ela se sujeita a 
uma relação de subor-dinação, pela qual só poderá fazer 
o que a lei expressamen-te determina (assim, na esfera 
estatal, é preciso lei anterior editando a matéria para que 
seja preservado o princípio da legalidade). A origem deste 
princípio está na criação do Es-tado de Direito, no sentido 
de que o próprio Estado deve respeitar as leis que dita. 
b) Princípio da impessoalidade: Por força dos interes-
ses que representa, a administração pública está proibida de 
promover discriminações gratuitas. Discriminar é tratar al-
guém de forma diferente dos demais, privilegiando ou pre-
judicando. Segundo este princípio, a administração pública 
deve tratar igualmente todos aqueles que se encontrem na 
mesma situação jurídica (princípio da isonomia ou igualda-
de). Por exemplo, a licitação reflete a impessoalidade no que 
tange à contratação de serviços. O princípio da impessoali-
dade correlaciona-se ao princípio da finalidade, pelo qual o 
alvo a ser alcançado pela administração pública é somente o 
interesse público. Com efeito, o interesse particular não pode 
influenciar no tratamento das pessoas, já que deve-se buscar 
somente a preservação do interesse coletivo. 
c) Princípio da moralidade: A posição deste princípio no 
artigo 37 da CF representa o reconhecimento de uma es-
pécie de moralidade administrativa, intimamente relaciona-
da ao poder público. A administração pública não atua como 
um particular, de modo que enquanto o descumprimento 
dos preceitos morais por parte deste particular não é pu- 
 
1 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de 
direito administrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen juris, 
2010. 
2 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 
13. ed. São Paulo: Método, 2011. 
 
2 
 
nido pelo Direito (a priori), o ordenamento jurídico adota 
tratamento rigoroso do comportamento imoral por parte dos 
representantes do Estado. O princípio da moralidade deve se 
fazer presente não só para com os administrados, mas 
também no âmbito interno. Está indissociavelmente ligado à 
noção de bom administrador, que não somente deve ser 
conhecedor da lei, mas também dos princípios éti-cos 
regentes da função administrativa. TODO ATO IMORAL SERÁ 
DIRETAMENTE ILEGAL OU AO MENOS IMPESSOAL, daí a 
intrínseca ligação com os dois princípios anteriores. 
d) Princípio da publicidade: A administração pública 
é obrigada a manter transparência em relação a todos seus 
atos e a todas informações armazenadas nos seus ban-cos de 
dados. Daí a publicação em órgãos da imprensa e a afixação 
de portarias. Por exemplo, a própria expressão concurso 
público (art. 37, II, CF) remonta ao ideário de que todos 
devem tomar conhecimento do processo seletivo de 
servidores do Estado. Diante disso, como será visto, se ne-gar 
indevidamente a fornecer informações ao administrado 
caracteriza ato de improbidade administrativa. 
No mais, prevê o §1º do artigo 37, CF, evitando que o 
princípio da publicidade seja deturpado em propaganda 
político-eleitoral: 
 
Artigo 37, §1º, CF. A publicidade dos atos, programas, 
obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter 
caráter educativo, informativo ou de orientação social, 
dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que 
caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servido-
res públicos. 
 
Somente pela publicidade os indivíduos controlarão a 
legalidade e a eficiência dos atos administrativos. Os 
instrumentos para proteção são o direito de petição e as 
certidões (art. 5°, XXXIV, CF), além do habeas data e - resi-
dualmente - do mandado de segurança. Neste viés, ainda, 
prevê o artigo 37, CF em seu §3º: 
 
Artigo 37, §3º, CF. A lei disciplinará as formas de par-
ticipação do usuário na administração pública direta e 
indireta, regulando especialmente: 
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços 
públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços 
de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa 
e interna, da qualidade dos serviços; 
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a 
informações sobre atos de governo, observado o disposto 
no art. 5º, X e XXXIII; 
III - a disciplina da representação contra o exercício ne-
gligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na admi-
nistração pública. 
 
e) Princípio da eficiência: A administração pública deve 
manter o ampliar a qualidade de seus serviços com controle 
de gastos. Isso envolve eficiência ao contratar pes-soas (o 
concurso público seleciona os mais qualificados ao exercício 
do cargo), ao manter tais pessoas em seus cargos (pois é 
possível exonerar um servidor público por ineficiên- 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
cia) e ao controlar gastos (limitando o teto de remunera-
ção), por exemplo. O núcleo deste princípio é a procura 
por produtividade e economicidade. Alcança os serviços 
públicos e os serviços administrativos internos, se 
referindo diretamente à conduta dos agentes. 
 
Outros princípios administrativos 
Além destes cinco princípios administrativo-constitu-
cionais diretamente selecionados pelo constituinte, 
podem ser apontados como princípios de natureza ética 
relaciona-dos à função pública a probidade e a motivação: 
a) Princípio da probidade: um princípio constitu-
cional incluído dentro dos princípios específicos da licita-
ção, é o dever de todo o administrador público, o dever 
de honestidade e fidelidade com o Estado, com a popu-
lação, no desempenho de suas funções. Possui contornos 
mais definidos do que a moralidade. Diógenes Gasparini3 
alerta que alguns autores tratam veem como distintos os 
princípios da moralidade e da probidade administrativa, 
mas não há características que permitam tratar os 
mesmos como procedimentos distintos, sendo no máximo 
possível afirmar que a probidade administrativa é um 
aspecto parti-cular da moralidade administrativa. 
b) Princípio da motivação: É a obrigação conferida 
ao administrador de motivar todos os atos que edita, ge-
rais ou de efeitos concretos. É considerado, entre os 
demais princípios, um dos mais importantes, uma vez que 
sem a motivação não há o devido processo legal, uma vez 
que a fundamentação surge como meio interpretativo da 
decisão que levou à prática do ato impugnado, sendo 
verdadeiro meio de viabilização do controle da legalidade 
dos atos da Administração. 
Motivar significa mencionar o dispositivo legal aplicá-vel 
ao caso concreto e relacionar os fatos que concreta-mente 
levaram à aplicaçãonotícias, e-mails, 
etc. 
e) Os gêneros textuais, por adequarem-se às 
necessidades linguísticas dos falantes de 
acordo com as mudanças históricas e soci-
http://www.portaldapropaganda.com.br/
 
 
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 pág. 11 
 
ais, são incontáveis, diferentemente do que 
acontece com os tipos textuais. 
 
Gabarito 
1- B 
2- E 
3- C 
 
 
 Gêneros textuais: 
São as espécies de textos efetivamente pro-
duzidos em nosso cotidiano, cumprindo fun-
ções em situações comunicativas e que 
apresentam características gerais comuns 
— como forma, estrutura linguística e as-
sunto — facilmente identificáveis. Como 
exemplos de Gêneros textuais, temos: 
a carta pessoal, a lista de compras, os 
cartazes, o romance etc. 
 Tipos textuais: 
São composições linguísticas que têm como 
característica a predominância de cer-
tas estruturas sintáticas, tempos e modos 
verbais, classes gramaticais, combinações 
etc., de acordo com sua função e intenciona-
lidade no interior do gênero textual. Se 
os gêneros textuais são inúmeros, 
a tipologia textual é limitada. São tipos tex-
tuais: Narrativo, Descritivo, Argumentati-
vo, Expositivo e Injuntivo. 
Disponível em: 
https://conhecimentoliteratura.com.br/genero-
e-tipologia-textual/ 
 
 Linguagem verbal é o uso da 
palavra ou da fala na comuni-
cação. Ex: Artigo. 
 Linguagem não verbal é o uso 
da imagem, símbolo, dança (...) 
na comunicação. Ex: semáforo. 
 Linguagem mista: é a mistura 
da linguagem verbal com a lin-
guagem não verbal. Ex: Gibi. 
 
1-
 
O artista gráfico polonês Pawla Kuczynskie-
go nasceu em 1976 e recebeu diversos prê-
mios por suas ilustrações. Nessa obra, ao 
abordar o trabalho infantil, Kuczynskiego usa 
sua arte para 
a) difundir a origem de marcantes diferenças 
sociais. 
b) estabelecer uma postura proativa da soci-
edade. 
c) provocar a reflexão sobre essa realidade. 
https://conhecimentoliteratura.com.br/genero-e-tipologia-textual/
https://conhecimentoliteratura.com.br/genero-e-tipologia-textual/
 
 
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 pág. 12 
 
d) propor alternativas para solucionar esse 
problema. 
e) retratar como a questão é enfrentada em 
vários países do mundo. 
2-
 
 Cartum de Caulos, disponível em 
www.caulos.com 
O cartum faz uma crítica social. A figura des-
tacada está em oposição às outras e repre-
senta a 
a) opressão das minorias sociais. 
b) carência de recursos tecnológicos. 
c) falta de liberdade de expressão. 
d) defesa da qualificação profissional. 
e) reação ao controle do pensamento coleti-
vo 
 
3-
 
Sobre o cartum de Caulos, assinale a propo-
sição correta: 
I. A linguagem verbal é desnecessária para o 
entendimento do texto; 
II. Linguagem verbal e não verbal são neces-
sárias para a construção dos sentidos pre-
tendidos pelo cartunista; 
III. O cartunista estabelece uma relação de 
intertextualidade com o poema “No meio do 
caminho”, de Carlos Drummond de Andrade; 
IV. O cartum é uma crítica ao poema de Car-
los Drummond de Andrade, já que o cartunis-
ta considera o poeta pouco prático. 
a) Apenas I está correta. 
b) II e III estão corretas. 
http://www.caulos.com/
 
 
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 pág. 13 
 
c) I e IV estão corretas. 
d) II e IV estão corretas 
 
4- Leia o trecho de Quincas Borba, de Ma-
chado de Assis: 
E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do 
mundo, meu rico senhor; é a perfeição uni-
versal. Tudo chorando seria monótono, tudo 
rindo cansativo; mas uma boa distribuição de 
lágrimas e polcas1, soluços e sarabandas2, 
acaba por trazer à alma do mundo a varieda-
de necessária, e faz-se o equilíbrio da vida. 
(Quincas Borba, 1992.) 
1 polca: tipo de dança. 
2 sarabanda: tipo de dança. 
De acordo com o narrador, 
a) os erros do passado não afetam o 
presente. 
b) a existência é marcada por antago-
nismos. 
c) a sabedoria está em perseguir a fe-
licidade. 
d) cada instante vivido deve ser feste-
jado. 
e) os momentos felizes são mais raros 
que os tristes. 
 
Leia esse texto, mais uma crônica de Millôr 
Fernandes, e responda: 
Cão! Cão! Cão! 
Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não 
via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse 
acompanhado de um cão. O cão não muito 
grande mas bastante forte, de raça indefini-
da, saltitante e com um ar alegremente 
agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o 
amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O 
cão aproveitou as saudações, se embarafus-
tou casa adentro e logo o barulho na cozinha 
demonstrava que ele tinha quebrado alguma 
coisa. 
O dono da casa encompridou um pouco as 
orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a 
coisa não era com ele. "Ora, veja você, a 
última vez que nos vimos foi..." "Não, foi de-
pois, na..." "E você, casou também?" O cão 
passou pela sala, o tempo passou pela con-
versa, o cão entrou pelo quarto e novo baru-
lho de coisa quebrada. Houve um sorriso 
amarelo por parte do dono da casa, mas per-
feita indiferença por parte do visitante. 
"Quem morreu definitivamente foi o tio... você 
se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que 
mais... não?" 
O cão saltou sobre um móvel, derrubou o 
abajur, logo trepou com as patas sujas no 
sofá (o tempo passando) e deixou lá as mar-
cas digitais de sua animalidade. Os dois 
amigos, tensos, agora preferiam não tomar 
conhecimento do dogue. E, por fim, o visitan-
te se foi. Se despediu, efusivo como chegara, 
e se foi. Se foi. 
Mas ainda ia indo, quando o dono da casa 
perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? 
Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quan-
do eu entrei, ele entrou naturalmente comigo 
e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?" 
Moral: Quando notamos certos defeitos nos 
amigos, devemos sempre ter uma conversa 
esclarecedora. 
5) Por que o amigo visitante não se manifes-
tou ao perceber que o cão tinha partido algo 
na cozinha? 
6- Por que os amigos estavam tensos? 
7-O que significa “sorriso amarelo” e por que 
o dono sorriu dessa forma? 
8-Quem é o dono do cão? 
9-O que torna a crônica engraçada? 
 Gabarito 
1- C 
2- E 
3- B 
4- B 
 
 
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 pág. 14 
 
5- Porque não se sentia à vontade para 
comentar o estrago feito pelo cão, que 
julgava ser do dono da casa. 
6- Em decorrência dos estragos que o 
cão estava fazendo. 
7- Significa um sorriso sem vontade ou 
falso. O dono sorriu assim porque não 
queria brigar com o amigo por causa 
do cão, mas estava perdendo a paci-
ência com a situação. 
8- Não sabemos. 
9- O fato de os amigos não falarem so-
bre o comportamento do cão porque 
cada um achava que o cão pertencia 
ao outro amigo e não queriam se de-
sentender por conta disso. 
 
A variação linguística é um fenômeno natural 
que ocorre na diversificação dos sistemas de 
uma língua. Este fenômeno ocorre por vários 
motivos como região, sexo, idade... 
Variação não é considerada erro. 
Os tipos de variação são: 
 Regional: abóbora e jerimum; 
 Fonológica: “framengo” e Flamengo; 
 Morfossintática: “vinte real”. 
 Histórica: “vosmecê” para você; 
 Social: “mano”, “mec”. 
A variedade linguística pode ser formal (usa-
da em situações formais, como palestras), 
informal (usada em situações informais, co-
mo conversas entre amigos). 
A gíria também é considerada uma variação 
linguística. 
 
1- "Todas as variedades linguísticas são 
estruturadas e correspondem a siste-
mas e subsistemas adequados às ne-
cessidades de seus usuários. Mas o 
fato de estar a língua fortemente liga-
da à estrutura social e aos sistemas 
de valores da sociedade conduz a 
uma avaliaçãodaquele dispositivo legal. Todos os atos 
administrativos devem ser motivados para que o Judiciário 
possa controlar o mérito do ato administrativo quanto à sua 
legalidade. Para efetuar esse controle, devem ser observados 
os motivos dos atos administrativos. 
Em relação à necessidade de motivação dos atos ad-
ministrativos vinculados (aqueles em que a lei aponta um 
único comportamento possível) e dos atos discricionários 
(aqueles que a lei, dentro dos limites nela previstos, 
aponta um ou mais comportamentos possíveis, de acordo 
com um juízo de conveniência e oportunidade), a doutrina 
é unís-sona na determinação da obrigatoriedade de 
motivação com relação aos atos administrativos 
vinculados; todavia, diverge quanto à referida necessidade 
quanto aos atos dis-cricionários. 
Meirelles4 entende que o ato discricionário, editado sob 
os limites da Lei, confere ao administrador uma margem de 
liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportuni-
dade, não sendo necessária a motivação. No entanto, se 
houver tal fundamentação, o ato deverá condicionar-se a 
esta, em razão da necessidade de observância da Teoria 
3 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São 
Paulo: Saraiva, 2004. 
4 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo 
brasileiro. São Paulo: Malheiros, 1993. 
 
dos Motivos Determinantes. O entendimento majoritário 
da doutrina, porém, é de que, mesmo no ato 
discricionário, é necessária a motivação para que se saiba 
qual o caminho adotado pelo administrador. Gasparini5, 
com respaldo no art. 50 da Lei n. 9.784/98, aponta 
inclusive a superação de tais discussões doutrinárias, pois 
o referido artigo exige a motivação para todos os atos 
nele elencados, compreen-dendo entre estes, tanto os 
atos discricionários quanto os vinculados. 
c) Princípio da Continuidade dos Serviços Públicos: 
O Estado assumiu a prestação de determinados serviços, 
por considerar que estes são fundamentais à coletividade. 
Apesar de os prestar de forma descentralizada ou mesmo 
delegada, deve a Administração, até por uma questão de 
coerência, oferecê-los de forma contínua e ininterrupta. 
Pelo princípio da continuidade dos serviços públicos, o Es-
tado é obrigado a não interromper a prestação dos ser-
viços que disponibiliza. A respeito, tem-se o artigo 22 do 
Código de Defesa do Consumidor: 
 
Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, 
concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra for-
ma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços 
adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, 
con-tínuos. 
Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total 
ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as 
pes-soas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os 
danos causados, na forma prevista neste código. 
 
d) Princípios da Tutela e da Autotutela da Adminis-
tração Pública: a Administração possui a faculdade de re-ver 
os seus atos, de forma a possibilitar a adequação destes 
à realidade fática em que atua, e declarar nulos os efeitos 
dos atos eivados de vícios quanto à legalidade. O sistema de 
controle dos atos da Administração adotado no Brasil é o 
jurisdicional. Esse sistema possibilita, de forma inexorável, ao 
Judiciário, a revisão das decisões tomadas no âmbito da 
Administração, no tocante à sua legalidade. É, portanto, 
denominado controle finalístico, ou de legalidade. 
À Administração, por conseguinte, cabe tanto a anu-
lação dos atos ilegais como a revogação de atos válidos e 
eficazes, quando considerados inconvenientes ou ino-
portunos aos fins buscados pela Administração. Essa for-ma 
de controle endógeno da Administração denomina-se 
princípio da autotutela. Ao Poder Judiciário cabe somente a 
anulação de atos reputados ilegais. O embasamento de tais 
condutas é pautado nas Súmulas 346 e 473 do Supremo 
Tribunal Federal. 
 
Súmula 346. A administração pública pode declarar a 
nulidade dos seus próprios atos. 
 
Súmula 473. A administração pode anular seus próprios 
atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque 
deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adqui-
ridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
5 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª 
ed. São Paulo: Saraiva, 2004. 
 
3 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Os atos administrativos podem ser extintos por revo-
gação ou anulação. A Administração tem o poder de rever 
seus próprios atos, não apenas pela via da anulação, mas 
também pela da revogação. Aliás, não é possível revogar 
atos vinculados, mas apenas discricionários. A revogação 
se aplica nas situações de conveniência e oportunidade, 
quanto que a anulação serve para as situações de vício de 
legalidade. 
 
e) Princípios da Razoabilidade e Proporcionalida-
de: Razoabilidade e proporcionalidade são fundamentos 
de caráter instrumental na solução de conflitos que se 
estabeleçam entre direitos, notadamente quando não há 
legislação infraconstitucional específica abordando a te-
mática objeto de conflito. Neste sentido, quando o poder 
público toma determinada decisão administrativa deve se 
utilizar destes vetores para determinar se o ato é correto 
ou não, se está atingindo indevidamente uma esfera de 
direitos ou se é regular. Tanto a razoabilidade quanto a 
proporcionalidade servem para evitar interpretações es-
drúxulas manifestamente contrárias às finalidades do 
texto declaratório. 
Razoabilidade e proporcionalidade guardam, assim, a 
mesma finalidade, mas se distinguem em alguns pontos. 
Historicamente, a razoabilidade se desenvolveu no direito 
anglo-saxônico, ao passo que a proporcionalidade se ori-
gina do direito germânico (muito mais metódico, objetivo 
e organizado), muito embora uma tenha buscado inspi-
ração na outra certas vezes. Por conta de sua origem, a 
proporcionalidade tem parâmetros mais claros nos quais 
pode ser trabalhada, enquanto a razoabilidade permite 
um processo interpretativo mais livre. Evidencia-se o 
maior sentido jurídico e o evidente caráter delimitado da 
pro-porcionalidade pela adoção em doutrina de sua 
divisão clássica em 3 sentidos: 
- adequação, pertinência ou idoneidade: significa que 
o meio escolhido é de fato capaz de atingir o objetivo 
pre-tendido; 
- necessidade ou exigibilidade: a adoção da medida 
restritiva de um direito humano ou fundamental somente 
é legítima se indispensável na situação em concreto e se 
não for possível outra solução menos gravosa; 
- proporcionalidade em sentido estrito: tem o sentido 
de máxima efetividade e mínima restrição a ser guardado 
com relação a cada ato jurídico que recaia sobre um direi-
to humano ou fundamental, notadamente verificando se 
há uma proporção adequada entre os meios utilizados e 
os fins desejados. 
 
f) Supremacia do interesse público sobre o priva-
do: Na maioria das vezes, a Administração, para buscar de 
maneira eficaz tais interesses, necessita ainda de se 
colocar em um patamar de superioridade em relação aos 
particulares, numa relação de verticalidade, e para isto se 
utiliza do princípio da supremacia, conjugado ao princípio 
da indisponibilidade, pois, tecnicamente, tal prerrogativa é 
irrenunciável, por não haver faculdade de atuação ou não 
do Poder Público, mas sim “dever” de atuação. 
 
4 
 
Sempre que houver conflito entre um interesse indi-
vidual e um interesse público coletivo, deve prevalecer o 
interesse público. São as prerrogativas conferidas à Admi-
nistração Pública, porque esta atua por conta de tal 
interes-se. Com efeito, o exame do princípio é 
predominantemente feito no caso concreto, analisando a 
situação de conflito entre o particular e o interesse 
público e mensurando qual deve prevalecer. 
 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA 
UNIÃO; ADMINISTRAÇÃO DIRETA E 
INDIRETA. 
 
Centralização, descentralização, concentração e 
desconcentração 
 
Em linhasgerais, descentralização significa transferir a 
execução de um serviço público para terceiros que não se 
confundem com a Administração direta; centralização 
significa situar na Administração direta atividades que, em 
tese, poderiam ser exercidas por entidades de fora dela; 
desconcentração significa transferir a execução de um ser-
viço público de um órgão para o outro dentro da própria 
Administração; concentração significa manter a execução 
central ao chefe do Executivo em vez de atribui-la a outra 
autoridade da Administração direta. 
Passemos a esmiuçar estes conceitos: 
Desconcentração implica no exercício, pelo chefe do 
Executivo, do poder de delegar certas atribuições que são 
de sua competência privativa. Neste sentido, o previsto na 
CF: 
 
Artigo 84, parágrafo único, CF. O Presidente da 
Repúbli-ca poderá delegar as atribuições mencionadas 
nos inci-sos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros 
de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao 
Advogado-Geral da União, que observarão os limites 
traçados nas respectivas delegações. 
 
Neste sentido: 
 
Artigo 84, VI, CF. dispor, mediante decreto, sobre: 
a) organização e funcionamento da administração 
federal, quando não implicar aumento de despesa nem 
criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando 
vagos; 
Artigo 84, XII, CF. conceder indulto e comutar penas, 
com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei; 
Artigo 84, XXV, CF. prover e extinguir os cargos pú-
blicos federais, na forma da lei; (apenas o provimento é 
delegável, não a extinção) 
 
Com efeito, o chefe do Poder Executivo federal tem op-
ções de delegar parte de suas atribuições privativas para os 
Ministros de Estado, o Procurador-Geral da República ou o 
Advogado-Geral da União. O Presidente irá delegar 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
com relação de hierarquia cada uma destas essencialida-
des dentro da estrutura organizada do Estado. Reforça-se, 
desconcentrar significa delegar com hierarquia, pois há 
uma relação de subordinação dentro de uma estrutura 
centralizada, isto é, os Ministros de Estado, o Procurador--
Geral da República e o Advogado-Geral da União respon-
dem diretamente ao Presidente da República e, por isso, 
não possuem plena discricionariedade na prática dos atos 
administrativos que lhe foram delegados. 
 
Concentrar, ao inverso, significa exercer atribuições 
privativas da Administração pública direta no âmbito mais 
central possível, isto é, diretamente pelo chefe do Poder 
Executivo, seja porque não são atribuições delegáveis, seja 
porque se optou por não delegar. 
 
Artigo 84, CF. Compete privativamente ao Presidente 
da República: 
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado; 
II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a di-
reção superior da administração federal; 
III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos 
casos previstos nesta Constituição; 
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, 
bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel 
execução; 
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente; 
VI - dispor, mediante decreto, sobre: 
a) organização e funcionamento da administração 
federal, quando não implicar aumento de despesa nem 
criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando 
vagos; 
VII - manter relações com Estados estrangeiros e 
acreditar seus representantes diplomáticos; 
VIII - celebrar tratados, convenções e atos interna-
cionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional; 
IX - decretar o estado de defesa e o estado de 
sítio; X - decretar e executar a intervenção federal; 
XI - remeter mensagem e plano de governo ao Con-
gresso Nacional por ocasião da abertura da sessão 
legislati-va, expondo a situação do País e solicitando as 
providências que julgar necessárias; 
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiên-
cia, se necessário, dos órgãos instituídos em lei; 
XIII - exercer o comando supremo das Forças Arma-
das, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e 
da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá--
los para os cargos que lhes são privativos; 
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os 
Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais 
Superiores, os Governadores de Territórios, o Procura-dor-
Geral da República, o presidente e os diretores do ban-co 
central e outros servidores, quando determinado em lei; XV - 
nomear, observado o disposto no art. 73, os Minis- 
tros do Tribunal de Contas da União; 
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos 
nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União; 
XVII - nomear membros do Conselho da República, 
nos termos do art. 89, VII; 
 
XVIII - convocar e presidir o Conselho da República 
e o Conselho de Defesa Nacional; 
XIX - declarar guerra, no caso de agressão 
estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou 
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das 
sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, 
total ou parcialmente, a mobi-lização nacional; 
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do 
Congresso Nacional; 
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas; 
XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que 
forças estrangeiras transitem pelo território nacional 
ou nele permaneçam temporariamente; 
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano pluria-
nual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as 
pro-postas de orçamento previstos nesta Constituição; 
XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, 
dentro de sessenta dias após a abertura da sessão 
legislativa, as contas referentes ao exercício anterior; 
XXV - prover e extinguir os cargos públicos 
federais, na forma da lei; 
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, 
nos termos do art. 62; 
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta 
Constituição. 
 
Descentralizar envolve a delegação de interesses es-
tatais para fora da estrutura da Administração direta, o que é 
possível porque não se refere a essencialidades, ou seja, a 
atos administrativos que somente possam ser praticados pela 
Administração direta porque se referem a interesses estatais 
diversos previstos ou não na CF. Descentralizar é uma 
delegação sem relação de hierarquia, pois é uma 
delegação de um ente para outro (não há subordinação nem 
mesmo quanto ao chefe do Executivo, há apenas uma 
espécie de tutela ou supervisão por parte dos Ministérios – se 
trata de vínculo e não de subordinação). 
Basicamente, se está diante de um conjunto de pessoas 
jurídicas estatais criadas ou autorizadas por lei para presta-
rem serviços de interesse do Estado. Possuem patrimônio 
próprio e são unidades orçamentárias autônomas. Ainda, 
exercem em nome próprio direitos e obrigações, respon-
dendo pessoalmente por seus atos e danos. 
Existem duas formas pelas quais o Estado pode efetuar a 
descentralização administrativa: outorga e delegação. 
A outorga se dá quando o Estado cria uma entidade e a 
ela transfere, através de previsão em lei, determinado serviço 
público e é conferida, em regra, por prazo indeter-minado. 
Isso é o que acontece quanto às entidades da Ad-ministração 
Indireta prestadoras de serviços públicos. Nes-te sentido, o 
Estado descentraliza a prestação dos serviços, outorgando-os 
a outras entidades criadas para prestá-los, as quais podem 
tomar a forma de autarquias, empresas pú-blicas, sociedades 
de economia mista e fundações públicas. 
A delegação ocorre quando o Estado transfere, por 
contrato ou ato unilateral, apenas a execução do serviço, para 
que o ente delegado o preste ao público em seu pró-prio 
nome e por sua conta e risco, sob fiscalização do Esta-do. A 
delegação é geralmente efetivada por prazo determi- 
 
5 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
nado. Ela se dá, por exemplo, nos contratos de concessão 
ou nos atos de permissão, pelos quais o Estadotransfere 
aos concessionários e aos permissionários apenas a 
execu-ção temporária de determinado serviço. 
Centralizar envolve manter na estrutura da Adminis-
tração direta o desempenho de funções administrativas 
de interesses não essenciais do Estado, que poderiam ser 
atribuídos a entes de fora da Administração por outorga 
ou delegação. 
 
Administração Pública Direta 
Administração Pública direta é aquela formada pelos 
entes integrantes da federação e seus respectivos órgãos. 
Os entes políticos são a União, os Estados, o Distrito Fe-
deral e os Municípios. À exceção da União, que é dotada 
de soberania, todos os demais são dotados de autonomia. 
Dispõe o Decreto nº 200/1967: 
 
Art. 4° A Administração Federal compreende: 
I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços 
integrados na estrutura administrativa da Presidência da 
República e dos Ministérios. 
 
A administração direta é formada por um conjunto de 
núcleos de competências administrativas, os quais já fo-
ram tidos como representantes do poder central (teoria 
da representação) e como mandatários do poder central 
(teoria do mandato). Hoje, adota-se a teoria do órgão, 
de Otto Giërke, segundo a qual os órgãos são apenas 
núcleos administrativos criados e extintos exclusivamente 
por lei, mas que podem ser organizados por decretos au-
tônomos do Executivo (art. 84, VI, CF), sendo desprovidos 
de personalidade jurídica própria. 
Assim, os órgãos da Administração direta não pos-
suem patrimônio próprio; e não assumem obrigações em 
nome próprio e nem direitos em nome próprio (não po-
dem ser autor nem réu em ações judiciais, exceto para fins 
de mandado de segurança – tanto como impetrante como 
quanto impetrado). Já que não possuem personalidade, 
atuam apenas no cumprimento da lei, não atuando por 
vontade própria. Logo, órgãos e agentes públicos são im-
pessoais quando agem no estrito cumprimento de seus 
deveres, não respondendo diretamente por seus atos e 
danos. 
Esta impossibilidade de se imputar diretamente a res-
ponsabilidade a agentes públicos ou órgãos públicos que 
estejam exercendo atribuições da Administração direta é 
denominada teoria da imputação objetiva, de Otto Giër-
ke, que institui o princípio da impessoalidade. 
Quanto se faz desconcentração da autoridade central 
– chefe do Executivo – para os seus órgãos, se depara com 
diversos níveis de órgãos, que podem ser classificados em 
simples ou complexos (simples se possuem apenas uma 
estrutura administrativa, complexos se possuem uma rede de 
estruturas administrativas) e em unitários ou colegia-dos 
(unitário se o poder de decisão se concentra em uma pessoa, 
colegiado se as decisões são tomadas em conjun-to e 
prevalece a vontade da maioria): 
 
6 
 
a) Órgãos independentes – encabeçam o poder ou es-
trutura do Estado, gozando de independência para agir e 
não se submetendo a outros órgãos. Cabe a eles definir as 
políticas que serão implementadas. É o caso da Presidên-
cia da República, órgão complexo composto pelo 
gabinete, pela Advocacia-Geral da União, pelo Conselho 
da Repúbli-ca, pelo Conselho de Defesa, e unitário (pois o 
Presidente da República é o único que toma as decisões). 
b) Órgãos autônomos – estão no primeiro escalão do 
poder, com autonomia funcional, porém subordinados 
po-liticamente aos independentes. É o caso de todos os 
minis-térios de Estado. 
c) Órgãos superiores – são desprovidos de autonomia ou 
independência, sendo plenamente vinculados aos ór-gãos 
autônomos. Ex.: Delegacia Regional do Trabalho, vin-culada 
ao Ministério do Trabalho e Emprego; Departamen-to da 
Polícia Federal, vinculado ao Ministério da Justiça. 
d) Órgãos subalternos – são vinculados a todos acima 
deles com plena subordinação administrativa. Ex.: órgãos 
que executam trabalho de campo, policiais federais, fiscais 
do MTE. 
ATENÇÃO: O Ministério Público, os Tribunais de Contas e 
as Defensorias Públicas não se encaixam nesta estrutura, 
sendo órgãos independentes constitucionais. Em verdade, 
para Canotilho e outros constitucionalistas, estes órgãos não 
pertencem nem mesmo aos três poderes. 
Conforme Carvalho Filho6, “a noção de Estado, como 
visto, não pode abstrair-se da de pessoa jurídica. O Es-tado, 
na verdade, é considerado um ente personalizado, seja no 
âmbito internacional, seja internamente. Quando se trata de 
Federação, vigora o pluripersonalismo, porque além da 
pessoa jurídica central existem outras internas que compõem 
o sistema político. Sendo uma pessoa jurídica, o Estado 
manifesta sua vontade através de seus agentes, ou seja, as 
pessoas físicas que pertencem a seus quadros. Entre a pessoa 
jurídica em si e os agentes, compõe o Esta-do um grande 
número de repartições internas, necessárias 
à sua organização, tão grande é a extensão que alcança e 
tamanha as atividades a seu cargo. Tais repartições é que 
constituem os órgãos públicos”. 
“Várias teorias surgiram para explicar as relações do 
Estado, pessoa jurídica, com suas agentes: Pela teoria do 
mandato, o agente público é mandatário da pessoa jurí-dica; 
a teoria foi criticada por não explicar como o Estado, que não 
tem vontade própria, pode outorgar o mandato”7. A origem 
desta teoria está no direito privado, não tendo como 
prosperar porque o Estado não pode outorgar man-dato a 
alguém, afinal, não tem vontade própria. 
Num momento seguinte, adotou-se a teoria da repre-
sentação: “Posteriormente houve a substituição dessa con-
cepção pela teoria da representação, pela qual a vontade 
dos agentes, em virtude de lei, exprimiria a vontade do Es-
tado, como ocorre na tutela ou na curatela, figuras jurídicas 
 
6 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual 
de direito administrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen 
ju-ris, 2010. 
7 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Admi-
nistrativo. 23. ed. São Paulo: Atlas editora, 2010. 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
que apontam para representantes dos incapazes. Ocorre que 
essa teoria, além de equiparar o Estado, pessoa jurí-dica, ao 
incapaz (sendo que o Estado é pessoa jurídica do-tada de 
capacidade plena), não foi suficiente para alicerçar um 
regime de responsabilização da pessoa jurídica perante 
terceiros prejudicados nas circunstâncias em que o agente 
ultrapassasse os poderes da representação”8. Criticou-se a 
teoria porque o Estado estaria sendo visto como um su-jeito 
incapaz, ou seja, uma pessoa que não tem condições plenas 
de manifestar, de falar, de resolver pendências; bem como 
porque se o representante estatal exorbitasse seus poderes, o 
Estado não poderia ser responsabilizado. 
Finalmente, adota-se a teoria do órgão, de Otto Giër-
ke, segundo a qual os órgãos são apenas núcleos adminis-
trativos criados e extintos exclusivamente por lei, mas que 
podem ser organizados por decretos autônomos do Exe-
cutivo (art. 84, VI, CF), sendo desprovidos de personalidade 
jurídica própria. Com efeito, o Estado brasileiro responde 
pelos atos que seus agentes praticam, mesmo se estes atos 
extrapolam das atribuições estatais conferidas, sendo-lhe 
assegurado o intocável e assustador direito de regresso. 
Apresenta-se a classificação dos órgãos: 
a) Quanto à pessoa federativa: federais, estaduais, dis-
tritais e municipais. 
b) Quanto à situação estrutural: os diretivos, que são 
aqueles que detêm condição de comando e de direção, e 
os subordinados, incumbidos das funções rotineiras de 
execução. 
c) Quanto à composição: singulares, quando integra-
dos em um só agente, e os coletivos, quando compostos 
por vários agentes. 
d) Quanto à esfera de ação: centrais, que exercem atri-
buições em todo o território nacional, estadual, distrital e 
municipal, e os locais, que atuam em parte do território. 
e) Quanto à posição estatal: são os que representam 
os poderes do Estado – o Executivo, o Legislativo e o Ju-
diciário. 
f) Quanto à estrutura: simples ou unitários e compos-
tos. Os órgãos compostossão constituídos por vários ou-
tros órgãos. 
 
Administração indireta 
A Administração Pública indireta pode ser definida 
como um grupo de pessoas jurídicas de direito público ou 
privado, criadas ou instituídas a partir de lei específica, 
que atuam paralelamente à Administração direta na 
prestação de serviços públicos ou na exploração de 
atividades eco-nômicas. 
“Enquanto a Administração Direta é composta de ór-
gãos internos do Estado, a Administração Indireta se com-
põe de pessoas jurídicas, também denominadas de entida-
des”9. Em que pese haver entendimento diverso registrado 
 
8 NOHARA, Irene Patrícia. Direito Administrativo 
– esquematizado, completo, atualizado, temas polêmicos, 
conteúdo dos principais concursos públicos. 3. ed. São 
Paulo: Atlas editora, 2013. 
9 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual 
de direito administrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen 
ju-ris, 2010. 
 
em nossa doutrina, integram a Administração indireta do 
Estado quatro espécies de pessoa jurídica, a saber: as Au- 
tarquias, as Fundações, as Sociedades de Economia Mista e 
as Empresas Públicas. 
Dispõe o Decreto nº 200/1967: 
 
Art. 4° A Administração Federal compreende: 
II - A Administração Indireta, que compreende as se-
guintes categorias de entidades, dotadas de personalidade 
jurídica própria: 
a) Autarquias; 
b) Empresas Públicas; 
c) Sociedades de Economia 
Mista. d) fundações públicas. 
 
Ao lado destas, podemos encontrar ainda entes que 
prestam serviços públicos por delegação, embora não 
inte-grem os quadros da Administração, quais sejam, os 
permis-sionários, os concessionários e os autorizados. 
Essas quatro pessoas integrantes da Administração 
indireta serão criadas para a prestação de serviços públi-
cos ou, ainda, para a exploração de atividades 
econômicas, como no caso das empresas públicas e 
sociedades de eco-nomia mista, e atuam com o objetivo 
de aumentar o grau de especialidade e eficiência da 
prestação do serviço públi-co ou, quando exploradoras de 
atividades econômicas, vi-sando atender a relevante 
interesse coletivo e imperativos da segurança nacional. 
Com efeito, de acordo com as regras constantes do 
artigo 173 da Constituição Federal, o Poder Público só po-
derá explorar atividade econômica a título de exceção, em 
duas situações, conforme se colhe do caput do referido 
ar-tigo, a seguir reproduzido: 
Artigo 173. Ressalvados os casos previstos nesta Cons-
tituição, a exploração direta de atividade econômica pelo 
Estado só será permitida quando necessária aos imperativos de 
segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, con- 
forme definidos em lei. 
Cumpre esclarecer que, de acordo com as regras 
cons-titucionais e em razão dos fins desejados pelo 
Estado, ao Poder Público não cumpre produzir lucro, 
tarefa esta de-ferida ao setor privado. Assim, apenas 
explora atividades econômicas nas situações indicadas no 
artigo 173 do Texto Constitucional. Quando atuar na 
economia, concorre em grau de igualdade com os 
particulares, e sob o regime do artigo 170 da Constituição, 
inclusive quanto à livre concor-rência, submetendo-se 
ainda a todas as obrigações cons-tantes do regime 
jurídico de direito privado, inclusive no tocante às 
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tri-butárias. 
 
Autarquias 
Conceitua-se no artigo 5º do Decreto nº 200/1967: 
 
I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com 
personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para 
executar atividades típicas da Administração Pública, que 
requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão admi-
nistrativa e financeira descentralizada. 
 
 
7 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, 
de natureza administrativa, criadas para a execução de 
ser-viços tipicamente públicos, antes prestados pelas 
entida-des estatais que as criam. Por serviços tipicamente 
públicos entenda-se aqueles sem fins lucrativos criados 
por lei e co-mum monopólio do Estado. 
“O termo autarquia significa autogoverno ou governo 
próprio, mas no direito positivo perdeu essa noção semân-
tica para ter o sentido de pessoa jurídica administrativa com 
relativa capacidade de gestão dos interesses a seu cargo, 
embora sob controle do Estado, de onde se originou. Na 
verdade, até mesmo em relação a esse sentido, o termo está 
ultrapassado e não mais reflete uma noção exata do institu-
to. [...] Pode-se conceituar autarquia como a pessoa jurídi-ca 
de direito público, integrante da Administração Indireta, 
criada por lei para desempenhar funções que, despidas de 
caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado”10. 
Logo, as autarquias são regidas integralmente pelo 
regime jurídico de direito público, podendo, tão-somente, 
ser prestadoras de serviços públicos, contando com capi-
tal oriundo da Administração direta. O Código Civil, em 
seu artigo 41, IV, as coloca como pessoas jurídicas de 
direito público, embora exista controvérsia na doutrina. 
Carvalho Filho11 classifica quanto ao regime jurídico: “a) 
autarquias comuns (ou de regime comum); b) autarquias 
especiais (ou de regime especial). Segundo a própria termi-
nologia, é fácil distingui-las: as primeiras estariam sujeitas a 
uma disciplina jurídica sem qualquer especificidade, ao pas-
so que as últimas seriam regidas por disciplina específica, 
cuja característica seria a de atribuir prerrogativas especiais e 
diferenciadas a certas autarquias”. São exemplos de au-
tarquias especiais aquelas criadas para serviços especiais, 
como autarquias de ensino (ex.: USP) e autarquias de fisca-
lização (ex.: CRM e CREA). 
A título de exemplo, citamos as seguintes autarquias: 
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), 
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Departamento 
Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), Conselho Admi-
nistrativo de Defesa Econômica (CADE), Departamento na-
cional de Registro do Comércio (DNRC), Instituto Nacional da 
Propriedade Industrial (INPI), Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ban-
co Central do Brasil (Bacen). 
Ainda sobra as autarquias: 
Contam com patrimônio próprio, constituído a partir 
de transferência pela entidade estatal a que se vinculam, 
por-tanto, capital exclusivamente público. 
São dotadas, ainda, de autonomia financeira, 
planejan-do seus gastos e compromissos a cada exercício. 
A proposta orçamentária é encaminhada anualmente ao 
chefe do Exe-cutivo, que a inclui no orçamento fiscal da 
lei orçamentária anual. A própria autarquia presta contas 
diretamente ao Tribunal de Contas. 
 
10 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual 
de direito administrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen 
ju-ris, 2010. 
11 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual 
de direito administrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen 
ju-ris, 2010. 
 
8 
 
Podem pagar aos seus credores por meio de precató-
rios e requisição de pequeno valor, tal como a Administra-
ção direta. Podem emitir sozinhas certidão de dívida ativa 
de seus devedores. 
Gozam de imunidade tributária recíproca em relação a 
todas unidades da federação. 
A elas se conferem as mesmas prerrogativas proces-suais 
que à Fazenda Pública, inclusive prazo em dobro para 
contestar e recorrer, além de reexame necessário da causa 
em situações de condenação acima de certos valores. 
Todas autarquias devem ser criadas, organizadas e ex-
tintas por lei, que podem ser complementadas por atos 
do Executivo, notadamente Decretos. 
As autarquias podem ser federais, estaduais, distritais 
e municipais, contudo não podem ser interestaduais ou 
inter-municipais (não é permitida a associação de 
unidades fede-rativas para a criação de autarquias). 
Devem executar atividades típicas do direito público 
e, notadamente, serviços públicos de natureza social e 
ativida-des administrativas, com a exclusão dos serviços e 
ativida-des de cunho econômico e mercantil. 
O patrimônioda autarquia é formado por bens públi-
cos, razão pela qual seu patrimônio se sujeita às mesmas 
regras aplicáveis aos bens públicos em geral, inclusive no 
que se refere à impenhorabilidade e à impossibilidade de 
oneração e de usucapião. 
Os agentes públicos das autarquias são concursados e 
estatutários, logo, se sujeitam a estatuto próprio e não à CLT. 
Já os dirigentes não precisam ser concursados e são 
nomeados e destituídos livremente pelo chefe do Executivo. 
 
Agências reguladoras 
São figuras muito recentes em nosso ordenamento 
ju-rídico. Possuem natureza jurídica de autarquias de 
regime especial, são pessoas jurídicas de Direito Público 
com ca-pacidade administrativa, aplicando-se a elas todas 
as regras das autarquias. 
O dirigente é nomeado pelo chefe do Executivo, mas 
a nomeação se sujeita à aprovação do legislativo, que se 
baseia nos critérios de conhecimento. Uma vez nomeado, 
o dirigente passa a gozar de mandato com prazo determi-
nado e só pode ser destituído por processo com decisão 
motivada. 
Possuem como objetivo regular e fiscalizar a execução 
de serviços públicos. Elas não executam o serviço propria-
mente, elas o fiscalizam. Logo, são entidades com típica 
função de controle da prestação dos serviços públicos e 
do exercício de atividades econômicas, evitando a prática 
de abusos por parte de entidades do setor privado. 
São titulares da matéria técnica que regulam, de 
modo que somente elas podem disciplinar as regras e 
padrões técnicos desta determinada seara. 
No exercício de seus poderes, compete a elas: fiscalizar o 
cumprimento de contratos de concessões e o atingimento de 
metas neles fixadas, fiscalizar e controlar o atendimento a 
consumidores e usuários (inclusive recebendo e proces-
sando denúncias e reclamações, aplicando penas adminis-
trativas e multas, bem como rescindindo contratos), definir 
política tarifária e reajustá-la. 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Entre as agências reguladoras inseridas no ordena-
mento brasileiro, destacam-se: ANEEL – Agência Nacional 
de Energia Elétrica, criada pela Lei nº 9.427/1996; a ANA-
TEL – Agência Nacional de Telecomunicações, pela Lei nº 
9.472/1997; e a ANP – Agência Nacional do Petróleo, pela 
Lei nº 9.478/1997. 
 
Agências executivas 
Agência executiva é a qualificação conferida a autar-
quia, fundação pública ou órgão da administração direta 
que celebra contrato de gestão com o próprio ente polí-
tico com o qual está vinculado. As agências executivas se 
distinguem das agências reguladoras por não terem como 
objetivo principal o de exercer controle sobre particulares 
que prestam serviços públicos, que é o objetivo 
fundamen-tal das agências reguladoras. Assim, a 
expressão “agências executivas” corresponde a um título 
ou qualificação atribuí-da à autarquia ou a fundações 
públicas cujo objetivo seja exercer atividade estatal. 
 
Fundações públicas 
Conceitua-se no artigo 5º do Decreto nº 200/1967: 
 
IV - Fundação Pública - a entidade dotada de persona-
lidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada 
em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvi-
mento de atividades que não exijam execução por órgãos 
ou entidades de direito público, com autonomia 
administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos 
órgãos de dire-ção, e funcionamento custeado por recursos 
da União e de outras fontes. 
 
As Fundações são pessoas jurídicas compostas por 
um patrimônio personalizado, destacado pelo seu 
instituidor para atingir uma finalidade específica, 
denominadas, em latim, universitas bonorum. Entre estas 
finalidades, desta-cam-se as de escopo religioso, moral, 
cultural ou de assis-tência. 
Essa definição serve para qualquer fundação, inclusive 
para aquelas que não integram a Administração indireta 
(não-governamentais). No caso das fundações que inte-gram 
a Administração indireta (governamentais), quando forem 
dotadas de personalidade de direito público, serão regidas 
integralmente por regras de direito público. Quan-do forem 
dotadas de personalidade de direito privado, se-rão regidas 
por regras de direito público e direito privado. 
Quando as fundações são criadas pelo Estado são co-
nhecidas como fundações públicas, ou autarquias funda-
cionais ou fundações autárquicas. O estatuto da fundação, 
no caso, terá a forma de lei, cujo escopo será criar e orga-
nizar a fundação. As fundações públicas são regulamenta-
das por lei complementar. Sendo fundações públicas que 
adotam regime jurídico de direito público, se equiparam 
às autarquias e se sujeitam às mesmas regras que elas. 
Obs.: é possível que a lei autorize (não crie) uma fun-
dação pública que adote regime jurídico de direito 
privado, ou então um regime misto, caso em que seus 
servidores poderão se sujeitar à CLT, seu patrimônio não 
será exclu-sivamente oriundo de verbas estatais. A lei 
autorizadora deve ser expressa neste sentido. 
 
Empresas públicas 
Conceitua-se no artigo 5º do Decreto nº 200/1967: 
 
II - Empresa Pública - a entidade dotada de persona-
lidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e 
capital exclusivo da União, criado por lei para a explora-
ção de atividade econômica que o Governo seja levado a 
exercer por força de contingência ou de conveniência ad-
ministrativa podendo revestir-se de qualquer das formas 
admitidas em direito. 
 
Empresas públicas são pessoas jurídicas de Direito 
Privado, criadas para a prestação de serviços públicos ou 
para a exploração de atividades econômicas, que contam 
com capital exclusivamente público, e são constituídas por 
qualquer modalidade empresarial, após autorização 
legislativa do ente federativo criador. 
Sendo a empresa pública uma prestadora de servi-ços 
públicos, estará submetida a regime jurídico público, 
ainda que constituída segundo o modelo imposto pelo 
Direito Privado. Se a empresa pública é exploradora de 
atividade econômica, estará submetida a regime jurídi-co 
denominado pela doutrina como semipúblico, ante a 
necessidade de observância, ao menos em suas relações 
com os administrados, das regras atinentes ao regime da 
Administração, a exemplo dos princípios expressos no 
“caput” do artigo 37 da Constituição Federal. 
Podemos citar, a título de exemplo, algumas empre-
sas públicas, nas mais variadas esferas de governo, como 
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e So-
cial (BNDES); a Empresa Municipal de Urbanização de São 
Paulo (EMURB); a Empresa Brasileira de Correios e Telé-
grafos (ECT); a Caixa Econômica Federal (CEF). 
Estas empresas públicas se caracterizam e se diferen-
ciam das sociedades de economia mista por: não possuí-
rem fins lucrativos (o capital excedente não se transforma 
em lucro, é reinvestido na própria empresa), podem ado-
tar perfis empresariais diversos (LTDA, comandita, nome 
coletivo, S/A), o capital social é formado por recursos pú-
blicos e só admite sócios públicos (pode ter apenas um 
sócio – unipessoalidade originária ou inicial). 
 
Sociedades de economia mista 
Conceitua-se no artigo 5º do Decreto nº 200/1967: 
 
III - Sociedade de Economia Mista - a entidade do-tada 
de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei 
para a exploração de atividade econômica, sob a forma de 
sociedade anônima, cujas ações com direito a voto 
pertençam em sua maioria à União ou a entidade da 
Administração Indireta. 
 
As sociedades de economia mista são pessoas jurídi-
cas de Direito Privado criadas para a prestação de servi-
ços públicos ou para a exploração de atividade econômi-
ca, contando com capital misto e constituídas somente 
sob a forma empresarial de S/A. 
 
9 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Por capital misto, entenda-se que não é apenas o Es-
tado que participa dela, existem acionistas a ela vincula-dos. 
Entretanto, o Estado deve ser o acionista controlador do 
direito a voto, mesmo que não seja o acionista majoritá-rio 
(se o Estadofor sócio, mas não for controlador, trata-se de 
empresa comum, não sociedade de economia mista). 
Alguns exemplos de sociedade mista: 
- Exploradoras de atividade econômica: Banco do Brasil 
e Banespa. 
- Prestadora de serviços públicos: Petrobrás, Sabesp, 
Metrô e CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habita-
cional Urbano). 
Estas sociedades de economia mista se caracterizam e se 
diferenciam das empresas públicas por: possuírem fins 
lucrativos (os lucros são distribuídos entre os acionistas), 
adotam o perfil de sociedade anônima S/A, o capital social 
é formado por recursos públicos e privados, os sócios são 
privados e públicos (Estado). 
 
Empresas públicas e sociedades de economia mista: 
semelhanças 
Embora a Constituição Federal reserve a atividade 
eco-nômica à iniciativa privada, resguardando ao Estado 
os pa-péis de integração (integrar o Brasil na economia 
global), regulação (definindo regras e limites na 
exploração da ati-vidade econômica por particulares) e 
intervenção (fixação de regras e normas para combater o 
abuso do poder eco-nômico) (conforme artigos 173 e 
seguintes, CF), autoriza-se excepcionalmente que o 
Estado explore diretamente atividades econômicas se 
houver um relevante interesse em matérias (serviços 
públicos em geral) ou atividades de soberania. 
Quando está autorizado a fazê-lo, somente atua por 
meio de sociedades de economia mista e empresas pú-
blicas. Tais empresas são regidas por regime jurídico de 
direito privado, o que evita que o próprio Estado possa 
abusar do poder econômico. Logo, o Estado não pode dar às 
suas próprias empresas benefícios previdenciários, tri-
butários e trabalhistas. Além disso, em termos processuais, 
não gozam das prerrogativas que as autarquias gozam. 
ATENÇÃO: o impedimento de prerrogativas somente se 
aplica quando o Estado está explorando atividade eco-
nômica propriamente dita, não quando está ofertando ser-
viços públicos. Afinal, se o serviço é público, então o Estado 
pode sobre ele exercer monopólio, o que afasta a necessi-
dade de regras que impeçam o abuso do poder econômi-co. 
Por exemplo, os Correios são uma empresa pública e 
possuem isenção fiscal e impenhorabilidade de bens. 
Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de 
economia mista são criadas por lei e a existência delas deve 
ser fundada em contrato ou estatuto. Ambas se sujeitam, 
ainda, ao regime jurídico de direito privado. Inclusive, seus 
bens são, a princípio, penhoráveis (exceto se for prestadora 
de serviço público e não exploradora de atividade econô-
mica). No entanto, não se sujeitam à falência ou à recupe-
ração judicial (art. 2º, Lei nº 11.101/2005). 
Contudo, devem obedecer ao núcleo obrigatório mí-
nimo: licitar (exceto no que tange à prestação da ativida-de-
fim), concursar (os agentes se sujeitam ao regime da CLT, são 
celetistas e não estatutários, mas são contratados 
 
10 
 
mediante concurso público de provas ou provas e títulos), 
prestar contas ao Tribunal de Contas e obedecer ao teto 
de remuneração (exceto no caso de sociedade de 
economia mista que subsista sem qualquer auxílio do 
governo, ape-nas com seus lucros). 
 
LEI Nº 11.107, DE 6 DE ABRIL DE 2005. 
 
Dispõe sobre normas gerais de contratação de consór-
cios públicos e dá outras providências. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Con-
gresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre normas gerais para a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
contratarem consórcios públicos para a realização de 
objetivos de interes-se comum e dá outras providências. 
§ 1º O consórcio público constituirá associação 
pública ou pessoa jurídica de direito privado. 
§ 2º A União somente participará de consórcios pú-
blicos em que também façam parte todos os Estados em 
cujos territórios estejam situados os Municípios consorcia- 
dos.
§ 3º Os consórcios públicos, na área de saúde, 
deverão obedecer aos princípios, diretrizes e normas que 
regulam o Sistema Único de Saúde – SUS. 
 
Art. 2º Os objetivos dos consórcios públicos serão de-
terminados pelos entes da Federação que se consorciarem, 
observados os limites constitucionais. 
§ 1º Para o cumprimento de seus objetivos, o 
consórcio público poderá: 
I – firmar convênios, contratos, acordos de qualquer na-
tureza, receber auxílios, contribuições e subvenções sociais ou 
econômicas de outras entidades e órgãos do governo; 
II – nos termos do contrato de consórcio de direito pú-
blico, promover desapropriações e instituir servidões nos 
ter-mos de declaração de utilidade ou necessidade pública, 
ou interesse social, realizada pelo Poder Público; e 
III – ser contratado pela administração direta ou indireta 
dos entes da Federação consorciados, dispensada a licitação. § 
2º Os consórcios públicos poderão emitir documen-tos de 
cobrança e exercer atividades de arrecadação de ta-rifas e 
outros preços públicos pela prestação de serviços ou pelo 
uso ou outorga de uso de bens públicos por eles 
administrados ou, mediante autorização específica, pelo 
ente da Federação consorciado. 
§ 3º Os consórcios públicos poderão outorgar conces-
são, permissão ou autorização de obras ou serviços públi-
cos mediante autorização prevista no contrato de consór-
cio público, que deverá indicar de forma específica o 
objeto da concessão, permissão ou autorização e as 
condições a que deverá atender, observada a legislação 
de normas ge-rais em vigor. 
 
Art. 3º O consórcio público será constituído por 
contrato cuja celebração dependerá da prévia subscrição de 
protocolo de intenções. 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Art. 4º São cláusulas necessárias do protocolo de inten-
ções as que estabeleçam: 
I – a denominação, a finalidade, o prazo de duração e a 
sede do consórcio; 
II – a identificação dos entes da Federação consorciados; 
III – a indicação da área de atuação do consórcio; 
IV – a previsão de que o consórcio público é associação pú- 
blica ou pessoa jurídica de direito privado sem fins econômicos; V 
– os critérios para, em assuntos de interesse comum, autorizar o 
consórcio público a representar os entes da Fede- 
ração consorciados perante outras esferas de governo; 
VI – as normas de convocação e funcionamento da as-
sembléia geral, inclusive para a elaboração, aprovação e 
mo-dificação dos estatutos do consórcio público; 
VII – a previsão de que a assembléia geral é a instância 
máxima do consórcio público e o número de votos para as 
suas deliberações; 
VIII – a forma de eleição e a duração do mandato do 
re-presentante legal do consórcio público que, 
obrigatoriamen-te, deverá ser Chefe do Poder Executivo de 
ente da Federação consorciado; 
IX – o número, as formas de provimento e a 
remuneração dos empregados públicos, bem como os casos 
de contratação por tempo determinado para atender a 
necessidade tempo-rária de excepcional interesse público; 
X – as condições para que o consórcio público celebre 
contrato de gestão ou termo de parceria; 
XI – a autorização para a gestão associada de serviços 
públicos, explicitando: 
a) as competências cujo exercício se transferiu ao con-
sórcio público; 
b) os serviços públicos objeto da gestão associada e a 
área em que serão prestados; 
c) a autorização para licitar ou outorgar concessão, 
per-missão ou autorização da prestação dos serviços; 
d) as condições a que deve obedecer o contrato de pro-
grama, no caso de a gestão associada envolver também a 
prestação de serviços por órgão ou entidade de um dos 
entes da Federação consorciados; 
e) os critérios técnicos para cálculo do valor das tarifas 
e de outros preços públicos, bem como para seu reajuste ou 
revisão; e 
XII – o direito de qualquer dos contratantes, quando 
adimplente com suas obrigações, de exigir o pleno cumpri-
mento das cláusulas do contrato de consórcio público. 
§ 1º Para os fins do inciso III do caput deste artigo, 
con-sidera-se como área de atuaçãodo consórcio 
público, inde-pendentemente de figurar a União como 
consorciada, a que corresponde à soma dos territórios: 
I – dos Municípios, quando o consórcio público for 
consti-tuído somente por Municípios ou por um Estado e 
Municípios com territórios nele contidos; 
II – dos Estados ou dos Estados e do Distrito Federal, 
quando o consórcio público for, respectivamente, 
constituído por mais de 1 (um) Estado ou por 1 (um) ou 
mais Estados e o Distrito Federal; 
III – (VETADO) 
IV – dos Municípios e do Distrito Federal, quando o con-
sórcio for constituído pelo Distrito Federal e os Municípios; e 
V – (VETADO) 
 
§ 2º O protocolo de intenções deve definir o número 
de votos que cada ente da Federação consorciado possui 
na assembleia geral, sendo assegurado 1 (um) voto a cada 
ente consorciado. 
§ 3º É nula a cláusula do contrato de consórcio que 
preveja determinadas contribuições financeiras ou econô-
micas de ente da Federação ao consórcio público, salvo a 
doação, destinação ou cessão do uso de bens móveis ou 
imóveis e as transferências ou cessões de direitos operadas 
por força de gestão associada de serviços públicos. 
§ 4º Os entes da Federação consorciados, ou os com 
eles conveniados, poderão ceder-lhe servidores, na forma 
e condições da legislação de cada um. 
§ 5º O protocolo de intenções deverá ser publicado 
na imprensa oficial. 
 
Art. 5º O contrato de consórcio público será celebrado 
com a ratificação, mediante lei, do protocolo de intenções. § 
1º O contrato de consórcio público, caso assim preve- 
ja cláusula, pode ser celebrado por apenas 1 (uma) 
parcela dos entes da Federação que subscreveram o 
protocolo de intenções. 
§ 2º A ratificação pode ser realizada com reserva que, 
aceita pelos demais entes subscritores, implicará consor-
ciamento parcial ou condicional. 
§ 3º A ratificação realizada após 2 (dois) anos da subs-
crição do protocolo de intenções dependerá de 
homologa-ção da assembleia geral do consórcio público. 
§ 4º É dispensado da ratificação prevista no caput 
deste artigo o ente da Federação que, antes de subscrever 
o pro-tocolo de intenções, disciplinar por lei a sua 
participação no consórcio público. 
 
Art. 6º O consórcio público adquirirá personalidade ju-
rídica: 
I – de direito público, no caso de constituir associação 
pública, mediante a vigência das leis de ratificação do pro-
tocolo de intenções; 
II – de direito privado, mediante o atendimento dos re-
quisitos da legislação civil. 
§ 1º O consórcio público com personalidade jurídica 
de direito público integra a administração indireta de 
todos os entes da Federação consorciados. 
§ 2º No caso de se revestir de personalidade jurídica 
de direito privado, o consórcio público observará as nor-
mas de direito público no que concerne à realização de 
licitação, celebração de contratos, prestação de contas e 
admissão de pessoal, que será regido pela Consolidação 
das Leis do Trabalho - CLT. 
 
Art. 7º Os estatutos disporão sobre a organização e o 
funcionamento de cada um dos órgãos constitutivos do 
con-sórcio público. 
 
Art. 8º Os entes consorciados somente entregarão 
recur-sos ao consórcio público mediante contrato de rateio. 
§ 1º O contrato de rateio será formalizado em cada 
exercício financeiro e seu prazo de vigência não será su-
perior ao das dotações que o suportam, com exceção dos 
 
11 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
contratos que tenham por objeto exclusivamente projetos 
consistentes em programas e ações contemplados em 
pla-no plurianual ou a gestão associada de serviços 
públicos custeados por tarifas ou outros preços públicos. 
§ 2º É vedada a aplicação dos recursos entregues por 
meio de contrato de rateio para o atendimento de des-
pesas genéricas, inclusive transferências ou operações de 
crédito. 
§ 3º Os entes consorciados, isolados ou em conjunto, 
bem como o consórcio público, são partes legítimas para 
exigir o cumprimento das obrigações previstas no 
contrato de rateio. 
§ 4º Com o objetivo de permitir o atendimento dos 
dispositivos da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 
2000, o consórcio público deve fornecer as informações 
necessárias para que sejam consolidadas, nas contas dos 
entes consorciados, todas as despesas realizadas com os 
recursos entregues em virtude de contrato de rateio, de 
forma que possam ser contabilizadas nas contas de cada ente 
da Federação na conformidade dos elementos econô-micos e 
das atividades ou projetos atendidos. 
§ 5º Poderá ser excluído do consórcio público, após 
prévia suspensão, o ente consorciado que não consignar, 
em sua lei orçamentária ou em créditos adicionais, as do-
tações suficientes para suportar as despesas assumidas 
por meio de contrato de rateio. 
 
Art. 9º A execução das receitas e despesas do consór-
cio público deverá obedecer às normas de direito financeiro 
aplicáveis às entidades públicas. 
Parágrafo único. O consórcio público está sujeito à fis-
calização contábil, operacional e patrimonial pelo Tribunal 
de Contas competente para apreciar as contas do Chefe do 
Poder Executivo representante legal do consórcio, inclusive 
quanto à legalidade, legitimidade e economicidade das 
des-pesas, atos, contratos e renúncia de receitas, sem 
prejuízo do controle externo a ser exercido em razão de 
cada um dos contratos de rateio. 
 
Art. 10. (VETADO) 
Parágrafo único. Os agentes públicos incumbidos da 
gestão de consórcio não responderão pessoalmente pelas 
obrigações contraídas pelo consórcio público, mas 
responde-rão pelos atos praticados em desconformidade 
com a lei ou com as disposições dos respectivos estatutos. 
 
Art. 11. A retirada do ente da Federação do consórcio 
público dependerá de ato formal de seu representante na 
assembleia geral, na forma previamente disciplinada por 
lei. § 1º Os bens destinados ao consórcio público pelo 
consorciado que se retira somente serão revertidos ou re-
trocedidos no caso de expressa previsão no contrato de 
consórcio público ou no instrumento de transferência ou 
de alienação. 
§ 2º A retirada ou a extinção do consórcio público não 
prejudicará as obrigações já constituídas, inclusive os con-
tratos de programa, cuja extinção dependerá do prévio 
pa-gamento das indenizações eventualmente devidas. 
 
 
12 
 
Art. 12. A alteração ou a extinção de contrato de con-
sórcio público dependerá de instrumento aprovado pela as- 
sembleia geral, ratificado mediante lei por todos os entes 
consorciados. 
§ 1º Os bens, direitos, encargos e obrigações 
decorren-tes da gestão associada de serviços públicos 
custeados por tarifas ou outra espécie de preço público 
serão atribuídos aos titulares dos respectivos serviços. 
§ 2º Até que haja decisão que indique os responsáveis 
por cada obrigação, os entes consorciados responderão 
solidariamente pelas obrigações remanescentes, garantin-
do o direito de regresso em face dos entes beneficiados 
ou dos que deram causa à obrigação. 
 
Art. 13. Deverão ser constituídas e reguladas por con-
trato de programa, como condição de sua validade, as obri-
gações que um ente da Federação constituir para com 
outro ente da Federação ou para com consórcio público no 
âmbito de gestão associada em que haja a prestação de 
serviços públicos ou a transferência total ou parcial de 
encargos, serviços, pessoal ou de bens necessários à 
continuidade dos serviços transferidos. 
§ 1º O contrato de programa deverá: 
I – atender à legislação de concessões e permissões de 
serviços públicos e, especialmente no que se refere ao 
cálculo de tarifas e de outros preços públicos, à de 
regulação dos serviços a serem prestados; e 
II – prever procedimentos que garantam a 
transparência da gestão econômica e financeira de cada 
serviço em rela-ção a cada um de seus titulares. 
§ 2º No caso de a gestão associada originar a transfe-
rência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e 
bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos,o 
con-trato de programa, sob pena de nulidade, deverá 
conter cláusulas que estabeleçam: 
I – os encargos transferidos e a responsabilidade subsi-
diária da entidade que os transferiu; 
II – as penalidades no caso de inadimplência em 
relação aos encargos transferidos; 
III – o momento de transferência dos serviços e os deve-
res relativos a sua continuidade; 
IV – a indicação de quem arcará com o ônus e os passi-
vos do pessoal transferido; 
V – a identificação dos bens que terão apenas a sua 
ges-tão e administração transferidas e o preço dos que 
sejam efetivamente alienados ao contratado; 
VI – o procedimento para o levantamento, cadastro e 
avaliação dos bens reversíveis que vierem a ser 
amortizados mediante receitas de tarifas ou outras 
emergentes da pres-tação dos serviços. 
§ 3º É nula a cláusula de contrato de programa que 
atribuir ao contratado o exercício dos poderes de plane-
jamento, regulação e fiscalização dos serviços por ele pró-
prio prestados. 
§ 4º O contrato de programa continuará vigente mes-
mo quando extinto o consórcio público ou o convênio de 
cooperação que autorizou a gestão associada de serviços 
públicos. 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
§ 5º Mediante previsão do contrato de consórcio públi-
co, ou de convênio de cooperação, o contrato de programa 
poderá ser celebrado por entidades de direito público ou 
privado que integrem a administração indireta de qualquer 
dos entes da Federação consorciados ou conveniados. 
§ 6º O contrato celebrado na forma prevista no § 5o 
deste artigo será automaticamente extinto no caso de o 
contratado não mais integrar a administração indireta do 
ente da Federação que autorizou a gestão associada de 
serviços públicos por meio de consórcio público ou de 
convênio de cooperação. 
§ 7º Excluem-se do previsto no caput deste artigo as 
obrigações cujo descumprimento não acarrete qualquer 
ônus, inclusive financeiro, a ente da Federação ou a con-
sórcio público. 
 
Art. 14. A União poderá celebrar convênios com os con-
sórcios públicos, com o objetivo de viabilizar a descentrali-
zação e a prestação de políticas públicas em escalas ade-
quadas. 
 
Art. 15. No que não contrariar esta Lei, a organização e 
funcionamento dos consórcios públicos serão disciplinados 
pela legislação que rege as associações civis. 
 
Art. 16. O inciso IV do art. 41 da Lei nº 10.406, de 10 de 
janeiro de 2002 - Código Civil, passa a vigorar com a 
seguinte redação: 
 
“Art. 41. [...] IV – as autarquias, inclusive as associações 
públicas; [...]” (NR) 
 
Art. 17. Os arts. 23, 24, 26 e 112 da Lei nº 8.666, de 21 de 
junho de 1993, passam a vigorar com a seguinte redação: 
 
“Art. 23. [...] 
§ 8º No caso de consórcios públicos, aplicar-se-á o 
do-bro dos valores mencionados no caput deste artigo 
quan-do formado por até 3 (três) entes da Federação, e o 
triplo, quando formado por maior número.» 
 
“Art. 24. [...] 
XXVI – na celebração de contrato de programa com 
ente da Federação ou com entidade de sua administração 
indire-ta, para a prestação de serviços públicos de forma 
associada nos termos do autorizado em contrato de 
consórcio público ou em convênio de cooperação. 
Parágrafo único. Os percentuais referidos nos incisos I e 
II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para 
compras, obras e serviços contratados por consórcios públi-
cos, sociedade de economia mista, empresa pública e por 
autarquia ou fundação qualificadas, na forma da lei, como 
Agências Executivas.” (NR) 
 
“Art. 26. As dispensas previstas nos §§ 2o e 4o do art. 17 e 
no inciso III e seguintes do art. 24, as situações de inexi- 
gibilidade referidas no art. 25, necessariamente justificadas, 
e o retardamento previsto no final do parágrafo único do 
 
art. 8o desta Lei deverão ser comunicados, dentro de 3 
(três) dias, à autoridade superior, para ratificação e 
publicação na imprensa oficial, no prazo de 5 (cinco) dias, 
como condição para a eficácia dos atos” (NR). 
 
“Art. 112. [...] 
§ 1º Os consórcios públicos poderão realizar licitação 
da qual, nos termos do edital, decorram contratos 
adminis-trativos celebrados por órgãos ou entidades dos 
entes da Federação consorciados. 
§ 2º É facultado à entidade interessada o acompanha-
mento da licitação e da execução do contrato.» (NR) 
 
Art. 18. O art. 10 da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 
1992, passa a vigorar acrescido dos seguintes incisos: 
“Art. 10. [...] 
XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por 
objeto a prestação de serviços públicos por meio da ges-tão 
associada sem observar as formalidades previstas na lei; XV 
– celebrar contrato de rateio de consórcio público sem 
suficiente e prévia dotação orçamentária, ou sem ob- 
servar as formalidades previstas na lei.” (NR) 
 
Art. 19. O disposto nesta Lei não se aplica aos convênios 
de cooperação, contratos de programa para gestão associa-da 
de serviços públicos ou instrumentos congêneres, que te-nham 
sido celebrados anteriormente a sua vigência. 
 
Art. 20. O Poder Executivo da União regulamentará o 
disposto nesta Lei, inclusive as normas gerais de contabili-dade 
pública que serão observadas pelos consórcios públicos para 
que sua gestão financeira e orçamentária se realize na 
conformidade dos pressupostos da responsabilidade fiscal. 
 
Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Brasília, 6 de abril de 2005; 184º da Independência e 
117º da República. 
 
 
 
AGENTES PÚBLICOS: ESPÉCIES E 
CLASSIFICAÇÃO; PODERES, DEVERES E 
PRERROGATIVAS; CARGO, EMPREGO E 
FUNÇÃO PÚBLICOS; 
 
 
Agente público é expressão que engloba todas as 
pessoas lotadas na Administração, isto é, trata -se daque-
les que servem ao Poder Público. “A expressão agente pú-
blico tem sentido amplo, significa o conjunto de pessoas 
que, a qualquer título, exercem uma função pública como 
prepostos do Estado. Essa função, é mister que se diga, 
pode ser remunerada ou gratuita, definitiva ou transitória, 
política ou jurídica. O que é certo é que, quando atuam no 
mundo jurídico, tais agentes estão de alguma forma vin-
culados ao Poder Público. Como se sabe, o Estado só se 
faz presente através das pessoas físicas que em seu nome 
 
13 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
manifestam determinada vontade, e é por isso que essa 
manifestação volitiva acaba por ser imputada ao próprio 
Estado. São todas essas pessoas físicas que constituem os 
agentes públicos”12. 
Neste sentido, o artigo 2º da Lei nº 8.429/92 (Lei de 
Improbidade Administrativa): 
 
Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo 
aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem 
re-muneração, por eleição, nomeação, designação, 
contrata-ção ou qualquer outra forma de investidura ou 
vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades 
mencio-nadas no artigo anterior. 
 
Quanto às entidades às quais o agente pode estar 
vin-culado, tem-se o artigo 1º da Lei nº 8.429/92: 
 
Os atos de improbidade praticados por qualquer 
agente público, servidor ou não, contra a administração 
direta, indireta ou fundacional de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Municípios, de Território, de empresa incorporada ao 
patrimônio público ou de entidade para cuja criação 
ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com 
mais de cinquen-ta por cento do patrimônio ou da receita 
anual, serão puni-dos na forma desta lei. 
 
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades 
desta lei os atos de improbidade praticados contra o patri-
mônio de entidade que receba subvenção, benefício ou in-
centivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como da-
quelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido 
ou concorra com menos de cinquenta por cento do 
patrimô-nio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, 
a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a 
contribuição dos cofres públicos. 
 
Os agentes públicossubdividem-se em: 
 
a) agentes políticos – “são os titulares dos cargos es-
truturais à organização política do País [...], Presidente da 
República, Governadores, Prefeitos e respectivos vices, os 
auxiliares imediatos dos chefes de Executivo, isto é, Minis-
tros e Secretários das diversas pastas, bem como os Sena-
dores, Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores”13. 
O agente político é aquele detentor de cargo eletivo, 
elei-to por mandatos transitórios. 
b) servidores públicos, que se dividem em funcioná-rio 
público, empregado público e contratados em caráter 
temporário. Os servidores públicos formam a grande mas-sa 
dos agentes do Estado, desenvolvendo variadas funções. 
O funcionário público é o tipo de servidor público que 
é titular de um cargo, se sujeitando a regime estatutário 
 
12 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual 
de direito administrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen 
juris, 2010. 
13 MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Di-
reito Administrativo. 32. ed. São Paulo: Malheiros, 2015. 
 
14 
 
(previsto em estatuto próprio, não na CLT). O empregado 
público é o tipo de servidor público que é titular de um 
emprego, sujeitando-se ao regime celetista (CLT). Tanto o 
funcionário público quanto o empregado público somente se 
vinculam à Administração mediante concurso público, sendo 
nomeados em caráter efetivo. Contratados em cará-ter 
temporário são servidores contratados por um período certo 
e determinado, por força de uma situação de excep-cional 
interesse público, não sendo nomeados em caráter efetivo, 
ocupando uma função pública. 
c) particulares em colaboração com o Estado – são 
agentes que, embora sejam particulares, executam funções 
públicas especiais que podem ser qualificadas como públi-
cas. Ex.: mesário, jurado, recrutados para serviço militar. 
 
 
REGIME JURÍDICO: PROVIMENTO, 
VACÂNCIA, REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E 
SUBSTITUIÇÃO; DIREITOS E VANTAGENS; 
REGIME DISCIPLINAR; RESPONSABILIDADE 
CIVIL, CRIMINAL E ADMINISTRATIVA. 
 
 
REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CI-VIS 
DA UNIÃO (LEI Nº 8.112/1990 E SUAS ALTERAÇÕES) 
 
Das Disposições Preliminares 
 
Título I 
Capítulo Único 
Das Disposições Preliminares 
 
Art. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servido-
res Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em 
regime especial, e das fundações públicas federais. 
 
Art. 2o Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa 
legalmente investida em cargo público. 
 
Art. 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e 
responsabilidades previstas na estrutura organizacional 
que devem ser cometidas a um servidor. 
Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos 
os brasileiros, são criados por lei, com denominação pró-
pria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provi-
mento em caráter efetivo ou em comissão. 
 
Art. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos, 
salvo os casos previstos em lei. 
Por regime jurídico dos servidores deve-se entender o 
conjunto de regras referentes a todos os aspectos da re-
lação entre o servidor público e a Administração. Envolve 
tanto questões inerentes à ocupação do cargo quanto di-
reitos e deveres, entre outras. 
Aplica-se na esfera federal, tanto para a 
Administração direta quanto para a indireta. 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
A lei criará o cargo público, que poderá ser efetivo, 
caso em que o ingresso se dará mediante concurso, ou 
em comissão, quando por uma relação de confiança o 
superior puder nomear seus funcionários enquanto estiver 
ocupan-do aquela posição de chefia. 
Todo serviço público será remunerado pelos cofres 
públicos. 
 
Do Provimento, Vacância, Remoção, 
Redistribuição e Substituição 
 
Título II 
Do Provimento, Vacância, Remoção, Redistribuição 
e Substituição 
 
Basicamente, provimento é a ocupação do cargo 
por uma pessoa, transformando-a em servidora públi-
ca; enquanto vacância é o que se dá quando um cargo 
fica livre; remoção é o deslocamento do servidor; re-
distribuição é o deslocamento de um cargo para outro 
órgão; substituição é a mudança de uma pessoa que 
está ocupando cargo de chefia ou direção por outra. 
 
Capítulo I 
Do Provimento 
 
Segundo Hely Lopes Meirelles, provimento “é o ato 
pelo qual se efetua o preenchimento do cargo pú-blico, 
com a designação de seu titular”, podendo ser originário 
ou inicial se o agente não possui vinculação anterior com 
a Administração Pública; ou derivado, que pressupõe a 
existência de um vínculo com a Admi-nistração, o qual 
pode ser horizontal, sem ascensão na carreira, ou vertical, 
com ascensão na carreira. 
 
Seção I 
Disposições Gerais 
 
Art. 5o São requisitos básicos para investidura em car-
go público: 
I - a nacionalidade brasileira; 
Nacional é o que possui vínculo político-jurídico com 
um Estado, fazendo parte de seu povo na qualidade de 
cidadão. 
 
II - o gozo dos direitos políticos; 
Direitos políticos são os direitos garantidos ao cida-
dão que envolvem sua participação direta ou indireta nas 
decisões políticas do Estado. No Brasil, se encontram nos 
artigos 14 e 15 da Constituição Federal. 
 
III - a quitação com as obrigações militares e eleito- 
rais; 
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do 
cargo; 
Ensino fundamental, ensino médio ou ensino superior, 
conforme a complexidade das funções do cargo. 
 
V - a idade mínima de dezoito anos; 
VI - aptidão física e mental. 
§ 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigên-
cia de outros requisitos estabelecidos em lei. 
P. ex., 3 anos de atividade jurídica para cargos de 
mem-bros do Ministério Público ou da Magistratura. 
 
§ 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegu-
rado o direito de se inscrever em concurso público para 
pro-vimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis 
com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas 
serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas 
oferecidas no concurso. 
Cotas para deficientes. 
 
§ 3o As universidades e instituições de pesquisa cientí-
fica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com 
professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo 
com as normas e os procedimentos desta Lei. 
Exceção ao inciso I do art. 5°. 
 
Art. 6o O provimento dos cargos públicos far-se-á me-
diante ato da autoridade competente de cada Poder. 
 
Art. 7o A investidura em cargo público ocorrerá com a 
posse. 
Por investidura entende-se a instalação formal em um 
cargo público, o que se dará quando a pessoa for empos-
sada. 
 
Art. 8o São formas de provimento de cargo público: 
I - nomeação; 
II - promoção; 
III e IV - (Revogados) 
V - readaptação; VI 
- reversão; 
VII - aproveitamento; 
VIII - reintegração; IX 
- recondução. 
Detalhes adiante. 
 
Seção II 
Da Nomeação 
 
Art. 9o A nomeação far-se-á: 
I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo 
isola-do de provimento efetivo ou de carreira; 
II - em comissão, inclusive na condição de interino, 
para cargos de confiança vagos. 
Parágrafo único. O servidor ocupante de cargo em co-
missão ou de natureza especial poderá ser nomeado para 
ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, 
sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa, 
hipótese em que deverá optar pela remuneração de um 
deles du-rante o período da interinidade. 
O cargo em comissão é temporário e não depende de 
concurso público. Se o servidor for nomeado para outro 
cargo em comissão poderá exercer ambos de maneira in-
terina (temporária), mas somente poderá receber remune-
ração por um deles, o que optar. 
 
15 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Art. 10. A nomeação para cargo de carreira ou cargo 
isolado de provimento efetivo depende de prévia habilita-
ção em concurso público de provas ou de provas e títulos, 
obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua vali-
dade. 
Parágrafo único. Os demais requisitos para o ingresso e 
o desenvolvimento doservidor na carreira, mediante pro- 
moção, serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do 
sistema de carreira na Administração Pública Federal e 
seus regulamentos. 
 
Seção III 
Do Concurso Público 
 
Art. 11. O concurso será de provas ou de provas e títu-
los, podendo ser realizado em duas etapas, conforme dispu-
serem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, 
condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do 
valor fixado no edital, quando indispensável ao seu custeio, 
e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente 
previstas. 
 
Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 
(dois) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por 
igual período. 
§ 1o O prazo de validade do concurso e as condições 
de sua realização serão fixados em edital, que será 
publica-do no Diário Oficial da União e em jornal diário de 
grande circulação. 
§ 2o Não se abrirá novo concurso enquanto houver 
candidato aprovado em concurso anterior com prazo de 
va-lidade não expirado. 
No concurso de provas o candidato é avaliado apenas 
pelo seu desempenho nas provas, ao passo que nos con-
cursos de provas e títulos o seu currículo em toda sua 
ativi-dade profissional também é considerado. 
O edital delimita questões como valor da taxa de ins-
crição, casos de isenção, número de vagas e prazo de va-
lidade. 
 
Seção IV 
Da Posse e do Exercício 
 
Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respecti-vo 
termo, no qual deverão constar as atribuições, os deve-res, 
as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo 
ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, 
por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício pre-
vistos em lei. 
§ 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados 
da publicação do ato de provimento. 
§ 2o Em se tratando de servidor, que esteja na data de 
publicação do ato de provimento, em licença prevista nos 
incisos I, III e V do art. 81, ou afastado nas hipóteses dos 
incisos I, IV, VI, VIII, alíneas «a», «b», «d», «e» e «f», IX e X do 
art. 102, o prazo será contado do término do impedimento. 
§ 3o A posse poderá dar-se mediante procuração es-
pecífica. 
 
16 
 
§ 4o Só haverá posse nos casos de provimento de car-
go por nomeação. 
§ 5o No ato da posse, o servidor apresentará decla-
ração de bens e valores que constituem seu patrimônio e 
declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, 
em-prego ou função pública. 
§ 6o Será tornado sem efeito o ato de provimento se a 
posse não ocorrer no prazo previsto no § 1o deste artigo. 
O termo de posse é dotado de conteúdo específico. É 
possível tomar posse mediante procuração específica. Não há 
posse nos cargos em comissão. A declaração de bens e 
valores visa permitir a verificação da situação financeira do 
servidor, de forma a perceber se ele enriqueceu despropor-
cionalmente durante o exercício do cargo. 
 
Art. 14. A posse em cargo público dependerá de prévia 
inspeção médica oficial. 
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que 
for julgado apto física e mentalmente para o exercício do 
cargo. 
 
Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribui-
ções do cargo público ou da função de confiança. 
§ 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossa-
do em cargo público entrar em exercício, contados da data 
da posse. 
§ 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tor-
nado sem efeito o ato de sua designação para função de 
confiança, se não entrar em exercício nos prazos previstos 
neste artigo, observado o disposto no art. 18. 
§ 3o À autoridade competente do órgão ou entidade 
para onde for nomeado ou designado o servidor compete 
dar-lhe exercício. 
§ 4o O início do exercício de função de confiança coin-
cidirá com a data de publicação do ato de designação, 
salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por 
qualquer outro motivo legal, hipótese em que recairá no 
pri-meiro dia útil após o término do impedimento, que não 
po-derá exceder a trinta dias da publicação. 
Nota-se que para as funções em confiança não há 
pra-zo de 15 dias da posse, até mesmo porque ela não 
existe nestas funções. Então, o prazo para exercício será o 
do dia da publicação do ato de designação. 
 
Art. 16. O início, a suspensão, a interrupção e o rei-
nício do exercício serão registrados no assentamento indi-
vidual do servidor. 
Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor 
apresentará ao órgão competente os elementos necessários 
ao seu assentamento individual. 
 
Art. 17. A promoção não interrompe o tempo de 
exer-cício, que é contado no novo posicionamento na 
carreira a partir da data de publicação do ato que 
promover o ser-vidor. 
Na promoção não há nova posse. Então, o servidor 
não tem 15 dias para entrar em exercício, o fazendo no 
dia da publicação do ato. 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Art. 18. O servidor que deva ter exercício em outro 
município em razão de ter sido removido, redistribuído, 
requisitado, cedido ou posto em exercício provisório terá, 
no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias de prazo, contados 
da publicação do ato, para a retomada do efetivo 
desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo 
o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede. § 
1o Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença 
ou afastado legalmente, o prazo a que se refere este artigo 
será contado a partir do término do impedimento. 
§ 2o É facultado ao servidor declinar dos prazos esta-
belecidos no caput. 
Se o servidor estava em exercício em outro município 
e é convocado por publicação para retomar a posição su-
perior tem um prazo entre 10 e 30 dias, dos quais pode 
desistir, se quiser. 
 
Art. 19. Os servidores cumprirão jornada de trabalho 
fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos 
cargos, respeitada a duração máxima do trabalho semanal 
de quarenta horas e observados os limites mínimo e má- 
ximo de seis horas e oito horas diárias, respectivamente. § 
1o O ocupante de cargo em comissão ou função de 
confiança submete-se a regime de integral dedicação ao 
serviço, observado o disposto no art. 120, podendo ser con-
vocado sempre que houver interesse da Administração. 
§ 2o O disposto neste artigo não se aplica a duração 
de trabalho estabelecida em leis especiais. 
 
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado 
para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio 
probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, 
duran-te o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de 
ava-liação para o desempenho do cargo, observados os 
seguinte fatores: 
I - assiduidade; 
II - disciplina; 
III - capacidade de iniciativa; 
IV - produtividade; 
V - responsabilidade. 
§ 1o 4 (quatro) meses antes de findo o período do es- 
tágio probatório, será submetida à homologação da autori-
dade competente a avaliação do desempenho do servidor, 
realizada por comissão constituída para essa finalidade, de 
acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da res-
pectiva carreira ou cargo, sem prejuízo da continuidade de 
apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput 
deste artigo. 
§ 2o O servidor não aprovado no estágio probatório 
será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo an-
teriormente ocupado, observado o disposto no parágra- 
fo único do art. 29. 
§ 3o O servidor em estágio probatório poderá exercer 
quaisquer cargos de provimento em comissão ou fun-
ções de direção, chefia ou assessoramento no órgão ou 
entidade de lotação, e somente poderá ser cedido a outro 
órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Espe-
cial, cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção 
e Assessoramento Superiores - DAS, de níveis 6, 5 e 4, ou 
equivalentes. 
 
§ 4o Ao servidor em estágio probatório somente 
pode-rão ser concedidas as licenças e os afastamentos 
previstos nos arts. 81, incisos I a IV, 94, 95 e 96, bem assim 
afasta-mento para participar de curso de formação 
decorrente de aprovaçãodistinta das caracterís-
ticas das suas diversas modalidades 
regionais, sociais e estilísticas. A lín-
gua padrão, por exemplo, embora seja 
uma entre as muitas variedades de 
um idioma, é sempre a mais prestigio-
sa, porque atua como modelo, como 
norma, como ideal linguístico de uma 
comunidade. Do valor normativo de-
corre a sua função coercitiva sobre as 
outras variedades, com o que se torna 
uma ponderável força contrária à vari-
ação." 
 Celso Cunha. Nova gramática 
do português contemporâneo. Adaptado. 
A partir da leitura do texto, podemos inferir 
que uma língua é: 
a) conjunto de variedades linguísticas, dentre 
as quais uma alcança maior valor social e 
passa a ser considerada exemplar. 
b) sistema que não admite nenhum tipo de 
variação linguística, sob pena de empobre-
cimento do léxico. 
c) a modalidade oral alcança maior prestígio 
social, pois é o resultado das adaptações 
linguísticas produzidas pelos falantes. 
d) A língua padrão deve ser preservada na 
modalidade oral e escrita, pois toda modifi-
cação é prejudicial a um sistema linguístico. 
 
 
2- Antigamente 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
Tel.: 4106-3757 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 15 
 
Antigamente, os pirralhos dobravam a língua 
diante dos pais e se um se esquecia de arear 
os dentes antes de cair nos braços de Mor-
feu, era capaz de entrar no couro. Não devia 
também se esquecer de lavar os pés, sem 
tugir nem mugir. Nada de bater na cacunda 
do padrinho, nem de debicar os mais velhos, 
pois levava tunda. Ainda cedinho, aguava as 
plantas, ia ao corte e logo voltava aos pena-
tes. Não ficava mangando na rua, nem esca-
pulia do mestre, mesmo que não entendesse 
patavina da instrução moral e cívica. O ver-
dadeiro smart calçava botina de botões para 
comparecer todo liró ao copo d’água, se bem 
que no convescote apenas lambiscasse, pa-
ra evitar flatos. Os bilontras é que eram um 
precipício, jogando com pau de dois bicos, 
pelo que carecia muita cautela e caldo de 
galinha. O melhor era pôr as barbas de mo-
lho diante de um treteiro de topete, depois de 
fintar e engambelar os coiós, e antes que se 
pusesse tudo em pratos limpos, ele abria o 
arco. 
ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de 
Janeiro: Nova Aguilar, 1983 (fragmento). 
Texto II 
Expressão Significado 
Cair nos braços de 
Morfeu 
Dormir 
Debicar Zombar, ridicularizar 
Tunda Surra 
Mangar Escarnecer, caçoar 
Tugir Murmurar 
Liró Bem-vestido 
Copo d'água Lanche oferecido pelos 
amigos 
Convescote Piquenique 
Treteiro de topete Tratante atrevido 
Abrir o arco Fugir 
Bilontra Velhaco 
FIORIN, J. L. As línguas mudam. In: Revis-
ta Língua Portuguesa, n. 24, out. 2007 
(adaptado). 
Na leitura do fragmento do texto Antigamente 
constata-se, pelo emprego de palavras obso-
letas, que itens lexicais outrora produtivos 
não mais o são no português brasileiro atual. 
Esse fenômeno revela que 
a) a língua portuguesa de antigamente care-
cia de termos para se referir a fatos e coisas 
do cotidiano. 
b) o português brasileiro se constitui evitando 
a ampliação do léxico proveniente do portu-
guês europeu. 
c) a heterogeneidade do português leva a 
uma estabilidade do seu léxico no eixo tem-
poral. 
d) o português brasileiro apoia-se no léxico 
inglês para ser reconhecido como língua in-
dependente. 
e) o léxico do português representa uma rea-
lidade linguística variável e diversificada. 
3- 
Quanto às variantes linguísticas presentes no 
texto, a norma-padrão da língua portuguesa 
é rigorosamente obedecida por meio 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
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DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Larissa Leite 
 pág. 16 
 
a) do emprego do pronome demonstrativo 
“esse” em “Por que o senhor publicou esse 
livro?”. 
b) do emprego do pronome pessoal oblíquo 
em “Meu filho, um escritor publica um livro 
para parar de escrevê-lo!”. 
c) do emprego do vocativo “Meu filho”, que 
confere à fala distanciamento do interlocutor. 
d) da necessária repetição do conectivo no 
último quadrinho. 
4-“A variação é inerente às línguas, porque 
as sociedades são divididas em grupos: há 
os mais jovens e os mais velhos, os que ha-
bitam numa região ou outra, os que têm esta 
ou aquela profissão, os que são de uma ou 
outra classe social e assim por diante. O uso 
de determinada variedade linguística serve 
para marcar a inclusão num desses grupos, 
dá uma identidade para os seus membros. 
Aprendemos a distinguir a variação. Quando 
alguém começa a falar, sabemos se é de 
São Paulo, gaúcho, carioca ou português. 
Sabemos que certas expressões pertencem 
à fala dos mais jovens, que determinadas 
formas se usam em situação informal, mas 
não em ocasiões formais. Saber uma língua 
é ser “poliglota” em sua própria língua. Saber 
português não é só aprender regras que só 
existem numa língua artificial usada pela es-
cola. As variações não são fáceis ou bonitas, 
erradas ou certas, deselegantes ou elegan-
tes, são simplesmente diferentes. Como as 
línguas são variáveis, elas mudam.” 
(FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Can-
tagalos e o preconceito linguístico”. In O 
direito à fala. A questão do preconceito lin-
guístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 
27, 28, 2002.) 
Sobre o texto de José Luiz Fiorin, é incorreto 
afirmar: 
a) As variações linguísticas são próprias da 
língua e estão alicerçadas nas diversas in-
tenções comunicacionais. 
b) A variedade linguística é um importante 
elemento de inclusão, além de instrumento 
de afirmação da identidade de alguns grupos 
sociais. 
c) O aprendizado da língua portuguesa não 
deve estar restrito ao ensino das regras. 
d) As variedades linguísticas trazem prejuí-
zos à norma-padrão da língua, por isso de-
vem ser evitadas. 
5-A seguir são apresentados alguns frag-
mentos textuais. Sua tarefa consistirá em 
analisá-los, atribuindo a variação linguística 
condizente aos mesmos: 
 
a – Antigamente 
“Antigamente, as moças chamavam-se ma-
demoiselles e eram todas mimosas e muito 
prendadas. Não faziam anos: completavam 
primaveras, em geral dezoito. Os janotas, 
mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-
alferes, arrastando a asa, mas ficavam lon-
gos meses debaixo do balaio." 
 Carlos 
Drummond de Andrade 
 
b - Vício na fala 
Para dizerem milho dizem mio 
Para melhor dizem mió 
Para pior pió 
Para telha dizem teia 
Para telhado dizem teiado 
E vão fazendo telhados. 
 Oswald de Andrade 
 
c –“ Aqui no Norte do Paraná, as pessoas 
chamam a correnteza do rio de corredeira. 
Quando a corredeira está forte é perigoso 
passar pela pinguela, que é uma ponte muito 
estreita feita, geralmente, com um tronco de 
árvore. Se temos muita chuva a pinguela po-
de ficar submersa e, portanto, impossibilita a 
passagem. Mas se ocorre uma manga de 
 
 
Marechal Hermes – AV. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 55 4° andar. 
Tel.: 4106-3757 
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 pág. 17 
 
chuva, uma chuvinha passageira, esse pro-
blema deixa de existir.” 
d – E aí mano? Ta a fim de dá uns rolé hoje? 
Qual é! Vai topá a parada? Vê se desencana! 
Morô velho? 
 
6- Os enunciados linguísticos em evi-
dência encontram-se grafados na lin-
guagem coloquial. Reescreva-os de 
acordo com o padrão culto da lingua-
gem. 
a – Os livros estão sobre a mesa. Por 
favor, devolve eles na biblioteca. 
b – Falar no celular é uma falha grave. 
A consequência deste ato pode ser 
cara. 
c – Me diga se você gostou da surpre-
sa, pois levei muito para preparar ela. 
d – No aviso havia o seguinte comen-
tário: Não aproxime-se do alambrado. 
Perigo constante. 
e – Durante a reunião houveram re-
clamações contra o atraso do paga-
mento dos funcionários. 
 Gabarito 
1- A 
2- E 
3- B 
4- D 
5- a – variação histórica 
b – variação cultural/ regional 
c – variação regionalem concurso para outro cargo na 
Administração Pública Federal. 
§ 5o O estágio probatório ficará suspenso durante as 
licenças e os afastamentos previstos nos arts. 83, 84, § 1o, 
86 e 96, bem assim na hipótese de participação em curso 
de formação, e será retomado a partir do término do 
impedi-mento. 
 
Desde a Emenda Constitucional nº 19 de 1998, a 
disci-plina do estágio probatório mudou, notadamente 
aumen-tando o prazo de 2 anos para 3 anos. Tendo em 
vista que a norma constitucional prevalece sobre a lei 
federal, mesmo que ela não tenha sido atualizada, deve-
se seguir o dispos-to no artigo 41 da Constituição Federal: 
 
Art. 41, CF. São estáveis após três anos de efetivo 
exer-cício os servidores nomeados para cargo de 
provimento efetivo em virtude de concurso público. 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja 
assegurada ampla defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de 
desempenho, na forma de lei complementar, assegurada 
ampla defesa. 
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do 
ser-vidor estável, será ele reintegrado, e o eventual 
ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de 
origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro 
cargo ou pos-to em disponibilidade com remuneração 
proporcional ao tempo de serviço. 
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, 
o servidor estável ficará em disponibilidade, com remune-
ração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado 
aproveitamento em outro cargo. 
§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, 
é obrigatória a avaliação especial de desempenho por co-
missão instituída para essa finalidade. 
 
Seção V 
Da Estabilidade 
 
Art. 21. O servidor habilitado em concurso público e 
empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá esta-
bilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de 
efetivo exercício. 
ATENÇÃO: Vale o prazo de 3 anos, conforme 
Constitui-ção Federal (artigo 41 retrocitado). 
 
Art. 22. O servidor estável só perderá o cargo em 
virtude de sentença judicial transitada em julgado ou 
de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja 
assegurada ampla defesa. 
 
 
17 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Seção VI 
Da Transferência 
 
Art. 23. (Execução suspensa) 
 
Seção VII 
Da Readaptação 
 
Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em 
cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis 
com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade 
física ou mental verificada em inspeção médica. 
§ 1o Se julgado incapaz para o serviço público, o rea-
daptando será aposentado. 
§ 2o A readaptação será efetivada em cargo de atribui-
ções afins, respeitada a habilitação exigida, nível de 
escola-ridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese 
de ine-xistência de cargo vago, o servidor exercerá suas 
atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. 
Se o funcionário deixa de ter condições físicas ou psi-
cológicas para ocupar seu cargo, deverá ser readaptado para 
cargo semelhante que não exija tais aptidões. Ex: fun-cionário 
trabalhava como atendente numa repartição, se 
movimentando o tempo todo e sofre um acidente, ficando 
paraplégico. Sua capacidade mental não ficou prejudicada, 
embora seja inconveniente ele ter que fazer tantos mo-
vimentos no exercício das funções. Por isso, pode ser re-
conduzido para outro cargo técnico na repartição que seja 
mais burocrático e exija menos movimentação física, como o 
de assistente de um superior. 
 
Seção VIII 
Da Reversão 
 
Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor 
aposentado: 
I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar 
insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou 
II - no interesse da administração, desde 
que: a) tenha solicitado a reversão; 
b) a aposentadoria tenha sido voluntária; 
c) estável quando na atividade; 
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos ante- 
riores à solicitação; 
e) haja cargo vago. 
§ 1o A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo 
resultante de sua transformação. 
§ 2o O tempo em que o servidor estiver em exercício 
será considerado para concessão da aposentadoria. 
§ 3o No caso do inciso I, encontrando-se provido o 
car-go, o servidor exercerá suas atribuições como 
excedente, até a ocorrência de vaga. 
§ 4o O servidor que retornar à atividade por interesse 
da administração perceberá, em substituição aos proven-
tos da aposentadoria, a remuneração do cargo que 
voltar a exercer, inclusive com as vantagens de natureza 
pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria. 
 
18 
 
§ 5o O servidor de que trata o inciso II somente terá os 
proventos calculados com base nas regras atuais se 
perma-necer pelo menos cinco anos no cargo. 
§ 6o O Poder Executivo regulamentará o disposto 
neste artigo. 
 
Art. 26. (Revogado) 
 
Art. 27. Não poderá reverter o aposentado que já tiver 
completado 70 (setenta) anos de idade. 
Merece destaque a impossibilidade de cumulação da 
aposentadoria com a remuneração caso o servidor 
retorne às funções. 
 
Seção IX 
Da Reintegração 
 
Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor 
estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo re- 
sultante de sua transformação, quando invalidada a sua 
demissão por decisão administrativa ou judicial, com 
ressarcimento de todas as vantagens. 
§ 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o 
servidor ficará em disponibilidade, observado o disposto 
nos arts. 30 e 31. 
§ 2o Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual 
ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito 
à indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, 
posto em disponibilidade. 
Se um servidor for injustamente demitido e a sua de-
missão for invalidada, será reinvestido no cargo, sendo to-
talmente ressarcido (por exemplo, recebendo os salários 
do período em que foi afastado). Caso o cargo esteja ex-
tinto, será posto em disponibilidade; caso o cargo exista e 
alguém o estiver ocupando, este será retirado do cargo, 
devolvendo-o ao seu legítimo titular. 
 
Seção X 
Da Recondução 
 
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável 
ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: 
I - inabilitação em estágio probatório relativo a 
outro cargo; 
II - reintegração do anterior ocupante. 
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de 
origem, o servidor será aproveitado em outro, observado 
o disposto no art. 30. 
Como visto, quando um servidor é promovido ele se 
sujeita a novo estágio probatório e, caso seja inabilitado, 
voltará ao cargo que antes ocupava. Ainda, se alguém esti-
ver ocupando o cargo de um servidor que tenha sido injus-
tamente demitido, quando este voltar deverá desocupar o 
cargo. Se a posição antes ocupada não estiver livre, deverá 
ser reaproveitado em outro cargo semelhante. 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Seção XI 
Da Disponibilidade e do Aproveitamento 
 
Art. 30. O retorno à atividade de servidor em disponibi-
lidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em 
cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o 
anteriormente ocupado. 
 
Art. 31. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil 
determinará o imediato aproveitamento de servidor em dis-
ponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou 
enti-dades da Administração Pública Federal. 
Parágrafo único. Na hipótese prevista no § 3o do art. 
37, o servidor posto em disponibilidade poderá ser man-
tido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de 
Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC, até o seu 
adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. 
 
Art. 32. Será tornado sem efeito o aproveitamento e 
cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em 
exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por 
junta médica oficial. 
Servidor posto em disponibilidaded – variação social 
6- a – devolva-os 
b – falar ao celular 
c – diga-me; prepará-la. 
d – não se aproxime 
e - houve 
 
 
Os discursos são tipos de comunicação usa-
dos nos textos narrativos. Eles dividem-se 
em: 
 Discurso direto: é aquele que valoriza 
a fala do personagem, descrevendo 
identicamente o que o personagem 
disse. Geralmente é apresentando em 
1° pessoa, além de possuir travessão, 
dois- pontos, aspas... 
Ex: Mônica disse: 
- Estou com fome! 
 Discurso indireto: é aquele que a fala 
do personagem foi passada para as 
palavras do narrador. Este discurso é 
feito em 3° pessoa. 
Obs: A pontuação utilizada no discurso direto 
não será mais usada no indireto!!!!!! 
Ex: Mônica disse que está com fome. 
 Discurso indireto livre: aqui as formas 
direta e indireta se unem, onde o nar-
rador insere discretamente a fala dos 
personagens em sua fala. O narrador, 
mesmo que não participe da história, 
entra em seus personagens. 
Ex: Amanheceu com um clima frio. Bom, vou 
fazer um chocolate quente! 
 
1-(ITA) Assinale a alternativa que melhor 
complete o seguinte trecho: 
 
 
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 pág. 18 
 
No plano expressivo, a força da 
____________ em _____________ provém 
essencialmente de sua capacidade de 
_____________ o episódio, fazendo 
______________ da situação a personagem, 
tornando-a viva para o ouvinte, à maneira de 
uma cena de teatro __________ o narrador 
desempenha a mera função de indicador de 
falas. 
a) narração - discurso indireto - enfatizar - 
ressurgir – onde; 
b) narração - discurso onisciente - vivificar - 
demonstrar-se – donde; 
c) narração - discurso direto - atualizar - 
emergir - em que; 
d) narração - discurso indireto livre - humani-
zar - imergir - na qual; 
e) dissertação - discurso direto e indireto - 
dinamizar - protagonizar - em que. 
2- (ESAN) "Impossível dar cabo daquela pra-
ga. Estirou os olhos pela campina, achou-se 
isolado. Sozinho num mundo coberto de pe-
nas, de aves que iam comê-lo. Pensou na 
mulher e suspirou. Coitada de Sinhá Vitória, 
novamente nos descampados, transportando 
o baú de folha." 
O narrador desse texto mistura-se de tal for-
ma à personagem que dá a impressão de 
que não há diferença entre eles. A persona-
gem fala misturada à narração. Esse discur-
so é chamado: 
 
a) discurso indireto livre 
b) discurso direto 
c) discurso indireto 
d) discurso implícito 
e) discurso explícito 
3-Sobre o discurso indireto é correto afirmar, 
EXCETO: 
a) No discurso indireto, o narrador utiliza su-
as próprias palavras para reproduzir a fala de 
um personagem. 
b) O narrador é o porta-voz das falas e dos 
pensamentos das personagens. 
c) Normalmente é escrito na terceira pessoa. 
As falas são iniciadas com o sujeito, mais o 
verbo de elocução seguido da fala da perso-
nagem. 
d) No discurso indireto as personagens são 
conhecidas através de seu próprio discurso, 
ou seja, através de suas próprias palavras. 
4-Faça a associação entre os tipos de dis-
curso e assinale a sequência correta. 
1. Reprodução fiel da fala da persona-
gem, é demarcado pelo uso de traves-
são, aspas ou dois pontos. Nesse tipo 
de discurso, as falas vêm acompanha-
das por um verbo de elocução, respon-
sável por indicar a fala da personagem. 
2. Ocorre quando o narrador utiliza as 
próprias palavras para reproduzir a fala 
de um personagem. 
3. Tipo de discurso misto no qual são 
associadas as características de dois 
discursos para a produção de outro. 
Nele a fala da personagem é inserida 
de maneira discreta no discurso do nar-
rador. 
( ) discurso indireto 
( ) discurso indireto livre 
( ) discurso direto 
a) 3, 2 e 1. 
b) 2, 3 e 1. 
c) 1, 2 e 3. 
 
 
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 pág. 19 
 
d) 3, 1 e 2. 
Ver é muito complicado. Isso é estranho por-
que os olhos, de todos os órgãos dos senti-
dos, são os de mais fácil compreensão cien-
tífica. A sua física é idêntica à física óptica de 
uma máquina fotográfica: o objeto do lado de 
fora aparece refletido do lado de dentro. Mas 
existe algo na visão que não pertence à físi-
ca. 
William Blake* sabia disso e afirmou: “A árvo-
re que o sábio vê não é a mesma árvore que 
o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. 
Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como 
Moisés diante da sarça ardente: ali está uma 
epifania do sagrado. Mas uma mulher que 
vivia perto da minha casa decretou a morte 
de um ipê que florescia à frente de sua casa 
porque ele sujava o chão, dava muito traba-
lho para a sua vassoura. Seus olhos não vi-
am a beleza. Só viam o lixo. 
Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando 
me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo 
uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não 
viu uma pedra. A pedra que ele viu virou po-
ema. 
(Rubem Alves, “A complicada arte de ver”. 
Folha de S. Paulo, 26.10.2004) 
5-(FGV) No último parágrafo do texto há um 
exemplo de discurso: 
a) indireto livre. 
b) indireto. 
c) de autoridade. 
d) direto. 
e) de injunção. 
Leia a Entrevista de Adélia Prado, em O co-
ração disparado, para responder. 
Um homem do mundo me perguntou: 
O que você pensa de sexo? 
Uma das maravilhas da criação, eu respondi. 
Ele ficou atrapalhado, porque confunde as 
coisas 
E esperava que eu dissesse maldição, 
Só porque antes lhe confiara: o destino do 
homem é a santidade. 
7- (UNIFESP) Em discurso indireto, os dois 
primeiros versos assumem a seguinte forma: 
a) Um homem do mundo me perguntou o 
que eu pensaria de sexo? 
b) Um homem do mundo me perguntou o 
que você pensava de sexo. 
c) Um homem do mundo me perguntou o que 
eu penso de sexo. 
d) Um homem do mundo me perguntou o 
que você pensa de sexo. 
e) Um homem do mundo me perguntou o 
que eu pensava de sexo. 
FUVEST 2010 
Leia o seguinte texto: 
Um músico ambulante toca sua sanfoninha 
no viaduto do Chá, em São Paulo. 
Chega o “rapa” e o interrompe: 
— Você tem licença? 
— Não, senhor. 
— Então me acompanhe. 
— Sim, senhor. E que música o senhor vai 
cantar? 
 
8- Reescreva o diálogo que compõe o texto, 
usando o discurso indireto. Comece com: 
O fiscal do “rapa” perguntou ao músico... 
 
 
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 pág. 20 
 
 
9- FUVEST 2009 
Leia o trecho a seguir, extraído de um conto, 
e responda ao que se pede. 
 
eu estava ali deitado olhando através da vi-
draça as roseiras no jardim fustigadas pelo 
vento que zunia lá fora e nas venezianas de 
meu quarto e de repente cessava e tudo fi-
cava tão quieto tão triste e de repente reco-
meçava e as roseiras frágeis e assustadas 
irrompiam na vidraça e eu estava ali o tempo 
todo olhando estava em minha cama com 
minha blusa de lã as mãos enfiadas nos bol-
sos os braços colados ao corpo as pernas 
juntas estava de sapatos Mamãe não gosta-
va que eu deitasse de sapatos deixe de pre-
guiça menino! mas dessa vez eu estava dei-
tado de sapatos e ela viu e não falou nada 
ela sentou-se na beirada da cama e pousou 
a mão em meu joelho e falou você não quer 
mesmo almoçar? 
Luiz Vilela. Eu estava ali deitado. 
 
Cite, do texto, um exemplo de emprego do 
discurso direto. 
 
 Gabarito 
1- C 
2- A 
3- D 
4- B 
5- A 
6- D 
7- C 
8- O fiscal do “rapa” perguntou ao músi-
co se ele tinha licença. Ele respondeu 
que não, tratando-o por senhor. O fis-
cal, então, exigiu-lhe que o acompa-
nhasse. O músico concordou respei-
tosamente e perguntou-lhe que músi-
ca iria cantar. 
9- “deixe de preguiça menino!” e “você 
não quer mesmo almoçar?”. 
 
 
As funções da linguagem são usadas depen-
dendo da intenção do emissor. 
São classificadas em: 
 Referencial ou denotativa: tem o obje-
tivo de informar algo ao leitor, além de 
ter seutexto escrito em 3° pessoa e 
ser trabalhado na objetividade. 
Ex: textos jornalísticos; 
 Emotiva ou expressiva: tem como ob-
jetivo demonstrar suas emoções, seus 
sentimentos. Texto voltado para subje-
tividade. 
Ex: diários; 
 Poética: neste tipo, a emoção também 
é priorizada só que agora o emissor 
tem preocupação com o que está 
sendo escrito e de que forma está 
sendo escrito. Texto com figuras de 
linguagem e escolhas de palavras 
adequadas. 
Ex: poemas; 
 Fática: tem como objetivo estabelecer 
ou encerrar uma comunicação. 
Ex: conversas de telefone; 
 Conotativa ou apelativa: tem como ob-
jetivo convencer o leitor ou o ouvinte. 
Ex: propagandas; 
 Metalinguística ou metalinguagem: é 
quando a linguagem se refere a ela 
mesma. Ela se explica através do pró-
prio código. 
 
 
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 pág. 21 
 
Ex: dicionários (uma palavra explica se atra-
vés de outras palavras que tem seu uso mais 
corriqueiro). 
 
1-(UEMG-2006) Assinale a alternativa em 
que o(s) termo(s) em negrito do fragmento 
citado NÃO contém (êm) traço(s) da função 
emotiva da linguagem. 
a) Os poemas (infelizmente!) não estão nos 
rótulos de embalagens nem junto aos frascos 
de remédio. 
b) A leitura ganha contornos de “cobaia de 
laboratório” quando sai de sua significação 
e cai no ambiente artificial e na situação in-
ventada. 
c) Outras leituras significativas são 
o rótulo de um produto que se vai comprar, 
os preços do bem de consumo, o tíquete do 
cinema, as placas do ponto de ônibus (...) 
d) Ler e escrever são condutas da vida em 
sociedade. Não são ratinhos mor-
tos (...) prontinhos para ser desmontados e 
montados, picadinhos (...) 
2- (UFV-2005) Leia as passagens abaixo, 
extraídas de São Bernardo, de Graciliano 
Ramos: 
I. Resolvi estabelecer-me aqui na minha ter-
ra, município de Viçosa, Alagoas, e logo pla-
neei adquirir a propriedade S. Bernardo, on-
de trabalhei, no eito, com salário de cinco 
tostões. 
II. Uma semana depois, à tardinha, eu, que 
ali estava aboletado desde meio-dia, tomava 
café e conversava, bastante satisfeito. 
III. João Nogueira queria o romance em lín-
gua de Camões, com períodos formados de 
trás para diante. 
IV. Já viram como perdemos tempo em pa-
decimentos inúteis? Não era melhor que fôs-
semos como os bois? Bois com inteligência. 
Haverá estupidez maior que atormentar-se 
um vivente por gosto? Será? Não será? Para 
que isso? Procurar dissabores! Será? Não 
será? 
V. Foi assim que sempre se fez. [respondeu 
Azevedo Gondim] A literatura é a literatura, 
seu Paulo. A gente discute, briga, trata de 
negócios naturalmente, mas arranjar pala-
vras com tinta é outra coisa. Se eu fosse es-
crever como falo, ninguém me lia. 
Assinale a alternativa em que ambas as pas-
sagens demonstram o exercício de metalin-
guagem em São Bernardo: 
a) III e V. 
b) I e II. 
c) I e IV. 
d) III e IV. 
e) II e V. 
3- (PUC/SP-2001) 
A Questão é Começar 
Coçar e comer é só começar. Conversar e 
escrever também. Na fala, antes de iniciar, 
mesmo numa livre conversação, é necessá-
rio quebrar o gelo. Em nossa civilização 
apressada, o “bom dia”, o “boa tarde, como 
vai?” já não funcionam para engatar conver-
sa. Qualquer assunto servindo, fala-se do 
tempo ou de futebol. No escrever também 
poderia ser assim, e deveria haver para a 
escrita algo como conversa vadia, com que 
se divaga até encontrar assunto para um dis-
curso encadeado. Mas, à diferença da con-
versa falada, nos ensinaram a escrever e na 
lamentável forma mecânica que supunha 
texto prévio, mensagem já elaborada. Escre-
via-se o que antes se pensara. Agora enten-
do o contrário: escrever para pensar, uma 
outra forma de conversar. 
Assim fomos “alfabetizados”, em obediência 
a certos rituais. Fomos induzidos a, desde o 
início, escrever bonito e certo. Era preciso ter 
um começo, um desenvolvimento e um fim 
predeterminados. Isso estragava, porque 
bitolava, o começo e todo o resto. Tentare-
mos agora (quem? eu e você, leitor) conver-
sando entender como necessitamos nos ree-
ducar para fazer do escrever um ato inaugu-
ral; não apenas transcrição do que tínhamos 
em mente, do que já foi pensado ou dito, 
mas inauguração do próprio pensar. “Pare 
 
 
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 pág. 22 
 
aí”, me diz você. “O escrevente escreve an-
tes, o leitor lê depois.” “Não!”, lhe respondo, 
“Não consigo escrever sem pensar em você 
por perto, espiando o que escrevo. Não me 
deixe falando sozinho.” 
Pois é; escrever é isso aí: iniciar uma con-
versa com interlocutores invisíveis, imprevi-
síveis, virtuais apenas, sequer imaginados de 
carne e ossos, mas sempre ativamente pre-
sentes. Depois é espichar conversas e novos 
interlocutores surgem, entram na roda, pu-
xam assuntos. Termina-se sabe Deus onde. 
(MARQUES, M.O. Escrever é Preciso, Ijuí, Ed. UNIJUÍ, 1997, p. 13). 
Observe a seguinte afirmação feita pelo au-
tor: “Em nossa civilização apressada, o “bom 
dia”, o “boa tarde” já não funcionam para en-
gatar conversa. Qualquer assunto servindo, 
fala-se do tempo ou de futebol.” Ela faz refe-
rência à função da linguagem cuja meta é 
“quebrar o gelo”. Indique a alternativa que 
explicita essa função. 
a) Função emotiva 
b) Função referencial 
c) Função fática 
d) Função conativa 
e) Função poética 
 
4-(Enem-2012) 
Desabafo 
Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma 
cronicazinha divertida hoje. Simplesmente 
não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma 
típica manhã de segunda-feira. A começar 
pela luz acesa da sala que esqueci ontem à 
noite. Seis recados para serem respondidos 
na secretária eletrônica. Recados chatos. 
Contas para pagar que venceram ontem. 
Estou nervoso. Estou zangado. 
CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento). 
Nos textos em geral, é comum a manifesta-
ção simultânea de várias funções da lingua-
gem, com o predomínio, entretanto, de uma 
sobre as outras. No fragmento da crônica 
Desabafo, a função da linguagem predomi-
nante é a emotiva ou expressiva, pois: 
a) o discurso do enunciador tem como foco o 
próprio código. 
b) a atitude do enunciador se sobrepõe àqui-
lo que está sendo dito. 
c) o interlocutor é o foco do enunciador na 
construção da mensagem. 
d) o referente é o elemento que se sobressai 
em detrimento dos demais. 
e) o enunciador tem como objetivo principal a 
manutenção da comunicação. 
5-
 
Observe, ao lado, esta gravura de Escher: 
Na linguagem verbal, exemplos de aprovei-
tamento de recursos equivalentes aos da 
gravura de Escher encontram-se, com fre-
quência, 
a) nos jornais, quando o repórter registra 
uma ocorrência que lhe parece extremamen-
 
 
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 pág. 23 
 
te intrigante. 
b) nos textos publicitários, quando se compa-
ram dois produtos que têm a mesma utilida-
de. 
c) na prosa científica, quando o autor des-
creve com isenção e distanciamento a expe-
riência de que trata. 
d) na literatura, quando o escritor se vale das 
palavras para expor procedimentos construti-
vos do discurso. 
e) nos manuais de instrução, quando se or-
ganiza com clareza uma determinada se-
quência de operações. 
6-(Enem-2014) 
O telefone tocou. 
— Alô? Quem fala? 
— Como? Com quem deseja falar? 
— Quero falar com o sr. Samuel Cardoso. 
— É ele mesmo. Quem fala, por obséquio? 
— Não se lembra mais da minha voz, seu 
Samuel? 
Faça um esforço. 
— Lamento muito, minha senhora, mas não 
me lembro. Pode dizer-me de quem se trata? 
(ANDRADE, C. D. Contos de aprendiz. Rio de Janeiro: José Olym-
pio, 1958.) 
Pela insistência em manter o contato entre o 
emissor e o receptor, predomina no texto a 
função 
a) metalinguística. 
b) fática. 
c) referencial. 
d) emotiva. 
e) conativa. 
7-(Insper-2012) 
Para fazer um poema dadaísta 
Pegue num jornal. 
Pegue numa tesoura. 
Escolha no jornal um artigo com o compri-
mento que pretende dar ao seu poema. 
Recorte o artigo. 
Em seguida, recorte cuidadosamente as pa-
lavras que compõem o artigo e coloque-as 
num saco. 
Agite suavemente. 
Depois, retire os recortes uns a seguir aos 
outros. 
Transcreva-os escrupulosamente pela ordem 
que eles saíram do saco. 
O poema parecer-se-á consigo. 
E você será um escritor infinitamente original, 
de uma encantadora sensibilidade, ainda que 
incompreendido pelas pessoas vulgares. 
(Tristan Tzara) 
A metalinguagem, presente no poema de 
Tristan Tzara, também é encontrada de mo-
do mais evidente em: 
a) Receita de Herói 
Tome-se um homem feito de nada 
Como nós em tamanho natural 
Embeba-se-lhe a carne 
Lentamente 
De uma certeza aguda, irracional 
Intensa como o ódio ou como a fome. 
Depois perto do fim 
Agite-se um pendão 
E toque-se um clarim 
Serve-se morto. 
FERREIRA, Reinaldo. Receita de Herói. In: GERALDI, João Wan-
derley. Portos de passagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991, 
p.185. 
b- 
 
 
 
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 pág. 24 
 
c- 
d- 
 
 Gabarito 
1- C 
2- A 
3- C 
4- B 
5- D 
6- B 
7- C 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: Este módulo é baseado na Gramática 
Crítica do professor Luiz Ricardo Leitão. 
 Regras de acentuação. 
 Todos os vocábulos proparoxítonos 
serão acentuados. Ex: médico. 
 Acentuam-se os termos paroxítonos 
que não sejam terminados em a/as, 
e/es, o/os, am e em/ens. Ex: fácil. 
 Acentuam-se os oxítonos terminados 
em a/as, e/es, o/os e em/ens e os mo-
nossílabos tônicos terminados em 
a/as, e/es e o/os. Ex: cajá, pé. 
 Devem ser acentuados os ditongos 
abertos (tônicos) éi, éu, ói, exceto 
quando estes incidirem em palavras 
paroxítonas (como assembleia, 
ideia...). Ex: papéis. 
 Acentuam-se o –i e o –u (tônicos) 
quando a 2° vogal de hiato, sozinho 
ou seguido de –s na sílaba, não nasa-
lizados. Ex: heroína. 
_____ Exceção: quando os vocábulos forem 
paroxítonos com 2° vogal tônica precedida 
de ditongo. Ex: feiura. 
 Existe o acento diferencial de timbre 
fazendo com que uma vogal seja mais 
fechada e a outra mais aberta. Ex: pô-
de (pret. perf. do indicativo) e pode 
(presente do indicativo). 
Obs: esse acento diferencial pode ser morfo-
lógico e de intensidade também. 
 
 
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 pág. 25 
 
 É importante lembrar que os hi-
atos ee e oo perderam o acen-
to. Ex: voo. 
 
 
1- (IBGE) Assinale a opção cuja palavra não 
deve ser acentuada: 
a) Todo ensino deveria ser gratuito. 
b) Não ves que eu não tenho tempo? 
c) É difícil lidar com pessoas sem carater. 
d) Saberias dizer o conteudo da carta? 
e) Veranópolis é uma cidade que não para 
de crescer. 
2-(BB) Opção correta: 
a) eclípse 
b) juíz 
c) agôsto 
d) saída 
e) intúito 
3- (BB) "Alem do trem, voces tem onibus, 
taxis e aviões". 
a) 5 acentos 
b) 4 acentos 
c) 3 acentos 
d) 2 acentos 
e) 1 acento 
4- (EPCAR) Assinale a série em que todos 
os vocábulos devem receber acento gráfico: 
a) Troia, item, Venus 
b) hifen, estrategia, albuns 
c) apoio (subst.), reune, faisca 
d) nivel, orgão, tupi 
e) pode (pret. perf.), obte-las, tabu 
5-(BB) Leva acento: 
a) pêso 
b) pôde 
c) êste 
d) tôda 
e) cêdo 
6- (UF-PR) Assinale a alternativa em que 
todos os vocábulos são acentuados por se-
rem oxítonos: 
a) paletó, avô, pajé, café, jiló 
b) parabéns, vêm, hífen, saí, oásis 
c) você, capilé, Paraná, lápis, régua 
d) amém, amável, filó, porém, além 
e) caí, aí, ímã, ipê, abricó 
7- (CESCEM) Sob um ..... de nuvens, atra-
cou no ..... o navio que trazia o ..... . 
a) veu, porto, heroi 
b) veu, pôrto, herói 
c) véu, pôrto, herói 
d) véu, porto, heroi 
e) véu, porto, herói. 
8-(CESGRANRIO) Assinale a opção em que 
os vocábulos obedecem à mesma regra de 
acentuação gráfica: 
a) pés, hóspedes 
b) sulfúrea, distância 
c) fosforescência, provém 
d) últimos, terrível 
e) satânico, porém 
9- (MACK) Indique a alternativa em que ne-
nhuma palavra é acentuada graficamente: 
a) lapis, canoa, abacaxi, jovens 
b) ruim, sozinho, aquele, traiu 
c) saudade, onix, grau, orquidea 
d) voo, legua, assim, tenis 
e) flores, açucar, album, virus 
10- (FGV-RJ) Assinale a alternativa em que 
todas as palavras estão corretamente grafa-
das: 
a) raiz, raízes, sai, apóio, Grajau 
b) carretéis, funis, índio, hifens, atrás 
c) buriti, ápto, âmbar, dificil, almoço 
d) órfão, afável, cândido, caráter, Cristovão 
e) chapéu, rainha, tatu, fossil, conteúdo 
 Gabarito 
1- A 
2- D 
3- A 
4- B 
5- B 
6- A 
 
 
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 pág. 26 
 
7- E 
8- B 
9- B 
10- B 
 
Ortografia é a parte da gramática que se re-
fere a escrever bem, isto é, escrever corre-
tamente. 
Para isto é necessário que o estudante crie 
hábitos de leitura e de escrita para só assim 
conseguir fixar como escrever de acordo com 
a norma-padrão já que nosso cérebro atua 
nessa parte através da memória fotográfica. 
Mas, irão algumas dicas para vocês não er-
rarem mais . 
 
1. Mas x mais x más: 
 Mas: é usado quando estiver na frase 
uma ideia de oposição, isto é, quando 
pudermos substituir pelo “porém”. 
Ex: João é um bom aluno, mas está em re-
cuperação. 
 
 Mais: é usado quando a ideia presente 
for de soma/quantidade. 
Ex: Fui ao shopping e comprei mais vestidos. 
 
 Más: é o feminino plural de maus, isto 
é, seu sinônimo é relativo a algum 
ruim. 
Ex: Elas têm más atitudes. 
 
2. Há x a: 
 Há: é o verbo haver. Usamos para in-
dicar tempo decorrido ou existência. 
Ex: Há dois alunos aqui. 
Ex²: Há um ano me formei. 
 
 A: é o nosso famoso artigo ou, depen-
dendo dos casos, nossa preposição. 
Ex: A turma é linda. (Usamos “a” por estar 
definindo turma e, além disso, é um substan-
tivo feminino). 
 
3. Mau x mal: 
 Mau: usamos quando na frase encai-
xar seu antônimo “bom”. 
Ex: Ele é um mau aluno. 
 Mal: usamos quando, na frase, encai-
xar seu antônimo “bem”. 
Ex: Sapato mal costurado. 
 
4. É x e: 
 É: verbo, logo poderá ser flexionado. 
Ex: Ela é bonita. 
 
 E: conjunção. Serve para fazer o liga-
mento das orações. 
Ex: Dormi tarde e acordei cedo. 
 
 
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 pág. 27 
 
 
5. Dá x da: 
 Dá: verbo. 
Ex: Dá esse ursinho para ele. 
 
 Da: preposição. Serve para ligar ter-
mos. 
Ex: Carinho da mamãe. 
 
6. Uso dos porquês: 
 Porque: usado para respostas. 
Ex: Não vou à festa porque choveu. 
 
 Porquê: usado quando vier precedido 
de artigo. 
Ex: Não sei o porquê da sua falta. 
 
 Por quê: usado para o final das per-
guntas ou até mesmo das frases. 
Ex: Chegou atrasado por quê? 
 
 Por que: além de ser usado para o iní-
cio das perguntas, também podemos 
encontrar ele no meio da frase quando 
pudermos substituir por “motivo” (por 
qual motivo? / Pelo qual motivo?...) 
Ex: Por que você não veio? 
Ex²: “Sabe por que eu não te deixo?” - Sabe 
por qual motivo eu não te deixo? 
 
1-Considere a frase: “No hotel seguinte, qua-
se tiveram êxito.” – linha 46. 
Observe que a palavra êxito se grafa com 
“x”. Assinale a opção cujo vocábulo está com 
a grafia INCORRETA. 
(A) Excursão. 
(B) Extremo. 
(C) Excelência. 
(D) Enxaguar. 
(E) Extorno. 
2-"A ___ de uma guerra nuclear provoca uma 
grande ___ na humanidade e a deixa ___ 
quanto ao futuro." 
a-espectativa - tensão - exitante 
b-espectativa - tenção - hesitante 
c-expectativa - tensão- hesitante 
d-espectativa - tenção - exitante 
3- Assinale a alternativa que contém o perío-
do cujas palavras estão grafadas correta-
mente: 
a) Ele quiz analisar a pesquisa que eu reali-
zei. 
b) Ele quiz analizar a pesquisa que eu reali-
zei. 
c) Ele quis analisar a pesquisa que eu reali-
zei. 
d) Ele quis analizar a pesquiza que eu reali-
sei. 
 
 
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 pág. 28 
 
e) Ele quis analisar a pesquiza que eu reali-
zei. 
4- Assinale a opção que completa as lacunas 
de forma correta. 
Eu não fui à reunião __________ estava 
cansada e não entendo __________ isso 
está sendo criticado por todos. __________ 
falam todos sobre isso? __________? 
a) porque, por quê, porquê, por quê. 
b) por que, porquê, por que, porquê. 
c) porque, por que, por que, por quê. 
5- Nas frases seguintes, substitua as pala-
vras destacadas por: porque, por que, por 
quê ou porquê. 
a) Ela chegou atrasada pois apanhou um 
engarrafamento enorme. 
b) A diretora disse aquilo por qual motivo? 
c) Por qual razão existe tanta rivalidade entre 
vocês? 
d) Qual o motivo de tanto barulho? 
e) Essa foi a razão pela qual saímos do Bra-
sil. 
6- Complete com mas ou mais: 
a) Ele foi, _________ a filha ficou. 
b) Sou apaixonado por uma garota, 
_______ ela não me dá bola. 
c) Estude ______ e passará no vestibular. 
d) O ferro é ________ barato que o ouro. 
7- Ele chegou _____ tempo de acompanhar 
o segundo tempo da partida de futebol. 
_____ várias diferenças entre o verbo “haver” 
e a preposição “a”. 
_____ muitos anos não viajava para o exteri-
or. 
_____ dois meses da promoção, pediu de-
missão da empresa onde trabalhava. 
O office-boy entregou _____ funcionária os 
documentos. 
A alternativa que preenche corretamente as 
lacunas das orações acima é: 
a) há – há – há – à – a 
b) a – há – há – a – à 
c) a – há – a – há – à 
d) à – a – a – a – há 
8- ) Preencha as lacunas corretamente: 
I. Os chefes estavam de _______ humor na-
quela segunda-feira. 
II. Márcia passou _______ e foi levada para 
casa. 
III. O motor do carro apresentou _______ 
desempenho durante os testes na fábrica. 
IV. ______ chegaram de viagem e já come-
çaram a trabalhar. 
V. Nunca pratique o ______; pratique sempre 
o bem. 
a) Mau – mal – mau – mal – mal. 
b) Mau – mau – mau – mal – mau. 
c) Mal – mau – mal – mal – mal. 
d) Mau – mal – mal – mal – mal. 
e) Mal – mal – mal – mal – mau. 
9- Julgue os itens em CERTO ou ERRADO 
em relação ao uso de ESTA ou ESTÁ. 
a) ( ) A moto está com defeito 
 
 
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 pág. 29 
 
b) ( ) Está roupa é muito cara 
c) ( ) O dia está muito agradável 
d) ( ) O professor esta satisfeito com o resul-
tado das avaliações 
e) ( ) Aquela mochila está cheia de livros 
10- Este meu amigo .......... vai ..........-se pa-
ra ter direito ao título de eleitor. 
a) extrangeiro - naturalizar 
b) estrangeiro - naturalisar 
c) extranjeiro - naturalizar 
d) estrangeiro - naturalizar 
e) estranjeiro - naturalisar 
 
 Gabarito 
1- E 
2- C 
3- C 
4- C 
5- a) porque 
b) por quê 
c) por que 
d) porquê 
e) por que 
6- a- mas 
b-mas 
c-mais 
d-mais 
7- B 
8- A 
9- B e D estão erradas 
10- D 
 
 
 
Os sinais de pontuação são usados para 
demonstrar sentimentos, dar clareza a frase, 
remover ambiguidade... 
 
 Ponto final (.): é usado para marcar o 
encerramento de um período, de uma 
ideia. 
Ex: Fui ao cinema. 
 
 Ponto de interrogação (?): é usado pa-
ra indicar perguntas. 
Ex: Tudo bem? 
 
 Ponto de exclamação (!): é usado para 
indicar sentimentos, emoções. 
Ex: Bom dia! 
 
 Dois pontos (:): são usados para intro-
duzir explicação, enumeração, cita-
ção, diálogo... 
Ex: Só te desejo isto: seja feliz. 
 
 Travessão (-): é usado para indicar fa-
la no discurso direto ou para introduzir 
oração intercalada/ explicação. 
Ex: Mônica disse: 
 - Como vai? 
 
 Ex²: O RJ- cidade maravilhosa- está 
violento 
 
 
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 Reticências (...): são usadas para dar 
ideia de continuidade, suspense, in-
terrupção na fala... 
Ex: As horas iam passando... 
 
 Parênteses ( () ): são usados para in-
troduzir uma informação acessória, 
podendo substituir a vírgula ou o tra-
vessão. 
Ex: Carlos (aluno do curso) está doente. 
 
 Aspas (“”): são usadas para indicar fa-
la de alguém, citação, partes do texto, 
ou seja, tudo que outra pessoa criou 
ou falou com as próprias palavras. 
Ex: “Prepara que agora é a hora do show das 
poderosas” – Anitta. 
 
 Ponto e vírgula (;): indica pausa num 
período que não acabou, itens enu-
merados... 
Ex: Na minha casa tem: 
-sofá; 
-geladeira; 
-cama. 
 
 Vírgula: é usada para: 
 Isolar o aposto. Ex: Carina, 
amiga da Julia, vai ao cinema. 
 Isolar o vocativo. Ex: Julia, cui-
dado. 
 Separar local da data. Ex: Rio 
de Janeiro, 20 de abril. 
 Separar os itens na enumera-
ção. Ex: Fui à feira e comprei: 
banana, maçã, uva e melancia. 
 Isolar expressões explicativas. 
Ex: Acordei cedo, ou seja, não 
me atrasarei. 
 Marca a omissão de um termo. 
Ex: Gosto de chocolate, e ela, 
de abacaxi. 
 Separar o adjunto adnominal. 
Ex: Rapidamente, fui ao shopping. 
 
 
1-Assinale a opção em que está corretamen-
te indicada a ordem dos sinais de pontuação 
que devem preencher as lacunas da frase 
abaixo: 
 
 
“Quando se trata de trabalho científico ___ 
duas coisas devem ser consideradas ____ 
uma é a contribuição teórica que o trabalho 
oferece ___ a outra é o valor prático que 
possa ter. 
a) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgu-
la 
b) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; 
c) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; 
d) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgu-
 
 
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la; 
e) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. 
 
2-Assinale as frases em que as vírgulas es-
tão incorretas: 
a) ora ríamos, ora chorávamos; 
b) amigos sinceros, já não os tinha; 
c) a parede da casa, era branquinha bran-
quinha; 
d) Paulo, diga-me o que sabe a respeito do 
caso; 
e) João, o advogado, comprou, ontem, uma 
casa. 
 
3-Observe: 
1) depois de muito pedir ( ) obteve o que de-
sejava; 
2) se fosse em outras circunstâncias ( ) teria 
dado tudo certo; 
3) exigiam-me o que eu nunca tivera ( ) uma 
boa educação; 
4) fez primeiramente seus deveres ( ) depois 
foi brincar; 
Assinale a alternativa que preencha mais 
adequadamente os parênteses: 
a) (;) (,) (:) (;); 
b) (,) (;) (:) (;); 
c) (,) (,) (:) (;); 
d) (?) (,) (,) (:); 
e) (,) (;) (.) (;). 
4- Assinale o item em que as vírgulas es-
tão empregadas corretamente: 
 
I - Foi ao fundo da farmácia, abriu um 
vidro, fez um pequeno embrulho e en-
tregou ao homem. 
II - A sua fisionomia estava serena, o 
seu aspecto tranqüilo. 
III - E o farmacêutico, sentindo-se ali-
viado do seu gesto, sentira-se feliz di-
ante de suas lembranças. 
IV - Quando, vi que não servia, dei às 
formigas, e nenhuma morreu. 
 
 
a) I - IV; 
b) II - III; 
c) II - IV; 
d) I - II; 
e) I - III. 
5- Assinale a opção em que está corre-
tamente indicada a ordem dos sinais 
de pontuação que devem preencher 
as lacunas da frase abaixo: 
 
 
“Como amanhã será o nosso grande 
dia ___ duas coisas serão importantes 
___ uma é a tranqüilidade ___ a outra 
é a observação minuciosa do que esta 
sendo solicitado”. 
 
a) dois pontos, ponto

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