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UNIFAN- Centro Universitário Alfredo Nasser Docente: Vandressa Barbosa Discente: Camila Moura Teles Gundim 8º período RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM OBSTETRÍCIA Introdução Este relatório apresenta uma pesquisa sobre procedimentos fundamentais em obstetrícia, incluindo suas indicações e formas de realização. O objetivo é aprofundar o conhecimento técnico-científico acerca de práticas que contribuem para o bem-estar materno-fetal durante o período gestacional e neonatal. 1. Cardiotocografia (CTG) Definição: Exame utilizado para monitorar a frequência cardíaca fetal e as contrações uterinas da gestante, avaliando o bem-estar fetal. Indicações: • Gravidez de alto risco (hipertensão, diabetes gestacional). • Restrição de crescimento intrauterino (RCIU). • Suspeita de sofrimento fetal. Realização: A CTG é realizada com dois sensores fixados no abdômen da mãe. Um registra a frequência cardíaca fetal, enquanto o outro monitora as contrações uterinas. O exame pode ser feito em repouso ou durante o trabalho de parto, auxiliando na tomada de decisões clínicas. 2. Partograma Definição: Instrumento gráfico utilizado durante o trabalho de parto para registrar a evolução do parto e condições materno-fetais. Indicações: • Monitoramento sistemático do trabalho de parto. • Identificação de complicações ou necessidade de intervenções. Realização: É preenchido pelo profissional de saúde, contendo dados como dilatação cervical, frequência das contrações, batimentos cardíacos fetais e condições gerais da mãe e do bebê. 3. Fototerapia Definição: Tratamento utilizado para reduzir os níveis elevados de bilirrubina em recém-nascidos com icterícia neonatal. Indicações: • Icterícia neonatal com hiperbilirrubinemia grave. • Prematuridade ou incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê. Realização: O bebê é colocado sob luzes azuis ou brancas, que ajudam a metabolizar a bilirrubina. Os olhos e genitais do bebê são protegidos para evitar danos. 4. Exsanguineotransfusão Definição: Procedimento que substitui o sangue do recém-nascido por sangue doado, sendo utilizado em casos graves de icterícia ou anemia. Indicações: • Incompatibilidade Rh ou ABO. • Doença hemolítica perinatal. • Níveis críticos de bilirrubina refratários à fototerapia. Realização: É realizada por meio de acessos venosos e arteriais, retirando-se pequenas quantidades de sangue do bebê e substituindo por sangue compatível. Este procedimento é acompanhado por uma equipe multiprofissional. 5. Teste do Coraçãozinho Definição: Triagem neonatal que avalia a oxigenação do sangue do recém-nascido para identificar possíveis cardiopatias congênitas críticas. Indicações: • Triagem obrigatória em todos os recém-nascidos entre 24 e 48 horas de vida. Realização: Um oxímetro de pulso é utilizado para medir a saturação de oxigênio em uma das mãos e em um dos pés do bebê. Valores baixos indicam necessidade de exames complementares. Conclusão Os procedimentos descritos são essenciais na prática obstétrica e neonatal, assegurando a saúde materno-fetal e a detecção precoce de possíveis complicações. A realização adequada dessas técnicas é fundamental para garantir um atendimento seguro e humanizado durante o período gestacional e neonatal. Referências • Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). • Protocolos do Ministério da Saúde – Saúde da Mulher e da Criança. • Literaturas acadêmicas de Obstetrícia e Neonatologia. Atuação da enfermagem no trabalho de parto a) Sinais que indicam trabalho de parto ativo: • Contrações uterinas regulares e dolorosas, com intervalos de 2 a 3 minutos, durando cerca de 60 segundos. • Dilatação cervical de pelo menos 4 cm. • Apagamento progressivo do colo do útero. • Descarga vaginal sanguinolenta (sinal de show). b) Três ações fundamentais da enfermagem nessa fase: 1. Oferecer suporte emocional e tranquilizar a gestante. 2. Monitorar a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas. 3. Acompanhar a evolução do trabalho de parto, utilizando o partograma. Prevenção da hipotermia neonatal a) Medidas imediatas para prevenir a hipotermia: • Secar o recém-nascido imediatamente após o nascimento. • Garantir contato pele a pele com a mãe. • Envolver o bebê em roupas ou mantas aquecidas. • Manter o ambiente aquecido, com temperatura adequada. b) Importância do contato pele a pele: O contato pele a pele ajuda a regular a temperatura do recém-nascido, reduzindo o risco de hipotermia. Além disso, favorece o vínculo afetivo entre mãe e bebê, estabiliza a frequência cardíaca e respiratória do recém-nascido e facilita o início do aleitamento materno. Apoio ao aleitamento materno a) Orientações para corrigir problemas na pega: • Posicionar o bebê de forma que o corpo fique alinhado com o da mãe, com a barriga do bebê virada para a mãe. • Garantir que o bebê abocanhe não apenas o mamilo, mas também boa parte da aréola. • Orientar a mãe a observar se a sucção está ritmada e eficiente. • Corrigir a posição caso o bebê esteja apenas mordendo o mamilo, o que pode causar dor. b) Benefícios do aleitamento materno: • Para o bebê: Fortalece o sistema imunológico, reduz o risco de infecções, alergias e obesidade. • Para a mãe: Auxilia na involução uterina, reduz o risco de hemorragia pós-parto e diminui a incidência de câncer de mama e ovário. • Emocional: Fortalece o vínculo entre mãe e bebê. Cuidado no puerpério imediato a) Sinais vitais e parâmetros a serem avaliados: • Frequência cardíaca (FC). • Pressão arterial (PA). • Temperatura. • Frequência respiratória (FR). • Avaliação do sangramento vaginal (loquiação). • Consistência e altura do fundo uterino. b) Conduta em caso de sangramento acima do esperado: • Realizar massagem uterina para estimular a contração. • Avaliar se há retenção de fragmentos placentários ou lacerações no canal de parto. • Notificar imediatamente a equipe médica. • Administrar medicamentos uterotônicos, conforme prescrição. • Garantir acesso venoso e monitoramento contínuo. Promoção do vínculo mãe-bebê Papel da enfermagem: A enfermagem tem papel essencial na promoção do vínculo entre mãe e bebê, oferecendo suporte e orientações logo após o nascimento. Estratégias utilizadas: • Incentivar o contato pele a pele imediatamente após o parto. • Orientar sobre os cuidados básicos com o recém-nascido, como higiene e amamentação. • Estimular o aleitamento materno exclusivo. • Garantir um ambiente acolhedor e humanizado para a mãe e o bebê. image1.jpeg