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DP ADAP – 2º semestre 2024 
SAÚDE MENTAL 
ROTEIRO PARA ESTUDO 
 
PARTE I – Reforma Psiquiátrica e Política de Atenção Integral à Saúde Mental 
o Estudar o Item 2 Reforma Psiquiátrica e os Serviços Substitutivos, início pag. 15. Referência: UNA-
SUS/UFMA. Redes de Atenção à Saúde: rede de atenção psicossocial - RAPS. São Luís: EDUFMA; 2018. 
Disponível em: 
https://ares.unasus.gov.br/acervo/bitstream/ARES/10279/3/Rede%20de%20Aten%C3%A7%C3%A3o%20Psico
ssocial%20-%20RAPS.pdf . (EM ANEXO) 
 
DESINSTITUCIONALIZAÇÃO: 
• A Reforma Psiquiátrica brasileira traz da experiência italiana a concepção de desinstitucionalização, que 
segundo Rotelli, De Leonardis e Mauri (1990), implica, em primeiro lugar, a renunciar a toda forma de reduzir e 
simplificar a problemática do sofrimento mental a uma fórmula única: problema-solução, causa-efeito ou 
diagnóstico-tratamento. 
• Os autores propõem uma mudança de concepção e de prática ao confrontar as estruturas científicas e 
organizativas, já produzidas neste campo, e a existência concreta das pessoas em seu sofrimento e em suas 
relações com a vida social. 
• A primeira forma da desinstitucionalização é uma mudança de objeto (da doença para a existência sofrimento 
dos pacientes) e uma ruptura de paradigma (do modelo manicomial para a intervenção social). 
• O objetivo maior no processo de desinstitucionalização não é a cura, mas a produção de vida, de saúde e de 
sociabilidade. 
• Outra referência conceitual importante para a Saúde Mental no Brasil é a Reabilitação Psicossocial, como um 
caminho a seguir para a transformação das práticas. 
• Para Saraceno (1999) a reabilitação psicossocial “é um conjunto de estratégias orientadas a aumentar as 
oportunidades de troca de recursos e de afetos.” A reabilitação psicossocial, desta forma, é mais do que a 
realização de oficinas, grupos ou de outras técnicas para reabilitar o sujeito para a vida social. 
• Nestes dois conceitos: Desinstitucionalização e Reabilitação Psicossocial estão os pilares para a Reforma 
Psiquiátrica brasileira que ajudam na condução da política de saúde mental do Brasil em direção do cuidado na 
comunidade, da produção de cidadania e de laços sociais para todos. 
 
 
REFORMA PSIQUIÁTRICA: 
Reforma Psiquiátrica – “Por uma sociedade sem manicômios” 
• Esta requer a transformação do conjunto de práticas e saberes que estão ligados ao tema da loucura, do 
sofrimento psíquico e do transtorno mental. 
• A Reforma Psiquiátrica Brasileira é um conjunto de transformações de práticas, saberes, valores culturais e 
sociais que acontecem no cotidiano da vida das instituições, dos serviços e das relações interpessoais 
marcado por impasses, tensões, conflitos e desafios. 
• A criação do primeiro Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no Brasil, em 1987, se deu na cidade de São 
Paulo, o CAPS Prof. Luiz da Rocha Cerqueira (CAPS Itapeva), em homenagem ao psiquiatra alagoano 
(Psiquiatria Social). 
https://ares.unasus.gov.br/acervo/bitstream/ARES/10279/3/Rede%20de%20Aten%C3%A7%C3%A3o%20Psicossocial%20-%20RAPS.pdf
https://ares.unasus.gov.br/acervo/bitstream/ARES/10279/3/Rede%20de%20Aten%C3%A7%C3%A3o%20Psicossocial%20-%20RAPS.pdf
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• O início do processo de intervenção, em 1989, da Prefeitura Municipal de Santos (SP) em um hospital 
psiquiátrico, a Casa de Saúde Anchieta, em razão das condições precárias e dos maus tratos aos quais os 
internados eram submetidos. 
• Com relação aos acontecimentos que compõem esse processo, as pessoas que apresentam algum tipo de 
sofrimento psíquico e seus familiares passaram a ter outras oportunidades e perspectivas para suas vidas, 
assim como os profissionais que atuam na área e os gestores da rede de saúde pública. 
• Mas a mudança proposta, não se trata apenas da criação de tipos diferentes de serviços, mas do enraizamento 
de novas concepções sobre o sofrimento humano e dos modos de acolher e tratar as pessoas com sofrimento 
psíquico. 
• Em 1989, apoiado pelos movimentos sociais que atuavam no campo da Saúde Mental, o Deputado Federal 
Paulo Delgado (PT/MG) apresenta, no Congresso Nacional o Projeto de Lei 3.657/89. Após 12 anos de 
tramitação e de um conjunto de substitutivos, a Lei 10.216 foi promulgada em 06 de abril de 2001, conhecida 
como Lei da Reforma Psiquiátrica. 
 
 
Lei 10.216 – 06/04/2001: 
• Analisando-se a referida Lei, podemos observar que foram estabelecidos, pela primeira vez na história jurídica 
do país, o redirecionamento do modelo assistencial em saúde mental e os direitos e a proteção das pessoas 
com sofrimento psíquico, ressaltando-se, em particular: 
o Artigo 1º: Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata 
esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, 
orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos 
e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno ou qualquer outra. 
• Dentre os direitos das pessoas com transtornos mentais, podemos destacar: 
o Ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades. 
o Ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, 
visando a alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade. 
o Ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental. 
• Novas Ações: 
o Essas ações foram seguidas de outras, como a implantação de Núcleos de Atenção Psicossocial 
(NAPS) com funcionamento 24 horas, de projetos de inserção no trabalho e, posteriormente, de 
criação de uma cooperativa de trabalho; de residência para os egressos do hospital; de projetos 
culturais e centro de convivência; e de associação de usuários e familiares. 
o A experiência santista demonstrou a possibilidade de construção de uma rede de cuidados capaz de 
substituir os hospitais psiquiátricos, de afirmação e garantia de direitos de cidadania e a exigência de 
produção de um novo lugar social para as pessoas com sofrimento psíquico. 
 
 
Declaração de Caracas: 
• A década de 90 foi também marcada pelo compromisso firmado pelo Brasil na assinatura da Declaração de 
Caracas. Este documento foi produzido na Conferência Regional para a Reestruturação da Atenção 
Psiquiátrica dentro dos Sistemas Locais de Saúde realizada na Venezuela, em novembro de 1990, que reuniu 
organizações, associações, autoridades da saúde, profissionais de saúde mental, legisladores e juristas. 
• Declaração de Caracas: Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas américas. 
• A Declaração de Caracas foi adotada como referência pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a 
transformação do modelo de assistência à saúde mental e estabeleceu como diretrizes conforme o Ministério 
da Saúde: 
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o Que a reestruturação da atenção psiquiátrica seja ligada à Atenção Primária de Saúde e nos marcos 
dos Sistemas Locais de Saúde, permitindo a promoção de modelos alternativos centrados na 
comunidade e nas suas redes sociais. 
o A revisão crítica do papel hegemônico e centralizador do hospital psiquiátrico na prestação de serviços. 
o Que os recursos, cuidado e tratamento devem: salvaguardar invariavelmente a dignidade pessoal e os 
direitos humanos e civis; estar baseados em critérios racionais e tecnicamente adequados; propiciar a 
permanência do paciente em seu meio comunitário. 
o Que as legislações dos países devem ajustar-se de maneira que assegurem o respeito aos direitos 
humanos e civis dos pacientes mentais e promovam a organização de serviços que garantam seu 
cumprimento. 
o Que a capacitação dos recursos humanos em Saúde Mental e Psiquiátrica deve ser realizada 
apontando para um modelo cujo eixo passe pelo serviço de saúde comunitário e propicie a internação 
psiquiátrica em hospitais gerais, de acordo com os princípios diretores que fundamentam esta 
reestruturação. 
o Que as Organizações,Associações e demais participantes desta Conferência comprometam-se 
acordada e solidariamente a assegurar e desenvolver nos países programas que promovam a 
reestruturação, bem como pela promoção e defesa dos direitos humanos dos pacientes mentais de 
acordo com as legislações nacionais e com os respectivos compromissos internacionais. 
 A mobilização social desses segmentos na luta pelas transformações da assistência à 
saúde mental torna-se decisiva e dois fatos demonstram sua importância, são eles: 
o A realização do II Encontro Nacional de Usuários e Familiares, na cidade de Santos, em dezembro de 
1993, onde se aprovou a Carta de Direitos dos Usuários do Brasil. 
o A realização, entre 1993 e 2001, de cinco Encontros Nacionais do Movimento da Luta Antimanicomial, 
sempre com mais de quinhentos participantes entre usuários, familiares e profissionais de saúde. 
o Dia Nacional da Luta Antimanicomial - 18 DE MAIO. 
 
 
LEGISLAÇÃO: 
• Na década de 90, passam a entrar em vigor as primeiras regulamentações federais para a implantação de 
serviços de atenção diária, fundadas nas experiências dos primeiros CAPS, NAPS e hospitais-dia. Entre elas 
destacam-se as Portarias 189/MS de 1991 e 224/MS de 1992 do Ministério da Saúde que tratam 
respectivamente do Financiamento Público para os Dispositivos Comunitários de Atenção em Saúde 
Mental e da Regulamentação dos CAPS e NAPS como Unidades Fundamentais da Rede Assistencial. 
• É a partir desse período que se inicia uma progressiva expansão da rede de serviços substitutivos, sendo que, 
até o ano 2000, já havia cerca de 210 CAPS cadastrados no Ministério da Saúde e em pleno funcionamento. 
Em 2022, segundo o site do Ministério da Saúde temos 2742 CAPS no Brasil em 1845 municípios. 
• Por outro lado, destaca-se que, em 2000, é publicada a Portaria MS 106/00 que trata dos Serviços 
Residenciais Terapêuticos (SRT’s) como estratégia fundamental para os processos de desinstitucionalização. 
• Entretanto, a destinação dos recursos financeiros do Ministério para a área de Saúde Mental ainda revelava 
um dado preocupante: aproximadamente 93% dos recursos eram destinados às internações em hospitais 
psiquiátricos. 
• Em 2002, novas portarias são editadas, criando novas modalidades de CAPS (Portaria MS nº 336/02) e 
instituindo o Programa Nacional de Avaliação do Sistema Hospitalar/Psiquiatria (PNASH/Psiquiatria) 
responsável pela avaliação da qualidade dos serviços prestados pelos hospitais psiquiátricos. O 
PNASH/Psiquiatria e o Programa Anual de Reestruturação da Assistência Hospitalar no SUS (PRH), criado em 
2004, são apontados como estratégias importantes para a redução gradual dos leitos em hospitais 
psiquiátricos. 
• Em julho de 2003 foi promulgada a Lei 10.708 que “institui o auxílio reabilitação psicossocial para pessoas 
com transtornos mentais, egressos de internação”. Esse auxílio constitui parte integrante do Programa de 
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Volta para Casa (PVC) do Ministério da Saúde, atendendo ao Artigo 5º da Lei nº 10.216 que determina o 
estabelecimento de política específica, compreendendo alta planejada e reabilitação psicossocial assistida, 
para as pessoas com história de internação psiquiátrica. 
• A última mobilização nacional em defesa da Reforma Psiquiátrica aconteceu em setembro de 2009. Intitulada 
Marcha dos Usuários - Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, reuniu na capital federal cerca de 2.000 
pessoas, entre técnicos, familiares e principalmente usuários dos serviços. O objetivo do movimento foi chamar 
a atenção do governo e da população brasileira para os rumos que vem tomando a Reforma nos últimos anos. 
• Com a participação de diversas entidades, como o Conselho Federal de Psicologia, e os movimentos sociais 
de luta antimanicomial, a Marcha representou um reavivamento da mobilização popular. Além disso, seus 
objetivos eram: 
o Garantir a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e a melhoria das condições de atendimento para 
as pessoas com sofrimento mental. 
o Exigir o cumprimento da Lei da Reforma Psiquiátrica (10.216/01). 
o Reivindicar a realização da IV Conferência Nacional de Saúde Mental na perspectiva intersetorial. 
o Exigir a efetiva implantação do “Programa de Volta para Casa”. 
 
 Amarante (2007) menciona quatro dimensões fundamentais, que devem estar entrelaçadas para que seja 
possível avançar neste processo da Reforma Psiquiátrica: 
• A Dimensão Teórico-Conceitual epistemológica diz respeito à produção de conhecimentos que fundamentam e 
autorizam o saber/fazer profissional nesse campo. 
• Na Dimensão Técnico-Assistencial a oferta de serviços deve ser adequada a essa compreensão acerca do 
sujeito que sofre. Os serviços devem ser dispositivos estratégicos, lugares de acolhimento, de cuidado e de 
trocas sociais, capazes de sustentar a inserção social. 
• A Dimensão Jurídico-Política, segundo Amarante (2009), trata da redefinição das relações sociais e civis em 
termos de cidadania e de direitos humanos. Materializa-se, portanto, pela construção de um arcabouço jurídico 
e normativo, composto por leis e portarias para garantir sustentabilidade legal às proposições da Reforma 
Psiquiátrica no Brasil. 
• A Dimensão Sociocultural, por sua vez, é aquela que se ocupa da mudança em relação às representações 
sociais sobre a loucura e o louco. Em particular aquelas que dizem respeito aos estigmas de periculosidade, 
improdutividade e irracionalidade atribuídas aos sujeitos, como se fossem predicados “naturais” da doença 
mental. 
 
 
 
PARTE II – Rede de Atenção Psicossocial – RAPS 
o Estudar o Item 3 - Rede de Atenção Psicossocial, início pag. 22. Referência: UNA-SUS/UFMA. Redes de 
Atenção à Saúde: rede de atenção psicossocial - RAPS. São Luís: EDUFMA; 2018. Disponível em: 
https://ares.unasus.gov.br/acervo/bitstream/ARES/10279/3/Rede%20de%20Aten%C3%A7%C3%A3o%20Psico
ssocial%20-%20RAPS.pdf . (EM ANEXO) 
 
 A Rede de Atenção Psicossocial é destinada às pessoas em sofrimento psíquico ou transtorno mental e com 
necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas no âmbito do Sistema Único de Saúde. Foi instituída 
pela Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011, republicada em 21 de maio de 2013 e revogada pela Portaria de 
Consolidação nº 3, de 28 de setembro de 2017, que trata da consolidação das normas sobre as redes do Sistema 
Único de Saúde . 
https://ares.unasus.gov.br/acervo/bitstream/ARES/10279/3/Rede%20de%20Aten%C3%A7%C3%A3o%20Psicossocial%20-%20RAPS.pdf
https://ares.unasus.gov.br/acervo/bitstream/ARES/10279/3/Rede%20de%20Aten%C3%A7%C3%A3o%20Psicossocial%20-%20RAPS.pdf
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 A Rede de Atenção Psicossocial 
foi disposta anteriormente pelo Decreto 
nº 7.508, de 28 de junho de 2011, que 
regulamenta a Lei nº 8.080 a fim de 
reorganizar o Sistema Único de Saúde, 
visto o seu planejamento em saúde, 
assistência à saúde e à articulação 
interfederativa. 
 
 
 
Segundo a Portaria de Consolidação nº 3/2017, são objetivos específicos da RAPS: 
• Promover cuidados em saúde especialmente para grupos mais vulneráveis (crianças, adolescentes, jovens, 
pessoas em situação de rua e populações indígenas). 
• Prevenir o consumo e a dependência de crack, álcool e outras drogas. 
• Reduzir danos provocados pelo consumo de crack, álcool e outras drogas. 
• Promover a reabilitação e a reinserção das pessoas com transtorno mental e com necessidades decorrentes 
do uso de crack, álcool e outras drogas na sociedade, por meio do acesso ao trabalho, renda e moradia 
solidária. 
• Promover mecanismos de formação permanente aos profissionais de saúde. 
• Desenvolver ações intersetoriais de prevenção e redução de danos em parceria com organizações 
governamentais e da sociedade civil. 
• Produzir e ofertar informações sobre direitos das pessoas, medidas de prevenção e cuidado e os serviços 
disponíveis na rede. 
• Regular e organizar as demandas e os fluxos assistenciais da Rede de Atenção Psicossocial. 
• Monitorar eavaliar a qualidade dos serviços por meio de indicadores de efetividade e resolutividade da 
atenção. 
 
Diretrizes para o seu funcionamento do RAPS: 
 
 
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Componentes do RAPS: 
 
 
 
PARTE III – Funções Psíquicas 
Funções Psíquicas: 
▪ Percepção ou Sensopercepção; 
▪ Pensamento (Conteúdo, Curso e Forma); 
▪ Orientação; 
▪ Memória; 
▪ Linguagem ou Fala; 
▪ Psicomotricidade; 
▪ Afeto; 
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▪ Humor; 
▪ Inteligência; 
▪ Atenção; 
▪ Consciência; 
▪ Insight / Julgamento. 
 
 
1. Percepção ou Sensopercepção: 
 Capacidade que desenvolvemos de formar uma síntese de todas as sensações e percepções que temos a 
cada momento. Para isso fazemos uso de todos os nossos sentidos. 
 Alucinação: quando há percepção clara e definida experimentada na ausência de estímulo sensorial: 
• Auditiva: ouvir ruídos ou sons na forma de vozes, variam desde uma voz conversando com o cliente, até entre 
2 ou + vozes sobre a pessoa; vozes de comando; pensamentos audíveis nos quais comentam o que ele está 
pensando; 
• Visual: lampejos de luz, figuras ou cenas elaboradas, pessoas (vivas ou mortas...); 
• Tátil: experiência de dor ou desconforto, espetadas, choques... 
• Gustativa: gosto de sangue, metálico! 
• Olfativa: odores como sangue, urina, fezes, odor de coisas podres... 
 Ilusão: percepção deformada de um estímulo sensorial real, na qual, os estímulos sensoriais são interpretados 
de maneira equivocada. O paciente geralmente vê pessoas, monstros, animais, entre outras coisas, a partir de 
estímulos visuais como móveis, roupas, objetos ou figuras penduradas nas paredes. 
 
2. Pensamento: 
 Processo pelo qual associamos e combinamos os conhecimentos que já adquirimos no mundo e chegamos a 
uma conclusão ou a nova ideia. Classificados de acordo com: 
• Produção (coerência e lógica) - modo como se reúne ideias e associações, lógico/ilógico. 
Alterações da produção: 
o Bloqueio - súbita interrupção no fluxo de pensamentos, antes da ideia ter sido completada. dificuldade 
de recordar. 
o Perseveração - dificuldade de mudar de um tema para outro, de se desvincular de uma ideia. 
o Tangencialidade - dificuldade de responder exatamente ao que foi perguntado. O indivíduo entende a 
pergunta e responde algo próximo ao tema. 
o Salada de palavras - mistura de palavras e frases que não apresenta um sentido compreensível ou 
coerência lógica. Extremo da desorganização. 
• Conteúdo (substância do pensamento) – refere-se ao que uma pessoa realmente está pensando: ideias, 
crenças, preocupações, ... O significado é expresso na comunicação. 
o Delírio - Ideias falsas acreditadas pela pessoa como reais. Desenvolve uma convicção extraordinária, 
uma certeza subjetiva absoluta sobre essa falsa realidade; não modifica essa convicção mesmo 
quando confrontada com argumentos objetivos e argumentos lógicos que a contradizem. 
▪ Delírio Persecutório – crença de estar sendo perseguido e enganado por inimigos imaginários. 
Às vezes a pessoa pode identifica-lo entre seu círculo familiar, social ou profissional. 
▪ Delírio de Grandeza – crença de que é alguém muito importante, rica, descendente de família 
nobre, grande inventor... 
▪ Delírio de Culpa – crença de ser responsável por atos que geram remorso e culpa. A pessoa 
se diz responsável por crimes, pecados terríveis, tragédias alheias e calamidades. 
▪ Delírio Místico – crença de que o sujeito é favorecido por um ser superior ou de que é um 
instrumento desse ser com a missão importante de salvar a humanidade. 
▪ Delírio Hipocondríaco – crença com a preocupação em grau extrema com a sua saúde, de 
estar acometida por doenças incuráveis, terríveis , porém sem comprovação orgânica. 
▪ Delírio de Ciúmes – crença da infidelidade do companheiro. Mantem vigilância continua, 
desconfia de qualquer pessoa e pesquisa peças intimas, lençóis... 
o Pobreza de discurso -quando não há diminuição da quantidade do discurso, mas o material produzido 
traz pouca informação. 
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o Obsessão - ideia ou impulso persistente e indesejado que não pode ser eliminado pela lógica ou 
raciocínios normais. 
• Curso (ritmo e velocidade) - fluxo de pensamento. pode apresentar aceleração ou lentificação. 
o Fuga de ideias - salto verbal de uma ideia para outra, antes que a ideia precedente tenha sido 
concluída. Ocorre perda da estrutura lógica do discurso, o indivíduo passa a fazer associações de 
palavras por semelhança sonora e baseadas em estímulos do meio. Ideias são fragmentadas. 
o Lentificação do pensamento - suceder lento de ideias, é a diminuição do pensamento. 
 
3. Orientação: 
• Autopsíquica (preservado/prejudicado) capacidade do indivíduo de estabelecer sua própria identidade 
pessoal – nome, idade, ocupação e relações de parentesco; 
• Alopsíquica (preservado/prejudicado) capacidade do indivíduo de estabelecer sua própria posição em 
relação ao tempo, espaço ou pessoas – reconhecer o ambiente em que se encontra, pessoas do seu relacionamento. 
 
4. Memória: 
 Capacidade, processo ou ato de recordar ou relembrar; capacidade de reproduzir o que foi aprendido ou 
vivenciado. 
• Memória imediata registrar e reproduzir informações em poucos segundos. 
• Memória recente fatos recentes acontecidos nos últimos dias, horas... 
• Memória remota eventos e fatos importantes de sua história pessoal e de acontecimentos públicos com data. 
Alterações quantitativas: 
• Amnésia: incapacidade total ou parcial de recordar experiências passadas. 
• Hipermnésia: Aumento da capacidade de recordação com riqueza de detalhes 
Alterações qualitativas: 
• Déjà vu: sensação de familiaridade diante de uma situação nova como se já houvesse vivenciado 
anteriormente. 
• Jamais vu: ausência da sensação de familiaridade diante de uma situação já vivenciada uma ou mais vezes. 
• Falso reconhecimento: Identificação de uma pessoa por outra, inclusive com troca de nome. 
 
5. Linguagem ou Fala: 
 Modo de comunicação que se caracteriza pelo uso de fonemas em combinação produzindo o conjunto de 
palavras de uma língua. pensamento reflete-se no discurso do indivíduo, sadio ou doente, e dependendo da 
adequação deste discurso é que se detectará alguma anormalidade. 
• Pressão de fala - fala rápida, acelerada e excitada. às vezes, excede a capacidade da musculatura vocal para 
a articulação, levando a uma fala atrapalhada e indistinta. de difícil interrupção. 
• Logorréia (taquilalia) - aumento da velocidade da fala. 
• Bradilalia - diminuição da velocidade da fala. 
• Mutismo ausência de discurso. 
 
6. Psicomotricidade: 
 Aspectos que incluem impulsos, motivações, desejos, vontades, instintos e anseios expressos pelo 
comportamento ou atividade motora do indivíduo 
• Compulsão impulso incontrolável para realizar um ato repetitivamente. 
• Estereotipia - repetição constante e quase mecânica de qualquer ação, desprovida de finalidade. 
• Lentificação Psicomotora: retardamento dos movimentos e pensamento. 
• Agitação Psicomotora: excessiva hiperatividade, geralmente improdutiva e em resposta a tensão interna. 
 
7. Afeto: 
 Expressão externa da resposta emocional, estado emocional vivenciado. Tom emocional visível. Pode ser 
observado através da expressão facial. Pode ser congruente ou incongruente com o humor. 
• Afeto adequado: variação na expressão facial, tom de voz e movimentos corporais. 
• Afeto constrito/restrito: redução na variação e intensidade de expressões. 
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• Afeto embotado: expressão da emoção mais reduzida ainda. 
• Afeto plano: não se encontra qualquer emoção, voz monótona, rosto imóvel. 
• Afeto inadequado: desarmonia entre o tom emocional e a ideia que o acompanha. 
 
8. Humor: 
 É definido como uma emoção abrangente e constante, que colore a percepção que a pessoa tem do mundo. 
Tom emocional persistente, percebido ao longo de uma linha contínua normal de triste a alegre. Relato sobre seu 
estado emocional preponderante e reflete sua situação de vida. 
 Alterações do humor: 
• Eutímico: faixa normal. 
• Disfórico: estado de ânimo desagradável.• Irritável: facilmente provocado até a raiva lábil. 
• Oscilações entre períodos de euforia e tristeza ou ansiedade. 
• Deprimido: sentimento patológico de tristeza. 
• Exaltado: ar de confiança e alegria, mais animado que o normal, mas não necessariamente patológico. 
• Euforia: intensa relação com sentimentos de grandeza. 
• Anedonia: perda do interesse e afastamento de todas as atividades regulares e prazerosas. 
 
9. Inteligência: 
 Capacidade para aprender e utilizar apropriadamente o que se aprendeu. Consiste na habilidade para pensar e 
agir racional e logicamente. Relacionada com o vocabulário, grau de instrução e conhecimentos gerais. 
 
10. Atenção: 
 É o direcionamento da consciência. Divide-se em: 
• Voluntária - implica a capacidade de dirigir a atenção (sondagem), selecionar o foco (seletividade), mantê-la 
(tenacidade) e alternar o foco (alternância). 
• Espontânea - reações aos estímulos externos, independentemente da vontade do indivíduo atraindo-o, pode 
estar aumentada ou diminuída. 
 
11. Consciência: 
 É a esfera psíquica que promove integração do indivíduo ao meio ambiente. Quando esta função psíquica está 
preservada, dizemos que a pessoa está lúcida, vigil ou consciente. A consciência pode sofrer alterações quantitativas e 
qualitativas. 
• Vígil (desperto, alerta); 
• Hipervigilância (estímulos ambientais aumentados acompanhados de ansiedade e hiperatividade); 
• Lúcido; 
• Obnubilação (sonolência, reação incompleta aos estímulos); 
• Sonolência ou letargia (encontra-se dormindo, desperta com estímulo, alopsíquica e autopsíquica preservado); 
• Estupor ou torpor (só desperta com estímulos dolorosos intensos e cessada a estimulação volta ao estado de 
inconsciência, pode manter os olhos abertos e seguir com movimentos oculares objetos externos e/ou 
apresenta respostas com sons incompreensíveis); 
• Delirium ou estado confusional agudo (desencadeada por condições orgânicas – intoxicação, quadros 
infecciosos, distúrbios circulatórios e do SNC – rebaixamento da consciência do leve ao moderado 
acompanhado de desorientação, ansiedade, ilusões, alucinações, agitação ou lentificação motora); 
• Coma; 
• Estados crepusculares e transe (estreitamento do campo da consciência e dissociação, conservando-se 
alguma atividade psicomotora que permite atos automáticos). 
 
12. Insight / Juízo crítico 
 Grau de conscientização e compreensão do indivíduo que está doente. 
• Negação completa da doença. 
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• Ligeira conscientização acerca do adoecimento. Consciência de estar doente, culpabilizando as pessoas ao 
redor. 
 
 
PARTE IV – Exame Psíquico 
Exame Psíquico 
 Estudo dos fenômenos psíquicos expressados, comunicáveis e dotados de algum significado. 
 O objeto de estudo são os produtos mentais normais e anormais que ocorrem no indivíduo. 
Descrição geral: 
• Aparência: é a impressão geral transmitida ao examinador (estado geral de saúde e nutrição, idade aparente, 
postura, marcha, modos olhar, dilatação ou constrição das pupilas, expressão facial, vestuário (incluir 
acessórios e maquiagem), higiene, corte de cabelo, barba, uso de piercings e/ou tatuagens. 
• Comportamento: adequação ou inadequação ao ambiente, atitudes para com o examinador por exemplo: 
movimentos corporais excessivos ou reduzidos. 
• Atitude: postura ativa e colaborativa, respondendo às perguntas adequadamente ou ignorar intencionalmente 
as questões e solicitações do examinador (negativismo ativo), ou o farão por se encontrarem alheios ao que 
lhes é pedido ou perguntado (negativismo passivo). 
• Obs.: o contato com o examinador é sempre uma impressão subjetiva. Cabe ao examinador não julgar os 
clientes. É importante frisar quanto ao comportamento e a atitude, postura do examinador. 
 
Realização do Exame Psíquico: 
• Técnicas de avaliação: perguntas claras e simples. 
• Modo coerente e esquematizado, nunca interrogatório. 
• Ideação suicida e ou homicida abordadas diretamente, sendo necessário questionar tentativas anteriores, 
verificação de avaliação de planos, disponibilidade de sistemas de suporte. 
• Iniciar o exame através da observação de comportamento, como descrever a aparência e comportamento, 
quanto a psicomotricidade verificar o grau de movimentação, se há dificuldades com os movimentos em si, 
avaliar grau de consciência. 
• Questionar “onde você está hoje?”, “que dia é hoje?” Para avaliar a orientação. 
• Durante a interação com o cliente observar tom de voz, velocidade da fala, se há respostas monossilábicas, 
momentos de silêncio. Através da linguagem conferir se o cliente expressa suas ideias com clareza e a 
ocorrência de mudança de assuntos, não contestar as crenças delirantes. 
• Perguntar se o cliente ouve ou vê coisas não compartilhadas por outras pessoas presentes no mesmo 
ambiente. Manter a atenção aos sinais indiretos de alucinação como solilóquios. 
• A afetividade (humor e afeto) é avaliada a partir dos sentimentos frente aos relatos. 
• O cliente mantém-se atento durante a entrevista ou qualquer interferência o atrai e apresenta dificuldade em 
retornar. 
• Indagar sobre a recordação dos eventos das últimas 24 horas para avaliar a memória recente. 
• Constatar o que o cliente pensa sobre a situação atual, por exemplo, a sua compreensão em estar frente a um 
(a) enfermeiro (a). 
• Averiguar o estado de ânimo e de energia para a execução das atividades de vida diária. 
 
 
PARTE V – Recursos Terapêuticos na Enfermagem em Saúde Mental 
Comunicação Terapêutica: 
▪ Processo de transmitir e receber mensagens; 
▪ Finalidades básicas: entender o mundo, relacionar-se com os outros e transformar a si mesmo e a realidade. 
▪ Comunicação verbal: refere-se às palavras expressas por meio da fala ou escrita; 
▪ Comunicação não verbal: não está associada às palavras e o corre por meio de gestos, silêncio, expressões 
faciais, postura corporal, etc... 
 
11 
 
 Contexto em que está ocorrendo a interação: 
o Interlocutores: emissor é receptor e receptor é emissor; 
o Mensagem: informações ou emoções que queremos passar 
 
 A comunicação terapêutica: 
▪ Escuta é a base de toda a comunicação terapêutica. 
▪ Na interação verbal com alguém estamos tentando basicamente nos expressar (transmitir), clarificar um fato 
(entender um raciocínio, um comportamento que esteja acontecendo naquele momento), e validar a 
compreensão de algo (verificar se a compreensão está correta e se nós fizemos entender). 
1. Expressão: 
▪ Ouvir reflexivamente: Precisamos refletir e entender a mensagem do cliente. Vital para interação com o cliente, 
evitar conclusões prematuras. 
▪ Permanecer em silêncio: em determinadas situações; deixar o cliente elaborar suas respostas após refletir 
sobre as perguntas. Incomoda-nos, mas em determinadas situações devemos permanecer em silêncio para 
estimular o cliente a falar. 
▪ Usa frases incompletas: estimular o cliente a completar o que iniciou; estimulá-lo a terminar a frase. 
▪ Fazer perguntas: em termos claros, acessível a compreensão do cliente, aguardar a resposta. Evitar perguntas 
que dê margens a respostas monossilábicas. 
▪ Devolver a pergunta feita: podemos transmitir através da devolução da pergunta que queremos a opinião do 
cliente, o foco de atenção é o cliente, contar assuntos pessoais pode dificultar a interação. 
▪ Verbalizar dúvidas: com muito tato e bom senso. 
▪ Dizer “não”: requer habilidade e coerência. 
2. Silêncio: 
▪ Não é uma atividade fácil de realizar; 
▪ Pode transmitir apoio, compreensão e aceitação; 
▪ Dá tempo ao cliente de pensar e obter insights. 
3. Como verbalizar aceitação: 
▪ Chamar pelo nome (engloba respeito); 
▪ Aceitá-lo como pessoa; 
▪ Aceitar o ser humano doente, não o comportamento que vai contra as normas sociais. 
4. Clarificação: 
▪ Estimular comparações; 
▪ Solicitar que esclareça termos incomuns que às vezes pode ser comum para o linguajar deles, não para o 
nosso; 
▪ Ajuda a esclarecer as informações dadas; 
▪ Solicitar que precise o agente da ação; 
▪ Descreveros eventos em sequência lógica; 
5. Validação: 
▪ Ajudar o cliente a estabelecer um significado das mensagens expressas por ele; 
▪ Repetir a mensagem do cliente; 
▪ Pedir para repetir o que foi dito; 
▪ Sumarizar o que foi dito na interação. 
 
Recursos Terapêuticos: 
 O enfermeiro conta com sua competência em comunicação humana e terapêutica para ajudar a pessoa que 
vivencia a situação de doença mental a descrever e esclarecer sua experiência, seus pensamentos e sentimentos para 
validação e compreensão da descrição realizada. Nessa operação, é preciso valer-se da competência em comunicação 
humana e em estratégias de comunicação terapêutica e de sua aplicação no processo de enfermagem, procurando 
maximizar a parte sadia da pessoa, valorizando seu potencial e suas possibilidades. 
 
• Estratégias para comunicação: 
o Manter aparência tranquila; 
o Baixo tom de voz; 
12 
 
o Demonstrar respeito e apoio pelo paciente; 
o Escute o paciente; 
o Fale sem críticas; 
o Minimizar estímulos; 
o Estabelecimento de limites. 
 
• Avaliar os objetos no ambiente terp~eutico 
o Dispositivos – banheiros e consultórios; 
o Distância – mesa, porta; 
o Objetos – pérfuro-cortantes, pontiagudos; 
o Vidro inquebrável – blindado, duplo; 
o Pertences pessoais: sacos plásticos, vidros... 
o Chuveiros – embutidos, curvos; 
o Ruídos. 
 
 
PARTE VI – Emergências Psiquiátricas 
Emergências Psiquiátricas: 
o Cerca de 10% de todos os atendimentos de emergência em um hospital geral ou pronto socorro, são 
diagnosticados como sendo emergências psiquiátricas. 
o Mais comuns são: suicídio, comportamento agressivo, episódios maníacos, episódios depressivos, 
esquizofrenia paranóide, alcoolismo, dependência química. 
o Situações de Emergência são aquelas que envolvem risco de vida ou risco social grave, necessitando de 
intervenções imediatas (tempo medido em minutos ou horas). 
o Situações de Urgência envolvem riscos menores, necessitando de intervenção em curto prazo (tempo 
medido em dias ou semanas) Situações eletivas são aquelas em que a rapidez da intervenção não é um 
critério essencialmente importante. 
 
Classificação das Situações: 
o Emergência – 1. Delirium Tremens; 2. Comportamento violento; 3. Toxicidade por drogas; 4. 
Comportamento suicida; 
o Urgência - 1. Comportamento bizarro; 2. Agitação; 3. Embriaguez; 4. Avaliação de internações. 
o Eletivas - 1. Distúrbios situacionais (familiar, trabalho); 2. Ansiedade leve ou moderada; 3.“Somente 
quero falar”; 4. Questões sobre medicação ou desejo de receitas ou informações acerca de efe itos 
colaterais; 5. Pacientes conhecidos, necessitando de suporte e contínuo envolvimento em programas 
de trabalho comunitário. 
 
AGRESSIVIDADE: 
• Comportamento visando ameaçar ou ferir a segurança ou autoestima da vítima. 
• Significa “ir contra”, “agredir” ou “atacar”. 
• Resposta que visa infligir dor ou uma lesão a objetos ou pessoas. 
• Quer os danos sejam causados por palavras, punhos ou armas. 
• Comunicada de maneira assertiva, pode promover a resolução de conflitos. 
• Pode ser destrutiva se for descarregada contra um objeto ou indivíduo não relacionados ao verdadeiro alvo da 
raiva. 
 
Observação da Agressividade: 
o Comportamentos agressivos leves, moderados, graves (ameaças de violência física a outros) ou extremos 
(atos físicos de violência contra outros). 
o Sarcasmo. 
o Ameaças verbais ou físicas. 
o Comentários de menosprezo. 
13 
 
o Mudança no tom de voz (elevada ou oscilante; rápida ou hesitante). 
o Andar de um lado para o outro. 
o Jogar para o alto ou golpear objetos ou pessoas. 
o Ideação homicida. 
o Aumento da irritabilidade. 
o Raiva desproporcional a um evento. 
 
Observação da raiva: 
o Franzir o cenho; 
o Ranger de dentes; 
o Punhos cerrados; 
o Face ruborizada; 
o Andar de um lado para o outro; 
o Mudança no tom de voz (mais baixa, com palavras ditas entre dentes cerrados ou gritos e alto tom de voz). 
 
Comportamentos que são fatores de risco de violência: 
o Bater portas e em mesas; 
o Postura tensa; 
o Dentes e punhos cerrados; 
o Fazer exigências, discutir; 
o Falar numa voz rápida e mais alta; 
o Desafiar e ameaçar a equipe. 
 
 
Estratégias para prevenção de comportamento agressivo: 
a) COMUNICAÇÃO 
o Manter aparência tranquila; 
o Baixo tom de voz; 
o Demonstrar respeito pelo paciente; 
o Escute o paciente; 
o Fale sem críticas; 
o Minimizar estímulos; 
o Estabelecimento de limites. 
 Avaliar os objetos no ambiente 
o Dispositivos – banheiros e consultórios; 
o Distância – mesa, porta; 
o Objetos – perfurocortantes, pontiagudos; 
o Vidro inquebrável – blindado, duplo; 
o Pertences pessoais: sacos plásticos, vidros... 
o Chuveiros – embutidos, curvos; 
o Ruídos. 
 
b) CONTENÇÃO 
 Tipos: 
1. Contenção verbal/pela comunicação 
2. Contenção do espaço 
3. Contenção mecânica/física 
4. Contenção química 
 
1. Contenção verbal: 
• Tom de voz baixo e suave, demonstração de compreensão, não olhar fixamente nos olhos; 
• Canal de comunicação aberto; 
• Impor limites; 
14 
 
• SEMPRE atenção aos próprios sentimentos! 
 
2. Contenção do espaço: 
• Compromisso com o paciente; 
• Vínculo; 
• Contrato; 
• Atenção as condições do espaço. 
 
3. Contenção mecânica: 
• Usada como estabelecimento de limites é uma ação terapêutica, na medida em que o profissional com 
competência e critérios limita às manifestações de comportamento de outra pessoa. 
 Procedimentos: 
▪ 5 pessoas da equipe devem se aproximar simultaneamente do cliente, uma para cada membro do 
corpo e uma para segurar a cabeça e proceder à contenção no leito com faixas e material apropriado. 
▪ A equipe deve ser treinada para a contenção, de modo a agir coordenadamente e da maneira mais 
calma e silenciosa possível. 
▪ Apenas 1 pessoa deve falar, explicando o procedimento ao cliente e pedindo sua colaboração, mesmo 
que esse aparente não estar compreendendo o que ocorre ou não queira colaborar. 
▪ Cada membro é preso à maca por faixas especiais; um lençol pode ser usado para restringir o tronco, 
s/n, como alças de uma mochila (nunca sobre o peito, restringindo os movimentos respiratórios). 
▪ Se o cliente cuspir, um lençol sobre parte do rosto deverá ser o suficiente. 
▪ O cliente contido deve ser reavaliado pelo médico num intervalo máximo de 1 hora para se determinar 
a continuidade ou não da contenção. 
 Cuidados de Enfermagem: 
▪ Explicar o procedimento ao cliente e familiares. 
▪ Monitorar condição da pele nos locais de contenção. 
▪ Monitorar cor, temperatura e sensação frequentemente nas extremidades contidas. 
▪ Posicionar o cliente para evitar aspiração e ruptura da pele. 
▪ Ajudar quanto as necessidades humanas básicas (nutrição, excreção, ...). 
▪ Retirar contenções gradualmente. 
▪ Documentar no prontuário o motivo da intervenção, a condição física do cliente e os cuidados de 
enfermagem oferecidos e a razão do término da intervenção. 
 
4. Contenção química: 
• Procedimento que utiliza medicamentos com o objetivo de diminuir o grau de agitação e de ansiedade 
de pacientes com sintomas psicóticos; 
• Uso é extremamente frequente, modalidade aceita socialmente. “sossega-leão”; 
• O procedimento-padrão consiste em administrar um antipsicótico de alta potência como o haloperidol, 
na dose de 5 mg a 10 mg por via IM que tem rápida absorção e independe de colaboração do cliente; 
• O procedimento pode ser repetido a cada 30 a 60 min, até o controle dos sintomas de hiperexcitação, 
hiperatividade ou agressividade; 
• A maioria dos clientes responde a uma dose de 10 mg a 20 mg e não se recomenda que se ultrapasse 
os 50 mg/dia; 
• Em face dos riscos de eventos adversos (EA) extrapiramidais, deve-se usar a menor dose necessária. 
Os principais EA como acatisia e distonia aguda devem ser tratados com antiparkinsonianos como 
biperideno de 2 mg a 5 mg por VO ou IM; 
• Um regime eficaz e cada vez mais usado no Brasil consiste na associação do neuroléptico a um 
benzodiazepínico de ação rápida epotente, como por exemplo o midazolan, na dose de 5 mg a 15 mg 
por via IM, ou 15 mg por VO; 
• Outra consideração importante é que o diazepam (algumas drogas) tem absorção errática pela via IM, 
devendo-se dar preferência para a administração VO ou EV. Obs.: Diazepam IM de preferência no 
deltoide onde a absorção é mais rápida e completa. Músculo mais vascular que o tecido subcutâneo; 
15 
 
• Clientes com transtornos psicóticos, podem se beneficiar do acetato de zuclopentixol, um neuroléptico 
com ação sedante na forma de uma solução oleosa de liberação lenta, cuja ação inicia-se de 2 a 3 
horas após o início do tratamento e dura até 3 dias. Utiliza-se uma ampola de 50 mg/1 ml, IM. 
 
Questões Ético-Legais 
▪ Resolução CFM nº 1.598/00 - Normatiza o atendimento médico a pacientes portadores de transtorno 
mental. Art. 11 – Um paciente em tratamento em estabelecimento psiquiátrico só deve ser submetido à 
contenção física por prescrição médica, devendo ser diretamente acompanhado, por um auxiliar do 
corpo de enfermagem durante todo o tempo que estiver contido. 
▪ De acordo com o Código Penal, constitui crimes de maus tratos (art. 135) “expor a perigo a vida ou 
saúde da pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância para fim de educação, ensino, tratamento 
ou custódia, quer privando-a de alimentos ou de cuidados indispensáveis,...” Código de Ética dos 
Profissionais de Enfermagem proíbe “provocar, cooperar ou ser conivente com maus tratos” (art. 52). 
 
 
PARTE VII – Assistência de Enfermagem Relativa ao Uso de Psicofármacos 
CONSULTA DE ENFERMAGEM 
 Considerar: 
o Histórico de enfermagem – anamnese e semiologia (exame físico e psíquico, observando o comportamento do 
cliente, dados fisiológicos básicos, condições gerais e queixas). 
o Dados relativos às vontades rechaçadas, transtornos convulsivos, doenças prévias (renais, cardíacas, 
hepáticas), em função das alterações que podem surgir a partir do uso dos medicamentos. 
o Qualidade do tratamento farmacológico, indicações, contraindicações, efeitos colaterais, interações 
medicamentosas e tempo de uso dos medicamentos. 
o Valores e perspectivas do cliente e família em relação à doença e ao tratamento. 
o Paciente envolvido em sua segurança. 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM – ANSIOLÍTICOS 
 Orientar cliente e familiares quanto: 
• ganho de peso, erupção cutânea, prejuízo na função sexual e irregularidade menstrual são decorrentes do 
tratamento e são passageiros. 
• a possibilidade de o cliente apresentar problemas de memória após a ingestão do medicamento. Fato que 
poderá impossibilitá-lo a não relatar a ocorrência dos efeitos colaterais. 
• a amnésia dos fatos ocorridos, que desaparece ou diminui após os primeiros dias de tratamento. 
• a possibilidade de supressão ou ingestão de medicamento em doses maiores. Uma das medidas para evitar 
que isso aconteça é uso de quadro semanal de medicação. 
• quanto ao uso de bebidas à base de cafeína, pois podem diminuir o efeito ansiolítico da droga. 
• a inspeção da integridade física a fim de evitar lesões, contusões e queimaduras, em função da diminuição da 
sensibilidade. 
• a não interrupção brusca do tratamento, pois pode resultar em sintomas compatíveis com síndrome da 
abstinência. 
• aos sinais e sintomas de tolerância que pode resultar na diminuição das horas de sono e, consequente 
necessidade de aumento da dose. 
• a possibilidade de sonolência que pode impossibilitar o manejo seguro de máquinas e veículos. 
• aos sinais e sintomas de superdosagem do medicamento (cansaço, apatia, retardo motor, distúrbios da 
articulação verbal e coordenação e diplopia). 
• aos efeitos teratogênicos de ansiolíticos. 
• aos sinais e sintomas de abstinência no recém-nascido (dificuldade de sucção e hipotonia). 
• a potencialização da droga pelo uso de bebidas alcoólicas, aumentando o risco de depressão do Sistema 
Nervoso Central. 
• ao intervalo de ingestão de ansiolítico e alimentação. O ideal é respeitar intervalo de 2 horas. 
16 
 
• Exemplos: Alprazolam; Diazepam; Bromazepam; Clonazepam; Lorazepam; Midazolam; Nitrazepam entre 
outros. 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM - ANTIPSICÓTICOS 
 Orientar cliente e familiares que: 
• há possibilidade de ocorrência de fotossensibilidade. À exposição direta ao sol a pele e olhos deverão ser 
protegidos. 
• há possibilidade de ocorrência de agranulocitose (mal-estar, hipertermia, lesões na mucosa bucal e trato 
respiratório superior) pelo uso de Clozapina. Monitorar os resultados de exame de sangue laboratorial 
semanalmente. 
• poderá ocorrer manifestações de acatisia (tremor muscular e agitação) e discinesia tardia (estereotipados, 
involuntários e bizarros da face, orolingual e membros), sendo necessário comunicar a equipe de saúde com 
urgência. 
• aos sinais e sintomas de síndrome neuroléptica maligna (intenso parkinsonismo, flutuação da pressão arterial, 
rigidez muscular, febre alta, alteração da consciência, convulsões), sendo necessário comunicar a equipe de 
saúde com urgência. 
• a possibilidade de disfunção gástrica que exige a ingestão durante ou logo após as refeições. 
• a ocorrência de xerostomia. Higiene oral recomendada várias vezes ao dia. 
• a possibilidade de constipação intestinal. Recomendar acompanhamento nutricional. 
• a importância da cessação do tabagismo, pois a nicotina interfere na farmacodinâmica de Clozapina. 
• a presença de edema de membros em função da retenção urinária. Elevação de membros inferiores e usos de 
meias de compressão são recomendados. 
• a ocorrência de hipotensão ortostática. Ao acordar, não se levantar de forma brusca. 
• aos tremores nas mãos que podem ser agravados com uso de cafeína e tendem a reduzir com o passar do 
tempo. 
• Exemplos: asenapina; clozapina; iloperidona; lurasidona; olanzapina; quetiapina; risperidona e ziprasidona. 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM - ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS 
 Orientar cliente e familiares quanto: 
• a adesão ao tratamento, considerando que é prolongado e os efeitos desejados podem surgir após 2 a 3 
semanas. 
• ao risco de suicídio após início do efeito terapêutico. 
• a possibilidade de ocorrência de fotossensibilidade. À exposição direta ao sol a pele e olhos deverão ser 
protegidos. 
• Exemplos: imipramin; desipramina; amitriptilina; nortriptilin; clomipramina. 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM - ANTIDEPRESSIVOS ISRS (Inibidores seletivos de recaptação de serotonina) / 
ISRNS (inibidor seletivo de recaptação de serotonina e noradrenalina) 
 Orientar cliente e familiares quanto: 
• a possibilidade de disfunção sexual com retardo ejaculatório e diminuição da libido em mulheres. 
• a importância da adesão ao tratamento, pois a interrupção brusca pois pode causar síndrome de abstinência 
(tonturas, fraqueza, náusea, cefaleia e ansiedade). 
• a ocorrência de sangramento, equimoses e petéquias. 
• as reações indicativas de síndrome serotoninérgica (confusão metal, agitação, diarreia, febre, alterações da 
pressão arterial, náuseas, vômitos, incoordenação motora e tremores) que podem ocorrer durante trocas e 
associações de medicamentos antidepressivos. 
• Exemplos de ISRS: citalopram; escitalopram; fluoxetina; fluvoxamina; paroxetina; sertralina e vilazodona. 
• Exemplos de ISRNS: desvenlafaxina; duloxetina; levomilnaciprano; venlafaxina e vortioxetina. 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM - ANTIDEPRESSIVOS IMAO (inibidores da monoaminoxidase) 
 Orientar cliente e familiares quanto: 
17 
 
• ao uso de alimentos (queijos, embutidos, frutas enlatadas, vinho tinto, cerveja) que contém tiramina, pois 
podem desencadear crises hipertensivas. 
• possibilidade de hipoglicemia em pessoas com diabetes sob uso de insulina. 
• a ocorrência de hipotensão ortostática. Ao acordar, não se levantar de forma brusca. 
• a possibilidade de edema em pés e tornozelos. 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM - ESTABILIZADORES DO HUMOR 
Carbonato de Lítio 
 Orientar cliente e familiares quanto: 
o aos sinais e sintomas indicativosde toxicidade ao lítio (diarreia, vômitos, náuseas, visão turva, fraqueza). 
Advém daí a necessidade do controle periódico da dosagem do lítio no sangue. 
o as comorbidades relacionadas ao uso do lítio. Realizar a coleta de sangue entre 10 a 12 horas da ingestão da 
última dose de lítio. Certificar-se que nenhuma dose de lítio deixou de ser ministrada nos últimos dias. 
o aos tremores nas mãos que podem ser agravados com uso de cafeína e tendem a reduzir com o passar do 
tempo. 
o a ocorrência de poliúria e polidipsia que são efeitos colaterais esperados. Manter a ingesta hídrica equivalente 
a 3 litros por dia em adultos. 
o ganho de peso. Realizar acompanhamento multiprofissional. 
o ao acompanhamento profissional para prática de exercícios físicos e dieta. 
o aos efeitos teratogênicos do lítio. 
 
Valproato 
 Orientar cliente e familiares quanto: 
o a ocorrência de anorexia, icterícia, náuseas e diarreia que são efeitos colaterais que indicam possibilidade de 
hepatotoxicidade. 
o aos efeitos teratogênicos. 
 
Carbamazepina 
 Orientar cliente e familiares quanto: 
o as comorbidades (agranulocitose, anemia e hepatite) relacionadas ao uso de carbamazepina. Realizar a coleta 
de sangue para hemograma a cada 2 semanas nos primeiros 2 meses de tratamento. 
 
CONSIDERAÇÕES PARA A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
o O manejo de clientes que usam psicofármacos depende de práticas multiprofissionais, da autonomia do sujeito 
e de suporte familiar. 
o Acredita-se na interpretação extensiva sobre Segurança do Paciente, pois uma vez se apropriando dos 
conhecimentos e compartilhando convicções, cliente promove a (auto)assistência segura, tornando-se 
independente e resolutivo no seu tratamento. 
o Neste sentido, a Assistência de Enfermagem pode possibilitar o convencimento do indivíduo das suas 
potencialidades e de sua autonomia. 
o Para tanto é necessário compartilhar convicções de teóricos de Enfermagem para abolir os graus de 
dependência do sujeito em relação à Assistência de Enfermagem. 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CONSULTADAS: 
PARTE I – Reforma Psiquiátrica e Política de Atenção Integral à Saúde Mental 
o Capítulo 5 - Serviços de atendimento em saúde mental e psiquiatria, início página 77. Acesso pelo AVA, Minha Biblioteca. Referência: 
FUKUDA, Ilza Marlene K.; STEFANELLI, Maguida C.; ARANTES, Evalda C. Enfermagem psiquiátrica em suas dimensões 
assistenciais. São Paulo: Editora Manole, 2017. E-book. ISBN 9788520455326. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/ . Acesso em: 13 set. 2024. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/
18 
 
PARTE III – Funções Psíquicas 
o Capítulo 8 - Funções psíquicas – psicopatologia, início página 124. Acesso pelo AVA, Minha Biblioteca. Referência: FUKUDA, Ilza 
Marlene K.; STEFANELLI, Maguida C.; ARANTES, Evalda C. Enfermagem psiquiátrica em suas dimensões assistenciais. São Paulo: 
Editora Manole, 2017. E-book. ISBN 9788520455326. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/ . Acesso em: 13 set. 2024. 
PARTE IV – Exame Psíquico 
o Capítulo 9 - Padrões de assistência de enfermagem e o processo de enfermagem em saúde mental e psiquiátrica, início página 147. 
Acesso pelo AVA, Minha Biblioteca. Referência: FUKUDA, Ilza Marlene K.; STEFANELLI, Maguida C.; ARANTES, Evalda C. 
Enfermagem psiquiátrica em suas dimensões assistenciais. São Paulo: Editora Manole, 2017. E-book. ISBN 9788520455326. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/ . Acesso em: 13 set. 2024. 
PARTE V – Recursos Terapêuticos na Enfermagem em Saúde Mental 
o Capítulo 19 - Estratégias de comunicação terapêutica, início página 346. Acesso pelo AVA, Minha Biblioteca. Referência: FUKUDA, 
Ilza Marlene K.; STEFANELLI, Maguida C.; ARANTES, Evalda C. Enfermagem psiquiátrica em suas dimensões assistenciais. São 
Paulo: Editora Manole, 2017. E-book. ISBN 9788520455326. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/ . Acesso em: 13 set. 2024. 
o Capítulo 22 - Recursos terapêuticos na enfermagem em saúde mental e psiquiátrica, início página 401. Acesso pelo AVA, Minha 
Biblioteca. Referência: FUKUDA, Ilza Marlene K.; STEFANELLI, Maguida C.; ARANTES, Evalda C. Enfermagem psiquiátrica em suas 
dimensões assistenciais. São Paulo: Editora Manole, 2017. E-book. ISBN 9788520455326. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/ . Acesso em: 13 set. 2024. 
PARTE VI – Emergências Psiquiátricas 
o Capítulo 35 - O enfermeiro em emergência psiquiátrica: intervenção em crise, início página 609. Acesso pelo AVA , Minha Biblioteca. 
Referência: FUKUDA, Ilza Marlene K.; STEFANELLI, Maguida C.; ARANTES, Evalda C. Enfermagem psiquiátrica em suas 
dimensões assistenciais. São Paulo: Editora Manole, 2017. E-book. ISBN 9788520455326. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/ . Acesso em: 13 set. 2024. 
o Estudar o Capítulo 36 - O enfermeiro no serviço de emergência psiquiátrica: situações específicas, início página 622. Acesso pelo 
AVA , Minha Biblioteca. Referência: FUKUDA, Ilza Marlene K.; STEFANELLI, Maguida C.; ARANTES, Evalda C. Enfermagem 
psiquiátrica em suas dimensões assistenciais. São Paulo: Editora Manole, 2017. E-book. ISBN 9788520455326. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/ . Acesso em: 13 set. 2024. 
PARTE VII – Assistência de Enfermagem Relativa ao Uso de Psicofármacos 
o Capítulo 36 - O enfermeiro no serviço de emergência psiquiátrica: situações específicas, início página 622. Acesso pelo AVA, Minha 
Biblioteca. Referência: FUKUDA, Ilza Marlene K.; STEFANELLI, Maguida C.; ARANTES, Evalda C. Enfermagem psiquiátrica em suas 
dimensões assistenciais. São Paulo: Editora Manole, 2017. E-book. ISBN 9788520455326. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/ . Acesso em: 13 set. 2024. 
 
 
 
 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455326/
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