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O CONTROLE INTERNO NA 
PRÁTICA
Marcio José Assumpção, Msc. 
Marcio.assumpcao@up.com.br
1
2
Dez Mandamentos do Bom Administrador
Público (Tribunal de Contas da União)
1 – Planeje
2 – Cumpra o planejado
3 – Cumpra a lei
4 – Seja prudente
5 – Aprenda com a experiência
6 – Seja transparente
7 – Documente seus atos
8 – Mantenha assessoria técnica competente
9 – Seja eficiente e eficaz
10 – Seja ético – tenha sempre em vista o
interesse público; sem isso, todos os demais
mandamentos não têm sentido.
3
Art. 70. A fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial da União e das entidades da
administração direta e indireta, quanto à
legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação das subvenções e renúncia de
receitas, será exercida pelo Congresso
Nacional, mediante controle externo, e
pelo sistema de controle interno de cada
Poder.
4
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário
manterão, de forma integrada, sistema de controle
interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano
plurianual, a execução dos programas de governo e dos
orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados,
quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária,
financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da
administração federal, bem como da aplicação de
recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e
garantias, bem como dos direitos e haveres da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão
institucional.
Controle Interno – Evolução
Primeira 
geração
• Foco na comprovação e verificação de cifras e suportes 
contábeis. Papel único de revisão.
Segunda 
geração
• Foco é avaliação de controles internos como meio para definir o 
alcance e a extensão dos testes de auditoria. 
• Sua influência é tal, que constitui a segunda norma de auditoria 
relativa a execução dos trabalhos de campo.
Terceira 
geração
• O controle interno atual focaliza a mitigação de riscos para o 
alcance de objetivos institucionais. 
• COSO e SOX são os principais referenciais.
5
Controle Interno - Evolução
Antes a visão era
de que controle
interno tinha por
objetivo precípuo o
combate às fraudes
Agora a perspectiva é de que
o sistema de controle interno
é um instrumento essencial
da gestão para propiciar uma
razoável margem de garantia
de que os objetivos e metas
da entidade serão atingidos
de maneira eficaz, eficiente e
com a necessária
economicidade
6
Controle Interno - Evolução
• A preocupação era com o risco de a 
auditoria (risco de detecção) concluir 
pela inexistência de erro ou 
irregularidade relevante 
• Avaliava-se o risco inerente e o risco 
de controle dos principais ciclos 
operacionais para calibrar os testes 
de auditoria (mitigar o risco de 
detecção)
• Tinha por objetivo determinar o grau 
de confiança nos controles daquelas 
operações que poderiam impactar os 
saldos das demonstrações contábeis
Antes 
instrumento 
do auditor
7
Controle Interno - Evolução
• Obrigatoriedade de ter objetivos e metas
claramente definidos e comunicados
• Obrigatoriedade de ter procedimentos de
controle estabelecidos e documentados
para garantir, com razoável certeza, que
esses objetivos e metas serão atingidos
• Tais controles devem ser implementados
a partir de uma análise, também
documentada, dos eventos de risco
relacionados a cada um desses objetivos
e metas (gestão de riscos)
Agora 
instrumento 
do gestor
8
Por que controles 
internos são 
importantes?
Operações
• Promove eficiência e 
efetividade das 
operações por meio de 
processos 
padronizados
• Assegura salvaguarda 
de ativos por meio de 
atividades de controle
Accountability
• Promove integridade 
dos dados usados na 
tomada de decisões 
de negócio
• Auxilia na prevenção 
e detecção de fraudes 
por meio da criação 
de um rastro auditável 
de evidências
Conformidade
• Ajuda a manter 
a conformidade 
com leis e 
regulamentos 
por meio de 
monitoramento 
contínuo
9
10
Gestão Pública.....
Como é... Como deveria ser...
Categorias de 
objetivos
Componentes 
(meios)
Objetos de 
Controle
Componentes do COSO
11
Atividade de Controle
Trata das ações que permitem a redução
ou administração dos riscos identificados,
desde que executadas tempestivamente e
de maneira adequada. As atividades de
controle podem ser classificadas como de
prevenção ou de detecção.
12
Atividade de Controle
Normatização Interna: é a definição formal das
regras internas necessárias ao funcionamento da
entidade. Estas devem ser de fácil acesso para
os funcionários da organização e devem definir
responsabilidades, políticas corporativas, fluxos
operacionais, funções e procedimentos
13
Monitoramento
Avalia o bom funcionamento dos controles
internos ao longo do tempo. Isto é feito por
meio do acompanhamento contínuo das
atividades, de inspeções periódicas in loco
numa freqüência adequada à importância
da atividade e por avaliações específicas,
internas e externas.
14
SISTEMA DE CONTROLES INTERNOS
15
Atividade orientação/normativa
Atividade de controladoria
Atividade de auditoria
Atividade de 
orientação/normatização
Por meio de orientações preventivas
e expedição de atos normativos
referentes a procedimentos
administrativos de planejamento,
programação, execução,
fiscalização, controle e avaliação.
16
Atividade de controladoria
Através do acompanhamento da execução dos
registros de atos e fatos contábeis,
buscando assessorar e colocar todas as
informações geradas à disposição dos
gestores públicos para a tomada de
decisões, contribuindo para aumentar a
transparência das contas públicas, bem
como para cumprir eficazmente a
obrigatoriedade de elaboração e publicação
dos relatórios exigidos pela Legislação.
17
Atividade de auditoria
Ações de auditoria devidamente tipificadas
Verificação da legalidade e regularidade dos
atos administrativos em relação ao
planejamento, programação, execução,
fiscalização, controle e avaliação da gestão
pública
Inspeções contínuas efetuadas nos órgãos e
entidades da Administração Pública utilizando-
se das técnicas de acompanhamento e
verificação de procedimentos administrativos,
com expedição de despachos e manifestações
de caráter detectivo e corretivo.
18
Não sei por onde começar!!!!
19
Aquele que conhece o inimigo e a
si mesmo, lutará cem batalhas sem
perigo de derrota;
Para aquele que não conhece o
inimigo, mas conhece a si mesmo,
as chances para a vitória ou para a
derrota serão iguais;
Aquele que não conhece nem o
inimigo e nem a si próprio, será
derrotado em todas as batalhas.
(Sun Tzu – A Arte da Guerra – 500 
A.C.)
20
AVALIAÇÃO DE 
CONTROLES 
INTERNOS
Monitoramento
Divulgação da UCI
Treinamento/formação da
equipe
Levantamento e Avaliação dos Riscos
Comunicação ao TCE
Comentário do gestor
Execução e Relatório
Plano anual e Planejamento dos 
trabalhos de auditoria
21
Contabilidade: tudo passa aqui....
Portanto...
Vale a pena controlar...
22
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
A contabilidade do setor público recebeu carga de
novas atividades em volume exponencialmente
proporcional às mudanças ocorridas na
Administração Pública na década recente. Apenas
para citar a mais expressiva, as transformações
capituladas pela legislação da responsabilidade
fiscal refletem necessária correspondência não
apenas em termos de aumento de detalhamentos
nos níveis de escrituração, mas fundamentalmente
na implantação e manutenção de procedimentos
decorrentes.
23
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILDIADE
Na mesma medida de grandeza, nesse período
foram desenvolvidos e implantados sistemas
captadores de dados e informações, todos
ensejando a interação com os sistemas da
contabilidade e dos servidores no atendimento das
exigências e na geração dos relatórios incorporados
no âmbito da transparência.
24
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
Código Penal: 
“Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade
como testemunha,perito, contador, tradutor ou intérprete em
processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em
juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de
28.08.2001, DOU 29.08.2001) Pena - reclusão, de 1 (um) a 3
(três) anos, e multa.”
25
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
Código Civil Brasileiro:
Do Contabilista e outros Auxiliares
“Art. 1.177. Os assentos lançados nos livros ou fichas do
preponente, por qualquer dos prepostos encarregados de sua
escrituração, produzem, salvo se houver procedido de má-fé,
os mesmos efeitos como se o fossem por aquele.
Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos
são pessoalmente responsáveis, perante os preponentes,
pelos atos culposos; e, perante terceiros, solidariamente com
o preponente, pelos atos dolosos.”
26
“Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de
quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e
relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados
por escrito.
Parágrafo único. Quando tais atos forem praticados fora do
estabelecimento, somente obrigarão o preponente nos limites
dos poderes conferidos por escrito, cujo instrumento pode ser
suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor.”
27
Vinculação laboral do contabilista
Para efeito da responsabilidade técnica nos atos que
envolvam serviços contábeis, constantes de procedimentos
submetidos à fiscalização do Tribunal de Contas, o
profissional deverá estar habilitado de conformidade com o
art. 24 do Decreto-Lei nº 9.295/46, e preencher os requisitos
básicos exigidos para atuar na contabilidade pública:
(a) não estar impedido em processo disciplinar e;
(b) estar regular perante o Órgão de Classe, atestado
mediante certificado expedido pela instituição.
28
Vinculação laboral do contabilista
“Art. 24 Somente poderão ser admitidos à execução de
serviços públicos de contabilidade, inclusive à organização
dos mesmos, por contrato particular, sob qualquer
modalidade, o profissional ou pessoas jurídicas que provem
quitação de suas anuidades e de outras contribuições a que
estejam sujeitos.”
29
Vinculação laboral do contabilista
A Resolução nº 560/83, do Conselho Federal de Contabilidade dispõe
sobre as prerrogativas do Contador e regulamenta as funções, no seguinte
teor:
“Art. 2º O contabilista pode exercer as suas atividades na condição de
profissional liberal ou autônomo, de empregado regido pela CLT, de servidor
público, de militar, de sócio de qualquer tipo de sociedade, de diretor ou de
conselheiro de quaisquer entidades, ou, em qualquer outra situação jurídica
definida pela legislação, exercendo qualquer tipo de função. Essas funções
poderão ser as de analista, assessor, assistente, auditor, interno e externo,
conselheiro, consultor, controlador de arrecadação, controller, educador,
escritor ou articulista técnico, escriturador contábil ou fiscal, executor
subordinado, fiscal de tributos, legislador, organizador, perito, pesquisador,
planejador, professor ou conferencista, redator, revisor.”
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DADOS ENVIADOS PELOS SISTEMAS
DE INFORMAÇÃO
Código Penal
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o
funcionário autorizado, a inserção de dados
falsos, alterar ou excluir indevidamente
dados corretos nos sistemas
informatizados ou bancos de dados da
Administração Pública com o fim de obter
vantagem indevida para si ou para outrem
ou para causar dano:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze)
anos, e multa.
Código Penal
Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário,
sistema de informações ou programa de
informática sem autorização ou solicitação de
autoridade competente:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois)
anos, e multa.
Parágrafo único. As penas são aumentadas de
um terço até a metade se da modificação ou
alteração resulta dano para a Administração
Pública ou para o administrado.
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NOVA CONTABILIDADE E O CONTROLE 
INTERNO
Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público
(MCASP) - Portaria 437 – STN
Parte II – Proced. Contábeis Patrimoniais - 2014
Parte III – Proced. Contábeis Específicos - 2013
Parte IV – Plano de Contas Aplicado ao Setor
Público (PCASP) - 2013
Parte V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao
Setor Público - 2013
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PORTARIA STN Nº 231, DE 29 DE MARÇO DE 2012
§ 1º Cada Ente da Federação divulgará, por meio
do Poder Executivo, em meio eletrônico de acesso
público e ao Tribunal de Contas ao qual esteja
jurisdicionado, até 30 de junho de 2012, os
Procedimentos Contábeis Patrimoniais e demais
procedimentos adotados e o cronograma de ações a
adotar até 2014, evidenciando os seguintes aspectos
que seguem, em ordem cronológica por poder ou
Órgão:
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A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
Juntamente com a contabilidade, o controle interno
deve velar:
• Pelo atendimento das agendas de obrigações;
• Pela certeza do cumprimento dos limites legais,
seja de pisos de investimentos mínimos, ou tetos
para gastos máximos;
• Pela verdade das informações levadas a público
em face da LRF e suas determinações de
transparência, da Lei da Informação e da própria
Lei nº 4.320/64.
35
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
A LRF dita capítulo novo na Administração Pública
brasileira determinando que todos os gastos
governamentais pretendidos passem previamente por
sistema integrado de planejamento. Para obter
efetividade nesse processo a LRF amplifica o princípio
constitucional da publicidade, de forma que pelo conceito
ampliado a sociedade organizada tem a possibilidade de
influir de modo ativo nas decisões dos referidos gastos,
evoluindo do comportamento de expectador de
informações da Administração. São medidas que
demonstram o justo prestigiamento à democracia e aos
direitos sociais priorizados pela Constituição Nacional
36
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
A transparência opera combinadamente com o
planejamento formando dupla de área que faz jus à
qualificação de pressuposto de validade da
responsabilidade na gestão fiscal. A acepção foi
recebida do art. 1º, § 1º (LRF), segundo a qual a
responsabilidade fiscal pressupõe ação planejada e
transparente em que se previnem riscos e corrigem
desvios capazes de afetar o equilíbrio nas contas
públicas
37
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
O parágrafo único do art. 48 dispõe que a
transparência será assegurada mediante incentivo à
participação popular e realização de audiências
públicas, durante os processos de elaboração e de
discussão dos instrumentos do sistema de
planejamento, composto de: Plano Plurianual – PPA,
Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e a Lei
Orçamentária Anual – LOA.
38
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
Nos termos dos artigos 48 e 49, a transparência da
gestão fiscal deve ser efetivada mediante ampla
divulgação por todos os canais mediáticos
disponíveis, inclusive por internet de acesso público.
O caput do art. 48 enumera os instrumentos de
gestão fiscal aos quais serão dados amplo acesso
público: o plano plurianual, a lei de diretrizes
orçamentárias, a lei orçamentária anual, as
prestações de contas e o respectivo parecer prévio,
o relatório resumido da execução orçamentária e o
relatório de gestão fiscal
39
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
No complexo da transparência, a LRF reza que o
acompanhamento popular da execução dos referidos
atos governamentais ocorrerá em audiências
públicas, realizadas pelo Poder Executivo no final
dos meses de maio, setembro e fevereiro, na
comissão de orçamento da Casa Legislativa, ocasião
em que demonstrará o resultado do cumprimento
das metas de receita, despesa e montante da dívida
pública de cada quadrimestre (art. 9º, § 4º).
40
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
A tanto, acrescenta parágrafo único ao art. 48 e três
incisos para discriminar o bloco de informações
requeridas. O inciso II cria a obrigatoriedade de
liberação eletrônica, em tempo real, para
conhecimento da sociedade, de informações
pormenorizadas quanto à execução orçamentária e
dos balancetes da receita e da despesa e balanço
financeiro
41
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
O art. 48-A traça a forma e conteúdo das
informaçõesreferentes a todos os atos praticados
pelas unidades gestoras no decorrer da execução da
despesa e do processo de formação e arrecadação
da receita, inclusive referente a recursos
extraordinários.
42
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
O art. 73-B definiu os prazos, contados a partir de dia
27 de maio de 2009, para os entes federados se
enquadrarem aos requisitos; atualmente, em 2012, já
estão abrangidos os municípios com população
superior a 50 mil habitantes, completando-se o
conjunto em 2013 com os municípios abaixo dessa
linha demográfica.
43
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
O município em débito com a Lei de Transparência
ficará impedido de receber transferências financeiras
públicas de convênios, acordos, ajustes ou outros
instrumentos similares, tendo em vista sanção assim
prevista no art. 73-C.
44
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
O Decreto 7.185, de 28 de maio de 2010,
regulamenta a Lei de Transparência, descrevendo os
pormenores que deverão balizar o cumprimento das
normas pelos entes públicos. Este decreto prevê a
implantação de sistema integrado de administração
financeira e controle, além de ditar o padrão mínimo
de qualidade que o sistema terá que conter
45
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
Incorporando-se à filosofia de acessibilidade popular
às informações públicas, foi ainda promulgada a Lei
nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, que
imediatamente passou a ser conhecida como Lei da
Informação.
Essa lei dispõe sobre os procedimentos a serem
observados pela União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, com o fim de garantir o direito a
informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no
inciso II, do § 3º, do art. 37 e no § 2º do art. 216, da
Constituição Federal.
46
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
A Lei da Informação diz no art. 5º que “é dever do
Estado garantir o direito de acesso à informação, que
será franqueada, mediante procedimentos objetivos
e ágeis, de forma transparente, clara e em
linguagem de fácil compreensão”.
47
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
Ainda segundo seu art. 2º, parágrafo único, as
entidades privadas sem fins lucrativos estão sujeitas
às normas dessa lei, no que se referir às parcelas de
recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem
prejuízo das prestações de contas a que estejam
legalmente obrigadas.
48
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
Importante cuidar que, nos termos do art. 40, o
dirigente máximo da entidade ou órgão da
administração deverá, no prazo de 60 (sessenta)
dias, baixar as determinações e designar o
responsável direto da instituição para, no âmbito do
respectivo órgão ou entidade, dar cumprimento às
normas da Lei da Informação.
49
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
A Lei Complementar nº 101/2000, Lei de
Responsabilidade Fiscal ou apenas LRF, dita regras
específicas de controle das finanças públicas.
Em resumo, o elenco de aspectos limitantes
objetivando a responsabilidade fiscal na gestão e o
equilíbrio das contas são:
50
A CONTRIBUIÇÃO DA CONTABILIDADE
a - metas bimestrais de arrecadação;
b - cronograma de Execução da despesa;
c - metas de resultado primário e nominal;
d - limites das dívidas consolidada e mobiliária;
e - despesas com pessoal;
f - despesas nos dois últimos quadrimestres;
g - prazos de elaboração e difusão dos relatórios; e a
h - relação das obras iniciadas e não concluídas.
51
O planejamento é quem vai estabelecer as vias para
o atendimento das determinações legais respectivas
à políticas estruturais com vinculações mínimas, tais
como da Educação, Saúde e Assistência Social;
regulará o financiamento dos programas, mantendo
o endividamento a graus sustentáveis; irá direcionar
a destinação das receitas vinculadas aos propósitos
pré-fixados; e, por fim, vai impedir a ocorrência de
déficits indesejados. Portanto, os resultados
pretendidos deverão estar emoldurados no
planejamento e as realizações consubstanciadas na
transparência dos feitos (art. 1º, § 1º).
52
À mesma disciplina pertencem as perspectivas de metas
fiscais do exercício contratadas pelo governante perante
os administrados, compreendendo, basicamente, as
metas de receita e despesa, os resultados primário e
nominal e o montante da dívida pública consolidada. Na
melhor ilustração do princípio constitucional do
planejamento integrado (CF, art. 165), projeção
determinada no casamento do Plano Plurianual (PPA) e
a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o anexo de
metas vai orientar a elaboração da proposta
orçamentária (LOA). A LRF determina a definição de
metas fiscais trienais e contínuas, a fim de oportunizar
constante precaução contra frustrações e reorientação
de rumos.
53
Metas bimestrais de arrecadação
O desdobramento da receita em metas bimestrais de
arrecadação vai ditar o compasso pelo qual a
despesa deverá ser executada. Nesse quesito, o
final de mandato impõe que o cuidado no ritmo da
execução da despesa orçamentária seja redobrado,
segundo a métrica dos instrumentos de controle e
programação financeira
54
Além de repercutir diretamente na realização das
metas de resultados primário e nominal definidos no
anexo de metas, o adequado manejo dos
instrumentos de controle da execução da
programação orçamentária e financeira concorrem
decisivamente para a prevenção contra o déficit
orçamentário e financeiro, item que pode definir a
sorte decisória da prestação de contas da gestão. A
ocorrência de déficit tem determinado a emissão de
parecer prévio contrário à aprovação das contas.
55
Limitação de Empenhos e Movimentação Financeira
A previsão de avaliações da execução da
programação orçamentária e financeira deve figurar
da agenda de atividades de rotina, de forma que
ocorrendo baixa na arrecadação em determinado
bimestre, impõe-se a pronta contenção de despesa
nos mesmos índices, em concomitância com a
investigação e identificação das causas e,
constatando-se falha no processo da arrecadação, a
adoção das medidas de recuperação das metas.
56
A Qualidade da informação:
Relacionamento da Contabilidade com as 
demais áreas da Administração Pública
57
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Contabilidade
A contabilidade merece destaque, devido a sua importância
para as atividades de fiscalização do Sistema de Controle
Interno. A Constituição Federal em seu art. 70, destaca a
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial como forma de cumprir os princípios da
legalidade, legitimidade e economicidade.
58
O Gestor deve emitir instrução normativa determinando que o
setor de contabilidade adote o seguintes procedimentos no
exercício de suas atividades:
• Elaborar relatórios que ofereçam subsídios, dados e
informações para auxiliar o Executivo no processo de
tomadas de decisões.
• Evidenciar o controle do disposto na LDO, em especial
no que se refere a subvenções, suplementações e grau
de endividamento;
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Contabilidade
59
• Evidenciar o controle do disposto na LDO, em especial
no que se refere a subvenções, suplementações e grau
de endividamento;
• Manter controle da execução das metas do Plano
Plurianual, manter escrituração simultânea nos Sistemas
Orçamentário, Financeiro e Patrimonial;
• Elaborar, publicar e acompanhar o cumprimento do
quadro de cotas nos termos do art. 8º da Lei de
Responsabilidade Fiscal;
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Contabilidade
60
• Manter o controle sobre os créditos adicionais, inclusive
se certificar da publicação dos Decretos;
• manter métodos de avaliação dos resultados quanto à
eficiência e eficácia da gestão orçamentária;
• escriturar em livros próprios o Diário e Razão nos
moldes exigidos pelo Tribunal de Contas do Estado;
• manter controle sobre a correta classificação das
receitas, obedecendo sempre o regime de caixa, e
observando a classificação dada pela Portaria da
Secretaria do Tesouro Nacional;
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Contabilidade
61
• Manter controle do excesso de arrecadação e sua
utilização para efeito de suplementação;
• Manter controleno empenho, evidenciando números e
modalidades de licitações, contratos, convênios, ordem
cronológica, bem como demais dados exigidos por layout
de importação disponibilizado pelo Tribunal de Contas do
Estado;
• Analisar processo de pagamento e prestação de contas
das subvenções sociais;
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Contabilidade
62
• Manter controle dos restos a pagar, da dívida fundada
interna;
• Manter controle contábil sobre o patrimônio do
Município;
• Acompanhar e elaborar prestações de contas dos
convênios em geral;
• Prestar orientação na retenção e contabilização do INSS
dos prestadores de serviços e servidores, fazendo incluir
seus nomes nas GFIPs;
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Contabilidade
63
• Elaborar bimestralmente os relatórios resumidos da
execução orçamentária, gastos com pessoal, gastos com
a manutenção das atividades do ensino e saúde, bem
como os demais relatórios exigidos pela Lei de
Responsabilidade Fiscal;
• Elaborar o Relatório de Gestão Fiscal, nos termos da
LRF;
• Elaborar documento de impacto orçamentário de
impacto orçamentário e financeiro em cumprimento ao
disposto nos arts. 16 e 17 da LRF.
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Contabilidade
64
• Manter controle dos recursos oriundos dos
adiantamentos e acompanhar suas respectivas
prestações de contas;
• Informar o setor de recursos humanos quanto eventuais
adiantamentos não prestados contas, para fins de
desconto em folha de pagamento do servidor responsável;
• controlar os recursos orçamentária e financeiros
segundo suas respectivas fontes de recursos;
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Contabilidade
65
• Prestar informações ao Tribunal de Contas através dos
sistemas nos prazos estabelecidos por aquela Corte de
Contas;
• Observar os valores e prazos dos contratos para evitar
empenhamento de despesas sem cobertura contratual ou
de licitação;
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Contabilidade
66
Avaliação do Setor de Contabilidade
As informações contábeis são imprescindíveis a uma
administração eficiente. É nesse sentido que podemos
afirmar que as demais formas de fiscalização só vão se
concretizar se existir um bom sistema contábil que possa
gerar informações confiáveis e precisas.
Existindo controle financeiro e orçamentário, a parte
operacional funcionará perfeitamente.
67
Procedimentos e Rotinas do Departamento de 
Patrimônio
- O Sistema de Controle Interno deverá intensificar a
fiscalização da guarda do patrimônio municipal.
Art. 106. A avaliação dos elementos patrimoniais obedecerá as
normas seguintes: (Lei 4.320)
I - os débitos e créditos, bem como os títulos de renda, pelo seu valor nominal,
feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa de câmbio vigente
na data do balanço;
II - os bens móveis e imóveis, pelo valor de aquisição ou pelo custo de produção ou
de construção;
III - os bens de almoxarifado, pelo preço médio ponderado das compras.
§ 1° Os valores em espécie, assim como os débitos e créditos, quando em moeda
estrangeira, deverão figurar ao lado das correspondentes importâncias em
moeda nacional.
§ 2º As variações resultantes da conversão dos débitos, créditos e valores em
espécie serão levadas à conta patrimonial.
§ 3º Poderão ser feitas reavaliações dos bens móveis e imóveis.
68
- O Recomenda-se a constituição de uma comissão especial
de avaliação para o levantamento do patrimônio municipal,
atribuindo a responsabilidade dos bens aos servidores que
possuírem a guarda.
- O Sistema de Controle Interno deverá apresentar Instrução
Normativa para disciplinar o Setor de Patrimônio e possibilitar
a aplicação de seu trabalho de maneira satisfatória.
Procedimentos e Rotinas do Departamento de 
Patrimônio
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• Implantação de sistema para atualização e reavaliação
patrimonial dos bens de caráter permanente, observando
o disposto nos Incisos I e II, do art. 106 da Lei 4320/64;
• Controlar os bens, direitos e haveres, por fichas manuais
ou através de sistema informatizado;
• Implantar registro analítico individual dos bens ;
Procedimentos e Rotinas do Departamento de 
Patrimônio
70
Procedimentos e Rotinas do Departamento de 
Patrimônio
• Implantação de arquivo próprio da documentação
pertinente aos bens móveis e imóveis;
• Afixação de plaquetas de identificação nos bens móveis,
controlar a movimentação patrimonial;
• Colher assinatura em termo de responsabilidade de bens
móveis;
71
Procedimentos e Rotinas do Departamento de 
Patrimônio
• Manter a contabilidade geral informada de todas as
ações do patrimônio;
• Informar ao Sistema de Controle Interno as
irregularidades verificadas no departamento;
• Manter o inventário dos bens analíticos atualizado,
confeccionar termos de guarda e de responsabilidade dos
bens de natureza móvel;
72
• Determinar o adesivamento ou pintura identificando a
logomarca do Poder Executivo nos veículos e máquinas a
serviço do Município;
• Inventariar os bens de domínio público, visando atender
os novos preceitos estabelecidos pelas Normas
Brasileiras de Contabilidade voltadas ao Setor Público.
73
Procedimentos e Rotinas do Departamento de 
Patrimônio
Procedimentos e Rotinas da 
Tesouraria
74
- O art. 56 da Lei 4320/64.
dispõe que a todas as
receitas deverão
recolhidas centralizadas
em um só caixa.
- O Princípio da Unidade de
Tesouraria deve ser
observado pelo Sistema de
Controle Interno de cada
Poder, no que tange às
receitas, formas de
arrecadação, não
permitindo a fragmentação
desta fase
- Atendendo as orientações do Departamento de Controle
Interno, o gestor da entidade deve emitir Instrução Normativa,
determinando adoção de procedimentos mínimos que devem
ser observados pela Tesouraria tais como:
• Manter a movimentação financeira do Município em
instituição financeira oficial nos termos do § 3º do art. 164
da Constituição Federal;
• Solicitar autorização legislativa para movimentação
financeira em instituições financeiras particulares,
naqueles casos aceitos pelo Tribunal de Contas do
Estado;
75
Procedimentos e Rotinas da Tesouraria
• Manter durante o exercício, o equilíbrio entre a receita
arrecadada e a despesa realizada de modo a manter a
suficiência de saldos por fontes de recursos, adotando
como instrumento de controle o cronograma de
desembolso nos termos do art. 8º da Lei Complementar nº
101/2000.
• Os pagamentos de despesas deverão ser efetuados
exclusivamente pela Tesouraria mediante cheques
nominativos ou ordem de pagamentos através de
estabelecimentos bancários credenciados;
76
Procedimentos e Rotinas da Tesouraria
• Efetuar a escrituração diária do livro de tesouraria,
elaboração de fluxo de caixa, com exposição ao prefeito;
• Observar os estágios da receita: previsão, lançamento,
arrecadação e recolhimento;
• Observar os estágios das despesas: fixação,
programação, licitação, empenho, liquidação, suprimento
e pagamento;
77
Procedimentos e Rotinas da Tesouraria
• Manter controle da seqüência numérica dos cheques
emitidos, bem como, dos cheques cancelados;
• Emitir cheques somente após a aprovação dos
processos de pagamento por autoridade competente;
• Enviar ao responsável cheque com cópia para
assinatura acompanhados dos processos de pagamento;
• Realizar conciliações bancárias, adotar programação de
pagamento de fornecedores em dias alternados;
78
Procedimentos e Rotinas da Tesouraria
• Não efetuar pagamento sem a existência do empenho,
liquidação e documentos fiscais comprobatórios;
• Controlar débitos automáticos, duplicatas ou outras
obrigações por data de vencimento;
• Não emitir ou receber cheques pré-datados, comparar as
guias de recebimentos bancários com as guias de
arrecadação;
79
Procedimentos e Rotinas da Tesouraria
• Anexar cópia do depósito bancário junto com a
documentação da contabilidade;
• Manter controle de informações de saldo com os
controles contábeis;
• Manter depositado em contas bancárias específicas
recursos destinados à manutenção do ensino, saúde,
fundos, convênios,programas, auxílios, alienação de
bens, enfim os recursos disponíveis devem controlados
por contas bancárias segundo suas fontes de recursos,
estabelecidas pelo art. 8, da LRF.
80
Procedimentos e Rotinas da Tesouraria
81
Antes da implantação dos procedimentos de rotinas do
setor de tributação é necessário um estudo sobre a
legislação tributária do Município.
Verificar se está atualizada com a legislação vigente, em
especial a Administração Tributária Municipal.
Procedimentos de 
Rotinas para o 
Setor de Tributação
O gestor deve editar instrução normativa visando disciplinar a
atuação do Setor de Tributação, o qual deverá adotar os
seguintes procedimentos:
• Manter cadastro atualizado dos contribuintes, expedir em
tempo hábil guia de lançamento, notificações, autos de
infração e imposição de multas;
• Executar a política tributária do Município, conforme
previstos no código tributário municipal;
• Inscrever de forma legal a dívida ativa, promover a baixa
dos débitos já quitados;
82
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Tributação
• Manter o controle das cobranças administrativas,
judiciais e o sobre os prazos de prescrição;
• Emitir carnês e proceder o lançamento dos tributos
municipais em observância aos prazos legais;
• informar regularmente o controle interno sobre o volume
de débitos em fase de prescrição ou não;
• Elaborar o diário de arrecadação para atender
exigências do tribunal de contas de acordo com a agenda
instituída por aquela corte de contas.
83
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Tributação
• Manter o controle das cobranças administrativas,
judiciais e o sobre os prazos de prescrição;
• Emitir carnês e proceder o lançamento dos tributos
municipais em observância aos prazos legais;
• informar regularmente o controle interno sobre o volume
de débitos em fase de prescrição ou não;
• Elaborar o diário de arrecadação para atender
exigências do tribunal de contas de acordo com a agenda
instituída por aquela corte de contas.
84
Procedimentos de Rotinas para o Setor de 
Tributação
Avaliação do Setor de Tributação
- O Setor de Tributação dos municípios tem se revelado o
mais vulnerável, ou seja, onde ocorre a maioria das fraudes.
- Cabe ao sistema de controle interno criar rotinas de
fiscalização, visando identificar e coibir tais desvios.
- Esta fiscalização deve ser realizada aplicando
procedimentos de auditoria específico para a tributação.
85
Procedimentos de Rotinas para o Setor 
de Engenharia
- O Setor de Engenharia ou Planejamento tem participação
importantíssima na elaboração do Plano Plurianual.
- Não é conveniente que se incluam no Plano Plurianual
obras que não possuam projetos adequado, metas a serem
atingidas.
- O setor de Engenharia deve ter normas de atuação
previamente definida pelo gestor , em especial as seguintes:
86
• Identificar a adequação dos projetos ao plano de
governo;
• Elaboração do cronograma físico e financeiro das obras;
• previsão de início e fim da execução do objeto e de cada
fase programada;
• Compatibilizar a execução física da com a previsão
orçamentária na LOA;
87
Procedimentos de Rotinas para o Setor 
de Engenharia
• Realizar levantamentos preliminares, dentre eles, os
topográficos, as sondagens e prospecção do subsolo, o
estudo de impacto ambiental;
• Solicitar à contabilidade geral que elabore a estimativa
do impacto orçamentário-financeiro da despesa, no caso
de requer;
• Manter arquivado, ficha de registro de obras e serviços
de engenharia, ordem de serviço, ato de designação do
responsável ou comissão para fiscalização e
acompanhamento da obra;
88
Procedimentos de Rotinas para o Setor 
de Engenharia
• Providenciar anotação de responsabilidade técnica junto ao
Conselho Regional de Engenharia;
• Emitir Boletins de medição, levantamentos de execução da
obra ou serviço de engenharia, diário da obra;
• Emitir termo de recebimento provisório e/ou definitivo da obra
ou serviço de engenharia;
• Providenciar o projeto básico, arquitetônico, elétrico,
hidráulico, de terraplanagem etc. Além dos demais controles
necessários ao bom funcionamento do setor, (especificar na
instrução).
89
Procedimentos de Rotinas para o Setor 
de Engenharia
Uma grande parcela de recursos públicos são aplicados
em ações que envolvem o Setor de Engenharia, tais
como, obras de infra-estrutura, urbanização, serviços de
manutenção, etc.
Diante disso, o setor de controle interno deve implementar
rotinas de fiscalização, visando verificar se as normas
implantadas estão sendo obedecidas.
90
Procedimentos de Rotinas para o Setor 
de Engenharia
Procedimentos da Secretaria Municipal 
de Educação
O Sistema de Controle Interno deverá focar seu trabalho em
algumas informações básicas, tais como:
• Plano de Carreira, censo escolar (nº de alunos,
professores, escolas e demais servidores), transporte
escolar com veículos próprios e de terceiros.
• Valor orçamentário destinado à unidade administrativa e
a evolução dos gastos.
91
O Chefe do Poder Executivo deve normatizar os
procedimentos que devem ser aplicados no Setor de
Educação, em especial os seguintes:
• Viabilizar o planejamento e o controle das políticas
municipais voltadas para o ensino;
• Garantir que sejam cumpridos os índices mínimos
exigidos pela legislação;
92
Procedimentos da Secretaria Municipal 
de Educação
• Determinar arquivamento dos documentos obedecendo
às instruções do Tribunal de Contas do Estado;
• Providenciar a abertura de contas bancárias específicas
para movimentação financeira;
• Certificar se as despesas do ensino estão corretamente
classificadas;
93
Procedimentos da Secretaria Municipal 
de Educação
• Garantir a correta aplicação de recursos de convênios;
• Acompanhar o recebimento e aplicação dos recursos do
FUNDEB, emitindo relatório e apresentando-o ao
respectivo Conselho;
• Prestar contas aos Conselhos Municipais de Educação;
94
Procedimentos da Secretaria Municipal 
de Educação
• Determinar vistorias regulares nos veículos de transporte
escolar, visando a segurança e integridade dos alunos;
• Verificar a qualidade da merenda escolar que está sendo
servida na rede municipal de ensino, mediante relatório
emitido por nutricionistas.
95
Procedimentos da Secretaria Municipal 
de Educação
- O Controle Interno deve orientar o Secretário de Educação,
para que esta seja o ordenador de todas as despesas da
Secretaria.
- Cabe ao Secretário Municipal de Educação informar ao
Sistema de Controle Interno e à Contabilidade Geral sobre o
controle dos convênios e programas de sua Secretaria.
96
Procedimentos da Secretaria Municipal 
de Educação
-O Controle Interno deve dar ênfase nas atividades que
envolvem as seguintes ações:
- Censo escolar, apurar os controles e custos de transporte
escolar, almoxarifado da secretaria, bens patrimoniais,
avaliação de desempenho de professores, acompanhar os
processos licitatórios.
97
Procedimentos da Secretaria Municipal 
de Educação
Procedimentos da Secretaria Municipal de Saúde
A exemplo da Secretaria Municipal de Educação a Secretaria
de Saúde deverá adotar os procedimentos de rotina.
Mantendo a política dos programas federais e estaduais,
fornecendo informações aos Conselhos Municipais e aos
órgãos fiscalizadores, dentre eles o Sistema de Controle
Interno.
98
A Secretaria Municipal de Saúde deve adotar procedimentos,
previamente normatizados, tais como:
• Controlar os programas específicos de saúde, promover
levantamento dos problemas da população, a fim de
identificar as causas e combater as doenças com eficácia;
• Implantar controles de utilização da frota de veículos da
Secretaria Municipal de Saúde;
• Implantação de controle dos recursos aplicados na
saúde,nos termos da E.C. 29/2000;
99
Procedimentos da Secretaria Municipal de Saúde
• Implantação de controle de entrada e saída de
medicamentos e materiais da Secretaria Municipal de
Saúde;
• Manter ficha cadastral do pessoal do setor: Secretários,
Chefe de Departamentos, médicos, psicólogos, dentistas,enfermeiras, faxineiras e auxiliares;
• Implantação de controle de solicitação de requisições,
que deverão ser assinadas por servidor competente;
100
Procedimentos da Secretaria Municipal de Saúde
• Implantar controle da farmácia básica conforme as
normas do Ministério da Saúde;
• Acompanhar as atividades do Conselho Municipal de
Saúde, através de: Atas, estatuto, leis, fichas e demais
documentos;
• Manter controle dos convênios repassados ao município
para serem utilizados na área de saúde;
101
Procedimentos da Secretaria Municipal de Saúde
• Participar e acompanhar os processos licitatórios
pertinentes ao setor;
• Manter o Sistema de Controle Interno informado de
todas as irregularidades verificadas no setor;
• Recomenda-se a participação efetiva de servidores do
setor em programas de reciclagem e treinamento,
objetivando a profissionalização do serviço público.
102
Procedimentos da Secretaria Municipal de Saúde
A área de Saúde é uma das mais sensíveis para gestor
publico, principalmente no âmbito municipal, vez que as
ações de saúde básica esta a cargo do Poder Público
Municipal.
A má gerência deste setor reflete diretamente na avaliação da
gestão, diante disso o Administrador deve determinar e
autorizar que o controle interno desempenhe suas funções
sem qualquer restrição.
103
Procedimentos da Secretaria Municipal de Saúde
104
Rotinas para a Secretaria Municipal 
de Transportes
O Setor de transportes merece especial atenção, pois
é uma área que precisa de normas rígidas, visando dar
eficiência no serviço público, bem como prevenir
acidentes. Para isso são necessários alguns controles,
tais como:
• Realizar cadastro de todos os veículos
pertencentes à Administração e respectivas
alocações, elaborar mapas unitários de
quilometragem, consumo de combustível, gastos
com reposição de peças e consertos dos veículos,
controle esse sujeito a fechamento periódico,
semanal, quinzenal ou mensal;
• Confeccionar fichas individuais de veículos, permitindo
comparação de desempenho e análise de desvios;
• Confeccionar fichas individuais de máquinas e
equipamentos;
• Conservar, controlar e distribuir os veículos e
equipamentos aos diversos órgãos da Prefeitura, de
acordo com as necessidades de cada unidade e as
disponibilidades da frota municipal;
105
Rotinas para a Secretaria Municipal de 
Transportes
• Proceder o levantamento mensal do quadro
demonstrativo, por veículo máquina e órgão dos gastos
com combustíveis, lubrificantes e peças utilizadas para
apreciação do rendimento da frota;
• Autorizar abastecimento dos veículos, conforme modelo
próprio;
• Programar a acompanhar as manutenções periódicas
dos veículos e máquinas;
106
Rotinas para a Secretaria Municipal de 
Transportes
• Preencher mapa de controle mensal de consumo de
combustíveis e despesa de manutenção por veículo e
máquinas, conforme estabelecido por instrução normativa;
• Confrontar mensalmente as autorizações de
fornecimento de combustível com as quantidades
apresentadas nas notas fiscais do fornecedor e atestar o
fornecimento correto;
107
Rotinas para a Secretaria Municipal de 
Transportes
• Apurar responsabilidades em caso de acidentes de
trânsito;
• Preencher autorização de saída de veículos ou máquina,
sempre que autorizar a saída e não permitir que os
veículos/máquinas não circulem sem este documento;
• Receber as notas fiscais de prestações de serviços e/ou
peças utilizadas na frota, atestar a correta
execução/utilização e encaminhar as notas fiscais à
Tesouraria;
108
Rotinas para a Secretaria Municipal de 
Transportes
Rotinas para a Secretaria Municipal de Transportes
• Aprovar os orçamentos prévios fornecidos pelo
contratado para manutenção da frota e acompanhar a
execução dos trabalhos quanto à qualidade, prazos,
eficiência e garantia;
• Emitir solicitação de empenho, sempre que aprovar
orçamento de reparos nos veículos, anexando cópia do
respectivo orçamento;
• Conferir as peças substituídas nos veículos e máquinas;
• Dar destinação devida à peças substituídas.
109
Avaliação na Secretaria Municipal de Transportes
A partir do momento que a secretaria implementar
procedimentos objetivos, se tornará fácil a atuação do
sistema de controle interno, pois haverá uma base de
dados que serão alimentados periodicamente pelos
servidores da unidade.
Com isso os cruzamentos de informações se tornarão
mais eficientes.
110
Procedimentos Especiais e Recomendações Pontuais
 Contratos de duração continuada e saldos de contratos
É possível a prorrogação de serviços de natureza continuada,
desde que integrante de programa plurianual, caso contrário,
o crédito esgota-se em 31/12, com expiração da Lei
Orçamentária. (Lei nº 8.666/93 - art. 57, I, II e § 4º)
O contrato não prorrogado extingue-se automaticamente,
ressalvada, por razões práticas, a continuidade até a
conclusão do objeto.
111
Procedimentos Especiais e Recomendações Pontuais
 Despesas deixadas de empenhar
O que se deve ter em mente é que estas despesas
representam compromissos da Administração, e apesar de
ter sido denominado de Responsáveis, trata-se de passivo
administrativo.
A contabilização das despesas deixadas de empenhar
depende de processo composto por documentos hábeis e
cabais, evidenciadores do cumprimento do estágio da
liquidação da despesa.
112
Procedimentos Especiais e Recomendações Pontuais
 Despesas deixadas de empenhar
Deverão ser objeto de inscrição no balanço patrimonial do
exercício, no sistema financeiro, sob a responsabilidade dos
Ordenadores respectivos, as despesas deixadas de empenhar
e as interferências financeiras deixadas de repassar.
Quanto à obrigatoriedade de inscrição, esta independe se foi
deixada de empenhar por simples omissão ou por
indisponibilidade de dotação orçamentária.
113
Procedimentos Especiais e Recomendações Pontuais
 Despesas deixadas de empenhar
Considera-se deliberada omissão a situação em que o
orçamento dispunha de dotação suficiente para a cobertura
da despesa de caráter obrigatório, mas cujo Ordenador, para
reflexo indevido no resultado orçamentário da sua
gestão, lapso ou despercebimento, deixou de efetuar os
empenhos dentro do próprio exercício.
114
Procedimentos Especiais e Recomendações Pontuais
 Diferenças a apurar em contas bancárias
Seguindo as mesmas orientações para despesas deixadas de
empenhar, se apurada diferença sem justificativa, entre os
saldos de conta corrente bancária e saldos contábeis,
deverá ser inscrita sob a responsabilidade do Ordenador,
encarregado pelo setor de tesouraria, ou unidade respectiva,
devendo-se ser instaurado o correspondente processo
investigativo para apuração das causas e reparação do
erário, administrativa ou judicialmente.
115
Procedimentos Especiais e Recomendações Pontuais
 Diferenças a apurar em contas bancárias
A medida é indispensável para o fechamento do balanço,
devendo manter o registro contábil, até a imposição das
responsabilidades apuradas, devendo ser efetuar a baixa
somente após a imposição das responsabilidades
apuradas e, se cabível, a restituição a ao erário.
116
ALGUNS CUIDADOS NO 
ENCERRAMENTO DE MANDATO...
117
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
• Iniciativa de lei da Câmara Municipal – Art. 29, V, da CF/88;
• Subsídio fixado em parcela única – Art. 39, § 4º da CF/88;
• Subsídios do Poder Executivo deve ser fixado por lei;
• Especificado em valor certo, na moeda corrente nacional;
• Valor NÃO pode ser superior ao subsídio do Ministro do STF
na data da fixação;
1. DO PODER EXECUTIVO
118
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
• Não pode ser vinculado a salário de servidores ou
quaisquer outras referências;
• Não pode ser fixado em unidades de salário mínimo, nem
em quaisquer outras moedas ou referências;
• O ato tem que estipular critério de recomposição do valor,
observando-se o art. 37, X, da Constituição Federal;
1. DO PODER EXECUTIVO
119
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
• A fixação deve ocorrer no prazo estabelecidona Lei
Orgânica do Município, se houver;
• A publicação do ato na Imprensa Oficial do Município no
prazo estabelecido na Lei Orgânica do Município, se houver,
mas sempre antes das eleições.
1. DO PODER EXECUTIVO
120
Art. 29-A. Emenda Constitucional nº 58/2009
LIMITE DE DESPESA DO LEGISLATIVO
Inciso II 
6%
Inciso III 
5%
Inciso IV 
4,5%
Inciso I 
7%
De 100.001
Até 300.000
De 300.001
Até 500.000
De 500.001
Até 3.000.000
Até 100.000
habitantes
70%
LIMITE PARA A FOLHA DE PAGAMENTO (§ 1º do Art. 29-A)
Inciso V
4%
De 3.000.001
Até 8.000.000
Inciso VI
3,5%
Acima de
8.000.001
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
121
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
• Fixação pode ser feita por Resolução da Câmara – art. 29,
VI da CF/88;
• Subsídio fixado em parcela única – art. 39, § 4º da CF/88;
• Especificado em valor certo, na moeda corrente nacional;
• O valor fixado tem atender aos limites constitucionais e
critérios da Lei Orgânica do Município;
2. DO PODER LEGISLATIVO
122
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
• Não pode ser vinculado a salário de servidores ou
quaisquer outras referências;
• Não pode ser fixado em índice percentual com base no
subsídio do deputado estadual;
• Não pode ser fixado em unidade de salário mínimo, nem em
quaisquer outras moedas ou referencias;
2. DO PODER LEGISLATIVO
123
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
• Não pode ser superior ao limitado pelo subsídio do
deputado estadual vigente na data da fixação, segundo o
índice que couber em razão da faixa populacional em que o
Município se posicionar na data da fixação;
• O subsídio do Presidente do Legislativo não poderá ser
maior que o subsídio fixado para o Prefeito do Município;
2. DO PODER LEGISLATIVO
124
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
• O ato tem que estipular critério de recomposição do valor,
observando-se o art. 37, X, da Constituição Federal;
• A fixação deve ocorrer antes da data das eleições ou do
prazo estabelecido na LOM;
• A publicação do ato na imprensa Oficial do Município no
prazo estabelecido na Lei Orgânica do Município, se houver,
mas sempre antes das eleições.
2. DO PODER LEGISLATIVO
125
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
Importante: A fixação do subsídio dos vereadores
vincula-se aos princípios da anterioridade e
inalterabilidade e o conceito considera que
promulgação (publicação) do ato fixatório respectivo
na imprensa Oficial do Município deverá ser
efetivada antes das eleições ou no prazo definido
pela Lei Orgânica do Município, se este não for
posterior à data das eleições.
2. DO PODER LEGISLATIVO
126
FIXAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS 
AGENTES POLÍTICOS
Subsídio de Vereador e Presidente da Câmara
Número de Habitantes 
do Município
Limite máximo em 
relação ao subsídio 
dos Deputados 
Estaduais
Até 10.000 20%
De 10.0001 a 50.000 30%
De 50.0001 a 100.000 40%
De 100.001 a 300.000 50%
De 300.001 a 500.000 60%
Acima de 500.000 75%
127
REVISÃO DO VALOR DO SUBSÍDIO DOS AGENTES 
POLÍTICOS DE AMBOS OS PODERES
Acerca da iniciativa para propor projeto de lei de reajustes dos
subsídios dos agentes políticos, a posição dominante entende
que a propositura compete ao titular de cada Poder.
Muito embora o art. 37, X, da Lei Maior apresente a
expressão “iniciativa privativa” pode-se ilustrar que o Supremo
Tribunal Federal, na ADIn nº 2.726-3, entende que tal
instrumento deve ser iniciado pelo Chefe do Poder Executivo.
128
PROVIDÊNCIAS PARA ENTREGA DO MANDATO
Organizar a coletânea dos principais regulamentos locais:
• Plano Plurianual;
• Lei de Diretrizes Orçamentárias e Orçamento para o exercício 
subsequente;
• Lei Orgânica do Município;
• Leis Complementares à Lei Orgânica;
• Regimento Interno das Administrações Direta e Indireta;
• Lei de Organização do Quadro de Pessoal e Legislação 
Complementar;
• Estatuto dos Servidores do Município;
• Lei de Parcelamento do Uso do Solo;
129
PROVIDÊNCIAS PARA ENTREGA DO MANDATO
• Lei de Zoneamento;
• Código de Postura;
• Plano de Carreira e Remuneração do Magistério;
• Código Tributário;
• Plano Diretor, se houver.
130
PROVIDÊNCIAS PARA ENTREGA DO MANDATO
Aspectos Financeiros:
• termo de conferência de saldo em caixa (se houver, mesmo não
sendo recomendada a utilização).
• termo de verificação de saldos em bancos com consistência
contábil, (conciliações bancárias).
• talonários de cheques (para entrega, elaborar demonstrativo das
folhas de cheques disponíveis, por banco, conta corrente e
talão).
131
PROVIDÊNCIAS PARA ENTREGA DO MANDATO
Registros de responsabilidades:
• regularização de adiantamentos;
• obrigações contraídas (Restos a Pagar), evidenciando os valores
liquidados e os pendentes de processamento;
• regularização de folhas de pagamento;
• inventário dos bens móveis, com consistência contábil;
• estoque dos bens de consumo disponíveis no almoxarifado, com
consistência contábil.
132
PROVIDÊNCIAS PARA ENTREGA DO MANDATO
• catalogar e relacionar os contratos ainda em andamento (obras e
serviços).
• relacionar os contratos de empregados temporários,
demonstrando o início e o vencimento do contrato.
• relacionar os convênios e auxílios com contas prestadas e a
prestar (TC’s).
• demonstrar os convênios com parcelas a liberar pela Entidade,
as prestações de contas recebidas e a receber.
133
Muito Obrigado
Boa Sorte
Marcio José Assumpção
Marcio.assumpcao@up.com.br
“As pessoas poderão até duvidar do que você diz, 
mas acreditarão no que faz”
Ralph Emerson
134

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